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21/03/2016 00:00  por  Bruno Garschagen \  economia

O brasileiro é o português — dilatado pelo calor, escreveu Eça de Queirós.

A analogia é perfeita para iluminar uma personagem central da crise brasileira (e um da portuguesa): Luiz Inácio Lula da Silva é o José Sócrates dilatado pela ambição política. A diferença territorial entre Brasil e Portugal é proporcional ao que parece ser o apetite de ambos pelo poder e pelo uso do estado em benefício próprio, do partido e da ideologia que ambos representam.

Até recentemente, o ex-presidente Lula gozava um prestígio internacional que já não desfrutava tão amplamente no Brasil como anos atrás. Sua imagem foi duramente golpeada a partir das investigações da Operação Lava-Jato, conduzida pelo juiz federal Sérgio Moro com uma equipe de procuradores e policiais federais.



18/03/2016 00:00  por  Bruno Garschagen \  economia

O discurso de Dilma Rousseff durante a posse de Lula como Ministro-Chefe da Casa Civil demonstrou, de forma cabal, que ela e todos os seus apoiadores vivem em um plano de realidade imaginária.

Por isso, todas as menções que ela faz às instituições, ao respeito à lei e à democracia devem ser entendidas à luz de um profundo rompimento com o mundo real.

Há uma explicação para esse comportamento dissociado da realidade.


17/03/2016 00:00  por  Geanluca Lorenzon \  economia

Protestos tomam conta do país. Momentos históricos nos esperam nos próximos dias.

É irônico notar que os apoiadores do governo, que sempre chamaram os outros de "golpistas", deram eles próprios o golpe. 

Continue.



16/03/2016 00:00  por  Hans-Hermann Hoppe \  economia

A motivação fundamental daqueles que defendem o estado é saber que, uma vez na máquina pública, eles terão acesso a gordos salários, empregos estáveis e uma aposentadoria integral. Aqueles que estão fora do serviço público defendem o estado por saber que ele lhes dará vantagens em qualquer barganha sindical.

Governos dilatados dividem a sociedade em duas castas: aqueles que dão compulsoriamente seu dinheiro para o estado e aqueles que ganham dinheiro do estado. Para manter o sistema funcionando, aqueles que dão têm de ser numericamente muito superiores àqueles que recebem. Foi assim nos primórdios do estado-nação e ainda o é atualmente. A existência de eleições não altera em nada a essência dessa operação.

14/03/2016 00:00  por  Marcos Mendes \  economia

Nenhum dos personagens acima citados tem comportamento considerado ilegal. Eles jogam o jogo de acordo com as regras que estão postas. O erro está nas regras. Mudá-las requer superar as dificuldades das decisões coletivas. Não mudá-las implica continuar desperdiçando talentos profissionais, queimando dinheiro público, criando empregos improdutivos, destruindo empregos produtivos, fazendo com que potenciais permaneçam inexplorados, mantendo o gasto público excessivo, gerando oportunidades perdidas, e fornecendo incentivos errados.

Uma parábola de improdutividade.


08/03/2016 00:00  por  Helio Beltrão \  economia

Um status de ingovernabilidade se caracteriza pelo afastamento contínuo e crescente das elites — políticas, militares, empresariais, intelectuais e religiosas — em relação ao governo em questão.

Em meio a tantas notícias e ruídos, fica difícil perceber ou mensurar a velocidade desse afastamento. No caso da expansão do universo, mensura-se pelo grau de avermelhamento da luz das estrelas (efeito Doppler). No caso da ingovernabilidade brasileira, há um doppler ao contrário, todos fugindo do vermelho.


08/03/2016 00:00  por  Geanluca Lorenzon \  direito

No Brasil, as coisas funcionam em outra dimensão.

Como destacou André S. C. Ramos em um artigo para este site, as leis econômicas não existem para o STF. Em diversas decisões, o STF defende e mantém monopólios e oligopólios protegidos pelos estado sob justificativas de interesse público, interesse da coletividade e outros interesses, que no fundo nada significam.

No vergonhoso caso da ADPF 46 (ABRAED vs. ECT), o STF chancelou o monopólio dos Correios no Brasil sob justificativas como "É do interesse da sociedade que, em todo e qualquer município da Federação, seja possível enviar/receber cartas pessoais, documentos e demais objetos elencados na legislação, com segurança, eficiência, continuidade e tarifas módicas."

Em que realidade vive um brasileiro que acredita que serviços estatais são mais acessíveis à população do que aqueles ofertados pelo setor privado?


08/03/2016 00:00  por  Leandro Narloch \  economia

"O grau de preocupação pública sobre um problema ou fenômeno social varia inversamente à sua incidência real".

Quanto mais raro um fenômeno, mais ele nos chama a atenção. Quanto mais próximo da solução, mais lamentamos um problema social. Do mesmo modo, quanto mais frequente um comportamento, menos atenção e revolta ele desperta.


07/03/2016 00:00  por  Marília Fontes \  economia

No Brasil, os estímulos do governo na economia foram crescentes. O déficit nominal médio de 2%, que vinha sendo sistematicamente promovido desde 1999, passou para 9% do PIB. Os gastos do governo cresceram de 30% para 41,5% do PIB.

Porém, como todos sabemos, isso não gerou nem euforia nem desenvolvimento por aqui. O PIB de 2015 ficou em -3,8% e para 2016 a expectativa gira próxima dos -3,50%.

Além de uma dívida recorde em relação ao PIB e da recessão, temos também a crise no orçamento. Em outras palavras, estamos piores do que estávamos antes.

Mas onde a teoria falhou? Cadê o multiplicador?


06/03/2016 00:00  por  Juan Ramón Rallo \  economia

A realidade tratou de mostrar que Lula era apenas mais um político hiper-corrupto que utilizou dinheiro público para se enriquecer à custa de seus compatriotas. 

Lula não era "um ex-presidente que governou para a sua gente e para um país mais justo", segundo disse há alguns meses Pablo Iglesias [secretário-geral do Podemos], mas sim o chefão de uma máfia que desviou dinheiro da gigantesca empresa estatal — sim, estatal — Petrobras para pagar propinas, privilegiar empreiteiras com contratos altamente lucrativos e, principalmente, para financiar campanhas políticas do seu partido.




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