segunda-feira, 6 mar 2017
Podcast 257 – Cultura e liberdade (Dionisius Amendola)
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Muitas vezes a liberdade é reduzida às dimensões política e econômica. 


Essa limitação pode se tornar um problema tanto no âmbito teórico, ao desconsiderar aspectos fundamentais para uma análise mais adequada, quanto na vida, pois a ausência de coerção externa (liberdade negativa) não é capaz, sozinha, de resolver a ausência de liberdade interior.

 

Um dos instrumentos essenciais nesse processo de descoberta e de desenvolvimento da liberdade interior é a cultura. Mas como, afinal, a cultura pode ajudar na formação de pessoas (e de uma sociedade) que valorizam e defendem a liberdade? 


Este é o tema principal deste Podcast do IMB com Dionisius Amendola do canal do Youtube Bunker do Dio. Conversamos também sobre a politização e os efeitos perversos da intervenção estatal na cultura, e sobre o Oscar 2017.

 

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A música da vinheta de abertura é a “Abertura Solene 1812”, do compositor russo Piotr Ilitch Tchaikovsky, executada pelo guitarrista Eric Calderone.

 

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  • Roberto Alves Lima  10/03/2017 12:42
    Acho que o Dionisius não leu o livro do Ben Shapiro.

    Em "Primetime Propaganda", o autor não diz que os programas de TV devam ser politicamente neutros, nem que eles sejam ruins por causa disso -- o autor, aliás, se diz fã de boa parte deles.

    O que o Shapiro argumenta, depois de entrevistar dezenas de executivos e roteiristas do mercado televisivo, é que há um esforço deliberado por parte dessas pessoas de lançar mensagens políticas nos seus programas, disfarçadas de entretenimento. Para tal, roteiristas conservadores são colocados numa lista negra. Pior: os entrevistados não só admitem que haja essa barreira, como a consideram positiva.

  • Júlio César  12/03/2017 21:24
    Maravilhosa entrevista. Benzadeus!

    Disse tudo o que eu gostaria de dizer, se minha opinião tivesse algum crédito. Artes transmitem valores, mensagens, etc., e podem (atenção para o destaque no 'podem') influenciar culturalmente uma sociedade. Mas hoje em dia, é um tanto descabido acreditar que uma elite intelectual tenha tanto poder para formar personalidades. Com a internet, todo mundo tem a liberdade de escolher o que quer ver e ouvir, pronto.

    E o pessoal criou um mal-estar desnecessário pelo fato de a premiação do Oscar este ano ter sido influenciada pela campanha "Oscars so white" no ano passado. Pelo que eu fiquei sabendo, não arrancou pedaço de ninguém, então as críticas poderiam ter tido bem menos rancor. Até parece que é alguma novidade alguém "não merecedor" levar o prêmio. E além do mais, mesmo que a produção artística de determinadas orientações políticas ganhem esses privilégios – sejam os prêmios ou o espaço em mídias, entre outras coisas –, isso não é garantia de sucesso ou permanência para seus artistas, produtores e criadores. Isso é o público que vai decidir.


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