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Últimos comentários


Empresa de economia mista + experiência em industria do petróleo, está falando que trabalhou na Petrossauro?


E você caiu no conto do professor socialista de história. O mesmo que jurava que o Paraguai era uma potência industrial dizimada por interesses capitalistas escusos da Inglaterra, que teria arquitetado a Guerra do Paraguai.
Vá estudar e descubra que o movimento abolicionista tem um histórico muito anterior à Princesa Isabel.
Em suma, imbecil detected!


Quando uma pesquisa apresenta somente pontos pró ou contras, ela se torna suspeita, seja da Universidade de Harvard ou de Pindamonhangaba. O fato de alguns dos países mais pacíficos do mundo, como o Japão, terem uma das populações menos armadas do mundo nem é citado (detalhe: Japão é mais seguro que todos esses países "armados" citados na tabela). Ou seja, é falaciosa a tese de que o bandido se sente intimidado porque o cidadão pode ter uma arma em casa. Problema é cultural, econômico. Quantas favelas existem na Suíça? Eu fico a imaginar a m... que daria o aumento de armas no Brasil. Culturalmente, somos um povo de mentalidade infantil, com pouquíssima auto-reflexão, acreditando que a repressão vai resolver tudo; seria como dar armas para crianças.


Quero dizer que concordo em grande parte com os modelos propostos nos artigos sobre saúde do Mises Brasil. Há, contudo, dois pontos que, na minha opinião, precisam de elaboração e análise aprofundada por parte do Mises Brasil.

O primeiro desses pontos é a medicina profilática. Vou usar um caso concreto para explicar o que são medidas profiláticas. Considere o conjunto de doenças conhecidas pelo nome guarda-chuva de câncer ginecológico. Se os médicos recebessem treinamento de patologia laboratorial e usassem sistemas de exames do tipo Tomographic Microscope Nanolive ou EVOS Cell Imaging System, poderiam fazer triagem em milhares de mulheres a cada três meses. A maioria dos casos de câncer ginecológico seria detetado no início e facilmente curados, com o mínimo de incômodo para as mulheres. Mas nenhuma mulher procuraria os serviços desses patologistas, visto que não estão sentindo incômodo nenhum. E poucos ginecologistas brasileiros gastam os 20 mil euros para comprar o Nanolive ou os 80 mil reais para adquirir um EVOS. Como convencer as pacientes a pagar esse tipo de triagem? Afinal, elas não estão sentindo nem mesmo dor de cabeça. Claro que eu teria algumas sugestões para incentivar as mulheres procurarem e pagar por serviços de prevenção de câncer. Uma possibilidade seria permitir descontar nos impostos o dinheiro gasto com o patologista. Outro exemplo. Vários médicos e cientistas já mostraram que as chamadas doenças da civilização, como é o caso de doenças cardiovasculares e AVCs, podem ser enormemente reduzidas por uma dieta baseada em plantas e exercícios aeróbicos, como andar 25 quilómetro por dia (10 de manhã, 5 a tarde e 10 a noite, no clima brasileiro). Mas como convencer as pessoas a seguir essa rotina e ainda pagar por uma estrutura semelhante à montada por Cadwell Esselstyn, Dean Ornish ou Neal Barnard? Uma possibilidade seria o governo pagar parte dos tratamentos médicos, mas esse incentivo governamental seria retirado das pessoas que não seguiram essas recomendações clássicas de cardiologistas. Recentemente, o National Health System do Reino Unido começou a negar certos procedimentos médicos a fumantes e pessoas obesas. Enquanto a pessoa não eliminar esses fatores de risco, não pode fazer cirurgias eletivas ou submeter-se a certos tratamentos, como colocar stents. Que sugestões você teriam para incentivar as pessoas a fazerem exercícios, andar 25 km por dia, fazer musculação para evitar perda mulcular e problemas na coluna, manter o MBI abaixo de 25 e adotarem uma dieta vegetariana?

O outro problema que vejo é o treinamento. Considerem os Estados Unidos, por exemplo. Não digo que o sistema de saúde americano é bom, visto que não oferecem um método de acesso aos centros médicos. Entretanto, os médicos americanos são muito bons. A OCDE criou um ranking sobre eficiência no tratamento de certas doenças, caso o paciente consiga dar entrada aos hospitais. Por exemplo, segundo a OCDE, de cada 100 mulheres que dão entrada no sistema de saúde americano com câncer no seio, quase 90 estarão vivas 5 anos depois. No Brasil, 40 estarão vivas e, no México, 49. Nos Estados Unidos, apenas 5.5% dos pacientes de ataque do coração morrem, contra quase 30% no México e quase 40% no Brasil. Em suma, os médicos americanos são muito bons. Mas essa qualidade é bem guardada e fiscalizada. Vocês vão dizer que organizações como a NBME e NRMP não são governamentais. Concordo, mas não vejo muita diferença entre tais organizações e o Ministério da Educação brasileiro, a não ser o fato de que são os estudantes de medicina que pagam pelos serviços da nbme e da nrmp, enquanto todos os brasileiros pagam pelos serviços do MEC. Um médico americano faz 4 anos de college e 4 anos de medical school, que paga com empréstimos bancários, antes de poder fazer o USMLE step 1, step 2 clinical knowledge e step 2 clinical skills, oferecidos pela NBME. Cada um desses exames é pago pelo estudante. Depois de passar nesses exames, quase um ano de esforço, a NRMP determina onde o médico ainda precisa de fazer de 3 a 8 anos de treinamento, em uma residência obrigatória para exercer a medicina. Terminado o treinamento, o médico ainda faz o USMLE step 3. A formação completa leva, no mínimo, 12 anos. O médico recém-formado americano tem 30 anos. Passa quase a metade da vida estudando. Toda a formação do médico é fiscalizada por organizações privadas, naturalmente, mas o médico tem que passar por todas essas etapas para exercer a medicina. Antes de Abraham Flexner propor esse sistema, a medicina americana era péssima, pois não havia fiscalização. Como vocês do Instituto Mises Brasil sugerem que esse sistema de alta qualidade possa ser mantido sem uma fiscalização centralizada da formação médica?


Muito boa a correlação entre leis naturais (lei da gravidade) e econômica.

Além do artigo. er muito bom.

Após uns 40 anos como empregado, de pai-trão, depois contratado sem carteira, estagiário, empregado de: empresa de economia mista e privadas, tornei-me consultor independente da indústria do petróleo.

Hoje, após 2,5 anos, não consigo mais me ver como empregado. Mesmo tendo tido perdas monetárias não previstas por mim (por, talvez displicência) como não tenho mais feriadose férias remuneradas, 13º, gratificação de férias e FGTS, auxilio almoço, a. refeição , seguro de vida, INSS (apesar de estar aposentado após 38 anos de contribuição), não troco a liberdade de ganhar por dia efetivamente trabalhado pelo trabaho assalariado.

E olha que sempre amei minha profissão. Mesmo sendo empregado.

Acho que o problema de ver algo, para mim hoje, que coisa artificiais como o FGTS que é expoliação de parte do seu salário que será remunerado a juros vis, e não um direito não é fácil. Principalmente com apropaganda associada à criação destes "penduricalhos".

Por isto, acho graça de quem critica a CLT mas defende a volta de governos militares.

Afinal, o FGTS não é CLT, mas um mecanismo criado em 1966, governo Castelo Branco, qu expropia parte do seu salário, paga juros que são metade da poupança e sempre foram utilizados para financiar obras tocadas pelo Clube das Empreiteiras, criado pelo Decreto Lei 64.345, de 10/04/1969 que alijou estrangeiras em contratos do governo.

Hoje, sou partidário da simplificação total do salário. Você recebe pelo dia trabalhado (ou hora) e pronto.
Quer previdência, seguro de vida, médico, garantia por possíveis perdas de emprego. Corra atrás.
"Há, mas a maioria não consegue planejar o futuro assim." PHODD@AM-SE!
Na segunda ou terceira geração todos aprendem. Ou então são extintos. Simples lei da evolução


Concordo com muitos pontos do autor menos à sua citação à Kate Davis: "65% das profissões ainda não foram inventada. "

Porque discordo:

1) Futurologia para vender papel (com caracteres impressos em tinta preta).

2) Misturar mudanças de ferramentas com mudanças de profissão.

Exemplo: James Hutton e eu somos geólogos. Ele no final do século 18. Eu hoje.

Tecnologicamente eu estou a eras geológicas dele. Mas, ele foi responsável por uma revolução geológica que o tornou conhecido como o Pai da Geologia moderna.

A única coisa que mudou entre nós foi a evolução das ferramentas:
Ele: martelo, lupa e pena e papel
Eu: martelo, lupa e computador.
Ambos: cérebro, curiosidade e vontade para aprender e mestres.

Ou então, o livro escrito à pena passou a ser escrito utilizando-se máquina de escrever e, posteriormente, computador. Mas os autores eram e continuam sendo escritores.


Estes anônimos só vem para gerar confusão.
Melhor ser analfabeto funcional do que cego ideológico.
Definir suas escolhas significa livre arbítrio.

Assim como não quero imposição do estado, quero (parafraseando Raul Seixas) poder "tomar banho de chapéu " caso eu queira. E dane-se quem se incomode com isto.
E viva a Sociedade Alternativa.


A esquerda é recordista em contradições.

Quando o trabalhador ganha pouco é exploração. Quando o trabalhador ganha muito é exploração.

Ou seja, a esquerda nunca será feliz.


Sou do tempo de ir à escola fundamental, 1963 a 1970, em que um aluno, era indicado pelo(a) professor(a)para anotar colegas que atrapalhassem a aula.

Após uma certa classificação (não me lembro exatamente, afinal são mais de 47 anos) o "atrapalhante" era colocado ao lado do quadro-negro, de frente para a parede. Sério. Brasil à somente 50 anos atrás. Pelo menos, nunca precisei ajoealhar no milho, como meu pai. Ou à palmatória, que só foi abolida na Inglaterra por esta época.






"Assim como a lei da gravidade continua plenamente em vigor ainda que você a considere "inaceitável" pelo fato de matar pessoas que caem de cabeça no chão, o mesmo ocorre com as leis da economia. Não há demagogia política ou sindical capaz de revogá-las."

Fantástico essa frase



A arte de pensar claramente.pdf (livro para executivos não cair em blefes)


Eu quero que ele responda, assim eu não preciso comprar os serviços da empiricus.
Leandro Roque, qual altcoin vc compra?


"Aliás, não deixa de ser curioso: o mesmo cara que vitupera tanto a "plutocracia paulista" quer implantar programas que irão favorecê-la como nunca."

Getúlio Vargas fez exatamente a mesma coisa. Não deixou SP se separar, mas as tarifas protecionistas, a imposição da CLT e de um salário mínimo igual para o território continental inteiro deu um tiro na cabeça do potencial de desenvolvimento de outros pontos do país.
Para quê irei investir no Nordeste subdesenvolvido se os custos para empreender no Sudeste desenvolvido são praticamente os mesmos?


Infelizmente, conforme o avançar do tempo percebe-se que o Brasil caminha a passos largos para o completo fracasso. Será que tem jeito, já que vivemos em uma sociedade completamente idealizada no controle estatal? Destruir todo esse pensamento implantado na cabeça das pessoas, haja vista o monopólio do pensamento nas escolas, faculdades e na mídia, parece ser impossível.


O absurdo são 15 milhões de habitantes da região norte terem 7 estados enquanto os mineiros com 20 milhões só tem disreito á uma estado. Só deviam ter 3 estados por região para evitar esse excesso de representantes no Norte e Nordeste.


O trabalho assalariado é uma mercadoria, pelo que foi descrito no artigo. Logo, seguindo pelo conceito da lei da oferta e da demanda, o trabalho( mercadoria) não seria adquirido( contratação) se um dos dois agentes estivessem insatisfeitos ou dissensos com o preço oferecido pelos respectivos produtos. Nesse caso seria assim: o trabalhador sabe que o valor oferecido pelo empregador é abaixo do valor de mercado, já considerando a lei da oferta e procura, logo ele não aceita o emprego. O outro caso parte do empregador, que considera que o salário pedido está acima do valor de mercado, logo ele não contrata. Foi isso que eu intendi
O que eu não acho possível é exatamente a análise de mercado. Imagine que o sistema moderno de Commodities é extremamente complexo de ser medido, avaliado e previsto (como diz no texto, o salário não pode chegar só quando o produto for vendido). Além disso os commodities são extremamente limitados, existindo não mais do que 60 produtos na maioria dos mercados típicos, diferentemente dos empregos, que somam os milhares de tipos e subtipos. Como podem os empregos, fontes de renda e subsistência das pessoas podem ser avaliadas como ações ou commodities. É bem claro isso quando se avalia como seria o cotidiano de um trabalhador ou um empregador se ele seguisse a risca a volatilidade do mercado. A qualidade de um empregado é extremamente subjetiva, muito mais do que commodities ou ações ou um litro de gasolina. Qual será o critério de avaliação de um professor, por exemplo: Quanto os seus alunos tiram de nota? {Geralmente professores de história conseguem melhores notas do que os de química}. Pode-se fazer uma média dos professores de cada matéria {mas se são os próprios professores que fazem as provas}. As variáveis são inúmeras, para cada uma das inúmeras profissões.
O meu ponto é: são pouquíssima as pessoas que convivem bem com a instabilidade, de variar o seus salário, que é o mantimento da sua família, como um barril de petróleo. Como pode a economia, que de nada serve se não para o homem, trata-lo direta e indiretamente como um objeto de seu próprio consumo, julgar a qualidade do trabalho humano, na modernidade, quase nunca pode ser objetivado, pois assim do que difere isso de uma escravidão nas letrinhas miúdas no final do acordo, como espera o trabalhador e o empregador ser onisciente quanto ao mercado de trabalho



"nos EUA e Austrália, no início da colonização, havia um estado consideravelmente pequeno, mesmo assim eles conseguiram dizimar uma quantidade enorme de plantas e animais e a acima comentada Chapada dos Veadeiros também sofreu redução de sua área, originalmente 625 mil hectares, hoje 250 mil, graças as exigências dos agropecuaristas, e com certeza uma fazenda de soja é bem mais produtiva do que uma reserva natural."

Exatamente porque não havia propriedade privada. Começou agora a entender o ponto?

"Não posso pensar que é possível colocar uma região com o intuito de não ser extensivamente explorada como uma mercadoria de exploração. Os preços dos tickets deveriam ser muito alto para manter a maioria do que é hoje as reservas naturais, mesmo no Brasil"

O que você presencia hoje é uma propriedade estatal sendo rapinada por empresários protegidos pelo estado (pois pagam propinas a políticos). Este é inevitável resultado de um estado grande que em tudo manda, e é exatamente o arranjo condenado por este site.

Praticamente todas as questões relacionadas ao ambiente envolvem conflitos sobre propriedade. Sempre que houver propriedade privada, os proprietários podem resolver estes conflitos por meio da proibição e da punição aos atos de transgressão. O incentivo para se conservar é uma característica inerente à estrutura de incentivos criada pelo mercado. O mesmo é válido para o incentivo de se preservar todas as coisas de valor.

Propriedade comunal do ambiente, como existe hoje, não é a solução. Dado que as florestas, por exemplo, não são geridas privadamente, a meta de se conseguir uma administração racional e "verde" sempre será enganosa.

Somente quando uma terra tem dono é que este possui vários incentivos para cuidar muito bem dela. Sua preocupação é com a produtividade de longo prazo. Assim, caso ele decida, por exemplo, arrendá-la para uma madeireira, ele vai permitir a derrubada de um número limitado de árvores, pois não apenas terá de replantar todas as que ceifou, como também terá de deixar um número suficiente para a safra do próximo ano.

"O ponto é como pode um proprietário de uma reserva competir com mineradoras e o agronegócio?"

Ué, se a reserva é dele, só entra ali quem ele permite. E, até onde sei, dono de reserva ambiental não está muito interessado em concorrer com mineradoras e agronegócio. São atividades completamente distintas. Logo, isso não faz nenhum sentido.

Propriedade privada significa preservação


"Quer dizer então que quando o Livre Mercado não consegue resolver uma questão a culpa é do Estado?"

Hein? Você cita sequestro e diz que isso é culpa do livre mercado?! Meu caro, sequestro (assim como assalto, estupro, ou passageiro de ônibus ejaculando em mulher) é questão de segurança pública, e segurança pública como o próprio nome diz é monopólio estatal.

Não tem como o mercado resolver um problema causado pelo estado. É como perguntar qual a solução do mercado para o toma-lá-da-cá feito por deputados na Câmara.

Agora, se uma pessoa fosse sequestrada em um estabelecimento privado, ou então se vivêssemos no anarcocapitalismo e a pessoa fosse seqüestrada em uma rua privada, aí sim você teria motivos para exigir respostas.

"Como eu estou no meu ápice do desespero argumentativo"

Parabéns por reconhecer.

"Vamos fazer uma suposição."

Vejamos.

"Suponhamos que estamos em um pais que adota plenamente as praticas liberais e que o estado não detenha o monopólio de prover segurança."

Aí começou a falar algo com mais sentido.

"Minha pergunta é como os Liberais iriam lidar com a questão do Coronel Ciro lá dos grotões de Alagoas? Como o trabalhador irá se proteger desse tipo de gente?"

Para começar, como ele se protege hoje, num ambiente estatal? Sua única chance é por meio de uma denúncia anônima, certo? É só por meio de uma denúncia que os sacrossantos fiscais do trabalho descobrem algum "trabalho escravo" e vão lá fazer pose de salvadores.

Pois é, com segurança privada é a mesma coisa. Você denuncia, a empresa vai lá, salva os escravos e, com isso, ganha uma bela publicidade, aumentando enormemente suas chances de conseguir novos clientes. "Opa, essa empresa é boa, vou ser cliente dela. Certamente estarei mais seguro". Seria um ótimo negócio. Se eu fosse CEO, torceria para isso acontecer.


P.S.: neste exato momento, deve haver vários sertanejos sob o controle de jagunços e coronéis, os quais operam em conluio com os políticos locais e, por isso, cometem crimes sob proteção oficial. E aí, como o estado resolve isso? Por que ele não está resolvendo? Fracassou? Quem é que realmente deve explicações?



Eu ainda não entendo como pode ser mais vantajoso para um proprietário de terra, visando o maior aproveitamento possível do espaço, preservar a sua biota virgem.
Não posso pensar que é possível colocar uma região com o intuito de não ser extensivamente explorada como uma mercadoria de exploração. Os preços dos tickets deveriam ser muito alto para manter a maioria do que é hoje as reservas naturais, mesmo no Brasil. Mesmo em pontos turísticos, como a Chapada dos Veadeiros, tem uma área muito alta em relação ao número de visitantes.
Outra prova disso é quanto ao histórico: nos EUA e Austrália, no início da colonização, havia um estado consideravelmente pequeno, mesmo assim eles conseguiram dizimar uma quantidade enorme de plantas e animais e a acima comentada Chapada dos Veadeiros também sofreu redução de sua área, originalmente 625 mil hectares, hoje 250 mil, graças as exigências dos agropecuaristas, e com certeza uma fazenda de soja é bem mais produtiva do que uma reserva natural.
O ponto é como pode um proprietário de uma reserva competir com mineradoras e o agronegócio?


Não foi isso que o que estava escrito no titulo da matéria Mauro.
Sim, o trabalho assalariado é uma mercadoria - e é isso o que o protege contra abusos
Quer dizer então que quando o Livre Mercado não consegue resolver uma questão a culpa é do Estado?
Como eu estou no meu ápice do desespero argumentativo.
Vamos fazer uma suposição.
Suponhamos que estamos em um pais que adota plenamente as praticas liberais e que o estado não detenha o monopólio de prover segurança.
Minha pergunta é como os Liberais iriam lidar com a questão do Coronel Ciro lá dos grotões de Alagoas?
Como o trabalhador irá se proteger desse tipo de gente?



A complexidade para compreender a mensagem que o autor tenta passar apesar de ser pouca existe, pois este não deixa claro para que os "justiceiros sociais" sintam-se incomodados e venham aqui disseminar seu ódio ao extremo, ótimo texto, se você é um justiceiro social recomento um @Do Until@ Article 681 @Loop Compreender Artigo@


Verdade João, esse se perdeu nos argumentos, fez até uma análise bonitinha mas argumento que é bom nada! Falácias que a gente tá cansado de ouvir, como "todos têm direitos iguais" hahaha, ou "alternância de poder" e o mais cômico de todos "estado funcional" kkkkkk, esse aqui vai pro guinness como o mais inocente da história!


Parece que alguém caiu no conto da princesa Isabel hein!


Aí, num inception, você acorda de novo e descobre que estava sonhando com teorias da conspiração. Lembra que centralização de poder leva a uma menor prestação de contas dos governantes e à perda de poder dos governados. E pensa: "mas que sonho idiota! Só um tiranete imbecil seria contra a autodeterminação de um povo."




Uma pessoa sequestrar outra e escravizá-la é algo que envolve segurança pública (monopólio estatal) e não "leis econômicas de mercado". Se um indivíduo é sequestrado e escravizado, isso denota um patente fracasso do setor público, que nem sequer conseguiu prover segurança a este cidadão (sendo que fornecer segurança é a função autodeclarada e monopolista do estado). Querer que o mercado resolva um problema causado pelo monopólio estatal é o ápice do desespero argumentativo.



Mais ainda: olha isso:

https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2017/09/21/pantanal-abre-frigorifico-para-carne-de-jacare.htm

-Os jacarés estão ficando extintos o que vamos fazer?
-Vamos comê-los!!


Ufa!
Ainda bem que temos boas almas como a do senador Hélio José (PROS-DF), para aclarar a situação de nossa antes falida (agora robusta) previdência social!
Eu sabia, eu tinha certeza de que os sucessivos Governos estavam cuidando muito bem de nossas contribuições e que, certamente, as reverterão no futuro em gordas aposentadorias ao seu povo!
Obrigado por compartilhar essa grande boa nova!


Certo que o trabalho é uma mercadoria e que valor deve estar ligado as leis de mercado eu entendi.
Agora se as Leis de Livre Mercado resolvem tudo então como ela irá impedir que o Coronel Ciro force você a trabalhar como quase um escravo na fazenda dele lá nos grotões de Alagoas?


Acredito que seja pelo fato do Brasil ser tão grande e homogêneo. Só não sei em que ponto da história chegamos perto de grandeza hahahaha...


Quem inventou essa tese de que não existe déficit foi uma pesquisadora chamada Denise Gentil. Segundo ela, o déficit da previdência é forjado.

www.adunicentro.org.br/noticias/ler/1676/em-tese-de-doutorado-pesquisadora-denuncia-a-farsa-da-crise-da-previdencia-social-no-brasil-forjada-pelo-governo-com-apoio-da-imprensa

Só que essa mulher nem sabe separar rubricas. Ela mistura a receita da Previdência com a receita da Seguridade Social (que abrange Saúde, Assistência Social e Previdência) e então conclui que está tudo certo.

Nesta outra entrevista dela, ela diz isso:

"O cálculo do resultado previdenciário leva em consideração apenas a receita de contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que incide sobre a folha de pagamento, diminuindo dessa receita o valor dos benefícios pagos aos trabalhadores. O resultado dá em déficit."

Certo. Esse é o cálculo da previdência. Receitas da Previdência menos gastos com a Previdência dão déficit, como ela própria admite. Ponto final.

Mas aí ela complementa:

"Essa, no entanto, é uma equação simplificadora da questão. Há outras fontes de receita da Previdência que não são computadas nesse cálculo, como a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e a receita de concursos de prognósticos. Isso está expressamente garantido no artigo 195 da Constituição e acintosamente não é levado em consideração."

Ou seja, o argumento dela é o de que as receitas para saúde e assistência social devem ser destinadas para a Previdência, pois aí haverá superávit.

Ora, isso é um estratagema e tanto. Por esse recurso, absolutamente nenhuma rubrica do governo apresenta déficit, pois basta retirar o dinheiro de outras áreas para cobri-la. Sensacional.

A quantidade de gênios que o Brasil produz é assustadora.

Não deixa de ser curioso que nem o próprio governo petista quando estava -- em tese, o mais interessado no assunto -- encampou a tese dessa desmiolada.

De resto, o que realmente importa não é a qualidade da gestão do INSS. Mesmo que a Previdência fosse gerida por anjos probos, sagazes e imaculados, ainda assim ela seria insustentável no longo prazo. Por quê? Por causa da demografia.

O problema da previdência é totalmente demográfico. E contra a demografia e a matemática ninguém pode fazer nada. Quando a Previdência foi criada, havia 15 trabalhadores trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado. Daqui a duas décadas será 1,5 trabalhador trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Ou seja, a conta não fecha e não tem solução. O problema é demográfico e matemático. Não é econômico. E não há ideologia ou manobra econômica que corrija isso.

Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência


É nessa que vemos que os Bolsas Famílias retiram pessoas da miséria apenas estatisticamente, o real herói das pessoas miseráveis se chama capitalismo.

Pena que o Brasil é afundado na social democracia e cultura de esquerda, todo progresso será creditado a algum programa do Governo, haja vista que existem infinitos, logo, terá um que contempla a área que progrediu (isso quando um programa não atrapalha e/ou cria custos para tal progresso, mas é dado como salvador da pátria, vide MCMV).


As propostas de Ciro Gomes são idênticas a todas as que foram implantadas durante o governo Dilma. Absolutamente as mesmas, sem tirar nem por.

Ele defende empréstimos subsidiados a grandes empresas e reservas de mercado para o grande baronato industrial. Seu programa de "compras governamentais" nada mais é do que a transformação do empresariado em funcionários públicos: o baronato industrial produz, o governo compra (com o nosso dinheiro).

O governo diz para o baronato: "produz aí pra gente um chip pra míssil teleguiado!" (Ciro tá com essa mania de grandeza agora). "Sim, patrão!", responde o empresariado. E aí o governo pega nosso dinheiro de imposto e compra.

O consumir fica totalmente de fora desse arranjo (sendo coercivamente obrigado a dar o dinheiro, é claro). A economia passaria a ser inteiramente conduzida por um conluio entre grandes empresários e governo.

A FIESP adoraria ter Ciro Gomes como presidente.

Aliás, não deixa de ser curioso: o mesmo cara que vitupera tanto a "plutocracia paulista" quer implantar programas que irão favorecê-la como nunca.


economia.estadao.com.br/noticias/geral,parecer-de-senador-do-pmdb-diz-que-nao-existe-deficit-na-previdencia,70002057146

E agora, qual a desculpa?


Achei a matéria muito bacana, até dá pra falar que foi imparcial. Ahhhh se as aulas de história fossem assim...


kkkkkkk
Eu sei que os liberais se preocupam com o Ciro, muitas questões que vocês defendem ele defende como ortodoxia fiscal, câmbio valorizado entre outros, só que sua política é totalmente desenvolvimentista. Porém é de longe, o candidato mais preparado para assumir a presidência depois de Éneas, não vamos cometer o mesmo erro, não é mesmo?

#Ciro2018


O que mais há no Brasil é "identidade nacional". E há "identidade nacional" em todas as áreas (música, literatura, comportamento, cultura, esporte, politica etc.). São tantas as identidades nacionais que ninguém chega a um acordo de qual deve ser a oficial.


Qual a identidade nacional da Suíça? Há simplesmente quatro idiomas completamente diferentes naquele país, e as pessoas de um cantão simplesmente não dialogam com as de outro cantão. Um suíço de um cantão alemão não dialoga com um de um cantão francês, ambos não dialogam com um de um cantão italiano, e nenhum dialoga com um romanche. Sei disso porque já morei lá e já diz intercâmbio com outros suíços. O suíço alemão não considera ter nada em comum com os outros suíços.

Aliás, qual a identidade nacional de Hong Kong? E de Cingapura?

Mais: qual é a do Canadá, com sua forte colônia asiática em toda a costa oeste?


Não há como uma nação evoluir sem uma identidade nacional.
Brasil é o maior exemplo.


Vocês viram o Jornal Hoje? Eles entrevistaram algumas pessoas em São Petersburgo sobre o 100 anos da Revolução Russa e nem o pessoal mostrava simpatia por isso. Um cara lá disse que foi até uma tragédia isso ter ocorrido na Rússia.


"Se o mensurador não mensura, por que o utilizam?"

Porque é o único que tem disponível para todo e qualquer país. O mesmo, aliás, pode ser dito sobre índices de inflação. Só aqui na minha cidade a gasolina encareceu 17% nos últimos três meses. Já minha conta de luz aumentou 8% no período. E o preço do restaurante onde almoço todo dia não se mexeu. No entanto, o IPCA diz que a inflação nos últimos três meses foi de apenas 0,59%.

E aí? A inflação que eu senti na prática foi várias vezes maior que a do IPCA. A quem irei recorrer?

"E por que são usados nos artigos os valores que utilizam a metodologia padrão"

De novo, porque é a única que há disponível.

"e não o "correta" PPR?"

Porque não há um instituto que seja financiado para se dedicar exclusivamente a escarafunchar os dados de todos os países do mundo para então calcular a série histórica do PPR de todos os países do mundo.

Isso não é um calculozinho básico que você faz num guardanapo, meu caro. É necessária toda uma equipe muito bem paga e dedicada exclusivamente para montar toda a série histórica de cada país do mundo.

"Não existe nenhuma instituição que calcule dessa maneira?"

Não. Não há demanda para isso. Empresas privadas não estão interessadas nisso (mesmo porque as grandes ganham muito dinheiro fazendo contratos com o governo, de modo que o G é de grande interessa para elas). E nem muito menos governos estão interessados nisso (nenhum governo terá interesse em financiar uma metodologia que vê seus gastos como deletérios).

Isso é bem básico e óbvio, não? É até constrangedor ter de explicar assim tão detalhadamente.


Olá, Analista!

O motivo para minha confusão e graça foi o primeiro item 1. "O mensurador não mensura". Se o mensurador não mensura, por que o utilizam? E por que são usados nos artigos os valores que utilizam a metodologia padrão e não o "correta" PPR? Não existe nenhuma instituição que calcule dessa maneira?

Abraço!



"A perda de poder aquisitivo está relacionada, exclusivamente, à desvalorização da moeda?"

Sim, por definição. Se o poder aquisitivo caiu, o dinheiro compra menos. Se o dinheiro compra menos, então, por definição, ele vale menos. E se o dinheiro vale menos, então todas as outras moedas valem mais. Dinheiro que vale menos não tem como comprar mais daqueles outros dinheiros que valem mais.

"E exclusivamente em função do dólar?"

Em função de todas as outras moedas.

"Quando determinado produto sobre de preço isso não causa a perda do poder de compra?"

É exatamente o contrário: é a perda do poder de compra da moeda o que faz todos os produtos subirem de preço.

Você está cometendo o erro clássico de dizer que o que causa inflação é aumento de preços. Não, meu caro: aumento de preços é uma conseqüência direta de a moeda ter perdido poder de compra.

Eis um artigo definitivo sobre isso:

O que realmente faz com que os preços subam continuamente? Eis a explicação para o Brasil

"Se o preço do alho brasileiro sobe no mercado nacional ( perda de poder aquisitivo pela inflação do preço);"

Se apenas o alho subiu (por causa de algum acidente climático), isso não configura perda de poder aquisitivo. As pessoas continuam sendo capazes de comprar todos os outros produtos da economia ao mesmo preço de antes. Foi apenas o alho que subiu, e por causa de um problema pontual de restrição da oferta.

"mas o Yuan é desvalorizado, tendo o Real mantido seu valor frente ao dólar e existindo a demanda pelo produto, não haveria um aumento na importação de alho chinês?"

Se todos os outros preços da economia não se alteraram, mas aumentou a importação de alho (porque seu preço nacional subiu), então não há mágica: para se importar mais alho, outros bens estrangeiros deixarão de ser importados. Ou então outros bens nacionais deixarão de ser consumidos. Se há mais dinheiro sendo gasto em alho, haverá menos dinheiro disponível para gastar em outras coisas.

Em todo caso, ainda não vi como esse aumento na importação de alho pode ser visto como algo ruim (que é o seu ponto). Se as pessoas estão voluntariamente demandando alho, e se importar é bem mais barato que comprar nacionalmente, onde exatamente está a perda de bem-estar ou de poder aquisitivo?


Mas não é o capitalismo que financia o socialismo?!


Quem dera se algo tão simples fosse amplamente entendido pelo povo. Por aqui ainda estamos na crença de que os salários só são baixos por causa da maldade do empresário, e que todos os salários poderiam aumentar magicamente caso o governo assim impusesse. Nenhuma palavra sobre como a carga tributária e os encargos sociais e trabalhistas afetam exatamente a capacidade de empresas e pessoas pagarem salários maiores. O povo acha que impostos altos, estado de bem-estar, funcionalismo público com salários nababescos e economia burocratizada não têm nenhum efeito sobre os salários baixos do setor privado.

São os enormes os danos que a sociedade causa a si mesma por desconhecer as leis mais básicas da economia.


Alfredo,

A perda de poder aquisitivo está relacionada, exclusivamente, à desvalorização da moeda? E exclusivamente em função do dólar? Quando determinado produto sobre de preço isso não causa a perda do poder de compra?

Quando eu fiz a pergunta eu imaginei a seguinte situação pontual:

Se o preço do alho brasileiro sobe no mercado nacional ( perda de poder aquisitivo pela inflação do preço);
mas o Yuan é desvalorizado, tendo o Real mantido seu valor frente ao dólar e existindo a demanda pelo produto, não haveria um aumento na importação de alho chinês? (estou confundindo alho com bugalho...rsrs)

Grato

Leonardo


Qual muro, queridão? Não entendi.

O corpo e a alma de um indivíduo são propriedades inalienáveis deste indivíduo (por isso a escravidão é condenável). Já o valor de sua mão-de-obra não é; ela flutua de acordo com tudo o que foi discutido no texto.

Agora, se você acha que corpo, alma e valor da mão-de-obra são coisas absolutamente iguais -- e é exatamente isso que você está insinuando -- então seu caso é sério. E grave.


Até tem. Você receberá ao menos um mês de salário de acordo com o contrato firmado com seu patrão. E só. Após isso, a empresa vai à falência. E seu emprego vai junto.

Sério mesmo, qual a dificuldade em entender a lógica? Se você fabrica artesanalmente um sorvete que tem gosto de bosta, não conseguirá vender nada. Ao não conseguir vender, você não terá receita. Sem receita, não conseguirá bancar nenhum custo. Consequentemente, se há um empregado nesta sua sorveteria, você pagará a ele o salário acordado em contrato no primeiro mês. No segundo, é demissão e empresa fechada.

Gostaria de saber quais seriam os argumentos emotivos poderosos o bastante para revogar esta lógica econômica.


"...e não nos referimos à pessoa humana em si mesma, a qual é indiscutivelmente inalienável..."

Sai de cima do muro, IMB.



Isso que o Luciano Andrade falou nunca foi praxeologia. É só besteirol puro e duro, mesmo. Aliás, essa é a única arma de qualquer caluniador.


Vejam que trecho interessante:

"... o estado democrático atual é muito mais complexo. Ele utiliza uma vasta gama de argumentos ideológicos — espertamente divididos entre esquerda e direita — que refletem as prioridades sociais e culturais de certos nichos grupais, ainda que todos esses argumentos sejam contraditórios.

A esquerda quer que o estado redistribua riqueza, estabeleça a igualdade material (e até espiritual) entre todos, regule pesadamente toda a iniciativa privada, sustente todos os trabalhadores, alimente e abrigue os pobres, proteja o meio ambiente, imponha a sua cultura e nos dê uma identidade nacional de cunho secular.

A direita, por sua vez, quer que o estado puna os malfeitores (incluindo viciados e pessoas de outras religiões), apóie a família, subsidie estilos de vida que ela considera corretos, dê segurança contra inimigos externos, imponha a sua cultura e nos dê uma identidade nacional de cunho religioso.

Como todos esses interesses conflitantes são resolvidos? Ambos os grupos se aglomeram, fazem conchavos e chamam o resultado de democracia. Esquerda e direita concordam em deixar que cada uma tenha sua fatia do bolo, desde que nada seja feito para prejudicar seus respectivos interesses. O truque é manter o equilíbrio. Quem será o beneficiado da vez vai depender apenas de quem estiver no comando. Desde que o revezamento de comando esteja garantido, ambas terão seus desejos assegurados. E pronto.

Temos aí uma descrição sucinta do estado moderno. Trata-se apenas de uma disputa de poder entre quadrilhas, cada qual visando seus próprios interesses e os de sua base de apoio. Quem está interessado apenas em liberdade, não apenas está sem representação como também é obrigado a sustentar ambos os grupos. E caso você se rebele e resolva exercer sua liberdade — isto é, parar de sustentar a quadrilha — será condenado e encarcerado por algumas décadas, tão poderosa e ciosa de seus interesses essa quadrilha é.
.

Está aí a (quase) definição da política brasileira. A diferença é que no Brasil nem 1% dos políticos querem ser "de direita", talvez por medo, rabo preso, conveniências do momento. Aí o outro lado reina com a tranquilidade do discurso politicamente correto e suas retóricas.

Por outro lado, enquanto o povo é majoritariamente conservador, não há um partido que assim seja denominado.


https://oglobo.globo.com/economia/trump-considera-dois-nomes-para-comando-do-banco-central-21976394


Quer dizer então que, se no caso produzirmos e não vendermos nada, não temos direito
ao salário? isso se chama trabalho comissionado..


Essa explicação praxeológica é enganosa.

O empresario quer ter lucro (certo) ele contrata alguém que pode dar o maior lucro possível para ele. O empregado quer ter "lucro" trocando sua força de trabalho poo um salário.(certo)

Mas se o trabalho do empregado produz mais lucro que outros empregados o empresario vai pagar mais para este, já que ele não quer perder alguém, para um concorrente, que dá mais lucro a ele, e quer (como visto nas empresas modernas e mais profissionais) dar mais bem estar para que o empregado produza mais.

Outra alternativa para o empregado é abrir seu próprio negócio e se tornar um novo empresário concorrente. Isso num mercado livre sem proteção de regulamentações, burocracia ou corporativismos do Estado, com livre concorrência, crédito disponível...

Assim o mercado seleciona os mais competentes e produtivos em determinada área, (que produzem mais que diminui o preço e gera riqueza a todos que podem ter mais bens uteis para si) e quem não é tão bom no que faz vai precisar achar sua habilidade, ou melhor desenvolve-la e aperfeiçoar-se em outra área de atuação para ter sucesso.

Mas é mais fácil criar um sindicato ou Entidade de classe que faz reserva de mercado, que estabelece um piso salarial minimo que nivela para baixo a habilidade e competência, ambos, os empregados produtivos que não se esforçam ou se especializam pois tem seu salário base garantido, quanto os mais competentes que são desestimulados a trabalhar e produzir mais, pois o prejuízo com o piso obrigatório que o empresário tem, não permite premiar com melhor salário esses mais competentes.



Quem adora falar que o trabalho não pode ser tratado como uma mercadoria porque "nosso povo não é bode" é o inefável Ciro Gomes.

Aliás, já perceberam que aqui no Brasil toda a retórica política se baseia em tratar os pobres como coitados incapazes? E o pior é que quem faz isso sempre faz em benefício próprio. Em qualquer lugar sério isso seria denunciado como uma vergonhosa autopromoção à custa dos desvalidos. Já aqui no Brasil isso é "discurso político sério e maduro".


Já estava sentindo falta dos magistrais artigos do Huerta de Soto e suas explicações claras e precisas. Mais!


A sua lógica é sensacional!

Você citou apenas atrocidades cometidas por governos e políticos (ou seja, atrocidades estatais) e disse que elas foram causadas pela livre concorrência e livre interação entre as pessoas (capitalismo)!

Quer dizer então que o genocídio na África é causado pela livre concorrência? Dúvida: foi a Uber ou a Apple? Seria a Amazon ou a Microsoft a principal culpada? Quem sabe a IBM? Será que foi a Budweiser que saiu despejando bombas e massacrando civis ali?

É cada acéfalo que vive neste país. Aliás, com um povinho incapaz de sequer distinguir conceitos básicos, e de culpar o inocente e inocentar o culpado, não é surpresa nenhuma que o destino deste país seja a eterna estagnação.


Socialismo como sempre cheio de boas intenções, mas sempre atropelado, demolido e ridicularizado pela realidade dos fatos. A a lei da oferta e da demanda é tão certeira que até nas paqueras ela funciona, pois no meio de muitas gatas nós escolhemos a mais bela e vistosa e quando é o contrário somos preteridos por sermos feio, deselegantes e muitas vezes pobres. Enfim essa lei é irrefutável tanto na economia bem como muitas vezes em atividades lúdicas igual paquerar.


"No caso de perda de poder aquisitivo no mercado nacional as importações poderiam continuar num mesmo ritmo ou até aumentar em função de fatores externos com a desvalorização de moedas estrangeiras como o Yuan?"

Sem sentido nenhum. Se houve perda de poder aquisitivo no mercado nacional, isso significa, por definição, que a moeda nacional se desvalorizou. "Perda do poder aquisitivo" é sinônimo de "perda do poder de compra da moeda".

Logo, se a moeda perdeu poder de compra e se desvalorizou, não há como as importações aumentarem. Será necessária uma quantidade maior de moeda para comprar o mesmo tanto que antes. Isso reduz importações, e não aumenta.

Moeda que perde poder de compra, por definição, compra menos (é até constrangedor falar essa óbvia redundância, mas é necessário). Moeda que compra menos, por definição, não pode comprar mais.

Na prática, você está dizendo que quando o dólar disparou de R$ 2,20 para R$ 4,24 em 2015, no governo Dilma, as importações aumentaram, sendo que ocorreu o exato oposto (elas desabaram).

Ademais, se o real se desvalorizar em relação ao dólar mas se valorizar em relação ao yuan (algo improvável dado que o yuan é acoplado ao dólar, mas tudo bem), isso não muda nada, pois o comércio internacional é feito em dólar. O dólar é a moeda internacional de troca. Se o dólar encarece, não há como importações subirem. Você precisa de mais real para comprar a mesma quantidade de dólar.


Parafraseando uma certa pessoa: "ninguém come internet".


Acho que sua colocação é muito tendenciosa e exagerada em relação ao Comunismo...mas o que dizer do "Velho e Bom Capitalismo", que em nome do Mercantilismo, que é uma forma de Capitalismo entre Portugal e Espanha acabaram e exterminaram com grande parte da população indígena das 3 Américas, tudo pelo poder e riqueza do continente? O que dizer da França e Inglaterra que acabaram com os povos da África, Oriente Médio e Leste Asiático na própria China e que até hoje a divisão da pobreza e a fome entre o povos africanos é resultado de longos períodos de colonização e exploração... e o que dizer na atualidade dos EUA, o país que mais tem matado civis em nome da riqueza do petróleo, usando armas de guerra pesada, formulando uma "guerra cirúrgica" massivamente vinculados na mídia e que todos sabem que não existiu a tal precisão tecnológica? Como se vê do "Capitalismo Selvagem" mata e até hoje mata e extermina com os povos, tudo em nome da riqueza e sub-julgar nações inteiras. O que acontece na África hoje em dia, é resultado da divisão de povos, nações, territórios e grupos tribais...causando um genocídio em massa.


Pessoal,

Não concordei muito com essa afirmação "Um aumento das importações indica que o poder aquisitivo da população aumentou; indica que o bem-estar da população aumentou." No caso de perda de poder aquisitivo no mercado nacional as importações poderiam continuar num mesmo ritmo ou até aumentar em função de fatores externos com a desvalorização de moedas estrangeiras como o Yuan?

Grato

Leonardo


Alguém aceita fazer um trabalho gratuíto em uma empresa ?

Nós pegamos uma sábado pra fritar hamburger no Mac Donalds, varrer o chão da empresa mais capitalista do país, etc.

Nós precisamos enlouquecer ainda mais a esquerda.

Os caras já estão batendo pino, mas ainda ainda dá pra endoidar os caras um pouco mais.


Como mostra no gráfico 1 e o próprio artigo aponta, em 1970 o crescimento do número de pessoas vivendo acima da linha de pobreza para aumentar em 1970. Tendo em vista que a internet foi criada em 1969, é possível considerar ela como a principal causa da diminuição da pobreza?


Para se ter uma ideia, o salário mínimo somente começou a existir em HK em 2011, na Alemanha em 2014. E na Suíça e nos países escandinavos nem sequer existe um salário mínimo.

Qualquer tipo de imposição do estado ao mercado irá causar distorções econômicas. No Brasil as distorções chegaram a um ponto completamente insustentável.


O comunismo/socialismo é uma doutrina perversa e assassina que matou mais de 100 milhões de seres humanos e destruiu milhões de famílias pela miséria, fome, tortura, desemprego, falta de alimentos, genocídio, guerra racial, guerra civil e assassinatos em massa.

Para aqueles que ainda acreditam na esquerda, nos comunistas e/ou em partidos como o PSOL, PT, PCdoB, REDE, PDT, PSB, PCO, PSTU, PSDB, PMDB dentre outros: são todos eles mentirosos, hipócritas, corruptos e criminosos. A mentira e a hipocrisia fazem parte de seus DNAs pois dizem uma coisa para a platéia e praticam outra nos bastidores da política. Quem quiser ainda acreditar nesses vermes (pois eu já deixei há muito tempo) fica por sua conta e risco.


Trabalho em condições insalubres só existe em economias amarradas pelo governo. E a lógica é extremamente simples.

Em uma economia livre e dinâmica, na qual sempre há oportunidades de emprego, se você tem um emprego do qual você não gosta ou no qual você é maltratado pelo patrão, você simplesmente sairia desse emprego e iria para outro. Sendo você competente em sua área, os empregadores iriam lhe disputar a tapa. Afinal, sendo você competente, aquele empregador que lhe oferecesse um simples aumento salarial e lhe conseguisse como empregado teria enormes lucros. Os empregadores disputariam você.

Sendo assim, em uma economia livre, é o trabalhador quem estipula o próprio salário.

Já em uma economia amarrada pelo governo, na qual há poucas oportunidades de emprego, e o próprio ato de contratar alguém legalmente é extremamente caro (no Brasil, encargos sociais e trabalhistas dobram o custo de um empregado), o trabalhador fica inteiramente sem opção. Nesta economia amarrada pelo governo, aquele trabalhador que não gosta do seu emprego ou não gosta da maneira como é tratado por seu patrão não tem nenhuma opção. Se ele se demitir, ele dificilmente econtrará outro emprego legal (pois a economia é amarrado e os custos trabalhistas são altos).

Logo, quanto mais amarrada a economia, maiores as chances de abuso.

Acrescentar a Justiça do Trabalho a este arranjo simplesmente piorará ainda mais a situação. O custo trabalhista ficará ainda mais caro, e os riscos de se contratar alguém serão ainda maiores. Todos os problemas serão intensificados e absolutamente nada será efetivamente melhorado.

Odeio clichês, mas é inevitável: acrescentar a JT a este arranjo equivale a tentar apagar o incêndio com querosene.

Uma solução muito mais lógica seria desamarrar a economia e reduzir substantivamente os encargos trabalhistas (longe de ser algo impossível). Isso traria muito mais liberdade e mobilidade ao trabalhador, e faria com que os patrões disputassem empregados via aumento salarial. É assim nas economias mais avançadas. Você acha que, por exemplo, lá na Suíça há abuso trabalhista? Ou mesmo em Hong Kong? Por que só no Brasil os patrões seriam maus e no resto do mundo seriam bonzinhos?

Enquanto esse maniqueísmo perdurar em nossa mentalidade, não há qualquer chance de avanço.


Incrível essa manipulação dos fatos. Todo um histórico do movimento abolicionista, todo um desenvolvimento de ideias sobre a imoralidade em se ter outros seres humanos como propriedade, toda a luta para se mudar a mentalidade da época. Mas imbecis ainda repetem os chavões aprendidos na escola socialista estatal, de que a escravidão foi terminada apenas para haver mais compradores no capitalismo... Jogam no lixo toda a luta do movimento abolicionista para acabar com esta prática hedionda. Triste isso.

https://en.wikipedia.org/wiki/Abolitionism


Amigos! Sou leigo nesse assunto e portanto peço informação.

1) Caso a justiça do trabalho seja extinta, como será fiscalizado as irregularidades ( às vezes absurdas) de alguns empregadores

2) Com o afrouxamento das fiscalizações é certo que haverá uma aumento dessas irregularidades? Vocês concordam?



3) Ao mesmo tempo que gera insegurança ao empregador, vocês concordam que a justiça do trabalho inibi que aconteça casos absurdos como esses mencionados?





Obs1:  Só quero informação.



Obs2: Me refiro à casos concretos, casos reais de trabalho escravo.


Excelente texto. Nos provoca a inúmeras reflexões e dá ainda mais combustão para aquelas pessoas que ainda vivem em sua"casinha".


Lulismo 2:

"-Se alguém tinha alguma vaca, esse alguém era a Marisa!"


Lulismo 1:

"- Tem alguma vaca no meu nome? Eu assinei algum recibo comprando vaca? Então eu não tenho vaca!"


Hoje aprendi qual é o verdadeiro problema do Brasil, ficou mais claro, temo um problema de Estado, fundamental.
Precisamo de uma nova constituição visando um bem em comum.


Charles Goodhart.

Sua lei diz que quando um mensurador (indicador social ou econômico) vira uma meta para a política econômica, ele deixa de ser um bom mensurador.

en.m.wikipedia.org/wiki/Goodhart%27s_law


Olá boa noite adorei o instituto.sou da cidade de embu das artes sou do concelho comunitário já tenho visitado várias ONG para trocas de experiências.adoraria conhecer esse instituto que achei de grande valia Assim. Valdir Nascimento obrigado


Qual o nome daquele que cunhou que "quando um indicador econômico vira indicador politico ele perde seu sentido?"


São juros fixados pelo governo e idênticos para todos os bancos. Isso significa que os bancos não têm liberdade para aumentá-los ou reduzi-las de acordo com a demanda. Então sim, afetam bem. Mas não são o principal problema.

A fixação da Selic gera efeitos muito mais deletérios.

P.S.: para alguém ganhar R$ 50 mil por mês na poupança, ele tem de ter R$ 10 milhões. E ganharia muito mais em qualquer CDB ou LCI/LCA.


Valeu pelos textos, minhas dúvidas eram mais ou menos nesses pontos !


Leandro, os juros de 0,5% da poupança também não causam distorções no sistema financeiro brasileiro?

Digo isso porque conheço pessoas que vivem de juros da poupança, ganham entre 10 e 50 mil, sem fazer nada.



Alguém me responde uma dúvida teórica ? Um dos preceitos do liberalismo econômico é o respeito à propriedade privada, correto ? Mas o que legitima que algo seja de alguém ? Por exemplo, não dá pra falar que,atualmente,simplesmente é a capacidade de defesa física da propriedade (caso contrário no Brasil, onde não há armamento, ela não existiria). Dessa forma, é preciso que as pessoas, vivendo em conjunto, tenham esse respeito mútuo, compartilhem uma certa cultura, valores, ou seja, é necessário que todos compartilhem tal mentalidade liberal/capitalista. Como fazer isso? Basicamente, seriam possíveis duas formas: guerra/imposição forçada ou convencimento. Ao longo do século XIX, o que eu percebi com a história foi o predomínio da primeira opção(império britânico), mas isso não seria prejudicial aos países que entraram depois nessa corrida ? Digo, é como ingressar num jogo sem saber das regras e vários turnos atrasado ; então não seria injusto tachar de fracassados os indivíduos que se veem repentinamente no meio da competição, na meritocracia, como os africanos, de repente responsáveis pela pobreza em que se encontram ? Visto que a desigualdade entre o Mundo Desenvolvido e o Subdesenvolvido tem aumentado (em termos absolutos, a qualidade de vida no globo aumentou, mas cresceu o abismo de desigualdade entre países ricos e pobres, assim como a concentração de renda, segundo Thomas Piketty), qual a raíz desse problema e como resolvê-lo ? Tem que ter apoio das outras regiões ou basta o livre-mercado ?



O sistema agrário e escravista do Sul não era compatível com o nascente capitalismo industrial do Norte. Escravos não compram mercadorias, logo, era necessário acabar com a escravidão para que os escravos se tornassem fornecedores de mão de obra e consumidores de mercadorias industrializadas, a expansão do capitalismo dependia disso nos EUA. A Inglaterra já havia proibido o tráfico de escravos pelos mesmos motivos.


Confesso que este comentário me fez rir de verdade.
Sobre o texto, excelente. Diariamente penso em uma estratégia para conseguir aplicar homeschooling para minha filha de 3a. Obrigado


No mundo houve um grande êxodo para países capitalistas em busca de trabalho. Em Miami boa parte da população é de cubanos que fugiram da miséria em Cuba, e atualmente esses refugiados mandam mesada para familiares para atenuar a pobreza. Sustentam seus parentes pobres no socialismo com o capital que acumularam ao enriquecer no capitalismo.


O capitalismo é o sistema mais dinâmico e funcional que temos. Mas é um sistema que foi e será constantemente criticado e demonizado por fracassados. Mas como não são homens o suficiente para responsabilizarem-se por seus próprios fracassos, terceirizam a culpa, um dos sintomas mais claros de quem é esquerdista. Resultado? Viram socialistas.


O que você acha da gestão pública norueguesa e islandesa? Busco nesse mundão alguma experiência verdadeiramente equilibrada, onde possamos identificar bom senso na aplicação dos recursos públicos, onde empregado e empregador vivam em harmonia e crescimento.


Um lixeiro americano ganha mais do que um médico cubano.

Um brinde ao capitalismo.

PS: Com Le Chandon !


Puxa, o Temer cortou o Ciência Sem Fronteiras da galera. Quanta maldade. Como é que os filhos das classes A e B agora darão um rolezinho em Londres "de grátis", com grana dos desdentados? Isso não se faz. É um crime


Aliás, taí algo que ele realmente deveria ter feito, mas não teve bolas para isso: acabar com o financiamento estatal para a educação, que sempre figura nos últimos lugares de todos os rankings internacionais.

O brasileirinho médio, como esse André, realmente é vergonhoso: quanto mais o estado comandou a educação, mais a educação afundou, piorou e emburreceu as pessoas. E, mesmo assim, o brasileirinho acha que a solução é mais governo! Pior ainda: ele acha que se o governo diminuir só um pouquinho sua participação, a coisa vai piorar ainda mais!

É ou não é dissonância cognitiva?

De fato, com gente com uma mentalidade como a desse Andre -- que diz que políticos e burocratas é que devem gerenciar a educação do povo -- realmente estamos na roça.

Aliás, na roça, não. Roça é lugar de gente trabalhadora, criativa e empreendedorial. Com gente como o André, estaremos mais é na Venezuela, mesmo. Lá, o governo controla toda a educação.


"Vocês que fazem parte dessa "minoria" se deram ao trabalho de ler os links?"

Eu li.

"Os dois casos citados são praticamente idênticos e o autor do post é, no mínimo, tendencioso."

Que dois casos idênticos? Há um de trabalho realmente escravo, pois as pessoas eram proibidas de deixar o local (o dos peruanos) e outro apenas com "jornada excessiva", algo que a reportagem em momento algum disse ter sido forçada. O que significa, por definição, que era consensual.

O curioso, aliás, é a reportagem (explicitamente contra a empresa e a favor do MPT) nem sequer conseguiu apontar qualquer vestígio de escravidão. Com efeito, ela nem sequer conseguiu o depoimento de nenhum "escravo". Aliás, ela nem sequer relatou que os "escravos" foram "libertados" e se sentiram aliviados com a chegada do burocrata do MPT.

Que estranho...

"Há casos não de 12 horas, mas de 20 HORAS ININTERRUPTAS!"

Ui! Você é daqueles que acham que o uso de caixa alta reforça um argumento? Lamento, mas apenas faz você parecer inseguro.

Para começar, não eram 20 horas, mas sim 18 horas. O simples fato de haver duas reportagens sobre o mesmo evento falando coisas contraditórias já mostra como o negócio é eivado de preconceito.

Aliás, eu mesmo já trabalhei 18 horas seguidas, como autônomo. E várias vezes. E não desmaiei.

Outra coisa: a reportagem da Folha diz que, segundo o fiscal (e apenas segundo o fiscal), havia um caso de "regime de até 20 horas diárias" (que na verdade eram 18 horas). A pergunta é: isso era obrigatório ou consensual? Qual era a remuneração?

Se era consensual, se o trabalhador tinha total liberdade de se demitir, e se ele fez isso porque achou que a remuneração era boa, então é uma enorme arrogância da sua parte dizer que essa escolha voluntária feita por ele configura "escravidão". Apenas uma elite muito chique pode realmente dizer que o fato de alguém voluntariamente optar por trabalhar muito configura "escravidão". Coisa típica de gente nova que nunca pegou no batente.
Ah, e já que você se gaba tanto de ler fonte, por que nem sequer se dignou a ler a posição da empresa autuada? Diz ela:

"[...] nunca houve qualquer coação para a realização de horas extras, que estas sempre foram realizadas voluntariamente e em obediência às normas que regem as relações de trabalho.

[A empresa] assegura que sempre respeitou a dignidade humana dos colaboradores e nunca violou os seus direitos sociais e trabalhistas. Também, não expôs seus colaboradores às jornadas exaustivas, que pudessem prejudicar suas condições físicas ou psicológicas."

Mas é óbvio que isso é mentira, né? Afinal, no Brasil, só funcionário público é que fala a verdade. No caso, o fiscal do trabalho -- este salvador da humanidade (em proveito próprio) -- é o único santo, íntegro e honesto nesta história.

E de novo: se era trabalho escravo, cadê o depoimento dos "escravos libertados"? Cadê os relatos de quão aliviados esses "escravos" ficaram com seu salvamento?

No exemplo dos peruanos, em que realmente havia trabalho escravo, há esses relatos. Mas cadê coisa semelhante no caso da mineradora?

"Sem falar que a operação resgatou 173 haitianos trabalhando ilegalmente para uma empresa terceirizada, contratada por essa empresa."

Tô falando que você é desonesto. Vamos ver o que diz a reportagem:

"Em novembro do ano passado, outra fiscalização do Ministério do Trabalho resgatou 173 haitianos e nordestinos trabalhando ilegalmente em uma empresa contratada da Anglo em Conceição do Mato Dentro – a maior parte era de haitianos em situação ilegal no país."

Ilegalmente, meu filho, significa sem visto de entrada, pois eram ilegais (duh!). Cadê, por gentileza, o trabalho escravo?

Aliás, cadê seu amor aos desvalidos? Esses haitianos vieram pra cá ilegalmente porque não tinham como se sustentar em sua terra natal. Vieram pra cá à procura de trabalho e renda. E conseguiram. Aí vem você e diz que trabalhar aqui sem o carimbo de um burocrata é "ilegal". É muito amor os pobres.

Aliás, seu desespero só não é mais patético que sua argumentação.

"Geralmente sou eu quem faz parte da minoria, mas nesse caso tenho o maior orgulho de fazer parte da maioria"

E se a "maioria" descobrir que tem você como "aliado", rapidamente ela vai desertar para a minoria.


Incrível! Vocês que fazem parte dessa "minoria" se deram ao trabalho de ler os links? Os dois casos citados são praticamente idênticos e o autor do post é, no mínimo, tendencioso.

Há casos não de 12 horas, mas de 20 HORAS ININTERRUPTAS! Havia casos de 90 dias de trabalhos sem ao menos UM DIA DE DESCANSO!

Sem falar que a operação resgatou 173 haitianos trabalhando ilegalmente para uma empresa terceirizada, contratada por essa empresa.

Geralmente sou eu quem faz parte da minoria, mas nesse caso tenho o maior orgulho de fazer parte da maioria.


O governo Temer realmente acertou em tudo, até em cortar dinheiro da ciência e educação para comprar deputados pra não ser preso. É veio, com esse povinho que temos nessa terra brasilis, tamu na roça!