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Os austríacos, é claro, estavam certos - mais uma vez

Após mais de três anos patinando, finalmente chegou-se ao consenso de que a economia americana está novamente em recessão.  Não há crescimento econômico.  O mirrado crescimento estatístico apresentado nos últimos anos — ninguém ousou dizer que tal estatística equivalia a uma plena recuperação — foi provavelmente ilusório.

Uma coisa é crescimento real; outra, completamente distinta, é estatística governamental.  As estatísticas iludiram e desorientaram todos os ingênuos, mas agora a verdade já está demasiado óbvia para todo mundo.  E não somente isso: os EUA estão lidando com uma calamidade impossível de ser resolvida, a dívida; o setor bancário virou um zumbi; o mercado de trabalho está estagnado; todo o sistema econômico está inundado de recursos precificados erroneamente, em decorrência dos vários pacotes de socorro e das seguidas impressões de dinheiro; o mercado imobiliário ainda está uma bagunça e não tem outro caminho a seguir a não ser o declínio.

As seguidas rodadas de impressão maciça de dinheiro — os QE1 e QE2 —, os inacreditáveis esforços do governo para criar "estímulos" por meio de mais regulamentações e as taxas de juros em nível zero não trouxeram nada de positivo para a economia, exceto estragos monumentais.  Toda uma geração ficará sem oportunidades econômicas.  A livre iniciativa — e, por conseguinte, toda a prosperidade — está lutando desesperadoramente por sua própria sobrevivência.

Toda essa situação calamitosa se deve àquela única medida que Bush, Obama, republicanos, democratas e todos os magnatas da mídia concordavam ser a coisa certa a se fazer: corrigir os rumos do mercado, estabilizar e em seguida estimular a macroeconomia.  Uma palavra resume tudo: fracasso.

Está surpreso?  Não deveria.  Os seguidores da Escola Austríaca de economia estavam certos desde o início.  E isso não se deve a nenhum truque mágico, a nenhuma bola de cristal.  Os austríacos sabiam a priori que todos esses esforços eram perigosos, destrutivos e que não tinham como dar certo.  Afinal, todas essas tolices keynesianas já haviam sido experimentadas várias vezes, e fracassaram em absolutamente todas essas tentativas.  E há motivos específicos para isso: gastos governamentais consomem e destroem o capital que havia sido poupado, impossibilitando investimentos produtivos; estatizações e pacotes de socorro estimulam e amparam as empresas ineficientes; e a mera criação de dinheiro distorce a realidade e impede a recuperação.

Não é necessário ser um cartomante ou um astrólogo para ver claramente que todas essas asneiras não poderiam atingir seus objetivos especificados.  Tudo o que esses estratagemas fazem é fornecer suporte ao estado e a seus amigos, à custa dos cidadãos comuns e pagadores de impostos.  Eu realmente gostaria de ser solidário a todos aqueles que foram enganados pela propaganda do governo — e acreditar que aqueles que defendem políticas ignaras estão munidos da melhor das intenções —, mas é muito difícil.

Talvez era possível ter sido enganado em 1932; porém, realmente, qualquer observador mais atento já deveria ter ficado mais esperto em 1936.  Agora, no entanto, vivenciar rodadas e rodadas e mais rodadas de estímulos governamentais que nunca dão certo, e ainda assim continuar defendendo tal política?  Inacreditável.  Como Robert Higgs já demonstrou, os EUA só saíram da Grande Depressão quando o governo finalmente parou de tentar estimular a economia. [Aqui um artigo mostrando como a recuperação só se deu após um forte corte nos gastos.]

Agora, no entanto, temos mais uma oportunidade para repetir.  Ouçam e aprendam: os seguidores da Escola Austríaca de economia foram os únicos que anteciparam não apenas o estouro da bolha imobiliária e a inevitável recessão, mas também o inevitável fracasso dos pacotes de estímulo.  Irei a seguir fornecer uma pequena amostra do que foi escrito durante os cinco primeiros meses da crise de 2008.

Comecemos com Frank Shostak e seu artigo "Is Deleveraging Bad for the Economy?" (Uma desalavancagem seria ruim para a economia?), de 20 de agosto de 2008:

É algo completamente inútil exortar os bancos a concederem mais empréstimos se não há poupança real para sustentar tal medida.  Da mesma maneira, não faz muito sentido sugerir que o Banco Central, ao imprimir dinheiro, pode de alguma forma substituir essa poupança real que não existe. (É também um exercício de futilidade elevar os gastos do governo para solucionar o problema.  Afinal, se um governo gasta mais, ele consome mais recursos; e isso significa que outras pessoas terão menos recursos à sua disposição). 

Injetar mais dinheiro na economia irá apenas fazer com que as atividades que genuinamente geram riqueza fiquem sem recursos — pois o dinheiro injetado foi utilizado por outras pessoas para consumir esses recursos.  Isso, por conseguinte, provoca uma redução na oferta de poupança real, pois há menos recursos para serem utilizados em investimentos.  Consequentemente, o crescimento futuro da economia ficará solapado.

Passemos para Scott Kjar e seu artigo "Henry Hazlitt on the Bailout" (Henry Hazlitt sobre os pacotes de socorro), de 15 de outubro de 2008:

O argumento de que o governo americano, ao incorrer em déficits, está de alguma forma injetando capital no mercado é absurdo.  O governo está na realidade retirando dinheiro dos mercados de capital para, em seguida, injetá-lo de novo nos mercados de capital.  Não há nenhuma fonte adicional de financiamento; há apenas fundos sendo retirados de atividades mais produtivas e desviados para atividades menos produtivas, com o governo atuando como o intermediador.

Portanto, quando o Secretário do Tesouro Henry Paulson afirma ser necessário injetar dinheiro nos mercados de crédito para impedir que estes fiquem paralisados, ele não se dá ao trabalho de perceber que o dinheiro que ele injeta nos mercados de crédito está vindo diretamente destes mesmos mercados de crédito.  Ele está simplesmente rearranjando as cadeiras no convés do Titanic.

Kevin Duffy foi certeiro em seu artigo "Looting the Responsible" (Saqueando os responsáveis), de 8 de outubro de 2008:

O governo não possui recursos próprios, não há duendes trabalhando horas extras para produzir algo de valor; há apenas propagandistas propugnando uma economia de Papai Noel.  O governo pode apenas transferir riqueza de um grupo para outro (retendo para si uma taxa de transação nesse processo).  O atual pacote de socorro (desculpem, de resgate), de US$700 800 bilhões, nada mais é do que uma pilhagem dos responsáveis e produtivos em benefício dos imprudentes e perdulários.  Podemos chamar isso de darwinismo invertido: a seleção artificial dos menos aptos...

Transferir mais sangue do hospedeiro produtivo para o parasita não faz com que ambos fiquem saudáveis no longo prazo.  Para que a economia do país possa se curar, é necessário fazer com que capital, credibilidade e autoridade permaneçam com os produtivos, e não com que sejam desviados para os esbanjadores.  A elite dominante, previsivelmente, está tentando fazer exatamente o oposto.

Considere o artigo de Christopher Westley "Bailout Blame Game" (O pacote de socorro e as acusações mútuas), de 7 de outubro de 2008:

Como estudioso da Grande Depressão, sei que o Congresso e o Executivo podem fazer muitos estragos antes do longo prazo chegar — e, com efeito, podem protelar sua chegada indefinidamente.  Será que os conservadores que apoiaram esse pacote de socorro irão criticar o provável presidente Obama daqui a dois ou três anos, quando a economia estiver estagnada, vivenciando uma repetição da década de 1970, graças em grande parte justamente à tentativa do governo de impedir a ação das forças de mercado ao longo dessas duas últimas semanas?  Isso parece bem possível.  Nossos atuais problemas são resultantes de uma grande infusão de crédito no passado.  Pensar que uma nova infusão de crédito hoje não terá os mesmo efeitos no futuro é desafiar coisas incômodas e irritantes, como as leis econômicas e as leis da natureza.

Comentários pungentes de Frank Shostak em seu artigo "The Rescue Package Will Delay Recovery" (O pacote de resgate vai atrasar a recuperação), de 29 de setembro de 2008:

É verdade que o sistema financeiro deve ser resgatado; ele deve ser salvo daquelas instituições que estão com dívidas impagáveis em seus livros contábeis.  Como ninguém sabe ao certo quais são estas instituições, a economia fica estagnada pela incerteza.  Tais instituições estão atualmente drenando capital da economia enquanto ficam à espera de um resgate.  São elas que estão impedindo que atividades geradoras de riqueza no setor financeiro e em outras partes da economia expandam a riqueza real....

Os pacotes de resgate do governo não irão salvar a economia; irão salvar justamente aquelas atividades ineficientes que a economia não mais pode bancar e que os consumidores não mais querem que continuem existindo.  Os pacotes irão meramente sustentar atividades econômicas que desperdiçam capital e promovem a ineficiência, drenando recursos que poderiam gerar crescimento e eficiência caso fossem liberados para outras atividades econômicas, aquelas que estão sendo mais demandadas pelos consumidores.

De Doug French temos "History Is Clear" (A história é clara), publicado em 13 de novembro de 2008:

É realmente de se estranhar que o plano do Secretário do Tesouro Henry Paulson tenha se transmutado em um programa de aquisição federal de ações de bancos, empresas hipotecárias e pelo menos uma seguradora? ... Mas a história é clara: imprimir mais moeda fiduciária de curso forçado não irá resolver a crise; somente um retorno a um sistema monetário mais sólido irá.

"Consumidores não provocam recessões", de Robert Murphy, atacou o âmago da teoria keynesiana em 11 de novembro de 2008:

Quando a recessão é resultado de um boom artificial induzido pelo banco central (como ocorreu na recente bolha imobiliária), o declínio econômico é um período de reajustamento, que é quando os recursos que foram mal alocados são redirecionados novamente para usos mais apropriados, consistentes com as preferências do consumidor e com a realidade tecnológica. Quando o governo intervém, tentando impedir esse reajustamento, ele acaba simplesmente mantendo essa distribuição insustentável de recursos escassos.

E Murphy novamente em "Markets Need Time, Not More Poison" (Mercados necessitam de tempo, e não de mais venenos), de 6 de novembro de 2008:

A atual crise é assustadora, mas o é somente porque ninguém sabe ao certo qual será o próximo novo esquema maluco que o governo irá criar — algo que ele vem fazendo diariamente.  Recursos foram investidos inadequada e insustentavelmente durante a expansão artificial da economia americana na primeira metade da década de 2000, o que gerou a bolha imobiliária.  Consequentemente, a economia necessita de tempo para se curar desse desarranjo.  Não há como fugir desse fato.

Thorstein Polleit foi inflexível durante toda a crise, como mostra o seu artigo "Confidence Is Leaving the Fiat Money System" (A confiança está abandonando o sistema monetário fiduciário), publicado em 10 de outubro de 2008:

Ao reduzirem artificialmente as taxas básicas de juros durante o período da expansão do crédito, os bancos centrais criam os ciclos econômicos, os quais são induzidos justamente pela inflação monetária.  Ciclos econômicos geram níveis insustentáveis de endividamento.  Em todos os países ocidentais, as dívidas em porcentagem do PIB subiram acentuadamente nas últimas décadas.

Sempre que os mercados financeiros resolvem colocar um fim nesse desastroso processo — por exemplo, por meio de um declínio na atividade econômica —, os governos e seus bancos centrais intervêm para fazer tudo o que podem para manter o sistema monetário fiduciário funcionando: diminuem as taxas de juros aumentando a oferta monetária e, consequentemente, a expansão do crédito.

Na atual situação, entretanto, a capacidade dos bancos de expandir a oferta monetária e o crédito foi sensivelmente diminuída: prejuízos contábeis e — por causa da declinante confiança no sistema — prejuízos possivelmente oriundos da não quitação de dívidas irão corroer ainda mais o capital dos bancos nos meses vindouros.

"Parem os resgates!", de Lew Rockwell, em 10 setembro de 2008:

Deixem o sistema de preços prevalecer livremente!  O governo deve sair completamente do caminho e deixar o mercado reavaliar o valor dos recursos.  Sim, isso significa falências.  Sim, isso significa que vários bancos irão quebrar.  Mas tudo isso faz parte do sistema capitalista.  É assim que aconteceria em uma economia de livre mercado.  O que é lastimável não é o processo de reajustamento; o que é lastimável é que esse processo tenha se tornado necessário em decorrência das intervenções anteriores....

É preciso deixar que o mercado seja livre para administrar todo esse processo de reajuste, aconteça o que acontecer.  Garanto que essa solução é melhor do que imprimir mais de um trilhão de dólares para salvar essas empresas insolventes.

"Should the Crisis Shake Our Faith in the Market?" (Deveria a crise abalar nossa fé no mercado?), de Art Carden, em 29 de dezembro de 2008:

O aclamado pastor Adrian Rogers certa vez disse que você não pode multiplicar a riqueza dividindo-a.  Tentar difundir a riqueza por meio de esquemas de tributação e redistribuição não trará a prosperidade.  Irá apenas compartilhar miséria (embora talvez de maneira mais equânime).  A solução é buscar reformas de mercado que removam a obstrução sobre empreendedores.  Como a teoria e a evidência sugerem, reformas de mercado não são iniciativas baseadas na fé ou na ideologia.  São a nossa única esperança para o longo prazo.

Há centenas, talvez milhares, de artigos e declarações desse tipo publicados desde 2008 até o presente.  Eles aparecem diariamente, e a mensagem é a mesma: o que o governo está fazendo não vai funcionar.  Notícias sobre uma recuperação econômica iminente não passam de ilusões.  Não há estímulos para nada.  A única solução é deixar o mercado liquidar o que está insolvente.  O governo tem de parar de saquear a economia privada.  O Fed tem de parar de imprimir dinheiro.  Sem mais pacotes de socorro para derrotados.  Deixem que as taxas de juros subam livremente.  Deixem que os bancos ruins quebrem.  E acima de tudo: parem de querer lutar contra o mercado!  Somente quando tudo isso for feito é que haverá uma sólida recuperação da economia americana.

E assim, aqui estamos nós, após todos esses anos, mais pobres do que éramos, e sem nenhuma esperança à vista para a economia do mundo real (o mundo digital parece estar se mantendo bem).

Por que pessoas como Krugman e asseclas continuam sendo levadas a sério?  Mais ainda: como alguém pode levar a sério aquelas pessoas que alertaram que, caso não tentássemos planos keynesianos, o mundo acabaria e perderíamos a oportunidade de uma gloriosa recuperação?  Não é apenas o The New York Times; toda a mídia financeira internacional continua encantada com a teoria keynesiana e escravizada por suas tolices.

Vamos ainda mais além: os austríacos também estavam corretos ao preverem, antes de 2008, que a expansão econômica americana era insustentável. (Ver aqui e aqui).  Não há nenhum motivo para júbilo ao provar-se certo em determinados assuntos.  Na verdade, é patético imaginar ser possível que qualquer observador bem informado não consiga entender, à luz da experiência e do bom senso, que o governo — uma entidade inerentemente coerciva e que nada produz — não pode criar prosperidade, não importa o quão versados em teatro Kabuki sejam os seus funcionários.

No time vencedor estão aqueles que realmente entendem de economia.  No time perdedor estão aqueles que continuam crendo que veneno pode curar o paciente.  Portanto, vale repetir: a estagnação e a depressão irão continuar até que permitam que o sistema possa se corrigir sozinho.



autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • Juliano Torres  10/08/2011 11:21
    Certos até demais. Previram 10 das últimas quatro crises...
  • Luis Almeida  10/08/2011 15:32
    Prezado Juliano Torres, por gentileza, tenha a bondade de citar quais foram essas "10 das últimas quatros crises". Quais a 6 crises que forma previstas e que definitivamente não se concretizaram e nem irão se concretizar?

    No aguardo de sua gentileza.

    Obrigado.
  • mcmoraes  10/08/2011 15:57
    Essa me fez lembrar do Arthur Laffer, que não aceitou pagar a dívida de 1 penny contraída com o Peter Schiff porque o cenário que ele previu levou tempo demais para se concretizar.
  • Felipe Barbosa  10/08/2011 18:25
    é sério? lastimavel isso! possivelmente ele vai precisar da moeda pra vender o cobre ou o niquel dela.
  • David Montezano  10/08/2011 11:58
    Parabéns mesmo !\r
    \r
    Quero acrescentar, lembro de um artigo do dia 27 de agosto 2008, falando sobre os ciclos econômicos e mostrando o quão errada estava as medidas tomadas na crise.\r
    \r
    Primeiramente como latino americano estou muito feliz em ver os yankes nessa pindaíba danada !. Quem não lembra daquele babaca do Bill Clinton no Brasil com aquela arrogância toda, nós falidos, privatizando tudo, FHC querendo empréstimos do FMI. Agora chegou a nossa vez de fazer piada desses babacas !!!!!\r
    \r
    Quem não viu na coluna de José Simão:\r
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    entretenimento.uol.com.br/humor/index.jhtm\r
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    ----- Buemba! Com país em crise, americanos fogem para o México \r
    \r
    ----- Buemba! Obama brinda aniversário de 50 anos com sidra\r
    \r
    ----- Yes ! We CaLóte !\r
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    Quem diria hein !!!\r
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    Voltando na econômia, como pode um país capitalista não permitir a quebra de uma empresa ? Se fosse em Cuba tudo bem.\r
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    E esse Paul Krugman, outro babaca, não tem jeito ! tem que assumir que quebrou doa a quem doer ! Nós quebramos, nossos Hermanos quebraram. Cortamos dívidas, cortamos da saúde, da educação, desvalorizamos nossas moedas agora chegou a vez dos arrogântes pré-potentes. E o mais legal é que não precisamos tanto deles, temos nosso novo amiguinho, os chineses !.\r
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    E para quem leu hj a coluna do Delfim Neto na Folha, dizendo que o Brasil precisa entrar para o clube dos atômicos, vê claramente que Delfim está prevendo uma guerra aí !!!\r
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    Gostaria muito de saber se vale a pena ir aos EUA fazer empréstimos a juros baixos e pagar "em real" apostando na queda ainda maior do dolar ???\r
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    Parabéns, demais esse texto !\r
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  • Fabio MS  10/08/2011 17:53
    Camarada, sou latino americano e não consigo ficar feliz com a miséria alheia, ainda que sejam os tais "yankees" ou, comunisticamente falando, os estadunidenses.\r
    A mim pouco importa se são norte-americanos ou argentinos entrando em declínio: estão todos OS PAÍSES, veja bem, TODOS, dominados por pensamentos econômicos intervencionistas. A política econômica em voga há um bom tempo é imprimir dinheiro.\r
    Hoje o Brasil pode estar menos pior do que num passado não tão distante, mas isso não significa que estamos no caminho certo. Ao contrário, estamos no mesmo trilho dos EUA e caminhamos para a mesma situação catastrófica: mais regulamentações, mais impostos, menos liberdade de mercado, mais privilégios aos que estão próximos/fazem parte do poder.\r
    Seu comentário está carregado de puro antiamericanismo "bolivariano". Parece que você acredita na velha piada de que o Brasil (e a América Latina) é pobre porque é explorado e os EUA são ricos porque são exploradores.\r
    \r
    Esse negócio de Delfim Neto prevendo guerra, Brasil entrando no "clube dos atômicos"? Que papo de comunista é esse? Parece o Hugo Chávez.
  • David Montezano  11/08/2011 08:11
    Não meu amigo, que ser bolivariano que nada. Não tem nada disso !\r
    \r
    Nós dos países "sulistas", considerados pobres, subdesenvolvidos, atrasados, desorganizados. E a agora por lá ? Os portugueses estão conscientes que não há oque fazer, estão na lava mesmo. Na Espanha desemprego nas alturas. \r
    Quem diria que a França imploraria para comprarmos seus caças ! os ingleses saqueando lojas (ahaahahahahahahahahahahahahahahahaahahah) Lembra daquela música do Cazuza, acho que Burguesia, "São caboclos querendo ser ingleses". Eles estão parecendo os caboclos agora !.\r
    \r
    Meu amigo, historicamente isso tudo era para acontecer aqui, houve uma ruptura no paradigma !\r
    \r
    Quem sabe cantar: "Terceiro mundo foi......"
  • Fábio MS  11/08/2011 18:30
    David Montezano,
    Sua resposta a meu comentário só confirma a minha tese a respeito do seu pensamento.
  • Felipe Sola  16/08/2011 16:28
    Nivelando por baixo! O cara prefere que o mundo se rebaixe a nós, inveja PURA!
  • Filipe Celeti  10/08/2011 12:16
    Mandem isto para todos os jornais!
  • Getulio Malveira  10/08/2011 17:13
    "...não importa o quão versados em teatro Kabuki sejam os seus funcionários"\r
    \r
    Muito boa essa! Aliás todo o texto tem requintes de fino humor. Pena que o assunto não seja dos mais engraçados.
  • Fernando Chiocca  10/08/2011 17:40
    Como o Thornton disse, a Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos deveria mudar de nome para Explicação Austríaca dos Ciclos Econômicos, depois de 100 anos acertando.

    "Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos: um século de sucesso"
  • Olmiro Roppa  10/08/2011 19:27
    Parabéns pelo artigo muito bem escrito e documentado.\r
    Este assunto deveria ser matéria das escolas de nível médio.
  • Rogerio  11/08/2011 05:45
    Prezado Leandro,

    Chega a parecer algum tipo de piada, ou melhor, é ridícula a situação, apesar de toda a tecnologia do momento, que deveríamos estar utilizando para que as ideias e principalmente para que as análises dos dados fossem discutidas seriamente e com eficácia, o que estamos fazendo?

    O mapa mundi está comprometido? EUA em um beco sem saída, o Brasil, com essa pseudo-estabilidade, afundado em corrupção, altos gastos do governo, uma atuação cada vez mais incisiva do BNDES, ainda salvo pelos recursos naturais, mas que com a falta de estrutura interna não irão suportar nem um médio prazo, uma América Latina inexpressiva em face a uma crise mundial, o Japão que a pouco foi dizimado e uma Europa com economias cada vez mais insolventes, superpopulações, especulação generalizada com produção centralizada, ouvindo barbaridades na mídia em relação a própria crise, o que nos resta? Não consigo imaginar também, que a própria China irá conseguir segurar o mundo.

    Na altura em que nos encontramos podemos dizer que não temos como voltar atrás? Ou ainda podemos ter alguma esperança? Já podemos começar a estocar agua e enlatados?

    Abraço a todos
    Obrigado por tamanha cultura
  • Rogerio  11/08/2011 19:56
    Respondida... tks

    Grande abs
  • Walrus  22/08/2011 12:31
    Eu acho que o sujeito que escreveu esse artigo mirou no alvo certo mas acertou no errado. Esse pessoal dos EUA, como Allan Greenspan, que desmontou o aparato "regulador" criado por Delano Roosevelt, todos eles eram tutelados por Milton Friedman, ou estou errado? E Friedman, apesar de dizer por aí que não seguia a cartilha de Hayek, seguia sim. E como!

    Pois bem, acontece que foi em nome de todo esse aparato matemático de que o Mercado se ajusta sozinho que Greenspan conseguiu carta branca pra atuar nos EUA. Deram todo poder ao sistema financeiro, forneceram toda a confiança ao Mercado sem contar, talvez, com um pequeno detalhe que sempre escapará aos modelos matemáticos mais perfeitos: o homem; e principalmente o homem passível de corrupção. Ou vocês acham que os banqueiros, os chefes de agências de classificação de títulos, não ganharam algumas boladas em bônus enrolando os reais valores dos subprimes? Caiam na real, o Mercado não se autorregula. Ele no máximo servirá de escada para os aproveitadores. Deixar "os bancos ruins quebrarem", como sugere o Autor do artigo, é leseira pura porque supõe um banco perfeito agindo em sintonia com o Mercado. Além de supor o absurdo de que há bancos ruins e bancos bons. Façam-me o favor...
  • Fernando Chiocca  22/08/2011 15:00
    Você não tem a menor noção do que esteja falando. A menor!

    Greenspan desmonstou aparato regulador??
    Primeiro que a posição de presidente do Fed não tem nenhuma relação com desregulamentações. Isto é feito pelo congresso. E não foi feito em nenhum momento, muito pelo contrário. A regulamentações em todos os setores da economia americana, incluindo o sistema financeiro, seram e continuam sendo absurdamente excessivas.

    Friedman seguia cartilha de Hayek? Que cartilha? Do que está falando? Friedman é da Escola de Chicago e um dos grandes críticos da metodologia austríaca de Hayek. Foi inclusive Milton Friedman que barrou a contratação de Hayek na Universidade de Chicago.

    Deram todo poder ao sistema financeiro, forneceram toda a confiança ao Mercado
    Você não tem noção de nada. Acha que Mercado e Sistema Financeiro são a mesma coisa...

    com um pequeno detalhe que sempre escapará aos modelos matemáticos mais perfeitos
    Somos totalmente contrários a modelos matemáticos. Antes de tentar criticar algo, é recomendável ao menos procurar saber o básico do que está tentando criticar.

    Deixar "os bancos ruins quebrarem", como sugere o Autor do artigo, é leseira pura porque supõe um banco perfeito agindo em sintonia com o Mercado.
    ?????
    Se ele supõe um banco perfeito, ele não seria ruim, logo não quebraria.

    Além de supor o absurdo de que há bancos ruins e bancos bons.
    Realmente um absurdo supor que uns bancos podem realizar bons empréstimos e outros ruins...

    Parabéns. Além de demonstrar total desconhecimento do assunto em questão, demonstrou que é incapaz de concatenar ideias simples.
  • Absolut  22/08/2011 15:54
    O cara realmente não tem noção alguma do que fala, Fernando.
  • anônimo  05/08/2013 20:32
    Chinelada!
  • Ismar  05/08/2013 23:11
    bastante elucidativo
  • Tiago Guimarães  06/08/2013 02:28
    Mais cortesia pessoal.
    O que me entristece em alguns textos do Mises e em vários hábeis moderadores/interlocutores é o altíssimo nível de desdém e agressividade com quem pensa diferente ou com quem, por vezes, faz até perguntas sinceras, porém ingênuas, devido ao desconhecimento do assunto.
    Tenho dificuldade em apresentar o site, que tanto admiro, a vários amigos.
    Eles chegam aqui e são esculachados, sem falar em textos 'oficiais' da página postados com postura semelhante.
    Essa forma de se expressar não agrega ao time da livre iniciativa, o qual me considero integrante.
    Abraços cordiais,
  • Leandro  06/08/2013 11:22
    Prezado Tiago, quais seriam os textos 'oficiais' da página que possuem "postura semelhante"?
  • Blah  06/08/2013 18:13
    Sim, algumas pessoas na seção de comentários são bastante ríspidas, mas você pelo jeito nunca frequentou sites e fóruns de socialistas e afins para entender o que é realmente receber respostas "agressivas" (lembrando que, para eles, "direita" é xingamento). Não que eu me importe com respostas agressivas. Não gosto é de respostas ridículas e sem nexo. Por exemplo: se você chamar um anarcocapitalista de fascista, eu assumirei que suas ideias sobre política e economia são completamente inúteis. Caramba, eu não sou intelectual, mas não dá para estabecer um diálogo com alguém que inventa significados mágicos para as palavras. Se você inventa significados para "esquerda", "direita", "liberal", "fascista", "capitalista", "mercado", "governo", eu o tratarei como alguém incapaz de dialogar de forma racional. Aí prepare-se para ser esculachado mesmo, porque é o que você merece, ao menos até deixar de tentar inventar um dicionário próprio e achar que é minha obrigação segui-lo. Se for assim, eu o chamarei de "bicicleta de caramelo!" e pronto, ganhei, porque para mim "bicicleta de caramelo" é algo irrefutável.
  • anônimo  06/08/2013 19:57
    Leandro, como exemplo olhe como os defensores dos animais foram tratados naquele artigo lá do boicote social.Olhe como foi tratado o pessoal que não acha muito legal beber e dirigir, e finalmente, olhe como são tratados os minarquistas tipo 'você é um cúmplice da tirania estatal você não pode reclamar dos impostos' etc etc etc

    O pessoal que acha que esse jeito 'enfático' serve pra alguma coisa devia começar o próprio blog, e ver aonde ele chega com isso.
  • Leandro  06/08/2013 20:19
    A maneira como alguns leitores se dirigem a outros leitores não é responsabilidade nossa.

    Eu concordo que é necessário haver cordialidade, mas a cordialidade nem sempre é aplicável. Uma coisa é uma pessoa chegar aqui, educadamente, e fazer perguntas com humildade. Com esse tipo de pessoa não há motivo algum para se ser agressivo, e eu confesso que jamais testemunhei pessoas com essa postura sendo destratadas. Outra coisa bastante diferente é uma pessoa chegar aqui e sair defendendo totalitarismos, mesmo que com linguagem polida. Para esse tipo de pessoa, que defenderia a sua expropriação e o seu assassinato ao mesmo tempo em que fala mansinho, não há motivo algum para se ser educado.

    Um perfeito exemplo deste segundo caso nos foi fornecido hoje mesmo, em que um cidadão, com linguagem polida e de forma límpida, veio aqui dizer que pessoas que mandam seus filhos para boas escolas devem ser "impedidas" de fazer isso (deixando implícito que defendia métodos violentos para tal ação). Ainda assim, foi tratado com imerecida polidez. Veja aqui.

    Conclusão: quem vem aqui educadamente, e se porta com humildade, é e sempre será bem tratado. Já quem vem aqui defendendo totalitarismo e coerção contra inocentes -- mesmo que com linguagem polida -- será devidamente escorraçado. O mesmo é válido para quem vier aqui fazer calúnias, distorcer artigos e tirar palavras do contexto com o claro intuito de alterar completamente o que foi dito. Essa é uma política que não irá mudar. Para não ser humilhado, basta apenas não fazer nada disso.
  • Leandro  06/08/2013 20:59
    Adendo a quem interessar possa: doravante, comentários anônimos terão sua publicação postergada, por uma mera questão de estética. E comentários anônimos malcriados, caluniosos ou que ignorem o que está sendo discutido e desvirtuem o assunto com a única intenção de causar balbúrdia não mais serão aceitos. Chega de baderna aqui em nossa propriedade.
  • Emerson Luis  10/04/2016 10:14

    Incrível como às vezes os experts americanos agem como os experts brasileiros.

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