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01/07/2016 00:00  por  Luan Sperandio \  economia

A lei estabelece uma contribuição obrigatória equivalente a um dia de trabalho de quem tem carteira assinada ao sindicato de sua categoria. Isto é, há o desconto em folha do trabalhador, mesmo que ele não seja filiado, tampouco se sinta representado por seu sindicato de classe.

Os valores do Imposto Sindical chegam a 3 bilhões de reais por ano, distribuídos pelos mais de 15 mil sindicatos no Brasil, um sistema que possui muitas fraudes, desde entidades que são somente um meio para que dirigentes se perpetuem em cargos com altos salários até organizações fantasmas.

Trata-se de uma verdadeira caixa-preta, tendo em conta que, apesar de financiados com recursos públicos, não há qualquer prestação de contas e transparência. Por tudo isso, é comum os sindicatos brasileiros serem considerados irrelevantes.


21/06/2016 00:00  por  Diversos Autores \  economia

Indo direto ao ponto, a atual Oi nasceu da megalomania do ex-presidente Lula de querer criar "campeãs nacionais" em vários setores da economia (além da Oi, a BRF e a JBS/Friboi são as principais representantes desse delírio). 

A intenção de Lula, com a Oi, era criar uma "supertele nacional" para fazer frente a gigantes como a espanhola Telefónica (dona da Vivo) e a mexicana América Móvil (dona de Claro, Embratel e Net).  Falava-se até em lançar operações em outros países.

Obcecado, Lula não se furtou a desrespeitar as leis vigentes e, por meio de um decreto presidencial, mudou a Lei Geral de Telecomunicações (algo que não poderia ser regulamentado naquela época), permitindo a fusão da Telemar com a Brasil Telecom, de Daniel Dantas.


17/06/2016 00:00  por  Equipe IMB \  economia

Nesta aula sobre "A Teoria Econômica Austríaca do Intervencionismo", no Mises Summer School 2016, o professor Fabio Barbieri, tendo por base a análise econômica do intervencionismo, apresenta um panorama de como a intensidade das intervenções estatais na economia varia de forma cíclica.

Períodos profundamente intervencionistas sempre são necessariamente seguidos de períodos um pouco mais liberalizantes.  Se não fosse assim, todas as economias já teriam entrado em total colapso. 

Barbieri compara sistemas econômicos, esclarece algumas atribuições ao conceito de "capitalismo", e mostra que o intervencionismo é um sistema econômico, analisando o ponto de vista de Adam Smith, Turgot, Condillac, Say e Bastiat.

As intervenções sob pressupostos da teoria de equilíbrio competitivo, assim como seus objetivos, são abordadas e criticadas pela ótica austríaca.


15/06/2016 00:00  por  Equipe IMB \  filosofia

Em Conhecimento e Liberdade – parte 1, o professor Alberto Oliva aborda a finalidade do conhecimento.  O que é, para que serve?

As razões que nos impelem a buscar conhecimento — qualidade de vida, conforto, curiosidade e outros fatores — são abordadas.  A visão epicurista, a curiosidade e o thaumaston são estudados.

Oliva fala sobre as pautas e crenças da humanidade, bem como o conhecimento como produto recente da nossa história — além das diferenças entre o conhecimento know-how, a familiaridade e o proposicional, que é perseguido pela filosofia e as várias ciências.


10/06/2016 00:00  por  Equipe IMB \  direito

Hayek e Bruno Leoni foram juristas austríacos — é o que diz o professor Rodrigo Saraiva Marinho nesta aula sobre "Sociedade, Direito e Liberdade".

Sistemas legais, Civil Law, Common Law, e a constatação de Tácito de que, quanto mais leis, mais corrupção, são abordados em profundidade.  A diferença entre lei e legislação é explicitada.      

Marinho discorre sobre a intervenção legal na vida privada e sobre as ordens espontâneas (moda, linguagem, economia etc.). Na crença de que o legislador sabe o que é melhor para cada indivíduo jaz a fatal arrogância que presume que a noção de felicidade não é intrinsecamente pessoal, mas sim algo que pode ser legislado.  Pior: tal crença não permite que o indivíduo exerça sua liberdade — mesmo porque essa "liberalidade" não dá votos, não soma, e ainda legitima uma constituição federal inflada, obrigando as pessoas a fazer o que jamais fariam caso fossem livres para escolher por si. 


09/06/2016 00:00  por  Equipe IMB \  economia

Nesta aula, o professor Walter Block fala sobre a crítica austríaca a Milton Friedman.

Block começa abordando as inegáveis qualidades de Friedman, sua capacidade de converter pessoas à filosofia do livre mercado (qualidades semelhantes às de Ayn Rand e Ron Paul, na opinião do professor) e o fato de ele ser mais conhecido pelo mainstream do que outros autores do tema.

No entanto, o professor explica por que Friedman não é tão bom se considerarmos alguns pontos de vista que podem violar o livre mercado — antitruste, defesa do monopólio estatal da moeda, análises econômicas matematizadas e empiricistas etc.

Ele fala das curvas de custo e de demanda, e da estranha opinião de Friedman que, se levada ao pé da letra, colocaria na cadeia todas as pessoas que não produzem o suficiente. 

Também é discutido o apoio dado por Friedman a ideias que defender tirar dinheiro dos ricos para dar aos pobres — algo contrário à ideia de respeito à propriedade privada e à defesa da liberdade.


07/06/2016 00:00  por  Equipe IMB \  economia

Nesta primeira aula sobre a Escola Austríaca e o Mercado Financeiro, o professor Fernando Ulrich mostra como a teoria monetária da Escola Austríaca pode ser aplicada ao mercado financeiro.

Ulrich cita o autor Benjamin Graham e sua obra The Intelligent Investor ("O Investidor Inteligente"), a qual menciona a teoria de investimento de valor baseada em análises fundamentalistas, sendo seu conteúdo complementar à teoria austríaca. A teoria consiste em analisar o setor de uma empresa, sua equipe de gestão, as oportunidades de mercado e alguns outros fatores.

A aula discorre sobre o crash da bolsa de valores americana de 1929 e mostra as críticas feitas por Mises e outros economistas austríacos a respeito da inevitabilidade das distorções geradas pela expansão monetária, as quais levaram ao crash.  Ulrich lista também outras bolhas anteriores a este evento.


06/06/2016 00:00  por  Helio Beltrão \  economia

A expectativa dos europeus era que o euro se tornaria a nova moeda de reserva do mundo, suplantando o dólar. Ledo engano. O dólar estava em boa fase, e ainda é, depois de 15 anos da adoção definitiva do euro, de longe, a moeda mais líquida do mundo.

A Grã-Bretanha percebeu que nada perdeu por não ter se unido ao euro, e agora se pergunta se perderia algo não estando na UE. Os ingleses sempre recearam um Estados Unidos da Europa. Como mostra o documentário acima — intitulado 'Brexit, the Movie' —, as vantagens da saída são enormes.

Pelas últimas pesquisas, a despeito da campanah do Remain (permanecer) liderada por Cameron, é possível que a Grã-Bretanha tome o caminho da saída.


05/06/2016 00:00  por  Equipe IMB \  direito

Os Direitos Humanos consistem em: vida, liberdade, propriedade.  Mais especificamente, o indivíduo tem o direito de que não tirem sua vida, não restrinjam sua liberdade, e não confisquem sua propriedade honestamente adquirida.

Esses são direitos naturais, dos quais todos os outros decorrem.  Eles existem, ainda que não estejam escritos na lei. São inalienáveis e indisponíveis — ninguém pode abrir mão deles.

Nesta aula, Rodrigo Saraiva Marinho fala dos direitos atribuídos ao coletivo em detrimento do indivíduo, os quais são chamados de "direitos fundamentais", em pé de igualdade com "direitos humanos". Fala do Bill of Rights, da Carta Magna Inglesa e dos seriados Filhos da Liberdade e John Adams, que mostram o corte histórico que a Revolução Americana trouxe.

Aprendemos sobre o valor do direito de propriedade (considerado um dos mais odiados do Brasil), sobre as contribuições do Iluminismo para o socialismo, sobre a Revolução Bolchevique, sobre a Constituição Mexicana e sobre a Constituição da República de Weimar, que trouxe a ideia de "função social da propriedade" — e a qual permitiria que Hitler administrasse o período nazista utilizando-a como base.


02/06/2016 00:00  por  Equipe IMB \  filosofia

O professor Alberto Oliva fala, na primeira parte da aula ministrada no Summer School do IMB, sobre a diferença entre as noções de coletividade e coletivismo.

Fala sobre a tendência brasileira em relacionar o individualismo com o egoísmo — ignorando a definição de que individualismo é autonomia individual — e discorre também sobre o emprego nocivo da palavra "coletivismo", a qual os intervencionistas exploram.

Quem tem desígnios, objetivos e tira conclusões não é a "classe social", mas sim seus indivíduos, que dificilmente teriam desígnios, objetivos e conclusões homogêneos —cenário ignorado pelos intervencionistas que atribuem ao coletivo uma personalidade superior à do indivíduo.




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