quinta-feira, 10 30aio 2012
19º Podcast Mises Brasil - Bernardo Santoro

logo_baixa.jpgENTREVISTA 19 -- BERNARDO SANTORO


A atuação política é um instrumento de elevada importância para a difusão das ideias libertárias para um público mais amplo e para a sua implementação no Brasil. A afirmação de Bernardo Santoro, presidente nacional do Partido Libertários (Liber), advogado e mestrando em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) vem acompanhada de um apelo para o engajamento pelo registro do partido no TSE. "Enquanto os liberais e libertários efetivamente não se engajarem na criação do Liber vai ficar difícil (viabilizar o partido). O que eu sinto é uma desmobilização e uma descrença muito grande na via política para mudarmos o pais. Isso é algo que me frustra um pouco porque eu vejo o excelente trabalho acadêmico do Instituto Mises e sinto essa grande frustração em não poder levar todo esse conhecimento para o público, seja pela via política propriamente dita e pela mídia espontânea que um partido tem".

Para Bernardo, um grande desafio dos liberais e libertários nos próximos anos é levar a mensagem da liberdade para a via política. "Porque senão a gente vai ficar preso a esse clube de pessoas extremamente inteligentes, de pessoas que têm um projeto lindo para a mudança deste país, mas que infelizmente não pode ser implementado. E ficamos reféns de tipos como os do PT, PMDB, PSDB, daí em diante".

Nesta entrevista ao Podcast do Mises Brasil, o presidente nacional do Líber, nos conta a quantas anda o processo de registro do partido no TSE e sobre o processo de coleta de assinaturas (são necessárias 500 mil). Bernardo também explica como os políticos futuramente eleitos pelo partido poderão aplicar o programa do Liber no que se refere à organização do estado, direitos individuais, serviços públicos e sistema econômico, além de falar sobre o debate interno, mas que feito publicamente tempos atrás, entre os anarco-capitalistas e os minarquistas filiados ao partido e a lição extraída do episódio.

O presidente do Liber comentou ainda a qualificação pela imprensa do partido como pertencente à direita. "Somos chamados de direita porque existe hoje uma consciência da mídia de que todos os partidos hoje são esquerdistas/estatistas. Então precisam colocar sobre nós uma pecha para mostrar que somos diferentes. Mas fica difícil trazer esse conceito para o partido porque este é usado, por exemplo, para qualificar a ditadura militar, que não tem nada a ver com a gente. O Liber é um partido libertário".




  • Roberto Chiocca  11/05/2012 07:57
    O Libertários está em ótimas mãos, o Bernardo é um líder nato e proprietário de inteligência e eloquência ímpares!
    Para quem não conhece o LIBER, é só clicar e conhecer:
    www.pliber.org.br
  • Nyappy!  14/05/2012 11:21
    Um dos, sem dúvida, melhores podcasts que fizeram, Bernardo deu excelentes conselhos para que pragmaticamente consigamos diminuir o Estado ou pelo menos divulgar o Liberalismo/Libertarianismo por meio da política.

    Não o conheço, mas meu respeito por ele aumentou 200%.

    Parabéns!
  • anônimo  15/05/2012 13:42
    O Liber é sim um partido de direita.
    Esquerda é entendida pelo socialismo, com os conceitos de planejamento central e coletivismo, sendo sua extremidade o totalistarismo.
    Já a direita, representada pelo capitalismo, compreendem-se os conceitos de propriedade privada e liberdade, tendo por extremidade a anarquia.
  • anonimo  15/05/2012 15:06
    a esquerda quer liberar as drogas, a direita não. O liber quer liberar as drogas, então o Liber é de esquerda? Liber nao é de direita nem de esquerda nem de centro. O Liber é contra o estado e a favor da liberdade
  • Sérgio  10/08/2012 17:50
    Essa questão das drogas eu sou a favor do seguinte: que liberem. Mas os pais tem o direito de punir os filhos drogadas, deserdando-os e até expulsando de casa (afinal, a casa é sua, o dinheiro é seu, e se um quiser expulsar um filho vida loka de casa, tem todo este direito)... O mesmo vale para as filhas promíscuas...

    Ademais, por falar sobre esta questão da família, tem uma coisa que o partido libertário americano fez que me decepcionou: já ouviram falar sobre o caso Fahtima Rifqa Bary? Uma garota de 17 anos de família muçulmana. Ela fugiu para Flórida alegando que seu pai "muçulmano opressor" queria matá-la por se converter ao cristianismo. Tadinha! Como eu disse, isso foi o que ela alegou, pois descobriu-se depois que tais ameaças nunca existiram, e mais ainda: seu pai "muçulmano opressor" deixava ela ser cheerleader, rebolando de short. Onde entra o Partido Libertário Americano nesta história? Sem saber sobre os fatos, eles publicaram uma nota se solidarizando à "muçulmana convertida ao cristianismo oprimida e ameaçada pelo pai muçulmano opressor":

    www.libertarianrepublican.net/2009/08/charlie-crist-now-hero-for-liberty-vows.html

    Que decepção! Se ela quisesse fugir de casa para viver a vida como quisesse, tudo bem. Mas fica mentindo e pior libertários apoiando a mentira?
  • André Luiz S. C. Ramos  15/05/2012 15:28
    O próprio Bernardo Santoro já comentou, em post no blog do Líber, pq não somos um partido de direita: www.pliber.org.br/Blog/Details/89.
  • Kadur  15/05/2012 18:51
    O debate entre esquerda e direita é só uma questão de quem vai oprimir. Se você dividir o campo político em moral e econômico, verá que a direita é conservadora moral (valores ligados à família e à religião) e liberal econômica (sem regulamentação, baixa tributação); a direita, por outro lado, é moralmente liberal e economicamente conservadora (protecionista, paternalista), enquanto os centristas são pragmáticos e mudam de acordo com a conveniência. \r
    \r
    O Liber é um partido 100% liberal, tanto no campo moral quanto no campo econômico, o que o torna um partido sui generis por não coadunar com nenhuma das definições de esquerda, direita ou centro tradicionais, motivo pelo qual eles simplesmente se dizem não alinhados com esta separação defasada de política.
  • Anönimo  30/05/2012 17:19
    Senhores, sou um novo libertario. Apesar de conhecer a fundo os ensinamentos do senhor smith, de locke e de friedman. Acabei por inercia acreditando que o Estado tinha algum valor, apesar de nunca ter encontrado um só bem que o Estado produzia melhor que o mercado. Gracas ao mises br, descobrir hayer, mises, e os demais autriacos. Sinto que tomei a pilula vermelha do matrix, kkkk.

    Neste sentido, o que vou dizer pode parecer uma aberracao, mas espero que entendam. O liber tem um grande acabouco teorico e pratico na defesa de suas ideias. Nao vi ate agora nenhuma critica que ataque a base do pensamento libertario. Sou um grande entusiasta do Liber.

    Entretanto tenho uma critica. Acho que o liber deveria comecar seu trabalho na base, no povo, no verdadeiro mercado, naqueles que estao no dia a dia produzindo, inovando, transacionando.

    O liber deveria ter um alvo claro e de facil entendimento por aqueles que nao estudaram e estudarao os libertarios, mas sabem aonde o calo aperta. Aqueles que tem pessima escola e pagam altos impostos. Ex. Diminuir o Imposto. (Nao precisa explicar que o fim de estado é desejavel, que o banco central é o causador das crises e da inflacao, que a policia é o braco armado do expropriador). Basta dizer, o Imposto serve para "comprar" coisa para o povo, logo o povo deveria escolher como gastar seu imposto. Uma porcentagem (no inicio) dos impostos poderiam ser deduzidos quando gastos com produtos "sociais". Eu pago 100 de imposto, se tivesse uma fatura de 50 de uma empresa de seguranca, colegio privado, hospital privado, poderia deduzir do meu imposto de renda. Acho que seria um inicio para o fim do estado.
    Outro exemplo seria a liberacao do jogo, das drogas, da liberdade de culto, da liberdade de expressao, da desregulacao das empresas, etc.

    Acho que os discursos liber devem ser mais simples e facil.
  • Absolut  30/05/2012 18:40
    Na verdade, a "base" para uma mudança a favor da liberdade é a educação econômica promovida pela Escola Austríaca! Pois ela não apenas leva as pessoas a desejarem mais respeito ao direito de propriedade, como explica por que isto é melhor para a riqueza da sociedade toda.
  • gustavo sauer  31/05/2012 05:12
    Eu tenho minhas duvidas se uma mudança na sociedade pode ser feito através da difusao de economia. Veja que nem aqueles que são da área concordam em vários pontos da ciência. Eu sou mais inclinado a achar que o argumento moral contra o estatismo é mais simples e eficaz para causar alguma mudança. A escravidão não acabou devido argumentos economicos difundidos na sociedade. Acabou devido argumentos morais contra a escravidão. Mais alguém pensa assim?
  • anônimo  30/05/2012 19:22
    Pois é, às vezes acho que a galera se perde muito defendendo abolição do estado, fim do Banco Central e tal... Não é nem que eu ache inviável, só acho que é algo muito distante. Ter isso como promessa hoje é praticamente pedir para ser ignorado, é preciso explicar primeiro de maneira que as pessoas entendam no que são prejudicadas. O resto fica para depois.
  • eduardo  10/08/2012 14:17
    Sensacional, muito boa intrevista. Excelente a postura pragmática dele, é assim que tem que ser.\r
    \r
    "quando tivermos o primeiro deputado, vamos encher o supremo de ações diretas de inconstitucional"\r
    \r
    Nada como o usar a máquina contra ela. Não dá para esperar muito do STF, entretanto, isso já poderia render minutos gratuitos na grande mídia para divulgar idéias libertárias.
  • Sérgio  10/08/2012 17:30
    O liber deve sim ser um partido de direita. Um partido que defende os direitos naturais do mundo e os valores tradicionais necessários para manter a nossa civilização estável...
  • Fabio Bastos  11/09/2012 11:53
    Amigos , sou novo como libertário e torço para que o LIBER cresça como partido.

    Acredito que o Liber para se popularizar deve se abster de algumas questões polêmicas como a discriminalização das drogas e o casamento homoafetivos. Cada partidário deveria Ser livre para ter opinião contrária ou a favor sobre essas questões, mas não ter essas questões como "Causa Petrea". É só a minha Humilde sugestão.


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