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Últimos comentários


Também compartilho dessas dúvidas.

Qual é o lastro da bitcoin?

Se hoje o dinheiro usual não tem mais lastro em ouro ou bens, tem lastro no seu "curso forçado" e no pagamento de impostos.

Sei que a Austrália vai começar a aceitar a bitcoins. Mas, do mesmo jeito, pode deixar de aceitar no futuro.

Não há chance de pirâmide nisso? Se houver um aumento de desconfiança, poderia haver uma enorme desvalorização, principalmente quando os possuidores descobrirem que, pela falta de lastro, podem ficar com o "mico" na mão, já que não poderão usar tal meio para trocar por produtos ou pagar impostos.

Ou não?



Não existe ativo 100% livre de risco.

Todo ativo existe riscos de mercado, riscos da intervenção estatal, risco naturais etc...
Pouco importa se é criptomoeda, imoveis, terrenos, ações na bolsa, títulos públicos, poupança, moeda estrangeira e inclusive metais.

A melhor coisa para se proteger desses riscos é compor uma carteira de múltiplo ativos.

Mas sem duvida, as criptomoedas são uma tentativa de tirar as mãos cabeludas do estado e sair fora do sistema bancário.


Acho impossível temos uma moeda fora do controle estatal.

O controle sobre a moeda é, disparado, a principal arma do estado. É através dela o estado não só se financia, mas consegue ganhar "independência" da população. Não precisa mais tributar, ele simplesmente "imprimi" o que precisa.

Portanto, acreditar que o estado aceitará isso é igual acreditar que ele aceitará voluntariamente as pessoas se emanciparem dele.


Cada vez mais se tem a certeza de que não será algum líder que trará a promessas de liberdade e bem estar para a sociedade como um todo. Nem mesmo grupos que se unem por algum objetivo social. Mas sim a tecnologia e a aceitação desta pelas pessoas sem nenhuma interferência governamental.


Não consigo entender como o Bitcoin foi aceito como moeda...(a PRIMEIRA transação com bitcoin...)não consigo entender sua gênese. Não consigo entender o valor que isso tem. Imagine que você é a primeira pessoa com Bitcoin na "carteira", o que vc faz pra outra pessoa aceitar isso ??? E o que essa outra pessoa faz com esse "pedaço de codigo" num mundo em que ninguém conhece isso ??? Esse processo de "convencimento" para que outros lugares aceitem Bitcoin... isso ainda ta muito obscuro pra mim.

Quando eu me dei conta, o Bitcoin ja era um fenômeno, valendo X dólares. Ou seja, tem gente ganhando bastante dinheiro de verdade(dinheiro criado pelo governo) com o Bitcoin... O Bitcoin ta se "apoiando" em dinheiro de verdade...


Já li vários artigos aqui e em outros sites sobre o Bitcoin e nenhum explica os detalhes técnicos. Apenas repetem de forma publicitária a mesma coisa, como se Bitcoin fosse a oitava maravilha do mundo.


O Blockchain então...é outro "monstro" (mais interessante ainda), que foi levemente mais comentado nesse último artigo do Mises. Mas além de sempre repetir a metáfora do "livro caixa", por que não falar o que importa ? Quem criou o Blockchain ? O blockchain usado no bitcoin é o mesmo usado pelas outras empresas ? ou é uma "tecnologia" diferente, e cada um pode criar a sua blockchain ?
Quais as desvantagens do blockchain ?

Todas essas tecnologias vão substituir o "dinheiro de verdade"(dinheiro criado pelo governo) ou são apenas instrumentos usados pra ganhar mais "dinheiro de verdade" ????


Vejam, amigos... não me interpretem de forma errada. Eu sou tão curioso acerca do Bitcoin quanto vcs, até agradeceria se alguém me esclarecesse essas questões.
Mas eu não encaro o Bitcoin como essa maravilha toda que tentam pintar por aí...


Com o futuro e inevitável colapso do estado de bem-estar social, o estado virá com tudo para cima do cidadão. A voracidade será enorme.

Daí a importância deste universo monetário paralelo que está em fase de implementação. Os estados falirão, mas não falirão pacificamente. Com o risco de perderem seus gordos salários, mordomias, privilégios, prerrogativas, os burocratas oferecerão o máximo de resistência. E avançarão sobre todas as economias do cidadão. Se o Bitcoin os proteger disso, ótimo. Mas o estado não deixará facilmente.

Muitos morrerão.


Ainda existem muitos problemas técnicos a serem resolvidos, como problemas de segurança e de facilidade de uso, mas o BTC já pode ser considerado uma das coisas mais fantásticas que a livre iniciativa produziu.


Isso é totalmente imaterial. Eu tenho uma "demanda" por uma mansão, por um helicóptero, por uma Ferrari, por um Porsche, e por um iate atracado em Monte Carlo.

E daí? Se eu não tenho os meios para converter esses desejos psicológicos em uma compra efetiva, então eles de nada adiantam. Estão apenas em meu interior. Não há como eu materializá-los. A única forma de eu materializá-los seria produzindo coisas ao valor equivalente.

Se eu conseguir, aí sim minha "demanda psicológica" vira demanda efetiva.


Uma dúvida que me surgiu (se estiver interpretando errado, favor me corrijam):

Talvez seja confusão minha com relação as palavras demanda e consumo.

Concordo plenamente que só podemos consumir algo após termos ofertado nossa produção e recebido algo em troca dela. Em compensação, não entendo dizer que só existe a demanda se existir a produção antes. Segue o exemplo que me causa confusão.

Se pegarmos alguém que desempregado e sem nenhuma poupança, ainda assim não podemos dizer que a DEMANDA por comida existe mesmo que ele não tenha produzido nada? O que não se efetiva é o CONSUMO dela.

Entendo a demanda como a necessidade/desejo por algum bem/serviço. E quando esta necessidade/desejo se efetiva passaríamos a chamar de consumo.

Agradeço a ajuda!
André


Para começar, o que você presencia não é propriedade privada, mas sim uma propriedade estatal sendo rapinada por empresários protegidos pelo estado (pois pagam propinas a políticos). Este é o inevitável resultado de um estado grande que em tudo manda, e é exatamente o arranjo condenado por este site.

Praticamente todas as questões relacionadas ao ambiente envolvem conflitos sobre propriedade. Sempre que houver propriedade privada, os proprietários podem resolver estes conflitos por meio da proibição e da punição aos atos de transgressão. O incentivo para se conservar é uma característica inerente à estrutura de incentivos criada pelo mercado. O mesmo é válido para o incentivo de se preservar todas as coisas de valor.

Propriedade comunal do ambiente, como existe hoje, não é a solução. Dado que as florestas, por exemplo, não são geridas privadamente, a meta de se conseguir uma administração racional e "verde" sempre será enganosa.

Somente quando uma terra tem dono é que este possui vários incentivos para cuidar muito bem dela. Sua preocupação é com a produtividade de longo prazo. Assim, caso ele decida, por exemplo, arrendá-la para uma madeireira, ele vai permitir a derrubada de um número limitado de árvores, pois não apenas terá de replantar todas as que ceifou, como também terá de deixar um número suficiente para a safra do próximo ano.


Amigos do IMB, sobre a privatização das florestas acho que podem haver brechas. Se pudesse vender áreas de preservação como títulos de propriedade, o dono estaria livre para fazer o que quiser certo? (Investir em comércios de madeira por exemplo). Contudo, presencio que na região Leste de Minas Gerais os donos tiram a mata nativa e substituem por eucalipto (que cresce mais rápido, é mais barato e causam mais danos). Não seria esse um problema iminente?


É assim graças às tarifas de importação e ao fato de o governo ter criado uma reserva de mercado para a FIESP em nome da "proteção à indústria nacional". E tudo com o apoio dos brasileirinhos, que dizem que "não há país grande sem indústrias protegidas".

O brasileiro quer a quadratura do círculo: indústrias grandes e protegidas pelo governo, e produtos baratos e de qualidade.


Quando você diz "carro americano", você está se referindo aos nacionais de marca americana, certo?

É óbvio que eles são caros e ruins. O estranho seria se eles fossem bons e baratos.

1) As montadoras brasileiras operam em um mercado protegido pelo governo. A importação de automóveis novos é tributada por uma alíquota de 35%. Já a importação de automóveis usados é proibida;

2) Com o recente esfacelamento do real perante o dólar, o custo de qualquer importação aumentou sobremaneira. Ou seja, além das tarifas de importação, temos também uma moeda fraca, que encarece ainda mais as importações.

Ou seja, por causa do governo, as montadoras brasileiras operam em um regime de mercado semi-fechado, sem sofrer nenhuma pressão da concorrência externa. Elas praticamente usufruem uma reserva de mercado criada pelo governo. O brasileiro é praticamente proibido de importar carros, e não tem moeda para isso.

Na Europa, nos EUA (e na Nova Zelândiae no Chile), não há restrições à importação de carros estrangeiros. A consequência disso é uma maior concorrência, o que faz com que os carros de lá sejam realmente decentes, tenham preços baixos, tenham muito mais opcionais de série e sejam bons. Vá para esses países ver quanto tempo duram os carros (aqueles que são realmente bem cuidados).

Já aqui, onde o mercado é fechado, não há motivo nenhum para as montadoras cobrarem pouco e oferecerem bons produtos. Não há concorrência externa. Não há nem como o brasileiro comum comprar carros usados do exterior (pois batemos no peito e dizemos que "não somos vira-latas!").

Agora me diga: quem é que, operando em um regime de reserva de mercado, ofertará produtos bons e baratos?

Num cenário desse, meu caro, as montadoras só fariam isso se fossem extremamente idiotas.

P.S.: Ah, sim: há carros usados brasileiros sendo importados pela Alemanha, o que reduz bastante a oferta no mercado interno, pressionando os preços.

www.noticiasautomotivas.com.br/brasil-ja-exporta-carros-de-luxo-usados-para-a-alemanha/


Concordo mas com ressalvas. Prefiro comprar um Rolex mecânico automático que vai durar toda minha vida que um relógio eletrônico qualquer. Certos itens possuem funções tão simples que não precisam ser substituídos, a não ser por razão de vaidade. Uma faca ou um jogo de talheres, por exemplo, são itens que prefiro comprar os de maior durabilidade. Não sou de acompanhar modas, portanto prefiro vestuário de qualidade e durável também. É questão de objetividade em meu entendimento. Carros, se bem cuidados, duram uma eternidade. Não dá pra reclamar. Ainda prefiro comprar um bom computador que dure 5 anos que uma porcaria que dure 2. O mesmo vale para celulares. Prefiro comprar um iPhone e ficar 4 estáveis anos com ele que um smartphone que dure 2 anos cheio de problemas. Para eu comprar ou substituir qualquer bem que eu tenha, tem que haver um motivo real, objetivo, e forte. Agradeço por eu ter a opção de exercer minha preferência por produtos duráveis, simples e de qualidade. Acredito que o mercado sempre irá fornecer produtos dentro desses meus critérios de compra.
Minha opinião é de que a demanda é dessa forma (preço em detrimento da durabilidade e qualidade) porque vivemos em uma sociedade de pessoas consumistas, não-poupadores, que adoram fazer dívida freneticamente, com exemplos e incentivos do estado.


O que acho mais chato dessa estratégia da Apple é que provavelmente nunca ninguém conseguirá ter um iPhone "top de linha"...seis meses depois do lançamento do "state-of-the-art" vai aparecer outro "state-of-the-art reloaded", e assim por diante.
Parece cachorro correndo atrás do rabo.


"Você prefere um liquidificador de $200 que dure 30 anos ou um liquidificador de $10 que dure cinco anos?"

O padrão aqui no Brasil é um liquidificador que custa $200 e dura 6 meses...

Nada contra a obsolência programada, afinal, não poderia ser de outra maneira em um mundo que evolui tecnologicamente muito rápido, mas não vamos confundir obsolência com produto vagabundo. Posso ter de trocar, por exemplo, a TV a cada 3 anos, mas durante esse período ela tem de funcionar com perfeição.

Pessoalmente, troco meus produtos quando as vantagens dos novos ficam razoavelmente evidentes. Tenho uma TV Full HD, já pensei em trocar por uma UHD, mas por enquanto não compensa, pois de nada adiantaria ter uma TV capaz de reproduzir em UHD se não existem fontes capazes de transmitir no mesmo padrão (vide TV a cabo, internet, etc.)


Estive pensando em diversas formas de como poderíamos retornar ao padrão ouro e eis que me surgiu uma ideia.
Vou utilizar os Estados Unidos como exemplo, pois no Brasil nossas reservas de ouro são desprezíveis.Os Estados Unidos possuem algo em torno de 8 mil toneladas em ouro o que equivale a quase 400 bilhões de dólares, entretanto possuem cerca de 1,5 trilhões de dólares em circulação, dessa forma não da para lastrear toda a moeda. Então para solucionar o problema os americanos poderiam emitir uma nova moeda(digamos dólar II), só que essa nova moeda seria emitida com lastro nas reservas de ouro, em que cada dólar II seria o equivalente a 1 grama de ouro.Com isso teria-se 400 bilhões lastreados em ouro,que irão substituir a moeda anterior sem lastro, no valor de 3,5 dólar para cada 1 dólar II .Essa seria uma alternativa viável ?



Há casos que aparenta ser fraude mesmo, por exemplo carros americanos (Ford, GM) são péssimos no quesito qualidade construtiva e acabamento, 1 ano de uso e o carro vira uma escola de samba. Se aplicam materiais de baixa qualidade nos carros, então os preços deveriam ser menores, mas o que vemos é uma carestia cada vez mais acentuada. Fiesta versão básica hoje está sendo vendido à 53 mil, entra dentro do carro e não tem quase nada além do motor, os bancos e um rádio. O acabamento é decepcionante, repleto de plásticos e firulas que em pouco tempo já estão soltando. O que tem de consumidores de veículos da Ford insatisfeitos não está no gibi.


Livre mercado nada mais é do que consumir os melhores produtos do mundo com preços baixos.

O capitalismo de estado está igual comércio de milícia nas favelas do Rio de Janeiro.

As milícias dominam a venda do gato-net, do gás, etc. O governo faz a mesma coisa, mas em nível nacional.


O caso dos Genéricos é um dos melhores exemplos do que é visto e do que não pode ser visto.


Os milicos perto de 1964 foram economicamente sensatos. Mas durante a década 70, quanto mais tinham que justificar sua permanência no poder perante o público, cada vez mais adotaram o Desenvolvimentismo para "crescer o país".

É o clássico exemplo do que o Keynesianismo faz quando é adotado. É uma droga que precisa ser consumida em uma quantidade cada vez maior para o indivíduo não pensar em suicídio. Mas quanto mais tempo é usada, mais cedo ele vai ir pras cucuias.

Eles não foram machos igual o Pinochet que tomou o poder, mandou uma banana pra todo mundo e adotou o sistema econômico que ele próprio achava que daria bons frutos aos chilenos no futuro.


Concordo. Mas, não podemos descartar as fraudes que ainda ocorrem. Por isso, devemos buscar a simplificação das leis brasileiras e mundiais, eliminando o que não ajudar no progresso humano, sem desrespeitar os direitos adquiridos das pessoas e sem impor restrições injustas.


Entendo, mas vejo o texto com olhos diferentes do seu. Não estou discordando do artigo, ou falando que ele esta errado, estou apenas dando um feedback, exercendo minha liberdade de comentar o artigo. Em momento algum deixei a humildade de lado, se você entendeu assim, desculpa, mas entendeu completamente errado. Sugiro mais humildade ao ler e responder meu comentário. Aliás, leia como eu abro o comentário, com um elogio "excelente artigo".

Com relação a coisas que ninguém quer, é tão óbvio que isso pode existir que não vou comentar. É justamente aí que muitas empresas fecham, por querer produzir bens e serviços para os quais não há demanda. Nesses casos, não adianta baixar o preço. Existem inúmeros tipos de clientes, e para qualquer um que conhece um pouco de economia sabe que a produção antes de tudo deve ser dedicada a um determinado público alvo, seja ele sensível a preço, qualidade, etc. Então meu amigo, preço definitivamente não é tudo. Isso serve tanto para aqueles que buscam preços baixos, como aqueles que buscam preços altos (sim, eles existem, tem gente que busca preço alto, por puro status. Já vi empresa quebrar por baratear de mais seu preço, o que afeta diretamente a perspectiva de valor do cliente).

"Este site é feito para pessoas inteligentes". ??? (não entendi, isso foi arrogância ou humildade?) Achei que o site era para todos. Quem é inteligente não precisa do site, já tem tudo nos livros. Aliás, eu indico muito o site para quem é burro, ignorante, que não entende nada de economia de verdade, para ver se a pessoa acorda para a realidade. Mas infelizmente o site do Mises é muito conhecido por ter pessoas intransigentes, arrogantes, "donos da verdade", intolerantes, atacando os outros nos comentários. Não vejo sinal de inteligência nisso.


Livro infantil bacana: Por que a economia cresce e por que ela quebra? - Peter Schiff


Resposta ao pseudônimo "Capital Imoral":

Não me considero liberal ou libertário, no entanto tenho a plena consciência de que um país só pode sair da condição de pobreza se ele possuir capital, isso não se discute pela simples compreensão. Dizer que esta Instituição apelidada de Escola de Frankfurt, tinha como o objetivo elevar a intelectualidade civilizacional em prol do bem estar social é uma afirmação puramente leviana, para não dizer ingênua.

Os marxistas da época perceberam que a revolução do proletariado não se daria por meio da revolta proletária pelo fato dos proletários estarem (segundo os marxistas) submissos à toda uma cultura burguesa imposta através da autoridade, que o anestesia e tira dele toda vontade de revolta contra o estado, impossibilitando desta forma a transição para a utopia socialista, tal como era idealizada.

Karl Korsch, sintetizou o cenário dizendo que a revolta proletária era o passo anterior à tomada do poder, sendo que de nada adiantaria tomar o estado se toda a base que o sustenta estiver estruturada pela cultura burguesa, ligada às instituições universitárias, o direito, a filosofia, as artes, a família e etc.

Diante disto, através do aporte financeiro disponibilizado por Felix Weil, cria-se o Instituto para Pesquisa Social da Universidade de Frankfurt e quando Max Horkheimer, partidário das idéias de Karl Korsch, assume a diretoria do Instituto, inicia-se então o processo de desmantelamento do estado, não pela revolta proletária como pregava os antigos marxistas, mas pela destruição da cultura vigente, ou seja, a cultura burguesa. Onde juntos com outros professores e intelectuais da Escola de Frankfurt, perceberam que o socialismo não é possível se ele for sobreposto à cultura atual, para o socialismo se fazer presente é necessário destruir todos aqueles costumes tradicionais, em principal a família, pois é ela a responsável pela perpetuação destes costumes, tornado-se um reflexo da sociedade e em consequência um reflexo do próprio estado.

Então como se destrói o estado para a plena tomada do poder? Destruindo justamente aquilo que a mantém, de forma lenta e gradual, tomando aos poucos atividades artísticas, os centros universitários, o pensamento filosófico, a educação familiar e toda a cultura presente, destruindo-as, para a construção de uma sociedade evoluída. Enfim, não passa da velha e já conhecida utopia socialista, o que estes utópicos nunca dizem é que antes precisam esmagar, desfazer e destruir toda a moral daquilo que entendemos como sociedade ocidental.

"Capital Imoral", nos poupe da sua utopia, porque as famílias que serão destruídas, não serão as dos que estiverem no poder, serão as nossas, porque eles sabem mais do que ninguém, que não há perpetuação do poder sem a preservação da família que em seguida será também a detentora do poder.



Um dos melhores exemplos de como o mercado se adapta ao consumidor são as variações de qualidade entre locais diferentes.

Em certos países, produtos mais caros e de melhor qualidade vendem bem. Em outros países, os produtos mais vendidos são sempre os mais baratos, mesmo que de péssima qualidade. E há aqueles em que o sábio e onisciente governo tenta "regular" o mercado, geralmente com consequências catastróficas: os consumidores pagam caro por produtos ruins, porque não tem escolha.


Se um produto tem uma determinada vida útil, o fabricante que colocar um período de garantia maior que isso estará pedindo para falir.



Em realidade o que existe são produtos de baixa qualidade a preço muito acessíveis e estes não duram nem o tempo da garantia.
Conversei com um fabricante Chines e o mesmo disse que só 1 ou 2 % dos consumidores guardam a NF e pedem a troca.
Por outro lado existem as marcas tops e estas muitas vezes superam as expectativas.

No geral preço e qualidade andam juntos.
Móvel compensado vs movél rústico.
Ferramentas de Hobbie vs Profissional.
Bicicleta de supermercado vs Montain bike.

Existe mercado para todos os produtos de baixa e alta qualidade.

Computadores durando pouco?
https://olhardigital.com.br/noticia/computadores-do-pentagono-ainda-rodam-o-windows-95/68053

br.ign.com/retro/14026/news/jogador-deixa-videogame-ligado-por-20-anos-para-manter-game

Carros?
www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/05/18/internas_economia,869914/efeito-crise-faz-idade-media-de-frota-de-carros-ser-a-mais-alta-em-10.shtml



Nas máquinas mais novas o componente mais crítico é a Placa eletrônica (placa de potência e lógica). A máquina sendo usada dentro de sua capacidade de peso (e não existindo problemas na instalação ou fornecimento de energia), vai ser o último a dar defeito.


Nossa, ao meu ver a ultima vez que tivemos uma moeda estável antes do plano real foi no período antes da primeira guerra mundial quando o Brasil por pouco tempo adotou o padrão-ouro. Foram mais de 80 anos de moeda podre.

Agora quando sai seu artigo sobre o regime militar Leandro? kk seria interessante um semelhante ao da Argentina.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1562


Já que possui um blog com um artigo tão extenso sobre o assunto, poderia agora fazer um artigo dedicado a ensinar as pessoas a fazerem seus eletrônicos durarem mais obedecendo as recomendações do fabricante.


Você falou bobagem na questão da Revolução Industrial. Mas é comum.

Ainda hoje, há pessoas que realmente acreditam que no século XVIII havia o mesmo tanto de riqueza que há hoje, de modo que, se os salários eram baixos (comparado aos padrões de hoje), se a segurança no trabalho era precária (de novo, comparado aos padrões de hoje) e se mulheres e crianças trabalhavam, isso só ocorria porque os malditos e gananciosos capitalistas se recusavam a prover segurança e salários altos, e obrigavam mulheres e crianças a trabalhar.

Tais pessoas realmente acreditam que bastava apenas um decreto governamental para que um trabalhador em 1750 gozasse dos mesmos confortos, segurança no trabalho e níveis salariais vigentes hoje! É inacreditável. Para quem está acostumado a todas as comodidades e confortos do século XXI, é claro que as condições de vida do século XVIII pareciam "sub-humanas".

Falar que a qualidade de vida era ruim nos séculos XVIII e XIX tendo por base o século XXI, e daí tirar conclusões, é vigarice intelectual. Tal postura ignora toda a acumulação de capital que ocorreu ao logo dos séculos seguintes. Era simplesmente impossível ter nos séculos XVIII e XIX a qualidade de vida que usufruímos hoje no século XXI, a segurança no trabalho, e a renda. Naquela época, não havia a mesma acumulação de capital que temos hoje. A produtividade era menor, os investimentos eram menores, a quantidade e a variedade de bens e serviços eram menores. Era impossível ter naquela época a mesma quantidade de comodidades que temos hoje.

Trabalhar muito e receber pouco não era uma decisão de capitalistas maldosos. Era a necessidade da época. Quem realmente acredita que era possível trabalhar 6 horas por dia nos séculos XVIII e XIX e ainda assim viver bem não entende absolutamente nada de economia. Tal raciocínio parte do princípio de que vivemos no Jardim do Éden, que a riqueza já está dada, e que tudo é uma mera questão de redistribuição.

Leitura recomendada:

Nós não humanizamos o capitalismo; foi o capitalismo quem nos humanizou



Eu até concordaria se você dissesse que duram menos, mas afirmar que todos os produtos estão programados para estragarem pontualmente após o fim da garantia é algo completamente forçado e fictício. Não existe esta onisciência por parte do fabricante.

Você pode até ter se deparado com um exemplo prático disso, mas ele é totalmente pontual e fora da curva. E, como bem apontou um leitor acima, na esmagadora maioria dos casos isso ocorre porque o cara não leu o manual e fez lambança.


Sou dentista. Atendo somente um convênio. Esse ano tive reajuste de 0,4% na tabela de repasse. Mas meu plano de saúde teve reajuste de 20%.

Tenho 40 anos e optei por não ter filhos. Mas infelizmente sou obrigada a pagar um plano que cubra parto.
Não aguento mais essa situação. Também terei que cancelar meu plano atual e contratar um pior. Mas não sei até quando conseguirei pagar.

Perdi muitos pacientes de convênio que perderam seus empregos nos últimos anos. A coisa tá mto feia!


O problema é que os produtos tem durado muito pouco tempo, muitas vezes meses após o fim da garantia contratual o produto apresenta defeitos que para serem reparados custariam o valor equivalente ou superior de um novo produto. Escrevemos uma matéria em nosso blog sobre esse tema. Segue o link: marcellobenevides.com/direito-consumidor-apos-fim-garantia/


Já aumentou mais de 20%. Mesmo com deflação. Obrigado ANS filha da puta. Agora minha empresa trocou meu plano por um que é quase igual ao SUS



De maneira bem básica, era assim:

1) O governo gastava o que tinha, e pedia empréstimos (a bancos nacionais e estrangeiros) e também imprimia dinheiro para gastar o que não tinha.

2) Tal política, totalmente inflacionária, era contrabalanceada por uma taxa de câmbio fixa, a qual ajudava a contar os preços.

3) Só que não há truques em economia. Se o governo gasta os tubos e aumenta continuamente a oferta monetária, essa taxa de câmbio não pode ficar fixa por muito tempo. Afinal, a moeda nacional está se desvalorizando muito mais que o dólar.

4) Ato contínuo, o governo frequentemente tinha de fazer o inevitável: com a moeda desvalorizada, mas o câmbio artificialmente fixado, sua única alternativa era fazer mini ou maxi-desvalorizações. Caso contrários, as reservas internacionais iriam acabar.

5) Só que a cada desvalorização do câmbio, a inflação de preços galopava, e cada vez mais rápido.

6) E assim foi, até o Plano Verão, em janeiro de 1989 (última vez em que tal artifício foi tentado).

Apenas neste período, nada menos que 4 moedas foram hiperinflacionadas e destruídas.


Leandro, poderia explicar esse cambio controlado? como eles inflacionavam e controlavam carestia?


Brilhantes argumentos!
Me parece importante manter a paciência e a elegância sem agredir ninguém.
Sobre questão da escravidão, qualquer que ela seja, penso que a regra de ouro; segundo o Google, nascida no antigo Egito - "Não faça ao outro o que não quer que façam à você" - resolveria a questão.
Será que a escravidão pela força da lei e das armas não foi substituída pela escravidão voluntária?
Como não produzimos tudo o que precisamos, temos que trabalhar para comer, morar, vestir, ir e vir, etc. Os abusos do início da era industrial foram contidos pelo senso ético de alguns legisladores e chegaram ao absurdo de se virar contra os beneficiados como o caso das leis trabalhistas brasileiras. Hoje exportamos empresas.
No aspecto tributário, ao trabalhar deixamos perto de 30% (impostos diretos e contribuições patronais) para o Estado. Ao comprar deixamos outros 37% em impostos embutidos nos preços para o Estado. Fora isso, temos que comprar de particulares, alguns serviços que deveriam ser públicos. Para conseguir um mínimo de qualidade pagamos pedágios, planos de saúde, segurança, escola particular, cursinhos para corrigir o que não aprendemos na escola pública, etc).
Precisamos do Estado como precisamos de um síndico que reúne as taxas de condomínio e aplica naquilo que a maioria entendo como prioritário para o condomínio. Ocorre que depois de 1985 permitimos que o governo crescesse e operasse sem qualquer controle.
Já passa da hora de termos uma estrutura civil paralela organizando o pensamento liberal e se comunicando com a população votante de modo a enfrentar a equilibrar a propaganda oficial que nos submete às decisões da maioria ignorante. Os movimentos de rua são seu embrião, mas são muito desarticulados e antagônicos.
Temos que nos organizar e combinar as ferramentas disponíveis para criar mentalidade com a capacidade critica para varrer nas urnas a escória politica que se elege para servir-se da rés publica em vez de servir-se dela. Os movimentos que conseguiram o fenômeno de 13/03/2016 precisam fazer parte deste esforço de sensibilização e esclarecimento. Visite e divulgue o idl.org.br/glossario-da-cidadania/
Um esforço de oferecer conceitos que vacinem as pessoas contra o discurso da esquerda iludida.
Sua contribuição na correção ou ampliação dos verbetes será bem vinda.
Não acreditamos no monopólio da verdade, apenas na sua busca permanente.


Se o suspeito for flagrantemente culpado, nenhum tribunal privado teria porque julgar o oposto, forças policiais e carcerárias são demandas perfeitamente legítimas da sociedade e estas exercerão a força punitiva legitimamente eleita pela sociedade via compra espontânea de seus serviços de segurança.
Tal problema da vingança e conflitos familiares em decorrência de assassinatos persistiria até médio prazo, é uma reação cultural do local, a tendência é que diminua no longo prazo conforme a percepção de impunidade chegue a níveis baixos.


A zona franca de Manaus deveria ser extendida territorialmente para englobar o país inteiro.


Sou meio leigo no assunto, mas se a justiça fosse totalmente privada, o que seria feito em relação às pessoas que cometem assassinato? Quem às obrigaria a pagar pelo crime? Seria como a lei de talião, matou tem que morrer? É por que moro no nordeste, e briga entre famílias por causa de um parente assassinado é coisa quase comum, chegando muitas vezes à vitimar pessoas inocentes por que deram o azar de serem parentes do assassino (ou do alvo), ou estavam no lugar e hora errada.


Obrigado Leandro, bom saber que os militares que "salvaram o Brasil do comunismo" quase transformaram isso aqui na União Soviética, pelo menos na economia. O tanto de gente que hoje quer o retorno do regime militar não está no gibi.


Ja que podemos sugerir pautas: Cospaia, uma historia para deliciar os anarco-capitalistas, e tambem, como esta a Somalia hoje. Digo isso proque entre 1991 e 2011 foi uma experiencia anarco-capitalista no interiror do pais. Perdoem a falta de acentos, meu teclado e' americano.


Gostei dessa forma, bastante crua, de mostrar o que é o intervencionismo e o que é o livre mercado.

Mas essa comparação fica ainda melhor quando avança para os argumentos econômicos, políticos, sociais, etc. Acho que pelas diversas experiências, fica muito difícil negar que o intervencionismo não atinge aqueles que deveriam ser seus objetivo, como a proteção da indústria, o desenvolvimento estratégico e a proteção do emprego. Ou que o melhor que o intervencionismo faz — o que é péssimo — é arrastar uma economia inteira (como o Brasil) por uma recessão mais prolongada, de mais difícil realocação de recursos e, quiçá, até mais dolorosa.



Excelente texto, linguagem muito simples. Os argumentos contrários foram muito bem apresentados e contraposição.


Se você acha mesmo que picaretas dominam a área, já começou errado. A grande maioria dos advogados que conheço são honestos.



Publiquem amanhã algo sobre a reforma trabalhista. Todo o establishment esquerdista tá desesperado.


As políticas econômicas dos militares foram péssimas.

Eles foram os maiores estatizadores que este país já teve a infelicidade de conhecer. À exceção de um breve período no governo Castelo Branco -- quando de fato foram feitas algumas reformas --, nada se salva no regime militar.

Resumidamente, todo o período se resumiu a endividamento do governo em dólares para fazer obras faraônicas (ótimo negócio para as empreiteiras nacionais), inflacionismo da oferta monetária, e câmbio controlado para tentar mitigar os efeitos da inflação monetária sobre a carestia.

Como a inflação monetária era excessiva, o câmbio controlado passava por várias e sucessivas "desvalorizações controladas", as quais faziam a carestia explodir.

Porém, como havia o mecanismo da indexação (principalmente salarial) -- algo que o resto do mundo desconhecia --, a coisa foi sendo levada.

Geisel foi o pior de todos. Pior até do que Dilma. Ninguém expandiu mais o estado do que ele; ninguém criou mais estatais do que ele. Ninguém fechou a economia mais do que ele. Ninguém foi economicamente mais socialista do que ele.

Já no início da década de 1980, a economia brasileira estava sovieticamente fechada. Importar algo era praticamente proibido. Carestia nas nuvens, moeda sem nenhum poder de compra, e população proibida de comprar produtos estrangeiros. O exemplo mais explícito de reservas de mercado e de povo sendo tratado como gado.

Vale, adicionalmente, dizer que todas essas empreiteiras atuais cresceram justamente no período militar -- daí a afinidade com o governo petista, igualmente estatizante.


O pior é que essa ideia de que estimular a demanda aumenta a produção fosse verdadeira não existiria pais pobre, pois se fosse assim teríamos um moto perpétuo da economia.

Mas como quase tudo a grande questão ai não é econômica, mas sim politica.


As leis econômicas são imutáveis, economistas e burocratas podem fazer de tudo para tentar ignora-las, mas uma hora a "conta" chega.


Caros amigos, há algum artigo aqui que fale sobre a economia brasileira durante o regime militar (ou seria ditadura?)? É por que sempre vejo supostos direitistas e conservadores defender o plano econômico durante o regime e gostaria que alguém me desse explanações.


Os governos devem interferir o mínimo possível na economia. A função principal deles é a segurança.


https://www.facebook.com/yurivs/videos/10155080474698800/



Normalmente se critica a Zona Franca de Manaus dizendo que ela é uma mamata e que o certo é o governo acabar com a isenção fiscal (algo que eles chamam de "subsídio") e tributar as empresas.

Isso é errado. Trata-se do clássico erro de confundir isenção com subsídio. Subsídio é o governo tomar dinheiro de Paulo e repassar a Pedro. Já isenção é o governo não tributar Paulo.

Subsídio é errado, imoral e economicamente ineficiente. Já isenção é o governo retirar uma barreira que ele próprio erigiu e que nem sequer deveria existir. Isenção é exatamente a política a ser adotada (o ideal seria o governo expandir a isenção para todos, e simplesmente desaparecer).

O governo tem de acabar com os subsídios, e não com as isenções. Quem defende o fim das isenções e o retorno da tributação está fazendo o jogo da esquerda.

Isenções tributárias não são subsídios; por isso, devem ser mantidas e até mesmo expandidas

A sociedade voluntária, os impostos, e os subsídios


"Preço não é tudo. De nada adianta produzir algo que não é demandado, ou com qualidade extremamente ruim, que torne a demanda inexistente."

Mas isso é tão óbvio, que qualquer pessoa inteligente é capaz de inferir. E este site é feito para pessoas inteligentes. Tanto é que é mais selecionado.

Ademais, os últimos seis parágrafos falam claramente sobre a necessidade de se reestruturar a linha de produção da economia. Alterar preços é apenas uma das coisas que podem ser feitas.

"Um produto que seja uma bela porcaria, pode não ser consumido nem por R$0,01."

Até concordo, mas sempre há consumo de tudo. Aquilo que é uma "bela porcaria" para você tem grande demanda para outro público. Vide o funk. Eu não ouço aquilo nem que me paguem. No entanto, há gente que paga caríssimo para ir a um show daquilo.

Outra coisa em que eu jamais gasto dinheiro é com refrigerante, bala, pirulito e chiclete. No entanto, há bilhões de pessoas no mundo dispostas a gastar dinheiro com isso.

Sugiro mais humildade. Jamais pense que o seu bom gosto subjetivo é idêntico ao do resto da humanidade.

"O mesmo vale para algo que ninguém quer."

Só injeção na testa.

"Nesses casos o erro do empreendedor não foi no ajuste do preço."

De novo: é o que o artigo diz claramente nos últimos 6 parágrafos.


Excelente artigo, pena que coloca unicamente o preço como sendo fator do produtor não conseguir vender. Preço não é tudo. De nada adianta produzir algo que não é demandado, ou com qualidade extremamente ruim, que torne a demanda inexistente. Um produto que seja uma bela porcaria, pode não ser consumido nem por R$0,01. O mesmo vale para algo que ninguém quer. Então, não adianta alterar o preço. Nesses casos o erro do empreendedor não foi no ajuste do preço.


Acho que a primeira mudança a ser feita e com custo baixíssimo é trocar a nomenclatura "servidor" por "mamador"



O governo não é louco de permitir concorrência e deixar clara sua total incapacidade de fazer qualquer coisa.

Humberto, faz sentido, um pouco.





A Lei de Say sempre será verdadeira e para sempre permanecerá irrefutável porque ela se refere ao conceito subjetivo de valoração. A oferta colocada no mercado sempre fornecerá o meio com o qual o ofertante poderá comprar outros bens e serviços, mas somente na mesma extensão do valor subjetivo atribuído pelos consumidores a essa oferta.

De nada adianta você produzir e ofertar bens e serviços que ninguém quer; bens e serviços cujo valor subjetivo atribuído a eles pelos consumidores seja nulo ou extremamente baixo. Isso não lhe dará poder de compra para satisfazer suas demandas.

No entanto, e este é o ponto, mesmo que esta oferta fracassasse em criar qualquer poder de compra para seu ofertante — por ter sido considerada completamente sem valor de mercado, como cavar buracos no meio do nada —, isso não revogaria em nada a Lei de Say; ao contrário: seria mais uma manifestação dela própria.

Tal fenômeno também distingue a Lei de Say da teoria do valor-trabalho de Marx: Say reconhece o fato crucial de que o ato de produção, por si só, é insuficiente para criar poder de compra; só cria poder de compra o ato de produzir algo que é valorado por terceiros, os quais também produziram algo de valor no mercado e que, por isso, têm poder de compra e podem adquirir o que você produziu.

Em suma, não é a produção ou o trabalho que importam, mas sim o que é produzido e para quem.


Sempre que eu leio comentários de gente que põe Marx e Smith no mesmo balaio, querendo passar uma imagem de parcialidade, eu tenho a sensação que vou ler besteiras imensuráveis. Dito e feito mais uma vez.


Nada a ver. Se eu quero comprar um carro que custa R$ 50 mil, então eu tenho de produzir coisas que, ao serem vendidas em determinadas quantidades, irão me fornecer pelo menos R$ 50 mil.

Não tem nada de "igualdade de valores" aí.


"Say observou que o valor dos bens e serviços que qualquer indivíduo pode comprar é igual ao valor de mercado daquilo que esse indivíduo pode ofertar. Segundo o próprio: "Dado que cada um de nós só pode comprar a produção de terceiros com nossa própria produção, e dado que o valor do que podemos comprar é igual ao valor do que podemos produzir, então quanto mais o homem pode produzir mais ele pode comprar"."

A Lei de Say não cai no erro da igualdade de valores?


Sim e não.

De fato, se todo o crédito fosse para consumo -- uma coisa irreal, pois o crédito para consumo é o mais caro e arriscado --, o efeito imediato seria o aumento dos preços dos bens e serviços. Muitas pessoas estariam repentinamente consumindo mais (maior demanda) sem que tivesse havido qualquer aumento na oferta.

Só que tal aumento de preços mandaria um sinal claro para empreendedores: tais setores estão vivenciando aumento da demanda; ampliem a oferta daqueles bens e serviços e lucrem com isso.

Ato contínuo, a estrutura de produção da economia será rearranjada de modo a satisfazer essa nova demanda impulsionada pelo crédito.

Mas aí, em algum momento futuro, acontecerá o inevitável: se essas pessoas estão se endividando para consumir, como elas manterão sua renda futura para continuar consumindo? A única maneira de aumentar a renda permanentemente é produzindo mais, e não se endividando mais.

Tão logo a expansão do crédito acabar, e as pessoas estiverem muito endividadas (e tendo de quitar essas dívidas), não mais haverá demanda para aqueles bens e serviços. Consequentemente, os empreendedores que decidiram investir na ampliação daqueles setores rapidamente descobrirão que estão sem demanda. Com efeito, nunca houve demanda verdadeira por seus produtos. Houve apenas demanda artificial e passageira.

É aí que começa a recessão: quando vários investimentos errados (para os quais nunca houve demanda verdadeira) são descobertos e precisam ser liquidados.

E de nada adiantará o estado tentar estimular artificialmente a demanda para dar sobrevida a esses investimentos errados. Aliás, isso só piorará a situação.

Se um empreendedor investiu em algo para o qual não havia demanda genuína, ele fez um erro de cálculo. Ele imobilizou capital em investimentos que ninguém realmente demandou. Na prática, ele destruiu capital e riqueza. Cimentos, vergalhões, tijolos, britas, areia, azulejos e vários outros recursos escassos foram imobilizados em algo inútil. A sociedade está mais pobre em decorrência desse investimento errôneo. Recursos escassos foram desperdiçados.

O governo querer estimular o consumo de algo para o qual nunca houve demanda natural irá apenas prolongar o processo de destruição de riqueza.

O que realmente deve ser feito é permitir a liquidação desse investimento errôneo. O empreendedor que errou em seu cálculo empreendedorial -- e que, no mundo real, provavelmente estará endividado e sem receita -- deve vender (a um preço de desconto, obviamente) todo o seu projeto para outro empreendedor que esteja mais em linha com as demandas dos consumidores.

Este outro empreendedor -- que está voluntariamente comprando esse projeto -- terá de dar a ele um direcionamento mais em linha com os reais desejos dos consumidores.


Traduzindo tudo: a recessão nada mais é do que um processo em que investimentos errôneos -- feitos em massa por causa da manipulação dos juros feita pelo Banco Central -- são revelados e, consequentemente, rearranjados e direcionados para fins mais de acordo com os reais desejos dos consumidores.

A economia entra em recessão exatamente porque os fatores de produção foram mal direcionados e os investimentos foram errados.

Nesse cenário, expandir o crédito e tentar criar demanda para esses investimentos errôneos irá apenas prolongar esse cenário de desarranjo, destruindo capital e tornando a recessão (correção da economia) ainda mais profunda no futuro. E com o agravante de que os consumidores e empresários estarão agora bem mais endividados, em um cenário de inflação em alta -- por causa da expansão do crédito -- e sem perspectiva de renda.



Entendo que seu objetivo é ter uma resposta anarcocapitalista (a qual também é minha filosofia), porém, sem querer ser chato mas já sendo, os meios de produção dos bens da segurança estão em mãos privadas. São empresas privadas que produzem armas, munições, coletes, câmeras de segurança, carros de polícia, cercas elétricas, alarmes etc.

Quanto à Justiça é mais complicado, pois não há exatamente um meio de produção físico, mas sim intelectual. Fora isso, computadores e papeis (meios de produção onde são produzidos as ordens judiciais) são de fabricação privada.


Faltou gestão e administração com Graça Foster e ética e compliance com Sergio Cabral.


Leandro, uma dúvida. Se o crédito criado do nada for emprestado para consumo, isso irá gerar um ciclo econômico ao estilo "Boom and Bust"? Ou tal ciclo econômico só ocorreria se o dinheiro criado do nada fosse emprestado para ser investido na produção e não em consumo?


"1. Todos os meios de produção são propriedade privada, seja de indivíduos ou de empresas."

Produção de segurança e justiça estão inclusas?



"Para o segundo [Smith] o Estado foi engendrado pelos ricos para dominação da riqueza."

Smith nunca disse isso, mas tudo bem, este não é o ponto.

"A própria lei de Say me trás [sic] uma dúvida: se por um motivo qualquer (a realidade nos mostra isso), uma pessoa que nasceu extremamente pobre, sem condições de acesso a educação ou serviços de saúde, sem moradia e que nunca conseguiu um emprego formal, amargando períodos de "zero" renda, como essa pessoa então poderá comer, se para consumir o alimento ela precisa produzir?"

Se essa pessoa "nasceu" assim, então seus pais são os responsáveis por provê-la.

Se os pais não conseguirem, então você tem a responsabilidade moral de ajudá-la. E, caso você não consiga, você pode agitar -- por meio das redes sociais e de campanhas de conscientização -- para que terceiros voluntariamente ajudem.

Mas você não tem o direito -- e eu sei que é este o seu ponto -- de roubar a riqueza de terceiros para ajudar este necessitado. Você pode pedir para que terceiros ajudem. Mas você não pode acionar o governo para mandar homens armados para confiscar a propriedade privada de terceiros para então fazer esta "caridade".

Caridade com a propriedade confiscada de terceiros não é caridade, mas assalto.

"Outra dúvida: imaginando que um operário qualquer, em qualquer lugar do mundo, ganha X dinheiros para trabalhar 10 horas por dia, isso significa que ele produz certa quantidade de trabalho nestas 10 horas para fazer jus ao salário."

Nem precisa completar. Teoria completamente errada. Você está recorrendo à teoria do valor-trabalho, que já foi completamente refutada.

A riqueza nada tem a ver com esforço, com as horas trabalhadas, com o trabalho duro, com nada disso. Por exemplo, um homem pode gastar centenas de horas fazendo sorvetes de lama ou cavando buracos, mas se ninguém atribuir qualquer serventia a estes sorvetes de lama ou a estes buracos — e, portanto, não os valorizar o suficiente para pagar alguma coisa por eles —, então tais produtos não têm nenhum valor, não obstante as centenas de horas gastas em sua fabricação.

O que determina a remuneração no mercado não é o mérito, não é a virtude, não é o esforço ou a dedicação.

O que realmente determina a remuneração no mercado é apenas e simplesmente a criação de valor. Se você consegue criar algo de valor para terceiros, você será bem remunerado. Ninguém está nem aí para as suas horas trabalhadas ou para o seu esforço. As pessoas só querem saber de serviço bem feito. E pagarão bem por isso.

De novo: o que interessa é a criação de valor; o valor que você consegue adicionar à vida dos demais. Não importa se é por esforço, inteligência, sorte, talento natural, herança; quanto mais imprescindível você for aos outros, mais os outros estarão dispostos a servir você.

O esforço por si só não garante nada. É verdade que, tudo o mais constante, se a pessoa encontra um campo em que ela gera valor, o esperado é que mais esforço gere mais valor. Com o passar das gerações, a ascensão social se acumula: a filha da retirante nordestina que trabalha de empregada tem computador, aula de inglês e provavelmente não será doméstica quando crescer.

É assim que as sociedades enriquecem. Não é de uma hora para outra, e não tem nada a ver com a crença ingênua de que a renda é ou deveria ser proporcional ao mérito.

Nada é garantido. Às vezes o setor em que o sujeito trabalha fica obsoleto, e o valor produzido pela dedicação de uma vida cai abruptamente. Havia gente muito dedicada entre os técnicos de vitrola de meados dos anos 1990; e mesmo assim…

Satisfaça as necessidades dos outros, e as suas serão satisfeitas. Não importa se é por mérito, por sorte ou por talento. O cara mais esforçado e bem-intencionado do mundo, se não criar valor, ficará de mãos vazias.

Achou injusto? Então aqui vai um segredo: é você quem perpetua esse sistema. Se sua geladeira quebra, você vai querer um técnico esforçado e que dê tudo de si, ou vai querer um que faça um ótimo serviço, com pouco esforço e a um baixo custo? Quer um restaurante ruim mas com funcionários esforçados ou quer comer bem? O mundo reflete o seu código de valores e, veja só, ele não é meritocrático.

O sistema de mercado não premia a virtude; ele premia, e portanto incentiva, o valor. É feio dizê-lo? Pode ser, mas ele tem um lado bom: é o sistema que permite que a vida de todos melhore ao mesmo tempo. Que todo mundo que quer subir tenha que ajudar os outros a subir também. Ele não iguala o patamar de todo mundo, mas garante que a direção de mudança seja para cima.

Leia mais em:

Não é a meritocracia; é o valor que se cria

A teoria do valor-trabalho ainda assombra a humanidade e segue causando estragos

"Portanto, na minha modesta opinião, não há modelo ou teorias a seguir, é preciso compreender o que acontece de verdade com as pessoas [...]"

Dado que você está munido de teorias completamente erradas, nao é de se espantar que você pense assim.

Apenas entenda isso: não há mágica em economia. Questões puramente econômicas não podem ser resolvidas com coitadismos, vitimismos e afetações de indignação. Nada disso altera a realidade do mundo.


Na America não é assim, vc vai até o funcionário do posto e diz quanto vc quer abastecer,qual bomba e paga, aí ele libera a bomba e só assim vc pode abastecer.


Achei muito interessante a abordagem do autor do texto. De todo modo, me parece que as teorias econômicas, todas elas, se esquecem do componente realidade. Explico: a utopia comunista de Marx e a utopia liberal de Smith, partem de um mesmo ponto, qual seja, a crítica ao Estado. Para o primeiro o Estado foi conformado e urdido pelo Capital, para proteção do próprio e da classe detentora do capital. Para o segundo o Estado foi engendrado pelos ricos para dominação da riqueza. A própria lei de Say me trás uma dúvida: se por um motivo qualquer (a realidade nos mostra isso), uma pessoa que nasceu extremamente pobre, sem condições de acesso a educação ou serviços de saúde, sem moradia e que nunca conseguiu um emprego formal, amargando períodos de "zero" renda, como essa pessoa então poderá comer, se para consumir o alimento ela precisa produzir? Outra dúvida: imaginando que um operário qualquer, em qualquer lugar do mundo, ganha X dinheiros para trabalhar 10 horas por dia, isso significa que ele produz certa quantidade de trabalho nestas 10 horas para fazer jus ao salário. No caso deste operário produzir mais nestas mesmas 10 horas e continuar a ganhar os mesmos X dinheiros, esse aumento de produção dele não se refletiu em maior capacidade de consumo. Portanto, na minha modesta opinião, não há modelo ou teorias a seguir, é preciso compreender o que acontece de verdade com as pessoas e em sociedade buscar a construção de um sistema que se adeque à realidade da vida.


A origem da deturpação da Lei de Say e o motivo de ela persistir até hoje são fáceis de serem compreendidas: tudo vem do desejo humano de querer conseguir algo em troca de nada.

E ninguém mais do que o próprio governo -- qualquer governo -- estimula isso.


Superprodução? Isso não existe. Trata-se de uma teoria completamente sem sentido, que desafia a lógica e o senso de realidade.

Como ocorre uma superprodução do nada? É até possível entender que haja excesso de consumo (basta congelar preços e expandir a oferta monetária), mas excesso de produção de forma generalizada? Produção é uma atividade extremamente complexa e cara. Gerar uma superprodução -- e de maneira generalizada -- seria, acima de tudo, fisicamente impossível. Não haveria recursos para isso. E seria extremamente caro.

(Mas seria uma bênção para a população. Haveria bens fartos e baratos para todos.)


E, se há fartura de tudo e todos os preços baixaram, então os custos também baixaram. Inclusive salários. Se está havendo deflação geral de preços, então uma redução nominal de salários também irá ocorrer.

No mais, recessões não são causadas por "superprodução", mas sim por investimentos errôneos e insustentáveis -- pela expansão do crédito bancário e pela distorção das taxas de juros --, para os quais nunca houve demanda legítima. Não se trata de um problema de superprodução, mas sim de um problema de capital desviado para aplicações que não são genuinamente demandadas pelo público.

A causa de uma recessão não é uma abundância de bens (consequência de uma superprodução), mas sim a destruição de capital. Recursos escassos foram aplicados em investimentos para as quais não havia demanda. Quando esta falta de demanda se torna patente, o valor destes investimentos cai, e os empreendedores que fizeram tais investimentos se descobrem com um capital valendo bem menos do que imaginavam valer. Aí então começa a recessão, que nada mais é do que o período de reajuste desta estrutura de produção que foi distorcida pela expansão do crédito bancário e pela distorção das taxas de juros.


Artigo sobre isso aplicado ao Brasil:


www.mises.org.br/Article.aspx?id=2466



No mais, passo a palavra a Ludwig von Mises:


Enquanto um determinado objeto for um bem econômico, e não um "bem não-escasso", obviamente sua oferta não será irrestritamente abundante. Ainda há necessidades não satisfeitas que uma oferta maior desse bem poderia satisfazer. Ainda há pessoas que ficariam contentes se pudessem ter mais desse bem além da quantidade que elas atualmente têm.

Assim, em termos de bens econômicos, nunca poderá haver uma superprodução absoluta. (E a economia lida apenas com bens econômicos, não com bens não-escassos como o ar. Esses não são a finalidade da ação humana e por isso não são produzidos. Ademais, o uso de termos como superprodução ou subprodução, para esses bens, seria algo totalmente sem sentido).

Em relação a bens econômicos, pode haver somente superprodução relativa. Se os consumidores estiverem demandando quantidades definidas de camisas e sapatos, mas os empresários acabarem produzindo uma quantidade maior de sapatos e uma quantidade menor de camisas, isso não caracteriza uma superprodução generalizada de todas as mercadorias. À superprodução de sapatos corresponde uma subprodução de camisas. Consequentemente, o resultado não tem como ser uma depressão geral em todos os setores da economia.

A conseqüência será uma mudança na relação de troca entre sapatos e camisas. Se antes, por exemplo, um par de sapatos podia comprar quatro camisas, agora ele só compra três camisas. Se os negócios estão ruins para os sapateiros, estão bons para aqueles que trabalham no ramo de tecidos. Assim, qualquer tentativa de se explicar depressões econômicas referindo-se a uma suposta superprodução generalizada é falaciosa.

As mercadorias, disse Say, são em última instância pagas não com dinheiro, mas com outras mercadorias. O dinheiro é simplesmente o meio de troca mais comumente utilizado; sua função é apenas intermediar a transação. No final, o que o vendedor quer receber em troca das suas mercadorias vendidas são outras mercadorias.


e a crise de super produção fordista? e como os preços vão abaixar quando inventaram o "just time" , a incomeda de carros?


Na verdade Mises e que estava errado, pois ele tem uma visão muito primitiva e inocente do capitalismo. Keynes genialmente compreendeu que o capitalismo é acima de tudo um esquema ponzi, então ele não precisa estar certo, basta que seja eterno enquanto durar.


A lei de Say representa simplesmente a realidade que produzimos para poder consumir.

A oferta vem primeiro. A demanda é decorrente dela (o exato oposto do pensamento keynesiano).

Exatamente como seria possível eu demandar algo sem antes ter produzido algo ou ofertado minha mão-de-obra? Somente sendo o beneficiário dos ganhos/poupança de outros, que já auferiram renda em decorrência de terem ofertado sua própria produção.

A intervenção estatal sobre a moeda e o mercado de crédito complica a questão, pois a expansão monetária feita pelo estado (via Banco Central) passa ser vista como substituta da produção genuína que ocorre no mercado. Só que algo que representa uma produção futura -- o endividamento -- não é o mesmo que a própria produção. Quando o crédito passa a ser utilizado para representar "demanda", ele é apenas uma promessa de uma produção futura. Na prática, ele traz a demanda do futuro para o presente.

A noção de que o governo pode "criar" demanda é falsa, uma vez que a demanda -- em virtude da Lei de Say -- não pode existir independentemente da oferta. Quer aumentar a demanda? Aumente a produção desejada pelos consumidores, e coloque à venda. No momento em que vender, será criada nova capacidade de demanda para o produtor/vendedor, permitindo que ele se torne um comprador/consumidor.

Ao tributar e ao manter os preços artificialmente ou arbitrariamente elevados por meio de regulações -- especialmente encargos sociais e trabalhistas, e também tarifas de importações ou agências reguladoras que cartelizam o mercado --, o governo está restringindo a liberdade das pessoas de produzir, desta forma restringindo os indivíduos de gerar sua própria capacidade de demanda. Ao fazer uma expansão monetária e do crédito, o governo piora ainda mais a situação, pois está também diluindo o poder de compra daqueles que trabalham, produzem, vendem e ofertam.


Meu filho acompanha vários canais de viagens e nestes descobri que a Noruega é uma espécie de piada em relação aos preços e só vão lá para tirar sarro e zombar do preço das bebidas e itens de diversão, jovens estrangeiros melhor informados costumam citar Suécia, Dinamarca, Austrália, Canadá e Nova Zelândia como os mais desejáveis para estudar e morar.


Só me inscrevo se a parte de economia for com o Mantega e técnicas de oratória com a Dilma


Só que em Roma foi uma clara armadilha para turistas, e ocorreu em um único local (o qual estava extremamente cheio). Já na Noruega isso é generalizado.

Tudo o que eu disse é que as coisas na Noruega são caríssimas mesmo para os padrões de um americano e de um britânico, de modo que aquele brasileirinho que diz que sonha com um país igual à Noruega não tem a mais mínima ideia do que realmente está desejando.



Roma também paga para sentar. (roma.corriere.it/roma/notizie/cronaca/13_maggio_6/conogelato16euro-turisti-truffati-roma-212994047290.shtml)
É o ditado grama do vizinho é sempre mais verde.

Se tem uma coisa que me irrita é cidadão reduzir um debate em termos como: "Na Noruega é assim...", "lá na Dinamarca...", "os países nórdicos", bla bla bla...


Não foi a De Bolle que havia dito que nunca mais teríamos inflação baixa -- e muito menos deflação -- enquanto o governo federal apresentasse déficits?

No foi a De Bolle que disse que, qualquer que fosse a política monetária, esta não teria mais efeito nenhum enquanto o governo estivesse com déficit?

Não foi ela que disse que a política monetária havia perdido toda a eficácia por causa dos déficits fiscais?

E agora ela vem dizer que a deflação foi causada por um erro na política monetária -- a mesma que ela jurava ter perdido toda a eficácia por causa dos déficits (os quais só aumentaram de lá pra cá)?

Isso só pode ser piada. Mas não é tão sem graça quanto a outra que diz que queda nos preços significa economia desajustada.


Propriedade privada é um instinto, até animais demonstram dominação e lutam por determinada área, por sua caça e sua cria, mesmo gatos de apartamento não conseguem viver adequadamente dividindo caixa de areia e tigela de comida.


O que apenas mostra como essa dona não tem nenhum arcabouço teórico e nenhuma constância. Ela simplesmente sai criando teorias ad hoc.

Até o início do ano, ela vociferava que o Brasil estava sob "dominância fiscal", dizendo que o país jamais teria inflação de preços baixa enquanto o governo apresentasse déficit fiscal. Segundo ela, a política monetária havia perdido toda a eficácia, pois havia sido sobrepujada pelos déficits do governo federal, os quais eram os geradores da inflação de preços (daí a "dominância fiscal").

De lá pra cá, os déficits do governo federal só fizeram aumentar e bater recordes. E, no entanto, a economia apresentou deflação de preços. E aí a de Bolle foi inteiramente refutada.

Não é à toa que a dona nunca mais voltou a falar de "dominância fiscal". E deve estar implorando para todo mundo esquecer a manota dela. O Leandro já se encarregou de destruir essa senhora neste artigo (recorrendo até a Paulo Francis para aumentar o torpedo).

Quanto a deflação indicar desajuste econômico, não sabia que a economia suíça estava desajustada. Muito menos sabia eu que a economia americana passou 40 anos desajustada ("coincidentemente" no mesmo período que ela mais cresceu).

O que tem de ignaro na academia... No fundo, todos pertencem à mesma escola: o inflacionismo.


Na verdade não, porque para um estado ter poder ele necessariamente precisa ter o monopólio da força.



Até na Biblia podemos verificar questão da propriedade privada preconizada no décimo mandamento que proíbe a cobiça de qualquer objeto de nosso semelhante,foi outorgada por Deus no monte Sinai , muito antes que Israel tivesse um estado nação.