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14/02/2016 00:00  por  Leandro Narloch \  economia

A Revolta do Vintém
Um protesto contra um pequeno aumento da passagem do transporte público acaba em confronto com a polícia. Outras cidades do país aderem às manifestações, que preocupam o governo central. Depois de duas semanas de protestos, os governos decidem voltar atrás e adiam o reajuste. A qualidade do transporte continua a mesma.

O leitor deve achar que estou falando dos protestos de junho de 2013 ou das atuais manifestações em São Paulo. Na verdade meu tema é a Revolta do Vintém, em 1880.


02/02/2016 00:00  por  Bruno Garschagen \  economia

O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o sociólogo Jessé Souza, publicou no início de janeiro um artigo na Folha de S. Paulo intitulado A quem serve a classe média indignada?.  Dentre várias coisas, ele afirma que, no Brasil, o estado tem sido "demonizado como corrupto e ineficiente e o mercado visto como o reino de todas as virtudes".

Três semanas depois, a mesma Folha publicou, em resposta, um bom artigo do professor Marcus André Melo intitulado Raízes do Brasil político: Os caminhos de um projeto iliberal.  O objetivo do artigo foi rebater os argumentos do presidente do IPEA.

Irei aqui abordar apenas alguns pontos deste segundo artigo, pois o primeiro necessitaria de um artigo próprio.


29/01/2016 00:00  por  Fernando Ulrich \  economia


Haruhiko Kuroda

O Japão é, sem dúvida alguma, um dos grandes enigmas do mundo financeiro.

Qualquer investidor sério que acompanhe a economia japonesa e as contas do governo chegará a uma conclusão óbvia: o governo nipônico está quebrado, e quando o restante do mercado se der conta, os juros dos bônus do governo irão para as alturas.

Diante dessa constatação, nada mais natural que apostar contra os famosos JGBs (japanese government bonds).

Não há investidor no mercado financeiro que já não tenha feito esse trade ou ao menos pensado seriamente em fazê-lo. Ora, com um déficit orçamentário na ordem de 8% do PIB sem perspectivas de melhora e um endividamento de 230% do PIB, bastam os juros dos JGBs subirem um pouquinho para esse trem descarrilar.

O problema é que esse diagnóstico é válido há décadas e desde então os juros dos títulos de 10 anos do governo japonês vêm caindo sistematicamente. Quem tem apostado contra o governo do Japão está apanhando ano após ano.


25/01/2016 00:00  por  Matias Pasqualotto \  economia

Essa medida, na prática, impõe uma alteração drástica no ônibus rodoviário como o conhecemos hoje. Além da entrada padrão pela porta da frente, teremos uma nova porta de entrada na parte central do veículo acrescida de uma plataforma elevatória que literalmente irá içar o cadeirante até o interior do ônibus (a uma altura que pode chegar a quase 1,5m do chão).

Sem dúvida a intenção dos legisladores é nobre, e elimina alguns constrangimentos pelos quais o cadeirante era obrigado a passar, mas nem por isso isenta de custos. Como bem nos ensinam os economistas austríacos, devemos avaliar a proposta não somente por seus objetivos declarados, mas também pelos efeitos não-previstos que ela pode gerar.


21/01/2016 00:00  por  Leandro Roque \  economia

Os empresários do setor da construção civil estão pedindo arrego.  O crédito está escasso, os distratos estão crescendo e vários imóveis estão sendo vendidos com grandes descontos

As construtoras estão dando comissões absurdas: a prática normal é de 4 a 5%, mas algumas já estão concedendo de 8% a 13%.  A ordem é desovar os estoques o mais rapidamente possível, antes que os preços caiam ainda mais.

Tudo isso seria apenas mais uma manifestação do estouro da bolha imobiliária no Brasil, certo?

Mas não.  Sendo o Brasil o Brasil, sempre há detalhes ocultos.


20/01/2016 00:00  por  Geanluca Lorenzon \  economia

A Oxfam utiliza o conceito de riqueza "líquida" (ou seja: patrimônio menos dívidas). Segundo essa metodologia alguém que se formou em Harvard, vive num apartamento de cobertura em Nova York e ganha 100 mil dólares por ano mas tem 250 mil dólares em dívidas estudantis é mais pobre do que um camponês indiano que tem uma bicicleta, vive com um dólar por dia e não tem dívida.

Não importa se o cara de Harvard gasta centenas de dólares tomando McCallahan's 18 anos todas as vezes em que sai para a balada. Pra Oxfam, ele é mais pobre que o camponês indiano. Isso faz sentido pra definir quem é pobre e quem é rico?


20/01/2016 00:00  por  Bruno Garschagen \  economia

Lula disse que é de esquerda, que se tornou mais de esquerda e que, por isso, é liberal. É a lógica da "Escola de Retórica Rousseff".

Mas o que me deixou profundamente arrebatado, numa escala nelsonrodrigueana, foi a seguinte confissão rutilante, irredutível, definitiva.

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19/01/2016 00:00  por  Ilisp \  economia

Esse e vários outros:



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18/01/2016 00:00  por  Antony Mueller \  economia

Todo o progresso neste mundo foi alcançado a grandes custos. No entanto, ainda há muitas pessoas que querem riqueza, liberdade e segurança gratuitamente, como se fossem direitos humanos. Ao não reconhecermos como essas conquistas foram obtidas, bem como o que é necessário para mantê-las, será apenas uma questão de tempo para que o progresso acabe.

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13/01/2016 00:00  por  Igor Gaelzer \  economia

Em vez de ficar feliz com as boas vendas e seguir com os envios de forma ágil, o sentimento é de ansiedade e frustração em possivelmente não conseguir fazer tudo. Mais do que isso, a sensação de gastar o seu dia com tarefas repetitivas que jogam pelo ralo toda a sua capacidade intelectual para fazer algo muito mais útil.

A verdade é que vender bem se tornou um grande problema em nossa e em muitas outras empresas. Não porque não estamos preparados, não porque não temos os produtos. Simplesmente porque não damos mais conta da papelada. Não é interessante como conseguem inverter as coisas?

Não podemos fazer os envios no prazo, os clientes mandam emails de frustração?—?os quais não podemos responder com a eficiência e atenção de sempre, exatamente pela grande demanda extra —, abrem reclamações no Reclame Aqui e, no final, todos perdemos. Mesmo tendo tudo para darmos certo, nosso grande desafio é não entrar para o crescente grupo de empresas brasileiras que cobram demais e entregam de menos.




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