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Últimos comentários


"Se você confisca tudo o que o Lehman tem, lamento, mas você não poderá simplesmente "exigir" que ele "permaneça exatamente na função que ele tem". Só se ele fosse mágico."

Meu caro, acho que esse "exigir" confundiu um pouco o senhor. Se o que o que o senhor está querendo dizer é que uma redistribuição dessas mudaria tudo, que faria a "Terra parar", que fulano não iria trabalhar porque sicrano não estaria lá, que sicrano não iria comprar porque beltrano também não estaria lá, etc., portanto é humanamente impossível a sociedade continuar depois de uma redistribuição destas, estou de pleno acordo.

Mas o que eu queria saber é se no caso a renda é renda, que é o que pode ser obtida do trabalho ou do capital. Pra facilitar, imagine que no lugar de humanos (seja o Lehman, seja o Warren Buffet, seja o Messi, seja um padeiro, seja um mecânico, seja alguém que pratica agricultura familiar...) existem máquinas, que continuam agindo conforme suas especificidades, porém não para atender a interesses pessoais (salários, remunerações, lucros) e sim a 'algo maior' (uma espécie de telos). No final das contas, o 'algo maior total', que juntaria tudo o que hipoteticamente seriam os salários, as remunerações e os lucros, separaria uma parte para o reinvestimento e redistribuiria a renda. Note que não estou falando de capital ou de bens.

Mas eu entendi. Bastava o senhor dizer que a renda é a riqueza total, e não só os proventos.


A grande pergunta que o artigo propositalmente faz questão de esconder, é: Quem será que é dono dos meios de produção? Sim, Os ricos. Portanto não se trata dos ricos serem espoliados, pois não se pode espoliar alguém que vive de espoliar os mais fraco. Eles não estão sendo espoliados, é apenas a mão invisível da justiça social fazendo seu trabalho. Você não gosta da mão invisível?

Pois eu lanço um novo termo: Mão invisível da justiça social.
Quando percebemos que o Capitalismo vive de escravizar os mais fracos através de trocas voluntárias, torna-se necessário que "Agentes da Democracia" possam atuar em favor do bem comum. Toda essa atuação que envolve obrigatoriamente o Estado, chamamos de Mão invisível da justiça social. È para o seu bem.

Alguém poderia dizer: "Mas, Capital Imoral, o Uber permite que os pobres sejam donos do meio de produção."
Obviamente, isso é uma falacia que não tem sentido, quando observamos atentamente, vemos que o Uber uma ferramenta do Grande Capital para corromper os homens. Para desmontar a falácia do Uber e os meios de produção, basta fazer as seguintes perguntas: Por que Josenildo que não sabe ler e nem escrever, e perdeu os braços e pernas, Não pode trabalhar no Uber? Por Que Welingson que não sabe ler e mora no Barraco, não pode pilotar o Helicóptero do Uber Helicopters? Por que Marinilsa que não terminou o primeiro grau, não pode fazer parte do Uber da Medicina? Logo vemos que o acesso ao meio de produção, não é para todo mundo.

Capital Imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises.


Sem contar que o estado é dono de vários terrenos, pra que? Por que não vender isso? Como sei que nada vai mudar, é melhor deixar essa bodega quebrar de uma vez.


E sempre lembrando que quando o governo alardeia um "corte de gastos", na verdade o que ele está fazendo é reduzir o ritmo do aumento dos gastos previstos.

Nenhum governo brasileiro gasta num ano menos do que ele gastou no ano anterior. O gasto sempre aumenta, ano após ano. O que muda é o ritmo deste aumento. Quando o ritmo é desacelerado, isso vira "corte de gastos".

Por exemplo, esse "contingenciamento" anunciado pelo governo nada mais é do que isso: o governo inicialmente previu gastar $110, mas agora irá gastar $ 109,50. Sendo que no ano passado gastou $ 100.

E isso é anunciado como corte de gastos!


Como já comentei em outro artigo, estive em Brasília no Carnaval e fiz uma visita guiada ao Congresso. Obtive a informação de que apenas lá trabalhavam 8 MIL SERVIDORES! É insustentável.


Não se enganem. Há uma grande fatia da população que vibra com estes aumentos de impostos, pois sabem que eles permitirão futuros concursos públicos e mais inchaço do funcionalismo, que é o sonho de todo o brasileiro. Principalmente em época de recessão e desemprego alto.


Uma constatação: nenhum cidadão comum é beneficiado pelo Estado. Só se beneficiam os que estão dentro dele e os que são premiados por ele (como empreiteiras e grandes frigoríficos)

O resto são só inutilidades.

Citem um serviço efetivamente útil que o estatismo entrega. Se encontrar, diga por que a iniciativa privada não pode prestá-lo. Se disser que não pode, diga por que então o Estado não reduz a tributação das empresas que queiram prestar esses serviços que você considerar úteis (já que são úteis, quanto mais setores prestando, e em regime de concorrência, melhor.)


Cortar gastos?

1 - Manter apenas o Ministérios da Defesa, Fazenda, e Relações Exteriores. Fechar todos os demais;

2 - Fechar o BNDES e converter todos os seus ativos em renda da União para pagar a dívida pública.

3 - Privatizar: Petrobras, Banco do Brasil, Correis, Caixa Econômica, e todas as demais estatais;

4 - Privatizar todas a universidades federais;

5 - Privatizar todas as estradas federais:

6 - Reforma política: extinguir 90% dos cargos políticos com respectivos cargos de assessoria e demais equivalentes. Isso sim é reforma política;

7 - Privatizar portos e aeroportos federais;

8 - Acabar com o FGTS e pagar o saldo da conta aos devidos correntistas;

9 - Fechar Anatel, Anvisa, Anac e todas as demais agências reguladoras;

10 - Permitir livre concorrência e todos os setores da economia onde havia monopólio ou forte intervenção do Estado.

11 - Novo Plano Real: Lastrear nossa moeda ao ouro.

12 - Estabelecer Free Banking.

13 - Novo Pacto Federativo: Deixar bem claro quais são as atribuições do Governo Federal, Estados e Municípios.

14 - Reforma tributária: Após esse corte de gastos e deveres do governo federal para com "os mais pobres", extinguir e baixar ao máximo os impostos.

15 - Revogar leis e regulamentações em disposição contrária ao livre mercado.


Ex-microempresário, não é bem assim.

Alguns dos grandes grupos realmente já estão aqui, mas as maiores marcas não. E este é o ponto?

Cadê os Bentleys? Os Bugatti? Os Lamborghinis? Os Porsches? Os Škodas? Os SEATs? Os Opels? Os Cadillacs? Os Buicks? Os Holdens? Os Vauxhalls? Os Daihatsus? Os Lincolns? Os Datsuns? Os Alfa Romeos? Os Dodges? Os Lancias? Os Maserattis? Os Lexus? Os Smarts?
Todos esses deveriam ter importação liberada imediatamente.

Ademais, há muitas fabricantes que ainda não estão aqui (ou vai me dizer que todas essas fabricantes estão no Brasil?). E, as que já estão aqui, vieram atraídas justamente pela política do governo de fechar o mercado às importações e, com isso, garantir clientela cativa para essas montadoras.

Se você garante uma reserva de mercado, sem risco de concorrência externa, passa a ser um grande negócio você fabricar naquele terreno protegido. Sua margem de lucro está garantida e não há para onde os consumidores correrem.

Por isso, vale reforçar a pergunta: por que não temos acesso àquelas marcas citadas ali em cima? Simples: tarifas de importação.


P.S.: certa vez li em uma revista automotiva que a carga tributária efetiva sobre um carro estrangeiro, considerando todos os outros impostos em conjunto com o Imposto de Importação, chegava a 180% do preço nominal do carro. Nosso mercado é tão fechado quanto o cubano.


Depois de muita pesquisa encontrei aqui a possibilidade de demitir funcionários públicos através da extinção de seus cargos.

O problema é que a iniciativa deve vir do Executivo, porém necessita da aprovação do Congresso.

Nesse caso o mandatário do Executivo precisaria conseguir maioria no Congresso.

Ou seja, um abraço.


dá pra cortar isso ai e muito mais, meu caro.
espaço para cortes é o que não falta neste país



Ministério da Pesca, Ministério da Cultura, Ministério do Turismo, Ministério do Desenvolvimento Agrário (já existe um Ministério da Agricultura), Ministério da Integração Nacional, Secretaria de Assuntos Estratégicos, Secretaria de Políticas para Mulheres, Secretaria da Promoção da Igualdade Racial, Secretaria de Comunicação Social, Secretaria de Portos, Secretaria de Aviação Civil, Secretaria das Relações Institucionais e Secretaria de Direitos Humanos poderiam ser imediatamente abolidos. Veja aqui o total das despesas de cada ministério em 2016

Não dá pra cortar nada nessa porra toda aí não?


Infiniti e Datsun são marcas da Nissan. A Acura é da Honda. Lincoln é da Ford. Buick e Cadilac são da GM. Seat e Skoda são da VW. Alfa Romeo é da Fiat. Daihatsu é da Toyota.

Nenhuma destas é um fabricante. Se estas marcas não são usadas aqui, é por estratégia comercial, não por reserva de mercado, já que seus fabricantes já estão dentro da reserva.


Iniciando a leitura sobre este assunto, fiquei curiosa em saber. Que países vc traria como exemplos onde há estados mínimos?


"o "homem cifrãozudo" tinha q literalmente DAR a luz pra todos e isso é trabalho de deputado e não de empresario,"

Se eu consegui ler isso é porque não estou cego. Um ótimo consolo perante tamanha estupidez.

E lembrando que "jente" como esse Kayky vota.


Claro que há um jogo de interesse dos mais ricos controlarem os políticos para permanecerem estes dois grupos mais ricos, mas distribuir dinheiro para um ignorante e mesmo que jogar perolas as porcos, em uma semana o cara vai estar pedindo esmola e o cara que foi rico em uma semana estará ficando rico de novo.



Se chove, há nuvem.
Se não chove, pode haver nuvem ou não.

Se o M1 aumenta, há inflação de preços.
Se o M1 não aumenta, pode haver inflação de preços ou não (no curto prazo).

O que se diz é que inflação de preços, constante e de longo prazo, é dada pelo aumento da quantidade de dinheiro na economia.
Obviamente flutuações momentâneas nos preços podem ocorrer devido a desastres naturais, colheitas menores, governos estúpidos, etc.

Além do mais, inflação para os austríacos é definida como aumento da quantidade de dinheiro. Enquanto o uso coloquial e do mainstream a define como aumento nos preços.


Correto. Mas aí, tão logo estes produtivos, assertivos e previdentes começassem a se destacar e avançar, novos clamores por igualdade de renda voltariam a ser feitos, o que desestimularia qualquer tentativa de progresso e de melhora de vida.

E aí então o mundo estará a salvo de qualquer um que tente fazer algo que o beneficie e que, por isso, o torne desigual em relação aos outros. E, quando chegarmos a esse ponto, o mundo irá desfrutar toda a prosperidade gerada pela total paralisia.

E voltaríamos a morar nas cavernas.



Sério, digam se o brasileirinho não merece esse aumento de impostos enfiado em seus rabos? Quanto mais o governo os esfola, mais eles ficam dependentes e gritam: "Por favor, estado salvador! Sem você eu nada sou! Ordene-me mais!"

Ei, Frederico, a partir de hoje tem mais CIDE pra suas estradas aí. Alegre-se.



Quem vai construir as estradas? Qualquer um que esteja em busca do lucro.

Aliás, é engraçado a pessoas dizer que "vai ficar caro". Em que país essas pessoas vivem? Quanto você paga anualmente de IPVA e ICMS(estradas estaduais), IPTU e ISS (ruas), Cide, IR, IPI, PIS/Pasep (estradas federais)?

Você paga 40% da sua renda anual em impostos para bancar a construção e a manutenção de em estradas esburacadas. E você ainda diz que a alternativa a isso seria pior?!

Aliás, estrada é algo de tão simples construção, que até contrabandistas constroem as suas

Contrabandistas reformam estrada abandonada pelo governo - e o governo confisca a estrada


Leandro, só fazendo um adendo, nos EUA por exemplo, até pode importar carros usados, mas com várias restrições, como está aqui neste artigo.


O Leandro Karnal é um socialista, usa a tecnica da invisibilidade, os ignorantes acham que ele é liberal, enquanto na verdade, segue a agenda socialista, é so perceber as rotinas que ele usa em suas palestras e textos, sempre isentando socialistas e tentando convencer que 'erraram', quando na verdade, acertaram, pois queriam obtenção de poder.


Nada de errado. Apenas as consequências e que serão desastrosas. Se tal aumento de preços ocorrer, então ele gerará exatamente as consequências descritas neste artigo:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2694


Ah é, cadê então as marcas Infiniti, Acura, Lincoln, Buick, Cadillac, Seat, Skoda, Daihatsu, Datsun, Alfa Romeo e as demais? E quanto à Mazda que simplesmente abandonou aqui o mercado?

Haveria muitas outras marcas por aqui, ainda que hoje muitas delas sejam subsidiárias das maiores fabricantes de automóveis, desde que tenha demanda.



Não defendo os impostos ou a máquina estatal, mas lendo esse texto e os comentários, vejo uma certa falta de lógica, em especial quando se fala sobre a construção e uso das estradas, tema muito debatido no texto.
Como vocês imaginam que seria a lógica de construção dessas pelos geradores da riqueza? Como eles cobririam ou determinariam os traçados?
Sendo eles os construtores dessas estradas, o que os impediria de cobrar valores altos pelo uso dessas pelos demais empresários para escoamento de suas mercadorias?
Não entendo também a analogia feita quanto aos nômades. Se eles começaram a cobrar pela proteção, porque eles obrigatoriamente representam o governo e não um empresa de proteção?


Pessoal,

Poderiam me tirar uma duvida?
Aprendi por meio desse site que Inflação é consequencia do aumento do M1
Entretanto, esse aumento na gasolina gerará um aumento na taxa de inflação, sem aumentar a moeda em circulação.

O que está de errado?


Miniatura 20/07/2017 04:40
Me desculpe, mas ainda não entendi onde está a incoerência. Eu próprio admiti que acredito que qualquer critério de data para o aborto será -- devido à nossa limitação em se definir de forma objetiva quando o feto/zigoto adquire status passível de proteção -- inevitavelmente subjetivo.
Dito isto, acredito sim ser possível se determinar objetivamente um teto superior, sendo ele, segundo meu entendimento atual, por volta de 12 semanas.
Da mesma forma que a idade de consentimento sexual é inerentemente subjetiva (com incrível variação de 7 anos), porém praticamente todos concordam que ela deve ser superior ou igual à idade de maturação sexual, i.e. puberdade.

Mas se está tão interessado em proporções, também posso estender a crítica.
Assumindo que os grupos pró-vida aceitam a concepção como data limite, já é errado abortar um dia após a concepção.
Assumindo que os grupos pró-vida aceitam a nidação como data limite, já é errado abortar 14 dia após a concepção.
Portanto, uma incrível diferença de 14 vezes!
E isso porque resolvi não fazer as contas em segundos...

Sendo assim, prossigo sem entender onde está minha incoerência.

Miniatura 20/07/2017 22:07
Releia meu comentário de 13/12/2016, 21:42.

Ora, meu caro, mas eu concordo com tudo que escreveu, com exceção da passagem "que são muito mais arbitrários e incoerentes".
Apenas estou seguindo a lógica aqui apresentada de que "seria tão imoral destruir um zigoto quanto se matar um recém nascido", da qual eu, juntamente com o próprio Ron Paul, obviamente discordamos.

Então, se uma mulher que perdeu dois filhos no segundo e terceiro trimestre de gestação (etapa quando até os abortistas brasileiros concordam que o feto deve possuir direitos legais) não foi presa, por que uma que tenta engravidar seria?
bebe.abril.com.br/familia/perdi-dois-bebes-e-adotei-um-recem-nascido/

Hum! Acabei de notar que não deixei explícito, na minha pergunta inicial, que a mãe tem consciência de antemão da sua condição.
E para não dizerem que estou inventando isto agora, procure pela passagem "a mãe sabe que a probabilidade de que seu zigoto morra é alta e, mesmo assim, assume o risco diversas vezes seguidas, deixando vários zigotos morrerem."
No mais, o porquê de tal situação não ser considerada homicídio culposo (no caso da mãe ter consciência dos riscos) é algo a ser respondido por aqueles que acreditam que "seria tão imoral destruir um zigoto quanto se matar um recém nascido." Como eu não acredito em tal equivalência, é claro que não discordo da ausência de punição. Somente escrevi que acho incoerente quem acredita na equivalência zigoto-recémNascido não condenar tal mulher. Se souber de alguma razão que resolva tal incoerência, fico feliz em ler seus argumentos. Se me disser que não acredita em tal equivalência, podemos continuar a conversa a partir disto.


Vamos considerar que a partir de hoje toda a riqueza mundial será distribuída igualitariamente para todos e que cada um passasse a ter os 15.600. Em pouco tempo toda a desigualdade retornaria. Nem todos são laboriosos, previdentes e responsáveis igualmente. Uns iriam poupar, outros iriam montar seu próprio negocio, que dependeria de sua dedicação para dar resultado, e outros iriam gastar de acordo com suas preferencias de consumo. No fim, os mais produtivos, assertivos e previdentes estariam sendo os detentores do maior quinhão e estariam multiplicando, novamente, seus ganhos. A desigualdade das riquezas não é uma sentença mas uma consequência da natureza humana.


Provavelmente quem não tem energia elétrica são pobres, e pobres não geram renda...... o "homem cifrãozudo" tinha q literalmente DAR a luz pra todos e isso é trabalho de deputado e não de empresario, Esse papo de dar as coisas só funciona qnd as pessoas se voluntariaam







Mises já havia explicado tudo isso em seu livro Socialism:

"A maioria das pessoas que exige a maior igualdade possível de rendas não percebe que o objetivo que elas desejam só pode ser alcançado pelo sacrifício de outros objetivos.

Elas imaginam que a soma de todas as rendas permanecerá inalterada e que tudo o que elas precisam fazer é apenas distribuir a renda de maneira mais uniforme do que a distribuição feita pela ordem social baseada na propriedade privada.

Os ricos abdicarão de toda a quantia auferida que estiver acima da renda média da sociedade, e os pobres receberão tanto quanto necessário para compensar a diferença e elevar sua renda até a média. Mas a renda média, imaginam eles, permanecerá inalterada.

É preciso entender claramente que tal ideia baseia-se em um grave erro. Como demonstrado em capítulos anteriores, não importa qual seja a maneira que se conjeture a equalização da renda — tal medida levará, sempre e necessariamente, a uma redução extremamente considerável da renda nacional total e, consequentemente, da renda média.

Quando se compreende isto, a questão assume uma complexidade bem distinta: agora temos de decidir se somos a favor de uma distribuição equânime de renda a uma renda média mais baixa, ou se somos a favor da desigualdade de renda a uma renda média mais alta.

A decisão irá depender essencialmente, é claro, de quão alta será a redução estimada na renda média causada pela alteração na distribuição social da renda. Se concluirmos que a renda média será mais baixa do que aquela que é hoje recebida pelos mais pobres, nossa atitude provavelmente será bem distinta da atitude da maioria dos socialistas sentimentais.

Se aceitarmos o que já foi demonstrado sobre o quão baixa tende a ser a produtividade sob o socialismo, e especialmente a alegação de que o cálculo econômico sob o socialismo é impossível, então este argumento do socialismo ético também desmorona."

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1224


"no terceiro e crucial ponto dos conceitos que integram a definição de renda per capita, dizer que a renda só poderia ser redistribuída uma vez?"

Se você toma 10 bilhões de Jorge Paulo Lehman, de modo que ele fique com apenas 15 mil dólares, como você espera confiscar novamente 1 bilhão de dólares dele?

Ademais, leia o quarto ponto em conjunto com o terceiro.

Se você confisca a renda e a riqueza dos empreendedores, não há mais empregos que paguem bons salários. Todos estarão agora com a mesma quantidade de dinheiro, mas sem empregos e sem produção -- pelo menos, não com a mesma produção de antes.

Consequentemente, como seria possível haver uma nova rodada de renda a ser distribuída?

"é no mínimo razoável pensar que se essa redistribuição fosse feita, ela teria que exigir no mínimo que todos os trabalhadores e capitalistas permanecessem exatamente nas funções que estão."

Se você confisca tudo o que o Lehman tem, lamento, mas você não poderá simplesmente "exigir" que ele "permaneça exatamente na função que ele tem". Só se ele fosse mágico.

Como exatamente ele poderia manter "exatamente a função que tem" se tudo o que ele tinha foi confiscado?

"De todo jeito, é claro, não haveriam aumentos na produtividade e o capital ia ser dilapidado."

Exato. Agora, sim, você entendeu tudo.

"Mas aí seria aos poucos, então a redistribuição ainda poderia ocorrer por algumas vezes."

O que você pode dizer, aí sim, é que é possível fazer pequenas redistribuições de renda, e aos poucos.

Bom, mas isso já é exatamente o que é feito hoje. E tal medida é apenas um paliativo. Ela impede que o miserável morra de fome, mas não o retira da pobreza. E nem eleva em definitivo o seu padrão de vida. Tal medida o mantém vivo até a chegada do próximo cheque. Se o próximo cheque não vier, o miserável (que nada produz) morrerá de fome.

Essa redistribuição parcial não retira ninguém em definitivo da miséria. E, como tentou mostrar o artigo, nem a redistribuição total, feita de uma só vez.



Ótimo artigo, e eu diria que é perfeito se tivesse entendido uma coisa. Não é um pouco exagerado, no terceiro e crucial ponto dos conceitos que integram a definição de renda per capita, dizer que a renda só poderia ser redistribuída uma vez?

Imagino que essa renda total inclua a renda de todo mundo, seja ela oriunda do capital ou do trabalho. Ou seja, é no mínimo razoável pensar que se essa redistribuição fosse feita, ela teria que exigir no mínimo que todos os trabalhadores e capitalistas permanecessem exatamente nas funções que estão. Assim como os 20% do PIB para reinvestimento, que o próprio Rallo citou.

De todo jeito, é claro, não haveriam aumentos na produtividade e o capital ia ser dilapidado. Mas aí seria aos poucos, então a redistribuição ainda poderia ocorrer por algumas vezes.


Pegando o gancho do seu comentário...

uma vez conversando com um burocrata de uma agência reguladora ele me falou o seguinte: "É melhor ter do que não ter..."

Mesmo que aquilo que vc tenha não seja da forma ideal, mesmo que esteja incompleto...é melhor ter alguma coisa do que não ter nada.

Infelizmente isso acontece no Brasil... projetos começam e não terminam, projetos são mal executados.
E não se engane, acontece até no setor privado. Acontece no cotidiano das pessoas...


Pegando o gancho da energia, se pelo "lado social" o PLPT (Luz para Todos) foi um "sucesso", pelo lado econômico se tornou um "presente de grego". Além das distribuidoras sofrerem com a inadimplência, soma-se os subsídios na conta, onde o ROI nunca fechará no azul.



Não sei porque você está surpreso. O establishment é defensor disso faz muito tempo.






Exatamente, Pobre Paulista...

Excelente pergunta.

Pq eu investiria em algo que não vai me gerar lucro ??? Vou fazer pq sou bonzinho ??? Claro que não...





Pessoas assim só estão interessados nos seus gordos salários oriundos do roubo de pessoas produtivas.







Nao, cidadão. Quanto mais perto de 1, mais desigual é o país.

pt.wikipedia.org/wiki/Coeficiente_de_Gini

Seja menos afobado na próxima e pesquise o básico antes de sair palpitando.



Quando a bolha estourar, é aconselhável comprar bitcoins?


Uma das funções no Direito é a discussão para tentarem sempre buscar a aplicação das penas de uma forma justa.

Um homem na faixa dos 50 anos que mata outro homem na faixa dos 50 anos em uma briga de bar, não terá a mesma pena de um pai que mata o próprio filho menor de idade.

Um ladrão que furta um mercado, não terá a mesma pena de um ladrão que comete assalto à mão armada.

Uma mãe que mata o filho de forma acidental por negligência familiar, não terá a mesma pena de uma mãe que mata o filho furando o pescoço dele com uma tesoura.

Então, se uma mulher que perdeu dois filhos no segundo e terceiro trimestre de gestação (etapa quando até os abortistas brasileiros concordam que o feto deve possuir direitos legais) não foi presa, por que uma que tenta engravidar seria?
bebe.abril.com.br/familia/perdi-dois-bebes-e-adotei-um-recem-nascido/

Qualquer visão de mundo pode fazer uso do Direito e criar uma legislação depois de discussões (como já foi feito inclusive no Brasil). Não são apenas os abortistas, que são muito mais arbitrários e incoerentes, que possuem esse privilégio.


Anarquia?

Entendo toda a mecânica econômica de que a competição de serviços providos pelo mercado privado sempre serão superiores aos estatais.

Porém, ainda não encontrei algum argumento muito coerente em relação ao fim do estado, economicamente falando seria muito melhor o estado não intervir, mas dai para partir da conclusão de que então basta acabar com estado para tudo serem flores no mundo é forçar muito a barra na minha opinião.

Acredito ser uma discussão muito mais filosófica sobre a natureza humana do que questão à respeito da melhor utilização dos recursos escassos do mundo. Tratando de um estado, estamos falando sobre leis, leis que irão reger o comportamento humano, leis que são diferentes das leis naturais, que são aplicadas pelas forças da natureza (A gravidade é uma lei pois ela é sempre aplicada). As leis sobre o comportamento humano (que nem sempre são aplicadas) deveriam então se referir à natureza humana, mas a aplicação da mesma seria dada naturalmente ou tem que ser imposta?

E ai mora a questão, uma lei ela é regida pela ordem espontânea 100% do tempo ou por imposição?

Ordem Imposta ou Ordem Espontânea?

Como se comporta um bando de macacos desenvolvidos, por espontaneidade?

A teoria dos jogos fala algo sobre a espontaneidade não?

PS: Li o livro do Bastiat sobre a Lei e me alguns insides, mas nada conclusivo para apoiar um anacapistão.


Houve um erro no artigo:
A Etiópia, cujo coeficiente de Gini — indicador que mensura a desigualdade; quanto mais próximo de 1, MAIS DESIGUAL é um país — é de 29,6 e o Paquistão (30) são mais igualitários que a maioria dos países desenvolvidos, como Austrália (35,2), Coréia do Sul (31,6) e Luxemburgo (30,8) e Canadá (32,6).

Na verdade, quanto mais próximo de 1 MENOS DESIGUAL é o país.


Obrigado, carissímo Leandro. Você será sempre citado e imitado, mas, como dizia velha propaganda, nunca igualado.
Um abraço.


Obrigado pelas explanações meu amigo, é notório que na maioria dos países socialistas havia um capitalismo informal impedindo que mais vítimas sucumbissem de fome e miséria.


A mentalidade de rebanho se manifesta até no vocabulário: metade dos comentários dos "esquerda" começa com "artigo parcial" ou "artigo tendencioso".

Já quanto aos argumentos... Em um texto de setenta parágrafos, que compara países como Brasil, Suécia, Canada, Reino Unido, o sujeito reclama de UM link que contém a palavra URSS.

É fácil, também, e presença certa em comentário de estatólatra, os questionamentos indefinidos do tipo "disso vocês não falam", "aquilo vocês não contam", "sei-lá-o-que vocês ignoram". Invariavelmente são idéias sem fundamento que se perpetuam na internet ao serem copiadas de um lugar para o outro.

Afirmar, por exemplo, que os planos de saúde dos EUA tem "concentração em nível estadual e regional" é simplesmente cômico. Mas é que para ele, algo dos EUA ser ruim é tão natural quando o sol nascer pela manhã e se pôr à tarde; é impensável que não seja assim.

Outra pérola que não pode faltar em comentário de esquerdista é a submissão absoluta à ONU e sua turma (no caso em questão a OMS). Se a OMS disse, essa é a verdade e toda a discussão tem que partir daí.

Já imagino o chilique quando eu digo que OMS, OIT, FAO, UNICEF, etc., são um bando de burocratas sustentados pelos seus respectivos governos para viver uma vida confortável em cidades como Roma, Paris, Londres, Genebra, etc, produzindo "estudos" e "relatórios" que só servem para corroborar as políticas dos governos que os sustentam.

Mas é mais fácil achar que um artigo deste fôlego pode ser contestado simplesmente afirmando que a saúde "não pode ser deixada à lógica do mercado". É claro que não. Um esquerdista só admite a "lógica do estado", embora esta lógica não consiga mostrar resultados positivos em lugar nenhum.

É, realmente, assim não se avança na discussão.


A NEP (1918-1921) surgiu como resposta ao fracasso da estatização da economia. O fracasso universal do socialismo do século XX começou já nos primeiros meses após a tomada da Rússia por Lênin. A produção caiu acentuadamente. Ato contínuo, ele foi forçado a implementar um reforma marginalmente capitalista em 1920, a Nova Política Econômica (NEP). Ela salvou o regime do colapso. A NEP foi abolida por Stalin.

Não que a NEP fosse um plano pró-mercado, longe disso, mas era menos socialista que as políticas anteriores. De fato, o afrouxamento da estatização no campo fez a produção melhorar, mas era tarde demais para recuperar a economia.

Depois, veio Stálin e aí a carnificina foi total.

A União Soviética e sua economia socialista sobreviveram artificialmente até 1989 graças a três expedientes, em ordem:

a) Essa abertura do mercado feita por Lênin, que atraiu investimentos estrangeiros em quantidade;

b) a Segunda Guerra Mundial, que, além de ter destruído todas as potências da Europa Ocidental, deu à Rússia (com as bênçãos de Churchill e Roosevelt) o controle de todo o Leste Europeu, o que lhe permitiu espoliar todo o capital destes países, ajudando assim a manter o regime socialista.

Não fossem estes satélites europeus servindo de vaca leiteira para o comunismo, fornecendo "gratuitamente" (sob a mira de uma arma) bens de capital e mão-de-obra capacitada para a Rússia, não teria como o socialismo russo durar tanto tempo (daí a desesperada invasão do Afeganistão na década de 1980: o capital do Leste Europeu estava exaurido, e a Rússia precisava de novos recursos).

c) A existência de um mercado negro que vendia ilegalmente de tudo, desde comida e roupas até gasolina e carros (foi desse mercado que surgiram "magicamente" os vários milionários russos após o fim da URSS).

Mas mesmo com tudo isso, o cidadão soviético comum da década de 1980 consumia menos proteínas do que um súdito do Czar um século antes, e tinha menos acesso a automóveis, assistência médica e serviços públicos em geral do que os negros sul-africanos vivendo sob o regime humilhante do apartheid.


"ou são conservadores (com uma legislação muito forte, caso holandes, alemanha) ou os social democratas (Itália, Dinamarca, etc)."

As diferenças entre os serviços de saúde da Alemanha e do Canadá

Não há saúde estatal. A população é obrigada, pelo governo, a pagar planos de saúde. Você defende essa mamata para as seguradoras de saúde? Você defende que elas tenham este mercado cativo? Você defende que elas tenham essa receita fácil?

"é evidente que que com uma política normal de saúde num pais, não pode ser deixada à lógicas do mercado: exemplo, os EUA."

A saúde dos EUA segue uma "lógica de mercado"?!

A sua ignorância é abissal.

Pra começar, no sistema de saúde americano, o governo federal simplesmente proíbe que as seguradoras de saúde concorram entre si além das fronteiras estaduais. Várias seguradoras não podem ofertar seus serviços em mais de um estado do país. É como se a Unimed só pudesse atuar no Rio, a Amil, em São Paulo, a Golden Cross, em MG, e por aí vai.

Mas piora: pelo lado da demanda, 90% dos gastos em saúde ocorrem por meio de canais que não são o paciente: mais especificamente, ocorrem pelas seguradoras e pelo estado.

Mais especificamente, de cada 100 dólares gastos na saúde americana, 45 dólares são desembolsados pelas seguradoras, outros 45 dólares pelos programas estatais Medicare (programa de responsabilidade da Previdência Social americana que reembolsa hospitais e médicos por tratamentos fornecidos a indivíduos acima de 65 anos de idade) e Medicaid (programa financiado conjuntamente por estados e pelo governo federal, que reembolsa hospitais e médicos que fornecem tratamento a pessoas que não podem financiar suas próprias despesas médicas), e apenas 10 dólares são desembolsados pelo próprio paciente.

Dito de outro modo, de cada 100 dólares gastos na saúde, o paciente — que é quem está realmente recebendo os serviços — arca com um custo de apenas 10 dólares. Quem paga os 90 restantes? O resto de seus compatriotas — seja por meio do Fisco, seja por meio de suas apólices de seguros, que compreensivelmente ficam a anualmente mais caras.

Nos EUA, portanto, não há uma correspondência entre custos e benefícios. E dado que as seguradoras são obrigadas pelo governo a cobrir até mesmo consultas de rotina, os preços das apólices seguem em disparada. Se você fizer algo tão simples e corriqueiro quanto um exame de sangue — que é coberto pelos planos de saúde e pelos programas Medicare e Medicaid —, é comum o hospital cobrar um preço astronômico do governo ou da seguradora, a qual, por causa disso, irá aumentar os preços das apólices.

Nesse arranjo, o incentivo para aumentar os gastos é o mesmo que ocorreria se milhões de pessoas fossem a um mesmo restaurante, pedissem individualmente os pratos que quisessem e, no final, dividissem igualmente entre todos a fatura total.

Como é que uma merda dessas iria funcionar bem?

Mas, ainda pior do que esse arranjo estatizado, é nêgo dizendo que tal arranjo representa livre mercado. PQP.

Como realmente funciona o sistema de saúde americano

"Aliás, o artigo nem questiona a concentração das empresas provedoras dos plano nos EUA (ou no Brasil): há uma séria concentração em nível estadual e regional que o artigo não menciona."

É porque o artigo se concentra exclusivamente no Brasil, tolo. Se quiser ver sobre os EUA, clique no link acima.

Em todo caso, sua demanda já foi atendida recentemente. Há um artigo específico sobre a concentração dos planos de saúde no Brasil. Está preparado? Tem a coragem? Então clica:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2699

"O artigo nem fala das corporações dos médicos: o que representa uma verdadeira "medicina corporativa", definida pelas organizações dos médicos."

Porque também há artigos específicos sobre isso, mané preguiçoso.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=105
www.mises.org.br/Article.aspx?id=319
www.mises.org.br/Article.aspx?id=334
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2011

Aliás, veja que curioso: sempre que este Instituto defende a abolição dos conselhos federais (que nada mais são do que guildas protegidas pelo estado), inclusive de medicina, o que não falta é uma chuva de esquerdistas como você vindo aqui dizer que tal medida iria acabar com a qualidade dos médicos.

Por favor, entrem num consenso.

"Com sinceridade, assim não se avança na discussão"

Com tamanha ignorância de sua parte (que nada sabe sobre o sistema de saúde americano) e com sua total preguiça de pesquisar pelo site para encontrar outros artigos que abordam especificamente seus outros pontos, é claro que não se avança. Aliás, não é de se estranhar suas críticas. É assim mesmo: quanto menos a pessoa sabe sobre um assunto, mais ela se sente à vontade para palpitar.


Talvez seja exatamente este o ponto... quando o "gado" não tem chances de produzir, então é melhor sacrificar, antes de se tornar um "peso morto" na economia do criador. É uma lástima assistir, diariamente, neste mundo que vivemos, o decréscimo do valor de uma vida.

Sim, somos "apenas gado", e nossa existência tem servido para estimular banquetes históricos nas mesas dos governantes.


O artigo é parcial. Muito parcial. Conforme a OMS os melhores sistemas de saúde são os europeus: ou são conservadores (com uma legislação muito forte, caso holandes, alemanha) ou os social democratas (Itália, Dinamarca, etc).

O artigo usa como exemplo a ex-urss. OU seja entre todos os exemplos que poderiam ser feitos... o autor usa o ex-urss? Não existe mais a urss. é evidente que que com uma política normal de saúde num pais, não pode ser deixada à lógicas do mercado: exemplo, os EUA. A OMS coloca os EUA em nível muito baixo nos vários ranking internacionais: o artigo nem cita isso. O artigo nem cita o custo da saúde nos EUA: pouca eficácia e pouquissima eficiencia. O custo em relação do PIB nos EUA é altíssimo. mas o ranking é muito baixo.
Aliás, o artigo nem questiona a concentração das empresas provedoras dos plano nos EUA (ou no Brasil): há uma séria concentração em nível estadual e regional que o artigo não menciona.
O artigo nem fala das corporações dos médicos: o que representa uma verdadeira "medicina corporativa", definida pelas organizações dos médicos.
Com sinceridade, assim não se avança na discussão


O grande irmão está nos vigi... quer dizer, cuidando de nós...

De acordo com informações publicas no site Tribuna do Paraná, os aplicativos de transporte alternativo: UBER e Cabify, foram regulamentados em Curitiba, na noite de ontem, após decreto do Prefeito Rafael Greca.

Pelo texto da administração da capital, as empresas donas dos aplicativos deverão se cadastrar na prefeitura como Administradoras de Tecnologia em Transporte Compartilhado (ATCCs) e ter um escritório em Curitiba. Todas elas deverão compartilhar com o poder público, "assegurada a privacidade do usuário", informações de data e horário do início e do fim do trajeto; tempo total e distância da viagem; e valor pago e discriminação do cálculo.

Todos os meses, as ATCCs deverão encaminhar à Urbanização de Curitiba (Urbs) a relação dos seus motoristas e veículos, cuja identificação, a exemplo dos táxis, deverá estar exposta no para-brisa de cada carro. Além disso, cada veículo cadastrado poderá ser dirigido por apenas dois motoristas.

O decreto estabelece ainda um "preço público" a ser pago à prefeitura pela "exploração intensiva do viário urbano". Os valores serão contabilizados conforme a distância percorrida em cada trajeto. A definição exata dos números será determinada posteriormente em resolução da Secretaria de Finanças e levará em conta questões como meio ambiente, fluidez do tráfego e gasto público em infraestrutura urbana."


Exatamente isso! Um Estado ineficiente que imprime suas deficiências históricas dentro do empreendedorismo privado, estrangulando qualquer chance de circulação de moeda, seja no âmbito interno ou externo. De outra banda, há de se considerar o constante aumento no peso tributário em uma fatia cada vez menor de geradores de emprego e renda. Enquanto as coisas forem assim, na minha limitadíssima compreensão do tema, não consigo avistar horizonte algum.


Olá amigos, há algum artigo aqui que fale sobre a NEP promovida por Lênin na União Soviética? No geral, do que se tratou essas políticas?


O historiador Walter Scheidel (Stanford) decidiu olhar para o passado em busca daquilo que realmente faz com que a renda seja mais bem distribuída e concluiu que só grandes catástrofes sociais dão conta da missão –e mesmo assim apenas por tempo limitado.

O resultado de suas pesquisas está em "The Great Leveler" (a grande niveladora). Ao longo de mais de 500 páginas, ele mostra com muita erudição histórica que a tendência geral das sociedades, desde a Idade da Pedra até hoje, é concentrar riqueza e que essa orientação só é revertida de forma um pouco mais perceptível em situações extremas das quais queremos manter total distância. Não é uma coincidência que o autor chame as forças niveladoras que identificou de quatro cavaleiros do apocalipse.

Continua.

www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2017/06/1891959-igualdade-ou-morte.shtml


Vivemos hoje no brasil e mais asquerosa e nojenta forma de Cleocracia...e ter que aturar as malas sem alças dos funcionários da globo, na globo News, falando o dia todo oque vai ou não acontecer é um saco...

Como diria o grande jurista gaúcho Lenio Streck, aturar o Gerson Camarroti e a Renata Loprete com seu ar de donos da verdade é de doer.


Lendo este artigo me lembrei de um trecho do Evangelho Segundo o Espiritismo, escrito por Allan Kardec em 1864.

Desigualdade das riquezas

A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual.

A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar.

É, aliás, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente; que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade; que, admitido desse ela a cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis.

Se Deus a concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades.


Eu como operador do direito, cada dia mais me sinto convencido que o melhor modelo de governo é a Monarquia, com um pequeno e enxuto parlamento, e sem CADES, MPFS, TCU´S pra sugarem o dinheiro do pobre coitado brasileirinho que tem que acordar as 5 da manhã pra levar esses bando de come-e-dorme burocratas que não servem pra nada e ficam o dia inteiro dentro de prédios espelhando discutindo o sexo dos anjos...


É uma discussão parecida com a que li relacionada a ajuda internacional do Banco Mundial. Há algumas décadas, o grande objetivo era mandar dinheiro para os países pobres.

O problema que ficou cada vez mais evidente é que esses países consumiam os recursos com corrupção e desperdício. Os líderes passavam a desfrutar de riqueza e a população não era beneficiada. O discurso passou a ser centrado em doar apenas para países que possuíssem instituições mais estáveis, para garantir que o dinheiro não seria perdido.

O problema é que países com essas instituições deixam de ser pobres. A pobreza está sempre acompanhada de um conjunto de fatores culturais que impedem o enriquecimento, mesmo com o auxílio externo.

A África já recebeu de ajuda humanitária mais de dez Planos Marshal (destinado à reconstrução da Europa) e continua inundada com lutas tribais e miséria. As guerras do século XX não deixam de ser evidência em como países que foram devastados conseguiram se reerguer em um período curto, mesmo depois de toda a destruição e traumas.

Como bem diz o artigo, as causas da pobreza vão bem além da simples distribuição. O buraco é sempre mais embaixo.


Imaginem um sujeito que resolva constituir uma família, baseado numa ideologia que, teoricamente, promoveria a justiça, a solidariedade, o progresso coletivo e o bem estar social.

Estabelece, em seu lar, uma norma inicial: - Nenhum de seus membros será conspurcado pelas "más" influências externas. Seus filhos permanecerão confinados à casa, diuturnamente controlados, para que não sejam contaminados por "esse mundo devasso e egoísta de seus vizinhos".

Sua saúde, sua educação formal, seu aprendizado acadêmico, tudo será feito a domicílio por profissionais treinados nas crenças do Chefe, de forma a garantir a imunidade contra os vírus vindos do exterior.

Seus brinquedos, leituras e palavras deverão sempre obedecer aos critérios do pai, que orientará sobre a pertinência de cada uma e todas as coisas.

Conviver e interagir com a vizinhança, nem pensar! Apenas poderão brincar entre eles e dentro dos muros. Visitantes só terão acesso desde que obedeçam às regras da casa e não extrapolem ao permitido.

Tudo isso para preservar a saúde, a segurança, a integridade física e mental e os elevados ideais de seus filhos. Tudo, inclusive a vida privada de cada um, será monitorado por esse pai provedor, cuidadoso e justo.

Ao atingirem a idade de trabalhar, o farão nas empresas do pai, que designará a cada um sua função, segundo seus sábios critérios. Afinal, o incontestável progenitor sempre sabe o que é melhor para sua cria.

Os proventos desse trabalho coletivo deverão ser entregues ao pai, que os distribuirá segundo as necessidades de cada um. Assim, independente de competência ou produtividade, todos serão atendidos em suas necessidades básicas, sem que, para isso, haja um critério de mérito, mas sim de justiça social.

Sendo uma só família, todos os seus membros subalternos terão direito ao mesmo quinhão e, em caso de penúria, causada por qualquer motivo que seja, dividirão irmãmente sua miséria.

Ao Chefe da Família caberá o maior quinhão, tendo este, como mentor e administrador da casa, direito aos melhores aposentos, à melhor alimentação, gozando ainda de todas as liberdades e privilégios negados aos seus filhos.

E deverá ser respeitado e ouvido quando, em longas conversas, mostrar à sua prole todas as vantagens do sistema vigente em sua casa, o qual favorece igualmente a todos, em contrapartida ao caos que reina na vizinhança, onde seus chefes que se apegam a princípios egoístas e gananciosos, ao mesmo tempo que não dão limites a seus filhos, que gozam de liberdade tal que os levam aos mais baixos instintos, exploram uns aos outros e vilipendiam as necessidades básicas dos desfavorecidos.

Os componentes dessa família que se mostrarem mais inteligentes, trabalhadores, ou competentes jamais deverão desfazer de seus irmãos desvalidos "pela natureza" dessas virtudes. Todos devem ser respeitados como iguais e acolhidos no seio dessa sociedade, sem atitudes elitistas e de segregação.

Influenciados por esse discurso manipulador de suas mentes, alguns filhos se dobrarão à vontade do pai e reconhecerão nele seu guia e protetor. E viverão felizes suas vidas medíocres, sem questionarem nada.

Outros se rebelarão, farão de tudo para fugir dos tentáculos paternos, mesmo correndo os piores riscos, em busca de sua liberdade de se expressar e de viver plenamente.

Talvez aqueles irmãos inteligentes, competentes e produtivos cheguem a questionar os direitos iguais dos outros acomodados, preguiçosos e estúpidos, por usufruírem das benesses que eles proporcionam com seu empenho.

Outros, talvez instados pelo discurso paterno, se convençam que eles, em sendo privilegiados, têm o dever moral de ajudar o coletivo e se orgulhar de poder fazê-lo pelo bem de todos e pela paz da família.

Alguns, quem sabe, se sintam desestimulados e optem por se empenhar menos, dispensando suas habilidades e suas competências em favor de um desempenho mais medíocre, para não se sentir explorado.

Os irmãos "antiça" (mistura de anta com bicho preguiça) defenderão sempre o sistema, já que este os favorece, sem que eles tenham que se empenhar para garantir seu sustento e seus direitos.

Tudo bem nivelado por baixo, terá o pai um poder vitalício e inquestionável. Bom, não é?

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Agora, algumas perguntas:

- Você gostaria de pertencer a uma "família" dessas?

- Você considera correta a atitude desse pai que, para preservar seus filhos das mazelas do mundo, os condene à mediocridade, sequestre suas liberdades e decida tudo por eles?

- Você é solidário aos seus irmãos "antiças" e acha justo dividir irmãmente o produto de seus esforços com eles?

Se você respondeu sim às 3 questões, você é um autêntico socialista radical (ou comunista, como quiser). E se não for um esquerdista de carteirinha, talvez seja apenas aquele irmão "antiça".


Acabo de ler no portal msn noticias, de fonte da exame.com, que uma advogada capixaba com passagem pelo governo e atualmente em um escritório paulista foi eleita a melhor advogada do mundo por uma organizaçãozinha das zoropa...

ah, pelo simples fato dela ter feito um cursinho em HARVARD...oque será que ela aprendeu lá? direito constitucional brasileiro? ou direito canônico?...gagaga

é inacreditável o mimimi...sem falar no nosso deliciosos complexo de vira-lata brasileiro

Conheço diversos juristas brasileiros que não precisaram sair do brasil pra serem brilhantes, já tendo escrito ótimos livros, com um nível de clareza e reflexão absurda, muito melhor que esse poveco aí que acha que só é bom se fizer cursinho de extensão nos EUA ou na zoropa...



Se vc acha que o modelo correto é o atual, ou seja, o consumidor paga um fixo por mês e usa quanto quer, porque não estender o raciocínio ?

Conta de luz tem valor fixo por mês, o consumidor usa quanto quer.
Conta de água tem valor fixo por mês, o consumidor usa quanto quer.
Conta de telefone tem valor fixo por mês, o consumidor usa quanto quer.
Conta de cartão de crédito tem valor fixo por mês, o consumidor usa quanto quer.

Não consigo entender como pessoas alfabetizadas não conseguem compreender o simples conceito de compra e venda: Você quer um produto ou serviço, paga por ele. Quer mais deste produto ou serviço, paga mais. Quer menos, paga menos.

Antecipando, dispenso os argumentos do tipo "ah mas é muito caro" ou "mas a empresa x lucra muito". Um conceito certo não é certo apenas sob determinadas condições, é certo sempre. Se as condições de uma situação específica são "injustas" para alguns, a solução não é abolir a lógica.


O grande desafio de uma sociedade não deveria ser combater a desigualdade, mas sim a pobreza em si. Isso, de cara, pode chocar, mas não existe outro caminho. Vejamos:

a) Pode-se ter todo o mundo vivendo igualmente na pindaíba ou pode-se ter diferenças brutais com a base vivendo dignamente. E em regimes autoproclamados igualitários, sempre um estamento burocrático virou a elite econômica de um país ou mesmo passou a exercer uma simbiose com setores eleitos (via protecionismo, cartorialismo, empréstimos subsidiados… ).

b) Diferenças surgem até mesmo entre irmãos criados sob o mesmo teto. Pessoas têm aptidões, talentos e aspirações diversas. Passando-se do micro para o macro, existem povos mais empreendedores do que outros, assim como há os mais poupadores, os mais 'estudiosos', os mais legalistas etc. Escolhas diferentes produzem resultados diversos.

c) Com efeito, existem países paupérrimos mais igualitários do que as nações mais ricas da Terra, se levarmos em conta o tal do Coeficiente GINI.

d) Se for para se tentar reparar injustiças históricas "na marra", então teríamos que adentrar em discussões acerca das guerras indígenas pré-colombianas; teríamos que identificar também que povos africanos subjugaram povos vizinhos ou mesmo averiguar que povos europeus dominaram outros europeus. A coisa se complica muito mais ainda entre povos miscigenados*. A questão que se impõe é o que se pode fazer para reduzir a pobreza daqui para frente. Há, portanto, dois caminhos que podem ser trilhados (com suas gradações – o diabo vive entre elas):

d.1) O primeiro é liberar e potencializar a capacidade empreendedora de um povo, dar um choque de liberalismo, ficando o Estado nos cuidados de prover uma boa educação, de manter as relações jurídicas protegidas e, na proporção do grau de prosperidade, de algum sistema de proteção contra o desamparo (tudo ao lado das funções clássicas, como segurança, defesa e diplomacia). Isso permite que um país evolua de forma consistente e que os mais pobres vivam com dignidade e perspectiva de melhora (mas diferenças sempre haverá). Normalmente países que percorrem essa trilha, DEPOIS QUE ENRIQUECEM, passam a ter lá seus programas sociais mais generosos e restrições ambientais. É daqui que nasce o mito do "socialismo" escandinavo.

d.2) O segundo meio é o que visa acabar com a desigualdade tirando dos 'ricos'. Seus métodos são mais do que previsíveis e podem até produzir bons efeitos no curto prazo. É a via chavista. Com desapropriações, tabelamentos, tributação escorchante, confiscos, nacionalizações, controles e mais controles. Não precisa ser exímio conhecedor dos fatos para lembrar que logo a economia de um país se atrasa ou colapsa, mas com líderes demagogos sendo alçados à condição de Deus.

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*No Brasil, ainda tem aquela lenga-lenga esquerdista de "mesma-elite-de-500-anos". Ora, grandes fortunas do passado se perderam nas mãos de herdeiros perdulários ou relapsos, brigas de família, golpes e arrivismo; chegaram por aqui, de metade do sec. XIX em diante, levas de migrantes japoneses, alemães, italianos, libaneses, bem como novas ondas de portugueses que nada tinham a ver com os que por aqui já estavam. Em grande parte, especialmente no Centro-Sul do Brasil, é essa a elite do Brasil de hoje.

Isso não quer dizer que o Brasil não tenha velhos vícios de natureza anti-liberal que condenam o lucro e o mérito, já que o senso comum por aqui é que todos podem viver sob as asas do Estado, desde os pobres com suas bolsas, quotas e pensões; passando pela classe média concurseira, até os ricos, beneficiados pelo protecionismo, cartorialismo, empréstimos de BNDES e regulações feitas sob encomenda


Na verdade, uma sociedade em que não existisse estado para impor a igualdade, pelo menos no Brasil, seria bem mais igualitária, uma vez que mais da metade da alta renda é constituída de funcionários públicos. Isso fora os corporativistas e grandes empresários que só estão onde estão por causa da ausência de concorrência gerada pelas regulações estatais.

As pessoas simplesmente não entendem que impor coisas como redistribuição, além de imoral, é ineficaz, não funciona, não adianta. Isso só dá mais jus à expressão "o mundo é dos espertos", que, no caso, são os sanguessugas engravatados.


Vamos lá, responda sinceramente:

Qual a razão do "homem com olho no cifrão" não levar, ele mesmo, a luz elétrica a quem não tem, e ainda lucrar com isso?

Quem é que o impede de ter sua ganância transformada em benefícios aos necessitados?

Tente adivinhar. É fácil.


Em um ambiente de liberdade econômica, um indivíduo que produz duas vezes mais, ao mesmo tempo em que todos os outros continuam produzindo o mesmo, será capaz de usufruir duas vezes mais o fruto de seu trabalho, pois terá um rendimento duas vezes maior.

Mas se essa duplicação da sua produção tiver de ser dividida com os mais de 7 bilhões de habitantes do planeta, esse indivíduo, em vez de receber duas vezes mais como resultado da duplicação de sua produção, irá receber apenas a sétima bilionésima parte do dobro de sua produção (0,0000000001428) — ou seja, em termos práticos, absolutamente nada.

Sob a liberdade que permite a desigualdade econômica, um indivíduo é capaz de aprimorar o bem-estar econômico seu e de sua família dramaticamente. Porém, quando uma política estipula que, para ele aprimorar o seu próprio bem-estar, ele tem de ser obrigado a aprimorar o bem-estar de toda a população na mesma intensidade, então ele nada pode alcançar.

É como ver um indivíduo com pernas fortes o bastante para caminhar, e então estipular que, se ele quiser caminhar, ele tem de ser obrigado a carregar o peso de toda a população do globo sobre suas pernas.


Exato. E vale um adendo politicamente incorreto (o qual, por isso mesmo, poucos têm a coragem de fazê-lo): a esmagadora maiorias das pessoas recebedoras da redistribuição não tem nenhuma cultura econômica e financeira. Em vez de pouparem e investirem o dinheiro, prontamente sairiam torrando tudo com supérfluos.

Rapidamente, voltariam ao mesmo estado financeiro de antes. Só que, agora, não haveria mais dinheiro para ser confiscado e redistribuído. E também não haveria ricos para dar empregos a bons salários. Consequentemente, estas famílias estariam na miséria, muito piores do que antes da redistribuição.


Rodrigo Constantino? Sério mesmo que você vai citar ele como argumento? e o Gary Johnson?

Nem vou me ater nessa parte.

Sobre Mises e Hayek, esses sim são dignos de serem citados no meio libertário.

Hayek defendia o direito como uma ordem espontânea e o império da lei. Em outras palavras, achava que a justiça tinha que surgir espontaneamente das interações em um mercado. Agora só espero que não seja desonesto intelectual de citar livros deles defendendo "renda garantida" e etc, pois assim como Friedman, os dois já afirmaram que defenderam esses modelos somente como uma alternativa ao estatal, mas que NÂO eram o ideal de uma sociedade genuinamente livre. (Infelizmente passou por um período mais intervencionista, mas que abandonou posteriormente)

Mises defendia a secessão até o nível individual, só não se considerou ancap por 2 motivos: via uma impossibilidade prática onde afirmou que se fosse "vencida" que deveria ser implementada, e pelo motivo do "rothbardianismo" não existir na época de Mises, já que quando Rothbard de fato espalhou isso, ele já tinha falecido.


Agora citar Constantino e Jonhson é demais, nem vou me dar o trabalho de comentar sobre os dois.


"se numa hiperinflação a preferência temporal se torna gigante"

Sim, pois é questão de vida ou morte. Se você ganha dinheiro hoje e não se desfaz rapidamente deste dinheiro em troca de bens essenciais, amanhã você não conseguirá adquirir estes mesmos bens essenciais (pois amanhã seu dinheiro já não vale mais nada), e a sua própria subsistência estará em risco.

"por que, ao contrário, numa deflação você não postegaria [sic] o consumo, por que a preferência temporal não diminuiria? Vocês dizem que não?"

Há um artigo inteiro sobre isso.

Na prática, este seu raciocínio diz que, entre comprar hoje ou postergar a compra em 5 anos, quando os preços estarão menores, todos optarão pela segunda alternativa.

Só que, em primeiro lugar, não há nenhuma evidência de que uma queda nos preços faça com que as pessoas posterguem suas compras. Se isso de fato ocorresse, ninguém jamais compraria televisões, smartphones, câmeras, notebooks e demais apetrechos eletrônicos, pois sabemos perfeitamente bem que tais itens estarão mais baratos e com ainda mais qualidade no ano que vem. O que ocorre na realidade é que as pessoas acabam comprando uma grande quantidade de todos esses itens.

As pessoas compram coisas quando necessitam delas, e levam em consideração a tendência dos preços (afinal, ninguém pode adiar compras para sempre).

Em segundo lugar, e isso é ainda mais importante, o ser humano sempre irá preferir ter um bem hoje a ter esse mesmo bem apenas no futuro distante. Isso é o básico da teoria da preferência temporal. Logo, sempre que possível, consumidores preferem consumir no presente.

Além de você não poder postergar sua demanda por alimentos, roupas, moradia e alguns outros bens, há também o fato de que você não necessariamente irá adiar sua aquisição de um bem hoje só porque ele estará mais barato daqui a uma ano. Porque mesmo comprando-o hoje a um preço maior, você sabe que seu poder de compra será maior no futuro. E isso muda tudo.

Se você vive em um ambiente em que os preços estão caindo, você sabe que seu poder de compra futuro será maior que o atual. Mesmo sabendo que um carro estará $3.000 mais barato daqui a dois anos, você ainda assim irá comprá-lo hoje, pois sabe que daqui a dois anos seu dinheiro estará valendo mais. Não obstante seu gasto de hoje, você terá maior poder de compra para aquisições futuras. É justamente o fato de você saber que terá maior poder de compra no futuro o que não irá restringir seu consumo presente.
Ao contrário até: é bem possível que o consumo presente possa aumentar.

"Teoria falha."

A sua, a neoclássica? De fato é mesmo. Mas ao menos você ganha o crédito de estar buscando o aprendizado. Seja bem-vindo.

Saudações.


"O ser humano precisa do outro. Assim que nascemos ja precisamos do outro... diferente de um réptil que sai da casca e se vira."

Exato. E o único arranjo que coloca uma pessoa para servir bem a outra -- pois servir bem a outra é do seu interesse próprio -- é o capitalismo.

"Ainda hoje tem pessoas no Brasil sem luz elétrica. O homem com olhos de cifrão não tem interesse nessas pessoas."

Ué, mas foi exatamente a busca por cifrões o que retirou bilhões de pessoas da miséria e melhorou a qualidade de vida de todos. E é exatamente a busca por cifrões o que gera oferta de energia ao redor do mundo.

E é exatamente no Brasil -- onde o setor elétrico está majoritariamente sob controle do estado -- onde as pessoas ainda não têm energia elétrica. Apenas a busca por cifrões garantirá maior oferta de energia elétrica para essas pessoas.

"Menos Mises, Mais Humanismo ao IMB"

Menos vitimismo e mais inteligência para você.



Meu caro, vc vai precisar de mais do que chamar os outros de "ignorantes", "hilários" e "arrogantes" para mostrar alguma coisa.

O comentarista Jango, em 08/01 apresentou uma "lista de países ricos e desenvolvidos" em que o aborto é permitido. A lista tem um dos países europeus com maior influência da igreja católica, um país da América Latina, onde a icar também é muito forte, três micro-países europeus e dois países islâmicos do Golfo Pérsico. É óbvio que esta lista não representa a maioria dos "países ricos e desenvolvidos", ao contrário, mostra exceções.

O comentarista também afirma que "há países africanos, do Oriente Médio e Índia " onde o aborto é permitido. Bem, apenas dois países da África permitem o aborto (Africa do Sul e Moçambique), o que também me parece não representar muita coisa.

Depois da tradicional demonstração de arrogância ("Pesquise mais antes de falar bobagens."), Jango afirma:

"Não há relação entre aborto e desenvolvimento, assim como não há relação entre Welfare-State e desenvolvimento. "

Modestamente, não questionei todos estes pontos. Apenas notei a ironia de chamar de de país desenvolvido um país onde os maridos podem bater nas mulheres.

Outro comentarista, concordando com o primeiro, afirmou:

"O marido poder bater ou não na esposa é uma questão totalmente secundária para determinar se o país é desenvolvido."

O que para mim mostra uma definição de "país desenvolvido" totalmente diferente da minha, dentro de um conceito ético. Note que o contexto de "país desenvolvido" aqui é o de servir de exemplo para a questão do aborto ser permitido ou não. Obvio que um país pode ser desenvolvido economicamente, tecnologicamente, militarmente, sem que isto o torne uma referência ética. Apontei isso comentando:

"Um país onde o espancamento de mulheres por seus maridos é legalizado realmente possui um Desenvolvimento Humano notável. (é isso que IDH quer dizer, não é ?)
Gente que afirma coisas como essa se proclama "humanista" porque é contra o aborto. Fetos tem direitos. Mulheres já nascidas, não."


Aí vc me chama de ignorante e diz que "nem todos os países islâmicos o homem é permitido bater legalmente na mulher", citando a wikipedia. Em primeiro lugar, eu me referi apenas à citação pelo Jango de Qatar e EAU como "países desenvolvidos". Quem tentou generalizar foi vc:

"Não quer aceitar o exemplo de alguns países (em outros o aborto é legalizado) do Oriente Médio porque você acha que todos eles espancam as mulheres?"

Note que vc diz que eu "acho" algo que eu não falei.

E depois vc afirma:

"desenvolvimento, aborto e welfare-state não possuem nenhuma relação. A causa e efeito é invertida pelos progressistas. "

Na minha lógica, se existe causa e efeito, então existe uma relação, mas como não vc não explica de quê "causa e efeito" estã falando, não posso confirmar.

Então, mostrei uma lista que, por mostrar a maioria dos países e não exemplos escolhidos (falácia do cherry-picking), mostra, na minha opinião, que países desenvolvidos, na acepção mais comum do termo, em geral permitem o aborto.

E então vc mostrou uma relação de países separados por "gastos com Welfare-state". Não vi o que isto tem a ver com a questão do aborto. Todos os países da Europa que vc citou, tanto do lado "acima do Brasil" quanto do lado "abaixo do Brasil" permitem o aborto, com exceção dos católicos Polônia e Irlanda e dos micro-países já citados lá em cima. Dos três países americanos "acima" do Brasil, dois permitem o aborto e um não. Dos que estão "abaixo", alguns permitem, a maioria não. Ou seja, não confirma nem desmente nada do que eu falei. Apenas mostra que dividir os países entre os que "gastam mais de 34% do PIB" e os que "gastam menos que 34% do PIB" não mostra nenhuma correlação com aborto.E depois sou eu que "mudo o foco da discussão" ?

O que suas afirmações sobre assistencialismo e social-democracia e porcentagem do pib gasto em "welfare-state" tem a ver com minha singela afirmação de que um país onde é permitido espancar mulheres não é um bom exemplo ético para uma discussão sobre aborto ?

"Você fez isso no caso do aborto por causa de suas convicções pessoais". Ah, agora vc também sabe as razões porque eu "faço" algo ?

Meu caro, este debate não está indo a lugar algum. Se vc não concorda comigo, ótimo. Se vc acha que países que espancam mulheres são um exemplo a seguir, ótimo. Se vc tem idéias ininteligíveis sobre a relação entre assistencialismo e desenvolvimento e gastos sociais e aborto, ótimo. Se vc não consegue debater sem xingar os outros de ignorantes, ótimo. Siga com sua vida. Adeus.


O auxiliar , criticando o ensino de história , esqueceu de mencionar os autos investimentos ocidentais na Europa ,dando razão de que se ouve a social democracia , foi no pós guerra. E não posterior , e o nosso amigo auxiliar , deveria ser mais humilde ,nas suas respostas deixar de ser coxinha aceitar ponderações adversas.


Sem contar que, como as pessoas tem hábitos de consumo e poupança diversos entre si, logo alguns teriam mais dinheiro e outros menos, o que geraria uma nova onda de desigualdade.
Em pouco tempo seria necessário redistribuir o dinheiro novamente, com as mesmas desculpas usadas da vez anterior.
E de novo, sem nenhum efeito duradouro, só que cada vez haverá menos dinheiro para ser distribuído.


Como o amigo comentou acima, ri de quase acordei quem estava na casa.
Por fim, fique rico você primeiro, e pague mais impostos, já que acredita na excelente gestão (há alguma) do governo.
Máquina pública é um monstro que quanto mais come, mais quer comer. Por suas sugestões, estaríamos vivendo num país comunista (já não somos em partes?).

Outro ponto é a educação deste país, que não faz mais do que criar uma gama de proletariado, e acha justo, quando este almeja mais do que alguns PÍFIOS salários mínimo, lhe cobrar uma fortuna de impostos, sendo que na MAIOR parte das vezes, não lhe deu a educação que o faz ganhar uma "fortuna" (como é o caso da maioria dos empresários).

Ir além, com sangue nos olhos, com objetivos e FOCO, ah meu amigo, não há escola bancada por este governo que ensine! E nada mais justo do que não deixar um bando de "colarinhos brancos", lhe tomar grande parte, fazer caixa 2, e depois convencer a população de baixa renda que lhes farão grandes coisas taxando os mais afortunados.

Sou a favor de aumento da carga tributária, assim que estes governos deixarem de nos roubar, e enfim designar o dinheiro devido de volta a TODOS!

Só pra reflexão, se assim desejar, uma frase de "um cara qualquer", de vida modesta: "Alguém está sentado na sombra hoje porque alguém plantou uma árvore há muito tempo.".


https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=79020&

Pessoal do IMB, poderiam votar para acabar com os impostos obrigatórios(pleonasmo um pouco necessário) no link acima? Mesmo que não dê em nada, é importante dar o primeiro passo, não é mesmo?


O que é Minarquia:
A definição da wikipedia em português para minarquia nao está correta. Ela se atém apenas a uma das possibilidades de Minarquia conhecida com Night-watchman state. Na definição do verbete em inglês isso fica claro.

É mesmo? Vejamos:

Minarchism is a libertarian political philosophy which advocates for the State to exist solely to provide a very small number of services. A popular model of State proposed by minarchists is known as the night-watchman state, in which the only governmental functions are to protect citizens from aggression, theft, breach of contract, and fraud as defined by property laws, limiting it to three institutions: the military, the police, and courts. However, some advocates of minarchism also support State-provided fire departments, prisons, legislatures and an executive.

Realmente, a definição em inglês amplia o conceito de minarquia como aceitando também corpos de bombeiros, prisões, legisladores e executivos como atividades estatais...
Mas sabe o que eu não achei? Nenhuma menção a assistência social!
Sabe onde eu encontrei uma menção a isso? Exatamente na crítica dos liberais sociais contra os minarquistas:

Social liberals and social democrats argue that a government should be able to appropriate private wealth in order to better reach a society-wide optimum (as opposed to each actor sub-optimizing for themselves). Those exact obligations of the state to its citizens are decided by consensus and ultimately the parliamentarian democratic process. This may include ensuring care for disadvantaged or dependent people such as the elderly, the physically and mentally disabled, immigrants, the homeless, and the poor.

Sabe o que mais eu achei? Nos tópicos relacionados (See also), como conceito contrastante (Contrast) está assistência social, juntamente com estatismo:

Contrast
[...]
- Statism – general support for large-scale state intervention and highly centralized government authority, coined by Ayn Rand
[...]
- Welfare state – the concept of state promoting well-being of citizens, leading to intervention on a great number of sectors

Aparentemente é pedir demais que o senhor realmente procure ler a definição de minarquia.

Eu tenho mais o que fazer do que ficar tentando explicar o básico para os Ancaps. Anarcocapitalismo não é lógica. É convicção política. Nenhum argumento lógico faz efeito contra quem aceitou o Ancap como a cura divina. Nisso se assemelham muito aos esquerdopatas.
O sujeito posta 50 críticas diferentes ao anarcocapitalismo e, quando educadamente respondido, diz que tem mais o que fazer do que ficar tentando explicar o básico para os Ancaps. Quando ele próprio desconhece conceitos básicos como minarquismo... Tá serto!

O Brasil é tão esquerdista que até mesmo seus minarquistas defendem assistência social e grandes obras públicas... Incrível!

Beijinho no ombro!


Um pouco off, se numa hiperinflação a preferência temporal se torna gigante, por que, ao contrário, numa deflação você não postegaria o consumo, por que a preferência temporal não diminuiria? Vocês dizem que não? Teoria falha.


Igualdade é uma utopia.

Capitalismo é um jogo... é preciso ensinar as pessoas a jogar esse jogo.


O ser humano precisa do outro. Assim que nascemos ja precisamos do outro... diferente de um réptil que sai da casca e se vira.


Ainda hoje tem pessoas no Brasil sem luz elétrica. O homem com olhos de cifrão não tem interesse nessas pessoas.

Menos Mises, Mais Humanismo ao IMB.


Caros:

Há muitas críticas a rebater e pouco tempo. Não dá para responder ponto a ponto. Vamos ao principal:

O que é Minarquia:
A definição da wikipedia em português para minarquia nao está correta. Ela se atém apenas a uma das possibilidades de Minarquia conhecida com Night-watchman state. Na definição do verbete em inglês isso fica claro.

Mas, por favor, não confundam o fato dos minarquistas acharem primordial o governo garantir a segurança e a justiça com o fato de toda a segurança e justiça terem que ser totalmente estatizadas. Pelo contrário: se hoje já há um ambiente misto de público/privado nesses setores, a privatização só deve aumentar. Nunca vi um minarquista propondo que todos os advogados fossem empregados do estado, nem querendo proibir os tribunais arbitrais privados, nem proibindo a existência de segurança privada.

Vários expoentes do libertarianismo falam de rede de proteção social. Cito o Rodrigo Constantino, no livro "A economia do indivíduo", cap. iV, item 2, que resume o livro "Igualdade, Valor e Mérito", de Hayek: "Pode-se falar, no máximo, em melhores condições para os mais necessitados ou em uma rede de proteção básica." Ou seja: nem o Hayek, nem o Rodrigo Constantino, nem eu, conseguimos logicamente excluir a possibilidade de uma "rede de proteção básica".

Gary Johnson, candidato libertário à presidência dos USA, ficou famoso pelo programa de vouchers estudantis que implementou no estado do Novo México, quando governador. Ainda hoje é defensor dos vouchers.

Mises nunca pregou o Anarcocapitalismo.

Aparentemente essa minoria barulhenta chamada Ancap se acha mais esperta que todos esses expoentes do libertarianismo...

Sugiro então que todos esse comentários raivosos que me foram direcionados, sejam encaminhados ao Rodrigo Constantino, ao Gary Johnson. Aproveitem e chamem um médium para levar a questão para Hayek e Mises também...

Eu tenho mais o que fazer do que ficar tentando explicar o básico para os Ancaps. Anarcocapitalismo não é lógica. É convicção política. Nenhum argumento lógico faz efeito contra quem aceitou o Ancap como a cura divina. Nisso se assemelham muito aos esquerdopatas.

[]s



Minarquista 19/07/2017 21:18

Nunca defendi educação e saúde públicas. Ao contrário em comentários anteriores provei por A + B que é impossível defender saúde e educação geridas pelo estado. Todas as escolas e hospitais devem obrigatoriamente ser privados.
Bem, odeio te desapontar, mas vouchers e Obamacare continuam sendo programas governamentais.
Mas tudo bem, posso encaixá-los em assistência social, se te incomoda.

Nunca defendi grandes obras públicas. Não sei de onde vc tirou isso. Que desonestidade intelectual, hein?
Não é desonestidade intelectual. Não tenho culpa se você não pensa um passo à frente no que acarretará o que você defende.
- Espaços públicos: ruas, avenidas, estradas vicinais, iluminação pública, praças, parques, reservas. Não dá para imaginar todas as ruas sendo privadas.
Você mesmo escreveu que ruas e estradas devem ser geridas pelo governo, ora bolas! Sendo assim, quem diabos as construirá? Que empresário construirá uma estrada sabendo que ela será desapropriada pelo governo? (Além do mais, não sei nem se o governo permite a construção de estradas privadas...)
Se pontes, ruas, estradas, viadutos, etc., não são exemplos de grandes obras públicas, eu não sei mais o que é!
Ou você está dizendo que, pelo fato do Governo ter pago empresas privadas para construir as obras do PAC, estas não se categorizam mais como sendo grandes obras públicas?
Pense, criatura!

Já vouchers educação e de saúde para os pobres, para serem usados em escolas e hospitais privados, não consigo refutar logicamente. E até agora ninguém em lugar nenhum os refutou de forma lógica.
Difinição D1) Defina-se roubo como delito cometido por quem se apossa de coisa pertencente a outrem, sem a permissão deste.
Difinição D2) Defina-se imposto como contribuição ou tributo exigido para assegurar o funcionamento do Estado.
Difinição D3) Defina-se voucher estatal como sendo valor pago pelo Estado para alguém pagar por determinado produto ou serviço, total ou parcialmente.
Postulado P1) Imposto não precisa de permissão prévia de quem é taxado.
Teorema T1) De D1, D2 e P1: imposto é roubo.
Lema L1) De D3, D2 e T1: voucher estatal é financiado via roubo.
Postulado P2) Roubar é imoral.
Lema L2) De L1 e P2: é imoral o Estado roubar, via impostos, para arcar com voucher estatal.
Conclusão: voucher estatal é imoral.

Tá de forma lógica o bastante pra você?

O próprio texto exemplifica que não é possível realizar voluntariamente tudo.
What? O que? Onde? Como? Cuma?
Há tantos problemas com esta sua observação que me dá até preguiça de refutá-la.
Algum corajoso se habilita?

Com relação ao roubo do carro, você tergiversa. Não responde, mas inventa uma situação totalmente improvável em que temos um único recurso para salvar duas vidas em risco simultaneamente. Você já ouviu falar em probabilidade?
Mas vamos na sua linha. Eu não roubei o carro. O cara precisou dele e o carro não pegou. E aí? Quem é culpado? O fabricante do carro? O fornecedor do combustível? Vamos parar de fugir do assunto. Posso inventar tantas exceções absurdas quanto você. Isso não leva a nada.
Tenha honestidade intelectual e responda o principal: o direito de propriedade é sempre absoluto, mesmo em casos de vida ou morte?

Hã? Você inventa um cenário, este é prontamente respondido, agora você muda de cenário, se recusando em fazer uma tréplica, e eu é que estou tergiversando e fugindo do assunto?
Eu me desculpo, aqui, por ter escrito que você tenha sérias limitações cognitivas. Mas convenhamos que é extremamente complicado dialogar contigo!
Voltemos ao seu cenário inicial.
A questão fundamental aqui é: o fato de alguém estar em risco de vida te dá carta branca para você não ser responsabilizado pelas consequências do roubo?
E a resposta é não! Se você roubou o carro de alguém, não importando o motivo, este alguém deve ter o direito de ser ressarcido. Mesmo que você devolva o carro, você deve pagar pelas consequências do seu roubo. Obviamente a pena deve ser proporcional: se, devido ao seu roubo, a mulher e o bebê morreram, você deve ser preso por assassinato não intencioal; Se o roubado perdeu R$ 50.000,00 , você deve ressarcí-lo; Se nada aconteceu ao carro e você ainda encheu o tanque, pode muito bem acontecer que o sujeito sequer preste queixa, ou que o juíz te condene a algumas horas de serviço social apenas. De qualquer forma, você não pode usurpar o direito do roubado de exigir sua responsabilização pelo roubo.
Eu procurei o que a justiça brasileira tinha a dizer sobre este tema, mas infelizmente não encontrei nada. Mas suponhamos que ela tenha um entendimento semelhante ao meu. Isto descomprova a "possibilidade lógica por A + B" de justiça estatal?
Agora, sobre sua pergunta: o direito de propriedade é sempre absoluto, mesmo em casos de vida ou morte?
A resposta é um claro sim*! O direito (negativo) à vida já é, em si, um direito de propriedade.
Além disso, vidas não possuem valor infinito. Se assim o fosse, seria justificável escravizar todos os brasileiros para pagar pelo tratamento de saúde de uma pessoa com uma doença rara, cujo tratamento custasse algo equivalente ao PIB do Brasil.

*Obviamente aqui, se tratando de propriedade propriamente dita. Eu não posso possuir algo que já é seu, não posso possuir algo que fira o PNA, etc.

Vou um pouco mais longe: se você analisar a fundo os direitos naturais, verá que há situações de colisões naturais, de conflitos naturais de direitos naturais. Então os direitos naturais não são absolutos. Há situações de exceção. Pense um pouco mais antes de escrever absurdos. Os ancaps como avestruzes querem fingir que estes casos não existem. Excluir da análise uma questão que prova o contrário da sua crença se chama, no mínimo, desonestidade intelectual.
Bem, desonestidade é repitir a mesma pergunta ad infinitum, se recusando a discutí-la profundamente.
Desonestidade é fazer 50 perguntas de uma só vez e, quando seu interlocutor tentar se aprofundar em apenas uma das suas questões, agnorá-lo e clamar que venceu o debate por ele não ter respondido todas as outras 49 perguntas.
No mais, e escrevo apenas por mim, aceito perfeitamente que possam existir casos que o direito natural não cubra. Apenas acredito que uma justiça privada seja perfeitamente capaz de atendê-los satisfatoriamente.

Já comparar minarquia com liberalismo social é um absurdo sem tamanho. O liberal social não está preocupado em limitar o tamanho do estado. O Libertarianismo começa na lógica filosófica, no jusnaturalismo, nos direitos negativos. O liberal social crê nos direitos positivos (que nojo!).
What? O que? Onde? Como? Cuma?
Você sabia que assistência social compulsória se encaixa na categoria de direitos positivos, não?!?!
Além do mais, visto que minarquistas são libertários, cuja filosofia começa no jusnaturalismo, e que, segundo você mesmo, o jusnaturalismo é internamente inconsistente... Bem... Como você pode se considerar minarquista então? Você está afirmando acreditar em algo inconsistente? Que delícia este duplipensar!

O liberal social é praticamente um social democrata. Provavelmente creia na democracia ilimitada. Talvez pregue até o wellfare state.
Sua comparação não tem nada a ver com nada. Não sei de onde você tira esses absurdos.

Criatura, se decida!
Você defende ou não uma assistência social pública compulsória?
Você defende ou não vouchers para educação?
Você se limita a defender que o Estado cuide da justiça e segurança interna e externa (definição de minarquia)? Sim ou não?
Se sim, parabéns, você é um minarquista. Se não, você é um liberal social.
Ou apresente uma fonte que defina minarquismo diferentemente da definição que apresentei. Pronto! Simples assim!

E comparar a relação de governos com o problema prático de quem vai fazer as ruas chega a ser hilário. Como você não consegue contestar o "efeito carona", apenas tenta se esquecer dele. Em algum nível de governo, haverá atividades coletivas, como fazer e conservar ruas, praças, parques, reservas. Em algum nível precisaremos de polícia, tribunais e leis. Pode ser tudo municipal, podemos ter uma organização baseada em cidades estado, etc. Mas estado nenhum já provei inúmeras vezes que é impossível.
Por favor, tenha um pouco mais de honestidade intelectual.

Santo Deus! Para alguém que diz poder provar algo por A + B, você deveria entender coisas como escopo de uma afirmação, e o que é uma definição.
Eu já entendi que, para você, o efeito carona é algo indesejável. E daí?
Você diz que é impossível um arranjo com as propriedade A (anarquia) e B (capitalismo) simultaneamente (anarcocapitalismo).
Eu te aponto um arranjo com ambas estas propriedades ao mesmo tempo (cenário internacional).
E a sua refutação é que este arranjo não possui a propriedade C (ausência do efeito carona)?
Ainda preciso te explicar onde seu raciocínio se perdeu?

Mais sorte da próxima vez.

BnO.


Felizmente, já há uma voz no deserto explicando que a culpa de toda a estagnação por vir não é do capitalismo.


O que diz no contrato daqui? Tem de ler.

O que eu sei é que em nenhum país minimamente capitalista funciona assim como você descreveu. Em qualquer país do hemisfério norte, se você adquire um produto defeituoso e reclama, a loja imediatamente lhe restitui outro, no questions asked. Nos EUA é assim. E não só para compras online; em qualquer supermercado o procedimento é o mesmo.

Óbvio: o empreendedor sabe que, se ele não lhe der um produto novo e sem defeito, você não só não mais comprará ali, como também irá fazer um grande burburinho nas redes sociais, podendo afetar enormemente as receitas futuras desta loja.

Aliás, eu já fui restituído por compras feitas na Amazon de um cara que eu nem conhecia. Foi nos EUA. Ele me mandou um CD (videogame) que não rodou no meu laptop. Mandei um email, devolvi o CD e ele prontamente me enviou outro, que funcionou.

Óbvio também: se ele não fizesse isso, eu acabaria com a reputação dele no sistema de classificação do site (as estrelinhas). E aí as receitas futuras dele estariam comprometidas.

Ou seja, se o cara for um genuíno capitalista, preocupado com receitas e lucros futuros, ele irá lhe restituir um novo produto. Agora, se ele não for capitalista -- ou se ele operar em um mercado protegido pelo governo, como é o caso do Brasil -- então ele realmente não lhe dará outro produto. Aí o defeito é exatamente da ausência de capitalismo.

Aposto que a sua compra no Brasil foi em alguma grande loja, daquele tipo que é protegida pelo governo.