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Altruísmo, egoísmo, saúde e desenvolvimento econômico

Em uma discussão na internet sobre a viabilidade e a desejabilidade da medicina socializada, selecionei dois comentários que valem a pena ser respondidos porque representam o pensamento convencional acerca desse tema e de temas econômicos mais gerais.

Não estou dizendo que um livre mercado para o sistema de saúde seja uma ideia ruim, mas se indivíduos têm direito à vida, e se eles tiverem uma doença que será fatal caso não seja tratada, e se eles não tiverem condições financeiras de bancar tal tratamento, o que os médicos devem fazer?  Cruzar os braços e deixá-lo morrer?  A resposta-padrão é que tal indivíduo deve recorrer à caridade, e eu realmente creio que tal caridade existiria até um certo ponto; mas a caridade não poderia atender a todas as pessoas.  E não é crível imaginar que médicos não iriam rejeitar pessoas pobres — mesmo sabendo que poderiam salvar uma vida fazendo uma intervenção cirúrgica simples — caso o tratamento delas apresentassem um custo alto e nenhum retorno financeiro.

Este raciocínio parte de uma premissa falsa; na verdade, trata-se de uma confusão bastante corriqueira.  Um indivíduo ter direito à vida não significa que ele tem o direito de ser mantido vivo por outras pessoas, contra a vontade delas.  Se houvesse tal direito, então, por definição, você, eu e todas as pessoas que não são miseráveis teríamos de estar dedicando toda a nossa vida à inesgotável tarefa de manter vivas um incontável número de pessoas miseráveis ao redor do mundo.  Porém, ao contrário, o direito à vida significa o direito de que ninguém tire a sua vida; significa também que o indivíduo tem o direito de empreender todo e qualquer tipo de ação, desde que pacífica e não coerciva, para sustentar e melhorar a sua vida.  Essa compreensão do que realmente é o direito à vida é incompatível com a noção de pessoas terem o direito de serem mantidas vivas à custa de outras.

É claro que as pessoas podem fazer doações para a caridade, e elas farão isso até o ponto em que considerarem que tal atitude traz bem-estar às suas próprias vidas.  Os fundos arrecadados por meio da caridade, em conjunto com o tempo que os médicos estarão dispostos a dedicar a pacientes de instituições de caridade, indubitavelmente ficarão concentrados naqueles casos em que as intervenções cirúrgicas necessárias para salvar uma vida, um órgão ou um membro são relativamente simples e pouco custosas.  Mas isso, obviamente, está longe de ser uma solução para aqueles problemas médicos que requerem tratamentos mais complexos e custosos, e que, por isso mesmo, estão além dos recursos desses pacientes e além da disposição e mesmo da capacidade financeira das pessoas de fazer caridade.

A única solução para esses problemas médicos é o progresso econômico.  É o enriquecimento da sociedade.  Isso só pode ocorrer por meio da acumulação de capital, a qual só é possível por meio da poupança e do investimento, e a qual é obstruída por impostos, gastos e regulamentações governamentais.  É o progresso econômico o que possibilita um contínuo aprimoramento do sistema de saúde e o que o torna cada vez menos custoso, ao mesmo tempo em que faz com que praticamente todos os outros bens e serviços da economia fiquem também melhores e menos caros, desta forma liberando mais renda para ser gasta em serviços médicos, caso necessário.  A base do progresso econômico, obviamente, é a liberdade individual e o capitalismo de livre mercado.

No entanto, mesmo em um sistema de irrestrito capitalismo de livre mercado, sempre haverá algumas pessoas que morrerão porque precisavam de mais e melhores cuidados médicos, os quais poderiam ter-lhes sido ofertados, mas que estavam além de seus recursos financeiros.  Simplesmente não há como evitar isso.  Trata-se de um aspecto inerente ao fato de que o ser humano é mortal.

Tentar evitar essa triste realidade obrigando todos os indivíduos não miseráveis a dedicarem suas vidas à tarefa de manter outras pessoas vivas — de modo a ignorar por completo o valor subjetivo que tal atitude "benevolente" trará para a vida desses indivíduos coagidos — é uma medida que destrói os incentivos para produzir e prosperar, fazendo com que, em última instância, tal medida coercitiva não traga felicidade e bonança para ninguém.

Por causa dessa destruição de incentivos, tentativas de impor e fazer cumprir tais obrigações sempre estancam após algum tempo.  Com efeito, é isso que está ocorrendo agora nos EUA, onde estão propondo a rejeição do tratamento médico aos mais velhos, com cortes no programa Medicare (programa governamental que reembolsa hospitais e médicos por tratamentos fornecidos a indivíduos acima de 65 anos de idade).  É isso também que já aconteceu na Grã-Bretanha (onde bebês sofrem eutanásia compulsória), no Canadá, na Suécia e em todos os outros lugares onde o sistema de saúde já foi coletivizado há muito tempo.

O governo simplesmente não possui os recursos para prover todos os indivíduos com serviços de saúde ilimitados.  Como o governo nada produz, ele apenas se limita a confiscar de uns para redistribuir para outros.  E como os recursos não são infinitos, como vivemos em um mundo de escassez, e como os serviços governamentais se resumem a um consumo de bens escassos, sempre chegará um momento em que o governo terá de impor limites aos serviços que ele oferta.  Porém, tais limites inevitavelmente acabam por privar de serviços médicos pessoas que poderiam bancá-los caso tivessem podido utilizar seus próprios recursos para esse propósito.  Tais limites inevitavelmente impedem o desenvolvimento medicinal justamente porque o governo precisa manter baixo o custo de funcionamento de seu sistema coletivizado.

Há dois tipos de limitações ao sistema de saúde.  Uma limitação é a realidade, a qual abrange o presente estado do conhecimento científico e tecnológico, o presente estado da acumulação de capital da economia, a consequente produtividade da mão-de-obra que tal acumulação permite aumentar, e o relativo desempenho de diferentes indivíduos cooperando conjuntamente em um arranjo de livre concorrência econômica e de busca pelo interesse próprio.  Sob o capitalismo, como resultado da concorrência e da busca pelo interesse próprio, essa limitação é continuamente expandida e o nível de consideração e preocupação para com o próximo aumenta continuamente, pois a existência de terceiros representa a existência de consumidores.

O outro tipo de limitação ao sistema de saúde são os decretos arbitrários feitos pelo governo.  Quando o governo assume o controle do sistema de saúde, ele passa a decidir quem pode receber cuidados médicos e até que ponto.  Sob o controle estatal, a limitação ao sistema de saúde tende a ser fixa — declinante até.  O desenvolvimento do sistema de saúde passa a ser em grande medida proibido, pois é visto como uma ameaça ao orçamento do governo; e esse declínio do sistema atrai médicos que se contentam em ser meros instrumentos das políticas do governo, pois veem no sistema oportunidades de politização e sindicalização.  O declínio da saúde também se torna um mero reflexo do declínio econômico geral, resultante das políticas necessárias à manutenção de um grande sistema de saúde estatal, políticas essas (tributação e gastos crescentes) hostis à acumulação de capital e à eficiência econômica.

Outro internauta, mais à esquerda, apresentou a solução para tudo:

Altruísmo, empatia, afeto — essas são ideias essencialmente inerentes à sociedade, e não ao mercado.  Um sistema público de saúde é parte da natureza altruística da sociedade, e surgiu não de necessidades puramente comerciais, mas sim porque a maioria das pessoas deste planeta tem empatia por aqueles que estão doentes, por aqueles que não têm saúde.  Pessoas formam sociedades coletivas exatamente por esta razão: para dividir as dificuldades, aflições e infortúnios da vida, de maneira equânime e justa, entre aqueles que podem e aqueles que não podem arcar com tudo isso.

Apenas anarquistas insensíveis podem ser contra isso, pois têm a ideia doentia de que todas as pessoas são isentas da obrigação de ajudar qualquer outra pessoa, não importam as circunstâncias.  Daí a ideia de que é desnecessário ter um governo para ofertar serviços para todos.  Também devem crer que a educação deve ser relegada a um domínio puramente comercial...

Será que tais pessoas conhecem o conceito econômico de altruísmo ou isso é algo que está tão longe do âmbito moral delas, que nem sequer sabem que isso existe?

Espero sinceramente que tais pessoas comecem a olhar para os pobres, para os desempregados, e para aqueles que nasceram com deficiências naturais, como baixa inteligência ou inaptidões físicas e mentais, e tentem se colocar no lugar deles.  Provavelmente será muito difícil fazê-lo, mas, se conseguirem, tenho a esperança de que sentirão remorso por essa horrenda e egoísta postura em relação à saúde pública.

Este internauta aponta o altruísmo como solução para as privações humanas.  Se fosse verdade, a escassez no mundo poderia ser abolida por decreto.  O fato é que o altruísmo como política pública é a filosofia da angústia, do sofrimento, da pobreza e do ódio de um ser humano por outro.  É a filosofia que pautou a Era das Trevas e fundamentou criações como a tortura, a Iron Maiden (Donzela de Ferro), e a queima de pessoas vivas em estacas.

A civilização foi construída sobre a filosofia do egoísmo e do reconhecimento de que o indivíduo tem o direito de buscar egoisticamente sua própria felicidade.  Isso levou ao consequente reconhecimento de que a maneira de se realizar tal objetivo é através da cooperação social voluntária e pacífica sob um arranjo de divisão do trabalho.  Os ganhos obtidos com a divisão do trabalho fazem com que cada indivíduo tenha um interesse racional e egoísta na existência e no bem-estar de outras pessoas, bem como na liberdade individual delas e no seu direito de buscar a própria felicidade.  Esse é o arranjo que progressivamente aumenta a oferta de bens e serviços em uma economia, aumentando assim a qualidade de vida de todos.

Sob esse arranjo, cada indivíduo está apto a utilizar sua mente da maneira que mais lhe aprouver; para analisar o mundo em busca das oportunidades que este lhe oferece para a melhoria de sua vida, e para escolher a melhor das oportunidades que se abrirem para ele.  Seus esforços são quase sempre enormemente auxiliados pela cooperação com outros indivíduos, que são os ofertantes de tudo que ele compra, os consumidores dos bens que ele vende ou os empregadores da sua mão-de-obra.  Sob o capitalismo de livre mercado, cada indivíduo obtém a cooperação de outros por meio de um processo de trocas voluntárias, no qual ambos os lados ganham.

Nesse arranjo, o indivíduo passa a considerar as outras pessoas com benevolência, pois a existência delas torna melhor e mais fácil a sua própria existência.  Sob essas condições, as pessoas estão preparadas, dentro de certos limites, a ajudar outras pessoas que estejam sofrendo em decorrência de fatores externos ao controle delas.  Assim, elas ajudam vítimas de terremotos, enchentes, queimadas e todos os outros desastres naturais.  Elas ajudam pessoas que incapazes de se ajudar a si próprias, incluindo-se nesse grupo aquelas que estão na miséria.  Porém, tais ações não são seu objetivo principal — ou, via de regra, seu objetivo supremo.  Trata-se de algo secundário, e que vai depender de como elas almejam buscar a própria felicidade; de como a sua felicidade é influenciada pelo fato de saber que estão ajudando ao próximo.  A ajuda caritativa é em si um ato de egoísmo e interesse próprio, pois, ao ajudarem o próximo e se sentirem bem com isso, tais pessoas estão simplesmente buscando o próprio bem-estar.

Por outro lado, em uma sociedade gerida pelo altruísmo, cada indivíduo inevitavelmente considera todos os outros indivíduos como fonte de tormento e miséria.  A existência de outras pessoas representa uma constante reivindicação sobre sua riqueza e sobre seu tempo — e, assim, sobre sua capacidade de desfrutar sua vida.  Em tais circunstâncias, o indivíduo facilmente chega à conclusão de que estaria melhor caso essas outras pessoas não existissem.  Nesse caso, ele estaria livre de todo o fardo que elas lhe impõem.

O altruísmo implica o uso da coerção — e, após certo ponto, ele irá depender totalmente dela.  Isso porque a maioria das pessoas não irá se sacrificar voluntariamente em prol de desconhecidos; certamente não a uma intensidade que seja suficiente para satisfazer as demandas dos partidários do altruísmo.

Por exemplo, em uma sociedade livre, em que não haja interferências governamentais, um indivíduo pode estar entusiasticamente disposto a contribuir voluntariamente com, digamos, 5% de sua renda para fins caritativos.  Sob um contínuo e crescente bombardeio de propagandas que o acusam de ser mau e insensível por estar contribuindo com tão pouco, ele pode relutantemente se dispor a acrescentar mais 5%, apenas para silenciar seus críticos e talvez para amenizar a culpa que ele foi levado a sentir.  Porém, dificilmente alguém estará disposto a voluntariamente contribuir com um quarto ou com metade da sua renda.  É por isso que o imposto de renda, inspirado no altruísmo, depende da ameaça de cadeia para todos aqueles que se recusarem a pagá-lo.

As pessoas voluntariamente e entusiasticamente fazem coisas que consideram ser benéficas para elas próprias.  Apenas sob coerção é que elas relutantemente farão coisas que consideram ser prejudiciais a elas próprias.  O altruísmo como um modo de vida é apenas dor, sofrimento e agonia.  Poucos irão tolerar esse arranjo — exceto se houver coerção.

Um grande exemplo de uma sociedade formada sobre os fundamentos do altruísmo foi a União Soviética, a qual se tornou conhecida pelo tratamento bárbaro e odioso dispensado aos seres humanos que ali habitavam.  O resultado da prevalência do altruísmo foi bem exemplificado por uma história que era amplamente contada na União Soviética.  É a história do russo para quem Deus concedeu o privilégio de poder pedir algo que ele gostaria que Deus fizesse por ele, sob a concordância de que, o que quer que Deus fizesse por ele, Ele faria em dobro para seu vizinho.  Após ouvir essa oferta, o russo sem pestanejar pediu a Deus que arrancasse um de seus olhos, para que seu vizinho consequentemente perdesse os dois. (Essa história foi relatada por Hedrick Smith, em seu livro The New Russians, New York: Random House, 1990, p. 204).

Resultados maravilhosos do altruísmo.

Por outro lado, naquele sistema que é considerado a antítese do altruísmo, as pessoas se beneficiam quando outras pessoas vão atrás de seus desejos próprios.  Os maiores e mais abrangentes ganhos mútuos sob o capitalismo ocorrem como resultado de pessoas que constroem grandes fortunas.  Sob o capitalismo, fortunas são construídas pela criação de novos produtos e pela introdução de métodos de produção mais aprimorados, os quais são a fonte de maiores taxas de lucros.  O empreendedor irá poupar e reinvestir a maior fatia desses seus altos lucros.  A riqueza física que sua crescente fortuna representa — as fábricas, os maquinários e os equipamentos, os estoques de materiais, componentes, suprimentos etc. — é utilizada para produzir bens que o público em geral irá consumir. 

Ao mesmo tempo, essa sua riqueza é a base para a sua crescente demanda pela mão-de-obra que as outras pessoas vendem.  O público em geral, formado por pessoas que são vendedoras de mão-de-obra e compradoras de bens de consumo, é na realidade o maior beneficiário da riqueza construída sob o capitalismo de livre mercado. (Apenas pense em quantos imóveis, automóveis, aparelhos de televisão e outros bens de consumo pertencem a todos os trabalhadores comuns de um país razoavelmente desenvolvido e compare esse número ao número desses mesmos bens que pertencem a todos os magnatas desse país).  Além do mais, as altas taxas de lucro obtidas com a introdução de aprimoramentos rapidamente atraem a concorrência de outros empreendedores, o que reduz as taxas de lucro a um nível mais modesto.  Caso queira continuar obtendo uma alta taxa de lucro, o empreendedor terá de continuamente introduzir novos aprimoramentos.  O resultado líquido desse processo é um progressivo aumento no padrão de vida de todos.

Abandonar esse fabulosamente próspero sistema de cooperação mútua e de busca pelo interesse próprio e substituí-lo por um outro sistema cuja característica essencial é a do governo apontando uma arma para a cabeça das pessoas exatamente com o intuito de proibi-las de buscar seus próprios interesses e obrigá-las a agir contra seus próprios interesses é um ato de inacreditável autodestruição.  Se é isso o que as pessoas de um país qualquer querem escolher, que seja.  Mas que elas saibam enfrentar as consequências.

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Veja também:

Como Mises explicaria a realidade do SUS?

Quatro medidas para melhorar o sistema de saúde

Algumas observações fundamentais sobre a natureza benevolente do capitalismo



autor

George Reisman
é Ph.D e autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University. Seu website: www.capitalism.net. Seu blog georgereismansblog.blogspot.com.

  • Matheus Polli  26/08/2011 08:14
    Assim como dizia Ayn Rand...
  • Sol Moras Segabinaze  26/08/2011 10:41
    É isso aí, grande George Reisman.
  • Gustavo S.   26/08/2011 12:56
    Pelo código penal é crime não prestar assistência aos desamparados:

    Art. 135 - Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, [...] à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública.


    A lei menciona o risco pessoal como limite da obrigação de socorrer. Refere-se, pois, à vida e integridade física do omitente. Se o risco é de natureza patrimonial, e de pequena monta, não há como escapar do enquadramento típico. Quem se nega a prestar auxílio porque vai consumir gasolina ou sujar de sangue o banco de seu carro, ou deixar de realizar algum negócio, perdendo dinheiro, comete inapelavelmente o delito em pauta.



  • Fernando Chiocca  26/08/2011 13:13
    O Seinfeld foi preso por causa disso: The Good Samaritan Law
  • Raphael Auto  26/08/2011 14:16
    Vou resumir o que o Gustavo fez:\r
    \r
    1)"Olha o que está escrito na lei"\r
    2)Mostra a lei\r
    3)dá exemplos que se enquadram na lei\r
    4)entende que: "logo, eles também se enquadram na punição"
  • Filosofo  26/08/2011 17:42
    "Quem se nega a prestar auxílio porque vai consumir gasolina ou sujar de sangue o banco de seu carro, ou deixar de realizar algum negócio, perdendo dinheiro, comete inapelavelmente o delito em pauta."

    Isso é igual a dizer que os profissionais da saúde são escravos. Esté é um EXCELENTE EXEMPLO de que somos todos escravos uns dos outros. Mas uns são mais escravos que outros. Por favor, apresente mais exemplos como esse, pois dá pra fazer um artigo inteiro com o besteirol que há na legislação brasileira.
  • Alexandre  26/08/2011 18:55
    Não tem diferença entre não ajudar e ficar tirando onda do que aconteceu?
  • Fernando Chiocca  30/08/2011 11:37
    Do ponto de vista da ética não, nenhuma diferença.
  • Fernando Chiocca  26/08/2011 13:20
    Para algumas pessoas, ter o direito a vida inclui ter o direito a receber ao menos as necessidades mínimas suficientes para se continuar vivo. Mas suponha que o que na verdade é o mínimo suficiente que um homem necessite para continuar vivo seja algo que ele não tenha nenhum direito de receber? Se eu tenho uma doença terminal e a única coisa que irá salvar minha vida é o toque da mão gélida de Henry Fonda em minha testa febril, então ainda assim, eu não tenho o direito de receber o toque da mão gélida de Henry Fonda em minha testa febril. Seria extremamente gentil da parte dele voar da costa oeste para me prover isto. . . . Mas eu não tenho absolutamente nenhum direito ante qualquer um que ele deveria fazer isso por mim.

    Em resumo, é inadmissível interpretar o termo "direito a vida", para conceder a alguém um direito de compelir a ação de outra pessoa para prolongar aquela vida. Em nossa terminologia, tal direito seria uma violação inadmissível do direito de auto-propriedade de outra pessoa. Ou, como a professora Thomson convincentemente coloca, "ter o direito a vida não garante ter um direito que lhe seja dado o uso e nem ter um direito de poder continuar a usar o corpo de outra pessoa -- mesmo se a própria vida de alguém depender disso".


    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=18
  • Leninmarquisson da Silva  26/08/2011 16:00
    Concordo plenamente, exceto na questão do aborto. Se a vida de outrém é dependente de algúem por consequência das ações dessa pessoa, não é direito dela agredir a propriedade (vida) da pessoa.
    Não dá pra concordar com Rothbard nesse caso, por mais brilhante que o cara seja.
    Do mais, realmente, não tem o que se falar. Duro é praticar isso num país onde as propriedades tem "função social".

    Hoje tava debatendo com 2 amigas que achavam "injusto uns pagarem impostos enquanto outros sonegam".
    Sem perder a oportunidade de introduzir o Libertarianismo, expliquei como o sonegador gera empregos, investe, barateia produtos e o papel do Estado em foder a vida das pessoas...
    O que ouvi das duas é que eles não abaixam preços, compram carros e outros "luxos pessoais" com o "maldito lucro" e que a lei é feita pra ser seguida por todos.
    Ao menos elas não defendiam o Estado, o problema era só uns pagarem impostos e outros sonegarem.
    Então, sensível como sou, sugeri que caso ela visse alguém ser assaltado na rua, ela se oferecesse para ser assaltada tbm, afinal, seria injusto uma pessoa só arcar com o prejuízo.

    Hhaehoehoehoehohoaeh
  • Bruno  29/08/2011 23:05
    GENIAL! hahahahahah
    Vou usar essa de agora em diante.
  • mcmoraes  26/08/2011 16:28
    O Reisman falou tudo que os "caçadores-de-tetas-públicas" não querem escutar.
  • Evandro  26/08/2011 18:45
    Acho que essa ligação entre individualismo e egoísmo era algo que deveria ser execrado do movimento liberal. A visão de Hayek me parece muito mais acertada. Individualismo NÃO é egoísmo.

    "O liberalismo não requer ação por puro autointeresse em uma família ou em uma empresa, e não há nada iliberal em se comportar altruisticamente e em se preocupar com o todo de uma organização. O comportamento autointeressado em ordens íntimas é rude e frequentemente imaturo, e tentar racionalizá-lo através de uma filosofia política faz com que o indivíduo pareça narcisista e bitolado. A compreensão da distinção hayekiana entre ordens e organizações pode ajudar os liberais a evitarem tanto as más teorias sociais quanto o mau comportamento social."
    www.ordemlivre.org/textos/1272/

    Ora, não sou religioso, mas, nessa concepção de egoísmo como sendo moralmente superior ao altruísmo não faria de Jesus um comunista? Um budista, por exemplo, estaria sendo anticapitalista ao ser favorável ao altruísmo?

    Na minha opinião, tratar o egoísmo como moralmente superior é ser tão antinatural quanto tratá-lo como moralmente inferior. O capitalismo liberal é bom, justamente, por ser ético, cientificamente fundamentado, e não por ser moralista. A biologia afirma que o altruísmo realmente existe:

    "A conduta humana (para a qual reservaremos o termo "altruísmo moral" ou psicológico) está fixada também por seleção natural, assim que obedece por completo à definição do altruísmo biológico que dávamos antes. Os humanos, por meio do comportamento moral, diminuem seus recursos ao favorecer a outros indivíduos, parentes ou não. O "altruísmo moral" é, portanto, um tipo especial de "altruísmo biológico". O mesmo poderia dizer-se do "altruísmo social", se denominamos assim ao dos insetos da ordem Hymenoptera. Esta é a postura que cabe assinalar a Darwin, aos neodarwinistas, aos etólogos e aos sociobiólogos. Mas conviria insistir em algo que, por óbvio, não se deve ( e não se pode) deixar, com freqüência digna da melhor causa, olvidar : ao sustentar que o altruísmo moral é um tipo especial de altruísmo biológico não se está reduzindo a ética à biologia."
    jusvi.com/artigos/27397

    Não concordo com esse tipo de argumentação, dá uma ideia de que individualismo é o mesmo que egoísmo e de que coletivismo é o mesmo que altruísmo. E dá a ideia de que o liberal defende um indivíduo autosuficiente, o sabemos ser um absurdo.

    Abraços a todos, parabéns pelo site.
  • Alexandre  26/08/2011 20:37
    E estão nessa de dizer que Idade Média é "era das trevas".


  • mcmoraes  26/08/2011 21:28
    Chame como quiser, Alexandre. Assim, o texto pode ser reescrito da seguinte forma:

    "...É a filosofia que pautou a (!AQUI VAI O NOME ESCOLHIDO DO ALEXANDRE!) e fundamentou criações como a tortura, a Iron Maiden (Donzela de Ferro), e a queima de pessoas vivas em estacas..."
  • Absolut  26/08/2011 21:57
    Os crimes modernos contra a humanidade são incomparavelmente bem piores que os medievais. E em escala industrial...
  • Renato  15/07/2013 16:30
    mcmoraes, click no endereço "Donzela de Ferro" no próprio texto de George Reisman, e verá como a própria criação da tal "Donzela de Ferro" é confusa e provavelmente nem é do período medieval.

    George Reisman nesse ponto foi até ignorante.
  • Joao Pedro Souza Matos  26/08/2011 23:02
    Nossa gente defendendo a idade média... acham que a igreja é santinha porque mandou os governos seculares mantarem... invés dela própria...

    Quanto ao altruísmo e biologia, esse discurso só existe porque é politicamente correto, Richard Dawkins refutou isso no Gene Egoísta.

    "Mas, primeiro devo tratar de uma explicação particular errônea de altruísmo, porque ela é amplamente conhecida e até mesmo amplamente ensinada nas escolas.

    Esta explicação está baseada numa concepção errada que já mencionei, segundo a qual as criaturas vivas evoluem para fazer coisas "pelo bem da espécie" ou "pelo bem do grupo". É fácil ver como esta idéia teve origem na Biologia. Grande parte da vida de um animal é dedicada à reprodução e a maioria dos atas de auto-sacrifício altruísta observados na natureza são realizados pelos pais para com seus filhotes. "Perpetuação da espécie" é um eufemismo comum para reprodução e é, inegavelmente, uma conseqüência da reprodução. É necessário apenas uma ligeira deturpação da lógica para deduzir que a "função" da reprodução é "de" perpetuar a espécie. Daí basta um pequeno passo falso para concluir que os animais em geral se comportarão de forma a favorecer a perpetuação da espécie. O altruísmo em relação aos outros membros da espécie parecerá resultar.
  • Peterson Mota  27/08/2011 00:03
    Altruísmo é a maior balela que existe! Toda pessoa genuinamente egoísta irá fazer algo em prol de sí mesmo que irá refletir positivamente nos outros. Os mais sábios sabem que ser egoísta reflete positivamente na vida de todos ao redor. Quem aplica com perfeição a regra de ouro(amar o próximo como a si mesmo), está apenas sendo egoísta, pensando em si. Isto sim é original, e tem muito mais haver com a natureza humana. Para todos os desvios e falhas de conduta, dê o nome de egocentrismo!(ou o altruísmo russo...hehe)

    Sobre preservar espécie digo, eu tenho um filho, e tudo que eu faço por ele reflete muito mais no que eu sinto. Normalmente um pai ou mãe quer que seu rebento seja saudável, tenha uma educação de qualidade e, no meu caso, seja livre para fazer o que gosta. Eu acredito que ele sendo assim eu serei feliz! Em 100% dos casos, no fim, estou sendo egoísta em relação ao meu filho. Se ele sofrer, eu sofro 5 vezes mais, se ele está feliz, então estou muito mais! Sempre egoísta, me preservando nele!
  • Leandro  27/08/2011 00:41
    Você levanta um ponto bastante interessante, Peterson. Pais que realmente amam seus filhos consideram que a vida e o bem-estar deles são pré-requisitos essenciais para que eles, os pais, se sintam bem consigo mesmos. Ver os filhos bem é algo que serve ao interesse próprio de pais amorosos.

    A própria Ayn Rand já dizia que a mãe que compra comida para seu filho ao invés de comprar um adorno qualquer para si própria não está cometendo nenhum auto-sacrifício ou ato altruísta. Essa atitude dela seria auto-sacrifical apenas se ela de fato desse mais valor para o adorno do que para seu filho. Mas se ela valoriza o filho mais do que o adorno, então o real sacrifício seria comprar o adorno.
  • Sérgio  03/04/2013 16:11
    Tem que ter cuidado com este raciocínio, Leandro. Vc apontou uma hipótese positiva de egoismo. Mas tem vezes que o egoismo é irresponsável. Neste mesmo exemplo que você apontou, vamos supor o contrário, e se a mãe comprar adornos para si própria ao invés de comprar comida pro filho? Ela está sendo egoista, não concorda? E ao mesmo tempo irresponsável, não concorda? Não está o egoismo sendo irresponsável, nesta hipótese? Pois cuidar a alimentar o filho é uma responsabilidade. Espero que você tenha mudado de idéia, lendo a resposta que vc deu a um abortista...

    E discordo que o auto-sacrifício seja imoral. A vida é cheia de sacrifícios...
  • Evandro  27/08/2011 12:19
    Sinto muito, mas vocês estão enganados sobre o altruísmo. O Gene Egoísta não "refutou" o altruísmo. Os biólogos ainda não conseguem explicar muitas ações na natureza por essa teoria.

    "Desde a publicação de "O Gene Egoísta", a maioria dos biólogos concorda em que as idéias de Dawkins explicam muito, mas não respondem tudo sobre a seleção natural. Um dos principais obstáculos para a aceitação da hipótese é o altruísmo. Por que as pessoas (e muitas espécies animais) fariam algo bom pelos seus semelhantes, mesmo que quando isso não lhes oferece qualquer benefício direto? Pesquisas demonstram que esse comportamento é instintivo e aparece sem treinamento em bebês humanos [fonte: CBC (em inglês)]. Também pode ser observado em algumas espécies de primatas. Então, por que a seleção natural favoreceria esse instinto de se ajudar aos outros?
    [...]
    Os biólogos também estão explorando um conceito conhecido como superorganismo. Trata-se basicamente de um organismo composto de muitos organismos menores. O superorganismo modelo é uma colônia de insetos. Em um formigueiro, apenas a rainha e alguns dos machos transmitirão genes à geração seguinte. Milhares de outras formigas dedicam suas vidas ao trabalho e à defesa do formigueiro sem que tenham qualquer chance de transmitir diretamente os seus genes, no entanto seu trabalho contribuiu para o sucesso da colônia. Em termos do "gene egoísta", isso não faria muito sentido, mas se considerarmos a colônia de insetos como um único organismo composto de diversas partes menores (os insetos), tudo ganha sentido. Cada formiga trabalha para garantir o sucesso reprodutivo do formigueiro como um todo. Alguns cientistas acreditam que o conceito dos superorganismos pode ser usado para explicar certos aspectos da evolução humana [fonte: Wired Science (em inglês)].
    ciencia.hsw.uol.com.br/selecao-natural4.htm"

    Então... não é bem assim. O consenso, ainda, é de que há ações altruístas na natureza.

    Mas, meu ponto é, temos que diferenciar individualismo de egoísmo.

    Individualismo é "uma teoria da sociedade, uma tentativa de compreender as forças que determinam a vida social do homem, e só em segunda instância, um conjunto de máximas políticas derivadas dessa visão da sociedade.[...] Não há outro caminho rumo a uma compreensão dos fenômenos sociais, a não ser através da nossa compreensão das ações individuais voltadas para outras pessoas e guiadas por seu comportamento esperado" [Hayek em "individualism an economic order"] .

    Sobre egoísmo, li esse artigo muito interessante "A teoria do egoísmo", que expõe os argumentos do egoísmo psicológico e os põe a prova.

    "Algumas pessoas acreditam no egoísmo psicológico porque a teoria lhes parece plausível à primeira vista e talvez não a tenham testado frente aos argumentos contrários. Contudo, talvez nem sempre o que esteja por trás da crença no egoísmo psicológico seja ingenuidade. Como estamos no terreno das motivações, tudo o que posso fazer aqui são especulações, mas, é bem possível que outras pessoas defendam o egoísmo psicológico por um motivo um pouco mais desonesto. Se alguém não quer admitir que possui uma obrigação moral e pretende continuar a agir de maneira egoísta, a teoria do egoísmo psicológico lhe cai como uma luva: ao fazer os outros acreditarem que a ação altruísta tem o mesmo valor que a ação egoísta , ele desmotiva os outros a agirem eticamente e, com isso, faz com que ninguém repare que suas ações são condenáveis. Assim, ninguém lhe cobrará que ajude os outros (por todos terem tornado-se egoístas, ou, ainda que isso não tenha acontecido, pelos outros passarem acreditar que as ações egoístas possuem o mesmo valor moral das ações altruístas)."
    www.genilto.com/blog/?p=1188

    Abraços
  • Leonel  30/08/2011 01:46
    Caros,

    Cuidado com a semântica.

    Tanto o indivíduo egoísta quanto o altruísta sempre agem visando sua própria satisfação psicológica, eles diferem entre si apenas na abordagem ("eu/ego tenho prioridade sobre o outro" versus "o outro/alter tem prioridade sobre mim").

    Egoísmo e altruísmo são apenas escalas de valores diferentes que norteiam as escolhas dos indivíduos e não há nada em um ou no outro que seja contrário ao conceito de AÇÃO HUMANA. Isto posto, não há superioridade moral do egoísmo frente ao altruísmo e vice-versa, nem um deles é mais desejável ou correto do que o outro. Louvar qualquer deles 'per se' é ingenuidade, a única coisa que merece ser destacada é que ações egoístas ou altruístas são legítimas apenas se voluntárias e se não violarem os direitos de propriedade de terceiros.

    Corrigindo o comentário de Peterson, ações egoístas ou altruístas geram impacto positivo sobre terceiros APENAS quando os direitos de propriedade são plenamente observados. Exemplo de ação egoísta que gera impacto negativo a terceiros: eu escravizar milhares de pessoas para que me construam uma fortaleza inexpugnável (a ação é egoísta e maléfica, pois eu violo a propriedade de terceiros).

    Agora cutucando Leandro e Ayn Rand: a ação da mãe é altruísta sim, já que motivada pelo interesse direto dela no bem-estar de um terceiro e não ocorreria caso tal benefício não fosse percebido pela agente. Não se descaracteriza só porque a mãe também é beneficiária última.

    Um abraço
  • Leandro  30/08/2011 02:43
    "A ação da mãe é altruísta sim, já que motivada pelo interesse direto dela no bem-estar de um terceiro e não ocorreria caso tal benefício não fosse percebido pela agente."

    Ora, exatamente por isso a ação é egoísta. Como você corretamente observou, ela agiu "motivada pelo interesse direto dela". Não importa quem ou qual seja o alvo da ação. O fato é que o agente agiu porque tinha interesse direto no resultado de sua ação. Ora, isso é egoísmo.

    Apenas enfatizo que sou agnóstico nessa discussão sobre altruísmo/egoísmo, e concordo com você quando diz que "egoísmo e altruísmo são apenas escalas de valores diferentes que norteiam as escolhas dos indivíduos e não há nada em um ou no outro que seja contrário ao conceito de ação humana".

    Meu objetivo, porém, foi mostrar que, ao contrário do que muita gente pensa, ações aparentemente altruístas são, na verdade, movidas pelo mais puro interesse próprio. Ainda bem.

    Grande abraço!
  • Leonel  30/08/2011 09:00
    A discussão entra facilmente na metafísica. Pode-se dizer que altruísmo não existe, todas as ações são necessariamente egoístas, etc.\r
    \r
    Mas no sentido usual das palavras, que caracterizam a ação por seu objetivo próximo, a distinção é clara. O que é necessário martelar nas cabeças politicamente corretas é que não há problema algum em ser egoísta ou altruísta, desde que não haja coerção.
  • Peterson Mota  30/08/2011 11:15
    Leonel,

    Estou de acordo, principalmente no que tange ao direito de propriedade. Aí novamente vou agir de modo egoísta, já que a preservação da propriedade alheia, me é conveniente pois também tenho a minha e a quero preservada. (ainda que na pior das hipóteses minha única propriedade seja o meu próprio corpo).

    Quanto as definições dos significados, sua colocação foi adequada, e vou certamente utilizar em minhas conversas!
  • Sérgio  27/11/2012 23:17
    Não concordo com a teoria da Ayn Rand. Auto-sacrifício não é imoral. Ou seria São Francisco de Assis, que renunciou a tudo o que para distribuir aos pobres? Imoral seria obrigar uma pessoa se sacrificar contra a sua vontade (como ocorre com os impostos). Mas o auto-sacrifício involuntário não é imoral.

    Já o egoismo é imoral. O egoísta não consegue se satisfazer com o bem do próximo. Ele precisa ver os outros na merda, puxar o tapete, e se vingar dos outros para se sentir bem. A superioridade dele baseia-se na necessidade alheia e tendo a disponibilidade de ajudar mas negando conscientemente. O cume da escala moral do egoísta é sempre ele mesmo.

    A característica elementar do altruísmo é exatamente um exercício de anulação de si, uma Morte do seu Ego. O ego é justamente surrado na hora de pôr o ato em prática. Foi o que São Francisco de Assis fez ao renunciar tudo o que tinha para ajudar os pobres.

    Por outro lado, se alguém faz uma "caridade" por egoísmo, isso não é altruismo, o faz para aparecer, e mesmo assim nunca faz grandes esforços, sempre usa o que tem de sobra, então caímos no simples comércio e propaganda.
  • Renato Souza  15/07/2013 14:23
    Altruismo verdadeiro existe?

    Existe na medida em que a pessoa ente satisfação no bem do outro apenas ao conseguir, em certa medida, se colocar no lugar do outro. Mas na verdade existe naturalmente essa capacidade no ser humano, de se colocar no lugar do outro, sentir junto com ele. E existe também a capacidade de bloquear esse sentimento, de se tornar insensível. Portanto existe uma outra capacidade, a capacidade de escolher entre ser sensível ou ser insensível. E de que depende essa decisão humana? Diferentes pessoas darão diferentes respostas. Cientistas deterministas (que parecem que se extinguiram) diriam que é o resultado de uma inevitável seqüência infinita de eventos, ao que cientistas modernos responderão que o acaso intervém o tempo todo. Outros cientistas especularão (e não poderão nunca provar) que todas as possibilidades ocorrem em universos paralelos. Einstein dizia que Deus não joga dados, ao que seu genial colega respondeu que ele não tinha o direito de dizer a Deus o que fazer. Maometanos e calvinistas dirão que é decreto de Deus (ao que os gregos antigos responderiam que é dos deuses). E entre os calvinista supralapsaristas e infralapsaristas darão nuanças diferentes. Católicos romanos, ortodoxos e arminianos dirão que é, até certo ponto, livre escolha. E depende de saber se o católico romano é molinista ou não, o que pode alterar a resposta. Arminianos wesleyanos, resgatando a antiga doutrina da graça preveniente, dirão que há uma capacitação prévia sobrenatural, para a decisão livre. Já budistas e espíritas dirão que há influências de vidas passadas.
    Entre os defensores do livre arbítrio, alguns dirão citarão a doutrina cristã da liberdade de Deus, e dirão que um Deus capaz de ser livre seria capaz de criar homens livres. Mas qual a natureza da liberdade de Deus?

    Com certeza a mesma discussão ocorreu, em outras formas, em muitas outras culturas, a respeito das quais somos ignorantes.

    RESUMO DA ÓPERA: O autor escreveu um texto maravilhoso desses, extremamente pertinente e atual, mas o prejudicou incluindo, de passagem, um tema dificílimo, a respeito do qual homens geniais tem discutindo há milênios, sem chegar a uma conclusão. Como seria previsível (e olhe que não determinista, kkkk...), a discussão saiu do ponto principal para o acessório, que é irresolvível. E pior, muitos dos debatedores parecem estar ainda discutindo semântica.

    Voltemos aos temas básicos: coerção x não coerção e eficiência x ineficiência.
  • Marcio L  15/07/2013 14:57
    Pesquisem por Humberto Maturama.
  • Alexandre  27/08/2011 00:04
    Ridículo é o discurso socialista contra o capitalismo e o lucro.

    Mas alguns aqui, em outros temas, tem o mesmo conhecimento que um socialista tem de economia. E a mesma má disposição (principalmente).
  • José Ricardo  27/08/2011 07:19
    Saudações, mais uma vez um artigo excelente, realmente como disse o senhor Matheus P., em 1960, Ayn Rand anteviu e nos brindou com A Revolta de Atlas, inclusive leitura obrigatória a todos que ainda não conseguem ver a cabeça,o corpo e os membros do Leviatã.
  • Matheus Polli  29/08/2011 00:57
    A Revolta de Atlas é um brilhante romance que coloca em prática o Objetivismo de Ayn Rand em cada parágrafo de suas 1200 páginas. Esse livro deve dar arrepio nos socialistas. Se vc quiser (e os outros tb) posso te passar por e-mail A Virtude do Egoísmo - outro texto fundamental da autora.
  • Carlos  29/08/2011 01:35
    opa, eu quero!

    carlinhosmillenium@yahoo.com.br
  • Leandro  29/08/2011 06:52
    Os interessados podem entrar em contato direto com o Matheus em ftmatheuspolli@hotmail.com

  • Alexandre  29/08/2011 18:53
    Não seria melhor disponiblizar no 4share?
  • Guiomar  18/07/2013 16:00
    Oi, pode me passar os textos pelo e-mail: guiomar_diagonal@hotmail.com

    Obrigada.
  • Joao Pedro Souza Matos  28/08/2011 12:35
    Não sei o que faz alguns pessoas unirem egoísmo a falta de ética.
  • Armizimm  28/08/2011 16:47
    ( Divulgando ) \r
    Aproxima-se a grande explosão do ouro \r
    \r
    26/8/2011 \r
    \r
    Quando ele acordar será tarde demais...\r
    \r
    \r
    O especialista em ouro, Walter K. Eichelburg, esclarece o desenvolvimento do preço do ouro: ele vê uma "repressão brutal" da cotação do nobre metal pelos bancos. Para muitos especuladores, deve ter sido uma "terrível" semana.\r
    \r
    \r
    Deutsch Mittelstands Nachrichten: Como você explica a repentina queda da cotação do ouro?\r
    \r
    \r
    Walter Eichelburg: Não foi uma queda, mas sim uma repressão brutal do preço do ouro pelos grandes bancos e bancos centrais. Foi despejado no mercado cerca de 100 toneladas de ouro. Com 1.900 Dólares/onça, a cotação era muito crítica ao sistema financeiro. Uma fuga em pânico para o ouro poderia ter começado a qualquer momento. Isso seria o fim do sistema. Trata-se apenas de mais alguns dias.\r
    \r
    \r
    DMN: Os especuladores realizaram simplesmente seus lucros ou você vê uma intervenção proposital?\r
    \r
    \r
    Eichelburg: Claramente os especuladores também lucraram na fase final do aumento da cotação. Não apenas através dos papéis, mas também com o ouro físico. Mas a maioria dos especuladores, principalmente todos a crédito ou no mercado futuro devem ter sido alvejados terrivelmente. \r
    \r
    \r
    DMN: Uma tese diz: somente quando o ouro físico for comprado, então não será mais possível conter o preço do ouro. Nós já chegamos a esse ponto? \r
    \r
    \r
    Eichelburg: Nós estávamos de fato lá, mas não tínhamos ainda o pânico. Assim que uma pequena porcentagem do capital investido em títulos ao redor do mundo migrar para o ouro, sua cotação explodirá - fim do sistema pela hiperinflação. \r
    \r
    \r
    DMN: Você acredita que no curto prazo o preço ainda cairá mais? \r
    \r
    \r
    Eichelburg: Tenta-se nesse momento manter afastados os especuladores através do aumento dos dividendos da bolsa de futuros dos EUA. Em maio, isto foi feito também com a prata. Possivelmente eles consigam ainda arrastar a cotação do ouro até US$ 1.600/onça. Mas provavelmente nós já chegamos ao fundo do poço com US$ 1.700. A situação do sistema é muito crítica. O sistema bancário e o Euro estão em bancarrota. Logo vivenciaremos sim a grande explosão da cotação do ouro. \r
    \r
    \r
    DMN: Qual é sua previsão a médio prazo para o ouro, até o fim do ano? \r
    \r
    \r
    Eichelburg: Digamos que alcançaremos algo em torno de US$ 25.000/onça. Provavelmente já terá acontecido o crash e haverá novas moedas. \r
    \r
    Deutsche Mittelstands Nachrichten, 26/08/2011.\r
    www.deutsche-mittelstands-nachrichten.de/2011/08/23590/\r
  • Joao Pedro Souza Matos  29/08/2011 04:17
    Matheus Polli mande para o eu email A Revolta de Atlas, a virtude do egoísmo e outros que vc tiver, solicite o email a administração do site, prefiro não expor publicamente por segurança.

    Obrigado
  • Alan  30/08/2011 11:21
    Eu não vou mentir a vocês, não li o artigo, mas vejo que muitos comentários estão girando acerca desse debate babaca "altruísmo x egoísmo" e gostaria de tecer algumas considerações sobre isso.

    Acho que o pessoal do IMB tem que enfocar que essa ideia de "altruísmo" popularizada pela esquerda é só uma ferramenta retórica que eles usam para manipular os outros. Quando se percebe que as teorias marxistas não têm um pingo de consistência sob ponto de vista algum (tanto empírico quanto racional, e eu me refiro a quase tudo que Marx escreveu sobre Filosofia, Sociologia e Economia), só resta à esquerda apelar para a retórica: usar e abusar de argumentos completamente vazios, como "justiça social", "igualdade", etc.

    Esses argumentos não têm lógica alguma, são meramente recursos que apelam para o lado EMOCIONAL das pessoas. A esquerda faz isso porque tem Ph.D. em manipulação e sabe que o lado emocional, em pessoas não-acostumadas com rigor metodológico científico, desempenha um papel pesadíssimo, essencial até eu diria, no convencimento delas. É assim que eles constroem a imagem do Capitalismo liberal como "exploração" e "gerador de pobreza e de mesquinharia": apelando para o lado sentimental das pessoas (é óbvio que, aqui, estou desconsiderando que Mises provou cientificamente que mesmo essas afirmações vão de encontro à realidade positiva).

    A verdade é que esses argumentos não diferem em nada das formulações que os jus naturalistas tentam fazer sobre Direito Natural: não existe prova racional de que a sociedade tem de ser igualitária, nem de que deve haver "justiça social", nem sequer do que é justo ou não é; positivamente falando, o que existem são opiniões, as nossas concepções do que é bom e do que é mau, do que é justo e do que é injusto, etc.

    Justamente por esse motivo eu acho esse debate tão infrutífero, e não é à toa que seja assim, afinal de contas, quem começou a discussão foi a esquerda, hehehe.
  • Absolut  30/08/2011 14:26
    essa ideia de "altruísmo" popularizada pela esquerda

    O altruísmo da esquerda não é altruísmo, é robinhoodismo (coação).

    nem sequer do que é justo ou não é

    Ahn???
  • Alan  30/08/2011 16:31
    Não vou ficar dando pano pra manga, se querem criticar, vão ler Hans Kelsen antes (e leiam de verdade, não fiquem repetindo as mentiras que inventaram sobre ele baseados numa interpretação totalmente distoante da realidade de sua teoria).
  • mcmoraes  30/08/2011 18:03
    @Alan:

    "...Eu não vou mentir a vocês, não li o artigo, mas vejo que muitos comentários estão girando acerca desse debate babaca "altruísmo x egoísmo" e gostaria de tecer algumas considerações sobre isso..."

    "...Não vou ficar dando pano pra manga, se querem criticar, vão ler Hans Kelsen antes (e leiam de verdade, não fiquem repetindo as mentiras que inventaram sobre ele baseados numa interpretação totalmente distoante da realidade de sua teoria)..."

    Que sujeito abusado. Chegou assumindo abertamente que não leu o artigo mas que mesmo assim ia opinar. Daí quando alguém respondeu seu maravilhoso e enriquecedor [sic], ele disse que não ia dar pano pra manga e ainda teve a cara-de-pau de nos chamar de mentirosos e mandar ler "de verdade" o que ele está sugerindo. Haja paciência, é cada um que aparece por aqui!
  • Alan  30/08/2011 18:53
    Se você tivesse LIDO o que eu escrevi, veria que eu deixei MAIS QUE CLARO que queria discorrer acerca do debate infrutífero que é feito sobre "como o egoísmo é algo maléfico à sociedade".

    Quanto ao acusar alguém de mentiroso, eu admito que me expressei mal. Quando eu me referi às mentiras "que inventaram sobre ele", realmente, deu a entender que foi alguém daqui que fez isso. E não foi. O que acontece é que são feitas interpretações absurdas acerca do pensamento de Kelsen, e é costumeiro ver essas maluquices sendo difundidas por aí; falha minha, porém, admito.

    E quem quer discutir Direito Natural e "objetividade" da justiça sem conhecer os críticos... Bom... Não é algo muito diferente do que fazem os inúmeros keynesianos que conheço, que criticam o "neoliberalismo" sem nunca terem ouvido falar de Mises ou de Hayek.

    E, se você achou tão ruim o que eu escrevi, apenas alegar isso com uma ironia não vai muito além de "maravilhoso" e "enriquecedor".
  • mcmoraes  31/08/2011 09:39
    @Alan: "...Quanto ao acusar alguém de mentiroso, eu admito que me expressei mal..."

    Ok, Alan. Ambos nos expressamos mal.
  • Alexandre M. R. Filho  30/08/2011 18:59
    Eu li. Que que tem o Hans Kelsen?\r
    \r
    Pra quem não sabe, nem o Hans Kelsen consguiu fechar sua teoria.\r
    \r
    Pra ele, a validade de uma norma jurídica vêm de uma outra norma jurídica, anterior e superior a ela.\r
    \r
    Tanto que, para justificar o estado, que positiva as normas, ele inventou a "norma fundamental", que empresta validade pra todo o sistema jurídico estatal.\r
    \r
    Para Kelsen, a tal norma fundamental tem que ser "pressuposta", ou seja, tem que ser tomada como existente e válida mesmo sem uma norma anterior e superior.\r
    \r
    Na verdade, é um jeitinho de reinventar o contrato social.\r
  • Alan  30/08/2011 19:03
    Não estou discutindo a teoria da norma fundamental (eu mesmo não a sustento em minhas crenças), estou falando da crítica que ele faz a toda tentativa de definir objetivamente a justiça e o Direito Natural.
  • Matheus Polli  31/08/2011 13:14
    Conforme Ayn Rand brilhantemente expôs em "A Virtude do Egoísmo" o debate não é infrutífero, muito pelo contrário, e se você acha que a disputa "egoísmo X altruísmo" é simplesmente uma ideologia esquerda-direita deveria se interar mais, pois a profundidade disse se aplica também a uma visão metafísica, até mesmo religiosa.
  • anônimo  07/12/2012 05:48
    Altruísmo voluntário ou altruísmo via impostos?
    Se ela condena o voluntário...putz, decepção saber disso
  • Matheus Polli  07/12/2012 06:20
    Nem um, nem outro. O altruísmo que Ayn Rand condena é o auto-infringido - o pregado pela sociedade e religiões - que faz do homem um ser sacrificial em nome de outros. Ayn Rand defende que o beneficiado de qualquer ação deve ser o autor da ação.

    Todo caso, deixe de preguiça - leia seus livros, são mais profundos que isso. Se quiser alguns extratos do periódico "A virtude do egoísmo" eu ficarei grato em te passar. Tenho também a cópia PDF em inglês de "A Revolta de Atlas". Passe-me seu e-mail e aproveite para sair do anonimato.

    Abraços,
  • anônimo  07/12/2012 08:53
    E como é que eu faço? Não quero divulgar meu email aqui nos coments
  • Matheus Polli  09/12/2012 00:01
    Mande-me em ftmatheuspolli@hotmail.com.
  • Sérgio  09/12/2012 12:17
    Como alguém pode ser a favor de uma ideologia que fala que as pessoas não devem ser altruístas? Só sendo um completo inepto ou mau-caráter mesmo. É óbvio que não passa de mais uma tentativa de destruir os valores cristãos. O Objetivismo por si só é uma contraposição ao altruísmo, pois é uma ideologia plenamente baseada no egoísmo excludente.
  • Matheus Polli  09/12/2012 20:45
    Vou ignorar a parte que me chamou de inépto e mau-caráter - não me indisponho com Trolls.

    A ideologia não fala que as pessoas não devem ser altruístas, mas que o altruísmo coloca o ser humano numa posição sacrificial e que muitas pessoas sofrem sob a culpa imputada pelo altruísmo, pois gostariam de ser beneficiadas por suas próprias ações, mas são doutrinadas a se sacrificar em cada ação em função de outros.

    O Objetivismo prega que não é imoral ser egoísta, mas totalmente natural cuidar de seus próprios interesses, salvaguardando é claro, que esta ação não pode nunca ser pejorativa a terceiros. O Objetivismo não nega a possibilidade de caridade, mas afirma que deve haver merecimento para qualquer recompensa.

    E sim, vai contra os valores cristãos da caridade a qualquer custo, sem meritocracia. Isso parece afastar alguns, mas não vejo como o tema central do cristianismo, onde há muita hipocrisia também neste sentido.

    O Objetivismo jamais pregou a exclusão ou o isolamento. Muito pelo contrário, é um verdadeiro guia para se viver em sociedade.
  • anônimo  10/12/2012 04:44
    'O Objetivismo prega que não é imoral ser egoísta, mas totalmente natural cuidar de seus próprios interesses, salvaguardando é claro, que esta ação não pode nunca ser pejorativa a terceiros. O Objetivismo não nega a possibilidade de caridade, mas afirma que deve haver merecimento para qualquer recompensa.'

    Então é a mesma coisa que o libertarianismo. Pra que outro nome?
  • Matheus Polli  10/12/2012 09:01
    Bingo!
  • anônimo  10/12/2012 08:42
    "A ideologia não fala que as pessoas não devem ser altruístas"
    Errada. . Ela diz sim que as pessoas não devem ser altruístas em nenhuma hipótese, inclusive separando um ato de gentileza/bondade (espontâneo e sem perdas) do auto-sacrifício (altruísmo). O Objetivismo por si só é uma contraposição ao altruísmo, pois é uma ideologia plenamente baseada no egoísmo excludente.

    Para provar isto, vou utilizar as próprias da palavras da autora que você defende:

    What is the moral code of altruism? The basic principle of altruism is that man has no right to exist for his own sake, that service to others is the only justification of his existence, and that self-sacrifice is his highest moral duty, virtue and value.

    Do not confuse altruism with kindness, good will or respect for the rights of others. These are not primaries, but consequences, which, in fact, altruism makes impossible. The irreducible primary of altruism, the basic absolute, is self-sacrifice—which means; self-immolation, self-abnegation, self-denial, self-destruction—which means: the self as a standard of evil, the selfless as a standard of the good.

    Do not hide behind such superficialities as whether you should or should not give a dime to a beggar. That is not the issue. The issue is whether you do or do not have the right to exist without giving him that dime. The issue is whether you must keep buying your life, dime by dime, from any beggar who might choose to approach you. The issue is whether the need of others is the first mortgage on your life and the moral purpose of your existence. The issue is whether man is to be regarded as a sacrificial animal. Any man of self-esteem will answer: "No." Altruism says: "Yes.""


    "Faith and Force: The Destroyers of the Modern World,"
    Philosophy: Who Needs It, 61

    Neste argumento Rand se mostra totalmente contrária a qualquer forma de privação própria em prol do benefício de outrem, inclusive comparando o altruísta com um animal oferecido em holocausto.
  • anônimo  22/11/2012 12:09
    Este internauta aponta o altruísmo como solução para as privações humanas. Se fosse verdade, a escassez no mundo poderia ser abolida por decreto. O fato é que o altruísmo é a filosofia da angústia, do sofrimento, da pobreza e do ódio de um ser humano por outro.

    Pelo contrário, o egoismo é a filosofia do ódio. O egoísmo é sempre destrutivo. O egoísta não consegue se satisfazer com o bem do próximo. Ele precisa ver os outros na merda, puxar o tapete, e se vingar dos outros para se sentir bem. A superioridade dele baseia-se na necessidade alheia e tendo a disponibilidade de ajudar mas negando conscientemente. O cume da escala moral do egoísta é sempre ele mesmo.


    É a filosofia que pautou a Era das Trevas e fundamentou criações como a tortura, a Iron Maiden (Donzela de Ferro), e a queima de pessoas vivas em estacas.

    Pô, o cara colabora com mentira esquerdista de "Era das Trevas". Quem já leu Thomas Woods sabe que essa história de Era das Trevas é um mito.
  • anônimo  06/12/2012 22:14
    O principal problema dos libertários é a sua associação com o Objetivismo de Ayn Rand, que é uma ideologia tão perversa quanto o Socialismo. A diferença é que ela é explicitamente ruim, diferente do Socialismo marxista que é maquiado por toda aquela ideia de luta de classes e engana os desavisados. Oras, como alguém pode ser a favor de uma ideologia que fala que as pessoas não devem ser altruístas? Só sendo um completo inepto ou mau-caráter mesmo. É óbvio que não passa de mais uma tentativa de destruir os valores Cristãos. Sugiro que os libertários se mantenham focados na parte econômica escrita pelo Ludwig Von Mises e esqueçam esta baboseira ideológica de Rand, Rothbard, etc.
  • Matheus Polli  07/12/2012 04:41
    Primeiro, nem todos os libertários são objetivistas. Alguns consideram Ayn Rand uma minarquista e vêem isso como um grande problema.

    Segundo, você já leu algum livro dela ou de Rothbard?
  • anônimo  07/12/2012 08:42
    Eu lí A Ética da Liberdade. Neste livro, ele defende o aborto, ele achava que o feto é um invasor parasitária, defende o direito dos pais de vender os filhos, ele acha que pais não têm responsabilidade de cuidar e alimentar seus filhos... Muito errado, muito relativista.
  • anônimo  07/12/2012 15:13
    Sério isso? Encomendei algumas obras do Rothbard que estou aguardando, mas é uma decepção saber que ele se posiciona dessa forma a respeito do abordado.
  • Bruno D  16/07/2013 00:42
    Se isso é ética.. Imagine o contrário. Bom, temos que ler o contexto mas com esses argumentos em favor do libertarianismo e contra o social-comunismo acho pouco provável avançarmos em alguma direção. Fud..eu
  • Gustavo BNG  07/12/2012 09:51
    Pelo que vejo do ambiente libertário brasileiro, apenas uma minoria é objetivista, e nem todos os objetivistas são egoístas (ainda bem!).
  • JOBRITTO  07/12/2012 07:31
    Aviso aos interessados, que podem encontrar "A virtude do Egoismo", em português, no site "Libertarianismo". A leitura é interessante e instigadora.
  • anônimo  07/12/2012 08:57
    Não existe "virtude" no egoismo. O egoísmo é sempre destrutivo. O egoísta não consegue se satisfazer com o bem do próximo. Ele precisa ver os outros na merda, puxar o tapete, e se vingar dos outros para se sentir bem. A superioridade dele baseia-se na necessidade alheia e tendo a disponibilidade de ajudar mas negando conscientemente. O cume da escala moral do egoísta é sempre ele mesmo, enquanto que no indivíduo caridoso o cume está acima dele, muitas vezes você precisa se esforçar para fazer caridade. Exige uma obediência interior.

    A característica elementar da caridade e do altruísmo é exatamente um exercício de anulação de si, a Morte do Ego. Aliás, não preciso citar de novo o São Francisco de Assis, um filho de um comerciante rico, renunciou a tudo para ajudar os mais pobres, e passou a viver como um mendigo pela fé. Isso é altruismo. O seu Ego é justamente surrado na hora de pôr o ato em prática. Muitas vezes, para praticar uma boa ação, você até perde com isso.
  • Matheus Polli  07/12/2012 10:29
    "O egoísta não consegue se satisfazer com o bem do próximo. Ele precisa ver os outros na merda, puxar o tapete, e se vingar dos outros para se sentir bem."

    Que absurdo! De onde você tirou essa afirmação? De que teoria marxista você concluiu isso?
  • Sérgio  07/12/2012 11:25
    Pelo contrário, o egoismo alimenta o coletivismo o marxismo cultural. Todo cara que cai no egoísmo enlouquece, se torna automaticamente um vitimista e relativista. Um exemplo disso são as feminazis. Quer alguém mais egoísta do que uma feminazi? Dificil encontrar. Mas voces acham que elas sao felizes agindo assim? Claro que não. Sao completas miseráveis infelizes que vivem em um pesadelo. Fazem do egoísmo nao só seu escudo, como também tentam usá-lo como um narcotico. Criam pesadelos na própria cabeça para tentar validar os que ja criaram e vivem. Estão em um circulo vicioso e raramente conseguirao sair.
  • Matheus Polli  07/12/2012 12:15
    Eu sou egoísta e sigo o objetivismo como filosofia de vida. Desde que descobri o Libertarianismo tenho acumulado sucesso e felicidade.

    Não sei do que se tratam as tais feminazi e me parece um título de coletivização que você inventou para colocar algumas pessoas que agem de forma diferente da sua.
  • Catarinense  07/12/2012 12:38
    Matheus, elas fazem parte de um coletivo de pessoas que fazem protestos invadindo propriedade alheia exigindo que o governo lhes dê privilégios especiais em detrimento do resto da população.
  • Sérgio  07/12/2012 12:53
    Feminazis são abortistas. Tudo pelo egoismo. É pelo egoismo que elas defendem o aborto, pois pra elas o que importa é "ser feliz" e se eximir de suas responsabilidade e de seus encargos. "Entre o certo e o errado eu escolho o que me faz feliz", entao de que vale a vida de um feto se o que importa é ser feliz?
  • Rhyan  07/12/2012 14:00
    Feministas são coletivistas, não tem nada a ver com egoísmo racional de Rand. Faz o favor de comprar Atlas Shrugged e parar de falar bobagens.

    Rothbard fez uma das defesas mais interessantes do direito ao aborto.
  • Leandro  07/12/2012 14:37
    Essa é sem dúvida a maior mancha da quase irretocável obra de Rothbard. Ainda bem que ele só falou sobre isso uma vez (em 1982) e nunca mais voltou ao assunto. Deve ter percebido que tal postura não apenas dava uma enorme brecha para o relativismo moral (algo que ele combateu com veemência na primeira metade da década de 1990), como também atenta contra o mais básico pilar do libertarianismo: a responsabilidade individual. Quem faz o que quer com o próprio corpo tem de aguentar as consequências. É assim com quem usa drogas, é assim com quem bebe em demasia, e é assim com quem leva vida promíscua.

    O que é mais estranho é que, dado que a responsabilidade pessoal pelos nossos atos é um pré-requisito para uma sociedade livre, alguns dos supostos defensores da liberdade não apenas querem promover a libertinagem -- seja na forma de fornicação, seja na forma do homicídio de indefesos -- como também querem se ver livres das consequências desses atos.

    Mas enfim, esse assunto já foi infinitamente discutido aqui, e não é minha intenção poluir o site com mais uma discussão infrutífera.
  • anônimo  07/12/2012 20:06
    O problema é que muitos libertários modernos (inclusive a Sra Ayn Rand, com o seu egoismo) defendem o aborto. O Walter Block, então, foi muito criativo: criou uma nova expressão para o aborto: evictionism. Uma boa tradução para esta expressão seria "expulsão", pois evictionism provém de evict que significa "expulsar", "despejar", "desalojar". Ou seja, ele defende a teoria de que a mulher não está matando, mas expulsando o feto indesejado de seu corpo. Mas o que é isso senão um aborto?
  • Angelo T.  08/12/2012 05:32
    Leandro, você extende o argumento da responsabilidade pessoal para após o nascimento também? Os pais devem ser legalmente (só enfatizando, legalmente, e não moralmente) obrigados a sustentar o filho após o nascimento?
  • Leandro  08/12/2012 08:33
    Angelo, já respondi a essa pergunta em outro artigo e não é minha intenção ficar prolongando este assunto. Portanto, digo apenas que concordo plenamente com o autor deste artigo que diz que:

    Se você estiver passando por um homem se afogando em um lago, você não tem a obrigação (legal) de tentar resgatá-lo; mas se você empurrar alguém em um lago, aí sim você tem a obrigação positiva de tentar resgatá-lo. Se não o fizer, responderá por homicídio. Do mesmo modo, se suas ações voluntárias derem vida a uma criança que tenha necessidades naturais de abrigo, comida, proteção e cuidados, essa situação será semelhante a jogar alguém num lago. Em ambos os casos, você cria uma situação em que um outro ser humano está em desesperadora necessidade de ajuda, sem a qual morrerá. Ao criar essa situação de necessidade, você passa a ser obrigado a saciar essas necessidades. E certamente esse conjunto de obrigações positivas incluiria a obrigação de emancipar a criança em um certo momento.
  • Angelo T.  08/12/2012 09:08
    Leandro, obrigado pela resposta.
    Minha intenção não era discutir o assunto, mas apenas conhecer sua opinião. Raramente leio os comentários dos artigos, por isso não sabia que já tinha expressado sua opinião em outro lugar.

    PS: desculpe pelo estender com x, é influência da língua inglesa.
  • Davi  08/12/2012 06:07
    já faz um tempinho que descobri este site, vindo do vanguarda popular, e a filosofia libetária foi um maravilhoso achado, ontem mesmo esta ouvindo a ayn rand. Ocorre que há apenas um ponto em toda teoria que eu considero falha, e é exatamente na questáo do aborto. Apesar do principio da defesa da vida e da não agressão, muitos liberais, de forma equivocada, ao meu ver, defendem o assassinato de inocente. Se houvesse uma forma de retirar o feto sem lhe causar a morte, até concordaria, mas hoje nao ha.
    Adorei o seu argumento da responsabilidade individual, realmente só existe liberdade quando cada um responde por seus atos. hoje, mais do que nunca, só fica gravida quem quer. Nao quer correr o risco de engravidar, faca a esterelizacao, use pilula, diu, injecao de hormonio, camisinha, camisinha feminina, etc.
  • Leonardo Couto  15/07/2013 17:25

    Existe um artigo sobre isto: A questão do aborto
  • Mercado de Milhas  07/12/2012 13:10
    Tem no wikipedia
  • anônimo  07/12/2012 09:02
    Outra coisa: por que o auto-sacrifício é imoral? Por exemplo, os estilitas como medievais ficavam em pilares a passavam o resto da vida de pé. Isso é auto-sacrifício. O que há de imoral nisso?
  • Me  15/07/2013 13:22
    Esse site me faz me sentir(descobrir?) burro.
  • Alexandre  15/07/2013 14:39
    Gostaria de dar os parabéns ao autor do texto. Traduziu a realidade! Uns dos melhores artigos sobre saúde!
  • Anonimo  15/07/2013 14:44
    Excelente artigo, mas confesso que fiquei triste ao ler...

    "No entanto, mesmo em um sistema de irrestrito capitalismo de livre mercado, sempre haverá algumas pessoas que morrerão porque precisavam de mais e melhores cuidados médicos, os quais poderiam ter-lhes sido ofertados, mas que estavam além de seus recursos financeiros. Simplesmente não há como evitar isso."


    Deve ser horrível essa situação, ficar apenas esperando a morte vim, porque não ha dinheiro. =(
  • Ricardo  15/07/2013 15:02
    A frase completa é "Simplesmente não há como evitar isso. Trata-se de um aspecto inerente ao fato de que o ser humano é mortal."

    E de fato: a morte é uma inevitabilidade. Quem ainda não entendeu isso, não está preparado para viver. Qual é a diferença entre morrer em um acidente de carro totalmente estúpido e evitável e morrer de câncer?
  • Anonimo  15/07/2013 15:16
    O fato é que essa morte poderia ser evitada, se houvesse mais dinheiro. é como se você visse ali a solução para pessoa viver, mas não pode fazer nada e simplesmente aceita, como eu disse é uma situação difícil. 3
  • ANDRE  15/07/2013 16:50
    Esse conformismo com a morte 'e irritante. Boa parte dele vem das promessas religiosas e afins. O fato 'e, que com vontade e empenho cientifico sem a interferencia do governo e religiosos, nossa expectativa de vida seria maior.
  • Nilo BP  15/07/2013 18:45
    Meu, não venha dar uma de psiquiatra progressista meia-boca, fazendo críticas peçonhentas à origem das crenças das pessoas. Analise a crença por si só.

    Aliás, de crença a mortalidade não tem nada, é uma realidade bem objetiva. Se tem alguém com problemas de crendice aqui, é você, acreditando que a tecnologia vai magicamente resolver todos os problemas.
  • Felipe de Lima  15/07/2013 16:22
    Prezados Amigos do IMB

    Não querendo desvirtuar o cerne de seus debates, mas gostaria de saber se por acaso, alguém poderia me indicar posts acerca da dívida interna, e dos motivos que o governo segue suas políticas econômicas atuais.Gostaria muito de poder conhecer e entender mais a respeito sobre a dívida pública e sua relação com os bancos.

    Grato pela atenção!
  • anonimo  15/07/2013 16:48
    Boa tarde.

    Parece até que ele está rebatendo comentários que leu na carta capital....

    Obrigado.
  • Thiago S. Carvalho  15/07/2013 18:21
    Senhores, desculpem, mas tratar saúde como mercado livre, não tem como, abro o leque do mercado livre para qualquer outra área, mas saúde e lucro, nunca, jamais , iriam se unir para uma melhora de ambos os sistemas... Isso impediria até mesmo o avanço de curas de doenças, imaginem um doente com um determinados vírus, onde o tratamento custe 8000 , e um homem consegue descobrir que a cura, custaria no máximo 50, vcs creem mesmo que tal empresa ou instituto médico, irá abaixar o preço para esse custo, perdão, mas o mesmo ocorre para tratamentos de alguns médicos que vejo em clínicas até mesmo particulares em países "desenvolvidos", perdoem, mas esse negócio de "livre mercado" em área tal primordial, podemos tratar como um simples Bunisses.
  • Guilherme  15/07/2013 19:20
    Isso que você quer é bonito na teoria, mas impossível de durar na prática. E as explicações para esta lamentável realidade estão no artigo abaixo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=923

    Suas intenções são boas, mas sua implementação culminaria na dizimação da humanidade. Infelizmente, a economia não opera na base do altruísmo e da boa vontade.
  • Cauê  15/07/2013 19:00
    A questão da caridade sempre deve ser levada junto com a virtude da prudência...

    Por exemplo, dar dinheiro a flanelinhas é ruim para você, para ele e para a sociedade.
    Mais caso você o faça para preservar o seu carro você está caindo no relativismo moral.
    Por ser egoísta.

    No entanto, você pode muito bem comprar algo para que ele possa comer, e isso seria louvável. Pois você pode despertar algo bom nesses senhores. Bem como poderá sentir-se bem com isso (ou não), e talvez evitar que esses cometam algum delito e até mesmo mudem de vida ao ver que nem todos são "porcos capitalistas" que eles foram levados a acreditar.

    Mais que dado alguns comentários parece que eles estão corretos. Alguém falar que é normal vender os filhos, abortar etc, etc e ainda querer justificar isso é falacia das grandes. Tipico comportamento comunista, feminista, funças uahuah

    Eu inclusive acho que dar dinheiro é prejudicial em quase todos os casos.
    É bem aquele tipo de "socialites" tão conhecidos de nós brasileiros. Geralmente esposas de estatistas safados, que ainda não quebraram por serem amigos do rei e escravizarem toda uma população à décadas.

    Esse tipo de atitude acaba gerando coisas como essa aqui:
    Bem típico de pessoas que reclamam do governo e são funças. Walter Block = típico Libertário Brasileiro (não todos claro).

    www.youtube.com/watch?v=NwWoY3OuBYA
  • thiago santos carvalho  15/07/2013 19:30
    A sociabilização da saúde não precisa ser diretamente de um governo, mas sim quem sabe de união de todas as empresas privadas, com parte do lucro construírem um beneficio para área da saúde, como disse, sem cunho lucrativo, e sim uma despesa para as empresas, quem sabe assim, em vez de um Buniss, se a saúde se transforme em um sistema, de agregação de valores. Como alguns dizem aqui, dá dinheiro é ruim, mas isso não é dá, é criar um senso de igualdade de direitos, pois todos usaram a saúde e bem está de forma igualitária, desdo, mais alto da pirâmide até o mais baixo, evitaria até a exploração abusiva do trabalho, melhor salubridade e etc, pois isso se transformou um custo para o empresário, e quanto mais barato esse custo, melhor para os empresários..., pode soar anarquista ou até socialista, mas saúde, é saúde, não concordo em um direito de vida se transformar em negócio.
  • Felipe de Lima  16/07/2013 16:19
    Prezado Thiago,

    O seu comentário tem dois problemas primordiais:

    1- Quem disse que a saúde é um "direito", foi o Estado.O mesmo Estado que parte do pressuposto de que poderia fazer as pessoas desprovidas de conhecimento e senso crítico acreditar em "almoço grátis".Essa questão dos direitos, creio eu, já foi debatida em outros posts, demonstrando que não possuem um embasamento verídico.Em poucas palavras, direito é, "Eu quero algo, então vou usar o Estado para tirar à força de alguém que tem o que eu preciso/quero, seja de quem for, sem sujar as minhas mãos, e principalmente, minha consciência.".Por isso que as pessoas adoram o Estado, não apenas os políticos, mas também os pobres que não tem acesso aos recursos, por n fatores.É mais fácil tirar à força do que ter que se prover.E sem o Estado, não temos "direitos", o que indica que não é algo inerente ao indivíduo, mas ao Estado.

    2- "(...)Como alguns dizem aqui, dá dinheiro é ruim, mas isso não é dá, é criar um senso de igualdade de direitos(...)".Bem, você até pode querer mascarar, mas ainda assim, não vai mudar o fato de que está dando dinheiro, sendo pragmático.Estás sendo maquiavélico nesse ponto, talvez sem saber.Os fins (senso de igualdade de direitos, etc), sendo justificado pelos meios (dá dinheiro).

    Existem outras formas de amenizar estes problemas, sem prejudicar os outros.E é esse caminho que perseguimos.
  • thiago santos carvalho  16/07/2013 19:23
    Caro colega Felipe,
    Partilho de sua dúvida, mas como eu disse (...)pois isso se transformou um custo para o empresário, e quanto mais barato esse custo, melhor para os empresários(...) acabar com a obrigação do Estado ou sem o altruísmo duvidoso, o melhor seria o próprio empresário criar meios de a saúde sair mais barata e duradoura( pense no pq a automação surgiu, e entenderá a onde quero chegar), a tecnologia e praticidade humana surge da necessidade, se jogarmos essa finalidade em toda cadeia produtiva,ou vc que está de acordo, com a insalubridade e o trabalho penoso de 12 horas por dia, botando em risco a saúde do trabalhador??? não sei qual a finalidade que vós veis em meus argumentos para ser "maquiavélico", achas mesmo que um plano de saúde vai investir em tratamentos mais Baratos por uma questão de mercado???... Felipe se partimos do pré-suposto lucro, isso é inviável. Obrigado, pela sua atenção e duvida sobre o assunto.
  • Felipe de Lima  17/07/2013 00:54
    Olá Thiago,

    Fico feliz que tenha recebido minha crítica ao seu comentário de uma forma adulta.Em alguns lugares isso é bem difícil, rs. Te digo que na verdade, é através de debates com pessoas assim que consigo testar e compreender o que eu estudo por aqui, e claro, verifico o que eu ainda não aprendi e me faz surgir novas dúvidas.

    Com relação à sua "tréplica", eu confesso que não fui capaz de compreender o que você quis dizer em

    "(...)pois isso se transformou um custo para o empresário, e quanto mais barato esse custo, melhor para os empresários(...)"

    Se não for problema para você discorrer sobre esta parte, ficarei grato! =)

    Eu acredito que os empresários, sempre que possível, em um livre mercado, ou no menos intervencionista possível, estão determinados a investir a porção que eles definem de bens de capital, para investir em suas empresas.Afinal, não deixa de ser uma forma de competir, e ter um diferencial. Não vou me ater neste comentário sobre como o Estado pode influenciar para estabelecer um monopólio de empresas "amigas do rei", que não precisariam se preocupar em investir em suas empresas para se manter no mercado.
    Agora, com relação à acesso aos bens e serviços, concorda comigo que se tirarmos a pesada carga tributária, os mesmos também ficariam mais acessíveis?Dessa forma, muita gente não iria precisar contar com a espoliação dos outros para ter acesso aos mesmos serviços, encarecidos pelos impostos.E com relação À pergunta do empresário da área da saúde, se ele estiver em um cenário de alta competição, dispor de capacidade para investir em bens de capital, e houver uma demanda crescente, ele pode investir para baratear os custos de produção, e aumentar sua produção também.Entenda que essa sua pergunta é sobre um cenário que envolvem inúmeras variáveis.E também confesso que não entendi o que quis dizer em sua última frase.Se puder falar mais sobre, estarei atento em ler.

    Abraços!
  • thiago santos carvalho  18/07/2013 02:40
    Caro colega,
    Respeito sua crítica, pois seus detalhes estão de acordo com os Estudos, e fico muito feliz quando alguém entra de embate a minha pessoa de uma forma que eu, tenho só a ganhar,... pois bem como eu vc sabemos, as variáveis existem, e a ultima frase parte do próprio principio do egoismo humano, como eu e vc sabemos, o mercado livre, facilitaria muito a vida cotidiana ( não que signifique liberdade, mas é melhor que a política estatal que vemos hj), a ultima parte cita a referência da chamada Busca do "lucro", mas se aplicarmos tal conceito na saúde, ficaria inviável,... Distorço a literatura econômica de livre mercado, neste preceito EX; imaginamos a situação do empresário que investe em saúde, seu lucro depende de dois fatores, um é tratamento e o outro é quantidade e qualidade de serviço (claro pode haver mais, e pode parecer que tratamento e serviço são às mesmas "coisas").Sendo assim a evolução na tecnologia seria refreada, pois será mais interessante para o empresário logicamente para o empresário baixar o custo do tratamento, sem repassar isso ao consumidor como devido, sua concorrência iria cair conforme aquele que detém tal tecnologia, quando a concorrência cair, os preços novamente se elevarão( por favor se eu estiver escrevendo besteiras me corrija)... Na minha humilde opinião e baixo intelecto caro colega, não consigo ver benefício social altruísta para tal "direito"( sei que liga ao estado, mas algumas coisas como lhe citei, nem tudo pode partir do conceito de liberdade) ao longo prazo, citando o monopólio de tal tratamento... Cito isso pelo conceitos de patentes médicas e um comportamento ético das empresas claro!

    Lembre-se que isso não é uma afirmação, isso é uma dúvida caro Felipe, e receio de deixar uma coisa tão simples que é a vida, pois se a vida é igual, a morte tbm deve ser, independente de quem "pague mais"
    Eu que lhe agradeço por tolerar minhas Duvidas... Obrigado

  • Renato Souza  18/07/2013 13:46
    Se houver livre concorrência, outros também vão imitar (ou criar) métodos mais baratos, eficientes, melhores.

    Isso remete a outra questão. A maioria dos defensores da EA defende também que não exista patente de inventos.

    Mas de qualquer forma, acabar com a concorrência (criando um serviço de saúde monopolístico) não é a solução. Em todos os casos onde o estado (ou outro ente) tem o monopólio legal, o serviço ou produto é ruim. Em alguns poucos setores, dependendo do arranjo institucional, o serviço é passavel, mas é sempre inferior ao de fornecedores privados. E o pior de tudo, não existem inovações para abaixaer os preço, ou aumentar a tecnologia.

    Veja que no caso brasileiro, os serviços privados de saúde também muitas vezes não são bons, mas é um mercado com bastante interferência estatal. E os serviços públicos, em geral são péssimos. Nem mesmo a educação básica, que vários países asiáticos conseguem fornecer de forma estatal, o Brasil consegue prover. O MEC é parte do problema, e não da solução.
  • thiago santos carvalho  18/07/2013 14:18
    Caro colega Renato, vc realmente entende do assunto, muito bom saber que exista cabeças pensantes, quando já iria apresentar a minha justificativa, que era por sinal a questão de Patentes, vc foi incisivo , muito bom. Claro que concordo com vc sobre a intervenção estatal , mas a saúde não seria melhor designada como um bem de qualidade de vida do trabalhador e do empresário( sem a designação "altruísmo" claro), em vez de se transformar em um negócio, como a segurança pública, que deve agir independentemente em favor de um bem chamado justiça, sem interferência do capital, assim como o próprio Mises descreve quando cita um tipo de Estado minimo "(...)pois isso se transformou um custo para o empresário, e quanto mais barato esse custo, melhor para os empresários c(...)" Sabemos que muitas revoltas nascem de uma certa sensação de exploração, se o empresário se por no lugar do trabalhador e não a frente, seria mais interessante se manter este senso de igualdade não?
  • Renato Souza  18/07/2013 17:05
    Muitos empresários pagam planos de saúde para seus empregadodos, e esses são os trabalhadores melhor atendidos em termos de saúde. Se o empregador fosse pagar um extra no salário, suficiente para o empregado custear o mesmo, plano, sairia mais caro para o empregador por duas razões:
    1. Em grupo, o plano é mais barato.
    2. Não há custos trabalhistas extras sobre o plano pago pela empresa.

    Mas note que há um mercado de planos de saúde para empresas, formam-se preços verdadeiros e há incentivos para melhoria.

    Quanto à saúde estatal, é ruim, e em muitos lugares péssima, apesar dos vultosos recursos destinados a ela.

    O município de São Paulo, há alguns anos terceirizou parte do sistema de saúde e houve melhoras significativas. Mesmo essa pequena janela para o mercado deixou entrar um pouco de ar. Da mesma forma que a telefonia melhorou bastante com as privatizações, apesar dos danos da interferência política, e limitação de entrada de concorrentes. Mercado é algo tão bom, que mesmo um pouco já traz efeitos positivos.
  • thiago santos carvalho  18/07/2013 18:52
    Perfeito Renato, a agregações de valores neste caso seria "natural" e não altruísta , se o empresário pagar em forma de pacote os planos de saúde seria melhor visto dentro da esfera dos trabalhadores,Também não seria uma caridade, e o lucro dependeria de investimentos do próprio empresário de saúde, muito bom, Obrigado!
  • Bruno D  15/07/2013 20:21
    Agora mudando um pouco de assunto, eu estava ouvindo a MEC FM nessa sexta-feira última e nesse mesmo dia "comemorou-se" de forma bem silenciosa é claro os 10 anos do programa de fomento a agricultura familiar, um programa sancionado pelo Lula que visava e ainda visa comprar alimentos de produtores familiares locais diretamente sem atrevassadores e utilizar tais alimentos para abastecer programas subsiados pelo governo como os sopões populares que agora tem o nome de restaurante popular, onde por 2 reais é possível ter uma alimentação, um almoço ou uma janta, os alimentos também abastecem postos de saúde e escolas públicas etc.

    O Mises.org.br já públicou algum artigo em relação a esse programa?

    Gostaria de saber se já houve algum estudo quanto ao nível de estrago causado pelo programa ou se pelo contrário ele está sendo benéfico pelo menos a um grupo de politicos como a própria Dilma por exemplo.. Queria saber qual o angu que está por debaixo desse caroço.

    Att

  • Marcos  16/07/2013 13:39
    A partir do momento em que fala que o altruísmo pautou a era das trevas (o que seria era das trevas para ele afinal?) e a tortura perdeu completamente a razão.

    Confundir falta de liberdade individual com valores morais é um erro fatal quer acompanha todo o texto.

    Altruísmo é uma virtude. Que simplesmente NÃO EXISTE quando uma pessoa é forçada a, por exemplo, dar dinheiro para sustentar outra pessoa. Não existe solidariedade ou caridade forçada. Isso é a antítese do altruísmo.

    Sendo assim, ao exaltar o egoísmo, o autor destrói uma das bases que permitiriam uma menor participação do estado da vida da população, sem sequer perceber isso.

    Amanhã chegam os estatistas e dizem: "Viu só? As pessoas são todas egoístas, é por isso que precisamos tomar a força, porque senão ninguém vai te ajudar caso você precise". E vão convencer muita gente, pois todos estamos sujeitos a precisar da ajuda alheia no futuro. Esse tipo de argumento é ótimo para um estatista. O faz ganhar no terreno da moral e o ajuda a aumentar o tamanho do estado motivado pelo medo.

    Enfim, o autor acaba chegando a resposta correta, mas por fundamentos filosóficos e morais equivocados.
  • Guilherme  16/07/2013 14:02
    "Altruísmo é uma virtude. Que simplesmente NÃO EXISTE quando uma pessoa é forçada a, por exemplo, dar dinheiro para sustentar outra pessoa. Não existe solidariedade ou caridade forçada. Isso é a antítese do altruísmo".

    Do artigo: "Este internauta aponta o altruísmo como solução para as privações humanas.  Se fosse verdade, a escassez no mundo poderia ser abolida por decreto.  O fato é que o altruísmo como política pública é a filosofia da angústia, do sofrimento, da pobreza e do ódio de um ser humano por outro."

    Ou seja, você concorda com autor. Apenas cometeu o erro de ler sem a devida atenção às palavras, e cometeu um julgamento precipitado.
  • Marcos  16/07/2013 15:56
    O erro dele é terminológico. Não se pode usar a palavra altruísmo para algo que simplesmente não tem nada a ver com o sentido original do termo. O verdadeiro altruísmo como política pública poderia significar talvez estímulo a existência de ONGs de caridade, trabalho do governo em parceria com entidades filantrópicas. Mas nunca pode chamar de altruísmo a intervenção pura a simples do estado. A retirada compulsória de recursos tem o efeito de tornar as pessoas mais egoístas e apegadas a seus bens materiais. Ou seja, é um destruidor do altruísmo.
  • IRCR  16/07/2013 19:33
    Gosto da ideia do Ron Paul de usar uma especie de "seguro" de saude, ou seja, precisou de um cirurgia ou um tratamento caro aciona o seguro que voce paga todo mes e ele cobre. Caso necessite de simples consultas ou exames voce paga do seu proprio bolso.
    Alguns ainda dirão mas e os pobres que não tem dinheiro para pagar essas consultas... mas aquela coisa né dinheiro para comprar carro, smartphone, TV eles tem. hehe
    Logicamente um sistema desse deveria ser totalmente privado, sem intervenção estatal ou regulação e com liberdade de atuação e de novos entrantes.
    Vantagem disso tudo que seria um mercado com competição e não ficaria na mão de serviços estatais unicamente.
  • Juliano  16/07/2013 20:52
    Só pra efeitos de comparação, fizeram a cotação de um seguro pra mim há algumas semanas. Tenho 36 anos.

    Se não me engano, cobre perto de 200 mil para tratamento de saúde muito sério, invalidez ou morte.

    O custo era de perto de R$ 30,00 por mês.
  • Carlos Marcelo  17/07/2013 03:15
    Não estou dizendo que empresa estatal seja melhor que privada, mas e quanto aos famosos casos de medicina pública que dizem ser bons? Já sei que Cuba é uma farsa, mas e Canadá e Reino Unido? Saindo um pouco da questão exclusivamente da saúde, queria saber se pela teoria austríaca, obrigatoriamente, uma estatal será ruim. Porque um socialista chega e dá um exemplo de uma estatal de transportes que funciona bem, e fica se gabando disso. Não pode haver meritocracia na empresa, que a faça ser boa? Ou isso é só no curto prazo, e no longo, ela se tornará obsoleta?
  • Leandro  17/07/2013 06:09
    Carlos, no artigo há links para textos e notícias sobre os sistemas de saúde do Canadá e do Reino Unido. Era só você lê-los. Vou postá-los aqui:

    Sobre o Canadá:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=349

    Sobre o britânico:

    Hospitais negam remédios a pacientes

    Bebês doentes estão sofrendo eutanásia compulsória (Sem recursos, os hospitais do NHS (National Health Service) estão simplesmente cortando a alimentação deles, que são deixados à míngua até morrerem.)

    1.200 pessoas morreram de fome nos hospitais estatais do Reino Unido porque as "enfermeiras estavam ocupadas demais para alimentá-las".

    Para entender por que um sistema de saúde estatizado é uma impossibilidade prática (no sentido de não poder oferecer serviços de qualidade continuamente), veja este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=923


    Sobre empresas estatais no geral, o fato de elas serem estatais importa menos do que o fato de elas operarem em um setor em que há livre concorrência. Uma empresa aérea estatal, por exemplo, pode fornecer serviços decentes caso opere em um mercado altamente competitivo. A TAP é um bom exemplo, muito embora não haja o menor sentido em obrigar os pagadores de impostos portugueses a bancar a empresa. Não há a mais mínima evidência de que isso seja bom para a economia portuguesa e nem para as finanças do governo português.

    De resto, vale a seguinte consideração: uma empresa ser gerida pelo governo significa apenas que ela opera sem precisar se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos. Todos os déficits operacionais serão cobertos pelo Tesouro, que vai utilizar o dinheiro confiscado via impostos dos desafortunados cidadãos. Uma estatal não precisa de incentivos, pois não sofre concorrência financeira -- seus fundos, oriundos do Tesouro, não infinitos.

    Uma empresa que não é gerida privadamente, que não está sujeita a uma concorrência direta, nunca terá de enfrentar riscos genuínos e nunca terá de lidar com a possibilidade de prejuízos reais. Logo, é como se ela operasse fora do mercado, em uma dimensão paralela.

    E há também a questão política. A gerência governamental está sempre subordinada a ineficiências criadas por conchavos políticos, a esquemas de propina em licitações, a loteamentos de cargos para apadrinhados políticos e a monumentais desvios de verba -- afinal, como dito, uma estatal não busca o lucro, não precisa se submeter ao mecanismo de lucros e prejuízos do mercado, não tem concorrência e não deve transparência a ninguém.

    Difícil pensar em um arranjo que seja mais economicamente ineficiente.

    Espero que agora as coisas estejam mais claras.

    Abraços!
  • Emerson Luis, um Psicologo  18/07/2013 00:22
    Bom artigo.

    Penso ser melhor usar o termo "interesse próprio" do que "egoísmo" (Adam Smith usou o primeiro), pois "egoísmo" tem uma conotação de arrogância, maldade, falta de caráter. Eu sei que não é neste sentido que usam a palavra, mas muitos podem entender errado e é bom prevenir mal-entendidos.

    O "altruísmo" ou "caridade" significa fazer voluntariamente algo de bom por uma pessoa apenas pelo prazer de ajudar, sem esperar nada em troca dela. Ora, se o altruísmo é por definição voluntário (aquilo que fazemos além da nossa obrigação), então ele não pode ser feito sob coerção sem deturpar-se. Se eu sou obrigado a ser altruísta, então não estou sendo altruísta de fato.

    * * *
  • Vinicius  10/12/2018 14:49
    Parabéns! Ninguém é obrigado a nada, nem a ser voluntário.
  • Sérgio  09/04/2019 18:24
    Hospital surgiu da caridade cristã. Não tem nada a ver com busca pelo lucro.

    Leiam:

    Como surgiram os Hospitais

    Menos Ayn Rand, Mais Bíblia.
  • Mallandro  09/04/2019 18:38
    Sua informação está incompleta: hospitais geridos pela Igreja surgiram porque os fieis faziam doações monetárias, as quais possibilitavam a manutenção destes hospitais.

    Ah, e essa caridade só foi possível porque houve uma anterior criação de riqueza. Não tivesse havido essa criação de riqueza, seria impossível haver caridade, pois simplesmente não haveria riqueza a ser doada e distribuída. Questão de lógica básica.

    Retire estas doações de cena, e não sobra um único hospital em pé.

    A criação de riqueza é muito mais importante que a caridade; sem a primeira não existe a segunda


    Pare de acreditar que as pessoas trabalham de graça. Nem o mais fervoroso dos padres vive sem salário.

    Mais Bíblia e mais conhecimento para você.


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