sexta-feira, 20 mar 2015
161º Podcast Mises Brasil - Patrícia Bueno

logo_baixa.jpgPODCAST 161 – PATRÍCIA BUENO

 

Até alguns anos atrás, a reforma agrária era um tema recorrente no debate político brasileiro. Muito embora hoje não esteja exposto com a evidência de outrora, a situação é muito mais explosiva em virtude da atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), que realiza um trabalho de doutrinação ideológica e de pressão política sobre os seus parceiros do PT. O pouco que se conhece de sua atividade subterrânea já assusta pela dimensão e capacidade de mobilização ao longo do território brasileiro.

 

Para tratar de um tema praticamente inexplorado no Brasil sob a perspectiva liberal, o Podcast do Instituto Mises Brasil entrevistou Patrícia Bueno, mestre em Direito Político e Econômico que recentemente defendeu a dissertação de mestradoFunção social da propriedade rural. do direito de propriedade e seu histórico. da reforma agrária. questões polêmicas”.

 

Nesse trabalho acadêmico, Patrícia apresenta uma perspectiva nada usual da reforma agrária, questionando os fundamentos ideológicos e as bases empíricas que sustentam a visão sobre o tema. Segundo ela, “a nossa reforma agrária foi feita em cima de mentiras”.

 

E completou: “Toda a defesa da reforma agrária foi feita em cima da existência de latifúndios, que seriam grandes propriedades improdutivas. Isso não existe. Essas propriedades também não existiam nos anos 1950 e 1960 – o Estatuto da Terra é de 1964. Isso foi alvo até da tese de doutorado do Francisco Graziano, que era super de esquerda e descobriu que os dados eram fraudados. Por exemplo, fazendas que ocupavam uma área 15 vezes maior do que a dos municípios onde estavam situadas. Isso (a existência de latiufúndios) é uma das grandes mentiras que a esquerda conta”.

 

Neste Podcast, também tratamos da relação entre a reforma agrária, o direito de propriedade e a função social da propriedade rural.

 

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A música da vinheta de abertura é o Cânone do compositor alemão Johann Pachelbel executada pelo guitarrista Lai Youttitham.

 

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  • Jonas de Almeida Federighi Jr  20/03/2015 20:08
    Entrevista esclarecedora que embasa os argumentos pelos quais precisamos agir imediatamente nas Cidades, como a maior da America Latina, São Paulo, onde o Prefeito Maldade sobe nos palanques dos MTST com o objetivo claro de Destruir o Direito de Propriedade, um dos pilares básicos da Democracia e dos Países Desenvolvidos. Sempre com o objetivo claro de construir uma Pátria Grande e uma Ditadura Comunista do Proletariado. Patricia desmascara essa estratégia.
    Parabéns Patricia !!
  • Renato Piovesano Bartolamei  20/03/2015 20:35
    O líder dos sem terra vive esbravejando que a produtividade do agronegócio é menor que a dos assentados. Pela vontade dele o agronegócio acabaria e só os assentados produziriam.Há dados comparativos sobre a produção dos mencionados? (tipo ton/hectare)
  • Patrícia Bueno  21/03/2015 14:41
    Renato,bom dia. segue trecho:

    "É digna de atenção também a distorção surgida nos produtos escolhidos pelo IBGE para demonstrar a importância da agricultura familiar para o Brasil quanto à produtividade inferior das propriedades familiares – em todas as culturas listadas. A maior desproporção encontra-se no feijão de cor, onde cada hectare plantado nas propriedades familiares produziu cerca de 705 quilos enquanto que nas demais a produção foi 1473 quilos."


    Abs,
    Patrícia
  • Rafael  20/03/2015 22:15
    Garschagen,
    parabéns pela entrevista. Uma dica: entreviste o Otário, do Canal do Otário!
  • Bruno Garschagen  03/04/2015 14:19
    Obrigado pela dica, Rafael.

    Abraços.
  • al  20/03/2015 22:44
    Belo trabalho. Ela poderia divulgar pequenos textos, expondo as mentiras.
  • Lopes  21/03/2015 15:58
    Fantástico (e impagável) trabalho, Patrícia.

    Se eu puder adicionar, cá estão algumas passas podres sobre o MST:

    www.parana-online.com.br/editoria/pais/news/144258/?noticia=FRAUDES+NO+MST+LIGADAS+A+PRESIDENTE+DO+INCRA
    (Financiamento a eventos do MST vindos do Iterra e do Anca, dois órgãos públicos)

    www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/incra-compra-cajati-mas-mst-desdenha-area-bj7kghcm7wqc1idrmvfq24pce
    (O MST, em vários estados, não quer terra - invadir requer menos trabalho do que produzir. Inventa desculpas para desdenhar a terra e assentar seus membros.)

    veja.abril.com.br/130110/predadores-floresta-p-065.shtml
    (Denúncia do Otávio Cabral ao esquema de desmatamento usado pelo MST na fila do Incra)

    noticias.r7.com/brasil/mst-vai-participar-de-ato-em-defesa-da-petrobras-e-contra-impeachment-10032015
    (MST vindo em auxílio ao PT)

    Além, é claro, das várias mencionadas no próprio podcast. Antes Stédile tivesse criado seu Canudos: sustentar-se-iam do próprio trabalho e nem absorveriam impostos, mas não é isto que querem.


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