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29/02/2016 00:00  por  Diversos Autores \  economia


Josefa Tiago dos Santos, a empreendedora assassinada pelo estado
Uma idosa de 65 anos que trabalhava como vendedora ambulante perto da rodoviária do Plano Piloto, no Distrito Federal, teve suas mercadorias (dindin e água mineral) apreendidas em uma operação de fiscalização de ambulantes

Josefa Tiago dos Santos estava com duas caixas de isopor quando foi abordada por três fiscais da Subsecretaria da Ordem Pública e Social (Seops). Uma testemunha relatou que foi uma "abordagem muito agressiva" e que os fiscais aparentavam estar armados, pois carregavam um volume na cintura. O material recolhido foi colocado em uma camionete branca sem identificação do órgão.


24/02/2016 00:00  por  Geanluca Lorenzon \  economia

O mosquito está ganhando de nós na conquista de seus objetivos porque, ao contrário de nossos governantes, ele age baseado em descentralização e liberdade, dando ao indivíduo (ou ao mosquito, nesse caso) a possibilidade de se adaptar ao ambiente, inovar e empreender para alcançar seus objetivos. 

Mas, acima de tudo, o mosquito está ganhando porque, quando um deles se reproduz, todos se beneficiam, no objetivo de perpetuar a espécie.

Existe um termo econômico para isso: "externalidade positiva". Quando um indivíduo humano entra em uma relação econômica com outro, na qual ambos se beneficiam em relação ao momento anterior, eles geram e produzem riqueza: e isso acaba por beneficiar a todos nós.


22/02/2016 00:00  por  Ubiratan Jorge Iorio \  economia

Não é pessimismo, é só realismo; e não é "torcer contra", é apenas render-se aos fatos. Contudo, não podemos nos entregar passivamente a essas constatações. Pelo contrário, a missão de cada um de nós é lutar com todas as forças para começar a revertê-las desde já, sabendo que a tarefa é difícil e vai exigir muitos anos e muito esforço e que é nosso dever mostrar à geração mais nova que o caminho para a sociedade que desejamos passa pela reafirmação dos valores morais, pela contenção do poder político e pela liberdade econômica.

Como escreveu Igino, hydra lernaean tantan vim veneni abuit... Temos que encarar essa Hydra de frente, sem medo!



22/02/2016 00:00  por  Rafael Rosset \  política

O estado faz o que quer, mas se você reclamar, o fascista é você!

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19/02/2016 00:00  por  Leandro Roque \  economia

1) Digamos que o governo, de uma hora para outra, abrisse o mercado para o exterior e não praticasse nenhuma proteção contra importação. Quais os impactos teríamos?

Tudo vai depender das preferências dos consumidores.  Se eles voluntariamente passarem a comprar produtos importados, ignorando os nacionais, então eles, por definição, estão voluntariamente demonstrando que preferem produtos estrangeiros aos produtos produzidos pela FIESP, FIERJ, FIEMG e toda a CNI.

Ética e moralmente, não há um único argumento plausível contra essa preferência voluntariamente demonstrada. Se você, por exemplo, preferir comprar sapatos da China a sapatos de Franca ou Jaú, por que alguém deveria lhe proibir disso?  Que mal você está fazendo a terceiros?


17/02/2016 00:00  por  Fernando Ulrich \  economia


Belluzzo: ele entende de desvalorização. E de rebaixamento.

Assistindo ao programa Roda Viva desta segunda-feira, em que houve um debate entre os economistas Luiz Carlos Bresser-Pereira, Luiz Gonzaga Belluzzo, Marcos Lisboa, Samuel Pessoa e Amir Khair, é possível fazer uma breve constatação: com os cabelos brancos não vem apenas a experiência, mas também a teimosia, a convicção e o retrogradação.

Pelo que entendi, segundo Bresser-Pereira, Belluzzo e demais desenvolvimentistas da UNICAMP, "não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas do câmbio desvalorizado, dos subsídios à indústria, das tarifas alfandegárias, do gasto público e dos créditos do BNDES."


15/02/2016 00:00  por  Diana Furchtgott-Roth \  economia

O vírus da Zika está se espalhando, por meio do mosquito Aedes aegypti ao longo da América Latina, possivelmente em correlação com defeitos de nascença tais como a microcefalia em bebês. Histórias e fotos de seus crânios anormalmente pequenos estão ocupando as manchetes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que quatro milhões de pessoas podem ser infectadas até o final de 2016.

O organismo internacional faria bem em recomendar a revogação da proibição do DDT para matar os mosquitos portadores de Zika e malária, uma parasitose provocada por protozoário e que não tem cura.


14/02/2016 00:00  por  Leandro Narloch \  economia

A Revolta do Vintém
Um protesto contra um pequeno aumento da passagem do transporte público acaba em confronto com a polícia. Outras cidades do país aderem às manifestações, que preocupam o governo central. Depois de duas semanas de protestos, os governos decidem voltar atrás e adiam o reajuste. A qualidade do transporte continua a mesma.

O leitor deve achar que estou falando dos protestos de junho de 2013 ou das atuais manifestações em São Paulo. Na verdade meu tema é a Revolta do Vintém, em 1880.


02/02/2016 00:00  por  Bruno Garschagen \  economia

O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o sociólogo Jessé Souza, publicou no início de janeiro um artigo na Folha de S. Paulo intitulado A quem serve a classe média indignada?.  Dentre várias coisas, ele afirma que, no Brasil, o estado tem sido "demonizado como corrupto e ineficiente e o mercado visto como o reino de todas as virtudes".

Três semanas depois, a mesma Folha publicou, em resposta, um bom artigo do professor Marcus André Melo intitulado Raízes do Brasil político: Os caminhos de um projeto iliberal.  O objetivo do artigo foi rebater os argumentos do presidente do IPEA.

Irei aqui abordar apenas alguns pontos deste segundo artigo, pois o primeiro necessitaria de um artigo próprio.


29/01/2016 00:00  por  Fernando Ulrich \  economia


Haruhiko Kuroda

O Japão é, sem dúvida alguma, um dos grandes enigmas do mundo financeiro.

Qualquer investidor sério que acompanhe a economia japonesa e as contas do governo chegará a uma conclusão óbvia: o governo nipônico está quebrado, e quando o restante do mercado se der conta, os juros dos bônus do governo irão para as alturas.

Diante dessa constatação, nada mais natural que apostar contra os famosos JGBs (japanese government bonds).

Não há investidor no mercado financeiro que já não tenha feito esse trade ou ao menos pensado seriamente em fazê-lo. Ora, com um déficit orçamentário na ordem de 8% do PIB sem perspectivas de melhora e um endividamento de 230% do PIB, bastam os juros dos JGBs subirem um pouquinho para esse trem descarrilar.

O problema é que esse diagnóstico é válido há décadas e desde então os juros dos títulos de 10 anos do governo japonês vêm caindo sistematicamente. Quem tem apostado contra o governo do Japão está apanhando ano após ano.




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