Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383
Prezado Adonay, a regra é extremamente simples: o empregado é pago de acordo com aquilo que ele produz.

Se você produz $ 1.000, você não pode querer receber mais que $1.000.

Agora, se você produz $ 1.000, outra pessoa produz $ 2.000, e você custa mais para o seu empregador do que a segunda pessoa, então é óbvio que tem alguma coisa fora do lugar.

Felizmente, agora você corrigiu sua fala: o contractor não cria mais valor para a empresa do que você; você é que, por impulso humanitário (mas desconsiderando completamente a contabilidade), achou que ele deveria ganhar o mesmo tanto que você.

Sorry, mas não é assim que o mundo real funciona. É um sentimento bonito, mas trágico para o mundo real. Salários não se baseiam em emoções e coitadismos, mas sim em produtividade e criação de valor.

Pagar os outros baseando-se em emoção e coitadismo é a receita certa para a falência, o que aí sim iria gerar desemprego em massa e salário zero.

Mas, ei, anime-se: você acabou de descobrir que é mais produtivo, mais competente, e gera mais valor que o contractor. Quem determinou? Ninguém menos que a Exxon Mobil. Parabéns. Você poderá dormir em paz esta noite.

"não sou um liberal e acredito que essa decisao do governo foi muito mas muito favorável aos empresários , querem lucrar mais ainda pagando menos aos trabalhadores."

Ué, já que você acredita que será essa mamata toda, então seja coerente: tira o bumbum da cadeira, deixe de ser um simples empregado e vá empreender você também. Pela sua lógica, ganhar dinheiro vai ser mamão com açúcar.

Se você não fizer isso, de duas uma: ou você odeia dinheiro ou você próprio não acredita no que fala.

Lógica pura.



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