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Últimos comentários


Antes do Plano Real nós brasileiros tivemos seis planos econômicos fracassados - o Cruzado I, o Cruzado II, o Bresser, o Verão, o Collor I e o Collor II. E porque os seis planos anteriores fracassaram e o Plano Real deu certo? Os anteriores fracassaram porque seus economistas adotaram ideias econômicas - como tabelamento, congelamento de preços e várias outras intervenções governamentais - todas medidas já experimentadas e fracassadas ao longo da História Econômica. E por que aqueles economistas adotaram ideias econômicas cuja ineficácia já se sabia? Foi porque aqueles economistas, quando passaram pelas Universidades, lhes foram sonegados todos os livros que denunciavam o fracasso das políticas econômicas intervencionistas. E a literatura econômica então disponível para todos era sobretudo a keynesiana e a marxista. Eu próprio fui vítima dessa sonegação intelecutual na Universidade Brasília, onde estudei. Só depois de bastante tempo de formado é que fui ter acesso aos livros de Mises, Hayek, Henry Hazlitt, Friedman, Roth Bard, Thomas Sowell e outros. Já o Plano Real deu certo porque sua orientação econômica foi bem distinta daquela dos planos anteriores, além do fato de que o governo FHC foi adotando medidas complementares mais liberalizantes durante todo o seu período.


Não anula o fato que o estado para bancar o cientista teve que espoliar os demais....só por aí já está errado. E defender isto apesar da imoralidade e utilitarismo.


Quando o empresário junta sua iniciativa e sua capacidade para empreender, ele agrega capitais próprios e/ou de terceiros, matéria prima ou insumos, e contrata força de trabalho. E nesse processo - se tiver sucesso - ele estará se enriquecendo e simultaneamente criando bens e riquezas, utilidades, satisfazendo necessidades, remunerando trabalhadores, contratando fornecedores, transportadores, distribuidores, locadores, financiadores, armazenadores, assistentes técnicos, anunciantes, dentre outros, e pagando impostos, taxas, encargos sociais. E cada um desses agentes econômicos estará contratando outros. É o efeito multiplicador da economia.
Historicamente, nos países onde não haja uma mentalidade anticapitalista, as rendas de todas as classes aumentam.
É claro que há uma desigualdade de renda. Mas esse é um dado da própria condiçãol humana, pois se todos somos intrinsecamente desiguais em nossas ambições, aptidões, coragem, vontade, dinamismo, inteligência, capacidade, etc, então qualquer pretensão socialista de nos igualar é uma vã tentação. Aspiração aliás que levou dezenas de milhões à morte pelo mundo.


...e olha só que contraditório: O empresários brasileiros amigos dos políticos (Estado) pressionam o Governo para que produtos estrangeiros não entrem no país, ou tenham muita dificuldade de entrarem no mercado brasileiro, ao mesmo tempo que esses mesmos empresários "brazucas" querem que o Governo brasileiro divulguem as marcas e produtos de empresas nacionais nos países estrangeiros.

Isso é ou não é aberrante?!


O pior é que o imposto é sobre o número de garrafas produzidas. Se uma garrafa pronta é quebrada, mesmo não sendo possível vende-la, há a cobrança de imposto.


Pois é, viver em uma sociedade onde criminosos podem forjar provas, comprar juízes e mentir em depoimentos deve ser insuportável. Uma sociedade assim está destinada a fracassar.

Fernando, o PNA é a base. Nada impede que cada grupo social convencione outras regras, mais detalhadas, a partir dele. Neste caso que vc coloca, eu tendo a achar que sociedades evoluídas se preocupam muito menos com o trio "calúnia, injúria e difamação", equiparando-os à fofoca, e portanto à sua prática acaba por prejudicar mais ao autor do que à suposta vítima.

Obviamente quando falo "sociedade evoluída", não me refiro à patética sociedade que temos hoje, cujos fundamentos éticos foram substituídos pelas mídias sociais, pelo narcisismo e pela irresponsabilidade.


Cabe aos liberais imitar os comunistas: união, colocar os princípios liberais numa linguagem acessível à maioria, persistência, ocupar espaço nas escolas e faculdades. Claro que este último vai dar uma encrenca grande com os comunistas, mas este é o preço que se paga pelas conquistas!


Quebrar as pernas do povo, dar um par de muletas e dizer que fez um favor. Essa é ótima e vai entrar para meu repertório!


Excelente reportagem, muito bom o conteúdo, precisamos reduzir a burocracia para a sobrevivência das pequenas empresas que geram milhares de empregos.


O Brasil é uma mistura de modelo econômico fascista com a hegemonia política socialista.
O resultado é uma catástrofe no setor produtivo e uma imbecilização da sociedade, cada vez mais pobre economicamente e moralmente falando.
Socialismo é crime !



Exato. A própria menção ao trecho onde Mises descreve seu ideal libertário de secessão já mostra que o autor do artigo expurgou um principio fundamental: A Secessão é antes de mais nada uma separação TERRITORIAL, e não de pessoas isoladas em pontos territoriais longinquos entre sí:
"O direito à autodeterminação, no que tange à questão da filiação a um estado, significa o seguinte, portanto: quando os habitantes de um determinado território (seja uma simples vila, todo um distrito, ou uma série de distritos adjacentes) fizerem saber... que não querem mais......"
Não há como haver secessão sem a separação territorial entre pessoas que querem e as que não querem pertencer ao mesmo estado centralizado. A Secessão forçaria um movimento migratório de lá para cá e vice versa, impraticável. Haveria resistência. Não há secessão sem submissão de muitos, e sem imposição à força.


Isso não é secessão. Isso é viver em comunidade alternativa. A Secessão envolve separação territorial, e não só de pessoas, de um regime de poder. Pessoas precisarão estar agrupadas em um território secessionista. E uma nova divisão POLITICA portanto (território+ pessoas +sociedade organizada por afinidades) Isso não acontece sem guerra. Pode haver plebiscito, pode haver o que for. O estado não abre mão de seu poder arrecadatório sem intervenção. Os governantes não abrem mão de ter governados. Pessoas, justamente pessoas, são massa de manobra do Estado e dos Governos. A secessão envolve luta, até mesmo guerra.


Isso não tem nada a ver com Lei de Say. Você está falando de desejos; Say fala de recursos.

Para você demandar algo, você tem antes de ter ofertado algo. Ao ofertar algo, você aufere recursos. E é com esses recursos que você sacia sua demanda.

Igualmente, para você consumir algo, esse algo tem de ser produzido. E ele só será produzido se outros tiverem poupado e investido. Impossível consumir algo que não foi produzido.

Você pode demandar remédios o quanto quiser. Se não houver quem os produza, nada feito. E para haver quem os produza, alguém teve de poupar, investir e produzir. E você, por sua vez, só conseguirá comprar este remédio se tiver ofertado algo a alguém.



Exatamente. E, infelizmente, vários outros países estão indo pro mesmo caminho.


Mas no caso específico de calunia, é razoável imaginar uma situação onde uma pessoa acusaria a outra de ter cometido alguma relação quanto a sua propriedade privada. Como não configuram agressões, o caluniador poderia forjar provas, comprar juízes e mentir em depoimentos. Se no final das contas ainda fosse provado que o acusado é inocente, nada aconteceria, legalmente, com o acusador, uma vez que ele não violou o PNA em momento algum?


Não refute. Diga que é verdade e que, ao pagar impostos ele está financiando o "governo golpista" e diga que ele deveria parar de pagar impostos. Aí ele vai preso e será um socialista a menos pra falar besteira.


Bem isso mesmo Neymar....Nem de esquerda e nem de direita, mas sim uma "mistura" dos dois, formando uma terceira via!!!


Estou esforçado-me para entender a lógica de Say, uma vez que ela me é muito mais cara do que as que a tentam levianamente refutá-la. Eu entendi, a princípio, que a oferta vem sempre antes da demanda, tendo por base lógica o fato de que eu não teria recursos para comprar algo se nada tivesse ofertado antes na minha vida.

Mas o exemplo de exceção do remédio vs doença me parece válido.

Vejamos: eu, definitivamente, não tenho recursos para comprar um eventual remédio, caríssimo, que seja produzido. Mas tenho, precisamente, necessidade biológica pela solução medicamentosa. Nesse sentido, o laboratório, mesmo sabendo que, naquele momento, eu não possuo recursos, percebe que existe uma demanda por tal princípio ativo e fabrica o emplasto por saber que minha vida depende daquilo e, se preciso, que eu venderia todos os meus bens para adquiri-lo.

Desse modo, não parece razoável pensar que a minha necessidade por algo (demanda) fez surgir o interesse de produção de alguém (oferta)?


Para qualquer leitor desse site esses escandalos de corrupção não são supresa alguma , muito longe disso, é uma cansativa repetição.


Tenho uma dúvida bem básica em relação ao aumento de preços decorrentes da inflação: Isso ocorre porque o aumento da demanda dos bens de consumo ocorre em um ritmo mais acelerado que a capacidade dos empreendedores de produzirem estes próprios bens (já que não possuíam bens de capital suficientes para tal a priori)? E os investimentos mal-feitos se mostram improdutivos justamente quando os preços gerais sobem e as pessoas deixam de gastar com produtos que não lhes são de fato essenciais, certo?
Obrigado!


Complementando um ponto:

"A segunda dúvida que tenho é sobre um efeito ruim que parece acompanhar o liberalismo: se não há regulamentação e a concorrência é ferrenha, necessitará sempre existir um lugar miserável no mundo para produzir com mão de obra de baixíssimo custo nossas roupas e outros artigos que ainda precisam do trabalho manual. Como é a visão de vocês com relação a isso?"

Não é "necessário". Existe, sempre existiu e sempre existirá a tendência de alguns produtores em procurar mão-de-obra mais barata em outro lugar, lembrando que o salário não é o único fator: lembre-se de produtividade, logística, infra-estrutura, etc. Não existe uma linha separando "lugar miserável" de "lugar não-miserável", há consumidores para todos os tipos de produtos.

Existem carros fabricados na China e na Índia, que tem salários e custo de produção baixos, mas isso não impede muitas pessoas de comprarem Mercedes e BMW, que são fabricados com mão-de-obra alemã, provavelmente uma das mais caras do mundo.



Conservadorismo nada tem a ver com liberalismo.

Você pode ser liberal e conservador ou pode ser um ou outro ou nenhum dos dois, não são mutuamente exclusivos, mas também não são requisitos entre si. Quem dita os costumes de uma sociedade é sua evolução natural ao longo do tempo.


Excelente texto. Esse vício do governo sempre nos leva a uma volta que dá em lugar nenhum. Porém, quanta mais esse dinheiro muda de dono, mais desvalorizado vai ficando, pois quando as pessoas recorrem ao seus consumos simplesmente não os encontra.


" eu, se fosse o fabricante da maior ferramenta de poder e ordem, poderia mandar em todos."

Se vc fosse o único fabricante, sim.


Acho que é pior que isso. O brasileiro odeia o estado, mas não admite pensar em viver sem ele.


Complementando: esses consumidores votam ? Será que o governo que eles elegerem resolverá o problema ?



Excelente artigo.

Aqui é um vídeo meu similar sobre o motivo de a década passada EM PARTICULAR ter tido TANTOS Eikes, Marcelos e Joesleys:
https://www.youtube.com/watch?v=xXr6heJQ7lU&t=34s


"se o real está atrelado ao dólar a 1:1 e um determinado produto é produzido no Brasil por um custo maior do que nos EUA, é evidente que um americano jamais importaria esse bem"

Correto. Só que a questão é: se uma empresa no Brasil produz algo a custos mais altos que uma empresa americana, então essa empresa é incrivelmente ineficiente, e merece ir à falência. Ela está usando recursos escassos de maneira totalmente esbanjadora. Ela está destruindo seu capital. E o pior de tudo: está cobrando caro dos consumidores brasileiros por isso.

Muito melhor para a economia seria se essa empresa quebrasse, liberasse seus recursos escassos para outras atividades, e então as pessoas pudessem simplesmente importar, mais barato, estes mesmos produtos. Pagando menos, sobraria mais dinheiro para ser investido e gasto em outras áreas da economia, gerando mais empregos e mais crescimento econômico.

Empresa ineficiente não merece durar. Só dura se for protegida pelo governo.

Aliás, toda a teoria da eficiência econômica é essa: só se mantém no mercado empresas eficientes, que sabem controlar seus custos. Se uma empresa brasileira gasta muito mais para produzir os mesmos bens que uma americana faz por uma fração do preço, então essa empresa tem de sumir.

Artigo sobre isso:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2617

"Se esta análise estiver correta, isso implicaria, num primeiro momento, uma redução drástica na exportação de muitos bens caso o real fosse atrelado ao dólar em um valor muito próximo, certo?"

Não. Implicaria a obrigatoriedade da adoção de uma maior eficiência nos processos de produção. Isso, aliás, é válido para absolutamente qualquer setor da economia. Uma padaria ineficiente não durará muito no mercado perante outra mais eficiente e capaz de vender produtos melhores a preços menores.

A não manipulação da moeda tem exatamente esta outra vantagem: ela acaba com todos os fingimentos, não permitindo que empresas ineficientes continuem existindo (destruindo capital) escondidas sob os falsos benefícios trazidos por uma moeda manipulada.


"os mercados mais liberais deveriam possuir mais concorrência, correto?"

Correto.

"Me parede que isso não acontece, por exemplo nos EUA, a tendência parece ser os maiores irem engolindo os menores."

Você está dizendo que os EUA são exemplo de mercados liberais? Isso é típico de quem se informa via imprensa de esquerda.

Há atualmente quinze gabinetes ministeriais federais, nove dos quais existem com o único propósito de interferir respectivamente na habitação, nos transportes, na saúde, na educação, na energia, na mineração, na agricultura, no trabalho e no comércio; e praticamente todos eles atualmente invadem desrespeitosamente um ou mais aspectos da liberdade econômica do indivíduo.

Sob um capitalismo laissez faire, onze desses quinze gabinetes deixariam de existir e somente os ministérios da justiça, da defesa, do estado e do tesouro permaneceriam. E, ademais, dentro desses ministérios, reduções adicionais seriam feitas, tais como a abolição da Receita Federal, pertencente ao Ministério do Tesouro, e da Divisão Antitruste, pertencente ao Ministério da Justiça.

A interferência econômica dos atuais ministérios é reforçada e amplificada pelas mais de cem comissões e agências federais, sendo as mais conhecidas delas, além da Receita Federal, do Fed e da FDIC [agência federal cuja função é garantir os depósitos feitos em bancos comerciais], o FBI, a CIA, a EPA [agência que regulamenta o meio ambiente], a FDA [agência de vigilância sanitária, equivalente à nossa Anvisa], a SEC [agência que regulamenta a bolsa de valores — equivalente à nossa CVM], a CFTC [agência reguladora que controla os mercados de futuros e de opções], a NLRB [agência que regulamenta os sindicatos], a FTC [agência que regulamenta o mercado, para "proteger o consumidor"], a FCC [agência que regulamenta a área de telecomunicações e radiodifusão], a FERC [agência que regulamenta a área de energia], a FEMA [agência direcionada para serviços de emergência. Teve "ótima" atuação após o furacão Katrina], a FAA [agência que regulamenta o tráfego aéreo], o CAA [decreto do "ar limpo"], a INS [serviço de imigração e naturalização], a OHSA [agência da segurança do trabalho], a CPSC [agência que protege contra riscos associados ao consumo], a NHTSA [agência que regulamenta a segurança das estradas], a EEOC [agência que promove a igualdade racial nos empregos], a BATF [agência que regulamenta álcool, tabaco, armas de fogo e explosivos], o DEA [agência anti-drogas], a NIH [agência responsável por pesquisas biomédicas], e a NASA.

Sob um capitalismo laissez faire, todas essas agências seriam abolidas, com a possível exceção do FBI, que seria reduzido às suas legítimas funções de contra-espionagem e de combate a crimes contra a pessoa e a propriedade que ocorressem entre os estados.

Para completar esse catálogo de interferência governamental e de atropelamento de qualquer vestígio de laissez faire, o Registro Federal, contém 73.000 (setenta e três mil) páginas de detalhadas regulamentações governamentais. Trata-se de um aumento de mais de 10.000 (dez mil) páginas desde 1978.

Sob um capitalismo laissez faire não haveria Registro Federal. As atividades dos remanescentes ministérios e de suas subdivisões seriam controladas exclusivamente por legislações devidamente promulgadas, e não por regras criadas arbitrariamente por funcionários governamentais não eleitos.

E, é claro, a tudo isso deve ser acrescentado o aparato maciço de leis, secretarias, agências e regulamentações em nível estadual e municipal. Sob um capitalismo laissez faire, a maioria desses aparatos seria completamente abolida, e os que restassem passariam pelo mesmo tipo de redução radical no tamanho e escopo por que passaram seus semelhantes em nível federal.

Para um artigo bem-humorado sobre as regulações americanas, recomendo este:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=74

De resto, dois exemplos de países de livre mercado, que aliás é onde estão as maiores rendas per capita do mundo:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1804

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2059

"Confesso que estou especulando, não pesquisei pra afirmar isso sem dúvida, por isso, pergunto: É isso mesmo ou o contrário??"

É o contrário. E você está certo: não se deve fazer afirmações sem antes ter pesquisado.

"A segunda dúvida que tenho é sobre um efeito ruim que parece acompanhar o liberalismo: se não há regulamentação e a concorrência é ferrenha, necessitará sempre existir um lugar miserável no mundo para produzir com mão de obra de baixíssimo custo nossas roupas e outros artigos que ainda precisam do trabalho manual. Como é a visão de vocês com relação a isso?"

A visão é que seu raciocínio é completamente desprovido de lógica e de sentido.

Aliás, você está em completa contradição com seu primeiro ponto. Primeiro você diz que os EUA são exemplo de mercado livre. E é lá onde estão os maiores salários do mundo. Em seguida, você diz que mercados livres geram salários baixos, o que contradiz totalmente sua primeira colocação.

Sugestão.

A "necessidade do trabalhador" e a "ganância do empregador" são irrelevantes em determinar salários


Excelente texto, como sempre!
Uma pergunta: há como estipular quanto do aumento da oferta monetária ocorreu por crédito subsidiado?


É certa a revolta contra as ideias bizarras de um Estado gigantesco e opressor e de um desgoverno abusador e arrogante de galocha...
Até entendo um pouco que as ideias libertárias sejam úteis, mas desde que não desprezem os ideiais conservadores.
Obrigado pela seu entendimento e respeito sua opinião sobre o anarcocapitalismo...


Na Rússia, outro país socialista lixo igual ao Brasil, só é bilionário quem é amigo do Putin e quem o Putin escolhe.


Uma dúvida que pode ser boba mas está me incomodando: O fato de num Currency Board o real estar atrelado, digamos, ao dólar tem algum reflexo no preço do real para o comprador estrangeiro?

O que quero dizer é, se o real está atrelado ao dólar a 1:1 e um determinado produto é produzido no Brasil por um custo maior do que nos EUA, é evidente que um americano jamais importaria esse bem, uma vez que isso só faria sentido se este determinado bem ou fosse suficientemente barato para tornar vantajosa a operação ou caso a moeda deles fosse muito mais valiosa que a nossa. Se esta análise estiver correta, isso implicaria, num primeiro momento, uma redução drástica na exportação de muitos bens caso o real fosse atrelado ao dólar em um valor muito próximo, certo?


Para dar suporte a ideia desse artigo, os mercados mais liberais deveriam possuir mais concorrência, correto? Me parede que isso não acontece, por exemplo nos EUA, a tendência parece ser os maiores irem engolindo os menores. Confesso que estou especulando, não pesquisei pra afirmar isso sem dúvida, por isso, pergunto: É isso mesmo ou o contrário?? A segunda dúvida que tenho é sobre um efeito ruim que parece acompanhar o liberalismo: se não há regulamentação e a concorrência é ferrenha, necessitará sempre existir um lugar miserável no mundo para produzir com mão de obra de baixíssimo custo nossas roupas e outros artigos que ainda precisam do trabalho manual. Como é a visão de vocês com relação a isso? Não é necessária regulação dos estado para proteger essas pessoas? Acredito que todos pensem em viver num mundo onde não haja sofrimento e miséria e, portando, esses pontos seriam importantes. Agradeço, desde já, os esclarecimentos.


Gustavo,
Gostei muito de seu artigo, mais ainda por acompanhar seu crescimento pessoal, através de viagens, pesquisas e do trabalho que levaram a você ter a possibilidade de analisar vários fatos e situações/realidades com seus próprios olhos.
Também li vários dos comentários sobre o texto e me chama a atenção a associação da palavra Direita com o Liberalismo, como se fossem sempre idênticos.
Não sou conhecedor do assunto, mas me parece que muitas pessoas se esquecem que o mundo não é preto e branco. Que pessoas podem ter opiniões, muitas vezes liberais e outras vezes de esquerda e que o mais importante é prevalecer o bom senso e o entendimento de que o direito de um acaba quando começa o direito do outro.
Muitos de esquerda acreditam que pessoas, cujos pensamentos sejam diferentes, pelo menos em algum assunto, do pensamento definido como sendo de esquerda, não conseguem ver a importância do Estado, como no caso do Bolsa Família.
Muitos de nós, empresários*, apenas divergimos do COMO o programa é estruturado, sendo que, uma frase dita por Ronald Reagan, talvez seja a melhor expressão do nosso pensamento, aqui numa tradução livre: "devemos medir o sucesso de um programa social pela quantidade de pessoas que conseguem deixa-lo e não pelo número de pessoas que entram no mesmo. "
Nossa sociedade viverá desafios ainda maiores, com a automação de milhões de empregos e, talvez devêssemos começar a discutir como lidaremos com uma importante massa populacional sem emprego e, pior, sem ocupação.
Não minimizando a importância da mesma, mas continuamos discutindo a diferença social entre as pessoas, muito pela perspectiva econômica (ainda que muitas vezes travestida de discussão de ideais), quando a nova diferença social se fará pela quantidade de conhecimento acumulado pelos indivíduos.
Como melhor preparar nossas crianças? Sim, nossas crianças, por que os jovens de hoje, nós já comprometemos. Como ensina-los a ter bom senso, a se dedicarem a áreas em que senso crítico, empatia e tato serão fundamentais?
Quando teremos a primeira manifestação por educação, com mais de um milhão de pessoas na rua em nosso país? Quando não tivermos mais empregos e, aqueles que se dizem de esquerda, começarem a defender o protecionismo contra as máquinas, nova arma dos Liberais, em vez de ter se preparado para sua chegada?

*Não esqueçamos que este é um grupo que se estende desde o camelo até os que possuem grandes empresas e deveriam seguir a lei vigente (não quero aqui desfocar do tema, entrando na discussão dos assuntos da realidade nacional deste momento),


Salve!

Você pode ver alguns indicadores no tradingeconomics
heritage
Index mundo

Tem um livro também - Breakout Nations, do Sharma, que descreve o capitalismo de conluio.


O problema não é o setor. É a regulação. Estes são os setores mais regulados da economia.


Enquanto o sonho americano é ter uma ideia, trabalhar muito, gerar renda e ficar milionário, o sonho brasileiro é abrir uma empresa seja de fachada ou não e se associar criminalmente ao Estado ou parte dele, para então ficar milionário! Vergonha de ser brasileiro desde que me conheço por gente!


"Perceberam prematuramente o imenso valor das reformas sociais em acostumar os cidadãos a ver o estado como a ferramenta para curar todas as suas doenças e inquietudes. Eles viram que uma agitação em prol de um estado assistencialista poderia se tornar o veículo ideal para incutir idéias socialistas nas mentes do cidadão comum."

Lembro de uma frase do filósofo inglês John N Gray, essa frase na verdade é sobre religião, mas se adaptarmos ela a política governamental da um significado igual.

"Fanáticos religiosos acham que são a cura dos males do mundo, mas na verdade, são os próprios sintomas que ele fingem curar"

Podemos dizer assim: "Os governantes acham que podem fingir curar os problemas da economia, com muitos gastos, mas na verdade, são o próprio sintomas que eles querem curar."


A fonte do crescimento econômico são as trocas voluntárias e mutuamente benéficas entre os indivíduos. Dentro de uma economia baseada em transações voluntárias, os consumidores gastam uma parte da sua renda em bens e serviços com o intuito de satisfazer seus desejos mais imediatos. Isto estimula a produção corrente.

Simultaneamente, os consumidores poupam uma parte de sua renda visando a satisfazer, no futuro, seus desejos que hoje são menos imediatos. Isto sinaliza para os empreendedores como deve ser a estrutura produtiva voltada para o longo prazo.

Esta proporção entre consumo e poupança determina a estrutura de produção da economia, mostrando quais bens são mais demandados no presente e quais bens devem ser produzidos para o longo prazo. Este arranjo leva ao desenvolvimento de mercados de capitais mais sofisticados.

Contratos privados, concorrência nos mercados e instituições privadas que possibilitam investimentos e acumulação de capital são todo o necessário para se obter um crescimento econômico ótimo.


O Banco Central publica regularmente estes dados sobre a evolução do volume de meios de pagamento emitidos periodicamente e se não me engano mensalmente.
Mas a crise é uma conjunção de fatores e a emissão monetária desenfreada é o gatilho destes fatores.


Mesmo que esse não seja o tema desse artigo, gostaria de usar a seção de comentarios para perguntar sobre algumas dúvidas que tenho. Aprendi em vários artigos sobre economia no mises.org e em livros desse mesmo site que uma crise economica acontece quando a oferta monetaria é inflada pelo estado ou pelos bancos, e esse novo dinheiro passa primeiramente pelo mercado de crédito, distorcendo as taxas de juros e criando um boom artificial e insustentavel. Gostaria de saber porém, quais indicadores economicos eu devo utilizar para saber se determinado governo está ou não inflando a oferta monetaria, e se possível se alguem poderia me recomendar qual o melhor local para verificar esses indicadores, tanto no brasil quanto em outros países ao redor do mundo. Obrigado.


Mês Trinta e Nove: A Justiça do Trabalho aposenta. Empregados não mais podem processar seus patrões por estes terem-lhes pedido cinco minutos a mais de trabalho.

Todos sabemos que nunca são "cinco minutos" a mais de trabalho...


Capitalismo de laços não é o mesmo que Fascismo? Não funcionava assim a Itália de Mussolini?



Colaborando com os amigos: No setor de games, até meados da década de 90, quem dominava o mercado era a dupla Sega-Nintendo. Com a entrada da Sony (Playstation) e Microsoft (Xbox), o panorama mudou.


Acho engraçado essa onda anti capitalista, mas no fim da noite todo mundo joga no seu iphone e dorme no conforto do seu ar condicionado. Hipocrisia dessa galera anti capitalista


Sem muitas palavras difíceis..., como um ser humano normal pode ainda defender o Socialismo? Vocês querem mesmo ou a volta a volta da escravidão ?


A questão é que a teoria de Mises e Hayek contra o socialismo são exatamente as mesmas, mudando apenas a abordagem sobre o problema. Hayek enfatizou -- e em certo sentido podemos até conceder que ele expandiu sobre Mises -- o problema do conhecimento, enquanto Mises tentou refutar as teorias de valor objetivo e como os autores que as defendiam estavam tentando resolver o problema do cálculo econômico. Quando Mises disse que sem preços não dava para efetuar o cálculo econômico e não falou muito mais que isso, alguns autores neoclássicos vieram com a ideia de que seria possível acumular conhecimento e criar preços artificiais para que eles fornecessem a informação necessária para o cálculo econômico.

O argumento de Mises não é que seja impossível fazer alguma alocação de meios de produção de acordo com uma escala de valores de consumo. Mas sim que o mercado garante a melhor alocação desses meios de produção de acordo com essa escala:

"Nós não estamos afirmando que o cálculo econômico capitalista garanta invariavelmente a melhor solução para alocação dos fatores de produção. (...) O que o funcionamento do mercado não obstruído pela interferência da compulsão e coerção pode nos assegurar é apenas a melhor solução acessível à mente humana, considerando-se o atual estágio do conhecimento tecnológico e a capacidade intelectual dos homens mais sagazes da época." Ludwig von Mises, Ação Humana, cap. XXVI

Ou seja, é logicamente possível fazer alguma alocação de recursos sem o cálculo econômico, o problema é que essa alocação de recursos não levará em conta a melhor forma de arranjar a estrutura de produção tal como seria possível em um mercado competitivo. E isso não acontece justamente pela limitação do papel empresarial de descoberta por meio da competição de mercado. Num sistema de mercado, erros alocativos são facilmente e rapidamente detectados pelo fato de que, dado que os preços tendem a um equilíbrio, os prejuízos informam os empresários de que eles estão alocando os produtos de forma errada:

"Num sistema capitalista, o cálculo da lucratividade constitui o guia que indica ao indivíduo se a empresa que opera deve, sob dadas condições, estar em operação, e se está sendo gerida do modo mais eficiente possível, isto é, ao menor custo de fatores de produção. " Ludwig von Mises, Liberalismo, cap. II

Esse problema apenas surge a partir da complexidade da estrutura produtiva, como a da sociedade moderna, e não para condições extremamente primitivas, ou até "famílias e empresas", como Hoppe erroneamente alega. Daí que surge a necessidade não simplesmente de um cálculo facilmente feito por um único indivíduo, mas de um processo que necessita da constante avaliação de vários indivíduos, que é facilitado pela moeda, ou seja, pelo cálculo monetário e o sistema de preços:

"Somente sob condições muito simples é que a economia pode dispensar o cálculo monetário. Dentro dos limites estreitos de uma economia doméstica, por exemplo, na qual o pai pode supervisionar toda a conduta econômica, é possível determinar, mesmo sem fazer uso de auxílios avançados, qual a importância de algumas mudanças no processo de produção e, ainda assim, obter razoável precisão. Nesse caso, todo o processo se desenvolve sob um uso relativamente limitado do capital." Mises, O Cálculo Econômico sobre o Socialismo

O maior problema do socialismo é justamente que ele elimina o papel empresarial, que necessariamente busca o lucro, e não garante a melhor utilização dos recursos pois não garante a melhor utilização do conhecimento disperso na sociedade. O problema não pode ser resolvido por pesquisas ou computadores, justamente porque o planejador é ignorante de sua própria ignorância; ou seja, ele não sabe antecipadamente o que é que ele tem que saber em primeiro lugar, para que ele possa fazer pesquisas ou coletar dados para superar sua ignorância. Se eu tenho um plano para obter conhecimentos sobre algo, nesse plano só se dá para incluir aquilo que eu sei que eu não sei. No mercado, por outro lado, há a ação de milhares de empreeendedores em busca do lucro, alertas a essas novas oportunidades, o que garante o melhor uso do conhecimento. Como Kirzner fala sobre o problema hayekiano:

"Nós devemos nos lembrar que a natureza do problema do conhecimento é tal que sua extensão e gravidade não pode ser conhecida antecipadamente. Parte da tragédia das propostas de políticas industriais e de planejamento econômico é que seus bem-intencionados defensores são totalmente inconscientes do problema do conhecimento – o problema que surge da falta de consciência da própria ignorância." Israel Kirzner, The Meaning of the Market Process, p. 162

"O que torna a crítica ao planejamento central hayekiana em termos de conhecimento tão devastadora é a circunstância de que em um sistema de mercado, com tomadas de decisão descentralizadas, o insolúvel problema de conhecimento confrontado pelos planejadores tende a se dissolver por meio do processo de descoberta competitivo-empresarial." Israel Kirzner, The Meaning of the Market Process, p. 159

E o próprio Hayek esclarece:

"A competição é valiosa apenas porque, e na medida em que, seus resultados são imprevisíveis e, em sua totalidade, diferentes daqueles que se alcançou, ou se poderia ter alcançado, visando-os deliberadamente." Friedrich Hayek, Competition as a Discovery Procedure

Por isso é errado dizer que o problema hayekiano pode ser resolvido por computadores.

Mises deixa claro, em diversas situações, que seu problema está ligado à questão do conhecimento e que seu tratamento do papel do empreendedor é bem semelhante ao do Hayek:

"Se não houvesse incertezas no mundo, se a economia fosse um arranjo uniforme e homogêneo, e se todas as pessoas fossem capazes de antecipar corretamente o estado futuro do mercado, os empreendedores não teriam lucros e nem sofreriam prejuízos. (...) Neste arranjo, simplesmente não haveria espaço nem para lucros nem para prejuízos.

O que possibilita o surgimento do lucro é a ação empreendedorial em um ambiente de incerteza." Ludwig von Mises, "Lucros e Prejuízos"

Além do mais, ele fala sobre um problema de divisão intelectual do trabalho (similar à 'divisão do conhecimento', em Hayek), e ele o alça à categoria de principal problema do socialismo em seu livro Liberalismo:

"Esta é a objeção mais importante que a Ciência Econômica coloca à viabilidade de uma sociedade socialista. Esta deveria abandonar a divisão intelectual de trabalho, que consiste na cooperação de todos os empresários, donos de terras e trabalhadores, na qualidade de produtores e consumidores, na formação dos preços de mercado. Mas, sem isso, a racionalidade, isto é, a possibilidade de produzir-se o cálculo econômico, é inimaginável." Mises, Liberalismo, cap. 2

Em Ação Humana ele deixa mais claro ainda o problema de conhecimento, central contra o socialismo (e cita Hayek):

"Mas, sendo assim, voltamos ao ponto de partida: o diretor, ao pretender conduzir a atividade econômica, não pode recorrer à divisão do trabalho intelectual que, no regime capitalista, nos proporciona um método prático de efetuar o cálculo econômico. [7]

O emprego dos meios de produção pode ser controlado seja pela empresa privada ou pelo aparato social de coerção e compulsão. No primeiro caso, há um mercado, há preços de mercado para todos os fatores de produção e é possível o cálculo econômico. No segundo caso, não. É inútil iludir-se na esperança de que os órgãos da economia coletiva serão "onipresentes" e "oniscientes". A praxeologia não lida com os atos de uma divindade onipresente e onisciente; lida com os atos de homens dotados apenas de uma mente humana.

E a mente humana só pode planejar se puder fazer uso do cálculo econômico.

7 - Ver Mises, Socialism, p. 137-142; Hayek, Individualism and Economic Order, Chicago, 1948, p.119-208; T.J.B. Hoff, Economic Calculation in the Socialist Society, Londres, 1949, p. 129 e segs."

Ludwig von Mises, Ação Humana, cap. XXVI

Sobre o keynesianismo, tanto Mises quanto Hayek criticaram. Mises formulou os argumentos primeiro e Hayek os desenvolveu e aprimorou, da mesma forma que fez com a questão do socialismo. Ambos foram primordiais no desenvolvimento da Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos, que enfrentou a teoria keynesiana.


Na real, o Nazismo não era nem de esquerda e nem de direita, mas sim uma "mistura" dos dois em uma terceira via!!!


Eu adicionaria na lista os funcionários públicos. Que pouco produzem e muito ganham. Por força das greves mandam e desmandam nos políticos e em toda a sociedade. Quando acaba a grana para o salário se fazem de coitados como se nada tivessem a ver com a má gestão da coisa pública.


Se aparecesse um Moisés libertário brasileiro, andaria duas semanas com o povo e começaria a ouvir de 80% dele: "oxalá tivéssemos ficado no Egito, onde estávamos perto das panelas de carne, mas tu nos trouxeste para morrer neste deserto".

Coisa dura, lidar com povo habituado à escravidão. Pelo relato bíblico, daquela multidão toda que saiu do Egito só dois viram a terra prometida. Quais as probabilidades aqui?


Boa! Inclusive, esse ponto foi abordado neste artigo:

De acordo com os progressistas, "ganância" é algo que existe apenas no setor privado, e que, por isso, deve ser combatido pelo setor público. A ideia é a de que, de alguma maneira, quando políticos e funcionários públicos entram em cena e intervêm no setor privado, a ganância é abolida.

Gostaria muito de saber exatamente em que ponto o interesse próprio de um político ou de um funcionário público se evapora e sua compaixão altruísta entra em cena e assume completamente o controle do indivíduo.

Por exemplo, no caso de um político, tal mudança de personalidade ocorre na noite da eleição, no dia em que ele assume o cargo, ou após ele já conhecer os detalhes das engrenagens do poder? Quando ele se dá conta do poder que realmente tem, ele se torna mais propenso ou menos propenso a querer se locupletar com o dinheiro alheio?

E no caso de um funcionário público, ele pára de pensar em si próprio e se torna um inflexível altruísta no momento em que é aprovado em um concurso ou apenas no momento em que é efetivado? Suas rotineiras greves por aumentos salariais não podem ser classificadas como ganância? Seus frequentes conchavos com grandes empresários representam um altruísmo em prol do povo?

A realidade é que não há absolutamente nada na estrutura de um governo que torne seus membros menos "gananciosos" do que o cidadão comum ou um empreendedor qualquer. Ao contrário, aliás: conceder poder político a um indivíduo dotado naturalmente de interesse próprio é uma receita garantida para amplificar o estrago que a ganância pode fazer.


Coisas que a gente aprende lendo os comentários deste site:

Existem três tipos de pessoa no planeta: Os empresários, que são cruéis, mesquinhos, gananciosos, só pensam em lucro e são desprovidos de qualquer senso de moral e decência; Os trabalhadores, que são honestos, humildes, dedicados, mas são completamente incapazes de saber o que é melhor para eles mesmos; e os Funcionários do Governo, que são infinitamente inteligentes, têm o dom da presciência, são honestos e incorruptíveis, não tem interesses pessoais e dedicam sua vida a proteger o segundo grupo de ser assado como churrasco pelo primeiro.

Um adendo: a mudança de uma função para outra transforma imediatamente a pessoa em um membro do novo grupo com todas as características inerentes a este. Então, se vc mostrar que existem muitos empresários (por definição, maus, cruéis, blá blá blá) dentro do Governo, isso é irrelevante: o Governo só faz o bem, sempre acerta e sempre sabe o que é melhor e mais justo para todos - absolutamente todos.



Qual é exatamente a sua preocupação em relação à capacitação civil de outras pessoas?



Sem regulamentações, iria chover enxofre, e as macieiras dariam pedras no lugar de maçãs.


Vamos lá...

Primeiro, capitalismo não é anarquia (apesar de haver aqueles que digam o contrário). Então, por não ser anarquista, não sou anti-capitalista. Você está tentando monopolizar um conceito criando excludentes subjetivas que são íntimas a sua ideologia.

Segundo... as empresas investigadas por venderem carne em condições insalubres não foram descobertas por nenhuma rede social, como você dá a entender de que qualquer falha moral e material do produto a nível global em uma empresa ou corporação possa ser facilmente descoberto por "redes sociais".

A nível local é possível identificar falhas de conteúdo camufladas em um produto, agora, tentar transcender isso para uma multinacional que escoa produtos para o mercado global é uma "sandice". Para não dizer ingenuidade.

E terceiro, em que pese as evidentes falhas de nossas Agências Reguladores, para não dizer até certo ponto ineficácia, garante-se um controle mínimo, apesar de falho, da qualidade dos alimentos.

Do mesmo modo que tenho o feliz (infeliz talvez) hábito de mandar colegas socialistas irem morar em Cuba ou na Coreia do Norte, convido você a formar um país em alguma ilha do pacífico em águas internacionais em que seja possível vender o que quer, como e do modo que quer a quem querer comprar.

Abraços,


Olá

"porem, que ainda nao vejo um horizonte viavel de como podemos resolver, ou pelo menos, pulverizar estas gigantescas empresas. "

Você mesmo deu a solução:

"depois da crise de 2008, que o governo dos EUA teve que salvar com toneladas de dinheiro o setor financeiro (Bank of America e JP Morgan),"

Então, é só não socorrer ninguém que o grande cai sob seu próprio peso.

Mais atenção na próxima...


"empreendedores ávidos por estes altos lucros irão adentrar este mercado para roubar "

Como sempre estes empresários querendo roubar - poderia dizer algum socialista desavisado. Achei a expressão ruim, apesar de que nós sabemos que não é roubar no sentido criminoso da palavra.


Como funcionaria o sistema de lucro, no exercito, marinha e aeronáutica ?
Se as pessoas acharem que deve haver um exército, uma marinha, uma aeronáutica ou todas elas, elas serão criadas e pagas por essas mesmas pessoas. Provavelmente a administração será bens mais eficiente do que é hoje, onde milhares de recrutas passam o dia marchando, varrendo o chão e batendo continência para cada oficial que passa na frente.

Como funcionária o sistema de lucro nos três poderes legislativo, judiciário e executivo ?
O conceito de legislativo e executivo não se aplica ao anarco-capitalismo. Quanto ao judiciário, se vc o entender como um órgão julgador e mediador de conflitos, funcionaria como as câmaras de arbitragem que já existem hoje. Lembre também que em alguns países, ao contrário do Brasil, a maioria dos crimes é julgada por um júri, e o juiz é só um "mediador" do julgamento. A meu ver, já é meio caminho andado para a extinção do judiciário como poder incontestável perante a população.

Como funcionaria o sistema de lucro em presídios ?
Se as pessoas achassem necessária a existência de um presídio, construiriam um e pagariam pela sua manutenção. Note que, em qualquer comunidade, uma justiça eficiente e poucas esperanças de impunidade reduzem bastante os crimes e a necessidade de prisões.
Vou me permitir um exemplo pessoal: Nos anos 80, meu pai visitou Rondônia, que passava por um enorme crescimento populacional, com cidades surgindo da noite para o dia. Ele desceu do avião esperando encontrar algo como um filme de bangue-bangue. No caminho para a cidade, viu que muita gente andava ostensivamente armada. Logo chegaram a um restaurante, o amigo de meu pai desceu da F-100 e entrou. Meu pai o alcançou já dentro do restaurante, e disse:
- Minhas malas estão na caçamba da picape.
- Não tem problema.
- Não há perigo de alguém roubar ?
- Bandido por aqui não se cria, disse o anfitrião, encerrando o assunto.

Se caso minha propriedade fosse atacada e não tiver policia para chamar, e me matem, mesmo eu estando com armas e revide, O que os três poderes privatizados poderiam fazer pelos meu descendentes ?
Não existem "poderes privatizados". O que os "poderes" de hoje farão: a polícia vai esperar umas quatro ou cinco horas antes de chegar, para garantir que os bandidos já foram embora, vai fazer um B.O., levar seus descendentes para a delegacia onde eles esperarão por mais algumas horas antes de "prestar depoimento" e. talvez, semanas depois, seja aberto um inquérito. A média de homicídios resolvidos pela polícia no Brasil é de menos de 10%.
Se vc fala de herança, o respeito à propriedade é um dos pilares do anarco-capitalismo. Ninguém vai se aproveitar de sua morte para tentar se apropriar de seus bens, prejudicando seus legítimos herdeiros. Isso seria repudiado por toda a comunidade.
Se vc fala de apoio financeiro, ele virá do seguro de vida que vc, como pessoa responsável e previdente que é, escolheu e contratou livremente durante sua vida, talvez com uma cláusula que garanta indenização maior em caso de morte por acidente ou crime; eu tenho um desses.


Mercado perfeito é utopia. Sempre existirão imperfeições nos mercados, mas existe uma tendência assíntota à linha da normalidade, desde que não haja interferência estatal.


"Sem Agências Reguladoras, em que pese os problemas já citados em relação a ela neste mesmo artigo, teremos "espertinhos" vendendo refrigerantes com cocaína na fórmula, como método de alavancar as vendas."

Putz, é sério isso?

Pra começar, se você fizesse isso com o seu refrigerante, eu, que sou seu concorrente, simplesmente iria denunciá-lo, tomar todo o seu mercado consumidor e, com isso, levar você à falência.

Hoje, na era das redes sociais, um simples boato de que você faz isso com o seu refrigerante já seria o suficiente para levar você à bancarrota. Apenas ignaros fariam isso.

Outra coisa: o que exatamente uma empresa ganha matando todos os seus clientes de overdose? Se você mata todos os seus clientes, você simplesmente não aufere mais lucro nenhum.

A mentalidade anti-capitalista do brasileiro é tão acentuada, que ele sai fazendo ilações completamente desprovidas de sentido. Apenas quem odeia dinheiro teria a ideia de sair matando todo o seu mercado consumidor.

"não esqueça que no caso da "carne brasileira", quem denunciou a própria gestão da agência reguladora que ele trabalhava como corrupta, foi um dos próprios funcionários dela."

História incompleta. Quem denunciou todo o esquema foi um insider do Ministério da Agricultura, um lobo solitário. O sujeito estava incomodado com aquilo tudo que estava acontecendo e resolveu avisar sua chefe (sem saber que ela própria era a líder do esquema). A chefe o rebaixou, ele ficou puto, e aí resolveu acionar a PF e o MP.

Aí a PF e o MP começaram toda a burocracia -- instalando escutas telefônicas e tudo -- e só depois de 4 anos (!!!) é que descobriram algo.

Ou seja, quem denunciou tudo foi um "lobo solitário", um sujeito que foi rebaixado da hierarquia estatal por não concordar com o que se passava.

Foi então, só então, que ele resolveu denunciar.

Aliás, é sempre assim. É sempre alguém que está dentro do esquema que resolve delatar. Todos os grandes casos de corrupção são descobertos apenas porque um insider resolveu contar tudo.

Ao contrário do que os defensores do estado tentaram desesperadamente ressaltar, não foi nem a PF e nem o Ministério Público (estes dois órgãos sacrossantos) que descobriram o esquema. Reagiram com 4 anos de atraso.


A prova da utilidade do estado é que o estado "bancou" as pesquisas de Galileu ? E eu que achava que o estado (cujo nome mais exato é "a igreja") havia proibido as pesquisas de Galileu e ameaçado prendê-lo caso não se retratasse.

Mas como a história é escrita pelos vencedores, não duvido que vc tenha alguns livros mostrando que a igreja era uma instituição muito boazinha e tolerante, e que o julgamento do Galileu foi só um mal-entendido.


Ótimo texto, mas faço uma observação...

Sem Agências Reguladoras, em que pese os problemas já citados em relação a ela neste mesmo artigo, teremos "espertinhos" vendendo refrigerantes com cocaína na fórmula, como método de alavancar as vendas.

Acho importante sim defender um mercado mais aberto e menos protetivo. Mas vamos com calma... não esqueça que no caso da "carne brasileira", quem denunciou a própria gestão da agência reguladora que ele trabalhava como corrupta, foi um dos próprios funcionários dela.



Pessoal, como ser contra o aborto e ser a favor do comercio de bebês?

Porque assim, o conflito do direito de propriedade é igual nos dois casos. Pensa bem...


E sobre clonar seres humanos? Há alguma infração em liberdade ou propriedade?



Abraços


"A Nissan anuncia as versões e preços do Kicks nacional, fabricado em Resende, RJ, que substitui o modelo importado do México. Agora são três opções: S com transmissão manual, ao preço de R$ 70.500; SV com a automática de variação contínua (CVT), por valor não informado; e SL CVT, a R$ 94.900. No modelo mexicano as versões eram SV Limited (R$ 84.900) e SL (R$ 90 mil), ambas com CVT."

O Kicks foi nacionalizado.

Lembrei daquele seu comentário sobre, Leandro, de quando você falou que não é surpresa do carro depois de ser nacionalizado ficar mais caro que quando era importado (eu cheguei a procurá-lo e não encontrei). Vale lembrar que antes o carro chegava por cotas de importação, diminuindo a oferta. Teoricamente, a nacionalização aumentaria a oferta e diminuiria o preço? Como você explicaria?


As coisas mudaram, só o ser humano não percebe que são manipulados eternamente pelos mandatários. Não percebe que o voto é a desgraça de uma nação. A única solução plausível é o concurso público, para quem quiser administrar a coisa pública; somente assim se resolverá, parcialmente, nossos problemas em geral.
Pergunto. O juiz Sérgio Moro, foi indicado ou é concursado? O promotor de justiça é concursado ou foi indicado? O policial federal, é concursado ou foi indicado?
Não tem lógica um cidadão, sem experiência comprovada assumir o destino de uma cidade, de um estado ou de uma nação! O voto é uma espécie de indicação, o eleitor indica quem deve ser eleito. Um verdadeiro absurdo!
O político, não precisa prestar contas para ninguém. Você nunca sabe onde ele está! Faz gastança desnecessárias e ninguém pode impedir. Se ele fosse concursado, com certeza deveria marcar o ponto biométrico no trabalho de entrada e saída, somente por aí já seria um bom início.



Como acontece? Você faz o assistencialismo. Você dá seu dinheiro para quem você quiser.

Tanto você quanto eu temos a responsabilidade pessoal de ajudar um destituído. Mas eu não tenho o direito de roubar de você só porque há pessoas precisando da sua ajuda. Você tem a obrigação moral e pessoal de ajudá-las; mas eu não tenho o direito de interferir nos seus direitos, roubar de você e entregar o roubo para alguém na rua, mesmo que esse alguém esteja em sérias privações.

Portanto, a obrigação de "garantir o mínimo para a existência digna de quem quer que seja" é algo que tem de partir do indivíduo, e não de um aparato institucionalizado de coerção.

De novo: você tem a obrigação moral de ajudar os pobres. Agora, você não tem o direito de obrigar terceiros a ajudá-los. Você não tem o direito de pedir que o governo tome dinheiro de terceiros para redistribuir aos pobres. Isso é imoral. Isso é roubo. E nenhuma sociedade justa pode ser construída tendo por base o roubo e a imoralidade.

Aliás, hoje, com a ubiquidade das redes sociais, a coisa mais fácil que tem é você criar campanhas de doação e conscientização que levantem fundos para os destituídos. Não há desculpas para não fazê-lo.


Quanto mais liberdade econômica, mais solidariedade e caridade - na teoria e na prática

A maneira como ajudamos as pessoas não ajuda as pessoas

Um pequeno teste de ética e moral


Zantônimo,
Tem que ser muito intolerante para xingar as pessoas que tem um pensamento distinto do seu, isto que você faz é extamente o que fazem os socialistas utópicos que os libertários (e eu me incluo) tanto criticam.


Não tenho filhos, e nem pretendo te-los. Também não quero que o cunha ou qualquer ou político defina nada sobre minha vida, não sei de onde tu tirou essa conclusão


Pessoal, me tirem uma dúvida..
Se vocês são contra as cobranças de impostos... como acontece o assistencialismo aos menos afortunados de alguns países extremamente capitalista? E não seria isso socialismo? ficarei muito agradecido se vocês puderem me esclarecer essa dúvida.


Sim. Costumes e bom-senso.

É absolutamente inconcebível a ideia de que sejam necessários políticos para impor a idade de "capacidade civil do indivíduo".

Você quer que seja Eduardo Cunha quem decida o quão capaz é o seu filho?


Senhores,

Tenho uma dúvida.
Em uma sociedade liberal, sem Estado, como definir a capacidade civil da pessoa?

Hoje, no Brasil, 18 anos é a idade que consagra ao indivíduo a sua capacidade plena, tanto para celebrar negócios quanto para responder processos crime. Há casos excepcionais em que é concedido a emancipação ao adolescente de 16 e 17 tornando o capaz na esfera cível, nunca na Crime.

Pois bem, imaginando o cenário da quada do Estado brasileiro e do surgimento de uma sociedade livre, sem qualquer controle estatal, manteria-se o costume da aplicação da capacidade civil supracitada?




Gostei do que li. Confesso que, pelo título, achei que seria um texto apelativo, mas a seriedade imposta nas ideias do autor acabaram me chamando a atenção e provocando bons debates internos na minha cabeça.


O anarcocapitalismo é uma solução simplista e, infelizmente, utópica.
Repito, ignorância tudo bem, todos somos ignorantes em inúmeros temas.
Já o sujeito que, quando confrontado com a verdade insiste no erro, ou é estúpido ou tem má fé.
Em resumo, anarcocapitalismo é anarquismo mais capitalismo, into é, sociedades auto-governadas baseadas em instituições voluntárias e propriedade privada.
Sendo assim, todo o cenário internacional funciona em um sistema anarcocapitalista, já que não existe um governo mundial e os países interagem entre si de forma capitalista.
E mesmo que se force a barra e se assuma que o comércio internacional não é "capitalista de verdade", isto em nada muda o fato de que o Direito Internacional é intrinsecamente anárquico.
Portanto, falso Minarquista, ainda espero sua refutação do que escrevi. Prove que o anarcocapitalismo é impossível e utópico, ou seja honesto e pare de propagar besteiras.
A China contra o Direito Internacional - quem arbitra, de maneira suprema, conflitos entre governos?

Gostaria muito de viver sem estado, se fosse possível.
Mas

Ignorem tudo antes do 'mas'.

a realidade é que algumas coisas (pouquíssimas) têm que ser feitas coletivamente.
Não vejo como vivermos sem ruas públicas, por exemplo.

Disse o "Minarquista" que defende welfare state, educação pública, saúde pública, e que o Estado participe de grandes obras como construção de estradas!
O mesmo "minarquista" que defende que pessoas possam roubar carros sem qualquer tipo de ressarcimento. Um sujeito que, se vivesse no século XIX, defenderia a escravidão por ele não conseguir imaginar quem cuidaria das plantações de café...
Este é o retrato do Brasil, um país tão esquerdista que liberais sociais acham que são minarquistas!

É preciso fugir da tentação ancap à simplificação excessiva. Ela é falsa.
É preciso fugir da simplificação estatista, de que políticos tomarão conta da vida das pessoas melhor que elas próprias, quando eles não têm qualquer incentivo para isto.

Concordo com você Minarquista.
Isto explica muito sobre sua ignorância quanto a conceitos básicos do anarcocapitalismo.

Marx e principalmente Engels defendiam que o Estado deveria aos poucos ir murchando até desaparecer
In Marxist theory, the dictatorship of the proletariat is the intermediate system between capitalism and communism, when the government is in the process of changing the ownership of the means of production from private to collective ownership.
https://en.wikipedia.org/wiki/Dictatorship_of_the_proletariat

Stein forecast that raw communism would be an attempt to enforce egalitarianism by wildly and ferociously expropriating and destroying property, confiscating it, and coercively communizing women as well as material wealth. Indeed, Marx's evaluation of raw communism, the stage of the dictatorship of the proletariat, was even more negative than Stein's:
In the same way as woman is to abandon marriage for general [i.e. universal] prostitution, so the whole world of wealth, that is, the objective being of man, is to abandon the relation of exclusive marriage with the private property owner for the relation of general prostitution with the community.

mises.com/library/raw-communism

Ou seja, Marx defendia a ditadura do proletariado que tomaria para si todos os meios de produção e que, quando todos eles pertencessem a esta ditadura (maximização do Estado), eles se tornariam de toda a sociedade e a ditadura teria um fim (comunismo).

Portanto não, eles não defendiam que o Estado deveria aos poucos ir murchando até desaparecer. Eles defendiam que o Estado (aqui, a ditadura do proletariado) cresça tanto que, quando esta englobar a totalidade da sociedade, não haverá mais distinção entre o que está dentro e fora do Estado.

e que, em seu lugar surgiria uma "sociedade proletária"onde tudo seria de todos e ninguém seria jamais oprimido, um lugar imaginário de total perfeição e de pleno convívio pacífico, um verdadeiro conto de fadas.
Os extremos se amam !

Se eles defendem isto, o problema é deles.
Eu, como libertário, posso te garantir que nunca vi libertário nenhum defendendo que o anarcocapitalismo levaria a um lugar imaginário de total perfeição e de pleno convívio pacífico, um verdadeiro conto de fadas.
Se quis insinuar que as duas ideologias se equivalem por, segundo sua ignorância, ambas defenderem que levarão a um conto de fadas, sinto muito mas seu espantalho não colou.

Vamos ver se eu consigo fazer uma analogia que até mesmo você e o "Minarquista" entendam:

Estatista: "Estupros nunca serão 100% extintos, isto é fantasia, portanto devemos legalizar o estupro em alguns casos para, assim, diminuirmos a quantidade total de estupros na sociedade! Além disso, sexo é um direito humano e não é justo que alguns tenham tantas relações sexuais enquanto outros nunca transem."

Marxista: "Para abolir o estupro, é necessário antes maximizá-lo. A ideia é que, quando toda relação sexual for forçada, não haverá mais a distinção entre relações sexuais consensuais e não consensuais; se tudo se torna estupro, então não há mais um estupro propriamente dito, relações sexuais consensuais e estupros viram a mesma coisa, uma só entidade — e, assim, todos estariam livres do estupro."

Libertário: "Estupro é sempre errado e vai tomar no teu cú se você pensa diferente, seu merda! Incrível que eu ainda tenha que explicar isto!"


Defendo Dilma E Temer adiante dos narco-neoliberais. Defenderia até, apesar do desgosto, FHC se isso significasse questionar a afirmação estapafúrdia de que a sociedade não precisa de dirigentes.

Por que?

Nota aos 10 pontos que sugeri acima.


OPINIÃO; a politica não pode ser CRIMINALIZADA, são pessoas que entram nela para USA-LA EM SEU FAVOR, (ou de objetivos, públicos, privados,...) não interessa se É DE DIREITA, CENTRO OU ESQUERDA, ás pessoas entram neste "jogo" de acordo "com o meio" Classe Social, Convívio entre seus pares, ETC.

NB; a politica não é "uma coisa nova" no Império Romano Muito Antes de Cristo existem relatos "escabrosos" de Pessoas e Politicos que a Utilizaram em seus beneficios,...FISCALIZAÇÃO PÚBLICA, DA PLEBE,... ? isto semente se dará da Forma como esta "politica" é colocada em prática, COM PARTICIPAÇÃO; DIRETA/INDIRETA,...de fato.



As estradas sempre existiram, o governo apenas regulou, e cobra caro por isso;

Agora imaginemos a construção de uma estrada privada, ou ferrovia, ou qualquer coisa:

1 - faz-se o projeto - ex. uma estrada ligando Ribeirão Preto a Santos;
2 - os donos das propriedades onde a estrada passará, serão a estes ofertados royalties, não expropriados pelo estado (caso se recusassem, mudariam o projeto) (mas não o há motivos, pois o mesmo poderá valorizar muito sua propriedade);
3 - o empreendedor lançaria debentures e empréstimos bancários;
4 - executaria-se a obra,
5 - cobraria-se pedágio para bancar a manutenção e cobrir o investimento, além do lucro;
6 - o administrador da estrada estabeleceria as regras em sua estrada, óbvio;

7 - segundo você, isso não funcionaria;
8 - então, vamos obrigar a todos contribuir com 34%( isso sem retirar o I e o G do PIB, acredito que suba pra 75%) de seus ganhos para estado prover tudo.

ecoviagem.uol.com.br/noticias/curiosidades/historia/em-1500-floresta-amazonica-tinha-cidade-com-mais-de-8-milhoes-de-habitantes-18553.asp

https://impostometro.com.br/

pt.tradingeconomics.com/brazil/gross-national-product




Imbecil ?
Então leia O Manifesto Comunista, Zantônimo Eistein !


Infelizmente os comentários e os artigos aqui corroboram o que Pondé disse...



Prefiro mil vezes viver num país de desiguais , mas com liberdade do que viver num país onde todos são iguais, na miséria, e sem liberdade!


Você se refere a esta maravilha?

Governo indiano proíbe a circulação de dinheiro vivo; pessoas morrem e perdem sua poupança

Trecho:

"No entanto, a medida serviu apenas para criar caos e desespero para milhões de cidadãos indianos. Da noite para o dia, eles se viram em posse de um dinheiro que não mais tinha uso. Não apenas toda a sua poupança na forma de dinheiro vivo havia sido subitamente aniquilada, como ainda havia se torna impossível comprar itens básicos.

Consequentemente, as pessoas correram para os caixas automáticos dos bancos para tentar sacar cédulas de menor denominação (ainda permitidas). Como era de se esperar, os caixas rapidamente ficaram sem dinheiro. Outras correram para os bancos, o que gerou enormes filas, as quais se degeneraram em brigas físicas e tumultos generalizados. Várias pessoas foram pisoteadas. Também, como era de se esperar, os bancos não tinham dinheiro vivo suficiente para atender a todas as demandas.

Repentinamente, boa parte da população não tinha dinheiro para comprar comida e itens básicos. Uma menina de 8 anos morreu porque seu pai não conseguiu levá-la ao hospital, já que o posto de gasolina estava proibido pelo governo de aceitar a cédula de 1.000 rúpias oferecida pelo pai. Sem gasolina, o homem teve de ver a filha morrer."


Porque ninguém aqui comenta o plano Indiano (criado por Narendra Modi) de trocar o papel-moeda (notas circulante de maior valor como R$50 e R$100) por notas novas como forma de combate a corrupção?

Se aplicássemos o mesmo plano no Brasil, não seria necessária as custosas ações de polícia, justiça, nem STFs, muito menos pânico criado por mídias.

Veja que as notas apreendidas, em grande parte em mochilas, são sempre as de R$50 e R$100. Se o Banco Central/Casa da Moeda adotasse novas notas de R$50 e R$100 e desse 1 mês para que as pessoas trocassem suas notas pelo novo modelo, indicando que agentes econômicos (bancos e lotéricas) não iriam mais aceitar o modelo antigo após aquele prazo, todos seriam forçados a trocá-las rapidamente.

Eu certamente, não teria grandes problemas em trocar meus R$150 que tenho na carteira.

Porém, aqueles que possuem grande quantidade de notas não declaradas, não teriam tempo de trocar e/ou comprovar a origem, e assim perderiam o valor após 1 mês. Toda a "riqueza" proveniente de atividades criminosas, caixa 2, etc, virariam pó em 1 mês.

Porque não tentar?


Ué, típico filósofo, por que você defende Dilma e Temer?
Já vi gente defendendo Dilma, Já vi gente defendendo Temer, já vi até gente odiando os dois, mas defender os dois é a primeira vez. Explique para nós o que o levou a tal pensamento.


Anônimo, esse é justamente o problema. Não existe, no próprio estado, um mecânismo que o faça diminuir e os donos do poder não tem o mínimo interesse em tal feito.

O que causa uma redução do estado, em geral, costuma ser necessidade de reduzir o tamanho do gigante por atrapalhar o desenvolvimento do país, como alguns países que adotaram a prática recente descobriram. Uma pesquisadinha no site e você descobre quais são.


Tem que ser muito imbecil para fazer analogia entre anarcocomunismo e anarcocapitalismo.


"Não vejo como vivermos sem ruas públicas; logo, anarcocapitalismo é utópico"


O fato de você não "ver" algo não infirma o fato desse algo ser um arranjo factível, prático e moral.


Alfredo, então por você o autor do artigo postado ontem, vencedor do concurso de artigos do IMB, deveria ser enviado para uma colônia em Marte ou na Lua.

O autor do artigo é burocrata estatal.



ola é primeira vez que visito o set e eu estava observando como as coisas anda no nosso pais e perguntei se a democracia é boa de fato ou ruim embora na minha perspectiva não tem sido positivo sou leigo no assunto mas gosto de pesquisa para melhora meus argumento e minha visão sobre o assunto gostei da matéria vou estuda mais...
antes gostaria que alguém me indica se livros ou sat de outro autores seja eles de diferente opinião sobre o tema ficarei muito grato .
abraços ao responsável que fez a matéria nota dez viu aprendi muito


Olá,

"Mas a realidade é que algumas coisas (pouquíssimas) têm que ser feitas coletivamente. "

Já que são pouquíssimas coisas, poderia nos elucidar quais são as coisas que têm que ser feitas coletivamente? Poderia elucidar o porquê também?


"Mas a realidade é que algumas coisas (pouquíssimas) têm que ser feitas coletivamente. "

Gostaria de saber porquê diabos você acha que ser feito coletivamente é o mesmo que ser feito pelo Estado?


Realmente torcer para um time de futebol (ou de qualquer outro esporte) é coisa de idiota, mas eu de vez em quando torço, há um pouco de idiota em mim.


Concordo com você Minarquista.
Marx e principalmente Engels defendiam que o Estado deveria aos poucos ir murchando até desaparecer, e que, em seu lugar surgiria uma "sociedade proletária"onde tudo seria de todos e ninguém seria jamais oprimido, um lugar imaginário de total perfeição e de pleno convívio pacífico, um verdadeiro conto de fadas.
Os extremos se amam !


- Sr. D'Anconia, o que acha que vai acontecer com o mundo?
- Exatamente o que ele merece.
- Ah, mas como o senhor é cruel!
- A senhora não acredita na lei moral, madame? – perguntou Francisco, muito sério. – Eu acredito.

Rearden ouviu Bertram Scudder, que estava fora do grupo, dizer a uma moça que emitira algum som que traduzia indignação:

- Não se incomode com ele. Sabe, o dinheiro é a origem de todo o mal, e ele é um produto típico do dinheiro.

Rearden achou que Francisco não deveria ter ouvido o comentário, porém o viu se virar para eles com um sorriso muito cortês.

Então o senhor acha que o dinheiro é a origem de todo o mal? O senhor já se perguntou qual é a origem do dinheiro? O dinheiro é um instrumento de troca, que só pode existir quando há bens produzidos e homens capazes de produzi-los. [...]

Mas o senhor diz que o dinheiro é feito pelos fortes em detrimento dos fracos? A que força o senhor se refere? Não é à força das armas nem dos músculos. A riqueza é produto da capacidade humana de pensar. Então o dinheiro é feito pelo homem que inventa um motor em detrimento daqueles que não o inventaram? O dinheiro é feito pela inteligência em detrimento dos estúpidos? Pelos capazes em detrimento dos incompetentes? Pelos ambiciosos em detrimento dos preguiçosos? O dinheiro é feito – antes de poder ser embolsado pelos pidões e pelos saqueadores – pelo esforço honesto de todo homem honesto, cada um na medida de sua capacidade. O homem honesto é aquele que sabe que não pode consumir mais do que produz. Comerciar por meio do dinheiro é o código dos homens de boa vontade. O dinheiro baseia-se no axioma de que todo homem é proprietário de sua mente e de seu trabalho. [...]

O dinheiro exige o reconhecimento de que os homens precisam trabalhar em benefício próprio, e não em detrimento de si próprio; para lucrar, não para perder; de que os homens não são bestas de carga, que não nascem para arcar com o ônus da miséria; de que é preciso oferecer-lhes valores, não dores; de que o vínculo comum entre os homens não é a troca de sofrimento, mas a troca de bens. [...]

Mas o dinheiro é só um instrumento. Ele pode levá-lo aonde o senhor quiser, mas não pode substituir o motorista do carro. Ele lhe dá meios de satisfazer seus desejos, mas não lhe cria desejos. [...]

[...]

Quer saber se este dia se aproxima? Observe o dinheiro. O dinheiro é o barômetro da virtude de uma sociedade. Quando há comércio não por consentimento, mas por compulsão – quando para produzir é necessário pedir permissão a homens que nada produzem – quando o dinheiro flui para aqueles que não vendem produtos, mas influência – quando os homens enriquecem mais pelo suborno e favores do que pelo trabalho, e as leis não protegem quem produz de quem rouba, mas quem rouba de quem produz – quando a corrupção é recompensada e a honestidade vira um sacrifício – pode ter certeza de que a sociedade está condenada. [...]

[...]

Algumas pessoas haviam ouvido, mas agora se afastavam, e outras diziam: "é horrível!"; "Não é verdade!"; "Que egoísmo!". Falavam ao mesmo tempo alto e discretamente, como se quisessem que aqueles que estavam ao lado ouvissem, mas não Francisco.

- Sr. D'Anconia – disse a mulher dos brincos -, não concordo com o senhor!
- Se a senhora puder refutar uma só frase que eu disse, madame, lhe agradecerei.
- Ah, não posso responder ao senhor. Não tenho respostas, minha mente não funciona assim, mas eu não sinto que o senhor tenha razão, portanto sei que o senhor está errado.
- Como a senhora sabe disso?
- Eu sinto. Não me guio pela cabeça, mas pelo coração. Sua lógica pode estar certa, mas o senhor não tem coração.
- Minha senhora, quando as pessoas estiverem morrendo de fome ao nosso redor, seu coração não vai ajudá-las em nada. E, já que não tenho coração, eu lhe digo: quando a senhora gritar "Mas eu não sabia!", não terá perdão.