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Últimos comentários


Falando sério agora, acho que ele critica o tratamento distinto. Uns são tributados demais; outros, de menos. Ele erra na mão a propor um meio termo em vez de expandir a isenção pra geral.


Apenas para divulgação e conscientização:

www.museumoncommunism.org/

muzeumkomunismu.cz/


Então piorou. Segundo você próprio, a preocupação nem sequer é com o fato de que muitos têm pouco e poucos têm muito, mas sim com o fato de que esses poucos são rotativos!

Ou seja, você, eu e outros ainda podem entrar neste seleto grupo dos poucos, ainda que temporariamente. E isso é ruim! Seria muito melhor se a riqueza fosse estática e permanecesse para sempre nas mãos dos mesmos.

É cada um...


Mas não. Infelizmente, Piketty é ainda pior e mais desonesto do que isso.

Os três principais erros de Piketty

Thomas Piketty e seus dados improváveis

As "descobertas" de Piketty estão invertidas


Não concordo que todo e qualquer gastos tenham os mesmos prejuízos sobre a sociedade. Alguns são piores que os outros.. Se é pra torrar meu dinheiro, o seu, acho que ainda é mais racional um setor publico que tente imitar minimamente o setor privado, do que um que se comporte irracionalmente erguendo piramides e pontes para todos os lados..

Um exemplo muito claro de gasto pior que os outros gastos (tipo em educação, ciência) é as guerras, já que destrói o setor produtivo, literalmente.
Então mesmo que eu concorde com essa incerteza, não acho que de pra falar que todos os gastos são igualmente ruins..

Um governo que gasta em escolas e pesquisas cientificas ainda é melhor que um que faz pontes e piramides ou entra em guerras ..

Fora que ele pode ''imitar'' o comportamento do setor privado, olhando como ele faz, e tentar emular a coisa. Isso talvez também ajude a reduzir a ineficiência. Governos que não fazem isso creio que tenham gastos piores que os que fazem..

Se vc levar em consideração isso, talvez explique pq algumas economias aguentam uma expansão de gastos publícos maiores que as outras..

O Brasil é o pior tipo, gastou com lobbysta, BNDES, Consumismo em crédito barato, obras superfaturadas, funcionalismo e salários fora da realidade. Mas o orçamento em ciência é um gota no oceano.




Gostaria de saber como esses "intelectuais" explicariam a implosão da União Soviética e a queda do Muro de Berlim...

Essa "argumentação" do Eric Hobsbawm, a de que os "fins justificam os meios" é um tanto arrogante e totalitária; ela não presume o espelho moral que deve nortear o senso de Justiça e igualdade de Lei perante a todos. Ou seja, se eu não for enviado pro Paredon ou se o tiro 'revolucinário' não atingir a minha cabeça ou dos meus chegados, tá bom demais a 'Revolução' para os outros.



A velha desculpa de sempre!

sensoincomum.org/2017/04/03/apoiar-venezuela-maduro-nao-imagina/


Eis um ótimo artigo de reflexão sobre esta "muleta argumentativa inquebrável":

sensoincomum.org/2016/11/06/deturparam-marx-milesima-edicao/


Essa crítica não faz sentido. O que Piketty quis demonstrar é que a parcela mais rica da população concentra hoje uma fatia maior da riqueza mundial do que concentrava em 1987. Ora, isso não tem nada a ver com o fato de o fulano X ou Y estar no topo da lista... O fato é que essa parcela minúscula da população aumentou três vezes a sua riqueza em relação à riqueza mundial. Piketty não está preocupado com X ou Y, mas sim com a sociedade tomada em seu conjunto.


Na verdade, o aumento do estado é muito gradual, podendo levar gerações, de modo que a pessoa sequer sente uma intrusão significativa na vida dela. Além disso, mesmo que o estado ao longo do tempo não aumente seu tamanho em termos proporcionais -- referindo-se ao percentual dos gastos estatais em relação ao PIB, por exemplo --, ele terá aumentado em termos absolutos, o que já é o suficiente pra subtrair enorme bem-estar potencial da população.

Outro motivo é que o agigantamento do estado, e seu consequente "mal-estar" à população, acaba se tornando imperceptível – ou, pelo menos, mais mascarado, – pelo aumento do bem-estar devido ao desenvolvimento econômico pelo mercado mais livre.


Se tivesse lido o texto ou visto o próprio vídeo do Denis Prager sobre este mesmo assunto num dos comentários acima, teria entendido que morreram (astronomicamente) muito mais russos nas mãos de Stálin do que em decorrência da luta contra o nazismo.

A proposta deste post é justamente valorizar as centenas de milhões de vidas ceifadas, não apenas as russas, mas de qq nação onde o socialismo/comunismo dominou.

Aliás o ditador totalitário Stálin, além de cometer o Holodomor com o povo ucraniano e enviar milhões para os campos de concetração de trabalho escravo (gulags), no começo da guerra havia ratificado o pacto de Ribbentrop-Molotov. Invadiu parte da Polônia e a outra parte restante deixou-a com os nazistas.

Então, não venha santificar o segundo maior genocida da História e seus cúmplices.


Uma obra feita pelo governo vai usar recursos que não são dele. Isso faz com que, COMO JÁ DITO NO TEXTO, não exista a mínima preocupação com o controle no uso dos recursos. Aqui você já tem um ponto:
1)obras privadas tendem a ser mais baratas

obras públicas são geralmente usadas para desvio de dinheiro """""público""""". esse dinheiro saiu da economia, onde pessoas HONESTAS trabalharam por ele, e agora não podem mais atender suas demandas com esse dinheiro, e vai ir pra mão de políticos, que atenderão as próprias demandas privadas (viagens de primeira classe, carrões, mansões, etc). então você tem aí o segundo efeito nefasto pra economia:
2)desbalanço total na disponibilidade de bens e serviços para o civil comum

o fato dessas obras acontecerem com dinheiro roubado também causa um desbalanço na oferta de materiais (cimento, aço, tijolo, etc). como essa demanda surge do nada, o mercado não está preparado. ou seja, o estado vai pagar mais do que o normal, porque não aconteceu ANTES todo o ciclo de crédito que iria permitir o nascimento de empresas de matérias-primas (poupança, que gera crédito barato, que permite abrir empresas que o mercado tem condições de sustentar). ou seja, não basta que o estado vai gastar MUITO MAIS material do que deveria, afinal dane-se, ele nunca fica no prejuízo, ele também vai pagar mais caro por cada unidade do material. isso na prática é drenar recursos das pessoas pequenas (afinal imposto é SEMPRE no pobre, por DEFINIÇÃO), pra dar pros barões já estabelecidos do setor de construção civil. ou seja, temos outro efeito
3)aprofundamento da desigualdade (que, adivinha, é uma das coisas que o estado jura combater)

outro ponto, derivado desse, é que como haverá desperdício de material, mais terá que ser produzido e transportado, gerando assim mais uso de recursos naturais, mais emissão de gases, mais desperdício de água. temos aqui mais um ponto:
4)agressão aumentada ao meio ambiente, que o estado vai usar pra justificar novos impostos e regulações atravancando a economia

outro ponto é que com essa demanda forte e repentina do estado, o material vai subir de preço também para as pessoas comuns. e como não houve aquele aumento de crédito prévio que eu mencionei lá atrás, não surgirão novos concorrentes pra se aproveitar desse novo cenário de preços, mantendo assim a concorrência restrita apenas aos poucos barões que já estão no mercado. temos aqui outro efeito, que é:
5)aumento do preço dos materiais de construção para os civis

se é o estado que tá fazendo, ele não vai se preocupar com os custos de manutenção, nem com otimização de espaço. ou seja, se é do estado, com certeza poderia ser menor, ter menos salas, com menos iluminação, menos refrigeração. temos aqui outro efeito:
6)aumento da quantidade de energia demandada da rede.

citei aqui só seis, mas tem muitos mais, como a desapropriação forçada que o estado sempre promove antes de construir alguma coisa, o que seja prejuízos pros antigos donos. ou ainda o fato de que, já que o estado não paga a conta de nada, será mais um prédio pra "precisar" de reformas o tempo todo, gerando novas licitações fraudadas, que geram, entre outros, novos recursos pra compra de votos. etc, etc, etc


Com muita paixão pelo assunto e grande dedicação ao trabalho.

Muito obrigado pelo reconhecimento e pelas gentis palavras. Grande abraço e volte sempre!



Como vocês conseguem fazer artigos tão ótimos e didáticos? Mesmo sendo um texto relativamente antigo (para mim), o mesmo consegue ser atual e informativo!


O Alexandre Schwartsman, de quem gosto bastante, deu uma bola fora num trecho deste artigo que você postou. Ele critica a Zona Franca de Manaus dizendo que é mamata e que o certo é o governo tributá-la.

Isso é errado. Ele está cometendo o clássico erro de confundir isenção com subsídio. Subsídio é o governo tomar dinheiro de Paulo e repassar a Pedro. Já isenção é o governo não tributar Paulo.

Subsídio é errado, imoral e economicamente ineficiente. Já isenção é o governo retirar uma barreira que ele próprio erigiu e que nem sequer deveria existir. Isenção é exatamente a política a ser adotada (o ideal seria o governo expandir a isenção para todos, e simplesmente desaparecer).

O governo tem de acabar com os subsídios, e não com as isenções. Ao defender o fim das isenções e o retorno da tributação, Schwartsman faz o jogo da esquerda. Tiro n'água.

O que realmente tem de ser feito é impor concorrência estrangeira à Zona Franca, baixando acentuadamente (de preferência, abolindo) as tarifas de importação.


Isenções tributárias não são subsídios; por isso, devem ser mantidas e até mesmo expandidas

A sociedade voluntária, os impostos, e os subsídios


Poderia ser um artigo muito bom, que eu compartilharia. Mas ele pecou por:
1 - usar como referência de sucesso o crescimento (PIB) dos países da AL em um único biênio, o que é altamente criticável,
2 - misturar socialismo e comunismo (ainda que ambos mereçam críticas, são coisas diferentes),
3 - não aproveitar os exemplos de reformas liberalizantes na Irlanda, Nova Zelândia, Alemanha oriental pós unificação, Inglaterra pós revolução gloriosa, etc,
4 - não aproveitar para mostrar os insucessos dos governos socialistas de Perón, Allende e cía


1) Se a obra é estatal -- isto é, se ela é feita de acordo com critérios políticos --, então não há como saber que ela está sendo genuinamente demandada pelos consumidores. Não há como saber se ela realmente é sensata ou não, se ela é racional ou não. (Vide os estádios da Copa na região Norte do país). O que vai predominar serão os interesses dos políticos e de seus amigos empreiteiros, ambos utilizando dinheiro de impostos. Não haverá nenhuma preocupação com os custos.

2) Se a obra é estatal, haverá superfaturamento. (Creio que, para quem vive no Brasil das últimas décadas, isso não necessariamente é uma conclusão espantosa). Havendo superfaturamento, os preços desses insumos serão artificialmente inflacionados, prejudicando todos os outros consumidores. Os preços, portanto, subirão muito mais ao redor do país.

3) Por outro lado, se é o setor privado -- e não o estado -- quem voluntariamente está fazendo a obra, então é porque ele notou que há uma demanda pelo projeto. Ele notou que há expectativa de retorno. (Se não houvesse, não haveria obras). Consequentemente, os preços dos insumos serão negociados aos menores valores possíveis. Caso contrário -- ou seja, caso houvesse superfaturamento --, a obra se tornaria deficitária, e seria muito mais difícil a empresa auferir algum lucro.

Isso, e apenas isso, já mostra por que os efeitos sobre os preços dos insumos são muito piores quando a obra é estatal. Tudo é bancado pelos impostos; não há necessidade de retorno financeiro para quem faz a obra (o governo e suas empreiteiras aliadas); não há accountability; os retornos são garantidos pelos impostos do populacho.

Já em uma obra feita voluntariamente pela iniciativa privada, nada é bancado pelos impostos; a necessidade de retorno financeira pressiona para baixo os custos; há accountability; os impostos da população não são usados para nada.

Dentre esses dois arranjos, o estatal pressionará bem mais os preços dos insumos, prejudicando todos os outros empreendedores do país.


Mas o supremo não é parte do governo? É o mesmo que dizer que a BBC é independente do governo, mas continua sendo estatal. eles não são indicados? Não recebem dinheiro dos "pagadores" de imposto?

E tb não entendo a alegação sobre o governo ser de direita ou extrema direita, liberais não são de direita (ou esquerda), a direita britânica parece ser bastante estatista (talvez com a exceção de Tatcher). aliás em um dos comentários alguém posta outras notícias sobre a saúde britânica, uma de 2006 (governo de Tony Blair, esquerda) e outra de 2012 (David Cameron, direita), parece-me que direita e esquerda são apenas lados da mesma moeda.

Sobre a saúde brasileira, é inevitável ela ser do jeito que é, independe do governo, há vários artigos sobre isso nesse site.

Obrigado e tenha um bom dia.


Qual seria exatamente a diferença, em termos econômicos gerais, de uma obra feita pelo estado e de outra feita voluntariamente pela iniciativa privada?


Enquete: O que é mais fácil?

A) Votar nos governantes certos para administrarem todo o aparato estatal de forma razoavelmente eficaz.

B) Acertas as 6 dezenas da mega.


Sim, duplamente errado.

A justificativa oficial foi a suposta "tirania" do Rei George, o que na verdade era uma mera desculpa para que os próprios colonos se tornassem os tiranos (toda revolução é assim: troca-se uma tirania por outra ainda pior).

E não havia restrições comerciais. Os americanos importavam de quem quisesse ("negligência salutar"). Restrição comercial houve, aí sim, quando os colonos assumiram o poder. As tarifas de importação chegaram a 50%, o que ferrou as regiões agrárias do sul e culminou na Guerra Cuvil.


" Não falta quem se esforce para destruir minhas esperanças no país



05/07/2017 02h00



Em artigo para lá de interessante, Caio Farah Rodriguez defende que uma das consequências da Lava Jato seria a imposição do capitalismo ao empresariado nacional por força dos acordos de leniência, que criariam uma governança severa para as empresas, supostamente as impedindo de continuar com as práticas expostas ao público de 2014 para cá.

É um argumento bem formulado, e, juro, bem que queria acreditar, mas não estou convencido de sua validade.

Não é de hoje que o capitalismo brasileiro vai mal das pernas. Louvada em verso e prosa em alguns círculos, a industrialização do país se deu sob o manto protetor do governo, à base de subsídios, crédito artificialmente barato, proteção desmedida e outras formas de intervenção.

Com raras exceções, a indústria nacional se mostrou incapaz de competir na arena global, e —a despeito dos protestos de neodesenvolvimentistas, novo-desenvolvimentistas, velho-desenvolvimentistas e o diabo— não há taxa de câmbio que compense a baixa produtividade.

E que não se diga que esse problema se deve à presumida concentração em setores pouco produtivos.

Trabalho recente da FGV ("O Brasil em Comparações Internacionais de Produtividade: Uma Análise Setorial" ) revela que esse fenômeno explica fração modesta do hiato entre o país e a fronteira tecnológica; a maior parcela se deve à distância existente em todos os setores da economia nacional com relação aos países desenvolvidos.

Em outras palavras, não jogamos mal porque nossos atletas estão na posição errada; o plantel é que é ruim mesmo...

Parte disso reflete a qualidade lamentável da educação nacional, visível em qualquer comparação internacional, como os resultados do Pisa. Outra parte resulta da nossa má organização institucional.

Como chamei a atenção há alguns meses, sob o arranjo institucional brasileiro, o empresário, como regra, não vai ficar rico pela inovação, mas pela sua capacidade de cultivar as ligações corretas com os donos do poder.

Se restasse alguma dúvida (a mim, não, há muito tempo), esta teria se dissipado com a revelação das conversas entre o presidente Temer e o inefável Joesley.

Uma empresa de proteína animal foi elevada às maiores do país não por qualquer coisa que cheirasse a competência empresarial, mas porque teve acesso a toda sorte de favores governamentais. E, como fica claro pelo acordo de leniência, tais favores não foram obtidos gratuitamente, muito pelo contrário...

Iremos mudar esse estado de coisas?

Não, a depender de políticos como a senadora Vanessa Grazziotin, que aqui mesmo na Folha cometeu um artigo defendendo a Zona Franca de Manaus, mamata que apenas em renúncias fiscais consumiu algo como R$ 28 bilhões/ano entre 2012 e 2016 (pouco mais que o Bolsa Família) e foi prorrogada para 2073, na expectativa de que nos próximos 56 anos consiga atingir o que não obteve nos últimos 50.

Se quem se pretende defensor dos desvalidos promove mecanismos tão óbvios de captura e concentração de renda, com efeitos nefastos sobre a produtividade e crescimento, o que esperar do mundo político?

Ando pessimista com o país há mais do que gostaria, mas não falta quem se esforce para confirmar meus piores temores e destruir as poucas esperanças que me restam." > Autor: Alexandre Schwartsman > Artigo da Folha de São Paulo de 5 de julho de 2017 > www1.folha.uol.com.br/colunas/alexandreschwartsman/2017/07/1898376-nao-falta-quem-se-esforce-para-destruir-minhas-esperancas-no-pais.shtml



Prezados,

Assunto fora do tópico:

Existe algum artigo no mises sobre a origem e desenvolvimento da escrita?

Entendo que se originou organicamente, no entanto foi necessário o Estado (Egito, China, etc) para unificá-la. Quais foram os prós e contras desta unificação?

Sugestões sobre artigos ou livros sobre o assunto?

Agradeço desde já.


Vale a pena gastar tributando e se endividando se for pra investir na extração de nióbio e na produção de grafeno.


A mudança de sistema não vai vir pela democracia porque o nosso sistema burocrático e nacional-desenvolvimentista não veio pela democracia.


Posso estar enganado, mas pelo que sei a revolução americana não ocorreu por conta dos impostos, mas sim pela falta de representatividade que os americanos tinham no parlamento inglês.

Eles queriam mais representatividade e isso foi sendo negado sumariamente a eles de forma que os revoltosos ganharam força.

Além disso, as colonias tinham certas restrições comerciais que as obrigavam a comercializar com a Inglaterra e os proibiam de comercializar certos produtos com outros países.

Novamente não sou um especialista no assunto.



Grato pelo resumo!
Estou cru no assunto e quase entendi grego o texto. rsrs


Também tem exercer a cidadania ao votar, votar em quem vai devorar as ovelhas, o lobo ou o leão.


O Estado precisa superar a ideia de impostos, os quais são retirados sem qualquer prestação direta estatal em favor da pessoa. Nesse sentido, realmente, a doutrina jurídica minoritária está correta ao afirmar que contribuições são impostos. Não há uma contraprestação estatal para a pessoa, ela paga por usar um serviço no qual o Estado exige um "pedaço" apenas por ser Estado: é uma transação financeira, entre particulares, mas o Estado usa de força coercitiva para obter uma porção dos valores para si.

Eu costumo sempre fazer a provocação: se o Estado é realmente o melhor arranjo social, qual o medo dele em eliminar os impostos e somente cobrar por serviços efetivamente prestados para as pessoas, dentro de um regime de concorrência com a iniciativa privada?

Ora, se o Estado é realmente bom, é óbvio que seu serviço de segurança será melhor do que o serviço de segurança privado; que seu serviço de saúde será melhor prestado do que o da iniciativa privada; seu serviço de educação será melhor do que o da iniciativa privada, e assim sucessivamente: solução de conflitos, etc.

Dizer que "tem que ser o Estado prestando tais serviços, do contrário não seria possível" é uma afirmação vaga demais.

O que eu vejo é uma ausência de reflexões das pessoas sobre esses temas.

Não se pode, p.ex., proteger uma empresa de refrigerante sob o argumento de que permitir que outras forneçam o mesmo produto "não daria certo": ora, se não der certo é evidente que a concorrente irá "fechar as portas", quebrar e vida que segue!

Não faz sentido nenhum, em minha visão sobre um sistema da qualidade de vida para as pessoas, dizer-se que somente o Estado pode prestar serviços de solução de conflitos para todas as causas. Dirão: "empresas de solução de conflitos decidirão de forma corrupta." Não faz sentido. Se a empresa decidir de forma corrupta todos irão notar que o Estado é o único que presta o melhor serviço de solução de conflitos e ninguém irá contratar uma empresa privada para esse serviço.

Os ocupantes do Estado não possuem o conhecimento necessário para implantar essas reformas:

Quantos mais setores diversos de empreendimento uma sociedade tiver, sempre, eu repito, sempre essa sociedade terá mais opções para encontrar os produtos e serviços que precisa para o cotidiano.

Elevar impostos em vez de reformar o sistema, permitindo ingresso de empresas privadas nos serviços atualmente prestados pelo Estado é uma agressão brutal à sociedade. Se o Estado não tem dinheiro, permita que o capital privado, em regime de livre concorrência, preste os mesmos serviços: será um serviço a mais, um empreendimento a mais na sociedade.

Deixai fazer, deixai ir, deixai passar! Pois, tendo liberdade, nenhuma atividade mal prestada se manterá.


Estive em Brasília no Carnaval e fiz uma visita guiada ao Congresso. Obtive a informação de que apenas lá trabalhavam 8 MIL SERVIDORES! É insustentável.


Essa questão dos gastos do governo privilegiarem uns poucos à custa de todos me lembrou de uma frase que vi recentemente:

"Brasil: país em que a definição de "cidadania" é sair às ruas pra protestar para que políticos corruptos lhe prometam serviços públicos péssimos e "grátis" pagos com o dinheiro roubado de você mesmo."



Não precisa perder seu tempo com seus chavões de comunista pra atacar a "direita".
Esse é um site austro-libertário - NINGUÉM aqui vai se ofender se você atacar "a direita".


Por aqui, quando dizemos "governo" estamos nos referindo a tudo que componha o aparato estatal, inclusive o monopólio da justiça.
Ninguém aqui é idiota, todo mundo sabe da separação de poderes nos estados democráticos, e todo mundo sabe também que isso faz diferença nenhuma - seja qual for a esfera de poder, é um instrumento de violência e arbitrariedade contra o indivíduo.



O problema é que você pode usar esse argumento consequencialista para justificar a proibição das pessoas de usarem a bomba para colocar combustível. Para uma sociedade avançar moralmente, só com liberdade econômica.


Não, cidadão. Preste atenção. Quando se diz que a Uber tem um valor de mercado de US$ 70 bilhões não se está dizendo que a Uber recebeu US$ 70 bilhões em investimentos, mas sim que a empresa vale hoje US$ 70 bilhões.

Ou seja, se ela for vendida, o comprador terá de desembolsar US$ 70 bilhões por ela.

E quem fez esta precificação foi o próprio mercado.

Portanto, clareie seus conceitos. Não teve nada disso de "o mercado alocou 70 bilhões num projeto" ou "os 70 bi provam, no máximo, que o Travis é muito bom em ludibriar investidores".

Nunca houve nenhuma alocação de US$ 70 bilhões na Uber. A Uber vale hoje US$ 70 bilhões. Mas ela nunca recebeu um aporte de US$ 70 bilhões.

Tendo entendido essa diferença crucial, você está agora pronto para reavaliar seus conceitos. (E seja menos afobado na próxima).


"Esse argumento ("Uber nunca teve lucro") sinceramente não faz sentido. E é o próprio mercado, e não eu, quem diz isso.

Será que uma empresa que realmente "nunca teve lucro" teria um valor de mercado de US$ 70 bilhões?! É óbvio que não."

O fato de o "mercado" ter alocado 70 bilhões num projeto que desde quase 10 anos atrás até hoje nunca teve demonstração de lucros não prova absolutamente nada. Vale lembrar que o primeiro resultado financeiro oficial detalhado da empresa saiu apenas ano passado, mostrando prejuízos gigantescos. Ou seja, ele arrancou MUITO dinheiro dos investidores sem nem sequer apresentar dados financeiros críveis ou transparentes. E vale lembrar também que o "mercado" alocou milhões e milhões de dólares num ônibus chinês que andava sobre carros e agora os investidores perderam tudo, era só um esquema para ludibriar investidores.

Os 70 bi provam, no máximo, que o Travis é muito bom em ludibriar investidores. A maior prova disso foi o fracasso total dele ao torrar mais de 1 bilhão dos investidores tentando emplacar o Uber na China e tomando uma surra, sendo obrigado a vender a parte chinesa do Uber para os concorrentes de lá. O Uber ainda está longe de obter lucros, os dados da empresa mostram que apenas há uma pequena possibilidade disso. Quando, ninguém sabe.

"Eu, na posição de consumidor, não estou interessado em fofocas e futricas de bastidores de empresa. Estou interessado em serviços bons a preços baixos. O que sei é que o senhor Kalanick me forneceu exatamente isso por meio de seu modelo de negócios. E sei também que ele foi retirado do comando majoritariamente para apaziguar a patrulha do politicamente correto. "

É tudo muito lindo bonito e perfeito, e você não está errado em gostar do serviço pq o preço é baixo. Mas o Uber só é barato porque as corridas são amplamente subsidiadas com o dinheiro da empresa (investidores). Se não o fosse, seria bem mais caro. (veja aqui uk.businessinsider.com/uber-leaked-finances-accounts-revenues-profits-2017-2 ). É quase como se fosse um Estado, pegando dinheiro de terceiros (neste caso ao menos não é compulsoriamente) para pagar os serviços baratos que você utiliza.

Mas como dizia Leandro Roque em outros artigos sobre dumping, aproveitemos enquanto há 'trouxas' no mundo querendo voluntariamente ter prejuízo para nos fornecer bens e serviços mais baratos. Seria até estúpido se não aproveitarmos tudo quanto pudermos.

Não entenda errado, a ideia que ele teve é genial. Mas se no final foi um bom investimento ou se ele realmente ludibriou todos, é algo que só poderá ser definido no futuro, quando a empresa quebrar ou começar a lucrar.

Portanto, ainda é ceso pra endeusamentos como estes feitos pelo texto.



O bom profissional nunca fica desempregado, pois é uma "mercadoria" em falta. Só Deus sabe a raiva que passei com pedreiros e metalúrgicos que eram enrolados e "labrocheiros".


E o pior: Autenticar cópias de documentos. Se eu tiro cópia dos meus documentos, que posteriormente teri que apresentar, por que tem que pagar por um "selinho mequetrefe"?


Exceto que o motivo de termos tantas faculdades de direito tem pouco a ver com advogados. Até porque apenas 4% dos que se formam se tornam advogados. O nosso problema é que o governo sistematicamente coopta os melhores cérebros da sociedade por meio dos concursos, e a maneira mais fácil de se preparar para um é estudando direito.


Os responsáveis pela GUARDA do bebê são sim responsáveis por tentar preservar a sua vida. Simples assim. Não é uma questão de direito absoluto dos pia e sim de responsabilidade. Os pais não tem o direito de deixarem seu filho morrer de fome, eles são obrigados a manterem sua vida. Então ao invés de querer tergiversar dizendo que ninguém respondeu a pergunta, todos os libertários sabem claramente que SIM cabe aos pais tomarem as decisões para a preservação da vida do seu filho. E não apenas pelo afeto dos mesmos, mas principalmente pela RESPONSABILIDADE que advém da guarda.
Inaceitável seria permitir que um terceiro pudesse interferir e forçar os pais a deixar seu filho morrer.


Sua conclusão, certa ou errada, foi muito interessante e bem escrita. Pena que você tenha precisado "desenhá-la" praquele que te acusa de não entender o texto!


Tiago, você poderia linkar o lugar onde você leu esse artigo de Harvard? Eu ficaria muito agradecido.


Ótimo artigo !

Burlar a competição também é falta de ética. Roubar e enganar são casos mais graves, mas mudar as regras do jogo em benefício próprio também é um erro.

Um bom exemplo é a pressão de empresários por impostos sobre importações.

O aumento dos impostos sobre carros importados gerou 300 mil empregos no Brasil, mas ao mesmo tempo fez 20 milhões de pessoas andarem de ônibus.

Claro que é dificil competir com as regras atuais do Brasil, mas o resultado foi milhões de pessoas andando de ônibus. Se aumentarmos o campo da análise, milhões de pessoas andam com roupas velhas, porque é caro importar roupas e as nacionais também são caras. Ou seja, milhares de pessoas foram privilegiadas, enquanto outras terão que usar roupas velhas.

O caso mais grave é a comida. As pessoas comem comida ruim, estragada ou passam fome, porque empresários fazem lobby contra a comida barata e de qualidade que poderia ser importada.

Enfim, ame e respeite a competição e o fair play !


O problema é que a argumentação contra é abstrata e complexa, ela não tem "gás" pra competir contra um simples "o indivíduo é livre pra usar seu corpo da maneira que quiser". A coesão social é dada por indivíduos que seguem um conjunto (ou arcabouço) de normas morais e contratos não escritos que são respeitados (fatos sociais, como usar roupas ou não cagar na rua).

Entorpecentes em geral enfraquecem essa coesão social, pois ela é baseada em contratos racionais e contratos racionais não podem ser ponderados em mentes alteradas da racionalidade.

Nós poderíamos debater por longas horas sobre Platão, legado de Vênus, Babilônia e decadência ética e moral, mas no fim o que vai ficar impresso no subconsciente coletivo é o chavão e as palavras de ordem "legalize já", "meu corpo, minhas regras" dentre outros.

Mas em resumo (que é fácil de ser contestado, pois não é um chavão com um fim em si mesmo): a coesão social se torna mais fraca e uma sociedade moralmente e quimicamente fraca está aberta para a injustiça e ao controle.


Eu costumo atrelar confiança à honestidade. Acredito que uma não existe sem a outra. Isso posto, concordo que confiança e honestidade favorecem grandemente o êxito econômico, por dois principais motivos: (1) economia com eliminação de riscos e (2) fortalecimento do tecido econômico. Tentarei explicar ambos com um exemplo simples e real.

(1) Eliminação de riscos

Morei, por algum tempo, em um apartamento alugado diretamente junto ao proprietário, que era um padre. Por algum motivo, ele viu em mim uma pessoa honesta (e eu nele) e dessa forma , julgamos satisfatório fazer um contrato de gaveta.

De cara economizamos tempo, energia e dinheiro com os trâmites burocráticos tradicionais. A flexibilidade de lidar com uma pessoa honesta faz com que os pequenos distúrbios cotidianos do inquilinato (obras, pagamentos, questões de condomínio) se resolvam da forma mais simples, econômica e rápida possível, e sempre com vantagem para ambos.


(2) Da mesma forma, tenho já há algum um pintor/faz-tudo de confiança, o qual recomendei ao padre, para fazer a pintura quando da entrega do apartamento. Apesar de sua igreja estar em obras, e já ter contratado muitos pintores, ele não conseguia encontrar um que fosse de confiança. Gostou tanto do senhor que recomendei que o contratou também para fazer a reforma inteira do apartamento, e pouco depois, para pintar a igreja.

Agradecido pela indicação lucrativa, o pintor fez os dois próximos serviços para os quais o chamei sem cobrar. Nessa simples situação, a confiança e honestidade dos "players" possibilitou um grande ganho mútuo para todos: eu resolvi a questão da pintura do apartamento e de bônus ganhei dois serviços; o Padre encontrou um pintor para o apartamento e, de bônus, alguém para fazer as demais obras; o pintor conseguiu um serviço por indicação e, de bônus, serviço extra.


Por fim, acredito que a desonestidade é miopia social (ou burrice mesmo). Abusar da confiança só confere alguma vantagem ao desonesto à curto prazo. O comportamento de roubar mais de um jornal da máquina automática só levaria a uma elevação dos custos do jornal e possivelmente, à eliminação dessa cômoda tecnologia, piorando a vida inclusive de quem roubou.

A questão que explica a existência mesma da honestidade e da confiança, no entanto, é mais complexa. Por hora, acredito que é algo cultural. Quanto à discussão mais acima sobre o "ovo e a galinha", a burocracia e a confiança, não vejo um como necessariamente precedente do outro, mas ambos como necessariamente interligados e consequentes de uma certa cultura que, por qual motivo seja, aposta na desonestidade endêmica, apesar dos altos custos econômicos e sociais desse arranjo.


A confiança é parte do óleo que permite às engrenagens dos relacionamentos humanos funcionar. Todas as nossas interações envolvem algum grau de confiança, que é como o dinheiro: podemos fazer "depósitos" ou "saques", receber ou pagar "juros", emprestar ou tomar emprestada (a metáfora não é minha, deve ser de Stephen Covey).


Creio que este fator cultural da confiança explica parte das diferenças econômicas entre o norte o sul do Brasil.


"A monarquia era melhor que a República então? Um regime baseado na esperteza é melhor que um baseado ma meritocracia?"

República é meritocracia?! Só se, para você, há algum mérito na ladroagem, na corrupção, no desvio de verbas, nos conchavos, no apadrinhamento.

Como já dizia o grande H.L. Mencken, na república democrática "os demagogos, em virtude de seu talento para o absurdo e para as tolices, insuflam a imatura imaginação da massa."

É isso o que você chama de meritocracia?

E Mencken acrescentou:

"Os políticos raramente, se nunca, são eleitos apenas por seus méritos — pelo menos, não em uma democracia. Algumas vezes isso acontece, mas apenas por algum tipo de milagre. Eles normalmente são escolhidos por razões bastante distintas, a principal delas sendo simplesmente o poder de impressionar e encantar os intelectualmente destituídos.

Será que algum deles iria se arriscar a dizer a verdade sobre a real situação do país? Algum deles iria se abster de fazer promessas que ele sabe que não poderá cumprir — que nenhum ser humano poderia cumprir?

Iria algum deles pronunciar uma palavra, por mais óbvia que seja, que possa alarmar ou alienar a imensa turba que se aglomera ao redor da possibilidade de usufruir uma teta que se torna cada vez mais fina?

Eles todos prometerão para cada homem, mulher e criança no país tudo aquilo que estes quiserem ouvir. Eles todos sairão percorrendo o país prometendo remediar o irremediável, socorrer o insocorrível, e organizar o inorganizável. Todos eles irão curar as imperfeições apenas proferindo palavras contra elas. Quando um deles disser que dois mais dois são cinco, algum outro irá provar que são seis, sete e meio, dez, vinte, n.

Em suma, eles saberão que, em uma democracia, os votos são conseguidos não ao se falar coisas sensatas, mas sim ao se falar besteiras; e todos eles dedicar-se-ão a essa faina com vigoroso entusiasmo."

"Só pode ser piada aparecer bobos da corte defendendo uma excrescência da humanidade."

Excrescência da humanidade é gente defendendo políticos e o povo que elege esses safados. Excrescência é exatamente isso o que temos hoje.

Aliás, a definição de ironia: brasileiro dizendo que nossa república democrática é de fazer inveja.

Antes ler isso do que ser cego.

Ah, para você ter um treco:

Por que a monarquia é superior à democracia


A monarquia era melhor que a República então?
Um regime baseado na esperteza é melhor que um baseado ma meritocracia?

Só pode ser piada aparecer bobos da corte defendendo uma excrescência da humanidade.



Aulinha de lógica básica ao saoPaulo: se o indivíduo (bebê) não tem soberania sobre si próprio, então seus progenitores são os responsáveis.

Mas se, como você sustenta, os pais não têm essa soberania, então muito menos a tem um bando de burocratas.

Que lógica é essa que diz que o pais não podem tentar salvar um filho, mas burocratas podem assassiná-lo? Que lógica é essa que diz que é imoral pais tentarem salvar um filho, mas é belo e moral burocratas mandarem assassiná-lo?

Sério, nem mesmo a alta burocracia soviética chegou a agir assim.


O roubo é algo pernicioso. Todos devemos evitá-lo, para o bem de todos. Do contrário, estaremos mortos.


"Se? Por que o uso do condicional? Por que não afirmar que um pai deve ter sempre a última palavra quanto às decisões sobre sua criança?"

Sem problemas.

Primeiro vem o indivíduo. Ponto.

Sendo o indivíduo ainda um incapaz, então seus progenitores são soberanos sobre ele. Foram seus progenitores que o trouxeram ao mundo e são eles que têm todas as responsabilidades sobre este indivíduo enquanto ele ainda for incapaz.

E ponto final. Ninguém mais -- muito menos um burocrata -- tem o direito a se intrometer em um arranjo que não envolve violência contra inocente (muito pelo contrário, aliás).

"Você está involuntariamente concordando comigo que pais não possuem direitos absolutos sobre seus filhos."

De maneira nenhuma. Acabei de discordar abertamente.

"Portanto, a discussão aqui não gira em torno da legitimidade de uma corte sobrepujar as decisões dos pais em alguns casos. Mas sim se neste caso, a decisão de sobrescrever a vontade dos pais foi correta."

E não foi. O que houve foi um seqüestro seguido de assassinato compulsório. "É extremamente cansativo ter que explicar coisas tão simples". Né?

"Sendo assim, a abordagem do artigo se torna completamente inválida, visto que uma corte privada poderia perfeitamente concordar com a decisão da corte estadual."

Por que se torna inválida? Não entendi este seu preguiçoso salto de lógica. Se a mesma decisão tivesse sido tomada por uma corte privada (não entendi essa sua tara, pois anarcocapitalismo não é o tema deste artigo, mas sim a defesa da vida), ela teria sido igualmente errada e imoral.

Qual o seu ponto?

"Os eventos muito provavelmente se repetiriam, mesmo em um arranjo anarcocapitalista."

E daí? Pela terceira vez: qual o seu ponto? Anarcocapitalismo não é o tema deste artigo, mas sim a defesa da vida. Você está à descoberto.

"O autor deveria ter explicado quais fatos do caso o levaram a discordar do veredicto, ao invés de dizer que foram razões obscuras."

Burocratas proibiram os pais de tentar -- utilizando recursos próprios -- ajudar o filho. E disseram que o melhor a se fazer a desligar os aparelhos e deixar a criança morrer. Se tal decisão (por que proibir o tratamento?) não é obscura, então você precisa reavaliar sua própria humanidade.


Não respondido; tanto o Eduardo quanto o João Paulo explicitamente desviaram da pergunta:

"Se a posição do pai é pró-vida da criança..." - isso já sabemos.

A pergunta é sobre a situação inversa: os pais decidiram que é melhor deixar a criança morrer: vale o "direito paterno" ou o "direito à vida" ?


Pois permita-me, então, fornecer-lhe os números completos e exatos, os quais, aliás, foram explicitamente ilustrados em um gráfico neste artigo abaixo, o qual foi linkado no artigo acima:

As empresas que mais recebem verba do BNDES, e seus maiores escândalos

Os números são de 2014.

Desembolso para empresas grandes: R$ 117,6 bilhões

Desembolso para empresas média-grande: R$ 10,8 bilhões

Desembolso para empresas médias: R$ 14,7 bilhões

Desembolso para empresas pequenas: R$ 15,9 bilhões

Desembolso para empresas micro: R$ 28,6 bilhões

Fique à vontade para brincar com os números, mas o fato é que enquanto as grandes abiscoitam 62%, as micro e pequenas ficam com apenas 23%.

Disse no artigo e vou repetir aqui: os BNDES gera quatro consequências nefastas:

1) inflação monetária e de preços (e isso independe de para quem ele empresta);

2) deterioração da situação fiscal do governo (e isso independe de para quem ele empresta);

3) ineficácia da política monetária (e isso independe de para quem ele empresta) -- e tanto é assim que a inflação de preços só passou a cair depois que o BNDES foi finalmente restringido pela já saudosa Maria Silvia Bastos Marques); e

4) aumento dos juros (e isso independe de para quem ele empresta) e restrição do mercado de crédito para os grandes (as quais abiscoitam 62% dos empréstimos, enquanto as micro e pequenas ficam com 23%).

Se, para você, catorze empresas grandes receberem 62% enquanto micro e pequenas (e apenas as mais selecionadas) recebem 23% é algo que não gera nenhum desequilíbrio no mercado de crédito e nem na estrutura dos juros de mercado da economia, então nada posso fazer por você.

Aliás, pergunto: por acaso a padaria perto da sua casa ou o restaurante a quilo que você frequenta recebem dinheiro do BNDES tão facilmente quanto os Odebrechts, os Eikes e os irmãos Batista? Sua oficina mecânica? Sua pizzaria? Seu borracheiro? Você conhece algum pequeno comerciante ou alguém do setor de serviços que tem linha direta com o BNDES?

(Eu conheço duas pessoas que já usaram BNDES, e ambas estão longe de ser pequenas. São pessoas de padrão de vida bem invejável. Muito acima do da plebe).

Os pequenos comerciantes e prestadores de serviços são os maiores empregadores da economia (principalmente nos rincões do país) e compõem a maior fatia do PIB. São esses micro-empreendedores sem acesso ao BNDES que bancam os juros subsidiados usufruídos pelos três magnatas acima. E são eles também que têm de recorrer aos astronômicos juros bancários (distorcidos pelo BNDES), pois não há outra alternativa.

Por que o magnata tem direito a juros subsidiados pelo populacho enquanto o próprio populacho não tem direito a essa regalia que ele próprio banca?

No Brasil do BNDES, quanto menos a empresa precisa de facilidades, mais ela recebe facilidades. Quanto maior e mais forte é empresa, mais dinheiro subsidiado ela recebe. Empresas que podem perfeitamente lançar debêntures, ações ou mesmo conseguir empréstimos mais baratos perante aos bancos (pois têm muitos e valiosos ativos como colateral) são as que mais recebem dinheiro público subsidiado.

Sigo no aguardo de uma única refutação a tudo o que foi dito no artigo.

Saudações.


Marcos o libertarianismo defende o direito a propriedade aos indivíduos. E não a liberdade total dos "direitos" de por exemplo falar quando bem quiser e/ou que bem quiser.Ha parâmetros e regras que delimitam os direitos sociais e cívicos. Você não pode sair por ai dizendo oque bem pensa sobre grupos de indivíduos por suas etnias,gênero,crenças,orientação sexual,classe social,etc. Caso fizer tal e sua convicção e liberdade infringir a convicção e liberdade do outro então o Estado tratara de aplicar as devidas leis ou penalidades. Por isso você no máximo pode agir com suas convicções e aplicar seus princípios como bem quiser apenas nos limites de sua propriedade privada física(ate que os indivíduos ali também não se encham de você.)Eu sei que parece difícil mas o Estado esta ai para policiar o politicamente correto da mesma forma que também pune o infrator que viole sua propriedade privada ou sua integridade física.
É assim mulecão libertário,hahahahha. O que você disse não é nem libertarismo, é anarquismo mesmo?.


Marx era um gênio, ele arrumou uma forma de controlar uma parcela da massa.
O individuo necessita fazer parte de um grupo, se você não compartilha das idéias do grupo, então você não será aceito.
Manter o controle e limitar, criar de certa forma escravos.
Estamos no processo de implantação de Socialismo, as escolas publicas ensinam a ser um bom operário e não um empreendedor. Se você duvidar de algum ensinamento na escola, você é punido! Questionar Jamais!
Pelas escolas, Marx, Fidel, Ché são heróis!!! Estudantes vestem camisetas desses heróis e nem sabe quem são, ou o que fizeram!
Eles criaram um sistema que precisa de pessoas ignorantes, ou pessoas muito bem pagas!


Explicitamente respondida pelo Eduardo, cuja resposta você ou ignorou ou fingiu que não viu.
Ignorei pois ele não respondeu exatamente o que eu perguntei.
"Banana é doce" não é uma resposta válida à pergunta: "todas as frutas são doce?"
É extremamente cansativo ter que explicar coisas tão simples...

Se a posição do pai é pró-vida da criança, e a posição da corte é pró-sequestro e pró-assassinato, então a resposta é absolutamente sim. E nenhum burocrata tem qualquer direito de sobrepujar este arranjo.
Novamente, não respondeu exatamente o que eu perguntei. Mas pra você não dizer que fingi que não vi a sua resposta, vou ter que interpretá-la.
Se? Por que o uso do condicional? Por que não afirmar que um pai deve ter sempre a última palavra quanto às decisões sobre sua criança? Você está involuntariamente concordando comigo que pais não possuem direitos absolutos sobre seus filhos. Portanto, a discussão aqui não gira em torno da legitimidade de uma corte sobrepujar as decisões dos pais em alguns casos. Mas sim se neste caso, a decisão de sobrescrever a vontade dos pais foi correta.
Sendo assim, a abordagem do artigo se torna completamente inválida, visto que uma corte privada poderia perfeitamente concordar com a decisão da corte estadual. Os eventos muito provavelmente se repetiriam, mesmo em um arranjo anarcocapitalista.
O autor deveria ter explicado quais fatos do caso o levaram a discordar do veredicto, ao invés de dizer que foram razões obscuras.
O autor falhou miseravelmente no seu intuito: se utilizar de uma polêmica decisão judicial para atacar o sistema estatal.

Note que não estou, neste comentário, fazendo juízo se a decisão foi correta ou não. Estou criticando a abordagem tomada pelo artigo.


Caro Leandro,

O que você tem a dizer sobre as linhas de financiamento do BNDES voltadas especificamente para MPME? Sobre o Cartão BNDES, por exemplo?

Segundo o site do banco, em 2016, 31% dos desembolsos foi para MPMEs. No seu artigo você dá a entender que o BNDES só empresta para grandes, "expulsando" as MPMEs do mercado de crédito barato.

Por que 31% dos desembolsos estão sendo simplesmente ignorados na análise?


"Quando a medicina é estatal, o governo decreta que você deve morrer
Na Grã-Bretanha, o governo estipulou que um bebê deveria morrer em vez de receber tratamento privado"

Quem determinou foi o Supremo Tribunal e não o governo. Ao contrário daqui, o supremo tribunal do Reino Unido é independente do governo. E também há que lembrar que a política vigente no Reino Unido é direita e extrema direita.
Infelizmente a mídia deste país vive politizando o que se passa mundo afora e não olha para o seu umbigo, isto é, não olha para a mortandade infantil que o Estado brasileiro produz neste país, com a falta de medicamentos, com falta de cuidados de saúde profissional, com falta de qualidade dos hospitais, com a fome que grassa neste País.


Explicitamente respondida pelo Eduardo, cuja resposta você ou ignorou ou fingiu que não viu.

Mas não tem problema. Eu também responderei.

"Deve um pai ter direito absoluto sobre seu filho, sem que alguma corte -- pública ou privada -- possa sobrescrever suas decisões em alguns casos?"

Se a posição do pai é pró-vida da criança, e a posição da corte é pró-sequestro e pró-assassinato, então a resposta é absolutamente sim. E nenhum burocrata tem qualquer direito de sobrepujar este arranjo.

Ninguém que defende o sequestro e o assassinato de um inocente tem o direito de se sobrepujar àquele que defende a vida.

Se você chegou a titubear quanto a isso, então a coisa tá realmente feia.


Não existe resposta certa para perguntas erradas, e lamento que leitores tão qualificados caiam neste velho truque...
Mesmo assim, respondo à alguem lá atrás (acho que Helga) com uma pergunta: e se você e seu cônjuge estivessem convictos que seria melhor aceitar a morte do filho, mas o Estado os compelisse a fazer o contrário?
Eutanásia, aborto, suicídio são ESCOLHAS INDIVIDUAIS, e a questão não é ser "contra" ou "a favor", mas deixar claro que o Estado não tem absolutamente NADA a ver com isso...


Alerson diz:

"Meu ponto, dito acima em comentário, não foi sobre tão prontamente me posicionar a respeito desse caso em particular; mas não podemos também estimular uma "Cultura da Vida" que "tende" a favorecer os ganhos financeiros imensuráveis de uma indústria da saúde, que na minha humilde opinião, é quem "trai a antiga arte" e, por consequência, aniquila a vocação...como diz você...hipocrática e cristã".

Ele diz ser contra o que chamou de "ganhos financeiros imensuráveis". Seguindo esse raciocínio, de ser contra o que cunhou de "Cultura da Vida", estaria o nobre "doutor" do lado da "cultura da morte"? Ou ele prefere favorecer a indústria funerária?

Bom, no mínimo curioso ler isso de um indivíduo formado pela USP, em 2006, e que atualmente é médico residente do Hospital Sírio-Libanês. Repetindo: HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS.




Todos desviaram completamente da questão fundamental por mim levantada.
Deve um pai ter direito absoluto sobre seu filho, sem que alguma corte -- pública ou privada -- possa sobrescrever suas decisões em alguns casos?
É uma pergunta simples, com resposta sim ou não.


Disse tudo o Libertarian.

Esse argumento de que "fulano está sofrendo muito; logo, é melhor matá-lo" é atroz.

Por essa lógica, todo mundo está justificado em sair matando mendigos que dormem na rua ao relento (ainda mais neste frio). Não há dúvida de que eles estão sofrendo.

Aliás, por que não matar também os pedintes? Quem se rebaixa a pedir esmola no semáforo está obviamente sofrendo muito (muito mais do que eu; e a minha perspectiva é a que importa para decidir sobre a vida dos outros). Logo, melhor tirar a vida deles também.


Caros:

É óbvio que se todos os seres humanos fossem morais, não precisaríamos de instituições para garantir a moralidade.
Não é esse o ponto. O fato é que em todos os lugares há seres humanos imorais: podem ser em maior número num lugar, e em menor noutro, mas sempre existem!
Não dá para imaginar um lugar de indivíduos suficientemente perfeitos, capaz de funcionar sem instituições que defendam a moralidade. E essas instituições devem funcionar em qualquer cenário, seja de muita gente imoral ou não.
Se a maioria dos criminosos for pega e punida por estas instituições, isso gerará um incentivo para que as pessoas, com o tempo, se tornem mais morais. Se, ao contrário, os criminosos têm chances baixas de serem apanhados, e, quando apanhados não são punidos, ou têm punições brandas, temos formado o cenário ideal para o crescimento da imoralidade. É o caso do Brasil.

Existem hoje instituições de 2 tipos: censura prévia e censura posterior.
No Brasil, temos um sistema de mais próximo da censura prévia: o estado considera que todos são imorais até prova em contrário. Assim, precisamos provar o tempo todo que não estamos mentindo, enganando e roubando. Como conseqüência, foi criado todo um aparato para verificar os atos de todos, desde assinaturas (cartórios), até vendas (Inmetro), passando por autorizações, certidões, etc... Isso tudo é muito caro. É um estorvo para a economia e para cada ato de nossa vida. Nesse sistema residem inúmeras oportunidades de corrupção. Ou seja: a imoralidade aumenta!
Sem contar que o sistema muitas das vezes é de regulação positiva: só pode ser feito do jeito que o estado determina. Isso mata a inovação, que é justamente o motor do progresso e melhoria da qualidade de vida.

Em países mais morais, temos um sistema mais próximo da censura à posteriori. Ainda há necessidade de várias autorizações e provas de honestidade, mas na maioria dos casos, acredita-se no que as pessoas dizem. Mas, se você for pego mentindo, enganando, roubando, a punição é certa e severa! Ou seja: faça o que você quiser, mas não faça nada errado! A responsabilidade individual por seus atos é fortalecida.
Nestes países, a regulação estatal na maioria das vezes é negativa: faça o que você quiser - só não faça isto! A inovação fica em boa parte preservada. E o custo deste sistema é muito menor.

É óbvio que o segundo sistema é muito melhor. O cerne da questão se resume à transformação das instituições.
Quais leis, polícia e tribunais são os adequados para migrarmos do sistema pré para o pós?

[]s




A negação do aquecimento global também é uma religião. Mesmos métodos. Mesmo fanatismo. Mesma falta de argumentos e excesso de exclamações emocionadas.

Naturalmente, o crente em uma religião sempre proclama que seu caso é diferente dos outros, porque a religião dele, ao contrário das outras, ESTÁ CERTA.


A corte NUNCA pode sobrepujar o direito dos pais de tentar lutar pela vida do filho, independente do sofrimento. Sofrimento NÃO é necessariamente ataque ao PNA. Se o objetivo máximo é a sobrevivência sim os pais tem o direito de impor sua guarda da criança a tentar atingir este objetivo. Se você abrir isto para decisão de burocrata ou cortes você está abrindo para que estas mesmas pessoas decidam o "nivel" de sofrimento adequado para preservação da vida. Isso é inaceitável pois é claramente uma decisão INDIVIDUAL. E no caso de bebês, uma decisão individual dos PAIS.
A sua pergunta teria sentido se UM dos pais discordasse do outro e quisesse levar o caso à uma corte, e neste caso sim uma corte poderia ser usada pois existe aí um conflito de propriedade da GUARDA do bebê.


Eu pessoalmente vi minha vó se desfazer no Parkinson. Era algo que machucava toda a família mas ela, em nenhum momento, pediu para morrer. Eu pessoalmente queria vê-la livre do sofrimento, mas vi que a vida dela era ver seus netos crescendo, se casando e seguindo a vida. Minha vó só foi falecer após o nascimento do seu primeiro bisneto (minha filha). Não tenho dúvida que, mesmo naquela situação lastimável, foi imensurável sua felicidade de ver sua bisneta nascer e que sim compensou não ter se entregue.
Então, ainda bem que não tive a capacidade e o poder de tirá-la daquele sofrimento antes. Ainda bem que ela seguiu a vontade dela até o fim.


Esclarecido, Kelvin. Nossas posições são realmente diferentes: eu dou maior importância ao fator "dor e sofrimento" enquanto vc coloca em primeiro lugar a "inviolabilidade do direito à vida", embora em casos como este o "direito à vida" me lembre o "direito ao voto" no Brasil, em que votar é uma obrigação. Digamos que um bebê tem a obrigação de viver enquanto os pais assim o quiserem, e se estes não se importarem em meditar sobre o possível sofrimento do bebê, então assim será.

Quanto às minhas opiniões, nunca tive problemas em mudá-las, desde que diante de argumentos consistentes. Mas quando um post na internet me acusa simplesmente de "estar errado", simplesmente porque seu autor está convencido de "estar certo", isso não se qualifica como argumento consistente.


O problema é que não se pode dar o que não se possui. Um indivíduo de moral frouxa - como muitos há no Brasil - jamais passará princípios morais sólidos a seus descendentes.
Esses princípios morais também não podem vir da educação estatizada - afinal os integrantes do aparato estatal são geralmente mais imorais do que a média. E a doutrinação nas escolas só serve para enfiar ideias imorais na cabeça das crianças.
Ou seja: a solução não vem nem da educação familiar, nem da escolar.

[]s


Ao mesmo tempo em que vc se arroga o conhecimento supremo da verdade e se proclama o portador da moral justa e indiscutível, seus comentários nada mais são do que um ajuntamento de xingamentos, ataques pessoais e arrogâncias tolas. Não vejo sentido em manter um diálogo diante de expressões como estas:

"Por que simplesmente você não teve a hombridade de dizer isso..."

"...há pessoas bizarras neste mundo..."

"Quanto derrotismo. Quanta auto-humilhação. Quanta inferioridade. "

"...que o sujeito seja uma aberração moral..."

Vc não respondeu a nada do que saoPaulo disse. Apenas repetiu de forma agressiva e arrogante suas certezas inabaláveis através de clichês toscos. Ironicamente, é exatamente o comportamento típico dos esquerdistas que muitos aqui do Mises adoram odiar.


Se a velhinha estava em estado semi-vegetativo, não tinha como ela expressar seu desejo de morrer. Você até pode ter interpretado assim; mas ela certamente não o expressou.

Aliás, ficou extremamente cômica sua frase: havia várias velhinhas em "estado semi vegetativo e muitas delas implorando para morrer já que nem os parentes iam mais visitá-las".

Estou eu aqui a imaginar a cena: velhinhas semi-vegetativas gritando cheias de energia que querem morrer porque seus parentes não mais vão visitá-las. Bizarro.

Aulinha básica de lógica (da qual você precisará para comentar neste site): quem está em estado vegetativo não tem como expressar claramente seu desejo de morte. Dizer que uma pessoa semi-vegetativa está "implorando para morrer" é, acima de tudo, um atentado à lógica. Até porque, se a pessoa realmente expressar o desejo pelo suicídio, então ela não está vegetativa.

No final, tudo se resume à nossa arrogante sensação de superioridade sobre aqueles que estão sem saúde. Vejo uma pessoa em pior estado do que eu e prontamente decreto: "Ela estaria muito melhor morta! Vamos acabar logo com isso!"

Aliás, por essa mesma lógica, estou plenamente legitimado a tirar a vida de um adolescente deprimido (pensamentos suicidas em adolescentes infelizes são corriqueiros) ou de um pai de família desempregado que se considera um fracassado.

Posso?


"deve um pai ter direito absoluto sobre seu filho, sem que alguma corte -- pública ou privada -- possa sobrescrever suas decisões?"

Essa pergunta é séria?! Os pais querem curar o filho e mantê-lo vivo. Já a corte quer sequestrar o filho e deixá-lo à míngua para morrer. Um lado defende a vida; o outro defende o assassinato.

Imaginar que você possa sequer estar vacilante em relação a isso mostra bem a sua moral.


Por outro lado deve ser horrível estar morto em vida.
Quando minha avó ficou muito doente no mesmo quarto estavam várias outra velhinhas já a 10, 15 anos em estado semi vegetativo e muitas delas implorando para morrer já que nem os parentes iam mais visita-las. O dia delas era praticamente gemer de dor o dia inteiro, já que não podiam se alimentar, sair da cama, falar, respirar, com tubo na sua garganta, soro no seu braço, usando frauda.
Teve um dia que uma delas quase morreu e uma mulher chamou os médicos que conseguiram salva-la, mas quem disse que a velha estava feliz em ser salva.



O seu argumento em prol do sequestro e do assassinato compulsório é que, caso contrário, o bebê serviria de cobaia?!

Quer dizer então que sequestrar e deixar morrer é mais humano, ético e moral do que ao menos passar por um tratamento que pode melhorar sua situação?!

Sério, você realmente consegue dormir bem à noite?!


Você fez essa volta toda apenas para dizer que o estado está sim correto em tomar a criança dos pais, proibir tentativas de tratamento por conta própria e decretar a sua morte compulsória?

Por que simplesmente você não teve a hombridade de dizer isso diretamente, sem firulas? Já sei. É porque, no âmago, você sabe que defender a tirania e a onisciência de burocratas (até mesmo sobre a vida e a morte de terceiros) é uma das mais estúpidas idéias que alguém pode ter neste mundo.

Em todo caso, é sempre didático saber que ainda há pessoas bizarras neste mundo que concedem a burocratas estatais uma sabedoria e uma onisciência maior que a vida de seus filhos.

Quanto derrotismo. Quanta auto-humilhação. Quanta inferioridade.


P.S.: quem defende que o estado sequestre o filho dos outros e decrete a sua morte compulsória não tem direito nenhum de criticar quando o governo confisca a poupança, sequestra ativos para a Receita Federal, toma carros e casas, impõe tarifas de importação de 35%, utiliza dinheiro de impostos para distribuir para seus amigos, desvia dinheiro da saúde, utiliza dinheiro público para comprar o apoio de deputados para defender seus próprios interesses, concede aumentos pornográficos para o funcionalismo, paga auxílio-moradia para juízes que ganham R$ 35 mil líquidos por mês etc.

Afinal, nada disso é tão monstruoso quanto sequestrar um bebê, condená-lo à morte e proibir os pais de ter qualquer palavra. Quem aprova este último não pode, por lógica, criticar nenhum dos outros. (A menos, é claro, que o sujeito seja uma aberração moral).




@ Alerson Molotievschi 03/07/2017 18:32
não podemos também estimular uma "Cultura da Vida" que "tende" a favorecer os ganhos financeiros imensuráveis de uma indústria da saúde?

Não eternamente. No início, um charlatão pode até conseguir dinheiro vendendo ilusão, mas logo o livre mercado se encarrega de tirá-lo de cena.


Esse argumento ("Uber nunca teve lucro") sinceramente não faz sentido. E é o próprio mercado, e não eu, quem diz isso.

Será que uma empresa que realmente "nunca teve lucro" teria um valor de mercado de US$ 70 bilhões?! É óbvio que não.

Eu, na posição de consumidor, não estou interessado em fofocas e futricas de bastidores de empresa. Estou interessado em serviços bons a preços baixos. O que sei é que o senhor Kalanick me forneceu exatamente isso por meio de seu modelo de negócios. E sei também que ele foi retirado do comando majoritariamente para apaziguar a patrulha do politicamente correto.

Se a nova direção mantiver o mesmo modelo de negócios que me agrada, ótimo. Se ela mudar, deixo de ser cliente da Uber, e lamentarei para sempre a saída da Kalanick.


P.S.: insisto no ponto: será que investidores realmente quiseram, de livre e espontânea vontade, a saída de um cara que transformou uma mera startup em uma gigante de US$ 70 bilhões? Faz sentido? Claro que não. Foi tudo pressão do politicamente correto. E, infelizmente, quem hoje não se curva ao polícia do politicamente correto, tem seus empreendimentos arruinados pela calúnia.


Acredito que os intelectuais são seduzidos pela proposta redentora do socialismo. Eles pretendem acabar com os problemas da vida humana -- que são vários e imensos -- e creem que planos mirabolantes de planificação econômica e controle social, arquitetados por mentes superiores e esclarecidas, funcionarão.

É uma espécie de hubris (orgulho desmesurado castigado pelos deuses na dramaturgia grega). Essa fascinação do intelectual pelo totalitarismo já é visível desde Platão, que odiava a democracia e defendia uma ditadura de filósofos...

E mesmo que esses planos deem errado -- como sempre dão --, os intelectuais preferem insistir em sua execução, pensando que são apenas "acidentes de percurso" e que o fim justificará os meios.

Como exemplo, podemos lembrar de Sartre. Quando ocorria a Revolução Cultural na China, Sartre recebeu cartas de professores e intelectuais chineses que haviam vivido em Paris e, inclusive, estudado com Sartre. Eles relatavam a repressão e os desatinos irracionais cometidos pela Guarda Vermelha e pediam para que Sartre denunciasse essa barbárie, visto que ele era considerado o maior intelectual da Europa à época. Sartre sabia do que acontecia. No entanto, preferiu mentir na imprensa, dizendo que tudo era invenção dos "americanos".

Outro exemplo é de Hobsbawm, quando, entrevistado por Michael Ignatieff, afirmou que os milhões de assassinatos na União Soviética estariam justificados caso o comunismo funcionasse no final das contas. Encontra-se essa entrevista no YouTube, basta digitar "Hobsbawm Ignatieff interview".


Não entendo porque tanto clamor. A empresa de fato é disruptiva e a idéia dele é sensacional, mas até agora só está fazendo queimar o dinheiro dos que investiram. O Uber provavelmente nunca teve lucro, só prejuízo.

Ter uma grande idéia disruptiva mas que não gera nenhum centavo de lucro não é exatamente algo que pode ser chamado de absoluto sucesso. Ao menos não onde nos encontramos hoje. Se no futuro ele obtiver lucros, este texto fará mais sentido.

www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/deficitaria-uber-queimou-pelo-menos-us-8-bilhoes-desde-a-sua-fundacao-7gmgk7ty7xow9w6q3vos6fb1x


Ué, mas "o bebê não estava sofrendo"? Agora não tem problema mais prorrogar a vida do bebê?

Esse pessoal é tão louco que não percebe suas próprias contradições...


25 MILHÕES DE RUSSOS MORRERAM LIVRANDO O MUNDO DO NAZISMO. RESPEITEM OS HERÓIS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL.


Regrinha básica : pode manter um luxo, ótimo. Não pode e acha que essa "busca" é seu motivo, corra atrás. Agora, que existem absurdos, existem. Mas, isso é para quem pode e não para quem reflete sobre absurdos.


Ora, vamos lá...
Não entendi qual o ponto do artigo. Ele realmente afirma que pais possuem direitos absolutos sobre seus filhos, inclusive de lhes impingir sofrimento desnecessário? Pois foi disso que a decisão tratou*.
Quem já assistiu Coração Valente deve lembrar do povo clamando por misericórdia ao ver William Wallace tendo seu intestino removido. Pois bem, misericórdia, neste caso, não significa libertá-lo, mas sim dar-lhe uma morte rápida e sem sofrimento, ou seja, digna. É o reconhecimento de que há coisas piores que a morte.
Acredito que seja um ponto unânime entre libertários que eutanásia voluntária de pacientes lúcidos não deva ser ilegal.
Mas muito mais difícil é se determinar quando, e se, a eutanásia deve ser aplicada no caso de crianças, que não têm a devida capacidade para tomarem tal decisão. Obviamente a decisão deve ser levada a terceiros, sendo os primeiros candidatos, ao meu ver, os pais. Mas teria um pai o direito de aplicar eutanásia mesmo com vários médicos assegurando que a criança pode perfeitamente viver sem dor com sua condição? Ou, de outra maneira, teria um pai o direito de prolongar artificialmente a vida de uma criança, mesmo com vários médicos assegurando que sua condição é dolorosa e irreversível?
Em ambos os casos, não teria uma corte (pública ou privada) o poder de sobrescrever a decisão dos pais?
Ao meu ver, esta é a questão fundamental. E, pelo que entendi, é contra isso que o artigo argumenta.
Ora, ou os pais têm direitos absolutos sobre seus filhos, ou podem ter suas decisões sobrescritas pelo menos em alguns casos.
No primeiro caso, não seriam as crianças tidas como propriedades dos pais e, portanto, suas escravas?
No segundo caso, o artigo poderia argumentar como a decisão da corte foi errada e levou (levará) à morte de Charlie, mas não deveria argumentar se a corte tem ou não a legitimidade de sobrescrever a decisão dos pais em alguns casos.

*Lendo a transcrição do julgamento de 11 de abril, entendi que Charlie apresentava dano cerebral severo e irreversível -- estado vegetativo? -- e, portanto, mesmo que o tratamento contra sua doença, MDDS, obtivesse êxito, isto em nada melhoraria seu estado cerebral, mas apenas lhe causaria dor. Por isso as decisões em não prolongar seu sofrimento.
Ao escrever que "O NHS decidiu, por algum motivo obscuro, interferir no processo", o autor deixa explícito que sequer procurou se informar da razão pela qual todos os envolvidos optaram pela decisão tomada, inclusive os médicos ingleses envolvidos e os médicos espanhóis consultados.

PS - antes que algum cretino venha me chamar de eugenista, blá, blá, blá, meu ponto fundamental é: deve um pai ter direito absoluto sobre seu filho, sem que alguma corte -- pública ou privada -- possa sobrescrever suas decisões?


"Para minimizar os efeitos do "boicote" ao Enade, a pesquisa considerou apenas o resultado de alunos que não deixaram nenhuma parte inteira da prova em branco. Ao aplicar este filtro, a amostra total foi para 787.470 concluintes - ou 56% do total. Destes, 5,7% - ou 44.868 - eram estudantes com bolsa integral do ProUni."

Pelo visto você não leu a matéria com atenção, não é mesmo?!


Por exemplo, peguemos a órbita da Terra. Se todos nós, 6,5 bilhões de seres humanos que habitamos a Terra, começássemos ritmicamente a pular ao mesmo tempo e durante um longo período, você acha que conseguiríamos alterar a órbita ou a rotação da Terra?
Caramba, Walter Williams queimando o filme dos libertários. Que linha de argumentação cretina!
Qualquer pessoa com conhecimento razoável em física sabe que é impossível pessoas pulando mudarem a órbita da Terra.
Já o aquecimento global está muito longe de ser uma impossibilidade física. É, no máximo, algo improvável.
E impossibilidade é muito diferente de improbabilidade, ele está comparando duas classes completamente diferentes!
É como alguém dizer que a Venezuela nunca vencerá uma Copa Mundial, já que não é nem capaz de vencer a Copa Européia.
Fico surpreso o quanto pessoas brilhantes simplesmente se rendem às emoções em determinados assuntos e perdem completamente a razão. Para nós libertários, tal assunto aparenta ser o AGA.


Amigão, você fez exatamente o que sempre fazem. Só faltou destruir a carreira acadêmica de quem não acredita em aquecimento global no melhor estilo totalitário dos ambientalistas.
Estilo patetas do Kubrik filmando o pouso na lua? Se for um cientista de foguetes da NASA, tem mais é que perder o emprego mesmo.
Ou estilo os patetas do design inteligente? Bem, se é um biólogo que acredita nisto, é natural sua carreira ficar bastante abalada. Principalmente em países que levam a sério a separação entre Estado e Religião.
A não, deve estar falando daquele "cientista" que publicou as mentiras sobre vacinas e autismo. Sim, este imbecil teve sua carreira merecidamente destruída, por ele mesmo.
Ou talvez esteja falando sobre pais que acreditam tanto em homeopatia que se recusam a usar tratamento alopático nos seus filhos, os levando à morte. Bem, estes não somente têm que ter a carreira destruída, como têm que apodrecer na cadeia.


tsc, tsc, esse saoPaulo repetiu os mesmíssimos argumentos dos progressistas.
Quais argumentos que eu repeti???
Não apresentei argumento algum pró aquecimento. Apenas apontei que muitas pessoas parecem ter problemas em aceitarem o aquecimento global antropogênico puramente por medo de intervensão estatal e, ao tomarem tal posição, estão inevitavelmente ignorando um importante fator no futuro dos seus filhos.
Não sei de quais argumentos está falando... Mas se estou repetindo "os mesmíssimos argumentos dos progressistas", bem, talvez seja porque eu concordo com eles quanto à veracidade deste acontecimento, não? Afinal, até mesmo um relógio parado marca a hora certa pelo menos uma vez por dia. E desde quando concordar com eles em algo torna este algo automaticamente errado? É a mesma linha de raciocínio dos neocons que criticam libertários por concordarem* com esquerdistas quanto à liberalização das drogas. E, sinceramente, esta crítica é bastante burrinha...

É isso o que acontece quando entra em uma discussão com argumento do "consenso científico". Qualquer consenso é uma piada
É mesmo? Nos mande uma foto de você ensinando seu filho infante a fumar e voltamos a conversar...
Sabe o que mais é consenso científico? Que se você soltar uma moeda do alto de um prédio, ela cairá! Agora pode subir num prédio da sua cidade e ficar jogando moedas, feito um maluco, esperando elas flutuarem...
É cada frase estúpida que leio nestes comentários, que penso se as pessoas pelo menos param pra pensar antes de escrever.

* na verdade esquerdistas querem legalização das drogas mais saúde estatal para drogados, enquanto libertários defendem total liberalização das drogas com responsabilidade individual. Mas é certo que ambos concordam que a guerra às drogas é uma burrice.


ok, quanta abobrinha.

Engraçado aqui que ninguém mencionou, mas o tal tratamento experimental não foi testado nem em cobaias e o´próprio médico chefe da equipe que conduz os experimento, que queria usar uma cobaia humana e os recursos doas pais, disse que no caso desta criança ela o tratamento (que ainda nem tem testes positivos palpáveis) traria algum benefício.
Realmente o Estado deve deixar que os pais sejam ludibriados por falsas esperanças e levem o filho para outro pais para ser usado de cobaia, mesmo quando ele sente dor apenas por estra vivo, mas sem conseguir expressar....
Porque o Estado é mau, óbvio. Sei sei... neste caso o Estado está fazendo exatamente o que deveria, cuidando do interesse de quem não pode se expressar, uma criança com uma doença irreversível, em dor e que mesmo se a doença inicial pudesse ser curada por milagre ainda assim restaria sequelas não menos graves (neurológicas, cegueira, surdez. Mas claro, como foi o Estado mau que decidiu, então está errado e os pais devem ter todo o direito de levar o filho cobaia para as mães de pesquisadores que ganhariam uma cobaia e recursos para testar o que quisessem. Perfeito!!


Difícil você tornar libertário pois você acredita no governo.


Nem consigo imaginar como esses pais devem estar se sentindo. Se algum burocrata do governo me dissesse que eu sou obrigado a deixar meu filho doente morrer e que eu não tenho o direito de tentar fazer alguma coisa para reverter sua doença, nem imagino o que seria capaz de fazer com esse bosta.

E eu que pensava que coisas como confisco de conta bancária e arresto de bens pela Receita Federal eram o pior que o governo podia fazer com o indivíduo...


Exatamente, Zucatelli. Mas justamente um caso como o desse menino é que seria uma excelente oportunidade para abalar e modificar as estruturas dessa medicina estatal.

Esta poderia ser a gota d'agua capaz de despertar a consciência coletiva para as atrocidades que são desencadeadas pela medicina estatal. Nem mesmo uma "massa alienada", em qualquer lugar do mundo, é capaz de consentir com esse desmando do Estado. Mas as pessoas acabam focando-se mais no lado sentimental, no sofrimento dos pais, etc., e não dão aquele 'basta!' na situação.

As pessoas vão xingar, vão se revoltar, vão se debater no assunto... E daqui a pouco, passa.