10/05/2016 00:00  por  Leandro Narloch \  economia


Anula tudo, Waldir!
Se você fosse presidente da Câmara e acordasse com a crença absurda de que pode anular votações anteriores dos deputados, qual votação anularia?

Waldir Maranhão escolheu a votação do impeachment de Dilma. Eu iria muito mais longe.

Começaria logo anulando a votação de 2009 que instituiu a tomada de três pinos. Uma simples canetada me tornaria o candidato favorito à presidência em 2018.


28/04/2016 00:00  por  Bruno Garschagen \  economia

A república nasceu maculada com o golpe militar que derrubou a monarquia. A república começou com duas ditaduras (Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto).

A República Velha terminou em estado de sítio seguido de um golpe militar.

A Era Vargas começou com um golpe eufemisticamente chamado de "Revolução de 1930" e sediou um golpe dentro do golpe em 1937, eufemisticamente batizado de "Estado Novo".

Um golpe afastou Getúlio Vargas do poder em 1945 e novas eleições foram convocadas.

Em 1964, um contragolpe impediu o golpe orquestrado pelas forças ideológicas e políticas que sustentavam o governo de João Goulart.

Golpe, portanto, não é novidade no Brasil. Novidade é acusar de golpe aquilo que, definitivamente, não é.


18/04/2016 00:00  por  Equipe IMB \  economia

Ontem, após o processo de votação da aceitação do pedido de impeachment na Câmara dos Deputados, o que mais se comentava nas redes sociais era o baixo nível educacional/intelectual dos políticos.  Essa, a meu ver, é a prova de que as pessoas acreditam que a democracia (no sentido de votar em 'representantes' a cada 4 anos) tem poderes mágicos.

Ora, sinceramente, o nível dos deputados não é muito diferente do dos brasileiros. Não é exatamente isto — representante que são a cara do povo — que deveria ser esperado de um sistema de representação?  Como querer que os representantes do povo sejam diferentes — cultural e intelectualmente — do povo que os elegeu?



10/04/2016 00:00  por  Leandro Roque \  economia

Segundo os defensores do assistencialismo, o estado — por mais defeitos que tenha — é quem impede que os pobres sejam ainda mais pobres, que a miséria se torne mais profunda, e que a expectativa de vida decline ainda mais.

Alguns — como é o caso do primeiro leitor — até conseguem ver o estado como uma máquina ineficiente que representa um grande entrave ao desenvolvimento.  No entanto, e curiosamente, quando se trata de amenizar e até mesmo acabar com a pobreza — algo infinitamente mais complicado do que simplesmente atravancar o progresso —, aquela máquina ineficiente e corrupta miraculosamente se transforma na solução suprema e inquestionável.

Como o estado é capaz de operar essa transubstanciação?


05/04/2016 00:00  por  Rodrigo da Silva \  economia

Eles querem tudo dentro do estado, condenam a livre iniciativa e abraçam a Carta de Lavoro como base para a organização laboral. Mas você é o fascista que nunca leu um livro de história.

Eles compram jornalistas, criam uma rede de publicações governistas sustentadas com dinheiro público, pautam diariamente uma dezena de revistas, blogs e jornais. Mas você é o manipulado que só se informa pelos canais errados.


05/04/2016 00:00  por  Daniel Bier \  economia

A piada é antiga, mas, infelizmente, o humor negro é a realidade na Venezuela.  O paraíso socialista criado por Hugo Chávez e aperfeiçoado por seu sucessor Nicolás Maduro vem quebrando paradigmas e alcançando façanhas: já conseguiu gerar escassez e racionamento de papel higiênico, comida, remédios, cerveja, eletricidade e, agora, água.

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01/04/2016 00:00  por  Helio Beltrão \  economia

A sede por poder do partido se mostrou incompatível com o modus operandi tradicional. Era necessário — pensaram seus integrantes — consolidar o máximo do poder para controlar verbas, cargos, projetos e promover o dirigismo socialista.

Foi um erro primário.

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29/03/2016 00:00  por  Rodrigo da Silva \  economia

A rua será uma coleção dos mais diversos tipos nos próximos meses. Terá de tudo.

Blogueiros independentes dependentes do governo, artistas contra a Globo que não protestam para sair da sua folha de pagamento, progressistas que combatem o progresso, políticos de partidos proletários que não recebem os votos dos trabalhadores, reitores em defesa da democracia mas simpáticos a ditaduras de esquerda, religiosos comunistas, humoristas sem graça, representantes fidedignos da cultura popular que os populares desconhecem, consumistas críticos da sociedade de consumo, ideólogos isentos, rebeldes defensores do status quo, formadores de opinião que ninguém conhece, líderes de plebeus de classe média alta.

Todos com o mesmo objetivo: defender o governo. E não sem razão.


24/03/2016 00:00  por  Geanluca Lorenzon \  economia

Quando o juiz Sergio Moro revelou os diálogos das escutas telefônicas entre o ex-presidente Lula e a atual Chefe de Estado, retirando o sigilo sobre as gravações, ele justificou sua medida dizendo que conteúdo das conversas era muito grave, e mencionou a necessidade de escrutínio público desse conteúdo.

E quem pode discordar? Nas palavras do Ministro do STF, Gilmar Mendes, o conteúdo das gravações indicava uma evidência, na forma de confissão, de atos ilícitos como abuso de direito, fraude à lei, e desvio de finalidade/poder.


21/03/2016 00:00  por  Bruno Garschagen \  economia

O brasileiro é o português — dilatado pelo calor, escreveu Eça de Queirós.

A analogia é perfeita para iluminar uma personagem central da crise brasileira (e um da portuguesa): Luiz Inácio Lula da Silva é o José Sócrates dilatado pela ambição política. A diferença territorial entre Brasil e Portugal é proporcional ao que parece ser o apetite de ambos pelo poder e pelo uso do estado em benefício próprio, do partido e da ideologia que ambos representam.

Até recentemente, o ex-presidente Lula gozava um prestígio internacional que já não desfrutava tão amplamente no Brasil como anos atrás. Sua imagem foi duramente golpeada a partir das investigações da Operação Lava-Jato, conduzida pelo juiz federal Sérgio Moro com uma equipe de procuradores e policiais federais.





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