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Últimos comentários


"No fundo, é a velha mesquinharia característica de quem vê a vida a partir do "livro-caixa da loja". Falta uma certa coragem espiritual à direita liberal, o que, reconheçamos, não falta à esquerda em geral. Não consegue entender que, se a vida é em grande parte uma cadeia produtiva sem garantia ou piedade, ela é, também, uma narrativa sobre esse sentimento asfixiante de contingência, abandono e solidão que acomete o Sapiens há milênios."

Texto completo do filósofo Pondé :
https://www.portalaz.com.br/blog/blog-do-murilo/380331/a-direita-nao-acredita-em-ideias-e-acha-que-intelectual-e-animador-de-fe


Não podem ser meramente "imaginarias" linhas fronteiriças que delimitam a autoridade de um estado e o alcance de uma cultura.


Trazendo os ideais libertários para o campo prático no Brasil pergunto: estamos (povo brasileiro) prontos para desfrutarmos de mais liberdade?
Sem dúvida uma economia com mais liberdade e sem interferência do Estado nos levará a um excelente crescimento econômico, mas também não estaremos mais vulneráveis aos ardilosos empresários especuladores, pulverizando nossa bolsa de valores (como exemplo)?
É ainda bom lembrar do recente acontecimento no estado do ES, onde a ausência da PM (Estado) deu no que deu...
O que fazer com o INSS e com o FGTS?
Acham mesmo que os mais humildes estão preparados para gerirem seu futuro? Nesse sentido o Estado não é indispensável?
Sou totalmente a favor do Estado mínimo, mas sinceramente fico com dúvidas quando passo do ideal para a prática!
Claro que aceito ideias para elucidar meu pensamento.


O dogma liberalista de pregar seu mundo perfeito foi freado duas vezes na história. E, do jeito que o mundo anda nessa lide extremista direita-esquerda, pelo jeito a história dará mais uma chance a essa 'perfeição'. Só não sei se poderão sair-se bem de mais uma derrocada.


Não podem ser meramente "imaginarias" linhas fronteiriças que delimitam a autoridade de um estado e o alcance de uma cultura.


Não camarada, disse que o Libertarianismo não tem uma solução sensata para combater ideologias liberticidas, que por meio da imigração descontrolada podem tomar conta de uma sociedade e destruí-la por dentro.

Mesmo que a invasão islâmica seja uma ação intencional vinda das elites europeias por meio da ação estatal, não significa que o libertarianismo - pelo simples fato de ser contra a existência do estado - não possa causar o mesmo problema à sociedade que o adopte.




Gostaria que esse movimento viesse aqui para o interior de Minas Gerais, Uberlândia... ESTAMOS CANSADOS DE CARREGAR O COMUNISMO DAQUI...


Foi o parágrafo que mais me impressionou... está corretíssimo, resume tudo!


O curioso é que toda a invasão muçulmana ocorreu exatamente sob um arranjo de controle estatal das fronteiras, subsídios governamentais, assistencialismo para imigrantes, e imposição forçada -- pelo estado -- do multiculturalismo.

Aí vem o cidadão e diz que o libertarianismo, que se opõe a tudo isso, iria gerar o problema que foi causado exatamente pela presença do estado.

Dissonância cognitiva?


Mas, há uma outra dificuldade estrutural da direita liberal: só acredita em economia e não acredita em ideias, por isso nunca investe nelas e considera um intelectual um animador de festa e jantares. Acredita mesmo que tudo pode ser comprado e aí apanha da esquerda, que tem uma visão mais abrangente do Sapiens, mesmo que a use para mentir ou criar mundos absurdos. Falta à direita um repertório humanista, por isso é meio tosca.

Texto completo do filósofo Pondé :
https://www.portalaz.com.br/blog/blog-do-murilo/380331/a-direita-nao-acredita-em-ideias-e-acha-que-intelectual-e-animador-de-fe


Texto excelente, nota-se logo de início uma pesquisa intensa e dedicada, uma cuidadosa lógica da exposição de ideias e a preocupação de manter a simplicidade na escrita e a proximidade com o leitor e seus problemas cotidianos. Não vejo como poderia ser melhorado. Parabéns!


O texto toca muito superficialmente na questão cultural, dizendo o que devemos esperar/exigir do bom imigrante, mas passando longe do combate as ideologias liberticidas que podem vir arraigadas em suas religiões e manifestadas em suas condutas.

Peguemos o islã como exemplo: Muçulmanos podem perfeitamente se adaptar (ou pelo menos não bater de frente) à cultura local enquanto não formam uma minoria expressiva e bem organizada, que é justamente o problema da Europa atualmente, ao longo das ultimas décadas milhares entraram lá e ficaram quietinhos, agora vemos a merda toda que está acontecendo.

Para esse tipo de estratégia de ocupação o libertarianismo não tem nenhuma proposta sensata.


Excelente texto, quisera eu ser capaz de escrever com essa clareza.

Dois trechos em particular me chamaram a atenção por sua mensagem simples mas poderosa, e que poderão ser úteis em futuras discussões com socialistas:

"A esquerda raramente faz análises que levem em consideração os custos e os trade-offs envolvidos; se visa a ajudar determinado setor (...) parece não querer acreditar ser possível que a medida possa prejudicar outro setor. A esquerda contenta-se com a pureza de suas intenções."

"Ao criticar o liberalismo, ou o mercado, a esquerda costuma compará-los com um mundo socialista idealizado; tal comparação é injusta (...)"




Tenho grande respeito ao artigo e a todos os comentários aqui postados de ambas as opiniões, e sendo ainda um "iniciante" em Escola Austríaca tendo contato com este belo material a aprox. 2 anos, dividindo tempo entre leitura dos austríacos e de outros temas profissionais, não consigo ver o embate tão pregado entre Mises e Hayek.

A teoria de Mises sobre a impossibilidade do cálculo econômico socialista na ausência de propriedade privada é matadora, esclarecedora e irrefutável.

Mas embora eu concorde que Hayek pudesse ter sido mais claro em sua teoria sobre o conhecimento descentralizado e as informações que os preços passam, no geral tenho enorme admiração pelo que ele quis propor.

Minha área de especialização profissional é relacionada a Big Data, ciência de dados e tomada de decisões baseadas na análise massiva de dados, informações obtidas, padrões que se relacionam.
Na verdade, meu contato com a Escola Austríaca e com assuntos econômicos iniciou através de meus estudos no âmbito da computação, onde não por acaso cheguei as teorias de Hayek e através dele a Mises.

Do ponto de vista de alguns ramos da ciência da computação, o resultado da análise de um pequeno volume de dados e decisões humanas pode e na maioria das vezes será MUITO diferente do resultado analítico de um enorme volume de dados, o que demonstra diferenças cruciais entre o planejamento de uma família ou mesmo empresa com o de uma nação inteira.
Entendo que Hayek possa ter inferido que a regra era a mesma para uma família de 3, 4 ou 8 indivíduos com planejamento central do chefe de família e uma nação com milhões de indivíduos (e por favor me corrijam se eu estiver errado pois tenho dúvidas quanto a estas afirmações de Hayek, se de fato ele considerava que ambas por seguirem a mesma regra em tese poderiam ter os mesmos resultados).

Atualmente, diferente de 15 ou 20 anos atrás, existe a possibilidade de agrupar imensos volumes de dados referentes ao comportamento humano e suas interações com o mercado, com as tecnologias e habilidades certas é possível saber com alguma antecedência tendências mercadológicas e é justamente isso que torna empresas como Google e Facebook tão valiosas. Isso já deve ser do conhecimento de todos ou quase todos aqui.

Resumindo, uma previsão sobre tendências e padrões que podem ocorrer e que dão vantagens as empresas que visualizam primeiro esses padrões é diferente de determinar ou planejar o que as pessoas vão consumir mais ou o que vão parar de consumir, pois os dados obtidos são de decisões já tomadas que indicam os possíveis próximos passos, mas é impossível usar os dados para sistematizar uma economia com controle centralizador estatal planejando o que os indivíduos precisam.

Algo que avalio portanto é que mesmo com toda essa capacidade tecnológica ainda é inviável tentar pensar em algoritmos computacionais que possam planejar a economia de uma nação, em contrapartida com um bom algoritmo é totalmente viável tentar planejar o orçamento de uma família.

Se com toda a tecnologia e poder computacional que temos atualmente ainda é inviável um planejamento econômico centralizado, imagine deixar esse planejamento nas mãos dos burocratas do Estado ?!

Quanto a teoria de Mises, no meu caso acho desnecessário argumentar, visto que eliminando o sistema de preços pela eliminação da propriedade privada, sequer pode existir alguma economia para ser planejada.

Então deixo uma dúvida e se alguém puder me responder eu agradeceria, segue:

As afirmações de Mises em relação ao cálculo econômico socialista não seriam uma refutação definitiva ao Marxismo em si, ao passo que as teorias de Hayek se encaixam melhor como refutação ao Keynesianismo ???



Também me senti. Um livro simples que li e me ajudou a entender estes termos, foi o Livro Urgente da Política no Brasil (salvo engano). Tenta explicar imparcialmente a política no Brasil, de maneira simples.


Lendo alguns economistas de matriz desenvolvimentista como Otaviano Canuto e o próprio heterodoxo Ha Joon-Chang, fica claro que o modelo de crescimento da Coreia do Sul teve aspectos que fogem à heterodoxia que muitos intervencionistas não admitem. Um dos principais foi a ausência de patentes na Coreia do Sul por muitos anos, o que permitiu a engenharia reversa de produtos americanos e japoneses. Outro ponto interessante foi o próprio Chang admitir que não foram adotadas políticas de conteúdo nacional para os produtos exportados pela Coreia devido à perda de competitividade. A presença do investimento externo japonês também foi significativa; ausência de gastos militares devido à ajuda americana; ausência de leis trabalhistas e sindicalismo fraco. Esses são apenas alguns dos detalhes "omitidos" sobre o crescimento econômico da Coreia do Sul na segunda metade do século XX, inviabilizando a retórica de que a Coreia do Sul adotou o desenvolvimentismo que deu certo.


Não dá essa impressão, não. Hayek nem sequer é citado nessa passagem.


"Extinção das fronteiras " é totalmente contraditório com as premissas libertárias:

Ele não quis dizer extinção das fronteiras privadas, e sim extinção das fronteiras que separam um Estado do outro.
Já que as fronteiras atuais nada mais são que linhas imaginárias que demarcam onde um Estado acaba e o outro começa.


Cabe ao felipe explicar porque ainda tem gente que ganha acima do salário mínimo.


Esse artigo dá a impressão que Mises chamou Hayek de socialista quando na MPS ele disse "Vocês são um bando de socialistas!". Mas isso é errado. Ele estava falando contra quem defendia taxação progressiva, e Hayek não defendia. Mises -- e o próprio Hayek -- realmente pensava que a taxação progressiva tem uma tendência a levar ao socialismo.

Esse artigo aqui esclarece essa questão: https://devaneiosliberais.wordpress.com/2016/10/26/comentando-mises-youre-all-a-bunch-of-socialists/



Leia Ética em Epicuro que o quadro do tal pintor bosch vai passar à não ser tão importante assim Alex Catharino...


Beleza, muito obrigado pelos esclarecimentos, Leandro!


Seu último ponto é o mais importante e imagino ser por isso que ninguém leu essa logorreia. Muito corajoso você.


"pois desconsidera os impactos culturais causados pela imigração desenfreada"

Abordado explicitamente no artigo. E em vários trechos. Comentou sem ler. Como, aliás, fazem todos os críticos.


Jesús é foda! Evidentemente foi crucificado por keynesianos-troskos.


"Bolsonaro seu discurso, tendendo mais para o liberalismo."

De onde o pessoal inventa essas coisas???

"pois melhor um Bolsonaro anti-comunista"

Hitler também era anticomunista, assim como Mussolini.


Eu vejo pelo fato de diminuir a capacidade do fdp de acabar restituindo o valor usurpado e uma restituicão pelos danos morais tambem.


"Sob as doutrinas do universalismo e do coletivismo, o indivíduo, ao agir de acordo com o código ético, não o faz em benefício direto de seus interesses particulares, mas, ao contrário, renuncia aos seus próprios objetivos em benefício dos desígnios da comunidade.".

Não sei as bases teóricas do Mises, mas acredito aqui que há uma confusão entre coletivismo e universalismo.

O coletivismo é um sistema de coação, de fora para dentro, que depende da centralização do poder nas mãos do estado, de grupos ou instituições opressoras. Essencialmente ele é corrupto, e sim depende de líderes messiânicos.

O universalismo é exatamente o oposto disso. Pois ele se baseia no desenvolvimento livre de cada indivíduo, a partir dos seu próprio esforço. Avesso à centralização do poder e messianismo. É uma espécie de conscientização pessoal, evolução emocional/cognitiva/moral. . À medida que cada individuo se desenvolve, ele tende ao universalismo. Universalismo entendido aqui como autossuficiência e conhecimento mais amplo. Há que se compreender também que a concepção do universalismo embute questões muita mais amplas que a posição do homem frente a política e estado.

O que eu vejo é que é necessário o liberalismo, que pode proporcionar um maior grau de universalismo.

Não sei as consequências em uma sociedade em que a média dos indivíduos são mais universalistas (com mais autossuficiência e conhecimento), mas com certeza não tem nada a ver com coletivismo.


"Extinção das fronteiras " é totalmente contraditório com as premissas libertárias: Vida / Liberdade / Propriedade.
O que estamos assistindo na prática na Europa é um brutal choque de culturas onde os imigrantes impõe, aos cidadãos que o acolheram (por determinação coercitiva do Estado), sua cultura e seus costumes que ferem e destoem principalmente a Liberdade.
Esses imigrantes, em sua maioria por questões de ordem religiosa, estão colocando a integridade física e a vida dos cidadãos locais em constante perigo, rejeitando de forma intolerante os costumes e tradições de quem os acolheu.
Para mim é uma temeridade, é o mesmo que morar num condomínimo com vários prédios e apartamentos, sendo todos eles desprovidos de porta ou fechadura, impondo a livre circulação dos condôminos entre todos os imóveis quando bem entenderem.


"As massas devem ser desumanizadas para que se possa fazer de um homem o seu senhor divinizado. Pensar e agir, as características primordiais do indivíduo, tornar-se-iam o privilégio de um só homem". Frase espetacular. E o mais irônico são os chamados "intelectuais" pregando o socialismo...


Dizem que na União Soviética havia uma fábrica de pregos. O comitê central havia determinado que a fábrica devia produzir quinhentas toneladas de pregos por mês.

O gerente da fábrica, temeroso de ser mandado para a Sibéria se não cumprisse a meta, determinou que os operários produzissem apenas pregos enormes, de quase 30 cm de comprimento e meio quilo de peso. Isso daria menos trabalho que produzir mais unidades de pregos menores.

Um dia, um membro do comitê central entrou numa loja em Moscou e descobriu que havia escassez de pregos pequenos, e sobravam pregos grandes que ninguém queria comprar. Num surto de percepção, descobriu que a causa podia ser a meta incorretamente estipulada. Logo, o comitê determinou que a produção não seria mais medida em toneladas, mas em unidades: cada fábrica deveria produzir 300.000 unidades por mês.

No mês seguinte, a fábrica só produziu tachinhas.


Pessoal, acabei de ler o texto de Felipe Prado, inteirinho. Acho que mereço pelo menos uns aplausos, não ?

Para quem não tiver o mesmo espírito de aventura, um resuminho:

- Segundo o Felipe, empresas européias como a Porsche e a BMW estão morrendo de vontade de demitir seus funcionários e substituí-los por imigrantes, sabendo que são incompetentes, porque isso aumentaria seus lucros.

- Segundo o Felipe, a única coisa que as empresas fazem para ter lucro é cortar custos, salários e benefícios.

- Segundo o Felipe, o pobre nunca pode ter bons empregos porque ele é obrigado a aceitar qualquer emprego, mesmo que não queira, para pagar as contas e botar o prato de comida na mesa e sustentar a esposa doente que não pode trabalhar.

- Finalmente, segundo o Felipe, parágrafos são desnecessários.


Muito linda a teoria, ineficaz na prática, pois desconsidera os impactos culturais causados pela imigração desenfreada.

O que fazer como a crescente ocupação da Europa por imigrantes inseridos numa cultura liberticida? Ou os libertários acreditam que a liberdade econômica desconectada da base religiosa-filosófica da qual se origina, será capaz de resistir as pretensões totalitárias do islã?


Tomarei um exemplo reconhecidamente absurdo e extremo: O que aconteceria se proprietários desumanos de ruas paralelas entre si resolvessem que os moradores de uma pequena parte de uma rua transversal entre elas não pudessem entrar em seus territórios? Eles morreriam de inanição ou isso acarretaria em um tipo de agressão por omissão? Afinal de contas, os proprietários das paralelas não são obrigados a deixar ninguém passar por elas, salvo seus próprios moradores.


Banco descapitalizado é aquele banco que sofreu uma grande redução nos ativos sem uma igual queda nos passivos.

Exemplo:

1) O Itaú empresta $ 1.000.000 para você.

Eis a contabilização --, extremamente simplificada -- imediatamente após a concessão do empréstimo (ou seja, sem você ter gasto o dinheiro):

Ativo:
Empréstimo para você: $ 1.000.000 mais juros futuros
Reservas: X

Passivo:
Conta-corrente em seu nome: $ 1.000.000
Demais depósitos bancários: Y

Aí você gasta o dinheiro, que vai parar na minha conta (Bradesco). Então o balancete do Itaú fica assim:

Ativo
Empréstimo: $ 1.000.000 mais juros futuros.
Reservas: X - 1.000.000

Passivo
Conta-corrente em seu nome: $ 0
Demais depósitos bancários: Y


Observe que as reservas (ativo) caíram na mesma quantidade da redução na conta-corrente ($ 1.000.000). Ativo e passivo caíram no mesmo tanto (o patrimônio líquido não se altera). Porém, observe que, nos ativos, há o seu empréstimo e os juros. Quando ele for quitado, o capital (patrimônio líquido do banco) irá aumentar.

Suponha agora que você dá o calote no banco. Como fica o balancete?

Ativo
Empréstimo: zero (caloteado)
Reservas: X - 1.000.000

Passivo
Conta-corrente em seu nome: $ 0
Demais depósitos bancários: Y

Observe que o valor dos ativos despencou. Caiu exatamente no valor do seu calote ($ 1.000.000 mais juros). Mas o passivo continua o mesmo.

Ou seja, no cômputo final, o banco perdeu reservas, perdeu ativos (o empréstimo que ele lhe fez caiu para o valor zero) e não ganhou nada em troca. O ativos caíram mas o passivo se manteve inalterado. Consequentemente, seu capital (patrimônio líquido) desabou.

Bancos descapitalizados não podem emprestar porque as regulamentações de Basileia não permitem. Seu patrimônio líquido tem de ser um mínimo percentual em relação aos ativos. Se você cria empréstimos, você aumenta seu ativo mas não altera seu patrimônio líquido. Consequentemente, sair criando empréstimos (aumentando ativos) sem ter patrimônio líquido para isso é algo contabilmente e operacionalmente impossível.

Artigo mais técnico sobre isso:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1152


De resto, para o BC injetar dinheiro nos bancos, ele tem de adquirir algo. Normalmente, os BCs fazem isso comprando ativos dos bancos (normalmente, títulos públicos em posse dos bancos). Por isso mesmo não faz diferença nenhuma. Os bancos estão vendendo um ativo (títulos públicos) e recebendo em troca outro ativo (reservas bancárias).

Seu capital em nada se altera.

Para o banco votar a ficar solvente, ele tem de:

1) Aumentar seu capital (recebendo novas injeções de dinheiro de acionistas);

2) Aumentar suas reservas sem contrapartidas (por exemplo, exigindo a quitação antecipada de empréstimos);

3) Vender ativos (o que aumentaria suas reservas)

4) Reduzir seu passivo (liquidando contas-correntes).




"Assim, quando há um aumento artificial na oferta de moeda sem produção de bens, os preços sobem e os indivíduos demandam mais moeda para reagir à alta de preços."

Esse é o pulo do gato. Quando os preços aumentam muito, e os indivíduos passam a acreditar que tal aumento continuará aceleradamente no futuro, então a demanda por moeda cai, pois os indivíduos passam a se livrar da moeda com cada vez mais rapidez (pois sabem que ela perderá poder de compra) em troca de qualquer bem ou serviço útil.

E aí a inflação de preços dispara ainda mais.

"Ou seja, primeiro aumenta a quantidade de moeda, os preços sobem e isso força os indivíduos a demandarem mais moeda para comprar os bens que necessitam. Seria isso? Nesse ponto, não seria o contrário? Não seria a queda de procura pela moeda que ocasionaria a alta dos preços, visto que ninguém deseja uma moeda manipulada de maneira irresponsável pelo governo?"

Sim, é o contrário.

"Existiria ou não essa tendência de oferta e procura de moeda se equilibrarem?"

Haveria essa tendência apenas quando a oferta de moeda fosse determinada livremente pelo mercado (por exemplo, por meio da extração de ouro do solo para satisfazer uma maior demanda).

Por outro lado, não há essa tendência quando a oferta é livremente aumentada pelo governo (por exemplo, quando ele incorre em déficits orçamentários).

"É importante refutar a Teoria Quantitativa porque os keynesianos utilizam como espantalho para bater em qualquer um que se oponha a eles, quando na verdade desconhecem a teoria austríaca."

A TQM está correta apenas quando diz que aumento da oferta monetária, tudo o mais constante, gera preços maiores. Mas é só. Não há "nível geral de preços" e nem muito menos os preços "sobem igualmente".

Artigo sobre isso:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1819


E sobre a demanda por moeda:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2234


E sobre a relação entre preços e oferta monetária:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2663


Obrigado, Leandro! Para mim a maior encrenca então é realmente compreender porque bancos descapitalizados não conseguem expandir crédito, vou estudar contabilidade como me recomendou! Na minha concepção de leigo, uma expansão do M0 já seria o suficiente para os bancos reconquistarem seu capital (mesmo que isso evidentemente fosse um processo artificial e inerentemente inflacionário).


Leandro, tenho algumas dúvidas sobre a Teoria Quantitativa da Moeda e seus erros. Pelo o que eu li, ela enxerga que a oferta de moeda tende a estar em equilíbrio com a procura de moeda. Assim, quando há um aumento artificial na oferta de moeda sem produção de bens, os preços sobem e os indivíduos demandam mais moeda para reagir à alta de preços. Ou seja, primeiro aumenta a quantidade de moeda, os preços sobem e isso força os indivíduos a demandarem mais moeda para comprar os bens que necessitam. Seria isso? Nesse ponto, não seria o contrário? Não seria a queda de procura pela moeda que ocasionaria a alta dos preços, visto que ninguém deseja uma moeda manipulada de maneira irresponsável pelo governo? Existiria ou não essa tendência de oferta e procura de moeda se equilibrarem? Outro ponto interessante é que ela trata da existência de nível de preços, como se todos fossem influenciados da mesma forma pelo aumento da oferta de moeda, algo que Mises refutou. Eu não estou afirmando nada, apenas tenho dúvidas quanto a esses pontos. É importante refutar a Teoria Quantitativa porque os keynesianos utilizam como espantalho para bater em qualquer um que se oponha a eles, quando na verdade desconhecem a teoria austríaca.


Na verdade, é contrário. É a temperatura média o que eleva a concentração de CO2.

Por qual mecanismo ? CO2 surge do nada ? Por favor, não diga que são liberados dos oceanos...

"A quantidade de CO2 dissolvida nos oceanos também aumentou nas últimas décadas. Isso é um fato."
Só faltou a fonte. A menos, é claro, que você seja daqueles que acham que o simples fato de você próprio afirmar que se trata de um fato já basta pra encerrar a discussão.


https://en.wikipedia.org/wiki/Ocean_acidification
Claro que vc não é daqueles que acham que o simples fato de você próprio negar que se trata de um fato já basta pra encerrar a discussão

Lista de cientistas que discordam de você:

Conheço uma lista de cientistas que afirma que a terra é plana. Em vez de recorrer ao argumento da autoridade, por que vc simplesmente não mostra quais dos fatos que citei está errado, ou explica porque eles são irrelevantes para a conclusão ?


Quando viajei pela Europa, notei que pelas ruas, além dos cestos de lixo "comuns", havia cestos específicos para materiais recicláveis e contaminantes, como pilhas e lâmpadas. Simples e prático.
Na minha cidade, graças ao infinito amor do estado pela burocracia inútil, para se livrar de uma lâmpada fluorescente, por exemplo, vc tem que consultar o site da prefeitura e descobrir que o caminhão de coleta estará em um local razoavelmente próximo de vc nas quintas-feiras, entre 10:00 e 12:00 horas. Aí vc só precisa largar tudo que está fazendo e reprogramar sua vida para dar prioridade à "importante tarefa" de entregar uma lâmpada queimada aos cuidados da prefeitura. Lógico que 99% das pessoas prefere jogar a lâmpada na rua ou no terreno baldio mais próximo.

Só um adendo sobre a "demonização": metais de alta pureza, como vc os chama, não vão "destruir o planeta" mas alguns podem, sim, ser altamente tóxicos se simplesmente descartados no ambiente: cádmio, cromo, mercúrio, chumbo, por exemplo, devem ser reciclados não apenas pelo seu valor econômico, e sim TAMBÉM pelo seu valor econômico.


"Tanto o raciocínio dedutivo quanto os dados já coletados mostram que a concentração de CO2 na atmosfera tem relação direta com a temperatura média da terra. Isso é um fato."

Na verdade, é contrário. É a temperatura média o que eleva a concentração de CO2.

"A quantidade de CO2 dissolvida nos oceanos também aumentou nas últimas décadas. Isso é um fato."

Só faltou a fonte. A menos, é claro, que você seja daqueles que acham que o simples fato de você próprio afirmar que se trata de um fato já basta pra encerrar a discussão.

"Isso prova que a ação humana PODE estar contribuindo para as alterações climáticas? SIM - A menos que se queira acreditar que os fatos acima são irrelevantes"

Lista de cientistas que discordam de você:

en.wikipedia.org/wiki/List_of_scientists_opposing_the_mainstream_scientific_assessment_of_global_warming

Abraços!


Ainda a mais-valia ? Já estamos no século 21.

Se um aluno quiser efetuar trocas voluntárias com outro, trocando dois pontos na nota por uma maria-mole e uma grapete, por exemplo, não vejo nada de mau. Alunos que são loucos por maria-mole talvez se esforçem mais para tirar boas notas, para ter mais pontos para trocar.

Para o seu exemplo funcionar, é imprescindível assumir de antemão que um dos alunos é um "coitadinho", "explorado" e "vítima".


"E o fato de que a Idade Média -- quando nem sequer havia indústrias -- foi mais quente do que hoje já mostra a impossibilidade lógica de o homem causar aquecimento global. "

Continuo abismado com esse raciocínio. Quem disse que um fenômeno só possa ter uma causa ? Quem disse que um fenômeno que já aconteceu só possa acontecer de novo exatamente da mesma maneira ?

Vou tentar mais uma analogia, provavelmente minha última tentativa:
"Existem evidências de que a região onde eu moro era coberta de florestas a 500 anos atrás, quando não havia pessoas morando aqui. Logo, é impossível que as árvores que existem hoje tenham sido plantadas por humanos". Vc consegue enxergar que essa conclusão não faz sentido ?


"No entanto, pelo menos você concorda que não há evidências de que o homem seja o causador das mudanças climáticas."

Também não sei de onde vc tirou essa conclusão, já que eu não disse nada parecido.

Hoje são queimados 10 bilhões de toneladas de carbono por ano, que produzem quase 40 bilhões de toneladas de CO2. Isso é um fato.

A quantidade de CO2 na atmosfera no século 18 era de menos de 300 ppm. Hoje está em 400 ppm e subindo 2 ppm por ano. Isso é um fato.

Tanto o raciocínio dedutivo quanto os dados já coletados mostram que a concentração de CO2 na atmosfera tem relação direta com a temperatura média da terra. Isso é um fato.

A quantidade de CO2 dissolvida nos oceanos também aumentou nas últimas décadas. Isso é um fato.

Isso prova que a ação humana é a ÚNICA causadora das alterações climáticas? NÃO

Isso prova que a ação humana PODE estar contribuindo para as alterações climáticas? SIM - A menos que se queira acreditar que os fatos acima são irrelevantes

Se é a única causa ou não, pouco me importa. Se pode ser revertida ou não, não sei. O que me importa é que:

a) Existe a possibilidade de estarem ocorrendo fenômenos que podem causar grandes impactos sociais e econômicos (na produção de alimentos, p. ex.)

b) Existem pessoas que, ao invés de incentivar que se ESTUDE e que se busque SABER MAIS, prefere negar não apenas a existência, mas até a possibilidade do fenômeno existir, aparentemente porque isso fere algum dogma ou crença interior que é imune à razão, à lógica e ao bom senso.



1) Você vai ao Itaú e pede um empréstimo de $9.000.

2) Ato contínuo, o Itaú cria $9.000 em sua conta-corrente.

3) Você gasta esse dinheiro comprando um carro meu.

4) Seu dinheiro, portanto, é transferido para a minha conta. Seu saldo de $9.000 no Itaú é zerado.

5) Eu sou cliente do Bradesco. Meu saldo no Bradesco é acrescido de $9.000

6) O Bradesco irá exigir do Itaú a transferência de $9.000 em reservas bancárias. O dinheiro que estava no Itaú em seu nome virá agora para o Bradesco em meu nome.

7) No cômputo final, ficou assim: o Itaú perdeu $9.000 em reservas, mas ganhará no futuro esses $9.000 mais juros (quando você quitar o empréstimo).

8) O Bradesco ganhou $9.000 em reservas (ativo) e aumentou seu passivo em mais $9.000 (conta-corrente em meu nome).

9) Se o Itaú não tiver $9.000 em reservas, ele terá de recorrer ao mercado interbancário e pedir emprestado. Ou então terá de vender ativos (por exemplo, títulos do Tesouro em sua posse) para conseguir este dinheiro.

10) Isso é algo totalmente corriqueiro, que acontece diariamente.


Eu realmente sugiro a leitura deste artigo:

O sistema bancário brasileiro e seus detalhes quase nunca mencionados

Grande abraço!


Obrigado pela atenção Leandro, porem acho q me entendeu errado, n quis dizer tal parte do artigo n havia logica de fato , e sim q EU n consegui enxerga-la, por estar começando a entender todo o sistema, e sinceramente esta parte das reservas fracionarias está me dando dor de cabeça. já reli algumas vezes o texto e to percebendo q estou tendo muitas dificuldades nessa questão.

"E, durante as rotineiras operações de compensação interbancária, o banco original irá receber pedidos para transferir $9.000 de suas reservas."

Será q poderia esclarecer esta parte ? p q o banco original teria q transferir o dinheiro q ele criou para outro banco, até p q ele só tem 1000 de reserva, ele quebraria e levaria todos os seus clientes junto.

desculpe os questionamentos , q pelo visto são básicos, porem já li ate msm este artigo q vc mencionou, porem as dúvidas continuam.

Abraço.



Isso é regra de contabilidade. Sempre que um banco adquire um ativo, ele tem de criar um passivo.

No caso de empréstimos, o ativo é o empréstimo criado; o passivo é o dígito eletrônico que ele acrescenta na conta da pessoa que pegou o empréstimo. (Ao fazer isso, o banco aumenta a oferta monetária).

De novo, isso é regra contábil.

Artigo inteiro sobre isso, voltado para a realidade brasileira:

O sistema bancário brasileiro e seus detalhes quase nunca mencionados


P.S.: por isso eu sempre enfatizo, para qualquer leitor que me pergunta, a importância de se estudar contabilidade, nem que seja o básico. Contabilidade é uma área crucial. Um contador é infinitamente mais importante do que um economista. Aliás, economista que não entende o básico da contabilidade não entende como funciona o sistema bancário e nem as decisões de investimento de uma empresa.



O dinheiro que está na conta-corrente de Juliana é um passivo para o banco. Esse dinheiro não existe fisicamente; são apenas dígitos eletrônicos num computador.

Quando Juliana quita seu empréstimo junto ao banco, acrescido de juros, o banco, de um lado, deleta o valor na conta-corrente de Juliana (ou seja, ele reduz seu passivo); de outro, ele aumenta seu ativo, pois Juliana pagou ao banco principal (o valor que estava na conta-corrente) mais juros.

No cômputo final, o banco reduziu passivo e aumentou ativo. Qual seria a falta de lógica em fazer isso?

Artigo inteiro sobre isso, voltado para a realidade brasileira:

O sistema bancário brasileiro e seus detalhes quase nunca mencionados


No Japão, o BC japonês foi mais convencional em sua política monetária. Ele apenas decretou que sua taxa de juros seria zero. Tanto é que não houve nenhuma explosão da base monetária).

Só que lá a encrenca é outra.

Os bancos japoneses são zumbis. Eles foram dizimados pelo estouro da bolha imobiliária no início da década de 1990. Esse estouro foi verdadeiramente espetacular. Os preços dos imóveis e dos terrenos desabaram e os bancos tomaram seguidos calotes e ficaram com seus balancetes dizimados. Só que o governo não deixou que eles fossem à falência. A consequência é que eles não morreram, mas também não funcionam.

Bancos descapitalizados, com balancetes dizimados, não fazem empréstimos. Com juros baixos, então, aí é que eles realmente não farão empréstimo nenhum (o risco é alto e o retorno é nulo). Protegidos pelo governo, os bancos japoneses hoje se mantêm como zumbis. Não são liquidados, e também não têm capacidade de conceder crédito

Economias com bancos zumbis não saem da estagnação, pois não há crédito. No Japão, os bancos emprestam apenas para o governo e para os megaconglomerados, cujo risco de calote é quase nulo.

Artigo inteiro sobre o Japão:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2519

P.S.: agora, se você quiser entender por que bancos descapitalizados não conseguem fornecer crédito, aí já seria necessário estudar contabilidade. É tudo uma questão de balancete: ativo, passivo e patrimônio líquido.


"Uma outra dúvida que tenho é o efeito do atual endividamento colossal do governo japonês graças ao Abenomics na vida dos japoneses. Já que eles são um povo poupador e os bancos não expandem crédito (logo não há aumento de preços), o que de ruim exatamente esses gastos geram para eles de negativo?"

Aí o efeito é óbvio: com o crédito já escasso -- pelos motivos acima explicados -- e com o governo absorvendo o restante, não sobra quase nada para a população e para os pequenos empresários.


Ué, mas todo o debate sempre se centrou no "aquecimento global antropogênico", ou seja, na hipótese de que é o homem quem causa aquecimento global. (Digite no Google "man made global warming" e você terá todo um compilado).

Mesmo porque, se não for o homem o responsável pelo aquecimento global (ou pelas "mudanças climáticas", como queira), então não há absolutamente nada o que possa ser feito.

Por exemplo, se as mudanças climáticas são causadas exclusivamente pelas manchas solares, como diz uma grande corrente, então não há absolutamente nada que possa ser feito pelo homem para evitar esse processo. Há?

No entanto, pelo menos você concorda que não há evidências de que o homem seja o causador das mudanças climáticas. E o fato de que a Idade Média -- quando nem sequer havia indústrias -- foi mais quente do que hoje já mostra a impossibilidade lógica de o homem causar aquecimento global.


alguém poderia me explicar p q o banco destrói os 900 reais de juliana ao quitar a divida? e p q o banco irá receber pedidos para transferir 9000 de suas reservas?? sinceramente n consigo ver logica...


Tenho um pouco de dificuldade em compreender porque os bancos japoneses ainda não possuem ativos o suficiente para realizar operações de crédito. Quero dizer, se a base monetária do país já foi expandida tantas vezes, por que os bancos não expandiram o crédito em conta-corrente para realizar empréstimos? A expansão não foi intensa o suficiente para sobrepor a quantidade de calotes que eles tomaram?

Uma outra dúvida que tenho é o efeito do atual endividamento colossal do governo japonês graças ao Abenomics na vida dos japoneses. Já que eles são um povo poupador e os bancos não expandem crédito (logo não há aumento de preços), o que de ruim exatamente esses gastos geram para eles de negativo? Produtos de qualidade cada vez pior e necessidade cada vez maior de horas de trabalho? Tenho um pouco de dificuldade em visualizar os efeitos deste tipo de coisa e agradeço desde já esclarecimentos!


É.... parabéns pela abordagem!

De fato, é público e notório, seja nos relatórios da CGU e nos demais elaborados por Instituições de Controle de gastos públicos, a constatação da denominada 'máfia do lixo' atuando em prefeituras.

Assim como, embora exista a 'Política Nacional de Resíduos Sólidos-2010' dentre outras Leis alusivas à temática - ressalte-se ainda que apesar de ter ocorrido inúmeras prorrogações de prazo para extinção de lixões - inexiste na grande maioria dos municípios qualquer solução adequada e razoável acerca de extinção de lixões e a devida coleta de lixo.

Registre-se, ainda, que há, em países desenvolvidos, inúmeras soluções de incineração de lixo doméstico - para pequenos, médios e grandes geradores, segura e rentável, com os devidos filtros, técnicas e controle de custos.

Enfim, perpetuam-se a problemática nas mãos do Estado, mesmo ainda que há décadas demonstre-se como sendo incompetente, ineficaz...etc..., e caro, e a troco de quê ?


Não se torna gay. As pessoas nascem assim, do mesmo jeito que um hétero. E o tal 'kit gay' não tem o menor poder para influenciar na sexualidade de alguém, ou melhor, nada pode influenciar nisso.


A minha postagem anterior foi postada indevidamente como resposta ao Sr Rafael Crivelli, por isso repostei hojenovamente como comentário simplesmente. Obrigado. Júlio Barros.


Muito bom o nível das postagens. É sempre importante respeitar as opiniões diferentes. Tenho 60 anos de idade e pude conhecer e viver as duas situações, ou seja: fui bancário do Banco do Brasil durante 20 anos onde o Plano de Carreira do funcionalismo era predominantemente socialista e depois de sair no Programa de Demissões Voluntárias, em 1995, ingressei por conta própria no Mercado Imobiliário onde pude aprender o que significa Empreendedorismo. Vivi as duas realidades. Sinceramente eu concordo com o último parágrafo do texto acima de Adrian Rogers, (1931-2005):

"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."


Olá, sou estudante de economia e cheguei aqui fugindo dos textos contra a liberdade que meu professor de graduação insiste em passar.

Todavia, não entendi a afirmação: "se um banco concede um empréstimo, o valor do seu ativo aumenta. Quanto mais empréstimos ele concede, maior o valor do seu ativo (e, consequentemente, do seu passivo)."

Ainda há alguém nesse artigo que poderia me explicar esse processo?


Me mostre alguém que diga que só o homem pode causar aquecimento global (nome impreciso, aliás, embora conveniente para praticar a falácia do espantalho).

Ninguém discute que o clima sempre variou ao longo de milênios.

Isso quer dizer que todas as variações terão obrigatoriamente a mesma causa ? Que é impossível a atuação de um "fator externo" que não existia antes ?

P.S. Dispenso as gracinhas. Tente mostrar "superioridade" com argumentos, não com arrogância.



É um paradoxo do tipo "quem surgiu primeiro, o ovo ou a galinha?": sem mudanças de atitude nas pessoas, bons líderes pouco podem fazer; mas sem bons líderes, a maioria das pessoas faz pouca ou nenhuma mudança de atitude.

Muitos argentinos, assim como muitos brasileiros, querem que determinados problemas sejam resolvidos, mas não aceitam modificar comportamentos que alimentam ou até mesmo geram esses problemas.

* * *



Encontrei este livro aqui em português, no estante virtual: https://www.estantevirtual.com.br/b/chalmers-johnson/blowback-os-custos-e-as-consequencias-do-imperio-americano/2500842290


Esse texto para o qual você linkou não traz absolutamente nenhum argumento (e o próprio autor reconhece isso no final). Aí fica difícil...


"Como resolver esse impasse?"

Exato. Parabéns, você acabou de descobrir por que nenhuma decisão centralizada pode funcionar, e por que tudo tem de ser decidido em nível individual e livre.

"E outra, se a empresa quiser pode obrigar todos a trabalhar 11 horas por dia, qualquer pessoa desempregada se sujeita a isso para conseguir a vaga."

Completa falta de lógica. Pra começar, nenhuma empresa pode obrigar ninguém a trabalhar. Tudo o que ela pode fazer é oferecer um salário em troca da mão de obra. Qualquer um é livre para recusar.

Ainda mais estapafúrdio é dizer que empresas obrigam desempregados a trabalhar. Se fosse assim, o desemprego seria zero.

Por fim, se a pessoa está insatisfeita com o salário, nada a impede de pedir demissão.

É cada ignaro que despenca por aqui.


Não quer este benefício? Saia da empresa. Extremamente simples.

Mas não. Tem de usar o estado (ou seja, o dinheiro dos outros).


Pois então permita-me lhe ensinar um pouco de lógica.

1) Aquecimentistas antropogenistas dizem que é o homem quem causa aquecimento global.

2) Consequentemente, e por uma questão de lógica pura, se é o homem quem causa aquecimento, então, por definição, nenhum ano pode ser mais quente que o ano anterior.

3) Se é o homem quem causa aquecimento global, então é impossível que a terra fosse mais quente há 1.600 anos do que hoje. Por definição, a terra tem que ser muito mais quente hoje do que no passado remoto, pois a população hoje é muito maior.

4) No entanto, segundo o próprio cientista, a Idade Média foi mais quente do que hoje.

5) Logo, por definição, dizer que é o homem quem causa aquecimento é uma agressão à lógica.

Conseguiu acompanhar ou desmaiou?


A conversa foi boa, no meu entender expõe muito como esse modelo gramscista se mascara de socialismo tradicional que muitas pessoas estão acostumadas e acaba gerando a falsa impressão de uma economia pró-mercado (vide Lula e suas relações com os empresários), porém com o modelo social e cultural gramscista rodando por dentro, concordo que não falaram muito sobre liberalismo, porém o tema do podcast foi mais focado no impacto do socialismo no país.


Mas considere que a maioria dos trabalhos é desenvolvido em grupo. Uma indústria por exemplo onde 10 por cento dos funcionários gostariam de trabalhar 11 horas por dia só que 4 dias por semana. Já o restante quer trabalhar 5 dias semanais e menos horas por dia. Como resolver esse impasse? E outra, se a empresa quiser pode obrigar todos a trabalhar 11 horas por dia, qualquer pessoa desempregada se sujeita a isso para conseguir a vaga. Inclusive poderia ser 15 horas dia. Ou alguém acha que um bóia fria trabalha de forma árdua mesmo tendo outras opções?


Mas se eu como funcionário não quiser esse suposto benefício? Pois teoricamente uma empresa poderia fazer seus funcionários estarem 12 horas a sua disposição, bastando para isso além do horário para almoço dar mais 2 folgas de 1 hora cada durante o dia. No comércio poderia criar escalas em grupos. Qual a vantagem do funcionário em ter essas supostas folgas se tem obrigação de compensação? Garanto que a maioria dos funcionários da Toyota queria ir para casa 20 minutos mais cedo do que ter a folga. E nesse ponto Parabéns a justiça.


Realmente, escrevi tanta coisa e tão poucos pontos estão sendo observados...

Então vamos a mais algumas respostas.

O fato é que desde que haja capitalismo, vc precisará diminuir custos para lucrar mais, não importa quanto vc já esteja lucrando. [...] Lucro nunca é o bastante, nunca será o bastante.

Vc não quer ganhar mais do que ganha hoje? Caso queira, isto também se enquadra como "nunca é o bastante, nunca será o bastante" ?

Não se trata de lucrar menos, se trata de lucrar sempre mais, tirando dinheiro do salário e dos direitos dos trabalhadores, pois nas crises muitos "negociam" seus direitos para não perder o emprego.

Se é meu direito, eu faço o que quiser com ele, inclusive negociar para obter o que eu achar mais vantajoso para mim.
Me parece que vc quer um sistema em que, nas crises, só alguns paguem. Os "direitos" de alguns outros devem permanecer intocáveis.

Se hoje deixássemos a decisão para os patrões, sem nenhuma outra intervenção, vc acha que haveria uma só empresa SEM crianças trabalhando e bem longe da escola?

Fui empresário por vinte anos. Nunca gostei de contratar funcionários com menos de 21 anos, por que considero que maturidade é indispensável para um bom funcionário. Com menos de 18, não queria nem que trabalhasse de graça.

...então, ao invés de utilizar o capital disponível para contratar o melhor instrumentista, o cara prefere aumentar lucros contratando o mais barato.

Ainda bem, senão só o melhor instrumentista teria emprego e os demais ficariam desempregados.
Alias, por curiosidade, o "melhor instrumentista" é melhor segundo qual critério ? O seu ? O do Wesley ? O do Papa Francisco ?

Outro dia havia um baterista acionando a Ivete Sangalo, q vc citou.

Isso pode significar duas coisas:
a) A Ivete Sangalo não cumpriu o combinado com o baterista.
b) A Ivete Sangalo cumpriu o combinado com o baterista, mas o mesmo achou que podia ganhar mais algum e foi chorar na Justiça do Trabalho, alegando, por exemplo, que no camarim só tinha sabonete Dove e toalhas de algodão egípcio. (Segundo as normas do Ministério do Trabalho, o banheiro usado por empregados deve obrigatoriamente ter sabonete líquido e toalhas de papel descartável. ISSO NÃO É IRONIA, É VERDADE.)

Aliás, observe as bandas de apoio dos artistas citados e veja quanto permanecem mais de 3 anos na equipe.

De novo, isso pode significar duas coisas:
a) A banda demitiu o músico
b) O Músico pediu demissão da banda

O mundo real só é assim porque assim foi construído, e se foi construído, pode ser modificado.

Poder, pode. Vc tem uma receita infalível, que garante que tudo vai ficar melhor, e todos vão ficar mais satisfeitos ? Ou vc tem uma receita em que VOCÊ vai achar melhor, e quem discordar estará automaticamente "errado". Se for isso, fique tranquilo, vc não é o primeiro.


Se vc se sente tranquilo em relação ao fato de que centenas de pessoas vivem sem o mínimo acesso à educação, saúde, alimentação, saneamento, etc, admita que vc não liga para os outros e não venha com o argumento do "mundo real."
Ainda sobre o trabalho em condição análoga à escravidão, esqueçamos então o detalhe da escravidão. Então vc realmente acha maravilhoso que crianças estejam colhendo cacau sem estudar para não morrerem de fome?


Considerando que já houve uma época em que TODAS as pessoas viviam sem acesso à educação, saúde, saneamento, etc, e que TODAS as crianças precisavam trabalhar simplesmente para que suas famílias tivessem o que comer, eu acho que houve uma melhora considerável. Se essa melhora se estendesse a todo o mundo, seria maravilhoso, mas tenho certeza que isso não vai acontecer só porque alguém escreveu textos enormes se dizendo indignado.

Sem acumular riqueza, n tem como ser "bonzinho" ou "humano" mas então a única saída é ser desumano por alguns séculos e esperar...
As pessoas sempre foram "humanas", mesmo quando todos eram pobres. Misturar "humano" com "bonzinho" é só um argumento emocional. A propósito, defina "bonzinho" (ou "humano", segundo vc). É pagar quanto ? Se todos os "capitalistas malvados" derem 10% de aumento para os "trabalhadores explorados" resolve ? Ou 25 % ? O que vc responderia se eu te dissesse que, em 2015, quando fechei minha empresa, minha folha de pagamento consumia 40% do faturamento total, e que um aumento de 25% para todos os funcionários faria a empresa "fechar no vermelho" todos os meses ? Falar que "o capitalismo" é exploração, sem falar números é fácil. Dizer que empresas e empresários são como uma cornucópia, de onde vc pode tirar quanto quiser que nunca acaba, é simplesmente um discurso vazio e irreal.

e esperar que com a riqueza produzida e o capital acumulado, o mundo melhore e não se tenha mais gente sem saúde, educação, etc,
De novo, vc coloca algo que pode ter inúmeras "quantidades" como algo que só tem "sim" ou "não". A saúde pública no Brasil é melhor que a de Moçambique, mas muitos brasileiros acham pouco. A dos EUA é melhor que a do Brasil, mas muitos americanos reclamam. A da Alemanha é melhor que a dos EUA, e muitos alemães estão descontentes.
Deixa eu te contar um segredo: é da natureza humana nunca estar satisfeito, especialmente com aquilo que se ganha. Se vc tivesse o poder de criar, hoje, um hospital de ponta, tipo Sírio-Libanês, em cada cidade ou povoado do mundo, amanhã pela manhã haveria gente insatisfeita. Se vc tivesse o poder de decretar, hoje, que todas as pessoas do mundo poderiam optar entre estudar de graça em Cambridge, Harvard ou Sorbonne, amanhã mesmo haveria gente reclamando.
Ainda bem que, enquanto vc reclama do "capitalismo desumano" e sonha com um mundo encantado, outras pessoas estão trabalhando para criar bens reais que trazem benefícios reais para as pessoas.


Prontos esse ano para a muleta estatal, após terem quebrado suas pernas? Eu infelizmente vou ter que fazer esse lixo. Esperem questões e temas que tenham de receber conteúdo estatista ("o governo tem que fazer, o estado deve fazer isso e fazer aquilo...").


"grandes corporações exploram o trabalho infantil, além de altas horas de trabalho por quantias irrisórias. Ou você prova que isso não é capitalismo ou há aí uma comprovada exploração do trabalho alheio feita pelo capitalismo.

Temos assim a comprovação de que o capitalismo pratica exploração sempre que alguém trabalha em troca de uma quantia que o Carlos considera irrisória.


Confesso que estou muito curioso, repito, muito curioso, para saber quais os valores que só os conservadores como o Wanderson tem, e em que hierarquia, repito, em que hierarquia eles se organizam.

Confesso também que não entendo, repito, não entendo, a comparação entre hierarquia e liberdade.


Espera um pouco...

Ele também admitiu a possibilidade de que o mundo era mais quente na Idade Média do que é hoje - o que significa que qualquer aquecimento que porventura esteja ocorrendo não é um fenômeno criado pelo homem.

Aplicando esta lógica:

Ele também admitiu a possibilidade de que havia mortes naturais na Idade Média - o que significa que qualquer morte que ocorra hoje não é um fenômeno criado pelo homem.

Ele também admitiu a possibilidade de que havia incêndios na Idade Média - o que significa que qualquer incêndio que porventura esteja ocorrendo não é um fenômeno criado pelo homem.

Se isso não é um Non Sequitur, então revogaram as leis da lógica e não me avisaram.


Se todo o gelo da Groenlândia derreter, o nivel dos oceanos subirá aproximadamente 7 metros. Isso trará algumas inconveniências para o comércio marítimo e para algumas cidades ao redor do mundo...


Três perguntas:
- Os 200 bilhões de toneladas de CO2 dos oceanos vem de onde? De algum "gerador de carbono" escondido ou de um depósito subterrâneo ? Ou vc está falando de um CICLO, onde o carbono se movimenta de forma contínua, em um processo "fechado" ou cíclico ? Os oceanos contém vegetais, e vegetais absorvem carbono.
- Consumimos atualmente 4 bilhões de toneladas de petróleo, outros 4 bilhões de toneladas de carvão e 3 bilhões de toneladas de gás natural. Isso, grosso modo, dá 11 bilhões de toneladas de carbono. Como uma unidade de carbono gera 3,67 unidades de CO2, temos 40 bilhões de toneladas de CO2 provenientes de combustíveis fósseis. Qual o "desvio padrão" das emissões do oceano que vc alega ?
- Porque a concentração de CO2 na atmosfera era menos de 300 ppm no final do século XIX e hoje está acima de 400 ppm, aumentando em média 2 ppm ?


Poucas coisas me deixam tão enojado quanto ver pessoas como esse Paulo Mota repetindo mentiras do tipo "Fidel libertou o povo que vivia em um prostíbulo dos EUA".

Um parente meu esteve em Cuba. Vivia cercado de adolescentes pedindo "regalos". Em certo momento, uma menina se aproximou e disse "quieres uma mamada, señor?" Ele disse que lhe daria um "regalo" e não queria nada em troca, e perguntou sua idade. A resposta: TREZE ANOS.

Para quem não sabe, mamada é uma gíria comum em espanhol para sexo oral.

Sr. Paulo Mota e outros da mesma laia: em países que não estão sob o tacão de monstros como Fidel, dificilmente um prostíbulo aceitará meninas de treze anos. É preciso o comunismo para um povo se rebaixar tanto.


Fanáticos esquerdistas são chatos como todo fanático, mas os fãs do comunismo cubano e de Fidel passam desse limite e se tornam asquerosos, desumanos, ao propagar seu wishful thinking. Milhões estão passando fome, mas o importante para eles é defender seu ídolo, mesmo à custa da lógica mais básica.

Para não entrar na aborrecida guerra de citações, vou citar apenas informações de "primeira mão" que ouvi de um parente meu que já visitou muitos países, incluindo Cuba, e que não tinha nenhum interesse (político, ideológico, econômico ou qualquer outro) em distorcer os fatos que me contou. Seu relato sobre Cuba foi:

- Todas as casas parecem um cenário pós-guerra, pouco mais que ruínas, sem qualquer sinal de que algo seja feito para conservá-las, como pintura. As exceções são os hotéis, lojas e restaurantes reservados aos turistas.

- Há não apenas praias como bairros inteiros reservados à elite local e estrangeira, com acessos vigiados pela polícia.

- Mais da metade das mulheres com quem ele falou ofereceram-se sexualmente, incluíndo adolescentes de treze ou quatorze anos.

Fidel Castro não se contentou em transformar Cuba em um prostíbulo: incorporou ao prostíbulo a pedofilia escancarada.


Olá Leandro,

Ainda sobre essa questão sobre o padrão-ouro, encontrei esse texto do Lars Christensen: https://marketmonetarist.com/2012/03/02/mises-was-clueless-about-the-effects-of-devaluation/

Aqui ele trás alguns questionamentos (e críticas) em relação ao Mises e ao Rothbard, sugerindo que eles defendiam que todo e qualquer tipo de desvalorização da moeda seria ruim. O Christensen alega que os austríacos em algum momento "perderam o fio da meada" e trouxeram conceitos pouco aplicáveis à realidade no que se trata de deflação, e que o padrão-ouro seria um desses conceitos ruins, comparando-o com o Euro.

Você também acredita que tanto Mises quanto Rothbard tenham deixado algo passar no que se refere à essa parte da teoria monetária?


Alguma atualização sobre a situação de Dubai e dos Emirados Árabes Unidos?


Obrigado pela resposta, mas sobre o Qatar tem certeza que é um país miserável? O PIB per capita é um dos maiores do mundo, acima da Suécia, EUA, Alemanha, Noruega e etc.

Eu sei que o PIB é um horrível mensurador, mas dizer que o país é miserável???, se foi colocado pela Forbes como o país mais rico do mundo?

Não sei se houve confusão, mas o padrão de vida lá é bem superior ao nosso aqui no Brasil, possui estabilidade de moeda, impostos relativamente baixos (nativos são isentos de impostos) e o índice de liberdade no Heritage é de 29, o do Brasil é 140!

Sobre Brunei, acredito que cometeu o mesmo erro.

Já sobre os Emirados, pelo menos em quesito de liberdade econômica ele vivenciou o maior salto nos últimos anos, ultrapassando até mesmo a Irlanda. É o 8 em ranking do Heritage. Sobre a bolha econômica de Dubai não posso comentar pois sei pouco sobre, e não sei se o país se recuperou ou não, mas acredito que esteja em rota de melhoria econômica ao que tudo indica.




O verdadeiro "conflito de classes": a maioria desorganizada (pagadores de impostos) é manipulada e explorada pela minoria organizada (recebedores de impostos).

* * *



Neste artigo, a palavra "mito" tem o sentido de "falácia", ou melhor, "sofisma".

É interessante como alguns desses sofismas dizem o oposto dos outros e todos justificam mais intervencionismo, taxações, etc.: assim os populistas podem escolher (conforme sua própria conveniência) quais sofismas usar no momento para manipular as pessoas.

* * *



Diante do concorrente estrangeiro, o produtor nacional pode (a) aprimorar o seu produto, (b) mudar de ramo ou (c) pedir para o governo protegê-lo às custas da população.

Por outro lado, a própria população é conivente com este sistema, por ignorância voluntária ou induzida por manipuladores.

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"Quanto ao CEO da Uber, antes de ele entrar em outra discussão com algum motorista da Uber, ele deveria antes ler Mises e sua teoria sobre a soberania do consumidor em um mercado caracterizado pela livre concorrência. Isso o salvará de novos constrangimentos."

Parece que ele já compreende esse princípio de forma intuitiva, só falta aprender a verbalizá-lo melhor.

Quanto ao motorista, é típico da maioria das pessoas: não compreende como realmente funciona o livre mercado e sofre de dissonância cognitiva entre o seu lado trabalhador (que vende serviços) e o seu lado consumidor (que compra serviços).

* * *



Globalização é um processo socioeconômico natural e espontâneo que é tanto consequência quanto causa da liberdade econômica e dos avanços tecnológicos.

Globalismo é um processo politico-econômico artificial e dirigido por burocratas buscando ampliar ao máximo a abrangência e profundidade do seu controle sobre as pessoas.

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Mises elogia Hayek por esse seu insight sobre o conhecimento:

"O fato de que o conhecimento existe de forma dispersa, incompleta e inconsistente, em muitas mentes individuais, foi apontado por Hayek e isto é muito importante. Hayek diz que, se estamos falando sobre o conhecimento de nossa era, estamos cometendo um erro se pensarmos que este conhecimento existe em todas as mentes, ou mesmo que sua totalidade existe na mente de um homem. Ele observou, por exemplo, no caso da sociedade socialista, que o progresso possível é limitado pela mente de um homem. É importante para a economia capitalista que todos aqueles que têm um conhecimento melhor sobre algum problema específico possam tentar obter lucros desta superioridade e de suas tentativas de contribuir para o aprimoramento das condições gerais. Na economia socialista, o conhecimento tem valor somente na medida em que está disponível para a autoridade central, para os ditadores que estão elaborando o plano central. Sob o capitalismo, a coordenação das várias porções de conhecimento é produzida através do mercado. Em uma sociedade socialista, ela deve ser efetuada seja na mente do ditador, seja na mente dos membros do comitê do ditador." Ludwig von Mises, in: Bettina Bien Greaves, Steneographic notes of Ludwig von Mises New York University Seminar. 20 mar. 1958


Esse artigo é um artigo do Hayek que foi retirado de seu livro The Constitution of Liberty. No livro mesmo, esse artigo não dá um capítulo. Mas o livro The Constitution of Liberty foi traduzido sim, sob o nome de Os Fundamentos da Liberdade. Aqui está o link em pdf: portalconservador.com/livros/Friedrich-Hayek-Os-Fundamentos-Da-Liberdade.pdf

Há vários livros ou artigos do Hayek que ainda não foram traduzidos, bem como também há alguns livros do Mises que ainda não foram. Porém, quanto a Hayek, o problema é que não existem editores publicando e vendendo a maioria de seus livros, tais como o próprio Os Fundamentos da Liberdade.


"Falar que o problema no país é o intervencionismo do estado já virou vírgula."
Apenas veja a posição do Brasil em rankings de liberdade econômica (140) e nos diga se ele está mais próximo da Venezuela (179) ou da Suíça (4). Depois volte e nos explique como o intervencionismo é apenas uma vírgula.

"Não se trata de lucrar menos, se trata de lucrar sempre mais, tirando dinheiro do salário e dos direitos dos trabalhadores"
Em primeiro lugar, diminuir salários não é o único modo de se cortar custos, muito pelo contrário. Qualquer pessoa que tenha estudado o mínimo de Administração ou Psicologia sabe que funcionários insastisfeitos são menos produtivos. Também é possível se diminuir custos aumentando a produtividade, seja pagando mais caro por um empregado mais produtivo, seja lhe dando ferramentas melhores, seja melhorando a forma de produção, etc.
Em segundo lugar, se todo mundo só pensasse em lucrar cada vez mais, a espécie humana já estaria extinta, ou você já viu bebês dando lucro? Aposto que você é a única pessoa bondosa neste mundo, que não venderia a própria mãe pra conseguir lucrar mais, todo o resto da humanidade é um bando de gananciosos malditos, menos o Jorge. Ora, faça-nos um favor...

"Sobre o empresário gastar com o que quiser, eu não entrei nesse mérito. Eu falava sobre o fato de que não era necessário que crianças trabalhassem."
Está falando da época da Revolução Industrial? Vamos ver se eu consigo fazer entrar nesta sua cabecinha: você está falando de uma época onde a norma era crianças trabalhando, onde a mortalidade infantil era altíssima e não era incomum pais nomearem seus filhos apenas quando eles atingiam alguns meses de vida, onde famílias nas quais as crianças não trabalhavam simplesmente esfaleciam. A sua visão de que crianças não devem trabalhar é uma visão atual, você está querendo aplicar valores atuais a uma sociedade de 200 anos atrás. Isto se chama anacronismo e é estupidez sua insistir neste erro após ter sido alertado disto. É o mesmo que exigir explicações de uma tribo canibal por eles não terem nojo de carne humana. É o mesmo que condenar os pais fundadores dos EUA por terem escravos, quando à época a norma era a escravidão.

"Se hoje deixássemos a decisão para os patrões, sem nenhuma outra intervenção, vc acha que haveria uma só empresa SEM crianças trabalhando e bem longe da escola?"
Você está dizendo que se você tivesse uma empresa, e permitido fosse, você não pensaria duas vezes em contratar crianças e deixá-las longe da escola? Ou você está dizendo que é a única pessoa bondosa neste mundo que não faria isto? Das duas, uma, ou você é um baita de um filho da puta, ou se acha superior a todo mundo...
No mais, que afirmação idiota! Ora, qual pai quer ver seu filho trabalhando e longe da escola? Se ele permite, certamente é porque a alternativa seria pior. Há poucos anos houve um escândalo em Bangladesh, quando foram divulgadas fábricas explorando o seu dito trabalho infantil "escravo". Pessoas como você ficaram de mimimi, o governo dos EUA ameaçaram sansões a estas fábricas e sabe o que aconteceu? As crianças foram demitidas e meninas tiveram que se prostituir para não passarem fome. As mães, que antes podiam trabalhar, tinham que ficar em casa para cuidar das crianças, o que diminuiu drasticamente as condições das famílias de juntarem capital para justamente tirarem as crianças do trabalho por conta própria. A jornada rumo à riqueza é uma escada, e você quer destruir os primeiros degraus destas famílias sem sequer tentar entender o contexto em que elas se situam. E ainda tem a cara de pau de exigir que os outros façam alguma coisa! Ou vai nos mandar os extratos bancários das suas doações para Bangladesh?

"Se vcs insistem em reduzir a questão do trabalho escravo ao significado do termo, talvez não tenham argumento melhor. "
Não é nossa culpa se você escreve merda e tem que ser corrigido...

"Vc fala em "Mundo real", então eu pergunto: e a questão não é exatamente MUDAR essa realidade?"
A tá, é só acabar com a lei de escassez então! Tá de brincadeira...

"O mundo real só é assim porque assim foi construído, e se foi construído, pode ser modificado. Não use a desculpa do "mundo real" para justificar que vc se sente confortável em saber que enquanto poucos vivem no luxo, milhares sobrevivem na miséria."
Seu problema, tão comum diga-se de passagem, é que você faz a pergunta errada. A questão não é por que a miséria existe, mas sim como a riqueza é gerada. Miséria é a norma no mundo real. A humanidade viveu dezenas de milhares de anos na miséria e apenas nos último 200 anos teve uma guinada exponencial na qualidade de vida, seu padrão de vida hoje seria inimaginável para o mais rico monarca mil anos atrás. Se o homem não agir para melhorar sua situação, sua condição será a miséria, não a riqueza. E não é porque a sociedade X é rica e a Y pobre, que X esteja necessariamente mantendo Y na miséria. Apenas imagina uma ilha rica e outra pobre, sem contato qualquer.
Sério, você parece uma criança esbravejando contra a lei da gravidade por não poder voar como o Super Homem! "Eu não consigo aceitar que as pessoas tenham que construir um avião para poderem voar! Alguém tem que parar com esta desculpa do "mundo real", da "lei da gravidade", e permitir que todos possam voar como o Homem de Aço!". Patético.
Novamente, a pergunta certa não é por que objetos caem, esta é a norma, a pergunta correta é como fazer objetos voarem.

"Então vc realmente acha maravilhoso que crianças estejam colhendo cacau sem estudar para não morrerem de fome?"
Claro que não, seu cretino! Ninguém aqui é psicopata para ter tamanha falta de empatia! Não venha escrevendo como se defendêssemos isto. Apenas nos diga qual a sua solução para esta criança. Proibí-la de trabalhar e condená-la a uma situação pior ainda? Forçar o empregador a ter que pagar mais pra elas e ser forçado a demití-las? Mandar mais dinheiro roubado dos nossos bolsos para o Temer, na promessa de que ele, um dia, tomará conta desta criança? Pense criatura! Use esta coisinha entre as suas orelhas!

"Que nas fazendas os agricultores tenham seus documentos retidos e devam até a alma para os fazendeiros?"
Ora, se o agricultor foi obrigado/enganado a dar seus documentos e, além disso, é obrigado a comprar apenas no armazém do fazendeiro, o agricultor está sendo agredido. Ninguém aqui defende a agressão de inocentes, apenas você (ok, os minarquistas também...).

"Eu falo de todo o sistema que gera esse tipo de situação. Isso é plausível?"
Novamente, você está falando do sistema brasileiro? Aquele que se assemelha mais à Venezuela que à Suíça? E ainda quer por a culpa no laissez faire, como se o Brasil soubesse o que é isso?

"É esse tipo de organização da sociedade que queremos?"
Você defende intervenção estatal, a principal doença que causa os sintomas por você apontados. Então sim, acho que é isso que você quer.

"É realmente impossível criar algo melhor que isso?"
Não, vide Hong Kong, República de Weimar, etc.

"a gente vai ignorar a miséria apenas pq "não há obrigação, não há escravidão"???"
Na sua cabecinha ou todo mundo é obrigado a ajudar, ou a miséria deve ser ignorada. Sua visão de cabresto não te permite perceber sua falsa dicotomia, que há uma terceira possibilidade: pessoas voluntariamente lutando contra a miséria.
Vou te contar um segredo! Sabia que existem países africanos nos quais uma quantia substancial do PIB é devido a ajuda internacional? Sabia que o Bill Gates investiu BILHÕES para combater a malária na África? E você? Parece tão preocupado com famílias em necessidade, deve doar metade do seu salário mensalmente para elas, não? Só pode ser! Já que quer que eu, que moro a milhares de quilômetros de bolsões de miséria, seja obrigado sob a mira de uma arma, a mandar dinheiro a pessoas que nunca prejudiquei e que sequer conheço.


Quem quiser saber o porquê Hayek defendia o programa de renda mínima, aqui há uma boa explicação:

https://www.libertarianism.org/columns/why-did-hayek-support-basic-income

Só que a forma como vocês abordam isso é errada. O programa de renda mínima só poderia vir depois de haver um mercado aberto e um Estado de Direito imparcial. Para Hayek, é primordial que haja essas duas coisas; só depois pode haver algo como uma renda mínima.

Hayek também defendia várias restrições e limitações ao poder do Estado. Às vezes dá a impressão que ele não defendia, quando se vê um artigo desses. Contra críticas como essa e de Hoppe a Hayek, esse artigo já esclarece bastante:

https://devaneiosliberais.wordpress.com/2016/10/26/hayek-era-social-democrata/


Rothbard é vergonhoso ao negar o problema do conhecimento como relevante no socialismo. Mais ridículo ainda é ele dizer, para criticar Hayek:

"Uma economia estática, em equilíbrio geral, poderia superar esse problema hayekiano da dispersão de conhecimento, uma vez que, sendo estática, todos os dados dessa economia acabariam se tornando de conhecimento de todos. Porém, no mundo real, os dados econômicos estão constantemente sofrendo alterações; sendo incertos, esses dados inconstantes impedem que o comitê planejador socialista adquira o conhecimento necessário para gerenciar a economia. Logo, como é típico de Hayek, seu argumento em prol de uma economia livre e contra uma economia estatizada baseia-se inteiramente no argumento da incapacidade de dispersão de informações acuradas sob o socialismo."

Mas isso é algo que o próprio Mises não cansava de afirmar. Em Socialism, ele diz:

"A stationary society could, indeed, dispense with these calculations. For there, economic operations merely repeat themselves. So that, if we assume that the socialist system of production were based upon the last state of the system of economic freedom which it superseded, and that no changes were to take place in the future, we could indeed conceive a rational and economic Socialism. But only in theory a stationary economic system can never exist. Things are continually changing, and the stationary state, although necessary as an aid to speculation, is a theoretical assumption to which there is no counterpart in reality." Ludwig von Mises, Socialism, part 2, chapter 5

Em Ação Humana, ele repete:

"Se quisermos construir a imagem de uma economia cujas condições se alterem permanentemente e na qual não haja lucros nem perdas, temos de recorrer a uma hipótese irrealizável: a de que todos os indivíduos têm uma perfeita presciência de todos os eventos futuros. Se os primitivos caçadores e pescadores, aos quais habitualmente se atribui a primeira acumulação de capital, conhecessem de antemão todas as vicissitudes futuras dos assuntos humanos, e se eles e seus descendentes, até o dia do julgamento final, equipados com a mesma onisciência, tivessem assim avaliado todos os fatores de produção, jamais teriam surgido os lucros e as perdas empresariais. Lucros e perdas empresariais são criados pela diferença entre os preços esperados e os preços reais fixados mais tarde pelo mercado. É possível confiscar lucros e transferi-los dos indivíduos que os realizaram para outras pessoas. Mas lucros e perdas jamais poderão desaparecer de um mundo sujeito a mudanças, a não ser que esse mundo seja povoado por pessoas oniscientes." Ludwig von Mises, Ação Humana, cap. XV

Rothbard também critica a ideia de que os preços transmitem informação, indo, novamente, contra Mises:

"Os cálculos do homem de negócios se baseiam todos no fato de que, na economia de mercado, os preços em dinheiro dos bens não só informam o consumidor, como fornecem ao negociante informações de importância vital sobre os fatores de produção, porquanto o mercado tem por função primordial determinar não só o custo da última parte do processo de produção, mas também o dos passos intermediários." Ludwig von Mises, As Seis Lições

"Num sistema capitalista, o cálculo da lucratividade constitui o guia que indica ao indivíduo se a empresa que opera deve, sob dadas condições, estar em operação, e se está sendo gerida do modo mais eficiente possível, isto é, ao menor custo de fatores de produção." Ludwig von Mises, Liberalismo

Além do mais, ele fala da importância da divisão mental do trabalho -- que não é mera coincidência ser similar à "divisão do conhecimento", em Hayek:

"Nenhum homem pode jamais dominar todas as possibilidades de produção — que são inúmeras — de modo a estar apto a fazer juízos de valor diretamente evidentes, sem a ajuda de algum sistema de computação. Se distribuíssemos para alguns indivíduos os controles administrativos sobre os bens de toda uma comunidade — cujos homens que trabalham na produção desses bens estão também economicamente interessados neles — teríamos de ter algum tipo de divisão intelectual do trabalho, algo que não seria possível sem algum sistema que calculasse a produção." Mises, O Cálculo Econômico sob o Socialismo

E em Liberalismo, ele diz que essa é a principal objeção contra o socialismo:

"Esta é a objeção mais importante que a Ciência Econômica coloca à viabilidade de uma sociedade socialista. Esta deveria abandonar a divisão intelectual de trabalho, que consiste na cooperação de todos os empresários, donos de terras e trabalhadores, na qualidade de produtores e consumidores, na formação dos preços de mercado. Mas, sem isso, a racionalidade, isto é, a possibilidade de produzir-se o cálculo econômico, é inimaginável." Mises, Liberalismo, cap. 2

Em Ação Humana, ele repete:

"Mas, sendo assim, voltamos ao ponto de partida: o diretor, ao pretender conduzir a atividade econômica, não pode recorrer à divisão do trabalho intelectual que, no regime capitalista, nos proporciona um método prático de efetuar o cálculo econômico.

O emprego dos meios de produção pode ser controlado seja pela empresa privada ou pelo aparato social de coerção e compulsão. No primeiro caso, há um mercado, há preços de mercado para todos os fatores de produção e é possível o cálculo econômico. No segundo caso, não. É inútil iludir-se na esperança de que os órgãos da economia coletiva serão "onipresentes" e "oniscientes". A praxeologia não lida com os atos de uma divindade onipresente e onisciente; lida com os atos de homens dotados apenas de uma mente humana.

E a mente humana só pode planejar se puder fazer uso do cálculo econômico." Ludwig von Mises, Ação Humana, cap. XXVI

E ele credita Hayek por esclarecer essa questão do conhecimento:

"O fato de que o conhecimento existe de forma dispersa, incompleta e inconsistente, em muitas mentes individuais, foi apontado por Hayek e isto é muito importante. Hayek diz que, se estamos falando sobre o conhecimento de nossa era, estamos cometendo um erro se pensarmos que este conhecimento existe em todas as mentes, ou mesmo que sua totalidade existe na mente de um homem. Ele observou, por exemplo, no caso da sociedade socialista, que o progresso possível é limitado pela mente de um homem. É importante para a economia capitalista que todos aqueles que têm um conhecimento melhor sobre algum problema específico possam tentar obter lucros desta superioridade e de suas tentativas de contribuir para o aprimoramento das condições gerais. Na economia socialista, o conhecimento tem valor somente na medida em que está disponível para a autoridade central, para os ditadores que estão elaborando o plano central. Sob o capitalismo, a coordenação das várias porções de conhecimento é produzida através do mercado. Em uma sociedade socialista, ela deve ser efetuada seja na mente do ditador, seja na mente dos membros do comitê do ditador." Ludwig von Mises, in: Bettina Bien Greaves, Steneographic notes of Ludwig von Mises New York University Seminar. 20 mar. 1958


Procurei a imputação ao povo (3ª pessoa do singular) e não achei. Mostra de novo, por favor? Vi apenas assunção própria de culpa, na 1ª pessoas do plural.

Falar na primeira pessoa do plural é exatamente o oposto de apontar o dedo e dizer que a "culpa é do povo''.

É cada semi-analfa...


Mises não defendia a secessão individual, Senhor Hans-Hermann Hoppe. Quando ele a cita em Liberalismo, ele diz que ela é impraticável "devido a convincentes implicações obrigatórias de ordem técnica, que tornam necessário que uma região seja governada como uma unidade administrativa e que o direito de autodeterminação se restrinja à vontade da maioria dos habitantes de áreas de tamanho suficiente, para conformar unidades territoriais na administração de um país." Ludwig von Mises, Liberalism, p. 110

Por isso ele falava sempre da necessidade de que o território tenha uma quantidade relativamente grande de habitantes e de que haja plebiscito para haver a secessão. Em outra parte do livro, ele diz:

"O direito à autodeterminação, no que se refere à questão de filiação a um estado, significa o seguinte, portanto: quando os habitantes de um determinado território (seja uma simples vila, todo um distrito, ou uma série de distritos adjacentes) fizeram saber, por meio de um plebiscito livremente conduzido, que não mais desejam permanecer ligados ao estado a que pertenciam na época, mas desejam formar um estado independente ou ligar-se a algum outro estado, seus anseios devem ser respeitados e cumpridos." Ludwig von Mises, Liberalismo – Segundo a Tradição Clássica, p. 128

E Mises era utilitarista. Se ele achava a secessão impraticável, não tinha porquê ele defendê-la.

Além disso, ele rejeitava totalmente o anarcocapitalismo e isso está bem documentado no livro Mises: The Last Knight of Liberalism, publicado inclusive pelo Mises Institute:

"Mises entrou em contato com o movimento anarquista burguês já nos anos seguidos à publicação de Ação Humana, especialmente através de seus contatos com libertários da costa-oeste, mas também em correspondência com Rose Wilder Lane. Seus debates com esses radicais americanos permaneceram infrutíferos. Mas após uns vinte anos, o anti-estatismo deles ganhou momento. A melhor prova foi a existência do Círculo Bastiat, envolvendo Rothbard, Raico e Liggio. Raymond Cyrus Hoiles, editor da Freedom Newspaper, vangloriou-se desse impacto crescente em uma carta a Mises, a primeira correspondência dos dois em trinta anos. Respondendo a alegação de Mises de que nenhum homem racional jamais propôs que a produção de segurança fosse confiada a organizações privadas…"Jörg Guido Hülsmann, Mises: The Last Knight of Liberalism, p. 1025

"Mises respondeu de uma maneira hobbesiana, objetando que, na ausência de um monopólio do uso da força coercitiva, "todo mundo teria que se defender continuamente de bandos de agressores". Ele concluiu: "Eu penso que você erra em assumir que seus princípios são aqueles da Declaração de Independência. Eles são na verdade os princípios que levaram, cem anos atrás, os Estados Confederados a recusar o reconhecimento do presidente eleito pela maioria. Seja onde for que esses princípios sejam recorridos, eles levam a derramamento de sangue e anarquia."" Jörg Guido Hülsmann, Mises: The Last Knight of Liberalism, p. 1026

E em Ação Humana ele deixa claro que impostos são legítimos:

"A manutenção de um aparato governamental de tribunais, polícias, prisões e forças armadas requer despesas consideráveis. Cobrar impostos para pagar estas despesas é inteiramente compatível com a liberdade que um indivíduo desfruta numa economia de livre mercado." Ludwig von Mises, Ação Humana, XV. 6

E em todos os seus escritos ele fala da necessidade da democracia, tão odiada por você, Senhor Hoppe.



Hoppe erra ao dizer que Hayek não é um liberal clássico e que ele é um "social-democrata moderado".

É bem verdade que Hayek não via necessidade de restringir o governo a apenas justiça e segurança. Entretanto, o próprio Hayek mostrou que a ideologia do liberalismo clássico não leva à conclusão de que deve-se o restringir assim (o que irei mostrar mais para frente). E é um exagero defini-lo como social-democrata por isso.

Por exemplo, Hayek se opunha, em princípio, à taxação progressiva.

Hayek dizia que as atividades de prestação de serviços pelo governo devem ser exercidas ao nível mais local (tipo cidades, distritos ou estados).

Hayek dizia que o governo não poderia forçar nenhum monopólio em nenhum serviço, inclusive o da moeda.

E, para ele, qualquer intervenção no sistema de preços ou nas quantidades produzidas é arbitrária e deve ser rejeitada em princípio.

Eu não vejo tais coisas serem comumente defendidas por social-democratas.

Por que Hayek é liberal?

Para entender isso, eu recomendo a leitura de seu artigo Liberalism. Mas vou explicar um pouco. O liberalismo que Hayek defendia era da tradição de Adam Smith, David Hume, John Locke, Stuart Mill, Alexis de Tocqueville, Lord Acton e até Edmund Burke.

Ele percebeu que o que há em comum entre eles é, basicamente, a defesa do Estado de Direito — como liberdade dentro deleis gerais que não fazem distinção de pessoa, tempo ou lugar — e a defesa da liberdade econômica. Entretanto, nenhum desses pensadores excluía, em princípio, a ação do Estado além de justiça e segurança. E geralmente tinham uma preocupação com os pobres e com o bem-estar geral da sociedade — principalmente Locke e Adam Smith. O próprio Carl Menger também compreendia essa natureza do liberalismo clássico.

Hayek opunha essa tradição, a britânica, à francesa. Segundo ele:

"Para a tradição britânica … os princípios básicos da limitação dos poderes coercitivos do governo à aplicação de regras gerais de conduta justa priva o governo do poder de direcionar ou controlar as atividades econômicas dos indivíduos, enquanto a concessão de tais poderes dá ao governo poderes essencialmente arbitrários e discricionários, que não podem a não ser restringir até a liberdade na escolha dos objetivos individuais, o que todos os liberais querem assegurar. A liberdade dentro da lei implica liberdade econômica, enquanto o controle econômico, como o controle de todos os meios para todos os fins, torna a restrição de toda liberdade possível." Liberalism, 7

A razão disso, para Hayek, era a seguinte:

"Liberalismo, portanto, deriva da descoberta de uma auto-gerada ordem espontânea nos assuntos sociais (a mesma descoberta que levou a um reconhecimento que existia um objeto para as ciências sociais teóricas), uma ordem que tornou possível a utilização do conhecimento e da habilidade de todos os membros da sociedade para uma extensão muito maior do que seria possível em qualquer ordem criada pela direção central, e o consequente desejo de fazer o mais completo uso dessas poderosas forças de ordenação espontânea o quanto for possível." Friedrich Hayek, The Principles of a Liberal Social Order

Logo:

"O liberalismo é, portanto, o mesmo que a demanda pelo Estado de Direito no sentido clássico do termo, de acordo com o qual as funções coercitivas do governo são estritamente limitadas para a aplicação de regras de direito uniforme, significando 'uniforme' as regras de justa conduta em direção às outras pessoas." F. A. Hayek, The Principles of a Liberal Social Order

Isso já exclui, de cara, o socialismo e a ideia de justiça social, justiça distributiva ou distribuição de acordo com os méritos.

Além disso, o liberal rejeita o positivismo jurídico (do tipo kelseniano), que diz que alguma lei se torna legítima apenas porque foi decretada por um legislador. A justiça, para o liberal, ou deve derivar dos direitos naturais (que não são baseados na concepção racionalista moderna); ou deve ser baseada nos princípios mais profundos de certo e errado do ser humano. Por isso, muitas vezes, o liberal favorece a commom law como sistema jurídico.

O liberal não exclui em princípio a realização de serviços pelo Estado, desde que esses serviços tendam a ser no nível local, favorecendo assim a "competição de governos":

"A limitação estrita dos poderes governamentais à aplicação de regras gerais de justa conduta requeridas pelos princípios liberais se refere apenas aos poderes coercitivos do governo. O governo pode prestar, em adição, pelo uso dos recursos colocados à sua disposição, muitos serviços que não envolvem qualquer coerção exceto pelo levantamento dos recursos via taxação; e, à parte talvez de algumas alas extremas do movimento liberal, o desejo de o governo se comprometer com essas tarefas nunca foi negada. Elas eram, entretanto, no século XIX ainda de menor e principalmente de importância tradicional e pouco discutidas pela teoria liberal, a qual meramente enfatizava que tais serviços seriam melhores feitos preferencialmente nas mãos do governo local, não central. A maior consideração era um medo de que o governo central se tornaria muito poderoso, e uma esperança de que a competição entre as diferentes autoridades locais iria efetivamente controlar e direcionar o desenvolvimento desses serviços em linhas desejáveis." Friedrich Hayek, Liberalism, 14

Logo, acredito ser desonestidade dizer que Hayek é um social-democrata, de qualquer tipo. E é mais ainda dizer que ele não é um liberal, já que ele seguiu à risca os princípios liberais clássicos e os articulou de uma forma coerente.


Ok!

Vou aceitar tua resposta, pois ela não é, em si mesma, incorreta.
Ela apresenta um lado do motivo, isto é, o lado estritamente econômico.
Apesar de que eu acho que há outros motivos (históricos, sociais e éticos) sobre a verdadeira razão desta desigualdade existente.

Até...