É um tema polemico viciado em conflito de direito de propriedade.
Mas vamos lá:

''Jogar alguém do avião ou do navio é assassinato e ponto final''

Como eu disse, no contrato assinado, poderia ter clausulas tratando sobre as consequências do descumprimento de regras e até mesmo do próprio contrato. O problema é que, mesmo que as partes assinaram, sob consentimento e livre manifestação de vontade, ainda sim, se ocasionar em morte ou em ferimentos graves, tal clausula pode se tornar nula?
Pode-se considerar um crime? É complicado.Talvez da pra se comparar quando alguém invade a minha casa e eu respondo a balas e consequentemente matando o invasor.Ou,quando alguém esta em minha propriedade e quebra uma regra da mesma,eu respondendo na bala podendo ocasionar em morte.E volto na questão implícita,nem tudo usamos contratos,algumas coisas são implícitas.

E no caso de assumir o risco? Se eu forneço um serviço barato de viagens aéreas, onde as aeronaves são precárias e inseguras, e consequentemente acontecesse um acidente matando algumas pessoas(consumidores).Reitero que tal acidente foi ocasionado pela ausência de manutenção e afins , logo podemos dizer que o proprietário da empresa que fornece este serviço, assumiu o risco e responde criminalmente?

O contrato implícito é complicado pois pode ser subjetivo.Pra você pode ser implícito algo,mas pra min não!
O problema é quando é algo muito claro que chega a obviedade,ai o contrato implícito pode existir.

''que mostra que externalidades não são "boas" ou "ruins", são apenas externalidades''

Concordo,são os riscos normais.Mas e se não for um caso ambiental,se sua propriedade inala um mau cheiro que passa a propriedade de terceiros?E quando algo é subjetivo como, asma. Se meu vizinho fuma e o cheiro entra na minha casa, consequentemente eu fico doente por causa disso,eai? Se eu tiver asma pode ser um ataque brutal a minha propriedade, mas se eu não tiver, talvez não. Eu sinceramente não gosto de fazer esse tipo de polemica, parece crianças argumentando contra o ancap querendo provar a existência de dinossauros na terra. Mas eventualmente eu percebo esses conflitos no direito de propriedade.

Aproveitando a oportunidade, gostaria de saber a visão de vocês sobre a venda do ponto, ou seja , a imagem vinculada a um estabelecimento.
Se eu alugo o imóvel de Y, com a finalidade comercial de uma padaria, após alguns anos , eu saio de tal imóvel e outro empresario entra no meu lugar e abre outra padaria, assim pegando o ''ponto''.Eai?
Enfim, o direito civil dispõe sobre tais situações, o problema é que eles tratam a ''imagem'' como propriedade, entende?Algo extremamente vago.Propriedade são coisas escassas, o ponto ou a imagem como fica ai?
Gostaria de saber nesses casos societários,do ponto e da imagem..Pra vocês,qual solução seria a que mais respeita a propriedade privada.Eu entendo que sempre o contrato é que vai ditar as regras,mas como o exemplo do avião e do navio,nem sempre o contrato é inteiramente valido.

Abraços!
"Sei que imóveis não tem liquidez imediata, e com diminuição de demanda o preço tende a cair, mas é de se esperar que imóveis no país percam valor significativamente como está previsto nos EUA? Valeria a pena se desfazer para investir em outra coisa ou vale a pena segurar para o médio e longo prazo?"

Isso vai de cada um e eu não tenho nenhuma pretensão de ser conselheiro de investimentos. Vou apenas dizer o que eu faria.

Não acho inteligente ter imóvel para alugar. Economicamente, não faz o mais mínimo sentido. Para começar, em termos do preço do imóvel, a renda mensal gerada pelo aluguel é menor até mesmo que a poupança. Ou seja, se você vender o imóvel e aplicar na poupança -- que o investimento mais tosco que existe --, você ainda assim ganhará mais.

Para piorar, sobre o seu aluguel você pagará impostos de renda (se o seu inquilino declarar).

Adicionalmente, há o fato de que seu inquilino inevitavelmente irá depreciar seu patrimônio. Todo inquilino é naturalmente descuidado -- afinal, a propriedade não é dele; ele está ali apenas temporariamente.

No mais, todas as despesas com reparos, manutenção e restauração serão suas, o que reduz ainda mais seu retorno líquido.

Dito isso, parece que o período de queda nos preços do imóveis já passou. Na prática, começou em meados de 2012 (foi relatado em tempo real por este site; veja apenas um exemplo
aqui). Nos próximos meses, a tendência é de estabilidade com viés de alta.

"Uma outra questão é sobre a chance de contaminação do sistema bancário do brasil (sei que a crise vai pegarem vários pontos, monetário, econômico, mas a questão é sobre as instituições bancárias mesmo). O brasil se safou em 2008, dentre outras coisas, por não ter bancos tão alavancados, o que acho/espero que persista até hoje. Então quais seriam as chances ou motivos de "bail-in" no país?"

Bail-in? Nula. Aqui é bail-out, mesmo. O Tesouro pegará nosso dinheiro para socorrer a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Isso, aliás, já está sendo abertamente discutido.

www.oantagonista.com/posts/em-2018-bb-e-caixa-nos-farao-lembrar-do-pt

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