clube   |   doar   |   idiomas
Últimos comentários


Sim. Na verdade, três.

Nas universidades, o socialismo e o marxismo cultural.

Na vida real, o progressivismo.

Na economia, o keynesianismo.



"Quais as explicações para a dívida interna crescente"

O governo gasta mais do que arrecada. Ano após ano ele incorre em déficits nominais. Eis um artigo inteiro sobre isso, com um gráfico da evolução desta dívida:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532

"e a grande poupança externa?"

Grande saldo na balança comercial e de serviços, bem como investimentos estrangeiros diretos e aplicações de estrangeiros em títulos, ações, debêntures etc.

Boa parte dos dólares destes estrangeiros foi comprada pelo Banco Central.

"Quais as consequências de usar essa poupança para aliviar as contas públicas?"

É impossível. Isso é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Explico.

As reservas são propriedade do Banco Central. O BC teria de vender esses dólares em troca de reais, e então repassar esses reais para o Tesouro. Só que é proibido o Banco Central financiar diretamente o Tesouro. Isso foi completamente vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Logo, qualquer político que diga que pode usar as reservas do BC para "estimular" a economia está confessando que pretende cometer um crime.

Muito obrigado pelas palavras e grande abraço!


Boa Noite. Trago uma dúvida, aos economistas, ou outros que, assim como eu são leitores de economia.
O Brasil tem um reserva exterior, uma "poupança" de mais de 1 trilhão no exterior, aplicado em títulos e debentures americanos, por exemplo. Enquanto que nossa dívida interna chega a 3 trilhões.
Há quem sugere usar a reserva (nem que seja um pouco) para ajudar as contas públicas.
Quais as explicações para a dívida interna crescente e a grande poupança externa? Quais as consequências de usar essa poupança para aliviar as contas públicas?
Obrigado, e que esse Instituto continue com o trabalho de divulgação das ideias liberais.


Colocar numa mesma variável, militar, civil, rural, urbano, favelado, desempregado.
Não dá certo, para quem paga não dá prejuízo, mas não fornecem o extrato.
Piramide é coisa de comunista.
Agora, você depende de seu vizinho, se ele estiver desempregado, você não recebe a sua aposentadoria.



Eu sempre pensei que era para as pessoas comprarem mais e mais fones e a Apple lucrar com isso .


Belo texto. Divulgar as ideias e transformar a mentalidade são a bala de prata.



O PNA como único princípio válido é anticapitalista.

Rothbard errou feio ao não ver as contradições disso, o PNA é um dos muitos princípios que devem guiar a sociedade.


No caso, posso concluir que os gastos públicos são um jogo de soma zero, vez que sempre para um lado ganhar (moradia subsidiada, empréstimo do BNDES, reforma agrária, etc.) outro lado deve perder (os demais cidadãos de cujos bolsos foram expropriados o dinheiro gasto nas benesses estatais. Correto?


Já se deram conta de que o termo Estado sequer figura no vocabulário da maioria das pessoas? Eu mesmo só me familiarizei com o termo no curso de Direto. As pessoas sempre falam em governo, nunca em Estado. Essa diferença é crucial. Se o problema é o governo, não o Estado, então o problema é administrativo, não estrutural. As pessoas repudiam o governo, a administração, então não precisam se levantar e se revoltar contra as estruturas, porque há eleição de 4 em 4 anos. Isso fez da Democracia o sistema de governo que mais prosperou em se difundir pelo mundo e durar. Nela as pessoas estão unidas pela ideologia e pela ilusão do sistema eleitoral, não pela força da bala. São acalmadas pela perspectiva de mudança pelo voto.

A política é um grande embuste. O Estado não pode ser destruído de dentro. Os indivíduos é que podem promover a mudança, com pequenas ações, matando o Estando de fome, de certa forma, ao repudiar o sistema educacional, a moeda nacional, as regulamentações, os tributos etc. A Internet contribuiu muito mais pra isso que qualquer revolução ou guerra civil. Uber e Bitcoin são só o começo. Quando tivermos meios de dar a volta no Estado em todas as instâncias, terá sido consumada a revolução que realmente importa.


O texto superestima a educação. Como se devoradores de apostilas fossem a elite intelectual da sociedade. A educação no Brasil é uma piada. No mínimo desestimulante - pra não dizer emburrecedora. Na universidade se vê pouca contribuição para o avanço da sociedade. O funcionalismo público tem todos esses problemas citados no texto. Mas a qualidade dos nossos empreendedores, acredito que tenha um peso maior, a falta de cultura empreendedora na nossa sociedade. A própria cultura do diploma que praticamente obriga todo jovem talentoso a primeiro dar uma passada por uma universidade pública, em um ambiente atrasado e conviver com mestres com mentalidade de fracassados. Da arrepio no cu só de pensar...


Jeffrey Tucker sempre brilhante nas suas exposições.


"Penso que sua organização fala muito sobre princípios bonitos, mas se baseia muito pouco em fatos. [...] Vocês dão importância excessiva a esses princípios venerados e importância escassa à ciência e à engenharia. Seria de grande valia para o mundo se sua organização contratasse mais engenheiros e realmente dialogasse mais abertamente com empresas para descobrir o que elas estão realmente fazendo, e não apenas ficar falando platitudes com linguagens floridas."

Não há uma ideologia (barata) que se encaixaria perfeitamente nesta descrição?


O grande destruidor do mundo não é o PVC mas sim o PC (politicamente correto). E o PC misturado com ciência barata, sensacionalismo e sentimentalismo é a arma mais poderosa de chantagem emocional. Nada escapa. E o estrago é enorme.


Não se apoquente. Temer está conseguindo ser ainda menos popular que a Dilma. E o povão vendo executivo (com minúscula mesmo) de mãos dadas com legislativo, e judiciário fazendo vistas grossas e defendendo privilégios, faz com que o estado (também com minúscula) ganhe ainda mais repulsa e desconfiança da população.

Eu sinceramente me pergunto se é o isolamento de Brasília que faz com que esse pessoal continue agindo da mesma forma e, ao brigar publicamente, exponham o quão nefasto o estado brasileiro tem sido para seu povo. Nem mesmo a União Soviética resistiu à desconfiança e repulsa popular. Embora o resultado, por lá, não tenha sido dos melhores, é fato que as coisas melhoraram muito para os povos antes subjugados.


Me lembrei desse vídeo da PragerU sobre os "carros verdes"




E é sempre legal lembrar todas as inteligentes celebridades que adoram falar sobre o aquecimento global, aumento do nível dos oceanos e potencial destruição via alagamento de todas as cidades costeiras, ao mesmo tempo em que compram ilhas e casas na praia.


Conhecem Patrick Moore? Ele foi co-fundador e presidente do Greenpeace. Ele era o único membro do alto escalão do Greenpeace que realmente tinha uma sólida formação científica.

Ele simplesmente abandonou todo o movimento ambientalista e saiu do Greenpeace -- com direito a carta aberta e tudo -- porque, segundo ele, o movimento "havia abandonado a ciência e a lógica em prol da emoção e do sensacionalismo".

www.nationalcenter.org/2005/02/patrick-moore-environmental-movement.html


"Você acha que foi uma mudança de ideias liberal "
Não, no meu comentário anterior não disse nada que poderia dar esta interpretação e eu não penso assim, eu disse justamente o contrário, que o impeachment não foi motivado por idéias liberais, mas porque a burrice da Dilma ameaçou o esquema deles, daí resultou no acordão dos partidos. Mas teve um pouco de pressão popular.


Ah, os verdinhos fofinhos... como sempre, ferrando com a humanidade e até mesmo com o planeta. Mas eles têm boas intenções...


Esse tipo de ignorância e contradição é bastante comum: os ambientalistas exigem que X (DDT, asbesto ou qualquer outra coisa) seja abolido do cotidiano porque é "horrível". E então X é substituído por Y, que é mais caro, mais ineficiente, não funciona bem e, em alguns casos, é ainda mais nocivo que X.

E esse caso da Apple foi até tranquilo. Nada se equipara com a maldade que os ambientalistas fizeram com a África ao exigirem a abolição do DDT, que simplesmente havia acabado com a malária na África. Após sua proibição, as epidemias de malária voltaram com tudo, e os africanos (mulheres e crianças principalmente) foram dizimados.

As melancias odeiam a raça humana.


Há um ímpeto desesperado da população por soluções governamentais simplesmente porque o povo assim foi ensinado a pensar.

Em vez de termos um povo que aprende desde cedo os princípios do trabalho e do empreendedorismo -- e da acumulação de dinheiro gerada pelo trabalho e pelo empreendedorismo, o que liberta da dependência do governo --, temos uma população desesperada que aprendeu apenas a usar o poder do governo para tomar coisas dos outros. Um populacho formado por "justiceiros sociais" que odeiam, por mero princípio, o empreendedorismo e o lucro. Esse ódio encobre sua ignorância, que é alimentada pela inveja.

Não é difícil fazer as pessoas entenderem a essência dessa mensagem. A questão é que apenas os sinceros e de bom caráter conseguirão.


Discordo da crítica a modelos estatísticos não são eficientes, basta verificar as premissas, se análise foi bem feita, e se o modelo é significativo, o modelo representará a realidade e será a melhor previsão possível.

Outra coisa que me incomodou é a afirmação que não podemos estimar a vontade do ser humano, é claro que com certeza absoluta não, mas as pesquisas eleitorais comparadas com o resultado das eleições mostram que se bem feitas podem sim prever resultados, mesmo que a vontade seja a principal variável.


Fantastico esse artigo! Não sei como não li ele antes! Obrigado pela rápida e certeira resposta!


Não, não é assim que funciona.

Para começar, vale ressaltar que base monetária não é o mesmo que M2. M2 é um agregado monetário.

A base monetária engloba apenas o papel-moeda (cédulas e moedinhas metálicas) e as reservas que os bancos mantêm depositadas no Banco Central.

M1 engloba o papel-moeda em poder do público (pessoas e empresas) mais os depósitos em conta-corrente.

Já o M2 engloba o M1, mais a caderneta de poupança mais os depósitos a prazo.

Dito isso, não se estima o câmbio com base estritamente na evolução da oferta monetária, mas sim na evolução efetiva do poder de compra de cada moeda -- o qual também é afetado pela oferta monetária, mas não só, pois também há o componente crescimento econômico.

Artigo inteiro sobre isso:

Qual o valor "correto" do câmbio? Sim, é possível estimar


Pergunta ao mestre Leandro,

A base monetaria (M2) do Euro por exemplo, em 10 anos expandiu 1,59233513913 vezes (aumento de aprox. 60%):

fred.stlouisfed.org/graph/?g=eMcy

A base monetaria (M2) do Real, em 10 anos, expandiu 3,57442856028 vezes (aumento de aprox. 257%).

fred.stlouisfed.org/graph/?g=eMcC

A base monetaria (M2) do Dolar, em 10 anos, expandiu 1,86451427319 vezes (aumento de aprox. 86%).

fred.stlouisfed.org/graph/?g=eMde

O preço do Euro, em Reais há 10 anos atrás era de R$2,74

O preço do Dolar, em Reais há 10 anos atrás era de R$2,03

Se dividirmos a expansão da base monetária do Real pela expansão monetário do Euro, temos 2,24477151351

Se dividirmos a expansão da base monetária do Real pela expansão monetário do Dolar, temos 1,91708296991

Se multiplicarmos o valor do Euro ha 10 anos atraz por esta razão de expansão (2,74 * 2,24477151351) teriamos 1 EUR = 6,15 BRL

Se multiplicarmos o valor do Dolar ha 10 anos atraz por esta razão de expansão (2,03 * 1,91708296991) teriamos 1 USD = 3,89 BRL

Dado estas informações,

Por que o valor do Euro hoje não estaria 6,15 BRL e o Dolar 3,89 BRL? Esta pergunta faz sentido? Seria por Especulação cambial? Perspectivas futuras de mercado?


Caro Ademir, eu vejo exatamente o contrário.

Trabalho numa multinacional americana, o departamento de sistemas de informação é um dos maiores (no Brasil e no mundo) em número de funcionários e em salários. Se existe uma área de emprego em pleno crescimento, é a área de TI. Aqui eu vejo claramente o movimento de automatizar o maior número de atividades possível, o que só é possível com sistemas confiáveis.

Se vale um conselho: especialize-se em sistemas (SAP, Oracle), e não em montar computador e instalar programas. Um bom analista de sistemas, com alguma experiência, consegue um salário mensal de 5 dígitos sem grandes dificuldades.


Excelente artigo. Eu tenho pensado, como o Hans Herman Hope escreve " O que deve ser feito", para guiar a sociedade para o anarco-capitalismo, o IMB poderia fazer a versao brasileira, com economista, sociologos, jurista e outros pensadores, para dizer "O que pode se feito". Este artigo da uma dica.


Eu sou médico e não me vejo perdendo mercado com uma desregulamentação. Pelo contrário: o registro obrigatório no CRM faz com que todos pareçam igualmente habilitados. Se não houvesse essa obrigatoriedade, haveria mais concorrência e o mais preparado seria favorecido.


Hehe muita calma nessa hora amigo. Você acha que foi uma mudança de ideias liberal que baseou o impichamento da Anta? O impítima foi acordão, nem os partidos de esquerda queriam que a Dilma continuasse lá... Eu fui contra o impítima da Dilma, por acreditar que ela lá iria continuar contribuindo para a desmoralização do estado e do governo, mais a lava-jato no cangote dos caras, iria ser lindo de ver. Cansei de ver "liberal" elogiando o governo do Temer. Aí não dá né!


Não concordo que o impeachment da Dilma represente uma repulsa dos próprios políticos às ideias da esquerda, todos eles continuam com a mesma cabeça. Os de extrema esquerda continuam com as mesmas ideias, e inclusive foram contra o impeachment. Os sociais democratas continuam sendo social democratas. Eu acredito que a Dilma era tão burra que colocou em perigo os esquemas deles, essa que foi a verdade e também teve pressão popular.
Mas o Lula é o primeiro lugar nas pesquisas. Esse molusco do mau pode ganhar de novo e ele mesmo já falou que não vai sair mais do poder, ou seja, vai fazer de tudo pra se tornar um ditador. Eu acredito que ele não consiga, mas que a luta vai ser dura, isso vai.

A questão da Coréia do Norte é a verdade hehehe quem vai contra o pensamento do governo morre. Mas é verdade que representa uma vitória do Estado. O problema ali, eu acho, que só pode ser resolvido com interferência externa.


Para a área de TI, concursos públicos estão cada vez mais raros, e o salário não é lá essas coisas. P. ex. muitos órgãos públicos estão contratando profissionais outsourced (recebi oferta de emprego para trabalhar em um tribunal de contas do estado por uma empresa), e o salário era até melhor do que se fosse feito concurso. Você consegue na iniciativa privada um salário semelhante relativamente fácil. Felizmente para nós, estamos sentindo menos o apocalipse econômico social-keynesiano. Acho que na TI não vingaria conselhos regionais, federais, obrigação de diploma, etc. é um tipo de ofício diferente. É uma área onde o setor privado está muito a frente do setor público. E sugestão para você, eu vejo cada nó cego arrumando emprego de programador, analista, gente que não entende nem lógica de programação. Dica, normalmente os entrevistadores não entendem nada de tecnologia.


É claro que baixar impostos é crucial, principalmente em períodos de recessão. Só que de nada adianta baixar impostos e aumentar gastos (que é o que sempre é feito; os gastos nunca são sequer congelados; eles sempre aumentam) e, com isso, explodir a dívida.

O ideal é cortar gastos, sempre. Onde? Em qualquer área e em todas as áreas.

Aviso a Meirelles: os déficits do governo nos empobrecem; mas os gastos são ainda piores

Os gastos do governo são o grande inimigo do crescimento econômico

Gastos públicos são lucros privados: quando o governo gasta, ganham os grandes e perdem os pequenos


Não é verdade. Mesmo que a passos de cágado, as coisas vão melhorando. O próprio impeachment de Dilma e a crescente repulsa às idéias da esquerda foram conquistas daqueles pessoas que divulgaram os ideais da liberdades. Os políticos que impicharam Dilma apenas seguiram essa mudança de mentalidade; eles não lideram nada. Apenas obedeceram a esta mudança nas idéias.

Daí a importância de jamais arrefecer na luta; jamais se dar por satisfeito.

Quanto à Coreia do Norte, o fato de você não ser morto por ter se aliado ao estado não representaria uma vitória total do estado, exatamente como diz o autor? Não entendi seu ponto.


Como sempre muito obrigado pelas respostas.

Acho que ajudou sim. O que entendo da sua resposta é que o artigo comenta mais em termos reais e não em quantidade de dinheiro em si. Ou seja, apesar de o déficit do governo aumentar a oferta monetária nominal, se for pelo aumento do gasto isso seria um gasto deslocando recursos reais para bens e serviços questionáveis e não ótimos, e se for pela redução do imposto com aumento de endividamento essa oferta monetária extra virá com maior incerteza em relação a juros e impostos futuros com consequências ruins sobre a alocação de recursos do setor privado de qualquer maneira (ex: pessoas produtivas parando de trabalhar/investir e vivendo dos juros alto da dívida pública).

Por um momento pensei que alguns Austríacos seriam a favor da redução de impostos em momentos de crise (acho bem pertinente que impostos menores possíveis são sempre um bom objetivo). Por exemplo aqui no Brasil, reduzir gastos é um parto político com necessidade de PECs dado nossa constituição questionável. Mas de repente se reduzissem impostos de má qualidade, como o alto volume de impostos que temos sobre faturamento, talvez fosse algo bom, podendo inclusive aumentar a receita do governo na medida que a economia poderia crescer mais e a sonegação reduzir. Como a equipe econômica e o mercado dominado pela síntese neoclássica só olha para o déficit eles ainda acham mais pertinente aumentar os impostos para reduzir o déficit, o que me parece pior do que não fazer nada ou quem sabe reduzir alguns impostos ruins.

Logo se me permite mais uma pergunta pontual. No Brasil, com esses altos impostos, muitas vezes impeditivos, baixar impostos hoje em pleno déficit de 160 bilhões, poderia ser positivo ou seria ainda pior, e nesse caso estamos amarrados a essa alta carga tributária até que haja espaço fiscal através do corte de gastos para reduzir os impostos?

Reforço meus agradecimentos pela sua atenção em responder os comentários.


Concordo com o texto, mas não vejo como fugir disso. Como acabar com esse mau se o tumor só cresce?

"Fingir amizade com um inimigo mais poderoso é uma postura que beneficiará exclusivamente a ele."
Na Coréia do Norte pode evitar que você seja morto.


Todo funcionário público tem seu salário pago com o roubo - praticado pelo estado através de impostos ou inflação. Se você é um amante da liberdade, não pode concordar com essa imoralidade.

Sobre a área de TI eu também faço parte e posso te dizer que o governo ainda está longe e somos ligeiramente livres, mas sindicatos existem e muitos colegas concordam com intervenções e obrigatoriedade de certificações (claro, somente para reservar o mercado). O que podemos fazer é iniciar o debate com bons argumentos. Já obtive ótimos resultados na minha empresa mostrando a superioridade da liberdade.

Não temas.


Tenho uma dúvida: Por eu ser um amante da liberdade, estarei traindo minhas convicções se eu me tornar um funcionário publico?

Quero trabalhar na área de TI, mas cada vez mais as empresas aumentam o cerco, dificultando a entrada no mercado de trabalho (muito provável por culpa do Estado).

Então, o que fazer?


É biblico: "comerás o pão com o suor do teu rosto". A pessoa que entra no serviço publico rompe essa condição existencial do homem, esse fundamento ético primordial.

Isso vai minando o caráter e mesmo a alma. Seja produtivo e isso é recompensador.


1)

"Dado nosso sistema monetário atual, todo o dinheiro novo não vem do aumento de dívida?"

Correto. Tanto da dívida pública quanto privada.

"Portanto o dinheiro para C, I, X e M também não teria hoje sua origem na expansão do crédito que inevitavelmente gera a depressão posterior?"

Correto.

"Nesse caso o a dívida pública teria uma "qualidade extra" (advindo da fraude dos BCs é verdade) pelo fato de servir de lastro para a emissão da base monetária?"

A dívida pública é, de fato, o "lastro" de toda a base monetária.

Mas ainda não ficou claro por que isso seria positivo. No final, tudo se resumiu a "criar dinheiro do nada". Ou, mais coloquialmente, imprimir dinheiro.

E isso, como abordado no artigo, também não cria riqueza. Gera inflação de preços e, como você corretamente enfatizou, ciclos econômicos.

2)

"Considerando que permitir uma desalavancagem mais acelerada do setor privado pode ser benéfico, e que a alta arrecadação dos governos modernos já é questionável, se o governo aumentasse sua dívida em um processo de desalavancagem do setor privado através da redução de impostos e não aumento de gastos, isso não poderia ser algo até que aceitável?"

Esse é o cerne da teoria pós-keynesiana. Segundo seus seguidores, se o setor privado está desalavancando (ou seja, quitando dívidas e não pegando mais empréstimos), a quantidade de dinheiro na economia está diminuindo. Consequentemente, para contrabalançar isso, seria o necessário o governo incorrer em déficits (aumentar sua dívida) para aumentar a oferta monetária.

Curiosamente, é exatamente isso o que vem acontecendo no Brasil desde 2014. Só que o aumento dos déficits (dívida) do governo, longe de estimular a economia, gerou apenas mais incertezas e inseguranças nos investidores.

Afinal, déficits orçamentários sempre geram o temor de que o governo irá elevar impostos no futuro. Contas desarranjadas não duram por muito tempo. Se o orçamento do governo está deficitário, o empreendedor sabe que o ajuste futuro muito provavelmente será via aumento de impostos. E aumento de impostos sempre gera custos adicionais às empresas, mudando totalmente o cenário no qual elas basearam seus planos de investimentos.

Empresas planejam a longo prazo. Investimentos produtivos são investimentos de longo prazo. Um aumento-surpresa de impostos gera custos adicionais no longo prazo e altera totalmente o cenário no qual as empresas inicialmente basearam seus planos de investimentos. Elementos como previsibilidade, facilidade de empreender e custo tributário são cruciais. Mudanças abruptas alteram todo o planejamento das empresas e inibem seus investimentos. Como investir quando não se sabe nem como serão os impostos no futuro?

O fato é que, qualquer que seja a forma com que você encare os déficits orçamentários, eles causam graves problemas econômicos. Independentemente da maneira como são financiados, eles sempre afetarão diretamente os investimentos privados.

"Isso pois estaria reduzindo os questionáveis impostos e liberando fluxo de dinheiro da máquina pública para o setor privado para que este gaste como quiser."

Mas é exatamente o contrário: déficits maiores do governo não "liberam fluxo de dinheiro da máquina pública para o setor privado"; déficits maiores do governo chupam dinheiro do setor privado para a máquina estatal.

Não importa como os déficits orçamentários serão financiados, se com criação de dinheiro pelos bancos ou diretamente pelo público: no final, eles sempre afetam e reduzem o investimento privado, um efeito conhecido como crowding-out.

O primeiro caso é direto e fácil de ser visto: se a população e as empresas estão direcionando sua poupança para bancar os gastos do governo, e não para financiar investimentos produtivos, então o investimento privado está sendo diretamente afetado pelos déficits orçamentários do governo.

Os déficits do governo estão desviando a poupança da população para os gastos improdutivos do governo, levando a um crowding-out do investimento produtivo, gerando dificuldades cada vez maiores para melhorar ou até mesmo para manter o padrão de vida do público, no longo prazo.

A lógica nos diz que, se a poupança vai para os títulos do governo, vai haver necessariamente menos poupança disponível para o investimento produtivo, e as taxas de juros serão maiores do que seriam sem os déficits.

Já se os déficits do governo são financiados pela venda de títulos do Tesouro aos bancos — ou seja, por uma inflação monetária feita pelo sistema bancário em conjunto com o Banco Central —, todo o efeito será indireto: esse novo dinheiro "impresso" pelo governo vai diluir o poder de compra de todo o dinheiro em posse da população, gerando um acelerado aumento de preços. E isso não só irá desarrumar toda a economia, como também irá desestimular investimentos produtivos.

Quando um empreendedor faz um investimento voltado para o longo prazo, o mínimo que ele tem de saber é como será o poder de compra da moeda no futuro. Se ele não tiver ideia de quanto valerá a moeda lá no futuro, ele não conseguirá estimar quais serão são custos e suas receitas. Consequentemente, ele não conseguirá nem sequer estimar se terá lucro ou prejuízo.

Planejar para o longo prazo tendo em mente uma inflação futura de 3% ao ano é totalmente diferente de planejar tendo em mente uma inflação futura de 10% ao ano. Os tipos de investimentos que são lucrativos em cada um desses cenários são totalmente distintos.

Se você prevê uma inflação continuamente alta no futuro, então você irá se concentrar em projetos de curto prazo; projetos que visam ao futuro mais imediato. Você não irá fabricar máquinas e equipamentos; não irá ampliar suas instalações industriais. Você irá se dedicar a fabricar bens de consumo simples e triviais (como pirulitos e chicletes) que dão retorno mais imediato. Com inflação em alta, fazer investimento de longo prazo torna-se extremamente arriscado.

3)

"Considerando a maneira como o sistema monetário funciona a dívida que o governo toma é posteriormente gasta com o setor privado, de modo que não deveria reduzir o volume de dinheiro em si para o setor privado, isso não é verdade em termos de volume de dinheiro na economia?"

Mas ninguém disse que a dívida do governo reduz o volume de dinheiro na economia. Ao contrário, aliá: déficits tendem a aumentar a oferta monetária.

O problema dos déficits, como tentei explicar acima, é que eles não só não estimulam o investimento, como ainda tendem a retraí-lo.

"logo, quando o texto comenta que mais dinheiro para G significa menos dinheiro para o resto é algo que tenho dificuldade de enxergar."

Bom, espero que agora esteja mais fácil de enxergar.


Eu não tenho opinião formada sobre nada, apenas perguntas, deixando claro antes que alguém responda com alguma crítica a um suposto pensamento que eu teria. Gosto bem mais dos Austríacos do que dos neoclássicos.

Mas tenho uma dúvida. De onde vem o dinheiro para o C , I, X e M?

Pelo que entendo, desde que nosso sistema monetário fraudulento, além do uso de reservas fracionárias, passou a não ter lastro em ouro, o lastro se tornou a dívida pública que os bancos podem vender ao banco central em troca de reservas. Com isso me parece que todo o dinheiro novo vem de uma dívida nova, seja ela privada ou pública, sendo a pública potencial lastro para as reservas do banco central.

Com isso em um processo de desalavancagem inevitável a base monetária deve contrair, potencialmente alimentando um ciclo vicioso, que muitas vezes pode ser necessário, mas que também pode ser exagerado devido a natureza humana.

Dito isso e concordando que o aumento de gastos do governo é sempre ruim sigo com dúvidas que gostaria de ver respondidas:

1- Dado nosso sistema monetário atual, todo o dinheiro novo não vem do aumento de dívida? Portanto o dinheiro para C, I, X e M também não teria hoje sua origem na expansão do crédito que inevitavelmente gera a depressão posterior? Nesse caso o a dívida pública teria uma "qualidade extra" (advindo da fraude dos BCs é verdade) pelo fato de servir de lastro para a emissão da base monetária?

2- Considerando que permitir uma desalavancagem mais acelerada do setor privado pode ser benéfico, e que a alta arrecadação dos governos modernos já é questionável, se o governo aumentasse sua dívida em um processo de desalavancagem do setor privado através da redução de impostos e não aumento de gastos, isso não poderia ser algo até que aceitável? Isso pois estaria reduzindo os questionáveis impostos e liberando fluxo de dinheiro da máquina pública para o setor privado para que este gaste como quiser.

3- Considerando a maneira como o sistema monetário funciona a dívida que o governo toma é posteriormente gasta com o setor privado, de modo que não deveria reduzir o volume de dinheiro em si para o setor privado, isso não é verdade em termos de volume de dinheiro na economia? Entendo que o aumento da dívida pública leva ao aumento do juros e por consequência uma restrição as atividades do setor privado, mas fico com a impressão que isso vem pelo canal dos juros e não pelo dinheiro emprestado ao governo deixar de "existir" para o setor privado, logo quando o texto comenta que mais dinheiro para G significa menos dinheiro para o resto é algo que tenho dificuldade de enxergar. Entendo que a quantidade de dinheiro do nosso sistema monetário fraudulento é dado pela quantidade de dívida independente se pública ou privada, dessa forma a desalavancagem do setor privado e/ou público levaria a uma redução de dinheiro para C, I, X e M e um aumento do endividamento levaria a um aumento de dinheiro para C, I, X e M. Posso estar enganado, mas é o que entendo hoje da estrutura de balanços da nossa economia.


Sim, o nacional socialismo era SOCIALISTA, e nao apenas 'NACIONALISTA'. O problema é que hoje ha muitos linguistas e poucos historidores, e os que se dizem historiadores, so leem obras PARCIAIS, de preferencia, escrito por autores de extrema esquerda.

O fato de terem invadido a URSS só separa os tipos de socialismo, ja que existem varios tipos, basta olhar o bolchevismo, o menchevismo, o blankismo, mas todos, na pratica, funcionam como Capitalismo de Estado, como o PROPRIO LENIN DESCREVEU EM SUA OBRA.

A China hoje esta cheia de ZONAS FRANCAS por que o governo comunista sabe que sem financiamento capitalista, a estrutura politica, nao se mantem, e o povo passaria mais fome... os governos africanos em sua grande maioria, sao radicais intervencionistas, ditaduras, nao existe segurança juridica para investidores e por isso ha tanta fome por la.



escola de frankfurt? horkheimer, adorno? década de 1920? influenciou a psicanálise? tem certeza do que está falando? bem, trata-se de não permitir que a 'esquerda' chegue ao poder, tanto por causa dos meios empregados para isso quanto pelo desastre administrativo que fatalmente se seguirá. e trata-se de se dar por feliz por ter o direito de trabalhar para comer o quanto permitir um salário abaixo do mínimo, num sistema em que, se fosse possível, os interessados pagariam para trabalhar, assim como aceitar a escravidão um dia serviu como precária garantia de vida para o escravo. o que não se quer é abrir mão dos privilégios, é enxergar o outro ser humano em sua inteireza, é ter compaixão e controlar as aberrações: na natureza há pulgas e elefantes, que podem eventualmente competir (em total desigualdade) por determinado recurso vital; em sociedade humana, ou somos todos – do mesmo tamanho; humanos – ou ninguém é de tamanho algum. ser 'de direita' é aceitar o mundo como ele é; ser 'de esquerda' é crer que ele pode ser mudado. pois o mundo não só pode como deve ser mudado. e será.


China socialista? Sério mesmo isso? Nós voltamos para a década de 70?
www.mises.org.br/Article.aspx?id=94
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1250

Sobre Bolívia, Equador e Venezuela:
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2439

Cuba está falida desde, pelo menos, a década de 90:
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1792
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1793
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2367

Você deve ser jovem e nunca viu esse sinismo antes, mas esse modus operandi de "não é socialismo" [www.mises.org.br/Article.aspx?id=2433]é bem mais antigo e comum do que imagina[/link]. Só que graças ao arquivo digital da Internet, essa desculpa esfarrapada está cada vez menos convincente: Venezuela: o socialismo que deu certo


Juiz fazendo bundalelê na cara da população e o governo não serve nem pra conter isso.

"Eu não tô nem aí. Eu estou dentro da lei e estava recebendo a menos. Eu cumpro a lei e quero que cumpram comigo", declarou Mirko.




Excelente artigo. O CREA-RJ ainda me mata, com toda a burocracia criada por eles e pelo estado... O mercado tem total condições de escolher livremente a competência dos profissionais a serem contratados. CREA / Confea é um escravizador de engenheiros que pedem por mais estado. É triste ver Engenheiros dizendo o "CREA" tem que fazer alguma coisa... Eu sempre penso: "O CREA tem que acabar (isso sim!)". Eu sou Engenheiro e sou totalmente contra a o sistema CREA / Confea.


O Brasil na pessoa do seus exportadores irão ter perdas significativas,agora na teoria equivocada de Trump os empregos serão gerados nos setores beneficiados pela política protecionista,mas o mesmo se esquece ou fecha os olhos para a realidade,pois esta geração de empregos virá aumentando os custos para os consumidores norte-americanos ou seja a política de abertura comercial também gera empregos muito mais baratos,duradouros e sustentáveis seja qual for o setor escolhido pelos empreendedores...
Enfim basta deixar o Mercado trabalhar que o resultado aparece,o estado sempre é o vilão do sistema,agora outra coisa interessante se o Brasil abrir suas fronteiras praticando alíquota zero em todos os setores,num primeiro momento será um choque de desemprego e desespero,mas o Mercado se ajustará visto o aumento de consumo e poupança gerada com tal medida,mas infelizmente o lobby dos exportadores não deixam isto se tornar realidade infelizmente...


Eduardo, ainda a coisa mais absurda além da anuidade é a 'ART de Cargo ou Função', onde você paga novamente toda vez que se emprega em uma empresa.


Nem precisaria. Eu mesmo já li aqui uns 20 artigos explicando as consequências econômicas e morais de o funcionalismo público ser altamente bem pago com o dinheiro extraído da população, majoritariamente pobre.



Quero ver um artigo do Mises sobre isso Eu não tô nem aí', diz juiz de MT que recebeu mais de R$ 500 mil em julho... - Matéria do UOL dia 15/08/2017.


Se puderem responder essa, ficaria agradecida.

Achei um canal de um cidadão aqui que é bem desse perfil de negadores relativistas do porquê a Venezuela estar assim. Ele fez um vídeo comentando sobre outro vídeo do canal Ideias Radicais refutando aquele canal Nostalgia sobre o assunto, é pra rir mesmo do discurso do indivíduo. Aqui vai a transcrição do vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=F2BMO8sVwCw

"Se o problema da Venezuela fosse exclusivamente o socialismo, poxa vida, o que que seria da China então? Cuba? Cuba já teria entrado em colapso há quantos anos? Se o problema de um país é o socialismo, exclusivamente, muitos países que estão hoje aí nem sequer existiriam. O vídeo do Felipe Castanhari não era perfeito e eu não defendo Maduro, já deveria sair de lá há muito tempo. Sim, a Venezuela está numa situação muito próxima do que se pode falar hoje sobre uma ditadura, mas atribuir exclusivamente ao Maduro ou pior a socialismo, o problema da Venezuela é um simplismo que, muitas vezes, confunde as pessoas e muitas vezes faz com que elas possam aderir àquilo somente porque o cara já é meio antiesquerda, ah então tá certo, é um país de esquerda, dane-se.

Aí o cara vai olhar a China e falar: Ué, mas a China, estranho, não tá tão assim, cresceu bastante, as coisas tem acontecido lá, e é um pais socialista. Ai não dá pra tentar ficar contemporizando como o pessoal fala quando se fala dos países nórdicos, aí não é socialismo! Mas e a China, cara? E a China? O que que é a China? Mas o país tá lá, não tem colapso nenhum lá, é claro que as coisas não são perfeitas na China, também não defendo a China, mas a situação venezuelana não é exclusivamente por conta de um debate ideológico, é muito responsabilidade de ambas as partes tanto da oposição quanto da situação.

Não defendo Maduro nem nunca vou defender, não acho correto, ele já deveria ter saído do governo, já deveria ter havido eleições para presidente, a oposição já estava ganhando um grande espaço dentro lá do país, e infelizmente, ele se apegou ao poder e transformou numa situação complicada, mas é muito importante você saber de uma coisa: tudo isso só aconteceu por conta do binarismo, por conta do que está acontecendo aqui no Brasil, pessoas que dizem que a direita é pura e a esquerda a pior coisa que tem, ou o contrário, a esquerda sim é que faz um grande trabalho social e a direita arruína com tudo.

A verdade é que o que aconteceu na Venezuela é exatamente por culpa do binarismo, as distâncias ficaram tão grandes que não mais foi possível estabelecer um diálogo, e não há dialogo quando não se estabelece uma situação em que todos aqueles que estão lá envolvidos possam ter vez e voz, é o que acontece na Venezuela. O problema não é o fato de ter uma ideologia só, porque não tem. Não tem! Não é um pais só, digamos assim, socialista, e por conta disso, aconteceu isso.

Não é a verdade, o que acontece hoje lá é fruto da distância que ocorreu entre os ideólogos de um lado e os de outro. E é claro, é óbvio, que o fato do país estar sentado sobre uma reserva gigante de petróleo chama as atenções de outros países, como por ex, os EUA, que tem na Venezuela o terceiro maior fornecedor de petróleo, então, evidentemente também tem essa questão.

O discurso, na minha opinião, muito simplista, do Rafael reforça essa situação, reforça exatamente o que tá acontecendo lá, além de não resolver nada, só piora, só piora."


E aí quando confrontando nos comentários, ele tenta tirar o corpo fora, tentando passar uma imagem de bom moço sensato, negando justamente o que estava fazendo no vídeo, porque afinal, analisar propostas feitas por outros e tentar dar outra explicação não é refutar, ou tentar, pelo menos como no caso dele, imagine. Fica manipulando as palavras pra tentar parecer coerente, a que ponto chegou o debate dessa gente. Aqui vai:

"Amigos, como disse, não se trata de um vídeo refutando um ou outro. Trata-se de demonstrar que a proposta do Rafael em dizer que o caos social da Venezuela se deve ao socialismo é simplista. E mais: é dogmatica! Poderia ter usado o exemplo Bolívia, Colômbia, Peru... Todos países bolivarianos. Porque a Bolívia que é tão socialista-bolivariana como a Venezuela não está em mesma situação??? Rafael não explica. Os anti não explicam. Bom deixar claro que o assunto é "Porque a Venezuela está assim?", ou seja, porque a possibilidade de uma guerra civil, porque a convulsão social? Não precisa de China. A Bolívia desmente Rafael."


Os políticos tem o prazer em deixar o pais miserável. Corrupção em todas as instâncias, desde o descobrimento do Brasil o povo vive nesta situação de tristeza, vergonha e baixa estima.
Como pode haver tanto X9 no governo, traidores da pátria. Um pais sem educação, segurança, saúde, emprego, etc.
A escravidão ainda continua !



continuação: eles amarraram de certa maneira o sistema, que o trabalho tá batendo de frente com os militares


Continuação: a única maneira que conheço de equilibrar os três poderes: isentar todas as empresas e tributar com base do consumo anual da Pessoa Física.


1- A democracia nunca existiu no Brasil.
2-. A democracia consiste na independência e equilíbrio entre os três poderes: Empresa, Trabalho e Governo, que deveriam ser igualmente representados pelo Executivo, Legislativo e Judiciário.
3- Se existem partidos de esquerda ou direita, significa que a República Federativa não garantiu a democracia.
4- Tudo que for investido no Trabalho não pode interferir na Empresa ou Governo e vice-versa.
5- A democracia é o equilíbrio e não conduz ao socialismo, ou melhor à esquerda ou direita.
6- Sua filha deve utilizar outro banheiro.


"Em um ambiente de livre concorrência, surgirão entidades (associações, certificadoras etc.) que exigirão requisitos para a filiação (voluntária) de interessados."

É o meu caso. Sou engenheiro agrônomo. Obrigatoriamente filiado e pagando o CREA, do qual não me sinto representado.
E não foi citado, mas pagamos ART para a burocracia "comprovar" que estamos tecnicamente corretos. É um custo ao consumidor do serviço.

Por outro lado, sou associado VOLUNTARIAMENTE ao Instituto Bras. de Avaliações e Perícias, onde tive de comprovar capacidade técnica para me associar.
O faço com satisfação, pois sou atestado por profissionais mais experientes e melhores que eu.
E a sociedade reconhece a competência do Instituto, o que rende trabalhos.


O negócio é tão bizarro que até a mídia de esquerda começou a noticiar as mazelas do funcionalismo público.


Quem define valor de pedágio é a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). As empresas apenas seguem.

E não existe estrada privada no Brasil. Muito menos há livre concorrência entre estradas privadas. O que há é o estado concessionando estradas (por tempo limitado) para empresas privadas, estipulando preços, impondo serviços mínimos e, em troca, protegendo as concessionárias contra qualquer concorrência.

Trata-se de um arranjo ótimo para o estado (que ganha muito dinheiro com imposto e com as licitações) e para as empresas (que operam dentro de um mercado protegido e com preços altos estipulados pelo estado).

Ou seja, o que há é uma reserva de mercado garantida pelo estado para empresas privilegiadas. A perfeita definição de corporativismo/mercantilismo. E o exato oposto de capitalismo de livre mercado.

Artigo sobre como privatizar estradas:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1614


Não. Moeda sólida e estável é exatamente o que faz uma economia progredir. E moeda fraca e instável é exatamente o que mantém um país no subdesenvolvimento. Não há um mísero país que enriqueceu desvalorizando sua moeda. E não há um único país fortemente exportador que não tenha moeda forte, estável e inflação baixa (Alemanha, Suíça e Japão são os exemplos mais evidentes).

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2175
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2055
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2394
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2378
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2196
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1441


Obrigado pela resposta Pensandor Consciente.
Agradeço se puder me ajudar com outra dúvida que postei em resposta ao comentário do Substituto.
Então, segundo o cenário que você expôs, políticas protecionistas que o Trump disse que iria adotar são prejudiciais para outras economias, inclusive o Brasil? Os USA podem obter alguma vantagem de tais políticas?


Caro Substituto, obrigado pela resposta.
Eu não li ao livro "Chutando a Escada" , que foi inclusive recomendado.. Mas fico grato pela sua explicação.
Sendo assim, não há porque eu achar coerente a fala do economista, pois seu argumento tem bases nada sólidas segundo você.
Um outro ponto que ele também colocou, e fiquei em dúvida pois já li algumas coisas nesse site falando sobre, se trata da Valorização Cambial, é bom ou não? Gera "falsa sensação de riqueza" e uma futura "crise"?


Alguém tem algum artigo para me passa sobre os pedágios brasileiros, sobre os autos valores cobrados para a população, e em certas ocasiões serem empresas privadas as responsáveis por enormes cobranças?



E não há uma única menção a Marx ou ao marxismo no artigo. Em absolutamente nenhum lugar o autor afirma que os nazistas foram marxistas. Ao contrário até: ele diferencia entre socialismo bolchevista e socialismo alemão.

Ao fazer esta sua afirmação, você comprova que comentou sem nem sequer ler o artigo, ficando inteiramente a descoberto e se auto-humilhando. Típico.

Só rindo mesmo...


Hitler declarou temporada de caça a marxistas em pronunciamento público, queimou todos os livros que continham qualquer ideologia que entrasse em conflito com o nazismo, incluindo todos os livros de Marx e ainda existe quem tente fazer essa pobre analogia entre comunismo marxista e fascismo com pinçadas de socialismo. Se um déspota desumano chega ao poder e se torna uma totalitarista, sempre pula alguém e faz analogias ao marxismo. Só rindo mesmo...


"Beleza. Mas quem irá estipular o que é agressão e o que não é? Mais ainda: quem irá atribuir a punição? Com base em que lógica racional e justa?"

Não tenho ainda uma proposta robusta para estabelecer quando uma agressão psicológica se configuraria mas reafirmo que não é admissível que agressões psicológicas sejam absolutamente isentas de punição. Mas simplesmente ignorar que danos de ordem psicológica existem e que podem ser causados por outros indivíduos e que estes devem ser punidos após submetido ao devido processo legal também não é solução. Minha proposta de se considerar ilegal atos de agressão psicológica seriam aplicáveis principalmente à indivíduos reconhecidamente vulneráveis, como idosos, crianças e doentes mentais.

"E quem será o policial que ficará dentro de cada lar, com um caderninho, anotando as "agressões verbais" e ministrando punições? O menino faz bagunça, o pai grita e o repreende, o menino chora, o pai vai preso. Imagina só que maravilha."

Uma proposta seria, ao invés de policiais dentro de cada lar, o acompanhamento psicológico por profissionais de saúde de indivíduos vulneráveis, já que métodos clínicos baseados em metodologias científicas são menos passiveis de julgamentos subjetivos. Claro que isto incorre em outro problema, a saber, se os responsáveis pelos vulneráveis deveriam autorizar o acompanhamento psicológico. Esta é uma questão que pretendo refletir e gostaria de sugestões.

"Não quero ofendê-lo, mas você está apenas dizendo platitudes. Falar que é contra uma atitude (que não envolve agressão física e nem ameaça de), ok. Mas pedir punição para quem a faz já é um salto e tanto.

A simples defesa dessa ideia leva à imposição de todos os tipos de totalitarismos imagináveis. Se pudermos punir e mandar para a cadeia qualquer pessoa que gritou com outra, acabou a civilização."


Porque deveríamos deixar impunes os indivíduos que praticam atos de violência contra vulneráveis por não haver um meio objetivo, como exame de corpo de delito, de se comprovar o dano? Agressões psicológicas existem e causam danos sim, não há dúvida. Não defendo que toda agressão verbal é punível. Deve haver julgamento, observando-se todas as evidências, como gravações de áudio e vídeo, testemunho de vizinhos, as alegações da vítima e do réu, laudos de psiquiatras, e tantas outras ferramentas que pudermos por à disposição para elucidar cada caso. A simples defesa dessa ideia não leva à imposição de todos os tipos de totalitarismos imagináveis. Não poderemos mandar para a cadeia qualquer pessoa que gritou com outra pois a configuração da agressão deverá ser analisada com critérios, como plausibilidade, comprovação do dano por laudo médico, direito de defesa. Não somos autômatos que, dado regras baseadas em uma ética proposta, simplesmente seguimos suas conseqüências não importa quais elas sejam.

"[...]quem fará o julgamento do "pai que gritou com o filho" senão outro indivíduo emotivo e não estritamente racional?

Fazer condenações baseadas na emoção e não na razão -- que é o que você está fazendo -- é uma postura incomensuravelmente perigosa. Qualquer pessoa que se disser ofendida poderá mandar outra para a cadeia."


Com certeza que quem fará o julgamento do "pai que gritou com o filho"será uma pessoa que não é estritamente racional. Que outra espécie de ser seria além de outro ser humano? Fato é que o pai deverá ser julgado caso alguém tome partido pela criança, já que a mesma, na maioria das situações, não tem autonomia para fazê-lo. Daí a ser condenado é outra história. O problema da falta de objetividade que carece a agressão psicológica é também partilhado por tipos de agressão mais concretas: Se um vizinho seu liga um som alto ele pode causar lesões auditivas a você. Mas como definir o que é um som alto? Quantos decibéis? Seu vizinho agora queima lixo no quintal e a fumaça invade sua residência: quanta fumaça é considerada agressiva? E quanto à radiação eletromagnética? Não vou citar fontes mas existem estudos apontando riscos à saúde por emissões eletromagnéticas geradas por um outro vizinho seu que possui um rádio amador. E quando você conversa com um amigo e sem saber recebe dele um bombardeamento de bactérias provenientes de sua saliva. Houve agressão neste caso? Assim, da mesma forma poderia eu mandar todos estes meus vizinhos para a cadeia.

" "Argumentos baseados em primeiros princípios, por mais atraente que sejam, não devem ignorar todas as possíveis consequências que deles decorrem."

E os argumentos baseados puramente na emoção?! Vale ressaltar que todas as ditaduras (de esquerda e de direita) sempre ascenderam por meio de apelos à emoção."


Você parece possuir uma filosofia extremamente radical. Ou somos todo emoção ou todo razão. Será mesmo que isto se verifica? O que quero dizer afinal é que não existe objetividade perfeita, não existe ética perfeita e princípios fundamentais podem levar a conseqüências indesejadas. Temos que ser criteriosos e não seguir às cegas uma ideologia. O Princípio de Não Agressão não é infalível.


O que falar da OAB, que não permite sequer propaganda, impõe cobrança mínima e cobra anuidade absurda até de estagiários (que utilizam a carteirinha de estagiário praticamente apenas para entrar nos fóruns mais cedo)...


Aquele clichê de filmes em que não existe Justiça e precisa aparecer um anti-herói para fazê-la, aqui no Bostil foi levada ao extremo da realidade.

Alguém ainda duvida que a maior máfia que já existiu chamava-se Estado?


O que mais me irrita é que a aula é de administração e o sujeito fica fazendo proselitismo político.

Então Engenheiro Falido, eu realmente não sei o que ele quis dizer e de onde ele tirou essas conclusões.


Essa é só pra quem tem estômago forte: funça recebe salário mensal de meio milhão de reais. E no próximo mês subirá para 750 mil reais. E diz que não tá nem aí.

m.oglobo.globo.com/brasil/nao-to-nem-ai-diz-juiz-de-mt-que-recebeu-meio-milhao-em-contracheque-21705474


Sem falar SUBSTITUTO que essas pessoas se esquecem que quando os outros países se fecharem também,todos terão queda em suas exportações,é a velha máxima mas lamentavelmente esquecida de "se uma nação empobrecer seu vizinho ela também empobrece".Os keynesianos e esquerdopatas se esquecem disto e o mais engraçado é que ao atacarem o imperialismo monetário norte-americano,estão esquecendo que os estados unidos é um dos países mais abertos ao comercio exterior ou seja se os estados unidos virarem uma nação protecionista terceiro-mundista ela afundaria a economia de meio mundo,enfim tanto o estado norte-americano bem como demais estados mundo afora são instituições inúteis,desnecessárias,contraditórias e são uma prova viva de que o mercado livre e sem protecionismos de lado a lado é que enriquecem a todos,a verdadeira globalização seria tarifa zero e extinção dos estados nacionais...

Lembrem-se esquerdopatas parem de sonhar com a cantilena do protecionismo ao acharem que basta escorarem-se nas mega-importações dos USA que poderemos fechar nossa economia impunemente,o mundo é um circuito fechado e apesar dos USA ser a locomotiva,os vagões tem de estar em perfeitas condições para que o trem desenvolva seu caminho rumo a estação destinada,enfim precisamos ser igual aos três mosqueteiros"um por todos e todos por um"divisão internacional do trabalho é isto e o resto é conversa fiada de político e burocrata protecionista e parasitário...


Pessoal acha que se desregulamentar a medicina, vai aparecer um monte de josef mengeles, victor frankensteins e fritz kleins por aí, cortando e costurando as pessoas.


Tem razão quanto ao item 2. Não há dúvida quanto à ilegalidade de agressões físicas contra qualquer ser humano. Mas permaneço em dúvida com relação aos danos não intencionais causados à terceiros. Se alguém adquire uma doença respiratória contagiosa e de forma não intencional infecta outras pessoas em espaços de grande circulação, houve lesão física passível de punição?


Para ser médico, psicólogo, engenheiro, vai continuar tendo que estudar 4-6 anos em uma instituição de ensino superior, e demonstrar que concluiu o curso. Os profissionais podem prestar serviços de ajuda emocional, cura para males orgânicos, projetar e construir uma casa, mas não vão ser médicos, psicólogos ou engenheiros. Acho que é isso, ou não. Eu, pessoalmente, não iria em um curandeiro ou pajé, mas eu gostaria de poder comprar benzodiazepínico sem precisar ir em um psiquiatra, pagar centenas de reais, ficar contando causo para conseguir uma receita de lorazepam.


Está muito bom o atual arranjo, muito fácil para vender serviços terceirizados de engenharia, apesar de muitos profissionais excelentes no mercado poucos sabem operar comercialmente pequenas consultorias, deixando livre o terreno para empreendedores com experiência. E os recém formados mão de obra barata e boa, se esforçam um bocado achando que estão aprendendo muito enfiados em escritórios mofados e que vou registrá-los como engenheiros.
Há quem chore e há quem venda lenços.


Nossa, e eu achando que viria algo novo e desafiador. Mas não. Foi só a mesma lenga-lenga protecionista de sempre, citando Ha-Joon Chang e seu compêndio de falácias lógicas chamado "Chutando a Escada".

Esse livro é apenas propaganda protecionista em prol dos grandes conglomerados coreanos.

Não há nenhuma dúvida de que protecionismo é bom para as grandes indústrias e seus empregados, mas resta ainda alguém explicar como é que restringir as opções de consumo, diminuir a oferta e encarecer os produtos disponíveis pode ser algo bom para o enriquecimento da população.

O grande problema do livro é que ele confunde abertamente correlação com causalidade, algo imperdoável em economista. O argumento é que, "dado que a Coréia do Sul implementou tarifas protecionistas e suas empresas cresceram, então obviamente todos os países deveriam se fechar para enriquecer". Não há um só debate no livro sobre a possibilidade de a Coréia ter se desenvolvido ainda mais caso não houvesse implementado tais tarifas (daí a confusão entre correlação e causalidade).

Aliás, esse é exatamente o histórico de Hong Kong e Cingapura (que o autor do livro parece ignorar). Ambos os países eram grandes favelas a céu aberto na década de 1970 e hoje têm as maiores rendas per capita do mundo. E jamais aplicaram políticas protecionistas. Sempre tiveram tarifa zero (sim como a Suíça, aliás). Ambos são mais ricos que a Coréia do Sul em termos per capita. E olha que ambos são asiáticos -- logo, possuem relativamente a mesma cultura.

Aliás, Chang utiliza dados pra lá dúbios. Por exemplo, ele se limita a analisar apenas os países que se desenvolveram no século XIX, e afirma que eles se desenvolveram porque adotaram políticas protecionistas em determinados setores; mas ele não analisa todas as políticas adotadas. E em momento algum ele analisa os países que não se desenvolveram, pois isso mostraria que tais países adotaram com ainda mais intensidade exatamente as políticas que ele defende.

A teoria indica que tais países protecionistas teriam se desenvolvido ainda mais (com empresas mais competitivas e população mais educada) caso o comércio fosse mais livre. O livro não faz essa contraposição de ideias, pois trabalha exclusivamente com dados empíricos.

Mais especificamente sobre a Coréia do Sul, não é verdade dizer que ela "era pobre e aí foram adotadas políticas intervencionistas e aí ela enriqueceu". Mesmo porque isso é econômica e logicamente impossível. O que o general Park fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria estagnado.

Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação. Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas), permitiu a rápida prosperidade da Coréia.

Era economicamente impossível a Coréia enriquecer por meio de intervencionismo simplesmente porque não havia capital nenhum no país. Intervencionismo é algo possível apenas em países ricos, que já têm capital acumulado e que, por isso, podem se dar ao luxo de consumi-lo em políticas populistas. Já países pobres não têm essa moleza (por isso o intervencionismo explícito em países como Bolívia e Venezuela apenas pioram as coisas).

Na prática, todo e qualquer protecionista está dizendo que reserva de mercado e abolição da concorrência é exatamente o que faz algo prosperar, se modernizar e se tornar pujante.

Na prática, o cara está dizendo que reserva de mercado e abolição da concorrência é exatamente o que faz algo prosperar, se modernizar e se tornar pujante.

Para a piorar a situação do sujeito, vale lembrar que o Brasil já é assim desde que foi descoberto em 1500. Por favor, cite um único período do país em que tivemos tarifa de importação zero. Aliás, facilito: cite um único período que tivemos baixas tarifas de importação.

Temos a economia mais fechada entre os países sérios, e nada de a indústria progredir e ficar pujante.

Logo, esse cara deve explicações. A teoria que ele defende -- "economia protecionista gera indústria pujante" -- é aplicada no Brasil desde 1500. E nada de ela finalmente se comprovar.


Sou economista e não paguei a anuidade do Corecon e os caras estão estão no meu pé.Veio até um oficial de justiça na minha casa.Você tem que pagar pra trabalhar.Eu não sei como essa gente consegue dormir à noite,vivendo às custas do trabalho alheio.


"Desestatizar" se parece com "Desratizar"


Meu sobrinho, no Paraná, é recém-formado em Engenharia Civil e arrumou um emprego de 6.000 reais. Trabalha como engenheiro, mas na carteira de trabalho o registraram com outra função, porque esse valor está abaixo do piso da categoria.



Vi um economista dizer que, no passado países que hoje são desenvolvidos adotavam práticas intervencionistas e protecionistas, e que hoje esses países passaram a adotar políticas mais liberais, ao mesmo tempo em que propagam o discurso liberaral para outras nações.
Na minha opinião, ficou subentendido que práticas intervencionistas e protecionistas geram crescimento econômico, e que paises em desenvolvimento que "caem no conto liberal" se tornam meros coadjuvantes.
Gostaria de uma opinião sobre o que esse economista disse.
A fala em questão começa aos 7:39s :


quando você citou o arquiteto, lembrei deste artigo escrito pelo Anthony Ling, que tem uns poucos textos publicados aqui no IMB:

www.renderingfreedom.com/2012/11/top-10-arquitetos-que-o-cau-mandaria.html


Na parte de custos, se alguma empresa contratar um engenheiro mecânico e registrá-lo como tal, a coisa se torna proibitiva; tamanha a carga de exigências que o CREA impõe. Acaba estragando todo o mercado de trabalho, pois já conheci muito engenheiro formado e competente que não consegue vaga de engenheiro devido às exigências da guilda.
Várias empresas do ramo metalúrgico entretanto encontraram uma solução improvisada: contratam um engenheiro com CNPJ como terceirizado, para assinar os projetos, e dividem o tempo dele em cinco ou seis empresas. Cada uma fica com um sexto de engenheiro. E ainda temos que considerar que a guilda exige que o número de projetos assinados não passe de X por ano, para não estressar o profissional.
Essas informações são de dez anos atrás, quando ainda trabalhava com mecânica industrial, mas acredito que deve ser o mesmo hoje.


O Cialis, o maior concorrente do Viagra para disfunção erétil, custou ao laboratório que o inventou, desenvolveu e comercializa entre US$ 600 milhões e US$ 800 milhões antes da venda do primeiro comprimido. Foram centenas de cientistas, pesquisadores, bioquímicos e milhares de testes exigidos pela FDA (a Anvisa americana).

Cada vez que compra uma caixa de Cialis, você paga por todos esses custos. Mas há um, inútil, que você paga e não se dá conta: o salário da farmacêutica responsável da filial da empresa que produz o Cialis no Brasil.

Ela entra na produção do Cialis como Pilatos no Credo, sem ter nada que ver com os benefícios do remédio. Ela só está lá porque os farmacêuticos (como todos os outros profissionais regulamentados) conseguiram que o Congresso Nacional votasse uma lei obrigando todos os laboratórios a terem um(a) farmacêutico(a) responsável, e também cada farmácia a ter um(a) farmacêutico(a) para lhe vender a caixinha dos comprimidos mágicos (ou de qualquer outro remédio que você queira comprar).

Outra: José Zanine Caldas, famosíssimo arquiteto autodidata, desenhou e construiu algumas das mais caras e belas casas do Joá e da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Quem as comprava pagava por sua competência e seu bom gosto, mas um naco era para o engenheiro formado, cuja única função era assinar a planta. Zanine foi professor na Universidade de Brasília. Hoje não poderia, porque não tinha diploma.

Em resumo, não ganhamos nada com profissões regulamentadas. Só ganham os profissionais que fazem parte delas.


Eu até entendo a lógica do Pobre Paulista (e concordo com a teoria dele), mas o fato é que no Brasil praticamente todos os Conselhos surgiram via decreto estatal.

O próprio Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), por exemplo, foi criado em 1933 por Getulio Vargas.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Conselho_Federal_de_Engenharia_e_Agronomia


E o Conselho de Medicina foi oficialmente criado em 1945 pelo governo.

www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1937-1946/Del7955.htm


Nada aqui surgiu sem estado.


Concordo plenamente com o autor do artigo. Infelizmente não posso sustentar essa posição diante dos meus pares porque sofreria retaliações (a classe odontológica no Brasil, paradoxalmente, é predominantemente estatista). Sou totalmente contra a existência de conselhos profissionais controlados pelo estado que monopolizam a regulamentação e a fiscalização da profissão. No caso particular do de Odontologia, sua atuação se restringe a autuar alguns colegas, brigar contra os planos de saúde e exaltar as políticas de saúde do governo. O custo da Odontologia é alto exatamente por causa do conselho e do peso do governo, o que faz surgir o plano como um intermediário inconveniente.


Abordado no artigo:

"É importante ressaltar que os diferentes pleitos das mais diversas categorias profissionais são perfeitamente legítimos. Entretanto, não deveriam ser patrocinados pelo estado — a regulamentação das profissões, como dito, é estabelecida por lei e a anuidade é uma obrigação parafiscal de natureza tributária."

"Em um ambiente de livre concorrência, surgirão entidades (associações, certificadoras etc.) que exigirão requisitos para a filiação (voluntária) de interessados. E existirão profissionais que optarão por não se filiar a nenhuma dessas entidades. Essas associações/certificadoras e esses profissionais independentes vão competir pelos clientes livremente, e para tanto vão procurar sempre apresentar mais e melhores qualidades."


eu como estudante de engenharia só de saber que estão querendo colocar uma prova estilo OAB e ter que pagar uma anuidade absurda apenas para enriquecer uma organização que invés de me ajudar,irá me atrapalhar,fico desmotivado,a alta regularização que está acontecendo no mundo todo alguma hora irá se tornar algo insustentável.


O mais legal é quando você fala em desregulamentar a medicina. Imediatamente as pessoas fazem cara de horror. Mas aí, imediatamente depois da reação, você pergunta se elas utilizam ou já utilizaram (ou seus parentes próximos) tratamentos alternativos, como cromoterapia, florais de Bach, aromaterapia, cinesiologia, hidroterapia, iridologia, quiropracticia etc. E a resposta é sempre sim.

Ou seja, as pessoas acreditam em terapias alternativas, usam em substituição à medicina e muitas depositam a continuidade de sua vida nelas (como quem se trata de câncer com extratos de sementes de pêssegos). Mas, quando perguntadas, a maioria diz-se a favor da regulamentação da medicina.


Os conselhos, por si próprios, não tem como criar reservas de mercado, pois não tem autoridade para isso: Tais reservas só aparecem quando eles ganham proteção do estado. O Estado cria as reservas, os conselhos apenas se aproveitam disso.

Mas não foi assim que os conselhos surgiram: Eles apareceram como associações voluntárias de classe, com o intuito legítimo de auto-regulamentação. Sem contar que no passado, onde a informação era mais difícil de ser obtida, os conselhos tinham um importante papel na centralização das mesmas, bem como prover ao mercado uma forma mínima de padronização profissional.

Tratava-se portanto de um legítimo exercício de liberdade, não de coerção. Se por ventura o mercado parou de aceitar profissionais não-certificados, então justifica-se mais ainda a formação dos conselhos de classe: Tratava-se de uma demanda de mercado não atendida até então: O mercado de profissionais certificados). Lembrando que, se ninguém é coercitivamente impedido de trabalhar nesse cenário, então é o mercado quem está no comando.

O que estragou os conselhos de classe foi o estado. O artigo trata os conselhos como se todos eles já tivessem nascido assim. Claro que atualmente os conselhos estão obsoletos em seus propósitos e poderiam ser extintos (ou, no mínimo, serem de adesão opcional), mas não se pode negar que havia um interesse legítimo na criação dos mesmos.

Disclaimer: Não pertenço nem defendo o interesse de nenhum conselho de classe.


Eu prefiro viver numa sociedade escandinava com 47.000,00 do que em Cingapura com 85.000,00.

"Uma das consequências dessa mentalidade é que Cingapura é hoje um estado que pratica a tortura de presos, que limita a liberdade de expressão e de imprensa, que mantém um serviço militar obrigatório e que proíbe as relações homossexuais. A ordem pública é mantida rigidamente. Há punições severas para pichações. É proibido até mesmo mascar chicletes (só são permitidos chicletes terapêuticos com receita médica). O governo pode encarcerar criminosos por tempo indefinido e sem julgamento." ( Sinistro, mas é só andar na linha)

O lado bom de Cingapura é que ela é um tipo de CIDADE -ESTADO onde não há muito em infraestrutura para investir pois há menos km de estradas para fazer e manter ,menos portos, menos aeroportos para construir. Essa é uma vantagem de países pequenos também , assim como Hong Kong. Mas ela funciona e é isso que importa.

Exemplos de Cingapura

"Hoje, 82% da população da cidade-estado vivem em imóveis construídos pelo governo em um conceito de cidades compactas, onde emprego, serviços públicos, lazer e moradia estão a poucos quilômetros."

...Além disso, 82% da população lá vivem em casas populares..."

....Certamente, por só ter um governo, que é nacional e municipal, o processo de tomada de decisões em Cingapura é muito mais rápido".

... Nossa cidade não tem guetos pobres nem áreas nobres, diz urbanista que revolucionou Cingapura (Muito legal isso)

Eu tenho um colega de trabalho que visitou Cingapura e se apaixonou.









Que seja exigido um diploma até aceito (se bem que um diploma de federal hoje tá mais pra papel higiênico), mas estas guildas são uma desgraça. Minha esposa é psicóloga e eles interferem demais no exercício da profissão. Impedem que pessoas recebam tratamentos que elas mesmas desejam etc. Uma droga.


"Não concordo que agressões psicológicas sejam absolutamente isentas de punição."

Beleza. Mas quem irá estipular o que é agressão e o que não é? Mais ainda: quem irá atribuir a punição? Com base em que lógica racional e justa?

"Uma criança que vive em um ambiente onde os pais o xingam e humilham pode levar a transtornos comportamentais que acompanharão esta criança pelo resto de sua vida."

E quem será o policial que ficará dentro de cada lar, com um caderninho, anotando as "agressões verbais" e ministrando punições? O menino faz bagunça, o pai grita e o repreende, o menino chora, o pai vai preso. Imagina só que maravilha.

"Um idoso ou deficiente mental que vive sendo xingado e ofendido vai sofrer muito e possivelmente desencadear problemas de saúde."

Idem ao que foi dito acima.

Não quero ofendê-lo, mas você está apenas dizendo platitudes. Falar que é contra uma atitude (que não envolve agressão física e nem ameaça de), ok. Mas pedir punição para quem a faz já é um salto e tanto.

A simples defesa dessa ideia leva à imposição de todos os tipos de totalitarismos imagináveis. Se pudermos punir e mandar para a cadeia qualquer pessoa que gritou com outra, acabou a civilização.

"O ser humano não é estritamente racional. Não é possível ignorar o seu lado emocional."

Opa! Concordo plenamente!

Mas aí vem outra encrenca: quem fará o julgamento do "pai que gritou com o filho" senão outro indivíduo emotivo e não estritamente racional?

Fazer condenações baseadas na emoção e não na razão -- que é o que você está fazendo -- é uma postura incomensuravelmente perigosa. Qualquer pessoa que se disser ofendida poderá mandar outra para a cadeia.

"Uma análise de caso de agressão psicológica, por mais subjetiva que a situação possa ser, não deve ser excluída por tratar-se de uma questão subjetiva."

Imagine só o resultado disso? Na mais branda das hipóteses, os tribunais ficariam entupidas de casos envolvendo meras agressões verbais. "Ah, Fulano gritou comigo e me ofendeu! Quero indenização e cadeia para ele!" Viraríamos um estado policial, em que cada vizinho denunciaria o outro por "falar alto com o filho".

"Argumentos baseados em primeiros princípios, por mais atraente que sejam, não devem ignorar todas as possíveis consequências que deles decorrem."

E os argumentos baseados puramente na emoção?! Vale ressaltar que todas as ditaduras (de esquerda e de direita) sempre ascenderam por meio de apelos à emoção.


Os Conselhos não passam de organizações corporativistas, que querem enriquecer a qualquer custo, proibir a livre iniciativa a qualquer custo, e tomar para si qualquer atividade (daqui a poucos anos cortar grama ou limpar a casa vai ser "prerrogativa" de alguma profissão qualquer, e você não poderá fazer isso na sua própria casa - não me espantarei se for prerrogativa de médicos ou advogados). Em especial com a advocacia, mesmo que você saiba fazer tudo, e não gere risco a ninguém o exercício da atividade em causa própria, a OAB faz questão que você não faça isso, se não for diplomado, passar no exame deles, e pagar uma fortuna para eles (repito, mesmo que em causa própria!!!!).


Olá caras, gosto muito dos artigos, mas devo dizer que vocês deveriam colocar e destacar melhor as referencias. Isso faz muita falta quando, por exemplo, se deseja usar algum artigo daqui para exemplificar alguma ideia.