sexta-feira, 6 fev 2015
155º Podcast Mises Brasil - Evandro Faria

logo_baixa.jpgPODCAST 155 – EVANDRO FARIA

 

Uma dos temas de maior preocupação da sociedade brasileira é, sem dúvida, a saúde. A má qualidade do sistema estatal e o atendimento cada vez pior dos planos privados recolocam sempre na pauta o debate sobre o que pode ser feito para identificar e resolver os problemas do atendimento médico. Para os liberais e para os Austríacos o desafio não é menor, pois a privatização não resolve o problema em si se não for acompanhada de outras medidas de abertura do mercado para a concorrência.

 

Para conversar mais uma vez sobre o tema, já abordado numa entrevista com a médica dermatologista Tatiana Villas Boas Gabbi, o Podcast do Instituto Mises Brasil entrevistou o médico Evandro Faria, que vem estudando o assunto e que nesta entrevista apontou os principais problemas e dificuldades do modelo brasileiro e fez uma análise comparativa do nosso sistema de saúde com o de outros países. Evandro também apresentou algumas soluções privadas e mostrou de que forma a população mais pobre seria atendida e beneficiada com a remodelação do sistema.

 

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A música da vinheta de abertura é o Cânone do compositor alemão Johann Pachelbel executada pelo guitarrista Lai Youttitham.

 

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  • anônimo  06/02/2015 18:06
    Perguntas para o entrevistado:

    1) O que você acha das exigências do CFM para que uma pessoa se torne médico?
    2) Se houvesse desrregulamentação na oferta de serviços de saúde, então seria possível a existência de outros profissionais de saúde além daqueles atualmente autorizados? Você concorda com a existência de "médicos" não formados nas universidades?

    Você sabe que, com o aumento da concorrência as margens diminuem e a classe médica irá ser prejudicada. Você concorda com esse prejuízo para a sua classe?

  • Evandro Faria  13/02/2015 09:27
    Acredito que as certificações médicas não podem ser monopolísticas e garantidas pelo poder estatal. Num livre mercado em saúde, deveriam haver certificadores independentes da atividade médica, e quem atribuiria valor seriam os pacientes e os clientes dos profissionais certificados. Precisa haver liberdade de escolha no cuidado com a saúde, que invariavelmente implica em responsabilidade pela escolha individual.
    Todos os bons médicos que conheço são sérios no trato com os pacientes e conseguem sucesso em suas carreiras. Os bons profissionais nunca são afetados pela concorrência, pelo contrário, ao servir melhor seus pacientes teriam sim mais sucesso, caso houvesse mais liberdade de escolha e financiamento de suas atividades. O que ocorre hoje é se medir a imensa maioria dos bons profissionais pela régua dos profissionais que sequer deveriam ser "certificados" pelo CRM
    (Vide escândalos de super indicação de órtese e próteses).
  • Nelson do Vale Oliveira  04/03/2015 21:07
    Meus parabéns por sua postura racional. Parabéns por reconhecer o valor da concorrência em sua área - muitos, de todas as profissões, não reconhecem. Parabéns pela clareza.
  • ed  07/02/2015 00:07
    Bem legal o podcast. Pensando a realidade política do Brasil...

    Acho que os primeiros passos deveriam ser desregulamentar e diminuir tributos da parte privada da saúde (incluindo serviços e remédios). Isso os tornaria mais baratos e traria mais usuários para a rede privada, esvaziando o serviço publico. Essa parte me parece mais fácil de defender.

    A seguir, apos a migracao das pessoas, a saúde pública deveria ser definida como exclusiva para pobres (renda até x reais), como assistência, e não mais um direito universal.

    Com isso, ia ser possível limitar o universo de usuários e prover serviços aceitáveis.

    Penso que essa seria uma condução factível para o processo.
  • Evandro Faria  13/02/2015 09:37
    Obrigado Ed.
    Percebes a cilada que estamos?
    Atividades extremamente reguladas, baixa concorrência real de produtos e serviços na área médica, tributação excessiva de investimentos, barreiras a entrada à novas tecnologias.
    Soma-se a isso regulação caótica dos seguros saúde, impedimento a premio sinistralidade...
    Sobre os mais carentes, somente o livre mercado pode fornecer cuidados necessários com eficiência. Fingir ou pretender fornecer saúde com um sistema socialista como o SUS não resolve hoje e nunca vai resolver. Além do mais o modelo de caridade privada que funcionou com as "Santa-Casas" está totalmente desestimulada o modelo atual.
    E se, num modelo teórico, o governo só se limitasse a garantir um "seguro" aos mais carentes? Não seria muito mais eficiente?
    Lembrando sempre, a prática de voucher é bem perigosa, pois se feita sem livre concorrência, invariavelmente leva a concentração do mercado e cartelização do mesmo. Vide problemas de custo que o Chile está discutindo hoje.
  • Off-topic  13/02/2015 12:45
    Absolutamente fora de tópico, mas, como nem só de EA vive o homem, dia desses estava escutando e lendo sobre a banda Aphrodite's_Child e vi que a canção Rain and Tears teve seu arranjo inspirado no Canon de Pachebel.

    Para minha surpresa, vi na descrição do podcast que a vinheta de abertura era essa mesma obra de Pachelbel. Tomado de grande curiosidade, fui ouvir a versão orquestrada. Poxa vida, que música bonita! Vale muito a pena ouvi-la.
  • Pobre Paulista  13/02/2015 13:23
    Pachelbel, o Primeiro One-Hit-Wonder que o mundo tem notícia.

    PS: Vc nunca foi em nenhum casamento?
  • IRCR  17/02/2015 09:34
    Evandro,

    Creio que o uso de vouchers na saúde não seria algo ruim, apesar que concordo com sua colocação se não fosse desregulamentado e aberto a livre concorrência.
    Mas creio que poderia gerar algo mais negativo ainda se o governo saísse distribuindo vouchers, porém sem fazer as reformas acima, que seria o colapso do sistema privado sem ser ampliado, pois não daria conta da demanda.

    Vouchers daria certo apenas com reformas liberalizantes.
  • Leandro  09/03/2015 00:04
    Olá, também estou estudando o tema SUS, gostaria de saber onde posso encontrar mais publicações do Dr. Evandro sobre o tema.

    Agradecido.

    Um grande abraço!

    Leandro
  • Evandro Faria  31/03/2015 19:12
    Bom Dia Leandro.

    Desculpe, mas perdi o feed dos comentários...
    Não tenho publicações sobre o tema, que realmente são escassas.
    Mas recomendo fortemente acompanhar a Dra. Tatiana Gabi, que intensamente publica sobre o assunto, aqui no Mises.org.br, liberzone.com.br
    E no facebook acompanhe a pagina dos "Médicos Libertários".
    Sobre saúde e competição recomendo o estudo do prof. Michael Porter "Repensando a Saúde", publicado em forma de livro e disponível no Brasil. Mostra de forma bem detalhada o quanto a competição está abafada nos EUA e o porque do paradoxo americano de custos cada vez maiores com qualidade declinantes.
    Também pode me contatar via facebook( Evandro Faria) estou disponível para esclarecimentos de dúvidas.

    Obrigado pelo comentário.
  • Leandro XP  31/03/2015 19:23
    Bom dia Evandro

    Obrigado, achei bem interessante as tuas colocações, entretanto, apesar do instituto Misses ter como um de seus lemas:

    "restaurar o crucial papel da teoria, tanto nas ciências econômicas quanto nas ciências sociais, em contraposição ao empirismo"

    e na descrição desse podcast te descreverem como profissional que "vem estudando o assunto" a falta de publicações fazem essas idéias levantadas no programa terem pouca, para não dizer nenhuma, serventia científica, ficando mais no campo da opinião pessoal empírica, justamente o contrário do que diz o lema II do instituto.

    Uma pena.

    Achei o podcast do "filósofo" Olavo de Carvalho havia sido um engano grosseiro, mas pelo visto não é.
  • Enfermeiro  31/03/2015 19:25
    Prezado XP, a ocupação do doutor Evandro é a de médico, e não a de teorista. Logo, se "decepcionar" por ele não ter livros a respeito deste assunto é bastante descabido. No entanto, se o que você quer é material teórico sobre este assunto, não há escassez nenhuma aqui neste site. Alguns exemplos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=923
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1849
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1866
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2029
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=105


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