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Vou resumir por que acho que vc se confunde quando o assunto é história e sociologia. O que perguntei foi simplesmente isso: quanto desse conluio entre empresários e agentes estatais é derivado do fato de o Brasil não ter tido uma reforma agrária?


Se com regulação já é ruim, imagine sem?
O consumidor não tem capacidade alguma de detectar quando a carne está nesta situação.


Tudo o que ele falou está corretíssimo. Faço apenas uma ressalva quanto à ligeira ligação que ele fez entre subida dos juros agora e restrição à imigração (que ainda não se concretizou). Embora faça sentido -- menos imigrantes, menos mão-de-obra barata, custos de produção maiores, preços maiores --, isso é algo que ocorre apenas num prazo bem mais longo.

Excetuando-se essa parte, no entanto, todo o resto está correto.


Um exemplo bastante interessante que vai nessa linha é o do Oscar deste ano.

A PricewaterhouseCoopers fez lambança e entregou o papel errado do vencedor do Oscar de melhor filme. O erro durou 2 minutos. Alguém foi prejudicado? Alguém foi intoxicado? Alguém morreu?

Curiosamente, a única que realmente se estrepou com tudo isso foi a própria empresa e sua reputação, que ficaram manchadas. Certamente os preços de seus serviços cairão e pode ser que ela até perca seu contrato com a Academia. E pode ter certeza de que erros deste tipo não mais voltarão a ser cometidos pela empresa (aliás foi o primeiro erro em 85 anos; nada mau).

Já os burocratas estatais -- que têm estabilidade no emprego e salários garantidos -- voltarão a errar a partir de segunda-feira.


Correto. Com a crucial diferença que, se der merda, tanto a empresa portadora do selo quanto a empresa que concedeu o selo estarão liquidadas.

A menos, é claro, que o governo socorra. Aí é outra história.


Prezado Henrique, talvez você próprio não tenha percebido, mas você simplesmente -- e involuntariamente -- acabou de concordar com tudo o que disse o artigo. Aliás, não só concordou como ainda concedeu um exemplo prático confirmando tudo o que o artigo disse.

Neste seu link está escrito lá:

"A JBS é a companhia brasileira com mais certificações BRC (British Retail Consortium), principal referência global em qualidade na produção de proteína. Entre outras certificações, a empresa segue os padrões ISO 9001, de gestão de qualidade."

Beleza. Aí, logo em seguida, está escrito:

"No despacho da Justiça Federal que deflagrou a operação, não há qualquer menção a irregularidades sanitárias ou à qualidade dos produtos da JBS e de suas marcas. Os lamentáveis casos citados na imprensa sobre produtos adulterados não envolvem nenhuma das marcas da JBS. Nenhuma planta da JBS foi interditada pelas autoridades."

E completa:

"Um funcionário da empresa na unidade de Lapa, no Paraná, foi citado na investigação. A JBS não compactua com qualquer desvio de conduta de seus funcionários e tomará todas as medidas cabíveis."

Ou seja: foi exatamente onde não havia certificação privada, e só havia certificação estatal (nas sucursais de revenda), que ocorreu desvios.

Obrigado pelo acréscimo desta informação. (E é interessante você agora acreditar piamente no comunicado de uma empresa investigada. Ou seja, para você, a empresa é escroque, mas só fala verdades. Legal).


"Pessoas fazem coisas erradas".

Correto.

"Governo e Empresas são feitas de pessoas".

Correto.

"A regulação seja de que lado for, se tiver pessoas, então existe a chance de ter corrupção."

E a corrupção será tanto maior quanto menores forem as consequências do erro.

A falha de um regulador estatal e monopolista não enseja punição nenhuma. O Ministério da Agricultura não terá sua verba cortada (ao contrário, aliás; ela provavelmente será elevada), continuará tendo o monopólio da inspeção e da distribuição de certificados, continuará distribuindo atestados de qualidade por aí a fora, continuará encarecendo a vida de empreendedores honestos, e continuará sem qualquer incentivo para ser criterioso.

Pior: errando ou acertando, sua reserva de mercado continuará intacta, assim como o polpudo salário de seus burocratas. Nenhum funcionário terá cortes salariais.

Agora, será que isso aconteceria com uma empresa privada operando sem qualquer proteção do governo?

É realmente o cúmulo da utopia acreditar que um órgão estatal operando com todos esses privilégios descritos terá qualquer incentivo para fazer o que é certo. Isso sim é o mais completo delírio.

Tal arranjo esdrúxulo só existe exatamente porque o estado o impôs. Se tal arranjo não existisse e alguém o propusesse, esse alguém seria imediatamente ridicularizado e escarnecido.

No mais, seu desespero é duplamente compreensível:

1) A comprovação prática de que os sacrossantos agentes reguladores são corruptos na só destrói completamente o argumento de que o estado é necessário para regular empresas, como ainda comprova aquilo que este Instituto sempre disse: regulações existem para proteger os grandes e ferrar com os pequenos.

2) Para piorar seu desespero, todas as empresas envolvidas são aquelas que foram privilegiadas pelas políticas desenvolvimentistas da dupla Lula/Dilma, recebendo fartos subsídios do BNDES com o nosso dinheiro de impostos. São empresas que nunca estiveram expostas às vicissitudes da livre concorrência.

Fosse eu um desenvolvimentista também estaria completamente desesperado.


Uma outra falácia que o autor cita no texto é a que afirma que as reguladoras são todas estatais.
Isso depende do que ele entende por regulação. A atribuição de emitir certificados para a comercialização dos produtos é exclusivamente das estatais. A certificação de qualidade, não.
Empresas têm seus próprios laboratórios para garantir a qualidade de seus produtos. Além disso, creio que o autor se esqueceu existem sim certificadoras privadas tais como a ISO e a British Retail Consortium (BRC) que atestam a qualidade de produtos e serviços. E a JBS possuía esses 2 certificados (jbs.com.br/qualidade-e-a-maior-prioridade-da-jbs-e-de-suas-marcas-friboi-e-seara/). Mais um sinal de que somente a iniciativa privada não é suficientemente competente para evitar que esses problemas ocorram.


A própria empresa que vai receber o selo, imagino. Nesse cenário, ter o selo de uma agência de boa reputação é uma vantagem competitiva sobre quem não tem nenhum selo. Não é diferente de investir em publicidade, acho eu.



Da mesma maneira que a UL, a CSA, a ETL, o IVC, o Conar, a Lloyd Register, o ABS (American Bureau of Shipping), o Bureau Veritas, o Det Norske Veritas, a S.A.E. (Society of Automotive Enginners) e várias outras.

Essas são apenas as que eu lembrei de cabeça.

Ou seja, o modelo para o qual você pede explicações (pois acha que ele é impossível) já existe no mundo real.


"O Estado brasileiro proíbe ou dificulta a criação de uma agência reguladora da qualidade das carnes?"

Sim. Se eu quiser criar uma, sou proibido. Isso é monopólio do estado.

"Se não, a regulação estatal não é preferível à regulação nenhuma?"

Como dito, a resposta foi 'sim'. O estado proíbe.

Quanto à regulação estatal, você acabou de ver as consequências dela.

"Se sim, o quanto desse poder estatal é proveniente de fatores históricos e sociais como a péssima distribuição de terras que criam agentes privados com poder político?"

Isso foi piada?

"São questões que, por ideologia, o texto não aborda mas que servem para uma compreensão mair desse fenômeno."

Como é que é o negócio aí?! Quer dizer então que o texto deveria dizer que o motivo de fiscais do estado aceitarem propina e com isso distorcerem todo o mercado é a "péssima distribuição de terras"?

Mano, é cada ser folclórico que despenca por aqui.

"O liberalismo brasileiro tem se caracterizado por essa abordagem superficial que pressupõe coisas como: "o Estado tem esse poder porque as pessoas confiam nele"."

Ah, sim. Já uma abordagem "profunda" é aquela que diz que todas as falhas do estado são decorrência da "péssima distribuição de terras".

A ANATEL entrou em conluio com as operadoras de telefonia para barrar a concorrência? Péssima distribuição de terras.

A ANAC protege as empresas aéreas? Péssima distribuição de terra.

A ANVISA protege as farmacêuticas? Péssima distribuição de terra.

A ANS protege os planos de saúde? Péssima distribuição de terra.

Sério, como é que você consegue sair da cama?

"É mais que isso. O poder estatal no Brasil não pode ser desassociado do poder dos grandes empresários e colocar tal discussão no nível de "o que veio primeiro? O ovo ou a galinha?" para defender que o Estado é a origem disso é, além de um exemplo daquela superficialidade no trato de questões complexas, uma prova de desconhecimento de nossa história e de conceitos como o patrimonialismo."

Ah, agora sim você finalmente falou algo relativamente correto.

Sim, o problema é e sempre foi o conluio entre estado e grandes empresas. Só que, ao contrário da sua crítica, isso é reiteradamente denunciado por este site (o qual você não conhece, pois está chegando só agora):

Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

O estado agigantado gerou o estado oculto, que é quem realmente governa o país

Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

Explicando todo o problema com o nosso sistema político - em 2 minutos

Conselho a Meirelles: feche o BNDES e acabe com suas quatro consequências nefastas

Depois que você já tiver lido esses 5 artigos (não é pedir demais, é?), aí sim volte para prosseguir o debate. O mínimo que se exige de um interlocutor é que ele esteja minimamente informado sobre como pensa o outro lado.


Igualitária nada, a cúpula dirigente do bolivarianismo vive muito bem e tem tudo do bom e do melhor, como em Cuba. Ninguém vai ver dirigentes bolivarianos em filas de supermercado.


E quem pagaria essas agências de fiscalização numa sociedade de livre mercado?


https://www.facebook.com/ricardo.amorim.ricam/videos/1279204055492408/

Leandro, isso q ele fala faz sentido?


Andre,

"Felizes para sempre" não existe, é utopia da esquerda, mas se pelo menos não votassemos em políticos com ideias que já se demonstraram fracassadas a 100 anos atrás, seria importante para evolução da nossa sociedade e não darmos passos para trás.

Agora, voltando ao Brasil, aqui é difícil encontrar políticos declaradamente de direita, pois a esquerda possui o monopólio das virtudes, pois aqui ser de direita ou conservador é ser taxado de "facista".

Abraço.


O Estado brasileiro proíbe ou dificulta a criação de uma agência reguladora da qualidade das carnes? Se não, a regulação estatal não é preferível à regulação nenhuma? Se sim, o quanto desse poder estatal é proveniente de fatores históricos e sociais como a péssima distribuição de terras que criam agentes privados com poder político?

São questões que, por ideologia, o texto não aborda mas que servem para uma compreensão mair desse fenômeno. O liberalismo brasileiro tem se caracterizado por essa abordagem superficial que pressupõe coisas como: "o Estado tem esse poder porque as pessoas confiam nele". É mais que isso. O poder estatal no Brasil não pode ser desassociado do poder dos grandes empresários e colocar tal discussão no nível de "o que veio primeiro? O ovo ou a galinha?" para defender que o Estado é a origem disso é, além de um exemplo daquela superficialidade no trato de questões complexas, uma prova de desconhecimento de nossa história e de conceitos como o patrimonialismo.




Eu não sei o que você pensa que é neoliberalismo, se fala do movimento da década de 90 ou da de 20, se apenas o usa como termo pejorativo contra liberais, ou não sabe do que está falando. Não sou do mamãe falei, mas minha pegunta para ti é: o que raios você pensa que é o neoliberalismo? Sabia que qualquer liberalista esclarecido não defende as medidas chamadas neoliberais?


Fiscais da Carne Fraca 'apropriavam-se' de carnes nobres e propinas

Investigação da Polícia Federal revela que, antes de exigir dinheiro em espécie de suas vítimas, inspetores do Ministério da Agricultura se fartavam de hambúrgueres, picanhas e peças generosas de filé mignon

politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/fiscais-da-carne-fraca-apropriavam-se-de-carnes-nobres-e-propinas/

Uma coisa eu tenho de admitir: os reguladores estatais não são nada burros. Carne nobre para a elite do estado e carne estragada para o populacho. Lembra a União Soviética.


Carne Fraca. Pelas notícias que estão surgindo, me parece que a JBS é a Odebrecht da alimentação. Veremos.


Leandro,

Parabéns pelo artigo!

A arroba do boi custava 55 reais em 2006 e agora está chegando nos 120 reais.

Em 1994, um quilo de picanha custava menos de 25 reais. Eu já vi picanha custando 18,5 reais na década de 90. Uma picanha de qualidade saía por menos de 25.

O preço antigo de uma picanha agora só compra linguiça.


Amigo, não se estresse: vá morar em Cuba ou na Coreia da Norte. Lá tudo funciona do jeito que você gosta. Garanto que será muito feliz.


Lá vem o Instituto Mises se aproveitar da situação pra fazer sua lavagem cerebral diária contra o governo.

Pessoas fazem coisas erradas. Governo e Empresas são feitas de pessoas. A regulação seja de que lado for, se tiver pessoas, então existe a chance de ter corrupção.

A sorte do IMB é que ele se alimenta da merda que o governo brasileiro é ... então a fartura é GRANDE !!!




"É a palavra que ordena e organiza, que induz as pessoas a fazerem as coisas, comprar e aceitar." – Herbert Marcuse


A Polícia Federal é composta por milhares de pessoas de diveras crenças. Possui uma carreira extremamente protecionista (Delegados) e atua na centralização de assuntos como armas (junto com o Exército). Tenho certeza que muitos de seus componentes são íntegros, mas também tenho certeza que muitos não gostaram dessa operação, assim como os Delegados e Agentes Federais informantes dos acusados em operações como a Lava Jato.
Um exemplo simples: em operações como a Lava Jato não são todos os integrantes da PF que possuem acesso. Na verdade eles possuem salas onde somente os investigadores daquela operação específica podem entrar.


Mais um escândalo do nosso governo desenvolvimentista. Que surpresa.


Em 11 anos, a JBS recebeu R$ 12,8 bilhões em empréstimos do BNDES. Leia-se: foi a segunda empresa a mais receber subsídio público nesse período no país.

Não obstante, a mesma JBS foi a maior doadora de campanha nas eleições de 2014: investiu R$ 366 milhões na nossa "democracia".

E não pense que ela se importa muito com coerência. A JBS foi a empresa que mais doou para Dilma e a empresa que mais doou para Aécio. Só na Câmara, o investimento do grupo foi de R$ 61,2 milhões para 161 deputados federais eleitos - o que é o mesmo que dizer que dos 28 partidos que conseguiram eleger algum deputado federal nesse país nas últimas eleições, 21 receberam recursos da empresa.

Talvez você nunca tenha ouvido falar nessa história, mas o nome que se dá a isso é capitalismo de compadrio. E ele acontece sempre que nós partimos do pressuposto inocente que cabe ao Estado - leia-se: à classe política - controlar o mercado.

A JBS é um resultado direto dessa ideia, nascida no ventre da política de campeões nacionais. O grupo é um mix público-privado (o BNDESPar chegou a ser dono de 33,4% das ações da empresa; a Caixa Econômica Federal já teve outros 10,06%) que distorce não apenas os resultados eleitorais, como muda radicalmente as suas relações com a gôndola do supermercado. A Brasil Foods joga no mesmo time e só foi possível graças ao patrocínio do BNDES na fusão entre Perdigão e Sadia.

Não é de se estranhar que agora tenhamos descoberto que passamos os últimos anos comendo carne estragada. Nós decidimos que cabe ao Estado controlar até o nosso churrasco. E financiamos diretamente todo esse esquema - não sem receber um calote de pelo menos R$ 848 milhões da JBS nesse período. Até os fiscais agropecuários estavam tramando contra a gente.

Dureza? De tudo, ao menos sobra uma lição: todo inimigo do livre mercado é um lobista a serviço dos grandes empresários, um sindicalista de um grupo seleto de patrões, um militante de uma dúzia de industriais com livre trânsito em Brasília. E o pior: a maior parte deles ainda sequer sabe disso, preocupados demais em supostamente defender os interesses dos trabalhadores ignorando como funcionam os incentivos econômicos.

As consequências agora são previsíveis. Nós fechamos o mercado para que um número restrito de políticos e empresários pudessem ditar os rumos daquilo que você coloca no seu congelador. Não havia como dar certo. Enquanto você comia carne com papelão, jurando que estava protegido por toda essa turma, esses mesmos caras se empanturravam com parrilla argentina em restaurantes de grife bolando a melhor maneira de ferrar com o seu encontro familiar de domingo. E o pior, bancados com o seu dinheiro.

Como as manchetes de hoje indicam, não importa quantos Tony Ramos nos digam o contrário: o antiliberalismo não apenas é incapaz de oferecer almoço grátis, ele definitivamente também não tem a menor ideia de como estocar carne de boa procedência nos nossos congeladores.


A respeito das certificações, temos no Brasil o Laboratório Falcão Bauer que é uma empresa idônea e goza de boa reputação no mercado. A solução nós já temos, só falta ela se tonar conhecida do grande público!

www.falcaobauer.com.br/grupo


Avião da PF destruindo um avião que continha ... equipamentos eletrônicos. O crime? Não pagaram o arrego pra máfia estatal. Grande heróis!




Com o mercado aberto para qualquer empresa de qualquer lugar do mundo?!

Por favor, diga-me exatamente como isso irá acontecer. Como é que uma empresa brasileira iria subornar e entrar em conluio com absolutamente todas as empresas certificadoras do resto do mundo.

Sim, pois com o mercado aberto, a concorrência não vem só de outra cidade ou de outro estado, mas sim de todo o resto do mundo.

Diga-me, então, por favor, como é que uma empresa iria subornar todas as outras empresas de certificação oriundas de qualquer lugar do mundo.




Molezinha, é só esses Políticos parar de roubar e empresários para de sonegar que sobra dinheiro, Brasileiro já paga imposto de mais e falta de dinheiro não é, não vejo nenhum político fazendo greve por falta de seus absurdos salários, Outra coisa é só gerar emprego as pessoas e aumentar o salário mínimo que aumenta a arrecadação do INSS, E mais, quem ganha mais paga-se contribui a mais para o INSS, e mais ainda aposentados também tem que contribuir, por que não? Melhor do que ficar sem receber.
O déficit da Previdência NÃO existe, o que há é déficit de vergonha desses políticos. para que 513 deputados? Para que esses lixos ganhar R$40.000,00 mês fora a propina.

Sem mais


E adicionando ao artigo do Leandro, há ainda o caso da "qualidade garantida" pela Anvisa nos alimentos. Se eles são iluminados, como deixam pelo e fragmento desses parar nos alimentos? Como essas coisas vão parar lá?




Quando a Fatima Bernardes for assaltada vamos pedir socorro aos ladrões.


"Uma certificadora privada que participasse deste conluio seria imediatamente denunciada por suas concorrentes, que estariam ávidas por sua quebra para então assumir sua fatia de mercado".
Ou então, as agências reguladoras privadas formariam um cartel e pronto.


O único erro da matéria é querer sempre culpar o Estado numa indireta querendo dizer que o país séria melhor se existisse o livre mercado TOTAL, ou seja, nenhum órgão regular, talvez nem a PF precisaria existir. O simples fato dos órgãos reguladores serem corrompidos pelos empresários (capitalistas, a essência básica do tal livre mercado) do setor agropecuário já joga por terra a ideia libertina do Estado Mínimo ou zero, se existindo órgãos regulamentadores eles (os capitalistas) os corrompem, imaginem se não existisse nada.

Mas, aí o articulista diria: "é que no mundo liberal que eu defendo os empresários seriam honesto e bonzinhos... ah vá catar coquinhos com esta ideologia falida de Estado Mínimo". O que o país precisa é de Leis sérias, uma reforma no Congresso Nacional e pena de prisão perpétua para crimes de corrupção, isto não vejo articulista NENHUM defendendo, nem de direita e nem de esquerda!! Ou seja, estão jogando para a torcida ver, no fim estes articulistas tanto de direita quando de esquerda tem seus interesses, ou defendem interesses de outros. Defensores do povo não tem espaço na mídia e não obstante terminam como o Tiradentes.


São os campeões nacionais da diarréia.

São os campeões nacionais da salmonela.

Ninguém imaginava que o BNDES estava financiando carne podre ?

A primeira vez que eu comprei uma picanha Friboi, já foi suficiente para saber que era carne de segunda. Picanha Friboi é sola de sapato.

Viramos o país do café coado no pé de meia e da carne podre.


Privada ou governamental seriam suscetíveis à corrupção.Onde houver homens e dinheiro,haverá corrupção...Apenas leis rígidas poderiam minimizar Cases como estes.



Na verdade essas denúncias conta a JBS/Friboi são até bem antigas. Lembro-me de ter ouvido sobre elas ainda em 2014.

Só que como se trata de uma empresa ligada umbilicalmente ao governo, poderosa e muito privilegiada, quem realmente iria se insurgir contra ela e denunciá-la? Qual pequena empresa iria gritar?

Esse é mais um mal de se ter de uma economia estatizada e totalmente regulada pelo governo. Os grandes e poderosos dominam.


Justamente por isso que eu falei em CRIAR um título de cupom mensal ué. O governo lança o título que quiser, e para aposentadoria faria mais sentido que cupom semestral.

E títulos sem maturidade existem ué, são os bonds perpétuos. Só que um bond perpétuo caixa-equivalente ao que a pessoa recebe hoje seria mais do que a origação real do INSS, por isso este híbrido: bond que só é tão perpétuo quanto a própria pessoa. Não tem nenhuma dificuldade em fazer isso.

Obrigado pelo link, vou marcar aqui para ler depois.


"não se esqueça que o próprio "japonês da Federal" foi indiciado e anda com uma tornozeleira eletrônica (piada pronta)"

Magno, mais cuidado aí. Faltou reflexão aí antes de citar isso.

Você sabe pq o "japonês da Federal" foi criminalmente processado? Por "contrabando".

E vc sabe o que é "contrabando"? É "a prática da importação ou exportação clandestina de mercadorias e bens de consumo que dependem de registro, análise ou autorização de órgão público competente".

Pois é, grande "crime" o dele, né? Negociar bens sem fazer o beija-mão de burocratas/reguladores estatais...

Crime sem vítima, meu caro. O contrabandista, na verdade, é um herói (vide Block, Defending the Undefendable II: Freedom in All Realms).

Logo, um libertário como você jamais deveria citar isso como denotando "ausência de probidade", ainda mais num artigo sobre os efeitos nefastos da "regulação estatal".


Não defendendo a PF, mas realmente é uma piada o tal do "japonês da PF" ter sido preso e andar com tornozeleira, pelo terrível crime de deixar produtos entrarem no Brasil sem pagarem os devidos impostos, aumentando a oferta dos mesmos para os brasileiros ávidos pelo seu consumo, a preços possivelmente menores do que numa importação "legal".


Mas não existem títulos de cupom mensal. E muito menos títulos de cupido mensal sem prazo de maturidade (que é o que você está propondo na prática).

Curiosamente, está instituo já propôs uma solução parecida com a sua, mas ela envolve a reforma de todo o sistema bancário.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1553


Fazer um plano para décadas pode não dar certo, pode ser revertido. É só ver toda a briga que teve para reverter o "fator previdenciário".

Leandro, não seria mais simples fechar o INSS imediatamente e recompensar aposentados, pensionistas e trabalhadores de forma proporcional com uma nova classe de títulos de tesouro direto equivalente às obrigações do INSS com aquela pessoa, com cupom mensal?

Assim pode fechar tudo imediatamente. Quem já pagou uma parte recebe proporcional, quem está aposentado recebe um título integral.

Dá pra se discutir se o título seria negociável ou não, resgatável ou não, quais os valores e regras envolvidos. Tem infinitas possibilidades. Por exemplo, poderia ter duas escolhas:
1) título com cupom mensal vitalício até a morte, sem valor de face, não transferível;
2) ou título negociável com vencimento em N anos e valor a pagar no vencimento equivalente à capitalização da obrigação de cupons que existe.

Para evitar malandragem (quem está doente pegar o 2), pode permitir o 2 apenas para menores de 60 anos sem doenças graves e ainda embutir uma boa desvantagem nesse cálculo (se a expectativa de vida * cupons * capitalização der X na data N, emitir um título de X-25% na data N).

Para quem não se aposentou obviamente as opções seriam um título com cupons apenas a partir da data N na qual a pessoa poderia se aposentar, já considerando a proposta do texto de elevação da idade. E o tamanho dos cupons também cortada de forma equivalente ao quanto contribuiu em valores e tempo, em relação ao que seria o total.

Tem um ganho atuarial nisso que é registrar todas as obrigações de acordo com a expectativa de vida ATUAL, sendo que a tendência é aumentar a expectativa. Isso não deixa de ser justo mas mesmo assim significa um corte nos valores a pagar.

Essa solução inclusive gera mais transparência ao tornar muito mais claro o tamanho do PASSIVO do INSS, que hoje é encoberto nas contas públicas (se fala apenas em DÉFICIT, mas um número muito maior é o passivo total, as obrigações).

No início essa opção de transformar INSS em títulos públicos seria caixa-equivalente com a operação normal das aposentadorias, mas ao menos liquida a questão de uma vez por todas. E ao longo do tempo geraria grandes economias.

Obviamente que algumas coisas, como auxílio-doença e maternidade via INSS, teriam que ter algum outro plano de transição, de privatização ou simplesmente serem cortados.

Essa idéia tiraria a receita do INSS do governo, mas liberaria muito dinheiro para investimento privado. Agora, caberia ao governo cortar gastos para poder pagar isso ou captar esse dinheiro no mercado, ou seja, "rolar" o passivo com novas emissões. Para estimular isso o fim do INSS poderia coincidir com fim do FGTS e incorporação de ambos ao salário (com os devidos ajustes para cima em todas tabelas de IR). Feito isso, deve ser feita a criação de conta-investimento livre de impostos, no estilo americano, a partir da qual o trabalhador pode inclusive comprar títulos do governo, que poderia lançar novos produtos de tesouro direto para captar essa demanda (títulos com cupom começando em 5, 10, 15, 20, 25, 30, 35 anos, com foco previdenciário).

Uma proposta ainda mais louca seria dar a opção para as pessoas que optaram pelo título 2 de receber parte dele em ações de estatais (convertendo adequadamente o título para um valor presente de mercado, claro). Cria uma holding "COMPANIA BRASILEIRA S/A" e transfere para ela todas participações de estatais da união (inclusive BNDES, todas mesmo). Impede governos estaduais de terem empresas, troca as estatais estaduais por perdão da dívida com a união e joga também nessa holding. Faz um valuation atrativo e permite que as pessoas escolham qualquer proporção entre o título 2 e ações dessa holding. Feito o processo, como essa holding ficaria um elefante ingerenciável, quebra ela em suas partes constituintes: para as empresas que já tem ações em bolsa transfere aos sócios da holding essas ações, para as que não tem ações faz IPO e depois transfere, já empresas muito pequenas ou participações em empresas fechadas pode deixar na holding e faz IPO da holding vendendo 100% das ações da união remanescentes.

Com isso mataria duas coisas de uma vez: privatização total e previdência.


Na verdade eu apenas chupinhei isso de outro texto do autor deste mesmo artigo. Aqui está:

Como ocorreu a crise financeira americana



Depois de ler minuciosamente todo o belo artigo vemos que a unica solução é proibir a venda de carne. Os vegetarianos estavam com a razão.



Emerson,

O artigo apenas copiou e colou a reportagem oficial, mas você não está prestando atenção no foco principal. Independente da vitamina C ser cancerigena em alta quantidade ou não, atente ao fato que ela está sendo usada para mascarar a qualidade de uma carne estragada.

E de todo o texto, esse é o único ponto que você foi capaz de criticar?


"Veja, a fim de não arranjar problema, digo que trabalho no mercado de construção civil."

Ou seja, você trabalha num setor totalmente privilegiado pelo governo, que se farta com o crédito subsidiado ( taxas de juros que são menos da metade da SELIC) fornecido pelos bancos estatais, pelo direcionamento compulsório do FGTS e da poupança, e por programas governamentais como Minha Casa Minha Vida.

Você atua em um mercado protegido e estimulado pelo governo, no qual grandes incorporadoras operam em conluio direto com políticos, pois são beneficiadas pelo aumento de preços resultantes das políticas estatais de incentivo à compra de imóveis.

Por favor, estou ansioso para ouvir seus ensinamentos sobre "livre concorrência".

"Posso falar com propriedade que a situação que vc descreveu não faz qualquer sentido,"

Falar com propriedade?! Um sujeito que opera num mercado completamente privilegiado pelo governo tem "propriedade" pra falar sobre livre concorrencia?

Piada pronta.

"haja vista que as próprias empresas se juntam a fim de controlar qualidade e preço, bem como áreas de fornecimento, isso tem nome, chama-se cartel."

Nossa! Que choque!

Você está me dizendo que empresas operando dentro de um mercado privilegiado pelo governo (ainda mais privilegiado que o automotivo; no automotivo ao menos não há um Meu Carro Minha Vida e nem crédito estatal abaixo da SELIC) fazem cartel entre si?!

Estou apoplético com tamanha revelação!

P.S.: estou na dúvida: você queria refutar ou corroborar o artigo? Até agora, você está entusiasmadamente comprovando tudo o que o texto disse!

"O mesmo se aplica a qualidade e certificação ou QUALQUER barreira que vise diminuir ou controlar produção/comercialização. Na prática uma certificadora privada seria imediatamente contactada pelas mesmas empresas e se renderia a elas, caso contrário seria imediatamente (usando seu vocabulário) absorvida e submetida a essas mesmas empresas."

Com o mercado aberto para qualquer empresa de qualquer lugar do mundo?!

Por favor, diga-me exatamente como isso irá acontecer. Como é que uma empresa brasileira iria subornar e entrar em conluio com absolutamente todas as empresas do resto do mundo.

Sim, pois com o mercado aberto, a concorrência não vem de outra cidade ou de outro estado, mas sim de todo o resto do mundo.

Diga-me, então, por favor, como é que uma empresa iria subornar todas as outras empresas de certificação oriundas de qualquer lugar do mundo.

"O mesmo ocorre com agências reguladoras, chama-se captura (somente o termo é técnico, mas na prática é o mesmo efeito). Já existem casos documentados, bem como totalmente escandalosos, e velhos que afastam sua visão."

Ué! Agora você mudou de posição e está corroborando tudo o que este Instituto sempre disse.

Você está simplesmente repetindo aquilo que é criticado semanalmente por este Instituto: agências reguladoras existem para proteger as empresas já estabelecidas, para cartelizá-las, e para impedir a entrada de novos concorrentes.

Isso é exatamente a consequência não-prevista de se ter o estado regulando setores da economia. E é exatamente por isso que não se deve haver regulação estatal.

Dois artigos para você:

Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

Regulações protegem os regulados e prejudicam os consumidores

"A indústria de cigarro nos EUA se submetia a uma empresa desse gênero, privada, que aprovava absolutamente tudo, inclusive apresentava laudos provenientes de estudos, que eles queriam; diziam, explicitamente, que cigarro não fazia mal algum à saúde. Isso só acabou com o fortalecimento, entre outras agências, da HEW, em 79/80."

Ah, vá mentir na PQP!

Hoje, quem controla é a FDA e a ATF. Antes disso:

Prior to 1996 […] regulations were controlled through a combination of state and congressional regulation. Most state laws dealt with the sale of tobacco products, including the issue of selling to minors and licensing of distributors.

Aliás, mesmo que o fosse verdade a seu mentira, a pergunta é: havia livre concorrência entre as certificadores? Havia liberdade de entrada neste mercado?

Volte quando tiver ideias minimamente coerentes. Aqui, você involuntariamente corroborou tudo o que disso o artigo.


Caro instituto Mises, tomo a liberdade de contestar este artigo mentiroso.

A premissa de que todos reguladores são corruptos
O que fica evidente logo no começo do artigo, é a premissa que falsa de que todos reguladores são corruptos e que a regulação é algo ruim para a sociedade. Pois bem caro leitor, está premissa é falsa. A regulação estatal nasceu da necessidade de regular um mercado que explorava o povo de forma cruel; isto estava nítido principalmente no começo da revolução industrial. Não podemos cometer o erro de voltar aos primórdios da sociedade.

Isso sem contar que o autor ignora todos os outros reguladores que são honestos e que movem o Brasil para frente. Que tal começar pelo pessoal da receita federal que está neste momento impedindo a entrada de drogas e armas para dentro do país? Ou então os acadêmicos da Usp e outras universidades federais que permitem que milhões de Brasileiros tenham acesso a educação de qualidade?

Reputação na iniciativa privada não busca a moral mas sim o lucro. (e isso não é virtude).
È preciso saber trabalhar com os termos para não ser enganado pelo capital. Reputação é um termo que é obtido através do reconhecimento público ou social; tem raízes na moral humana. Um homem de boa reputação, é aquele de uma boa moral. Não se pode usar este termo e associá-lo a iniciativa privada; Pois o capital está intrinsecamente ligado ao eu individualizado em busca do lucro; custe o que custar.

Por favor não usar o argumento que busca pelo lucro - sem pensar no social - irá trazer consequências boas. A resposta a este argumento está logo abaixo.

E quem regular o crime publicitário?
Uma observação importante que gostaria de deixar, antes de concluir, está relacionada ao tópico anterior. Na busca do lucro pelo lucro, custe o que custar; faz o homem mentir para os outros, através da publicidade e propaganda. Veja caro leitor, a publicidade não nasceu dentro do estado; ele tem fundamentos dentro da iniciativa privada. Havendo está percepção, podemos concluir; que a maior maquina de mentira está dentro da publicidade.
È uma maquina de corromper o homem.

A noção de poder que o capital corrompe
Dado as premissas que coloquei, podemos finalmente chegar a uma conclusão verdadeira. - sem mentiras ideológicas, não é mesmo leandrinho?

Percebo que tudo isso é culpa do capital. Para começo de conversa, Por que as empresas tinham que ser privada? Por que Deveria existir dinheiro? Por que deveria existir propaganda? Percebe caro leitor, como todo sistema capitalista é imoral por natureza. quem foi que tornou a "carne fraca" se não aqueles que estudam os seus gostos e vontades? O dinheiro é principio de corrupção, não o estado.

O homem que recebeu o dinheiro da corrupção, queria fazer sexo com uma boa mulher e tomar um bom vinho. Quem será que colocou isso na cabeça dele?

Capital imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises.


Improvável. Só porque ela faz prisões espetaculosas e midiáticas não significa que ela seja proba. Aliás, não se esqueça que o próprio "japonês da Federal" foi indiciado e anda com uma tornozeleira eletrônica (piada pronta).

No entanto, pelo bem do debate, vamos supor que você esteja correto. Ainda assim, demoraram 4 anos para a instituição desbaratar essa quadrilha.

Uma certificadora privada que estivesse ávida para tomar o mercado da concorrente demoraria toda essa eternidade?


Na verdade, você acabou de citar mais um exemplo que confirma a tese do texto.

Por que grandes bancos foram seduzidos a comprar estes ativos (tecnicamente chamados de derivativos de crédito) contaminados? Resposta: porque agências de classificação de risco, como Moody's, Fitch e Standard & Poor's, deram classificação máxima (AAA) para estes ativos.

O que nos leva à próxima pergunta: por que estas agências cometeram erros tão crassos? Há duas explicações complementares.

1) Todos os departamentos do governo federal americano que possuíam ligações com o setor imobiliário e que estavam incentivando políticas de compra de imóveis fizeram pressão para que as três agências não alterassem suas classificações. Neste caso, as agências de classificação de risco simplesmente não quiseram se opor a iniciativas politicamente populares. (Isso, aliás, é até mostrado no filme).

2) Mas esta é a explicação principal: estas três agências de classificação de risco são um cartel estritamente regulado pela SEC (a CVM americana). É a SEC quem permite a existência destas três agências, e é ela quem regulamenta e decide quem pode e quem não pode entrar neste mercado.

Na prática, isso significa que não pode surgir concorrência externa, pois o governo não deixa. Quem vai ter cacife para bancar uma agência de classificação de risco que seja genuinamente independente neste cenário altamente regulamentado?

Há um longo e extenuante processo burocrático-regulatório, de modo que é impossível surgir uma agência para confrontar as classificações destas três grandes.

Portanto, é perfeitamente plausível imaginar que estas três agências não iriam querer criar turbulência política e se indispor com o governo americano rebaixando a classificação dos títulos hipotecários. Isso poderia colocar em risco seu privilegiado cartel (totalmente protegido pelo governo americano) e, consequentemente, afetar seus portentosos lucros. Sim, estas três agências merecem toda a culpa que lhes foi atribuída. Afinal, elas estavam apenas fazendo o que o governo lhes mandava.

"Alguém sabe o que aconteceu com elas depois daquele episódio?"

Nada. Elas continuam intactas e protegidas pelo governo americano, sem qualquer sombra de concorrência.

Acredite, meu caro: não há nenhuma solução fora da genuína livre concorrência.


Esse fato cômico me lembrou de quando eu mandei um e-mail, anos atrás, à um lojista no ramo de aquarismo sobre o motivo dele não mandá-los (peixes e outros animais)) de maneira legal. Na época eu era um estatista, ele respondeu que o negócio exigido (GTA, um pedaço de papel, pra mandar qualquer coisa viva, até uma minhoca, mas claro que quase ninguém obedece, pode comprar de qualquer vendedor do ML que envie essas coisas e você irá confirmar o que eu disse) era puramente uma taxa e uma burocracia e que desse jeito não dava para agir "legalmente". Dias atrás, um fato aberrante e cômico... e depois eu chamo esses caras de ladrões, vagabundos e parasitas, e eu ainda posso ser "processado" pelas "otoridades" (enquanto nos EUA eles podem mandar até tartarugas e elas chegam mais intactas que o seu celular.



"Uma certificadora privada que participasse deste conluio seria imediatamente denunciada por suas concorrentes, que estariam ávidas por sua quebra para então assumir sua fatia de mercado", olha, não sei com o que vc trabalhou/trabalha, mas esse comentário denuncia que vc não tem muita visão prática do assunto. Veja, a fim de não arranjar problema, digo que trabalho no mercado de construção civil. Posso falar com propriedade que a situação que vc descreveu não faz qualquer sentido, haja vista que as próprias empresas se juntam a fim de controlar qualidade e preço, bem como áreas de fornecimento, isso tem nome, chama-se cartel. O mesmo se aplica a qualidade e certificação ou QUALQUER barreira que vise diminuir ou controlar produção/comercialização. Na prática uma certificadora privada seria imediatamente contactada pelas mesmas empresas e se renderia a elas, caso contrário seria imediatamente (usando seu vocabulário) absorvida e submetida a essas mesmas empresas. O mesmo ocorre com agências reguladoras, chama-se captura (somente o termo é técnico, mas na prática é o mesmo efeito). Já existem casos documentados, bem como totalmente escandalosos, e velhos que afastam sua visão. A indústria de cigarro nos EUA se submetia a uma empresa desse gênero, privada, que aprovava absolutamente tudo, inclusive apresentava laudos provenientes de estudos, que eles queriam; diziam, explicitamente, que cigarro não fazia mal algum à saúde. Isso só acabou com o fortalecimento, entre outras agências, da HEW, em 79/80.



Taí uma questão: o que blinda a PF dos corruptores (além de princípios éticos individuais)?
Parece ser uma instituição satisfatoriamente íntegra, ainda que estatal.


Concordo com o autor... porém existe um caso, bem relatado em filme e livro The big sort (A grande aposta) , das empresas de classificação de risco americanas na crise de 2007/2008, que colocavam que os papéis eram bons e na verdade era uma pilha de lixo....
Alguém sabe o que aconteceu com elas depois daquele episódio?


Essa sua pergunta me parece coincidir com muitas outras que são feitas por aqui, por diversos leitores, a todo o tempo.

"Como que uma economia como essa (insira X lugar) consegue se manter?" ou "Como que isto ainda não colapsou?" e outras.

A resposta é bem simples: não importa o quão ruim sejam as políticas de um determinado lugar, quão ruim sejam os incentivos, quão difícil seja melhorar a qualidade de sua vida, este lugar não irá, simplesmente, explodir e todos seus habitantes desaparecer em uma cratera.

Para saber o porquê disso, basta qualquer olhar superficial na história humana. Pela maior parte do tempo, sobrevivemos em condições que hoje mal podemos imaginar. Que entraríamos em desespero se tivéssemos que passar por algo como isso por um único dia.

"[C]omo o Brasil se sustentou por tanto tempo[?]", você pergunta. Ora, se sustentar é uma tarefa que qualquer tribo primitiva é capaz de fazer. "Se sustentar" a Venezuela consegue, Coréia do Norte, até mesmo Esquimós. Talvez este último até mesmo melhor que os dois anteriores.

O problema é justamente sair deste estado de mera sobrevivência e melhorar a qualidade de vida. Continuamente. Ser capaz de descansar, ter tempo para lazer e não trabalhar o dia inteiro, todos os dias da semana, ao ponta da exaustão; desfrutar de segurança; e, mais difícil ainda: melhorar a qualidade de vida de todos, e não de alguns poucos enquanto os outros se encontram em pura miséria. Enfim, criar riqueza. Ou, como colocou, de forma clara e concisa Bastiat: "Eu entendo por esta palavra (riqueza) não o opulência de poucos, mas o conforto, o bem-estar, a segurança, a independência, a dignidade, de todos."

Leitura recomendada:

A lógica da vida
A economia e os problemas essenciais da existência humana
Nós não humanizamos o capitalismo; foi o capitalismo quem nos humanizou
"Vamos debater as causas da pobreza!"
O que explica a pobreza em uma economia formada por pessoas laboriosas?
Economias prolongadamente afetadas por governos não se recuperam facilmente


É, mas o CONAR não lida exatamente com objetos físicos que necessitam de inspeção de segurança e nem com informações que podem significar fraude (como é o caso do IVC, que impede que veículos da mídia inflacionem seus números apenas para atrair mais receita publicitária).

Mas ok, é válido.


Existe o CONAR - Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária


www.conar.org.br/


No Brasil quase não há. Aqui quase tudo é monopólio ou da estatal Inmetro ou das agências reguladoras.

Por que eu disse "quase"? Porque ao menos há o IVC: Instituto Verificador de Circulação, que é uma organização privada que certifica se os veículos de mídia estão informando a quantidade correta da tiragem de suas publicações ou transmissões.

Artigo sobre ele:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=388


Recomendo também este artigo sobre exemplos ao redor do mundo:

A bem-sucedida regulação privada


"Os políticos de direita são a favor da redução do Estado"


É menos insano acreditar em duendes do que acreditar nisso.


É extremamente provável que tenha sido a segunda hipótese.


Além do exemplo da UL/CSA/ETL no setor de eletrônicos e eletrodomésticos, alguém sabe outros exemplos de mercados que atuem num regime semelhante de concorrência entre certificadoras privadas?


Sorte nossa não terem comprado a PF.
ou talvez foi a concorrência que denunciou.



Poucos textos levantam essa ideia de o quanto está defasada essa dicotomia esq. vs. direita no ocidente.


"Porque não foram decisões tomadas por uma pessoa somente fraudar e vender carnes de má qualidade, são grandes empresas[...] que tipo de organização são essas que não sabem o que seus funcionários acertam nos negócios?"

Ué, e é exatamente isso que o artigo diz. A questão não é quantas pessoas participaram, mas sim os incentivos que levaram a isso.

Uma certificadora privada que participasse deste conluio seria imediatamente denunciada por suas concorrentes, que estariam ávidas por sua quebra para então assumir sua fatia de mercado.

Não se trata de questão de moral, ética ou mesmo religião. O que realmente manteria as pessoas honestas seria o temor da falência. Elas teriam de ser honestas "por puro temor de que, uma vez descobertas suas trapaças, elas serão devoradas pela concorrência, podendo nunca mais recuperar sua fatia de mercado e indo a uma irrecuperável falência."

Já em um mercado protegido e regulado pelo estado, aliar-se aos reguladores garante vida mansa e fácil para todos os envolvidos.

"Não me parece que a qualidade nesses termos seria aumentada ou mantida pela concorrência"

Neste caso, então, você tem de apresentar uma nova teoria, a qual seria totalmente inédita: mais concorrência e mais liberdade de entrada no mercado não geram produtos superiores. Cuba (economia fechada) e Suíça (economia aberta) têm produtos com exatamente a mesma qualidade...


Excesso de ácido ascórbico utilizado em carne podre favorece formação de pedras nos rins e, possivelmente, câncer

noticias.r7.com/saude/excesso-de-acido-ascorbico-utilizado-em-carne-podre-favorece-formacao-de-pedras-nos-rins-e-possivelmente-cancer-17032017



Me pergunto se realmente o livre mercado, seja da certificação ou mesmo do mercado de carnes, poderia evitar esse tipo de situação. Porque não foram decisões tomadas por uma pessoa somente fraudar e vender carnes de má qualidade, são grandes empresas, renomadas, com empresários milionários, de patrimônios bilionários, acho improvável que tenha sido uma decisão de uma ou duas pessoas dentro da empresa sem o consentimento de superiores. E se sim, que tipo de organização são essas que não sabem o que seus funcionários acertam nos negócios?
Não me parece que a qualidade nesses termos seria aumentada ou mantida pela concorrência, principalmente num mercado como o brasileiro em que a propaganda vende mais do que qualidade, visto que no geral as carnes nos pacotes Friboi são mais caras do que as compradas no açougue do Zé da esquina.
Bem, na verdade sempre me vêm à mente de que se existem corruptos, existem corruptores, a existência de um só é possível pelo outro e não me parece que o estado ou orgãos reguladores são os únicos vilões.



É a primeira vez que vejo falar que Vitamina C é cancerígena (ácido ascórbico).



Leandro, eu estava observando ultimamente o absurdo número de regulamentações e de impostos, nossas arcaicas leis trabalhistas, o nosso nacional-desenvolvimentismo típico de países fascistas, o esfarelamento do poder da nossa moeda e veio uma pergunta na minha cabeça: como o Brasil se sustentou por tanto tempo (desde meados da década de 30 até agora)?


O que a igreja te fez ou te obrigou a fazer para odiá-la tanto quanto o estado? Eu hein.


"Os políticos de direita são a favor da redução do Estado"

Por favor, cite apenas um político de direita (ou de qualquer orientação) no Brasil que seja a favor da redução do Estado.


O "Estado mínimo" leva a uma considerável redução da carga tributária. Logo, não haverá como esse Estado ficar maior que o mercado. Vide Hong Kong.


Defender os ideais da direita é fácil, agora quero ver colocar os nomes dos políticos que defendem tudo isso e pedir voto pra eles.


Então devemos votar em políticos de direita que tudo ficará bem, correto?


Porque a direita é tão coletivista quanto a esquerda, opiniões pontuais não vão resolver o principal problema, o desrespeito ao individualismo. Nenhum direitista de gabarito defende abertamente a desestatização do sistema de educação e saúde, a reforma de verdade da previdência para o sistema de contas individuais e a privatização de todas as estatais e de toda infra estrutura, esse é o básico da defesa da liberdade econômica.

"Os políticos de direita são contra a liberação do aborto, porque é um assassinato.
Os políticos de direita são a favor da redução do Estado.
Os políticos de direita são a favor do porte de armas para cidadãos honestos. "

Maldito o homem que confia no homem.


Wilstermann, o libertarianismo estaria da mesma forma que a social-democracia e o fascismo, ou seja, nem de direita e nem de esquerda.

Enquanto o comunismo/socialismo estaria na esquerda e o conservadorismo/democracia liberal estaria na direita.

Isso, lógico, considerando o que a maioria dos seguidores dessas posições todas acham. Se fôssemos colocá-los no Diagrama de Nolan ou no Espectro Político, a história seria outra.


Isto é esquerda
g1.globo.com/mundo/noticia/venezuela-prende-fabricantes-de-brownie-e-croissant-em-guerra-do-pao.ghtml

e isto é direita

noticias.r7.com/internacional/brexit-reino-unido-fora-da-uniao-europeia

Bem diferentes.

Esquerda é superpoderes ao Estado, socialismo, falta de valores morais, bandidos são vitimas da sociedade.

Direita é estado pequeno, direito de se defender, liberdade econômica, proteção dos valores que constituíram a sociedade.



João, a direita defende os valores tradicionais contra os ataques, e principalmente, quer impedir que eles venham do próprio Estado. A direita não quer obrigar ninguém a viver da mesma forma.
Cada um é livre para viver do seu modo sem querer obrigar os outros a serem como ele.
Por exemplo: Políticos de direita são contra o kit gay nas escolas públicas e estão certíssimos em ser contra, porque , primeiro a função da escola é ensinar matemática, português etc. e segundo porque este kit tem por objetivo incentivar o comportamento homossexual nas crianças. Isto é uma maneira de impor de forma covarde uma agenda gaysista às crianças.
Os políticos de direita são contra a liberação do aborto, porque é um assassinato.
Os políticos de direita são a favor da redução do Estado.
Os políticos de direita são a favor do porte de armas para cidadãos honestos.

Como a direita pode ser igualada a esquerda?


Quem senta em cima do muro sempre se coloca como se estivesse acima dos outros. Mas é pior do que aqueles que estão de um lado ou de outro do muro.




Deveria haver uma CPI na Previdência Social, diminuir drasticamente essas arregalias que geram prejuizos de bilhões de reais nos cofres públicos , que que são os políticos brasileiros!! Tantos deputados , senadores, cargos comissionados, que sinceramente, nada de benefício ao povo brasileiro!! Reforma política já!!!!!


O governo não fará porque haverá um quebradeira seria passar as contribuições do INSS para a poupança .



Vivi na Venezuela entre agosto/2015 e julho/2016. Posso dizer que a maioria do povo venezuelano já não aguenta mais este governo socialista. Prova disto, foi o resultado das eleições parlamentárias ocorridas em dezembro/2015, em que pela primeira vez, desde que Chávez assumiu o poder em 1999, a oposição elegeu mais deputados que o governo (oficialismo como os venezuelanos chamam). A oposição, representada pela coligação "Mesa de la Unidad Democrática" (MUD) elegeu 75% das vagas da Assembleia de Deputados. Foi uma vitória acachapante do povo venezuelano o qual mostrou que não aguenta mais o bolivarinismo. Lembro-me da felicidade de amigos venezuelanos, pensavam que a partir dali as coisas poderiam mudar. No entanto, o Governo bolivariano manda no Poder Judiciário, no Sistema Eleitoral (representado pelo Consejo Nacional Electoral - CNE) e nas Forças Armadas. Isto tudo conjugado faz com que o Governo mande e desmande como bem entenda. Lá as instituições não funcionam, estão totalmente contaminadas pela esquerda. Para se ter uma ideia, no final do ano passado deveriam ocorrer eleições para Governadores, até o momento não ocorreu. O Governo com medo de perder a eleição em todos os estados, resolveu simplesmente não realizar as eleições, alegando uma série de bobagens. Agora o governo bolivariano tenta deslegitimar todas as legendas opositoras de maneira que elas não possam concorrer no próximo pleito eleitoral. Ou seja, a ideia é que as próximas eleições só acontençam com os partidos de esquerda, todos eles alinhados com o governo. Resumindo, a situação do povo venezuelano é muito difícil, tanto que os venezuelanos estão fugindo para outros países, entre eles o Brasil.


Meio complicado dizer que Pinochet matou inocentes, assim como é complicado fazer essa acusação para os militares aqui no Brasil.


Não se preocupe com a infelicidade dos funcionários públicos, é justamente por isso que o salário deles é 3x maior que a média: Para compensar essa tristeza!


De fato, quem acha que o mercado é infalível é porque ainda não entendeu direito o que o mercado significa. Afinal, se o mercado fosse perfeito, não haveria nenhum espaço para novos empreendedores...
No entanto, quando bolhas estouram, quando empresas falem, quando correções são necessárias, apenas os responsáveis pagam a conta em um mercado livre, enquanto no governo quem não tem nada a ver com aquilo paga o pato.
Nenhum libertário endeusa o mercado, sabemos das limitações deste. Diferentemente de estatistas, que acham piamente que o Estado será capaz de "consertar" as "falhas de mercado" -- falhas estas geralmente criadas pelo Estado, em primeiro lugar.
Utopia é achar que políticos, que podem tomar seu dinheiro à força, vão cuidar melhor dos seus interesses do que empresários, que são obrigados a te servir para conseguirem seu dinheiro...



"Por outro lado, a vitória de Trump não representa nenhuma vitória para os conservadores."

Dizer "nenhuma" é um exagero - o que seriam "vitórias" depende do que se quer dizer com "conservadores".

* * *


"Mas quem impede o livre acordo de pagamento entre duas pessoas?"

O governo. Se você quiser trabalhar por menos do que o salário mínimo, você é proibido. E se eu lhe der esse emprego, posso ir para a cadeia. Basta uma simples denúncia anônima.

Se fizermos isso mesmo estando de comum acordo, nós dois seremos vítimas de extorsão e chantagem. Seremos tratados como criminosos e não teremos acesso a nenhum aparato jurídico legal para garantir contratos.

Ou seja, não há nenhuma segurança jurídica.

"Não é o que chamamos de trabalho informal, sem carteira assinada?"

Sim. A informalidade é o último respiro de uma economia completamente regulada.

Mas qual a segurança jurídica de se operar na informalidade? Você sofre extorsão policial (e não pode recorrer ao judiciário), você sofre chantagem (uma simples denúncia e você vai para a cadeia), você não conta com nenhum aparato de proteção.

Pior de tudo: você é tratado como um criminoso.

Ainda pior: o estado pode confiscar todos os seus pertences por causa dessa prática.

Artigo inteiro sobre isso (que mostra exemplos práticos de polícia confiscando o ganha-pão de informais, levando-os ao desespero e ao suicídio):

O estado empurra os pobres para a informalidade; e então passa a criminalizá-los


Esse é o detalhe.

Não é a direita liberal que propõe uma solução ideal, infalível; seus pressupostos respeitam a falibilidade do homem tão quanto seus potenciais.


...porque existem pessoas capazes de criar, empreender...
Todas as pessoas são capazes de criar e empreender. Nem todas o fazem.

O capitalista é o cara que melhora vidas, salva vidas, deixa o mundo mais divertido e confortável entre uma infinidade de outras maravilhas.
Vc quis ironizar, né? Mas essa é uma verdade.

... mas se perguntarem para qualquer indivíduo de qualquer outra espécie não sinantrópica, acho que vão discordar. E se perguntarem para o Rio Doce, também. Mas isso é assunto para artigos sobre a relação do capitalismo com o meio ambiente.
Se não existisse o capitalismo, não existiriam mineradoras ou as mineradoras seriam magicamente à prova de acidentes? Ah, já sei, não foi um acidente, foi culpa da "ganância" inerente ao capitalismo. A propósito, quais são os sistemas alternativos ao capitalismo atualmente implementados e qual a relação deles com o meio ambiente?

Quero que perguntem sim, para o trabalhador, esse do Marx...
...Será que ELE se sente EXPLORADO...
...Será que ELE, o objeto em discussão tem alguma voz nessa ideologia?

ELE tem nome e endereço ou é um ente imaginário que subsititui a SUA visão a respeito do tema ?

Mas na verdade existem duas formas de se tornar um bilionário hoje: herança, e exploração do trabalhador ou das regras do Estado.
Bill Gates, Mark Zuckerberg, Messi, Neymar, Madonna, Lady Gaga.
Em comum entre eles: não receberam heranças, não exploram trabalhadores (seja lá o que vc entende por explorar), não exploram regras do estado, e fornecem produtos que as pessoas querem consumir.

Mas o fato é que não está funcionando, nem pelos números dos próprios capitalistas
Que números seriam esses?

Não está funcionando para a grande maioria das pessoas no planeta.
De novo, a "grande maioria das pessoas no planeta" disse isso pessoalmente para vc ou é apenas wishful thinking?

Então, tontos e ávidos por uma solução, começamos a jogar pedras para todo lado buscando culpados.
Fale por você.