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"Por exemplo, o relativo à questão estrutural, que devido ao orçamento praticamente ser engessado pelos gastos com servidores, aposentados e pensionistas, tem-se muita dificuldade em fazer qualquer redução ou enxugamento da máquina estatal."

Na verdade, isso foi abordado no artigo.

O fato é: durante a expansão do crédito, quando a quantidade de dinheiro na economia aumentava continuamente, a arrecadação dos governos estaduais não parava de subir. Consequentemente, os governadores não paravam de criar novos gastos. Era uma farra que foi vista como perpétua.

Agora que o crédito secou, a oferta monetária estancou e a economia degringolou (com o fechamento de várias empresas), o aumento previsto das receitas não ocorreu. Na verdade, pelos motivos explicados no artigo, as receitas estão caindo. Mas os gastos contratados continuaram subindo.

Gastos em ascensão e receitas caindo -- é claro que a conta não vai fechar.

O RJ teve o problema adicional da lambança feita na Petrobras, o que reduziu bastante as receitas do estado com a extração de petróleo. Mas, mesmo que a Petrobras estivesse supimpa, a situação do estado continuaria calamitosa. Um pouquinho melhor do que é hoje, mas calamitosa.

Lição: é impossível brigar contra as leis da economia.

"a partir de 2009, os estados puderam voltar a se endividar. [...] Aí os estados passaram a se financiar, ou a financiar seus investimentos, através de endividamento e não de a partir de suas receitas. E mais com o dado de que o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, assinou (uma a uma) autorizações de crédito pra estados e municípios que tinham classificação de crédito C e D."

Como você corretamente colocou, os estados eram avalizados pelo governo federal. Eles só podiam pedir emprestado se o governo federal fosse o fiador do empréstimo.

Vale ressaltar que esses empréstimos aos estados são efetuados pelos bancos estatais (com a garantia do governo federal). E esse foi exatamente o tema do artigo.

Esses empréstimos dos bancos estatais direcionados aos governos estaduais também permitiram que eles inchassem suas folhas de pagamento, mas sem qualquer garantia de que as receitas futuras continuariam cobrindo esse aumento de gastos.

Como a realidade se encarregou de mostrar, isso não ocorreu.

No final, tudo passa pelos bancos estatais e sua expansão do crédito de acordo com critérios políticos.

Obrigado pelas palavras e grande abraço!


Ótimo artigo! E no geral, a teoria é perfeita pra explicar as causas da crise nas finanças brasileira e dos estados.

Mas faltou alguns outros detalhes importantes que também colaboraram para chegarmos a essa situação. Por exemplo, o relativo à questão estrutural, que devido ao orçamento praticamente ser engessado pelos gastos com servidores, aposentados e pensionistas, tem-se muita dificuldade em fazer qualquer redução ou enxugamento da máquina estatal.

Outra coisa também, que complementa o artigo, é que a partir de 2009, os estados puderam voltar a se endividar (o que antes era limitado pelos acordos de refinanciamento de cada um, que foram feitos depois da crise de 97). Aí os estados passaram a se financiar, ou a financiar seus investimentos, através de endividamento e não de a partir de suas receitas. E mais com o dado de que o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, assinou (uma a uma) autorizações de crédito pra estados e municípios que tinham classificação de crédito C e D.

Ou seja, como representante da ignorância dos gestores estaduais, que também não são santos nessa história, poderiam ter incluído pelo menos o ex-ministro na foto do artigo.


O estado rouba dos pobres via inflação e dá para os ricos que detêm a maior parte dos títulos públicos, cargos públicos, esquemas, bolsa empresário do BNDES, monopólios concedidos por agências reguladoras, isenção fiscal para os amigos do rei, etc.


Não existe essa história de funças ou bolsistas,mais cedo ou mais tarde, o Brasil vai falir e esses parasitas querendo ou não,achando bom ou achando ruim,vão ter que se conformar em perder as tetas estatais.A minha preocupação é que no momento em que o pior acontecer o povo estará mais perdido que cego em tiroteio sem saber o que fazer.É preciso um exército ancap para orientar o povo brasileiro quando a desgraça inevitável chegar.O estado brasileiro vai quebrar da mesma forma que a Somália,é só uma questão de tempo.


Posso me meter nessa contenda.

Roberto, analisei o nexo temporal de necessidade x invenção dos medicamentos e diria que sim, Thiago está correto.

E pensando sobre isso, a necessidade antes da criação engloba tudo aquilo que escapa a ação humana e interfere em nossas vidas, como doenças, mudanças climáticas e a gênese química e biológica. Porém o cerne da Lei de Say não é o apriorismo da criação como antecedente da necessidade, mas sim de como o mercado valora a criação, e se por essa valoração intrínseca ela se perpetua ou não através do tempo. Mas vamos voltar ao exemplo do Thiago.

Por exemplo, se analisarmos técnicas de irrigação em uma biosfera árida, e existem centenas delas. A partir daqui conseguimos estabelecer o cenário de solo árido (criado por... enfim eu acredito em Deus, mas quem quiser acredite no ocaso), a necessidade subjetiva de irrigação para agricultura, e a ação humana, que irá mover recursos escassos para ali produzir, calculando custos e impondo preços, e em contrapartida novamente a ação humana, que irá verificar se esses custos são viáveis, comprando ou não os frutos daquela terra.

Com isso conseguimos estabelecer um nexo causal entre a necessidade primeira e a criação posterior, onde o agente primário criador daquele cenário árido não está entre nós. Não sabemos o por quê de ser árido. O criador desse quadro não o vendeu para nós, logo esse agente não busca o mesmo resultado que nós - o lucro. Só nós, o solo e a oportunidade subjetiva de aproveita-lo para produzir e prosperar.

O mesmo paralelo podemos estabelecer entre a doença e a medicina, onde nós somos o terreno criado pelo agente oculto, e neste terreno habitam doenças causadoras de distúrbios (também criadas pelo mesmo agente).

Apriorísticamente desde quando nascemos existe a necessidade primária de solução, ou o resultado é muitas vezes a morte. A partir dessas quase infinitas necessidades, profissionais de todas as partes do mundo criam desde os primórdios da nossa espécie técnicas e substâncias para, se não possível resolver, mitigar a necessidade trazendo conforto ao doente.

Nesse emaranhado de técnicas foram se perpetuando as mais eficientes E mais econômicas, tanto ao doente quanto ao profissional. Novamente conseguimos enxergar o nexo causal, onde a ação humana só existe após a doença, e com ela cessada, a ação humana também cessa. Sendo mais lúdico, remonto as palavras do Mestre: "Os sãos não precisam de médico".

Para concluir, os homens que estão a frente de seu tempo são aqueles que não somente criam antes da necessidade, basicamente inventando-a (afinal, quem diria como um Iphone é útil sem saber que ele existe?), mas aqueles que conseguem lidar com a necessidade criada pelo agente oculto de forma mais efetiva que seus pares, em menos tempo, e de forma mais econômica.

Obrigado por quem leu até aqui.



Sendo eu um quase engenheiro mecânico -- pulei fora no oitavo período -- tenho alguma obrigação de entender de modelos de carros e suas eventuais qualidades. Daí a opção pelo Bravo T-Jet.

Obrigado pelas palavras e grande abraço!


Au contraire, muitos leitores se baseiam nas medidas keynesianas para explicar ou tentar refutar aquilo que foi escrito em algum artigo aqui no IMB, mas simplesmente não conseguem rebater as afirmações sob a perspectiva austríaca dos caros autores e leitores deste site.


Leandro, me referi que em um período ou em uma ''reforma'' anunciada, seria mais racional seguir essa ordem..

E mais, eu disse:

''Eu entendo que cortar as tarifas e permitir importar carro usado, iria de fato ser positivo, ao mesmo tempo aumentaria o desemprego substancialmente nessa grave recessão e pior: O desemprego iria continuar se o empreendedorismo continuasse como esta''

Ai que ta, mesmo sobrando dinheiro para as pessoas consumirem, investirem, pouparem e empreenderem, nessa recessão e nessa burocracia asfixiante o efeito não seria tão significante, imagine nesse cenário nacional onde empreender é coisa pra maluco, uma recessão tremenda, um governo intervindo mais novamente e etc, como que poupança vai surgir, consumo, empréstimo, renda....
Repito, você esta completamente correto sobre esses efeitos lindos, só que isso em um país fora de recessão e um pouquinho mais livre... Não vejo que esses feitos aconteceriam no Brasil nesse caos atual, uma economia que no ranking de liberdade economica fica junto a países socialistas....Entende?

Sera mesmo que os resultados seriam significantes?
Essa a questão sobre ''a situação atual''.

Mas você fez eu perceber um ponto que eu antes não havia pensado, muito obrigado!

''A única maneira garantida de fazer reformas é havendo uma "ameaça" concreta e imediata. No Brasil, sempre foi assim.

Por outro lado, ficar empurrando a situação com a barriga, à espera do surgimento de uma "vontade política" para fazer uma mudança que não é urgente (e não será urgente enquanto não houver livre comércio) é garantia de imobilismo.''

Ainda acho essa ameaça utópico aqui, porque:
Que político estaria disposto a abrir a economia mas continuar engessando a economia nacional? Uma contradição pura, se algum burocrata eleito tiver disposto a abrir a economia, muito provável que ele também estará disposto a facilitar o comercio nacional. Nunca vi um exemplo de um cara que chegou e falou ''temos que abrir a economia pro mundo, mas devemos criar toda dificuldade para as pessoas empreenderem''
Ele nunca daria esse tiro no pé e criar essa ameaça que você falou, até porque mesmo que fizesse, os empresários chorariam pela volta da reserva de mercado porque é caro a produção aqui e o burocrata voltaria a estaca zero...

Por outro lado você exagerou um pouco sob minha colocação:

''Essa ideia de que primeiro temos de esperar o governo ter a iniciativa de arrumar a casa para então, só então, conceder a liberdade para o indivíduo poder comprar o que ele quiser de quem ele quiser é inerentemente totalitária''

Acho que o que der pra fazer primeiro que faça, não acho que devemos esperar o governo arrumar pra então abrir.
No meu comentário eu também quis dizer que se algum presidente estivesse disposto a fazer uma reforma pró-mercado, que então fosse assim, acredito que seria mais eficiente e com menos ''choro'' assim. Você sabe, Argentina, Brasil e afins são países inviáveis, você quer fazer reforma trabalhista nego chora, reforma da previdência nego chora.... Imagine o que os empresários brasileiros não iriam fazer quando soubessem que um presidente esta disposto a destruir as reservas de mercado amanha....
Eu acho que ''politicamente'' também seria mais eficiente do jeito que eu falei...

Agora se tivermos a oportunidade de acabar com as reservas de mercado amanha, antes de qualquer outra reforma, que ACABE!. Seria uma conquista e um passo rumo a liberdade e por isso os resultados não importariam, eu questionei a significancia desses resultados no Brasil de hoje, não acredito que seria como você disse por causa do nosso desastre e dessa economia estatal. Nunca que vou ser contra esse passo, no máximo como eu falei, em uma reforma liberal geral eu iria ''adia-la por um ano''.
Principalmente olhando mais pra realidade ''Política'' e como o País e seu povo é.

''Não faz sentido combater estas monstruosidades criando novas monstruosidades. Não faz sentido tolher os consumidores ou impor tarifas de importação para compensar a existência de impostos, de burocracia e de regulamentações sobre as indústrias. Isso é querer apagar o fogo com gasolina. ''

Não tem lógica mesmo, nesse seu comentário brilhante você respondeu como se eu fosse um protecionista, o que não é o caso kkk.
Eu apenas levantei a reflexão que: Se tivesse um cara do IMB na presidência, com carta branca pra fazer o que quiser, acho que seguir a ''ordem'' que eu disse seria mais racional, politicamente mais viável (daria pra conter melhor o choro) e por ai vai...

Nesse seu trecho, você não esta me contra-argumentando e sim um protecionista que eu não presenciei..kkkk

Novamente, não defendo o protecionismo de maneira alguma, só disse que em uma reforma austríaca no Brasil, as tarifas de importação deveriam ser extintas depois de certas reformas(não demoraria, seria uma das prioridades sim).
E questionei a significancia dos efeitos sob nossa situação atual.
Se esse fosse o tema do referendo amanha, eu votaria contra?
Obvio que não, independente de qualquer coisa....

Foi isso que eu quis passar....

tudo de bom e Grande Abraço!


Keynesianos não seriam keynesianos se lessem este site, coisa que infelizmente eles não fazem.


Sim. A sorte é que, na prática, elas não são impingidas. Há tantos requisitos que têm de ser encontrados para que tais restrições sejam impingidas que, na prática, isso não ocorre.

https://www.hoganlovells.com/~/media/hogan-lovells/pdf/publication/competition-law-in-singapore--jan-2015_pdf.pdf

Aliás, veja que interessante: o caso mais famoso em que essa medida foi aplicada foi quando a CCS (Competition Commission of Singapore) multou 10 financistas por eles terem pressionado uma empresa a retirar uma oferta do mercado.

Ou seja, o governo, uma vez que ele existe, atuou exatamente naquela que é a sua função clássica: coibir a coerção a terceiros inocentes. No caso, coibiu uma pressão que estava sendo feita a uma empresa que estava vendendo produtos (seguro de vida) mais baratos.

www.channelnewsasia.com/news/business/singapore/10-financial-advisers/2611160.html

Eu quero.


Opa, eu também tenho correlações irrefutáveis!

tylervigen.com/images/spurious-correlations-share.png

i.imgur.com/OfQYQW8.png

https://img.buzzfeed.com/buzzfeed-static/static/enhanced/webdr02/2013/4/9/15/enhanced-buzz-25466-1365534595-12.jpg

www.tylervigen.com/chart-pngs/10.png

i.imgur.com/xqOt9mP.png

Caso queira mais é só pedir!


P.S.: ah, só para você não mais ser flagrado como desinformado, os irmãos Koch financiam o Cato Institute, que é inimigo figadal do Mises Institute. Os Koch desprezam o Mises Institute e seus integrantes. E o Mises brasileiro sobrevive das doações de voluntários, como você. Faça a sua parte!

www.mises.org.br/Donate.aspx


Leandro, estive pesquisando sobre Cingapura e me deparei com isso:

Competition Act, medida promulgada em 2004 que visa "proteger os consumidores e as empresas de práticas anticompetitivas de entidades privadas". Basicamente se resume em três pontos principais:

"Artigo 34.º - Acordos anticoncorrenciais"

"Artigo 47.º - Proibição de abuso de posição dominante"

"Artigo 54 - Fusões que diminuem substancialmente a concorrência"

Link para a medida no site do governo: https://www.ccs.gov.sg/legislation/key-prohibitions

Não seriam medidas autoritárias e anti-mercado? Chega ao ponto de proibir fusões e aquisições que garantam uma boa fatia do mercado, vetar recomendações de preços por associações e a tão afamada "precificação predatória".




Isso é algo melhor descrito como briga de máfias, ou briga entre partes discordantes da mesma máfia.
Só o governo pode ter uma polícia, de qualquer forma.


uma imagem vale mais que mil mentiras dos institutos financiados pelos irmãos koch closertogether.org.nz/wp-content/uploads/Child-poverty-inequality-2-June-c.jpg


A princípio, sim. Com a diferença de que o americano médio, dado que seus bancos não são zumbis e não estão quebrados, ainda consegue empréstimos caso tenha bom histórico.

Já o japonês médio, bem difícil.


Desconheço um único caso de empreendimento que era badalado e que possuía grande demanda -- como o caso do restaurante em questão -- e que repentinamente quebrou.

Empreendimento badalado e que possui grande demanda não quebra; na pior das hipóteses, muda de administração.

Para você quebrar um empreendimento badalado, com clientes cativos e chiques, e que possuía grande demanda, é preciso ser artista. Ou marxista.

Sim, vários empreendimentos quebram no mundo real. Mas todos eles quebram porque não mais têm demanda. Ou porque realmente nunca tiveram demanda. Já o restaurante em questão não só tinha grande demanda, como também seus clientes comungavam da mesma ideologia coletivista do gerente.

Mas nem isso foi capaz de mantê-lo operante.

Exotismos irracionais -- como o marxismo -- só funcionam na cabeça de professores universitários que nunca empreenderam na vida.


Sim e não.

De fato, se todo o crédito fosse para consumo -- uma coisa irreal, pois o crédito para consumo é o mais caro e arriscado --, o efeito imediato seria o aumento dos preços dos bens e serviços. Muitas pessoas estariam repentinamente consumindo mais (maior demanda) sem que tivesse havido qualquer aumento na oferta.

Só que tal aumento de preços mandaria um sinal claro para empreendedores: tais setores estão vivenciando aumento da demanda; ampliem a oferta daqueles bens e serviços e lucrem com isso.

Ato contínuo, a estrutura de produção da economia será rearranjada de modo a satisfazer essa nova demanda impulsionada pelo crédito.

Mas aí, em algum momento futuro, acontecerá o inevitável: se essas pessoas estão se endividando para consumir, como elas manterão sua renda futura para continuar consumindo? A única maneira de aumentar a renda permanentemente é produzindo mais, e não se endividando mais.

Tão logo a expansão do crédito acabar, e as pessoas estiverem muito endividadas (e tendo de quitar essas dívidas), não mais haverá demanda para aqueles bens e serviços. Consequentemente, os empreendedores que decidiram investir na ampliação daqueles setores rapidamente descobrirão que estão sem demanda. Com efeito, nunca houve demanda verdadeira por seus produtos. Houve apenas demanda artificial e passageira.

É aí que começa a recessão: quando vários investimentos errados (para os quais nunca houve demanda verdadeira) são descobertos e precisam ser liquidados.

E de nada adiantará o estado tentar estimular artificialmente a demanda para dar sobrevida a esses investimentos errados. Aliás, isso só piorará a situação.

Se um empreendedor investiu em algo para o qual não havia demanda genuína, ele fez um erro de cálculo. Ele imobilizou capital em investimentos que ninguém realmente demandou. Na prática, ele destruiu capital e riqueza. Cimentos, vergalhões, tijolos, britas, areia, azulejos e vários outros recursos escassos foram imobilizados em algo inútil. A sociedade está mais pobre em decorrência desse investimento errôneo. Recursos escassos foram desperdiçados.

O governo querer estimular o consumo de algo para o qual nunca houve demanda natural irá apenas prolongar o processo de destruição de riqueza.

O que realmente deve ser feito é permitir a liquidação desse investimento errôneo. O empreendedor que errou em seu cálculo empreendedorial -- e que, no mundo real, provavelmente estará endividado e sem receita -- deve vender (a um preço de desconto, obviamente) todo o seu projeto para outro empreendedor que esteja mais em linha com as demandas dos consumidores.

Este outro empreendedor -- que está voluntariamente comprando esse projeto -- terá de dar a ele um direcionamento mais em linha com os reais desejos dos consumidores.


Traduzindo tudo: a recessão nada mais é do que um processo em que investimentos errôneos -- feitos em massa por causa da manipulação dos juros feita pelo Banco Central -- são revelados e, consequentemente, rearranjados e direcionados para fins mais de acordo com os reais desejos dos consumidores.

A economia entra em recessão exatamente porque os fatores de produção foram mal direcionados e os investimentos foram errados.

Nesse cenário, expandir o crédito e tentar criar demanda para esses investimentos errôneos irá apenas prolongar esse cenário de desarranjo, destruindo capital e tornando a recessão (correção da economia) ainda mais profunda no futuro. E com o agravante de que os consumidores e empresários estarão agora bem mais endividados, em um cenário de inflação em alta -- por causa da expansão do crédito -- e sem perspectiva de renda.


Thiago ,

Espero que você tenha compreendido e esclarecido sua dúvida. Espero também que as rusgas iniciais sejam relevadas por ambas as partes e que você possa voltar para aprender mais sobre a Escola Austríaca.

Grande abraço, bons estudos, desejo sorte.


E os milhares de empreendimentos convencionais capitalistas que respeitam todas as regras administrativas e de mercado que fecham anualmente? Hum ...


Oi Leandro, muito obrigado pela excelente explicação!

Podemos dizer que o resultado final para o tomador de empréstimo acabou sendo muito parecido, muito embora eles se originem de mecanismos completamente diferente em cada um dos casos?



Excelente compilação, Mr. Richards! Obrigado por trazê-la e compartilhá-la conosco.


Leandro, desculpa incomodar mas surgiu uma dúvida.
Se o crédito criado do nada for emprestado para consumo seja do governo ou dos consumidores isso vai gerar certas consequências é claro, mas não vai gerar um ciclo econômico ao estilo "Boom and Bust " e tal ciclo econômico só ocorreria se o dinheiro criado do nada fosse emprestado para ser investido na produção e não em consumo, faz sentido afirmar isso, obrigado.


Discordo. E isso já foi discutido em vários outros artigos aqui deste site e também em um podcast. O leitor "Miscelânia" acima até copiou meus argumentos.

Essa ideia de que primeiro temos de esperar o governo ter a iniciativa de arrumar a casa para então, só então, conceder a liberdade para o indivíduo poder comprar o que ele quiser de quem ele quiser é inerentemente totalitária.

Se há indústrias nacionais eficientes que estão sendo prejudicadas pelas políticas do governo, isso é algo que tem de ser resolvido junto ao governo, e não tolhendo os consumidores.

Se os custos de produção no Brasil são altos e estão inviabilizando até mesmo as indústrias eficientes, então isso é problema do Ministério da Fazenda, do Ministério do Planejamento, da Receita Federal e do Ministério do Trabalho. São eles que impõem tributos, regulamentações, burocracias e protegem sindicatos.

Não faz sentido combater estas monstruosidades criando novas monstruosidades. Não faz sentido tolher os consumidores ou impor tarifas de importação para compensar a existência de impostos, de burocracia e de regulamentações sobre as indústrias. Isso é querer apagar o fogo com gasolina.

De resto, e como já disse outro leitor, ironicamente, a forma mais garantida de fazer essa reforma interna é justamente liberalizando o comércio exterior: com importados baratos e de qualidade chegando, não haverá outra alternativa aos políticos senão liberalizar imediatamente o mercado interno para que este consiga sobreviver e concorrer.

A única maneira garantida de fazer reformas é havendo uma "ameaça" concreta e imediata. No Brasil, sempre foi assim.

Por outro lado, ficar empurrando a situação com a barriga, à espera do surgimento de uma "vontade política" para fazer uma mudança que não é urgente (e não será urgente enquanto não houver livre comércio) é garantia de imobilismo.

Por fim, a correlação entre abertura comercial e desemprego é inversa: quanto mais aberto é o país às importações, menor a taxa de desemprego. (Confira a tabela)

A lógica é direta: tarifas são impostos sobre vendas que se aplicam a bens estrangeiros. As empresas estrangeiras são tributadas para que suas concorrentes domésticas — que são isentas desta tributação — possam livremente aumentar seus preços de maneira generalizada.

Tendo agora de pagar mais caro por produtos nacionais de qualidade mais baixa, os consumidores nacionais estarão incapacitados de consumir mais e de investir mais. A restrição às importações e a reserva de mercado criada por ela faz com que a capacidade de consumo e de investimento da população seja artificialmente reduzida.

E sempre que a capacidade de consumo e de investimento da população é artificialmente reduzida, lucros e empregos diminuem por toda a economia.

Assim, empregos de baixa produtividade nas indústrias protegidas são mantidos à custa de empregos de alta produtividade em empresas que tiveram suas vendas reduzidas por causa da queda da capacidade de consumo e de investimento das pessoas.

Logo, toda a economia se torna mais ineficiente, a produção diminui, os preços médios aumentam, e os salários reais caem.

Adicionalmente, tarifas protecionistas também afetam as empresas domésticas que precisam importar bens de capital e maquinários modernos para incrementar sua produtividade e, com isso, fabricar produtos melhores e mais baratos. Tarifas as obrigam a pagar mais caro por seus insumos ou então a comprar insumos nacionais mais caros e de pior qualidade.

Isso reduz sua produtividade e aumenta seus custos. Sendo menos produtivos e operando com custos maiores, essas empresas se tornam menos competitivas internacionalmente.

Consequentemente — e essa é uma das consequências não previstas do protecionismo —, as exportações também tendem a declinar. E estimular exportações era exatamente uma das intenções do protecionismo.

Tarifas são imorais, anti-humanas e anti-econômicas, e servem apenas para garantir a reserva de mercado dos incompetentes.

Recomendo:

Nove perguntas frequentes sobre importação, livre comércio e tarifas protecionistas


Leandro, de fato esse é o ideal, mas isso quebraria a indústria em semanas..

O primeiro a se fazer, é desburocratizar tudo, acabar com CLT, com essa carga tributária complexa e alta, passar segurança jurídica através de contratos, fortalecer direitos de propriedade, privatizar bancos, moeda e tudo que ver pela frente.... E por ai vai....

Ai depois disso, seria hora certa de fazer isso que você falou, abra a importação de carros usados, 0% de alíquota sobre carros novos e usados, ai sim você incentivaria construir aqui (ou melhor não atrapalharia em nada) e você daria condições leais para que a indústria aqui competisse de ''mano a mano''.

Eu entendo que cortar as tarifas e permitir importar carro usado, iria de fato ser positivo, ao mesmo tempo aumentaria o desemprego substancialmente nessa grave recessão e pior: O desemprego iria continuar se o empreendedorismo continuasse como esta, por isso eu digo, primeiro faça reforma nacionalmente, tire tudo que atrapalha aqui ai sim depois você abre as portas. É como: '' Arruma a bagunça do seu quarto, tire as coisas do meio que só dificultam você se locomover, facilite a sua organização e ai sim você abre a porta pra visita''.

O Chile é assim, lá você pode importar carro usados, tanto que conheço Brasileiros que fizeram um esquema e importaram carros usados por lá e trouxeram pra ká, carro com direção do lado direito inclusive...
Só que la os setor privado gera muito emprego e renda porque é desburocratizado e livre.

**Não estou cometendo o erro fatal de achar que a indústria é a responsável pela maioria dos empregos nacionais, eu sei que os micros, médios e grandes empresários em massa são os responsáveis por fazer o país andar.

Concorda? Se não, você acha que nessa situação em que estamos, SOMENTE abrir as importações iria alavancar a produção?


Grande Abraço!


Nos EUA, o Fed imprimiu dinheiro (eletrônico) e inundou as reservas dos bancos. A base monetária explodiu. Isso jogou para quase zero as taxas de juros do mercado interbancário, que é exatamente a taxa básica de juros deles (a Fed Funds Rate).

Só que, simultaneamente, o Fed passou a pagar juros sobre toda e qualquer quantidade de dinheiro que os bancos voluntariamente deixarem parada neste mercado.

Ou seja, na prática, o Fed passou a pagar para os bancos não emprestarem esse dinheiro. Portanto, de um lado o Fed explodiu a base monetária; de outro, ele colocou uma rolha no mecanismo de transmissão, fazendo de tudo para impedir que essa explosão da base monetária se transformasse em uma explosão no M1 e no M2. (André Lara Resende, a julgar pelo seu artigo no Valor, não está a par disso).

Isso foi uma prática completamente inédita nos anais da história da política monetária. Nenhum Banco Central jamais havia feito isso na história do mundo. Nenhum manual ou livro-texto de macroeconomia jamais discutiu essa possibilidade.

Há vários artigos sobre isso no site. Veja o mais recente.

Já no Japão, o BC japonês foi mais convencional em sua política monetária. Ele apenas decretou que sua taxa de juros seria zero (tanto é que não houve nenhuma explosão da base monetária). Só que lá a encrenca é outra.

Os bancos japoneses são zumbis. Eles foram dizimados pelo estouro da bolha imobiliária no início da década de 1990. Esse estouro foi verdadeiramente espetacular. Os preços dos imóveis e dos terrenos desabaram e os bancos tomaram seguidos calotes e ficaram com seus balancetes dizimados. Só que o governo não deixou que eles fossem à falência. A consequência é que eles não morreram, mas também não funcionam. Bancos descapitalizados, com balancetes dizimados, não fazem empréstimos. Com juros baixos, então, aí é que eles realmente não farão empréstimo nenhum (o risco é alto e o retorno é nulo). Protegidos pelo governo, os bancos japoneses hoje se mantêm como zumbis. Não são liquidados, e também não têm capacidade de conceder crédito

No Japão, os bancos emprestam apenas para o governo e para grandes empresas que possuem ótimo histórico creditício.

Artigo inteiro sobre o Japão:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2519


Bons "exemplos" sobre o assunto:

A General Motors (GM) do Brasil tem perdido contratos de exportação para Chile, Colômbia, Equador e Venezuela, cujos mercados passaram a ser abastecidos pela China, Coreia do Sul e Tailândia. Um exemplo citado pelo ex-presidente da GM na América do Sul é o da picape S10, exportada da Tailândia para esses mercados a preços entre 20% e 30% mais baixos do que os do Brasil. "A ironia é que a S10 foi desenvolvida aqui no Brasil", disse o executivo. Ou seja, ficamos até sem o que nasce da nossa criatividade.

A montadora Renault deixou de vender para o México 7 mil unidades ao ano do compacto Sandero produzido no Paraná. "A Colômbia passou a ser a fornecedora do modelo, pois tivemos uma evolução desfavorável de custos e nossa competitividade se degradou muito", disse o então vice-presidente para as Américas da Renault, Denis Barbier. A fábrica local da Renault em Medellín recebe as peças do Sandero de diversas partes do mundo, como Brasil, França e Romênia, e apenas monta o carro localmente.

E mais consequências do protecionismo:

Montadoras impedem troca de autopeças por fabricantes independentes, diz Cade
Por monopólio de fabricação de peças, Cade recomenda condenação de Fiat, Ford e VW
MPF sugere investigação de fabricantes de veículos por monopólio
Volkswagen, Fiat e Ford formaram monopólio na fabricação de peças, diz Cade

O monopólio se faz pelo bloqueio da entrada nos diferentes setores da economia. Dessa forma, monopólios não podem surgir no livre mercado, mas sempre resultam de políticas governamentais. Monopólios são um mal do ponto de vista dos consumidores porque os preços tendem a aumentar e a qualidade cai, ao contrário do que aconteceria em mercados completamente livres de coerção e a sua comprovação está acima.

E ainda dizem por aí que o livre mercado é o criador de monopólios.


Leandro,

Nos últimos tempos, tanto EUA quanto Japão tem praticados taxas de juros extremamente baixas. Como sou seu leitor já há algum tempo, eu sei que as suas análises vão MUITO além de olhar apenas para essa viarável.

O que eu gostaria de entender é o seguinte: o que a política macro-econômica desses dois países tem de realmente diferente em se tratando principalmente do período pós-2008?

Obrigado!


aí eles passam a montar o carro no brasil, e adivinhem só.....o preço continua o mesmo! mesmo sem ter que pagar os 35% de tarifa, o preço não muda!! [...]o fato de montar o carro no brasil seria um motivo para abaixar os preços já que não tem mais o imposto de importação. Na verdade, a fabricação nacional apenas serviu para as empresas aumentarem ainda mais a margem de lucro."

Ué, não entendi o seu espanto. Aliás, o que realmente seria estranho é se os preços baixassem.

Entenda: os carros produzidos nacionalmente são caros não por causa de tarifas de importação que encarecem os insumos. Os carros produzidos nacionalmente são caros por causa da tarifas de importação sobre os carros estrangeiros.

É uma questão de reserva de mercado e proibição da concorrência.

O governo Dilma, ao elevar as alíquotas de importação para 35%, mandou um recado bem claro para os fabricantes: "Ei, estamos criando uma reserva de mercado em que todos vocês estarão protegidos da concorrência. Venham para cá, vendam carros para o rebanho aos preços que vocês quiserem, e não tenham preocupação nenhuma com importados baratos. A reserva de mercado está garantida".

Quem é que vai reduzir preços num ambiente destes? O governo fechou o mercado às importações e, com isso, garantiu uma clientela cativa para essas montadoras. Reduzir o preço seria imbecilidade delas. Por que fariam isso?

Se você garante uma reserva de mercado, sem risco de concorrência externa, passa a ser um grande negócio você fabricar naquele terreno protegido. Sua margem de lucro está garantida e não há para onde os consumidores correrem.

(Só que as próprias fabricantes se estreparam: ganharam uma reserva de mercado, mas ficaram com uma população sem poder de compra, endividada e desempregada em decorrência dessas mesmas políticas desenvolvimentistas. Seus produtos encalharam, como mostra a queda recorde na venda de automóveis novos).

De resto, jogue as tarifas de importação para zero, libere a importação de usados (hoje proibida), e você começará a finalmente ver alguma concorrência para essas fabricantes.


Uma dúvida: sempre dizem que os carros são caros por causa do protecionismo, que carro importado tem que pagar 35% de imposto de importação, etc.

Só que o que acontece é isso:
bestcars.uol.com.br/bc/informe-se/noticias/mini-countryman-cooper-s-nacional-mantem-precos/

ou seja, a empresa alega que está sendo ''tremendamente'' prejudicada por causa do protecionismo, que fica dificil vender os seus carros com uma tarifa de importação tão alta, etc....aí eles passam a montar o carro no brasil, e adivinhem só.....o preço continua o mesmo! mesmo sem ter que pagar os 35% de tarifa, o preço não muda!!

fora o mini countryman, os seguintes carros eram importados, começaram a ser feitos no brasil e o preço não mudou:
mitsubishi asx
bmw série 3
audi a3
golf
e futuramente o land rover evoque

conclusão: o fato de montar o carro no brasil seria um motivo para abaixar os preços já que não tem mais o imposto de importação. Na verdade, a fabricação nacional apenas serviu para as empresas aumentarem ainda mais a margem de lucro.


"Segundo a Casa Branca [ainda sob Obama], o TPP estabelece os mais rigorosos padrões ambientais e trabalhistas da história dos acordos de livre comércio. Essas regras costumam ser combatidas por países em desenvolvimento, que as consideram uma forma de favorecimento das empresas americanas e de restrição disfarçada de acesso ao mercado dos EUA."

economia.estadao.com.br/noticias/geral,eua-fecham-maior-acordo-comercial-da-historia-com-paises-do-pacifico,1774671


As pessoas se esquecem de que os produtos chineses que importamos são básicos. Produtos com alta tecnologia exige mão de obra qualificada e que por si só é rara e cara.

De resto, eu não entendo esse pessoal: reclamam quando os comerciantes vendem caro porque aí o pobre se ferra; só que que quando os comerciantes vendem barato também reclamam porque ai é concorrência desleal


Ora, se os consumidores brasileiros voluntariamente demonstram preferir produtos chineses aos lixos produzidos pela FIESP, por que você quer acabar com essa preferência voluntariamente demonstrada? Se eu prefiro comprar sapatos da China a sapatos de Franca ou Jaú, por que você quer me impedir disso? Que mal estou fazendo?

O que você está defendendo, embora não tenha a coragem de vocalizar abertamente, é que indústrias ineficientes e custosas devem ser protegidas dos consumidores (que já demonstraram preferir outros produtos) pelo governo. Por que isso seria ético e moral?

Outra coisa: se tais indústrias nacionais são de fato eficientes, mas estão sendo prejudicadas pelas políticas do governo, então isso é algo que tem de ser resolvido junto ao governo, e não tolhendo os consumidores. Se os custos de produção no Brasil estão altos, então isso é problema do Ministério da Fazenda, do Ministério do Planejamento, da Receita Federal e do Ministério do Trabalho. São eles que impõem tributos, regulamentações, burocracias e protegem sindicatos.

Não faz sentido combater estas monstruosidades criando novas monstruosidades. Não faz sentido nenhum dizer que os consumidores devem ser tolhidos ou que deve haver tarifas de importação para se compensar a existência de impostos, de burocracia e de regulamentações sobre as indústrias. Isso é querer apagar o fogo com gasolina

O certo seria abolir a burocracia, as regulamentações e os impostos, e não defender a adoção de tarifas protecionistas e proibir consumidores de comprar os bens que quiserem.


Thiago, parabéns pela hombridade de reconhecer que foi afobado e cometeu um erro.

Eu até compreendo você achar que a resposta foi agressiva, porém, observe que a sua intervenção não foi nada educada. Foi repleta de ironias, frases tiradas de contexto, imputações descabidas e até mesmo malcriações, como dizer que "escorregou no quiabo".

Da próxima, faça perguntas humildes e sinceras em vez de ironias e afirmações descontextualizadas. Você verá como a recepção será muito melhor.

Saudações.


Como assim "como lidar" com quem está disposto a nós vender produtos a preços baixos?! Desde quando isso é um problema? Isso é uma bênção. Se eles estão dispostos a se sacrificarem apenas para nos beneficiar, então temos de aproveitar ao máximo essa oferta (que é por tempo limitado)

Como lidar com aquele restaurante que insiste em vender comida a preços baixos? Como lidar com aquela companhia aérea que insiste em vender passagens mais baratas que as concorrentes? Como lidar com aquela provedora de internet que insiste em vender pacotes mais baratos? Como lidar com aquela operadora de telefonia que insiste em vender serviços mais baratos?

Como lidar com esse tormento? Quero preços os mais altos possíveis! Morte aos malditos barateiros!


Como lidar com países como a China cujos preços são absurdamente baixos pq a mão de obra tem baixíssimo custo por que são praticamente escravos?


Leia Bastiat meu caro, em especial "a vidraça quebrada". Todo capital que antes era empregado numa indústria ineficiente, agora passa a poder ser empregado para atender outras demandas dos consumidores. E sim, elas existem e sempre existirão! Portanto "o fato essencial em questão é: comprar produto importado é gerar empregos fora do Brasil e possivelmente eliminar empregos dentro do Brasil" QUE SERÃO RECRIADOS tão mais rapidamente quanto mais o ambiente local for livre para entrada de novos empreendedores.

Querendo fatos você os encontra. Veja o artigo www.mises.org.br/Article.aspx?id=2260


Não precisa ser agressivo. A teoria da escola austríaca é fantástica, mas nem todos têm o seu nível de compreensão sobre ela. Estou aqui pra aprender. Entendi como "racionalidade" o início do artigo, que afirma categoricamente que todos os indivíduos "(...) acreditam que irão melhorar sua situação após a troca. Elas não fariam a troca caso esperassem ficar em pior situação." A meu ver, muitas vezes se veem condutas "irracionais" do ponto de vista econômico. Apenas isso. Se entendi errado, me perdoa. Meus professores passaram muito rapidamente pela Escola Austríaca no meu primeiro ano de faculdade, o que já faz um tempinho. Estou lendo mais a respeito dela agora, e estou tentando entender seus alicerces. É natural, inicialmente, supor algumas falhas. O que vocês, que já conhecem a teoria, precisam é ir mais com calma com aqueles que a estão descobrindo. Entendi o que você quis dizer com erros empreendedoriais que são cometidos em decorrência de uma "irracionalidade". Agora faz todo o sentido. Esclareceu pra mim a situação e pronto. Seu comentário poderia ter se limitado a essa contra-argumentação. É dessa forma que se edificam as coisas.


Isso vai de cada um. Eu pessoalmente acho que sim.

Bastiat foi mais um jornalista satirista -- e genial -- do que um economista desenvolvedor de teorias.

Say, neste quesito, foi muito mais completo.

Aliás, toda a teoria keynesiana -- toda ela! -- parte do pressuposto de que a Lei de Say está errada. Keynes construiu todo o seu arcabouço teórico tendo por base a crença de que Say estava errado.

Sendo assim, a simples comprovação da veracidade da Lei de Say manda toda a teoria keynesiana para o saco. (Por isso os keynesianos gostam tanto de xingar Say. Não os culpo. Perceber que toda a sua teoria se sustenta no mentira não é realmente uma descoberta para os fortes).

Igualmente, políticas que ignoram a Lei de Say -- como as de Dilma -- sempre geram desarranjos e colapsos econômicos.

Say é imprescindível.


Qual "racionalidade" foi superestimado?! Aliás, onde foi que a "racionalidade" entrou na teoria?

Aliás, a própria teoria mostra que erros empreendedoriais são cometidos em decorrência de uma "irracionalidade" -- no caso, a deturpação dos preços pela expansão do crédito.

Como já demonstrado na sua outra participação acima, quem realmente escorrega no quiabo, incapaz de entender coisas básicas, é você.


Esse aí, coitado, não entendeu nem sequer o básico.

"A oferta vem primeiro? Sempre e via de regra?"

Sempre e "via de regra", a oferta vem antes da demanda. Para você demandar algo, você tem antes de ter ofertado algo. Se você não tiver ofertado algo, você não terá renda para demandar algo.

Igualmente, para que algo possa ser consumido, este algo tem antes de ter sido produzido e ofertado. Como você vai demandar algo que não existe e não está sendo ofertado?

Portanto, sim, a oferta tem necessariamente de vir antes da demanda. Sempre. Via de regra.

"E no caso de uma doença nova?"

Oi?

"O remédio será ofertado antes dos enfermos que irão demandá-lo?"

Santo Cristo. Para o remédio ser demandado pelo doente, o doente tem de necessariamente ter produzido (ofertado) algo em troca de uma remuneração, a qual então irá lhe permitir comprar (demandar) o remédio. Sempre e sem exceção.

De novo: para alguém demandar um remédio, este alguém (ou sua família ou seu amigo ou mesmo sua seguradora) tem antes de ter ofertado algo em troca. Sempre. Sem exceção.

Eis uma novidade que irá lhe fazer cair de costas: laboratórios farmacêuticos não trabalham de graça. E nem por amor. Eles só fornecem remédios em troca de dinheiro. Logo, para alguém adquirir o remédio, este alguém tem antes de ter ofertado algo.

"Veja bem: não estou invalidando a sua afirmação. Apenas digo que ela não pode ser generalista demais."

A única coisa generalista demais foi a sua total incompreensão sobre o assunto em questão.



Mais um episódio patético protagonizado pelos vermes de esquerda...

Não posso usar turbante? Então negros não podem usar tênis, terno, camisetas...


De acordo Thiago, brasileiros ficarão esperando eternamente políticos bons caídos do céu, afinal se já aconteceu na Nova Zelândia pode acontecer aqui, há bobos esperançosos incorrigíveis que acreditam que um pré candidato a presidência falar sobre liberalismo é bom, só esquecem que precisamos tirar do caminho a CF 1988 e pra isso precisa de 2/3 da classe política, que pouco ou nenhum interesse têm em mudar as coisas.


A oferta vem primeiro? Sempre e via de regra? E no caso de uma doença nova? O remédio será ofertado antes dos enfermos que irão demandá-lo? Tipo assim: "nossa, você viu? Agora tem um remédio pra um novo tipo de gripe. Vamos dar um jeito de pegá-lo e comprar o remédio." Veja bem: não estou invalidando a sua afirmação. Apenas digo que ela não pode ser generalista demais.



Não dá pra superestimar a racionalidade dos agentes. Por isso, às vezes, a Lei de Say escorrega no quiabo.


Ué, se bolsonaristas estão compartilhando o artigo e dizendo que seu ídolo fará exatamente isso em sua eventual presidência, digo apenas o seguinte: que sensacional!

Há uns quatro anos, Bolsonaro estava defendendo estatizações e economia fechada. Se agora ele e seus defensores estão defendendo o modelo neozelandês, então isso foi um aprimoramento e tanto. Alvíssaras!

De resto, noto uma coisa interessante: a total ausência de homogeneidade. Quando o IMB publica um artigo anarcocapitalista, chovem críticas dizendo que o artigo é utópico e que é necessário sugerir políticas propositivas e factíveis.

Aí quando o IMB publica artigos propositivos e descrevendo medidas de comprovado sucesso, as quais podem ser copiadas, nêgo reclama dizendo que isso é uma concessão, e que o instituto tem de publicar artigos anarcocapitalistas, pois essa é a única solução aceitável e possível.

Well, newsflash: não haverá anarcocapitalismo no Brasil antes de 2019 (podem me cobrar essa). Logo, ou a gente continua como está ou agita para ser um pouco mais parecido com outros países mais livres.

Qual você prefere? É realmente melhor "deixar tudo como está", dado que a alternativa implica reconhecer que políticos existem?

Sinceramente, isso é um no-brainer.


Brasil não tem solução, até boa parte dos liberais que temos estão nas repartições publicas, e na cabeça deles estão fazendo um favor pro contribuinte.
Quem tem filhos sem outra cidadania meus mais profundos lamentos para os rebentos.


Brasileiro médio entende isso mesmo. É bem assim, sobre tudo.

Assim como falar que imposto é roubo. Quando não respondem que imposto é necessário para que o governo dê serviços de qualidade para a população (logo, liberais odeiam pobres), ou que pagam muito então os serviços devem ser bons (uma impossibilidade), falam que só imposto excessivo é roubo. Só que roubo não é definido pela quantidade roubada.



Errado está você, é inteligente e imagina que este povo tem sequer metade da sua inteligência, compartilha aí o artigo nas redes sociais pra ver as belezas de conclusões estatistas com seus próprios olhos, e agora está pior que em 2010, pois antes só haviam os esquerdinhas, agora temos os bolsominions dizendo que Bolsonaro vai fazer tudo que está no artigo.
Eu adoro o brasileiro médio, vendia bem antes da crise e vendo ainda mais agora, meu particular está perfeito, mas me entristece profundamente viver cercado de pobreza e decadência do povo e do país.


Currency Board é quando uma moeda é ancorada em outra, o real ancorado no dólar por exemplo.
Padrão-ouro é quando uma moeda é lastrada em ouro, um dólar vale tantos gramas de ouro, por exemplo.

Não existe currency board ancorado ao ouro, se chama padrão-ouro mesmo.


Errado. Eis a conclusão correta.

"O país estava fodido e elegeu um governo prometendo foder ainda mais. Só que tal governo contrariou todas as suas promessas de campanha e, por mera imposição da realidade, acabou agindo contra a sua base eleitoral. Nada caiu do céu, e ninguém teve a crença de que surgiram políticos bons nos quais o povo votou (mesmo porque quem votou neles estava demandando políticas exatamente opostas)."

Ou seja, sua conclusão é exatamente oposta do que realmente ocorreu. O eleitorado queria populismo e mais do mesmo, e votou pensando nisso. Só que ocorreu o contrário.

Aliás, há uma ideia ainda mais radical: a democracia só gerou bons resultados quando a voz da maioria foi ignorada.

Agora, se você realmente está preocupadíssimo com aquilo que você imagina que o brasileiro médio irá pensar, então, bom, sugiro que você nem saia da cama. O que mais tem neste mundo é gente pensando e interpretando errado. Como você mesmo.


A lei de Say representa simplesmente a realidade que produzimos para poder consumir.

A oferta vem primeiro. A demanda é decorrente dela (o exato oposto do pensamento keynesiano).

Exatamente como seria possível eu demandar algo sem antes ter produzido algo ou ofertado minha mão-de-obra? Somente sendo o beneficiário dos ganhos/poupança de outros, que já auferiram renda em decorrência de terem ofertado sua própria produção.

A intervenção estatal sobre a moeda e o mercado de crédito complica a questão, pois a expansão monetária feita pelo estado (via Banco Central) passa ser vista como substituta da produção genuína que ocorre no mercado. Só que algo que representa uma produção futura -- o endividamento -- não é o mesmo que a própria produção. Quando o crédito passa a ser utilizado para representar "demanda", ele é apenas uma promessa de uma produção futura. Na prática, ele traz a demanda do futuro para o presente.

A noção de que o governo pode "criar" demanda é falsa, uma vez que a demanda -- em virtude da Lei de Say -- não pode existir independentemente da oferta. Quer aumentar a demanda? Aumente a produção desejada pelos consumidores, e coloque à venda. No momento em que vender, será criada nova capacidade de demanda para o produtor/vendedor, permitindo que ele se torne um comprador/consumidor.

Ao tributar e ao manter os preços artificialmente ou arbitrariamente elevados por meio de regulações -- especialmente encargos sociais e trabalhistas, e também tarifas de importações ou agências reguladoras que cartelizam o mercado --, o governo está restringindo a liberdade das pessoas de produzir, desta forma restringindo os indivíduos de gerar sua própria capacidade de demanda. Ao fazer uma expansão monetária e do crédito, o governo piora ainda mais a situação, pois está também diluindo o poder de compra daqueles que trabalham, produzem, vendem e ofertam.


Os especuladores prestam importante serviço ao sistema, pois dão liquidez às ações e títulos que os pais de família da classe média aplicam seu patrimônio, num pânico este pai de família pode recuperar seu patrimônio com perda de 5 a 10% ao invés de um colapso dos preços dos ativos que ocorre quando vendedores não encontram compradores.


Então essa separação da Polícia é meio que ''descentralizador''?

E desmilitarização da PM seria centralizar mais?


Este artigo é pouco útil à causa liberal e mais ainda à libertária, lembro-me de ter compartilhado este artigo antes de sua revisão lá pelos idos de 2010 e eis aí o resumo da conclusão do brasileiro médio:
O país estava fodido, um governo bom caiu do céu e deixou tudo bem, temos que esperar que estes políticos bons apareçam para votarmos neles.


Marcelo Simoes Nunes ,

Não estou vendo a incoerência. Você consegue afirmar que no mundo inteiro a tendência dos governos é diminuir de tamanho? Então só pela existência de alguns poucos exemplos de governos que reduziram drasticamente, a tendência de crescimento se tornou inválida?

Por gentileza, liste os países do mundo e verá que na maioria esmagadora houve aumento de gastos do governo e de seu peso na economia nas últimas décadas. Descartando os governos que tiveram redução forçada de tamanho como consequência de crises (e que já apresentam retomada do crescimento estatal), poucos são os exemplos de uma redução significativa e duradoura do Estado.

Você se enganou ao tentar criar um espantalho escandaloso como esse para tentar convencer alguém.


E com resolver a situação calamitosa em que se encotra o Brasil ?
- 50 milhões recebendo esmola no bolsa família;
- 15.300 sindicatos sugando a energia dos empregadores e cobrando imposto dosempregados;
- cerca de 20 milhões de funcionários públicos, tendo uma minoria deles recebendo mega salários e benefícios vitalícios;
- impostos exorbitantes, inflação, impunidade e foro provilegiado;
- burocracia e regulações;
- tarifas alfandegárias;
- política econômica de ideologia fascista, keynesiana e monetarista;
- mimimi, politicamente correto, utilitarismo e hedonismo;
Ufa !!


Um país lindo, sensacional, moderno em quase tudo, com um povo muito receptivo.

Agora abrindo um parênteses, um fato que eu acho interessantíssimo nesse país é que embora tenha sido colonizado por ingleses, manteve o nome dado por seu descobridor Holandês, Abel Tasman, derivando do nome Zelândia, que seria uma "Nova Holanda", traduzindo para o português brasileiro.

Como ocorreu esse fato eu não sei, mas que é bacana é.


Mesmíssimo raciocínio do mercado de futuros. Aliás, a diferença de um para o outro está meramente em alguns detalhes técnicos. A ideia e os objetivos são os mesmos.



O estado na Somália não foi abolido por ineficiência, ele faliu, depois de lutar muito tempo e torrar todos os recursos disponíveis para se manter de pé. A situação da Somália é a consequência final do excesso de estado.
Não haverá mudança de mentalidade estatista no Brasil, temos em torno de 40 milhões de funças e seus familiares e 50 milhões de bolsistas vivendo nas costas da classe produtiva.


Marcela, a violência nunca pode ser empregada, onde não há violência. Isso parece coisa de revolucionário.

As armas e pena de morte resultaram em sociedade menos violentas. No final das contas, menos pessoas acabaram morrendo.

Criar uma guerra, vai criar problemas para quem tem propriedade privada. Se as propriedades forem destruidas, tudo será implodido.

O livre mercado sempre gerou mais riqueza. Nós temos argumentos e fatos. Quem deveria estar preocupado, são os que não respeitam as pessoas e querem mandar em todo mundo.

A questão é simples. O livre mercado sempre gerou mais riqueza e mais benefícios. O governo mata a vaca, depois reclama que o leite acabou.

O assistencialismo pode salvar uma vida por um dia, mas não dura muito tempo. Uma hora a vaca vai morrer e o leite vai acabar. A esquerda só se preocupou em retirar a maior quantidade possível de leite, e esqueceu de dar comida para a vaca.


Excelente hipótese. Penso muito parecido com o texto. Ainda assim eu lhe pergunto: qual seu "grau" de certeza que instituições filantrópicas e religiosas subsidiarão solidariamente a educação do pobres de verdade? Outros questionamentos podem serem feitos, mas sempre na ideia de somar com a proposta...parabéns.


Por qual motivo os especuladores do mercado de opções não foram citados? Estes ao especularem não colaboram para que a descoberta de preços ocorra?


Reduzir o estado é importante, mas isso não resolve o problema.

Nós precisamos entender que não estamos falando de pessoas. O estado está sendo corroído por ratos da pior espécie. São ratos que desprezam a vida humana.

A vida humana é lixo para os políticos. Enquanto pessoas bebem água suja, vivem no meio do esgoto, vivem no meu do lixo, e muitas morrem nas filas dos hospitais, os políticos querem planos de saúde vitalício, salários de 30 mil, carros, apartamentos, viagens, mais de 30 assessores, etc. Os políticos trocam luxúrias por vidas humanas.

Reduzir o estado vai melhorar a vida das pessoas, mas não podemos acreditar que tudo será resolvido.



Hoppe refutando Hoppe para criticar Hayek – Parte 1:

"Por um lado, é inócuo falar de preços como transmissores de informação. (...) Por outro lado, a identificação que Hayek faz entre "preços" e "conhecimento" envolve uma ambiguidade enganosa." Hans Hermann-Hoppe, "Mises contra Hayek - o socialismo é um problema de propriedade ou de conhecimento?"

"Sem preços, não há cálculo de lucros e prejuízos, e consequentemente não há como direcionar o uso de bens da capital para atender às mais urgentes demandas dos consumidores da maneira menos dispendiosa possível.

No capitalismo, o livre mercado e o sistema de preços fornecem essa informação ao produtor. A propriedade privada sobre o capital e a liberdade de trocas resultam na formação de preços (bem como salários e juros), os quais refletem as preferências dos consumidores e permitem que o capital seja direcionado para as aplicações mais urgentes, ao mesmo tempo em que o julgamento empreendedorial tem de lidar constantemente com as contínuas mudanças nos desejos dos consumidores." Hans Hermann-Hoppe, "Por que o socialismo sempre irá fracassar"


Hoppe refutando Hoppe para criticar Hayek – Parte 2:

"Os preços nos informam sobre os valores de troca passados, mas disso não é possível concluir que o problema central do socialismo seja uma ausência de conhecimento." Hans Hermann-Hoppe, "Mises contra Hayek - o socialismo é um problema de propriedade ou de conhecimento?"

"A constatação de Mises é simples, porém extremamente importante: como no socialismo os meios de produção não podem ser vendidos, não existem preços de mercado para eles. Assim, seu "zelador" não pode determinar os custos monetários envolvidos na fabricação ou na modificação das etapas dos processos de produção. Tampouco pode ele comparar esses custos à receita monetária das vendas. E como ele não tem a permissão de aceitar ofertas de outros empreendedores que queiram utilizar seus meios de produção, ele não tem como saber quais as oportunidades que está perdendo. E sem conhecer as oportunidades que está perdendo, ele não tem como saber seus custos. Ele não tem nem como saber se a maneira como ele está produzindo é eficiente ou ineficiente, desejada ou indesejada, racional ou irracional. Ele não tem como saber se está satisfazendo as necessidades mais urgentes ou os caprichos mais efêmeros dos consumidores." Hans Hermann-Hoppe, "Por que o socialismo sempre irá fracassar"


Começa unificando a burocracia (e consequentemente os "chefes") da segurança pública, depois transfere o comando integral para Brasília (ou outro lugar/burocrata de preferência), e assim toda a força de violência do governo está pronta para agir completamente sem restrições (lembrando que a população é, em geral, proibida de ter armas). Um paraíso para qualquer um que tiver no comando dessa força, independente dos delírios do felizardo.


Eu pensei que o crescimento do estado como tendência de governos fosse um dogma do Mises. Será que me enganei?


Quem produziu o chamado mundo contemporâneo?

Sim, o mundo com seus inventos, comodidades e avanços tecnológicos ?

De onde vem tal legado e por que permanece restrito aos mesmos países ?

Por que outros países onde não desenvolveram tal cultura inventiva, de resolver equações e situações, de empreendimento, de complexidade, e lida com o famoso capital, sem mitos ?

Existe, lógico e escancarada uma enorme diferença entre os grupos de países que venceram esse rali pelo topo do mundo, e são os países ocidentais do norte.

Poucos países fora do eixo Usa, Canadá e Europa (inclusive Israel) chegaram próximo e tiraram esse "gap" histórico, e não é na base de canetada ou decretos.

Esses tais podem-se considerar o Japão e a Coréia do sul, mas sobre uma rígida estrutura de obediência, hierarquia e noções praticamente militares de diligência, fora o fato não tão simpático de fechados ás fronteiras, com uma identidade nacional bem resolvida o que minimiza muito o chamado jogo das divisões.

Isso é o que o Brasil pode fazer ? Parece que não reunimos estas condições dos países asiáticos e agora, nesse tempo de ''empoderamento'' vem faltando o poder da humildade e disciplina de clamar por auto-determinação e esperar menos do estado.

O exemplo da Nz não se aplica ao nosso país, talvez só como uma realidade distante, mas que exigiria que, pra ser copiada (emulada), o Brasil deixasse de ser Brasil, por paradoxal que possa parecer.


"Os economistas acreditam que o próprio crescimento econômico é um dos vilões dos preços. "O crescimento econômico geralmente leva a preços mais altos. Então, a expansão forte da economia brasileira nos últimos anos deve ser uma das principais explicações para a alta dos preços", diz Berner."

kkkkkkkkkkkkkkk
Sem palavras diante desta ignorância econômica.


Essa imprensa americana virou piada !

O Obama bombardeia 6 países e ganha Nobel da paz.

Enquanto o Obama deixa um "legado", o Trump é acusado de tudo por negar vistos.

É muita incoerência. Negar vistos virou crime e bombardear 6 países virou legado.


Se uma pequena diminuiçao no tamanho do estado produziu efeitos benéficos na Nova Zelândia,imagina o que teria acontecido se a Nova Zelândia tivesse se tornado anarcocapitalista.Os liberais,entretanto,costumam citar o caso da Somalia como exemplo de fracasso do anarcocapitalismo,assim a pergunta que naturalmente salta ao espírito é a seguinte:se o enxugamento do estado produziu efeitos positivos na Nova Zelândia,por quê a abolição do estado não produziu efeitos ainda melhores na Somalia?É claro que a resposta é que não havia na Somalia a mesma cultura empreendedora que existia na Nova Zelândia.Aliás,até existe espirito empreendedor na Somalia,tanto isso é verdade que empreendedores somalis criaram uma boa rede de serviços de internet que funciona muito bem.Porém,é inegável o fato de que o empreendedorismo na Somalia foi insuficiente.Aliás, o caso da Somalia serve de exemplo para nós brasileiros.Nós precisamos entender que não basta simplesmente abolir o estado e mandar os políticos para a vala,é preciso primeiro preparar o povo para isso.Precisamos divulgar as idéias anarcocapitalistas e doutrinar o nosso povo com os ensinos dos escritores do anarcocapitalismo e da escola austríaca.É preciso formarmos um verdadeiro exército de ancaps,afim de que no momento da rebelião contra o estado,esse exército assuma a liderança da revolução conscientizando o povão e doutrinando os que ainda não tiverem sido doutrinados.Tal exército ancap está em constante formação e a idéia é que no médio ou longo prazo ele se torne gigantesco.Quando chegar o momento oportuno ,certamente iremos iniciar a revolta contra o estado,e diferente do que aconteceu na Somalia, haverá um exército ancap pronto para agir.O futuro do Brasil é se tornar o ancapistao,e o Paulo Kogos se ainda estiver vivo será o nosso representante simbólico perante os países que ainda forem oprimidos pelo jugo estatal.


Pondo o chapéu de estatista em um assunto OFF:

O que vocês acham da desmilitarização da PM?

Eu acho uma merda, os esquerdopatas argumentam que isso acabaria com a ''opressão da pm'', você vê ai que o compromisso deles não ta relacionado com aumentar a segurança.
''A mas os países desenvolvidos a polícia não é militar''
Na venezuela também não..


Veja, de fato deixar toda responsabilidade na mão da Policia Civil, com essa quantidade de crimes que existe, seria algo sensato? Creio que não... Ainda sim, me parece que a intenção da esquerda é somente fazer a PM responder fora de uma justiça ''militar''.

Mais uma vez, a esquerda usa um meio, justificando alcançar um fim X e na verdade querendo alcançar o fim Y.

Enfim, alguém tem uma posição sobre isso?


Abraços





bela upada!

a simplificação trabalhista e tributária já faria o ambiente de negócios no Bananistão avançar muito!


O principal objetivo do Obama era devolver os cubanos. O Obama é um fanfarrão. Agora os cubanos serão deportados.

Prenderam um cidadão por pensar diferente e sem agredir ninguém.

Os comunistas sempre fizeram isso. Onde há capitalismo eles destroem tudo, onde há socialismo eles defendem tudo ao contrário.

Esse integrante do IMB merece uma medalha. Ser preso por exercer a liberdade de expressão é motivo de honra.


Esse vídeo mostra o poder de fogo da Suíça.

São 500 mil fuzis nas mãos da população.

Um dos países mais seguros do mundo não precisa de milhares de militares.

O preço da segurança é de um fuzil por residência.






Uma outra dúvida que ainda me persegue, um padrão-ouro é semelhante a um Currency Board ancorado ao ouro? Ou são completamente distintos?
E se for diferente, qual o melhor destes sistemas?


Este artigo me deixou com uma dúvida.

Os títulos públicos seriam cancelados e imediatamente transferidos para um fundo de investimento dos bancos, e os investidores que tivessem a posse desses títulos ganhariam quotas nesse fundo de investimento. Mas a questão é com que dinheiro esse fundo irá investir? Pelo que eu entendi a abolição dos títulos não significa que o dinheiro irá para esse fundo de investimento, e sim quem tivesse a posse dos títulos ganharia a quota nesse fundo de investimento. A única coisa que realmente pode creditar o dinheiro nesses fundos de investimento é o governo recomprar estes títulos. Como se daria isso?

Eu não entendi essa relação entre os títulos públicos e os fundos de investimento.

Alguém me ilumine.


O ponto de divergência com o termo ''soma zero''. Diante dos postulados da Ea não procede ''soma zero'' em negociações, mas uma correspondência mútua de entrada/saída de capitais (seja em forma de produtos, dinheiro ou os dois).


www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/07/1787449-agencias-reguladoras-acabaram-capturadas-pelo-governo-diz-fgv.shtml

E ainda existem pessoas que defendem agências reguladoras.


A pec do teto de gastos tem uma contribuição a parte sobre a valorização do real, que ainda está se valorizando perante todas as moedas e também sobre o ouro. E ainda por cima o Trump está simplesmente desvalorizando o dólar, o que explica o porque da nossa carestia está abaixando ainda que pouco.

Ou seja, real se valorizando e o dólar se desvalorizando.


Não quero ser defensor dos republicanos americanos (afinal eles não são fãs de uma economia de mercado como o senso comum imagina), mas precisa contextualizar o porquê dos gastos terem aumentado dessa forma.

Com exceção do 2º mandato do Bush Pai, todos os outros foram por motivos referentes à Guerra Fria (democratas apoiavam a Coexistência Pacífica enquanto republicanos apoiavam a Doutrina Truman, ironicamente criada por um democrata). E os aumentos do Bush Filho foi pelo motivo das guerras no Oriente Médio contra o terrorismo.

Vamos ver como Trump vai se comportar em relação aos gastos federais.


Leandro, realmente é chocante isso acontecer justamente em alguns governos de esquerda. Agora sob o Donald a expectativa é de aumento de gastos e talvez até da inflação de preços, visto que vai aumentar os déficits e a dívida com essa história de dar dinheiro (roubado) para veteranos e aumentar gastos com infraestrutura. É aquela coisa. A melhor coisa que um político e um burocrata pode fazer é faltar ininterruptamente e ficar em casa jogando videogame. Se puder, faça mais artigos sobre a situação econômica brasileira, pois você é quem melhor pode analisar.


Concordo, tem que quebrar os cartéis no Brasil das péssimas empresas existentes.


Primeiro o governo destrói o dinheiro com a inflação. Depois o governo destrói os empresários com imposto de renda. Depois eles criam barreiras protecionistas dizendo que livre comérico destrói empregos. Depois eles pagam bolsas, fazem assistêncialismo, etc, afirmando que as pessoas não tiveram oportunidade. E assim segue a destruição estatal.

Se tudo isso não foi suficiente, eles ainda subornam os eleitores prometendo beneces e projetos sociais.

O governo mata as vacas, depois reclama que o leite acabou.



https://economia.uol.com.br/cotacoes/noticias/redacao/2017/02/16/real-e-moeda-que-mais-se-valoriza-em-um-ano-em-relacao-ao-dolar.htm

Não entendo como isso aconteceu se o Temer não fez até agora nada de substancial de mudanças.
No máximo a história da PEC 241, que bota um freio nos gastos, mas nada que vá tornar o Brasil O exemplo em austeridade.


Esse é um ponto: capitalismo sem Estado, liberal.

Por que de outro modo (com interferência do leviatã estatal) o que acontece é uma anomalia chamada "crony capitalism", combustível das bravatas sócio-democratas nos anos pares, e que é o que o Brasil conhece.


Quando o Bene Barbosa vai falar sobre o controle de coletes à prova de balas ?

Ninguém questionou o governo sobre o controle dos coletes à prova de balas.

Se o objetivo é morrer menos gente, por que a venda de coletes precisa ser autorizada pela governo ?

Por que um cidadão comum não pode comprar um colete ? Nem o colete foi liberado pelo governo.


O Estado se arroga na competência de que pode acertar o futuro e proteger os desvalidos, com CLt, isenções fiscais e acordos de ocasião.

Só que beneficia ironicamente, os bancos (poucos privados e os estatais), oligopólios e cartéis, nem que pra isso gere inflação e recessão (destruindo a renda exatamente de quem diz defender).


EB está preso em penitenciaria e tem a cabeça raspada. Envolveu-se com o PT e a pilantragem do Governo Lula e Dilma.


Já explicado no artigo. Com redução de impostos sobra mais dinheiro. Com educação gratuita pela internet (Khan Academy e vários outros), a única coisa necessária é ter disciplina. Com maior concorrência entre escolas (e agora com a internet oferecendo educação de gratuita), os preços da mensalidade despencam. Com escolas oferecendo currículos próprios e sob demanda, os custos são muito menores.

Grupos de estudos e de ajuda mútua formados por vizinhos poderiam ajudar em qualquer um dos arranjos acima.

Há inúmeras possibilidades. Agora, quem espera receber modelos de prontinhos, mastigadinhos e detalhados realmente não consegue visualizar nada além do modelo de nossas magníficas escolas públicas.


"Não podemos ignorar o fato de que muitos governos protegem e subsidiam o produto nacional para torná-lo artificialmente competitivo."

Correto. "Artificialmente competitivo". Isso significa que algo só consegue ter um mínimo de competência caso chupe dinheiro de impostos de toda a população, a qual não ganha nada com isso, mas é obrigada a encher os bolsos de empresários mercantilistas, incompetentes e avessos à concorrência.

"Vejam o caso da Bombardier no Canada, que disputa mercado com a Embraer, que fez queixas formais à OMC."

E, ainda assim, a Embraer tem mais aviões que a Bombardier no mercado americano.

"A China subsidiou setores que ganharam mercado através da derrocada em outros países."

Quais mercados que foram dominados pelos chineses e que fizeram muita falta para outros países? Colocando de outra forma: esses mercados que os chineses dominaram por acaso são mercados tecnológicos, complexos e que geram riqueza e prosperidade, ou são mercado primitivos, tecnologicamente defasados e que não exigem nenhuma grande especialidade?

Até onde sei, chineses produzem pano, sapato e bugigangas de baixíssimo valor agregado. Isso leva alguém à pujança? Um país que deixou de fazer isso por causa dos chineses agora está irremediavelmente condenado ao atraso?

Por acaso cortar, entortar e rebitar ferro — tarefas que um xing-ling é capaz de executar a custos irrisórios — são coisas economicamente prementes para o país ou será que o governo quer que isso seja feito apenas para exibir estatísticas de produção industrial?

"Basta lembrar o que aconteceu com o setor textil e calçadista no Brasil."

Exatamente o que acabei de dizer acima. Em vez de nos preocuparmos com nanotecnologia, microprocessadores e outras atividades que realmente produzem riqueza, ainda estamos preocupados com pano e sapato, coisas completamente primitivas, que podem perfeitamente ser produzidas nos rincões mais atrasados do mundo.

Estude um pouco sobre divisão global do trabalho.

Comece por aqui:

Não há argumentos econômicos contra o livre comércio - o protecionismo é a defesa de privilégios

"Livre mercado é uma utopia irrealizável."

O que é realmente irrealizável é a inteligência econômica do brasileiro médio.


"Por exemplo, o relativo à questão estrutural, que devido ao orçamento praticamente ser engessado pelos gastos com servidores, aposentados e pensionistas, tem-se muita dificuldade em fazer qualquer redução ou enxugamento da máquina estatal."

Na verdade, isso foi abordado no artigo.

O fato é: durante a expansão do crédito, quando a quantidade de dinheiro na economia aumentava continuamente, a arrecadação dos governos estaduais não parava de subir. Consequentemente, os governadores não paravam de criar novos gastos. Era uma farra que foi vista como perpétua.

Agora que o crédito secou, a oferta monetária estancou e a economia degringolou (com o fechamento de várias empresas), o aumento previsto das receitas não ocorreu. Na verdade, pelos motivos explicados no artigo, as receitas estão caindo. Mas os gastos contratados continuaram subindo.

Gastos em ascensão e receitas caindo -- é claro que a conta não vai fechar.

O RJ teve o problema adicional da lambança feita na Petrobras, o que reduziu bastante as receitas do estado com a extração de petróleo. Mas, mesmo que a Petrobras estivesse supimpa, a situação do estado continuaria calamitosa. Um pouquinho melhor do que é hoje, mas calamitosa.

Lição: é impossível brigar contra as leis da economia.

"a partir de 2009, os estados puderam voltar a se endividar. [...] Aí os estados passaram a se financiar, ou a financiar seus investimentos, através de endividamento e não de a partir de suas receitas. E mais com o dado de que o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, assinou (uma a uma) autorizações de crédito pra estados e municípios que tinham classificação de crédito C e D."

Como você corretamente colocou, os estados eram avalizados pelo governo federal. Eles só podiam pedir emprestado se o governo federal fosse o fiador do empréstimo.

Vale ressaltar que esses empréstimos aos estados são efetuados pelos bancos estatais (com a garantia do governo federal). E esse foi exatamente o tema do artigo.

Esses empréstimos dos bancos estatais direcionados aos governos estaduais também permitiram que eles inchassem suas folhas de pagamento, mas sem qualquer garantia de que as receitas futuras continuariam cobrindo esse aumento de gastos.

Como a realidade se encarregou de mostrar, isso não ocorreu.

No final, tudo passa pelos bancos estatais e sua expansão do crédito de acordo com critérios políticos.

Obrigado pelas palavras e grande abraço!
Posso me meter nessa contenda.

Roberto, analisei o nexo temporal de necessidade x invenção dos medicamentos e diria que sim, Thiago está correto.

E pensando sobre isso, a necessidade antes da criação engloba tudo aquilo que escapa a ação humana e interfere em nossas vidas, como doenças, mudanças climáticas e a gênese química e biológica. Porém o cerne da Lei de Say não é o apriorismo da criação como antecedente da necessidade, mas sim de como o mercado valora a criação, e se por essa valoração intrínseca ela se perpetua ou não através do tempo. Mas vamos voltar ao exemplo do Thiago.

Por exemplo, se analisarmos técnicas de irrigação em uma biosfera árida, e existem centenas delas. A partir daqui conseguimos estabelecer o cenário de solo árido (criado por... enfim eu acredito em Deus, mas quem quiser acredite no ocaso), a necessidade subjetiva de irrigação para agricultura, e a ação humana, que irá mover recursos escassos para ali produzir, calculando custos e impondo preços, e em contrapartida novamente a ação humana, que irá verificar se esses custos são viáveis, comprando ou não os frutos daquela terra.

Com isso conseguimos estabelecer um nexo causal entre a necessidade primeira e a criação posterior, onde o agente primário criador daquele cenário árido não está entre nós. Não sabemos o por quê de ser árido. O criador desse quadro não o vendeu para nós, logo esse agente não busca o mesmo resultado que nós - o lucro. Só nós, o solo e a oportunidade subjetiva de aproveita-lo para produzir e prosperar.

O mesmo paralelo podemos estabelecer entre a doença e a medicina, onde nós somos o terreno criado pelo agente oculto, e neste terreno habitam doenças causadoras de distúrbios (também criadas pelo mesmo agente).

Apriorísticamente desde quando nascemos existe a necessidade primária de solução, ou o resultado é muitas vezes a morte. A partir dessas quase infinitas necessidades, profissionais de todas as partes do mundo criam desde os primórdios da nossa espécie técnicas e substâncias para, se não possível resolver, mitigar a necessidade trazendo conforto ao doente.

Nesse emaranhado de técnicas foram se perpetuando as mais eficientes E mais econômicas, tanto ao doente quanto ao profissional. Novamente conseguimos enxergar o nexo causal, onde a ação humana só existe após a doença, e com ela cessada, a ação humana também cessa. Sendo mais lúdico, remonto as palavras do Mestre: "Os sãos não precisam de médico".

Para concluir, os homens que estão a frente de seu tempo são aqueles que não somente criam antes da necessidade, basicamente inventando-a (afinal, quem diria como um Iphone é útil sem saber que ele existe?), mas aqueles que conseguem lidar com a necessidade criada pelo agente oculto de forma mais efetiva que seus pares, em menos tempo, e de forma mais econômica.

Obrigado por quem leu até aqui.
Leandro, me referi que em um período ou em uma ''reforma'' anunciada, seria mais racional seguir essa ordem..

E mais, eu disse:

''Eu entendo que cortar as tarifas e permitir importar carro usado, iria de fato ser positivo, ao mesmo tempo aumentaria o desemprego substancialmente nessa grave recessão e pior: O desemprego iria continuar se o empreendedorismo continuasse como esta''

Ai que ta, mesmo sobrando dinheiro para as pessoas consumirem, investirem, pouparem e empreenderem, nessa recessão e nessa burocracia asfixiante o efeito não seria tão significante, imagine nesse cenário nacional onde empreender é coisa pra maluco, uma recessão tremenda, um governo intervindo mais novamente e etc, como que poupança vai surgir, consumo, empréstimo, renda....
Repito, você esta completamente correto sobre esses efeitos lindos, só que isso em um país fora de recessão e um pouquinho mais livre... Não vejo que esses feitos aconteceriam no Brasil nesse caos atual, uma economia que no ranking de liberdade economica fica junto a países socialistas....Entende?

Sera mesmo que os resultados seriam significantes?
Essa a questão sobre ''a situação atual''.

Mas você fez eu perceber um ponto que eu antes não havia pensado, muito obrigado!

''A única maneira garantida de fazer reformas é havendo uma "ameaça" concreta e imediata. No Brasil, sempre foi assim.

Por outro lado, ficar empurrando a situação com a barriga, à espera do surgimento de uma "vontade política" para fazer uma mudança que não é urgente (e não será urgente enquanto não houver livre comércio) é garantia de imobilismo.''

Ainda acho essa ameaça utópico aqui, porque:
Que político estaria disposto a abrir a economia mas continuar engessando a economia nacional? Uma contradição pura, se algum burocrata eleito tiver disposto a abrir a economia, muito provável que ele também estará disposto a facilitar o comercio nacional. Nunca vi um exemplo de um cara que chegou e falou ''temos que abrir a economia pro mundo, mas devemos criar toda dificuldade para as pessoas empreenderem''
Ele nunca daria esse tiro no pé e criar essa ameaça que você falou, até porque mesmo que fizesse, os empresários chorariam pela volta da reserva de mercado porque é caro a produção aqui e o burocrata voltaria a estaca zero...

Por outro lado você exagerou um pouco sob minha colocação:

''Essa ideia de que primeiro temos de esperar o governo ter a iniciativa de arrumar a casa para então, só então, conceder a liberdade para o indivíduo poder comprar o que ele quiser de quem ele quiser é inerentemente totalitária''

Acho que o que der pra fazer primeiro que faça, não acho que devemos esperar o governo arrumar pra então abrir.
No meu comentário eu também quis dizer que se algum presidente estivesse disposto a fazer uma reforma pró-mercado, que então fosse assim, acredito que seria mais eficiente e com menos ''choro'' assim. Você sabe, Argentina, Brasil e afins são países inviáveis, você quer fazer reforma trabalhista nego chora, reforma da previdência nego chora.... Imagine o que os empresários brasileiros não iriam fazer quando soubessem que um presidente esta disposto a destruir as reservas de mercado amanha....
Eu acho que ''politicamente'' também seria mais eficiente do jeito que eu falei...

Agora se tivermos a oportunidade de acabar com as reservas de mercado amanha, antes de qualquer outra reforma, que ACABE!. Seria uma conquista e um passo rumo a liberdade e por isso os resultados não importariam, eu questionei a significancia desses resultados no Brasil de hoje, não acredito que seria como você disse por causa do nosso desastre e dessa economia estatal. Nunca que vou ser contra esse passo, no máximo como eu falei, em uma reforma liberal geral eu iria ''adia-la por um ano''.
Principalmente olhando mais pra realidade ''Política'' e como o País e seu povo é.

''Não faz sentido combater estas monstruosidades criando novas monstruosidades. Não faz sentido tolher os consumidores ou impor tarifas de importação para compensar a existência de impostos, de burocracia e de regulamentações sobre as indústrias. Isso é querer apagar o fogo com gasolina. ''

Não tem lógica mesmo, nesse seu comentário brilhante você respondeu como se eu fosse um protecionista, o que não é o caso kkk.
Eu apenas levantei a reflexão que: Se tivesse um cara do IMB na presidência, com carta branca pra fazer o que quiser, acho que seguir a ''ordem'' que eu disse seria mais racional, politicamente mais viável (daria pra conter melhor o choro) e por ai vai...

Nesse seu trecho, você não esta me contra-argumentando e sim um protecionista que eu não presenciei..kkkk

Novamente, não defendo o protecionismo de maneira alguma, só disse que em uma reforma austríaca no Brasil, as tarifas de importação deveriam ser extintas depois de certas reformas(não demoraria, seria uma das prioridades sim).
E questionei a significancia dos efeitos sob nossa situação atual.
Se esse fosse o tema do referendo amanha, eu votaria contra?
Obvio que não, independente de qualquer coisa....

Foi isso que eu quis passar....

tudo de bom e Grande Abraço!
Sim. A sorte é que, na prática, elas não são impingidas. Há tantos requisitos que têm de ser encontrados para que tais restrições sejam impingidas que, na prática, isso não ocorre.

https://www.hoganlovells.com/~/media/hogan-lovells/pdf/publication/competition-law-in-singapore--jan-2015_pdf.pdf

Aliás, veja que interessante: o caso mais famoso em que essa medida foi aplicada foi quando a CCS (Competition Commission of Singapore) multou 10 financistas por eles terem pressionado uma empresa a retirar uma oferta do mercado.

Ou seja, o governo, uma vez que ele existe, atuou exatamente naquela que é a sua função clássica: coibir a coerção a terceiros inocentes. No caso, coibiu uma pressão que estava sendo feita a uma empresa que estava vendendo produtos (seguro de vida) mais baratos.

www.channelnewsasia.com/news/business/singapore/10-financial-advisers/2611160.html

Eu quero.
Opa, eu também tenho correlações irrefutáveis!

tylervigen.com/images/spurious-correlations-share.png

i.imgur.com/OfQYQW8.png

https://img.buzzfeed.com/buzzfeed-static/static/enhanced/webdr02/2013/4/9/15/enhanced-buzz-25466-1365534595-12.jpg

www.tylervigen.com/chart-pngs/10.png

i.imgur.com/xqOt9mP.png

Caso queira mais é só pedir!


P.S.: ah, só para você não mais ser flagrado como desinformado, os irmãos Koch financiam o Cato Institute, que é inimigo figadal do Mises Institute. Os Koch desprezam o Mises Institute e seus integrantes. E o Mises brasileiro sobrevive das doações de voluntários, como você. Faça a sua parte!

www.mises.org.br/Donate.aspx
Sim e não.

De fato, se todo o crédito fosse para consumo -- uma coisa irreal, pois o crédito para consumo é o mais caro e arriscado --, o efeito imediato seria o aumento dos preços dos bens e serviços. Muitas pessoas estariam repentinamente consumindo mais (maior demanda) sem que tivesse havido qualquer aumento na oferta.

Só que tal aumento de preços mandaria um sinal claro para empreendedores: tais setores estão vivenciando aumento da demanda; ampliem a oferta daqueles bens e serviços e lucrem com isso.

Ato contínuo, a estrutura de produção da economia será rearranjada de modo a satisfazer essa nova demanda impulsionada pelo crédito.

Mas aí, em algum momento futuro, acontecerá o inevitável: se essas pessoas estão se endividando para consumir, como elas manterão sua renda futura para continuar consumindo? A única maneira de aumentar a renda permanentemente é produzindo mais, e não se endividando mais.

Tão logo a expansão do crédito acabar, e as pessoas estiverem muito endividadas (e tendo de quitar essas dívidas), não mais haverá demanda para aqueles bens e serviços. Consequentemente, os empreendedores que decidiram investir na ampliação daqueles setores rapidamente descobrirão que estão sem demanda. Com efeito, nunca houve demanda verdadeira por seus produtos. Houve apenas demanda artificial e passageira.

É aí que começa a recessão: quando vários investimentos errados (para os quais nunca houve demanda verdadeira) são descobertos e precisam ser liquidados.

E de nada adiantará o estado tentar estimular artificialmente a demanda para dar sobrevida a esses investimentos errados. Aliás, isso só piorará a situação.

Se um empreendedor investiu em algo para o qual não havia demanda genuína, ele fez um erro de cálculo. Ele imobilizou capital em investimentos que ninguém realmente demandou. Na prática, ele destruiu capital e riqueza. Cimentos, vergalhões, tijolos, britas, areia, azulejos e vários outros recursos escassos foram imobilizados em algo inútil. A sociedade está mais pobre em decorrência desse investimento errôneo. Recursos escassos foram desperdiçados.

O governo querer estimular o consumo de algo para o qual nunca houve demanda natural irá apenas prolongar o processo de destruição de riqueza.

O que realmente deve ser feito é permitir a liquidação desse investimento errôneo. O empreendedor que errou em seu cálculo empreendedorial -- e que, no mundo real, provavelmente estará endividado e sem receita -- deve vender (a um preço de desconto, obviamente) todo o seu projeto para outro empreendedor que esteja mais em linha com as demandas dos consumidores.

Este outro empreendedor -- que está voluntariamente comprando esse projeto -- terá de dar a ele um direcionamento mais em linha com os reais desejos dos consumidores.


Traduzindo tudo: a recessão nada mais é do que um processo em que investimentos errôneos -- feitos em massa por causa da manipulação dos juros feita pelo Banco Central -- são revelados e, consequentemente, rearranjados e direcionados para fins mais de acordo com os reais desejos dos consumidores.

A economia entra em recessão exatamente porque os fatores de produção foram mal direcionados e os investimentos foram errados.

Nesse cenário, expandir o crédito e tentar criar demanda para esses investimentos errôneos irá apenas prolongar esse cenário de desarranjo, destruindo capital e tornando a recessão (correção da economia) ainda mais profunda no futuro. E com o agravante de que os consumidores e empresários estarão agora bem mais endividados, em um cenário de inflação em alta -- por causa da expansão do crédito -- e sem perspectiva de renda.