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29/03/2016 00:00  por  Rodrigo da Silva \  economia

A rua será uma coleção dos mais diversos tipos nos próximos meses. Terá de tudo.

Blogueiros independentes dependentes do governo, artistas contra a Globo que não protestam para sair da sua folha de pagamento, progressistas que combatem o progresso, políticos de partidos proletários que não recebem os votos dos trabalhadores, reitores em defesa da democracia mas simpáticos a ditaduras de esquerda, religiosos comunistas, humoristas sem graça, representantes fidedignos da cultura popular que os populares desconhecem, consumistas críticos da sociedade de consumo, ideólogos isentos, rebeldes defensores do status quo, formadores de opinião que ninguém conhece, líderes de plebeus de classe média alta.

Todos com o mesmo objetivo: defender o governo. E não sem razão.


24/03/2016 00:00  por  Geanluca Lorenzon \  economia

Quando o juiz Sergio Moro revelou os diálogos das escutas telefônicas entre o ex-presidente Lula e a atual Chefe de Estado, retirando o sigilo sobre as gravações, ele justificou sua medida dizendo que conteúdo das conversas era muito grave, e mencionou a necessidade de escrutínio público desse conteúdo.

E quem pode discordar? Nas palavras do Ministro do STF, Gilmar Mendes, o conteúdo das gravações indicava uma evidência, na forma de confissão, de atos ilícitos como abuso de direito, fraude à lei, e desvio de finalidade/poder.


21/03/2016 00:00  por  Bruno Garschagen \  economia

O brasileiro é o português — dilatado pelo calor, escreveu Eça de Queirós.

A analogia é perfeita para iluminar uma personagem central da crise brasileira (e um da portuguesa): Luiz Inácio Lula da Silva é o José Sócrates dilatado pela ambição política. A diferença territorial entre Brasil e Portugal é proporcional ao que parece ser o apetite de ambos pelo poder e pelo uso do estado em benefício próprio, do partido e da ideologia que ambos representam.

Até recentemente, o ex-presidente Lula gozava um prestígio internacional que já não desfrutava tão amplamente no Brasil como anos atrás. Sua imagem foi duramente golpeada a partir das investigações da Operação Lava-Jato, conduzida pelo juiz federal Sérgio Moro com uma equipe de procuradores e policiais federais.



18/03/2016 00:00  por  Bruno Garschagen \  economia

O discurso de Dilma Rousseff durante a posse de Lula como Ministro-Chefe da Casa Civil demonstrou, de forma cabal, que ela e todos os seus apoiadores vivem em um plano de realidade imaginária.

Por isso, todas as menções que ela faz às instituições, ao respeito à lei e à democracia devem ser entendidas à luz de um profundo rompimento com o mundo real.

Há uma explicação para esse comportamento dissociado da realidade.


17/03/2016 00:00  por  Geanluca Lorenzon \  economia

Protestos tomam conta do país. Momentos históricos nos esperam nos próximos dias.

É irônico notar que os apoiadores do governo, que sempre chamaram os outros de "golpistas", deram eles próprios o golpe. 

Continue.



16/03/2016 00:00  por  Hans-Hermann Hoppe \  economia

A motivação fundamental daqueles que defendem o estado é saber que, uma vez na máquina pública, eles terão acesso a gordos salários, empregos estáveis e uma aposentadoria integral. Aqueles que estão fora do serviço público defendem o estado por saber que ele lhes dará vantagens em qualquer barganha sindical.

Governos dilatados dividem a sociedade em duas castas: aqueles que dão compulsoriamente seu dinheiro para o estado e aqueles que ganham dinheiro do estado. Para manter o sistema funcionando, aqueles que dão têm de ser numericamente muito superiores àqueles que recebem. Foi assim nos primórdios do estado-nação e ainda o é atualmente. A existência de eleições não altera em nada a essência dessa operação.

14/03/2016 00:00  por  Marcos Mendes \  economia

Nenhum dos personagens acima citados tem comportamento considerado ilegal. Eles jogam o jogo de acordo com as regras que estão postas. O erro está nas regras. Mudá-las requer superar as dificuldades das decisões coletivas. Não mudá-las implica continuar desperdiçando talentos profissionais, queimando dinheiro público, criando empregos improdutivos, destruindo empregos produtivos, fazendo com que potenciais permaneçam inexplorados, mantendo o gasto público excessivo, gerando oportunidades perdidas, e fornecendo incentivos errados.

Uma parábola de improdutividade.


08/03/2016 00:00  por  Helio Beltrão \  economia

Um status de ingovernabilidade se caracteriza pelo afastamento contínuo e crescente das elites — políticas, militares, empresariais, intelectuais e religiosas — em relação ao governo em questão.

Em meio a tantas notícias e ruídos, fica difícil perceber ou mensurar a velocidade desse afastamento. No caso da expansão do universo, mensura-se pelo grau de avermelhamento da luz das estrelas (efeito Doppler). No caso da ingovernabilidade brasileira, há um doppler ao contrário, todos fugindo do vermelho.


08/03/2016 00:00  por  Geanluca Lorenzon \  direito

No Brasil, as coisas funcionam em outra dimensão.

Como destacou André S. C. Ramos em um artigo para este site, as leis econômicas não existem para o STF. Em diversas decisões, o STF defende e mantém monopólios e oligopólios protegidos pelos estado sob justificativas de interesse público, interesse da coletividade e outros interesses, que no fundo nada significam.

No vergonhoso caso da ADPF 46 (ABRAED vs. ECT), o STF chancelou o monopólio dos Correios no Brasil sob justificativas como "É do interesse da sociedade que, em todo e qualquer município da Federação, seja possível enviar/receber cartas pessoais, documentos e demais objetos elencados na legislação, com segurança, eficiência, continuidade e tarifas módicas."

Em que realidade vive um brasileiro que acredita que serviços estatais são mais acessíveis à população do que aqueles ofertados pelo setor privado?


08/03/2016 00:00  por  Leandro Narloch \  economia

"O grau de preocupação pública sobre um problema ou fenômeno social varia inversamente à sua incidência real".

Quanto mais raro um fenômeno, mais ele nos chama a atenção. Quanto mais próximo da solução, mais lamentamos um problema social. Do mesmo modo, quanto mais frequente um comportamento, menos atenção e revolta ele desperta.




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