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Demonstre apreço pelos comerciantes

As pessoas podem ser manifestamente desagradáveis com comerciantes e com atendentes de lojas, tratando de maneira sórdida indivíduos que estão apenas tentando empreender e que estão ali apenas para nos servir e prestar um bom atendimento. 

Sim, é um direito das pessoas reclamarem: uma característica do mercado é que você não tem de comercializar com ninguém em específico.  E, ainda assim, confesso ficar aborrecido quando vejo pessoas sendo tão desdenhosas e desrespeitosas para com tentativas de empreendimento.  Por que não simplesmente se recusar a comprar e ir embora?  Pra que proferir invectivas e se comportar de maneira rude?

Outra dia, na loja de materiais esportivos, ouvi consumidores resmungando que essa luva era muito cara, que essa raquete de tênis era muito sensível, que esse sapato era muito espalhafatoso, que esse equipamento de ginástica não era tudo aquilo que diziam, e que a loja deveria trabalhar apenas com essa marca de bola, e não com aquela outra.  A maioria dos consumidores dos produtos desta loja está feliz, caso contrário a loja não mais estaria operante; porém, outras pessoas (de novo, corretamente) simplesmente assumem que é seu direito não gostar, rechaçar, desprezar, rebaixar, humilhar e dispensar qualquer comerciante com um simples e depreciativo gesto de mão.

Compare esta cena à ala de segurança ou alfandegária de um aeroporto.  Essa mesma classe de cidadãos se submete a filas humilhantes, marchando em estilo quase militar, e se deixa ser revistada, ter sua privacidade invadida e às vezes até seus pertences confiscados por burocratas que não dão nenhuma explicação.  Ninguém ousa proferir uma palavra de protesto ou de reclamação por puro medo de ser repreendido por desacato a funcionário público, com ameaça de prisão.  O único objetivo é sair dali o mais rápido possível para chegar ao outro lado da barreira governamental, onde a mini utopia do comércio aeroportuário nos espera ansiosamente para nos servir de maneira decente — e é melhor que aquele sanduíche e aquela cerveja sejam servidos imediatamente, caso contrário vamos exigir nossos direitos!

Quando consumidores, somos mestres do universo; quando cidadãos perante autoridades governamentais, somos cordeirinhos dóceis e obedientes.  E talvez isso seja fácil de ser entendido.  O governo tem uma arma apontada para a nossa cabeça.  Já o comerciante está apenas tentando nos persuadir a abrir mão do nosso dinheiro em troca de bens e serviços.  O primeiro não aceita 'não' como resposta; já o último vê um 'não' como sendo parte inerente à sua rotina diária.

Ainda assim, deveríamos ser mais conscientes dessa diferença, e demonstrar maior apreço pelo significado de tudo isso.  A classe de pessoas que optou pelo caminho da persuasão em vez da coerção merece todo o nosso respeito e gratidão, mesmo quando não compramos nada deles.  A classe comerciante é aquela que torna possível tudo em nossa vida: nossas moradias, nossa comida, nossos serviços médicos, nossas roupas, nosso ar condicionado, nossos computadores, nossos aparatos musicais — absolutamente tudo que faz com que nossa vida diária seja tolerável, prazerosa e jubilosa.

Frequentemente somos tentados a crer que o posto de gasolina, a farmácia, o restaurante, a franquia de fast-food, e a padaria da esquina são apenas coisas comuns à estrutura do nosso mundo, uma inevitabilidade do nosso meio.  Mas não são.  A decisão de abrir um comércio é algo absolutamente desgastante e inquietante, pois o risco de dar errado e fazer com que o empreendedor perca tudo é muito alto.  O futuro é desconhecido tanto no sentido macroeconômico (será que a economia vai entrar em recessão e fazer com que a renda dos consumidores caia?) quanto no sentido microeconômico (talvez ninguém realmente queira comprar minhas coisas).  Frequentemente a ideia exige que o empreendedor utilize todo o dinheiro que ele poupou — ou que ele vire refém dos bancos.  Não importa qual seja a ideia do empreendimento: o ato de empreender sempre será algo amedrontador.

E não se trata apenas de dinheiro.  Você acabará comprando vários objetos e equipamentos (o seu capital) que, caso o empreendimento dê errado, não serão facilmente convertidos para outros fins; muito menos poderão ser vendidos a preços sequer comparáveis àqueles pelos quais você os comprou.  Cadeiras, mesas, placas, cartazes, letreiros e outras decorações revelar-se-ão um puro desperdício caso o empreendimento não dê certo. 

E há também o problema com as outras pessoas.  Você tem de contratar empregados, e estes têm de ser pagos muito antes de você vislumbrar qualquer perspectiva de lucro — se é que algum dia o lucro virá.  Você repentinamente se torna o responsável por essas pessoas.

Você pode até se autointitular "chefe" ou "patrão", mas no íntimo sabe que isso não representa a realidade.  Você é responsável pelos seus empregados, mas não é realmente o patrão.  Os patrões são os consumidores, cuja volubilidade e inconstância podem tanto lhe enriquecer quanto destruir seu novo meio de vida — você está completamente à mercê deles.

E depois há a questão da comercialização do produto.  Você acredita no seu produto, mas você não pode fazer tudo por conta própria.  Você tem de contratar pessoas que terão a função de saber ofertar e vender o seu produto.  É necessariamente verdade o fato de que essas pessoas que você irá contratar não serão tão sólidas quanto você no entusiasmo ou mesmo na crença na qualidade do seu bem ou serviço.  Elas terão de ser "vendedores" de qualidade — alguém contratado para estar empolgado e interessado no ofício, mas que, na maioria das vezes, preferiria estar fazendo outras coisas.

Isso não é, de modo algum, uma crítica aos vendedores contratados.  Muito pelo contrário.  O vendedor estará na desconfortável posição de ter de imitar o senso de responsabilidade e de desejo de sucesso que já existe na mente do criador do empreendimento, mas que não existe naturalmente na mente do vendedor.  É por isso que saber vender é uma arte que exige treinamento.  As pessoas normalmente desprezam essa necessidade de treinamento e até mesmo fazem gracejos, mas se trata de algo essencial.  Tampouco existe algo como um 'vendedor genérico', aquele que domina a arte de saber vender qualquer coisa.  O que podemos vender e o que não podemos vender depende enormemente do nosso próprio enfoque e da nossa própria mentalidade.

Jamais também subestime o problema dos estoques, algo que requer julgamentos empreendedoriais diários.  Se você, por exemplo, está no ramo da venda de madeira compensada, e o seu primeiro mês de vendas ficou muito aquém das suas expectativas, sua batalha apenas começou.  Você terá de fazer um melhor juízo acerca dos estoques do mês seguinte.  Compre muito e você dissipará todos os seus lucros.  Compre pouco e você perderá clientes que, ao não encontrarem um produto específico em seu estabelecimento, nunca mais voltarão.  Suas estimações terão de estar praticamente corretas o tempo todo.  Mas você não possui uma bola de cristal.  E esse problema da adivinhação nunca irá deixar de lhe importunar: não importa o quão bem sucedido você tenha sido em um dado mês, você jamais terá ideia do que lhe aguarda no mês seguinte.  Um pequeno descuido e sua sorte estará selada.

E há ainda a concorrência.  Qualquer um está livre para copiar e reproduzir o seu sucesso.  Quanto mais bem sucedido for o seu empreendimento, mais imitadores você inspirará, os quais farão de tudo para copiar exatamente o que você faz, só que, de alguma forma, a um preço menor.  Isso significa que você constantemente terá de se manter um passo à frente, sempre inovando.  Ao mesmo tempo, você constantemente terá de saber como se autoavaliar, sempre olhando para trás.  Um dia ruim de vendas pode não significar nada, mas pode também significar tudo.  Pode ser apenas um ligeiro solavanco em sua jornada rumo à glória, mas pode também ser o prenúncio do desastre.  Simplesmente não há como saber de antemão.

As forças da concorrência em um mercado dinâmico estão constantemente atuando para solapar o seu sucesso futuro.  Para os empreendimentos que hoje são bem sucedidos, o sistema de mercado equivale a uma gigantesca conspiração que visa a reduzir seus lucros a zero.  A única maneira de resistir e contra-atacar é servindo seus clientes com ainda mais atenção e excelência.

E, ainda assim, não importa quão bem sucedidos tenham sido seus planos até aqui, não há absolutamente nada garantido para o futuro.  A qualquer dia, a qualquer hora, tudo pode se esvanecer.  Os consumidores podem desaparecer.  As tendências podem mudar.  As preferências e os gostos da classe consumidora podem sofrer uma guinada.  Você é total e completamente dependente dos caprichos subjetivos de todo o resto.  Não importa quão grande seja a sua determinação, a realidade implacável é que você simplesmente não pode controlar o que os outros pensam ou fazem.  E isso vale tanto para o pipoqueiro da esquina quanto para a Amazon.com.  Não importa o quão grande você tenha se tornado, dinheiro nenhum pode garantir que o seu futuro empreendedorial seja propício.

E por que, mesmo assim, alguém ainda se arrisca?  Por que uma pessoa decide se tornar comerciante ou empreendedora?  A resposta típica é que as pessoas fazem isso por dinheiro.  Mas não há absolutamente nenhuma garantia de que tal atitude será transmutada em dinheiro.  O dinheiro tanto pode vir aos montes como pode vir em quantidades escassas.  E, quando ele vem, ele normalmente acaba sendo reinvestido no próprio empreendimento, para que este se mantenha viável.  Então, por que as pessoas se arriscam nisso? 

Tudo tem a ver com o sonho do sucesso, a esperança de fazer a diferença, de ganhar a vida com a vocação, com a concretização da ambição de servir bem e ser reconhecido por isso.  É isso que motiva e guia o empreendedor.

E como nós retribuímos essas pessoas?  Falando palavras ásperas, gritando e desdenhando, se recusando a comprar seus produtos, criticando a menor das falhas e se recusando a dar absolutamente qualquer crédito por suas tentativas.  Nós os chamamos de gananciosos e menosprezamos seus pedidos de compra, dizendo que seus produtos são imprestáveis.  O estado oprime essas pessoas com regulações, impostos, burocracias, ordens e imposições muito maiores do que aquelas vivenciadas pelo resto de nós, e ainda assim elas insistem, resolutas em sua determinação.

É algo evidente que a classe comercial é tratada hoje da mesma forma como era tratada na antiguidade: como pessoas desprezíveis, vis, incapazes e ineptas.  Porém, a verdade é essa: a classe comercial é a classe que nos fornece exatamente todas as coisas que mais amamos.  Nós dependemos dela e ela depende de nós.

As pessoas que hoje têm de lidar com esse estado leviatã normalmente se sentem impotentes para fazer qualquer coisa contra essa atual situação opressora.  Eu sugiro que uma maneira de lutar contra essa tomada hostil da sociedade pelo estado e por seus burocratas desprezíveis é mostrando uma maior apreciação por aquilo que representa o exato oposto dessa opressão.  Devemos mostrar apreço pelos comerciantes.  Deveríamos começar mostrando gratidão intelectual pelas coisas que eles fazem por nós.  Deveríamos ir ainda mais adiante e realmente dizer aos comerciantes o quão elevada é a nossa consideração pela vocação deles.

Controlar nossas afeições é uma maneira de contra-atacar.  Por isso, devemos mostrar respeito, consideração e apreço pelas coisas e pelas pessoas que estão fazendo o que é melhor para a sociedade, e que estão servindo de inspiração para outras pessoas seguirem seus passos.  O modelo e o ideal de sociedade em que queremos viver, uma sociedade pacífica e próspera, pode estar tão perto de nós quanto aquela loja de conveniências logo ali na esquina.



autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • Robert  05/07/2011 10:54
    Apesar deste artigo sido escrito em outro país, combina admiravelmente com o que ocorre no nosso. A gosseria com que muitas vezes fregueses descontentes tratam os comerciantes, comparada com a submissão passiva demonstrada perante atos de funcionários públicos, tanto lá quanto cá são semelhantes. Certamente, a arma apontada para a cabeça do freguês, enquanto público, faz a diferença. No entanto, as pessoas nem sempre se dão conta que a pior desfeita que podem causar a um comerciante não é ofendê-lo, mas é não comprar dele. E, ao não comprar, poderão levá-lo a reavaliar e melhorar os produtos e serviços que oferece, resultando em vantagens para todos.
  • Mauro  05/07/2011 11:00
    Artigo para ser emoldurado e lido por todos os brasileiros antes de saírem de casa. Talvez aprendem a tratar com cortesia quem realmente merece e a tratar com desprezo aqueles pulhas que apenas nos extorquem nada dão em troca.

    É uma perfeita ilustração do relativismo moral que nos ataca hoje em dia: tratamos mal quem nos trata bem e tratamos respeitosamente quem nos trata como gado.


  • Luis Francisco  05/07/2011 13:33
    Não quero parecer puxa-saco (você não precisa disso), mas seu comentário merece ser emoldurado logo abaixo ao artigo.
  • Angelo T.  05/07/2011 11:17
    Bom texto!
  • Carlos Alexandre  05/07/2011 14:11
    PREZADA EQUIPE DO IMB:


    estou evitando o meu colega esquerdista e "empresáriófobo", por não ter muito que argumentar quanto ao assunto economico do momento: a fusão Pão de Açúcar-Carrefour; por isto, tenho 3 perguntas:

    1- Este negócio é mesmo prejudicial aos consumidores, ou à concorrencia ou à economia como um todo?

    2- Será que mais uma vez o governo foi o culpado pela megafusão? Se sim, qual o papel do BNDES?

    3- Quais os motivos do negócio? Quais os interesses das partes envolvidas?

    UM ABRAÇO A TODOS!
  • Leandro  05/07/2011 14:46
    Prezado Carlos, é o seu colega esquerdista quem deve explicações. Afinal, uma fusão que depende do dinheiro de um banco público para ser feita é um arranjo que todo esquerdista, por definição, aprova. Trata-se do "estado empresário" em ação, agindo "pelo bem da economia nacional".

    Não há absolutamente nenhum resquício de livre mercado nesse arranjo.

    Liberais são, antes de mais nada, pela extinção completa e irrestrita do BNDES. Esquerdistas são pela sua manutenção como "banco de fomento" à indústria nacional -- mesmo que tal fomento beneficie apenas os grandes em detrimento dos pequenos. O que vale, para o esquerdista, é sentir que o estado está no comando de tudo.

    A resposta para os itens 1 e 2 é sim. E o papel do BNDES é seguir fazendo justamente aquilo que sempre fez: utilizar dinheiro confiscado do setor produtivo para subsidiar grandes empresários com boas -- e mutuamente benéficas -- conexões com o governo.

    O principal interessado nessa fusão, um homem de inegável talento e sucesso, rebaixou-se ao constrangedor papel de cabo eleitoral da atual presidente durante a campanha eleitoral. Só agora ficou claro o motivo de tamanha sujeição. E ele está cobrando a fatura desse apoio. Porém, como o governo nada produz, ele simplesmente joga a fatura para os outros (coloque a mão no seu bolso e sinta-o mais leve), e toda a sociedade perde.

    Nada de novo. Grandes empresários em conluio com o governo. Um arranjo em que os dois ganham às nossas custas.

    Os motivos do negócio são os de sempre. O mercado fica mais concentrado, o empresário ganha mais poder e, em troca, o governo ganha mais favores e os políticos, mais contribuições de campanha. E parte da sociedade (os nacionalistas de sempre) até acha bom e aplaude, pois se está criando uma "gigante nacional".

    Se o seu colega é contra esse arranjo, então ele não deve ser tão esquerdista quanto diz.

    Grande abraço!
  • Antonio Carlos  10/07/2016 21:47
    Melhor do que acabar com o BNDES seria utiliza-lo para o seu verdadeiro fim; fomentar o desenvolvimento. Assim como aquela ideia que não funcionou por ser mal utilizada, o Banco do Povo, o BNDES deveria emprestar apenas para MEIs e MEs, propiciando desenvolvimento, por facilitar o giro da roda econômica, e combater o desemprego. Os grandes devem buscar financiamento nos bancos privados e no investimento estrangeiro.
  • Augusto  05/07/2011 14:56
    Vou tentar dar uma resposta, embora o Leandro e outros comentaristas talvez tenham opinioes mais bem-fundamentadas.\r
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    1- Este negócio é mesmo prejudicial aos consumidores, ou à concorrencia ou à economia como um todo?\r
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    O fato de existir uma empresa "detentora" de uma grande fatia do "mercado" nao eh necessariamente prejudicial. A despeito do que o governo, atraves do Conselho de Defesa Economica (CADE), possa dizer, nao ha nada que nos permita dizer o numero minimo de empresas que devem participar de um determinado ramo de atividade para que a concorrencia seja "suficiente".\r
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    Quanto a ser prejudcial a concorrencia, o que importa nao eh quantas empresas estao explorando um ramo de atividade em um determinado momento, mas [s]se existe liberdade de entrada e participacao nesse ramo[/s]. No entanto, quando o Estado, via BNDES, resolve bancar uma das empresas (como eh o caso), isso cria necessariamente uma barreira para a entrada de outrs participantes. Assim, pode-se dizer que nao eh a fusao que prejudica a concorrencia - eh a participacao do governo que o faz.\r
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    E por consequencia, toda a economia eh prejudicada. Obviamente, calcular o "tamanho" desse prejuizo eh dificil, talvez impossivel. O economista Frances Bastiat ja dizia, em economia nao basta observar o que se ve, eh preciso procurar tambem o que nao se ve. O que vai se ver sera uma empresa gigantesta, um "orgulho nacional", uma "multinacional verde-amerela". O que nao vai se ver serao os supermercados que nunca chegarao a abrir as portas, os empregos que nao serao criados, etc.\r
    \r
    2- Será que mais uma vez o governo foi o culpado pela megafusão? Se sim, qual o papel do BNDES?\r
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    O Estado brasileiro, desde o inicio do primeiro governo Lula, tem se esforcado para fazer voltar a politica da grandiosidade. O proprio Lula em uma ou duas ocasioes elogiou o regime militar por essa "visao" de Brasil Potencia.\r
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    Essencialmente, o que se quer eh criar algumas grandes empresas que "representem" o Brasil no mercado global, que mostrem que o Brasil eh uma potencia economica, essas coisas.\r
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    Assim, o BNDES tem financiado a expansao de varias empresas em direcao ao mercado exterior. Com essa fusao, o governo esta tentando criar uma grande rede mundial de supermercados com a "marca Brasil". E vao quebrar a cara, porque o Pao de Acucar eh muito pequeno em relacao ao Carrefour, e eu duvido que o Carrefour va abrir mao de sua marca...\r
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    3- Quais os motivos do negócio? Quais os interesses das partes envolvidas?\r
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    Para a classe politica, o motivo eh: criar uma grande empresa "Brasileira", para mostrar que o Brasil eh uma potencia.\r
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    Para os donos dos supermercados envolvidos, o motivo eh: ganhar dinheiro. Se possivel, correndo o minimo de risco, ou seja, usando dinheiro "da Viuva" e propagandeando que isso eh bom para o pais.
  • Leandro  05/07/2011 14:58
    Perfeitas as suas colocações, Augusto. Irretocável.
  • Eduardo Pimenta  09/01/2013 14:51
    Eu fico surpreendido com a qualidade dos debates e comentários desse site. Muitas vezes as discussões em torno do artigo são ainda mais frutíferas que o próprio. Parabéns a vocês dois pelas excelentes respostas inspiradoras.
    E parabéns ao Jeffrey por mais um fantástico artigo.
  • Rodrigo D.  09/01/2013 21:19
    Eu sempre leio o artigo do dia pela manhã e volto a ler no fim do dia por causa dos comentários. Excelentes!!
  • Matheus  05/07/2011 14:35
    Educacao sempre sera um assunto importante, mas no caso desse artigo esta mais para algo trazido de casa. Temos que tratar bem as pessoas de maneira geral, e nao porque elas nos trazem algum beneficio (como no caso dos comerciantes). E aplicando-se a teoria liberal, ser compreensivel e sangue doce faz parte do trabalho do comerciante. Se ele nao aguentar os compradores chatos e mal educados, se ele revidar os xingamentos que eventualmente a ele serao direcionados, vai perder mercado para um comerciante mais calmo e atencioso...
  • Carlos Alexandre  05/07/2011 15:12
    Gostei muito das duas respostas, que se complementam perfeitamente. Refletindo sobre elas cheguei à conclusão de como é triste ver a sociedade protestando porque um político ou burocrata desviou uma "merreca" para o seu próprio bolso, e silencia quando o governo desvia uma fortuna para o bolso do seu empresário favorito. A população fez cair Collor, Palloci, Arruda, Erenice, José Dirceu, Genoíno mas nada faz contra empresários com vocação monopolista, "insiders", etc.
  • Carlos Alexandre  05/07/2011 15:24
    Gostei principalmente das 2 frases seguintes do eandro [a 1ª e a última]: "uma fusão que depende do dinheiro de um banco público para ser feita é um arranjo que todo esquerdista, por definição, aprova." e "Se o seu colega é contra esse arranjo, então ele não deve ser tão esquerdista quanto diz." Você, Augusto, me fez lembrar da questão do "monopólio natural", onde existe apenas uma empresa explorando a atividade, mas a mera possibilidade, a mera facilidade de instalação de eventuais concorrentes surte efeitos de livre mercado benéficos para a sociedade; também a sua colocação sobre o BNDES me fez enxergar essa instituição com outros olhos.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  05/07/2011 18:01
    As pessoas são rudes e deselegantes com os comerciantes, que os beneficiam. Porém, são amáveis e servis com membros governamentais, que os tributam. Por esses comportamentos, está o povo brasileiro numa triste situação.
  • Andre Poffo  06/07/2011 00:38
    Artigo simplesmente excelente! Empreendedores devem ser exaltados!
  • Licurgo  07/07/2011 15:27
    O artigo está perfeito. Destaca a importância do empreendedor sem ocultar os reveses inerentes à atividade empresarial. Mais que isto, o tema do artigo sugere o que deveria ser a pedra angular do movimento liberal no Brasil: a educação sobre a real dimensão das trocas voluntárias em nossas vidas. Só assim será possível vencer o maior obstáculo que enfrenta o livre mercado: a demonização do empresário, resultado de décadas de doutrinação marxista inculcada na mentalidade do povo.
    Exatamente pela dimensão hercúlea da tarefa, a missão do IMB se torna cada vez mais essencial. Parabéns aos que o fazem.
  • Gutto  09/01/2013 14:07
    O texto é excelente, mas tive uma decepção com uma LOJA DE GRANDE PORTE (conhecida por todos os brasileiros) por comprar pela internet. Comprei um celular (Smartphone) pelo valor de 290,00 no dia 19/12/2012 tendo prazo para análise dois dias (20/12 e 21/12) úteis.

    A data da entrega seria em 6 dias úteis, no dia previsto para a entrega, nada do celular chega. Então liguei para saber o motivo da demora, Então um atendente me disse que não foi possível a finalização da venda porque durante os dois dias de análise o preço do celular aumentou para 349,00 e por esse motivo não pode dar continuidade ao processo de venda. Agora eu pergunto o que eu tenho haver com isso? Não quero nem saber se aumentou ou abaixou.

    Então, liguei outro dia e uma atendente me disse que esse não seria o motivo certo, que o motivo certo, seria por divergência de dados do portador do cartão. Sem falar que só é possível realizar a compra se os dados do cartão estiverem corretos, pois o sistema não permite erros de dados, uma vez que terá que refazer o pedido com os dados corretos. Só lembrando que o cartão e da própria loja e não tenho problema nenhum de comprar, ou seja, compro em todos os lugares sem problemas de dados nenhum.

    Por esse motivo me vi obrigado ir até o PROCON, uma vez que os atendentes já tinham dado o caso por encerrado e não podiam fazer nada para que eu pudesse obtece o celular por 290,00 e sim por 349,00. Entrei com o processo de reclamação no PROCON e aguado posição da loja. Se não for possível uma negociação amigável por parte da loja, terei com um pedido de danos morais no juizado de pequenas causas. O atendente do PROCON me informou que muitas lojas (Grandes, Media e pequenas) que preferem levar o caso até as últimas consequências, do que entrar em um acordo amigável com o cliente.

    Fico pensando como essas lojas conseguem sobreviver? Já que são muitas (segundo o atendente) que não respeita os clientes. Confesso que estou puto da vida com essa loja. E se nada for feito por parte da loja confesso que quebro o cartão e não compro mais nada dessa @&%$@#$@.
  • anônimo  09/01/2013 15:00
    Então não compre mais lá
  • Bernardo F  09/01/2013 16:47
    Caro Gutto, tentaste postar uma reclamação no site www.reclameaqui.com.br? Um amigo meu teve um problema sério com uma agência de viagens. Depois de postar uma reclamação no site, o caso foi totalmente resolvido (em favor do meu amigo). Muitas empresas monitoram o site Reclame Aqui.
  • Heisenberg  10/01/2013 17:00
    Guto,

    Acho que em seu próprio questionamento vc mesmo respondeu-se. Começou sua reclamação dizendo que comprou o celular em "UMA LOJA DE GRANDE PORTE". Procure saber quem são os acionistas dessa loja e se essa empresa não é "patrocinada" pelo BNDES ou se não se aproveita de grandes acordos de regulamentação dados pelo governo. No comércio também temos grandes Monopólios, ou melhor, trata-se de um oligopólio favorecido pela intervenção estatal, pela falta de empreendedorismo nacional e pelo comportamento preguiçoso do consumidor nacional.
    Veja que os pequenos comerciantes morrem de medo de reclamações no PROCON ou em qualquer outro órgão, pois uma decisão ou uma perseguição estatal pode levá-lo a falência imediata. Já os grandes conglomerados conseguem "captar" seus órgãos e agência reguladoras, de forma que alguns poucos consumidores reclamando para o estado não farão a menor diferença em suas atividades. A grande diferença está sendo feita por sites como o Reclameaqui.com, que realmente expõem o mal empresário. No entanto, a maioria das pessoas só entram nesse site depois de efetuarem uma compra mal sucedida, sendo que o ideal é entrar antes de fazer suas compras.
    Quer uma dica, procure referências sobre boas lojas na Rua Santa Efigênia, em São Paulo. Lá vc poderá encontrar lojas tradicionais que eventualmente lhe consiguirá um produto livre de imposto e de regulamentações estatais, com a garantia de qualidade atestada pela reputação dos comerciantes da região. Não compre de pessoas na rua, pois isso é o oposto de alguém que possa oferecer alguma reputação. O risco de você levar um calote de um grande grupo de vendas ou de um site desse grupo é muito maior do que se vc comprar de um comerciante tradicional mas de menor porte.
  • Tiago Moraes  10/01/2013 20:05
    Amigo, se você diz que a loja é grande, então para ela você é só mais um cliente, cuja desistência não impactará marginalmente nas receitas da mesma, por tanto, sua situação é indiferente para a Loja em questão. Meu conselho; fazer o que muitos estão fazendo, publicidade negativa através da web. Grava um vídeo no youtube, explicando a sua situação e recomendando a terceiros não fazerem compras neste estabelecimento e coloque um título bem impactante no vídeo para chamar os acessos. A depender do número de acessos, para a loja você deixará de ser um relés cliente revoltado para ser o estopim de uma mega publicidade negativa contra eles.
  • Dam Herzog  10/07/2016 18:35
    Estas lojas não seguem a tendencia do futuro que é considerar o consumidor como patrão e poderoso pois tem o poder de voto em suas mãos, pois basta ele não querer comprar, se for mau atendido que ele não mais voltará. Deve existir uma cooperação pacifica entre as duas partes envolvida no comercio de modo quem ambas saiam satisfeitas da troca de dinheiro por bens. Outro dia fiz consulta com um medico que me identificou, perguntou minha idade, meus antecedentes familiares, meus antecedentes pessoais, fez exame físico geral e exame da especialidade, pediu exames para esclarecer alguns pontos e fez uma receita provisoria para os sintomas. Disse a ele que se podia avalia-lo e dei nota dez para sua consulta. No futuro quem agradar mais o cliente levará a melhor nos negócios. Uma reclamação do cliente é um presente para a empresa, pois ele pode sanar a falha. Cooperação pacifica e principio da não agressão são dois pilares do libertarianismo.
  • Típico Filósofo  09/01/2013 14:23
    Refutarei os clamos do artigo um a um:

    1 - O empresário merece respeito pois, diferente do governo, age através da persuasão e não da coerção.

    A persuasão dos empresários ocorre da maneira mais suja e perversa, da forma que qualquer coerção voltada para a promoção da segurança coletiva(Filas de aeroporto) e o bem-estar da economia nacional(Confisco de mercadorias) parece um gesto de amor.
    Empresários vêem nos famintos sua fonte de lucro e a eles oferece comida e vêem no doente sua fonte de lucro e a ele oferecem remédios. Chantagear outros abusando de suas necessidades é a atividade mais vil que um humano poderia realizar. Empresários oferecem serviços satisfatórios aos consumidores para obter ganho pessoal em troca e não por generosidade, como parece crer o senhor Tucker. O estado oferece serviços públicos sem discriminar e salvará a vida de um doente mesmo se ele não tiver a quantidade de dinheiro necessária em sua conta. Um empresário o deixaria morrer pois ele não tem nada que o promova pessoalmente.
    É uma brutalidade apoiar um arranjo assim. Ainda maior brutalidade é defender quem o perpetua.

    2 - Empresários são generosos com seus funcionários e ambos merecem respeito.

    Empresários, caso não saiba o Senhor Tucker, empregam pessoas pagando salários inferiores ao valor ganho por seus serviços. Ou seja, eles exploram seus funcionários. Caso não houvesse o empresário na situação, seus empregadores obteriam seu salário completo e o burguês não acumularia seu montante de riquezas. Tal exploração é chamada mais valia, um fato que tem sua existência constantemente negada por aqui.

    Empresários não merecem respeito por buscarem sua promoção individual sobre o trabalho de outros. Muito menos por resistir às regulações estatais que buscam proteger os consumidores e a população da ganância dos empreendedores. Se não fosse o estado, haveriam pedras no saco de feijão.

    3 - Empresários merecem respeito por resistirem aos impostos e regulações estatais.

    Impostos excessivos, diferente do que defende o Senhor Tucker, existem apenas pois os empresários brasileiros são gananciosos e apenas farão serviços de qualidade satisfatória ao consumidor para obter ganhos pessoais. Eles não possuem a mínima preocupação com o pobre e o deixarão para morrer caso ele não tenha a quantidade de dinheiro necessária para pagar pelo serviço(Em uma situação tão absurda e irracional que ninguém seria capaz de explicar).

    A carga tributária excessiva é boa para o pobre, pois ele recebe serviços públicos. O rico discorda, pois vê uma ameaça a seu montante de lucros.

    4 - Devemos todos os luxos de nossa vida moderna aos empresários.

    Não, devemos à super-exploração de chineses, africanos e outras pessoas que vivem em países pobres. Hoje, eles vivem em condições sub-humanas criadas pela economia globalizada para que nós tenhamos nossos luxos dos quais nem mesmo precisamos.
    Empresários não são os heróis da história, são os vilões. Eles oferecem serviços satisfatórios a seus consumidores a preços sustentáveis a eles, entretanto, o fazem meramente por ganho pessoal e não para a promoção do bem comum(Como faz um servidor público).
    _____________________________________________________________________________________

    Espero que, após tal discurso, a retórica burguesa do Senhor Tucker tenha sido desconstruída. Empresários não merecem respeito, mas sim os inúmeros burocratas e pensadores controlando a máquina estatal que são responsáveis pela limitação de todo dano que causam à sociedade. E nem mesmo adentrei a tortura psicológica imposta pela propaganda às pessoas quando os empresários desejam aumentar seus lucros.

    Apoiar tal arranjo é, acima de tudo, uma terrível brutalidade. Ainda na pólis Sócrates nos alertou sobre o perigo dos mercadores e glorificou Esparta por controlá-los. Esquecer das lições do primeiro filósofo é pedir o fim à civilização baseada no bem comum.
  • Eduardo Pimenta  09/01/2013 15:15
    Hahaha. Minha favorita é "Se não fosse o estado, haveria pedras nos sacos de feijão".
    Mas não haveria, porque se houvesse, então esse empresário vilão perderia o que ele mais valoriza, os clientes. Outros empresários, vilumbrando o lucro excessivo de um setor, entrariam no ramo e ainda "roubariam" os empregados do concorrente, oferecendo-lhes melhores salários ou benefícios.
    Isso só não aconteceria se o governo permitir a opressão ou impedir a entrada de concorrentes.
  • Atípico Filósofo  09/01/2013 20:22
    Típico Filósofo,

    Quanta cultura demonstra ter em suas palavras. Realmente é digna de sábias palavras originárias de alguém que batalha pelo "social".

    "Empresários vêem nos famintos sua fonte de lucro e a eles oferece comida e vêem no doente sua fonte de lucro e a ele oferecem remédios. Chantagear outros abusando de suas necessidades é a atividade mais vil que um humano poderia realizar. Empresários oferecem serviços satisfatórios aos consumidores para obter ganho pessoal em troca e não por generosidade, como parece crer o senhor Tucker. O estado oferece serviços públicos sem discriminar e salvará a vida de um doente mesmo se ele não tiver a quantidade de dinheiro necessária em sua conta."

    A generosidade é condição primordial para que o empresário alcance o "enriquecimento vil", justamente porque é fundamental que ele, acima de tudo, pense naquele que ira se utilizar dos seus serviços; caso contrário, ele será descartado do mercado e substituído por alguém que o faça. Aliás, é graças a isso que você está se valendo de um computador e não está se comunicando com todos com uma máquina de escrever: em razão de um "porco vil" que permitiu que você tivesse acesso a uma tecnologia dessas com um montante de dinheiro que você, grande atacante do sistema capitalista, teve possibilidade de pagar.

    O estado oferece serviços públicos de péssima qualidade, e acaba levando a morte diversas pessoas justamente em razão de estar se lixando para aqueles que ele supostamente deveria defender. Conheço casos de pessoas que compraram tempo na fila de espera para órgãos em hospitais públicos. Conheço milhares de situações de pobres esperando meses para consultas, e as pessoas morrendo justamente em razão dessa lentidão e dessa precariedade. Isso é generosidade pra você? Ou você é como os diversos políticos por aí, que preconizam a estatização de tudo só que, quando está doente, vai até um hospital privado? Isso é coerência, e é por isso que você luta?

    "Tal exploração é chamada mais valia"
    Isso. Realmente é economia pura. Você apontar Karl Marx para refutar as respostas é dar um atestado de desinformação e desconhecimento econômico que seria mais interessante você ter acesso a outros autores de muito maior porte para que você leia.

    "A carga tributária excessiva é boa para o pobre, pois ele recebe serviços públicos. O rico discorda, pois vê uma ameaça a seu montante de lucros."
    É boa para o pobre? Quais serviços públicos de qualidade ele recebe?

    "Empresários não são os heróis da história, são os vilões. Eles oferecem serviços satisfatórios a seus consumidores a preços sustentáveis a eles, entretanto, o fazem meramente por ganho pessoal e não para a promoção do bem comum(Como faz um servidor público)."
    Um servidor público realmente faz as coisas pelo bem comum. Sinto que sou extremamente bem tratado por funcionários que não podem ser demitidos, e que possuem um cartaz atrás deles escrito: "Tratar mal funcionário público. Pena: X anos". Isso sim é sinal de respeito, e totalmente contrário ao lucro do estado.

    Gostaria realmente de escrever mais, mas você escreve tão mal e tem um entendimento tão infantilizado que precisa botar a culpa no sistema, nos empregadores, e em todos os outros, para se eximir de qualquer culpa que você tenha em razão dos problemas da sua vida.

    Faça o seguinte: venda seus bens, doe seu dinheiro ao estado e vá ser feliz! Com certeza eles aceitarão de muito bom grado seu discurso, e seu dinheiro, claro!

    Um abraço!
  • Filosofo da liberdade  09/01/2013 21:19
    O servidor trabalha pelo bem comum sem interesse pessoal. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK. Essa eu não aguentei.
    O servidor público trabalha o mínimo possível, exigindo o máximo possível, o salário dele é financiado através do roubo dos trabalhadores e empreendedores, o imposto.
    Honestamente, nem funcionários públicos são anjos, nem empreendedores são demônios, nem vice-versa. Os dois, como quaquer ser humano, buscam seus interesses. No entanto, o interesse pessoal do empreendedor beneficia mais a sociedade indiretamente, o contrário acontece com o funcionário público. Quanto maior o salário dos funcionários públicos, maior é a carga de impostos sobre o povo. Por mais caro que um empreendedor cobre pelos seus produtos, há a possibilidade de não consumi-los e, portanto, não gastar com eles. Já o estado não dá essa possibilidade, paga ou vai preso.
  • william  10/01/2013 11:39
    O salário de um funcionário público, no Brasil, é inversamente proporcional às suas responsabilidades, ou qual o outro motivo de políciais, professores e bombeiros ganharem muito menos que políticos e burocratas?
  • Renan Merlin  10/07/2016 22:51
    Eu não estou defendendo o regime militar brasileiro mas eles fecharam o congresso por dois anos e ninguém sentiu falta, agora se os lixeiros e garis deixarem de trabalhar uma semana as cidades ficam um caos de sujeira.
  • Rafael Palma  11/07/2016 06:40
    Caro Típico Filósofo,

    O Empresários estão exatamente do jeito que o senhor deseja, mas na Venezuela. Infelizmente sua retórica não será aceita no Brasil. Acredito que eu consiga um grupo de empresários para pagar sua passagem até lá, porém, somente ida. Caso não goste do país, voltar, infelizmente, será por sua conta.

    Sugiro que leve açúcar e papel higiênico, está em falta por lá. Desculpe.
  • Comentário  09/01/2013 14:27
    Excelente artigo, um salve a todos os comerciantes!
  • amauri  09/01/2013 14:29
    Boa tarde!
    Qual o modelo mais proximo da Escola Austrica com respeito ao fornecimento de energia eletrica e agua? abs
  • Renato Souza  09/01/2013 14:58
    totalmente fora do tópico, mas creio que é uma notícia importante, e ficaria feliz em ver isso debatido em toda a sociedade:

    discursosdecadeira.blogspot.com.br/2013/01/uma-submissao-travestida-de-autonomia.html

    É revoltante.
  • Eduardo Pimenta  09/01/2013 20:27
    Eu já acho que é um passo afrente. Se for pensar, mesmo que o homeschooling não fosse supervisionado, ainda estaríamos a mercê do Estado para emissão de diplomas.
    Para o aluno provar que aprender, ele deverá fazer alguma prova padronizada. Então, tanto faz a frequência com que essa prova (supervisão) é realizada.
    Enfim, parece um primeiro pequeno passo.
  • Renato Souza  09/01/2013 23:52
    Acho que você não entendeu um ponto. O texto da lei é absurdamente genérico. Não está dito que serão feitas apenas verificações periódicas através de provas (o que, de resto, acontece também nos EUA e nos outros países onde o ensino em casa não foi proibido). O alune ter de ir a uma escola um vez por semestre, ou por bimestre, e fazer provas, isso não seria quase incomodo nenhum. O problema é que a lei é extremamente genérica, o que dá poderes imensos aos agentes governamentais.
  • Neto  10/01/2013 11:54
    'parece um primeiro pequeno passo.' [2]
  • André  09/01/2013 22:30
    Realmente o dono do empreendimento é sempre o mais empolgado com o mesmo.

    Os funcionários também atendem bem os clientes, mas quando é o dono que atende é fácil perceber que ele é o dono, pois ele demonstra a maior boa vontade do mundo em fazer o cliente se sentir bem vindo no seu estabelecimento.

    E tanto as pessoas sabem que o comércio é algo bom que qualquer casa/apartamento para ser considerado bem situado deve estar em uma região que tenha a maior variedade possível de comércios ao seu redor e todos à menor distância possível.
    Não necessariamente do lado da casa, por causa do eventual barulho, mas bem próximo, quase do lado.
  • Eduardo  09/01/2013 23:08
    Um dos melhores artigos que ja li.
    Minha familia tem pizzaria há 13 anos aqui na minha cidade, e todo dia (principalmente no fim do ano). E sempre ouvimos coisas desse tipo.

    Realmente o cliente tem todo direito de reclamar, mas as pessoas nao tem a minima consciência de todo o trabalho que nos temos aqui.

    Mas felizmente grande parte ve todo nosso trabalho e aprecia a qualidade de nosso produto, e é por esses que nos trabalhamos
  • O Libertário  10/01/2013 01:32
    Esquerdista só congelando e esperar que um capitalista invente uma vacina tríplice que previna contra arrogância, desonestidade e ignorância. Aí é só descongelar o bruto e aplicar a vacina regularmente, pois a doença é incurável.
    O artigo é um dos melhores que já li. Estou espalhando entre os amigos e os nem tanto.
  • Davi  10/01/2013 02:54
    Senhores, off topic. O que sabe sobre Christiana? Sociedade anarquista?
  • anônimo  10/01/2013 10:51
    Esse artigo nunca poderia ser 'demonstre apreço pelos industriais' porque as massas estúpidas quase nunca tem contato com a indústria...
  • Jorge A. Neto  10/01/2013 12:50
    Sem contar que é muito mais fácil obter um desconto ou flexibilização na forma de pagamento sendo gentil com o comerciante. Eu não peço desconto nunca, acho que cada um sabe o quanto vale seu bem que está sendo comercializado, mas fica a dica para quem gosta de pechinchar.
  • Eduardo  11/01/2013 00:52
    Nao ta muito ligado ao artigo mas olhem essa matéria que sensacional.

    midiapublicitaria.com/lego-responde-cartinha-de-uma-forma-incrivel/

    Isso simplesmente mostra como o mercado força as empresas a serem compreensíveis e atenderem as vontades do consumidor. Nao é a toa que a LEGO é uma empresa que ta há anos no mercado e é referencia quando o assunto é brinquedos
  • kondde  12/01/2013 00:25
    eu tentei postar um comentário no site globalista do Yahoo mas foi em vão.... O público que comenta lá são na sua maioria de gayzistas-comunistas verdes e defensores da nova era global desarmada e sem lucro e livre da propriedade privada.

    Bem, li essa notícia lá mas achei interessante que a maioria dos comentários elogiaram a atitude da empresa, eu queria postar asssim: ué os capitalistas não são uns porcos e mercenários em busca de lucro e querem sugar a essência da mãe terra gaia até a última gota?

    Quem conseguir postar uma ironia lá eu agradeço...

    Att
  • Carlos  11/01/2013 06:29
    Desculpa pelo off, nada a ver com o artigo. Me interesso muito pela ideia de livre-comércio. O Instituto Mises possui alguma estratégia para chegar a um mundo de livre-comércio? Vejo que geralmente os ativistas são de esquerda(é o que parece), eles estão sempre correndo atrás de seus ideais. Não vejo muita ação dos libertários de direita.
    Como alavancar um movimento em prol do livre-comércio?

    Abçs.
  • kondde  12/01/2013 00:10

    Difícil meu caro, muito difícil...

    Todo mundo quer uma receitinha de bolo, foi o estado socializante desde os primórdios da republica brasileira (e claro vamos convir de que mundial também) realmente estragou os jovens e desmoralizou os velhos..


    A ponto desse assunto mais importante ser perguntado em um comentário de uma artifo na internet, bem meu amigo posso dizer:

    estamos melhorando afinal existem um grupo de pessoas que pensam diferente da maioria e estão pelo menos lendo artigos desse tipo.

    A esquerda mundial fez um belo trabalho em destriur regionalmente toda a possibilidade de reação (não é muita coincidência os direitistas, libertários serem tachados de reacionários?) A esquerda se empenhou por anos a fio, entrando nas faculdades, há quem diga que ela surgiu lá mesmo, e foram mudando aos poucos o establishment social. Não vai ser tão fácil recuperar o terreno perdido. Não uma resposta em um tópico de comentário não será possível responder a magnitude desse problema que grandes sábios, intelectuais, mestres, professores e homens de bem até perderam suas vidas tentando lutar contra a onda que começou por varrer a moral da sociedade e consequentemente é claro a economia e suas dinamicas sociais.

    Infelizmente a realidade é dura e triste, mas para quem gosta de uma boa luta...


    Att
  • anônimo  16/01/2013 14:19
    Em tempos de internet a profissão de comerciante está ficando bastante dificil. Eu conheço um ex-comerciante que fechou uma loja de roupas esportivas. Ele me disse que não tem como competir com Netshoes com frete grátis. Muitos segmentos de mercado estão morrendo fisicamente e sendo transportados para internet.
  • Leandro  16/01/2013 14:26
    E essa será a tendência. Com as imposições sindicais, as regulamentações trabalhistas, os encargos sociais, os impostos sobre propriedade, as leis de salário mínimo etc., a tendência é de um aumento contínuo da migração para o mundo virtual, menos instalações físicas e mão-de-obra cada vez mais terceirizada.

    O mercado sempre está se esforçando para cortar custos e economizar recursos ao passo que o governo sempre se esforça para encarecer tudo, pois acha que os recursos são infinitos. Como a conta não fecha e a dicotomia é imiscível, adaptações e improvisações se fazem cada vez mais necessárias. A corda estourará do lado do mais fraco -- menos emprego nessa área.
  • Renan Merlin  10/07/2016 22:54
    Eu ja vi esse filme antes na questão do UBER. Quer apostar quanto que algum burocrata atendendo lobbys de comerciantes vai proibir lojas virtuais alegando "concorrência desleal"?
  • Henrique Mareze  07/04/2013 21:56
    Este artigo me lembrou uma frase que ouvi há um tempo atrás:
    ''O brasileiro é um consumidor exigente e um contribuinte benevolente''. É isso...
  • Didi  10/07/2016 16:27
    Apenas e tão somente este trecho sintetiza o assunto:"lutar contra essa tomada hostil da sociedade pelo estado e por seus burocratas desprezíveis".

    Diante do lupanário que isso aqui se transformou e quando vierem te achacar digam: Vá pra meretriz que deu a Luz!

  • Fabio Yu   10/07/2016 22:00
    O consumidor age assim por causa de um tal Código de Defesa do Consumidor que trata as pessoas como bebês e empreendedores como bandidos.

    E a cultura do pobrismo que trata lucro como pecado.
  • Antônio Gonçalves  10/07/2016 22:04
    Uma outra coisa que eu percebo é que geralmente as pessoas culpam as empresas como se elas fossem as culpadas pela inflação em alguns tipos de produtos, quando na verdade inflação é mais um tipo de imposto causado pela expansão monetária do governo. Da padaria ao supermercado aos preços dos carros: para essas pessoas, tudo é culpa da "ganância". O governo é isento.
  • Antonio Carlos  10/07/2016 22:16
    O artigo é muito bom, mas deixou de abordar a causa principal desse mal tratamento que é o resultado de décadas de doutrinação esquerdista; a DEMONIZAÇÃO DO LUCRO. É essa doutrinação que causa nos consumidores esse sentimento de estar sempre sendo roubado, e também em boa parte dos empregados, que acabam sendo a peça principal na inviabilização dos empreendimentos. Basta ler o comentário do tal "filósofo" aí para comprovar o lixo que está dentro da cabeça dele e da maioria do povo.
  • Renan Merlin  10/07/2016 22:29
    Leandro suponhamos que o Brasil abra sua econômia sem reformar as leis trabalhistas e tributarias e portanto fará com que toda industria quebre em questão de mesês em compensação com produtos importados mais baratos e de qualidade fara com que aumente e muito comercios fazendo talvez um shopping center em cada bairro brasileiro, em termos econômico é benefico visto que consumo não gera riqueza e sim produção?

  • Leandro  11/07/2016 11:51
    Esse cenário é totalmente contraditório em si mesmo.

    Dado o próprio cenário que você criou, se houver um "grande aumento no comércio, com shoppings centers em cada bairro brasileiro", então, com tamanha demanda, não apenas nenhuma indústria brasileira quebrará, como ainda outras várias terão de ser criadas para dar conta de tanta demanda.

    Não existe recessão industrial quando a demanda está fortemente aquecida (por qualquer que seja o motivo desse aquecimento da demanda).

    No mais, artigos que abordam exatamente essa questão:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2321

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1441

  • Justiceiro  11/07/2016 14:08
    Como os outros países não aceitam a nossa moeda, os Reais apenas serão realocados. O dinheiro nacional apenas será realocado da indústria para o comércio.

    Ainda tem uma grande vantagem, que é a queda de preços. A economia não vai crescer com as pessoas pagando mais caro pelas coisas. Quanto mais coisas as pessoas conseguirem comprar, maior será o crescimento da economia.

    Essa falácia da destruição da indústria é uma piada. Enquanto a indústria gastava 80% da àgua na cidade de São Paulo no ano passado, milhares de pessoas ficaram sem àgua e o governo teve que gastar bilhões para melhorar o sistema de abastecimento.

    Enquanto a indústria gastava a maior parte da energia elétrica, o povo estava gastando mais de 500 reais por ano por pessoa com energia. Sem contar que foi necessário importar aço, porque a energia está muito cara.

    Além disso, quem vai pagar pela despoluição dos rios e do ar que a indústria causa ?

    Cuidado, a indústria pode ajudar em algumas coisas e prejudicar em outras. O mais importante é que as pessoas possam comprar produtos produzidos por empresas eficientes.






  • Marcos  11/07/2016 13:23
    Realmente, em meio a tanta dificuldade, são herois os que tentam empreender neste país.
    No entanto, não se deve esquecer que também estes, particularmente aqui no Brasil (não conheço a realidade de outros povos), abordam os clientes com muitas mentiras e falsas promessas, propagando um sem fim de vantagens que, na verdade, não existem.
    Por outro lado, nós, como povo eternamente infantilizado/imbecilizado, que resiste a ver (que dirá assumir) que precisamos ser mais responsáveis por nós mesmos, mantemo-nos como permanentes alienados desse tipo de postura dos comerciantes quando de nossas tratativas de negócio em lojas etc.
    Sim, sei que também para ambos os problemas, o livre mercado ajudaria muito a reverter este quadro, não para mudar, mas para refrear tal postura.

  • Eduardo  11/07/2016 13:43
    Onde acho esse artigo em Inglês?
  • Pesquisador  11/07/2016 18:38
    https://mises.org/library/show-love-merchant-class
  • Rafael Lustosa  11/07/2016 16:47
    Confesso que este texto até me emocionou. Sou sócio de uma pequena lanchonete. Bom, apesar de pequena, tem prosperado muito bem! Nos esforçamos muito para entregar ao consumidor os melhores produtos, o melhor atendimento por um preço bem razoável, em uma ambiente agradável.
    Vendo o nosso sucesso, um dono de loteria resolveu abrir uma outra lanchonete bem próximo a nossa. Fez uma coisa bem grosseira e está tentando copiar absolutamente tudo que eu demorei um grande tempo pra fazer. Inclusive, tentando subornar nossos funcionários para entregar vários segredos.
    Vida de comerciante é assim mesmo! Você luta para fazer o melhor possível. De vez em quando toma porrada de um cliente. O tempo todo toma porrada do governo. Muitos clientes, o governo e a concorrência pensam que você está ganhando rios de dinheiro e tentam copiar/boicotar tudo que você faz, sem saber que a margem de lucro é bem baixa. E, no entanto, atendemos todos os clientes com um sorriso no rosto e grande satisfação por fazer um trabalho bem feito.
    Li este texto e entendi como uma bela homenagem aos comerciantes e empreendedores que dedicam suas vidas a servir da melhor maneira possível seus consumidores. É difícil, mas a satisfação do sucesso e trabalho bem feito é grande.
  • Emerson Luis  11/07/2016 17:39

    Os brasileiros em geral veem tudo de uma ótica doutrinada; foram ensinados que têm direito a tudo, nenhuma obrigação e que as empresas são malvadas.

    * * *
  • Gilson Moura  11/07/2016 17:52
    "Você pode até se autointitular "chefe" ou "patrão", mas no íntimo sabe que isso não representa a realidade. Você é responsável pelos seus empregados, mas não é realmente o patrão. Os patrões são os consumidores, cuja volubilidade e inconstância podem tanto lhe enriquecer quanto destruir seu novo meio de vida — você está completamente à mercê deles."

    Esse parágrafo me lembra muito de Sam Walton: "Existe apenas um chefe, o cliente. E ele pode demitir todos na empresa, desde o presidente, simplesmente gastando o dinheiro em outro lugar."
  • THIAGO FELIPE  17/07/2016 23:59
    Parabéns pelo artigo ao IMB, olha realmente os micro e pequenos empresários são massacrados no mercado pela concorrência desleal e pessoas tolas que não valorizam empreendedorismo; e no Estado gente sangrando essa classe a todo momento e regulamentos que nunca conseguimos cumprir tudo. Os grandes empresários são curiosamente aliados e financiadores de campanhas desde cidades de interior até todos os presidentes de esquerda no Brasil (quase todos).
    Cliente mal criado não merece atenção deve mesmo um: "se não quiser tem outras lojas mais adiante".


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