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Últimos comentários


"Apesar disso, no cenário atual, podemos esperar mais deflação para os próximos meses?"

Improvável. Deveria ocorrer, pois houve um grande desabamento no M1 e o crédito está em contração. Mas como não há uma cultura deflacionária no país, não há muita chance de os preços continuarem caindo. Consequentemente, com esse descasamento entre preços e oferta monetária, o desemprego continuará alto.

"O governo vem reduzindo a SELIC há algum tempo e mesmo assim não conseguiu aumentar a inflação."

E nem haveria por quê, pois não está havendo expansão do crédito. Felizmente, o BNDES e os demais bancos estatais -- que eram os principais causadores da inflação de preços -- foram contidos.

E, como mostra o antepenúltimo gráfico deste artigo (o dos juros reais), ainda há muito espaço para reduções na SELIC.

"Essa deflação seria uma "acomodação" dos preços que estavam altos devido ao aumento da demanda causado pela concessão de crédito nos últimos anos?"

Também, mas não só. Sugiro, de novo, este artigo este artigo, que é inteiramente sobre isso.

"A meu entender, o governo vem buscando uma SELIC cada vez mais baixa, o que possibilita que os bancos ofereçam mais crédito, porém a população desempregada e endividada não está mais conseguindo pegar empréstimos. Então as ações do governo por enquanto não estão surtindo efeito e a demanda continua baixa."

Correto. Mas não deixemos de fora da equação os bancos estatais, que finalmente foram domados (ainda que temporariamente).


Passar trator por cima de economista neoliberal? Mises fez isso já na década de 1940. Grandes merda.

Mises contra os neoliberais - as origens desse termo e seus defensores


Deflação de preços acima de 2% ao ano durante vários anos é raríssimo. Chegou pontualmente próximo a 20% em um ano durante a Grande Depressão simplesmente porque vários bancos quebraram e, consequentemente, a população perdeu seu dinheiro (que literalmente sumiu) e o M1 desabou. Houve uma genuína e acentuada deflação monetária ali.

Já em uma economia funcional isso não ocorre.

"Quanto mais deflação de preços (sem levar em conta deflação monetária) melhor?"

Sem ocorrer deflação monetária? Sem dúvida. Pois aí a deflação de preços estará sendo inevitavelmente causada pelo crescimento econômico. E isso é excelente. Vide o setor tecnológico.

"Em outras palavras, não existe um limite saudável de deflação para a economia que caso ultrapassado seria maléfico?"

Em uma economia funcional e sem deflação monetária? Não.

"E por último, congelar o M1 é anti liberdade?"

Na prática, sim. Não existe oferta monetária fixa em um ambiente de liberdade monetária. Por outro lado, não vivemos em um ambiente de liberdade monetária. Consequentemente -- dado que já vivemos em um ambiente sem liberdade monetária --, é possível se fazer um argumento em prol do congelamento de M1 (algo que eu não defendo, embora já o tenha defendido num passado longínquo como uma opção aceitável vis à vis um Banco Central ruim).

Quando hoje recorro a tal cenário (congelamento do M1) é apenas para fazer uma construção teórica, a qual é utilizada para clarificar um raciocínio ou fazer uma ilustração. Por exemplo: "como seria possível haver aumento contínuo de preços em um cenário de oferta monetária congelada?"


Leandro, ou mais alguém que possa ajudar,

as matérias que noticiam essa deflação falam que ela foi pontual e já era esperada para o mês. A N.E. no final do artigo alerta para o fato de que nossa moeda vem sempre perdendo valor desde 1994, o que dá a entender que não será diferente para os próximos anos. Apesar disso, no cenário atual, podemos esperar mais deflação para os próximos meses?

O governo vem reduzindo a SELIC há algum tempo e mesmo assim não conseguiu aumentar a inflação.

Essa deflação seria uma "acomodação" dos preços que estavam altos devido ao aumento da demanda causado pela concessão de crédito nos últimos anos?

A meu entender, o governo vem buscando uma SELIC cada vez mais baixa, o que possibilita que os bancos ofereçam mais crédito, porém a população desempregada e endividada não está mais conseguindo pegar empréstimos. Então as ações do governo por enquanto não estão surtindo efeito e a demanda continua baixa.

Essa linha de raciocínio estaria correta?


Prezado Régis, não sei se você conhece, mas no facebook há uma página chamada "Por quê? Economês em bom português", a qual é compostas por economistas neoliberais. Só esclarecendo, o uso do termo neoliberal não é pejorativo, pois há de fato divergências claras entre o pensamento econômico desses economistas e o dos liberais clássicos. Pois bem, acontece que em um das muitas palestras dadas pelo Ciro Gomes Brasil, e até mundo à fora, estava presente uma economista neoliberal (a qual eu nada tenho contra a sua pessoa) e o questionou sobre os juros. Na resposta, Ciro Gomes simplesmente passou o trator por cima.


Posso estar exagerando muito, mas a Suíça tem uma deflação de preços que não ultrapassou 2% nesse gráfico, isso eu não considero severo, estou imaginando algo em volta de 20%. Algo próximo ao que vivenciou os EUA durante a crise de 20.

https://d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-inflation-cpi.png?s=cpi+yoy&v=201707031807v&lang=all&d1=19140101&d2=19250101

E eu vejo dessa forma porque a Suíça mesmo em deflação de preços a vários anos, nunca congelou o M1. Só de 2012 pra cá ele aumentou cerca de 30%.

https://d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/switzerland-money-supply-m1.png?s=switzerlanmonsupm1&v=201707031857v&lang=all&d1=20120101&d2=20171231

Se ela tivesse congelado o M1 e acabado com toda e qualquer expectativa de inflação de preços futura, não poderia vivenciar uma deflação próxima a americana durante 1920, só que de forma contínua?

Minha pergunta foi mal elaborada e isso é culpa minha, mas resumindo ela de maneira mais simples:

"Quanto mais deflação de preços (sem levar em conta deflação monetária) melhor? mesmo se for 10%, 20% e etc? Em outras palavras, não existe um limite saudável de deflação para a economia que caso ultrapassado seria maléfico?"

E por último, congelar o M1 é anti liberdade? mas não era exatamente isso que Mises defendia e foi comentado nesse artigo do instituto?

www.mises.org.br/Article.aspx?id=314

Agora eu buguei kk

Faço esta pergunta porque gostaria de realmente entender o assunto, e agradeço a paciência de me responder!


Prezado Gabriel, seria possível ser um pouquinho mais específico em seu comentário? Agradecido.


E o pior é que eu comecei a ler seu comentário realmente acreditando que viria algo de diferente e até mesmo desafiador. Ledo engano. Foi só mais um festival de clichês e lugares-comuns típicos de um Diretório Acadêmico de Universidade Federal. Uma lástima.

Para você:

Assim se destrói um país

Como é empreender no Brasil

No Brasil, os incentivos estão invertidos - mas vai dar tudo certo

A parábola da improdutividade

Você sabe o que realmente significa 'neoliberalismo'?


Nessas horas até os neoliberais (aqui representados pelos economistas do por que) são inflacionistas e usam argumentos despropositados. Não a toa, quando eles pegam gente como Ciro Gomes (por mais demagogo e errado que este seja) em debate, são trucidados.


Não tira o valor do artigo, a verdade é de que tínhamos entre 30 e 40 bilhões de neurônios na época dos homens da caverna, após o advento do uso de fogo para o cozimento, passamos para 80 bilhões.


O problema desta afirmação de que os funcionários públicos são predadores dos impostos da Sociedade é o a mensagem equivocada, porém, com muito má intenção do autor, afirmando que os "funcionários públicos" concursados são os predadores do sistema quando, na verdade, ele sabe muito bem que o funcionário concursado é o que menos tem poder de gerenciar ou ingerir na politica ou no sistema, muito menos se locupletar das finanças de qualquer orgão publico. Outrossim, há muitos benefícios para a carreira pública. Estes beneficios funcionam como estímulo para estes funcionários pois ao serem bons o suficiente para passarem num concurso público significa que teriam prosperidade no serviço privado e competitivo. Os que assolam o país com seus desmandos são os mesmos que se beneficiam da ideologia do autor que querem explorar o trabalho assalariado com o mínimo de beneficios sociais concedidos ao trabalhador, que é a pregação do Neoliberalismo, pois invariavelmente os empresários são os mantenedores das campanhas dos políticos neoliberais...


Se tu se refere aos programas como o Bolsa Familia no teu comentário, eu devo dizer que é um equivoco interpretar desta forma os programas sociais instalados no Brasil. A base do raciocínio está correta. Porém, Não é verdade, no Brasil, que a metade trabalha para sustentar a outra metade. Na verdade, quem mais ganha dinheiro, no Brasil, nunca trabalha para merecer mais do que 20% do que ganha. Quem mais paga impostos no nosso país são os pobres e a classe média. Estes merecem ter como retribuição escolas gratuitas, água vendida sem lucros exorbitantes e transportes a um valor aceitável. Por fim, em geral, os programas sociais existem por infinitas boas razões (que tu deverias investigar). A principal é: Não podemos construir uma Sociedade realmente boa para se viver se todos não tiverem igualdade de oportunidades, independente do tamanho de sua economia (veja a Noruega).




"um podcast seu onde você disse que uma moeda se valorizar muito em pouco tempo de uma vez pode ser ruim, o certo é a moeda ir se fortalecendo aos poucos para evitar ataques especulativos."

Ruim não é. E eu nunca disse isso. Valorizar rápido ou gradualmente, no cômputo final, dá no mesmo. Mas, com efeito, em termos de facilidade de adaptação, o segundo cenário é o preferível. Só que tal cenário é totalmente fora da realidade brasileira. Aqui, o máximo que podemos almejar é exatamente isso que estamos vivenciando.

Valorização súbita ocorre apenas em países sólidos e estáveis, como a Suíça.

Uma surpresa suíça

"A Suíça tem uma moeda mais forte que as dos outros países, mas nem tanto assim"

A Suíça está em deflação de preços desde 2012.

d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/historical.png?s=SZCPIYOY&v=20170707182900&d1=20070101&d2=20171231&type=column

Bem mais que o Japão, diga-se de passagem.

d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/japan-inflation-cpi.png?s=jncpiyoy&v=201707052030v&d1=20070101&d2=20171231&type=column

Em termos de moeda robusta, o franco suíço continua imbatível

"eu estou imaginando que um M1 congelado poderia provocar uma forte deflação de preços e oscilação severa por ataques especulativos."

Bom, para começar, um M1 congelado não é factível. Mais ainda: seria totalmente contra a liberdade. Em um arranjo de liberdade, é inevitável haver aumento da oferta monetária. Se qualquer pessoa fosse livre para aceitar qualquer dinheiro, aumentos da oferta monetária seriam inevitáveis. Se, por exemplo, o uso de dólares fosse liberado no Brasil, isso levaria a um aumento da oferta monetária: qualquer pessoa que entrasse no país com dólares estaria aumentando a oferta monetária.

Mesmo se o dinheiro fosse inteiramente formado por moedas de ouro, continuaria havendo aumento da oferta monetária: basta que alguém escavasse ouro da terra.

Portanto, um M1 congelado só seria possível mediante intervenção estatal.

Mas, ainda assim, não consigo visualizar ataques especulativos. Ataques especulativos envolvem súbitas alterações de valores e de oferta. Algo cuja oferta é fixa -- e que todos os agentes econômicos sabem serem fixa -- não tem como sofrer grandes variações de valores.


Descobri E.A. buscando sobre deflação de preços e entender a tal "armadilha de liquidez" do Japão, foram dias de mind blowing.


Ora, parece que eu não sou o único adepto da heterodoxia econômica por aqui. Vou aproveitar esse momento campinense para linkar as excelentes medidas que o mestre Bresser-Pereira postou em seu facebook.

https://pt-br.facebook.com/bresserpereira/posts/1647763851932126

Esse gênio é como vinho!


Advogados normalmente não entendem pelo mesmo motivo que os funças do judiciário não entendem.

EU tenho orgulho de ser uma exceção. Estou no quarto ano de direito e pretendo ser advogado, tenho completo orgulho de ser uma exceção no meio da advocacia, onde picaretas e imbecis dominam essa área!

Mas será que isso é só no Brasil? Eu tenho essa dúvida, os advogados ao redor do mundo, agem da mesma maneira?

Talvez não, um bom advogado civil por exemplo, é aquele que não apenas sabe elaborar contratos e defender indivíduos nos litígios, mas também que sabe ser mais eficiente sobre ''a perda de riqueza'' que as disputas promovem.
O dever de um advogado em um litígio, é fazer com que aquela disputa tenha o menor prejuízo possível.

Mas convenhamos, advogados não estão ali para fazer justiça, isso é fato.
E mais, não entra na minha cabeça advogados que defende marginais, ninguém consegue me convencer que é belo e moral isso, desde quando eu entrei na faculdade não mudo esse pensamento.


E mais, a OAB torna advocacia brasileira uma VERGONHA!!! Os advogados brasileiros agem como os taxistas, ao invés de lutar contra que os extorque, eles glorificam que os extorque.
Cada um tem o que merece, tenho muito orgulho de ser como o Professor Rodrigo Saraiva, um dos poucos advogados.
Quem sabe um dia eu não bata um papo com ele, com certeza eu aprenderia muito.

Só pra vocês terem uma ideia, eu tenho uma professora que se declara ''Neoliberal Desenvolvimentista'' e que a privatização da agua no Chile só deu certe pelas rígidas regulações, enquanto tal experimento falhou nos outros países. Fico imaginando se o Ciro Gomes escuta isso...

Outro disse que inflação é excesso de consumo....

É um pior que o outro...


Abraços


A esquerda não é ateísta, é politeísta. Alguns de seus deuses: Marx, Lênin, Mao, Pol Pot. Seus profetas, seres iluminados que só falam a verdade que lhes foi divinamente inspirada, são centenas, de Marilena Chauí a Chomski, de Lula a Paul Krugman, de Piketty a Gregório Duvivier.


Caraca, não é que tem gente louca mesmo! Acho que me "falta" assistir rede Globo, hehehe. Coisa de maluco mesmo. Mas sabe que no Brasil isso é muito estranho: todo mundo é médico, advogado e economista. Acho hilário isso, hehehe.


O Colunista fez uma análise histórica da educação em Cuba, uma análise muito ruim pois deixou de lado todas as dificuldades que Cuba passa por causa do embargo que sofre a mais de 40 anos(o que creio muito mais determinante par ao empobrecimento da ilha do que o investimento em educação pública).

A falácia do "embargo" já está tão batida que nem vou comentar. Mas é o próprio governo cubano que proclama a excelência da educação cubana. Então é legítimo perguntar a um país com tal qualidade, onde o analfabetismo foi extinto e prostitutas tem curso superior, quais os resultados práticos desta qualidade. Que contribuição Cuba trouxe à cultura mundial ? Novos remédios ? Novas técnicas cirúrgicas ? Novos métodos construtivos na engenharia civil ? Algum avanço na engenharia mecânica, química ou elétrica ? Algum software inovador ? Descobertas na física ou na astronomia ?

No Brasil os primeiros colégios visando uma educação laica eram públicos, as primeiras faculdades eram públicas, as melhores condições de trabalho foram garantidas pelo Estado

E tudo isso era reservado aos amigos deste mesmo Estado.

Aqui as melhores universidades são públicas, os melhores centro de pesquisas são públicos.

A USP recebe mais de sete mil reais por mês para cada aluno matriculado. Dá para comparar com alguma universidade privada ?

O empresário brasileiro é medroso.

E com razão, já que o estado brasileiro é injusto, cruel e arrogante.

Por isso a maior parte do investimento de infra-estrutura no Brasil parte do Estado, e não de seus empresários.

E desde quando um empresário no Brasil pode investir em infra-estrutura ? O estado diz até o que ele deve fazer dentro de sua própria empresa, quanto mais em qualquer coisa de caráter público.

E não adianta dizer que é o próprio Estado que causa essa situação porque 1- ela é anterior ao momento do Estado brasileiro como um gigante burocrata.

O Brasil só não era dominado por um gigante burocrata antes de 22/04/1500.

O domínio do Estado por parte dos empresários continua.

Conheço um ex-presidente que há varios anos só viaja usando jatinhos particulares. Um deles pertence ao dono de um dos maiores grupos educacionais privados do país.

Aqui no interior do Rio, quem coloca e tira prefeitos de suas cadeiras são os empresários(ou melhor, os mafiosos) do ramo do transporte.

Será que o fato de todo o setor de transporte no Brasil ser monopolio do estado, que o distribui via "concessões", tem algo a ver com isso ?

Entra no site dessa empresa que lá você vai ver o que é prioridade para eles. Se é a qualidade do ensino ou se são os lucros.

E porque qualidade e lucros seriam excludentes ? Claro que em uma empresa que tem clientela cativa paga pelo estado, a qualidade realmente não é importante. Aliás, o que é prioridade para um professor de uma universidade pública: a qualidade do ensino que ele ministra ou uma política estatal que lhe garanta generosos salários, amplos benefícios, total estabilidade, ausência de cobrança de resultados e aposentadoria com salário integral ? Dica: a resposta não está no site da USP.

Se dá sim por meio de uma análise histórica que mostra claramente que quem realmente sempre investiu em educação no Brasil foi o Estado.

Em primeiro lugar, o estado não investe. Investir é colocar em risco o próprio dinheiro em troca de uma perspectiva de lucro. O estado toma o dinheiro das pessoas e, após distribuir parte dele entre seus protegidos, usa o que sobrar em bens e serviços que, com sorte, atenderão à demanda de algumas parcelas da sociedade, quase sempre de forma ineficiente.

E em segundo lugar, isso não ocorre apenas com a educação. Praticamente tudo aqui em banânia foi, desde sempre, monopolizado pelo estado, o que explica nossa situação hoje.


Ao afirmar categoricamente quais são os melhores colégios, vc fez uma afirmação extrema. Pela sua lógica, não é correto.

Tratar assuntos complexos através de comparações simplórias não é um bom método.


Isso pode ocorrer com qualquer religião ou cultura. Não é muito difícil ver alguns pastores evangélicos, por exemplo, pegando a prosperidade no reino dos céus como se fosse uma prosperidade material na terra. Isso pode levar muitas pessoas a verem o empreendedorismo como uma forma de buscar essa prosperidade. Na verdade, essas duas coisas (empreendedorismo e prosperidade espiritual) nunca deveriam se misturar, mas isso depende muito do valor que cada pessoa tem. Se você for um materialista, o reino dos céus vai ser a satisfação material na terra; o empreendedorismo, a política, e qualquer coisa que for meio para atingir o objetivo vai se tornar uma religião. Mas, como eu falei, isso depende do entendimento que cada um tem sobre os dois conceitos. No Brasil, não sei qual é a cultura das pessoas, também não sei se o Karnal se embasou em alguma pesquisa para comprovar isso, ou mesmo se existe alguma pesquisa que a comprove.



A parte que você não entendeu (eu que não soube explicar kk), foi por causa de um podcast seu onde você disse que uma moeda se valorizar muito em pouco tempo de uma vez pode ser ruim, o certo é a moeda ir se fortalecendo aos poucos para evitar ataques especulativos. Posso ter entendido errado também, mas minha dúvida é quanto a uma forte valorização em um curto intervalo de tempo.

A Suíça tem uma moeda mais forte que as dos outros países, mas nem tanto assim, eu estou imaginando que um M1 congelado poderia provocar uma forte deflação de preços e oscilação severa por ataques especulativos.

Outra dúvida é, um M1 congelado obrigatoriamente seria um cambio de flutuação limpa, não?

Quanto ao exemplo do Brasil eu entendi que é um problema das intervenções do Estado kkk acredito que seria excelente em um país Laizess Faire, mas infelizmente não vivemos em um kk


E agradeço desde já as respostas!



O verdadeiro problema econômico é o povo "aprender" economia através da grande mídia e das instituições de ensino superior.

Isso sim causa estragos profundos na economia.


Qual é sua fonte de renda? Que sustenta você? Com que dinheiro você comprou o computador pra fazer esse comentário? Quem paga sua internet? Quem inventou o computador e a internet? foram suas plantas ou o socialismo? Em que mundo, afinal, você vive?


Sabe o que é legal? Ver que esses socialistas caviar, utilizam recursos e conhecimento provenientes de mentes capitalistas, imperialistas, opressoras da elite branca. kkkkkk

Socialismo é um desvio moral, é concordar com os milhões de mortos pelo mundo, com a fome e a miséria.



Postei um comentário pedindo para os leitores lerem esse artigo... Talvez apareçam algumas pessoas de paraquedas nos próximos dias/horas aqui... Talvez mais alguém descubra a escola austríaca hoje :D.



Em primeiro lugar, aqui em Pindorama salários são irredutíveis por lei.

Em segundo lugar, salários são determinados pela relação oferta/demanda das qualificações e produtividade de cada tipo profissional. Não tem por que oscilarem junto com os preços; se o fizessem, um engenheiro de computadores estaria ganhando hoje uns R$ 2,00 por mês.

Em terceiro, não confunda a redução de preços causada pelo aumento de produtividade com a redução causada por uma empresa quebrada fazendo "liquidação" para se salvar. Neste último caso, é provável que acabem todos desempregados, do "peão" até o proprietário. Mas este é um caso específico de cada empresa, as outras não tem nada a ver com isso. Na verdade, as outras se livram de um concorrente ruim, o que se não é uma grande vantagem, também não prejudica ninguém.


Concordo, camarada. É lamentável. O povo estaria muito melhor se os preços estivessem subindo 20% ao mês e o dólar estivesse em 30 reais. Isso sim seria pujança e bem-estar. Seríamos a inveja dos suíços.

Volta, Dilma!


Ué... essa nem eu entendi. O Socialismo não é implantado sob a égide do relho ? Melhor ainda... o Fascismo não é Socialista também ?


Hove sim valorização da moeda. O dólar, que chegou a esbarrar em R$ 4,24, chegou a bater em R$ 3,10 recentemente, tendo voltado a subir apenas após o episódio Joesley.

E isso exerceu uma grande e benéfica influência baixista sobre os preços.

Ademais, antes uma queda de preços em meio a uma recessão do que uma disparada. Apenas, Bresser-Pereira, Belluzzo e demais ignaros estão tristes.


Não há e nem houve nenhuma redução salarial (mesmo porque isso é proibido).

Ademais, pela sua lógica, os salários da indústria tecnológica deveriam estar beirando zero, pois os preços ali só fazem cair.

Por fim, e contrariamente à sua crítica, isso foi abordado no artigo. Era só tê-lo lido.


Lamentável. O pior de tudo é ver os rentistas soltando fogos com essa desaceleração violenta do IPCA, como se isso fosse uma coisa boa. Aliás, pra quem vive de LFT é uma boa coisa mesmo, tamanho os juros reais.

Infelizmente, pra quem produz, como o setor industrial, só resta esperar essa equipe econômica saia para que se possa ter um câmbio de equilíbrio, uma política fiscal e monetária expansionista e uma linha de crédito de longo prazo decente.


Bem-vindo ao mundo real, onde os loucos têm vez. E os acadêmicos é que impõem a pauta.

g1.globo.com/economia/noticia/entenda-o-que-e-deflacao-e-por-que-ela-e-um-problema-para-a-economia.ghtml

Como eu me formei em economia, passei quatro anos ouvindo esta besteira. Já você, que provavelmente é um cara de bom senso, compreensivelmente nunca nem sequer cogitou essa besteira.


"se um país como o Brasil resolvesse abandonar toda loucura inflacionária e resolver congelar o M1 mas todos outros países seguissem inflacionando a moeda, isso poderia trazer problemas?"

Tal país teria a moeda mais forte do mundo e sua população seria a mais privilegiada de todas (de certa forma, é isso o que acontece com o povo suíço).

Há um artigo inteiro sobre as consequências de tal política:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=333

"e quanto a salário mínimo, agencias de regulamentação e CLT não poderiam provocar disparada no desemprego?"

Sim, como toda e qualquer intervenção do estado na economia. O problema, então, não é a deflação mas sim as intervenções do estado sobre a livre interação humana.

"Outra coisa, a moeda não poderia passar a se comportar como um ativo e passar a deflacionar de forma muito severa? com deflações de preços descoordenadas e de alta porcentagem?"

Essa parte eu não entendi.


O autor esqueceu de contar que quando você for no banco tirar o seu salario no valor x vai ver que recebeu x - D. Afinal as empresas vão ter que "indexar" seu salario assim como ocorre hoje com a inflação isso se ele não for o demitido da vez. Venho pensando e lido bastante a respeito do assunto e a Deflação me parece tão prejudicial quanto a Inflação. Porque não colocar a meta em 0%?


Nunca vi ninguém criticar a deflação, achei curioso esse texto. Como alguém poderia criticar isso?


Não sei se estou errado, mas a deflação é boa quando advinda do aumento da produtividade ou valorização da moeda, que não é o que está ocorrendo no Brasil no momento. A inflação despencou no Brasil por estar havendo uma contração monetária.
Quem comprou títulos com juros fixos pagando 17% a.a. há um ano atrás deve está rindo a toa.


o brasil é uma juristocracia. se o legislativo eleito já é ruim, imagina 18 mil juízes, mais ministério público, que agem como legisladores?

1 milhão de advogados e contando... no brasil será crime ser rico de maneira que não envolva dinheiro público logo, logo...

(que oab, universidades, concursos,etc nada mais do que são filtros ideológicos tbm é um assunto importante)



Leandro,

Hipoteticamente, hoje em dia, se um país como o Brasil resolvesse abandonar toda loucura inflacionária e resolver congelar o M1 mas todos outros países seguissem inflacionando a moeda, isso poderia trazer problemas? e quanto a salário mínimo, agencias de regulamentação e CLT não poderiam provocar disparada no desemprego?

Outra coisa, a moeda não poderia passar a se comportar como um ativo e passar a deflacionar de forma muito severa? com deflações de preços descoordenadas e de alta porcentagem? Porque na minha visão, passaria a valer a pena empreendedores do mundo todo manter estoques da moeda devido a deflação, a enorme procura e a busca por ganhos na venda posterior da moeda valorizada poderiam provocar ataques especulativos e falta de previsão no valor da mesma? Não sei se raciocinei corretamente.

Se não me engano Mises defendia o congelamento do M1, isso é válido também para países fortemente intervencionistas, com altíssima carga tributária, entraves artificiais, e aplicando essa solução isoladamente?


agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-07/inflacao-oficial-tem-deflacao-de-023-em-junho-primeira-em-11-anos
Quando você acha que nunca veria uma notícia de deflação no Brasil

: D


Carai!!! E eu achando que o artigo tinha exagerado quando falou da existência de tais pessoas! Esses malucos existem mesmo!


História? No Brasil, só a coletânea do Narloch, o Guia Politicamente Incorreto da História Brasileira. Tem também o da América Latina e do Mundo.

Fora isso, nada. Ou você recorre á internet ou irá emburrecer.


Difícil, é melhor primeiro aprofundar suas bases filosóficas, econômicas e históricas com autores renomados sempre divulgados aqui no site e poderá ler qualquer porcaria sem ser contaminado, saberá separar joio do trigo.


Não me refiro ao fracasso econômico absoluto de Pindorama, sei que em termos de comportamento de preços estamos no paraíso perto dos infernais 2014-16.
Me refiro a isto, uma deflação microscópica gera uma reportagem com imagem dos anos 30:

g1.globo.com/economia/noticia/entenda-o-que-e-deflacao-e-por-que-ela-e-um-problema-para-a-economia.ghtml



Ótimo artigo pra derrubar as falácias desses economistas intervencionistas.

Uma pergunta para quem quiser responder:alguém conhece uma fonte confiável e completa que não esteja contaminada pela esquerda para estudar história? Fica difícil fazer um debate quando eu não sei se me contaram tudo sobre a matéria ou se mudaram alguma coisa.


No Brasil, ter deflação por apenas um mês já é raríssimo. A última foi em 2006. Aliás, a última vez que a inflação acumulada em 12 meses ficou em 3% foi também em 2006. Onze anos atrás.

É sim motivo de júbilo. No Brasil, isso é o máximo a que podemos aspirar -- ainda mais quando olhamos para o passado recente, em que o IPCA acumulado em 12 meses sequer ficava abaixo de 6,50%.

Após os 11% de 2015 e os 6,30% de 2016, fechar um primeiro semestre com 1,18% quase que dá uma sensação de deflação. De novo: esse é o máximo a que podemos almejar.

Aliás, em cidades como Goiânia, o acumulado em 12 meses foi de 1,74%. Isso é quase que padrão Suíça. Em Curitiba foi 2,04%. Menor que EUA.

agenciadenoticias.ibge.gov.br/media/com_mediaibge/arquivos/29a24ed8c2a3b9e46c1e151adbb07ec7.pdf

E há localidades em que o preço da gasolina, após bater R$ 4 o litro, voltou a R$ 2,99. E sem mágica ou controle de preços.


Dialogar en alto nivel con un socialista no es imposible.
Es inútil!
Una excelente manera de perder tiempo, energia y paciencia.
Una forma infalible de estropear el día.


Herança cultural do fetiche dos governos militares por saldos positivos na tal balança. Países emergentes minimamente sérios fazem alarde no saldo de produtos em que focam sua produção.


Você quer a resposta verdadeira? Para criar manchetes espetaculosas. E também por falta de assunto.

Mas a culpa não é exatamente da imprensa, pois ela apenas repete tudo o que os economistas convencionais lhe repassam.

Por que economistas são histéricos em relação à balança comercial?



Ainda estou procurando essa tal deflação nas terras de Pindorama, IPCA acumulado 12 meses está em 3%, nada longe de nossos vizinhos economicamente civilizados, Paraguay com 3,4%, Chile 2,8% e Perú 3,2%. E depois da sequência de vários anos com inflações cavalares, por aqui mínimo de sensatez é radicalismo, totalmente desalentador este país.


Não sei se poderá me responder, visto que esse post é antigo... Porém, André Luiz Santa Cruz Ramos:

"Um arrependimento que tenho é de ter conhecido tarde demais as idéias liberais e libertárias. Queria ter feito o curso de direito com o conhecimento do liberalismo e libertarianismo que tenho hoje. É muito ruim ter que correr contra o tempo."

Estou no 7º semestre com algum conhecimento no ramo, pretendo ler alguns livros sobre.

"Outro arrependimento é o de ter entrado para o serviço público. Se pudesse voltar no tempo, não teria tomado essa decisão. Enquanto não sair, terei que ouvir calado as justas críticas de que a defesa radical e intransigente de minhas idéias é incoerente com minha atuação. Isso me perturba, não posso negar. Para compensar, tento exercer minhas atribuições atuais sempre em defesa da liberdade, na medida do possível."

Faço estágio no TST, queria saber o que você faria com o curso de direito e ideias libertárias, agora que estou terminando o curso, não sei o que fazer. Toda essa burocracia me dá um leve desânimo.


Ai meu pai... Tudo tem que ser minimamente destrinchado, explicado, desenhado. Vamos lá:

"Não, cidadão. Preste atenção. Quando se diz que a Uber tem um valor de mercado de US$ 70 bilhões não se está dizendo que a Uber recebeu US$ 70 bilhões em investimentos, mas sim que a empresa vale hoje US$ 70 bilhões.

Ou seja, se ela for vendida, o comprador terá de desembolsar US$ 70 bilhões por ela.

E quem fez esta precificação foi o próprio mercado. "


Nope, a empresa NÃO VALE 70 Bilhões. Isso é uma estimativa que foi feita para os investidores na última rodada de investimentos do Uber. É lógico que numa rodada de investimentos sempre tentam jogar o valor lá em cima. (daí entra a lábia do Travis, e ele estava sendo bem-sucedido nisso) Se a rodada for bem sucedida, então significa que os INVESTIDORES] creem que ela realmente vale isso. Não quer dizer que todo o mercado acha isso ou muito menos que ela será vendida por esse valor caso seja colocada à venda.
Lembre-se que a empresa não tem capital no mercado aberto, todos estes valores são sempre estimativas ou chutes que podem ser bem imprecisos e até manipulados. Acredita quem quer. Pode ter certeza que se alguém realmente quisesse pagar esse preço, ela ja teria sido vendido faz muito tempo.

Não quis dizer que os investidores efetivamente desembolsaram 70 BI, mas eles investiram crendo que este é o valor final que o investimento terá alocado. Quem investe investe pensando no futuro. A quantidade real desembolsada pelos investidores desde a fundação da empresa até hoje é de cerca de 15 BI. Link: https://www.crunchbase.com/organization/uber/funding-rounds . Mas eu admito, usei a palavra alocar que fez parecer que eu disse algo que não realmente quis dizer. Falha minha.

Inclusive especialistas no mercado financeiro acham que ela vale metade disso:

https://www.bloomberg.com/news/articles/2016-08-17/an-expert-in-valuation-says-uber-may-have-already-peaked

https://techcrunch.com/2015/10/10/valuing-uber/

E outros:

https://www.forbes.com/sites/lbsbusinessstrategyreview/2015/10/09/the-value-of-uber/#7b0a40583da8

https://techcrunch.com/2017/06/22/as-ubers-value-slips-on-the-secondary-market-lyfts-is-rising/

Inclusive a Brand Finance no seu ultimo relatório de top 500 marcas em 2017 avaliou o Uber em somente 14,5 BI: Veja pagina 19 do relatório:

brandfinance.com/images/upload/global_500_2017_locked_website.pdf

MAS, para o bem da sua argumentação, vamos então considerar então apenas o valor que os investidores efetivamente gastaram, 15 BI como sendo o valor que o Travis conseguiu arrancar dos investidores. Isso nada muda o meu argumento, continua sendo um valor imenso e prova sim, por enquanto, apenas a habilidade dele de encantar os investidores com uma empresa que há quase 10 anos nunca teve lucro. E que aparentemente ainda está longe de lucrar.

Portanto, clareie seus conceitos. Não teve nada disso de "o mercado alocou 70 bilhões num projeto" ou "os 70 bi provam, no máximo, que o Travis é muito bom em ludibriar investidores".

Nunca houve nenhuma alocação de US$ 70 bilhões na Uber. A Uber vale hoje US$ 70 bilhões. Mas ela nunca recebeu um aporte de US$ 70 bilhões.


Veja que se usarmos então 15 BI e não os 70 BI na discussão, meu argumento é ainda mais válido: mais da metade do dinhero dos investidores (8 BI) foi torrado em prejuízo puro e simples, desde a fundação da empresa. Muito obrigado por ajudar meu argumento!

E note que hoje o Uber tem muito mais concorrentes que na época que ele era realmente uma inovação. Tanto que já foi chutado pela concorrência na China. Se ele nunca teve lucro mesmo na época que praticamente reinava sozinho, como que as perspectivas de lucro futuras poderão ser maiores, com muito mais concorrentes aparecendo a cada dia? Novamente repito: só é barato pq as corridas são subsidiadas pelos investidores.

Tanto isso é verdade que o Uber começou a investir em carros autônomos, porque aparentemente é a única forma de tentar tornar o negócio rentável, chutando os motoristas. E carros autonomos estão longe de acontecer na maioria dos países no curto e médio prazo. E neste mercado ele vai concorrer pesado com a Tesla, que aparentemente tem bem mais domínio da tecnologia de carros autonomos para poder lucrar (e eles ainda fabricam os carros). É realmente surreal que tenha gente que acredite que o Uber valha 70 BI.

Então, my point stands, ainda é cedo para endeusamentos como estes feitos pelo texto.

Por fim, tendo entendido tudo isso e lendo todos os links prestados, você está agora pronto para reavaliar seus conceitos. (E por favor, seja menos afobado na próxima).




Sugiro que o mises faça um matéria intitulada: "Entenda o que é deflação e por que ela é BOA para a economia":

g1.globo.com/economia/noticia/entenda-o-que-e-deflacao-e-por-que-ela-e-um-problema-para-a-economia.ghtml

Espero que os preços continue caindo.



Entrar na OCDE, é bom? Ruim? Ou não faz diferença para o Brasil?


Sim, endividamento privado também é uma política de governo, pois é o governo quem incentiva o endividamento privado (para consumo e para investimentos) para aditivar o PIB.

A questão é qual a composição do endividamento privado. Se ele for majoritariamente voltado para investimentos, então ele é benéfico. Investimentos (bem sucedidos) criam um fluxo de renda futura, e este fluxo ajuda a quitar a dívida. Já se o endividamento for para o mero consumismo, então isso é ruim, pois o consumismo não cria nenhum fluxo de renda futura, e a dívida só poderá ser quitada por meio da redução do consumo futuro.

Perceba que, no primeiro caso (investimentos), o crescimento econômico é sustentável. No segundo, é temporário. O maior consumismo hoje será contrabalançado pelo menor consumismo amanhã (no Brasil, já estamos no amanhã).

Endividamento voltado para o consumo, além de ser um desperdício da poupança da sociedade, solapa o crescimento econômico futuro. Dinheiro emprestado para consumidores é dinheiro que deixou de ser emprestado para investimentos físicos. Ao desperdiçar sua poupança no consumismo, uma sociedade está solapando seu padrão de vida futuro.


A Suíça pode ser liberal, mas sabiam que o automobilismo é proibido por la?

Sim meus caros, você vê que os Suíços são livres porem se for um fã da velocidade a liberdade é muito limitada.

m dia, porém, as corridas eram permitidas. Inclusive, o Grande Prêmio da Suíça de F1 chegou a ser realizado dentro de seu território de 1934 até 1954, na cidade de Berna. Mas em 1955 foi iniciado o veto. Neste ano, ocorreu um grande acidente nas 24 Horas de Le Mans, tradicional prova francesa. O acidente, em que dois carros colidiram e um atingiu a área em que se localizava o público, matou mais de 80 espectadores , além do piloto francês Pierre Levegh.

Então, o governo suíço, por considerar o automobilismo muito perigoso, o baniu do país. Esse veto chegou a ser retirado em 2007, porém, em 2009, o senado do país retornou a proibir eventos do tipo.

Mesmo assim, o país já teve 25 pilotos na Fórmula 1.




Ué, e alguma vez estiveram em baixa? De onde você acha que vem nosso subdesenvolvimento e atraso?


Deve ser mesmo maravilhoso esse mundo que você sugere. Igualzinho ao que você sugeriu para Chavez e seu sucessor Maduro.


Tenho uma notícia não muito boa pra vocês, o apoio a ideias de esquerda cresce no Brasil.


saoPaulo perguntou:
"Deve um pai ter direito absoluto sobre seu filho, sem que alguma corte -- pública ou privada -- possa sobrescrever suas decisões?"
Resposta: Não. Se alguma corte entender que está ocorrendo uma violação do PNA por parte dos pais em relação ao filho, então uma corte estaria agindo de acordo com os princípios libertários ao tentar sobrescrever as decisões do pais.

Sérgio perguntou:
"Deve alguma corte -- pública ou privada -- ter direito absoluto sobre seu filho, sobrescrevendo suas decisões?"
Resposta: Não, as decisões sobre os filhos incapazes cabem aos pais, exceto quando ocorre uma violação do PNA (e apenas nesse caso, do ponto de vista libertário, é correto que outros possam agir e tentar sobrescrever a decisão que violou o PNA).

Aos ignorantes de plantão: notem que esta é a minha resposta às perguntas de cunho filosófico do saoPaulo e do Sérgio, e aborda o tema de forma geral. Não tem relação direta com o caso do Charlie.


Através de qual planta você vem digitando seus textos acerca do fantástico mundo de Marx?


Como os libertáris lidariam com a questão da vacinação, que só podem funcionar quando a maioria da população é vacinada..

Me parece um caso claro de tragédia dos comuns, o seu interesse pessoal de não se vacinar afetar a sociedade. Pra mim, isso só é resolvido por meio de uma lei obrigando a pessoa a se vacinar.

www.independent.co.uk/news/world/europe/france-vaccination-mandatory-2018-next-year-children-health-measles-dying-anti-vaxxers-edouard-a7824246.html

Tinha tantos pais idiotas na frança negando vacinas aos seus filhos, que já tava virando caso de saúde publica, e precisaram criar uma lei para eles vacinarem seus filhos.

Intromissão do estado na propriedade alheia ou defesa da propriedade alheia? Se vc considerar como uma tragédia dos comuns, me parece o mesmo problema da poluição..

Como os libertários resolveriam o problema da tragédia dos comuns na questão atmosférica(a atmosfera terrestre nao pode ter dono), e na questão da vacinação?


Uma hiperinflação abaixa dívida, gastos com previdência e funcionalismo rapidinho.


Mais antiga evidência de escrita cabe aos povos mesopotâmicos, aos fenícios cabe provavelmente a escrita semântica, muito mais eficiente.

https://www.britannica.com/topic/writing/History-of-writing-systems


Correto, foram os Sumérios mesmo, parece que eu confundi escrita com alfabeto.


"Vamos lá, basta uma só palavra: vc apoiaria que o estado agisse para IMPEDIR os pais de um bebê de desligar os aparelhos, e garantir o seu direito à vida ?"

Não respondem porquê não entendem a dificuldade de entendimento para essa pergunta.

O primeiro direito do indivíduo é a VIDA. Ele, e somente ele, pode escolher se opta por continua a viver ou morrer.
Caso ele não tenha poder sobre sua própria decisão e não tenha como expressar seu interesse de alguma forma, ele não tem soberania sobre sua vida. Mas essa não pode ser simplesmente repassada a qualquer ente: Quem assume essa responsabilidade tem o dever de proteger e conservar a vida desse indivíduo, enquanto puder. O ente teria a missão de mantê-la viva, e não de decidir sobre sua vida.


Em situação ALGUMA, você tem o direito de se sentir superior à soberania de uma pessoa inocente (no sentido de não ter cometido crime) sobre o próprio corpo. Essa soberania é apenas dela. Se ela não tomou a decisão de morrer, seu responsável tem apenas a responsabilidade de mantê-la viva. No caso da criança, os pais estão buscando o meio para mantê-la viva. Caso não conseguissem o financiamento, os aparelhos seriam desligados. Eles não mataram a criança, mas não teriam alcançado os meios para mantê-la viva.


Respondido?

"Vamos lá, basta uma só palavra: vc apoiaria que o estado agisse para IMPEDIR os pais de um bebê de desligar os aparelhos, e garantir o seu direito à vida ?"

Sim, apoiaria. Não pela função do Estado em si, mas sim por ele estar agindo como uma entidade que protege o direito a vida, a liberdade e a propriedade. Apoiaria o Estado fazer isso como qualquer outra instituição que se propusesse a isso.


Na verdade, o primeiro povo a desenvolver a escrita foram os sumérios, alguns milênios antes dos fenícios...


No Brasil, anualmente, mais de 50% do orçamento do governo federal fica a cargo exclusivamente da previdência e dos juros e amortizações da dívida. Inclusive em alguns anos é mais de 60%. É impossível cortar estes gastos, desestatizar a previdência é algo que demoraria décadas para ser feito, e não pagar os juros e amortizações da dívida seria um calote que geraria caos econômico. Infelizmente não há o que ser feito, cortes realmente significativos de gastos são impossíveis de ocorrerem. O que vai ocorrer é que, graças à PEC do Teto, o governo vai ser obrigado a cortar os gastos em outros setores quando os inevitáveis déficits da previdência ocorrerem. A estrutura do governo será enfraquecida mas o nível de gastos sempre permanecerá o mesmo.

www.novascartaspersas.files.wordpress.com/2014/01/carga-tributc3a1ria-6-torta-auditoria-cidadc3a3o-da-dc3advida-pc3bablica.jpg


O interesse da Rússia na Síria é a questão do gás que Assad não concordou com o gasoduto vindo do Catar, então Assad propôs que o gás viesse do Irã, o que a Europa e os EUA negaram, então a tragédia foi formada e é isso que estamos vendo. Só que isso vai além meu caro, é uma disputa ali entre Irã, Arábia Saudita, Israel e Emirados Árabes Unidos.
Oitenta por cento do gás utilizado pela Europa e 39% do consumido pela Alemanha provém da Rússia. Logo, visando quebrar esse monopólio, suas motivações serão não só diminuir o gás, como quebrar esse monopólio que afetaria as contas públicas de Moscou e isso pesaria sobre o orçamento militar dos russos. Eu acredito que tenha um jeito mais fácil para resolver isso, como um amigo disse aqui, basta Petro Poroshenko fazer um referendo para decretar a secessão da parte oriental do país e abraçar o Ocidente de vez, assim Poroshenko poderia nacionalizar os gasodutos da Gazprom na nova Ucrânia, vale lembrar que os russos já advertiram sobre a consequência de uma nacionalização dos gasodutos, mas por esse jeito os russos ganhariam o leste da Ucrânia. Chances mínimas, mas melhores do que essa bagunça total.
E não, o conflito do Oriente Médio não irá se tornar o propulsor do país vencedor da guerra para implementar a sua moeda. Acredito que o conflito fique restrito ao âmbito regional, mas não a ponto de uma troca de moeda por imposição.



Alguém me explica como alguém consegue fazer um livro sobre a concentração de riqueza, sendo que os estudos e as estatísticas sobre riqueza são bastante escassos. O enorme acervo de conhecimentos (educação, habilidades, experiência) acumulados dentro de cada pessoa, o chamado capital humano, também é uma riqueza pouco contabilizada. Essas são, afinal, as riquezas detidas pelas pessoas, embora a distribuição desse valor no Brasil, na ordem de uns R$ 20 trilhões na atualidade, entre formas de capital físico e humano, sejam muito mal conhecidas, até por pesquisadores. É mais comum se debater no mundo a distribuição da renda, que é um conceito de fluxo anual – "vulgarmente", os rendimentos, de capital e do trabalho de cada um. A mensuração da riqueza acumulada tem ficado relegada a um plano secundário nos debates sobre as políticas de redução da pobreza(mesmo eu sendo contra).


Se me permitem dar uns pitacos:

- Disputas comerciais sempre existiram desde que o mundo é mundo, e hoje não é diferente. O mundo não vai mudar por causa de um gasoduto, apenas alguns bilhões trocarão de dono. E não estou sendo irônico, em termos de economia global, alguns bilhões representam muito pouco.

- Na questão do gás, incluir como fator adicional a produção do mediterrâneo que está em fase de implantação por Israel e Chipre.

- Em uma disputa militar GLOBAL, o vencedor irá impor sua moeda para o restante do mundo, com a ressalva que o "restante do mundo" será um deserto radioativo.

- Para entender a geopolítica da energia (petróleo/gás) são necessárias informações que nós, simples mortais, não dispomos. Fundamentalmente, as reservas verdadeiras de cada país. Hoje, o gás do Qatar compete com o gás da Rússia. Daqui a dez ou quinze anos, a Rússia terá gás? O Qatar terá gás? E quem terá petróleo? O Irã? o Iraque? A Arábia Saudita? Os EUA? A Rússia? Podemos apenas especular, com base nos pouco confiáveis dados de organizações como EIA, BP e OPEP.


"deve um pai ter direito absoluto sobre seu filho, sem que alguma corte -- pública ou privada -- possa sobrescrever suas decisões?"

Deve alguma corte -- pública ou privada -- ter direito absoluto sobre seu filho, sobrescrevendo suas decisões?


Amigo, fica difícil argumentar com quem lê aquilo que não escrevi.

O problema na sua situação é simples: Você está dando peso a conceitos para defender sua ideia.

Não sei bem do que vc tentou me acusar, mas, sim, minhas idéias se baseiam em conceitos. Eu "dou peso" a conceitos que considero válidos e descarto conceitos que considero inválidos. Sempre achei que é o que qualquer pessoa faz, e claro que cada um pode ter conceitos diferentes e idéias diferentes.


Como o bebê não tem o direito a escolha entre viver ou morrer (e por isso, seu argumento do "direito ao voto" não tem sentido algum) você está relativizando a moral através de algumas imposições de regras.

Existe moral que não imponha regras ? A moral diz que "fazer isso é certo, fazer aquilo é errado." Isso é uma regra. A questão é cada um ter certeza que SUAS regras são as certas e portanto a SUA moral é a correta. Vc não está provando nada, está apenas fazendo frases díficeis para dizer que a sua moral e as suas regras são as certas e as minhas são as erradas. Nenhuma novidade aí.


Quer determinar até que ponto a dor e sofrimento são permitidos sem que a saída seja o assassinato

Me mostre onde eu disse que quero impor a alguém algum limite ou obrigar alguém. Eu disse apenas qual seria o MEU comportamento diante de uma situação. Vc está usando jogos de palavras para dar a entender que eu quero sair matando inocentes por aí.


...como se soubesse, já de antemão, a opinião do bebê sobre isso.

O que, hipotéticamente, seria tão válido quanto dizer o contrário, isto é, que o bebê quer continuar vivo e sofrendo. Mas isso é apenas um argumento emotivo seu, porquê bebês não tem opiniões racionais.


Em resumo, você quer nos impor que: se um bebê sofrer um sofrimento superior à "x" ele merece morrer, independente da opinião de seus pais, mesmo que eles estejam querendo apenas o direito a vida do seu filho.

Aqui vc definitivamente leu o que quis ler, e não o que eu escrevi. Desafio a achar uma palavra em meus comentários que indique que eu desejo impor qualquer coisa a outro. Desafio a achar uma palavra que fale em ir contra a decisão dos pais. Desafio a achar uma palavra que mostra que acredito que seja possível definir um valor arbitrário x.

Para deixar registrado, vou me repetir: Se EU estivesse nessa situação, e SE houvesse indicações médicas que uma pessoa (bebê ou não) pela qual sou responsável estivesse sofrendo e SE as chances de cura fossem mínimas, EU não optaria por prolongar ARTIFICIALMENTE a vida dessa pessoa ([i]é o seu momento de gritar "assassinato! homicídio! sequestro!"). Se outras pessoas pensam diferente, não tenho problemas com isso.


Aliás, você quer impor isso, mesmo HAVENDO CHANCE DE REVERSÃO.

Isso é uma deslavada mentira. De novo, desafio vc a achar uma frase onde eu diga que quero impor o que quer que seja, e desafio vc a achar onde eu disse que faria isso HAVENDO CHANCE DE CURA.


É esse o julgamento que você considera correto?

Sim.


Se essa decisão é cabível em alguma definição de moral, você me dá a certeza que estou em um mundo errado, camarada.

Eu também já achei injusto viver em um mundo em que pessoas pensavam diferente de mim, afinal, eu tinha certeza de que estava certo, então os outros só poderiam estar errados!
O tempo e a idade me fizeram mudar de idéia.


Sim, você está relativizando o valor da vida de um inocente. E, o pior: passando essa decisão para o Estado.

Vc está me imputando coisas que eu não falei, novamente. Repeti diversas vezes que estava apenas expressando a MINHA opinião sobre que EU faria em uma situação similar. Não estou opinando sobre a situação do Charlie, simplesmente porque não faço parte dela. Vc está sendo desonesto.

Aliás, por que vc não aproveita e responde aquilo que já foi perguntado por mim e por outros: se os pais de um bebê doente decidirem pela eutanásia e o estado agir para impedir, vc continuaria sendo a favor do "direito à vida" incondicionalmente ? Não se constranja em admitir que não, já há comentáristas admitindo que o seu problema é com o estado tomando decisões contra os pais e que estes tem PODER ABSOLUTO sobre seus filhos.


Vamos lá, basta uma só palavra: vc apoiaria que o estado agisse para IMPEDIR os pais de um bebê de desligar os aparelhos, e garantir o seu direito à vida ?


Leandro, existe uma pesquisa de 2011 falando sobre isso também. Foi publicado no Journal Of Economic Surveys, os economistas suecos Andreas Bergh e Magnus Henrekson(ambos do Research Institute Of Industrial Economics at Lund University) encontraram uma "correlação negativa" significativa entre o tamanho do governo e o crescimento econômico. Especificamente, eles disseram que um aumento no tamanho do governo em 10 pontos percentuais está associada a uma taxa de crescimento anual de 0,5% a 1% menor.

Existe uma outra pesquisa - The Impact Of High And Growing Government Debt on Economic Growth: An Empirical Investigation for the Euro Area - feita pelo BCE em 2010, Cristina Checherita e Philipp Rother argumentaram que a dívida pública aumentando, o crescimento econômico será menor a longo prazo.

No "Public Debt Overhangs: Advanced-Economy Episodes Since 1800" por Carmen M. Reinhart, Vincent R. Reinhart, Kenneth S. Rogoff publicado em 2012 - Journal of Economic Perspectives, os autores analisaram 26 casos diferentes. Apesar das muitas diferenças entre os casos, o crescimento econômico caiu em todos, exceto em três dos 26 casos. Todos os casos, que duraram uma média de 23 anos, estão incluídos no documento. Eles descobriram que o crescimento anual médio é 1,2% menor para os países com uma subida da dívida do que para os países sem.

Em um outro artigo eu tinha te perguntado, mas eu acho que você não respondeu.

A minha pergunta foi referente a relação entre a dívida pública e privada? Se são correlacionadas, até que ponto chega essa relação?
Um país como os EUA, com uma dívida privada em 273% do PIB, e a dívida pública em 101% do PIB, no total gerando uma dívida total de 374% do PIB, alguma ação governamental deve ter para chegarem a esse absurdo de dívida.



"Existe algum artigo no mises sobre a origem e desenvolvimento da escrita?"

No Mises nunca lí, mas como um bom descendente de libanês, posso lhe afirmar que foram os Fenícios quem a inventaram. Os mesmos também inventaram o comércio e a escrita serviu como forma de comunicação entre vendedores e compradores.

"Entendo que se originou organicamente, no entanto foi necessário o Estado (Egito, China, etc) para unificá-la. Quais foram os prós e contras desta unificação?"

ERRADO, como já havia dito, quem inventou a escrita foram os Fenícios, com intuito de facilitar o comércio.

"Sugestões sobre artigos ou livros sobre o assunto?"

www.sohistoria.com.br/ef2/fenicios/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fen%C3%ADcia

www.infoescola.com/civilizacoes-antigas/fenicios/

historiadomundo.uol.com.br/fenicia/


"Agradeço desde já."

É um prazer falar dos meus ancestrais.


Claro que não, pois irá acontecer o mesmo que na Petrobras em relação a exploração de petróleo, onde uma empresa pública que só dá prejuízo e serve como cabide de empregos para apadrinhados.

O ideal é SEMPRE DEIXAR COM A INICIATIVA PRIVADA.


Ex-microempresário,

O problema na sua situação é simples: Você está dando peso a conceitos para defender sua ideia.
Como o bebê não tem o direito a escolha entre viver ou morrer (e por isso, seu argumento do "direito ao voto" não tem sentido algum) você está relativizando a moral através de algumas imposições de regras. Quer determinar até que ponto a dor e sofrimento são permitidos sem que a saída seja o assassinato, como se soubesse, já de antemão, a opinião do bebê sobre isso.

Em resumo, você quer nos impor que: se um bebê sofrer um sofrimento superior à "x" ele merece morrer, independente da opinião de seus pais, mesmo que eles estejam querendo apenas o direito a vida do seu filho. Aliás, você quer impor isso, mesmo HAVENDO CHANCE DE REVERSÃO.

É esse o julgamento que você considera correto?

Se essa decisão é cabível em alguma definição de moral, você me dá a certeza que estou em um mundo errado, camarada.


Sim, você está relativizando o valor da vida de um inocente. E, o pior: passando essa decisão para o Estado.


"Se o governo baixasse os juros hoje, o problema não seria resolvido na questão de desincentivar o dinheiro parado em renda fixa?"

Por si só não muito. A incerteza criada pela política ("incerteza de regime") é um fator crucial. Enquanto perdurar essa zorra no cenário político, a qual abre caminho para populistas em 2018, nenhum empresário vai tirar dinheiro da renda fixa e investir maciçamente em capital físico só por causa de uma redução nos juros.

Não há segurança nenhuma.

"Não seria a opção mais racional agora?"

Coloque-se no lugar do empresário. O que você faria?

Quanto ao Banco Central, não há muito mais o que ele possa fazer senão continuar sua atual política de reduções já programadas e esperadas nos juros.

"Qual a justificativa para manter os juros nos patamares atuais?"

Todo o histórico de subserviência e complacência da administração Tombini, que destruiu toda a reputação do BC. Credibilidade não é algo que se reconquista com facilidade e rapidamente.


Essa brilhante decisão dos burrocratas irá fazer as baladas atrairem muito menos mulheres e, consequentemente, menos homens. Como consequência dezenas de estabelecimentos irão fechar.
Quem aprova uma lei ridícula assim deveria se perguntar: por que mesmo pagando mais, há mais homens em baladas do que mulheres?

Mas surgiu uma dúvida: quem aprovou essa palhaçada recebeu propina de algum cafetão ou é só mais um completo ignorante sobre a lei econômica da Oferta e Demanda? Ou ainda é um sádico que sente prazer em falir estabelecimentos em uma economia falida com a população carente?


Só um aviso aos "libertários" que apoiaram o Estado nessa decisão absurda: são em situações assim que vemos a verdadeira face e intenção de uma pessoa.


Eu somente vi esses dias tal absurdo na TV.

Não é possível que o Estado chegou a esse ponto de desumanidade e tirania.


Boa observação, Gunnar!

E sobre este parágrafo: "Por fim, acredito que a desonestidade é miopia social (ou burrice mesmo). Abusar da confiança só confere alguma vantagem ao desonesto à curto prazo. O comportamento de roubar mais de um jornal da máquina automática só levaria a uma elevação dos custos do jornal e possivelmente, à eliminação dessa cômoda tecnologia, piorando a vida inclusive de quem roubou."

Também cito a falta de educação (principalmente financeira e produtiva). A falta de uma faz com que o sujeito seja menos produtivo, portanto, menos inclinado a enriquecer - ou, pelo menos, ter uma boa renda. E a ausência da outra educação, a financeira, faz com que o sujeito seja descontrolado e indisciplinado quanto ao manuseio do dinheiro, não sabendo como poupar e, consequentemente, sendo um dependente do dinheiro a curto prazo; pois, quanto mais você gasta todo o dinheiro que tem, mais precisará dele, já o que pouco gasta e ainda o guarda, acaba por ser menos dependente dele - já que tem muito dele guardado.

O que quero dizer é que uma pessoa produtiva - tanto por qualificação técnica ou por capacidade empreendedora - e organizada com o dinheiro, tende a não precisar sabotar as coisas para se beneficiar a curto prazo.


Se o governo baixasse os juros hoje, o problema não seria resolvido na questão de desincentivar o dinheiro parado em renda fixa? Não seria a opção mais racional agora? Qual a justificativa para manter os juros nos patamares atuais?


Fernandes,então para que todo este circo armado no oriente médio,ora,ora a Rússia só aceitará dividir o mercado consumo de gás europeu com o Catar,se o mesmo se associar com a Gazprom(Estatal de energia russa)e o Irã,pois do contrário o Catar ficará isolado e não conseguirá fornecer seu gás para a Europa,ou seja os EUA e a Europa querem o gás catariano passando pelo território Saudita e Sírio e isolar o Irá e a Rússia visando baixar o preço(Gás)do mesmo,a China tem apoiado Putin querendo com isso comprar o gás russo mais barato do que a Europa vem pagando para a Gazprom,enfim é uma guerra comercial e só não chegou as vias de fato por medo das armas atômicas,mas numa eventual disputa militar quem ganhar irá impor sua moeda para o restante do mundo,isso é fato.

Fico no aguardo,caro Fernandes.




O único que deu o braço a torcer foi Robert Heilbroner.

Quando a economia da União Soviética entrou em colapso no final da década de 1980, Heilbroner, professor de economia multimilionário e de esquerda, admitiu que Mises estava certo. Em um artigo na revista The New Yorker intitulado "Após o Comunismo" (10 de setembro de 1990), ele literalmente disse a frase: "Mises estava certo".

Ato contínuo, Heilbroner disse que os socialistas teriam de mudar de tática, parando de acusar o capitalismo de ineficiência e desperdício, e passar a acusá-lo de destruição ambiental. Consequentemente, deveriam ser criadas inúmeras burocracias, regulamentações e leis com a explícita intenção de subverter totalmente as características do capitalismo a ponto de fazer com que, segundo os próprios socialistas, o novo arranjo social gerado não possa de modo algum ser considerado capitalismo.

Adicionalmente, Heilbroner disse que o socialismo era simplesmente uma ideologia morta.


"Um governo que gasta em escolas e pesquisas cientificas ainda é melhor que um que faz pontes e piramides ou entra em guerras"

O governo brasileiro (municipais, estaduais e federal) gasta com escolas, universidades e pesquisas científicas. Como resultado, o país está continuamente no último lugar de todos os rankings mundiais de educação.

Ao se arrogar a tarefa de educar e financiar pesquisas, ele impede que o próprio setor privado o faça (escolas e universidades particulares nem sequer podem ter um currículo próprio; todas são obrigadas a seguir o currículo especificado pelo MEC).

Fora o fato de que as escolas e universidades públicas nada mais são do que fábricas de marxistas e militantes de esquerda. O sujeito entre normal e sai burro, sem saber nada de importante.

Comparado as isso, um governo gastar com argamassa, cimento, pontes e rodovias é muito melhor. Pelo menos sai algo de minimamente útil (ainda que bastante ineficiente). Ao poupar a mente dos jovens da doutrinação (e do emburrecimento) marxista, o estrago para o país é muito menor.

Entre pontes e pirâmides, ou humanas da USP e Unicamp, fico com a primeira sem titubear.

"Fora que ele pode ''imitar'' o comportamento do setor privado, olhando como ele faz, e tentar emular a coisa. Isso talvez também ajude a reduzir a ineficiência. Governos que não fazem isso creio que tenham gastos piores que os que fazem.."

Não existe isso. Esse é um dos maiores mitos que já inventaram, o qual é gostosamente repetido por políticos espertalhões que sabem como iludir os incautos. "Vou gerir o governo como se fosse uma empresa" -- isso é absolutamente impossível.

Mises escreveu um livro inteiro (Burocracia) explicando por que isso é impossível (por mais genuinamente competente e bem intencionado que seja o político).

Dizer que o governo poderia simplesmente mandar burocratas agirem como se estivessem em uma empresa em busca de lucros, e que operassem da mesma maneira que uma empresa privada, desconhecem princípios básicos de economia e do funcionamento do governo.

Primeiro, é impossível brincar de empresa. Empreender significa arriscar o próprio dinheiro em um investimento. Burocratas e políticos não têm incentivos reais em desenvolver habilidades empreendedoriais, em se ajustar de fato às demandas do consumidor. Eles não arriscam a perda do próprio dinheiro no empreendimento.

Segundo, fora a questão dos incentivos, mesmo os mais ávidos administradores estatais não poderiam operar como se fossem empreendedores privados. Independente do tratamento concedido ao empreendimento após ele já ter se estabelecido, tudo é feito com dinheiro de impostos — portanto, por meio da taxação coerciva. Esse empreendimento estatal já nasceu com um grave defeito "enraizado" em seus órgãos vitais. Ademais, quaisquer gastos futuros poderão ser feitos utilizando-se de receitas tributárias, o que faz com que as decisões dos administradores estejam sujeitas aos mesmos vícios. A facilidade de se obter dinheiro irá inevitavelmente distorcer as operações.

Esqueça essa ideia de "governo imitar empresa privada". Isso é absolutamente impossível.