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sexta-feira, 25 set 2015
Podcast 188 - Leandro Roque

logo_baixa.jpgPODCAST 188 – LEANDRO ROQUE

Se a brincadeira recente era apostar quando a rejeição do atual governo alcançaria o preço do dólar, o derretimento do real em virtude dos equívocos da política econômica fez com que a aposta fosse invertida, ou seja, quando o preço do dólar alcançaria o índice de rejeição.

A situação atualmente é tão grave – e tudo indica que vai piorar – que os alertas feitos pelo editor do site do Instituto Mises Brasil, Leandro Roque, no podcast que gravamos em janeiro pareciam na época até pessimistas. Infelizmente, não eram. Longe disso. O governo de Dilma Rousseff provou mais uma vez que sua incompetência é ilimitada e que não há nada tão ruim que a presidente e a sua equipe não possam piorar.

Neste podcast extremamente abrangente, Leandro explica detalhada e didaticamente as origens da crise econômica, que começou a ser criada ainda no governo Lula, as reais causas da aparente bonança econômica brasileira do período 2004-2011, as consequências da “Nova Matriz Econômica”, o que provavelmente ainda irá aparecer para piorar o cenário econômico, e o que deveria ser feito.

Uma conversa imperdível e necessária. 

***

A música da vinheta de abertura é o Cânone do compositor alemão Johann Pachelbel executada pelo guitarrista Lai Youttitham.

***

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  • Talita  25/09/2015 17:57
    Quando o Leandro diz que o governo tirou os melhores cérebros do mercado e colocou na máquina estatal ele está sugerindo que eu mude de emprego?
  • Leandro  25/09/2015 18:09
    Bom, se você se encaixa nessa descrição cerebral, então seu dúvidas o país precisa desesperadamente dos seus serviços e da sua inteligência no setor produtivo. Faça-nos esse obséquio.
  • anônimo  25/09/2015 18:17
    Prezado Leandro

    Concordo contigo quando você diz que o aumento de juros deve ser realizado de forma brusca. Todavia, se o lado fiscal não for saneado (ou, pelo menos, haver um compromisso crível de ajuste), as expectativas dos agentes econômicos a respeito dos preços pode ser piorada.
    O trabalho de Sargent e Wallace (1981): Some Unpleasant Monetarist Arithmetic. Além disso, expectativas deterioradas sobre a geração futura de superávit primário tendem a elevar os preços (ver Cochrane (2005) - Money as Stock). Sei que você sabe disso, mas alguns ouvintes podem não compreender a conexão temporal entre os lados fiscal e monetário.
    É bom lembrar que a contabilidade criativa, as maquiagens contábeis, o aumento de restos a pagar processados e não cancelados - 37 vezes de 2003 a 2014 (88bi) - (despesas jogadas para debaixo do tapete), a expansão creditícia subsidiada pelo tesouro e promovida pelo BNDES (estima-se que foi criado 200 bi de moeda) e o número de direitos que geram despesa, implementados a partir de 2008, entram como fatores importantes para a perda de credibilidade na política fiscal.

  • Leandro  25/09/2015 18:54
    Anônimo, é claro que o lado fiscal ajuda, e muito (tanto é que não apenas eu o abordei ao final da entrevista, como também dei destaque a ele no ajuste ocorrido em 2003).

    Mas ele, por si só, não é capaz de amarrar toda a política monetária. Prova disso foi o ajuste ocorrido nos EUA no período 1980-82: o orçamento do governo foi extremamente deficitário no período, mas o impacto dos juros foi o suficiente para derrubar a taxa de inflação dos EUA de 15% para 3% em dois anos.

    Ou seja, política fiscal ajuda, e muito, mas ela, por si só, não é um impeditivo para a política monetária. Ela pode ajudar ou atrapalhar, mas não impossibilita.

    (Essa monografia do Sargent e Wallace é de 1981, escrita durante o ajuste, e portanto antes do resultado final).

    P.S.: o único arranjo em que a política fiscal de fato destrói tudo, anulando completamente o Banco Central, é quando o próprio Banco Central é livre para financiar diretamente o Tesouro, criando dinheiro para comprar diretamente os títulos emitidos pelo Tesouro (como ocorria no Brasil até o fim da década de 1990). Nesse arranjo, aí sim, a política fiscal destrói tudo.

    P.S.2: pedaladas e BNDES também foram abordados na entrevista.
  • Eva Fidelis  25/09/2015 19:21
    Esclarecimentos muito importantes.Parabéns
    Gostaria de exemplos de países que permitem moedas circulando paralelamente.
    Obrigada!
  • Auxiliar  25/09/2015 19:43
  • Antonio  25/09/2015 19:45
    Boa tarde!

    Naão consigo baixar esse podcast e nem o achei no youtube. Poderia me dizer onde posso baixar?
  • Marcos  25/09/2015 21:09
    Pra mim funciona normalmente. É só clicar no play.
  • Sergio  25/09/2015 22:02
    Embaixo do player tem a opção de download, aqui eu cliquei e abriu outro player, aí nesse player cliquei com o botão direito e tem a opção de baixar audio, aí sim começou o download... uso ff40 e win10.
    Ou clica aqui e coloca 'salvar como': www.mises.org.br/files/audio/400.mp3
  • Jose Roberto Baschiera Junior  25/09/2015 22:49
    Leandro,

    Faz muito sentido essa analise a respeito das causas do crescimento continuo do crédito nos anos de governo Lula, do efeito forte que o câmbio teve.

    Lendo seus artigos e ouvindo ao podcast, não pude deixar de pensar:
    O "milagre econômico" dos anos 70 podem ser explicados com uma visão parecida? Primeiro tivemos o governo do Castelo Branco que foi o mais ortodoxo entre os militares, depois ao final dos anos 60 e durante os anos 70 tivemos essa forte desvalorização do dólar. Então tivemos o ajuste e fortalecimento do dólar no inicio dos anos 80 e com isso a ruína da economia brasileira e começo da Hiperinflação. A história parece que está se repetindo(dadas as devidas proporções).

    Governo Castelo Branco = Governo Lula 1
    Milagre Econômico anos 70 = Crescimento 2003 a 2011
    Guerras Oriente Médio = Guerra do Vietnã
    Enfraquecimento do Dólar fim dos anos 60 e 70 = Enfraquecimento do dólar de 2001 a 2011
    Boom do petróleo anos 70 = Boom de commodities 2003 a 2011
    Fim da Guerra do Vietnã 1975 = Retirada do Iraque 2011
    Fortalecimento do Dólar 80~82 = Fortalecimento do Dólar 2012~atual
    Crise Brasileira anos 80 - Atual Crise Financeira do Brasil
  • Leandro  26/09/2015 03:55
    É uma comparação extremamente pertinente, caro José. E bastante preocupante.

  • Jose Roberto Baschiera Junior  26/09/2015 06:55
    Lendo sobre o milagre(1968 a 1973), vi que o que aconteceu foi realmente bem semelhante ao período 2003-2011. Expansão de crédito por um longo período e inflação contida(para os padrões brasileiros da época). Preços das commodities em forte expansão favorecendo produtos brasileiros.
    De fato a semelhança entre esses dois períodos é espantosa.

    Claro que hoje temos o Real e o cenário bancário e financeiro do país é outro. Mas levando isso em consideração, e lembrando que a época do milagre e pós-milagre foram de forte endividamento público, precisamos torcer para que o governo tenha aprendido a lição. Não podemos viver outra década perdida, dar calote em dívidas e destruir a moeda, que seriam os 3 próximos passos para repetir toda a história.

    Muito obrigado por me deixar preocupado, Leandro. Abraço
  • Joabe  26/09/2015 03:44
    Leandro, na mídia, incluindo o Estadão recentemente, estão diminuindo o problema da alta do dólar fazendo um cálculo considerando a inflação, "cambio real". Dizem que para que o câmbio alcance o mesmo valor de 2002 o mesmo deverá ser de cerca de R$ 7,00 o dólar. Essa informação procede?
  • Leandro  26/09/2015 04:01
    Esse raciocínio é economicamente ignaro.

    Em primeiro lugar, com câmbio flutuante, não tem disso de "corrigir pelo IGP-M" ou "corrigir pelo IPCA"; a correção já ocorre automaticamente. A taxa de câmbio de longo prazo é a razão entre os preços internos de cada país. Ela já considera tanto a inflação de preços no Brasil quanto a inflação de preços nos EUA. Não é necessário "corrigir pelo IPCA".

    Em segundo lugar, quem fala isso ignora completamente toda a inflação de preços ocorrida nos EUA. Partem do princípio de que ela foi zero. Só que ela não foi pequena: de 2006 a 2008, por exemplo, o IGP-M americano (PPI) chegou a ser maior que o brasileiro em alguns momentos. Os próprios preços dos imóveis nos EUA cresceram absurdamente neste período, bem como o preço do ouro (de US$ 300 para U$ 1.900, aumento de 533%), denotando uma forte inflação ocorrida naquele país (e não captada pela branda metodologia do índice oficial americano, que ignora os preços de alimentos e energia). Isso é ignorado por esses gênios.

    Em terceiro lugar, o próprio raciocínio dessa gente entrega a alta inflação de preços ocorrida neste período no Brasil. Se era para o câmbio estar a R$ 7 em vez de em R$ 4, então isso significa que a inflação de preços no Brasil durante este período foi brutal (o que faz com que seja incompreensível que os governistas tenham compartilhado esta idéia).

    Em suma, nada a se aproveitar.


    P.S.: em 2002, o câmbio ficou acima de R$ 3,80 somente durante alguns dias de outubro, entre o primeiro e o segundo turno das eleições. Passadas as eleições, o câmbio voltou a cair e terminou o ano em R$ 3,53. E já em 2003, quando tudo se acalmou, o dólar chegou a bater em R$ 2,80.

    Ou seja, o pessoal fala daqueles valores de 2002 como se eles tivessem sido a regra e tivessem perdurado por muito tempo, quando na verdade eles foram totalmente efêmeros, estando ali apenas durante um período eleitoral extremamente imprevisível. Em abril de 2002, por exemplo, o dólar estava a R$ 2,25, e com tendência de queda.
  • Roberto  28/09/2015 03:53
    Leandro Roque, Joaquim Levy... ate hoje ganha do Bradesco, na verdade ele esta a serviço dos banqueiros que estão rindo a toa com tanto lucro.
  • Edson Jr  28/09/2015 13:12
    Leandro, peço perdão por minha ignorância, mas vi um comentário no Facebook dizendo o seguinte:

    FHC - DÓLAR a 4 reais - Salário Mínimo 200 reais.
    DILMA - DÓLAR a 4 reais - Salário Mínimo 800 reais.

    A conclusão foi a de que, apesar do real estar tão desvalorizado, estamos numa situação mais confortável que antes.

    Qual o erro básico desse raciocínio?
  • Leandro  28/09/2015 13:30
    Vários.

    Em primeiro lugar, e o menos importante, o dólar nunca chegou a R$ 4 no segundo mandato de FHC. O câmbio ficou acima de R$ 3,80 somente durante alguns dias de outubro, entre o primeiro e o segundo turno das eleições. Passadas as eleições, o câmbio voltou a cair e terminou o ano de 2002 em R$ 3,53.

    Ou seja, o pessoal fala de dólar a R$ 4 em 2002 como se tal valor tivesse sido a regra e tivesse perdurado por muito tempo, quando na verdade tal valor nunca ocorreu (houve um único dia, entre o primeiro e o segundo turno das eleições, em que o dólar fechou a R$ 3,99, mas foi só um dia). Igualmente, o dólar alto em 2002 foi algo efêmero, que durou apenas durante um período eleitoral extremamente imprevisível. Em abril de 2002, por exemplo, o dólar estava a R$ 2,25, e com tendência de queda.

    Sobre o real valor do salário mínimo em cada época, isso foi abordado detalhadamente, e com gráficos, neste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2055


    P.S.: uma dica: pare de perder tempo com discussões ideológicas e político-partidárias. Pare de querer comparar resultados econômicos de acordo com o partido que está no comando. Esse é o caminho certo para a ignorância econômica. Apenas se concentre em buscar as verdades econômicas, independentemente de a quem isso servirá.
  • Vinicius  28/09/2015 14:35
    O erro básico é que o trabalhador médio, com ensino médio completo, alguma qualificação profissionalizante e 10 anos de experiência profissional não recebe salário mínimo, ele recebe o rendimento médio ou salário médio, e este de 2002 a 2012 não cresceu nem 15%, até a BLOSTA admite isso:

    jornalggn.com.br/fora-pauta/rendimento-medio-real-do-trabalho-entre-os-anos-de-2002-2012

    Salário mínimo é apenas mais um glorioso indicador econômico paulatinamente manipulado para parecer que o Brasil não é um país parecido com o Paraguai, que por acaso tem salário mínimo maior em dólares que o brasileiro.
  • anônimo  30/09/2015 14:23
    Poxa!

    Eu não tinha percebido que tinha saído mais um podcast, muito menos que era com o Leandro.

    Bom, gostei da sua entrevista, Leandro. Explicou claramente (não é só nos artigos que você consegue, rs) o(s) problema(s) da economia brasileira. Muito bom!

    Uma entrevista dessa deveria ocorrer não só no site, mas em uma emissora de TV com alcance de dezenas de milhões de pessoas. Seria um favor de "utilidade pública".
  • Leandro  30/09/2015 16:25
    Anônimo, creia-me: quanto mais "popular" for o meio de comunicação, pior será a qualidade da entrevista.

    Por isso, confinamo-nos neste espaço. Aqui só vem quem realmente está interessado em alto nível.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Lopes  30/09/2015 15:14
    Excelente e pesarosa aula, Leandro. O que era pessimismo agora é um prognóstico até otimista do que pode ocorrer com a economia. A clareza do podcast somente deixou uma grande dúvida - peço perdão e estou ciente de que não é fã de futebol -, mas devo torcer pelo River Plate ou pelo Boca agora que partimos em queda livre à Argentina?

    Não é da sua substância errar previsões.
  • Leandro  30/09/2015 16:30
    Posso dizer apenas que o Estudiantes foi um time argentino que me trouxe alguma satisfação, em meados de 2009 (piada interna entre mineiros).

    Obrigado pelas palavras "filosóficas" (outra piada interna, agora entre usuários frequentes do site) e grande abraço!
  • Edson   30/09/2015 20:27
    Leandro, tenho três dúvidas:

    1)Se o dólar continuasse em contínua desvalorização por mais 10 anos. Poderíamos ter mais 10 anos de crescimento econômico?

    2)Supondo que nenhuma empresa nacional possuísse dívidas em dólares... mesmo assim estaríamos em crise?

    3)Em 2003,a população não era endividada.Isso foi um fator que facilitou o ajuste fiscal no início do mandato do ex-presidente Lula?
  • Leandro  30/09/2015 21:09
    "1) Se o dólar continuasse em contínua desvalorização por mais 10 anos. Poderíamos ter mais 10 anos de crescimento econômico?"

    Prever horizontes temporais é complicado. Mas posso dizer o seguinte:

    a) Se o dólar continuasse se desvalorizando -- algo bastante improvável, pois em meados de 2011 ele já havia alcançado uma desvalorização intolerável para os padrões americanos -- a expansão do crédito no Brasil poderia durar por mais tempo sem pressionar em demasia os preços;

    porém....

    b) há o problema do endividamento. Chega-se a um ponto em que as pessoas simplesmente não mais têm capacidade de se endividar para consumir; e chega-se também a um ponto em que os bancos se tornam mais prudentes com a possibilidade de calotes e passam a restringir o crédito.

    c) nesse momento, apenas o crédito estatal continuaria subindo, o que serviria para tornar a economia ainda mais direcionada pelo governo, o que seria péssimo.

    "2) Supondo que nenhuma empresa nacional possuísse dívidas em dólares... mesmo assim estaríamos em crise?"

    Certamente.

    O efeito da subida do dólar sobre a economia como um todo está majoritariamente nos preços e não na dívida de algumas poucas grandes empresas. O número de empresas com dívida em dólar não é substantivo. É claro que o fato de elas estarem endividadas em dólar piora ainda mais a situação, mas, por si só, isso não é o determinante para a atual recessão.

    "3) Em 2003,a população não era endividada.Isso foi um fator que facilitou o ajuste fiscal no início do mandato do ex-presidente Lula?"

    Enormemente. E mais ainda: o fato de a dívida ser baixa foi justamente o que permitiu a grande expansão do crédito subsequente. Falei sobre isso nesta palestra.
  • Rhyan  01/10/2015 03:31
    Leandro Roque é uma metralhadora de argumentos econômicos!
  • Leandro  01/10/2015 13:23
    Nada.... É tudo questão de lógica e bom senso.

    Obrigado pela consideração!
  • Corsario90  11/10/2015 18:24
    Caro Leandro,
    Sugestão; Pq não cria uma página no facebook com o tema CURRENCY BOARD para divulgar mais essa ideia maravilhosa?? Assim teríamos um alcance e compartilharíamos!!! Muita gente tem medo do CB por causa da Argentina, mas ae a galera ajuda a explicar, compartilhando as suas ideias!!
    Mais uma vez, obrigado!! Sem o IMB ainda teria uma mente à esquerda, mesmo achando que nao, tamanho era a minha ignorância!! TMJ
  • Anônimo  11/10/2015 21:37
    Brasileiro é preguiçoso, supersticioso e burro. Especialmente os adolescentes do FB. Eles nem sabem o que é currency board e se sabem, são contra. Eu sinceramente penso ser perda de tempo do Leandro, que tem sempre muito para fazer. Criar comû no FB não dá em nada.
  • CORSARIO90  13/10/2015 23:12
    Realmente em parte vc tem razão, por outro lado não sou adolescente e conheci o IMB e o Mises Institute, Bastiat Institute, CATO, pelo FB. De qq forma, querendo ou não querendo, esses adolescentes serão adultos no futuro e meus filhos serão adolescentes na mesma época. De qq forma, foi apenas um sugestão de um Fã do IMB e das idéias aqui defendidas que faço questão de propagar, inclusive pelo FB.
    Sou fã das idéias do Leandro e acredito no CB pela facilidade dos argumentos e pelos exemplos de sucesso.
    Nossa geração de peão e bolinha de gude já era. Perdeu o bonde da história. Agora é lutar pelos nossos filhos terem uma oportunidade melhor.
    ABS
  • Dissidente Brasileiro  14/10/2015 03:31
    Brasileiro é preguiçoso, supersticioso e burro.

    Bom saber que não sou o único crítico ferrenho antibrasileiro por aqui. :-)
  • anônimo  14/10/2015 10:21
    Discordo, é preguiçoso, burro, desonesto e vitimista.
  • Nilo Cunha  12/10/2015 20:40
    Leandro, seria correto afirmar que a economia americana passa por um momento parecido com que passou o Brasil na década passada? Digo isso devido a apreciação recente do dólar, juntamente com a expansão artificial do crédito gerada pelo FED pós 2008, que tem feito as ações americanas baterem recorde atrás de recorde e a economia atingir bons dados de crescimento e emprego nos últimos trimestres. Além disso, não há pressão inflacionária - assim como no Brasil - que pode ser decorrente de dois fatores, a revolução energética e a já mencionada valorização do dólar frente as demais moedas. Minha análise tem fundamento? E até quando vai esse durar essa fase de bonança americana?

    PS: Parabéns pelo excelente trabalho que tem realizado junto ao IMB.
  • Leandro  14/10/2015 11:53
    Não creio.

    Em primeiro lugar, a expansão do crédito está ocorrendo a taxas historicamente baixas:

    research.stlouisfed.org/fred2/graph/fredgraph.png?g=28vb (taxa de crescimento do crédito)

    Em segundo lugar, o governo Obama tem sido surpreendentemente contido. A expansão dos gastos tem sido uma das menores da história (por isso a economia vem se recuperando e os empregos estão sendo criados, como sempre explicou este site). E, além do governo federal, os próprios governos estaduais e municipais também estão contidos, o que está fazendo com que o crescimento dos gastos das três esferas de governo seja um dos menores da história:

    research.stlouisfed.org/fred2/graph/fredgraph.png?g=1NYl (gráfico da evolução dos gastos do governo federal e das três esferas do governo)

    research.stlouisfed.org/fred2/graph/fredgraph.png?g=28vg (taxa de crescimento dos gastos do governo federal)

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Corsario90  16/12/2015 23:10
    Preparado para um novo podcast em janeiro?? Rsrs . Como disse o Bruno, infelizmente este já caducou! Bingo pra vc!!
  • Fã do Site  25/02/2016 18:56
    Esse Podcast com Leandro Roque vale muito a pena.


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