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Últimos comentários



A carga tributária do Brasil é de 34,4%

O que isso quer dizer?
Nada.
A do Chade é 4,2%, de Angola 5,7% e Bangladesh 8,5%.
A do Reino Unido é 39%, da Áustria 43,4% e da Suécia 47,9%.
Alguém pode vir com alguns poucos exemplos de países que pagam menos do que nós e estão melhor, mas isso também não quer dizer NADA.
O problema real tem muito mais a ver com a forma como é cobrado. Como já escrevi em vários textos, o Brasil cobra
– muito no consumo e
– pouco na renda.
Isso na média. Porque mesmo na renda se cobra
– pouco de quem está em cima
– muito de quem está embaixo.
Resultado:
– A galera de baixo é a que mais sente
– A galera do meio é a que mais paga,
– A galera de cima não sente e (quase) não paga.
Como assim?
Como assim?
Se você ganha até R$ 1900, como 66% dos brasileiros, não paga imposto de renda. Mas todo o seu dinheiro vai para a subsistência, que é taxada. Absurdamente taxada.
Sobra nada.
E ainda usa um serviço público ruim.
Se você ganha entre R$ 2000 e R$ 6800, como 25% dos brasileiros, pode pagar até 27,5%. E também gasta muito para sobreviver, então paga alto.
Sobra pouco.
E não quer usar o serviço público ruim, então sobra menos ainda.
Bom mesmo é quem ganha muito.
Mas muito, aquele 1% de cima, sabe?
Esse reclama porque a empresa dele é taxada, mas embute isso no preço dos produtos – aquele imposto que mata o resto dos brasileiros – enquanto tem sua renda isenta. Chamam de lucros e dividendos.
Se você ganha até R$ 1900, como 66% dos brasileiros, não paga imposto de renda. Mas todo o seu dinheiro vai para a subsistência, que é taxada. Absurdamente taxada.
Sobra nada.
E ainda usa um serviço público ruim.
Se você ganha entre R$ 2000 e R$ 6800, como 25% dos brasileiros, pode pagar até 27,5%. E também gasta muito para sobreviver, então paga alto.
Sobra pouco.
E não quer usar o serviço público ruim, então sobra menos ainda.
Bom mesmo é quem ganha muito.
Mas muito, aquele 1% de cima, sabe?
Esse reclama porque a empresa dele é taxada, mas embute isso no preço dos produtos – aquele imposto que mata o resto dos brasileiros – enquanto tem sua renda isenta. Chamam de lucros e dividendos.
Sabe quantos países isentam lucros e dividendos?
Dois.
Brasil e Estônia.
Quando muito, essa galera de cima paga aquela média de 3% sobre o patrimônio, enquanto a média mundial está entre 8% e 12%.
E aí ficamos discutindo se a CPMF é boa ou ruim.
E por quê?

E por quê?
Porque a galera do meio compra facinho o discurso de que a carga tributária é alta.
Só que a Suécia tem 7 vezes mais dinheiro por habitante para gastar no serviço público.
Mas a galera de cima não usa serviço público.
Ela quer mesmo é pagar ainda menos imposto.
Então, vende esse discurso para a galera do meio, que passa a querer
– imposto baixo angolano e
– serviço público sueco.
É isso.
Reflita.


"Baixas alíquotas de impostos sobre aqueles de rendimento elevado são desejáveis não porque eles precisam do dinheiro, mas sim porque nós precisamos — sob a forma de capital".

Brilhantemente colocado. Uma ótima maneira de se resumir o assunto. E ótimo artigo, como de praxe.


Exatamente!
Tava pensando isso ao longo do texto, é aquilo de uma imagem vale mais que mil palavras! Lembro até hoje a 1ª vez que vi esse cartazinho repugnante, foi num posto de saúde acompanhando um amigo kkkkk



A Dilma tem razão. A Eletrobras é uma holding, uma casca que abriga diversas geradoras e transmissoras de energia estaduais e federais dos rincões do Brasil.

Para privatizar basta vender os ativos detidos pela holding e distribuir o resultado para a união e fim de papo.

Mas o projeto energético brasileiro não foi feito pra dar lucro. Foi feito para colonizar e povoar o vasto território nacional.

Numa economia de mercado, diversas regiões hoje seriam grandes vazios demográficos de natureza intocada (jamais teríamos o menino do acre no acre), foi apenas a mentalidade nacionalista (integralista) que moveu grande parte da integração nacional e a Eletrobrás é um pedaço desse projeto.

O que muitos liberais não entendem é que ao permitir a alocação de capitais via preço de mercado, essa estrovenga disforme e disfuncional chamada "Brasil" não teria a menor razão de ser (como não tem, de fato).

A Dilma fala pelo establishment político que pensa o "Brasil oficial" e nisso ela está certa.



O uber (e aplicativos similares) revelam a ponta do iceberg sobre o qual toda a economia sindicalizada está alicerçada.

Todas as atividades são reguladas, controladas e concedidas pelo Estado. O desmonte disso geraria um ganho de produtividade monumental, uma correção da alocação ótima de capital de toda a poupança e uma ascensão sem precedentes na história.


Seria possível transferir a aposentadoria para a iniciativa privada?


Ué, comentar o que dessa aberração? O camarada está dizendo que quanto mais a pessoa é bem sucedida e acumula de riqueza, mais ela deve ser punida e ter seus ganhos confiscados e repassados a políticos e burocratas do estado.

Pior: ele diz que tal esbulho em prol de políticos é uma medida de "justiça social", e totalmente condizente com "a livre concorrência e a propriedade privada".

Mais cômico ainda: ele diz que tal espoliação em prol de políticos irá estimular as pessoas a produzir ainda mais!

É ou não é a piada pronta?

Mas isso aí nem é nada em relação a outras frases contidas no livro desse demente.

Algumas frases aterradoras contidas no livro de Thomas Piketty

Outras leituras recomendadas:

O que houve com os ricaços da década de 1980?

As "descobertas" de Piketty estão invertidas

Thomas Piketty e seus dados improváveis

Os três principais erros de Piketty

Piketty está errado: mercados não concentram riqueza

Como a desigualdade de riqueza acaba reduzindo a pobreza


Creio que compartilho da opnião da maioria deste site sobre o fato de qualquer imposto ser um roubo.

Gostaria que os mais estudados quanto a filosofia das idéias libertárias comentassem sobre esse fragmento do livro "O Capital no século XXI" de Thomas Piketty em que ele defende o imposto progressivo.

"(...) No fim das contas, trata-se de acabar com esse tipo de renda ou de patrimônio, julgados pelo legislador como socialmente excessivos e estéreis para a economia, ou no mínimo de tornar muito custoso mantê-lo em tal nível a fim de desencorajar fortemente sua perpetuação. O imposto progressivo constitui sempre um método mais ou menos liberal para se reduzir as desigualdades, pois respeita a livre concorrência e a propriedade privada enquanto modifica os incentivos privados, às vezes radicalmente, mas sempre de modo previsível e contínuo, segundo regras fixadas com antecedência e debatidas de maneira democrática, no contexto de um Estado de direito"

Desde já agradeço a participação de todos!


O mercantilismo nunca acabou. Aliás, está cada vez mais forte. Vide o governo Dilma, por exemplo. Raramente se viu um governo tão mercantilista quanto.

Em todo caso, aqui vai:

Mercantilismo versus livre comércio - os primórdios

Como os mercantilistas institucionalizaram a inflação

A ascensão do capitalismo


Eu tenho uma dúvida. Em que período da história o capitalismo passou a existir e o mercantilismo começou a ser abandonado?


Isso é preconceito. Com os meus vinte e pouco anos trabalhava como ajudante,, numa indústria de artefatos de cimento, lá eram fabricados tanques de lavar roupa e pias de cozinha, mas foi naquele lugar insalubre onde eu comecei a ler sobre psicólogo C. G. Jung, primeiramente em sua autobiografia que encontrei na biblioteca municipal. E não parei mais. Gostava de música erudita, sobretudo do Vivaldi. Lia jornais até hoje considerados de elite aqui na cidade de São Paulo, que minha mãe trazia das casas das patroas onde ela trabalhava como faxineira diarista. Ao mesmo tempo não perdia um sambão nas noites de sábado onde amigos meus se apresentavam na banda deles chamada "Moleques do Trem". Certamente se um preconceituoso desses acima me visse no trem meio empoeirado voltando do trabalho, com minha mochila rasgada nas costas iria julgar coisas bem diferentes ao meu respeito. E que ninguém se engane: nunca exaltei a pobreza como fazem certos intelectuais de esquerda, nem tampouco exalto hoje. Com meus próprios esforços ascendi socialmente sem ajuda de alguma"bolsa miséria" do governo.



Karnal, entre outras coisas, disse que empreendedorismo é uma religião (no sentido pejorativo), batizou o estudo do empreendedorismo de "teologia" e afirmou que a busca pelo êxito empreendedorial é uma maneira frustrante de se buscar a felicidade.

No entanto, não fossem empreendedores (e ricos) pagando impostos, ele não teria seu magnânimo salário na Unicamp. Karnal, aparentemente, gosta apenas de usufruir os luxos do capitalismo; não está muito interessado em saber como eles foram criados.


Haha, Karnal Espiritual cada vez mais patético. Quando li esta postagem de blog do presidente do IMB Helio Beltrão sobre o "filósofo", achei até que ele tinha exagerado um pouco. Mas, pelo visto, parece que ele pegou foi é leve.


"Sabemos que os rentistas aplicam em investimentos improdutivos, no caso títulos públicos."

Ué, e quem é que coloca títulos públicos à venda?!

Só existem títulos públicos porque o governo, que segue políticas keynesianas, gasta mais do que arrecada. Se o governo não incorresse em déficits orçamentários (como os austríacos dizem que deve ser) nem sequer haveria títulos públicos nos quais as pessoas (inclusive os pobres) pudessem aplicar.

Essa, aliás, é a deliciosa contradição dos keynesianos: eles defendem mais gastos e mais déficits, e depois acham ruim das consequências disso tudo!

Querem que o governo gaste os tubos, e depois ficam bravos com aqueles que estão ali para financiá-los!

É ou não é um caso de esquizofrenia?

Aliás, esquizofrenia não. É pura ignorância econômica, mesmo.

"Pensava que os austríacos abominassem esse ciclo de investimento onde se empresta para o governo e ele o gasta em coisas desnecessárias"

Mas, filhote, os austríacos são os únicos que defendem um profundo corte de gastos e de impostos como forma de equilibrar o orçamento e assim acabar com o déficit e, consequentemente, com o endividamento do governo (que gera o seu odiado "rentismo").

Já vocês keynesianos têm um tesão inexplicável por mais gastos e mais déficits (os quais, segundo vocês próprios, gera aumento na "demanda agregada" e, consequentemente, "crescimento econômico"). São vocês que geram essa situação.

A única coisa que posso dizer para você sobre rentistas que aplicam na dívida pública é: "toma que o filho é teu!"

Ademais, o artigo não fala de pessoas que investem em títulos do governo (algo que qualquer pobre com R$ 30 também pode fazer), mas sim naqueles que investem em coisas produtivas (algo que, por definição, pobres são incapazes de fazer).

"mas vejo que a política que vocês defendem é a imoralidade dos rentistas para com a população, ou seja, a população é quem banca os rentistas."

E quais políticas fiscais criaram os rentistas? Vejamos até onde vai a sua hombridade.

"E mais, se vocês defendem esse arranjo, como acabar com a dívida pública que é tão criticada por vossos senhorios? Não me parece contraditório?"

Que arranjo, cidadão?! Quem defende gastos crescentes e déficits do governo -- que geram os rentistas -- são exatamente vocês keynesianos, que não entendem p... nenhuma de economia e, por isso mesmo, são incapazes de entender as consequências de suas próprias políticas. Por isso mesmo vocês levaram o Brasil à breca.

Quer acabar com os rentistas? Fácil. Defenda estado mínimo (ou, melhor ainda, a extinção do governo) e um corte de 99% no orçamento do governo. Pronto. Nunca mais você vai ouvir falar em rentistas. Ao contrário: vai ver um surto nos investimentos produtivos.

Hoje, o estado -- via déficits e impostos -- chupa o dinheiro disponível para investimentos. Sem déficits e com gastos e impostos menores, todo o dinheiro iria necessariamente para a produção.

Você defende isso? Aguardo sua coragem.


Simples.

1) Para começar, felizmente, não houve nenhuma medida protecionista. E nada indica que irá ter.

2) Já foram implantadas algumas medidas de desburocratização e outras estão prometidas.

3) Trump não só disse que não vai elevar impostos, como também prometeu reduzi-los.

4) O desemprego está em queda, a inflação segue controlada e o dólar segue forte.

Sendo assim, por que as ações não deveriam estar subindo? Aliás, o que realmente seria difícil explicar é se elas estivessem desabando.

Mas, sim, em algum momento o crédito irá se contrair e as ações irão cair. A economia americana entrará em mais um ciclo econômico. Volte aqui quando isso acontecer.


Não confunda capital com dinheiro.


A base do seu raciocínio está correta: Se as pessoas estão direcionando seu dinheiro mais para o futuro e menos para o presente, então de fato deve haver menos dinheiro circulando, sem que haja uma redução do estoque de bens. Isso causa uma queda de preços, o que é bom.

Mas o dinheiro efetivamente poupado não fica numa gaveta, como inclusive é citado nesse mesmo artigo. Ele vai para o sistema bancário, de uma maneira ou de outra, e inevitavelmente terminará na conta corrente de alguém que tomou um empréstimo para realizar investimentos.

Então as consequências mais óbvias da poupança são queda de preços dos produtos atuais e aumento nos investimentos.


Karnal foi na veia ao comparar a possessão demoníaca e a possessão pelo capital. Esse site foi possuído pelo capital.

cultura.estadao.com.br/noticias/geral,a-possessao-demoniaca-e-a-do-capital,70002001452


Isso é balela.

Sabemos que os rentistas aplicam em investimentos improdutivos, no caso títulos públicos. Pensava que os austríacos abominassem esse ciclo de investimento onde se empresta para o governo e ele o gasta em coisas desnecessárias, mas vejo que a política que vocês defendem é a imoralidade dos rentistas para com a população, ou seja, a população é quem banca os rentistas.
E mais, se vocês defendem esse arranjo, como acabar com a dívida pública que é tão criticada por vossos senhorios? Não me parece contraditório?


Certamente ela não foi respondida porque não faz o mais mínimo sentido lógico, racional e conceitual.


"Os mercados nunca precificam o presente; eles sempre miram o futuro. Os preços presentes são apenas os preços futuros descontados. Uma legislação criada para reduzir o comércio global inevitavelmente afetaria os mercados e os preços das ações das empresas. Com um comércio global muito mais restringido, os lucros das empresas exportadoras e importadoras seriam severamente afetados. A Bolsa de Valores apenas antecipou essa queda."

O governo Trump está procurando reduzir o comércio global, só que as ações das empresas subiram desde que ele ganhou as eleições, como fica essa questão?




Uma pergunta que não tem a ver com o artigo. Porém não foi respondido na artigo que eu perguntei. Eu estava lendo sobre a importancia de poupar capital em uma sociedade. Mas se uma sociedade passa a poupar mais para enriquecer futuramente, a conta poupança aumenta e a corrente contrai. A tal contração não geraria um desastre na economia? Pois seria menos capital correndo por ela.



"vc esquece que as pessoas são egoístas, se não tiver o Estado ninguém vai ajudar em nada"

O mais engraçado é que mesmo com o intervencionismo do estado, as pessoas fazem caridades para os mais pobres, alguns até criam bolsas de estudos para universidades estrangeiras.


Prezado, Paz!!!

Venho através do presente solicitar informações sobre o Curso de Especialização em Doutrina Social da Igreja. Tenho grande interesse e necessidade em fazer o referido Curso, uma vez que participei participei do Curso Fé e Política do CEFEP em Brasília.
Gostaria de saber se esta Instituição oferece o referido Curso ou onde posso conseguir realizá-lo.
Sou da Bahia, na Paróquia Santa Virgem das Vitórias, em Lagoa Real.

Sem mais para o momento e esperando contar com vossa compreensão e apoio, agradeço.

Em Cristo,

Gilmar Teixeira dos Santos


Eu vi que ele retrata, mas eu falo de um artigo semelhante aquele último do Leandro (que foi excelente por sinal) que tratou de como o governo brasileiro transformou uma recessão em uma depressão, só que dessa vez aplicado na época do encilhamento.

Daí teria a narrativa do processo que gerou a crise, como veio a recuperação, tratar das políticas de Campos Salles, Rodrigo Alves e etc.

Fala se não seria interessante?


Eu até tenho algumas fontes confiáveis sobre a desvalorização cambial da época, mas não seria nem de longe capaz de escrever um artigo na mesma qualidade que ele.



"se não tiver o Estado ninguém vai ajudar em nada"

Interessante. Mas diga, quem é que gerou a pobreza?

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

www.mises.org.br/BlogPost.aspx?id=2383


Gostei de um episódio da série Black Mirror do Netflix, que mostra como será o futuro.

Os aplicativos de celular irão organizar a vida em sociedade.

As pessoas, empresas, políticos e instituições serão rankeadas com "curtidas / likes / seguidores".

Acho isso meio paranóico, mas com certeza vai contra a igualdade, criando uma competição por "Curtidas / Likes".

Até uma eleição para presidente poderá ser realizada por celular.

O maior obstáculo ainda é a garantia da identidade e a liberdade, mas que serão resolvidas com impressão digital, identificação facial, senhas, padrões, QR codes, detectores de mentiras, etc.



Ao escritor desse texto, deve ser aquele que passou a vida toda fazendo concurso público e nunca passou em nenhum. A você que difama a estabilidade do concursado aqui vai um auto explanação, A estabilidade é um instituto antigo e tem como finalidade garantir que o servidor não fique sujeito a pressões políticas a cada troca de comando (governo), além de preservar a autonomia desses funcionários que precisam agir de forma técnica, mesmo contra interesses de poderosos. Outro aspecto que decorre da estabilidade é permitir a continuidade do serviço, o que não aconteceria se a cada troca de governo toda a equipe pudesse ser substituída. Dessa forma, pretende-se atender aos melhores princípios da administração pública. Se você não teve competência de passar num concurso público, pelo menos respeita aqueles que tiveram. Se você preferir, se mude para uma sociedade, sem organização, e sem nenhuma forma de autoridade imposta. Claro que existem servidores ineficientes, mas não venha culpar os servidores pela má gestão da administração pública. Se você tiver outro meio de financiar a máquina pública, que não seja através da arrecadação de impostos, habilita-se a uma eleição para tentar mudar esse paradigma.


Olá pessoal, alguém sabe me dizer o que causou a situação econômica tenebrosa que os USA viveram em 1920?


Interessante, mas pelo que li no texto e em algumas respostas, é muito largar a mão do restante, vc não quer estado na educação, não quer ajudar a pagar a educação de ninguém, e se for fazer quer fazer na quantia que quiser, vc esquece que as pessoas são egoístas, se não tiver o Estado ninguém vai ajudar em nada, eu ainda acredito no Estado minimo, pra haver sempre menos corrupção e mais fácil de se descobri-la se acontecer, anarquia só adiantaria se o humano não fosse interesseiro e egoísta.


concordo plenamente.... 20,30,40,50 anos ou até mais..morando com a mãe e achando que tem 16... sempre falo isso e dizem que sou ranzinza hahhaha


Existem democracias melhores que a do Brasil, a Suiça é um exemplo, não é o sistema perfeito, mas por que não adotar melhorias?




Quero este artigo de volta:
Estrada abandonada é reformada por empreendedores do mercado negro, após reforma o estado se apossou novamente da estrada, e até destruiu frutas dos "contrabandistas".
www.mises.org.br/BlogPost.aspx?id=2512


A cultura, o jornalismo e a educação viraram um bang-bang revolucionário, onde as pessoas não entendem quais são os problemas, ou quais são as carências para se elevar a média econômica e social das pessoas.

Essa guerra cultural parece cego em tiroteio. Tem gente defendendo coisas que irão piorar a situação e destruindo coisas importantes.

As pessoas estão virando trolls, zumbis e militontos, aplaudindo até milionário falando de igualdade.


Pra começar, historicamente, o livre mercado nunca existiu, da mesma forma que o comunismo. Ambos sao utopias. Entao nao rebata meu argumento criticando o socialismo, porque nao sou socialista. Voces parecem aqueles marxistas doentes que copiam e colam a mesma historinha sobre exploraçao do homem pelo homem a cada comentário que fazem, como se essa fosse a verdade absoluta da vida, incapazes de uma resposta inteligente e reflexiva.

E o seu argumento é limitado porque ignora várias discussoes das ciencias naturais. É possível que um determinado empresário, quando confrontado sobre o impacto ambiental causado por sua empresa, argumente que a ciencia nao provou a relaçao de causa e efeito entre a sua atividade e a deterioraçao do ambiente. E ao fazer uso de um determinado tipo de metodologia mais barata, eficiente e danosa, ele conseguirá ofertar seus produtos a um preço mais baixo e com qualidade superior, que será imediatamente absorvido pelo mercado. Se considerarmos como verdadeiro o argumento liberal de que nada é público (ou planetário, coletivo, erga omnes), entao caberá SOMENTE aos consumidores individuais boicotarem essa empresa. É possível? De acordo com a utopia liberal, nao só possível como necessário. É exatamente o mesmo tipo de argumento que o outro lado usa para justificar o comunismo: é um argumento que ignora a história humana e sua estrutura biopsicológica em favor de um ideal. O ser humano DEVE agir assim para que o modelo funcione; e quando ele age irracionalmente (ou contrário ao que o modelo prega), é o ser humano quem está errado, nao a ideologia.

Felizmente, nenhuma ideologia jamais sobrevive intacta por muito tempo. Voces podem defender o livre mercado o quanto quiserem, mas ele JAMAIS será livre (AINDA BEM!). E quanto mais as contradiçoes e os desequilíbrios se acentuarem, mais perto estaremos da Noite Escura da Humanidade. Se nao nós, nossos descendentes pagarao, porque a fatura ecossistemica nao é barata e chegará COM CERTEZA.


Há um longo trecho do artigo falando exatamente sobre este período. Confira.


Errado. Funcionário público não paga imposto. E isso é fácil de comprovar.

Se um funcionário público recebe $ 10.000 oriundos de impostos pagos compulsoriamente pelo setor privado, e, se destes $ 10.000, $ 2.500 são retidos na fonte pelo próprio governo, é incorreto dizer que o funcionário público pagou $2.500 de impostos.

A analogia é a de uma quadrilha que repassa para seus integrantes o dinheiro que extorquiu dos comerciantes do bairro. Se a quadrilha extorque $ 10.000, retém $ 2.500 e repassa os $7.500 restantes para seus membros, não é correto dizer que seus membros pagaram $2.500 de impostos.

Afinal, eles não geraram esses $ 2.500 vendendo serviços consumidos voluntariamente no mercado. Os $ 2.500 são apenas uma fatia da espoliação, a qual o agente espoliador achou por bem reter para si próprio.

Logo, sim, o salário do funça é oriundo do roubo. E ele não paga imposto. CQD.


Esse artigo trata dos currency boards, seria bom um artigo retratando melhor o Brasil no século XIX e início do século XX.


Olá. Como vai? Apenas um breve comentário. Você disse que todo salário de servidor público é pago com dinheiro roubado? Não seria melhor reconsiderar esta declaração? Senão, veja: "todo" servidor público também é PAGADOR de impostos, logo, está apenas recebendo de volta o que ele mesmo entrega para o estado. Isso faz sentido para você? Fica com Deus e vamos em frente.


Só são identidades quando os bancos funcionam exclusivamente como intermediários entre poupadores e tomadores de crédito. Neste arranjo, as taxas de juros são livremente determinadas por oferta e demanda (e também por risco de crédito e perspectiva inflacionária futura) e a poupança de fato se torna investimento.

Porém, quando os bancos são livres para criar dinheiro e emprestá-lo -- pois contam com o suporte do Banco Central --, essa identidade é quebrada. As taxas de juros, manipuladas pelo Banco Central --, também perdem completamente sua função balizadora.

Portanto, no atual arranjo monetário e bancário, poupança e investimento não mais são identidades, pois o investimento pode ser (temporariamente) estimulado pela expansão artificial do crédito, sem que tenha havido qualquer poupança.

Obviamente, as consequências dessa intervenção no mercado de crédito são os ciclos econômicos.

Dois artigos sobre isso (dê especial atenção ao segundo):

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1387

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2466


Intervencionismo é de Terceira-Via. Uma alternativa ao Capitalismo e ao Socialismo.


Leandro,

Na minha monografia tratei sobre a TACE e a crise de 2008, no decorrer dele afirmei que havia um descompasso entre o nível de investimento na economia e o nível de poupança e fui questionado por essas variáveis serem tidas como identidade uma da outra. Você pode me auxiliar quanto a isso?


Um bom começo seria liberar os Estados para que cada um tivesse o seu próprio salário mínimo totalmente desvinculado do nacional, inclusive com liberdade para revogá-lo.


Que tal você levá-la para sua casa e a ajudar, por livre e espontânea vontade, dando o exemplo primeiro, ao invés de exigir dos outros que o façam em seu lugar antes de você?




Eis o documentário:

https://www.youtube.com/watch?v=RIrcB1sAN8I


O artigo não comprova o que diz. Tomar casos particulares não justifica a "bondade" do 1% mais rico e, muito menos, o benefício que eles fazem a população global.


Dizer que o artigo não tem nada a ver com o autor que o escreveu é um erro constante que vejo nos comentários.
Cristopher Cantwell é um merda racista que deve ser punido com a retirada de seu artigo e, quiça, banido da vida pública.

Parabéns ao Mises Brasil pela escolha certa e prudente!


Porque não há estímulo econômico e moral para oferecer bons serviços, porque são serviços de alta demanda servidos por completos incompetentes, sim mas ainda ficará longe do aceitável, privatizar ajuda mas não resolve tudo, tem que desregulamentar e desestatizar.


Leandro,

já pensou em escrever um artigo sobre o encilhamento ou sobre as tentativas do Brasil em adotar o padrão-ouro?

Todos textos que encontrei sobre o período ou são escritos por monetaristas, ou ficam falando em burguesia opressora kk

No mais, o que acha desse texto:

www.abphe.org.br/revista/index.php?journal=rabphe&page=article&op=view&path%5B%5D=88&path%5B%5D=168

Acredita ser uma fonte confiável pra estudos?


Pessoal, minha mãe é bastante leiga sobre política, mas um dia ela disse uma coisa que me deixou surpreso: "eu sou contra ter democracia por que o povo fica colocando esses politicos que ficam roubando a gente".
Ela pode estar certa nesse ponto?

Lembro que o meu professor de filosofia dizia também que a democracia não era a melhor forma de governo, mas não prestava muito atenção.


Meu filho é minha propriedade?

Sinto que Rothbard falou asneira sobre vender bebes...

Mas ao mesmo tempo, se eu levantar uma casa ou uma fazenda em uma área sem dono(terra de ninguém), logo aquela área se torna minha propriedade pois misturei meu trabalho nela e etc...

Portanto, sabemos que propriedade é a extensão que meu corpo(minha propriedade) produz/produziu.

Se for pensar assim, uma criança é minha propriedade, já que o ato sexual é uma ''produção'' de um bebe. Ao invés de ter um único dono, o bebe tem dois donos(pai e mãe).

O pai ficou encarregado do ato sexual e do esperma enquanto a mãe ficou encarregada da gestação onde fornece todo nutriente e demais necessidades para o desenvolvimento do bebe.

Portanto, seguindo a nossa lógica, juridicamente podemos dizer que um bebe é propriedade dos pais já que este é uma extensão do que o corpo dos pais produziram.
Porque em um caso, a extensão do que meu corpo produziu é minha propriedade e no caso do bebe não?

Alguém faz um contra-ponto porfavor?!

Abraços


Bom currículo para alguém de 30 anos é:

-Experiência profissional consolidada, uns 8 anos e em diferentes setores está bom;
-Formado e se possível pós graduação na área de atuação;
-Boa rede de relacionamentos profissionais, daqueles que facilitam os negócios da empresa contratante;
-Idiomas, pelo menos fluente em 1 e outro em nível avançado;

Dificilmente candidatos com 30 ou quase 30 que só se dedicaram aos estudos apresentam tais qualidades muito desejáveis que só a experiência prática pode fornecer. Depois seleciono os 10 melhores currículos para entrevista pessoal, descarto os que apresentam más características psicológicas e encaminho os outros para o gestor da área selecionar qual desejar pelos próprios critérios.



Sim, o crescimento econômico per se não é inflacionário. Ao contrário, ele é deflacionário.

Se a economia cresce, ela produz mais, aumentando a oferta de bens e serviços disponíveis para o consumo em uma comunidade. A economia se torna mais produtiva. Com uma maior quantidade de bens e serviços no mercado, e o estoque de moeda relativamente estável, os preços tendem a cair. A moeda ganha poder de compra. Daí a natureza deflacionária do crescimento econômico.

Quando os EUA ainda estavam no padrão-ouro clássico, a economia crescia e os preços caíam. Foi assim de 1865 a 1913, ano em que foi criado o Fed.

Por outro lado, se há expansão do crédito -- ou seja, se há criação de moeda por meio do sistema bancário em conjunto com o Banco Central --, aí tudo se torna inflacionário. Mas a inflação de preços não advém do crescimento econômico que eventualmente ocorre; ela vem da expansão da oferta monetária. O crescimento econômico que eventualmente ocorre terá, isso sim, um efeito deflacionário. Se ele não ocorresse, o aumento dos preços seria ainda maior.

O que realmente faz com que os preços subam continuamente? Eis a explicação para o Brasil

Como a crescente estatização do crédito destruiu a economia brasileira e as finanças dos governos


Comungo um pouco das ideias do André. Esse país é ruim para pobre. Para alguém que consegue poupar e ser frugal é menos ruim.

Uma coisa que ñ entendo e tem até tópico que crescimento não gera inflação. Mas,se para crescer precisa-se de investimento ,e normalmente este investimento vem do crédito que é inflacionário? Como equacionar oferta monetária, crédito e crescimento sustentável? Pelos relatos do IMB este sao os motivos dos nossos vôos de galinha. Salvo engano o Milton Friedman defendia uma expansão homeopática da oferta monetária...

Parabéns ao IMB e colegas que enriquecem o debate com suas colocações.

Abraços!!!


Oi Max,

Na obra de Karl Marx, os conceitos denominados "capitalismo" e "socialismo" aparecem como os sistemas econômicos relevantes, sendo o intervencionismo erroneamente visto como uma forma transitória do primeiro.

Leia Intervencionismo - Uma Análise Econômica de Mises, disponível aqui na biblioteca do site. Abraço!


A Lei Rouanet é uma das piores leis que esse país possui. Essa lei é o literal significado do fascismo. Toda essa baboseira de "isenção fiscal" é apenas uma máscara, uma maquiagem para o que ela faz de fato.

Esse vídeo Ancap explica muito bem:






Pessoal eu gostaria que voces me explicassem uma coisa: por que o servico público é tão ruim? Principalmente hospitais e escolas? Tem como o Estado melhorá-lo ou por que a gestão é ruim mesmo? Pergunto isso pq tem gente que usa como desculpa. Enfim, pode melhorar ou é algo impossível? Apenas privatizando é a saída?



Eu ficaria no Brasil mesmo. E o motivo é simples: eu sou e sempre fui um cara poupador. Sempre fui munheca. Sendo assim, quero ser bem remunerado por este meu sacrifício. Poupança é um sacrifício e quero ser recompensado por isso.

E nenhum país é melhor que o Brasil para recompensar poupadores. Aliás, acho interessante como os valores mudaram. Antigamente, um sujeito poupador e frugal era bem visto e até elogiado. Hoje ele é chamado de rentista e é vituperado como sendo causador de recessões. E elogiado é aquele sujeito consumista que vive entrando no rotativo do cartão de crédito.

Atualmente, nenhum país de primeiro mundo recompensa bem o poupador. Com efeito, em alguns países europeus, o poupador é punido com juros negativos. Tô fora.

Nova Zelândia até vai. Mas é só. Nenhum país da zona do euro me pega. Suíça também não. E EUA, por enquanto, também não.

No Brasil, moro em cidade pequena, tranquila e faço home office (o que significa que estou fora de IRPF e encargos sociais e trabalhistas). É o jeito ideal para se criar uma família. Cidade grande e emprego de carteira assinada não me pegam mais de jeito nenhum.

E não vejo hoje nenhum outro país que me forneça condições semelhantes.


Sim. As lojas físicas irão precisar se adequar radicalmente à nova realidade se não quererem entrar em extinção.

Os principais pontos positivos do advento da internet para os negócios foi baratear os produtos para consumidores e desmantelar a Justiça Trabalhista, forçando uma profunda reforma.

Só destaquei essa questão das lojas em shoppings para mostrar que em uma economia dirigida e engessada pelo Estado, não contente em roubar a população diretamente ou indiretamente, os poderosos também conseguem os melhores pontos comerciais para lavar o dinheiro sujo.


A sua constatação está certa, mas há outros motivos.

Com a expansão do comércio online, a tendência é que haja cada vez menos lojas físicas. Com a exceção de estabelecimentos voltados para o setor alimentício, a tendência é que os pontos comerciais desapareçam. Ainda vai demorar um pouco, mas a tendência é inexorável.

Coisas como aluguel, conta de luz e principalmente encargos sociais e trabalhistas, bem como o risco de ser acionado na Justiça do Trabalho, simplesmente não compensam manter um ponto comercial físico. Fazer tudo online é bem mais prático. Só eu conheço 4 pessoas que migraram para essa atividade.

Quem está no ramo das lojas físicas é bom começar a pensar em outras atividades.




Eu estou entrando em novos nichos do mercado empreendedor e fiquei sabendo de uma coisa que por muito tempo já suspeitava.

Um colega contador que trabalha em um grande shopping de SP me disse, em um churrasco, que a imensa maioria das lojas de shoppings aqui no Brasil só conseguem sobreviver porque os donos não dependem do lucro da loja para mantê-la. Quase sempre as planilhas estão no negativo, pois além dos aluguéis serem caríssimos, o consumo é relativamente baixo. E complementou que a conclusão óbvia é que maioria dos donos usam essas lojas como lavagem de dinheiro.

Quando há uma regulamentação estatal (como proibição ou intensa tributação de produtos) e quando o Estado concentra o poder econômico em suas mãos e faz parcerias diretas ou indiretas com grandes empresários, o nível de corrupção que acontece e sempre aconteceu no Brasil é simplesmente inevitável.

Muito triste o Brasil ter escolhido logo no início da sua existência o Corporativismo e não o Capitalismo, como os EUA escolheram. E o pior é que nunca vai ser mudado esse sistema brasileiro, há muitos poderosos que não irão deixar.




Eu estou cursando contabilidade, quando terminar farei um MBA de finanças para meter o pé daqui. O meu planejamento de longo prazo é ir embora desse país, não há menor possibilidade de levar este país a sério.


Melinda pode fazer o que quiser.
Desde que ela seja responsável pelos seus atos.
Agora querer jogar para a sociedade a responsabilidade sobre suas atitudes já é outra história.


JUSTIÇA SOCIAL - Walter Williams - economista americano:
"No infindável debate sobre "justiça social", a definição de "justo" tem sido debatida por séculos. No entanto, permita-me oferecer a minha definição de justiça social: eu mantenho tudo aquilo que eu ganho com o meu trabalho e você mantém tudo aquilo que você ganha com o seu trabalho.
Discorda? Então diga-me: qual porcentagem daquilo que eu ganho "pertence" a você? Por quê?"


Todos os sistemas econômicos são simplesmente formas de opressão, não interessa o nome ou o arcabouço teórico que o dá fundamentação. Capitalismo, comunismo, anarquismo, todos esses pressupõe uma massificação da população em uma doutrina para um controle maior de um grupo menor de poderosos. Os sistemas que buscam o fim do Estado, como o comunismo e o anarquismo ainda se afastam um pouco dessa característica. A única forma autêntica se vida é se o homem pudesse gozar de sua liberdade individual plena, como esse sistema não é mais possível, todas as formas de gozarmos uma liberdade civil talhada em uma ideologia política será deturpada. As únicas revoluções de fato autênticas que temos são aquelas que não foram inspiradas em nenhum sistema filosófico acadêmico de doutrinação, mas apenas na força do sangue que clama por liberdade. Canudos, Zumbi, isso foi autêntico.


A maioria não tinha dono. Não é tão fácil invadir terrenos urbanos quanto o é no campo - e essa fragilização do direito de propriedade é relativamente recente (mais recente que a ocupação de regiões periféricas das grandes cidades).

É comum, nessas áreas, duas circunstâncias: a) loteamentos desorganizados (não foram devidamente desmembrados, impossibilitando o registro), e b) terrenos públicos (i.e.: que podem passar literalmente séculos sob a posse de particulares, sem que a eles pertençam). De uns anos para cá, têm crescido as invasões urbanas, mas são uma fração irrisória do todo.

O Brasil tem práticas particularmente nefastas em relação a terras públicas. É muito fácil o estado tomar terrenos, mas é penoso o processo de transferi-los para particulares. Não há usucapião de propriedade pública, para começar. Existem requisitos muito restritos para vender ou transferir os terrenos. Além disso, as aberrantes exigências burocráticas virtualmente impossibilitam o registro de terreno originalmente irregular.


Acho que você é que não entendeu meu comentário. Quando se têm uma porcentagem alta de milionários - 8% até 20% - em uma economia livre, a classe social abaixo dos milionários tendem a ser a maioria em um país, pois bem, um país em que se obtém uma população milionária de 15%, a classe social abaixo dos milionários tendem a ser mais próximos dos valores milionários em níveis de riqueza e não de renda. Logo houve sim redução da desigualdade, porque da forma que o número de milionários crescem como porcentagem da população do país, toda a estrutura hierárquica da sociedade é puxada para cima, o extremo-pobre vira pobre, o pobre vira classe média baixa, o classe média baixa vira classe média, o classe média vira classe média alta e assim hierarquicamente sempre para cima por conta da criação de riquezas. A mobilidade de uma classe para outra é notória mesmo em um mundo onde o pró-intervencionismo parece ser a regra do jogo, incluindo países como os EUA. Claramente que um país com 50% de milionários é totalmente irracional, só que quanto mais a economia for livre, menor será a desigualdade por conta desta mobilidade de classes.

E mais, os estudos sobre riqueza também são escassos, porém valores mobiliários, ações, títulos públicos são contabilizados no conceito de riqueza, essa pesquisa ainda é recente. Portanto, se conhecêssemos os reais níveis de riqueza das camadas mais pobres, com a mais absoluta certeza a desigualdade seria ainda menor.

E sobre o coeficiente de gini e as nações igualitárias, isso não se pode levar a sério. Estou usando uma abordagem totalmente diferente desse charlatanismo.


Se não me engano o Mises Brasil é baseado no Mises em inglês, então deve ter algo do tipo, não tenho certeza


Acho que você se confundiu aí. Você quis dizer que a desigualdade seria menor em países economicamente mais livres, mas utilizou como dados apenas o número de milionários. Ora, mas isso não quer dizer nada. Você mostrou que em países economicamente mais livres há mais milionários que em países menos livres (uma obviedade, por definição), mas isso não significa que a desigualdade será menor.

E nem há por que ser. Os dados empíricos comprovam isso: uma maior igualdade de renda em uma economia não tem nenhuma relação com mais riqueza. O indicador de medição da desigualdade mais utilizado no mundo é o Coeficiente de Gini. Quando mais próximo de 1, mais desigual é um país. Quanto mais próximo de zero, mais justa e igualitária é uma sociedade. Segundo dados do Banco Mundial, pode-se concluir que:
O Afeganistão (27,8) é mais igualitário que a Bulgária (28,2), Alemanha (28,3) e a Áustria (29,2);

A Etiópia (29,6) e o Paquistão (30) são mais justos e igualitários que a maioria dos países desenvolvidos, como Austrália (35,2), Coréia do Sul (31,6) e Luxemburgo (30,8) e Canadá (32,6);

Tadjiquistão (30,8), Iraque (30,9), Timor Leste (31,9), Bangladesh (32,1) e Nepal (32,8) são mais igualitários que Bélgica (33), Suíça (33,7), Polônia (34), França (35,2), Reino Unido (36) e Portugal (38,5);

Burundi (33,3), Indonésia (34), Togo (34,4), Níger (34,6), Índia (33,4) são mais igualitários que Irlanda (34,3) Espanha (34,7), Itália (36), Israel (39,2);

E todos os citados anteriormente mais Quirguistão (36,2), Mongólia (36,5), Tanzânia (37,6), Cambodja (37,9), Libéria (38,2), Senegal (39,2), Djibouti (40) são mais justos e igualitários que Estados Unidos (40,8), Cingapura (42,5) e Hong Kong (43,4).

Para simplificar, podemos dizer que os EUA são mais desiguais que o Senegal; o Canadá é mais desigual que Bangladesh; a Nova Zelândia é mais desigual que o Timor Leste; a Austrália é mais desigual que o Cazaquistão; o Japão é mais desigual que o Nepal e a Etiópia. Já o Afeganistão é uma das nações mais igualitárias do mundo.


Embora seu comentário tenha sido confuso, suponho que você quis dizer que capitalismo gera depredação ambiental. Esse é um argumento típico de quem desconhece a história.

Para começar, as maiores destruições da natureza ocorreram sob o socialismo. Caso esteja interessado, eis um apanhado:

O eco-socialismo, o socialismo real e o capitalismo - quem realmente protege o ambiente?

De resto, se você realmente quer preservar a natureza, então a primeira coisa que você tem de fazer é retirá-la do controle do governo e entregá-la a um capitalista. Somente um genuíno capitalista irá conservá-la ao máximo, pois é exatamente este arranjo que lhe trará ainda mais dinheiro.

Explico.

Somente quando uma terra tem dono é que este possui vários incentivos para cuidar muito bem dela. Sua preocupação é com a produtividade de longo prazo. Assim, caso você decida, por exemplo, arrendar uma parte da floresta para uma madeireira, você vai permitir a derrubada de um número limitado de árvores, pois não apenas terá de replantar todas as que ceifou, como também terá de deixar um número suficiente para a safra do próximo ano.

Ao visar ao seu interesse próprio -- sempre ter mais árvores -- você está mantendo a floresta.

Quando a terra tem dono, ele possui vários incentivos para cuidar muito bem daquela terra. Sua preocupação é com a produtividade de longo prazo. Já quando a terra não tem dono, quem chegar lá primeiro irá esbulhá-la ao máximo, pois sabe que, se não o fizer, outro o fará antes dele. Assim, o incentivo será o de ceifar o máximo de árvores o mais rápido possível antes que outros cheguem.

O incentivo para se conservar é uma característica inerente à estrutura de incentivos criada pelo mercado

Se você gosta da natureza, privatize-a

Propriedade privada significa preservação


Não seria negligência argumentar que a desigualdade aumenta, enquanto a diferença de padrão de vida entre pobres e ricos diminui. Falo isso porque eu não vejo o livre comércio em muitos países, inclusive nos EUA. Eu imagino que se a maior parte dos países tivessem logrado o livre mercado, essa desigualdade propagada por interesses obscuros seria imensamente menor, o que ocorre ao contrário no mundo atual. Países em que se obtém maior liberdade de investimento, como Singapura por exemplo, 11% da população detém US$1 milhão ou mais, em Hong Kong, na ex-colônia britânica, o crescimento do número de milionários em 5 anos é uma porcentagem de mais de 15%. Agora coloque em um país interventor como o Brasil, o país têm 172 mil milionários, isso representa 0.09% sobre a população total, isso é inacreditável. Se formos colocar a mesma porcentagem de Singapura(11%), o país era pra ter incríveis 23 milhões de milionários, ou seja, a desigualdade iria diminuir radicalmente conforme os níveis de liberdade econômica forem aumentando, se ainda colocássemos no cenário em que aumentaria em 15% o número de milionários no período de 5 anos, haveria 3,5 milhões de novos milionários, isso sem levar em conta o crescimento da população. Eu nem quero pensar em um ancap, porque as possibilidades de enriquecimento e investimentos seriam estrondosamente maiores, simplesmente pela razão de que haveria oportunidades em todos os setores, até mesmo empresas de distribuição de água, de recolhimento de lixo, de reaproveitamento de lixo, de energia como hidrelétricas até painéis solares, de estradas e ruas... enfim, com essa gama de possibilidades, não há porque não acreditar que a desigualdade reduziria radicalmente.

veja.abril.com.br/economia/com-1-milionario-para-cada-35-habitantes-singapura-vive-boom-de-endinheirados/#
g1.globo.com/economia/noticia/2016/11/brasil-ganhou-10-mil-novos-milionarios-em-2016-aponta-estudo.html


Muito bons textos, parabéns!

Tenho 28 anos e um currículo não dos melhores nem dos piores, foram 5 anos de faculdade caríssima, fui estagiário, trainee, tenho experiência na área, cursos extracurriculares de planejamento e gestão, inglês fluente... E dois anos desempregado na miséria tentando uma recolocação até agora nem sequer uma ligação para entrevista, planejei um futuro mas fui forçado a torrar toda minha capitalização que criei, já endividado... me sinto um lixo traído pelo Brasil.

Mas seus textos hoje me deram uma luz, estou apagando as duas páginas do meu currículo de cursos e experiências na minha área para criar um do zero de um zé ruela com o objetivo profissional de empacotador de supermercado, atendente e afins, dói fazer isso mas após ler seus textos as coisas mudaram e entendo as razoes por não sobrar espaço para o investimento e competitividade industrial...
Aplicando a lógica do capitalismo irei trabalhar por um salário mínimo que provavelmente rebeberei (isso se alguém me dar uma oportunidade) e vou investir praticamente a totalidade num curso MBA pela FGV com duração de 18 meses, vou focar na certificação internacional e após isso verei se vale a pena continuar por aqui...


concordo com o texto. sou servidora pública e convivo com muitos parasitas. enquanto um trabalha, três só enrolam. e pior, se fosse possível demitir a pessoa, ela não saberia fazer nada da vida. sou contra a estabilidade no serviço público justamente pela acomodação. fora que para subir de cargo você tem que puxa saco de superior.


Assistencialismo..
Você tem duas vacas,mas elas não produzem,pois sabem que vão receber bolsa alfafa.


Política trabalhista.
Você tem duas vacas que podem produzir 50 litros, mas só produzem 20, pois tem muitos direitos trabalhistas.


Política esquerdopata.
Você tem duas vacas,vem um bandido mata as duas vacas,vem a Maria do Rosário e as ONGs, protegem o assassino.
E ainda te culpam, você é culpado por criar vacas..kkkkkk


Políticamente correto Brasileiro..
Você tem duas vacas, elas viram feministas, lésbicas, odeiam todos e os touros não produzem não dão leite e acabam com a raça bovina.