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Últimos comentários


Na verdade não ficou tão claro assim. Faltou ele falar qual definição de aborto ele usa. A partir da concepção, ou a partir da nidação? Dependendo da definição, pililas do dia seguinte podem ser não abortivas, já que matar o novo ser humano antes deste se fixar na parede do útero não seria considerado aborto.
Por outro lado, e daí que cada Estado usa uma definição diferente? Se o único critério objetivo é a concepção, conforme o Padre Paulo Ricardo assume, por exemplo, qualquer outra definição deverá necessariamente ser arbitrária, inclusive a defendida pelo Ron Paul. Portanto, arbitrariedade não parece ser um argumento relevante. A não ser, claro, que se defenda também a proibição de inseminação artificial (na qual óvulos fecundados fatalmente serão jogados no lixo).
Sendo assim, até mesmo o autor deste artigo mantém uma posição muito mais realista que muitos por aqui, que certamente o taxariam de falso libertário, de abortista nojento. As mesmas pessoas que acham lindo obrigar uma vítima de estupro a ter um filho do estuprador, ou obrigar uma mãe a enterrar seu filho logo após o parto. Isto sim é nojento!


Perfeito Leandro, obrigado pela resposta!

Era exatamente o que eu estava ponderando! Poderíamos dizer que mesmo quando "aparentemente" o sistema de preços iria enviar um sinal "errado" (e de fato as pessoas interpretaram errado, como se o petróleo estivesse literalmente acabando) ainda assim o sistema de preços se adaptou e continuou funcionando perfeitamente. E as pessoas conseguiram ajustar-se à nova realidade mesmo sem verdadeiramente saber o que de fato aconteceu. Fantástico!

Aproveitando o gancho sobre o tema da crise do petróleo de 1970 e Bretton Woods, há um artigo especificamente explicando isso aqui no instituto? Procurei mas não achei um que tratasse apenas disso. Já li muitas respostas suas a outras pessoas nos comentários de diversos posts, então creio que esse conhecimento está que nem o sistema de preços: "disperso" pelo site, rs.
Gostaria de sugerir como pauta para um artigo seu essas explicações sobre a relação da queda de Bretton Woods e o preço do petróleo todos condensados em um único artigo. Inclusive vi em alguma resposta sua a um leitor (em um artigo que não lembro mais) que ele dizia trabalhar há 38 anos na indústria do petróleo e tentou refutar a explicação austríaca e você deu respostas sensacionais, comparando preço do ouro e outras commodities, etc.

Como esse tema da crise do petróleo de 70 é tão absurdamente interpretado errado (e após ter aprendido aqui eu simplesmente fiquei espantado como a explicação errada ainda é a "verdade onipotente" para toda a sociedade) eu acharia fantástico se tivesse um artigo sobre isso. A única coisa que achei fora deste site sobre isso foi este artigo do independent: www.independent.org/pdf/tir/tir_09_4_2_hammes.pdf

No mais, obrigado pela atenção e respostas!


O catolicismo não necessariamente se opõe ao estatismo e já foi inclusive aliado do Estado.


Não gostei dos exemplos do texto, por tratar de elementos dispensáveis, como a platina para a produção do rádio. Caso descobrisse que a platina servisse como um componente de um remédio extremamente eficaz para uma doença comum mas sem cura, mas o preço dela fosse elevado por um motivo banal, como para a produção de jóias, que inviabilizasse a produção deste remédio. Por quê não deveríamos intervir nessa situação?


Esse é sem dúvida NENHUMA o melhor artigo do instituto mises! Tentem sempre aprimora-los, isso deveria ser obra obrigatória para todos os legisladores, deveriam ser princípios econômicos enraizados na cabeça dos brasileiros.



Prezado amigo inteligente,


Respondendo brevemente uma única indagação tua, que na tua ironia superior, demonstrou um total desconhecimento:

Segundo o Global Slavery Index de 2016, há mais de 45 milhões de pessoas em situação de escravidão. Basta verificar.
(www.globalslaveryindex.org/)
Quanto a tua definição de escravidão, ela só leva em conta o tipo de escravidão feita aos negros, esquecendo os outros tipos de escravidão que existiram em diferentes épocas, como, por exemplo, Grécia e Roma Antigas. Mas falando do mundo contemporâneo, sigo a definição do Global Slavery, que me parece muito mais entendido para falar no assunto do que você.

Comento uma coisa que disse de forma tão arrogante:
"É mesmo? Então mostra aí grandes empresas atuando em países muito capitalistas usando "trabalho escravo". Faça isso e eu lhe transfiro uma quantia obscena de dinheiro."

Primeiramente você desvirtua o meu discurso, pois eu disse claramente que em países que você chama de "atrasados", grandes corporações exploram o trabalho infantil, além de altas horas de trabalho por quantias irrisórias. Ou você prova que isso não é capitalismo ou há aí uma comprovada exploração do trabalho alheio feita pelo capitalismo.

Por fim, quando você diz:

"A fala do arrogante. O mundo só será bom quando pessoas iluminadas como eu estiverem no comando e com um porrete na mão, endireitando os errados".

Nunca falei de pessoas iluminadas para resolver o mundo e muito menos em totalitarismo. Isso foi uma má interpretação tua. O que disse é que o capitalismo não pode se auto-regular, muito menos ser humano, já que é esta é uma característica de homens e não de sistemas econômicos...

(Imagino que por isso ser o óbvio, não será aprovado pelo moderador.)



Democracia é o PT ficar 14 anos no comando do país, comprar quase 100% do Parlamento com a corrupção, governo fazer acordos bilionários com empresários às custas do povo trabalhador, destruir a moral, cultura e religião do país através de suas políticas humanistas secularistas e politicamente corretas. E, também, correr o risco de vir agora em 2018 e ficar mais outros 14 anos no poder, com o Lula.

Ao contrário do que muitos pensam, o Brasil é o melhor exemplo de democracia do mundo. Democracia é isso, nada mais do que isso.

Eu sempre dou risada quando vejo o gado acreditando na ideia iluminista de que a democracia é a voz do povo ou o povo comandando a nação. Isso é uma imbecilidade, toda democracia é uma Ditadura disfarçada.


Ex-microempresário, não há motivo para se espantar.

Eu quis dizer sobre a nossa ótica.

De fato, naquela sociedade, isto não seria crime. Mas o ponto não é esse.

É analisar conforme nossa linha da raciocínio, com a nossa doutrina jurídica.
Ou seja, se o morto perde ou não o seu direito de propriedade.

Vou repetir o que eu escrevi antes:

''Porque pensem, só exercem os direitos naturais as mentes pensantes e racionais, ou seja somente aqueles que possuem capacidade cognitiva para exercer e identificar o direito de propriedade e liberdade.

Se uma pessoa morre, o seu corpo não é mais sua propriedade, já que ela deixa de ser uma mente pensante, é como um corpo sem dono.

Parem pra pensa, se um cara morre, ele perde o direito de propriedade sobre seu corpo.
Ele deixou de exercer, identificar e ser uma ''mente pensante'' para exercer direito de propriedade.

Pode parecer cruel, mas até certo ponto é verdade. Mas isso sem falar nos conflitos com direito de crença e etc.


Eu acredito que quando alguém mata um inocente, este assassino quer roubar o título de propriedade da vítima. No caso, poderia pegar orgaos para vender....

Enfim, o que acham? É só uma reflexão e não mera posição.

Afinal, um cadaver não é mente pensante, ele não proclama direitos de propriedade e liberdade.
É como um animal, um jumento nesse caso.

Esquece crime, to falando sobre a morte, que a morte causa a perda do direito de propriedade sob seu corpo.''

Abraços


E quanto um tirano usurpador de terras estaria disposto a gastar para me matar e se apropriar de meus bens ?
Seria vantajoso ? O tirano usurpador também não teria que pagar para treinar táticas militares, tiro ao alvo, etc. ? E quem garante que ele venceria ? E se meus vizinhos concordarem comigo que não é bom ficar à mercê de tiranos usurpadores e firmássemos um pacto de defesa mútua em caso de agressão externa ?


E para finalizar:
Gastar para manter um exército improdutivo não é o que o estado faz hoje ?


Algumas questões foram desconsideradas pelo artigo. De acordo com o autor, a atividade econômica não é contínua, e sim discreta. Existe matemática discreta. Em especial, a teoria dos jogos pode dar insights interessantes à ciência econômica, ou tornar certos argumentos mais claros e convincentes. Por exemplo, o caso de empresas combinando preços é claramente uma instância do dilema do prisioneiro, e explica por que é mais fácil observar cartéis entre postos de gasolina, um mercado em que antes da internet, a notícia sobre preços baixos não corria tão rapidamente, e ainda que corressem, ainda assim muitos motoristas prefeririam ir ao posto que estivesse no seu caminho.

Ademais, é interessante observar como as correntes heterodoxas de economia se ignoram mutuamente: a abordagem evolutiva à economia faz críticas severas a corrente ortodoxas, muitas análogas àquelas desferidas pela Escola Austríaca. Note-se que o modelo econômico faz ALGUM uso de matemática discreta para entender o movimento econômico.


Você acabou de descobrir por que a moeda deve ser mantida completamente fora do âmbito de interferência do governo: a manipulação da moeda adultera os sinais enviados para os agentes de mercado, afeta os preços relativos e adultera toda a estrutura produtiva do mercado.

Mas perceba o seguinte: no cenário em questão, não tinha como as pessoas agirem diferentemente. O dólar era a moeda de uso corrente e obrigatório; era em dólar que as pessoas tinham de fazer seus cálculos econômicos. E o dólar estava enviando sinais claros: mensurado em dólar, o petróleo estava ficando escasso; em relação ao dólar, havia muito menos petróleo do que dólar.

Logo, era urgente que as pessoas em posse de dólares -- ou seja, o mundo -- imediatamente descobrissem alternativas. Caso contrário, muitos dólares seriam comprometidos apenas com petróleo, sobrando menos para todas as outras áreas.

Não houve nada de errado nem com o mercado e nem com o sistema de preços. Ambos se adaptaram à nova realidade. O que estava totalmente fora do lugar era a moeda sob controle do governo.

Como sempre ensinou a teoria austríaca, nenhuma manipulação monetária passa impune. E, por mais atrapalhada que esteja a moeda, jamais recorra a controle de preços. Deixe os preços livres, que o próprio mercado irá se acertar.


Se queimássemos todos os livros de economia e preservássemos apenas este texto creio que teríamos uma luz para atingirmos a prosperidade.Esse texto é uma lição e tanto!


Mas isso não foi um desenho. Foi um garrancho monumental. Permita-me dar algum retoque na estrovenga:

"O pessoal aqui tem a tendência de criticar o Estado e enaltecer a suposta livre iniciativa (embora toda classe que se diz produtiva, de uma forma ou de outra se beneficia do Estado)."

Nem sequer começou a entender o básico. O pessoal aqui critica quem vive da parasitagem e do esbulho alheio, e enaltece quem fornece bens e serviços de qualidade, a preços baixos, em cenário de livre concorrência e sem depender do esbulho alheio (subsídios, tarifas de importação, agências reguladoras etc.).

Começou a entender?

O pessoal aqui enaltece o dono da padaria e da mercearia da esquina, e despreza Eike Batista, Odebrecht e toda a corja de políticos.

"De onde vem a mão de obra qualificada, geralmente em escola pública, que produz com eficiência e garante lucro aos patrões ? R: do papai Estado !"

Isso só pode ser ironia. A mão-de-obra da escola pública é "qualificada"? De qual país você está falando?

Aliás, mesmo que ela fosse qualificada, quem bancou os estudos dessa mão-de-obra? Exatamente: os cidadãos produtivos por meio de seus impostos. Pura e simplesmente.

Dizer que é o estado o fornecedor da mão-de-obra qualificada é o ápice da ignorância. Estado não produz nada, muito menos mão-de-obra qualificada. Estado, por definição, vive do roubo, do parasitismo e da redistribuição. E quem pratica roubo, parasitismo e redistribuição não tem como "criar riqueza" ou "gerar mão-de-obra qualificada".

"Quem arca com a infraestrutura que garante a escoação da produção, que garante o acesso dos clientes aos produtos e serviços, que permite que matérias-primas cheguem a um custo menor ? R: O papi Estado !"

Deus pai! Mesmíssima resposta acima: quem arca com tudo isso são os cidadãos produtivos da sociedade por meio de seus impostos.

Agora, se você realmente acredita que Renan Calheiros produz cimento e asfalto do nada e vai ele próprio construir estradas, então, meu filho, só o hospício lhe salva.

"E agora lhe pergunto: quem financia o Estado ? Todo o povo, através dos tributos ! E aqui vem a melhor parte..."

Opa! Finalmente algo certo!

Mas, ué, se você sabia disso o tempo todo, por que regurgitou todos os disparates acima? Você é bipolar?

"O povo paga impostos, e ao invés de ter um retorno social e coletivo, vê seu dinheiro empregado para garantir o lucro individual de empresários mamadores."

Exatamente o arranjo que este site condena. O conluio entre estado e grandes empresas.

Como acabar com ele? Na melhor das hipóteses, abolindo o estado. (Desmaiou?). Na pior das hipóteses, reduzindo o estado ao máximo e acabando com tudo aquilo que garante privilégios para empresas, como tarifas de importação, BNDES, subsídios, agências reguladoras, burocracia (quem impede a abertura de novas empresas para concorrer com as grandes) e altos tributos (que impedem que novas empresas surjam e cresçam).

"E por fim, qualquer semialfabetizado sabe que os números da sonegação são gritantes no Brasil."

E ainda bem. É exatamente a "sonegação" -- ou seja, o ato de ficar com aquilo que é seu por direito -- o que ainda possibilita que aja empreendimentos e empregos no país.

Já você quer dar absolutamente cada centavo para Renan Calheiros, Eunício Oliveira e toda a corja de funcionários públicos parasitas, os quais não produzem absolutamente nada de bom para o país.

Você é um estandarte da moral.

"E você, caríssimo, consegue enxergar o que isso quer dizer ? Que grande parte dos eficientes empresários que dizem não depender do Estado, apesar de se valerem de suas benesses,"

Cite um. Só um.

"recolhem tributos (embutidos nos custos e nos preços, portanto, pagos pelos consumidores) e não repassam ao papai Estado. Dinheiro do povo na mão de particulares !"

Pra começar, isso é falso porque é impossível. Impostos indiretos não são sonegáveis. O que são sonegáveis são os impostos diretos.

Agora, mesmo que isso que você falou fosse verdade, repito o que disse acima: ainda bem por isso. Mais dinheiro na mão do setor produtivo significa mais investimentos e mais empregos. Já nas mãos do estado significa mais petrolão, mais mensalão e mais propinas.

Você defende o segundo, o que mostra bem a sua moral.

"Onde está a gangue mesmo ?"

Em Brasília, e recebendo o seu cafuné.

"Então amigo, desenhando e explicando o desenho: se você é contra o Estado, não pode ser a favor da classe que usa o Estado e que dele se aproveita ao mesmo tempo, que é a suposta classe produtiva !"

Exatamente o arranjo que este site condena. O conluio entre estado e grandes empresas.

Como acabar com ele? Na melhor das hipóteses, abolindo o estado. (Desmaiou?). Na pior das hipóteses, reduzindo o estado ao máximo e acabando com tudo aquilo que garante privilégios para empresas, como tarifas de importação, BNDES, subsídios, agências reguladoras, burocracia (quem impede a abertura de novas empresas para concorrer com as grandes) e altos tributos (que impedem que novas empresas surjam e cresçam).

E aí, melhorou agora o seu garrancho?


Taleb não critica o uso de modelos, ele crítica a forma como os modelos são usados na maior parte dos casos.

Ele mesmo usa, e muito, modelos. Ele ganhou dinheiro na bolsa usando um modelo de "fat tails", usando puts como uma espécie de seguro.


Não precisa querer evitar algo que, por definição, é impossível de ser feito. Apenas administradores completamente imbecis fariam isso.

essa tese de "fazer dumping para quebrar indústrias para logo em seguida elevar preços e dominar o mercado" é completamente irreal.

Não apenas isso nunca aconteceu na prática, como também a própria teoria explica que isso seria completamente insustentável, para não dizer irracional do ponto de vista empreendedorial.

Apenas imagine: você é o gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

Pois bem. Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente. Qual a situação agora? Você de fato está sozinho no mercado, porém bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos. A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores.

Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros.

E é exatamente por isso que tal prática não é observada no mundo real. Ela é totalmente ignara. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um sujeito com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado.


Acho incrível que quando o Obama assumiu, ainda houvesse pobres. Já que sem a bondade do Obamacare, os pobres excluídos e abandonados não tinham acesso sequer a uma aspirina, como foi que ainda sobraram tantos ? Não era para terem morrido todos ?


Bruno, me espantei com uma afirmação sua:

Por mais que uma sociedade e sua crença, seu costume e sua moral tolere a pratica deste ato, na analise juridica, do direito, isso é uma violação, um crime.

Não creio que em uma sociedade, qualquer que seja, o direito (e muito menos o direito criminal) possa ser contrário às crenças, costumes e regras morais desta mesma sociedade.


Foi uma piada, gente. Completando, eu diria: se o governo brasileiro legalizasse a maconha e criasse uma agência reguladora para garantir o livre acesso da população de baixa renda, com certeza haveria escassez e as pessoas teriam que usar maconha contrabandeada do Paraguai.

Na verdade não mudaria muito, a não ser por uns milhares de funcionários públicos a mais.


10. Todas as verdadeiras leis econômicas são puramente lógicas

Uma conclusão lógica é verdadeira desde que a premissa seja verdadeira. Neste caso é possível verificar a veracidade de cada premissa.
Não estou dizendo que alguma das premissas é falsa, mas que pode sim ser verificada. Mas se o texto fosse fazer isto seria muito extenso.


Teve mais votos, mas a regra da eleição - definida há uns 200 anos - não é essa, então não é relevante.
É como o seu time ficar em segundo ou terceiro em um campeonato por pontos corridos e vc ficar repetindo "mas o meu time marcou mais gols": correto mas irrelevante.


Boa tarde,

Gostaria de aproveitar o tópico para fazer uma questão que tem a ver com ele.
Recebi meu demonstrativo de pagamentos neste momento e havia um desconto chamado de "Reversão Salarial".
Perguntei à moça do RH e ela me disse que é uma cobrança feita pelo sindicato após o acordo coletivo de trabalho.
Minha pergunta é: os senhores saberiam me dizer se essa (porcaria) de cobrança é obrigatória?


Uma pergunta bem off-topic

Como evitar monopólios em um livre mercado se uma empresa fizer dumping por exemplo?

Por exemplo: a Microsoft coloca seus produtos a um preço muito baixo e leva a concorrência a falência, principalmente as pequenas empresas

Como evitar isso?


Acredito que este foi o artigo que eu mais gostei de ler na página do IMB. Parabéns ao professor Antony e aos responsáveis pela divulgação.


Sultão, a cultura, os costumes e os valores são expressos em toda sociedade. E estes quando expressos, ajudam a evitar condutas que vão contra estes princípios. Não há duvida.

A analise aqui é de Direito.

Uma cultura ou costume pode achar que pedofilia é algo normal, crianças que praticam sexo precocemente com adultos pode ser algo normal em algum canto do mundo. O mesmo quando se diz em proibir determinada crença ou religião(mulçumanos).

Há a analise de direito ai, proibir alguma crença, é uma violação a liberdade. Pedofilia é errado, pelo simples fato de que um marmanjo viola o direito de propriedade de um ser indefeso. Não há defesa jurídica pra isso, o corpo que é um ''bem tutelado'', que possuiu direito de propriedade e este não pode ser violado, não há justificativa pra isso.
Inclusive tipifica-se um crime ainda maior, quando se viola um direito de um incapaz(crianças).

Percebe-se aonde eu quero chegar?

Sabemos que pelo menos nas sociedades civilizadas do Ocidente e do Oriente, violar o direito do morto não será aceitável.

Mas do ponto de vista do Direito, juridicamente, pode ser algo defensável?
ESSE É O MEU PONTO!
Justamente por isso eu lancei aquele argumento no meu primeiro comentário!

Por mais que uma sociedade e sua crença, seu costume e sua moral tolere a pratica deste ato, na analise juridica, do direito, isso é uma violação, um crime.


Aproveito e levanto outra questão:

O sujeito que violar esse direito, deverá responder criminalmente ou civilmente?

A indenização, deve ir a quem? Família? E se não tiver Família pra quem deve ir? Pros amigos?
Eu respondo isso: Repare os danos no cadáver e se houver Família a indenize, caso contrário não há quem indenizar. A punição no caso seria apenas a reparação do dano, fora a punição do mercado em penalizar essa pessoa.

E se eu morrer em uma sociedade em que, minha cultura é diferente, eai legitimo ou não?
Se eu morro em um lugar que pratica necrofilia, há violação de direito ou exercício da crença e costume?


Olá Andrey

Infelizmente o que é impossível é tudo ser privado. O anarcocapitalismo é uma utopia. Serve apenas como norte para os libertários: devemos nos aproximar de estado zero tanto quanto possível. Mas estado = zero é impossível. Ficar insistindo nisso leva ao descrédito dos libertários. Por isso, é importante propagarmos o estado mínimo, e não a utopia ancap.

[]s


Me recuso a votar sobre alterar - mesmo que para flexibilizar - a regulação do trabalho.

A única postura possível é explicar incessantemente que nem o estado nem a maioria podem se intrometer numa relação pacífica entre duas pessoas. E isto não é uma opinião. É uma questão de lógica filosófica básica.

E se está explicado pela lógica, não pode ser objeto de decisão democrática. Seria como votar quanto são 2 + 2. Não faz sentido algum.

Ou seja: pela lógica a CLT é inválida.


Mesmo votando pelo sim desse PL, não dá pra levar muita fé nessas consultas, pois não tem força em si para influenciar a tramitação das propostas.

Como nos exemplos do estatuto do desarmamento e marco civil da internet.


Depende do que se entende por troca de favores, se envolver representantes políticos e do Estado, certamente não vai ter precificação que corrija a alocação deficiente de recursos.


Acabou a liberdade individual quando ocorreu de um presidente obrigar a cada um a pagar um plano de saúde.
O estado deveria ser capaz de fazer apenas 4 coisas.
dar educação
dar saúde
dar segurança
e prover meios para fiscalizar e permitir a concorrencia entre os mercados.
E ainda permitir que exista acesso a educação, saúde e segurança por meio privado.
Eu não tenho plano de saúde, de certa forma por opção, conheço meu histórico de saúde. Vou pagar para mim mensalidades astronomicas de plano de saúde e só me consultar uma vez por ano (talvez), então quando quero um atendimento pago um médico particular.
o trabalhador americano pensaria isso também, mas foi obrigado a pagar plano de saúde.


O Bananal é um navio naufragado. Às vezes a maré desce e dá a impressão que ele está subindo. Mas é só impressão.

O jeito é ir embora daqui e não olhar para trás.

Você quer fazer X?
- Imposto e burocracia.
Você quer manter X?
- Imposto e burocracia.
Você quer deixar de fazer X?
- Imposto.


Foge enquanto dá. Um dia pode ser tarde demais.

O Brasil é um esquema de fraude com fachada de exportador de soja.


Creio que o distributista pensou, mas não escreveu, uma segunda frase:

"Obviamente, as leis morais corretas são as minhas."


Excelente Texto, mas uma dúvida pro Leandro:

Neste vídeo ele explica perfeitamente o sistema de preços. Mas o petróleo na década de 70 não ficou exatamente "escasso". Foi o dólar que perdeu força, após ser desatrelado do ouro.

Então esse "sinal" enviado pelo preço do petróleo foi errôneamente interpretado por todo o mundo?


Então está claro que o Brasil jamais enriquecerá, se deixar, os parlamentares tentam com aval do povo revogar até a lei da gravidade, leis econômicas não são nada pra essa gente.


Quem acredita em controle de preços deve achar que o congelamento do "governo" sarney foi uma maravilha, e que os planificadores soviéticos eram seres superiores.


Nem sempre a criação de valor para a sociedade depende de mérito. E nem sempre quando alguém não produz algo valoroso é por demérito.

Muitas vezes o que define o sucesso de alguém é uma oportunidade que surgiu.

Não estou dizendo que o trabalho e o esforço não são importantes, mas também não são garantia de sucesso.


Acho que não precisamos de leis para serem aprovadas no Congresso, mas sim NÃO PRECISAMOS DE CONGRESSO ALGUM! DE GOVERNO ALGUM!

Então prefiro brigar por um separatismo ancap do que ficar insistindo em algo impossível, que é fazer 90% do Brasil entender ancapismo/libertarianismo. Por mais esforços hercúleos que façamos não dá pra garantir que "a maioria vote no SIM", mas em contrapartida, PELO MENOS, temos de conseguir o nosso espaçõ, e dar espaço aos soças que querem fazer soçagem.


Vou desenhar:

O pessoal aqui tem a tendência de criticar o Estado e enaltecer a suposta livre iniciativa (embora toda classe que se diz produtiva, de uma forma ou de outra se beneficia do Estado).

De onde vem a mão de obra qualificada, geralmente em escola pública, que produz com eficiência e garante lucro aos patrões ? R: do papai Estado !

Quem arca com a infraestrutura que garante a escoação da produção, que garante o acesso dos clientes aos produtos e serviços, que permite que matérias-primas cheguem a um custo menor ? R: O papi Estado !

E agora lhe pergunto: quem financia o Estado ? Todo o povo, através dos tributos ! E aqui vem a melhor parte...

O povo paga impostos, e ao invés de ter um retorno social e coletivo, vê seu dinheiro empregado para garantir o lucro individual de empresários mamadores. E por fim, qualquer semialfabetizado sabe que os números da sonegação são gritantes no Brasil.

E você, caríssimo, consegue enxergar o que isso quer dizer ? Que grande parte dos eficientes empresários que dizem não depender do Estado, apesar de se valerem de suas benesses, recolhem tributos (embutidos nos custos e nos preços, portanto, pagos pelos consumidores) e não repassam ao papai Estado. Dinheiro do povo na mão de particulares !

Onde está a gangue mesmo ?

Então amigo, desenhando e explicando o desenho: se você é contra o Estado, não pode ser a favor da classe que usa o Estado e que dele se aproveita ao mesmo tempo, que é a suposta classe produtiva !


Só se pode falar em opressão quando existe coerção, e claramente isto não tem nada ver com o cristianismo.


Muito bom o nível das postagens. É sempre importante respeitar as opiniões diferentes. Tenho 60 anos de idade e pude conhecer e viver as duas situações, ou seja: fui bancário do Banco do Brasil durante 20 anos onde o Plano de Carreira do funcionalismo era predominantemente socialista e depois de sair no Programa de Demissões Voluntárias, em 1995, ingressei por conta própria no Mercado Imobiliário onde pude aprender o que significa Empreendedorismo. Vivi as duas realidades. Sinceramente eu concordo com o último parágrafo do texto acima de Adrian Rogers, (1931-2005):

"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."



Não é apenas 104% do salário.

É a dor de cabeça de ter que ir até os órgãos competentes com a papelada necessária para se formalizar.
São todos os passos de formalização, taxas de licenciamento, taxas de visita e inspeção, normas... que muitos não tem como seguir a risca.

Na melhor das hipóteses: um autônomo vai gastar uns R$ 2.000 reais com papelada e regularização que pode demorar meses para sair. Na pior das hipóteses, ele vai precisar remodelar sua área de trabalho (gastando milhares de reais, mudar seu IPTU para comercial (pagando mais), além do transporte para ir até os órgãos e os dias de trabalho que ele efetivamente vai perder resolvendo isso.

Na pior das hipóteses x2, dependendo de onde mora: a necessidade de molhar a mão do funcionário público responsável para liberar a licença mais rapidamente (coisa que ele já é pago para fazer).

Muitos estão na informalidade porque seus pequenos negócios seriam inviáveis se fossem formalizados.


Moro na Nova Zelândia e de bobo...não tem nada, há milhares de profissionais de IT aqui centenas de startups...A indústria do cinema e o turismo são Fortíssimos....


Especulação também é um belo exemplo de coordenação de preços, sem que nenhuma ordem central seja dada, pessoas começam a estocar (por exemplo, alimentos) em épocas de abundância para vende lo em época de maior escassez. Cria uma estocagem.
Isso é tão importante que é possível provocar fome se você tentar abolir. O erro do OP é achar que especulação não faz parte de preços livre .. Alias, seria interessante um artigo falando da especulação como um papel de coordenação do mercado



Na verdade as empresas só quebram se perderem a concorrência por diversos motivos ou se os consumidores que a sustentam quebrarem primeiro, o que geralmente acontece e prejudica não uma empresa em particular mas todo um ramo de negócio - vide construção civíl atualmente como exemplo.


Conte-nos, em resumo, o outro lado da moeda?


Bravo, povo brasileiro!

É uma lástima que nossa CLT seja tão adorada enquanto justamente os mais oprimidos que ela visa defender fogem dela. Eles caem na armadilha da informalidade onde a opressão é generalizada e 104% do salário deles não é democraticamente retirado pelo estado para defendê-los da sua exploração pelo patrão.


Quantas pessoas lêm o Instituto Mises Brasil,em quantas pessoas são liberais/libertarias?Tipo,o canal de rafael hide/ideias radicas indica que pelos 200 mil pessoas lutam por um pais mais liberal.Desse modo,porque não nós organizamos nos projetos de propor leis para serem aprovadas no cogresso,é bem provavel que de 100 uma consiga,além disto só nescessario 20 mil assinaturas.O que acham?
Obs:Desculpem pelos erros ortograficos estou digitando com pressa.



Prezado Bruno.

Se a distração fosse somente sua defesa passional dos direitos dos falecidos, não haveria problema algum.

Alguém que vender seus orgaos ou até mesmo estuprar o cadaver, não teria cometido um crime.

Aí é a cultura que vem para suplantar a ética. Estamos acostumados ao papai estado arbitrar algo e anular a importância da cultura (em especial da religião que o senhor e eu prezamos) em prol da burocracia. Na verdade, seres humanos são perfeitamente capazes de impetrar valores de decência voluntariamente. Pelo menos até o estado reverter os estímulos. Quer um exemplo? Gravidez na juventude.

Gravidez na juventude era motivo de escárnio e sinal de que a miséria vem uma família. Por isso, havia forte incentivo para mães e pais regularem o comportamento sexual dos jovens. Mas aí veio o estado com o Family Purse e o Welfare State (que é basicamente um subsídio para a desestruturação familiar) e o estado começa a remunerar a irresponsabilidade dos jovens. E a família não tinha mais o que fazer.

O que isso tem a ver com os limites morais do que fazemos com cadáveres? TUDO. Hoje mesmo há cadáveres que são abertos e têm órgãos doados. Não há nenhum pânico na sociedade porque as pessoas entendem que é um uso válido e nobre com que o morto provavelmente (palavra importante. Se eu pegar um real da sua carteira contra sua vontade para comprar algo quando eu estou com fone, eu teria certeza que você não protestaria pois um real seu valeria mais do que a minha fome pois somos amigos) concordaria. Agora se alguém quisesse estuprar um morto ou fazer algo esquisito, ou nós JAMAIS saberíamos ou os casos dos quais saberíamos seriam vítimas de uma rejeição geral.

Uma área em que a cultura é importante e foi falado aí encima é justamente os direitos dos animais. Eles não têm agência moral assim como mortos não o têm. Algumas culturas consideram cães comida. Outras, não. Se eu chegar em um churrasco em Taipei e pedir alcatra lupina, ninguém vai levantar a sobrancelha. Faz isso em qualquer país ocidental que valoriza cachorro mais que criança e você será linchado.


Sultão, aqui é um site pra isso não é?

Por ter esses enormes problemas com burocratas, agora não podemos discutir outros assuntos?

E mais, essa reflexão que eu provoquei, prejudicou em alguma coisa nossa luta?

Você fala como se eu estivesse retirando todo o foco libertário e pondo nessa discussão, isso aqui é apenas uma sessão de comentários, em que as pessoas esclarecem duvidas.


Vamos a resposta agora do o que você falou:

''O herdeiro legítimo da casa é que decidirá o destino do falecido. Se a pessoa morrer na rua e um parente reconhecê-lo, idem. Qual é o princípio por trás disso? Se uma moto minha está estacionada no meio da rua, ela deixa de ser minha? É óbvio que não.''

Completamente diferente, é IRRELEVANTE o local da morte, o que importa nessa reflexão é se o cadaver tem ou deve ter seus direitos de propriedade defendidos. Ou seja, a não violação do seu próprio corpo.
Se meu irmão vende meus orgaos eai?

A questão é, quando morre perde-se o direito de propriedade sobre o próprio corpo? Releia o meu primeiro comentário se estiver difícil de entender aonde quero chegar.

Se um pai morre, os filhos tem legitimidade para vender os orgaos do mesmo? Até onde vai isso?


Vou repetir:

Ao morrer, a pessoa perde o direito de propriedade ou não? Ou seja, é crime cometer um ato que viola o direito de propriedade de um cadaver? Porque se ele não tem mais o direito de propriedade, logo não há crime contra ele.
Alguém que vender seus orgaos ou até mesmo estuprar o cadaver, não teria cometido um crime.


To querendo a opinião dos leitores aqui, a minha posição é que isso atenta contra a liberdade de crença, da família e afins. Deve se considerar crime pois violou o direito de propriedade do morto, porque se for assim, um cara em coma também não tem direito de propriedade.







"Mas e se uma pessoa morreu em um hotel? Ela é de quem? Do hoteleiro ou da família?" ''




Olha o resultado. É por essas e outras que o Bostil sempre será um eterno país de terceiro mundo.




É porque o Japão é um exemplo de sistema bancário quebrado e não-liquidado (porque o governo impediu).

Os bancos japoneses são zumbis. Eles foram dizimados pelo estouro da bolha imobiliária no início da década de 1990. Esse estouro foi verdadeiramente espetacular. Os preços dos imóveis e dos terrenos desabaram e os bancos tomaram seguidos calotes e ficaram com seus balancetes dizimados.

Só que o governo não deixou que eles fossem à falência. A consequência é que eles não morreram, mas também não funcionam. Bancos descapitalizados, com balancetes dizimados, não fazem empréstimos.

Com juros baixos, então, aí é que eles realmente não farão empréstimo nenhum: o risco é alto e o retorno é nulo (lembre-se que os juros são baixos porque é o governo quem estipulou seu valor; controlar juros é um controle de preços, e nenhum controle de preços atinge o objetivo desejado no longo prazo).

Protegidos pelo governo, com balancetes dizimados e sem poder cobrar caro por seus empréstimos, os bancos japoneses hoje se mantêm como zumbis. Não são liquidados, e também não têm capacidade de conceder crédito.

Economias com bancos zumbis não saem da estagnação, pois não há crédito. No Japão, os bancos emprestam apenas para o governo e para os megaconglomerados, cujo risco de calote é quase nulo.

Artigo inteiro sobre o Japão:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2519


Como é que é o negócio aí, Kiko? Como assim os preços não podem ser livres porque senão alguém irá "especulá-los"? Que diabo é isso?

Especular, por definição, significa fazer algo esperando se beneficiar ou com o aumento ou com a queda dos preços de um bem no futuro. Se você acha que os preços dos imóveis irão subir no futuro, você compra hoje. Se você acha que irão cair, você vende hoje. Se todos fizerem isso, o máximo que irá acontecer é que a expectativa de algo que só iria acontecer no futuro é concretizada no presente.

Diga, por favor, por que isso é ruim e como um gênio com você faria para impedir isso de maneira a não gerar efeitos colaterais.


"infelizmente não tem como os preços serem livres totalmente"

Concordo. Havendo governo e políticos, sempre haverá tentativas de controlar preços para ganhar popularidade momentânea. Vide Sarney, Collor e Dilma.

"pois sempre havera pessoas"

Correção: sempre haverá políticos.

"que irão tentar lucrar"

Que irão se beneficiar eleitoralmente

"controlando ou especulando os preços"

Apenas controlando. Político não tem como "especular preços". Aliás, essa própria expressão é completamente sem sentido.


Mais uma prova de que o sistema de preços é genial, basta ver a troca de favores, ou seja, todo favor tem um custo mas sua alocação é ineficiente, devido a não haver um sistema de preços regulando-as. Quem presta um favor, logo que tem uma oportunidade quer ser restituído de forma desproporcional e sem razoabilidade. Se houvesse uma precificação dos favores s, tais trocas seriam ajustadas de forma proporcional e razoável diminuindo os conflitos e ressentimentos nestas trocas...


Obrigado pelo esclarecimento, Edson!

Mas ainda persiste minha dúvida: De fato, os empréstimos pro setor privado caíram consideravelmente no período abordado pelo artigo (www.tradingeconomics.com/japan/loans-to-private-sector). Consigo, na teoria, entender perfeitamente o que você falou sobre os déficits orçamentários acarretarem na diminuição da oferta de crédito para o setor privado. Entretanto, pode-se observar que tanto a taxa média de juros bancários (www.tradingeconomics.com/japan/bank-lending-rate) quanto a taxa básica de juros (www.tradingeconomics.com/japan/interest-rate) são razoavelmente baixas no período citado, por isso ainda não consigo compreender, por meio desses indicadores, o porquê dos empreendedores não pegarem empréstimos, já que os juros são tão poucos.

Para que isso faça sentido(pelo menos para mim, como leigo) essas taxas de juros, mesmo parecendo baixas, devem ser suficientemente altas para impossibilitar a aquisição de crédito por parte dos japoneses, é isso mesmo? Caso não seja, que tipo de indicador econômico posso buscar para visualizar a "falta" de crédito para o setor privado?

Abraços!



Certos debates libertários são realmente curiosos. Há tanta coisa relevante para discutir e perdemos tanto tempo com abstrações que, sinceramente, são esdrúxulas.

Bruno,

Em uma sociedade libertária ou mais simplesmente qualquer sociedade que legalize a comercialização de órgãos humanos, surgirá um preço para um bem. A maioria das pessoa não simplesmente morre. Morremos aos poucos por causas naturais ou doenças somáticas. A questão é que há augúrio da morte. Logo, olharemos o preço e pensaremos: será que é válido ter minha integridade física após a vida violada pelo preço de tal órgão? Uns dirão que 'Não' e outros, necessários para o mantenimento de sua família, com certeza dirão que 'Sim'.

Quando o ser humano bate as botas sem testamento, ele adentra a condição de um objeto na casa de alguém ou em instituição a pedido de alguém (hospital). Você não poderá simplesmente reclamar seu vizinho porque será invasão de propriedade. O herdeiro legítimo da casa é que decidirá o destino do falecido. Se a pessoa morrer na rua e um parente reconhecê-lo, idem. Qual é o princípio por trás disso? Se uma moto minha está estacionada no meio da rua, ela deixa de ser minha? É óbvio que não.

"Mas e se uma pessoa morreu em um hotel? Ela é de quem? Do hoteleiro ou da família?"

"Se é da família, é do filho primogênito ou ultimogênito?"

"Quem mediará conflitos sobre a posse do corpo?"

"E se o cônjuge estiver vivo?"

"E a função social do presunto?"


Agora é o momento da sensatez: veja quantas palavras eu joguei fora discutindo um tópico de virtual irrelevância para a atualidade. Enquanto discutíamos a abstração acima que nem tangencia a mente dos legisladores atuais, a liberdade de expressão está morrendo no ocidente, governantes intervencionistas e populistas estão em ascensão como resposta à imigração em massa gerada por programas de welfare; libertários estão perdendo espaço para nacionalistas e fascistas, a bolha dos títulos públicos está gigantesca e pelo amor de Deus, ninguém quer discutir se os direitos de propriedade cabem às crianças que que vão herdar toda a merda de mundo e dívida que estamos deixando para trás.


Ok, vou tentar ser um pouco mais claro:

A critica de Taleb com os modelos não são os modelos em si nem a matemática por trás deles, e sim como as pessoas confiam (muitas vezes cegamente) nesses números e esquecem de olhar ao redor. A curva de gauss foi só um exemplo. Ele não diz para descartar todos os modelos as favas e sim para aproximar-se deles sempre com um pé atrás.

Ele usa o nome cisne negro por ser uma espécie que existe, mas ninguém espera vê-lo ou imagina um cisne negro quando se falam nesses animais, sempre imaginam um branco.

Um exemplo realista: Crescimento brasileiro. Estamos em 2006, quando o Brasil estava otimista. Quando as pessoas olhavam para as indicações, tendências e gráficos da época, imaginavam um crescimento e uma nova época de ouro e empregos para o Brasil (quem lembra aquela foto do cristo decolando?)

Agora uma pessoa mais atenciosa poderia olhar além dos gráficos, prestar atenção na burocrácia brasileira, entraves anti concorrência, corrupção massiva, infraestrutura precária, população com mentalidade anti-capitalista... e pensar "epa, isso aqui não vai dar certo no longo prazo, é tudo artificial". Esse tipo de comportamento de confiar nas estatísticas não parece ser grande problema, mas imagina isso quando você é um gestor de um fundo de bilhões de dolares?

Se você chegou a esse raciocinio em 2006, parabéns, você é capaz de ver cisnes negros.


infelizmente não tem como os preços serem livres totalmente pois sempre havera pessoas que irão tentar lucrar controlando ou especulando os preços


Não é matando, se meu vizinho tem um infarto e morre, eu não posso me apropriar do corpo dele?

Ou melhor, eu posso tirar os orgaos dele? Um hospital poderia fazer isso?


Esquece crime, to falando sobre a morte, que a morte causa a perda do direito de propriedade sob seu corpo


Muito obrigado pela aula, e principalmente, pelo link do vídeo, que me levou ao site da mruniversity. Eles apresentam videos extremamente didáticos, eu aprendi d++++++

O sistema de preços é tão sutil e eficiente, que faz do planejador central um burocrata arrogante; e a partir daí podemos entender como as ditaduras usam a desculpa do comunismo para se auto-proclamaram donos dos povos onde governam



É verdade, todo mundo que eu conheço fala que só não usa crack porque é proibido, mas se for legalizado começam no mesmo dia. Só na minha cidade vai ser mais de um milhão de viciados do dia para a noite.


Não é a dívida, mas sim os déficits orçamentários gerados por gastos altos (os quais levam ao crescimento da dívida).

Gastos altos geram déficits orçamentários. E déficits orçamentários significam que o governo está tendo de tomar dinheiro emprestado para fechar suas contas. E se o governo está pegando dinheiro emprestado, então sobrará menos dinheiro para ser emprestado para empresas e consumidores.

Dois artigos sobre isso:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2578

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532


Só não entendi uma coisa: Como exatamente a dívida pública impediu o investimento em bens de capital no caso japonês? Eu compreendo uma situação destas no caso em que a taxa básica de juros do Japão fosse muito elevada por conta da dívida, mas como este não é o caso, o que exatamente impedia os empreendedores de obter crédito e investir em seus negócios?


Discordo, por achar exageradas, de suas conclusões.

Em primeiro lugar, vc "põe a culpa" na matemática pelo seu uso errado. A matemática não diz que "se um homem pode tosquiar uma ovelha em dez minutos, dez homens podem fazê-lo em um minuto". A matemática apenas diz que 10 x 1 = 1 x 10. Cabe a nós decidirmos em que casos esta relação matemática se aplica. Do mesmo modo, se "Um grupo social trabalhando em harmonia coordenada representa uma força muito maior do que a soma simples das suas partes.", então a soma aritmética não é o instrumento matemático adequado à situação. Isto é bem diferente de dizer que a soma aritmética não é correta em si mesma.

Em segundo lugar, acho completamente errado afirmar que "O método científico é um padrão intelectual de avaliação, com o qual se medem as aventuras materiais e as realizações físicas.", e mais ainda concluir que "passa a ser inteiramente inútil na avaliação das realidades econômicas e das experiências sociais."

O método científico, para usar uma definição simples, consiste em "observação sistemática, medições e experimentos, seguidos da formulação, avaliação e modificação de hipóteses." Por que isto não se aplica à economia e às experiências sociais? Apenas porque o conceito de "experimentos" é diferente do que se usa em um laboratório de química ou de física ? Deveria a economia rejeitar o aprimoramento de hipóteses em função de observações e de auto-crítica ? Os conceitos econômicos surgiriam prontos, completos e imutáveis, como que por revelação divina ?

Por último, me incomoda particularmente sua última frase, em que acusa os cientistas de vaidade intelectual. Vejo este argumento ser utilizado com frequência por defensores de credos dogmáticos - e portanto anti-científicos - que rejeitam a busca pelo conhecimento, inerente à ciência, e defendem em seu lugar a aceitação incondicional de verdades pré-definidas. Deixando de lado meias-palavras, costumo chamar esta postura de "religiosa" em oposição a "científica", embora não se restrinja à discussão da religião propriamente dita; encontra-se esta postura em discussões políticas, econômicas, sociais, etc.



A oferta diária de comida fresca em quase qualquer lugar da cidade deixaria qualquer pessoa da Idade Media, inclusive o rei de Roma, de queijo caído com a "mágica" que fazemos hoje


Olá, gostaria do contato dos autores desse artigo/pesquisa. Achei sensacional, serviu de inspiração para o meu TCC, queria conversar com eles (autores), pois tenho interesse em ''repetir'' esse estudo na comunidade onde eu moro, no Rio de Janeiro. Obrigada!


Concordo com você. E ainda assim essas maravilhas que são os supermercados são consideradas como coisas naturais e corriqueiras, como se fosse um dado da natureza. Até mesmo economistas, principalmente os de esquerda, pensam assim.


Para mim, a existência de supermercados, mercadinhos, mercearias e qualquer lugar que venda comida está entre as coisas mais fantásticas já criadas. A existência de um Carrefour ou de um Pão de Açúcar, por exemplo, que atende a milhões de pessoas e jamais fica sem produtos é um verdadeiro milagre.

P.S.: não é à toa que os produtos só somem quando há controle de preços



Concordo com o Nobre Paulista. Nem precisamos ir longe com modelos complexos de estatística, basta usar a parte da estatística chamada risco. O gerenciamento do risco é o que nos faz como seres humanos, prevendo os cenários mais prováveis. O que foge do ordinário, chama-se "black Swan".



Pobre Rico, Giordano Bruno, seguindo a melhor tradição hoppeana, foi fisicamente removido, por assim dizer.


Manoel, como já diria São Paulo: "tudo me é permitido, mas nem tudo convém".


O jeito dele é um pouco estranho, mas até onde sei, além de católico, ele é casado e tem filhos.


André, como você ver, tem gente que (inacreditavelmente) ainda não se deu conta disso.


Concordo com o Nobre Paulista. Nem precisamos ir longe com modelos complexos de estatística, basta usar a parte da estatística chamada risco. O gerenciamento do risco é o que nos faz como seres humanos, prevendo os cenários mais prováveis. O que foge do ordinário, chama-se "black Swan".


"Na verdade, o texto gera uma gritante contradição com os ideais libertários que aqui se prega. [...] Constata-se que leis e o Estado foram criados justamente para que a classe dominante, ou seja, a classe que historicamente deteve o poder, garantir seus "direitos".

Ué! E qual é a contradição? Este site sempre disse exatamente isso, que o estado é uma gangue de ladrões em larga escala e que existe apenas para proteger os interesses de seus membros e das pessoas amigas do regime.

Ou você chegou agora ou você é analfabeto funcional.

A existência do estado é, acima de tudo, uma contradição jurídica

O estado é uma gangue de ladrões em larga escala

Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados


Você tem que ler os livros do Taleb para entender diretamente, mas te adianto, não é exatamente uma bronca com os modelos, mas sim com quem os usa, como estes modelos são utilizados e interpretados e onde são usados. Ele não nega a utilidade dos modelos estatísticos, ele nega as convicções e pseudo-certezas e interpretações dos seus utilizadores, ele ataca o uso indiscriminado de tais modelos e principalmente, ele demonstra a existência de pontos que não foram previstos (ou não podem ser previstos) por determinado modelo (não culpa do modelo, e sim do estatístico, e, ele fala mais da distribuição Normal). Esses pontos, se forem de grande impacto, ele os chama de Cisne Negro. Os Cisne Negros, estatisticamente falando, não são importantes, pois são eventos raros com baixa probabilidade e que não afeta o "bom" funcionamento do modelo, mas para o mundo são exatamente estes pontos que mudam e afetam a história. O descaso com eventos raros e nossa incapacidade de prevê-los é que o problema. Ele dá alguns exemplos: o primeiro é quando ele cita que na Europa até o século XVII ou XVIII,não lembro, acreditava-se que só havia cisnes brancos, mas depois foram vistos os primeiros cisnes negros na Austrália, mudando toda uma visão de mundo, foi desta história que ele tirou o nome para o evento raro. Ele também usa o 11/09/2001 como demonstração de um evento raro que influenciou o mundo, mas ele fala e outros mais importantes. Nem todo cisne negro é negativo, muitos são positivos, como a descoberta da penicilina. Por fim é este o ponto de vista principal do Taleb o que você não sabe é mais relevante do que você sabe.


Muito bom texto. Só acho que o Karnal é muito arrogante e não respeita as decisões individuais e acha que as pessoas devam pensar o mundo como ele, conforme seu entendimento deturpado do que é empreendedorismo, que isso necessariamente trás infelicidade às pessoas, porque ele, Karnal, sabe o que faz todas as pessoas felizes.
E no tocante ao mencionado nos comentários sobre a religião capitalista, adoradores de Mamon, reflexões Weberianas e afins, considero realmente um problema a ser discutido, mas duvido muito que esse seja o foco de um socialista, de qualquer modo o vídeo do youtube não está mais disponível para eu conferir.


Texto irrefutável!Mas o melhor de tudo é que a Venezuela prova empiricamente que tudo isso que foi escrito é verdade.A única guerra econômica que existe na Venezuela é a guerra do próprio governo chavista contra o setor privado.Nessa semana saiu até uma notícia de que o governo está obrigando os padeiros a usarem 90% do trigo para fazer pães e apenas os outros 10% para fazer bolos,tortas etc.O Maduro controla preços e decide o que será produzido no país,produzindo resultados catastróficos,e ainda tem a cara de pau de dizer que está sendo vítima de uma conspiração dos EUA.A Venezuela precisa urgentemente adotar o currency board,liberar os preços a abrir o setor de petróleo para investimento estrangeiros.É preciso também reverter as expropriações desastrosas feitas nos governos chavistas e fazer uma demissão em massa no setor público,afinal o país vizinho não precisa ter 100 generais e a PDVSA tem 3 vezes mais funcionários do que precisa.


No Chile, a produção de cobre concorre com a produção de uvas para obtenção de água, fora a água para consumo humano. E tudo isso no deserto mais seco do mundo. Esse arranjo resultou num dos metros cúbicos de água mais caros do planeta. A consequência? A atração de empresas dessanilizadoras de água do mar, para produzir água potável em busca de lucros altos:

www.acciona.com/es/noticias/acciona-agua-construira-y-operara-una-desaladora-en-el-desierto-chileno-de-atacama/

É só deixar o sistema de preços em paz que o mercado corrigirá qualquer escassez de oferta. Antofagasta é a cidade grande (acima de 300 mil hab) com maior renda per capita da América do Sul, US$60 mil dólares, renda per capita da Noruega.


Um cadáver não é uma mente pensante, mas existem meios legítimos de se tornar dono de uma propriedade, cometer um crime contra o direito de propriedade não é um deles.


Quando matamos alguém cometemos um crime contra a propriedade de outra pessoa, não tem como um assassino passar a ser dono do corpo da vítima.
Por essa lógica então quando alguém agisse contra uma propriedade de outra pessoa, mudando uma cerca por exemplo, roubando um animal, então a pessoa também passaria a ter titularidade sobre essas propriedades.
Existem formas legítimas para uma pessoa ser considerado dona de uma propriedade, apropriação original, herança, doação.


TALEB é um gênio! Uma das maiores cabeças que existem hoje, suas obras são impecáveis e imperdíveis!!


Na verdade, o texto gera uma gritante contradição com os ideais libertários que aqui se prega (como que se religião fosse) !

Constata-se que leis e o Estado foram criados justamente para que a classe dominante, ou seja, a classe que historicamente deteve o poder, garantir seus "direitos". Qual a forma mais fácil que o burguês tinha de garantir a sucessão de suas propriedades, conquistadas através da pilhagem, da escravidão, da servidão, da grilagem, e de tantas outras formas antiéticas, senão através do Estado (burguês) ?

É óbvio que uma minoria esmagadora iria temer a maioria expropriada. Era necessário mecanismos, além da força dos exércitos particulares, para manter o povo no cabresto....


A operação carne fraca é só mais um dos muitos episódios (para não dizer prova cabal) que mostra o óbvio e ululante que os defensores religiosos do liberalismo não enxergam: o consumidor não tem poder, tampouco condições de escolher, verificar ou determinar as empresas com melhor qualidade e com ética.
Isso favorece aquelas que oferecem produto ao menor preço, independente de como !!


Amigo Pobre Paulista,

Pelo que li e compreendi sobre a opinião de Nassim Taled acerca da modelagem estatística, o problema está confiança excessiva em probabilidades e métricas estatísticas de controles de riscos. Ainda segundo Taleb, no mercado financeiro, o uso de modelos estatísticos para prever os movimentos do mercado é exagerado e, principalmente, cego. Como se os controles estatísticos fossem o Santo Graal.

Ele argumenta que bancos, instituições financeiras e investidores, pelo fato de estarem usando modelos complexos, acreditam que estão totalmente cobertos contra qualquer evento, pois tudo está modelado e previsto. Mas eles desconsideram que é impossível conhecer completamente a curva de probabilidades de eventos. Há eventos que nunca ocorreram, que irão acontecer apena uma única vez. Sendo assim, na verdade, a gaussiana teria caudas mais pesadas do que o estimado pelos modelos. Isso, somado com a alavancagem dos bancos, geriria perdas catastróficas. Basta um único evento extremo, impossível de prever pelas estatísticas (pois nunca ocorreu no passado) para dizimar diversos grandes bancos.

A crise do subprime de 2008 é um grande exemplo. Pouquíssimas grandes instituições anteciparam a crise que viria, os modelos não eram capazes de prever a tempestade. Bancos acharam que estavam totalmente cobertos por conta de seus modelos. No entanto, o que vimos foi uma das maiores crises dos últimos tempos. Para Taleb, pela própria característica dos eventos (serem únicos no tempo, sem repetição) torna a modelagem perigosa.

É possível argumentar que foi um "mau uso da estatística". E é esse exatamente o ponto do Taleb: o mau uso da estatística, imposto pelos bancos centrais e organismos de regulação de mercado, estaria gerando uma falsa sensação de segurança.


E eu comento em 04/05/2017 e o bitcoin alcançou R$ 5300,00!


Eu posso fazer um modelo estatístico usando qualquer distribuição ao invés da curva de Gauss.

Concordo que a distribuição normal não é uma "camiseta" que "se ajusta em todo mundo", mas existem distribuições estatísticas aos montes por aí, cada uma mais adequada para cada situação.

Uma coisa é criticar modelos ruins, e isso eu concordo, outra coisa é criticar a modelagem em si, e é essa bronca que eu não entendi.


Bem didático o texto, mas gostaria de levantar uns questionamentos, mais a respeito desse trecho:
..."ele é forçado a trabalhar em um emprego que não foi por ele escolhido e que, por isso, deve odiar. (Já que sob escassezes, o governo acaba por decidir a alocação de trabalho da mesma maneira que faz com a alocação de fatores de produção materiais."... podemos ver um cenário semelhante(talvez mais perverso por se ocultar numa máscara de liberdade) no sistema do capitalismo, com mais ênfase ao capitalismo flexível dos tempos de hoje. Essa "alocação" de trabalhadores para determinados setores também acontece no sistema Capitalista, pois se trata de um sistema que funciona a partir de um trabalho de massa em sua grande maioria de áreas de atuação. Determinadas pela posição racial, financeira e geográfica, as pessoas que nascem em locais menos favorecidos(para dizer o mínimo) já são encaminhados desde a sua primeira educação formal à um mercado de massa, com menos oportunidades de ensino. Com essa recente "reforma" no ensino médio brasileiro isso só vai tender a ganhar mais força, já que escolas públicas são as únicas obrigadas a participar de tal mudança, e sabemos que a maioria esmagadora dos jovens estudantes de escolas públicas são de áreas menos favorecidas, marginalizadas, periféricas à elite que comanda e que poderá continuar enviando seus filhos à colégios privados, com ensino amplo e que abarca todas as áreas de conhecimento, quanto ao pobre, negro, morador de comunidade, o ensino médio público vai ser mais uma expressão da segregação disfarçada de "oportunidade de mercado de trabalho".
Apenas um levantamento para possíveis debates a respeito da posição capitalista quanto ao mercado de trabalho, que na verdade não tem tanta liberdade quanto se prega.




A religião é uma das formas de opressão em todos os lugares e pesa fortemente sobre o povo, sobrecarregado pelo seu perpétuo trabalho para outros, ... A impotência das classes exploradas em sua luta contra os exploradores, inevitavelmente também dá origem à crença de uma vida melhor após a morte, assim como a impotência do selvagem na sua batalha com a natureza dá origem a crença em deuses, demônios, milagres, e similares. Aqueles que trabalham são ensinados pela religião a serem submisso e paciente enquanto aqui na terra, e ter conforto na esperança de uma recompensa celestial. Mas aqueles que vivem do trabalho dos outros são ensinados pela religião a praticar a caridade, enquanto na terra, ... para o bem-estar no céu. A religião é o ópio do povo. A religião é uma espécie de bebida espiritual, na qual os escravos do capital afogam a sua imagem humana na sua procura por uma vida mais digna do homem.