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O trabalho humano é o mais versátil de todos. Há inúmeras coisas que as pessoas podem aprender a fazer. Já uma máquina pode fazer bem apenas uma coisa; ela não pode fazer outra coisa fora daquilo para a qual projetada. Seres humanos não são como máquinas. Eles podem fazer muitas coisas.

Se você trabalha no setor industrial, então você deve aspirar a uma posição que esteja entre uma máquina especializada e a resolução de um problema imediato. Existem todos os tipos de problemas imagináveis e inimagináveis nos processos de produção, o que significa que uma máquina não irá solucioná-los.

Qualquer tipo de problema tem de ser resolvido pela mente humana, e por um ser humano equipado com uma ferramenta capaz de resolver o problema. É a criatividade humana, em conjunto com o uso de ferramentas, que é essencial para garantir a produção de uma máquina. Aspire a uma posição em que você tenha constantemente de utilizar sua mente.

Se você tem uma profissão manual que se resume a fazer processos repetitivos, é bom ir adquirindo outras habilidades. Se você pensa que poderá concorrer com uma máquina para fazer processos repetitivos, é bom repensar seu futuro. Em processos repetitivos, a máquina sempre irá vencer.

A coisa mais valiosa que as pessoas podem fazer é resolver problemas. Elas não são máquinas. Da mesma maneira, clientes e consumidores têm vários problemas. Não há um só tipo de problema. Há vários padrões de problemas. Mas cada problema possui aspectos singulares. É por isso que máquinas não podem lidar com eles. As máquinas sempre estarão limitadas por sua programação, e elas sempre estarão limitadas por sua incapacidade de inventar soluções criativas para problemas altamente específicos.

O segredo para se ter uma alta renda não é possuir uma capacidade de efetuar tarefas repetitivas. O segredo é ter uma mente criativa. O segredo está na mente criativa que é capaz de aplicar princípios gerais a casos específicos, e então encontrar ferramentas especializadas com as quais implantar seu plano.

Por isso, se a sua ocupação requer que você apenas efetue coisas repetitivas, coisas que não requerem muito raciocínio, então seria bom você ficar esperto e começar a procurar algum setor que possua algum conjunto de problemas que alguém com suas habilidades possa resolver. É a capacidade de saber resolver problemas, e não a implantação de soluções mecânicas, que gera uma renda alta. É assim que trabalhadores se tornam líderes e patrões.

O fato é que, em algum momento, surgirá uma máquina que fará o trabalho mecânico melhor do que você. Adam Smith já havia observado que as habilidades mecânicas e repetitivas que são necessárias em uma divisão do trabalho não são boas para os homens. Por isso, a automação será ótima para toda a humanidade, libertando-a do fardo do trabalho monótono e exaustivo.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2613


Mas experimente ver a reação, especialmente nos comentários de internet, sobre essa fala do cara.

Aí vc verá como o brasileiro continua "são".


Concordo, basicamente, com o que diz o autor do texto. No entanto, às vezes, me pergunto se o aprofundamento do processo de automação não poderia criar graves cenários de desemprego estrutural. Esse é um assunto importante e os liberais (e eu sou um liberal-conservador) não podem se render ao otimismo de pensar que sempre, independentemente do que aconteça, os movimentos naturais da economia produzirão resultados positivos. É a armadilha da indução; qualquer um que tenha lido David Hume sabe que é perigoso extrair leis universais de casos isolados. O que quero dizer é: não é porque a automação foi boa até o momento que devemos pensar que ela será sempre boa. Em outras palavras, "merda acontece".
De qualquer forma, a aplicação da tecnologia à produção econômica tem sido, até o momento presente, muito positiva. Sem dúvida, nossa prosperidade só se tornou possível graças ao incremento na produtividade gerado pelo emprego econômico da técnica e da ciência.
No entanto, a aceleração da automação não poderia acabar com praticamente todos os postos de emprego de baixa e média qualificação no setor industrial e de serviços? Falo, por exemplo, dos empregos de atendente, operário, caixa, garçom, motorista, policiais etc. Nessa hipótese, somente restariam empregos de supervisão e controle das máquinas. Onde antes havia 300 operários, sobrariam 10 gerentes. Isso já aconteceu em vários setores, mas pode ocorrer sistematicamente em quase todos setores nas próximas décadas.
Pensem na transformação que ocorreu no setor agrícola. Antigamente, a maior parte da população trabalhava no campo. Hoje, nos países desenvolvidos, é uma minoria, justamente porque não se precisa mais de tanta mão de obra. Algumas máquinas fazem o trabalho de centenas de camponeses. Esses camponeses vieram para a cidade e a maioria acabou se tornando operador de máquinas ou entraram no setor de serviços. Progressivamente, as próprias máquinas já não mais precisam de operadores e, no setor de serviços, que parecia blindado à automatização, estão começando a desaparecer os empregos. Quer dizer, parece que o ocorreu no campo está ocorrendo, agora, nos centros urbanos. A questão é: para onde irá toda essa gente? Para o campo de novo?
Diante desse cenário, creio, existem duas reações: (i) a otimista, que vê com bons olhos a substituição de humanos por máquinas, afirmando, com razão, que há aumento da produtividade e, logo, mais riqueza e eficiência, e que pensa ser possível realocar os desempregados em outros setores através de um processo de destruição criativa; e (ii) a pessimista, que considera que a natureza sistêmica dessa substituição em específico não gerará outros nichos para a mão de obra pouco qualificada que ficar ociosa. E mesmo que se qualificasse tal mão de obra, não haveria suficientes posições de gerenciamento e direção (dificilmente automatizáveis) para tanta gente.
O primeiro cenário é mole. Parece-me ser o apresentado no texto. O problema é o cenário (ii). O que fazer? Eu li por aí a respeito da inevitabilidade de uma renda universal básica, o que significaria o definitivo controle estatal da sociedade, visto que grande parcela da população se tornaria dependente da redistribuição estatal da renda. Gostaria de saber a opinião do autor do texto, se possível.



Uma coisa que impressiona negativamente na Argentina é como a destruição da moeda se tornou corriqueira e rotineira. Lá, uma inflação mensal de 2% é tida como natural e normal.

www.lanacion.com.ar/inflacion-y-precios-t46867

Macri, pelo visto, ainda não entendeu que, como diz o IMB, sem consertar a moeda, não há como consertar a economia.



E a esquerda como sempre vai dizer que a culpa da pobreza na argentina é do neoliberalismo.


Essa decisão do Ministro do STF Celso de Mello no caso do congressista Valdir Raupp mostra bem a mentalidade quase unânime:

www.oantagonista.com/posts/a-orcrim-capturou-o-estado

Ou seja, segundo o Ministro - e a mídia e o senso comum brasileiro em geral - é uma "organização criminosa" que "captura" o "Estado"; quer dizer, o "mal" vem de "fora do Estado"; o mal não é o "Estado"; a "organização" nunca é o próprio "Estado".

Fica fácil ver com essa mentalidade dá ensejo ao "estado agigantado que gera o estado oculto, que é quem realmente governa o país; e o estado oculto será perpétuo enquanto houver um estado agigantado": se o "mal" vem de fora do "Estado" (para "capturá-lo"), então a "solução" sempre será "fortalecer" (ou aumentar) o estado, fortalecendo instituições estatais (MP e Judiciário, p.ex.); ou, então, a "solução" sempre será "colocar as pessoas certas e/ou honestas" ("temos que aprender a votar") no estado. E assim cria-se o ciclo vicioso do intervencionismo e do agigantamento estatal.
A própria ideia que está generalizada de "combate à corrupção" já mostra isso: nunca a diminuição do estado é vista como solução para a questão; as soluções vão desde aumentar salários de procuradores até diminuir isenções fiscais para o estado ficar mais "aparelhado" financeiramente.

Parece não passar na cabeça dessa gente que "captura" do "Estado" é consequência (ou, quando menos, é causa e consequência ao mesmo tempo do agigantamento estatal), mas não A causa. A causa última do agigantamento estatal é essa própria mentalidade.

E assim, infelizmente, continuará caminhando a humanidade.




Um incentivo básico para prosseguir (principalmente como cristão), é ter como meta que nossos filhos e netos devem herdar uma realidade melhor do que o que nossos pais nos legaram.


A maneira mais fácil e rápida de se mudar a mentalidade de um povo é também através de uma ditadura. Os países comunistas ensinaram isso de uma forma magistral. Os bolcheviques mataram no mínimo 20 milhões de russos e os russos ainda possuem grandes simpatias pelo socialismo soviético.

Mas se você prefere se infiltrar nas escolas, universidades, jornais e outros locais que atinja uma grande parcela da população diariamente para tentar mudar a mentalidade do povo, fique a vontade. Quem sabe daqui uns 100 anos, você consegue seu objetivo. Mas vou logo avisando: o Socialismo é muito mais sedutor para as massas do que o Livre Mercado.


"Macri tinha que virar um Pinochet."

Claro. Vamos impor a liberdade através de uma ditadura. Não é nem um pouco contraditório.

O resultado disso vai ser o mesmo que está acontecendo no chile desde o fim da ditadura: já voltaram a eleger socialistas, e agora os partidos de "direita" apenas aceitam calados, pois apoiaram uma ditadura.

É difícil acreditar que qualquer parte das reformas durante a ditadura de Pinochet permanecerá por muito tempo. Isso é o que acontece quando se procura mudar um sistema inteiro sem que esta seja a ideia mainstream na mentalidade do povo.


Privatizar estatais gigantescas como Aerolíneas Argentinas e YPF é quase impossível. A primeira (e mais fácil) coisa a se fazer é abrir esses mercados para concorrentes.

Quando a ineficiência dessas empresas ficar demasiada evidente, o assunto privatização se tornará inevitável na Argentina e a probabilidade de ocorrer privatizações ficará bem maior.


Artigo maravilhoso!
Eu vivencio isso todos os dias, tenho loja na fronteira com a Argentina e a pobreza da população deles é escancarada! Fica a família inteira fazendo contas para pagarem R$30,00 .... R$50,00 .... é uma pobreza lascada.
E vou contar uma conversa que tive uma vez:
Estava eu fazendo uma venda de R$5,00 ... R$6,00 para uma argentina e alguém começou a falar dos governos da A.L. em geral e do governo da Cristina Kirschner (presidente na época) e comparando que um pobre americano anda de carrão enquanto a classe média brasileira/argentina não consegue comprar um gol pelado.
Ai ela me vira e fala que a Cristina era uma pessoa muito boa, ela ajudava os pobres, fazia muito pelos pobres e etc....
Detalhe que a mulher não tinha um dente inteiro na boca, roupa parecia que saiu de um caminhão de lixo, cabelo que parecia um gambá, não tem carro pq vi que ela veio de onibus e não tinha mais que R$20,00 na carteira.
O que me chamou a atenção é que ela não se achava pobre, ela ainda era classe média, pq não se via como os pobres que recebiam ajuda da Cristina.
Ai vc ve a lavagem cerebral que os peronistas fizeram na cabeça deles. Todos achando que são classe média mas não tem condições nem de arrumar um dente na boca.
Ai vc ve tb que não é só trocar 1 presidente por outro, pq a sociedade lá está enraizada naquela pobreza miserável e achando que estão bem pq alguém falou pra eles que são classe média.
Vai no mínimo uns 50 anos de governos fazendo tudo certo pra eles voltarem a ser grandes na A.L.


Macri tinha que virar um Pinochet. Só assim algum país da América Latina possui jeito.

Esse modo gradualista de mudança é suicídio político e os resultados não são garantidos.


Pois é. A ideologia é a raiz de todos os problemas ou soluções em uma região.

Um povo ideologicamente libertário irá sempre preferir soluções pró mercado. Um povo ideologicamente socialista irá na via contrária. Ainda não vi um exemplo prático de mudança radical na cultura de um povo que o levasse a liberdade econômica voluntária, apenas compulsória, como acontece no Brasil e nos países Ibéricos da Europa.

Lembro-me sempre de um sábio ditado passado por um professor há muitos anos: "Há cura para quase todos os males, até mesmo para a morte, como Jesus provou. A única exceção é a burrice."



Adriano Torres,

Queria só fazer uma observação: Robin Hood roubava monarcas, pessoas que viviam de impostos.



O problema é que os comunistas se enrolam nos pensamentos. Devemos ser objetivos e pragmáticos. Uma pessoa que não tem segurança de dominar os frutos do seu trabalho não vai ter vontade de trabalhar e produzir. Se multiplicarmos a falta de produção por uma população inteira, não teremos nada para ajudar os pobres e os necessitados.


E aqui está o segredo para o sucesso de uma empreitada desestatizante sustentável, meus caros:


"Houve mudança de governo, mas não houve mudança na opinião pública. Sem isso, será muito difícil que a Argentina implante as reformas de que tanto necessita. Friedrich Hayek já havia chamado a atenção para isso há mais de meio século: a única maneira de mudar o curso de uma sociedade é mudando primeiro suas idéias."


Até o Carl Marx sabia que o respeito é a base do capitalismo.

Ninguém vai se empenhar no trabalho, sabendo que sua propriedade pode ser destruída, roubada, confiscada, expropriada, etc.

O respeito é base do capitalismo. Ninguém vai à uma loja sabendo que vai ser enganado.

Um país lotado de ladrões só vai resultar em destruição da propriedade.

Além disso, se alguém falir o cliente vai viver de quê ?

Enfim, limpe os pés antes de andar na propriedade dos outros.



Depois que li o Sermão da Montanha, dispenso qualquer receita para melhorar o mundo.


Quando é para falar do aniversário do Pinochet, todo ano há várias reportagens falando o monstro que ele foi. Mas para noticiar algo importante como esse, toda a mídia fica caladinha.


Deve estar com febre amarela, poucas chances de melhoras significativas nas leis trabalhistas, no mais é um baita avanço discussão das reais consequências da justiça do trabalho na economia na página de comentários do G1, pena que é tarde demais.


Agressão e roubo são anti-ético e moralmente repreensível seja qual for o motivo, circunstância ou contexto. Não existe justificativa para tais ações, caso contrário, estaríamos regredindo à barbárie, aos tempos da caverna, onde apenas o instinto era a manifestação maior do indivíduo. Já faz um bom tempo que vivemos na época da razão. Isso deveria ser tão claro quanto a água pura!



Não vi uma nota na mídia sequer; fosse um cara mais conhecido tinha saído na capa da folha e do estadao. Assim funciona a midia brasileira


Gostei da parte que fala sobre não impor nada a ninguem, mas a importancia de externalizarmos nossas ideias, para que haja debate e internalização do ouvinte consequentemente uma externalização renovada em seus próximos debates.

Uma semente pode mudar um pequeno grupo. Um pequeno grupo pode mudar uma nação.
Ajudar uma pessoa a aprender a pensar lhe mostrando outras formas de um mesmo objeto é o caminho.

Excelente artigo, me renovou!


Piegas significa "sentimentalismo extremado". Favor apontar um único trecho em que haja sentimentalismo extremado.



Muito bonito. Eu até queria que pudesse ser assim, mas não tenho ilusões, as coisas só tentem a piorar. Há 100 a 200 anos atrás, quando o ocidente era mais cristão, estávamos próximos de ter mais pessoas assim, mas quanto mais atacam o verdadeiro cristianismo, pior o mundo ocidental fica.
Falo de um ocidente mais cristão porque foi o grande pilar desta civilização. Mas existem outros locais não cristãos como o Japão em que alguns dos valores citados eram importantes.
Mas quanto mais os bons valores forem atacados em nome das ideologias, pior o mundo vai ficar.
Só tenho esperanças em Deus mesmo. Pelo menos no céu as coisas vão ser melhores.


Parece um texto extraído dos estudos das leis morais de Allan Kardec!
Impressionante!




Sim, por isso fizeram essa camisa com o perfil do Rothbard (idêntico ao Hackman) escrito Inimto do Estado.

goo.gl/images/G6zZpQ


De maneira simples, a Monarquia é muito superior à Democracia porque:
- Há um dono fixo. Tendo um dono, esse dono fará de tudo para que seu território seja organizado, atraente à investimentos e bem visto pelo mundo.
- O dono já é muito rico, ele não precisa cobrar impostos abusivos e nem fazer conchavo com empresários amiguinhos para viver da melhor maneira possível. Ele irá se preocupar em como ele pode melhorar a imagem de seu país, melhorando a vida dos seus "hóspedes" para que mais "hóspedes" venham ao seu território. E a melhor maneira possível (e que dará menos dor de cabeça para ele) é o livre mercado.
- Sendo uma monarquia sem democracia, se você não está feliz com as regras de uma, vá para outra mais atraente aos seus olhos. As regras não vão mudar porque você quer e a melhor maneira de mostrar que algo está errado com o produto ou atendimento de um local, é indo embora dele, boicotando e falando para todos o que acha daquela empresa.


Simples!Estudando, trabalhando e persistindo como os usineiros fizeram...ninguém sonha com socialismo na hora de ajudar a limpar um terreno, adubar e plantar mas na hora de colher...


Recomendo a leitura do Livro Nomenklatura por Michael Voslensky, sobre a época na União Soviética, lembra muito o Brasil (há alguns deslizes contra o capitalismo, mas considerando que o autor viveu quase toda a vida na URSS, está td bem), acho inclusive importante ler esse livro para entender a situação atual (do Brasil e resto do mundo).


Falando em ativismo social no judiciário

Consultor do Sebrae da minha cidade falou que um cliente, dono de um pequeno negócio de lanches, foi condenado pela justiça por praticar preços abusivos. Não sei qual foi o tamanho da multa que ele pegou, mas...

Como é que passa na cabeça de um juiz que um ramo de lanches (que praticamente brota em qualquer esquina) pratica preços abusivos? Se fosse um dos setores monopolizados pelo estado, vá lá...

E como é que não contestam os valores cobrados para tirar a 2a via da CNH? 84 reais por um pedaço de papel que você é obrigado a portar se quiser dirigir é um abuso.


O sujeito não para com a tara de proibição de drogas!

veja.abril.com.br/blog/reinaldo/alo-barroso-e-esquerdas-as-drogas-mataram-garoto-em-lanchonete/


Pior que é mesmo. Esses dias eu estava assistindo ao filme "Inimigo do Estado", com Will Smith e o Gene Hackman, e levei um susto quando o personagem do Hackman aparece no filme: extremamente parecido com o Rothbard (e num filme chama do Inimigo do Estado ). Eu tinha visto esse filme em 1999 e nem lembrava dessa semelhança, pois na época eu tinha 17 anos e nem conhecia Escola Austríaca e muito menos sabia quem era Rothbard.


O resumo da verdadeira solução para o caos social e econômico que estamos vivenciando.
Parabéns por esse texto maravilhoso e inspirador.


Belo e inspirador, realmente. Modéstia à parte, sempre me esforço para seguir a maioria dessas coisas à risca, o que me custou algumas "amizades". No entanto, a tranquilidade da consciência e a satisfação pessoal de saber estar fazendo o que é ético e moral compensam tudo. As noites são mais bem dormidas.


Texto mais que inspirador, encaminhei para as pessoas com quem trabalho.

Abraços


Fiquei muito decepcionado em não poder ver o atual sistema atual transformado em libertário durante a minha estada aqui na terra. Pelo que pensei o sistema de votação universal onde pessoas que não se interessam pelos resultados economicos do pais e talvez nem sejam tão adeptos da liberdade votam de acordo com o efeito manada o que não dá para corrigir as sempre erradas propostas de um governo coletivista e redistribuitivista, que penaliza os que produzem e compra os votos dos que recebem o produto do roubo. Será que este sistema votação também não atrapalha o progresso economico. Será que a função legislativa não seria de só fazer leis que seriam normas de conduta justa, iquais para todos sem exceção, validas no tempo e no espaço geografico? O judiciario de interpretar as leis tecnicamente e não politicamente. Que os funcionários públicos seriam eleitos por concurso, e que a cada 5 anos, expirariam os contratos e novos concusos seriam efetuados para preencher as vagas. Estamos em um sistema social facista? Para mudar o povo demora muito gerações e gerações que fazer antes disso?


Para concluir: O mundo precisa de mais homens e mulheres que se vitimizam menos, que procurem oferecer algo de útil para depois receber em troca, ao invés de cobrar compaixão gratuita dos outros.

O mundo precisa de mais homens e mulheres que gozam de sua liberdade com responsabilidade, sem culpar terceiros pelos seus erros, aliás a liberdade só é plena quando se tem responsabilidade, um é consequência do outro.

Adorei essas três:
''O mundo precisa de mais homens e mulheres que não tenham medo de correr riscos para promover o que é ético e moral; que tenham a coragem de defender o que é verdade e não simplesmente aquilo que seja mais popular e palatável; e que não tenham medo de ir contra a maré da opinião dominante.''

''O mundo precisa de mais homens e mulheres que sejam pacientes o bastante para convencer os outros por meio da argumentação e da persuasão, e não pela força ou coerção.''

''O mundo precisa de mais homens e mulheres que não renunciem ao que é certo apenas para conseguir o consenso; que não estejam atrás do aplauso fácil; que saibam o quão importante é liderar pelo exemplo e não pelo esbravejo de ordens; e que não exigem que outros façam aquilo que eles próprios não teriam a coragem de fazer.''



O IMB alem de trazer artigos maravilhosos sobre Direito, Economia e política, ainda trás reflexão filosóficas sobre a vida, o maior tapa na cara, do jeito que eu gosto, a verdade acima de tudo, independente se convém ou não.
Esse entra no TOP 3 junto com:
Aquele texto ''6 verdades chocantes que fará você uma pessoa melhor''
E esse: www.mises.org.br/Article.aspx?id=863


Abraços Fraternais.



Eu entendo que o problema desse segmento não se trata de uma pessoa branca usar ou deixar de usar coisas de negros, mas sim do fato de o significado mudar o que gera indignação, por exemplo um negro usando dread é maconheiro, é sujo, é nojento, mas um branco é estiloso, legal, cool; o branco é visto com bons olhos e o negro não. ESSE é o problema dos negros, afinal sentimos na pele a diferença, então eles se revoltam dizendo apropriação cultural, e querem que os brancos parem de usar, e a unica coisa q vcs enxergam é aquilo que os deixa na desvantagem, ou seja, não poder usar. Típico. Eu entendo que impedi as pessoas de usarem seja o que for é uma atitude idiota sim, a questao nao devia ser reclamar quem veste ou deixa de vestir, e sim a discriminação, e mtus desses brancos q usam turbante e dreads nem sabem que porra significam. E alem disso, a historia dessa garota com cancer ta super mal contada hein, mas admito a atitude nojenta dessas pessoas por atacarem alguem supostamente com cancer. Enfim, o grande cerne dessa questao toda nao tem nada a ver com usar ou deixar de usar e sim a discriminação, a marginalização, essa diferença que é feita entre brancos e entre negros e antes q algum imbecil venha me falar q isso é mentira, deixo claro que não é. Não é, porra, se vc é branco cala a boca porque não foi vc que foi chamado de maconheiro lixo vagabundo porque é preto e usa um dread, então nem me venha com esses discursos estupidos. Novamente, acho errado querer impedir as pessoas de usarem seja o que for. Mas é revoltante ver a diferença feita entre as pessoas negras e brancas, rebaixando os negros quando usam coisas da propria cultura, e brancos quando se apossam da cultura alheia. E ESSE é o problema. Então tipo, foda-se se vc é branco e usa dreads ou turbantes. Esse NÃO é o problema. O problema é a mentalidade branco = estilo, cute, foda, legal e preto = sujo, imundo, macumbeiro, nojento. ISSO SIM é o problema. E para que nao se perdesse o significado, eles agora reclamam de apropriação cultural, achando que apenas negros devam usar seja la o q for para que os brancos entendam de uma vez por todas e saibam valorizar e respeitar a cultura alheia ao inves de ficarem agindo com hipocrisia. Grande merda "apropriação cultural é um elogio" teu cu que é. Não tem nada de bonito em ver brancos sendo elogiados enquanto se é preto e se é insultado se tratando do uso de elementos da propria cultura. O elogio está na puta que pariu. Repentindo. Não sou contra, pessoas usam o que quiserem e acho que impedir é simplesmente ridiculo e perda de tempo. Mas tenham consciencia de que as coisas não são sem motivo, tenham consciencia de que existe o problema do racismo e isso ofender? SIM, OFENDE SIM, E MUITO!


O Brasil ja esta na metade do caminho para o anarco-capitalismo. Pena que o termo anarco ( ametade em que estamos) seja no sentido pejorativo, de desordem, bagunca.


" Dois indivíduos com os quais eu não tenho nenhuma ligação e que nada fazem por mim têm o direito de decidir se eu posso ou não comprar coisas de terceiros?! "

Uma coisa é a relação "multinacional" x estado e outra é a relação "Octávio" x estado. Como você pode afirmar não ter nenhuma ligação com o estado, caso realmente isso seja verdadeiro, porque você se sente obrigado a pagar pelas taxas? Ora, você sabe que está totalmente envolvido com o estado, somente não quer ser responsável pela sua parte no acordo.

"Aliás, essa suposta "negociação" ocorreu na década de 1950. Vale até hoje? Até agora você não respondeu isso."

Mas é claro, desde quando um contrato precisa ter prazo de validade? Nem um comunista dos mais radicais defende que contratos a partir de 50 anos perdem o valor. Quer dizer que eu compro um terreno em 1950 e agora em 2017 já não sou mais dono dele porque passou mais de 50 anos?

" Um acordo entre um assassino profissional e seu contratante é voluntário. Logo, pela sua lógica, a vítima do assassino profissional nada tem do que reclamar, afinal, o assassino e seu contratante fizeram tudo voluntariamente. "

O onus é de quem age, o assassino age o onus é dele. Entre a multinacional e o estado não há qualquer ação contra sua pessoa, eles são atores passivos.

"Praia com um proprietário é uma coisa. A praia é propriedade privada do seu dono."

Estranho que nessa sua ideologia você aceita pagar até 200% de ágil para passar por uma praia privada com mercadorias, mas fica completamente revoltado em pagar 35% de ágil para passar pela mesma praia quando ela é publica.

Realmente, não é à toa, aliás, que "pessoas boas de fazer politicas" pintam e bordam nesse país.


Não.

Defendo uma monarquia na qual o território do país é propriedade privada do monarca. Por ser propriedade privada do monarca, ele terá todo o interesse em maximizar a riqueza deste território, pois quer legá-lo aos seus descendentes.

E como se maximiza a riqueza de um território? Permitindo a mais ampla e irrestrita liberdade de mercado dentro dele. O monarca não fornecerá nenhum serviço estatal; permitirá que todos os serviços -- inclusive segurança e justiça -- sejam fornecidos de maneira concorrencial dentro de sua propriedade.

Ao monarca caberia apenas a função de chefe de estado (não confundir com "chefe de governo", algo que não existiria) decorativo.

Ou seja, na prática, defendo um anarcocapitalismo ocorrendo dentro de uma gigantesca propriedade privada. Não sendo isso possível, defendo algo nos moldes de Liechtenstein.


Excelente iniciativa! Conteúdo excelente!

Parabéns!


Leandro, como assim anarcocapitalista na teoria e monarquista na prática?

Você acha o anarcocapitalismo mais correto, ético e defensável mas acha que na prática não iria funcionar e por isso queria um império liberal? o Rei teria monopólio da lei? teria concorrência de outros reis no mesmo território? Você é contra a ideia de ordem natural de Hoppe? Existiriam impostos? o rei se financiaria por fundos privados? o que acha também da ideia da Republica Livre de Liberland, você defende algo parecido?

Poderia por favor dar uma explicação?, fiquei bastante curioso sobre isso kkkk

abraços e obrigado pelo excelente serviço kkk


Coloquei isso no outro artigo, mas acho que vale a pena colocar aqui também.

1.000 países no mundo é um anarcocapitalismo na prática, independente da forma de governo de cada qual. Já temos uns 190...




1.000 países no mundo já é um anarcocapitalismo na prática. Hoje temos uns 190...

Ah! o problema com a sua frase é que ela não tem pé nem cabeça. Começa com um conceito errado e termina com algo mais maluco ainda.

"regras pre determinadas independente que todas as pessoas concordem ou não- " WFT?



Desculpa, Leandro, eu realmente não iria perguntar mais nada, mas essa sua resposta me deixou meio confuso.

Então o que você defende é uma mOnarquia em que o estado não se ocuparia dos serviços de segurança e judiciário? Mas na monarquia o Rei (chefe de estado) é o chefe dos serviços de segurança e de justiça, que são estatais.

Realmente não entendi (te pergunto como dúvida genuína mesmo) como poderia haver monarquia sem serviços estatais de segurança e de justiça; monarquia, por definição, é o regime de estado que tem no Rei a instância última desses serviços estatais.



Ué, concordo plenamente. Só que tem um probleminha: como é que você vai conseguir fazer secessão sem antes ter convencido a população de que isso será bom?!

Como você vai fazer secessão se não tiver convencido nem o seu vizinho de que isso será bom?

Esse é o pulo do gato.

Se você conseguir pular diretamente para este segunda etapa (secessão) sem antes ter passado pela primeira (convencer as pessoas a lhe acompanhar, pois isso será bom para elas), você é meu novo herói.


Caro Intruso, Se o esclarecimento da população é condição para uma realidade libertária então a meu ver deve-se buscar maneiras eficientes de fazer isso. Iniciativas como o Mises são boas, mas incompletas. Creio que a melhor maneira d esclarecer a população começaria pela luta incessante pelo direito de secessão. Uma sociedade libertária funcionando na prática converteria mais gente em 1 mês do que 100 Mises em 100 anos.


Se for verdade, é uma grande jogada do prefeito. Em quem a população vai acreditar? No prefeito que diz estar construindo escolas com o dinheiro do imposto, ou, segundo o prefeito, nos empresários gananciosos que ganham 7 dígitos e repassaram o custo do importo para o consumidor, mas não deveriam repassar pois o imposto era sobre a distribuição e não sobre o consumo?

Uma pessoa sem muito conhecimento sobre a situação vai culpar o empresário e continuar votando no prefeito.


se quiserem discutir sobre porque é impossivel acabar com todas as formas de estado mandem email pra mim: ocomprador2012@gmail.com vou deixar meu zap tambem 6998478-9016


Não. É mOnarquista, mesmo.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=373

Já a defesa da minarquia, em si mesma, é incoerente: os minarquistas defendem que o estado, por ser ineficiente, deve se ocupar apenas de serviços de segurança e do judiciário. Ou seja, segundo eles, o mesmo estado que é incapaz de gerenciar eficientemente uma escola e um hospital irá, miraculosamente, prover com grande eficiência serviços policiais e "manter o império isonômico da lei e da ordem" — algo que, convenhamos, é um tantinho mais difícil do que gerenciar uma escola e um hospital.


Porque bancos criam depósitos; eles não criam reservas.

Se você vai a um banco e pede um empréstimo de $ 1.000, ele irá criar esse dinheiro em sua conta. E você, ao gastar esse dinheiro, irá reduzir $ 1.000 das reservas dos bancos.

Só que, por causa do Banco Central, bancos podem ter menos reservas do que depósitos.

Caso não conheça este processo, recomendo fortemente este artigo, que explica tudo em detalhes:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1387



1) Estado é um ente ou grupo de entidades que se declaram soberanos sobre seus suditos. A função do Estado na sociedade é governar, sendo o seu alcance variado, desde coisas essenciais (estado pequeno) até todos os aspectos numa civilização (estado agigantado).

2) Note que nem sempre as regras estatais estão de acordo com os parametros sociais. O estado pode enforçar regras que a sociedade civil considera imoral, ou a sociedade pode considerar moral algo que o estado considera ilegal. Nem sempre legalidade igual a moralidade.

3) Concordo que o Anarcocapitalismo possa ser algo dificil de existir, confesso que sou incapaz de visualizar tal sistema funcionando por muito tempo sem que estatistas comecem a planejar sabota-lo. Porém acredito que ele funciona muito melhor como uma meta e quanto mais perto dessa meta uma sociedade estiver, mais rica ela será. (A empiria suporta esse argumento, os países com maior liberdade econômica são os mais ricos.)


Leandro,
Desculpa a troca dos nomes. A dupla sertaneja deve ter me confundido. Mt obrigado mais uma vez. Mas fiquei com outra dúvida: no 2o exemplo vc fala no item 2 q as reservas do banco caem 1000 reais. Mas se ele cria dinheiro do nada, como que cai?



continua meu desafio aqui pra qualquer anarquista: me cite alguma civilização ou grupo deste planeta que não tenha tido alguma forma de estado (a razao que voces não vão conseguir citar é simples: é impossivel acabar com todas as formas de estado)


pre determinado pelo dono do local que voce frequenta-seja por necessidade de usar ou não


e qual seria a sua definição de estado? voces acham mesmo que so existe um tipo de estado-com governantes e politicos?





Porque um calote deixaria os bancos insolventes. A contabilidade explica isso. Vou dar dois exemplos.

Neste primeiro exemplo, o banco não precisa repor suas reservas, pois está com dinheiro sobrando. Eis o que ocorre:

1) O banco compra $1.000 em títulos do Tesouro;

2) Ato contínuo, suas reservas caem $1.000;

3) No balancete do banco, na coluna dos ativos, há uma redução de $ 1.000 nas reservas e um acréscimo de $ 1.000 na rubrica "Títulos do Tesouro".

4) Ou seja, na prática, o banco reduziu um ativo que tinha (reservas) e adquiriu outro ativo (título do Tesouro). O banco, portanto, trocou um ativo (reservas) por outro (título do Tesouro).

5) O governo dá o calote. O valor dos títulos cai a zero.

6) Em posse de um ativo que agora vale zero, haverá uma baixa contábil de $ 1.000 no balancete do banco na coluna dos ativos.

7) Mas não houve igual redução na coluna dos passivos.

8) Logo, se os ativos caíram mas os passivos se mantiveram inalterados, então houve uma queda do patrimônio líquido (capital) do banco.

9) Se ele estiver em posse de muitos títulos do Tesouro, ele poderá ficar completamente descapitalizado e, em última instância, falido.


Agora, um exemplo em que o banco tem de repor suas reservas, pois não está com dinheiro sobrando. Você verá que sua situação será ainda pior. Eis o que ocorre:

1) O banco compra $1.000 em títulos do Tesouro;

2) Ato contínuo, suas reservas caem $1.000 e ele tem de repô-las;

3) Ele pode repor suas reservas recorrendo ao mercado interbancário, no qual pedirá empréstimos a outros bancos, ou então recorrendo ao Banco Central e fazer uma "operação compromissada", também chamada de "acordo de recompra";

4) Em ambos os casos, o banco está criando um passivo: ele estará contraindo um empréstimo de $1.000 (ou com outro banco ou com o Banco Central);

Como ficou então o balancete deste banco:

5-a) Na coluna dos ativos, houve um acréscimo de $ 1.000 na rubrica "Títulos do Tesouro";

5-b) as reservas não se alteraram (pois os $ 1.000 que ele perdeu foram repostos por meio de um empréstimo junto a outro banco ou junto ao Banco Central);

5-c) Na coluna dos passivos, houve a criação de um passivo de "$ 1.000 mais juros". (Observe que este passivo não existe no primeiro exemplo);

6) Ou seja, no cômputo final, o banco adquiriu um ativo de $ 1.000 (título do Tesouro) e um passivo de $ 1.000 mais juros.

7) Aí o governo dá o calote. O valor dos títulos cai a zero.

8) Em posse de um ativo que agora vale zero, haverá uma baixa contábil de $ 1.000 no balancete do banco na coluna dos ativos.

9) Mas não houve igual redução na coluna dos passivos. Pior ainda: houve um acréscimo de $ 1.000 nos passivos.

10) Logo, se os ativos caíram mas os passivos aumentaram, então houve uma queda do patrimônio líquido (capital) do banco ainda mais acentuada que no primeiro exemplo.

11) Se esse banco estiver em posse de muitos títulos do Tesouro, ele poderá ficar completamente descapitalizado e, em última instância, falido.


Por isso eu sempre enfatizo, para qualquer leitor que me pergunta, a importância de se estudar contabilidade, nem que seja o básico. Contabilidade é uma área crucial. Um contador é infinitamente mais importante do que um economista. Aliás, economista que não entende o básico da contabilidade não entende como funciona o sistema bancário e nem as decisões de investimento de uma empresa.


P.S.: ah, sim, não sou Leonardo. Da saudosa dupla, sou aquele que já faleceu.



Leonardo,
Se os dealers primários criam dinheiro pra comprar títulos, por que um hipotético calote prejudicaria os bancos, já que suas reservas continuam intactas?


Sem dúvida estaríamos em melhor situação. Mas não estaríamos como estávamos em 2010 ou mesmo em 2011. A expansão do crédito inevitavelmente teria de ser interrompida por causa da apreciação do dólar, e isso afetaria o crescimento econômico de qualquer jeito.

Há um artigo inteiro sobre isso:

O que realmente permitiu o grande crescimento econômico brasileiro da última década




Leandro, não sou economista, mas sou do tipo que visa entender a situação e quais foram os riscos negligenciados e fatores que levaram a tal.
Sob uma ótica imparcial, o Lula não teria feito boa coisa lá em 2008 caso não tivesse perdurado as medidas e caso também a Dilma não tivesse intensificado e abusado das mesmas, tentando inclusive colocar em prática modelos econômicos catastróficos?

Em uma situação hipotética, caso Lula lá no fim de 2009 parasse de usar o BNDES e continuasse com uma política econômica mais conservadora, e caso também a Dilma não tivesse assumido e feito quase tudo que foi citado no seu texto (pois pouca coisa foi na era Lula), não estaríamos em uma situação muito melhor hoje?


Uma dúvida:

Leandro Roque, o editor do site IMB, é anarcocapitalista ou minarquista?


Desde já agradeço.



Nada disso foi, é ou será provado, pois não existe ou, se existe, não devem existir mais provas disso. Precisamos diminuir a carga tributária, inflação, melhorar a legislação trabalhista(em favor do empregado) sem favoritismos, etc. A lista é longa para melhorar o país. Mas, acho que é possível.


Artigo excelente.
E tudo isso vem amalgamado com os românticos progressistas, que desejam fazer engenharia social à fórceps, inclusive no Judiciário, em que se tem um ativismo crescente.
Atento para o Judiciário, porque são a diabólica combinação de topocracia com poder de agente político.
Fazem o que querem, na esquizofrenia de fazer "justiça social" ao mesmo tempo em que depenam os cofres públicos para o saciar de seus interesses corporativos.


O interessante é que todos os seis mitos estão muito ligados entre si, como um verdadeiro time. Uma hora é um que está em evidência, segurando as pontas, outra hora é outro. E assim vai...

Mas se me permitem a liberdade, faltou acrescentar uma nota ali no mito #2. Não adianta também querer aumentar o investimento privado, ou diminuir o déficit, reduzindo os juros. Vez ou outra aparece alguém que afirma isto, como se juros altos (principalmente no Brasil) fosse resultado da pressão dos bancos e dos rentistas. Ou então como se fosse uma fórmula simples, bastando baixar os juros para os investimentos migrarem e se destinarem ao aumento da riqueza privada. Nem na Europa essa tese funciona mais.


Maior oferta monetária e com um cenário pós-recessivo, pode trazer alta de inflação de preços.


Déficits e aumento de tributos é o combo de financiamento contínuo de um sistema de expoliação. É sabido há muito tempo que o Estado brasileiro é perdulário e age contra a economia do país.

Um trecho que comprova isso:
"Se um dia um governo amante da patria entendesse desvial-a do caminho tortuoso, porque marcha, e para isso restringisse o mais possivel os empregos publicos, (....) talvez, trazendo a concorrencia no trabalho offerecido e uma baixa nos altos salarios que hoje absorvem os capitaes, fizesse a riqueza nacional subir sem precizar dar auxilios á industria nenhuma. Diminuindo as despezas e por conseguinte os impostos, (....)"

O texto é de um jornal liberal (últimos parágrafos da página 2) de 1875!

Link:memoria.bn.br/pdf/809446/per809446_1875_00071.pdf



Mas numa economia como a brasileira, onde tudo é taxado em demasia e com altas taxas de importação, o caminho seria a redução de todas as taxas, e não somente sobre os produtos importados.
Me corrijam por favor, mas acredito que todos os impostos deveriam ser reduzidos, senão zerados, não é mesmo? só assim o estado acaba por não interferir na economia.


"O libertárianismo precisa de outra ética se quiser ser levado a sério


Não; você é que precisa de outra ética caso queira ser levado a sério.


Precisamos estatizar todas as empresas brasileiras.

Essa é a real solução para o Brasil.


Esse insight do Padilha é muito bom em termos de mainstream, mas ele ainda deixa de fora os grandes empresários anti-concorrência e os próprios reguladores que operam dentro do estado em prol desses empresários.

Padilha se refere apenas aos "fornecedores do estado" (que podem ser os empreiteiros e demais empresas que fazem obras para estatais) e aos "partidos políticos".

Mas, repito, por ser algo propagandeado pela mídia convencional, foi muito bom. Os itens 17, 18, 19 e 20 foram os melhores.


Paulo Henrique, então deixa eu ver se consigo adivinhar as suas respostas com base no apresentado por você:

1) João, do nada, agride José com um soco na cara.
(X) Ético e moralmente correto
É razoavel, as vezes, iniciar agressão contra quem não iniciou agressão , caso eles estejam prejudicando outro.

2) João rouba o carro de José.
(X) Ético e moralmente correto
É razoavel, as vezes, iniciar agressão contra quem não iniciou agressão , caso eles estejam prejudicando outro.

3) João rouba o dinheiro de José.
(X) Ético e moralmente correto
É razoavel, as vezes, iniciar agressão contra quem não iniciou agressão , caso eles estejam prejudicando outro.

4) João rouba o dinheiro de José para dar aos pobres.
(X) Ético e moralmente correto
Você diz que é moral forçar alguém coercitivamente a ajudar uma pessoa que está morrendo de fome.

5) João rouba o dinheiro de José para pagar serviços médicos e educacionais para os pobres.
(X) Ético e moralmente correto
Você diz que é moral forçar alguém coercitivamente a ajudar uma pessoa que está morrendo de fome. Provavelmente também defende o roubo se esta pessoa estiver precisando de um remédio para sobreviver e não tiver o dinheiro.

6) João pede para um grupo de pessoas roubar o dinheiro de José para redistribuir aos pobres e pagar-lhes serviços médicos e educacionais.
(X) Ético e moralmente correto
Você diz que é moral forçar alguém coercitivamente a ajudar uma pessoa que está morrendo de fome. Provavelmente também defende o roubo se esta pessoa estiver precisando de um remédio para sobreviver e não tiver o dinheiro.

De fato, o problema da inanição é tão grande que você deve defender a instituição de um governo global, já que o que você escreveu se aplica também a nações. Como teste final para ver se realmente defende o que escreveu, poderia nos passar seu endereço? Apenas para caso alguém esteja afim de salvar as vidas de alguns africanos com o teu dinheiro...


Não sei quanto a vocês, mas achei interessante o insight do José Padilha sobre esse assunto:

1) Na base do sistema político brasileiro opera um mecanismo de exploração da sociedade por quadrilhas formadas por fornecedores do estado e grandes partidos políticos.

2) O mecanismo opera em todas as esferas do setor público: no legislativo, no executivo, no governo federal, nos estados e nos municípios.

3) No executivo ele opera via o superfaturamento de obras e de serviços prestados ao estado e as empresas estatais.

4) No legislativo ele opera via a formulação de legislações que dão vantagens indevidas a grupos empresariais dispostos a pagar por elas.

5) O mecanismo existe à revelia da ideologia.

6) O mecanismo viabilizou a eleição de todos os governos brasileiros desde a retomada das eleições diretas, sejam eles de esquerda ou de direita.

7) Foi o mecanismo quem elegeu o PMDB, o DEM, o PSDB e o PT. Foi o mecanismo quem elegeu José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer.

8) No sistema político brasileiro a ideologia está limitada pelo mecanismo: ela pode balizar políticas públicas, mas somente quando estas políticas não interferem com o funcionamento do mecanismo.

9) O mecanismo opera uma seleção: políticos que não aderem a ele tem poucos recursos para fazer campanhas eleitorais e raramente são eleitos.

10) A seleção operada pelo mecanismo é ética e moral: políticos que tem valores incompatíveis com a corrupção tendem a serem eliminados do sistema politico brasileiro pelo mecanismo.

11) O mecanismo impõe uma barreira para a entrada de pessoas inteligentes e honestas na política nacional, posto que as pessoas inteligentes entendem como ele funciona e as pessoas honestas não o aceitam.

12) A maioria dos políticos brasileiros tem baixos padrões morais e éticos. (Não se sabe se isto decorre do mecanismo, ou se o mecanismo decorre disto. Sabe-se, todavia, que na vigência do mecanismo este sempre será o caso.)

13) A administração pública brasileira se constitui a partir de acordos relativos a repartição dos recursos desviados pelo mecanismo.

14) Um político que chega ao poder pode fazer mudanças administrativas no país, mas somente quando estas mudanças não colocam em cheque o funcionamento do mecanismo.

15) Um político honesto que porventura chegue ao poder e tente fazer mudanças administrativas e legais que vão contra o mecanismo terá contra ele a maioria dos membros da sua classe.

16) A eficiência e a transparência estão em contradição com o mecanismo.

17) Resulta daí que na vigência do mecanismo o estado brasileiro jamais poderá ser eficiente no controle dos gastos públicos.

18) As políticas econômicas e as práticas administrativas que levam ao crescimento econômico sustentável são, portanto, incompatíveis com o mecanismo, que tende a gerar um estado cronicamente deficitário.

19) Embora o mecanismo não possa conviver com um estado eficiente, ele também não pode deixar o estado falir. Se o estado falir o mecanismo morre.

20) A combinação destes dois fatores faz com que a economia brasileira tenha períodos de crescimento baixos, seguidos de crise fiscal, seguidos ajustes que visam conter os gastos públicos, seguidos de novos períodos de crescimento baixo, seguidos de nova crise fiscal...

21) Como as leis são feitas por congressistas corruptos, e os magistrados das cortes superiores são indicados por políticos eleitos pelo mecanismo, é natural que tanto a lei quanto os magistrados das instâncias superiores tendam a ser lenientes com a corrupção.

noblat.oglobo.globo.com/geral/noticia/2017/02/importancia-da-lava-jato.html


Leandro você é um profeta.

Do artigo acima de dezembro de 2014:

"Dilma terá de limpar a bagunça que ela própria criou. E terá de fazer isso tomando medidas impopulares. Mais ainda: terá de tomar medidas impopulares ao mesmo tempo em que 1) passa por uma crescente insatisfação popular, 2) vê o acirramento de ânimos e a difusão de movimentos secessionistas, e 3) está sob a iminência de um processo de impeachment.

Caso ela seja bem sucedida em todos os desafios listados neste artigo, o máximo que ela irá conseguir é retornar o país ao ponto em que ele se encontrava no início de 2011.


Notícia de hoje, março de 2017:

"Conforme os cálculos do IBGE, o PIB encerrou 2016 no mesmo nível do terceiro trimestre de 2010. "É meio como se estivesse anulando 2011, 2012, 2013, 2014, que tinham sido positivos", afirmou Palis."

veja.abril.com.br/economia/economia-encolhe-72-em-dois-anos-e-volta-ao-patamar-de-2010/


Você tem que considerar tudo a desburocratização, extinção do Salario Minimo, e deixando que o livre-mercado ocorra de verdade assim sendo praticamente todos conseguiriam um emprego e a pobreza minimizada, e os que ainda passassem por dificuldades poderiam sim ser sustentados por caridade, primeiro por que seriam poucas pessoas e segundo que as pessoas ganhado mais teriam maior capacidade de doar!


O segundo parágrafo da conclusão parece incompleto:

"Enquanto a população continuar na defesa de um estado agigantado e onipresente, que em tudo intervém e de todos cuida,"

E quando li o título, pensei que o estado oculto fosse toda a burocracia operacionalizada pelos funças, o modus operandi deles não muda, não importa o governo que está.



E consequentemente do mundo. Porque esquerdistas adoram falar que quem admira os EUA é chupa rola de gringo, mas são eles que mais gostam de copiar e apoiar o que os "liberals" fazem lá.


A realidade é um pouco mais complexa do que a exposta acima. Pois no caso real, os cidadaos são roubados mas também usufruem do roubo, uns em maior escala outros em menos, mas todos usufruem.
Irrelevante. Sempre haverá pagadores líquidos e recebedores líquidos. Se trocar João e pobres por "recebedores líquidos" e José por "pagadores líquidos", a lógica do texto se mantém inalterada.
Sua ginástica intelectual para tentar demonstrar que o sistema não é imoral é patética e somente mostra o mal que o MEC faz ao país ao fazer esta lavagem cerebral nas crianças brasileiras.


Com exceção da Suíça, todos já não seguem mais essa função original.



Em primeiro lugar, o mais essencial e imprescindível de todos: espalhar a ideia.

Sem que a população -- ou, no mínimo, os formadores de opinião -- tenha uma base sólida e compreenda corretamente o que está acontecendo, de nada adiantará.

Uma coisa é você colocar gente na rua repetindo slogans toscos e pré-fabricados, como "chega de corrupção", "Bolsonaro já!", "Sérgio Moro me representa!" e patetices afins. Essa é a maneira errada de fazer as coisas.

Igualmente, mesmo que houvesse um "golpe de estado libertário" e um genuíno libertário fosse instalado na presidência, este indivíduo não poderia fazer absolutamente nada de positivo caso a mentalidade da população permanecesse a mesma (ou seja, estatista e pró-governo grande).

Portanto, a maneira certa -- e é o que prega este Instituto -- começa pela revolução das idéias: para começar, você realmente fazer as pessoas entenderem as causas que geram toda a corrupção e todo o aparelhamento do estado. E tem também de fazê-las entender como o estado destroça a economia e como a economia seria muito melhor com menos estado.

Sem completar essa etapa, nada feito.

Aparelhamento, roubalheira, corrupção, clientelismo, privilégios garantidos pelo estado e depressão econômica não se resolvem com slogans e passeatas. Eles só se resolvem quando a população está com as idéias certas e possui um mínimo de esclarecimento econômico. Veja, por exemplo, a Suíça, cuja população rejeita em referendos aumentos do salário mínimo, renda básica e universal para todos, e afiliação à União Europeia. Taí um objetivo a ser perseguido.

Uma vez que a população realmente já tenha entendido esse básico, aí pode-se avançar para a segunda etapa: o desmantelamento do estado. Sobre isso, há um artigo inteiro:

Para desmantelar o estado, temos de ser "oportunistas" e não "gradualistas"

Tão logo esta segunda etapa esteja avançada (atenção: ela só precisa estar avançada; não é necessário que ela seja concluída), pode-se finalmente passar para a terceira e última etapa. Qual segunda etapa? A que você preferir: reformular a federação, secessão, fusão, o que cada um quiser. Sobre isso, também há vários artigos neste site. Vou recomendar três:

O que deve ser feito para nos livrarmos da opressão estatal

Se você não gosta do governo sob o qual vive, deve ter o direito de se separar e criar um outro

A secessão é a melhor solução para nos livrarmos da tirania (e da incompetência) de um governo


...porque existem pessoas capazes de criar, empreender...
Todas as pessoas são capazes de criar e empreender. Nem todas o fazem.

O capitalista é o cara que melhora vidas, salva vidas, deixa o mundo mais divertido e confortável entre uma infinidade de outras maravilhas.
Vc quis ironizar, né? Mas essa é uma verdade.

... mas se perguntarem para qualquer indivíduo de qualquer outra espécie não sinantrópica, acho que vão discordar. E se perguntarem para o Rio Doce, também. Mas isso é assunto para artigos sobre a relação do capitalismo com o meio ambiente.
Se não existisse o capitalismo, não existiriam mineradoras ou as mineradoras seriam magicamente à prova de acidentes? Ah, já sei, não foi um acidente, foi culpa da "ganância" inerente ao capitalismo. A propósito, quais são os sistemas alternativos ao capitalismo atualmente implementados e qual a relação deles com o meio ambiente?

Quero que perguntem sim, para o trabalhador, esse do Marx...
...Será que ELE se sente EXPLORADO...
...Será que ELE, o objeto em discussão tem alguma voz nessa ideologia?

ELE tem nome e endereço ou é um ente imaginário que subsititui a SUA visão a respeito do tema ?

Mas na verdade existem duas formas de se tornar um bilionário hoje: herança, e exploração do trabalhador ou das regras do Estado.
Bill Gates, Mark Zuckerberg, Messi, Neymar, Madonna, Lady Gaga.
Em comum entre eles: não receberam heranças, não exploram trabalhadores (seja lá o que vc entende por explorar), não exploram regras do estado, e fornecem produtos que as pessoas querem consumir.

Mas o fato é que não está funcionando, nem pelos números dos próprios capitalistas
Que números seriam esses?

Não está funcionando para a grande maioria das pessoas no planeta.
De novo, a "grande maioria das pessoas no planeta" disse isso pessoalmente para vc ou é apenas wishful thinking?

Então, tontos e ávidos por uma solução, começamos a jogar pedras para todo lado buscando culpados.
Fale por você.