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Últimos comentários


Nem vou entrar nessa rinha infantil de "Nazismo era de esquerda! Nazismo era de direita!".

Só acho curioso como todos os péssimos exemplos são empurrados para o "outro lado". E também como os bons exemplos são disputados por todos. Ninguém é macho o suficiente para dizer: Cara, foda-se se aquele verme era um extremista, ele não representa todo o meu pensamento, etc, etc. (não estou falando só do nazismo ok).

Fato, Nazismo era nacionalista, extremista, imoral, e foda-se se era de direita ou esquerda. Qualquer um que defenda a existência de um "ser" tomando a força a propriedade dos outros (não interessam as "razões"), não tem moral para criticar o nazismo.
Condenar o Nazismo e defender a existência de um Estado desapropriando e espoliando, fazendo uso da violência e até matando, é um completo absurdo. O Estado mata milhões de pessoas no mundo nas filas de seus péssimos hospitais sucateados, restringindo o direito das pessoas de se auto-defenderem, resguardando para si a prerrogativa da defesa (etc, etc e mais etc...), tudo isso por um arranjo imoral para beneficiar meia dúzia de burocratas. Qual a moral dessa gente para condenar o Nazismo?


Ora, é simples: se uma pessoa diz que o nazismo era a própria expressão do capitalismo, e em seguida você não a refuta e simplesmente acrescenta que o nazismo é uma ideologia genocida que deve ser repudiada, então, por definição, você aceitou que o nazismo era uma ideologia capitalista e que, portanto, o capitalismo é uma ideologia genocida que deve ser repudiada.

Lógica pura e direta.

No mundo de hoje, jogo de palavras é tudo, meu caro. Perceba que a esquerda e os socialistas não aceitam nem por um segundo serem identificadas com o nazismo. E estão corretos nesta postura (eu faria o mesmo). Sendo assim, por que o outro lado deveria ser inerte e condescendente?

Você ainda não entendeu que o mundo gira em torno da guerra de propagandas. Jamais conceda ao outro lado um mísero milímetro de vantagem neste terreno.

Não há nada de "senso prático" nessa postura.



Você está falando sério? É zoeira, né? Deixa eu reescrever o que está escrito ali, mas com outras palavras. Ficaria assim:

Mises disse que o ensaio de Marx intitulado "Crítica ao Programa de Gotha", publicado por Marx em 1875, fazia uma distinção entre [...].

Entendeu agora? 1875 é o ano em que o ensaio de Marx intitulado "Crítica ao Programa de Gotha" foi publicado.

O fato de Mises ter nascido em 1881 não impede que ele comente algo que foi escrito em 1875, pois a escrita é para sempre.

Pela sua lógica, eu que nasci em 1980 não poderia ler nada que tenha sido publicado antes disso.

Cada um...


O que você educadamente chama de covardia ou desonestidade intelectual ou chamo de senso prático.
Se José e João são genocidas, por que perder tempo tentando provar que eles são gêmeos, irmãos, primos, parentes distantes ou completos desconhecidos, para, a partir deste argumento, tentar convencer os outros de que ambos merecem repúdio por suas atitudes.
Não é muito mais simples dizer que ambos devem ser repudiados por serem genocidas?


Efim Marx esteve sempre certo. Do feudalismo entramos no capitalismo e inevitávelmente no socialismo já que a maioria das pessoas é até hoje seduzida por essa idiotice. Como o socialismo inevitávelmente fracassa, então será o "fim da história" e, vejam só, exatamente como o "profeta" Marx disse.


Perfeita colocação.

Se eu crio um partido político chamado "Partido Capitalista Seguidor da Escola Austríaca", os libertários e capitalistas podem até criticar os pontos do meu programa e dizer que eu não represento o verdadeiro capitalismo ou as idéias da Escola Austríaca. Isso é perfeitamente válido. Agora, o que não faria sentido nenhum seria eles dizerem que eu não só não sou capitalista e libertário, como, na verdade, sou comunista e totalitário.

Com o nazismo ocorre exatamente a mesma coisa.

É perfeitamente compreensível que a esquerda socialista diga que os nazistas não eram os genuínos representantes do socialismo (é uma crítica válida). Agora, o que não dá é dizerem que um partido que se auto-intitulava socialista era na verdade a antítese do socialismo, e que só colocou o 'socialista' no nome para zoar.


Há um erro no texto em "Sobre isso, Mises escreveu: "Em 1875,". Mises nasceu em 1881.



"Parece-me muito mais produtivo defender que, independentemente de ser de direita ou esquerda, capitalista ou socialista os regimes nazista e comunista têm em comum o totalitarismo, o dirigismo estatal, o intervencionismo e a supressão das liberdades individuais, devendo ser repudiados pela humanidade."

Ué, mas se algo é totalitário e recorre ao dirigismo e ao intervencionismo estatal, e suprime as liberdades individuais, então, por definição, tal regime não tem absolutamente nada de capitalista.

Sendo assim, qual a lógica de fazer esta concessão que você sugere? Isso não é nem covardia, mas sim desonestidade intelectual.




Perfeito.

Reconheço que se alguém criar um partido chamado "Partido dos Anjinhos Brasileiros", isto não significará necessariamente que os seus componentes sejam anjinhos. Mas o que eu sempre digo é: Por que diabos justamente os Nazistas — que são tidos como o arquétipo perfeito e acabado do ultradireitista colérico e malvado — colocariam o adjetivo "socialista" no nome do próprio partido que eles criaram?!! Se eles são tão visceralmente direitistas como dizem, eles não deveriam ter urticária só em escutar a palavra "socialismo"?!!!

Ou seja: Reconheço que o nome de um partido não seja necessariamente a expressão da realidade — podendo ser apenas uma intenção não materializada — e que, portanto, possa ter havido apenas uma intenção do Partido Nazista de parecer socialista. Mas este é o ponto: Por que haveria esta intenção?! Em princípio uma pessoa com a camisa do flamengo pode ser vascaína, mas a questão é: Por que diabos o vascaíno faria isto?!!!

Alguém poderia responder-me: "Por razões eleitorais! Prevendo (acertadamente ou não) que com uma imagem socialista teriam mais chance de alcançar o poder, teriam adotado o velho truque do lobo em pele de cordeiro."

Só que isto não teria sentido — já que, sendo assim, uma vez no poder, os capitalistas deveriam ter feito adotado o capitalismo como sua ação substantiva ("lobo") e mantido uma propaganda socialista ("pele"). Mas o que aconteceu foi o oposto: A ação substantiva foi o socialismo, disfarçado de capitalismo ("pele").



Rapaz, quando o botão do "curtir" para o seu comentário? Excelente. Disse tudo.


Não, meu doce. Eu não me contradisse. Deixa eu tentar desenhar para você.

De início, pelo bem do debate, demonstrando enorme gentileza e elegância, aquiesci ao seu ponto e lhe dei de bandeja a afirmação de que não havia luta de classes (e em seguida enumerei todas as outras lutas que ocorriam).

Aí, feito isso, apenas complementei dizendo que, dado que os judeus eram os ricos da Alemanha, e dado que os nazistas atribuíam a eles todas as mazelas econômicas, então, ora, temos aí um evidente sinal de luta de classes.

No entanto, e ainda assim, fui elegante e lhe dei de bandeja a hipótese de que não havia lutas de classes (aceitei, portanto, seu argumento em prol do debate), e em seguida citei todas as outras lutas que havia (raça, religião, étnica, nacionalista etc.) para mostrar que, assim como no socialismo soviético, o socialismo alemão também se sustentava na luta de uns contra outros.

Mas é compreensível seu desespero. Quando nossas idéias são refutadas, a única bóia de salvação que nos resta é tentar pegar o interlocutor em um bobinho jogo de palavras (ainda que tal interlocutor tenha lhe demonstrado enorme gentileza no debate).

"por isso a economia venezuelana está em plena crise, por conta do boicote dessa classe empresarial por tomarem seus meios de produção acelerando assim a encrenca econômica que o país se encontra, isso tudo junto com a inexorável manipulação comercial e financeira dos americanos para destruir ainda mais o regime pró-socialista da Venezuela."

Ah, pô, só agora que eu vi que você está aqui de zoeira. Achei que você era um esquerdista daqueles sérios, mas só agora que vi que você é um liberal fazendo troça com o discurso caricato da esquerda. Tipo o Capital Imoral. Foi mal, aê. Devo estar meio lento hoje.


Não discordo do texto, mas acredito que tentar mudar a opinião dominante sobre o tema é uma batalha praticamente perdida.
Mesmo entre os que abominam simultaneamente fascismo, nazismo e comunismo, existem muitos que os vêem como regimes totalmente distintos.
Defender o contrário é pedir para ser tratado como louco ou ignorante e ter sua opinião totalmente desprezada, independentemente dos argumentos que a embasem.
Parece-me muito mais produtivo defender que, independentemente de ser de direita ou esquerda, capitalista ou socialista os regimes nazista e comunista têm em comum o totalitarismo, o dirigismo estatal, o intervencionismo e a supressão das liberdades individuais, devendo ser repudiados pela humanidade.
É uma forma muito mais simples e eficaz de aproximar nazismo e comunismo e difundir o ideal de que ambos devem ser combatidos.


O Nazismo não tinha nada de conservador. Era revolucionário, imperialista e prometia a criação de uma nova sociedade. Sim, se baseavam em uma suposta sociedade ariana passada, que representava uma grandiosidade a ser resgatada. Mas toda a retórica e ações eram com o intuito na criação de uma nova sociedade mais pura e poderosa. As referências às teorias de Darwin são também muito explícitas.

Lembremos que o Socialismo do Século XXI também usou uma estratégia um pouco parecida ao resgatar Bolívar (chegaram a exumar o corpo do cara), assim como a Coreia do Norte também apela para um nacionalismo quase que transcendental, citando a grandeza do passado. Mussolini também fazia referências com o Império Romano.

Essa utilização do nacionalismo faz todo sentido para promover movimentos coletivistas, para justificar a preferência da coletividade sobre os indivíduos. As pessoas passam a ser apenas pequenas engrenagens de um sistema muito maior, que deveria ter sempre preferência.

Se enxergar o conservadorismo como apego a tradições, valores e ceticismo com grandes mudanças, não dá pra encaixar absolutamente nada no Nazismo.


Régis

"Aliás, dado que os judeus eram os ricos da Alemanha, dizer que não havia luta de classes é quase que um atentado à lógica."

Resposta usando seu comentário:"Não havia luta de classes, mas havia luta de raças, luta de religião, luta de etnias, e luta pela identidade nacional."
Viu? Você se auto-refutou. O fato dos judeus serem ricos e o combate dos nazistas aos judeus não se deu por conta de que eles eram ricos, e sim por conta de fatores raciais.

"Isso também está ocorrendo neste exato momento no socialismo venezuelano. A menos, é claro, que você agora venha dizer que o regime venezuelano é de extrema-direita (sabendo da honestidade da esquerda, aliás, não duvido nada que isso venha a ocorrer)."

O regime venezuelano está combatendo e não beneficiando a classe empresarial, por isso a economia venezuelana está em plena crise, por conta do boicote dessa classe empresarial por tomarem seus meios de produção acelerando assim a encrenca econômica que o país se encontra, isso tudo junto com a inexorável manipulação comercial e financeira dos americanos para destruir ainda mais o regime pró-socialista da Venezuela.


Quer dizer que se eu seguir toda a cartilha à risca, estatizar toda a economia e o caralho a quatro, mas não sair por aí perseguindo burguês, eu seria um ultra-direitista? Parece verídico.


O fascismo italiano era, de fato, de terceira via.

O intervencionismo de Mussolini não era tão extremo ao ponto querer controlar todas as transações do mercado, como o de Hitler.

Aliás, outra tática desonesta que os soviéticos cometeram e que permanece até hoje é dizer "nazifascismo" como se os dois fossem a mesma coisa, quando não eram.


Estatistas tiveram séculos e centenas de milhões de mortos para refutá-los e nunca mudaram de ideia.

O artigo acima infelizmente só realmente interessará aos que já são anti-estatistas e aos leigos ainda não orientados.

Fatos são de nenhuma valia justamente aos fidalgos quem têm mais a ganhar com a agenda estatista (políticos, intelectuais e os Betriebsführer da vida). Se argumentos fossem de qualquer valia, Mises já teria matado no peito a bola do socialismo ainda em 1920. Os estatistas travestirão qualquer evidente fracasso do seu plano como obra do capitalismo e ao contrário dos anti-estatistas, eles são inescrupulosos e utilizarão o aparato educacional (e inevitavelmente, a censura e a prisão) do estado para calar qualquer oposição atrevida.

Se nem mesmo os democídios do século XX impedem os estatistas de comemorar o centenário do seu maior fracasso, não será teoria econômica que o fará.




O argumento da esquerda não é e nem nunca foi esse. O argumento da esquerda é que o governo (comandado por ela) deve tributar cada vez mais os ricos e tomar cada vez mais dinheiro dos capitalistas. Consequentemente, como num passe de mágica, esse aumento da espoliação fará com que saúde e educação melhorem.

E, se você acha que estou criando uma caricatura, pesquise você mesmo: tente encontrar um único esquerdista genuíno que defenda que o estado se ocupe apenas de educação, saúde e segurança. Tente encontrar um único esquerdista que defenda redução de impostos e um estado concentrado exclusivamente em saúde e educação. Não encontrará nenhum.

Todos eles só falam em aumentar impostos. Todos eles querem simplesmente mais impostos (desde que não sejam eles a pagar) e mais esbulho sobre os ricos. A partitura é sempre a mesma. Eles recorrem à saúde e à educação apenas para fingir preocupação social e para dar uma aparência de querem fazer "coisas nobres" com o esbulho.

No fundo, eles querem apenas encher o próprio rabo de dinheiro, pois estão entre os destinatários dos impostos: são membros de sindicatos do funcionalismo público ou são artistas que vivem de subsídios ou são simplesmente derrotados que querem viver de assistencialismo.

Se eles realmente defendessem isso que você falou, então eles seriam ferozes defensores de um estado do tamanho do suíço, por exemplo.


"Não se trata de ultra-conservadorismo, e sim por conta que os nazistas não insuflaram a luta de classes. Por isso o regime é extrema-direita, não havia luta de classes para definirmos como esquerda ou extrema-esquerda"

Não havia luta de classes, mas havia luta de raças, luta de religião, luta de etnias, e luta pela identidade nacional.

Ou seja, a mesma bosta.

Aliás, dado que os judeus eram os ricos da Alemanha, dizer que não havia luta de classes é quase que um atentado à lógica.

O que é totalmente explícito é que se trata de um movimento coletivista, anti-mercado, anti-libertário e estatizante até o âmago. Eles não eram camisas vermelhas, mas sim camisas marrons.

"fato que havia ali um grupos de empresários e de empresas que se beneficiaram dos nazistas"

Isso também está ocorrendo neste exato momento no socialismo venezuelano. A menos, é claro, que você agora venha dizer que o regime venezuelano é de extrema-direita (sabendo da honestidade da esquerda, aliás, não duvido nada que isso venha a ocorrer).


"No socialismo você terá liberdade se seguir as ordens do líder, apenas uma condicional."

Errado. Nem assim. Para começar, seguir ordens compulsórios é o exato oposto de liberdade. Ademais, se você desobedecer, você será fuzilado.

Bela liberdade.

"No capitalismo você terá liberdade se atender o desejo do mercado"

Você não precisa atender ao desejo do mercado. Se você encontrar alguém voluntariamente disposto a lhe sustentar, você não tem de atender aos desejos de ninguém. E ainda viverá muito bem, fazendo o que quiser.

"se não interferir na liberdade de terceiros"

Ué, e desde quando não interferir na liberdade alheia significa coerção? Se você pensa que não invadir a propriedade alheia configura uma intolerável restrição à sua liberdade, isso apenas mostra a sua real mentalidade.

"se trabalhar muito"

Errado. Outro falácia. No capitalismo não existe isso de "trabalhar muito para enriquecer". Isso é um espantalho inventado por detratores. No capitalismo enriquece quem cria valor para terceiros. E criar valor para terceiros não necessariamente requer "trabalhar muito".

Há pessoas extremamente produtivas e competentes que ganham dinheiro trabalhando menos que três horas por dia e sem sair de casa. São pessoas que sabem criar valor.

Já no socialismo, aí sim, o indivíduo trabalha igual a um condenado. E em troca de nada. Ele nada pode fazer com seu soldo, pois nada há para ele comprar ou com o que se divertir.

"se tiver dinheiro"

Dinheiro é simplesmente um certificado de performance. É a prova de que você criou valor para terceiros. Querer ter acesso a bens e serviços sem ter desempenhado nada a ninguém significa simplesmente querer escravizar terceiros.

Não houvesse dinheiro aí sim a escravidão estaria generalizada.

"se o dinheiro valer alguma coisa"

O dinheiro é monopólio do governo. O governo está no completo controle da moeda. Sendo a moeda um monopólio do governo, a qualidade da moeda será diretamente proporcional à qualidade do governo que a gerencia.

Logo, se o dinheiro não vale nada, isso é culpa do governo, e não do livre mercado (o qual, aliás, é proibido pelo governo de criar moeda para concorrer com a moeda estatal).

No entanto -- surpresa! --, é exatamente a moeda privada (no mercado negro) o que mantém o poder de compra das pessoas evita que elas morram fome.

"A liberdade com inúmeras restrições não é liberdade é marketing agressivo."

Quais restrições?

"Amanhã você será livre, mas amanhã já é hoje e amanhã fica para outro dia."

Você é discípulo do Karnal? Para falar tantas platitudes sem qualquer nexo, mas com aparência de grande profundidade, só pode ser.

"Convenhamos, o termo liberdade não significa nada, se for criticar o socialismo aconselho a não medir nível de liberdade."

Acabei de fazê-lo. E com argumentos. E aí?


Raphaell

Não se trata de ultra-conservadorismo, e sim por conta que os nazistas não insuflaram a luta de classes. Por isso o regime é extrema-direita, não havia luta de classes para definirmos como esquerda ou extrema-esquerda, fato que havia ali um grupos de empresários e de empresas que se beneficiaram dos nazistas, mas o regime não provocou a guerra de classes, uma medida encontrada essencialmente nos escritos de Marx, por isso Hitler em seu livro escreveu que odiava o marxismo.

Justo isto, o nazismo é extrema-direita assim como o fascismo.



Falso. Os números do PIB nazista foram bons simplesmente porque havia gastos do governo (a metodologia do PIB é uma piada) e porque o país estava partindo de uma base econômica muito baixa (quanto uma economia está em contração, qualquer pequeno crescimento subsequente turbina fortemente os números do PIB).

A economia da Alemanha nazista foi toda ela voltada para o esforço de guerra. Tudo o que era produzido no país era produzido tendo em mente a indústria bélica. Todo o sistema produtivo estava voltado para suprir a indústria bélica (até mesmo a construção das autobahnen tinha este propósito).

Quem afirma que aquela economia era pujante está simplesmente dizendo que o segredo para o sucesso econômico de um país é mobilizar toda a mão-de-obra e toda a indústria para a produção de tanques, metralhadoras, bombardeiros, submarinos e bombas.

Tal pessoa, desnecessário dizer, é economicamente ignara.

Na Alemanha nazista havia pleno emprego (todo mundo trabalhava para a indústria bélica ou para indústrias que serviam à indústria bélica), mas havia escassez de tudo. Só havia abundância de armas.

A Alemanha nazista não apenas tinha uma economia dirigida e inteiramente voltada para o esforço de guerra, como também toda a população vivia sob intenso racionamento. Como todos os recursos escassos eram direcionados para a produção de tanques, metralhadores e aviões de guerra, nada de útil era produzido para a população.

O fato de tal arranjo ser visto como o ideal de economia pujante apenas mostra a miséria intelectual de algumas pessoas.


O argumento da esquerda faz sentido?
Alguns deles dizem que os impostos fossem devidamente aplicados em saúde, educação nao haveria tanto descontentamento. É possível que isso der certo? Existe algum pais assim? Alemanha?


Asneira pura. Desde quando o fato de nazistas terem mandado esquerdistas pra campo de concentração torna eles direitistas? Se fosse assim, a União Soviética também era de direita. Esse argumento de "só porque tem socialismo no nome não quer dizer que é socialismo" é até verdade, mas as AÇÕES dos nazistas os colocam SIM como socialistas, como demonstrado nesse artigo e em muitos outros. E tem essa do seu comentário também:

"Pelo que me parece o termo não tem a ver com economia, mas com pessoas ULTRA conservadoras(por isso Direita), que chegam ao ponto de ser racistas(como é o caso do Nazismo).
Então esses grupos ficaram conhecidos como EXTREMA-DIREITA. "

Santo Deus, desde quando racismo é coisa exclusiva de direita??? Quem fala isso é esquerdista que quer um jeito fácil de rotular outros como extrema-direita para poder se distanciar deles.


Eu nem sou desses que ficam classificando os outros de esquerda ou direita, mas se Karnal diz que é uma coisa então pode saber que é o exato oposto.

www.mises.org.br/BlogPost.aspx?id=2554


O artigo simplesmente descreve a política econômica dos nazistas. Se o Karnal quiser argumentar que aquilo não era esquerda, ele que trata de apresentar argumentos econômicos.

No vídeo, não há nenhum. (Como, aliás, ocorre em tudo relacionado ao Karnal; muito papo emocional e zero argumento racional).


Se o meu professor de história econômica geral ler esse artigo é capaz de ter um surto psicótico. Não sei como historiadores ainda insistem em falar esse tipo de bobagem. Daqui uns 10 anos vão existir explicações "comprovando" que a Venezuela era capitalista e que as causas da crise foram questões macroeconômicas (em relação que do preço do petróleo desconsiderando fatores internos, como um youtuber saiu falando por aí).


Tenho uma dúvida...
Em todos os documentários sobre Hitler e o Nazismo que vi, eles diziam que a economia estava em frangalhos, e assim que Hitler entrou no poder tudo começou a melhorar de maneira muito rápida. Afinal, a Alemanha melhorou sua economia com esse sistema socialista (o que não faz sentido) ou o que?


Ué, mas o artigo em momento algum recorre aos termos "esquerda" e "direita", pois são obtusos e desfasados demais para qualquer consideração.

Um analfabeto funcional a gente reconhece de longe. Aliás, ele próprio se entrega. Se você ao menos lesse o artigo antes de comentá-lo passaria menos vergonha.

Fica a dica.


Nossa, nao sabia que Putin tinha dito que nao tinha motivos para comemorar os 100 anos. Surpreso.


O professor Leandro Karnal discorda desse artigo...




Pelo que me parece o termo não tem a ver com economia, mas com pessoas ULTRA conservadoras(por isso Direita), que chegam ao ponto de ser racistas(como é o caso do Nazismo).
Então esses grupos ficaram conhecidos como EXTREMA-DIREITA.



Imagine que caso houvesse essa intervenção militar que vejo tantos defendendo atualmente, que o general em questão seja mais um autoritário como Hitler, Maduro, Fidel castro ou até mesmo o Kim Jong-un. E que este general terá todo o poder de intervir em tudo, pois o termo "intervenção militar" é apenas um eufemismo para ditadura militar. Portanto, na minha opinião, se houver esta tal intervenção militar, as coisas ficarão no mínimo iguais, ou até mesmo piores do que o atual arranjo.
Acredito que temos que lutar e atuar, isso sim, nas causas reais dos atuais problemas da sociedade brasileira, que de um modo geral, podemos atribuir ao inchaço, opressão e intervenção estatal e não apagar fogo com gasolina.



Tio, os argumentos estão no seu próprio comentário. Você usa a palavra liberdade sempre seguida de inúmeros condicionais. No socialismo você terá liberdade se seguir as ordens do líder, apenas uma condicional. No capitalismo você terá liberdade se atender o desejo do mercado, se não interferir na liberdade de terceiros, se trabalhar muito, se tiver dinheiro, se o dinheiro valer alguma coisa e se ....
A liberdade com inúmeras restrições não é liberdade é marketing agressivo.
Amanhã você será livre, mas amanhã já é hoje e amanhã fica para outro dia.
Convenhamos, o termo liberdade não significa nada, se for criticar o socialismo aconselho a não medir nível de liberdade.


O quinteto Sarney, Collor, FHC, Lula e Dilma afundaram o país tudo isso começando com crápula do Sarney portanto como punição deveriam perder os bens e serem presos.




Os brasileiros gostam assim, estado infalível, a despeito de todas as provas contrárias.


[OFF] Leandro, tenho uma sugestão para um artigo, algo relacionado as políticas libertárias dos governantes passados que ajudaram a melhorar o país, Lula, FHC, Temer, muitas pessoas acham que um governante pode melhorar o país, mas não entendem que as ações que ele toma devem seguir uma linha para essa melhora. Eu como um novo seguidor de muitas ideias da EA, gostaria muito de ler sobre, abraços. Inclusive, se já houverem artigos desse tipo, alguém poderia linká-los? Obrigado.




Creio que inglês e mandarim sejam interessantes.

Eu não acredito que a China irá quebrar, acho que o autor do texto usou apenas de ideologia. A China vem comprando ativos relacionados a infraestrutura mundo afora....

Não vai quebrar, e se quebrar, leva o mundo junto....


Acredito que o protecionismo do governo brasileiro, esteja diretamente relacionado com a captação de impostos. Pois facilmente (acredito eu) industrias iriam reinventar seus meios de produção, de uma forma que diminuísse o custo total do produto. Porém o inevitável iria bater a porta, que é o governo e toda aquela sopa de letras que são os impostos.
E apenas para concluir, IMPOSTO É ROUBO.


E o que acontece caso as empresas brasileiras percam toda a demanda para as empresas do exterior?
Levando-se em conta que as multinacionais capitalistas, que além de evidenciarem a ineficiência do sistema "cotista" atual, estariam também produzindo aqui - a boa localização de um site de produção é parte da eficiência, teríamos ao menos chance de buscarmos novas colocações, num mercado lucrativo, prospero, e em expansão.
Estamos sentindo na pele os efeitos da regulação, as portas abertas estão em escassez.
Portanto conectar produção ineficiente ao emprego perpétuo é o mesmo que, "FATAL ERROR", (X=X-1), NO SENSE...

A população vai gastar menos com produtos estrangeiros, porém, como lidar com a perca da renda?
De onde viria a perda de renda? Teríamos indústria, comércio, serviços, tudo demandando.... Fica difícil até de imaginar como as pessoas estariam perdendo dinheiro. É como dizer que nenhuma multinacional, mesmo tendo lucro na venda de lá, não viria produzir aqui ??? Será que somos tão feios assim??? O argumento passa a plena sensação de desconexão.
Quanto ao A população vai gastar menos com produtos estrangeiros, não faz sentido acho que você/ele se equivocou.


E assim, o Brasil permanece isolado do mundo...

PS: Alguém sabe se tem como colocar uma foto no "meu perfil"?


O comunismo foi a pior invenção do ser humano em todos os tempos. Sem me alongar este tipo de ideologia deveria ser extinto da face da terra. Afinal, em nome desta(ideologia) pelo menos 100 milhões de seres humanos foram exterminados no século passado(XX). Mas a esquerda, por zilhões de vezes, sempre se refere apenas e tão-somente ao regime nazista. Por motivos óbvios!


O comunismo foi a pior invenção do ser humano em todos os tempos. Sem me alongar este tipo de ideologia deveria ser extinto da face da terra. Afinal, em nome desta(ideologia) pelo menos 100 milhões de seres humanos foram exterminados no século passado(XX). Mas a esquerda, por zilhões de vezes, sempre se refere apenas e tão-somente ao regime nazista. Por motivos óbvios, é óbvio!


Off topic, mas viram a última do governo do Rio? Por causa daquela espanhola que foi morta por policiais na favela, eles resolveram que a melhor solução é fiscalizar as agências de turismo. Ou seja, uma mulher que estava de férias foi morta PELO ESTADO e a culpa é da agência, aparentemente. É de cair o cú da bunda.


muito bom, seu ponto de vista está muito coerente. Apesar de fascismo ser considerado extrema direita, há duvidas quanto á posição real dele, afinal, o fascismo é um sub-produto do socialismo, que, ao envés de dar o controle total da economia diretamente ao estado de forma direta, usa um falso ''livre mercado'' para disfarçar o controle direto do governo sobre as potência do mercado e dando o controle indireto da sociedade ao governo


Vários fatores:

1) A economia sempre foi estável e previsível;

2) As instituições sempre foram sólidas e confiáveis;

3) O governo federal opera sob um teto de gastos;

4) O investimento estrangeiro é liberado e protegido;

5) Há livre comércio;

6) Há pleno respeito à propriedade privada;

7) O sistema político simplesmente não permite a eleição de aventureiros;

8) E, acima de tudo, a própria moeda sempre teve um histórico de ser um porto seguro (não só nunca houve hiperinflação na Suíça, como nem sequer há histórico de pelo menos uma década de inflação de preços acima de 10% ao ano).

Com um cenário e um passado como esse, é realmente difícil ter moeda fraca.

Artigos sugeridos:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2010
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2474
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2606
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2741


Chamei o Nordestino Arretado de militante. =]

Não o Bolsomito.

Sei quem são os inimigos não só da liberdade, mas do povo!


Ótimo artigo Felipe, só não gostei dos carros americanos, carro só presta se for alemão, no máximo um japonês, carro americano eu dispenso, a qualidade deles em mecânica e acabamento deixa muito a desejar. Pode até ser que os carros de nicho americanos sejam melhores, por que os convencionais...


Leandro, como que a Suíça consegue manter uma moeda forte?

eu pergunto isso porque dá pra entender o porque do real ser essa palhaçada, o dólar, o euro e etc serem moedas não mt fortes (ainda que o real seja a pior delas).

Singapura eu também entendo ter uma moeda forte, pois mantem o cambio atrelado a uma cesta de moedas.

Mas porque a Suíça que tem um Banco Central tão voraz pra desvalorizar a moeda não sofre da doença dos outros países? o que os impede?(chegaram até a recorrer ao cambio atrelado ao euro)


1. Sim.

2. Provavelmente porque não há verbas e nem equipe para isso. Seria necessário ter uma equipe muito bem financiada para se dedicar exclusivamente a escarafunchar os dados de todos os países do mundo para então calcular a série histórica de todos eles.

Isso não é um calculozinho básico que você faz num guardanapo. É necessária toda uma equipe muito bem paga e dedicada exclusivamente para montar toda a série histórica de cada país do mundo.


"Eu costumava argumentar, contra o armamento civil, os altos índices (relativos, lógico!) de crimes violentos nos EUA em comparação aos baixos índices no Reino Unido. Me parecia que eram países similares, ricos, tendo como diferença fundamental o direito de ter armas e, assim, imaginava que a posse de armas era o fator que tornava os EUA mais violentos"

Tá por fora, hein, fera?

A taxa de crimes violentos no Reino Unido é aproximadamente 4 vezes superior à dos EUA. Em 2009, houve 2.034 crimes violentos para cada 100.000 habitantes do Reino Unido. Naquele mesmo ano, houve apenas 466 crimes violentos para cada 100.000 habitantes nos EUA.

O Reino Unido apresenta aproximadamente 125% mais vítimas de estupro por 100.000 pessoas a cada ano do que os EUA.

Anualmente, o Reino Unido tem 133% mais vítimas de assaltos e de outras agressões físicas por 100.000 habitantes do que os EUA.

O Reino Unido apresenta a quarta maior taxa de arrombamentos e invasões de residências de toda a União Europeia.

O Reino Unido apresenta a segunda maior taxa de criminalidade de toda a União Europeia.



"Sei que aqui mesmo já divulgaram que com a moeda desvalorizando as empresas tiveram prejuízos e com a valorização da moeda, os lucros aumentaram"

Correto.

"mas isso não significa que a exportação aumentou"

Aumentou. Pode conferir no gráfico abaixo a evolução das exportações em quilogramas. Produtos mais bem acabados e mais intensivos em capital têm suas exportações aumentadas quando a moeda se valoriza (2003 a meados de 2008; de 2010 a 2011; e a partir de 2016), e reduzidas quando a moeda se desvaloriza (de 2012 a 2015).

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O motivo é óbvio: produtos que dependem de insumos e bens de capital mais complexos para ser fabricados são afetadas diretamente pela força da moeda (câmbio). Com moeda forte, a qualidade do produto produzido é maior. Indústrias não só podem importar maquinário de maior qualidade a preços menores, como também conseguem peças de reposição mais baratas. A produtividade aumenta, o que permite redução do preço (aumentando as exportações).

"apenas significa que por uma questão contábil a empresa obteve lucro, pode ser que a empresa manteve a mesma quantidade de exportação, só que agora com uma moeda valorizada o que no ponto de vista contábil se teve lucro."

Isso não faz sentido. O comércio internacional é feito em dólares. Se a quantidade exportada se manteve, então a receita em dólares também se manteve. E se a receita em dólares é a mesma, mas o real se valorizou em relação ao dólar, então a empresa, ao converter dólares desvalorizados em reais valorizados, obterá menos reais (os dólares desvalorizados compram menos reais valorizados). Logo, não faz sentido dizer que o lucro contábil aumentou.

Porém, felizmente, isso nem vem ao caso, pois, como mostrado no gráfico acima, a quantidade exportada aumenta.


Estamos enxugando gelo. O combate finaceiro contra a esquerda é o único que funciona.

Enquanto houver dinheiro nas mãos da esquerda, dos sindicatos, dos jornalistas pagos, etc, nós sempre seremos expropriados e prejudicados com o protecionismo.

Essa defesa da indústria nacional é uma falácia.

A maioria dos políticos defendem empresas nacionais por interesses, populismo e ignorância.

As empresas sérias clamam por liberdade, menos impostos, menos burocracia, etc.

Esse protecionismo é uma tentativa de um último suspiro, em um ambiente que já foi sufocado pelo governo.

Nem as grandes empresas americanas aguentaram tantos impostos.

O nacionalismo indústrial quer produzir bugigangas, enquanto falta recursos para obras e construção civil.


Opa! Se esse Leandrinho aí é do rock, então já me amarrei no som dos caras do "Fake economic". E se for pauleira, a galera toda vai vidrar no som.

Manda esses russos fazerem balé, ou escreverem romances, porque pelo que eu saiba, rock não é muito a praia deles.


Você trouxe interessantes questões e eu devolvo com outras: Como a população pobre e marginalizada se comportaria tendo armas em mãos?
Antes de mais liberdade, não deveríamos cultivar a solidariedade social para fazer de cada ser humano um autêntico e interessado defensor da paz social?
Até que ponto a minimização do Estado e a maximização das liberdades econômicas individuais podem agravar a desigualdade social?
Lembrar que a Suíça é um país de baixíssima desigualdade social.


Para uma reação bem sucedida, a vítima tem que se antecipar ao agressor, aí mora um sério risco: e se o suposto agressor não for agressor mesmo?
A vantagem da população armada não é a possibilidade de cada indivíduo defender a si, mas a possibilidade de a comunidade defender cada indivíduo. O bairros onde mais ocorrem assaltos a transeuntes são aqueles onde a população não tem vida social fora de casa, são os bairros de classe média alta de ruas vazias e muros altos.
Ladrão tem mais medo de povo do que de polícia. Polícia normalmente prende. Povo lincha.




Bem lembrado, e os brasileiros pobres teriam direito a ter armas como defendem os libertários?
Vocês imaginam uma situação da população pobre, periférica, privada de consumo, não raro famintas, com armas?
Quem tem armas não passa fome! Mas vão tirar a comida de onde?
Os libertários defendem o direito de armas para todos ou apenas para aqueles que têm dinheiro para comprá-las? Se for assim, o direito não será universal.
Uma sociedade armada e pacífica, com estabilidade social, depende de outro elemento para o qual os libertários frequentemente torcem o nariz: mínima igualdade social.
O crime é um um escape da tensão social. Comete-se crimes por várias razões, mas um dos principais motivadores é querer o que não se tem.
Eu costumava argumentar, contra o armamento civil, os altos índices (relativos, lógico!) de crimes violentos nos EUA em comparação aos baixos índices no Reino Unido. Me parecia que eram países similares, ricos, tendo como diferença fundamental o direito de ter armas e, assim, imaginava que a posse de armas era o fator que tornava os EUA mais violentos, mas aí, me vinha à mente a situação da Suíça, rica e com a população armada, porém, com mínima violência. Qual elemento explicaria essa diferença entre os EUA e Suíça? Eu só enxergo a baixa desigualdade social.
Se querem uma sociedade pacífica, tem que haver mínima igualdade social. Os excluídos nem sempre aceitarão sua exclusão.


Dinheiro é só papel ou anotações em papéis. Para ter valor, tem que ter confiança, tem que haver um sistema financeiro e Estados garantidores. Invadir a Suíça poderia implicar perda de valor desses papéis e anotações. A guerra não era para destruir e se apossar de tudo, a guerra era para derrotar inimigos. Era para garantir mercados consumidores e fornecedores de matérias primas. Era sobretudo para garantir lucros aos burgueses nacionais.
Os países combatentes queria vencer a guerra, mas queriam também que ao fim ainda houvesse a ordem capitalista.


Leandro

Uma questão que fico matutando é em relação a busca pela moeda forte, uma vez que os preços dos produtos importados seriam reduzidos, os preços dos produtos exportados aumentariam trazendo consigo uma redução na exportação?

Obs: Sei que aqui mesmo já divulgaram que com a moeda desvalorizando as empresas tiveram prejuízos e com a valorização da moeda, os lucros aumentaram, mas isso não significa que a exportação aumentou, apenas significa que por uma questão contábil a empresa obteve lucro, pode ser que a empresa manteve a mesma quantidade de exportação, só que agora com uma moeda valorizada o que no ponto de vista contábil se teve lucro.



Segundo os neocons você está patrocinando o autoritarismo chinês ao comprar produtos chineses.


Ué, a importação de produtos automotivos de alta qualidade europeus, americanos e japoneses são uma alternativa. Por que os mecânicos não recorrem a eles?

Ah, sim, lembrei: por causa das tarifas de importação do governo, que chegam a 35%, tudo em nome da "proteção à indústria nacional".

Com tarifa de 35%, quem que vai comprar produtos de qualidade?

É divertidíssima a dissonância cognitiva da esquerda: defendem tarifas de importação nos cornos da lua pra defender a FIESP, e depois acham estranhíssimo que o merecedor fica tomado apenas pelos produtos baratos chineses, com total escassez de produtos de qualidade europeus, japoneses e americanos.

E ainda dizem que a culpa de tudo isso é do "livre mercado".

Só não sei se é ingenuidade ou ignorância.




Discordo apenas da conclusão final, não há de se esperar diálogo produtivo com socialistas, independente de quantas pessoas pereçam, do ponto de vista deles, vale à pena, por um mundo melhor, sem desigualdade.



"Socialista Honesto", ou o socialista é desonesto ou é burro, se você for o que seu nickname diz... Enfim:

1) Quais foram os avanços importantes que o Socialismo/Comunismo proporcionou? Os nazistas desenvolveram vários medicamentos com testes em humanos (judeus), isso seria, realmente, um avanço? Qual o custo deste avanço? Avançou às custas dos que morreram trabalhando forçosamente em Gulags. Avançou com a escravidão de seu povo que não tinha liberdade nem para expressar o que pensava. Será que isso foi avanço?

2) Apenas para elucidar, o partido da Alemanha Nazista era o Partido Nacional SOCIALISTA dos Trabalhadores Alemães. Acho que você está enganado; livre mercado era algo que passava bem longe de existir, o que existia era um Estado intervencionista ao extremo (tanto no Fascimo, quanto no Nazismo);

3) Quais dados você utilizou para afirmar que a Rússia era o país menos desenvolvido da Europa? A Rússia saiu de uma guerra (a qual não deveria ter entrado), o que gerou um baque enorme em sua população. Seria natural crescimento; até por que, de 1917 até 1990 houveram GIGANTESCOS avanços tecnológicos e científicos em todas as áreas, o que fez com que o mundo todo se desenvolvesse. A URSS utilizava a escravidão de seu povo para competir com os EUA;

4) A China tem o triplo da população americana, tem gastos do governo altíssimos e importa muito, o seu PIB será enorme, logicamente; agora observe o IDH: EUA está em 8º no ranking mundial; a China está em 90º. Mais um povo escravizado pelo seu governo comunista;

5) Brasil não é conservador; o Capitalismo não existe no Brasil. Existe um Estado extremamente intervencionista e atrasado, criado por uma Constituição absurda, falaciosa, que prometeu o Éden e entregou isso que temos hoje.





Sim. A moeda é minha tenho o costume de aplicar mensalmente em ações. Ganho dinheiro com trocado. Sabe o que é isso????? É, você guardar por mês todas as moedas recebidas de trocos. E depois efetivar aplicações em ações e Tesouro Direto. Claro, que, a longo prazo. Sou formado em MBA em Mercado de Capitais e estou a disposição para assessoria.

Adriano S. Campos
MBA em Mercado de Capitais.


Qual o país menos protecionista do mundo atualmente? Hong Kong? Por os austríacos nunca fizeram um ranking proprio de liberdade econômica?


Olá, excelente a sua resposta. Se todos os Brasileiros fosse assim, ganharíamos muitos montantes com o nosso montante.

Sds,
Adriano de Souza Campos
MBA em Mercado de Capitais.


"Perca da renda" é tenso!

De doer os olhos. Deve ser por isso que o cidadão ainda tem restrição ao livre comércio.


A Revolução dos Bichos, um livro anterior ao 1984 de Orwell, foi pura sátira da União Soviética.


Estude mais, leia mais artigos e livros do site. Você ainda não compreendeu que o inimigo da liberdade é o estado e não apenas a esquerda.


Pergunte a qualquer mecânico em oficina, o que pensam das peças de reposição chinesas. Questione se ele trocaria um rolamento nacional, por exemplo, por um similar chinês. Produtos chineses são apenas baratos. Eles ganharam mercado devido ao preço altamente competitivo. Produtos de qualidade são caros em qualquer lugar do mundo. Os custos de produção são elevados nos países com indústrias de alta qualidade [Japão, Alemanha, Inglaterra, França, EUA], e porque não dizer Brasil? Um efeito perverso da inundação de produtos chineses de baixa qualidade é a queda da qualidade da indústria nacional, única forma de fazer frente a concorrência desleal da China. Tenho verificado, com tristeza, esse efeito sobre os outrora excepcionais produtos nacionais.


Não? Pois eu achei bem completa e abrangente. Irretocável, aliás. Entretanto, qual parte das respostas do Amorim, do Daniel, do Economista e do Humberto você não entendeu ou achou incompletas? Apresente as falhas lógicas e teóricas das respostas deles e refute-as seus contra-argumentos. Mostre do que você "descordou" [sic].


Achei bem pertinente a pergunta do Ricardo, também tenho esta duvida, e na boa, Amorim, você só falou o que a maioria de nós sabe sobre liberdade econômica, não descordo do que falou, porém ao meu ver, você não respondeu a pergunta do Ricardo.




Uma dúvida: como pode ser nominado o socialismo brasileiro? Podemos já qualificar como socialismo (ao meu ver, desde 1988 vivemos num socialismo criado pela CF)?

Faço Direito; os textos do blog me ajudaram muito a esclarecer minhas ideias e ter uma visão mais ampla sobre o que é o Direito no Brasil. A começar pela Constituição do Almoço Grátis/Meia Entrada, passando pela legislação trabalhista (que é escandalosamente ideológica), Código de Defesa (ou seria de ataque?) do Consumidor, agências regulamentadoras... até mesmo o Código Civil com suas "funções sociais" (que merda é esta?) e desrespeito aos contratos e propriedades. Todos tem muita influência ideológica socialista; todos pregam exacerbadamente a intervenção do Estado.

Enfim, se tiverem sugestões de livros (gostaria em específico de algum que fale sobre a CF 88), artigos e textos acerca do Direito Brasileiro (e a falta de liberalismo neste), eu agradeço.




Perdão o OFF, mas, existe algum grafico correlacionando a desigualdade Brasileira)não que eu ache a desigualdade algo essencialmente ruim) e a expansão monetária?

Quero mostrar dados de como a hiperinflação BR foi uma das principais culpadas pelo nosso nível de desigualdade


Esse negócio de "taxa de importação para proteção da industria nacional" é no mínimo uma piada. O negócio é taxar tudo, mesmo que não se produza o respectivo material no Brasil, aí se alguém questionar, a resposta demagógica está pronta: Essa taxa é para a proteção de empregos e indústria nacional. Politicamente convincente e agrada o eleitorado...


Esse seu relato é de apenas um potencial empreendedor que notou a inviabilidade de um negócio devido ao sócio compulsório governo (sócio só na hora do lucro, onde o ônus da empreitada é somente seu). Quantos empregos você poderia ter gerado, melhorando assim a sua qualidade de vida, bem como, a de outras pessoas?

Mais importante, quantas empresas deixam de investir no brasil, justamente por constatar a intromissão/extorsão do estado que você constatou?

Somando-se as outras incertezas que sempre se tem comentado por aqui (regulamentações, burocracia, leis trabalhistas, incerteza do regime e etc) é que podemos concluir que o cara que abre uma empresa neste país tem que ter estômago muito forte.

A situação deste país é desanimadora...


Amorin,
parabéns pela resposta clara e didática à pergunta do Ricardo.

Através de diversos textos deste site já havia compreendido que protecionismo causa atraso e que liberdade econômica possibilita crescimento.

O que faltava eu entender era como a economia havida com o produto importado mais barato supriria o desemprego decorrente do fechamento das indústrias ineficientes.

De forma simples e lógica você explicou este processo em um parágrafo:

"Com mais dinheiro sobrando, as pessoas podem ou investir ou gastar mais em outros produtos e serviços. Se você gasta menos comprando bens importados mais baratos, sobra mais dinheiro para você gastar em outros setores da economia. E sobra mais dinheiro para você investir (mesmo que seja aplicando em um CDB de banco, pois esse dinheiro será emprestado para terceiros investirem) e, com isso, gerar empregos em outros setores. "


Texto mais do que apropriado. E falo isso por mim mesmo, que sou um exemplo de pessoa que acreditava sinceramente na narrativa da esquerda e que mudei minha cabeça severamente. Pra se ter uma ideia, eu tenho 37 anos e desde os meus 17 eu sempre votei na esquerda. Não só votei como era um dos idiotas úteis que faziam militância gratuita. Nas últimas eleições municipais, já decepcionado com o governo petista, eu votei em branco pela primeira vez. Nessas eleições que virão em 2018 eu não só não vou votar na esquerda,como tenho condição para que receba meu voto, que o candidato seja defensor do livre mercado e se comprometa a fazer o máximo de privatizações.


Meu pai é médico ultrassonografista. Há alguns anos ele e a clínica em que trabalha compraram um aparelho importado novo. Só para resumir: o desembaraço demorou absurdos 2 anos, eles pagaram outros absurdos 300% de impostos e entregaram o aparelho quebrado e já obsoleto. Mas tudo isso é para nos proteger dos capitalistas satânicos!

Um colega de trabalho ganhou, repito, GANHOU, repito novamente, AO CUSTO DE R$ 0,00 (zero reais), 3 CD's de instalação do Linux. A receita, em sua inacreditável criatividade maligna, taxou o coitado em 60% com base no preço do Windows. Qual a lógica disso?


"Se a China produz um PRODUTO X subsidiado através de seu "BNDS"."

Aí os chineses estão sendo otários. Estão utilizando seus impostos para subsidiar estrangeiros. E nós, os compradores, devemos agradecer essa gentileza e comprar o máximo possível.

Nenhum presente barato deve ser recusado. Você recusaria? Eu não.

Aliás, qual o problema do dumping?

Em primeiro lugar, mesmo no caso extremo de algum país estar sendo tolo o suficiente para nos ofertar produtos a preços realmente abaixo de custo, o certo seria que corrêssemos para aproveitar tal oportunidade, antes que os bobos de lá caíssem em si.

Se, por exemplo, a China, por pura extravagância, resolver inundar o mercado brasileiro com calçados bons e gratuitos, deveríamos, como consumidores, agradecer a barganha e aproveitá-la enquanto possível. Enquanto não chegar o dia -- inevitável -- em que as empresas chinesas irão falir e consequentemente cancelar essa política maluca, os 'compradores' e consumidores brasileiros só terão a ganhar com essa oferta generosa.

Dumping equivale a receber presentes praticamente gratuitos de estrangeiros. Por que isso seria ruim?

O dumping só prejudica aquele que o pratica; ele sempre beneficia aquele a quem se destina.

"Como um produtor brasileiro irá conseguir produzir e competir em um mercado desequilibrado pelo subsidio adotado pelo outro pais."

Isso não é problema do consumidor brasileiro. Você, como consumidor, nunca se preocupou com os custos incorridos pelas empresas que lhe servem (seja ela um restaurante a quilo ou uma loja de roupas). Tudo o que você quer como consumidor são preços baixos e produtos de qualidade.

A economia de mercado não é um arranjo para facilitar a vida dos produtores, mas sim dos consumidores. Quem manda são os consumidores e não os produtores. Os produtores simplesmente se adaptam e se viram para satisfazer os consumidores. Se não conseguirem, que caiam fora e vendam seus ativos para empreendedores mais competentes.

Quem se preocupa com os produtores irá, necessariamente, defender arranjos como os da JBS e da Odebrecht. Eis ali uma política inteiramente voltada para satisfazer produtores, e não consumidores.

"A principio o consumidor irá se beneficiar do preço mais baixo do produto subsidiado [pelos chineses otários]"

Exato, e fim de papo. Se há otários literalmente pagando para vender produtos baratos para mim, então eu certamente irei aceitá-los.

"mas a longo prazo isso pode destruir a industria nacional"

Pra começar, chinês vendendo pano barato para nós dificilmente irá "destruir a indústria nacional". E, ainda que destruísse, isso apenas seria a mais explícita demonstração de incompetência de nosso empresariado.

Em segundo lugar, de onde você tirou esse ideia de que é necessário haver uma "indústria nacional"? Quem disse isso? Indústria é algo que só deve surgir espontaneamente se houver demanda do consumidor para tal. Se não houver tal demanda, então não deve haver "indústria nacional".

Ter uma indústria nacional produzindo bens caros e ruins -- e os quais os consumidores não comprariam caso tivessem a liberdade de importar produtos melhores -- é o mais perfeito exemplo de imobilização e destruição de recursos escassos.

Em terceiro lugar, tanto a teoria quanto a empiria comprovam que a indústria é forte e pujante exatamente em países com tarifa de importação zero, como Hong Kong e Suíça.
Óbvio: com tarifa de importação zero não há nenhuma reserva de mercado, o que significa que aquelas indústrias irão produzir exatamente o que consumidor quer, e não aquilo que políticos e burocratas adeptos de "política industrial" acham que ela deve produzir.

Por último, há vários países ricos e desenvolvidos que não têm nenhuma indústria pujante. A Nova Zelândia, por exemplo, nem sequer tem montadoras de automóveis. E, exatamente por isso, os carros lá são baratos. E a consequência é que há mais carros na Nova Zelândia do que no Brasil (em termos per capita), que tem umas 15 montadoras. Quem está em melhor situação?

"e deixar o consumidor refém de um monopólio."

Essa você falou sem pensar.

Essa tese de "fazer dumping para quebrar indústrias para logo em seguida elevar preços e dominar o mercado" é completamente irreal.

Não apenas isso nunca aconteceu na prática, como também a própria teoria explica que isso seria completamente insustentável, para não dizer irracional do ponto de vista empreendedorial.

Apenas imagine: você é o gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

Pois bem. Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente. Qual a situação agora? Você de fato está sozinho no mercado, porém bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos. A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores.

Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros.

E é exatamente por isso que tal prática não é observada no mundo real. Ela é totalmente ignara. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um sujeito com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado.

E olha que estou utilizando o exemplo de uma empresa concorrendo em um mercado pequeno, hein? Imagine para uma empresa concorrendo em escala global (como é o caso do seu exemplo)?

"E um parque industria ou uma cadeia de produção não se constrói da noite para dia."

Com tudo o que foi respondido acima, espero que agora você já esteja equipado para perceber que a sua frase acima é inerentemente dirigista e intervencionista. Na prática, você está dizendo que é você -- e não os consumidores -- que sabe como deve ser o parque industrial do país e o que ele deve produzir.


Protecionismo é apenas uma forma de corrupção.

O governo cria uma demanda forçada por produtos que em circunstâncias naturais (livre comércio) não teriam consumidores e em troca os capitalistas pagam propina e fazem doações de campanha para manter o esquema funcionando.

Detalhe que quem defende esse tipo conluio são os mesmos que nunca perdem uma oportunidade para culpar o "livre mercado" por todos os nossos males.