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Últimos comentários


Porque fica muito mais "fácil" controlar o crédito na economia desse modo. Um sistema cartelizado de bancos girando em torno de um planejador central(BACEN)

Aliás, o motivo para criarem bancos centrais era ter um prestamista de ultima instância.


Leandro,

Seria possível, por exemplo, caso o dólar se fortificasse brutalmente, fazendo com que as demais moedas no mundo desabassem e mesmo com o Real em contração monetária, a inflação de preços no Brasil poderia ficar persistidamente elevada em médio e longo prazo ?


Leandro, dado que um governo esbanjador recorre a amplos déficits, dessa forma dragando recursos do sistema financeiro e escasseando o crédito para o setor produtivo (como ocorreu com o Japão), gostaria de uma informação:

Existe algum dado sobre o impacto que o endividamento do governo tem sobre o total de empréstimos que os bancos realizam?


Artigo top! Parabéns ao Leandro Roque que será nosso candidato a dep. federal pelo Partido Novo. Belo trabalho!


"Existem países que passam por expansão monetária intensa sem inflação."

Qual? Cite um único país que tenha passado por uma "expansão monetária intensa" e cujos preços tenham se mantido inalterados, sendo hoje os mesmos de vinte anos atrás.

Quanto ao resto que você falou, tudo foi abordado -- e respondido -- no artigo.


Existem países que passam por expansão monetária intensa sem inflação. As expectativas dos empresários e consumidores, a confiança em relação ao futuro, também influenciam os preços. Flutuações na oferta e demanda por produtos e crédito são acompanhadas de contração ou expansão monetária como epifenômeno, quando não existe intervenção do banco central. Não da para generalizar a expansão monetária como única causa de inflação. É como tentar resolver uma equação de várias variáveis conhecendo-se apenas uma delas.


Outro excelente artigo.

Aliás, os elogios, justos, estão ficando repetitivos.

Eis um exemplo de extrema didática e lucidez do Fernando Ulrich:

"Meu colega de trabalho Fernando Ulrich foi quem resumiu perfeitamente a sequência: as expectativas de inflação sobem por causa da dominância fiscal; empresários aumentam seus preços; mas está havendo contração monetária. Consequentemente, empresários não conseguem vender; os estoques se avolumam; eles são obrigados a baixar os preços (ou a parar de aumentá-los). Os índices de preços entram em queda (ou ficam estáveis). Fim do processo de aumento acelerado de preços".

Parabéns Leandro e Fernando!



Tudo o que o leitor "Estudioso da EA" falou está correto, mas ainda é secundário. A principal função de um Banco Central, em qualquer país do mundo, é a mesma: financiar os déficits do governo.

Caso não existisse um banco central, a quantidade de dinheiro na economia se manteria relativamente constante; ela poderia ser aumentada temporariamente pelo sistema bancário caso este praticasse reservas fracionárias, porém essa expansão seria relativamente restrita. Sendo assim, com a quantidade de dinheiro relativamente constante, haveria um limite tanto para a quantidade que o estado poderia arrecadar via impostos quanto para a quantidade que ele poderia tomar emprestado junto aos bancos.

Quanto mais o estado se endividasse, quanto mais dinheiro ele tomasse emprestado, menos dinheiro sobraria para os bancos emprestarem para pessoas e empresas. Consequentemente, maiores seriam os juros cobrados sobre esses empréstimos — afinal, a quantidade de dinheiro a ser emprestada ficou reduzida, pois o governo abocanhou grande parte para cobrir seus gastos.

Logo, o estado simplesmente não poderia sair se endividando continuamente, pois inevitavelmente chegaria um momento em que os juros estariam em níveis calamitosamente astronômicos. Da mesma forma, ele não poderia sair aumentando impostos para saciar sua sede por recursos, pois poderia acabar incitando uma revolta popular.

É nesse cenário que entra a genialidade por trás da criação de um banco central. Um banco central resolve esses dois problemas numa só tacada: imprimindo dinheiro.

Atualmente, o Banco Central brasileiro não imprime dinheiro para entregá-lo diretamente ao governo. A Lei de Responsabilidade Fiscal, de 2000, proibiu esse tipo de financiamento direto. Entretanto, isso ocorria até meados da década de 1990. Naquela época, o governo mandava para o Congresso uma proposta pedindo autorização para que o Banco Central imprimisse uma determinada quantia de dinheiro para cobrir o déficit orçamentário do governo. E o Congresso sempre aprovava. Era simples assim mesmo: o governo coletava $1.000 em impostos, mas queria gastar $2.000. Solução? Imprima os $1.000 restantes. Depois que a inflação de preços atingiu alguns bilhões por cento, os gênios finalmente resolveram acordar pra realidade.

Hoje, como dito, o Banco Central não imprime dinheiro para entregá-lo diretamente ao Tesouro. Entretanto, na prática, ele continua fazendo exatamente isso, só que agora de maneira indireta. E é esse o truque genial do qual quase ninguém se dá conta.

Funciona assim: quando o Banco Central quer expandir a base monetária, ele precisa realizar aquilo que chamam de operações de mercado aberto (open market) — isto é, o Banco Central compra títulos públicos que estão em posse dos bancos; exatamente aqueles títulos que os bancos adquiriram do Tesouro quando emprestaram dinheiro ao governo.

Falando mais explicitamente, o Banco Central cria dinheiro para comprar esses títulos que estão em posse do sistema bancário. Atualmente, essa é a única maneira legal de o Banco Central criar dinheiro. Como o Banco Central faz isso? Grosso modo, ele aperta um botão no computador e acrescenta alguns dígitos na conta (as reservas compulsórias) que o banco que está vendendo os títulos possui junto ao Banco Central. De onde veio esse dinheiro? De lugar nenhum. O Banco Central o criou do nada. Nenhuma outra conta foi debitada. A base monetária expandiu magicamente; as reservas desse banco aumentaram.

Agora, imagine que você é um banqueiro. Você, por causa das reservas fracionárias, pode criar dinheiro do nada e utilizar esse dinheiro em algum investimento. Você também sabe que a maneira como o Banco Central cria dinheiro é comprando títulos públicos que estão em sua posse. Logo, não é preciso ser nenhum gênio das finanças para entender que o investimento mais óbvio e seguro que você pode fazer é justamente comprar os títulos públicos que o Tesouro põe à venda. Em outras palavras, você alegremente vai financiar o déficit do governo, pois sabe que esses títulos que você vai comprar do Tesouro serão mais tarde comprados pelo Banco Central, pois é assim que ele faz política monetária.

É justamente por saberem que os títulos do Tesouro serão comprados pelo Banco Central — o que significa que eles possuem um mercado de revenda garantido e de alta liquidez —, que os bancos animadamente financiam o déficit do governo. Ou seja, aquilo que antes era feito diretamente — com o BC dando dinheiro diretamente para o Tesouro —, agora passou a ser feito indiretamente, só que um adicional: agora os bancos entraram nesse arranjo e lucram enormemente com isso.


De todo modo há uma criação primaria de moeda por parte do BC. os bancos pelo que entendi criam moeda a partir dessa expansão primária. Assim seria preciso explicar a expansão primária pelo BC. Uma explicação, que não me parece convincente, seria a tese da captura do BC por parte do bancos privados.




Pessoal, o que vocês acham sobre a Recuperação Judicial?

Algum artigo sobre isso? Ando com uns pensamentos meio contra esse dispositivo legal.



Abraços



"Você já tinha dito que a carestia havia sido contida por causa do fortalecimento do real."

Correto. Fortalecimento este causado majoritariamente pela restrição de sua oferta.

Taxa de câmbio nada mais é do que o preço de uma moeda cotado em outra moeda. O câmbio está sujeito às mesmas regras da oferta e demanda. No caso do real, menor oferta de dinheiro, maior seu preço em dólar.

"No presente artigo (excelente), afirma que os preços se contiveram em face a contração monetária. Qual seria então o principal motivo do controle da inflação?"

Um está ligado ao outro, como explicado acima.

Obrigado pelo elogio e grande abraço!


Taxa de câmbio nada mais é do que o preço de uma moeda cotado em outra moeda. O câmbio está sujeito às mesmas regras da oferta e demanda. No caso do real, menor oferta de dinheiro, maior seu preço em dólar.

Por isso que, após ter batido em R$ 4,20 em setembro de 2015, o dólar hoje barateou para R$ 3,15. Fortalecimento este causado majoritariamente pela restrição de oferta de real em relação ao dólar.



Olá,

esse artigo é muito interessante, uma aula. Entretanto, eu, que não sou da área, fiquei com a seguinte dúvida:

essa expansão monetária não favorece o crescimento econômico também? Se não houvesse o crédito criado, como haveria a criação de novos negócios e expansão dos já existentes?

O principal trecho do artigo que me levou a essa dúvida foi:

"Não houvesse um Banco Central com o poder de imprimir dinheiro infinitamente — e o Banco Central realmente pode imprimir dinheiro o quanto quiser —, os bancos não poderiam emprestar continuamente a pessoas, empresas e governo. Consequentemente, a quantidade de dinheiro na economia teria um crescimento extremamente limitado."

Isso não limitaria o crescimento econômico também?

Poderiam esclarecer?


Leandro, uma dúvida:

Você já tinha dito que a carestia havia sido contida por causa do fortalecimento do real. No presente artigo (excelente), afirma que os preços se contiveram em face a contração monetária. Qual seria então o principal motivo do controle da inflação?



Pobre Paulista, só para ressaltar, que realmente causa elevação de preços é a "oferta monetária" (papel-moeda em poder do público, depósitos em conta-corrente, em caderneta de poupança etc.) e não a "base monetária".

É claro que, em condições normais, a base monetária se transforma em oferta monetária. Porém, em situação atípicas -- como atualmente nos EUA --, o próprio Banco Central toma medidas para impedir que a base monetária se transforme em dinheiro.


Isso de certa forma ocorria até meados da década de 1990. Até aquela época, o BC era livre para imprimir dinheiro e entregar diretamente para o Tesouro, o qual então repassava esse dinheiro para funcionários públicos.

O resultado? A hiperinflação.

Hoje, ele é proibido de fazer isso (pela Lei de Responsabilidade Fiscal).

Na Venezuela, o Banco Central ainda age assim (imprimindo dinheiro livremente e repassando para as pessoas). Eu não tenho inveja deles.


Por que o Banco Central não dá esse dinheiro diretamente para as pessoas, ao invés de passar por um intermediário? Isso não seria só uma forma de subsidiar os Bancos?


Correto. Se a quantidade de dinheiro aumenta 10%, mas a oferta de bens e serviços aumenta 5%, então, tudo o mais constante, o aumento dos preços será de 5% e não de 10% (sim, matemática bem grosseira, mas a realidade é esta).


Explicado no artigo. Salário mínimo é um preço como qualquer outro. No caso, é o preço da mão-de-obra menos qualificada.

Se a expansão monetária for alta e os preços se mantiverem temporariamente baixos -- isso pode ocorrer, por exemplo, em um cenário de dólar mundialmente fraco, como durante o governo Lula (explicado em detalhes neste artigo) --, então aumentos do salário mínimo não gerarão desemprego.

Mas isso durará por pouco tempo. Sempre chegará o momento do acerto de contas, quando a inflação de preços vai subir mais aceleradamente para compensar todo o aumento da oferta monetária ocorrido. E aí esta mão-de-obra menos qualificada ficará desempregada.





essa crise é derivada de outra oculta, a burocracia brasileira que impede as pessoas, empresas produzirem. então as pessoas que caem na informalidade já bate 50 milhoes , enquanto que os trabalhadores legalizados são só 44 milhoes. a maioria então ativa está fora do governo, este perde arrecadação e se desforra aumentando os impostos aos niveis atuais pra arrecadar, ou fica lançando titulos da divida, ou fica mandando o BC produzir dinheir o sem lastro. a crise atual vai se estabilizar, mas essa crise burocratico/tributaria só quando as pessoas começarem a se mover e cobrar a diminuição da burocracia para todos.
se as pessoas pudesse produzir , teriamos mais concorrencia e mais dinheiro nas contas. preços baixos e mais dinheiro.


O fato do aumento acumulado da inflação ser muito menor que o aumento acumulado da base monetária é explicado pelo fato de ter havido, de fato, um aumento na oferta de bens e produtos?



Elogiar os textos do Sr. Leandro Roque é chover no molhado.

Mas vou elogiar assim mesmo.

EXCELENTE TEXTO!!!


No longo prazo? Reduzir a expansão da base monetária. Mas isso não ocorrerá pelos motivos perfeitamente explicitados pelo leitor "Estudioso da EA" logo acima.


Porque a expansão do crédito -- principalmente uma expansão coordenada e harmonizada pelo BC -- ajuda o sistema bancário a ter lucros.

A função precípua do Banco Central é exatamente esta. Há inúmeros artigos sobre isto no site.

O Banco Central protege o sistema bancário formando um cartel bancário que impede que os bancos concorram entre si e que permite que os bancos operem reservas fracionárias sem riscos de insolvência. Para piorar o arranjo, o Banco Central garante socorrer os bancos em épocas de turbulência.

Esse arranjo é fácil de entender.

Os bancos operam com reservas fracionárias, o que significa que eles emprestam mais dinheiro do que o total que foi depositado neles. Falando mais popularmente, os bancos têm o poder de criar dinheiro. Esse dinheiro que os bancos criam do nada é um dinheiro eletrônico para o qual não há correspondente em papel-moeda físico. Trata-se do dinheiro que você utiliza como pagamento através de cheques ou cartão de débito, mas que não possui um correspondente valor em dinheiro físico dentro dos cofres dos bancos.

Na ausência de um Banco Central, esse cenário de reservas fracionárias seria arriscado: poderia ocorrer uma expansão descoordenada do crédito. Os bancos mais expansionistas — aqueles que criam e emprestam mais dinheiro — correriam o risco de perder reservas para os bancos menos expansionistas. Se o Itaú criar mais dinheiro eletrônico que o Bradesco, esses dígitos eletrônicos do Itaú inevitavelmente cairão na conta de um correntista do Bradesco. Ato contínuo, o Bradesco exigirá, no fim do dia, que o Itaú faça a compensação desse crédito, enviando-lhe a correspondente quantia em dinheiro físico (nesse caso, cédulas e moedas metálicas), fazendo com que o Itaú perca reservas.

No extremo, caso o Itaú houvesse expandido o crédito e o Bradesco tivesse adotado uma postura conservadora, o Itaú poderia ficar sem reservas, indo à falência.

É nesse ponto que entra o Banco Central. Por meio de suas injeções de dinheiro no mercado interbancário (explicadas em detalhes neste artigo), ele pode "supervisionar e controlar" a expansão do crédito — ou, falando mais diretamente, ele irá harmonizar essa expansão, estimulando os bancos a criarem dinheiro concomitantemente e no mesmo ritmo.

Se todos os bancos expandirem o crédito na mesma velocidade, então não haverá o risco de um banco ir à falência porque criou mais dinheiro que outro banco. Quando os bancos expandem o crédito simultaneamente, a quantidade de dígitos eletrônicos do banco A que vai parar na conta do banco B é praticamente a mesma que vai de B para A, de modo que, no momento da compensação, se cancelam.

Tal arranjo permite que os bancos mantenham em suas reservas menos dinheiro do que manteriam caso não houvesse um banco central. Em outras palavras, tal arranjo aumenta a capacidade dos bancos de criar dinheiro do nada, aumentando consequentemente seus lucros. E o melhor de tudo: lucros altos e sem risco de insolvência.

É por isso que os bancos defendem a existência do Banco Central. É o Banco Central quem forma e coordena esse cartel. Sem um Banco Central, não haveria essa expansão coordenada do crédito, pois sempre haveria o risco de um banco furar o acordo, sair do cartel, exigir a compensação dos dígitos eletrônicos e, com isso, levar os concorrentes à falência. Para que haja coordenação, os bancos precisam de um cartel. E para coordenar esse cartel, para disciplinar os bancos "rebeldes", é preciso um Banco Central.

Um Banco Central, portanto, permite que os bancos expandam o crédito sem o risco de se tornarem insolventes, aumentando sobremaneira os lucros deste setor. E com um benefício adicional: caso haja alguma corrida bancária, ou caso algum banco se torne insolvente porque fez maus empréstimos, o Banco Central sempre poderá criar dinheiro para socorrer este banco.

Essa garantia de proteção estimula os bancos a expandirem ainda mais o crédito, medida essa que gera os ciclos econômicos, os quais destroem capital e riqueza da economia e fazem com que, no longo prazo, a sociedade esteja menos rica do que poderia ser.

Dois artigos sobre isso:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1966

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1015


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"Não de forma interventora, mas, sim, com um papel indutor do crescimento em momentos de crise."

Não existiria crise sem a interferência do governo.


PArabéns pelo texto que é fácil de ser compreendido até por mim que sou leigo em economia. O que o banco central deveria fazer pra diminuir a inflação?


Caro Leandro,

Acho que restou por explicar as razões que levam o BC a expandir a base monetária. Se eles sabem que isso vaia provocar aumentos de preços por que então o fazem?


Leandro

a taxa de juros real atualmente é de 5 % a.a. para obtermos uma inflação de 4,5% a.a.

sabemos q o judiciário brasileiro continuara favorecendo o devedor e q o governo continuara a ser gastao

pois bem, diante dessas constantes, a inflação continuara a ser 4,5% nos anos seguintes com essa taxa de juros de 5%, ou e possível q ela diminua ainda mais (sendo possível inclusive baixar mais ainda a taxa real) a longo prazo ?


os governos têm déficits orçamentários muito baixos. Ao passo que o nosso é de 10% do PIB, lá não chega nem a 2,5% do PIB.

Por exemplo, o déficit orçamentário do "pródigo" governo Obama não passa de 2,5% do PIB. Na zona do euro é de 2,1% do PIB. Já o do governo do Reino Unido é de "apenas" 4,4% do PIB. Até mesmo os "devassos" japoneses se contentam com menos: 6% do PIB.

E com um detalhe: todo o resto do mundo está disposto a financiar estes países fartamente. Já nós não temos essa moleza. Apenas 16,23% dos títulos do Tesouro Nacional estão em posse de estrangeiros (não-residentes). No caso dos EUA, por exemplo, esse número chega a 32,5%.

E com outro detalhe: nenhum destes governos tem histórico de calote (ao contrário do Brasil, que já decretou várias moratórias), e nenhum tem histórico de hiperinflação.

Portanto, se o governo de um país como o Brasil, que ainda está em desenvolvimento, já decretou moratórias, e possui um longo histórico de inflação alta, tem de pedir mais dinheiro emprestado do que os países ricos, e há menos estrangeiros dispostos a financiá-lo, é claro que os juros que seu governo terá de pagar serão estratosféricos.

Os governos dos países ricos não só recorrem ao mercado de crédito com muito menos intensidade que o nosso, como ainda têm um histórico de crédito muito melhor.

Há um artigo inteiro sobre isso:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532

E há outro também sobre isso:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2499



Bom dia senhores, caro Leandro poderia me responder a uma dúvida, ainda que esta se trate de uma possibilidade "ilusória" que me ocorreu:
Caso consigamos uma redução do poder estatal, seus impostos e com isso suas politicas assistenciais, após o extermínio dos diversos entraves que sustentavam toda nossa burocracia, como ficaria o reajuste de preços? A moeda ganharia uma guinada de valor? Haveria deflação? Como um consumidor verificaria tudo isso? Não mais haveria desemprego?
Embora me recorde dos exemplos aqui já citados, meu questionamento deve-se ao fato de que o Brasil com seu tamanho e atual endividamento, possuiria um desenrolar diferente dos exemplos já estudados aqui!
OBS: Ilusória pois não creio que estarei vivo para ver um politico brasileiro propor isso e muito menos a opinião pública apoiá-lo! Ainda que a prática seja possível!


E o salário mínimo ?

Amigos do IMB, me expliquem o efeito do salário mínimo nisso tudo.

Eu venho percebendo que o salário mínimo daqui a algum tempo vai passar dos mil reais, ta só aumentando a cada ano...em 2030 o salário mínimo vai ser o quê ? 2000/3000 reais ?? Quais as consequências disso na visão austríaca ?



Vocês conseguem enxergar a importância desse artigo?

Não tenho dúvida que esse pode ser o artigo que coloque a Escola Austríaca no noticiário nacional. Nós, leitores do IMB, temos a responsabilidade e o dever de compartilhar esse artigo nas redes sociais, e, principalmente, nos canais de comentários e mídias sociais dos economistas do Mainstream.

Da mesma forma que o artigo do André Lara Rezende "viralizou" no meio econômico, esse artigo veio para ser o antídoto. Cabe a nós, leitores do IMB divulgá-lo.

Imaginem esse artigo chegue na mão de um Alexandre Schwartsman ou Ricardo Amorim, e decidam fazer um artigo sobre ele?

Já passou da hora de vermos economistas como Leandro Roque, Ubiratan Jorge Iorio, Fábio Barbieri, Fernando Ulrich entre outros nos principais meios de comunicação. Será que estou sonhando alto demais?

Leitores do IMB, mãos a obra!


Bom dia!

Primeiramente, parabéns pelo canal mises.org.br. Não pertenço a escola ortodoxo. Gosto de um debate (saudável) com diferentes pontos de vista e ideologias. Sou a favor da presença do estado na economia. Não de forma interventora, mas, sim, com um papel indutor do crescimento em momentos de crise. O estado deve entrar no jogo, com instrumentos a que ele compete, usando estes instrumentos afim de impedir uma crise sistêmica. Deve entrar na econonomia quando tiver que entrar e sair quando tiver que sair.

Quanto aos gastos públicos você cita em seu artigo que, "qualquer instituição que tenha de se endividar o equivalente a 8,50% do PIB em 12 meses terá de pagar juros altos."

Olhe para os EUA . Se seguirmos nesta lógica, hj estes países seria "o mais quebrado do mundo" aja vista que o valor da sua dívida é mais de 100% do PIB com o risco de aumentar ainda mais, pois Trump falou que irá emitir moeda para gerar mais emprego, ou seja, mais déficit. O problema que enfrentamos, no meu ponto de vista, não é a dívida; é a capacidade de pagamento. A divida dos EUA está financiada com prazos superiores a 20 anos, enquanto que no Brasil em média 6,5 anos. Dívida pública, gera equilíbrio em investimentos e serviços prestados pelo governo à sociedade. Por exemplo, se em determinada época o país se encontra em crescimento, o governo reduz ou estingue a dívida. Em momentos de crise, se necessário, o governo efetua empréstimos (eleva a dívida) e usa este recurso para que o país saia o mais rápido possível da turbulência.

Por fim, não digo que este seja o cenário atual e sim o ideal.

um abraço

Bruno



O artigo me lembrou de um desenho do Tio Patinhas onde as moedas começaram a se multiplicar sozinhas.
Enquanto todos comemoravam, o velho Patinhas tentava explicar que dinheiro é como batatas: quando há demais, seu valor cai, e logo ninguém compraria mais nada com qualquer montante que possuísse.
Em poucos dias uma passagem de ônibus custava milhares de pratas.

Em resumo, o desenho ensinou mais de economia em poucos minutos, do que muitos anos de faculdade


Desculpe, me expressei mal. Quando coloquei (real) quis dizer que somente o preço foi alterado no longo prazo, só depois da sua resposta eu percebi que se retirar o "(real)" a frase faz mais sentido.


Ao menos de acordo com o livro "3.000 Dias no Bunker", do Guilherme Fiúza, a participação do André Lara Resende no Plano Real foi ínfima.


Paulo, só que essa tesa de Friedman traz em si uma incoerência. Ela foi abordada aqui:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2556

Aliás, o que seriam "preços reais"?

Salário real é um conceito perfeitamente compreensível. É o salário nominal dividido pelo "nível de preços". Agora, o que seria "preço real"? É o preço nominal dividido pelo quê?

O próprio conceito de "nominal" e "real" só existe justamente porque a variável preço entra no denominador. Já com "preço real", qual é o denominador?

Qual é o "preço real" da picanha hoje?




Parei de ler quando fala que pornografia e jogos deixam as pessoas anêmicas. HHAHAHAAH


Adorei o seu artigo e a ultima resposta foi bem esclarecedora, porém, Friedman e Phelps descrevem como em uma taxa de desemprego natural (NAIRU) os preços (reais) não se alteram no longo prazo, penso que esta ideia é quase inquestionável.

Por outro lado, quando a taxa de desemprego é maior que a NAIRU, uma elevação na base monetária provoca o aumento da renda das famílias a taxas maiores que a inflação mesmo no longo prazo (neo-keynesianos). Este efeito se deve a redução do nivel de desemprego à uma taxa próxima a NAIRU. A partir do atingimento da taxa de desemprego natural, as políticas de Friedman e Phelps são possíveis viabilizadas.




"Desculpa, mas comparar máquina datilográfica com computador é, no mínimo, falsa argumentação."

Por quê?

* * *


O comentário sobre a intervenção deletéria do Governo no setor energético é quase profético: www.atribuna.com.br/noticias/detalhe/noticia/conta-de-luz-subira-ate-9-para-governo-indenizar-concessionarias-de-energia/?cHash=b20ffec9078363370546c2cad930ff9c

E esses 9% são o dobro da meta de inflação de 2017, "só" isso.


Agigantamento do Estado num ciclo perpétuo é exatamente a trajetória brasileira desde o fatídico 15/NOV/1889.

Tivemos figuras grotescas como G.Vargas, JK, Jango, Sarney, FHC, Lula, Dilma e agora Temer.

Concluo então que não há saída para o Brasil.

O Caminho da Servidão a cores e ao vivo como nem mesmo Hayek poderia ter imaginado.



Talvez o termo "expansão artificial da oferta monetária" defina melhor o que é inflação.


Quem gostaria de participar de um grupo Anarcocapitalista?


Se a renda das famílias pobres de fato aumentou mais que a inflação de preços, então sim, ela se deu bem.

Só que tem um probleminha chato chamado realidade: toda expansão do crédito sempre termina em recessão. Sempre. O tamanho e a profundidade da recessão serão de acordo com a duração e profundidade da expansão do crédito.

Durante os anos Lula, a renda das famílias mais pobres aumentou mais que a inflação de preços. Por quê? Porque a expansão do crédito estava acelerada, mas os preços estavam contidos. Esse fenômeno à primeira vista atípico foi explicado neste artigo:

O que realmente permitiu o grande crescimento econômico brasileiro da última década

E o que aconteceu em seguida? Toda essa expansão resultou em uma grande inflação de preços e recessão econômica. E a própria expansão do crédito se contraiu (ou seja, o dinheiro literalmente sumiu). E aí essas famílias pobres que chegaram a ser beneficiadas pela expansão do crédito voltaram para a pobreza.

economia.estadao.com.br/noticias/geral,cresce-o-numero-de-brasileiros-em-situacao-de-pobreza-extrema,1625182

Não há mágica em economia. O que vem fácil vai fácil.


Os picos ocorrem em dezembro e são temporários (eles são desfeitos já em janeiro). Tais picos são para acomodar a maior demanda temporária por dinheiro (que se traduz em mais saques das contas-correntes e em mais liquidez para o comércio) por causa das festas de fim de ano. Em alguns casos, há também a influência do 13º salário.


Sim, pois o próprio Banco Central, ao estipular uma meta de 4,50% para inflação, estimula ele próprio uma remarcação de preços a esta taxa. O simples fato de o Banco Central estabelecer uma meta de inflação relativamente alta (4,50%) já é um agravante: afinal, se a meta é 4,50%, eu irei anualmente reajustar meus preços em, no mínimo, 4,50%. Por que reajustaria em menos sabendo que o próprio Banco Central deseja que todos executem essa carestia mínima?

Se eu reajustar em menos, posso ficar sem poder aquisitivo para comprar aqueles bens e serviços que reajustaram igual à ou acima da meta de inflação. Ao estipular uma meta de inflação, o próprio BC já estimula que essa seja a inflação mínima.

É claro que, no final, tal reajuste só vai se concretizar se houver expansão monetária (atualmente, por causa da contração, o IPCA tende a ficar abaixo de 4,50%). Mas, havendo expansão, então a carestia mínima tenderá a ser de 4,50%. Por obra e graça do Banco Central.


Compreendo. Mas a elevação da renda das famílias (mais pobres) a um nível maior que a inflação não implica em dizer que a elevação da base monetária (como único determinante de preços) foi benéfica para estas famílias?


Correto. O governo expandiu o crédito imobiliário via bancos estatais e estimulou as pessoas a se endividarem (a juros baixos) para sair comprando casas. Tal estímulo, além de aumentar a oferta monetária, elevou a demanda por imóveis. Os preços subiram.

Só que, no que tange ao setor imobiliário, o buraco é mais embaixo: o governo, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encareceu artificialmente os preços das moradias.

Mesmo com a SELIC a 14,25%% ao ano, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil ofereciam empréstimos para a aquisição de imóveis a juros de 7% ao ano.

Um banquete para os especuladores imobiliários.

Quanto mais crédito farto e barato (os empréstimos dos bancos estatais são baratos porque o Tesouro repassa dinheiro de impostos a esses bancos, o que permite que eles cobrem juros menores), maior a demanda artificial por imóveis. Logo, mais os preços sobem.

Os ricos, por causa de sua menor propensão ao calote, têm acesso fácil a financiamento imobiliário barato e subsidiado pelo estado. Os preços sobem e, consequentemente, os pobres são empurrados para o "Minha Casa Minha Vida", um programa estatal criado exatamente para tentar remediar os efeitos inflacionários nos imóveis causados pela expansão do crédito estatal (ou seja, para tentar facilitar a aquisição de imóveis pelos mais pobres).

O estado cria um programa (Minha Casa Minha Vida) para remediar os efeitos causados por outro programa (crédito barato de bancos estatais para a compra de imóveis, utilizado pelos mais ricos).

Ao incentivar a demanda por imóveis do MCMV, os preços destes também sobem.

No final, tudo ficou mais caro.

E a consequência é que os pobres ficaram ou sem casa (indo pras favelas) ou endividados pro resto da vida.



Leandro, um argumento comum de petistas é que a inflação pode ter aumentado trocentos porcento, mas o salário mínimo também aumentou mais do que os trocentos porcento anterior.
Lógico que isso é um argumento ignorante já que a maioria da população ganha mais do que um salário mínimo.
Por isso, para saber se nosso poder de compra aumentou, é necessário saber o aumento da renda per capita ou do salário médio e compará-la com o aumento da inflação, correto?



E aumenta a renda mesmo. Só que tudo vai depender de quem são as pessoas que primeiro recebem esse dinheiro recém-criado. Toda a teoria monetária da Escola Austríaca gira em torno disso.

O aumento da oferta monetária não acontece de forma uniforme e homogênea. A quantidade de dinheiro não aumenta para todos, na mesma proporção.

O dinheiro sempre entra, primeiramente, na conta bancária de alguém. Essa pessoa agora possui mais dinheiro e, consequentemente, um poder de compra mais alto. E com um detalhe: os preços dos bens e serviços ainda não se alteraram.

Vale repetir: a quantia adicional de dinheiro que entra na economia não vai parar diretamente nos bolsos de todos os indivíduos: sempre haverá aqueles que estão recebendo esse dinheiro antes de todo o resto da população.

As pessoas que primeiro receberem esse novo dinheiro estão agora em posição privilegiada: elas podem gastar esse dinheiro comprando bens e serviços a preços ainda inalterados. Se a quantidade de dinheiro em seu poder aumentou e os preços ainda não se alteraram, então obviamente sua renda aumentou. Essas são as pessoas que ganham com a inflação monetária.

No entanto, à medida que esse dinheiro é gasto e vai perpassando todo o sistema econômico, os preços vão aumentando (afinal, há mais dinheiro na economia). E é aí que começa a haver uma discrepância: os preços vão subindo, mas este novo dinheiro ainda não chegou às mãos de todas as pessoas que compõem a economia. Essas são as pessoas que perdem com a inflação.

Somente após esse novo dinheiro ter perpassado toda a economia -- fazendo com que os preços em geral tenham subido -- é que ele vai chegar (se chegar) àqueles que estão em último na hierarquia social. Assim, quando a renda nominal desse grupo subir, os preços há muito já terão subido.

Logo, houve uma redistribuição de renda: aqueles que receberam primeiro esse novo dinheiro obtiveram ganhos reais. Com uma renda nominal maior, eles puderam comprar bens e serviços a preços ainda inalterados. Já aqueles que receberam esse novo dinheiro por último tiveram perdas reais. Adquiriram bens e serviços a preços maiores antes de sua renda ter aumentado. Houve uma redistribuição de renda do mais pobre para o mais rico.

Se você estiver entre os primeiros a receber este dinheiro, sua renda real aumentou. Se estiver entre os últimos, sua renda real diminuiu você se estrepou.

Uma grande parcela de desigualdade de renda é explicada por este fenômeno.

Como a expansão monetária orquestrada pelo governo piora artificialmente a desigualdade de riqueza

Sobre a não neutralidade da moeda

A tragédia da inflação brasileira - e se tivéssemos ouvido Mises?

Cinco medidas do governo que aumentam a concentração de renda


Impostos? Andam lado a lado com a oferta monetária. Quanto mais dinheiro há na economia, mais o governo arrecada. Essa é uma relação direta.

Dinheiro criado gera uma transação econômica que não ocorreria não fosse essa criação de dinheiro. Tão logo o dinheiro recém-criado é gasto, o governo arrecada impostos. E ele vai arrecadar impostos indiretos (que incidem sobre a transação econômica gerada por esse dinheiro recém-criado) e impostos diretos (que incidem sobre a maior renda do indivíduo que recebeu esse dinheiro recém-criado).

Apenas veja o histórico da arrecadação do governo. De 1994 a 2015, a arrecadação nominal crescia ano após ano. Mesmo quando não havia aumento de impostos, a arrecadação nominal só fazia crescer. Por quê? Por causa do aumento da oferta monetária na economia.

Aí, a partir de 2015, a arrecadação nominal começa a cair, algo que nunca havia acontecido até então. Por que caiu? Veja o gráfico 2.

Em suma: mesmo quando o governo aumenta impostos, tal aumento só pode ser sustentado no longo prazo se houver grande expansão monetária. O mesmo raciocínio se aplica a aumentos do salário mínimo. Aumentar salário mínimo em épocas de expansão monetária não tende a afetar o desemprego (vide os anos Lula). Já aumentos do salário mínimo em épocas de contração monetária (ou mesmo em épocas de estabilidade monetária) geram um imediato aumento do desemprego entre os menos qualificados, empurrando-os para a informalidade.


P.S.: com efeito, as consequências disso tudo são nefastas. À medida que a quantidade de dinheiro na economia aumenta, as receitas tributárias do governo aumentam. O aumento das receitas tributárias permite que os gastos do governo também aumentem. À medida que os gastos do governo aumentam, o tamanho do governo aumenta. À medida que o tamanho do governo aumenta, o número de leis, regras e regulamentações que ele cria também aumenta. À medida que o número de leis, regras e regulamentações aumenta, o número de transgressões e violações involuntárias também aumenta.

À medida que o número de violações e transgressões aumenta, o número de cidadãos "criminosos" também aumenta, o que gera a necessidade de mais agentes estatais para regulamentar, fiscalizar, repreender e, em última instância, encarcerar os "transgressores". À medida que aumenta o número de funcionários do governo, aumenta também o controle e a influência do governo sobre todo o mercado.

Assim como a inflação, o crescimento estatal alimentado pela inflação se torna um ciclo perpétuo.


Leandro

eu estava lendo o artigo recomendado no artigo sobre o funcionamento da taxa Selic, mas surgiu uma duvida

O BC pode comprar qq titulo anteriormente emitido pelo do Tesouro no open Market ou só os de sua carteira ?

Att, Alerj


André Lara Resenha pegou carona no sucesso do Gustavo Franco e do Edmar Bacha. Sua contribuição ao Plano Real deve ter sido apenas mostrar aos bons economistas citados o que não fazer, já que Lara também esteve no Plano Cruzado, Plano Collor, "Privatização" da Telebrás com reserva de mercado (agências reguladoras) e por aí vai. Fiquei um pouco decepcionado com o Marcos Lisboa e o Samuel Pessoa, erraram feio nessa também. Impressionante como a maioria dos ditos economistas brasileiros ainda não sabem o que é inflação.


Nobre Leandro, parabéns por mais um excelente artigo.

Você não tem ideia de como me sinto bem ao ter descoberto os ensinamentos da Escola Austríaca, principalmente sobre a causa da inflação de preços.

Somos doutrinados a acreditar que a inflação de preços é causada pelos empresários, pela Selic, pelas expectativas, pela dominância fiscal, pela correção monetária (inercial), etc, quando o motivo é tão simples: aumento da oferta monetária.

Infelizmente, as sociedades Brasil à fora ainda acreditam no bla bla bla keynesiano. Porém, me conforta ao menos eu saber a verdade e assim ter chances de me proteger.

Aproveito, mais uma vez, para deixar meu agradecimento ao Instituto Mises Brasil e às tantas outras think tanks que divulgam as ideias do Liberalismo e da Escola Austríaca. E como forma dessa gratidão, sempre que posso faço doações para o IMB e essas outras instituições.

Um fraterno abraço,

Igor


Parabéns pelo texto bem fundamentado Leandro, mas tem umas coisas básicas que eu não entendo. Por exemplo, por que no gráfico 1 - o que expressa a quantidade de dinheiro físico na economia - a curva de crescimento apresenta uma série de picos e quedas ao longo dela?


Minha única critica é que o texto dá a entender que, ao passo que a elevação da base monetária gera inflação (que é ruim) ela aumenta ainda mais a renda das famílias (que é bom). Logo, a elevação da base monetária é sempre bom.


Capital imoral, sou obrigado a dizer que este foi um texto excelente. É um texto para se refletir, mesmo! Você estabeleceu aí analogias muito boas com a mentalidade de certas pessoas e com certos movimentos que a sociedade vem seguindo. Claro que nem tudo isso tem a ver com anarcocapitalismo necessariamente. Mas é um texto que traça um quadro com várias questões e traços de mentalidade preocupantes mesmo. Estes elementos presentes no seu texto estão também presentes na sociedade, nela dispersos de algum modo.

Normalmente seus textos fazem rir, este faz pensar. E você é bom e divertido nas duas coisas.

Parabéns pelo texto!


Bom dia a todos

No caso do Brasil não haveria uma inflação estrutural de 3 a 4% ao ano? Digo isso pois mesmo com o Bacen sendo liderado por economistas ortodoxos como Gustavo Franco e Armínio Fraga, a inflação nunca é menor que isso ou até bem maior.


Abraços.


Então é essa expansão monetária e de crédito que explica o porque que qualquer casa mal-feita perto de favela custa meio milhão de reais???
O problema é que o salário e a renda não sobem junto com essa expansão.


Reservas Internacionais

queria lembrar q todo ano o BC emite dinheiro e credita na conta do tesouro por conta da desvalorização das reservas internacionais



Excelente, me lembro de ser adolescente em meados dos 90s meu pai era um operário qualificado em uma multinacional, ganhava R$1600,00, vivíamos muito bem, pessoal gosta de argumentar do salário mínimo de R$100,00 e do desemprego, mas meus amigos e eu conseguimos empregos aos 16 anos que pagavam de R$300 a R$500 só por saber informática e inglês. Agora vejam como vive um típico operário qualificado, e pior ainda os jovens de 16 anos.


Obrigado Leandro,

Excelente explanação, nada de divagações, tem-se fatos, porém, se na avaliação de economia da faculdade, na primeira questão, O que é inflação? Aumento generalizado e contínuo dos preços .

Era 0 se respondesse oferta monetária excessiva, contudo, nem sempre o que nos ensinam é verdadeiro.



Nova York também está aumentando continuamente a criminalidade desde meados de 2010.


Por essas e outras que apoio atentados terroristas contra políticos e funcionários públicos.


Leandro Roque, faltou um ponto nessa matéria: carga tributária.

Onde o absurdo aumento de impostos e taxas se encaixaria nisso tudo ?



As abelhas são todas da mesma família.
A seleção natural age. Quem tem genética que favorece a família aumenta a chance desta mesma genética sobreviver e se replicar.

O principio da família funciona para todos os animais. É oportuno para a genética fazer um avô cuidar dos netos, pois é provável que esta genética esteja cuidando de sua cópia.

Considerando isto, será que implantar o comunismo das abelhas ou formigas juntando animais que não são da mesma família vai funcionar?
Ou vai haver guerras e disputa por recursos e os animais vão direcionar recursos da "sociedade" ou "governo" para a própria família?

Este comportamento é o mais otimizado considerando a forma como a natureza funciona na realidade do mundo.


Aborto é decidir o que você pode fazer com seu próprio corpo?
Nunca soubemos de uma pessoa brigar pelo direito de se mutilar, e saiba que já lemos a respeito de gente lutando pelo direito de se matar, e de gente se mutilando de verdade (body mod). Deve existir mas é muito mais raro do que de gente querendo abortar.

O DNA do lixo hospitalar que se produz quando sai uma pessoa a menos da sala do aborto do que entrou é igual ao da pessoa que afirma que quer o direito ao próprio corpo? Se essa pessoa fosse perder parte do corpo no processo, como uma orelha, você pensa que essa pessoa ia querer esse "direito"?
Ou essa pessoa sabe que não é realmente o próprio corpo?

Afirmar isso é ofensivo, nos faz pensar que somos sou tão estúpidos que seriamos capazes de acreditar nisso e tão pouco inteligentes a ponto de repetir uma idéia tão maluca.

Não estamos mais na idade média. Inventaram aparelhos de ultrassom. Tenha a sinceridade com si próprio de assumir que aborto é provocar uma morte.
Encare a realidade e tire suas próprias conclusões. Não se engane para se sentir melhor. Não funciona, uma hora você pensa, se arrende de não pensar mais e melhor antes de fazer a besteira.
Aí você vai nos ouvir, mas é tarde, só sobra a culpa. Sua culpa. Você usou sua liberdade. Mas antes de usar a liberdade, use a inteligência.

E se você concluir que matar é aceitável, aí tudo fica mais simples:
Você não precisa convencer o outro quando pode matá-lo;
Não precisa saldar uma dívida quando pode matar o credor;
Você não precisa comprar algo se pode matar o dono, depois pegar. Isto é roubo?
Governar então fica até fácil! A idéia é tão simples que já foi usada antes! Aumenta a chance de você morrer no final do governo, mas funciona.
Tudo fica mais simples.

Precisamos pensar muito para entender porque matar não é a solução mágica para todos os problemas, incluindo isso. Por que é mais fácil aceitar essa morte? Porque a pessoa não pode se vingar? Porque a família participou?

Não temos mais a liberdade de se vender. a Liberdade é inalienável.
Uma família não pode mais vender um filho para trabalhar em uma mina de enxofre (https://it.wikipedia.org/wiki/Carusi). Mas e a liberdade da família?
Você vai ter que pensar sozinho para responder, não vai ouvir a nossa resposta.

Quando o Brasil ainda era uma monarquia, o sistema era escravagista. A economia funcionava?
O direito e o governo funcionavam até nesse sistema?

Tinha escravos comprando a liberdade para virar "empresário" comprando escravos para montar um "negócio". A "justiça" decidia soltar o escravo que comprou a sua liberdade e não recebeu.
E era um sistema que se formou espontaneamente, como o "capitalismo". Qual dos sistemas era mais "livre"?

Sou livre se não posso vender a minha liberdade?
Ou sou mais livre se não tenho a liberdade de vender a minha liberdade?

A pessoa é mais livre se puder matar a família porque tem problemas financeiros para a sustentar?
Ou é mais livre se puder vender um filho?
Ou é mais livre se puder comprar comida com o dinheiro que ela escolher livremente, sem ter que dar uma parte do feijão para os "representantes" que ganharam um cheque em branco para governar por quatro anos estão "pensando" e "discutindo" o "direito ao aborto"?

Se um administrador qualquer tivesse um cheque em branco chamado voto com validade de quatro anos e só pudesse ser despedido depois de condenado na justiça, quanto tempo você acha que demora para falir sua empresa? Escola? Chácara? Condomínio? Quitanda?
O Governo só não faliu antes porque é impossível depois que descobriu o monopólio de emitir dinheiro.

Alguém que não consegue sustentar os filhos deveria ser espoliado? Essa pessoa é livre? Seria mais livre se pudesse matar ou vender os filhos?

Ou se pudesse comprar comida sem ser espoliada na posse do dinheiro (inflação) ou na transação (impostos)?


Faltou contar o final da historia do SR. Ray Kroc qual no aberto de mãos ficou de pagar e nunca pagou. O que se torna o mesmo um safado. Olhem o filme ate o final. E tirem suas conclusões.


O Brasil caiu ainda mais no ranking de liberdade econômica, está no posto 140 com pontuação semelhante a Paquistão e Etiópia. O que mais impressiona é a velocidade com que se deu esta queda.


Obrigado pela explanação, vou repensar meus conceitos e me desculpe pela prolixidade, tento sempre expandir meu vocabulário e usa lo no dia a dia, embora nem sempre seja adequado e agradável.

Fiquei em dúvida em relação ao conceito de accountability, gostaria que me esclarecesse ou indicasse um artigo que fale sobre esse conceito


kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk E pense que é um canal no youtube entre tantos aí que estão surgindo defendendo petismo e socialismo. É foda.


Só que antes de abortar porque ela não evitou a gravidez,bem eu enquanto libertário respeito as escolhas e opções de cada um,mas aconselho a mulherada a usar o bom senso e evitar de engravidar para não passar pelo dissabor de matar uma vida em seu ventre,enfim sem querer bancar o moralista,mas é bem mais fácil evitar a gravidez do que praticar o(assassinato)aborto...


"Essa é a sua opinião particular sobre o assunto. Não é a minha."

A todo momento você alega que as opiniões daqueles que te questionam são pessoais e, portanto, são menos validas sob sua ótica, não pelo fato de serem infudadas, não observáveis ou sem uma concatenação plausível, mas sim por uma conveniência de sua parte.
Ao mesmo tempo, você transparece uma atidude parodoxal e intolerante, quando busca segregar e  restringir-se à sua percepção sem propor uma refutação sensata. Menos ad lapidem, por favor.

"A regulação pode não ser bem feita no Brasil, o que não faz com que ela não seja necessária."

Pela mesma lógica, sentar numa cadeira com defeito de fabricação é preferível a sentar se no chão. Isso não se sustenta. Uma regulamentacão oriunda do Estado não assegura ao consumidor a confiabilidade e procedência daquilo que ele consome, pelo fato de este ente atuar, mediante outras intervenções que criam monópolios e cartéis, num mercado altamente regulamentado e, portanto, suscetível à conluios, fraudes e prejuízos a quem adquire tais produtos (vide mercado de carnes e frios no Brasil). Portanto, segundo você, sentar em uma cadeira com altas possibilidades de quebrar, levar um tombo, fraturar uma vértreba e cair no chão é "melhor" do que não ter um local para se acomodar.

"Eu disse o que disse, que foi: É preciso haver previsibilidade e igualdade de competição. O governo não pode tratar diferentemente empresas que se enquadram na mesma categoria. Outra coisa, não é uma "brecha", é a incompetência do Estado em fazer o que precisa ser feito, cumprir o seu papel."

Nunca existiu e nunca existirá igualdade de competição, as pessoas são distintas, por conseguinte seus caracteres, valorações, disposições em relação ao mercado também o são, além disso o montante de capital que cada indíviduo possui  e de que modo esse recurso será alocado distingue a viabilidade e a competitividade do seu empreendimento. Igualdade de concorrência não existe no capitalismo de Estado, nem em um livre mercado, é apenas uma concepção teórica inexistente empiracamente. Possivelmente, você deve ter delegado, mentalmente, ao Estado o papel de garantir essa equidade concorrencial. Boa sorte com os efeitos obtidos.

Previsibilidade para investimento não se baseia exclusivamente em respaldo jurídico do Estado, até por que tal segurança trata, em uma parte considerável, de legislações e dispositivos que dificultam a ação empresarial. Logo, a segurança jurídica nem sempre traz uma previsão otimista acerca de um negócio, em muitos casos ela faz é desestimular o empreendedor. As variáveis que corroboram para supor um futuro investimento se resumem muito mais à cumprimento dos acordos e contratos, estabilidade tributária e, principalmente, o cálculo de mercado. O cálculo econômico é o que permite estabelecer hipóteses e parâmetros, através da estatística, para prever, analisar, estudar os anseios e desejos de uma demanda sob determinados bens. Um conjunto de letras de lei, que não tem funcionalidade prática alguma para a economia, só fazem é exaurir e retardar o a progresso da livre iniciativa.

Em relação ao seu exemplo sobre o AirBnB e as redes hoteleiras. Bem, a inovação é uma característica inerente ao capitalismo. Tal ação é uma das poucas que conseguem abalar ou romper com nichos comerciais oriundos de reserva de mercado, haja vista que o poderio econômico, aliado à força jurídica estatal, impõem dificuldades à entrada de potenciais concorrentes. Se você pensa que o papel do Estado seja de também regular aplicativos que afetam mercados altamente protegidos, para fomentar uma igualdade concorrencial (que nunca existiu) e delimitar a ação desses empreendimentos em certas áreas de atuação, certamente você defende a continuidade de serviços de má qualidade ofertado pelas redes de hotelaria e sua "gigantesca" importância para a economia, em detrimento de aplicativos acessíveis e gratuitos que otimizam a vida das pessoas para encontrarem locais para se alojarem de maneira mais econômica e confortável. Logo, infere-se que você é contra um mercado com o minímo de intervenção possível (não importando qual ou quando) e, por conseguinte, é contra um processo inovacional, possibilitado pela tecnologia.

"Engano seu, segurança jurídica está relacionada à previsibilidade sobre as regras, normas e leis e, em última instância, sobre o funcionamento do sistema."

Sim, você ao tentar objetar o que o colega disse apenas reforçou a ideia desse. Ou vais me dizer que a prevenção de fraudes e o cumprimento de contratos não são assentadas em dispositivos legais? (ainda que sejam ineficazes na prática)

"Eu não tenho teoria e também não disse o que você disse. Novamente, você compreendeu equivocadamente."

Se ele compreendeu equivocadamente, de duas uma, ou ele apresenta uma defasagem para intepretar textos um pouco mais rebuscados, ou o senhor não está sendo claro e coerente na sua argumentação, o que abre espaços para inferências distintas. Cuidado.

"Sugiro que você estude um pouco mais de direito."

Não há a necessidade de aprofundar nessa matéria, haja vista que o senso comum e as experiências rotineiras nos mostram que o não pagamento de impostos acarretará em corolários danosos para quem não o faz. Estratégia argumentativa tosca, na minha opinião, de instruir alguém à adentrar no seu ponto de vista, mediante ordens e sugestões, que já foi questionado e refutado.




Eu disse que NY está com muita violência graças a sua tolerância zero, mas na verdade eu quis dizer Washington



"Em países de primeiro mundo a galera acaba usando essa grana inclusive para comprar iPhone, logo, é um socialismo que serve ao capitalismo pois deixar essa grana parada na conta de um milionário vai resultar na venda de 1 iPhone para apple, agora, quando redistribuído vira vários iPhones"

Como é que é?? "Socialismo serve para não deixar grana parada e gerar vários IPhones"??

O cara que diz uma coisa dessas tem MUITA, mas MUITA, merda dentro do cérebro.


Direito natural. O ser humano possui direitos chamados de 'naturais' pelo simples fato de ter nascido. O indivíduo tem o direito de que não tirem sua vida, não restrinjam sua liberdade, e não confisquem sua propriedade honestamente adquirida.

Tais direitos não nos são dados pelo estado. Nenhum governo pode revogar estes três direitos básicos. Se um direito é natural, ele inerente à condição humana. O estado pode até não reconhecer estes direitos, mas eles não deixam de existir.


Socialismo é impossível, pois não tem como um governo central compreender a demanda de toda a população. Não tem como se saber o que cada indivíduo quer e como ele quer. Por isso, países com mais tendências a um ente que redistribui riquezas sempre está fadado ao fracasso. Venezuela e Coréia do Norte são exemplo presentes hoje.
A sra. insiste na mais-valia de Marx, na exploração "dos 1% em cima dos outro 99%". Mas essa teoria foi refutada tem 120 anos por Von Bohm Bawerk. Numa relação de trocas voluntárias, não há uma relação de perde e ganha e, sim de ganha/ganha.


Vou responder apenas à última frase:
"de que adianta ter industrias de ultima geração se apenas 1% do povo compra seus produtos??"

Em 1977 um Apple II com 48k de memória e processador de 1 MHz custava 2638 dólares - sem disco.
Em 1987 em comprei um PC com 256k de memória e processador de 8 MHz por 900 dólares - com dois discos flexíveis de 360k
Em 1997 eu tinha um PC com 16M de memória, processador 100 MHz, HD de 500 mega. Deve ter custado uns 500 dólares.
Hoje vc pode comprar um PC com 4 giga de memória, processador quad-core de 3000 MHz, HD de 2500 giga por menos de 300 dólares, aqui no Brasil.

E o cara acha que é graças ao socialismo que todos hoje em dia podem ter computador.


"Nova York reduziu a violência com tolerância zero"

Totalmente pelo contrário, NY é um dos lugares mais violentos dos EUA graças a sua tolerância zero


Espantoso mesmo!

Onde dá para fazer essa comparação considerando todos os encargos financeiros?


Para quem ainda não sabe: Apesar de prejuízos bilionários por três anos consecutivos, a Petrobras ainda é a petroleira que mais paga salários no mundo. A anacrônica legislação trabalhista obriga a estatal a bancar 230 mil funcionários, quase a soma das três maiores do planeta (British Petroleum, Exxon e Shell), que empregam 253 mil em todo o mundo. As três lucraram R$ 41 bilhões em 2016, enquanto a Petrobras deu prejuízo de R$ 14,8 bilhões. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Somente os oito diretores Petrobras custaram R$ 25,3 milhões em 2016, incluindo salários, bônus, benefícios e encargos sociais.

O Plano de Demissão Voluntária da Petrobras custará R$ 4 bilhões, mas a adesão foi de apenas 12 mil funcionários.

A Petrobras deve pagar generosas indenizações aos funcionários que aderiram ao plano de demissão. Tem gente que embolsará R$ 706 mil.

Um engenheiro de petróleo chega a ganhar R$49,3 mil na Petrobras. Um coordenador recebe até R$ 30 mil mensais.

Eis "o petróleo é nosso"... deles, né? Meirelles, manda leiloar essa porcaria aí!!!
Fonte: www.diariodopoder.com.br/noticia.php?i=76680096106