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Últimos comentários


Já a sua lógica é: uma pessoa estará melhor sendo assaltada; ela estará melhor tendo 40% da sua renda confiscada.

Aposto 5 cents que ele vai levantar a bandeira do "mas esse dinheiro é devolvido como serviço" como ele já o fez. É moralmente equivalente a um assaltante roubar sua casa e depois te devolver esse dinheiro na forma de um serviço que ele faça para você... só que o serviço é de baixo custo/beneficio.




Fernando, sou ex-microempresário, sim, e, como parece ser seu caso, desisti. Para quem me pergunta, hoje respondo que ser empresário no Brasil é passar recibo de trouxa, para não dizer imbecil.

Por coincidência, acabei de ler um artigo no Senso Incomum, do qual citarei um trecho:

"...o povo é conservador, não confia na classe política e no estamento burocrático, não se sente representado por nossas instituições e, no entanto, vê no Estado um instrumento necessário para ´solucionar problemas, reduzir desigualdades e prover serviços como saúde e educação´. É o ´Paradoxo de Garschagen´: os brasileiros não confiam nos políticos, mas não conseguem vislumbrar soluções fora do Estado. E a que se deve essa dificuldade de enxergar soluções fora do Estado? Isso mesmo: à cultura. É a cultura que cria o imaginário de uma sociedade, e é o imaginário dessa sociedade que fornecerá a ela o repertório de possibilidades, de soluções possíveis, diante dos problemas e situações concretas com que seus membros se deparam em sua vida prática."

Enquanto vc diz que muitas pessoas não se sentem capazes de empreender, eu sou mais cínico: muitas pessoas (não todas, veja bem) não se dão ao trabalho de empreender enquanto puderem, mesmo que sacrificando seu próprio bem-estar e progresso, jogar as responsabilidades para os outros; para eles, o capitalismo sempre é injusto, o patrão sempre é um explorador, o estado malvado o obriga a ficar na fila do SUS, enquanto os ricos blá-blá-blá. Por experiência própria, quando se oferece a uma dessas pessoas a chance de progredir, em troca de assumir mais responsabilidades, elas fogem como um gato assustado. Aliás, um fator importante em minha desilusão como empresário foram estas experiências.

Quanto ao ponto da ecologia, vejo em vc uma certa visão romântica de que apenas os ricos são gananciosos, apenas os ricos colocam o enriquecimento acima da ética, ambientalismo incluído. Mais uma vez, sou cínico: pobres tem muito mais desprezo pelo meio-ambiente, biodiversidade, etc. do que os ricos. Pobres, no Brasil e em muitos lugares do mundo, se instalam à beira dos rios e despejam seu lixo neles; ocupam áreas com vegetação e a destroem; constroem suas casas e jogam seu esgoto onde for mais conveniente, seja na rua, no terreno vizinho ou no córrego mais próximo. Vi pessoalmente pessoas com casa própria deixar de ligar seu esgoto na rede pública, alegando que o governo é quem deveria pagar a despesa.

Quanto à Messi, Madonna e Bill Gates: escolhi estes nomes apenas para demonstrar que é possível, e até comum, pessoas enriquecerem, sem cair nos nos clichês de "herdar ou roubar dos outros". Se Neymar "contribui para a sociedade" mais ou menos que Bill Gates, não sou eu que vai julgar; o fato é que ninguém, que eu saiba, é obrigado a comprar suas camisas ou a assistir seus jogos, e mesmo assim o Barcelona lhe paga um bom salário.

Se todos os que citei "tem problemas com o fisco", acho que isso diz mais da ganância dos governos em geral do que destas ou de outras pessoas.

Por último, uma reflexão minha sobre riqueza e pobreza, e sobre o capitalismo funcionar ou não:

Segundo ouvi desde criança, meu bisavô, que não cheguei a conhecer, era um dos homens mais ricos de sua cidade (era industrial no ramo de madeira). O que significava ser um homem rico há cem anos atrás?
- Ele não tinha televisão, rádio ou toca-discos.
- Sua casa não tinha luz elétrica, apenas velas e lampiões.
- Para suas "necessidades", ele dispunha de uma casinha de madeira no fundo do quintal.
Não acho difícil constatar que qualquer "pobre" de hoje é muito mais rico que meu abastado bisavô era por volta de 1910. E só para constar, meu bisavô deixou tudo que tinha para a filha caçula, com quem morou até morrer. Pouco tempo depois, a filha que herdou tudo já não tinha nada, enquanto os demais filhos, que não herdaram nada (exceto o espírito empreendedor ;-) ) foram, na maioria, bem sucedidos.

Outro detalhe: se em 1910 alguém manifestasse a possibilidade de existirem médicos ou hospitais gratuitos, pagos pelo governo, causaria gargalhadas. Aos poucos, o excedente de riqueza criado pelo capitalismo (mesmo o pouco dele que temos no Brasil), foi possibilitando a disseminação de uma cultura - para relembrar o artigo que citei acima - do "direito" a receber coisas gratuitamente do estado.
- É claro que temos direito a ganhar tratamento médico de graça.
- É óbvio que temos direito a ganhar escola de graça - até a faculdade.
- É evidente que temos direito a ganhar uma bolsa-qualquer-coisa se estamos desempregados.
- É claríssimo que temos direito a repassarmos ao estado a responsabilidade de criar nossos filhos.
- É naturalíssimo que o estado deve cuidar daquilo que comemos, bebemos, vestimos e usamos, por quê é muito difícil cuidarmos da nossa vida por nós mesmos.
- É indiscutível que quem deve assumir as consequências dos nossos erros é o estado, jamais nós mesmos.
- É incontestável que nós temos direito a exercermos sem limites o sagrado pecado da inveja, e portanto, temos direito a protestar, indignados, sempre que vemos alguém que tem algo que nós não temos.

Sabe o que eu acho, no fundo ?
O socialismo é uma beleza. Funciona direitinho para formigas, cupins e abelhas. O que complica, mesmo, é o tal do ser humano.


"O brasil precisa de impostos para se desenvolver e ter investimentos. O problema é o custo dos impostos."


Essa lógica está meio... sem lógica.

Ora, se um país precisa de impostos para se desenvolver, qual o problema em cobrar mais impostos, ou até mesmo criar mais impostos? Afinal, quanto mais impostos, mais o país se desenvolve e mais investimentos entram, seguindo essa lógica é claro.


"Temos que criar leis para limitar a coação do estado..."

Mais leis? Não é mais fácil abolir as que estão atrapalhando? Como seria isso, uma lei que invalida outra lei?



Não obstante esses deslizes, o resto do vídeo está bom.


Mas a argumentação desse cara do vídeo foi bem ruinzinha. Ele deixou passar o ponto principal, que foi exatamente aquele abordado pelo IMB em sua página no Facebook. Transcrevo abaixo:


O pré-candidato à presidência Ciro Gomes publicou um vídeo dizendo que o livre mercado "gera cartéis e oligopólios". E citou o exemplo de postos de gasolina, cujos donos "fazem um jantar e combinam os preços".

Curiosamente, postos de gasolina não apenas estão entre os setores mais regulados de uma economia, como ainda são uma das reservas de mercado mais antigas do país. Não há nenhuma liberdade de entrada para qualquer concorrência neste ramo.

Tente você abrir um posto de gasolina. Além de todas as imposições da ANP e de todos os papeis, taxas, cobranças, cartórios, filas, carimbos, licenças e encargos, há ainda toda uma cornucópia de regulamentações ambientais, trabalhistas e de segurança que fazem com que abrir um posto de combustíveis seja uma atividade quase que restrita aos ricos — ou a pessoas que possuem contatos junto ao governo. Livre concorrência nesta área nunca existiu.

Você só consegue se tornar dono de um posto de gasolina se o seu atual dono lhe passar o ponto.

Apenas veja na sua própria cidade. Qual foi a última vez que você viu um posto de gasolina ser aberto em uma nova localidade? Praticamente nenhum posto quebra e nenhum posto novo surge.

E, no entanto, para Ciro Gomes, este setor extremamente regulamentado, protegido e fechado, no qual raramente há falências, é um exemplo de "livre mercado".

Livre mercado significa, por definição, liberdade de entrada. Quem quiser abrir uma empresa, em qualquer setor da economia, tem liberdade de fazer isso quando quiser, sem ter de enfrentar uma montanha burocrática de restrições dispendiosas, sem ter de molhar a mão de fiscal, sem ter de pagar inúmeras taxas "legais", sem ter de pedir autorização para funcionários públicos, e sem ter de beijar a mão de políticos. Boa sorte ao tentar demonstrar como pode haver cartel neste arranjo.

"Ah, mas esse arranjo de livre mercado não existe!", grita alguém. Correto, ele não existe no Brasil. Consequentemente, não vale imputar a algo que nem sequer existe todos os malefícios que, na verdade, foram causados por um outro fenômeno que é perfeitamente observável a olho nu, mas que quase ninguém percebe: o intervencionismo estatal.


Vivemos em uma economia planejada pelo governo e poucos se dão conta disso


E não é que você está certo? Os países escandinavos tributam pouco as pessoas produtivas da sociedade. O imposto de renda de pessoa jurídica é dos menores do mundo. A alta carga se concentra nos impostos indiretos e também nas pessoas físicas de renda mais alta (o que de pouco adianta, pois tais pessoas sempre conseguem driblar as regulamentações e evadir esses impostos).

Aos dados:

Segundo o site Doing Business, nas economias escandinavas,

1) você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil);

2) as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (no Brasil, se você quiser importar pela internet, pagará no mínimo 60%);

3) o imposto de renda de pessoa jurídica é de 15% (no Brasil, chega a 34%);

4) o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições);

5) os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para um cafezinho);

6) o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. E tudo com o apoio dos sindicatos, pois eles sabem que tal política reduz o desemprego. Não há uma CLT (inventada por Mussolini e rapidamente copiada por Getulio Vargas) nos países nórdicos.

O único quesito em que os nórdicos superam o Brasil em ruindade é no IRPF, cuja alíquota máxima lá é maior que a daqui.


Aliás, na classificação do Instituto Fraser, a Suécia e a Dinamarca possuem mais liberdade econômica que os EUA no que diz respeito à estrutura legal e aos direitos de propriedade; a moeda é mais sólida (temos menos inflação), o comércio internacional é mais livre e menos protecionista, e as regulamentações sobre as empresas e sobre o mercado de crédito são mais baixas. Não há uma aquela infinidade de leis que regulamentam profissões e licenças ocupacionais, as quais bloqueiam a concorrência em vários outros países.

Sim, deveríamos ser mais parecidos com a Suécia - quer tentar?

Cinco fatos sobre a Suécia que os social-democratas não gostam de comentar

Todos os socialistas querem ser a Dinamarca - será mesmo?

Mitos escandinavos: "impostos e gastos públicos altos são populares"


Mas, infelizmente, não temos como copiar os nórdicos, por esses motivos:
A social-democracia no Brasil entrou em colapso - abandonemos os delírios e sejamos mais realistas


Nem isso;
No modelo atual de nações-estado regidos pela Onu, o Estado só seria relevante para proteção de fronteiras e juizados delegados (pequenas causas, por exemplo) locais.


Deve ser por isso que os escandinavios são ricos, pois lá o estado cobra pouco imposto...SQN


Vamos lá: Item por item.

"Rá! Você tentou rebater mas simplesmente acabou confirmando exatamente tudo o que o outro leitor afirmou: regulações existem exatamente para proteger os grandes e ferrar os pequenos.". Essa é a sua opinião particular sobre o assunto. Não é a minha. A regulação pode não ser bem feita no Brasil, o que não faz com que ela não seja necessária.

"Você está preocupado porque uma brecha encontrada em uma regulação está afetando a reserva de mercado de um setor da economia (hotéis) e permitindo que pequenos empreendedores tenham um pouco mais de liberdade para concorrer com estes grandes hotéis. "

Não, eu não estou preocupado com o que você disse. Eu disse o que disse, que foi: É preciso haver previsibilidade e igualdade de competição. O governo não pode tratar diferentemente empresas que se enquadram na mesma categoria. Outra coisa, não é uma "brecha", é a incompetência do Estado em fazer o que precisa ser feito, cumprir o seu papel.

"Tragamos de volta as regulamentações para garantir a reserva de mercado das grandes redes hoteleiras. ". Isso é a sua opinião, não a minha.

"E, sem regulamentações, não há carteis e nem reservas de mercado.". Assim como não há regras nem previsibilidade. Ninguém investe onde não há previsibilidade.

"Se você concorda que é o estado (e sua carga tributária, burocracia e regulações) o que gera cartéis, oligopólios e monopólios". Você está lendo o que não está escrito. O que eu disse foi diferente do que você concluiu, sugiro que leia novamente.

"Mas segurança jurídica nada tem a ver com regulações sobre o livre empreendedorismo. Segurança jurídica está ligada ao cumprimento de contratos e à prevenção de fraudes". Engano seu, segurança jurídica está relacionada à previsibilidade sobre as regras, normas e leis e, em última instância, sobre o funcionamento do sistema.

"Ou seja, o máximo que você pode fazer é comparar os serviços públicos da Alemanha com os do Brasil. Só isso. Você nada poderá concluir em termos da exeqüibilidade daquele modelo para o Brasil". Isso é a sua opinião, a qual não está baseada no que foi escrito.

"O leitor fez um exercício de lógica: quem diz que tomar 40% da renda da população é algo benefício para esta população está intelectualmente obrigado a explicar que lógica é essa". Em nenhum momento eu disse é plenamente benéfico ou que não há problema na cobrança de impostos. O que eu disse é que, para trabalhar com lógica, basta basear-se na opinião, o que não tem fundamentação.

"Se eu digo que será melhor para o bem-estar de uma pessoa manter 100% do seu salário, mas você diz que tal pessoa estará melhor se alguém roubar 40% do seu salário, quem é que realmente deve explicar sua teoria?". Eu não tenho teoria e também não disse o que você disse. Novamente, você compreendeu equivocadamente.

"Se eu não pagar impostos irei preso. Ou seja, eu sou coagido a repassar uma fatia da minha renda para o governo. Caso contrário, irei preso. Eu vejo isso como roubo seguido de ameaça". Sugiro que você estude um pouco mais de direito.

"O fato de você, porventura, sentir prazer em repassar seu dinheiro para políticos não invalida o fato de que eu não sinto esse prazer e vejo tal ato como roubo". Novamente, seus argumentos não obedecem nenhuma lógica. Ninguém aqui sente prazer em pagar impostos.


Abraço.



OFF TOPIC

Pra quem aqui tá enjoado de ver os mesmos chavões clichê aqui no IMB vai por o estômago pra fora quando ler os comentários desse vídeo!


"Os mercados precisam ser regulados para garantir segurança jurídica. Uma empresa não pode investir no Brasil se o estado não garantir condições mínimas de trabalho. Veja o que está acontecendo no mercado de aplicativos: Empresas como a AIRBNB estão acabando com as redes de hotéis. Por que? Porque são melhores? Não, porque as regras aplicadas aos dois players é diferente e, com isso, a concorrência não é de fato concorrência. O mesmo para o Uber."

Rá! Você tentou rebater mas simplesmente acabou confirmando exatamente tudo o que o outro leitor afirmou: regulações existem exatamente para proteger os grandes e ferrar os pequenos.

Você está preocupado porque uma brecha encontrada em uma regulação está afetando a reserva de mercado de um setor da economia (hotéis) e permitindo que pequenos empreendedores tenham um pouco mais de liberdade para concorrer com estes grandes hotéis.

O Airbnb transforma residências em hotéis e pousadas. Assim, o aplicativo cria mais capital produtivo e, acima de tudo, cria mais capitalistas. Intolerável. Tragamos de volta as regulamentações para garantir a reserva de mercado das grandes redes hoteleiras.

De fato, você está certo: sem impostos, não há regulamentações. E, sem regulamentações, não há carteis e nem reservas de mercado.

"Sobre a sua afirmação: "Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado[...]", concordo plenamente."

Ótimo. Então, por mim, não há mais o que discutir sobre este quesito.

"Mas estas regras e restrições são necessárias para criar previsibilidade jurídica. O problema pode ser o quanto elas são usadas e como, mas isso é outra história. Talvez a medida seja um problema."

Aí lascou tudo. Se você concorda que é o estado (e sua carga tributária, burocracia e regulações) o que gera cartéis, oligopólios e monopólios, mas ainda assim diz que "restrições são necessárias" então você está, por definição, defendendo um arcabouço que você próprio reconhece gerar cartéis, oligopólios e monopólios.

Agora, se você se expressou mal e quis na verdade dizer "segurança jurídica", beleza e perfeito. Mas segurança jurídica nada tem a ver com regulações sobre o livre empreendedorismo. Segurança jurídica está ligada ao cumprimento de contratos e à prevenção de fraudes. 100% dos libertários defendem totalmente isso (mas defendem que sejam impingidas não por monopólios estatais, mas sim por câmaras de arbitragem privadas, que operam sob livre concorrência).

"Sobre a sua afirmativa: "Em primeiro lugar, não há como definir que os políticos da Alemanha "fazem bom uso dos impostos e devolvem estes para a sua população". Há sim, basta você precisar de serviços públicos e verá. Não é preciso haver uma escala de mensuração para saber disso."

Isso foi completamente abordado pelo leitor acima. Você ignorou a resposta dele. Ele disse que qualquer afirmativa a este respeito será meramente subjetiva e comparativa.

Ou seja, o máximo que você pode fazer é comparar os serviços públicos da Alemanha com os do Brasil. Só isso. Você nada poderá concluir em termos da exeqüibilidade daquele modelo para o Brasil.

"Sobre a afirmativa: "e se não houvesse impostos na Alemanha?[...]" Isso é o que você diz. Como não há nenhum exemplo que correbore esta visão, é apenas uma opinião sobre o fato. Não tem sustentação na realidade."

Não é uma questão de "ser ele quem diz". O leitor fez um exercício de lógica: quem diz que tomar 40% da renda da população é algo benefício para esta população está intelectualmente obrigado a explicar que lógica é essa.

Se eu digo que será melhor para o bem-estar de uma pessoa manter 100% do seu salário, mas você diz que tal pessoa estará melhor se alguém roubar 40% do seu salário, quem é que realmente deve explicar sua teoria?

"Você usa o termo "rouba", eu não vejo assim."

Se eu não pagar impostos irei preso. Ou seja, eu sou coagido a repassar uma fatia da minha renda para o governo. Caso contrário, irei preso. Eu vejo isso como roubo seguido de ameaça. Se você acha que não é, então é você, novamente, quem tem de explicar.

O fato de você, porventura, sentir prazer em repassar seu dinheiro para políticos não invalida o fato de que eu não sinto esse prazer e vejo tal ato como roubo. Você agora que refutar aquilo que eu sinto?

"Este dinheiro volta sim, na forma de serviços."

Nem irei discutir a qualidade destes serviços, pois aí vira covardia. A questão principal é: e se eu quiser contratar esses serviços por conta própria, utilizando para isso 100% do meu salário?

E se eu quiser reter 100% do meu salário para poder gastá-lo como quiser, contratando todos os tipos de serviços privados? Por que você é contra essa minha liberdade?

"A pergunta que deve ser feita é outra: Será que, em uma situação hipotética e considerando a inexistência de impostos, a população viveria melhor? Não sabemos pois isso não acontece em nenhum lugar do mundo."

De novo, é você quem tem de explicar a sua lógica. A minha lógica (e a do leitor acima) é: uma pessoa estará em melhor situação caso não seja roubada; caso possa manter 100% da sua renda. Já a sua lógica é: uma pessoa estará melhor sendo assaltada; ela estará melhor tendo 40% da sua renda confiscada.

Qual lógica realmente tem de ser explicada?


Muito bons os seus contra-argumentos, mas vamos lá:

Primeiro, mesmo que o Banco Central possua um posicionamento questionável, isso não invalida o argumento.

Sobre esta afirmação: "sem regulação, não há reserva de mercado, não há protecionismo, não há privilégio para grandes empresas". Isso não é verdade. Os mercados precisam ser regulados para garantir segurança jurídica. Uma empresa não pode investir no Brasil se o estado não garantir condições mínimas de trabalho. Veja o que está acontecendo no mercado de aplicativos: Empresas como a AIRBNB estão acabando com as redes de hotéis. Por que? Porque são melhores? Não, porque as regras aplicadas aos dois players é diferente e, com isso, a concorrência não é de fato concorrência. O mesmo para o Uber.

Talvez o ponto seja: Até que ponto o estado deve intervir.... tudo bem, concordo com este argumento. Pode ser que tenhamos uma situação de protecionismo no brasil a alguns tipos de empresa, mas isso não reduz a zero a importância da regulação.

Sobre a sua afirmação: "Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam. "

Concordo plenamente. Mas estas regras e restrições são necessárias para criar previsibilidade jurídica. O problema pode ser o quanto elas são usadas e como, mas isso é outra história. Talvez a medida seja um problema.

Sobre a sua afirmativa: "Em primeiro lugar, não há como definir que os políticos da Alemanha "fazem bom uso dos impostos e devolvem estes para a sua população".

Há sim, basta você precisar de serviços públicos e verá. Não é preciso haver uma escala de mensuração para saber disso.

Sobre a afirmativa: "e se não houvesse impostos na Alemanha? O poder de compra do alemão seria 40% maior, haveria uma oferta de bens e serviços extremamente mais diversificada e mais farta, haveria mais empreendedorismo em decorrência disso, e a economia seria ainda mais dinâmica, com um padrão de vida bem superior para todos. "

Isso é o que você diz. Como não há nenhum exemplo que correbore esta visão, é apenas uma opinião sobre o fato. Não tem sustentação na realidade.

Onde você diz: "Caso discorde desta conclusão, você tem de apresentar uma teoria comprovando que uma instituição que rouba 40% da renda de população pode fazer com que esta população fique em situação ainda melhor.".

Você usa o termo "rouba", eu não vejo assim. Este dinheiro volta sim, na forma de serviços. A pergunta que deve ser feita é outra: Será que, em uma situação hipotética e considerando a inexistência de impostos, a população viveria melhor? Não sabemos pois isso não acontece em nenhum lugar do mundo.

"Dizer que tomar 40% da renda da população é uma medida que melhora a situação desta população nada mais é que uma defesa direta do assalto."

Novamente, uma opinião pessoal sua. Não dá para contra-argumentar.

Abraço e obrigado pela resposta. Sempre enriquece nossas posições.


Alguns acreditam que um "pouquinho" de inflação de preços não teria problema. Porém, no meu entendimento, inflação de preços é sempre algo sintomático e indica ou uma queda na produtividade, ou um aumento no consumo ou um aumento na oferta de dinheiro. Mesmo que se tenha uma inflação de preços de 1% a.a. ao longo de 10 anos a perda no poder de compra vai ser da ordem de 9,47%. Eu, sinceramente, não consigo ver isso como uma coisa boa.


O problema é que nem mesmo a empiria comprova essa econometria.

Eis o número de empregados nos EUA (recorde histórico):

cdn.tradingeconomics.com/charts/united-states-employed-persons.png?s=unitedstaempper&v=201703161723t&d1=19170101&d2=20171231

E eis o número de desempregados nos EUA (mesmo número do início da década de 1970):

cdn.tradingeconomics.com/charts/united-states-unemployed-persons.png?s=unitedstauneper&v=201703161723t&d1=19170101&d2=20171231

Levando-se em conta o tanto que a população americana aumentou de 1970 para cá, esse número de desempregados deve ser, proporcionalmente, o mais baixo da história.



Saiu um pesquisa do National Bureau of Economic Research sobre o aumento do número de robôs na economia americana entre 1993 e 2007. Acho que pode enriquecer a discussão nesta página.

Obviamente há muita estatística e econometria, o que por si só já é fonte de desconfiança. Mas a conclusão dos pesquisadores é que cada robô adicional tem efeito negativo sobre o nível de emprego e de renda dos americanos.

Eles, porém, não levam em consideração que 1- cada robô adicional pode liberar mão-de-obra para outros setores, inclusive setores totalmente novos como a internet na década de 1990; e 2- cada robô adicional aumenta a produtividade, e por consequência reduz os preços de bens e serviços.

papers.nber.org/tmp/7580-w23285.pdf



"Isso não é verdade pois os individuos não vão colocar o seu próprio dinheiro em atividades que devem ser exercidas pelo Estado. Por exemplo, o Banco Central é uma instituição necessária e relevante e que somente poderá existir com a cobrança de impostos. Não pode o indivíduo exercer ou comprar no mercado esta atividade."

Rapaz, devo tirar o chapéu. Pelo menos foi um argumento original. Confesso que nunca tinha ouvido ninguém recorrer exatamente a este ponto. Pena que ele é o mais refutável de todos:

Por que o Banco Central é a raiz de todos os males

Não há um Banco Central no Panamá

Desmitificando alguns mitos sobre bancos centrais

Para impedir a destruição do real e do setor industrial, o Banco Central tem de ter concorrência

A era da insanidade - um resumo das medidas surrealistas dos Bancos Centrais mundiais

Os Bancos Centrais mundiais são hoje a principal fonte de risco e instabilidade à economia mundial

"Os impostos são necessários em qualquer economia do mundo e, ao contrário do que diz o autor, eles criam caixa para que o Estado possa regular o processo."

Você está correto ao dizer que sem impostos não há regulação. Falta agora você completar o raciocínio e dizer que, sem regulação, não há reserva de mercado, não há protecionismo, não há privilégio para grandes empresas.

Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

Artigos para você sair entender isso:

A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

Grandes empresas odeiam o livre mercado

Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

O estado agigantado gerou o estado oculto, que é quem realmente governa o país

Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados

"E o que dizer dos países de primeiro mundo, como a Alemanha, a qual faz bom uso dos impostos e devolve estes para a sua população?"

Perfeito exemplo de contrafactual.

Em primeiro lugar, não há como definir que os políticos da Alemanha "fazem bom uso dos impostos e devolvem estes para a sua população". Isso é um critério completamente subjetivo e não-mensurável. No máximo, você pode dizer que lá os serviços públicos são melhores que os do Brasil. Mas isso não significa que se o Brasil aumentar seus impostos os serviços públicos ficarão iguais aos alemães.

Outra coisa, e agora vem o mais importante: e se não houvesse impostos na Alemanha? O poder de compra do alemão seria 40% maior, haveria uma oferta de bens e serviços extremamente mais diversificada e mais farta, haveria mais empreendedorismo em decorrência disso, e a economia seria ainda mais dinâmica, com um padrão de vida bem superior para todos.

E isso por definição. Caso discorde desta conclusão, você tem de apresentar uma teoria comprovando que uma instituição que rouba 40% da renda de população pode fazer com que esta população fique em situação ainda melhor. Dizer que tomar 40% da renda da população é uma medida que melhora a situação desta população nada mais é que uma defesa direta do assalto. Por essa lógica, quanto mais a renda da pessoa for confiscada, melhor será a situação dela, o que, por si só, é algo completamente ilógico. Fosse isso verdade, qualquer assaltante melhoraria a qualidade de vida da pessoa assaltada.


Foram mal abordados, muito mal abordados.

"imprimir dinheiro não é prática legal em um mundo civilizado" Eua imprime dólar, UE imprime Euro, Japão imprime Iene.

É surreal você dizer que isso advêm da perda de consumo da população, a inflação desses países é próxima de zero há muito tempo. (não quero dizer que isso funcionária em todos os países do mundo)

"De novo: nada disso cria riqueza; nada disso pode tirar uma economia da recessão." Repito, o déficit faz parte da contabilidade pública, pegue exemplos reais.

EUA tirou o país de uma recessão enorme em 2008 com as práticas Keynesianas, existem vários e vários exemplos da prática aplicada e funcionando, em nenhum momento é perfeita e sem qualquer tipo de ônus, mas é o melhor que pode ser feito.

(Podemos discutir as causas da crise em outra oportunidade, dessa vez estou mirando as ferramentas de recuperação)

pt.tradingeconomics.com/country-list/government-debt-to-gdp

Aliás, não só da vida pública, os grandes empresários começam fazendo empréstimos e assim aumentam seu patrimônio. Jorge Paulo Lemann convive com um passivo enorme e é o homem mais rico do brasil.

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Engraçado você falar de pseudônimo sendo que posta como "professor". Aliás uma pergunta, você já prestou ANPEC alguma vez? acredito que seu conhecimento é bem maior do que as frases feitas que posta aqui no site.

Apesar de ter grande admiração por Keynes eu não tenho asco por nenhum grande pensador econômico, seja ele Marx ou Hayek, não é o que acontece por aqui, infelizmente. Inclusive, ressaltei que não é impossível que Keynes esteja errado em alguns pontos, visto o tempo que já se passou.

É inegável que a teoria Keynesiana de uma forma geral deu poder aos políticos, precisamos escolher melhor nossos políticos e o mais importante, nem tudo que um político faz é intrinsecamente ruim.

Peço mais uma vez que seja exposto para que haja um debate honesto. Pela segunda vez eu estou usando exemplos reais, práticas já aplicadas e com ressalvas de que nada pode ser generalizado, você escreve de forma rasa, com várias teorias que sequer foram testadas e lotado de frases feitas para atingir quem está no topo (Keynes).

Um abraço.


Além de diminuir impostos e gastos, o governo poderia diminuir essa imensa burocracia que só atrapalha o empreendedorismo no Brasil



A visão do autor possui um claro viés ideológico, o qual é questionável, especialmente quando diz:

"Na melhor das hipóteses, impostos nada adicionam à atividade econômica: o que seria gasto pelos indivíduos agora será gasto pelo estado. É tirar de X para dar a Y.".

Isso não é verdade pois os individuos não vão colocar o seu próprio dinheiro em atividades que devem ser exercidas pelo Estado. Por exemplo, o Banco Central é uma instituição necessária e relevante e que somente poderá existir com a cobrança de impostos. Não pode o indivíduo exercer ou comprar no mercado esta atividade.

"Impostos dilapidam a riqueza de uma nação duplamente: ao impedir uma maior produção e a formação de capital e ao desperdiçar os recursos que seriam usados pela iniciativa privada.".

Os impostos são necessários em qualquer economia do mundo e, ao contrário do que diz o autor, eles criam caixa para que o Estado possa regular o processo. É verdade também que os impostos não retornam, mas dizer que são completamente desnecessários é uma visão muito incompleta de como funciona um país.

"Tudo o mais constante, tributos significam uma subtração da atividade econômica, uma dilapidação da riqueza atual e potencial futura. Taxar a sociedade significa empobrecê-la.".

E o que dizer dos países de primeiro mundo, como a Alemanha, a qual faz bom uso dos impostos e devolve estes para a sua população? Há um claro erro conceitual nestas definições. Por causa das anomalias do sistema brasileiro, quer se dizer que tudo o mais não tem valor.



"Quer dizer que, sobre [sic] essa ótica, a empresa tercerizada [sic] continuará com condições financeiras de manter esse funcionário tendo perdido o contrato?"

Claro, pois a empresa pode fazer contratos com quaisquer outras empresas. Imagine um mecânico especializado. Em tempos bons, ele trabalharia numa autorizada. Em tempos bicudos, ele trabalha para uma terceirizada. E o que essa terceirizada faz? Redireciona-o para toda e qualquer oficina mecânica que eventualmente precisar de mão-de-obra temporária.

Entendeu?

Ele é empregado da terceirizada, e a terceirizada está diariamente arrumando trabalho para ele.

"Então, para um trabalhador receber 1000,00, a empresa gastará 2830,00"

Correto.

"Quer dizer que a empresa contratarnte preferirá pagar 2830,00 para a tercerizada do que 1000,00 para o funcionário com vínculo direto. Tá!"

Você está bem?! Você inverteu completamente a relação. O empregado custará R$ 2.830 para quem tem o vínculo direto com ele (no caso, a empresa terceirizada que o emprega) e não para a contratante.

A empresa que contratou a terceirizada pagará exclusivamente pelo serviço. É a terceirizada que será a responsável por todos os encargos trabalhistas.

Gentileza se informar minimamente sobre algo antes de sair comentando em público sobre ele.

"O contratante terceirizado terá duas opções: a) pagar ao grupo marginalizado um valor maior, equivalente ao grupo bem formado; b) pagar ao trabalhador bem formado um valor menor, equivalente ao grupo com baixa formação. Nem preciso dizer qual a resposta."

Ininteligível.

"Aumento da especialização e produtividade: Números aleatórios. Não vale comentar."

E, ainda assim, foram infinitamente melhores do que qualquer coisa que você falou até agora aqui, dado que você entendeu tudo completamente invertido.

"opositores da terceirização (mentirosos) Maurício Godinho - ministro do TST-, MPT, Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), DIEESE, professor e especialista em Administração Pública José Wilson Granjeiro..."

Só gente boa, hein? Só parasitas que se fartam de tomar dinheiro de empreendedores.

Deixa eu lhe explicar como funciona o mundo: nenhum juiz da área trabalhista defende isso. E por um motivo muito simples: há um enorme interesse por parte da guilda de advogados e juizes da área trabalhista de que a quantidade de ações judiciais continue alta. O que seria da justiça trabalhista sem as ações de equiparação, terceirização excessiva etc.?

Se alguém precisava de apenas um motivo para entender por que a terceirização é boa, taí o motivo: toda a parasitada é contra.

Por fim, faço a você um desafio: repita você, com suas próprias palavras, o argumento desta gente contra a terceirização. Destruirei todos.


"As 85 pessoas mais ricas do mundo possuem a riqueza equivalente de 3.5 biliões de outras pessoas iguaizinhas, com as mesmas capacidades. Será? Então amigo debatedor, não é possível ver algo normal nisso sem um pouco de psicopatia."

Isso segundo a Oxfam, esse portento da imparcialidade. Pergunta: você por acaso conhece a metodologia utilizada por essa Oxfam?

Segundo a bizarra metodologia da Oxfam -- que diz que 8 pessoas têm mais dinheiro do que metade da população mundial --, se você tirar um real do bolso e der para seu sobrinho de dez anos, ele vai ter uma riqueza maior do que "2 bilhões de pessoas somadas".

Sim, seu sobrinho instantaneamente passa a ser um magnata com mais riqueza que bilhões de pessoas juntas.

Como isso é possível? Porque a metodologia considera apenas a riqueza "líquida" (ou seja: patrimônio menos dívidas) das pessoas. E 2 bilhões de pessoas, tendo dívida, têm riqueza negativa.

Segundo essa metodologia, alguém que se formou em Harvard, vive num apartamento de cobertura em Nova York e ganha 100 mil dólares por ano mas tem 250 mil dólares em dívidas estudantis é mais pobre do que um camponês indiano que tem uma bicicleta, vive com um dólar por dia e não tem dívida.

Não importa se o cara de Harvard gasta centenas de dólares tomando McCallahan's 18 anos todas as vezes em que sai para a balada. Para a Oxfam, ele é mais pobre que o camponês indiano.

Ainda segundo esta metodologia, quando você compra um jatinho, você se torna imediatamente mais pobre. Como? Você acaba de assumir uma dívida de 25 milhões de dólares (incluindo juros) e adquiriu um patrimônio de valor de mercado de uns 20 milhões de dólares. Logo, você está 5 milhões de dólares mais pobre.

Para a Oxfam, quem viaja de jatinho usando financiamento é mais pobre do que quem viaja de ônibus pagando à vista.


Dica: não seja apenas mais um desavisado repetindo chavões ignorantes.

Classificar o "Relatório da Desigualdade" da Oxfam de farsa seria pouco


Adicionalmente, sempre lembrando que:

Em qualquer discussão sobre desigualdade, estas são as quatro perguntas que têm de ser feitas



1. Combate ao desemprego: "...basta romper o contrato... O trabalhador...continuará empregado ...prontamente realocado". Quer dizer que, sobre essa ótica, a empresa tercerizada continuará com condições financeiras de manter esse funcionário tendo perdido o contrato?
2. Informalidade:"o custo é 183%maior". Então, para um trabalhador receber 1000,00, a empresa gastará 2830,00. Quer dizer que a empresa contratarnte preferirá pagar 2830,00 para a tercerizada do que 1000,00 para o funcionário com vínculo direto. Tá! Então, acreditando que isso ocorrerá, a tercerizada, que terá as mesmas custas que a contratante receberá 2830,00 e pagará 1830,00 de encargos + 1000,00 de salário ficando com 0,00. Ou parece mais razoáverl que, recebendo 2830,00 pague menos que 1000,00 para sobrar algum pra si?
Ainda sobre esse tópico: entre os trabalhadores informais encontramos pedreiros, ambulantes, diaristas, Uberes, catadores de latinha, donos de buteco... Esses estão na informalidade por NÃO existirem vagas formais. Qual a contribuição da terceirização para esse grupo? Não está dito no post.
3. Contratação de grupos marginalizados: O contratante terceirizado terá duas opções: a) pagar ao grupo marginalizado um valor maior, equivalente ao grupo bem formado; b) pagar ao trabalhador bem formado um valor menor, equivalente ao grupo com baixa formação.
Nem preciso dizer qual a resposta.
4. Aumento da especialização e produtividade: Números aleatórios. Não vale comentar.
5. A proposta atual melhora a segurança jurídica: opositores da terceirização (mentirosos) Maurício Godinho - ministro do TST-, MPT, Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), DIEESE, professor e especialista em Administração Pública José Wilson Granjeiro...


Bom
A principal crítica ao artigo e que a métrica que importa é o pib percapita, visto que, o mesmo pode ser mascarado pela demografia.
Uma métrica que eu acho mais válida e o pib por trabalhador .
Abraço





Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Já fazendo juizo de valor, esse é um dos pontos que considero mais importantes sobre como o governo perpetua a pobreza. Dificultar que as pessoas abram seu próprio negócio, além de condena-las a informalidade, que, convenhamos, não tem acesso a muitas das opções disponiveis para auxiliar no crescimento (para alguém que vende comida aceitar vale-refeições, ele tem de ter CNPJ).

Além disso, o acesso aos meios de produção é dificil devido ao real desvalorizado, impostos de importação e outra burocrácias. Exemplificando: um profissional autonomo que trabalhe com fotografias precisa comprar uma canon ou parecida por quase R$ 2.000,00, sendo que no exterior pode sair por quase US$ 300,00, o mesmo vale para designers, programadores, pequenos empresários, emprendedores individuais que não conseguem comprar boas ferramentas por um preço baixo devido às politicas existentes.

Sempre falam em distribuir riqueza, mas nunca falam em criar riqueza. Será que pensam que pobre é incapaz de criar riqueza?



As políticas públicas de inclusão digital para os idosos funcionam? Vejamos bem eles sofrem infoexclusão, a dezenas de benefícios que eles perdem por estarem excluídos digitalmente, se não fosse o Cras, o Acessa São Paulo, eles nem aprenderiam a usar um computador. A e se incluir por um celular não conta.


Não é imoral, o trabalho do médico em hospital estatal e privado é semelhante, não há perda efetiva de sua habilidade profissional, apesar de trabalhar abaixo da máxima eficiência, diferente de engenheiro que trabalha na função em empresa privada e vira funça do INSS ou aspone em geral.


Ex-microempresário, agradeço seu tempo e atenção com o meu rebosteio de pensamento :)

Que bom que você focou na mensagem e deixou de lado os nervos e o apego à verdade. Se teu codinome tem qualquer relação com a realidade, saiba que também sou ex-microempresário. Aliás, tentei duas vezes. Até hoje me pergunto se não deveria ter tido menos apreço pelos recursos humanos, pelos fornecedores, pelas regras do Estado, por aqueles que não eram eu. Mas vamos lá:

Todas as pessoas são capazes de criar e empreender, mas talvez possamos concordar que a maioria não se sente desta maneira, e portanto neste contexto, ao menos o conceito de "capaz" se relativiza.

Ironizei propositalmente porque deixei os malefícios de fora. O capitalismo é incrívelmente proveitoso. É quase impossível discordar disso, mas os efeitos colaterais acabam por relativizá-lo também. Talvez o maior deles seja a exploração da classe trabalhadora que a matemática do artigo tentou refutar.

Quer me parecer que o acidente da Samarco foi ainda menos acidental que o incêndio da boate Kiss. Na minha opinião ambos aconteceram devido a um erro de cálculo na margem de risco, na velha aposta que a classe trabalhadora, descansada de suas ínfimas responsabilidades não toma parte. Se foi ganãncia ou não, é difícil dizer, mas estas mortes não ficarão nos ombros do trabalhador. Se o capitalista merece refestelar-se com jet-skis e viagens ao Kilimanjaro pelas suas bem-feituras, pelas vidas que melhora e salva, que pese da mesma forma quando erra em suas decisões, causa estragos e mortes. Mas esse nem era o ponto da questão no parágrafo e sim o fato de que a necessidade de crescimento econômico remove da equação a voz do ecossistema e da biodiversidade. Poder-se-ia argumentar que esta também é uma "classe trabalhadora" com serviços essenciais para que o capitalismo funcione e siga os ignorando.

Por ELE, me refiro ao trabalhador este cujo artigo embasado em Marx se refere, isto é, a classe trabalhadora, ao empregado, ao assalariado.

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MINHA visão está dentro do tema, assim como está a sua. Isto é apenas um debate opinativo. Não vamos nos perder em apego ao estar certo ou possuir a verdade.

Desconheço os caminhos percorridos pelos bem afortundos que citaste e não estou disposto à vasculhar nas minúcias, mas lhe asseguro que vai ser difícil contar quantos processos já foram levantados contra a Microsoft pelos governos de diversos países do mundo. Mark Zuckerber está no páreo com ele. Messi e Neymar tem problemas com o fisco, assim como os têm Madonna e Lady Gaga. Google it. Deseja tentar mais alguém? Mas há que se dar crédito pelas impressionantes contribuições que cada um trouxe a sociedade graças ao espirito empreendedor, especialmente Neymar. (desculpe, não pude dexar essa ironia passar). :) Tiro o chapéu para Bill e Mark, mas pode ser cedo demais ainda, especialmente para Mark e seus planos de Macaco Louco num mundo sem Super Poderosas.

O capitalismo não está funcionando, e quem diz isso são eles, os capitalistas:

www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/01/1850115-forum-de-davos-poe-o-capitalismo-no-diva-com-nova-agenda.shtml

Veja que de novo querem tentar dar voz ao "povo". Jorge Soros reconheceu isso já em 2001. Estou achando que é blefe. Mas a esperança é a última que morre.

Fiz questão de ser genérico nos indicadores porque até eu já acho um saco o mantra da desigualdade, da concentração de renda, da perda de biodiversidade, e agora parece que está aparecendo mais um, o da perda de direitos trabalhistas . Mas veja por você mesmo fazendo uma simples pesquisa sobre o labour share ou a world debt:

https://www.google.com.br/search?q=capitalism+is+not+working+chart&espv=2&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ved=0ahUKEwjPxrntw_rSAhWGjZAKHTfmC9IQsAQIGQ&biw=1366&bih=648#tbm=isch&q=labour+share+of+gdp&*

www.visualcapitalist.com/60-trillion-of-world-debt-in-one-visualization/

As 85 pessoas mais ricas do mundo possuem a riqueza equivalente de 3.5 biliões de outras pessoas iguaizinhas, com as mesmas capacidades. Será? Então amigo debatedor, não é possível ver algo normal nisso sem um pouco de psicopatia.

E se por aqui já não se configurou a exploração da classe trabalhadora então temos entendimentos distintos do que significa explorar o próximo. E nesse caso pode não ser possível dialogar sem que seja infinito.

Eu estou perdido nisso tudo por que ainda não há no horizonte próximo um substituo à altura do capitalismo. Falo por mim. Fico tonto e atiro pedra para todo lado. Espero nenhuma ter atingido você. Se aconteceu, foi acidental. Agora, se com tudo que está aí você continua a apostar que daremos a volta por cima seguindo o mesmo rumo, sem alterar regras fundamentais na relação do trabalho, sem reinventar uma outra forma de produzir riqueza e desenvolvimento, então eu jogo a toalha.

Mais uma vez agradeço a oportunidade. Bons estudos!















São a mesma coisa. Você troca com as outras pessoas porque é infinitamente mais produtivo do que produzir tudo você mesmo.



Alguém poderia me esclarecer o porquê de emitir títulos da dívida pública corrói/destimula a poupança?

Gostaria que pudessem me indicar livros ou artigos que tratassem de modo mais metódico e claro sobre a inflação (confesso que entedi muito pouco do que Mises escreveu nas Seis Lições) e sobre a deflação também.


E a saúde pública? É imoral se tornar um médico empregado pelo Estado? Nos interiores dos estados do nordeste, é quase zero hospital.


"Imposto serve majoritariamente para pagar salário de funcionário público e de políticos, e para repassar subsídios para grandes empresários. A fatia de imposto que realmente vai para os mais pobres é ínfima."

Ademais, os pobres pagam proporcionalmente mais impostos que os ricos. O Estado age, assim, como um "Robin Hood às avessas", tirando dos pobres para dar aos ricos.

https://www.youtube.com/watch?v=Xx2Ex6y-QqU&t=24s


1- www.mises.org.br/Article.aspx?id=729
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1803
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1804
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2059

2 - Quer falar de pobreza e suas causas? Vamos lá:

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383


1- Imaterial. Imposto serve majoritariamente para pagar salário de funcionário público e de políticos, e para repassar subsídios para grandes empresários. A fatia de imposto que realmente vai para os mais pobres é ínfima. Quem mora no Brasil e ainda não sabe disso deveria se envergonhar.

2- Falou merda.

A "cartilha austríaca" nada tem a falar sobre ausência ou existência de estado. Assim como ela nada tem a falar sobre a existência ou abolição de todos os impostos. A Escola Austríaca é uma ciência que se dedica exclusivamente a explicar o funcionamento da ciência econômica, bem como as consequências de cada política. A Escola Austríaca não faz juízo de valor. Ela não está no ramo de dizer como as coisas devem ou não devem ser.

Fazer juízos de valor, dizer se algo deveria ou não existir, se tal política é ética e moral, é a função da filosofia libertária. Dizer que "imposto é roubo" e "imoral", e que o "estado não deveria existir" é uma afirmação repleta de juízo de valor. Sendo assim, é uma afirmação da filosofia libertária, e não da Escola Austríaca.

No que tange a impostos e à existência do estado, a EA apenas explica quais são suas consequências. Quaisquer juízos de valor a respeito deste sistema estão fora do âmbito da EA, e já adentram a filosofia libertária.

Portanto, se um economista seguidor da EA fala sobre a moralidade de impostos, ele não está mais falando do ponto de vista da EA. A partir do momento em que ele emite um juízo de valor, ele saiu do escopo da EA e adentrou o da filosofia libertária.

Saiba deste básico.

Portanto, a sua pergunta tem de ser feita a um seguidor da filosofia libertária, e não a um seguidor da EA. O seguidor da EA irá simplesmente lhe explicar quais as consequências econômicas dos impostos e da existência do estado. Apenas isso. Se ele concluir que nenhum dos dois deve existir, então ele já abandonou o terreno da EA e adentrou o terreno da filosofia libertária.



Esse Meirelles é um fanfarrão! Esse aumento de imposto é coisa de moleque !

Só um doente mental acha que a crise vai passar com o governo gastando mais dinheiro.

O governo nada mais é do que um bocado de gente subornando pessoas com beneces, mamatas e tetas.

Democracia é a mesma coisa que subornocracia.


Sugiro informar-se melhor. A moeda da China não é desvalorizada. Muito pelo contrário: é bem forte.

A afirmação de que os chineses desvalorizam a moeda não só é falsa, como também é exatamente oposta à realidade.

A moeda da China, ao contrário do que afirma a imprensa e Donald Trump, está em constante valorização em relação às outras. E desde 1995.

Isso mesmo: a China opera com um câmbio semi-fixo desde 1995: ora o renminbi se valoriza em relação ao dólar, ora se mantém fixo. Veja o gráfico.

(Foi só em 2014 que eles deram um cavalo-de-pau na política cambial e, pela primeira vez desde 1995, desvalorizaram o renminbi em relação ao dólar. Não coincidentemente, a economia desacelerou fortemente desde então.)

E essa política monetária de valorização da moeda é um dos grandes chamarizes para as indústrias estrangeiras ali se estabelecerem: com uma moeda em constante valorização, quem produzir na China e remeter os lucros para a matriz no exterior ganhará duplamente: alem dos lucros, ganhará também com a apreciação da moeda chinesa (a qual poderá comprar muito mais dólares quando a empresa estrangeira for remeter dólares para sua matriz).

Moeda forte, portanto, é chamariz para o estabelecimento de indústrias estrangeiras

Por isso o IMB insiste tanto nessa questão da moeda. Moeda forte é a chave de tudo. Não existe economia forte com moeda fraca, em contínua desvalorização em relação às outras.

Além da moeda, o governo "comunista" da China também fornece várias incentivos fiscais. E também é bem "frugal" em sua coleta de impostos: a alíquota máxima do IRPJ é de 25%, bem menor que a da esmagadora maioria dos países ocidentais, que têm de sustentar seu estado de bem-estar social.

Dica: jamais -- jamais! -- saia papagaiando por aí o que você lê na imprensa. Quase sempre você vai falar bobagem.


Trabalhador deve ganhar por tarefa concluída,enfim pela produtividade,dai a greve ser um instrumento inútil...Enfim livre-negociação com sindicatos concorrendo entre-si.


No Brasil existe até sindicato para trabalhadores de sindicato. Em São Paulo, por exemplo, a entidade chama-se Sindicato dos Empregados em Entidades Sindicais do Estado de São Paulo.



Isso mesmo, a solução não é acabar com a estabilidade e sim acabar com o estado, e os funças que vão junto.


Me aproveitando desse post que pontuou alguns pensamentos da EA e aproveitando o tópico de dívida pública mencionado, faço uma pergunta. Em relação pontualmente a questão do câmbio. Como vocês liberais e libertarios explicam o crescimento chinês baseado em uma política econômica de desvalorização cambial para maximizar as exportações durante tanto tempo?
O controle do déficit fiscal chines com um cambio tão desvalorizado por tanto tempo aparentemente se deu por emissão de instrumentos de divida publica - vide o crescimento da divida publica chinesa de por volta de 150% em 2008 para por volta de 250% nos dias de hoje. Qual o efeito disso no longo prazo? Os oráculos do apocalipse já previram algumas vezes uma crisa na China. Porque isso não aconteceu ainda segundo o liberalismo de Mises?
Grande abs.


Pra acreditar mais nos austríacos eu queria:

1-Um país que adotou 100% da cartilha austríaca, tendo uma grande desigualdade de renda, de onde saiu e para onde foi, como funciona hoje, etc.
2-Como adotar a cartilha austríaca num país que há pessoas vivendo em situação de pobreza, que dependem dos serviços públicos de saúde e educação e se ficarem sem esses serviços mínimos de uma hora para outra não terão mais nada mesmo.

Quanto aos impostos
1-Eles ajudam a transferir renda de quem tem muito para quem não tem nada, ainda que essa transferência seja feita de modo ineficiente, já que os mais ricos conseguem não pagar os impostos.
2-Algum imposto vc vai sempre ter que ter, pq algum Estado é preciso para uma organização mínima da coisa. Me digam um exemplo onde não há nenhum Estado e a coisa toda funciona e eu passo a acreditar na cartilha austríaca.



O socialismo também fracassou. Fracasso por fracasso, a que dá maior liberdade é a melhor opção.




Não sei se a pergunta faz sentido economicamente, mas... Qual fator mais contribui para o enriquecimento de um país, a troca voluntária entre indivíduos ou a produtividade? Como ambas se relacionam?


O meu maior medo é o povo entender tudo errado e culpar o ''neoliberalismo'' e finalmente, em 2018, votar no primeiro populista que prometa a volta da bonança por meio de gastos publicos

Esse risco não pode ser descartado, e pode significar entrarmos para o clube dos argentinos e finalmente dos venezuelanos.

A porta da quebradeira sempre a espreita.

Qual a expectativa desse instituto(e dos seus leitores), para com o Dória? Eu acho que ele pode ser a ultima escapatória do país



Concordo com você Alceu. Ainda tem mais a história do Japão antes da guerra também é interessante, o país estava indo muito bem obrigado. Mas na década de 20/30 o governo começou a interferir na economia o resultado foi uma crise que ajudou a levar ao poder uma junta militar com idéias malucas de império e conquistas o resto é história. No Brasil todos falam que a Coréia do Sul ficou rica com sua educação mais esquecem que foi o modelo economico que ajudou o país produzir riqueza, muitas pessas pensam que algum país da Africa conseguir colocar todo mundo na faculdade o país cria riqueza do nada.


Não dá para os economistas austríacos encherem a caixa postal do Henrique Meirelles para ver se ele aprende algo? Talvez para encher o saco dele já sirva kkk


Nao nao, acabar com a estabilidade do nosso serviço publico não é solução. Sou um funcionário muito produtivo, acabar com essa estabilidade pra que? Nao nao nao. Devemos abrir mais vagas de trabalho no serviço publico para que todos desfrutem da estabilidade financeira e de emprego! Há muitas oportunidades, por exemplo, vaga pra ASPONEs!! A alocação de recursos do estado deve ser direcionado para pagar os salarios dos novos funcionarios.


Com essa combinação de: constituição só direitos, população crente no estado provedor e políticos ávidos para proteger os pobres via desenvolvimentismo, não haverá corte de gastos. Aí a solução fica entre, aumento de impostos ou crise da dívida. Pode escolher.


Tarantino, onde vc viu um problema eu posso ver uma oportunidade. Junte-se com dois ou três desses funcionários competentes e produtivos demitidos e abra seu próprio negócio! Este é um ramo onde (ainda?) há liberdade de entrada para os pequenos. Quem paga $150 por um serviço ruim paga $150 por um serviço honesto e de qualidade. Procure um local com aluguel barato e compre equipamentos usados, ou sei lá, vc é do ramo deve saber melhor do que eu onde cortar custos e ainda oferecer um bom serviço. Boa sorte!


Começemos o raciocínio com Rios privados, como alguém conseguiria jogar seus dejetos nos rios deliberadamente?


Não há esperança num país onde exista:
- Ministério do Trabalho / CLT / Justiça do trabalho
- Imposto sindical
- 15.300 sindicatos
- MTST / MST
- Cotas raciais
- 70 mil homicídios
- Professores marxistas
- Jornalistas marxistas


Vale a pena fazer ciências econômicas?
Estou fazendo ciências contábeis e estou pensando migrar para economia.

Alguém poderia me esclarecer isso.


Eu sou contra terceirização e flexibilização das leis trabalhistas. Por isso lá em casa comecei dando exemplo. Só contrato com carteira assinada: pedreiro, pintor, torneiro mecânico, empregada doméstica (diarista jamais), técnico de refrigeração, marceneiro, eletricista, técnico em eletrônica e informática, etc. E não só isso, profissionais de nível superior também: médico, advogado, personal trainer, contador, nutricionista, fisioterapeuta, engenheiro, etc.
Já coloquei anúncio procurando um cozinheiro profissional e um garçom. Assim que contratá-los(as) deixarei de terceirizar meus almoços de fim de semana na rua e terei mais 2 profissionais felizes à minha disposição!
Sigam-me os bons!


DÁ UMA OLHADA NESSE NOTÍCIA:

Além disso, as empresas privadas investem em uma gestão eficiente para melhorar o serviço e ampliar, por exemplo, a disponibilidade de água, o que muitas vezes acontece sem que seja necessário recorrer a novos mananciais de água. "Em alguns casos, o próprio tratamento do esgoto que não era nem mesmo coletado já permite que não seja preciso encontrar novas fontes de abastecimento", explica o presidente do SINDCON.

Outro recurso é a redução de perdas físicas de água no sistema, que, no Brasil, giram em média em torno de 37%. Entre as concessões privadas, a redução de perdas é uma das primeiras medidas adotadas pela gestão comercial. Há cidades com concessões maduras, como Niterói e Limeira, em que a eficiência operacional é comparável à dos Estados Unidos, onde se atinge uma perda de somente 13% da água tratada.
fonte: https://www.saneamentobasico.com.br/portal/index.php/investimentos/concessionarias-privadas-de-saneamento-investem-em-gestao-e-ampliacao-de-usuarios/

Dá a entender que colocar um pouco de liberdade no setor (PPP's invés de 100% estatal) já melhorou a eficácia do setor...imagina se houvesse permissão para 100% privadas. Pode não ser a resposta para a sua pergunta, mas talvez um indício que até nesse setor "sem atratividade" o livre comércio se daria melhor que o Estado.


...porque existem pessoas capazes de criar, empreender...
Todas as pessoas são capazes de criar e empreender. Nem todas o fazem.

O capitalista é o cara que melhora vidas, salva vidas, deixa o mundo mais divertido e confortável entre uma infinidade de outras maravilhas.
Vc quis ironizar, né? Mas essa é uma verdade.

... mas se perguntarem para qualquer indivíduo de qualquer outra espécie não sinantrópica, acho que vão discordar. E se perguntarem para o Rio Doce, também. Mas isso é assunto para artigos sobre a relação do capitalismo com o meio ambiente.
Se não existisse o capitalismo, não existiriam mineradoras ou as mineradoras seriam magicamente à prova de acidentes? Ah, já sei, não foi um acidente, foi culpa da "ganância" inerente ao capitalismo. A propósito, quais são os sistemas alternativos ao capitalismo atualmente implementados e qual a relação deles com o meio ambiente?

Quero que perguntem sim, para o trabalhador, esse do Marx...
...Será que ELE se sente EXPLORADO...
...Será que ELE, o objeto em discussão tem alguma voz nessa ideologia?

ELE tem nome e endereço ou é um ente imaginário que subsititui a SUA visão a respeito do tema ?

Mas na verdade existem duas formas de se tornar um bilionário hoje: herança, e exploração do trabalhador ou das regras do Estado.
Bill Gates, Mark Zuckerberg, Messi, Neymar, Madonna, Lady Gaga.
Em comum entre eles: não receberam heranças, não exploram trabalhadores (seja lá o que vc entende por explorar), não exploram regras do estado, e fornecem produtos que as pessoas querem consumir.

Mas o fato é que não está funcionando, nem pelos números dos próprios capitalistas
Que números seriam esses?

Não está funcionando para a grande maioria das pessoas no planeta.
De novo, a "grande maioria das pessoas no planeta" disse isso pessoalmente para vc ou é apenas wishful thinking?

Então, tontos e ávidos por uma solução, começamos a jogar pedras para todo lado buscando culpados.
Fale por você.



Se você souber de algo melhor que o capitalismo, não se sinta tímido e me diga.


"Giambiagi não está sozinho. Preocupa-nos a quantidade de economistas liberais que, atualmente, defendem o aumento de impostos como medida absolutamente imprescindível ao ajuste fiscal. "Sempre fui contra aumentar impostos, mas hoje a situação é dramática, não há outro jeito", justificam eles."

Esse trecho eu achei engraçado. Não sou nenhum fera em economia, mas uma coisa é muito simples de entender:
Se você ganha R$5.000,00 por mês e gasta R$6.000,00, o que é mais fácil e tem efeito quase imediato:

1) Você fazer uma especialização ou arranjar um segundo emprego para poder aumentar sua renda?
Ou
2)Diminuir seus gastos em um patamar que sua renda comporte seus gastos?

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Nunca vou entender esses "especialistas"... Eles estudam, estudam, estudam e muitos deles conseguem perder pro raciocínio lógico mais básico.


É o imposto mais fácil de sonegar, exerça seu direito de autodefesa.



Podiam acabar com o imposto de renda. O dinheiro que é gasto lá não serve para nada mesmo.


Como , detalhadamente, a política de juros negativos do BCE afetou o DB? (pergunta sincera)



Lamentável mesmo é ficar vendo mimimi nos comentários.

Mas às vezes é engraçado.




Perfeito, Thiago. Concordo com você. Só que, muito melhor do que apenas falar, é fazer e mostrar como se faz.

Sendo assim, eis aqui uma ótima oportunidade para você mostrar o caminho. Responda paciente e educadamente a este cidadão (clique no link abaixo), que disse -- segundo ele próprio, "bem de mansinho" -- que os defensores do capitalismo são exatamente como defensores da pedofilia. Não estou exagerando não. Pode ir lá comprovar. E responda educadamente a ele, destrinchando toda a teoria e sugerindo leituras complementares.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1368#ac194587


Gozado, pois a resolução do STF só entra em vigor em 2019. Como é que algo que só passa a valer em 2019 causou os déficits orçamentários dos últimos anos? Como é que algo que só passa a valer em 2019 está causando aumentos dos gastos agora mesmo?

Estou curioso com essa lógica.

Abraços.


Nessa caso, de março de 2017, não se trata de aumento de impostos. É apenas para cobrir a perda causada por recente decisão do STF. Parece-me que a carga tributária será a mesma, percentualmente.


Abraços.



Não me refiro à atitude (acertada) do Garcia ao refutar as indagações. Minha restrição é quanto à maneira com a qual elas são feitas. Os artigos do site são claríssimos, educados, didáticos e ricos em informação. Quando resta alguma dúvida, e o leitor vem questionar nos comentários, muitas vezes as respostas são o extremo oposto, o que é lamentável. A refutação de argumentos falaciosos é válida e necessária. Hostilidade/sarcasmo é contraproducente e desnecessário. Capisce? Já passei por isso aqui, e tento comentar o mínimo necessário, tentando aprender o máximo possível sem precisar tirar dúvidas com comentaristas, pois não raras vezes as respostas me foram dadas de forma irônica ou agressiva.


Minarquista, cuidado para não confundir as expressões "posse da arma" com "uso da arma".
Ter uma arma é um direito natural, conforme prega o artigo. O uso da arma pode ser certo ou errado. O direito de ter uma arma não pressupõe o direito de usá-la de forma errada, ou seja, violando o direito de outros.


Ufa, quanta leitura. Como iniciante de leituras neste site melhor chegar de mansinho.

Depois de ter lido este artigo e uns 60% dos comentários um tanto úteis à reflexão, fiquei encasquetado. Estou com a impressão de que o artigo se resume em inverter a lógica da exploração do capital reconstruindo-a numa mensagem simples: O trabalhador não é explorado, mas sortudo porque existem pessoas capazes de criar, empreender, e o empregar; onde de bônus recebem um salário (mais benefícios para não parecer tão baixo, geralmente articulados pelo estado para não morrerem de fome ou doentes). Mas deixa isso de lado... disse que chegaria de mansinho.

Essa capacidade criativa e corajosa do empreendedor lhe dá o direito e o acesso à riqueza, aumentando o seu valor, o seu respeito, a sua importância na sociedade. O capitalista é o cara que melhora vidas, salva vidas, deixa o mundo mais divertido e confortável entre uma infinidade de outras maravilhas. Conclui-se daí que o capitalista produz pessoas melhores, mais valiosas, mais poderosas, que tanto faz o bem para si quanto para o mundo, pedindo em troca aos trabalhadores, que apenas trabalhem. O capitalismo é um sistema eficiente de desenvolvimento econômico assim como o método científico o é para o desenvolvimento do conhecimento, ambos com seus próprios mecanismos que os impulsionam à perfeição. Tudo muito lindo e muito maravilhoso, mas se perguntarem para qualquer indivíduo de qualquer outra espécie não sinantrópica, acho que vão discordar. E se perguntarem para o Rio Doce, também. Mas isso é assunto para artigos sobre a relação do capitalismo com o meio ambiente. O assunto aqui é outro.

Meu ponto aqui hoje e por conta deste artigo é outro: Quero que perguntem sim, para o trabalhador, esse do Marx, esse cujo salário advém do lucro que o capitalista criativo e corajoso buscou para ele. Se realmente se colocarem no lugar deste trabalhador (cuidado, não venham com mimimi de empreendedor aqui!), se vestirem sua coleira e experimentarem sua vida, sua perspectiva, seu apreço na sociedade hoje, seu prêmio pelo trabalho que gera, sua insubstitualidade, como ele o é frente à qualquer campanha publicitária de produtos que não pode adquirir, mas que os fabrica e os deseja, o que ELE, o objeto no qual o artigo afirma não ser explorado dirá? Será que ELE se sente EXPLORADO à sobra de toda luz gerada, de todo valor atribuído a toda benfeitoria inimaginavelmente despretensiosa, livre e indiretamente altruísta do capitalista? Será que ELE, o objeto em discussão tem alguma voz nessa ideologia? Nese artigo? ELE que aqui discutimos tem alguma chance diante de todos os limites que se impõem naquilo que herdou?

Acho que o artigo confere ao capitalista um ineditismo à sua façanha, onde por tal feito se faz merecedor de grandes regalias. Mas na verdade existem duas formas de se tornar um bilionário hoje: herança, e exploração do trabalhador ou das regras do Estado.

Assim como na pedofilia, no capitalismo o abuso também é extremamente articulado, sutil e camuflado, criando a sensação em ambas as partes de que não há mal algum e de que não existem vítimas. É pura bondade. Mas o fato é que não está funcionando, nem pelos números dos próprios capitalistas (que na verdade, cá para nós, não sabem aonde vai parar). Não está funcionando para o planeta. Não está funcionando para a grande maioria das pessoas no planeta. Não está funcionando para a vasta maioria das outras espécies do planeta. Então, tontos e ávidos por uma solução, começamos a jogar pedras para todo lado buscando culpados. E nessa maldita hora de desespero, de pressão para evitar a falência, a decadência, o desemprego, a perda dessa lindeza que é ao menos poder viver, a quem se recorre? Aquele tão temido, tão perverso e imponente malfeitor, o Estado, ou no coletivo pelo coletivo, no um por todos e todos por um. Não há porque explorar ninguém. Sejamos ainda mais criativos se quisermos nos regozijar do espetáculo em curso, despolarizando e desclassificando a coisa toda antes de reconstruí-la. Já está ficando antiquado pensar que a riqueza é bela e que a sabedoria é elegante. Estamos no mesmíssimo barco.


você já leu minha teoria do Governo milionário? https://goo.gl/okPyxQ

Minha página no facebook: https://www.facebook.com/AdeCarvalhoOficial/



Não, a resposta do Garcia foi perfeita. Apenas sair colando links, sem responder às indagações (na verdade, afirmações falsas) do interlocutor, seria uma postura completamente contraproducente.

Pra começar, raramente alguém clica nos links. Os poucos que clicam não vão além do segundo.

Consequentemente, o saldo final é que as indagações (na verdade, afirmações falsas) acabam passando batidas e incólumes, e os leitores leigos que eventualmente as lerem ficarão desinformados.

Por outro lado, quando se faz como o Garcia, que respondeu tudo e ainda indicou links, o serviço é completo. As respostas foram dadas e, quem quiser conhecê-las mais profundamente (quem quiser conhecer os argumentos que a sustentam), basta apenas clicar nos links e ler os artigos. Aqueles que não o fizerem ainda assim ao menos saberão que o que foi indagado (na verdade, afirmado) é falso.

Garcia está de parabéns.



Prezado Minarquista, há um artigo que discute especificamente isso. Era só ter usado a ferramenta de busca.

Uma teoria geral (e libertária) sobre controle de armas



Caros:

Mais uma vez tenho uma crítica forte ao método. Mas, desta vez, não à conclusão.
Explico: moralmente, é possível se intrometer na vida alheia se, e somente se, o comportamento em questão gera danos a terceiros.

Análise moral:
A liberdade do uso de armas, em tese, pode ser logicamente discutida, usando a linha: "Se o uso de armas for liberado, ninguém garante que elas serão usadas somente para defesa dos mais fracos. Podem muito bem ser usados para ataque aos inocentes; podem ser usadas indevidamente por sujeitos que percam a cabeça momentaneamente, e provoquem uma tragédia."
Conclusão: a lógica moral não consegue provar que o direito irrestrito ao uso de armas não representa uma violação à segurança de terceiros. O uso de armas, então, não é um direito natural decorrente da posse do meu corpo e do meu livre arbítrio.
Se formos levar a sério este tipo de raciocínio, concluiremos que as pessoas são livres para beber e dirigir; que podem dirigir na velocidade que quiserem, etc. Enfim: os danos a terceiros - incluindo danos à segurança de terceiros - são motivos que justificam moralmente a intromissão na vida alheia; que justificam proibições ao comportamento alheio.

Já utilitariamente:
Entretanto, o fato da questão não morrer no crivo primário (moral), não torna a proibição automaticamente legítima. Falta passar pelo crivo utilitário.
Notem que, para proibir alguém de fazer o que quer, acusando-o de pôr a minha segurança em risco, o ônus da prova é de quem quer proibir, de quem quer limitar a minha liberdade... Aqueles que querem restringir o uso de armas devem provar que o uso livre das armas gera mais insegurança para terceiros do que o uso restrito (ou uso nenhum). E, até onde sei, ninguém conseguiu provar isso ainda. Pelo contrário: os estudos que conheço mostram exatamente o contrário: onde as armas são mais liberadas, há mais segurança do que onde elas são restritas. Vejam o artigo:
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2176

Conclusão:
A lógica moral não consegue matar a questão da restrição às armas, por dúvidas com relação a eventuais danos à segurança de terceiros.
Já a abordagem utilitária mostra (nos estudos atuais), que a liberação melhora a segurança geral, ao invés de piorá-la.
Então o uso de armas deve ser livre, mas não por razões morais, e sim utilitárias.

[]s


Quem são os ricos do Brasil, é difícil definir (pois no ritmo atual mesmo quem ganha salário mínimo vai estar tendo que pagar imposto de renda, logo logo).
impostorenda2017.com.br/ >>>> sim, se ganhas a fortuna de 2 salários mínimos neste riquíssimo país, tens que declarar desde então, seus 7,5 % de IR.

Mas partindo que a referência do post seja aos milionários do Brasil.

Taxar quem tem muito dinheiro não só não ajuda o país, como espanta o endinheirado do país, ou então este manda o dinheiro pra fora do país; nos 2 links explica-se por que tal medida é ineficiente.
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2073
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1654

O Brasil ser um país rico é tão verdade quanto a bruxa de blair.
www.huffpostbrasil.com/mauricio-bento/por-que-o-brasil-nao-se-torna-um-pais-rico_a_21698038/
mercadopopular.org/2016/08/por-que-o-brasil-ainda-e-pobre/


Poxa, poderia só ter indicado os artigos. Não precisa detonar a forma como o cara colocou a questão. A moderação com o contraditório pode ajudar a arrebanhar mas adeptos à EA. Vamos com calma.


Esse Jefferson foi sensacional. O cara simplesmente repetiu os mesmíssimos clichês que foram inteiramente abordados e refutados pelo artigo! Tipo, o cara nem sequer tentou outra abordagem ou outra argumentação; ele simplesmente repetiu os mesmíssimos argumentos expostos e refutados pelo artigo.

Ou ele nem sequer leu o artigo (quero acreditar nesta hipótese) ou ele leu e não entendeu (o que coloca em xeque seu preparo intelectual).

No entanto, esperar o que de alguém que, querendo discutir teoria econômica, deixa explícita sua veneração ("o maior economista de todos os tempos, reconhecido mundialmente e com todos os méritos") quase erótica pelo inventor da tese que ele defende?


1) "Podem vir de emissão de títulos públicos"

E quem paga os juros e o principal destes títulos públicos? De onde vem o dinheiro?

2) "Impostos pagos anteriormente que geraram caixa"

Ou seja, o dinheiro veio da população.

3) "Expansão monetária direta, da forma que é feito na UE, EUA e Japão"

Ou seja, o dinheiro veio da redução do poder de compra da população.

4)"Qualquer financiamento para qualquer tipo de obra"

Ou seja, veio da emissão de títulos. Volte ao item 1.

Vale ressaltar que todos estes pontos, absolutamente todos estes pontos, foram abordados em detalhes no artigo, o qual você não leu. Aliás, sua postura é compreensível. Bastou ler o título e já saiu menstruando. É normal. De keynesianos não se deve esperar a mais mínima profundidade intelectual. Afinal, quem acredita nesta teoria tosca é, por definição, alguém que sofre de problemas cognitivos.

Observe também que, extraindo-se todos os seus xingamentos, toda a sua "refutação" se resumiu a quatro frases, que não só foram facilmente refutadas acima, como também já haviam sido abordadas no artigo (o qual você não teve a coragem de ler).

"Espero que publiquem esse comentário, vocês possuem uma péssima mania de censurar quando são confrontados."

Rapaz, pelo seu bem, eu realmente acho que seu comentário deveria ter sido censurado. Beira o inacreditável que alguém tão raso e ignorante como você queira ser assim exposto em público. Espero que você tenha ao menos tido o cuidado de colocar um pseudônimo.

"Refutar [...] o maior economista de todos os tempos, reconhecido mundialmente e com todos os méritos não é impossível"

Ui! Cuidado para não borrar o batom...

Toda e qualquer pessoa que se rebaixe a tão ridícula veneração e adoração é a mais destituída de moral para criticar quem critica suas idéias. Desde quando um adorador e venerador consegue enxergar defeitos em seu deus?

Ah, sim, de fato Keynes é, disparado, o mais adorado e venerados dos economistas. Por quem? Por políticos, é claro. E por que não seria?

O keynesianismo é a teoria econômica favorita dos políticos simplesmente porque ela lhes concede um passe livre para fazer tudo aquilo que eles mais gostam de fazer: gastar dinheiro.

O keynesianismo diz que os gastos do governo impulsionam a economia; que expandir o crédito (melhor ainda se for subsidiado) gera crescimento econômico; que os déficits do governo são a cura para uma economia em recessão; que inchar a máquina estatal, dando emprego para burocratas, é uma medida válida contra o desemprego (quem irá pagar?); que regulamentações, se feitas por keynesianos, são propícias a estimular o espírito animal dos empreendedores. E, obviamente, que austeridade é péssimo.

Qual político resiste a isso?

Conhecendo-se a volúpia do ser humano por poder e controle sobre a vida alheia, seria genuinamente um milagre caso tais idéias não prevalecessem no mundo atual. E é por isso que os intelectuais acadêmicos, sempre ávidos por agradar o regime (e sempre de olho em cargos públicos), irão defender essa teoria.

Ademais, se você investiu toda a sua vida e toda a sua carreira acadêmica ou profissional defendendo teorias keynesianas, ou se a sua fé no estado é aquilo que dá sentido à sua vida, divorciar-se da economia keynesiana seria um choque e tanto.

Essencialmente, portanto, desprovido de seu fundamento intelectual, o keynesianismo tornou-se pura e simplesmente a economia do poder, comprometida apenas em manter o establishment funcionando, em fazer ajustes marginais e em mimar ternamente a máquina governamental até a próxima eleição na esperança de que, ao ficar mexendo nos controles, alternando rapidamente entre o acelerador e o freio, alguma coisa vai funcionar — pelo menos o suficiente para preservar suas confortáveis posições por mais alguns anos.

Saudações.



O terceirizado só custaria mais (em tese, muito teoricamente, e não necessariamente o triplo) que os contratados no serviço estatal, se os ditos contratados forem os concursados por tempo determinado (lei 8745) ou simplesmente estagiários.

Por outro lado, com o concursado efetivo (ou comissionado) que está empregado na atividade-fim, com direito a bônus progressivos, correção da inflação, direito a greve sem riscos de demissão, e aumentos salariais (quinquênios) por simples tempo de serviço, fora a estabilidade, NÃO definitivamente, não, o terceirizado não chega nem perto de custar o mesmo que um funça do Estado.



È uma excelente pergunta meu caro anônimo.
O socialismo e liberdade é uma constante humana, ela nasce de dentro do homem explorado pelo capital, havendo bases na vida intelectual, está constante nunca se apaga, pois a exploração do homem nunca chega ao fim.

Se o socialismo nasce de dentro do homem, logo é impossível acabar com o socialismo no mundo, pois teria que matar todos os homens, teriam que queimar todos os livros. Temos uma segunda premissa: o socialismo assim como a liberdade é impossível de ser destruído.

Com essas duas afirmações, percebe-se que haverá tentativas de impor o socialismo dentro do mundo, Pois é tão natural quanto a existência humana.
ora, tudo na vida no começo tem pequenos erros, não seria diferente com a doutrina que irá salvar o mundo. E sempre tem algum maluco que vem dizer:
"Você viu capital imoral, a fome na Venezuela? Você viu a escravidão na Coreia do norte? O socialismo não deu certo!", ora, que coisa de maluco! Isso não é socialismo meu amigo. Que socialismo é esse que todo mundo fica o dia inteiro falando sobre converter dólares, sobre petróleo, sobre o preço do ouro? Por acaso foi desses temas que nasceu o socialismo?Ou não foi da poesia, arte, história, música, sutilezas universais?

O socialismo e liberdade é um movimento espiritual superior as nossas demandas materialistas. Eu diria que é um movimento intelectual.
O socialismo não vai acabar porque você acha que todo mundo tem que ter dinheiro, atuar no livre mercado, fazer bastante sexo e comer carne vermelha.
Isso é ser excessivamente carnal. Alias é um nojo de pessoas baixas que não tiveram uma educação de qualidade.

Essa busca e importância excessiva por itens preliminares, é algo extremamente ultrapassado intelectualmente, talvez faria algum sentido começo da década de 20, talvez faça mais sentido para os mais pobres, mas nunca deve ser excessivamente importante para um intelectual. Isso revela a superioridade intelectual do socialismo para com o capitalismo.

Agora uma resposta direta a sua pergunta: Para realizar e concluir está busca, é necessário apenas ser uma pessoa inteligente. Discutir os temas sem torna-se o bobão que diz que o socialismo não deu certo porque a Venezuela passa fome, e dar por encerado o assunto. Ou seja, o socialismo e liberdade é o assunto que nunca será encerrado, pois é uma eterna busca que vai avançando aos poucos, acompanhando a evolução humana.

Ainda chegará o dia em que vou para padaria de bicicleta, vou pedir 10 pães e o padeiro cool vai recitar para mim, um poema de Frederico Schmidt.

Felicidade
Felicidade de estar vivo agora,
Deste dia de sol claro e lindo!
Felicidade de viver este momento
E espalhar o olhar alegremente
pela Paisagem que não tem fim!...

As flores me parecem bem mais lindas
e as mulheres também mais lindas são.
Felicidade de estar vivo neste instante:
Os meus olhos vêem a vida serenamente...

Este padeiro é dez vezes superior ao capitalista que fica o dia inteiro pensando no preço do dolár.Imundo! Sujo!Xucro!
Capital imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises


"De onde vem o dinheiro que o governo utiliza para aumentar seus gastos?"

Antes de responder, devo parabenizar o site, realmente vocês estão atingido os objetivos que é claramente enganar leigos ou pessoas com pouquíssimo entendimento em economia. Talvez vocês saibam e estão apenas sendo desonestos mas pelo histórico acredito que sejam bem desqualificados, na verdade.

Se algo é simples, rápido e fácil em economia, tenha certeza que não funciona. Refutar (nunca vi um tara tão grande por uma palavra) o maior economista de todos os tempos, reconhecido mundialmente e com todos os méritos não é impossível, visto que a economia e o capitalismo são mutáveis com o passar do tempo, e se existe algum tipo de manual este com certeza é a teoria geral.

Respondendo a pergunta para os leigos do site e para os desonestos ou também leigos que escrevem posts tão rasos como esse:

-Podem vir de emissão de títulos públicos.
-Impostos pagos anteriormente que geraram caixa.
-Expansão monetária direta, da forma que é feito na UE, EUA e Japão.
-Qualquer financiamento para qualquer tipo de obra.

Esse aumento de divida na teoria pode ser facilmente contornado caso a arrecadação suba em uma proporção maior do que o aumento do déficit.

O Déficit faz parte da contabilidade pública, o próprio Marcos Lisboa que esse sim, é um puta liberal inteligente e bem informado que tem o respeito de todos que admiram e estudam economia. O Problema é a inadimplência.

Os países mais ricos do mundo possuem um déficit enorme. Veja Japão (+ de 200% e Eua + 100%), por exemplo. Aqui entra outra variável importante que é o juros da dívida, digressão que não vale a pena entrar agora, mas fico a disposição em caso de uma conversa séria e honesta, que não é o que acontece nesse artigo.

Espero que publiquem esse comentário, vocês possuem uma péssima mania de censurar quando são confrontados.

Abraço.


Economista, não entendi muito bem a lógica da sua comparação. Você está dizendo que há problemas na especialização e na divisão do trabalho, e cita como prova disso algo que ocorreu em um regime comunista -- o qual, por definição, representa a própria negação da divisão do trabalho?


O texto exemplifica bem a questão central da terceirização, que são os altos custos envolvidos na contratação de um empregado. Se os custos de manter alguém não fossem tão caros essa discussão nem teria que entrar em pauta.
Porém, um dos argumentos me chama a atenção que é a ideia dos vários técnicos em sua área. A questão complicada da técnica é que quando não sabemos das outras áreas, também não conseguimos resolver os possíveis problemas de outras áreas. Todas as áreas de conhecimento são interdisciplinares, uma pessoa formada em engenharia precisa entender mais sobre a questão ambiental para entender quais os efeitos do que ele vai construir no meio ambiente.
O grande problema é que isso está cada vez mais escasso deviso a pessoas que pensam bem sobre dividir cada compartimento do conhecimento e obter vários especialistas em várias áreas que não sabem nada sobre os efeitos de suas ações sobre as demais. Foi assim que aconteceu com o desastre de Chernobyl, vários dos melhores especialistas em instalações e nas diversas áreas de mecânica e engenharia da unidade não conseguiram prever quais os efeitos de um possível vazamento. Hoje sabemos os efeitos.



Dúvidas Off Topic:

Quando se diz "taxar os ricos"... Quem são esses ricos exatamente? Qual critério os define?

Outra: A que se deve o fato do Brasil ser considerado um dos países mais ricos do mundo, já que temos problemas de produtividade e o governo impõe travas à prosperidade? Que riqueza é essa?


Neste dia, a própria economia vai ter desaparecido, meu amigo. As ideias de todos os economistas seriam irrelevantes, não só a de Mises. Resta só saber pq vc acha que isso vai acontecer um dia.