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Como se tornar um economista
Depois que escrevi o artigo Ciência Sombria? Ciência Feliz!, fui questionado sobre o que um estudante interessado em economia deve fazer.  Se ele deve ingressar em uma faculdade de economia ou não, se ele deve seguir carreira acadêmica ou não, se deve estudar por conta própria ou seguir conselhos alheios, entre vários outros questionamentos.

Tempos atrás, escrevi sobre a missão do Instituto Mises Brasil e tratei de um esboço que apelidei de UMB (Universidade Mises Brasil), e resumi ali algumas ideias sobre alunos serem autodidatas em economia com o ferramental (livros, cursos, artigos) disponível no site do IMB e do Mises Institute.

Anteriormente já havia sido publicada no site uma perspectiva mais completa no artigo do Walter Block, no qual ele estimula os alunos a se tornarem economistas e adquirirem seu Ph.D. para seguir a carreira acadêmica.

O artigo de Block já é completo, mas eu seria mais radical: minha recomendação se limita a uma graduação apenas em matemática ou estatística (Block sugere ambas, economia e matemática).  Entretanto, uma vez que sabemos que a boa ciência econômica não carece de modelos matemáticos, e que Ação Humana, o monumental livro de Mises, não tem uma só equação em suas mil e tantas páginas, o leitor pode estranhar por que sugiro uma graduação em matemática.  Mas justifico o porquê disso.

A primeira razão para sugerir a graduação em matemática é para o aluno que pretende seguir carreira acadêmica, mesmo que seja em economia.  Pois para um mestrado ou doutorado, tanto no Brasil quanto no exterior, a carga em matemática é pesadíssima e um graduado em matemática pode tirar de letra o conhecimento numérico exigido nos cursos de pós-graduação em economia.  Como é muito difícil conseguir uma vaga no mestrado sem apresentar uma tese que carregue toneladas de equações e cálculos, aquele que quiser seguir carreira acadêmica terá de suportar o período de tortura ao qual será submetido no mestrado, além de defender uma tese "não austríaca".  Durante esse período, ele terá engolir muitos sapos caso queira seguir em frente.  É o grande sacrifício exigido para ser um acadêmico.

Por outro lado, esse sacrifício pode render bons frutos: o economista austríaco que se graduar em matemática nunca será vitima daqueles que apelam para esse recurso para se valer de algum argumento.  Poderá desmoronar empulhações daqueles que utilizam esse ferramental para iludir os demais com mais facilidade.

A segunda razão é como ferramenta de trabalho para uma área que muitos dos que escolhem o curso de economia pensam em trilhar: cargos no mercado financeiro, nas finanças empresariais.  O leitor mais atento dirá que Peter Schiff e Jim Rogers utilizam economia austríaca e isso é o que faz a diferença para eles. Certo, aceito o argumento.  Porém, habilidade com números nunca atrapalhou ninguém no mercado financeiro, e um graduado em matemática vê a matemática financeira como brincadeira de criança.  Se um estudante de economia imagina que bancos, corretoras e empresas do setor financeiro divulgam suas ofertas de emprego apenas no mural de estágios de suas faculdades, sugiro a eles irem até o mural da faculdade de matemática ou de engenharia (de produção principalmente).  A oferta ali é igualmente grande, senão maior.

Em uma mesa de operações do mercado financeiro, o iniciante irá se deparar com centenas de planilhas e cálculos financeiros que podem intimidar.  Mais ainda: que irão exigir mais preparo justamente de quem não tem habilidades matemáticas. 

Resolvida a questão matemática, vem outra pergunta: como aprender sobre Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos, epistemologia, reservas fracionárias, utilidade marginal, teoria do empreendedor, história do pensamento econômico, economia do setor público etc? A resposta é direta e reta: www.mises.org.br.  Não há nenhum lugar comparável para se tornar um economista de fato como o Instituto Mises Brasil.  O estudante sério e dedicado encontra no site livros gratuitos, artigos e vídeos, participa de debates e tira suas dúvidas nos comentários.

O importante é que, concomitante à graduação sugerida de matemática, o estudante se dedique de forma intensiva ao estudo da Escola Austríaca, crie uma disciplina sistemática para a leitura dos livros e principalmente dos artigos, faça resumos e anotações.  É o conhecimento da Escola Austríaca que tornará o estudante um economista.  A graduação em matemática irá apenas habilitá-lo a um posto acadêmico ou profissional, simplesmente porque vivemos na era do diploma, em que o conhecimento é menos importante que um certificado.

O aluno dedicado que iniciar agora verá que nem todos os livros da escola austríaca estão disponíveis em português; porém, assim como o IMB, o Mises Intitute disponibiliza todos online.  Não há livro que você queira ler que não o encontre na íntegra no site do instituto americano.  Isso fará também com que o aluno se dedique a aprender outro idioma, o que é muito importante culturalmente e profissionalmente.  Eventualmente esse aluno fará cursos extras disponíveis na Mises University, que são imersões de uma ou duas semanas.

Caso tenha disponibilidade e quiser fugir de um "mestrado em economia mainstream", o aluno ainda tem a opção de ir à Espanha fazer o mestrado com Jesús de Huerta de Soto, ou à Guatemala, na Universidad Francisco Marroquin, que tem currículos puramente voltados à escola austríaca, ou à França, em Angers, e estudar sob a orientação de Jörg Guido Hülsmann.  São as únicas opções que conheço.

Quer ser acadêmico?  Mãos à obra.



autor

Cristiano Fiori Chiocca
é economista e empresário.

  • Augusto  04/09/2011 10:21
    Para quem fala ingles, uma boa pedida eh o curso organizado pelo prof. Murphy: mises.org/store/Mises-Institute-Home-Study-Course-in-Austrian-Economics-P211.aspx
  • Eve  27/04/2012 09:21
    "Não há nenhum lugar comparável para se tornar um economista de fato como o Instituto Mises Brasil."

    De fato!

    Quanto ao resto, o diploma de economista atualmente é uma necessidade ou um bônus para muitas aspirações profissionais, mas, não fosse assim, ao menos eu tenho certeza de que me dedicaria mais à escola austríaca e à matemática (interesse antigo), inclusive a financeira. No momento, me mata ter de priorizar o conteúdo equivocado e desinteressante da minha faculdade e procurar pretextos para não sentir culpa toda vez que o deixo de lado em nome do verdadeiro aprendizado. Um diploma de bacharel em matemática para silenciar de vez os ortodoxos prepotentes? Quem sabe futuramente. :)

    P.S.: "envie-nos seu comentário inteligente e educado", isto é novo? Achei o máximo, hahaha!
  • Eve  27/04/2012 10:26
    Eita, não era pra ser uma resposta ao primeiro comentário, haha. A ele, eu pretendia responder que tinha acabado de ver este curso num dos links do artigo, e que agora o queria muito mesmo. (:
  • Adauto Nogueira  23/06/2013 23:01
    Gostaria mais me dedicar ao estudo da escola austríaca,entretanto me vejo cada vez mais sobrecarregado de livros de economia e matemática para estudar. Mais oq gostaria de me informar pq o estudo da escola austríaca me faria um verdadeiro economista? ainda estou no terceiro período de economia na federal de pernambuco será que ainda tenho salvação para conhecer essa escola ou deveria apenas eguir o fluxo da grade curricular e me tornar mais um seguidor de Keynes?
  • anônimo  23/06/2013 23:22
    Depende, você quer um cargo público ou quer entender como a economia funciona?

    Se quer cargo público, estude Keynes, se quer entender como a economia funciona, estude Mises.
  • Marcelo Werlang de Assis  24/06/2013 00:21
    Somente quem efetivamente conhece pouco ou nada de Mises & cia. faria essa pergunta... Ademais, trata-se de um problema que toca o cerne da moralidade: "Estatismo (mal) ou liberdade/propriedade (bem)? A qual lado aderir?"
  • Marcelo Werlang de Assis  26/06/2013 22:41
    Adauto, este livro, mises.org.br/Ebook.aspx?id=60 (Ação, Tempo e Conhecimento: A Escola Austríaca de Economia), foi feito sob medida para você, que está com o tempo escasso. Boa leitura!
  • Alexandre Andrade  12/09/2017 17:13
    O mestrado em EA é aceito para trabalhar como economista de fato em instituições públicas ou privadas aqui no Brasil?
  • Lopes  23/06/2013 23:53
    Já fizeste o mais difícil: Expôs-se ao questionamento.

    A literatura austríaca traduzida está confortavelmente posicionada à algumas teclas de distância. Em função de sua falta de tempo, porém, recomendá-lo-ia que à bem da verdade, leia "Economia em Uma Única Lição" do Hazzlit, uma coletânea de casos práticos onde a teoria austríaca expressa sua funcionalidade. É um livro breve e objetivo.

    Se deseja uma literatura que ainda mais resuma tanto a escola principal da grade curricular, sua secundária, a tradicional extra-curricular e a própria austríaca, recomendo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1349
    Se almeja um resumo ainda mais discriminante entre a escola austríaca e o mainstream, veja: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1380

    Agora, a respeito de seu questionamento relativo à posição de "economista de verdade", indaga-lo-ia a respeito do que seria tal cargo/mérito. Segundo Hayek, a própria crença de que a economia está a ser dominada apenas pela realização de um curso na faculdade consiste em uma pretensão ao conhecimento. Segundo o Estado, nada mais é necessário além do teu diploma para que o seja.

    E além disso, alerta-lo-ei naquilo que é relativo a uma problemática de intenções. O IMB não parte da premissa que deseja torná-lo um economista, é meramente um portal para a divulgação de ideias que são de utilidade a todos. Secando essas filosofia, economia, moralidade, entre outras.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  04/09/2011 12:32
    Parabéns pelo excelente artigo.
  • josiberto  04/09/2011 14:37
    Queria saber de uma vez por todas da galera que cursou ou esta cursando economia: Vale apena ou não cursar esta ciência? ou é melhor ser auto-didata?
  • Ruthiany  04/09/2011 17:10
    Olá! Em resposta a 'josiberto'...
    Eu estudo economia na UERJ e inclusive sou aluna do Ubiratan Iorio que lançou um livro pelo mises recentemente.
    Não existe, na minha opinião comparação entre ser aluno de uma boa faculdade de economia e ser autodidata.
    Vc pode, e deve ter uma ampla biblioteca, e não só austríaca, para formar um maior conhecimento e servir de base para formar sua opinião. Mas como comparar uma leitura solitária (mesmo que seja do melhor livro do mundo) e a experiência de economistas, austríacos e keynesianos na sua frente, a sua disposição, pra tirar dúvidas e compartilhar conhecimento. Acho muito mais fácil ser autodidata em matemática, do que em economia.
    Eu aprendo MUITA coisa diferente em uma única semana de aula. E nãofalo de simples funções cobb-douglas, falo de informações substanciais que valem de referência pra um economista.
    Não posso falar de instituições como Ibmec que tem um viés e currículo mais voltado para o mercado financeiro, mas NÃO trocaria minha vaguinha na UERJ por nenhuma biblioteca completa nesse universo. Mas sempre depende do que vc busca lá. Muitos entram e saem com um diploma sem nenhuma opinião nem conteúdo substanciais. Sempre vai de cada um.

    Abraços
  • William  29/12/2011 16:03
    Também já pensei em fazer economia.
    Porém conheço bastante gente que faz esse curso, e me disseram que a maioria dos professores keynesianos ou marxistas estão mais interessados em impor suas opiniões e crenças do que ensinar de fato.
    Aí acabei desistindo da idéia...
  • Cristiano  04/09/2011 17:13
    Josiberto, sou o autor desse artigo e me formei em economia. No final do meu curso eu descobri o site do Mises Institute e ao mesmo tempo que descobri um tesouro me deu uma tristeza por não tê-lo encontrado antes. Os artigos que eu lia lá valiam mais que semestres inteiros do curso.
    Hoje eu jamais teria cursado economia e não recomendo aos estudantes.
  • Leninmarquisson da Silva  04/09/2011 19:42
    Olá Josiberto;

    Sou suspeito pois não faço economia. Mas faço engenharia de produção na Facamp, que assim como a IBMEC tem seu currículo todo voltado pro mercado.
    Bom, praticamente é uma faculdade de economistas. 3 dos quatro donos foram fundadores dos institutos de economia da Unicamp (Belluzzo, João Manuel e a esposa dele, Liana Aurelliano) e um foi presidente da BM&F, Eduardo da Rocha Azevedo.
    Eles prezam a porcaria do ENADE e todos os cursos de lá estão entre os 5 melhores avaliados do país. Economia ficou em 2º da última vez, se não me engano.

    Enfim, como parte da grade de engenharia tive "Introdução a Economia" e Micro I e II até o momento. Professores com doutorado, e sabe o que eu aprendi? PORRA NENHUMA. Ao menos, não o que eu já não sabia. Se não soubesse também, nada que 30min de leitura aqui no IMB me explicasse. Sério.
    Não que eu não tenha aprendido absolutamente nada, mas o conteúdo de 3 semestres poderia ser passado em 3 meses, e foi muito fraco. O máximo que estudava (sem ser pelo IMB, claro), era 15min antes da prova com um resumo em tópicos, suficiente para garantir com folga o 7 necessário para média. Já o pessoal da minha classe que lia tudo o que era indicado, não sabe nem o que é reserva fracionária até hoje, mas sabem que as empresas obrigam os consumidores a comprar aquilo que eles não precisam, pois leram Galbraith...

    Posso estar falando besteira, mas, tirando a parte ferramental da economia (matemática, estatística, cálculo, finanças, etc) o resto depende de uma boa leitura; é só pegar os livros (certos) e ler, coisa que o IMB dá conta.
    Uma faculdade só lhe serviria para ajudar nessa parte de exatas, o resto seria enrolação, assim como é com algumas matérias do meu curso de engenharia.

    Por isso concordo plenamente com o Cristiano.


    PS: "Josiberto"...Ta aí alguem com um nome tão feio quanto o meu pseudônimo.
  • Gabriela Coutinho  04/09/2011 15:06
    Muito bom este seu artigo, eu quero estudar economia mas já estou me preparando para as aulas de estatismo que terei aqui no Brasil, e realmente estou aprendendo a gostar de matemática agora, estudando sozinha, mas neste caso fazer um curso de matemática primeiro seria bem mais viável né, assim já saberíamos qual os conceitos matemáticos antes deles serem revestidos de uma linguagem financeira e muitas vezes mais dificultado pelos próprios esquerdistas.
  • Saulo Gomes  04/09/2011 15:18
    Caro Cristiano,tendo-se formação em matemática e estatística, como seria a posição no mercado, de alguém d quem se interessa por macroeconomia,mercado de capitais,etc.?Ela deveria fazer algum curso de extensáo,mestrado,etc.?Minha posição atual é:Estou fazendo economia em instituição brasileira(daquelas de base keynesiano-marxista mesmo),pretendo concomitantemente ao curso, fazer inglês e enfim seguir seu conselho, encontrar uma ilha de pensamento austríaco em algum canto do mundo...Não vou perder meu tempo?
  • Cristiano  05/09/2011 13:04
    Saulo, conforme escrevi no artigo, minha sugestão é não cursar economia. Caso vc estude matemática, o conteudo em economia vc deve buscar nos centros austriacos, como o IMB e MI. Para sua pós, se puder faze-la no exterior, sugeri algumas opções. Se quiser fazer no Brasil vai ter que engolir alguns anos de keynesianismo-neoclassicismo-marxismo.
  • mcmoraes  04/09/2011 15:39
    Aos auto-didátas matemáticos, recomendo o seguinte livro: The Princeton Companion to Mathematics
  • Leninmarquisson da Silva  04/09/2011 18:23
    Estou contando com a UMB para estudar, já que a faculdade onde estudo se esforça para ter "conceito" máximo com o MEC, além de ser fundada pelo Belluzzo e o João Manuel (que é primo do FHC).
    Trazem palestrantes para falar das "maravílhas sociais" do governo, como o Suplicy que foi falar do renda mínima, além de outros idiotas.

    E além de tudo ainda tem um filho da puta que fica todos os dias na cantina vendendo uma infinidade de livros esquerdistas pra playboyzada imbecilóide.

    Oh, nunca fiquei tão feliz por ter escolhido engenharia ao invés de economia! Esse artigo tirou um fardo das minhas costas! Adeus, oh dúvida cruel! Hhaohehoeoe


  • John Galt  04/09/2011 20:22
    -Toda vez que alguém sobe de classe social, alguém desce.
    -Professor, acho que não é bem assim que funciona.
    -Marx disse que era assim.
    -Então acho que Marx estava errado. Se você parar pra pensar, pela lógica...
    -Parou tudo! Isso aqui não é lógica, isso aqui é economia.

    Vocês acreditam nessa história?
  • Rhyan  04/09/2011 22:40
    Muito bom o texto, bem transparente!

    Parabéns, Cristiano!
  • Daniel Klug  05/09/2011 00:15
    Sou formado em Economia e licenciado em Matemática. Fiz o mestrado em História Econômica. Realmente, o Cristiano (autor do artigo) tem razão ao afirmar que, por aqui (no Brasil), nada se ensina sobre a Escola Austríaca. Se depender do que aprendi na matéria de HPE, nada mais eram que liberais mais radicais. Ação humana, utilidade marginal, teoria monetária austríaca? Não senti nem cheiro...
    No mestrado, apesar de ser na área de História Econômica, tive de cumprir o mínimo de Micro e Econometria, e certamente a bagagem anterior de Matemática me ajudou muito. Na realidade, quando você lê os artigos de hoje em dia, do mainstream, a Matemática acaba sendo obrigação!
    E valeu a pena ter estudado Economia? Vou dar minha opinião, baseada exclusivamente na minha experiência: se hoje sou adepto da Escola Austríaca e dos ideais libertários, é uma escolha consciente. Passei por anos estudando os clássicos, neoclássicos, keynesianos (o que predomina hoje, ainda que com roupagem algébrica), até marxismo. Meu orientador no mestrado era marxista (deve ser até hoje, não morreu). Mas digo que sempre vi que não dava certo. Adotei postura neoclássica desde o princípio porque era o que achava mais correto (e, para quem não conhece a EAE e tem algum cérebro, o neoclassicismo econômico é o que faz mais sentido).
    Gostei muito quando tive chance de aprender realmente sobre o pensamento austríaco pelo IMB e pelo LvMI. Puxa, parecia que encontrara um oásis de verdadeira Ciência Econômica no deserto árido do keynesianismo vs. neoliberalismo de hoje em dia. Leio todos os dias. Baixo os livros que posso para ler quando dá. Tenho até uns impressos, escolhidos dentre aqueles que todo economista sério deve ter!
    O caminho indicado no artigo me teria poupado de muita bobagem, realmente. Mas não me arrependo, pois posso dizer, hoje, que minha escolha foi, garantidamente, feita com bases sólidas e conhecimento claro do que há do outro lado.
    Espero que tenha ajudado! Abraços!
  • GabrielBL  01/05/2016 18:57
    Olá, Daniel Klug. Eu vou começar minha faculdade de economia este ano no segundo semestre em uma federal, e nesse meio tempo descobri sobre este site, sobre o mises. Bem, eles indicam friamente a desconsiderar o modelo keynesiano por suas falhas, mas eu penso, se eu simplesmente desconsidera-lo sem estudar a fundo, não estaria, eu, fazendo o mesmo que vários estudantes de economia que ignoram outras correntes econômicas e ficam presos a grade curricular? Afinal, o ideal é eu estudar o máximo que conseguir sobre cada uma das escola e com base em minhas criticas e pensamentos decidir qual seria a "melhor".

    E vendo tantos comentários dizendo sobre o desprazer de ter feito economia, ou da salvação de não tê-lo feito, sinto-me melhor por ler um comentário de alguém que, aparentemente, compartilha a mesma ótica que eu.
    Obrigado.
  • Giovanni P  05/09/2011 08:08
    Por "ser acadêmico" você quer dizer "ser um funcionário do Estado cujos serviços à sociedade são enormemente superestimados"?
  • Cristiano  05/09/2011 13:12
    Usei o termo acadêmico no sentido de ser um professor e dar aulas.
  • Djalma  05/09/2011 08:28
    Fiz várias disciplinas no mestrado de História Econômica, aliás, tinha créditos sobrando mas a mentalidade esquerdista do curso me dixou desanimado. Cansei de estudar e ver tanta babaquice e desonestidade além de muita ignorância econômica. Rothbard, fala que o ideal é fazer a graduação em matemática ou economia e a pós-graduação também . Mas el deu uma dica: se o estudante fazer graduação em matemática o ideal é fazer uma pós-gradução em economia e vice-versa.
  • Euronymous  05/09/2011 10:33
    Olha, hoje trabalho em uma grande consultoria e as equipes são, por cima, 50% engenheiros, 25% economistas e 25% administradores.

    Do ponto de vista técnico, os engenheiros obviamente tem maior facilidade na realização de análises numéricas em geral, cruciais neste ramo. Os administradores patinam mais, e os economistas estão em um meio termo. Talvez por isso costumam alocar formados em ADM em projetos que envolvem mais melhoria de processos ("soft") e engenheiros nos projetos com foco financeiro ("hard").

    Sou formado em engenharia, mas talvez pudesse ter feito economia, o que me permitiria ter me formado e começado a trabalhar 1 ano antes. Em uma carreira de crescimento rápido como consultoria isso seria o equivalente a estar em um cargo mais sênior e 34% a mais de salário. Porém precisaria de muito "estômago" para isso, pela maneira como os colegas economistas descrevem as aulas e idéias de alguns professores...

    Resumo da ópera: hoje, no brasil, o melhor curso em termos de versatilidade e aplicabilidade no mercado é o de engenharia (provavelmente a de produção, onde tu aprende desde o dia 1 a maximizar resultados...). Perde-se muito tempo em blablabla inútil (geralmente anti-capitalista) em cursos de administração e economia. Isso, claro, considerando o nível geral dos cursos, mas já ouvi falar de escolas de negócios por aqui que seguem o modelo americano, com mais business cases e etc... Não adianta aprender ferramentas de maneira fragmentada sem exercícios de diagnóstico e aplicação conjunta destas ferramentas de maneira a melhorar o lucro líquido das empresas. A maior parte dos egressos de ADM, por exemplo, mal lembra como ler uma DRE pois não aplicaram tal conhecimento de maneira estruturada.
  • André  05/09/2011 11:34
    Cara, tô terminando Sociologia na UnB (ainda hoje não sei como consegui aguentar anos de baboseira "marxisto-fucôtiana-pós-frankfurtista"), estudo economia em casa, com o IMB e o ILvM, mas, como "vivemos na era do diploma", penso muito em fazer um mestrado em economia. Mas não aguentaria nem meia aula a mais de estatismo marxista "anti-neoliberalismo" ou mesmo de keynesianismo tolo.

    Restaram algumas dúvidas: mesmo um mestrado com Huerta de Soto, Hülsmann exige uma formação matemática? E se exige, é viável o autodidatismo em matemática? Digo, a "Academia" aceita o autodidatismo ou pede o papelzinho (diploma)?

    Valeu pelo livro, mcmoraes! É facinho, facinho de baixar! Pode recomendar outros? rsrs
  • Kalil  05/09/2011 12:48
    Sou estudante de Engenharia e gostaria de saber quais são as perspectivas de carreira para uma pessoa que seguisse os conselhos do texto? Em que area ela poderia atuar? seria o meio acadêmico?
  • Cristiano  05/09/2011 13:08
    Kalil, citei no texto o mundo acadêmico e o mercado financeiro (ou finanças dentro das empresas) pois são duas áreas que o estudante de economia geralmente segue carreira.
    Penso que em ambos os casos, quem seguir os conselhos do texto, terá uma formação muito mais completa, um grau de conhecimento muito superior do que é ensinado nas universidades hoje em dia.
  • Mauricio  05/09/2011 13:32
    Muito bom o artigo. Na engenharia a gente acaba tendo uma base bem forte em equações diferenciais, probabilidade, estatística e outros. Inclusive uma equação muito famosa na Engenharia Mecânica se chama Von Mises. É uma equação usada para critérios de falha e foi deduzida por Richard Von Mises, irmão caçula do nosso grande Ludwig Von Mises.(curiosidade)
  • Rafael Evangelista  26/07/2012 20:00
    Ah, esse Mises engenheiro era irmão do Mises economista? Logo quando eu vi a primeira vez achei que o economista era gênio demais e tinha desenvolvido o critério de falha, e depois achei só que o sobrenome devia ser bem comum mesmo.
  • Ricardo  26/07/2012 20:02
    Prezado Rafael, você vai se interessar por esse artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1299
  • Mateus  05/09/2011 17:46
    Uma curiosidade: O nosso querido Roberto Campos era graduado em Teologia pelo seminário de Guaxupé-MG. Foi para os EUA fazer o doutorado em economia mas não concluiu.
  • Jorge Matos  05/09/2011 18:31
    Matemática pura não recomendaria a economistas, exceto para quem quiser fazer teoria de equilibrio geral, algo com pouca conexão com o mundo real, e nicho de meia dúzia na epge e impa, que se acham os bons porque publicam na econometrica e afins.

    Conheço pessoalmente gente que publicou nas principais revistas do mundo de economia matemática mas que não sabe economia ! Diria que 95% destes não entende economia.

    Agora, recomendo sim uma sólida formação na graduação em estatística e filosofia da ciência. E de preferência que se aprenda bem uma linguagem de programação.

    Com esta bagagem, um mestrado em economia ou finanças, ou mesmo o estudo autodidata completam a lacuna de conhecimento tranquilamente.

    E também o acompanhamento das discussões em blogs e sites pode ser útil.

    Economia não é ciência exata, exige intuição, reflexão e confronto com a experiência humana. A estatística é a cola entre o conhecimento abstrato e a experiência humana.
  • Maurício Goncalves  05/09/2011 20:58
    Bom comentário, Jorge.

    Vc tem algumas referências com relação a filosofia da ciência para indicar?

    Abraço
  • Jorge Matos  07/09/2011 11:14
    Leandro

    Para uma boa formação sugiro a leitura de todos os clássicos: Popper, Hume, Husserl, etc.

    Se for ler apenas um, imprescindível mesmo é o Karl Popper.
  • Leandro Pereira  05/09/2011 18:47
    Caro Leninmarquisson da Silva,

    compartilho um pouco da sua experiência, pois até o semestre passado eu estudava na FACAMP. Fazia o curso de Relações Internacionais, com uma pretensa segunda diplomação em Ciências Econômicas. Nesse caso, pior do que fazer um curso de economia "puro" em qualquer universidade brasileira, os alunos de Relações Internacionais da Facamp têm uma carga altíssima das maiores leituras ideológicas que você possa imaginar. Qualquer opinião contrária ao Deus Keynes, nesse território é pecado capital. Não aguentei e "pedi as contas." Saí da facamp. Assim como eu, um amigo, também concentrado em estudos da economia austríaca,que fazia economia na mesma faculdade, abandonou. Uma faculdade de economia nos moldes do pensamento austríaco não é nenhuma ilusão ou alta pretensão, partido do pressuposto que na facamp os alunos pagam R$2.320 reais mensais pra ouvir os maiores absurdos econômicos das 8 da manhã as 17 da tarde.

    Saudações, Leandro
  • Renato Almeida  05/09/2011 21:07
    Prezado Cristiano,\r
    \r
    Obrigado pelo artigo. Eu estava em dúvida entre cursar Economia ou Matemática na Universidade de São Paulo. Tenho alguns questionamentos: você também não acha que um curso puro de matemática iria muito além do necessário para um economista? Além disso, apesar de haver uma concentração nos neoclássicos, Keynes e keynesianos, não seria interessante cursar uma excelente faculdade como a FEA-USP, mesmo que seja para conhecer os argumentos do outro lado de forma mais aprofundada? E, como escreveu o Jorge Matos, a Economia, por ser uma ciência que exige intuição, reflexão, etc, não faz com que também uma graduação em Matemática acarrete num conhecimento bastante insuficiente para a profissão?\r
    \r
    Grato, cordialmente;\r
    Renato
  • Cristiano  08/09/2011 12:39
    Olá Renato, ao entrar no bacharelado em matemática vc faz o ciclo básico (primeiro ano) e depois opta por Mat. Pura, Mat. Aplicada ou Estatística. A primeira eu dispensaria, escolhendo uma das duas. Com certeza vc vai aprender muito mais do que precisaria inclusive para uma pós mainstream em economia. Mas não vejo nisso um grande problema. Ali vc aprender matemática, economia deixe com o IMB. Se organize, seja mais sistemático do que se estivesse numa faculdade para o estudo em casa de economia.
    Nesse tempo, vc pode fazer cursos complementares sobre mercado financeiro, derivativos, etc.
  • Renato Almeida  05/09/2011 21:26
    Cristiano,\r
    \r
    Gostaria de saber se você recomendaria o curso de Matemática Aplicada e Computacional da USP. Eis a grade curricular: www.ime.usp.br/map/graduacao\r
    \r
    Grato, cordialmente;\r
    Renato
  • Matheus  05/09/2011 22:20
    Outras opções de pós-graduação em economia austríaca são a George Mason University (provavelmente a melhor) e a NYU. Abraços
  • Rafael Hotz  05/09/2011 23:47
    O Cristiano recomendou exatamente a carreira do Rothbard, rs...

    Eu acho que o principal não é o papel a ser pego para entrar formalmente no mercado, e sim o conhecimento que você obtém antes de entrar na faculdade. São anos preciosos, tanto profissional como financeiramente.

    Há um potencial de mercado fenomenal para os corajosos que quiserem enfrentar o MEC e investirem sério e pesado em educação.

    Imaginem pegar um sujeito com 11-12 anos e fazer um curso de, digamos, 7-8 anos com uma grade voltada em matemática, lógica, línguas, computação, economia austríaca, princípios de administração, contabilidade, finanças e sociologia. Cobre por isso, digamos, R$ 1.500-2000 mensais. Deve ser um pouco mais do que a classe B e A gasta com educação por cabeça, contando as aulinhas de inglês, intercâmbios, e qualquer outro por fora.

    O sujeito simplesmente não tem porque cursar faculdade. Pode entrar sossegado no mercado de trabalho com 19-20 anos e cursar algo equivalente a uma pós. E repagar qualquer empréstimos educacionais.
  • Filosofo  06/09/2011 09:44
    Enfrentar o MEC, eis a questão. A formação de um curso universitário nos moldes austríacos já seria enfrentar o MEC. Mas é possível criar uma universidade totalmente virtual usando plataformas como o moodle.
  • Rodrigo  06/09/2011 14:31
    Olá,\r
    Sou engenheiro civil, tenho 40 anos e há muito tempo estudo economia por conta própria, mas de forma irregular. Comecei um mestrado em gestão empresarial (mezzo economia e mezzo administração), mas com professores economistas marxistas e keynesianos. Um marxista me disse (quando eu perguntei sobre Von Mises e Hayek, logo no início do curso): "ah não, você não vai entender isso". Depois acabei indo atrás sozinho, achei livros, este site e desisti do curso.\r
    Continuo intercalando a economia com meus outros interesses de leitura e estudo (filosofia, história, psicologia). Onde posso encontrar um roteiro para levar a sério o estudo da economia, um plano de estudos, algo assim?\r
    Parabéns pelo artigo e pelo site.\r
    Rodrigo.
  • Cristiano  08/09/2011 12:44
    Olá Rodrigo, no primeiro comentário feito por um leitor nesse artigo tem o link de um Guia de Estudos elaborado pelo Bob Murphy. Ainda não temos algo similar no IMB mas cada vez mais teremos materiais disponíveis, Por enquanto a sugestão é leitura do que existe da forma que cada um se sinta melhor. Não descarto a hipótese de organizar um roteiro, apesar de que a minha "formação austriaca" se deu de modo um tanto caótico e desorganizado.
  • Fernando Ulrich  07/09/2011 00:47
    Um leitor do IMB me perguntou via email qual a era minha opiniao a respeito deste tema. Imaginando que fosse de interesse comum achei melhor responder no proprio artigo. 
    Em primeiro lugar acho que quem esta neste momento de escolher entre diversos cursos, deve se perguntar antes se quer seguir a vida academica ou nao. 
    Se o entusiasta em economia quer escolher a vida academica penso da seguinte forma: uma graduacao em madematica pode sim desenvolver bem o raciocinio e qualificar para um mestrado em economia no pais (mas nao conheco as regras da Anpec). No entanto como nao cursei economia no pais nao posso dizer se eh melhor graduacao de economia ou matematica para depois seguir o mestrado. Acho que mestrado em economia no Brasil eh muito ruim pois praticamente nao ha possibilidade de aprender EA. Talvez seja possivel desenvolver uma tese em EA. Mas materias em EA com certeza nao. A nao ser em alguma aula do prof Iorio.
    Se o aluno deseja muito seguir a vida academica no BR tera que engolir muitos sapos e ter que despender muito tempo estudando coisas inuteis. Acho que nao preciso discorrer sobre o conceito de custo de oportunidade. 
    Minha sugestao talvez seja graduacao em qualquer curso no BR e mestrado e doutorado com o Huerta de Soto na URJC de Madri. Depois disso tratar de validar os diplomas no  BR e lecionar. Pelo menos nao tera que aturar uma anpec da vida. E podera desenvolver uma tese 100% austriaca (sem contar as aulas do mestrado com conteudo puramente austriaco tambem). 
    Agora se o entusiasta em economia nao pensa em ser academico (como foi o meu caso), sugiriria fazer um curso que possibilitasse ao estudante colocacao em diversas areas. Por ex. O curso de Administracao. Com este curso pode-se trabalhar em diversos setores. E quem for realmente interessado no estudo de economia tambem pode fazer o mestrado mencionado acima. 
    Ou ate mesmo um mba em financas que sera muito util. 
    A parte de todo o explicado, eh mandatorio que cada um estude como autodidata e compreenda melhor o que eh economia. Assim como considero adm um curso importante para qualquer profissao (pois um medico talentoso que nao sabe gerir o negocio vai a bancarrota antes de um mediano que sabe tocar o negocio), acho que a economia (EA) eh um conhecimento muito importante e benefico para qualquer profissional tambem. Entender como funciona a sociedade, o mundo, somente com EA mesmo. 
    Por fim, se o unico objetivo eh o conhecimento em economia, nao faca nenhuma faculdade. Estude por si so. Mises br. Mises alabama. E se vc nao sabe ingles, divida o estudo em economia pela metade e estude ingles neste tempo. Depois de ser fluente volte por completo aos estudos em economia. 
    E apenas para relembrar, nao se esquecam do custo de oportunidade. Enquanto uns leem o manual de economia do paul samuelson, outros leem Acao Humana. O que vc prefere? O tempo eh o recurso mais escasso. Nao ha como poupa-lo para consumir no futuro. Eh bom pensar bem em como investir seu tempo.
  • Leandro Pereira  07/09/2011 10:02
    Não discordo de uma vírgula sequer! Larguei o curso de Relações "Bobacionais", ops, Internacionais para cursar Administração de Empresas e no futuro ir para Espanha estudar com o professor Huerta de Soto. Nesse sentido, você poderia passar algumas informações a respeito desse processo, Fernando?
  • Fernando Ulrich  07/09/2011 11:14
    Leandro Pereira, me envie um correio a ulrich@mises.org.br que te encaminharei algumas info.
  • Fernando Ulrich  07/09/2011 11:27
    Geralmente se fala que um curso em economia convencional tem seu lado positivo, pois aprenderemos melhor a refutar os agumentos de teorias errôneas. \r
    Sim, isto pode ser verdade. Mas não é preciso 4 ou 5 anos em uma faculdade para aprender e refutar argumentos equivocados. Para os que consideram este um importante benefício ao cursar economia, lembro novamente do custo de oportunidade. \r
    Os encorajo a estudar a EA e talvez despender uns 12 meses (mais do que suficiente) lendo Keynesianos, Monetaristas, e qualquer outra escola. Garanto que aprenderás mais e conseguirás refutar tanto quanto ou até melhor do que se houvesse cursado economia por 4/5 anos.\r
    \r
    Outra questão relevante, aos que pretendem fazer o mestrado do Huerta de Soto, é não enxergar o diploma do mestrado como um excelente "certificado" a ter no currículo.\r
    \r
    Infelizmente, ainda há pouca gente que conhece EA, seja no mundo acadêmico ou profissional. Honestamente, sempre tive a intençã de fazer um MBA, mas após conhecer a EA (em 2008), acabei fascinado e decidi aprender mais. Fiz puramente pelo conhecimento.\r
    \r
    Curiosamente, no meu caso o mestrado em EA foi visto como um ótimo ponto extra no currículo. Mas garanto que não é algo usual.
  • Vinci  13/09/2011 13:46
    Concordo Plenamente com o texto, mas acho que os motivos de se fazer matematica como graduação vão além.

    A Matemática é a ciência do raciocínio, da lógica, da abstração. Consegue, como linguagem, chegar a conclusões, teoremas e postulados inimagináveis.

    A Matematica não se resume a cálculo, finanças ou ferramentas para engenharia. A Matemática abarca abstração, epistemologia, Lógica, ciência. Enfim, é fascinante e enriquecedora.

    Na pior das hipoteses, alguem com excelente nivel em matemática tem, por tabela, um execelente nível cognitivo. Para tudo o mais, o conhecimento em Matemática sempre será positivo.


    A Economia e a Matemática se aproximam justamente para facilitar as análises. O problema não está na junção entre economia e matemática, mas sim nos pressupostos teóricos utilizados, que normalmente são baseados em falácias econômicas.

    Economia e Matemática devem estar unidas, mas antes é necessário separar o trigo do joio.
  • M.  04/10/2011 05:33
    Para fazer um estudo em Economia Austríaca, qual seria a cronologia indicada a ler de pensadores e economistas?
  • Cristiano  04/10/2011 11:59
    Caro M. não sei se existe uma regra pra isso. Como alertei em um dos comentários, o Instituto ainda precisa fazer (ou traduzir) um guia de estudos.
    Muitos aqui começaram a partir de debates que tiveram, isso os direcionou pra determinados assuntos.
    Acho interessante começar com os livros mais curtos de Mises como Liberalismo em 6 lições, Socialismo, e depois partir para Ação Humana e se alimentar com um artigo por dia.
    O importante é se organizar sistematicamente para o estudo. Como se vc estivesse pagando uma faculdade e aquelas 4 horas não pudessem ser interrompidas por nenhum contratempo.
  • Andre Poffo  04/10/2011 08:55
    Confesso que após a descoberta da EA, os estudos na faculdade da economia mainstream se tornaram relativamente fáceis. Não é dificil para percebermos alguns erros de alguns professores, fica a impressão: 'esse cara nunca leu Hayek e Mises'. Entretanto o próprio estudo da EA mostra como funciona a economia mainstream, na faculdade, parece que sei de antemão o que irão dizer.
  • anônimo  08/11/2011 23:24
    legal o artigo, sou economista e concordo que seria muito melhor se estivesse cursado matemática ou engenharia...
  • Fox  29/12/2011 13:30
    Olá, Cristiano!!

    Estudo direito e, após ler alguns textos de economia na faculdade, fiquei fascinado por esta área do conhecimento. Desde então,venho pesquisando na net sites, livros, resumos, manuais, documentários(inside job) tudo sobre economia. Observei a importância dada a matemática para o estudo da economia. Nunca fui um exímio aluno de matemática na escola, mas por outro lado nunca tive dificuldade de aprender e enfrentar desafios.
    Gostaria da sua indicação para um roteiro de estudo, elencando as disciplinas fundamentais da matemática que servirão de base para o estudo da economia, não só para revisão mas também para aprofundamento da matéria.

    Grato,
  • Cristiano  27/04/2012 08:12
    Caro Fox, nenhuma base de matemática (que vc já não tenha no ensino fundamental) será nescessária para o estudo da economia. Conforme falei no texto, a matemática pode até ser util para vc conseguir um emprego na area da economia, mas conhecimento em economia vc adquire lendo os autores austriacos.
    pode começar já!
  • anônimo  11/06/2015 02:16
    Faço contabilidade, leio tudo o que posso aqui no IMB, e pretendo montar um escritório de contabilidade, qual pós vc indicaria? Ou para se ter um escritório não é necessário ter uma pós.
  • Adão J. Sabará  25/04/2012 20:11
    Estou fazendo uma licenciatura em Matemática(4 anos).

    Gostaria de opiniões para fazer um curso em economia.

    Obrigado
  • Cristiano  27/04/2012 08:16
    Adão, comece com os livros mais básicos de Mises como Liberalismo, Mentalidade Anti-Capitalista e depois vá ao Ação Humana.
    Não deixe tb de ler um artigo do site por dia. Organize-se para maximizar seu tempo e as leituras, no término de 1 ano vc já estará bastante avançado.
    Ai sugiro se familiriarizar com mercado financeiro, funcionamento deste mercado e dos bancos.
  • Adão J.Sabará  27/04/2012 11:20
    Olá,
    Cristiano,


    Muito obrigado pelas indicaçoes, já baixei os livros(download). Vou encaderná-los e já vou começar a ler os livros. A respeito dos artigos, eu leio todos os dias.
    Bom será que o site colocasse um guia de estudo.
    A partir dos livros, a leitura dos artigos.
    Um Guia completo de estudo, para os autodidatas.

    Muito obrigado.
  • Johnny Jonathan  30/05/2012 15:58
    Olá, Cristiano.

    Pretendia fazer economia (na verdade, estou mais propenso a Comunicação Social em Jornalismo ou Editoração)

    Mas com este Artigo Já desistir da ideia.

    Logo quando desistir, lá no meio do artigo, a primeira coisa que pensei foi sobre a possibilidade se fazer Ciências Contábeis.
    Você saberia me informar se seria uma boa área? Ou estatística matemática é realmente o melhor caminho?

    Sempre gostei de matemática, mas ela não gosta muito de mim (se é que entende).

    E como adoro ciências humanas
    (não que Contábeis seja, aliás, a pergunta é só curiosidade sobre se o curso tem algo de Austríaco ou ajuda academicamente um),

    fico sempre frustrado quando nessa área os estudos se limitam ao Marxismo... algo que sempre achei estranho desde a minha 8º serie, quando tive o primeiro contado. Meus pais eram (e são) micro-empresários... ver meu livro de história xingar eles daquela forma foi absurdo! Minha racionalização psicológica em tentar defender eles, por sorte, se mostrou correto quando li (coisa rasa) as coisas que Adam Smith e John Locke "falaram". Isso ainda na 8º serie, quando reli as coisas sobre a formação do EUA e sobre a Revolução Francesa.

    Logo, por isso, sempre achei que economia era um dos poucos cursos que fugia do Marxismo.... não podia estar mais enganado! HAHA' Sempre vi, por questões morais (sou ateu cético), o libertinismo como a minha ideologia politica, mas nunca conheci os detalhes econômicos... até essa semana descobrir o Mises.org.br, pelo Facebook de fanpages libertárias. Estou lendo aqui vorazmente uma penca de artigo e fascinado pelo teoria austríaca. Coisas que via na Tv, na Revista exame, fizeram mais sentido... mesmo quando defendiam coisas de livre mercado, eram só retalhos, tipo o monetarismo tão frequente quando se fala em neoliberalismo.

    Enfim, estou em êxtase por ter conhecido o site, e queria deixar esse depoimento registrado aqui. (quando comecei a escrever nem era a intenção, quis só tirar uma curiosidade.)

    Por fim, obrigado pelo trabalho que vocês estão fazendo. É muito valioso. E espero que continuem sempre, e até evoluam.

    Pretendo ficar profissionalmente mais na área de comunicação ou psicologia social. Ainda mais agora que economia ta fora de questão.
  • Cristiano  13/06/2012 08:50
    Olá Johnny,
    Como falei acima, a matemática não é pré-requisito para a economia.
    Ciências Contábeis abre um bom campo de trabalho tanto na vida empresarial como no mercado de trabalho, conhecimento de contabilidade e balanço são fundamentais.
    Mas sou obrigado a corrigir uma frase sua: Economia, agora que descobriu o Instituto Mises, está totalmente dentro de questão, só não precisa mais fazer uma faculdade. Tudo está aqui ao seu alcance.
  • Matos  27/08/2012 07:59
    Olá Cristiano! Sou estudante de matemática e, agora, mais pro fim do curso, comecei a ter interesse em economia e um amigo meu me recomendou este artigo. Como o tema da minha monografia final de curso será na área de economia, esse artigo foi ótimo pra mim! Depois do artigo, comecei a viajar mais nos artigos do Instituto Mises e, se você puder, gostaria de algumas dicas sobre que área seria melhor que eu focasse. Já pensei em escrever sobre Escola Austríaca (dentro disso, algo do tipo: Mises X Keynes), ou então algo do tipo: A matemática na Economia (o seu artigo seria uma boa inspiração) de qualquer jeito, gostaria que as pesquisas e estudos que farei visando a monografia fossem um grande auxílio para meu conhecimento econômico. O que você sugere?
  • GPN  20/10/2012 18:20
    Olá Cristiano,
    sou apaixonado por economia, mas nunca fiz esse curso. Gosto de ler a parte de economia dos jornais, livros, revistas e etc. De tando namorar com a economia, estava decidido a fazer uma faculdade, mas depois do seu artigo fiquei na dúvida!!!
  • Cristiano  22/10/2012 10:44
    Oi GPN, não fique na duvida, estude economia pelo IMB!
    Caso domine o idioma Inglês, siga o Study Guide indicado nos comentários acima.
    abc.
  • Cristiano  27/08/2012 20:57
    Olá Matos,
    Como eu disse no artigo, acho que o conhecimento em matemática não é necessário para se tornar um economista. Dito isso, um bom caminho é ler os artigos aqui do Instituto que falam sobre econometriae seu trabalho podia ser no sentido de mostrar o porque, de modelos econométricos e matemáticos não servem para a economia. Ao navegar por essa refutação vc estará adquirindo um ótimo conhecimento sobre a essência da ciência economica e solidificará o argumento da economia ser uma ciência aprioristica.
  • Neto  21/10/2012 04:05
    Uma pergunta...
    Vocês querem ser economistas pra quê?
    Pra dar aula?
    Mas já notaram que num mundo livre dar aula não seria um bom negócio?
    Primeiro porque ninguém vai precisar de diploma, depois porque um autodidata pode perfeitamente aprender bem mais do que o aluno que vai pra sala de aula
    E hoje em dia com a internet é mais fácil ainda
    Um cara como o Salman Khan deve ser odiado por 99% de todos os professores de cálculo do mundo.Eu aprendi mil vezes mais com ele sem ter que pagar nenhum centavo.

    Opinião pessoal minha:universidades são uma bolha.São um troço obsoleto do tempo que ter acesso ao conhecimento era uma coisa muito difícil. Lew Rockwell, Peter Schiff, tb falam que universidade é um scam, você sai com uma dívida imensa e você não precisa disso pra se dar bem no mundo real.
  • Cristiano  22/10/2012 10:59
    Neto, o artigo do Block que citei tem como título exatamente essa pergunta (e tb resposta):
    Por que ser um economista? Para ser feliz, ora essa!
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=19

    Concordo com vc que o modelo educacional tem se revolucionado com as novas ferramentas como a internet e aulas virtuais, penso sim que a auto-educação ganhará terreno tb.
    Mas, mesmo com esse cenário, não vejo a "morte" do professor. Pessoas com conhecimento e didática sempre serão demandadas para transmissão desse conhecimento.

    Da mesma forma, concordo com vc que estamos vivendo uma bolha universitária. Muitos jamais terão o retorno desse investimento de volta (não por conta do que compraram).
    Ainda assim, não conheci ninguem que reclamou do custo dee ler o IMB diariamente!
    abcs.
  • Neto  22/10/2012 11:39
    Eu sou masoquista, prefiro ser infeliz e rico
  • Cristiano  22/10/2012 13:25
    Preste um concurso publico!

    Mas tem outra alternativa, estude escola austriaca de economia e trabalhe muito.
  • Neto  23/10/2012 01:55
    Não vou prestar concurso.Não tenho vocação pra ladrão.
    Nem pra burro que eu sei que o wellfare state desaba mais cedo ou mais tarde
  • Ismael Bezerra Pereira  09/12/2012 10:30
    A minha pergunta é a seguinte: eu estudo ciências contábeis e pretendo abrir uma consultoria empresarial para micro e pequenos empresários (serviço tradicional de escrituração contábil-fiscal e consultoria econômico-financeira ). Eu vejo um nicho de mercado nesse segmento(micro e pequenos empresários)e a única alternativa deles é o SEBRAE, porque as consultorias só se interessam por grandes empresas . A maioria esmagadora dos escritórios contábeis tem no nome consultoria, mas não prestam nenhum serviço de consultoria. Eu mesmo trabalho em um escritório contábil que só faz a escrituração contábil,fiscal e DP, não faz nenhum tipo de consultoria sobre como melhorar o fluxo de caixa ou plano de negócios para novos empreendedores por exemplo. Para o meu futuro empreendimento seria uma boa fazer uma pos em economia, ou uma outra pos seria mais interessante?
  • Bernardo  14/02/2013 08:37
    Tenho uma pergunta. Sou formado em engenharia eletrônica, com mestrado na área. Gostaria de aprender sobre economia, principalmente sobre a Escola Austríaca, porque desgosto muito da ignorância que possuo neste assunto. Mas já que me dedicarei aos estudos, gostaria de aumentar minha utilidade conseguindo algum diploma na área (é só isso que a sociedade dá valor...). O que seria mais recomendado: um curso de graduação de economia, ou uma pós? E caso seja pós, que tipo de pós (strictu ou lato)? Alguém saberia apontar as melhores (ou menos piores) instituições de ensino do Rio de Janeiro?
    Abraços!
  • Ícaro  05/09/2013 18:15
    Para ser um bom economista, é melhor cursar estatística ou eng.de produção? Já comecei a estudar pelo IMB. OBS: Estatística só em SP, e eu moro na Bahia, será que vale o investimento?
  • Pobre Paulista  05/09/2013 19:55
    É melhor estudar em casa. Mas se vc acha muito importante ter uma estrelinha dourada no currículo, melhor fazer engenharia. Só não se esqueça de pagar seu CREA anualmente pra sua estrelinha valer alguma coisa.
  • Icaro  07/09/2013 00:05
    Pobre Paulista, eu não ligo para estrelas douradas, mas preciso de uma Universidade... Meus pais exigem isso. Obrigado pelo comentário, bom final de semana.
  • anônimo  05/09/2013 22:36
    Para ser um bom economista, o IMB é tudo o que você precisa.

    Estas leituras podem lhe interessar:

    opontobase.com.br/qual-a-formacao-ideal-para-quem-quer-ingressar-no-mercado-financeiro/

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1097

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=754 ( leia os comentários também )

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1677

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1397
  • Icaro  07/09/2013 00:13
    De coração mesmo, obrigado por comentar , esses artigos vão me ajudar muito. Espero que apareça outros comentários como esse.
  • Eduardo Nogueira  23/09/2013 23:31
    O que acham dessa graduação para o mercado de trabalho? https://uspdigital.usp.br/jupiterweb/listarGradeCurricular?codcg=45&codcur=45070&codhab=404&tipo=N
  • Pobre Paulista  24/09/2013 02:29
    Eu acho esse curso fenomenal. Minha esposa é formada por esse, e eu mesmo quase resolvi entrar nele como 2a. graduação. Mas vc vai ter que aturar 4 semestres de econometria na FEA.

    Só que essa habilitação é a mais concorrida do curso. Vc vai ter que ter boas notas durante os 2 primeiros anos para conseguir pegá-la. E principalmente, você não vai aprender economia, vc vai aprender matemática. Não tem absolutamente nada a ver com o que vc lê por aqui no mises.
  • JBALL  15/10/2013 06:47
    Opa, Cristiano. Faço engenharia civil, mas adoro economia austríaca. Quero trabalhar com finanças, algum livro ou site com o basicão desde o começo sobre finanças?
    Abraços
  • anônimo  20/01/2014 18:42
    Desculpe minha ignorância, mas a forma como tratam as diversas correntes de pensamentos é um pouco pejorativa. Acho interessante buscarmos novas fontes de sabedoria, entender a lógica ou não das outras correntes de pensamentos antes de discriminarmos. Tenho certeza que os educadores e as pessoas que comentaram no post nunca leram integralmente a obra de Marx, Adam Smith e keynes, por conseguinte, apenas replicam a opinião alheia.
    Devemos ter uma visão pluralista. O IMB não é dono da verdade ( não estou criticando o instituto, respeito suas visões).
    Não sou marxista, neoclássico, keynesiano ou austriaco. Enfatizo para não haver julgamentos precipitados.
    Nossos pensamentos decorrem de nossas ideologias, que inevitavelmente nos leva ao erro.
    Ampliem sua visão, tenham um senso crítico sobre as leituras propostas pelo IMB, os marxistas, neoclássicos e keynesianos. Não aceitem tudo o que dizem, questione e formulem suas próprias conclusões.
    Parabéns ao IMB, sempre leio seus artigos. Desculpe caso tenho os ofendido, não sou contra sua escola, apenas os "exaltados" que pouco sabem mas tudo criticam.

    Obrigado
  • Pobre Paulista  20/01/2014 19:06
    "Devemos ter uma visão pluralista"

    Ora, e porquê não dizer:

    "O Estado é um mal necessário"

    "Temos que pagar nossas dívidas históricas com os negros"

    "Precisamos nos unir por um mundo melhor"

    Entre outras pérolas sem fundamento...

  • Ricardo  20/01/2014 19:14
    Prezado anônimo, só porque você nunca leu nada não significa que todo o resto da humanidade também nunca tenha lido nada.

    Essa sua postura é típica dos desesperados: como não conseguem refutar nada, recorrem ao fácil apelo "pluralidade" e pedem que todos leiam de tudo e absorvam de tudo -- esquecendo-se de que, não apenas é impossível "ler de tudo" (tempo é um bem escasso, e leitura dinâmica não é uma arte dominada por todos), como é totalmente indesejável "absorver de tudo".

    No que mais, você é totalmente livre para apontar erros (e explicar por que os considera erros), para "buscar novas fontes de sabedoria", para "entender a lógica ou não das outras correntes de pensamentos", para "não aceitar tudo o que dizem", e para "questionar e formular suas próprias conclusões". Você e nem ninguém nunca foram proibidos por este site de fazer nada disso. Seu piti foi um tanto deslocado.

    Quanto a dizer que "os educadores e as pessoas que comentaram no post nunca leram integralmente a obra de Marx, Adam Smith e keynes, por conseguinte, apenas replicam a opinião alheia", vou lhe contar um segredo que vai deixá-lo fora de órbita: funciona assim em absolutamente todas as áreas culturais em todos os cantos do mundo. Já que você está tão preocupado com a influência nefasta das opiniões, você deveria fazer campanha pela extinção da profissão de crítico de cinema. Quer algo mais deletério do que você gastar milhões para produzir um filme e então simplesmente vir um crítico e dizer que o filme é um lixo e que ninguém deve assistir? Uma afronta.
  • anônimo  21/01/2014 00:11
    Meu amigo, os austríacos buscam uma nova concepção de valores e você aos arruinados costumes para defender sua posição.
    Como disse, não defendo nenhuma escola apenas inseri a proposição de análise e questionamento em todas as conclusões.
    Tem uma ideia que se chama falseabilidade cientifica, na qual nenhuma lei é absoluta apenas suficiente para explicitar as situações atuais.
    Além disso durante o longo período de existência da ciência econômica, as teorias correspondiam e correspondem a ideais de classe, por conseguinte não existe teoria falaciosa mas inapropriada para certa classe.
    Por fim, nunca subestime uma pessoa, se você não consegue acumular grande quantidade de informação isso é problema seu. Treine. E me respeite, pois não caluniei ninguém.

    Obrigado e parabéns novamente a IMB pelo trabalho!
  • Hamilton  05/06/2015 01:28
    Curso Engenharia e Economia. Tenho futuro?
  • anônimo  07/06/2015 00:40
    Largue economia.
  • anônimo  07/06/2015 18:47
    Tem um artigo aqui que explica melhor isso, se vc quiser aprender economia é melhor fazer graduação em matemática e aprender o resto aqui pelo IMB, ou baixando os livros.
    Estatística também é uma boa
  • Rafael Sergio  19/06/2015 01:20
    rsrs..
    Engraçado que eu , de acordo com o recomendado pelo artigo comecei pelo ponto errado.
    Para se tornar um economista austriaco e academico , a base seria a matematica e não a de ciencias economicas , que eu faço ,rsrs..
    Faço economia e também tenho a intenção de me tornar um austriaco, mas ainda estou longe disso,muito longe!

    ..Mas, quem sabe um dia nao consigo um mestrado ?rs
  • Persistente  17/02/2016 20:59
    O ensino universitário na atualidade pouco tem a agregar ao pensamento acadêmico, a graduação é hoje nada mais que um curso profissionalizante. Muito diferente daquilo que pretendiam universidades como Bolonha, Oxford, Paris e Salamanca na primeira metade do segundo milênio. Essa antiga proposta universitária agora está restrita a pós-graduação, e murchando conforme o avanço no ensino das técnico ciências. Não creio que estudar ciências econômicas seja uma má escolha para estudar economia nos moldes da EA, porém sem dúvida será um estudo angustiante, e muitas vezes desanimador. Porém é fato que aquele que pretende fazer do estudo das relações econômicas o seu meio de vida, jamais retrocederá frente a estes obstáculos.
    Cito o meu itinerário:
    Graduação em Administração e Mestrado em Filosofia, iniciando agora o doutorado em Filosofia.
    Faça a graduação que mais lhe agradar, mas na pós-graduação procure alguém disposto a investir no seu projeto de pesquisa, aquilo que de fato lhe fascina dentro dos assuntos econômicos.
    Você pode perguntar onde um currículo como este pode lhe levar? Pois bem, as incertezas são grandes de fato, porém a sua dedicação traçará seu percurso - promissor ou não.
    Graduado em Administração e Mestre em Filosofia (Segunda Escolástica), sou professor de Economia, Microeconomia e Macroeconomia. Como?
    1º Em uma seleção faça com que te recebam como candidato.
    2º Quando lhe concederem a palavra prove a eles não somente que você sabe do que está falando, mas que você sabe muito mais do que aqueles que possuem um título na área.

    Difícil? Cá entre nós, se você está neste site você já sabe muito mais que muitos deles.

    Abraço


  • Rafael Sergio  18/02/2016 11:20
    Obrigado,Persistente!
    Estou conseguindo conciliar a leitura dos livros da biblioteca mises com a faculdade, mas muitas vezes a faculdade, por incrivel que pareça, me atrapalha nas leituras.
    Mas assim como o sr., serei persistente e vou terminar essa graduação e focar na pós. Infelizmente ainda falta 1 ano, mas o objetivo ainda será o mesmo, abraços e muito obrigado!
  • Lorenzo Lazzarotto  24/05/2016 03:38
    Olá Cristiano! Eu comecei a estudar Direito mas não acredito que vou terminar o curso. Sinto que minha vocação é a carreira acadêmica, ser professor, mas a realidade universitária atual está a anos-luz de distância da Escola Austríaca. Tenho algumas dificuldades em matemática, mas costumava ficar ora acima, ora na média, com meus colegas, e não tenho nenhum plano de cursar matemática. Eu adoraria dar aulas de qualquer conteúdo relacionado ao libertarianismo, seja em universidades ''tradicionais'' ou centros libertários independentes. Eu não me vejo em outra carreira senão a de professor.
    Como eu posso conciliar essa carreira com a triste realidade atual?
  • JeffMiller  22/12/2016 21:36
    Já estou me imaginando em 2019, saindo de Natal para SP, depois de ter juntado uma grana pra investir no mba do mises br. Só não sei se trabalharia como um agente autônomo de investimentos em SP mesmo. A minha pergunta é: Tem algum ranking de MBAs em economia baseada na EA, tanto no br quanto no mundo? Queria só ter uma noção de como está sendo o ritmo dos resultados desta academia em relação aos outros.
  • Henrique  28/03/2017 19:01
    Vale a pena fazer ciências econômicas?
    Estou fazendo ciências contábeis e estou pensando migrar para economia.

    Alguém poderia me esclarecer isso.
  • Renato Almeida  04/08/2017 13:59
    Obrigado pelo texto, sou aluno de matemática e estava considerando mudar para economia, após esta leitura me convenci de que estou no lugar certo. Pretendo fazer minha pós em economia.
  • Deivid Maycon  31/01/2018 05:56
    As justificativas dadas para fazer a graduação em matemática são: carreira na área de finanças ou para se fazer o mestrado caso queira seguir a carreira acadêmica.
    Quero seguir a carreira acadêmica, então a primeira justificativa é descartada, mas com relação a fazer o mestrado, sendo ele por exemplo na Espanha com o Huerta de Soto, não seria necessário uma quantidade absurda de cálculos nesse caso.
    Sendo assim, a graduação em matemática não seria descartável?
  • Vitor Nogueira  08/03/2018 22:22
    Olá, Cristiano. Gostei muito do artigo.

    Tenho 17 anos, conclui o ensino médio ano passado e quero muito ser economista para mudar o mundo. Leio todos os dias algum artigo do IMB. Antes eu queria cursar economia, mas esse artigo mudou completamente o que eu achava que alcançaria a carreira de economista. Aprender outras correntes de pensamento no curso de economia é ótimo, sim, mas passar 4 anos só estudando outras correntes? Não, né. Tenho um colega que cursa economia numa federal daqui de SP e ele gostaria muito de aprender a Escola Austríaca na faculdade, mas não, ele diz que está estudando o livro O Capital...

    Quero cursar matemática, mas eu gostaria que indicasse pelo menos uma faculdade. No momento quero estudar na UERJ, pois já conheci autores do IMB que dão aula lá, como o Ubiratan e o Bernardo Santoro. Por mais que a UERJ vem passando por greves, eu sou otimista e acho que a situação melhorará.
    Vou tentar na FGV-RJ também para matemática aplicada, mas vou concorrer para bolsa de estudo pois não tenho condições para pagar o curso. No momento apenas trabalho de free-lancer de garçom aos finais de semana e meus pais estão desempregados, além de estarem se divorciando...
    Eu não vejo problema em viajar para outra cidade para fazer o meu curso. Eu me adapto a situação e arrumo o que fazer na cidade para suprir minhas necessidades.

    Cristiano, essa é minha dúvida: Qual universidade indica para quem quer cursar matemática e ao mesmo tempo estar perto de ótimos professores para aprender economia (Austríaca, para ser mais exato)?
  • Emerson Luis  17/09/2018 11:07

    Seja qual for sua profissão (nível superior ou não), estude por conta própria a Escola Austríaca e outros pensadores liberais e conservadores, será benéfico para você. Mises, Hayek & CIA são como chocolate ou catupiry: vão bem com quase tudo!

    * * *
  • Luis Fernando  18/09/2018 22:26
    Só não entendi uma coisa: um matemático, mestre em economia, é considerado economista pelo COFECON?

    Obrigado.
  • Monsieur Dupin  14/12/2018 06:01
    Não! Mesma coisa alguém que faz biologia querendo ter o CRM. Não existe! Corecon é pra economista. Mas cara, pra que você quer o Corecon, qual a relevância dessa porcaria? O Corecon está pra economia, como CRECI pra corretagem. Entenda que o fato de ter ou não o Corecon não significa absolutamente nada, até mesmo o CRECI (corretores de imóveis). Minha analogia é porque em ambos os casos qualquer um exerce a função de "economista" e "corretor", somente em cargos muito específicos, sei lá, economista-chefe que você terá que ser economista (eu acho, porque é provável ter administrador com mestrado em economia exercendo a função). É furada! Isso de habilitação só é vantagem para formações com reserva de mercado, onde pra atuar tem que ter a formação, como medicina, arquitetura, engenharia, advocacia...Economia é uma merda, menos de 10% dos formados serão economista de fato, por isso nego faz concurso público ou cai fora do Brasil e vai fazer mestrado nos EUA.
  • Jhonatas   26/10/2018 00:42
    quando se fala trabalhar no mercado financeiro, o que querem dizer ? Ser corretor? Analista ? Consultor? E o local de trabalho seria em empresas tipo Xp, empíricos, suno, Itaú, Bradesco, etc. E como autônomo é possível fazer dinheiro estudando matemática e EA? quais as opções?
  • Monsieur Dupin  14/12/2018 05:47
    Eu acho um pouco errôneo esse artigo ao recomendar o curso de matemática. Eu possuo um certo conhecimento nesse ponto por ter transitado em cursos de exatas, uma coisa que observei é que a faculdade de matemática em si é merda. Tudo bem que adoro matemática, acho o curso muito legal, mas a formação é bem básica, típica escolar. A matemática que todos querem, no caso pra mercado financeiro e outros setores, como o de meteorologia e tal, é matemática aplicada, se fosse o curso de matemática aplicada aí sim compensaria. O sujeito fazer matemática achando que vai ter vantagem no mercado financeiro é uma ingenuidade. É só ver o currículo dos cursos de matemática. No Brasil, pelo menos no RJ dois cursos de matemática tem alta concorrência: matemática aplicada na UFRJ e na FGV, somente! Esses preparam o sujeito pra finanças, mercado financeiro, estatística. Caso contrário, melhor se dedicar a Estatística, faculdade no caso. Todas essas dicas é para quem gosta de matemática, evidentemente. Agora fazer o curso de matemática por achar que vai ter isso que o autor fala, é muita burrice, não dá formação nenhuma e vai ser foda pra ser forma, caso a pessoa não tenha domínio. Assim como também não recomendo economia, e olha que sou estudante da área. Eu acho que valeria mais a pena fazer Gestão Financeira (2 anos), Marketing (tem muita coisa relacionada a administração, microeconomia, comportamento do consumidor), ADM (pra quem quer mercado é a melhor na minha visão, assim como gestão financeira), uma outra seria RI. No caso de Gestão Financeira eu acho que compensa por ser uma ADM voltada para o mercado de trabalho, pega coisas de finanças e prepara melhor pra mercado, sou formado nessa área e achei melhor que Economia nesse ponto. RI acho um curso legal por dois motivos: muito conhecimento em história, geopolítica, sociologia, e pega bem de leve algumas coisas de economia, mas o legal é que sai desse viés ideológico da economia nas universidade, lida com áreas de negociação, comercialização, direito internacional, acho RI legal por isso. Mas no final das contas, nenhuma dessas áreas dá reserva de mercado, ou seja, qualquer um formado com isso vai ser formado, profissional da área é outra história. Matemática Aplica para quem é muito bom (o curso é difícil) na matemática tem mais valor que qualquer um desses outros, me refiro a procura de profissionais, já que carece na área.

    Realmente mestrado em economia no Brasil é uma merda, o menos pior seria o da Escola de Chicago (Que não é no Brasil), o resto é uma merda gigante. Na UFRJ tem em Economia Política e Internacional, é mais direcionado a relações internacionais isso, embora seja da escola de economia. Pode até ser melhor. Tirando esses, só recomendaria em finanças mesmo, fazer mestrado em economia pra pegar Keynes e Microeconomia neoclássica, tem que ter saco pra caralho!


    Obs: O mestrado na espanha que é dado na Universidad Rey Juan Carlos, do Hueta de Soto, parece bom, mas tenho quase certeza que chegando no Brasil não seria validado, infelizmente. Andei vendo e parece que o Máster deles é de 1 ano só, o que vai prejudicar mais ainda o aceite aqui, pois mestrado no Brasil tem duração de 2 anos (acadêmicos). Agora se o sujeito quiser ficar na Europa e em qualquer país descente do globo, esse mestrado tá de boa! No brasil é que tem essas palhaçadas.
  • Lucas  13/02/2019 18:53
    O curso de Engenharia de Produção vale a pena ? Para quem quer trabalhar com economia, finanças e etc...
  • João  14/02/2019 11:00
    ?

    Não
  • Lucas  14/02/2019 15:37
    Sério mesmo ?
  • João  15/02/2019 15:58
    Seria mais para se trabalhar literalmente na área da produção, você teria que cuidar sim de finanças, mas de forma de abaixar o custo. Se isso é o que você busca então sim.

    Se for para lidar com bastante finanças/economia e administração seja empreendedor, se não você irá apenas depender do cargo que lhe for incumbido. Em empresas a área da contabilidade seria mais regras fiscais do que finanças. Então uma alternativa seria o curso de administração (o famoso), ali você terá um pouco de tudo e poderá aproveitar até que bastante.

    Um ensino superior pode ser muito bom, mas outros fatores também são importantes para seu futuro profissional.

    um bom artigo retratando sobre ensino superior: www.mises.org.br/Article.aspx?id=319

    * * * * *
  • Lucas  15/02/2019 17:23
    Gostei

    Obrigado.
  • João  15/02/2019 16:01
    Lembre-se, Marcus Lemonis é formado em ciência política, o resto é esforço!
  • Higor   27/08/2019 21:02
    Boa tarde.
    Me formo em economia em dezembro e estou no segundo ano de matemática. Gostaria de algumas sugestões sobre programas de mestrado, pois estou com uma puta dúvida se devo fazer mestrado em economia ou matemática.
    Qual seria o mais adquado para o mercado de trabalho ?

    PS: apesar da maioria dos centros de pós graduação ter um viés keynesiano, ainda sim PUC Rio e Fgv tem bons professores liberais, porém não são austríacos.


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