clube   |   doar   |   idiomas
sexta-feira, 16 out 2015
Podcast 191 - José Hamilton dos Santos Batista

logo_baixa.jpgPODCAST 191 – JOSÉ HAMILTON DOS SANTOS BATISTA

 

Tem se tornado cada vez mais comum a participação de brasileiros na Mises University, evento realizado anualmente pelo Mises Institute. Em 2013 este Podcast já havia entrevistado o Gabriel Oliva, que contou a sua experiência por lá, e recentemente entrevistou a doutoranda em economia Mariana Piaia Abreu, que participou do evento deste ano.

 

Dessa vez, a entrevista é com o jovem estudante de economia (Universidade Federal de Roraima) José Hamilton dos Santos Batista, de 18 anos. Ele contou que descobriu a Mises University pelo site do Instituto Mises Brasil e de que forma chegou até lá, além de narrar a sua experiência, os temas das aulas e das discussões, os professores, os destaques do evento e a sua natureza academica, e o honroso terceiro lugar que conquistou no rigoroso exame oral (Mündliche Prüfung) realizado com os participantes.

 

***

 

A música da vinheta de abertura é o Cânone do compositor alemão Johann Pachelbel executada pelo guitarrista Lai Youttitham.

 

***

 

Todos os Podcasts podem ser baixados e ouvidos pelo site, pela iTunes Store e pelo YouTube.

 

E se você gostou deste e/ou dos podcasts anteriores, visite o nosso espaço na  iTunes Store, faça a avaliação e deixe um comentário.





  • Chacal  03/10/2009 00:26
    Acredito que seja interessante ressaltar que na Califórnia a canabis foi liberada para uso médico e, conforme foi concluido brevemente no artigo, o ecosistema criado beneficia fiscalmente o estado e cadeia de produção, distribuição e revenda é de tirar o chapeu. Por outro lado, o mercado paralelo cresceu proporcionalmente. Ou seja, legalizar não resolveu o problema do contrabando, piorou. Bom, mas isso é outra discussão e existem inúmeras outras implicações.
    As questões morais e éticas em torno de liberação são importantes e devem ser levadas em conta. Não acredito que se a Califórnia fosse um estado conservador isso seria aprovado.
  • Edson B de Carvalho  03/10/2009 02:59
    Vivo ja vai fazer 20 anos no Japao como imigrante e como todo mundo aqui no Japao tambem e reprimido seu uso, Exceto para pessoas ( Pasmem ) Que possui o ( Menkyo ). Digo licenca para plantar a dita cuja. Sem essa licenca passa a ser crime. E comum na TV passar reportagens e pessoas que plantam dentro de casa. Tambem pudera num Pais onde as organizacoes do crime organizado convivem pacificamente com a policia, a ponto de possuirem Sedes suntuosas e a vista de qualquer um. Para pertencer a Yakusa e necessario um tipo de menkyo que atesta que tal cidadao e Yakusa, devendo seu chefe obrigatoriamente cadastra-lo na policia central que possui dados de todos Yakusa. Entendeu? licenca para ser bandido.
    As sedes sao inexpugnaveis ate mesmo para a policia, que de posse de uma ordem para prisao levam 200 policiais para tentar prender um unico integrante dela.
    Brasileiros aqui sao grandes consumidores. Hoje o mercado esta desabastecido pois os dois unicos fornecedores estao fora do mercado.
    Mas e possivel aqui encontrar papel. chinelos e roupas feitas com a erva.
  • Marco Abatista  11/05/2010 19:56
    É isso mesmo !!! Ou, é por aí!!! Mas, enquanto se proíbe, tambem se reduz o número de usuários, aumentando assim a oferta e reduzindo o custo, que poderia ser bem maior. Pensando bem, tá bom proibindo, DESDE QUE NÃO FALTE. Falei.\r
    Marcanhamo
  • Rafael  29/01/2012 21:51
    Gostaria de tecer algumas críticas quanto a um dos argumentos utilizados como explicação para a proibição da maconha. Transcrevo o trecho:

    "Além de todos aqueles que se beneficiam financeiramente com a guerra às drogas, já explicitados aqui, é importante não ignorarmos outros grandões que se dão bem com a proibição à entrada de um grande concorrente no mercado. Quem são esses grandões? 1) A indústria tabagista e de bebidas alcoólicas: Duas drogas legais, cigarro e álcool são mais viciantes e fisicamente mais nocivos que a maconha. Se a maconha fosse legalizada, é bem provável que a venda dessas duas drogas sofresse uma queda."

    Baseado em que premissas se chega a esta conclusão? Se cigarro e álcool são mais viciantes e fisicamente mais nocivos que a maconha e mesmo assim existe quem consuma tais drogas, é porque tais aspectos não são relevantes para seus consumidores, que formam aliás um monumental nicho de mercado. Se atualmente já consomem tais drogas, mesmo mais nocivas, então não será a legalização da maconha que fará com que abandonem tais substâncias ou a consumam menos.

    Além disso, entre seus consumidores há aqueles que não consomem maconha tout court e portanto não vão deixar de fumar nem de beber devido à liberação de um produto que simplesmente não vão comprar.

    E se cigarro e álcool são "mais viciantes" é por demais óbvio que seus consumidores não os largarão pelo simples motivo de a maconha ser liberada, exatamente por que tais drogas têm muito mais poder de causar dependência. Na pior das hipóteses, além da maconha, fumarão cigarros de nicotina e beberão álcool, mas não deixarão de consumir estas últimas duas substâncias. Tal argumento faz tanto sentido quanto dizer que um viciado em cocaína vai largar tal droga se a maconha for liberada, porque esta última é "menos viciante e nociva".

    Portanto, quem alega que cigarro e álcool são "fisicamente mais nocivos" esquece que quem consome tais drogas não liga a mínima para sua nocividade, do contrário é claro que não as consumiria. Por acaso usuários de heroína na Holanda abandonaram seu consumo porque a maconha naquele país pode ser comprada em quantidades reguladas pelo Estado? A possibilidade de comprar licitamente maconha não afetou no mais mínimo que fosse o consumo de álcool nem de tabaco naquele país.

    Além do que, não se pode negar a existência de pessoas que fumam maconha e cigarros de nicotina, assim como ingerem bebidas alcoólicas. O fato de a maconha não ser legalizada não impede o uso concomitante de todas estas drogas e obviamente não será sua legalização que fará com que aqueles que atualmente consomem todas estas substâncias passem a consumir "menos" álcool e cigarro, já que já são consumidoras habituais de todas elas.

    A propósito, as atuais companhias fabricantes de cigarro de nicotina passariam evidentemente a fabricar cigarros de maconha, aumentando imensamente seus lucros. Logo, a legalização da maconha nem em sonhos seria contra os interesses da indústria tabagista.

    A maconha jamais seria uma "concorrente do mercado", já que seria industrializada exatamente por aqueles que já são os donos deste mesmo mercado onde aquela será vendida. A indústria tabagista não vai perder nada, só vai ganhar a autorização estatal para fabricar mais uma droga, que no momento atual já conta com milhões de consumidores (ou seja, nem vão ter que gastar muito em propaganda para conquistar consumidores, pois estes já existem às pencas). É começar a fabricar para no dia seguinte ter lucros astronômicos.

    Portanto, o argumento de que a liberação da maconha de alguma forma seria ruim para a indústria de álcool e tabaco não tem relação com premissa alguma.
  • SEPÉ  03/12/2012 13:10
    DIMINUI SIM, VOCÊ TERIA LIBERDADE DE ESCOLHA, PODERIA IR A UM "BAR" E CONSUMIR MACONHA EM VEZ DE ALCOOL...PELO MENOS EM TESE SÃO BENS ATÉ CERTO PONTO CONCORRENTES, SE ALGUÉM QUE VAI A UMA FESTA NAO PODE FUMAR SEU BASEADO EM PAZ, O QUE ELe FAZ? BEBE, COMO TODO MUNDO FAZ, ORA...VOCE SE ESQUECEU DE QUE VOCE NUNCA USOU, ENTAO NAO SABE ABSOLUTAMENTE NADA SOBRE ISSO...EU FICO PERPLEXO COM AS PESSOAS QUE ANALISAM O CONSUMO, POIS, NA MAIORIA DOS CASOS, ELAS NUNCA CONSUMIRAM E SEMPRE SE BASEIAM EM ESTUDOS PARCIAIS DE QUEM ESTÁ DO OUTRO LADO DA REALIDADE...
  • Sérgio  17/06/2013 16:22
    "1) A indústria tabagista e de bebidas alcoólicas: Duas drogas legais, cigarro e álcool são mais viciantes e fisicamente mais nocivos que a maconha. Se a maconha fosse legalizada, é bem provável que a venda dessas duas drogas sofresse uma queda."

    Cigarro e álcool não deixam uma pessoa lesada e imbecil parecendo um zumbi sem cérebro.
    Maconha transforma o cara num retardado.

    Contra-senso é o que a mídia e os esquerdopatas fazem tentando convencer a todos que maconha é menos nociva que o cigarro e o álcool. Isso é estratégia gramscista pura e simples. Tem pesquisas novas desmistificando isso.
  • Opinador  17/06/2013 18:11
    "Cigarro e álcool não deixam uma pessoa lesada e imbecil parecendo um zumbi sem cérebro."

    Ah sim... as pessoas bêbadas ficam super racionais, tranquilas, ponderadas... não fazem nenhuma besteira nem arranjam confusão com ninguém...
  • Charles Hertz  17/06/2014 21:03
    a maconha faz a pessoa parecer um retardado? só se a pessoa fumar uns 50 baseados por semana... e se falarmos em excesso, qualquer substância faz mal, até água...

    porquê não comparamos os efeitos do alcool e da maconha? qual é mais nocivo para a saúde? a maconha se pode vaporizar (eu faço isso) e os danos são praticamente inexistentes já que não se absorve substância nenhuma cancerígena com a vaporização (o mesmo não pode ser feito com cigarro porque aumenta em 6x a absorção de nicotina)...

    se compararmos uma pessoa que vaporiza umas 3 vezes ao dia (que já considero bastante) com uma pessoa que bebe 5 latinhas de cerveja todo dia, os efeitos são bem piores com o consumo de alcool...

    além disso, cannabis é remédio, é tecido, pode virar papel. e o alcool?

    acho melhor o senhor parar de se alienar em neo-cons como olavo de carvalho, rodrigo constantino e cia... os verdadeiros conservadores não são a favor de proibição das drogas...
  • anônimo  18/06/2014 10:01
    Ser contra a guerra as drogas é muito diferente de fazer apologia às drogas, seu idiota.
  • anônimo  01/07/2015 10:47
    'a maconha faz a pessoa parecer um retardado? só se a pessoa fumar uns 50 baseados por semana... '

    O que faz a pessoa parecer um retardado é um argumento desses.
    NÃO IMPORTA o que a maconha faz, o corpo é seu e se vc quiser fumar merda de cachorro por mim vc é livre pra isso.Só não venha querer que eu pague a conta do hospital, ou o seu seguro desemprego quando teu cérebro intoxicado não conseguir mais somar 2+2
  • anônimo  01/07/2015 12:05
    Carl Sagan que o diga
  • anônimo  02/07/2015 09:38
    https://www.youtube.com/watch?v=BYdxFKTYJIQ
  • joso  29/03/2016 19:59
    Esqueceu de dizer que álcool e cigarro não matam.
  • Lucas  15/01/2014 15:58
    "Cigarro e álcool não deixam uma pessoa lesada e imbecil parecendo um zumbi sem cérebro."

    Que isso amigo, quer coisa mais eficiente pra deixar alguem lesado e imbecil do que a bebida???

    Vc precisa de informar melhor hei...
  • Gerhard Erich Boehme  29/06/2015 21:29
    Devemos legalizar a maconha?

    Duas coisas são certas a respeito da legalização da maconha (Cannabis Sativa) no Uruguai, uma é que o país vizinho estará livre não apenas dos traficantes, mas da craconha que hoje infesta o Brasil, a qual é produzida pelos carperos em parceria com o EPP - Exército do Povo Paraguaio, uma espécie de braço armado similar as FARCs financiado e abastecido por narcotraficantes bolivianos. A craconha é também conhecida como de zirrê (também chamado de desireé), mesclado ou criptonita.

    A segunda é que ela faz mal a saúde, produz sequelas graves.


    O uso de Cannabis Sativa tem sido associado ao aumento da possibilidade do usuário desenvolver problemas de saúde mental, como a esquizofrenia, pois ao fumar maconha, fazem inalações mais profundas e mantêm a fumaça por mais tempo do que quando fumam cigarros normais. Isso significa que alguém fumando um cigarro de maconha traga quatro vezes mais alcatrão do que com um cigarro de tabaco, e cinco vezes mais monóxido de carbono. O monóxido produz um grave efeito, não é deslocado pelo oxigênio como o dióxido de carbono nos pulmões. o.que reduz significativamente a possibilidade de oxigenação das células, em especial as mais sensíveis, as celebrais.
    O debate sobre sua legalização, ou não, entendo que deva ser deixado a especialistas. A pessoas como o Professor Dr. Abraham Bohadana, especialista em pneumologia, hoje em Irsrael: jestonline.com/author.php, mas que deveria no Brasil também ser ouvido, em especial por políticos e profissionais da imprensa, formadores de opinião e pelas polícias, posto que são também formadoras de opinião.
    Pouco mencionado, a Cannabis Sativa pode ser uma importante, senão a principal fonte de energia no futuro juntamente com o gás de biodigestores.
    Não vou fazer apologia aos vícios, mas os efeitos do álcool são equivalentes e nem por isso temos que envolver todo o aparato governamental para coibir seu uso. Cabe às pessoas serem responsáveis. Não é papel do Estado coibir a liberdade das pessoas, atuar preventivamente, sim: educando, realizando campanhas, etc. Temos que acabar com a mentalidade paternalista, invocando o Estado. As pessoas devem ser responsáveis.
    Questões como a da maconha, jogo do bicho, etc. somente criam corrupção no meio policial e, volto a repetir, onera o pobre contribuinte que paga impostos, para fazer frente a este trabalho adicional da justiça, que não consegue ou é incompetente em julgar questões ligadas à vida e a propriedade.
    Chega de leis que não são cumpridas e chega de criminalizar o cidadão. A sociedade tem outros mecanismos mais eficazes que aqueles que envolvem e sobrecarregam o Estado.
    Só em termos energéticos a Cannabis Sativa fornece um potencial muito maior que a cana de açúcar e os óleos vegetais das leguminosas. Sem contar o menor impacto ambiental que o Pinus Elliottis e Eucalyptus na produção de celulose para papel.
    Temos que mudar o nosso entendimento sobre o assunto, é o que eu chamo de miopia do efeito, que não permite identificar a causa e faz com que se observe apenas as ameaças e não as oportunidades.
    Gabeira, neste ponto não estava sendo visionário, mas sim tendo uma visão de futuro, promissor...

    "Somos pobres porque acreditamos na distribuição e não na produção de renda". (Gerhard Erich Boehme)

    O que você quer?

    Mais leis para serem desrespeitadas? Já não chega que vivemos em um país onde achamos normal leis que pegam ou que não pegam. Ou pior, leis que devem ser cumpridas somente pelo cidadão comum, que age dentro da lei, que paga impostos e carrega uma montanha de parasitas que se refugiam nos palácios em Brasília e nas capitais? Leis que se aplicam aos pobres e não aos políticos influentes, grupos mobilizados ou grupos que detêm o poder econômico?
    A Cannabis Sativa é uma planta estratégica para o mundo moderno. Ela será capaz de entrelaçar duas lutas vitais - o desenvolvimento sustentável e as liberdades individuais.
    CANNABIS SATIVA é o nome da planta. Estratégica, porém proibida.
    Não é de hoje que a Cannabis Sativa é usada pelo homem. Em 2.800 antes de Cristo ela já era usada pelos chinesas para extração de fibra.
    As caravelas usadas na descoberta da América tinham suas velas feitas a partir da Cannabis (mais tarde, Napoleão tentaria liquidar a marinha britânica barrando a chegada da cannabis russa). Estima-se que, no final do século 19, até 90% do papel usado no mundo provinha da cannabis, da qual foi feita a primeira Constituição dos Estados Unidos. Os primeiros jeans também foram feitos da fibra da planta. De uma maneira ou de outra, a Cannabis atravessa toda a história da Humanidade.
    Seria, então, uma planta milagrosa? Quase. Da Cannabis pode-se extrair 25 mil produtos de uso essencial para sociedade moderna.
    Roupas - incluindo as jeans originais - , calçados, produtos de beleza, óleo de cozinha, chocolate, sabão em pó, papel, tinta, isolantes, combustível, material de construção, carrocerias de carro e muitos outros produtos fazem da cannabis uma matéria-prima valiosa para a indústria mundial.
    A Cannabis sempre foi usada como instrumento religioso. Suas sementes eram queimadas pelos sacerdotes para produzir os transes místicos. Seu uso com fins recreativos começou entre os gregos, nos grandes banquetes.
    O uso industrial da Cannabis sativa foi em grande parte sufocado por uma campanha agressiva de um concorrente direto, a indústria do petróleo. Em 1940, Henry Ford chegou a produzir um carro com a fibra da Cannabis e movido pelo óleo da semente da planta. Nos anos seguintes os conservadores norte-americanos procuraram estigmatizar a planta, atacando o seu uso como droga e apelidando-a de Marijuana - um apelo ao racismo contra os mexicanos. A campanha resultou na proibição da Cannabis Sativa nos EUA.
    Também no Brasil, as dificuldades para o uso industrial da Cannabis provêm de uma campanha de viés racista contra a maconha. Os negros africanos que chegavam como escravos traziam as sementes em suas tangas e se reunião à noite para fumar e cantar. Cientistas procuraram depreciar aquele hábito, tentando, sem sucesso, evitar sua difusão entre os brancos.
    A Cannabis tem um grande poder medicinal. Na China era usada como anestésico. Hoje, é considerada um grande remédio contra o enjoo provocado pela quimioterapia contra o câncer.
    É aceita também no tratamento de glaucoma e pode ser usada contra a asma e o stress. Muitos pacientes com AIDS a utilizam para abrir o apetite e ganhar peso, reunindo forças para resistir.
    Resta saber se de fato a proibição do uso da Cannabis Sativa tem sido o pretexto para uma das formas mais hipócritas de violência contra o cidadão. Pessoas de bem são abordadas como criminosas e arrancadas de sua tranquilidade, nos já famosos teatros de agressão e extorsão da polícia.
    Hoje, a Cannabis é plantada na Hungria, França, Canadá, Inglaterra, Portugal, China e Espanha. Com pesquisas genéticas, o Brasil poderia produzir em três anos a semente da Cannabis sem o THC (o princípio psicoativo) para uso industrial.
    A Cannabis é uma matéria-prima estratégica para a sociedade sustentável. Ao contrário do petróleo, é um recurso renovável e limpo. Seu cultivo não necessita de agrotóxicos e tem alta performance produtiva, pois cresce em no máximo 110 dias (podendo ser associado a outras culturas). A Cannabis favorece o princípio ecológico do desenvolvimento de regiões auto-sustentáveis, com plantações e fábricas lado a lado.
    A luta pela plantação da Cannabis Sativa com uso industrial, já adotada por grifes internacionais como Adidas, Guess e Calvin Klein, é uma janela de otimismo para o futuro sustentável do planeta após o fim do petróleo e seus derivados.
    A luta pela legalização da Cannabis fumada por milhões de pessoas se insere no avanço das liberdades individuais, uma marca deste fim de século.
    Ele encerra a defesa em favor da legalização com as palavras: "As duas lutas já começaram no Brasil. Sinto-me orgulhoso por participar das duas e sentir que, no Brasil, já há as condições sócio-políticas para lançar a campanha que pode unir milhares de pessoas, iniciativas e criatividade política".
    Concordo com o Gabeira, pois todo o sistema de segurança preventivo, as polícias judiciárias e o próprio judiciário devem ser desafogados de tanta besteira que só oneram o pobre contribuinte brasileiro, que criminaliza pessoas de bem e o pior que não os deixam trabalhar naquilo que é vital para o país: a proteção à vida, à propriedade e à liberdade do cidadão.
    Devemos atuar nas causas dos problemas e não nos seus efeitos. Uma vez eliminada a causa, o problema deixa de existir.
    Antes que alguém tire qualquer conclusão: nunca fumei maconha, não simpatizo com essa prática, muito menos com a do fumo. Nasci em Campos do Jordão e passei minha infância convivendo com pessoas que se destruíram devido ao cigarro, agravando problemas de saúde. Na minha cidade existiam mais de 13 sanatórios para recuperação de doentes com problemas nos pulmões, a maioria devido ao cigarro. Acompanhei muitos colegas e amigos na escola, no CEENE de Campos do Jordão, que perderam o pai ou mesmo a mãe muito cedo. A escola foi triste e boa.
    Vale a reflexão: devemos cobrar responsabilidade e não restringir a liberdade. O papel do Estado não é esse: ser paternalista. Afinal, quando o brasileiro vai crescer? E ser responsável pelos seus atos?
    Mas é fundamental conhecermos a visão de especialistas, tanto na área criminal, quanto na área da saúde, mas o mais urgente é exigirmos uma ação eficaz por parte do atual governo quanto a craconha e sua leniência e apoio, via Foro San Pablo, com o tráfico de drogas na América Latina. E craconha não é maconha, embora aquela se faz passar por esta.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.