sexta-feira, 28 ago 2015
Podcast 184 - Renata Ramos

logo_baixa.jpgPODCAST 184 – RENATA RAMOS

 

Símbolo de status e prestígio no passado, o ato de fumar foi convertido numa espécie de comportamento transviado. Chegamos a um momento em que o fumante tem sido quase tão perseguido, e malvisto, como os consumidores de substâncias ilícitas.

 

As tentativas de reduzir o número de fumantes no mundo fez com que governos de diversos países intensificassem não só as campanhas contra o tabagismo, mas patrocinassem ou apoiassem leis cada vez mais duras, que começaram por proibir o fumo em locais fechados e privados, como restaurantes, e depois em locais abertos, como parques.

 

É justamente esse tema que a professora de Direito Constitucional Renata Ramos está investigando em sua tese de doutorado em Filosofia e Teoria do Direito fundamentada na teoria hayekiana e cujo título provisório é “A liberdade de fumar em ambientes coletivos abertos a partir da perspectiva jusfilosófica de Friedrich von Hayek”.

 

Nesta entrevista ao Podcast do Instituto Mises Brasil, Renata explicou a base conceitual do seu trabalho e porque optou pela obra de Hayek. Ela também falou sobre o  seu interesse pela crítica às leis antifumo e justificou a sua escolha pela liberdade dos fumantes nos ambientes coletivos abertos, além de apresentar um panorama atual da legislação antitabagista no Brasil.

 

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A música da vinheta de abertura é o Cânone do compositor alemão Johann Pachelbel executada pelo guitarrista Lai Youttitham.

 

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  • Laura Domingues  29/08/2015 02:28
    Boa noite. Gostei muito do podcast, principalmente pela abordagem acadêmica da questão. Mas, desde que começou esta "guerra" contra o fumo, tenho uma dúvida atroz. A entrevistada citou que existem vários artigos que provam os efeitos nocivos do cigarro aos fumantes passivos. Gostaria de ler apenas um. Sim, sou fumante. Não,não represento nenhuma indústria do tabaco. Obrigada.
  • Renan  30/08/2015 01:10
    Tenho problemas respiratórios. Já tive crises de asma enquanto dirigia (de moto), devido aos ocupantes do veículo na minha frente estarem fumando e soltarem a fumaça para fora do carro (E para cima de mim, óbvio). Algumas dessas vezes o fumante era o próprio motorista. Algumas, eu estava em via expressa - Via esta que eu uso todos os dias para ir para a faculdade - o que poderia ter me causado um grave acidente. O ponto é: Se eu fosse fumante, jamais fumaria em um local público (por mais aberto que seja). Simplesmente não dá para saber quem vai ser afetado.
  • anônimo  30/08/2015 05:37
    Só um? Como foi dito, existem tantos artigo... que eu duvido muito que mesmo se eu citasse todos aqui faria alguma diferença. Se houvesse algum interesse real, um pouco de Google teria resolvido.

    dx.doi.org/10.1001/archgenpsychiatry.2010.193
    dx.doi.org/10.1371/journal.pone.0086391
    www.sciencedaily.com/releases/2012/06/120625125044.htm
    dx.doi.org/10.1016/j.amepre.2015.04.014

    Basta olharmos pela ótica da civilidade que fica evidente: um colega de trabalho fuma tanto que a sala fede mesmo quando ele não está lá. Detalhe: ele fuma fora do prédio, quatro andares abaixo, o cheiro vem com ele e impregna na sala. No final do dia, além do "aroma de defumado" que sinto 8 horas por dia, ainda levo esse cheiro horroroso pra casa, minha roupa fede ao cigarro que eu nem cheguei perto, minha família é afetada.

    Lembro bem que, quando criança, meu pai chegava com o cheiro de cigarro em casa pelo mesmo motivo (e na época "se podia" fumar até dentro da sala). Eu cresci associando a chegada do meu pai em casa com o cheiro. Durante muito tempo fumei passivamente porque o cheiro, apesar de péssimo, não me incomodava. Eu era educado demais para pedir pros ignorantes para não fumarem perto de mim. Mesmo hoje, não me incomoda tanto. Mas a falta de educação sim e o cheiro incomoda minha família. E eu não pretendo deixar que meus filhos façam a mesma associação que eu fiz em relação ao cheiro do meu pai.

    Todo esse incômodo e as consequências respiratórias óbvias da fumaça (e não precisa de nenhum artigo pra deduzir isso usando apenas a inteligências) seria suficiente pra que o sujeito, caso tivesse algum respeito, evitar o cigarro ou a vida em sociedade. Como disse no começo, se houvesse um mínimo interesse, pelo menos uma pesquisa tinha feito. E seria desnecessário, afinal o nariz é meu e ninguém, podendo evitar, deveria me obrigar a sentir o cheiro ou correr qualquer risco.

    Ahhhh! Mais um problema: enquanto o tal colega desce 20 vezes por dia pra fumar, alguém está trabalhando por ele. E neste caso, o mercado tem uma solução muito eficiente, uma pena que não foi colocada em prática.
  • Confuso  30/08/2015 23:00
    Interessante seria fazer um estudo explicando porque os estados perseguem o cigarro ao mesmo tempo em que fomentam as drogas ilícitas.
  • anônimo  24/09/2015 03:59
    Sou liberal, sou tambem a favor do uso de outras drogas, desde que nao interfiram na liberdade dos outros (o que ocorre no uso do cigarro em locais fechados).


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