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quinta-feira, 9 abr 2015
164º Podcast Mises Brasil - Kim Kataguiri

logo_baixa.jpgPODCAST 164 – KIM KATAGUIRI

 

Em abril do ano passado, o Podcast do Instituto Mises Brasil entrevistava Kim Kataguiri, que na época começava a despontar nas redes sociais pelo trabalho na página Liberalismo da Zoeira e com os vídeos no seu canal no Youtube.


Um ano depois, Kim tornou-se a face liberal das manifestações de março de 2015 que levaram mais de dois milhões de pessoas às ruas do país. No próximo domingo, dia 12 de abril, está programada a segunda manifestação que pede o impeachment da (ainda) presidente da República

 

Como coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL), um das entidades que mobilizou parte da sociedade nos protestos, Kim foi entrevistado e citado pela imprensa nacional e estrangeira que queria descobrir o que os ouvintes deste Podcast já sabiam: quem era o jovem de 19 anos com olhar 43 maoísta que atraiu as atenções nos protestos em São Paulo.

 

Em nova entrevista ao Podcast do Instituto Mises Brasil, Kim comentou um tópico sobre o qual a imprensa brasileira não parece (ainda) estar muito interessada: a agenda liberal do MBL. Kim também ressaltou a importância do trabalho de defesa e divulgação das ideias da liberdade realizado por indivíduos e institutos como o IMB, que, segundo ele, foi decisivo na sua formação. “Sem o Instituto Mises Brasil eu não existiria como liberal”.

 

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A música da vinheta de abertura é o Cânone do compositor alemão Johann Pachelbel executada pelo guitarrista Lai Youttitham.

 

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Todos os Podcasts podem ser baixados e ouvidos pelo site, pela iTunes Store e pelo YouTube.

 

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  • Andre   21/06/2010 09:25
    Fora a tradicional burrice em que as pessoas se endividam perigosamente e explodem essas bombas, creio que os bancos e o FED sabem muito bem os maleficios do credito fácil, bem como fazem isso propositalmente.\r
    \r
    Pior que até no brasil o povo está caindo nessa , se endividando até as calças.\r
    \r
    Dinheiro não some. Muda de dono. Pra onde foi o dinheiro (e o ouro...) da grande depressao?
  • Leandro  21/06/2010 09:53
    André, a parte fictício do dinheiro sumiu com as quebras bancárias (quando os bancos praticam reservas fracionárias e ocorre uma crise bancária, há uma contração monetária).

    Já o ouro foi confiscado pelo governo americano, que proibiu seus cidadãos até de portarem a commodity. Foi tudo pra Fort Knox.
  • oneide345  21/06/2010 12:26
    otimo atigo como sempre.
    E senso comun atribuir erroneamente a crise de 1929 ao "capitalismo selvagem",crise de superprodução,livre mercado etc.
    "Tanto Ford quanto Keynes já vinham há tempos alertando, sem serem ouvidos, que "a aceleração dos ganhos de produtividade provocada pela revolução taylorista levaria a uma gigantesca crise de superprodução se não fosse encontrada uma contrapartida em uma revolução paralela do lado da demanda".
    O brasil e prodigo em "milagres" plano cruzado,plano collor foram varios testes feito na nossa economia.
    As vezes pergunto-me pq nenhum economista chegou e disse pra o Dilson Funaro,congelamento nunca deu certo em nenhum lugar e nenhum momento da historia.
  • Filipe Fernandes  06/02/2011 12:45
    Arquivo muito interessante.Mas essa aula de historia que eu acabei de ler vai contra quase tudo o que aprendi na escola.Lá eles me ensinaram que foi o NewDeal que ajudou os EUA a sairem da grande depressão.A ínica doisa igual que aprendi foi que a segunda guerra tirou os EUA definitivamente da crise.
  • Em busca...  06/02/2011 18:21
    Filipe Fernandes, seu comentário "...Mas essa aula de historia que eu acabei de ler vai contra quase tudo o que aprendi na escola..." me fez lembrar de dois trechos, um de Isabel Paterson e outro do filme Matrix.


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    ...political control is ... by its nature, bound to legislate against statements of both facts and opinion, in prescribing a school curriculum, in the long run. The most exact and demonstrable scientific knowledge will certainly be objectionable to political authority at some point, because it will expose the folly of such authority, and its vicious effects. Nobody would be permitted to show the nonsensical absurdity of "dialectical materialism" in Russia, by logical examination . and if the political authority is deemed competent to control education, that must be the outcome in any country.

    Educational texts are necessarily selective, in subject matter, language, and point of view. Where teaching is conducted by private schools, there will be a considerable variation in different schools; the parents must judge what they want their children taught, by the curriculum offered. Then each must strive for objective truth.. Nowhere will there be any inducement to teach the "supremacy of the state" as a compulsory philosophy. But every politically controlled educational system will inculcate the doctrine of state supremacy sooner or later, whether as the divine right of kings, or the "will of the people" in "democracy." Once that doctrine has been accepted, it becomes an almost superhuman task to break the stranglehold of the political power over the life of the citizen. It has had his body, property, and mind in its clutches from infancy. An octopus would sooner release its prey.

    A tax-supported, compulsory educational system is the complete model of the totalitarian state. (The God of the Machine, p. 271)



    -----
    Neo: Why do my eyes hurt?
    Morpheus: You've never used them before. (Matrix)

  • Randalf  06/10/2012 16:38
    Eles dizem que foi a DESPESA com a guerra que acabou com a crise (e não propriamente a sua conclusão). Se reparar, os keynesianos dirão que desastres naturais são bons para a economia porque fazem as pessoas gastarem (como o furacão katrina), ou artificiais, como guerras. São burros ou não são?!
  • Patrick de Lima Lopes  06/10/2012 18:05
    Sim, já ouvi isso antes. E não deixa de ser um absurdo. Seguindo esse raciocínio, se minha casa for roubada, eu farei bem à economia porque irei gastar para comprar tudo de novo.
    Esquecem de que o dinheiro poupado que irei gastar para colocar tudo em ordem estava lá para ser gasto com algo que eu de fato queria e que tornaria toda a sociedade mais rica, incluindo a minha pessoa.

    A despesa com a guerra?
    Grande coisa. Guerras apenas destroem. Não há consumo legítimo, que é a produção daquilo que outros necessitam visando o lucro, o estado apenas concentra mão de obra e recursos que deveriam ser dedicados a mover a sociedade para jogá-los fora na construção de novas armas e tanques. E o pior de tudo é que as mesmas serão usadas para destruir a construção do povo inimigo, o que irá disseminar a pobreza às outras nações.
    Na Segunda Guerra Mundial, nos EUA, por exemplo, houve racionamento de diversos alimentos.

    Criação de empregos?
    Nada impressionante criar empregos ao estado através da apropriação dos recursos que pertencem aos consumidores e produtores. Menos impressionante ainda é fazer isso durante uma guerra. O conflito bélico é uma desculpa comum para a intervenção do estado na indústria, na agricultura e, por consequência, em todos os outros campos da vida social do indivíduo.
    É basicamente tomar a mão de obra que deveria estar servindo aos setores criados pela divisão de trabalho(Ou seja, nascidos graças à demanda dos consumidores)e dedicá-los a um projeto que o estado quer ou acha que será útil(Guerras são apenas um caso. O "Cálculo Econômico Sob o Socialismo" é um excelente argumento a favor da incapacidade dos burocratas de substituir a demanda dos consumidores).
    E nem mesmo menciono o recrutamento obrigatório...

    Moral da história:
    Guerras apenas destroem.

    Leitura recomendada:
    A anatomia do estado de Murray Rothbard. Capítulo 6. Como os estados se relacionam.
    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=490
  • Armizimm  21/08/2011 15:48
    Caramba O_o, e não é que a hístoria parece estar se repetindo, em diversos países a esquerda e a social-democracia tomaram conta dos governos, e ainda cometem os mesmos erros, se intervenção/controle estatal fosse sinal de eficiência econômica e bem estar do povo, o Comunismo Russo teria dado certo, e a ficha parece que não caí para os Marxistas de plantão.
  • d0s  19/08/2016 01:37
    "A história se repete, a primeira vez como tragédia, e a segunda como farsa." - Karl Marx
  • ?  04/01/2012 15:51
    Como eu faço para baixar os artigos em PDF?
  • Uilson de Jesus Carvalho  28/07/2012 06:18
    Rio de janeiro, 28 de julho de 2012.
    Prezada Oneide 345.
    Com relação à sua afirmação de que os planos macroeconômicos violentos que voce citou, foram fruto das teorias intervencionistas keynesianas dominantes. Primeiro os governantes ampliaram a ação estatal e, como consequência houve a inflação e a corrupção generalizada do processo econômico. Depois adotaram estes planos para combater os efeitos da inflação, isto é, aumentos generalizados e contínuos de preços, congelando preços e salários, sem eliminar a própria inflação e então a coisa piorou mais ainda gerando enormes distorções entre a oferta e a demanda, greves, conflitos violentos nas ruas, sem cortar gastos estatais e a emissão desenfreada de moeda e crédito.
    Quanto à sua afirmação de que nenhum economista avisou ao Funaro que congelamento de preços não funciona, o Maksoud de São Paulo criou uma série de 150 programas chamada Henry Maksoud & Voce no final dos 80's e início dos 90's só falando disso, mas para os políticos e macroeconômistas era como o título de um dos programas da série, chamado " Discurso às pedras do deserto".
    Prezado Filipe Fernandes.
    A interpretação de acontecimentos históricos no campo da economia depende da linha de pensamento econômico adotado. Os intervencionistas keynesianos atribuem ao Roosevelt a recuperação da economia ao New Deal ou Nova Política. Na linha de pensamento liberal ou libertária a crise foi criada pelo próprio Estado ao expandir o gasto e a intervenção estatal e por conseguinte a desorganização na economia.
    Um abraço aos amigos.
    UilsonJC.
  • Vinicius Costa  19/02/2013 15:59
    Durante todo esse período o dinheiro ainda era lastreado em ouro, certo?

    Como era feita a expansão monetária na época?
  • Leandro  19/02/2013 16:12
    Via reservas fracionárias. Os bancos transferiam depósitos em conta-corrente, sobre os quais incidiam compulsório, para depósitos a prazo, sobre os quais o compulsório era nulo. Isso liberava mais dinheiro para ser emprestado, o que alimentou a bolha da época.

    Para entender esse mecanismo de transferência de dinheiro de uma conta para a outra, veja este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1387

    Para ver detalhes do que ocorria naquela época, com relatórios do Fed e tudo, veja a minha reposta ao leitor João Alberto na seção de comentários deste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=371
  • Hugo  23/02/2014 20:18
    É incrível o quanto tem gente q fala q o livre mercado causa crises,falam como se as pessoas fossem retardadas e não soubessem o que querem,deixando tudo nas mãos do papai estado...
  • Guilherme  14/04/2014 18:38
    Leandro ou Moderadores. Quero saber o que os keynianistas argumentam sobre a expansão monetária do período pre-crise? eles ignoram na cara dura?

    Obrigado
  • Leandro  14/04/2014 19:46
    É ainda pior: eles simplesmente desconhecem -- talvez por pura preguiça intelectual -- as declarações do próprio Fed a respeito.

    Eis alguns trechos de algumas atas do Fed durante a década de 1920:


    Página 100:

    The continuous growth of time deposits in recent years at a rate more rapid than the growth in demand deposits has resulted in an increase in the proportion of the banks' deposit liabilities that is represented by time deposits. This more rapid growth of time deposits, which require only 3 per cent reserve, has been an important factor in the past six years in enabling member banks to increase their loans and investments by $11,000,000,000 on the basis of $756,000,000 added to their reserve balances. This expansion during the past six years at the rate of $15 of credit to $1 of reserve has reduced the average required reserves.


    Página 101:

    Another phase in the operations of member banks arises from the fact, already mentioned, that time deposits have been increasing much more rapidly than demand deposits. Since legal reserve requirements against time deposits are 3 per cent, while against net demand deposits they range from 7 to 13, the increase in the proportion of time deposits has had the effect of decreasing the average amount of reserves.

    This decline in ratio means that member banks were able to comply with legal reserve requirements with a considerably smaller amount of reserves than would have been necessary had the proportion of time to demand deposits remained unchanged or, to put it another way, to add a large amount to their loans and investments without a corresponding increase in their reserves. As a matter of fact, reserve balances of member banks have not increased since the end of 1924, while there has been since that time a growth of about $2,900,000,000 in the total amount of credit extended by these banks.


    Ver também as tabelas das páginas 90, 97, 105 e 111 para ver o forte crescimento no total dos depósitos bancários.


    Enfatizo: são declarações do próprio Fed, e não de economistas ou de ideólogos.
  • Guilherme  05/05/2014 20:27
    Dito e feito Leandro. Meu professor desconhecia, mas não desmereceu a informação pelo menos.

    Agradeço pelas informações prestadas.
  • Emerson Luis, um Psicologo  11/06/2014 14:16

    Foi pior do que eu pensava! Interessante a relação entre o declínio econômico e social com a decadência moral. E a história se repete em diferentes versões.

    "Murray Rothbard ... estima que a carga fiscal imposta pelos governos federal, estaduais e locais praticamente dobrou durante o período, saindo de 16% do produto privado líquido para 29%. Esse golpe, sozinho, seria capaz de colocar qualquer economia de joelhos..."

    A economia brasileira, beirando os 40%, está rastejando.

    * * *
  • Andre  15/04/2015 20:15
    Porque que após ser privatizada a Vale, os presos das ações não ficou competitivo?
  • Gomes  15/04/2015 20:42
    Não entendi essa pergunta.

    Após a privatização, as ações da Vale bombaram tanto, que até hoje tá cheio de esquerdista dizendo que, por causa dessa incrível valorização ocorrida, a Vale foi "vendida a preço de banana".

    Você é o primeiro que eu vejo vir aqui dizer justamente o contrário: que a Vale ficou mais barata, o que significaria que o governo fez uma grande negócio.

    Decidam-se.
  • Naelson Douglas  10/08/2015 11:56
    Artigo muito bom, ótimo. Porém os autores poderiam ter deixado referências linkadas nas afirmações.

    Exemplo

    "cujo resultado foi fazer com que o total de dinheiro fora dos bancos mais os depósitos à vista e a prazo aumentassem de $44,51 bilhões, no final de junho de 1924, para $55,17 bilhões em 1929" [fonte]

  • Auxiliar  10/08/2015 14:55
    Tais valores costumavam estar disponíveis no site do Fed, mas foram recentemente retirados (agora, as séries históricas começam em 1959). Desculpe, mas não é nossa culpa.

    No entanto, valores detalhados de todas as estatísticas citadas neste artigo podem ser encontradas neste livro, disponível gratuitamente aqui no site.

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=76
  • Luciano  19/08/2015 00:36
    Sou professor de história e esse tema sempre é usado como modelo dos 'males' da 'especulação financeira' ou seja, da economia de mercado livre, e a vitória sobre a crise sempre é ensinada como efeito do New Deal. Atualmente tenho tentado achar meios de ensinar a alunos do fundamental e do médio que essa história é diferente. Inclusive cheguei até aqui hoje buscando subsídios para fazer isso, ou seja, como ensinar de uma maneira simples, para o nível que atuo, essa questão da crise de 1929 sob um ponto de vista correto?
  • Leandro  19/08/2015 02:01
    Temos um livro inteiro (e gratuito) sobre a depressão. Leia pelo menos o resumo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1467

    E caso queira artigos:

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=37

    A Grande Depressão, na verdade, não precisaria durar mais de um ano caso o governo americano permitisse ampla liberdade de preços e salários (exatamente como havia feito na depressão de 1921, que foi ainda mais intensa, mas que durou menos de um ano justamente porque o governo permitiu que o mercado se ajustasse).

    Porém, o governo fez exatamente o contrário: ele implementou políticas de controle de preços, controle de salários, aumento de tarifas de importação (que chegou ao maior nível da história), aumento de impostos (o imposto de renda foi de 25% para 82%, bem leve...), aumento de gastos, aumento do déficit e estimulou uma arregimentação sindical de modo a impedir que as empresas baixassem seus preços.

    Eis a lógica: o governo fez de tudo para impedir a recuperação da economia.

    Um simples crash da bolsa de valores – algo que chegou a ocorrer com uma intensidade ainda maior em 1987 – foi amplificado pelas políticas intervencionistas e totalitárias do governo, gerando uma depressão que durou 15 anos e que só foi resolvida quando o governo encolheu.
  • Luciano  20/08/2015 02:39
    Obrigado, já li outros artigos e vou ler o livro do Rothbard. Uma pena que nas escolas essas informações permanecem negadas aos alunos, ou até mesmo ignoradas pelos professores.
  • Lucas Machado  29/10/2015 15:55
    Leandro ou moderadores,

    Se o FED foi criado em 1913, as crises citadas no artigo anteriores à sua criação também ocorreram pelo mesmo motivo? A expansão monetária? Se sim, quem era responsável por essa expansão? O governo simplesmente imprimia mais dinheiro?

    Obrigado.
  • Leandro  29/10/2015 16:40
    Majoritariamente, o sistema bancário de reservas fracionárias. No entanto, vale lembrar que tais crises, embora agudas, eram extremamente curtas. A própria deflação de preços que elas causavam já eram suficientes para curar rapidamente as recessões que provocavam.

    Hoje, com Bancos Centrais, temos recessões prolongadas e com inflação.
  • Lucas Machado  29/10/2015 16:54
    Mas num cenário sem banco central, os bancos comerciais são capazes de manter o sistema de reservas fracionárias? Ou justamente por não serem capazes, tiveram todas as crises citadas?
  • Gabriel Medeiros  27/01/2016 06:43
    Bom dia, o Friedman falou que o que causou a depressão foi a queda da oferta monetária - queda de 27% de 29 a 33 - e que um arranjo como o anterior à criação do FED, no qual eram as câmaras de compensações dos bancos comerciais que agiam como emprestadores de última instância evitaria as enormes falências bancárias e por tabela a depressão. E, como exemplo, ele dá a crise de 1907. A Escola Austríaca tem algum trabalho contestando essa visão do Friedman? Abraços.
  • Leandro  27/01/2016 11:44
    "o Friedman falou que o que causou a depressão foi a queda da oferta monetária[...]"

    Não. Isso foi consequência, e não causa.

    A Grande Depressão, na verdade, não precisaria durar mais de um ano caso o governo americano permitisse ampla liberdade de preços e salários (exatamente como havia feito na depressão de 1921, que foi ainda mais intensa, mas que durou menos de um ano justamente porque o governo permitiu que o mercado se ajustasse).

    Porém, o governo fez exatamente o contrário: além de aumentar impostos e gastos, ele também implantou políticas de controle de preços, controle de salários, aumento de tarifas de importação (que chegou ao maior nível da história), aumento do déficit e estimulou uma arregimentação sindical de modo a impedir que as empresas baixassem seus preços.

    Herbert Hoover aumentou os gastos do governo federal em 43% em um único ano: o orçamento do governo, que havia sido de US$ 3 bilhões em 1930, saltou para US$ 4,3 bilhões em 1931. Já em junho de 1932, Hoover aumentou todas as alíquotas do imposto de renda, com a maior alíquota saltando de 25% para 63% (e Roosevelt, posteriormente, a elevaria para 82%).

    Com todo esse cenário de incertezas criadas pelo governo, não havia nenhum clima para investimentos. Consequentemente, o crédito se contraiu (o que levou à queda dos agregados monetários). Nesse quesito, o Fed não pode ser culpado. Ele de fato nada podia fazer.

    Sua culpa estava, isso sim, no boom creditício da década de 1920, que gerou a febre da bolsa de valores.

    E o fato é que um simples crash da bolsa de valores -- algo que chegou a ocorrer com uma intensidade ainda maior em 1987 -- foi amplificado pelas políticas intervencionistas e totalitárias do governo, gerando uma depressão que durou 15 anos e que só foi resolvida quando o governo encolheu.

    "A Escola Austríaca tem algum trabalho contestando essa visão do Friedman? Abraços"

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1185
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1024
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1024
  • Gabriel Medeiros  27/01/2016 20:05
    Grato. Eu já tinha lido esses artigos anteriormente. Minha pergunta é se na crise de 21 houve falências bancárias comparáveis as de 29? E, consequentemente, uma redução brusca da oferta monetária? Abraços.
  • anônimo  19/08/2016 14:11
    Repito a pergunta do Gabriel:

    Na crise de 21 houveram falências bancárias comparáveis as da crise de 29? E, consequentemente, uma redução brusca da oferta monetária?


  • Antônimo  19/08/2016 15:01
    Sim. Na crise de 1921, houve (e não "houveram") várias falências bancárias, o que gerou uma profunda deflação monetária.

    Idêntico ao que ocorreu em 1929.

    Só que, em 1921, ao contrário do que foi feito em 1929, o governo permitiu total liberdade de preços e salários, os quais rapidamente se reajustaram à nova realidade da oferta monetária.

    Adicionalmente, o governo cortou seu orçamento em incríveis 50%, cortando impostos na mesma proporção.

    Resultado: por causa da não-intervenção, dos cortes de gastos e impostos, e da plena liberdade de preços e salários, a depressão de 1921, que foi profunda, durou apenas 1 ano. O país rapidamente se recuperou e hoje ninguém mais nem sequer menciona esse episódio.

    Artigos a respeito:

    1920 - a última depressão na qual um governo não se intrometeu foi também a mais rápida

    Um conto de duas grandes depressões

    O melhor presidente do século XX


    E um livro inteiro dedicado a esse assunto, escrito por James Grant, um dos mais respeitados economistas americanos:

    The Forgotten Depression: 1921: The Crash That Cured Itself
  • Lucas Parreira  15/06/2016 03:08
    Boa noite, sou estudante do Ensino Médio e acompanho o site há muitos anos e, como previamente citado em artigos sobre a Grande Depressão, a escola ensina com pontos de vista totalmente contraditórios e ilusórios. Farei um trabalho sobre este tema apresentando uma visão mais real, no entanto, não entendi e não achei respostas no que se trata da redução das taxas de juros artificialmente pela expansão monetária. Porque isso ocorre e como ? Agradeço desde já, e parabéns por mais um artigo fantástico!
  • anônimo  15/06/2016 20:46
    O Fed estimula os bancos a expandirem o crédito (expansão monetária) e isso baixa a taxa de juros (oferta e demanda).

    Isso ocorre porque o governo quer estimular a economia por meio de crédito.

    Esse trecho do texto resume bem:

    "Já o espetacular colapso de 1929 veio depois de cinco anos de uma temerária expansão creditícia gerada pelo Federal Reserve System (o Banco Central americano) sob a administração do presidente Calvin Coolidge. Em 1924, após uma acentuada queda na atividade econômica, os bancos americanos que pertenciam ao sistema da Reserva Federal [daí o nome em inglês de Federal Reserve System; são bancos sob controle direto do Fed] criaram repentinamente US$500 milhões em crédito novo, o que, por meio das reservas fracionárias, levou a uma expansão creditícia total de mais US$ 4 bilhões em menos de um ano."

    Para maiores detalhes sobre a criação de dinheiro na economia seria melhor pedir para o Leandro Roque (economista do site), ele manja bem sobre isso.

  • anônimo  03/12/2016 14:10
    E porque houve essa queda acentuada na atividade econômica em 1924? Mais um ciclo? As medidas tomadas pelo governo de Warren G. Harding não liquidaram os desajustes?
  • Andre  03/12/2016 13:43
    Tenho um certo receio de que esse governo do Trump seja uma especie de replica do governo Hoover, piorando ainda mais o estrago feito pelo Obama e sua politica expansionista. Mas enfim, ele disse que ia reduzir impostos e dar fim a certos regulamentos desnecessários que atrasam a economia.
  • Andre  03/12/2016 14:37
    Fala xará, qualquer medida econômica do Trump que não envolva fechar o FED vai fazer uma baita recessão estourar bem no topete loiro dele, e como você disse vai ser um novo Hoover.
  • Murdoch  03/12/2016 17:13
    A política dele vai ser muito contraditória porque ele prometeu cortar impostos e acredite, aumentar gastos em infraestrutura e defesa. Eu não gosto nem de especular sobre isso, prefiro ver no que vai dar para depois analisar com cuidado o que foi a política econômica dele.


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