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O longo prazo chegou

Para quem entende as causas da crise financeira mundial, cujas repercussões seguimos enfrentando, o que se passa na Europa não é nenhuma novidade.  Em 2008/2009, como resposta ao (suposto) iminente colapso da economia global, diversos países do mundo desenvolvido embarcaram numa expansão fiscal sem precedentes.  Dado que a munição da política monetária já havia se exaurido, restava aos governos arregaçarem as mangas e gastar.  Gastar pesado e rápido.  Era a volta do mestre Keynes e sua cura: estímulos fiscais.

Por que estímulo fiscal não é a resposta

Também denominado de políticas anticíclicas, outros sinônimos para estímulo fiscal são: impulso ou expansão orçamentária, déficits, entre outros.  Em linguagem simples: mais gastos governamentais financiados através de endividamento.  Por definição, um estímulo é algo que estimula, fornece um impulso ou incentiva atividade.  É algo que tem um impacto ou influência em um sistema.  Se um objeto precisa de estímulo, subentende-se que tal objeto não está respondendo de acordo com o seu funcionamento normal.  Se a economia precisa ser estimulada, inferimos que ela não está respondendo como deveria, instigando alguma ação por parte do governo.  A economia está letárgica.  Assim enxergam os supostos especialistas.  E a mídia ecoa.

Uma das principais falhas na teoria econômica mainstream e keynesiana é a inadequação em entender o que está causando a economia a apresentar esta condição.  Na ausência de uma correta e sólida fundamentação teórica, as respostas nunca apontam à solução apropriada. De fato, além de oferecerem as respostas erradas, levantam questionamentos irrelevantes.

Ao negligenciar a compreensão de por que o consumo está caindo, a atenção é direcionada à prescrição de soluções.  Segundo os conselhos dos especialistas keynesianos, o governo deve intervir para trazer a demanda agregada de volta à vida, fazendo um contrapeso à decrescente demanda privada.

Política anticíclica significa política objetivando a combater o ciclo.  Economistas keynesianos e do mainstream de fato reconhecem que um ciclo econômico.  Mas eles não conseguem entender, no entanto, por que há um ciclo.  E este é um ponto chave.  É como se os ciclos econômicos fossem algo "dado" na teoria keynesiana.  Eles simplesmente existem.  Ponto.  Não deveriam surpreender-nos em nada, quando suas prescrições enfocam os sintomas ao invés de as causas subjacentes, reforçando os problemas, quando deveriam aliviá-los.

Expansão creditícia não sustentada em um incremento proporcional de poupança real envia sinais falsos aos empresários que são enganados a embarcar em investimentos como se os recursos necessários estivessem realmente disponíveis para a conclusão de todos os projetos.  Os padrões de consumo não mudaram, isto é, a preferência temporal não foi modificada, mas a criação de crédito mascara precisamente este fato.  Meios fiduciários aumentaram, enquanto a poupança existente para empréstimos continua inalterada.

Este fenômeno leva a um boom inflacionário causando investimentos errôneos em larga escala, uma vez que todos os projetos não poderão ser completados devido à insuficiência de recursos.  Eventualmente, negócios inviáveis deverão ser liquidados, transformando o boom prévio numa inevitável recessão.

Durante esta fase, todas as iniciativas não lucrativas são liquidadas para que a economia possa realocar os recursos a negócios realmente viáveis. Apesar de que o grande público gostaria de evitar o sofrimento não intencionado, o resultado inescapável de um boom insustentável é o chamado malinvestment (mal investimento), isto é, empreendimentos que nem deveriam ter sido iniciados.  Demissões e falências são inerentes aos ciclos de expansão e recessão.  Permitir que este processo ocorra com a menor fricção possível é tudo que se requere dos governos, o que acelerará a realocação de recursos, garantindo uma recuperação sólida e sustentável.

Somos ensinados a enxergar a recessão como o estágio do ciclo econômico onde todos os infortúnios acontecem: demissões, falências, inadimplência, etc. Depressões são inerentes à economia de mercado, defendem os keynesianos.  Governos são supostamente responsáveis por restaurar a "estabilidade econômica".  É neste ponto que as políticas monetária e fiscal devem intervir e assegurar que a atividade econômica não retroceda.  

Considerando a teoria recém explicada, já podemos ter uma pequena noção de como déficits fiscais podem, somente, piorar ainda mais a situação.

Se governos são apenas capazes de empregar recursos previamente apropriados do setor privado (via impostos ou endividamento), é simplesmente impossível investir sem desinvestir de alguma outra área da economia.  Investimento público significa necessariamente desinvestimento privado. Consequentemente, o tão almejado "aumento da demanda agregada" não passa de uma noção errônea. Como bem complementa Eggers[1]:

"Demanda agregada é um resultado não intencionado das ações de indivíduos e não possui nenhum papel causal na determinação destes.  Mas se a demanda agregada é irrelevante à ação, e não tem significado numa análise do funcionamento de um sistema de mercado, é impossível haver uma referência para determinar se ela se encontra abaixo de algum ideal, e tampouco pode haver algum desemprego causado por tal queda [de demanda agregada]."

Empreendedorismo e lucro não têm espaço na economia de Keynes.  Como o próprio título de sua notória obra sugere, sua preocupação central é o emprego.  Assim, é irrelevante, segundo Keynes, se investimento público é de fato produtivo e se os recursos estão sendo eficientemente utilizados.  O que importa acima de tudo é que as pessoas estejam empregadas.

Como Eggers sucintamente explicou, é essencial entender que "todo o desemprego é causado por divergências de preço (mispricing) e não por demanda agregada insuficiente".  Lucros emergem do diferencial entre receita e despesa.  Empresários estão preocupados com os diferenciais entre preços relativos e não com um aumento ou queda no nível geral de preços.  Qualquer tentativa de expandir a oferta monetária por meio de liquidez extra pelo Banco Central irá agravar as distorções, impedindo empresas de ajustar suas operações e corrigir as divergências nos preços. "Isto, portanto, implica que uma política destinada a reduzir o desemprego pela aproximação da demanda agregada a um ideal qualquer é fundamentalmente mal concebida desde o princípio. O resultado é típico de esforços bem intencionados para resolver problemas que não existem: os problemas que existem são intensificados[2]".

A contribuição à sociedade que advém das despesas e investimentos públicos é no mínimo questionável, dado que não há nenhuma forma racional para que governos embasem suas decisões de investimento. Ademais, todo o processo tende a ser excessivamente politizado[3]. Sem o motivo do lucro, o emprego de recursos pelo estado é ineficiente por definição.

A única política anticíclica viável é abster-se de expandir a oferta monetária desde o princípio. Todas as outras tentativas irão somente atenuar a crise, atacando os sintomas, mas não a raiz dos ciclos econômicos. Não obstante, uma vez gerado o boom artificial e chegada a recessão, que deixemos o mercado (empresários, consumidores, produtores, poupadores, investidores, etc.) cuidar de recompor a economia.

A Grécia hoje. Quem será o próximo?

Antes da crise de 2008, inúmeros países da União Européia apresentavam índices de endividamento e déficits orçamentários preocupantes e em quebra das cláusulas do tratado de Maastricht.  Entretanto, para debelar o colapso da economia mundial, o consenso era política monetária e fiscal a todo o vapor.  Recomendados pela Comissão da UE, e sob o título de Plano de Recuperação da Economia Européia[4], países da zona do Euro foram encorajados a incorrerem em déficits fiscais no curto prazo para que a santa "demanda agregada" não caísse, ainda que condicionados a estruturar reformas e ações para que no longo prazo a solvência fiscal permanecesse assegurada.  Em outras palavras: "gastem já! Depois a gente vê o que faz".  E a maioria acatou.

A crise de dívida soberana que a Europa enfrenta foi intensificada e, talvez, acelerada pelas medidas de estímulos fiscais adotadas por grande parte dos países da UE.  Com políticas desesperadas e sem a menor noção de quão efetivas tais ações seriam, todos embarcaram numa gastança no curtíssimo prazo, piorando ainda mais uma situação fiscal já, na época, preocupante.

A fundamentação teórica por trás das medidas de expansão fiscal no curto prazo, acompanhadas de consolidação fiscal no longo prazo, era de que o multiplicador de Keynes entraria em ação, resultando em maior crescimento econômico, logo maior arrecadação, que por inércia traria os níveis de déficits orçamentários a um patamar razoável ao longo do tempo.

Mas alguma hora o longo prazo chega.  E ele chegou.  Inesperadamente (para os políticos), os estímulos fiscais não somente foram inúteis e prejudiciais, no sentido de melhorar a economia, como também precipitaram o caos nas finanças públicas da UE.  O que acontecerá não é possível saber, pois as decisões serão políticas e não econômicas.  Desvalorizarão o Euro para salvar os países perdulários?  Obrigarão os países a equilibrarem seus orçamentos?  Aceitarão estes países tais exigências?  Ou sairão da união monetária e desvalorizarão a sua nova moeda nacional?

É de fato impossível adivinhar.  A mensagem que devemos ter em mente é que a crise está longe de acabar. Agora é a Grécia e, ao que tudo indica, Portugal também.  Depois será Espanha.  Temos logo ao lado a Itália, com uma dívida que ultrapassa 100% do PIB.  Seguramente, ainda enfrentaremos algumas tempestades.  O curioso é que muitos falam de medo do "contágio".  Ora, endividados e deficitários todos estão.  Já não há o que contagiar. A doença é o endividamento.  É uma mera questão de tempo para os mercados financeiros tratarem de cada país.

E não nos esqueçamos dos EUA, que também faz parte deste dominó.  Só não está encabeçando a lista, pois o dólar ainda sobrevive e as agências de rating ainda não tiveram a coragem de rebaixar a classificação de risco da dívida americana.  Todas já ameaçaram.  Mas dificilmente o farão.  Além disso, após classificarem as hipotecas podres subprimes como ativos "AAA", as suas reputações e credibilidades foram seriamente abaladas.

O que sim está perto de acabar é a viabilidade do estado do bem-estar social.  Não que em algum momento foi viável.  Mas é que, mais do que nunca, as evidências são tão claras que é impossível negar.  Especialmente quando verificamos que, nos índices de déficits orçamentários e nos esforços de equilibrar as contas públicas, não estão sendo considerados os benefícios sociais como previdência, programas de saúde, entre outros comprometimentos de governos da UE e dos EUA.  É difícil imaginar a reação da sociedade, quando chegar a hora de equacionar essa conta.

Em suma, já não há mais espaço para recomendações do tipo "gaste agora e lide com os déficits depois", ainda que alguns vivam sob negação da realidade[5].  Sob a justificativa de solucionar a maior crise desde 1929, governos descarregaram toda a munição monetária e fiscal que um Banco Central com monopólio de emissão de moeda dispõe.  Fizeram de tudo, quando, paradoxalmente, a única coisa que a economia precisava era que nada mais fizessem.  O longo prazo nunca foi tão curto.  Já é passada a hora de botar a casa em ordem.



[1] Ver Skousen, Mark (ed) (1992), Dissent on Keynes: a critical appraisal of Keynesian, pg.42.

[2] Ibid. pg. 43.

[3] Ver Rothbard, Murray N. (2009), Man, Economy, and State with Power and Market, Auburn, AL, US: Ludwig von Mises Institute, pg. 938.

[4] http://ec.europa.eu/economy_finance/publications/publication13504_en.pdf

[5] É risível que ainda tenha gente séria que segue recomendando este tipo de política http://blogs.ft.com/the-a-list/2011/07/07/only-further-stimulus-can-tackle-america%e2%80%99s-jobless-wage-less-recovery/

 


autor

Fernando Ulrich
é mestre em Economia da Escola Austríaca, com experiência mundial na indústria de elevadores e nos mercados financeiro e imobiliário brasileiros. É conselheiro do Instituto Mises Brasil, estudioso de teoria monetária, entusiasta de moedas digitais, e mantém um blog no portal InfoMoney chamado "Moeda na era digital". Também é autor do livro "Bitcoin - a moeda na era digital".

 

  • EUDES  11/07/2011 16:45
    Décadas atrás, era previsível que o caos chegaria. Mas agora, parece que estamos a um passo do precipício. E a pergunta que não quer calar: "o que virá após o dólar?" Alguém se arrisca a responder ?
  • Felipe Barbosa  11/07/2011 19:19
    eu só conseguiria responder "ouro, prata e commodities", fazer oq? voltar pros marcos? libras? francos?
  • Erick Skrabe  11/07/2011 20:28
    A mim está claro que será o ouro e logo em seguida alguma moeda lastreada em ouro.

    O problema das commodities é que elas ou tem suprimento em grande quantidade (como petróleo ou cobre) ou o q é pior: elas servem para algo. Se vc tiver cobre vai usar para fazer fios, se tiver petróleo vai usar como gasolina.

    O ouro ou você vai guardar no banco ou vai usar para fazer uma joia, q pode ser derretida amanhã se vc quiser. Ok, até existem algumas minas de ouro e ele tb pode ser usado em algumas aplicações industriais, mas talvez seja a commodity que mais mantém sua oferta estável. E obviamente é a que mais tem liquidez.
  • Felix  12/07/2011 09:23
    Não se iludam,
    o fiat money não será substituído tão cedo...
  • Augusto  12/07/2011 10:45
    Eu vou arriscar, mas nao me acusem de pessimista! :-)\r
    \r
    1) A famosa "cesta de moedas" que estao tentando empurrar ja ha algum tempo;\r
    \r
    2) Uma moeda internacional do FMI - ou seja, um super-banco-central;\r
    \r
    3) Yuan;\r
    \r
    4) Alguma outra solucao magica;\r
    \r
    Mas ouro? Ainda nao.
  • Felipe Barbosa  12/07/2011 12:42
    a ideia de uma cesta de moedas me da medo, seria analogo a um jantar, que não importa o que se pede, a conta vai ser dividida igualmente, não se estranha então todos da mesa pedirem lagosta e vinhos caros.
  • Giovanni P  12/07/2011 13:20
    Não sei se sou eu que sou burro, mas como é que alguém vai substituir o dólar por uma cesta de moedas? Uma cesta de moedas não serve como meio de troca, oras. Como é que alguém vai contar unidades de "uma cesta de moedas"?

    Essa história de cesta de moedas pode funcionar como uma construção abstrata organizada por um órgão de governança central, mas teria que ser algo imposto de cima, com uma seleção de moedas arbitrária, feita por algo como um braço de algum governo mundial.

    Ou seja: ou é impossível ou é muito pior do que parece.
  • Augusto  12/07/2011 15:00
    "Essa história de cesta de moedas pode funcionar como uma construção abstrata organizada por um órgão de governança central, mas teria que ser algo imposto de cima, com uma seleção de moedas arbitrária, feita por algo como um braço de algum governo mundial."\r
    \r
    E? Nao eh o mesmo que ja acontece hoje com todas as moedas nacionais de curso forcado?\r
    \r
    Vai funcionar? No longo prazo, sabemos que nao. Mas nao significa que nao tenha um monte de gente disposta a tentar mesmo assim...
  • João  12/07/2011 15:37
    Não é impossível, mas é, sim, muito pior do que parece. A "solução" para os problemas da economia mundial será... dar a uma entidade central o poder de definir uma "cesta de moedas" e, assim, controlar as economias de praticamente todos os países do mundo.

    O resultado seria catastrófico. Isso até me lembra uma cena do último Batman na qual o Coringa diz: "Ninguém entra em pânico quando as coisas estão de acordo com os planos, mesmo que os planos sejam horríveis".
  • Erick Skrabe  08/08/2011 16:48
    A Inglaterra tentou fazer uma "cesta de metais" lastrendo sua economia em ouro e prata.

    os resultados foram catastróficos. Assim como é impossível ter uma cotação constant entre metais, é impossível ter uma cotação constante entre moedas.

    Ainda acho que a cesta de moedas é inviável.

    A China vive do dólar "caro" (comparado ao Yuan), eles tem competitividade de produtos de alta tecnologia ? Veja o exemplo da Foxcomm e do pedido de milhoes de robos.

    Mas se é para usar robos, porque na China e nao na Alemanhao ou EUA ?

    Para manter o Yuan barato o banco central se entopiu de dolares. E imprimiu Yuans para pagar os fornecedores. Absorveu parte da inflacao americana e gerou inflacao chinesa.

    Por isso creio que nem a cesta de moedas, nem o Yuan será a nova moea mundial.

    Meu medo é uma moeda "mundial"... mas creio que o fracasso do Euro deve deixar essa ideia "temporariamente" fora da agenda. Por outro lado, em épocas de crise tudo pode acontecer.
  • Barbosa  11/07/2011 23:26
    Uma das coisas mais fascinantes do estudo de 'Economia austríaca' é você ver a realidade correr para a teoria, e não o contrário.\r
    \r
    Excelente artigo, aliás.
  • Thyago  12/07/2011 04:50
    Tenho dúvidas quanto ao ouro. Não por suas condições naturais, mas políticas.

    A sociedade aceita de bom grato a servidão voluntária.
  • Djalma  12/07/2011 08:02
    Ontem foi um dia terrível para a economia mundial e sentimos um pouco do que pode está por vir. Obama demonstrou ontem o que já sabemos os EUA está quebrado e sem saída para atitudes fantasiosas. O Presidente americano implorou por mais endividamento para os EUA para cumprir com as suas obrigações . Tudo isso é lamentável porque qualquer pessoa razoavelmente coerente saberia que essa política de incentivos econômicos resultaria em mais problemas. A política econômica sugerida pelos keynesianos agravou e muito os problemas econômicos ao redor do mundo e não apenas os EUA temos : a Europa, Ásia, Africa e a América Latina com graves problemas econômicos . Na Europa diversos países já estão em situações de quebradeira total. Na Ásia temos o Japão que não consegue deslanchar a sua economia já faz algumas décadas e a China que sofre com pressões inflacionárias além de utilizar uma política cambial fraudulenta. Aqui na América Latina diversos países estão com problemas em suas contas além de um patamar inflacionário enorme; a Venezuela a inflação chega perto de 30%a.a e na Argentina muitos economistas dizem que já chegou nos dois dígitos apesar das tentativas do governo portenho tentar esconder o patamar real de inflação. No Brasil, estamos em plena pressão inflacionária além de uma bolha imobiliária gigantesca que é já admitida até mesmo pela Caixa Econômica Federal e as contas públicas do governo estão cada vez piores. No anúnico do Obama ontem veio na minha mente o cogumelo de uma bomba atômica,( aspergers pensam muito através de imagens) infelizmente, creio que será algo tão devastador como uma bomba nuclear essa crise econômica que vem pela frente. Podem acreditar dias piores virão!
  • Emerson Luis  28/03/2016 10:20

    "Por definição, um estímulo é algo que estimula, fornece um impulso ou incentiva atividade. É algo que tem um impacto ou influência em um sistema. Se um objeto precisa de estímulo, subentende-se que tal objeto não está respondendo de acordo com o seu funcionamento normal. Se a economia precisa ser estimulada, inferimos que ela não está respondendo como deveria, instigando alguma ação por parte do governo."

    Pois, é: o problema é que eles consideram normal a economia precisar de estímulos.

    * * *





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