09/06/2016 00:00  por  Equipe IMB \  economia

Nesta aula, o professor Walter Block fala sobre a crítica austríaca a Milton Friedman.

Block começa abordando as inegáveis qualidades de Friedman, sua capacidade de converter pessoas à filosofia do livre mercado (qualidades semelhantes às de Ayn Rand e Ron Paul, na opinião do professor) e o fato de ele ser mais conhecido pelo mainstream do que outros autores do tema.

No entanto, o professor explica por que Friedman não é tão bom se considerarmos alguns pontos de vista que podem violar o livre mercado — antitruste, defesa do monopólio estatal da moeda, análises econômicas matematizadas e empiricistas etc.

Ele fala das curvas de custo e de demanda, e da estranha opinião de Friedman que, se levada ao pé da letra, colocaria na cadeia todas as pessoas que não produzem o suficiente. 

Também é discutido o apoio dado por Friedman a ideias que defender tirar dinheiro dos ricos para dar aos pobres — algo contrário à ideia de respeito à propriedade privada e à defesa da liberdade.


07/06/2016 00:00  por  Equipe IMB \  economia

Nesta primeira aula sobre a Escola Austríaca e o Mercado Financeiro, o professor Fernando Ulrich mostra como a teoria monetária da Escola Austríaca pode ser aplicada ao mercado financeiro.

Ulrich cita o autor Benjamin Graham e sua obra The Intelligent Investor ("O Investidor Inteligente"), a qual menciona a teoria de investimento de valor baseada em análises fundamentalistas, sendo seu conteúdo complementar à teoria austríaca. A teoria consiste em analisar o setor de uma empresa, sua equipe de gestão, as oportunidades de mercado e alguns outros fatores.

A aula discorre sobre o crash da bolsa de valores americana de 1929 e mostra as críticas feitas por Mises e outros economistas austríacos a respeito da inevitabilidade das distorções geradas pela expansão monetária, as quais levaram ao crash.  Ulrich lista também outras bolhas anteriores a este evento.


06/06/2016 00:00  por  Helio Beltrão \  economia

A expectativa dos europeus era que o euro se tornaria a nova moeda de reserva do mundo, suplantando o dólar. Ledo engano. O dólar estava em boa fase, e ainda é, depois de 15 anos da adoção definitiva do euro, de longe, a moeda mais líquida do mundo.

A Grã-Bretanha percebeu que nada perdeu por não ter se unido ao euro, e agora se pergunta se perderia algo não estando na UE. Os ingleses sempre recearam um Estados Unidos da Europa. Como mostra o documentário acima — intitulado 'Brexit, the Movie' —, as vantagens da saída são enormes.

Pelas últimas pesquisas, a despeito da campanah do Remain (permanecer) liderada por Cameron, é possível que a Grã-Bretanha tome o caminho da saída.


05/06/2016 00:00  por  Equipe IMB \  direito

Os Direitos Humanos consistem em: vida, liberdade, propriedade.  Mais especificamente, o indivíduo tem o direito de que não tirem sua vida, não restrinjam sua liberdade, e não confisquem sua propriedade honestamente adquirida.

Esses são direitos naturais, dos quais todos os outros decorrem.  Eles existem, ainda que não estejam escritos na lei. São inalienáveis e indisponíveis — ninguém pode abrir mão deles.

Nesta aula, Rodrigo Saraiva Marinho fala dos direitos atribuídos ao coletivo em detrimento do indivíduo, os quais são chamados de "direitos fundamentais", em pé de igualdade com "direitos humanos". Fala do Bill of Rights, da Carta Magna Inglesa e dos seriados Filhos da Liberdade e John Adams, que mostram o corte histórico que a Revolução Americana trouxe.

Aprendemos sobre o valor do direito de propriedade (considerado um dos mais odiados do Brasil), sobre as contribuições do Iluminismo para o socialismo, sobre a Revolução Bolchevique, sobre a Constituição Mexicana e sobre a Constituição da República de Weimar, que trouxe a ideia de "função social da propriedade" — e a qual permitiria que Hitler administrasse o período nazista utilizando-a como base.


02/06/2016 00:00  por  Equipe IMB \  filosofia

O professor Alberto Oliva fala, na primeira parte da aula ministrada no Summer School do IMB, sobre a diferença entre as noções de coletividade e coletivismo.

Fala sobre a tendência brasileira em relacionar o individualismo com o egoísmo — ignorando a definição de que individualismo é autonomia individual — e discorre também sobre o emprego nocivo da palavra "coletivismo", a qual os intervencionistas exploram.

Quem tem desígnios, objetivos e tira conclusões não é a "classe social", mas sim seus indivíduos, que dificilmente teriam desígnios, objetivos e conclusões homogêneos —cenário ignorado pelos intervencionistas que atribuem ao coletivo uma personalidade superior à do indivíduo.


01/06/2016 00:00  por  Equipe IMB \  economia

O professor Fabio Barbieri ressalta, nesta aula, que é possível falar em Economia sem se utilizar de dados econométricos ou dados fornecidos pelos governos. 

Afirma que a tarefa da economia é também a de identificar a causa da prosperidade ou do empobrecimento de uma nação, comparando conjuntos de "regras do jogo" por meio do subjetivismo e da complexidade da coordenação dos agentes.  

O professor fala do excesso de psicologismo e da crença no realismo de instrumentos métricos, por meio dos quais a simplicidade de um modelo matemático é transferida para a vida real, que é bem mais complexa.

Por causa dessa matematização da economia, os economistas costumam gerar símbolos de representação gráfica, sem se aprofundar no significado de cada um, transformando todo o capital da economia em uma entidade autônoma.  Como consequência, o capital fica desconectado do subjetivismo dos agentes econômicos e da complexidade da economia — o que é totalmente incompatível com os planos de ação dos indivíduos.  


30/05/2016 00:00  por  Equipe IMB \  economia

É sobre esta trajetória histórica que o Professor Ubiratan Iorio trata em sua aula "O Nascimento da Escola Austríaca", ministrada no Mises Summer School de 2016.

Considerando a Escola Austríaca um corpo heterogêneo, cujas contribuições decorrem do desenvolvimento das ideias de diversos pensadores, o professor Iorio refere-se às diferentes contribuições como ordens espontâneas, ou seja, frutos da contribuição humana individual, não-planejadas, mas que surgem a fim de compor e modernizar os pensamentos centrais da Escola Austríaca.

O professor Iorio afirma que as diferenças de pensamento são apenas meta-etiquetas que, na realidade, constroem o pensamento austríaco.  A Escola Austríaca é formada por três elementos básicos: ação humana, tempo (definido como fluxo permanente) e conhecimento. 


24/05/2016 00:00  por  Fernando Ulrich \  economia


Arno Augustin: "Estou tendo uma ideia genial!"
O governo Temer quer extinguir o Fundo Soberano do Brasil (FSB) para angariar recursos e ajudar a tapar o buraco fiscal — e também porque o FSB não serve para porcaria nenhuma. Que assim o faça, para ontem.

O FSB é um (mais um) dos maiores fiascos da era petista. No alto da megalomania, o governo de Lula criou o fundo de olho nos recursos futuros do pré-sal (alguém se lembra do pré-sal?). Criamos um fundo soberano antes de ter um mísero centavo proveniente da suposta benção do pré-sal!

Mas o fiasco não acaba aí. Aliás, esse foi apenas o começo. Após sua criação, em 2008, o FSB ficou subordinado à Secretaria do Tesouro Nacional, sob o comando de ninguém menos que o marxista Arno Augustin — a mente genial por trás da Nova Matriz Econômica e das Pedaladas Fiscais.


10/05/2016 00:00  por  Leandro Narloch \  economia


Anula tudo, Waldir!
Se você fosse presidente da Câmara e acordasse com a crença absurda de que pode anular votações anteriores dos deputados, qual votação anularia?

Waldir Maranhão escolheu a votação do impeachment de Dilma. Eu iria muito mais longe.

Começaria logo anulando a votação de 2009 que instituiu a tomada de três pinos. Uma simples canetada me tornaria o candidato favorito à presidência em 2018.


28/04/2016 00:00  por  Bruno Garschagen \  economia

A república nasceu maculada com o golpe militar que derrubou a monarquia. A república começou com duas ditaduras (Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto).

A República Velha terminou em estado de sítio seguido de um golpe militar.

A Era Vargas começou com um golpe eufemisticamente chamado de "Revolução de 1930" e sediou um golpe dentro do golpe em 1937, eufemisticamente batizado de "Estado Novo".

Um golpe afastou Getúlio Vargas do poder em 1945 e novas eleições foram convocadas.

Em 1964, um contragolpe impediu o golpe orquestrado pelas forças ideológicas e políticas que sustentavam o governo de João Goulart.

Golpe, portanto, não é novidade no Brasil. Novidade é acusar de golpe aquilo que, definitivamente, não é.




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