13/01/2010 00:00  por  Ubiratan Jorge Iorio \  economia

Parece que, antecedendo a Copa do Mundo de futebol que será disputada neste ano, já está em pleno curso outra competição, também em nível internacional - o campeonato global da estupidez explícita!

Na Venezuela, o estupidarrão-mor Chávez - a Gralha de Caracas, atual campeão e favorito ao título - decretou o câmbio múltiplo e, não satisfeito, promoveu maxidesvalorizações nas duas novas taxas criadas, uma proeza formidável, que a um só tempo fará explodirem os preços, aumentará a corrupção e provocará escassez ainda maior do que a existente, já que a demanda, no susto, aumentou substancialmente e a economia do país depende quase que exclusivamente de importações. Não satisfeito - e talvez com um olho em algum simétrico ao Nobel de Economia - colocou a sua Guarda Nacional para tomar conta das empresas que ousarem aumentar os seus preços. Haja estupidez!

Na Argentina, a Senhora K, presidente do país, resolveu, por razões políticas, que o Banco Central deveria usar as reservas internacionais para pagar dívidas do governo e, como o presidente da instituição, Martín Redrado - que tem mandato até setembro deste ano e só pode ser exonerado pelo Congresso - recusou-se a fazê-lo, demitiu-o por decreto, além de processá-lo, o que levou o Judiciário argentino a conter seu furor exoneratório e manter Redrado no cargo. Outra formidável estultice!

Em Cabinda, Angola, os terroristas do grupo Flec, a Frente de Libertação do Estado de Cabinda, assumiram a responsabilidade pelo ataque contra o ônibus que transportava a seleção do Togo, que estava na região para a Copa Africana de Nações. O chefe dos bandidos confessou que o ataque ocorreu por engano, já que seu alvo não era a seleção do Togo, mas a de Angola, país de quem o grupo quer se separar. Quanta inaptidão!

E no Brasil a insensatez não ficou por menos. Entre inúmeras demonstrações de maluquice, podemos salientar duas. A primeira é o tal "Programa Nacional de Direitos Humanos", uma verdadeira constituição bolivariana que, entre outras perigosas idiotices, enfraquece o Judiciário, acaba praticamente com o direito de propriedade, proíbe o uso de símbolos ou nomes religiosos em espaços públicos, dá um golpe fatal na liberdade de imprensa e de expressão e defende abertamente o aborto. Esse documento atesta que a estupidez dos artífices dos "direitos dos manos" - de ideologia -, que parecera ter atingido o seu ápice quando da proposta de uma "Comissão Nacional da Verdade", imediatamente rechaçada pelos ministros militares, mostrou que poderia se auto-superar.

O programa, que Lula diz ter "assinado sem ler", fato, aliás, que por si só já deveria ser suficiente para desqualificá-lo para o cargo mais importante do país, é uma séria ameaça aos princípios democráticos mais rudimentares. Os sujeitos são portadores de uma esquerdopatia tão ensandecida que - apenas para ficarmos com a questão dos símbolos e nomes religiosos - a cidade e o estado de São Paulo teriam que mudar o nome para "Paulo", Santa Catarina para "Catarina", o São Paulo FC para "Paulo FC", a estátua do Cristo Redentor deveria ser retirada do alto do Corcovado e as cidades de Santos, São Salvador e Bom Jesus do Itabapoana, entre centenas de outras, teriam que arranjar outros nomes... A imbecilidade da ditadura das minorias não tem mesmo limites!

A segunda burriquice do país de Macunaíma vem do outrora respeitado Ipea. Seu atual presidente, o petista militante Marcio Pochmann, divulgou um "estudo" que sustenta que, se o Brasil mantiver a política econômica e social que vem sendo executada desde que El-Rei Dom Luiz Inácio I (e - esperamos - Único) chegou ao poder, no ano de 2016 a miséria ou pobreza extrema, arbitrariamente definida para famílias com renda per capita de um quarto de salário mínimo, isto é, de R$ 127,50 por mês, deverá ser zerada. E que a taxa de pobreza, discricionariamente demarcada para unidades familiares com renda per capita de meio salário mínimo, ou seja, de R$ 255,00 mensais, deverá recuar dos 28,8% de 2008 para 4%, mesmo nível dos países desenvolvidos. Que maravilha! O estudo está sendo criticado por todos os "especialistas em pobreza" (que parece ser um novo ramo de economistas), por diversas razões. Fiquemos apenas com uma: será, porventura, que uma renda per capita de R$ 127,51 (em vez de R$ 127,50) torna o seu titular livre da miséria, ou que R$ 255,01 por mês (ao invés de R$ 255,00) faz alguém deixar de ser pobre?

A insensatez, quando guiada por ideologia, torna-se ainda mais insensata!

Sem dúvida, a estupidez campeia...



13/01/2010 00:00  por  Nubia Tavares \  política

A Secretaria Especial de Direitos Humanos finalmente se pronunciou sobre o monstrengo conhecido como "Plano Nacional de Direitos Humanos-3". Questionado por diversos setores da sociedade, a SEDH diz que as diretrizes do PNHD-3, se justificam porque refletem demandas da sociedade. Vejam o trecho da nota oficial emitida pela SEDH:

"A participação social na elaboração do programa se deu por meio de conferências, realizadas em todos os estados do país durante o ano de 2008, envolvendo diretamente mais de 14 mil pessoas, além de consulta pública. A versão preliminar do Programa ficou disponível no site da SEDH durante o ano de 2009, aberto a críticas e sugestões.

O texto incorporou também propostas aprovadas em cerca de 50 conferências nacionaisrealizadas desde 2003 (ano zero) sobre tema como igualdade racial, direitos da mulher, segurança alimentar, cidades, meio ambiente, saúde, educação, juventude, cultura etc."

Os grifos são meus e o comentário sobre o ano zero, idem.

Vendo a repercussão nos meios de comunicação sobre a nota da SEDH, fiquei um pouco constrangida, como leitora e jornalista. Afinal, acho que não precisa pensar um pouco para concluir que 14 mil pessoas não são a sociedade brasileira.   Fazendo um cálculo rápido, a porcentagem de participação direta da sociedade brasileira na elaboração do PNHD-3 é de 0,007%. Precisa dizer mais alguma coisa sobre o conceito de participação social da secretaria?

Além disso, já que foram realizadas cerca de 50 conferências nacionais desde 2003, não seria interessante questionar quem participou dessas conferências, qual o foco dos debates, quais os critérios de participação e representatividade nos debates, entre outros detalhes? Afinal, já que o PNHD-3 está propondo tantas alterações e está incomodando tantos segmentos da sociedade - militares, produtores rurais, imprensa, entre outros -, não seria interessante questionar quem são esses setores amplos que decidiram sobre tantos aspectos das nossas vidas?

Nem é preciso tanto exercício de apuração. Até porque vamos cair na vala comum de ONGs, entidades de esquerda, sindicatos e afins. Nada que um breve exercício de jornalismo sério não fosse capaz de resolver e esclarecer. Um pouco de bom senso mostraria, por exemplo, que se o tal plano tivesse sido realmente debatido, ninguém estaria surpreso e não teríamos reclamações gerais sobre as diretrizes do projeto. Acredito que a cobertura jornalística do PNHD-3 faria um maior serviço à população se tentasse mostrar quem criou essas diretrizes e as consequências econômicas disso para todos, do que se centrar nesse bate-boca sujo e inútil entre militares e militantes.

Isso me lembrou uma frase de Ludwig von Mises, em que ele explica muito bem a questão dos lobbys das minorias que juram falar em nome da maioria. "Antes, se falava no congresso sobre liberdade. Hoje, fala-se sobre majoração do preço do amendoim". Troque amendoim por direitos humanos e teremos o que é realmente o Plano Nacional de Direitos Humanos 3: um monstrengo sobre o qual uma minoria de 0,007% da população brasileira obtém privilégios em cima dos demais 99,993%.


12/01/2010 00:00  por  Rodrigo Constantino \  economia

"Aqueles que ignoram o passado estão condenados a repeti-lo." (George Santayana)

A Venezuela caminha a passos acelerados rumo ao completo abismo, fruto do modelo socialista cada vez mais imposto pelo caudilho Hugo Chávez. Cuba está logo ali. Empresas privadas, estrangeiras ou nacionais, foram tomadas pelo governo. A imprensa foi amordaçada. Os petrodólares foram usados de forma populista para comprar apoio da população. A inflação foi usada como mecanismo de estímulo à economia. Com a situação saindo de controle, culminando na maxidesvalorização de sua moeda, vimos essa semana a patética cena do Exército fechando lojas para combater a "especulação". Para os socialistas, a inflação ainda é um fenômeno derivado da ganância dos empresários, não da emissão descontrolada de moeda pelo governo. Tem quem nunca aprenda com as lições da história mesmo.

Na Babilônia, há cerca de quarenta séculos, o Código de Hamurabi impôs um rígido sistema de controle de preços. Na Grécia Antiga, Atenas estava constantemente enfrentando escassez de cereais, dos quais pelo menos metade tinha que ser importada. Para combater a alta dos preços, um exército de inspetores dos cereais, chamados Sitophylakes, foi nomeado com o objetivo de estabelecer um preço "justo" para os cereais. Em ambos os casos, as medidas fracassaram. Apesar da pena de morte que o governo de Atenas aplicava aos desobedientes, era quase impossível fazer respeitar as leis que controlavam o comércio dos cereais.

No Império Romano, sob o tribuno Caio Graco, foi adotada a Lex Sempronia Frumentaria, que conferia a cada cidadão romano o direito de adquirir certa quantidade de trigo a um preço oficial muito inferior ao preço de mercado. O resultado, naturalmente, foi contrário ao que o governo esperava: a maioria dos agricultores do campo migrou para Roma, para lá viver sem trabalhar. Para resolver os problemas crescentes, os imperadores começaram a desvalorizar a moeda. Nero começou com pequenas desvalorizações, e Marco Aurélio intensificou o ritmo. O auge do controle de preços se deu no reino do imperador Diocleciano. Em vez de cortar os gastos do governo, Diocleciano preferiu desvalorizar a moeda, inflacionando a economia. Como os preços fugiam de controle, ele apelou para o tabelamento, e prescreveu a pena de morte para os que vendessem as mercadorias acima dos preços oficiais. O resultado foi um fracasso total.

Como se pode observar com esses exemplos, a tentativa de governos de controlar os preços das mercadorias com base em decretos não é novidade alguma. Para os brasileiros, a memória é recente, com os famosos fiscais do Sarney averiguando os preços praticados nos supermercados, em nome do combate à inflação. Claro que foi um fiasco. Afinal, como os economistas austríacos e de Chicago já tinham explicado faz tempo, a inflação é sempre um fenômeno monetário.

Mises explicou de forma sucinta o processo que ocorre quando um governo inflaciona a economia. O primeiro passo será a sensação de prosperidade causada pelo aumento dos gastos provenientes da impressão de moeda nova. Será uma prosperidade ilusória. Quando os preços de alguns produtos começam a sair de controle, a tendência é o governo partir para o controle daqueles preços específicos, os "vilões" da inflação. Mas isso irá gerar apenas escassez desses produtos no mercado, estimulando um mercado negro para eles. Outros produtos substitutos ou que usam tais produtos como insumos começam a disparar de preço também, e o governo precisa estender cada vez mais seu controle, até chegar à totalidade da economia.

Como exemplo, podemos pensar no minério de ferro. Supondo que ele seja alvo de uma expressiva alta de preços causada pelo excesso de moeda no mercado, o governo resolve tabelar seu preço. Logo começará a faltar minério no mercado. O preço do aço vai disparar também. O governo decide controlar o preço do aço então. Falta aço agora, e o preço de todos os produtos derivados do aço dispara, assim como o preço de seus substitutos. Em pouco tempo, o governo terá que tabelar quase todos os preços da economia, gerando uma escassez generalizada. O regime soviético, ícone dessa experiência de controle estatal da economia, conseguiu produzir apenas armas para o próprio governo oprimir o povo, e prateleiras vazias.

Eis a essência do socialismo. Miséria ao povo e armas para o governo controlar os miseráveis. Milênios atrás, ou em pleno século XXI. As leis econômicas não costumam ligar muito para esses detalhes. Pobre povo venezuelano. Servindo como cobaia de um experimento que cheira à naftalina de tão velho. E esse é o modelo que o governo Lula fez tanta questão de convidar para fazer parte do Mercosul. O povo venezuelano não aprendeu nada com a história. Resta saber se o povo brasileiro vai aprender com o triste exemplo do vizinho aquilo que não se deve fazer!


08/01/2010 00:00  por  Rodrigo Constantino \  política

O presidente Lula assinou o decreto que criou o "Programa Nacional de Direitos Humanos", apenas uma fachada para a "revolução bolivariana" em marcha no continente. O programa avança de forma escancarada sobre as mais básicas liberdades individuais, incluindo a propriedade privada. O governo está sugerindo quase trinta novas leis, assim como a criação de mais de dez mil novas instâncias burocráticas para empregar os camaradas. Os parasitas têm fome de recursos e poder!

Entre outras barbaridades, o governo tenta avançar rumo à "democracia" plebiscitária da Venezuela, um eufemismo para a velha ditadura da "maioria" - na verdade, uma minoria organizada que fala em nome do "povo". Faz parte da agenda dos "direitos humanos" instituir o financiamento público de campanhas eleitorais também, para criar o "caixa três" dos grandes partidos. Resgatar a censura na imprensa é outra meta do programa. Rever a Lei de Anistia é outro objetivo, partindo para um "revanchismo" que ignora o papel dos guerrilheiros comunistas na escalada opressora da década de 1960. Os atuais "heróis" da democracia lutavam, na verdade, para instaurar no país uma ditadura como a cubana. Por fim, o programa pretende regulamentar a taxação das grandes fortunas, medida extremamente populista - e estúpida do ponto de vista econômico - que representa apenas a idealização da inveja, sentimento mesquinho típico dos socialistas.

Em suma, trata-se da aceleração do projeto "bolivariano" em curso no continente, cujo ícone máximo está na figura pitoresca de Hugo Chávez. A turma dos "direitos humanos" é assim mesmo: defende tudo aquilo que existe de mais abjeto no mundo. A cara-de-pau dessa gente não encontra limites: eles são capazes de falar em "direitos humanos" abraçando o ditador mais cruel do continente, o decrépito "El Coma Andante" de Cuba, ou então o louco Ahmadinejad do Irã. Para alguns defensores dos "direitos humanos", Guantánamo parece um lugar mais apropriado...

Um resumo do totalitarismo: http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1438895-10406,00-PROGRAMA+DIREITOS+HUMANOS+RECEBE+CRITICAS.html



07/01/2010 00:00  por  Leandro Roque \  economia

Se pensarmos que há menos de um mês uma trupe de burocratas, políticos e parasitas de todos os tipos estava se reunindo em Copenhague para discutir maneiras de conter uma suposta onda de calor desenfreado que iria afetar irreversivelmente o globo terrestre, as notícias a seguir adquirem um inevitável tom tragicômico:

Cientistas detectam resfriamento na Península Antártica

Temperaturas mais baixas complicam debate sobre aquecimento global, diz pesquisador brasileiro.

O norte da Península Antártica vem se resfriando em tempos recentes. Dados meteorológicos da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), a base brasileira no continente gelado, indicam uma tendência de resfriamento de 0,6º C por década, nas temperaturas registradas nos últimos 14 anos. A Península Antártica, como um todo, é uma das regiões do planeta que mais se aqueceu no século 20, acumulando uma elevação de temperatura de 3º C.

China sofre com temperaturas mais baixas e piores nevascas em décadas

Pequim teve quase 30 cm de neve no fim de semana; na Manchúria, temperatura pode chegar a -36 graus.

Onda de frio mata 'dezenas' na Índia

A temperatura na Índia chegou a cair para zero graus centígrados em várias cidades no norte da Índia.

Frio mata 41 na Índia e provoca transtornos na China e Coréia

Pelo menos 41 pessoas morreram neste final de semana pela onda de frio que nos últimos dias tem afetado às regiões do norte da Índia.

A maior nevasca registrada em Pequim e em outras áreas do norte da China desde 1951 paralisou boa parte do tráfego aéreo e rodoviário na região, provocou a suspensão de aulas na capital e na vizinha cidade de Tianjin, entre outras medidas de prevenção.

A situação pode piorar nesta segunda-feira, 4, já que as temperaturas na capital chinesa continuam caindo e podem chegar ao patamar mais baixo em 50 anos (-16°C).

Na Coreia do Sul, moradores enfrentam a pior nevasca da história recente do país. A neve chegou a 26 centímetros em Seul e forçou aeroportos a cancelar 224 voos. A neve também prejudicou o trânsito nas estradas que dão acesso à capital.

Nevasca fecha escolas e aeroportos no Reino Unido

É o inverno mais rigoroso em 30 anos; na França, onda de frio deixa as temperaturas em -13ºC

Com temperaturas de até -33ºC, onda de frio mata 5 nos EUA

Uma onda de frio provocou a morte de cinco pessoas nos EUA, nesta quarta-feira, 6. Ao menos quatro pessoas morreram no Tennessee e uma no Missouri. As temperaturas caíram até -33ºC, em Iowa, a menor desde 1958. A neve atinge principalmente o centro e o leste do país.

Há previsões de novas nevascas no Missouri, Tennessee, Idaho, Wyoming, Montana e até em estados mais ao sul, como a Geórgia.

De acordo com os meteorologistas, ondas de frio no leste dos EUA não costumam durar mais de dois dias, mas esta é mais prolongada. 

Países europeus enfrentam o pior inverno em décadas

Um clima de inverno rigoroso paralisou hoje várias regiões da Europa. As ruas de algumas cidades chegaram a acumular 47 centímetros de neve. Houve cancelamento de voos, transtornos no tráfego rodoviário e milhares de pessoas tiveram problemas para chegar ao trabalho e às escolas.

Na Inglaterra, que sofre o pior inverno desde 1981, foram cancelados 150 voos no Aeroporto de Heathrow. O trem Eurostar, que liga o país à França, suspendeu o serviço hoje.

Na Noruega, as temperaturas caíram para 41 graus negativos. Foi a medição de temperatura mais baixa no país escandinavo desde 1987. A chefe do controle de tráfego aéreo do Aeroporto de Roros, Lise Dukan, disse que o gelo precisou ser removido manualmente das asas dos aviões.

As nevascas no norte da Dinamarca também atingiram rodovias, ferrovias e o tráfego aéreo. Na Alemanha, grandes partes do país ficaram cobertas pela neve, com temperaturas de até 22 graus negativos no estado da Saxônia-Anhalt, no leste do país.

Neve atrapalha aeroportos e fecha escolas no Reino Unido

As temperaturas chegaram a descer até -13°C em Manchester (norte da Inglaterra), -6°C em Glasgow (Escócia) e -3°C em Londres, segundo informou o Serviço Meteorológico.

Frio e nevascas paralisam o hemisfério Norte

A Europa ocidental está enfrentando o pior inverno dos últimos anos com recordes de baixas temperaturas e muita neve. Na Polônia, o rio Vístula, mais longo do país, congelou e a temperatura no país chegou a 25ºC negativos. A Alemanha também sofreu com muita neve no primeiro dia útil do ano e as temperaturas chegaram a 20ºC negativos.

O frio também continua atingindo boa parte dos Estados Unidos e, de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia do país, as temperaturas devem cair no país todo nos próximos dias. O serviço afirma que durante a noite, os Estados do norte do país enfrentarão temperaturas mínimas abaixo de zero "em até dois dígitos".

De acordo com a agência de notícias Reuters, o serviço de previsão do tempo privado, o Planalytics, afirmou que este é o inverno mais frio registrado nos EUA desde o ano 2000. O preço do petróleo subiu para US$ 82 (mais de R$ 140) o barril devido ao frio nos Estados Unidos e outras regiões com alto consumo do produto durante o inverno.

O frio também atingiu a Ásia com nevascas pesadas no nordeste da região. Este é considerado o pior inverno na Ásia nos últimos 60 anos. As nevascas causaram problemas nos transportes no norte da China, onde as temperaturas chegaram a -32ºC em Pequim.  Em Shangdu, na região da Mongólia Interior, na China, um trem se chocou contra uma camada de neve de mais de 2 metros, no domingo, 3, e os primeiros passageiros foram retirados somente na segunda-feira, 4.  Os 15 vagões do trem foram cobertos pela neve.  Os mais de 1.400 passageiros ficaram presos sem luz e aquecimento.

Neve e gelo paralisam vários países da Europa

O número de mortos na Polônia, onde o frio chegou a 22º C negativos, aumentou para 122, a maioria deles seria de sem-teto.


A intenção desses catastrofistas nunca foi proteger o ser humano: a ala radical sempre quis o extermínio da espécie; a ala mais moderada contentava-se em retroceder a humanidade à era das diligências; já a ala política, a mais esperta, utilizava-se de uma virtuosa linguagem humanista para camuflar a sua real intenção de impor novas tributações e fazer uma maciça redistribuição de renda em escala global, tudo sob os auspícios de um governo global.

Prova de que esse pessoal nunca esteve interessado no bem da humanidade é o seu silêncio perante essas mortes ocorridas pelo frio intenso.  Quando a imprensa divulgava a foto de um urso polar fofinho navegando errantemente sobre placas de gelo que haviam se descolado de um iceberg qualquer, esses "humanistas" não continham suas lágrimas, seus gritos de horror e suas reprimendas à ganância capitalista da humanidade, que era a responsável pelo comovente passeio solitário daquele simpático mamífero.

Porém, quando seres humanos de países pobres como Índia, China e Polônia morrem em decorrência de fenômenos flagrantemente opostos àqueles que esses iluminados haviam previsto, a orquestra ambiental das lacrimejações gerais faz uma pausa pro cafezinho.


21/12/2009 00:00  por  Leandro Roque \  política

Os burocratas e parasitas que se reuniram para a conferência climática em Copenhague tinham duas claras intenções:

1) impor tributos globais para beneficiar a si próprios e os grupos de interesse que os apóiam; e

2)  impor controles mais restritos sobre o nosso modo de viver - afinal, esse negócio de ficar andando de carro e de avião é um luxo que deve ser abolido para o bem dos ursos polares (que, aliás, seguem crescendo em número).

Ambas as medidas totalitárias foram cuidadosamente envoltas em uma embalagem atraente e passaram a ser vendidas com um conteúdo altamente humanitário: a intenção seria impedir a tal da mudança climática (a mesma que ocorre quando saímos do inverno e entramos na primavera, talvez?)

Sempre que escrevíamos aqui criticando o cunho ideológico dessas medidas, alguns leitores - sem dúvida bem intencionados - nos criticavam por estarmos sendo excessivamente fanáticos e gratuitamente antiestado, querendo apenas ser do contra por se tratar de uma medida abertamente intervencionista.  "Pode ser por uma boa razão", diziam eles.

Todo esse tempo vínhamos apontando que, dentre toda a claque dos aquecimentistas, o maior grupo era aquele formado pelos estatistas e pelos esquerdistas globais, os quais, após a queda do Muro de Berlim, aderiram ao ambientalismo como forma de assegurar o poder global que haviam perdido no campo econômico.

Se ainda havia alguma dúvida de que todo esse alarmismo climático não passava de um teatro para tentar subjugar o capitalismo aos caprichos dessa gente, essa dúvida pôde ser facilmente dissipada pelo comportamento observado na conferência.  Evo Morales, por exemplo, foi aplaudido delirante e efusivamente após um discurso em que dizia que "Se quisermos salvar a Terra e a humanidade, não temos outra alternativa senão acabar com o sistema capitalista"

Já Hugo Chávez deu a receita mais direta: "Só com o socialismo" é possível "salvar" o planeta e "obter justiça".  O coronel também afirmou que o capitalismo "é o caminho para o inferno e à destruição do mundo".  E, para finalizar, concluiu triunfantemente que "o destrutivo modelo capitalista está erradicando a vida".

É difícil crer que o fato de ambos terem sido convidados, feito tais discursos e aplaudidos estrepitosamente nada tem a ver com a real intenção daquela gente.

(Não bastasse todo esse picadeiro, acaba de ser confirmado que Michael Mann - o cientista que no escândalo dos e-mails foi descoberto fraudando dados sobre o clima dos últimos mil anos para fazer o mundo crer na existência do aquecimento global antropogênico - recebeu 6 milhões de dólares por seus artigos e projeções.  Mann está sob investigação pela Universidade Estadual da Pensilvânia.  Já Phil Jones, diretor da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade East Anglia - órgão de referência mundial sobre o clima -, foi afastado por também haver suspeitas de ter recebido dinheiro para fraudar dados.  Um verdadeiro trambique global.)

E como que para ridicularizar ainda mais essa reunião entre totalitários e parlapatões que juram que o mundo anda muito quente, a Europa está passando por uma onda de frio sem precedentes para essa época.

"Tempestades de neve e frio com temperaturas muito abaixo das esperadas para a época.  Na Polônia, a polícia anunciou que 42 pessoas morreram, a maioria sem-teto, encontradas congeladas depois que as temperaturas caíram abaixo dos 20 graus negativos.  As autoridades de saúde admitiram que há anos não se registra um número tão alto de mortes provocadas pelo frio, apesar da criação de novos abrigos. Também por causa da neve, algumas linhas de trem foram danificadas. Alemanha, Áustria, Bélgica e França também registraram casos isolados de mortes de sem-teto. Mais de duas centenas de cidades búlgaras, incluindo parte dos subúrbios de Sofia, ficaram sem luz por uma pane causada pela queda de árvores congeladas."

Por fim, para aqueles que realmente creem no aquecimento global e no poder das explicações científicas, aqui vai um conselho para diminuir a emissão de CO2: comprem um utilitário e matem seu cachorrinho.  Sim, acabaram de descobrir que um poodle emite mais CO2 que uma Blazer ou uma Toyota Hilux.  Ou seja: dirigir um carro é muito mais ecológico do que ter um cachorro.  E são cientistas que estão falando isso.

E tem mais.  Ainda de acordo com a pesquisa:

- Um gatinho polui um pouco menos do que um carro de passeio de tamanho médio.
- Quatro canarinhos poluem tanto quanto uma TV de plasma.
- E um peixinho de aquário, comendo ração, polui a mesma coisa que dois telefones celulares.

Será que os ambientalistas radicais agora vão pedir a chacina indiscriminada de chihuahuas ou eles se contentam com o objetivo mais modesto de dizimar somente 90% de população? 

Assim, para o bem de todos, inclusive do reino animal, só nos resta torcer muito para que essa bobagem de aquecimento global, mudança climática, sauna mundial, ventania continental, umidade temperada, seca subtropical ou qualquer que seja o novo termo que venham a inventar, seja rapidamente esquecida - não sem antes ser devidamente ridicularizada.


15/12/2009 00:00  por  Leandro Roque \  economia

Como já foi anunciado, o impostômetro este ano atingiu o valor de 1 trilhão de reais em uma data anterior à do ano passado.

Esse fenômeno surpreendeu muita gente.  Afinal, além da extinção da CPMF e da redução das alíquotas de IPI, esse foi um ano de recessão - ao contrário do ano passado, que foi de grande expansão econômica.

Assim, como pode o valor dos impostos recolhidos ter aumentado, se houve desoneração e recessão?

Esse, aliás, é um fenômeno antigo e quase nunca citado pela mídia.  Por exemplo, de 2004 até o fim de 2008, a arrecadação aumentou constantemente em relação ao PIB.  A oposição - o que inclui alguns (poucos) setores da imprensa - fazia alarde: "Viram só?  O governo está aumentando impostos!".  Os políticos e jornalistas da situação, que entendem tanto de economia quanto os da oposição, retrucavam: "Ah, é? Citem um único imposto que subiu?".  E aí o debate acabava. 

De fato, não houve aumento líquido de impostos nesse período.  Contudo, a arrecadação em relação ao PIB cresceu continuamente.  Por quê?  Ora, porque o Banco Central expandiu constantemente a base monetária e, consequentemente, os agregados M1, M2, M3 e M4. 

Em um cenário de crescimento econômico, como o período 2004-2008, se você imprimir dinheiro, o volume arrecadado inevitavelmente irá aumentar.  E como a inflação de preços é sempre menor que a inflação monetária para um mesmo ano, o resultado é que a arrecadação em termos reais (isto é, já descontada a inflação de preços) será inevitavelmente crescente.  Isso explica o aumento da carga tributária em termos do PIB nesse período, embora não tenha havido aumento de impostos.

Já em um cenário de recessão ou de estagnação, como o atual, uma expansão da oferta monetária (M1 e demais) faz com que o valor nominal arrecadado cresça, embora o valor em termos do PIB possa cair (que é o que está acontecendo atualmente no Brasil).

Assim, o fato de o impostômetro ter atingido o valor de 1 trilhão de reais um dia mais cedo em relação ao ano passado, mesmo com um cenário econômico mais impropício, é explicado principalmente pelo comportamento do Banco Central: no período de um ano, de novembro de 2008 a novembro de 2009, o M1 aumentou 10%, o M2, 9%, o M3, 16%, e o M4, 15%.

O fato de a imprensa não ter feito essa interpretação (eu, pelo menos, não vi), mostra bem o conhecimento que ela tem sobre teoria monetária.


15/12/2009 00:00  por  Alfredo Marcolin Peringer \  economia

Na tarde de segunda-feira, 14 de dezembro de 2009, o impostômetro, medida de todos os tributos pagos pela sociedade brasileira, instalado na cidade de São  Paulo, alcançou o montante de um trilhão de reais, projetando um custo social tributário ao redor de R$ 1,133 trilhão em 2009, ante R$ 1,048 trilhão em 2008, alta de 8,11%, mesmo em ano de crise econômico-financeira. Na quarta-feira anterior, o Grupo RBS havia divulgado uma pesquisa sobre a carga tributária em almoço "Tá na Mesa" da Federasul, feita com 300 empresários,  mostrando a forte preocupação do meio empresarial com os altos tributos. Não é para menos, esse tipo de custo encontra-se entre os principais entraves ao crescimento das empresas e da atividade econômica como um todo. Aliás, inúmeros estudos sobre o assunto mostram que nos países em que os governantes impõem pesados tributos ao seu povo, os resultados econômicos e sociais também costumam ser pífios.

Mas o meio burocrático nem sempre foi ganancioso assim. A história mostra que os tributos no mundo andavam ao redor de 5% a 6% do PIB no início do século passado. Cresceram com o advento da I Guerra Mundial, em que a carga tributária pulou para algo ao redor de 12% do PIB, em média (7% do PIB no Brasil em 1920, segundo o IPEA), mesmo diante da advertência de Pierre Paul Leroy-Beaulieu, professor de política econômica do Collège de France e premiado várias vezes pela  Academy of Moral and Political Sciences francesa, que classificava as cargas tributárias como moderadas (5% a 6% do PIB); pesadas (10% a 12%) e exorbitante (acima de 12% do PIB). Mais recentemente, Vito Tanzi, tributarista de renome internacional, em estudos feitos junto a diversos países da América Latina, chegou a uma conclusão parecida, ainda que em níveis mais elevados. Notou que quando a carga tributária ultrapassa os 20% do PIB, os países começam a sofrer queda da produção, da renda, dos salários e dos empregos  e  "na medida em que ela aumenta, aumentam também os custos sociais", conclui Tanzi (OS GASTOS PÚBLICOS).

Tanzi foi feliz ao vincular os problemas econômicos aos sociais, resultantes da alta participação do estado e da exorbitante carga tributária.   Não há como ignorar que acabem desandando em custos sociais de monta, em que o desemprego é o menor deles. A população fica num estado ebulitivo, pronta a explodir em situações aparentemente normais ou insignificantes, seja no lar, no trânsito, no futebol ou junto a amigos. Foi Frédéric Bastiat quem nos ensinou que as ações econômicas sempre deixam dois efeitos: a) o que se vê e; b) o que não se vê.  A evolução da carga tributária brasileira de 20,3% do PIB em 1987 (números do IBPT), percentual próximo ao limite admitido por Tanzi, para 25,38% em 1992; 27,47% em 1997; 35,84% em 2002 e 36,2% em 2008, num salto astronômico de 15,9 pontos percentuais, é o efeito que se vê.  O caos econômico e social dela resultante é o efeito que não vê, a não ser quando explode. 

O extravagante valor numérico apresentado pelo impostômetro não deve ser avaliado como mais um dado contábil, mas como um sinal aos governantes da extrema desordem tributária em nosso País, que precisa ser equacionada e reduzida aos níveis de 1987, antes que leve o País ao caos econômico e social e que o oportunismo venha a transformar o nosso já fraco regime democrático num estado definitivamente totalitário.

14/12/2009 00:00  por  Equipe IMB \  política

Vale muito a pena ler esta entrevista fluente e esclarecedora dada pelo meteorologista Luiz Carlos Molion, da Universidade Federal de Alagoas, ao portal UOL. 

 

Por Carlos Madeiro:

Com 40 anos de experiência em estudos do clima no planeta, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion apresenta ao mundo o discurso inverso ao apresentado pela maioria dos climatologistas. Representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Molion assegura que o homem e suas emissões na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global. Ele também diz que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e garante: a Terra vai esfriar nos próximos 22 anos

Em entrevista ao UOL, Molion foi irônico ao ser questionado sobre uma possível ida a Copenhague: "perder meu tempo?" Segundo ele, somente o Brasil, dentre os países emergentes, dá importância à conferência da ONU. O metereologista defende que a discussão deixou de ser científica para se tornar política e econômica, e que as potências mundiais estariam preocupadas em frear a evolução dos países em desenvolvimento.

UOL: Enquanto todos os países discutem formas de reduzir a emissão de gases na atmosfera para conter o aquecimento global, o senhor afirma que a Terra está esfriando. Por quê?
Luiz Carlos Molion: Essas variações não são cíclicas, mas são repetitivas. O certo é que quem comanda o clima global não é o CO2. Pelo contrário! Ele é uma resposta. Isso já foi mostrado por vários experimentos. Se não é o CO2, o que controla o clima? O sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. E há um período de 90 anos, aproximadamente, em que ele passa de atividade máxima para mínima. Registros de atividade solar, da época de Galileu, mostram que, por exemplo, o sol esteve em baixa atividade em 1820, no final do século 19 e no inicio do século 20. Agora o sol deve repetir esse pico, passando os próximos 22, 24 anos, com baixa atividade.

UOL: Isso vai diminuir a temperatura da Terra?
Molion: Vai diminuir a radiação que chega e isso vai contribuir para diminuir a temperatura global. Mas tem outro fator interno que vai reduzir o clima global: os oceanos e a grande quantidade de calor armazenada neles. Hoje em dia, existem boias que têm a capacidade de mergulhar até 2.000 metros de profundidade e se deslocar com as correntes. Elas vão registrando temperatura, salinidade, e fazem uma amostragem. Essas boias indicam que os oceanos estão perdendo calor. Como eles constituem 71% da superfície terrestre, claro que têm um papel importante no clima da Terra. O [oceano] Pacífico representa 35% da superfície, e ele tem dado mostras de que está se resfriando desde 1999, 2000. Da última vez que ele ficou frio na região tropical foi entre 1947 e 1976. Portanto, permaneceu 30 anos resfriado.

UOL: Esse resfriamento vai se repetir, então, nos próximos anos?
Molion: Naquela época houve redução de temperatura, e houve a coincidência da segunda Guerra Mundial, quando a globalização começou pra valer. Para produzir, os países tinham que consumir mais petróleo e carvão, e as emissões de carbono se intensificaram. Mas durante 30 anos houve resfriamento e se falava até em uma nova era glacial. Depois, por coincidência, na metade de 1976 o oceano ficou quente e houve um aquecimento da temperatura global. Surgiram então umas pessoas - algumas das que falavam da nova era glacial - que disseram que estava ocorrendo um aquecimento e que o homem era responsável por isso.

UOL: O senhor diz que o Pacífico esfriou, mas as temperaturas médias Terra estão maiores, segundo a maioria dos estudos apresentados.
Molion: Depende de como se mede.

UOL: Mede-se errado hoje?
Molion: Não é um problema de medir, em si, mas as estações estão sendo utilizadas, infelizmente, com um viés de que há aquecimento.

UOL: O senhor está afirmando que há direcionamento?
Molion: Há. Há umas seis semanas, hackers entraram nos computadores da East Anglia, na Inglaterra, que é um braço direto do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], e eles baixaram mais de mil e-mails. Alguns deles são comprometedores. Manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.

UOL: Então o senhor garante existir uma manipulação?
Molion: Se você não quiser usar um termo tão forte, digamos que eles são ajustados para mostrar um aquecimento, que não é verdadeiro.

UOL: Se há tantos dados técnicos, por que essa discussão de aquecimento global? Os governos têm conhecimento disso ou eles também são enganados?
Molion: Essa é a grande dúvida. Na verdade, o aquecimento não é mais um assunto científico, embora alguns cientistas se engajem nisso. Ele passou a ser uma plataforma política e econômica. Da maneira como vejo, reduzir as emissões é reduzir a geração da energia elétrica, que é a base do desenvolvimento em qualquer lugar do mundo. Como existem países que têm a sua matriz calcada nos combustíveis fósseis, não há como diminuir a geração de energia elétrica sem reduzir a produção.

UOL: Isso traria um reflexo maior aos países ricos ou pobres?
Molion: O efeito maior seria aos países em desenvolvimento, certamente. Os desenvolvidos já têm uma estabilidade e podem reduzir marginalmente, por exemplo, melhorando o consumo dos aparelhos elétricos. Mas o aumento populacional vai exigir maior consumo. Se minha visão estiver correta, os paises fora dos trópicos vão sofrer um resfriamento global. E vão ter que consumir mais energia para não morrer de frio. E isso atinge todos os países desenvolvidos.

UOL: O senhor, então, contesta qualquer influência do homem na mudança de temperatura da Terra?
Molion: Os fluxos naturais dos oceanos, polos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto a emissões humanas representam 3%. Se nessa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões? Não vai mudar absolutamente nada no clima.

UOL: O senhor defende, então, que o Brasil não deveria assinar esse novo protocolo?
Molion: Dos quatro do bloco do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o único que aceita as coisas, que "abana o rabo" para essas questões. A Rússia não está nem aí, a China vai assinar por aparência. No Brasil, a maior parte das nossas emissões vem da queimadas, que significa a destruição das florestas. Tomara que nessa conferência saia alguma coisa boa para reduzir a destruição das florestas.

UOL: Mas a redução de emissões não traria nenhum benefício à humanidade?
Molion: A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta. Eu concordo que combustíveis fósseis sejam poluentes. Mas não por conta do CO2, e sim por causa dos outros constituintes, como o enxofre, por exemplo. Quando liberado, ele se combina com a umidade do ar e se transforma em gotícula de ácido sulfúrico e as pessoas inalam isso. Aí vêm os problemas pulmonares.

UOL: Se não há mecanismos capazes de medir a temperatura média da Terra, como o senhor prova que a temperatura está baixando?
Molion: A gente vê o resfriamento com invernos mais frios, geadas mais fortes, tardias e antecipadas. Veja o que aconteceu este ano no Canadá. Eles plantaram em abril, como sempre, e em 10 de junho houve uma geada severa que matou tudo e eles tiveram que replantar. Mas era fim da primavera, inicio de verão, e deveria ser quente. O Brasil sofre a mesma coisa. Em 1947, última vez que passamos por uma situação dessas, a frequência de geadas foi tão grande que acabou com a plantação de café no Paraná.

UOL: E quanto ao derretimento das geleiras?
Molion: Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, o que derrete é o gelo flutuante. E ele não aumenta o nível do mar.

UOL: Mas o mar não está avançando?
Molion: Não está. Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global.

UOL: O senhor viu algum avanço com o Protocolo de  Kyoto?
Molion: Nenhum. Entre 2002 e 2008, se propunham a reduzir em 5,2% as emissões e até agora as emissões continuam aumentando. Na Europa não houve redução nenhuma. Virou discursos de políticos que querem ser amigos do ambiente e ao mesmo tempo fazer crer que países subdesenvolvidos ou emergentes vão contribuir com um aquecimento. Considero como uma atitude neocolonialista.

UOL: O que a convenção de Copenhague poderia discutir de útil para o meio ambiente?
Molion: Certamente não seriam as emissões. Carbono não controla o clima. O que poderia ser discutido seria: melhorar as condições de prever os eventos, como grandes tempestades, furacões, secas; e buscar produzir adaptações do ser humano a isso, como produções de plantas que se adaptassem ao sertão nordestino, como menor necessidade de água. E com isso, reduzir as desigualdades sociais do mundo.

UOL: O senhor se sente uma voz solitária nesse discurso contra o aquecimento global?
Molion: Aqui no Brasil há algumas, e é crescente o número de pessoas contra o aquecimento global. O que posso dizer é que sou pioneiro. Um problema é que quem não é a favor do aquecimento global sofre retaliações, têm seus projetos reprovados e seus artigos não são aceitos para publicação. E eles [governos] estão prejudicando a Nação, a sociedade, e não a minha pessoa.

 


08/12/2009 00:00  por  Leandro Roque \  filosofia

A charada é antiga e provavelmente você já a ouviu várias vezes.  Mas como ela é engenhosa e espirituosa demais para não ser relembrada, vale a pena repeti-la para os novatos, correndo o risco de parecer repetitivo para os já experientes.

Pergunta: Por que os ambientalistas profissionais são chamados de melancias? 

Resposta: Porque são verdes por fora, mas vermelhos por dentro.

E não são apenas os ambientalistas "profissionais" que se enquadram nessa categoria; os recrutas e soldados rasos do movimento também vêm fazendo esforços sobejos para tentar subir de patente.

Como todo grupo combatente, as melancias têm várias táticas de guerra e um só objetivo em mente.

Suas táticas de guerra, embora não muito originais, são incrivelmente autoadaptáveis, maleáveis e, acima de tudo, eficientes: a difusão midiática de alarmismos fraudulentos e ardilosos como - em ordem cronológica - chuva ácida, buraco na camada de ozônio, câncer causado por celulares, aquecimento global, mudança climática e, futuramente, resfriamento global.

Já o objetivo almejado por essas táticas é antediluviano: convencer o mundo da necessidade de se fazer uma maciça redistribuição de toda a riqueza mundial e implantar um governo único que fará o planejamento centralizado de toda a economia do planeta.  Em outras palavras, o objetivo é o velho comunismo - só que dessa vez por meios menos explícitos do que a antiquada e ineficaz abolição da propriedade privada dos meios de produção.

Em suma: basta ouvir o discurso dos ambientalistas profissionais e você concluirá que todos os problemas ambientais desaparecerão caso o comunismo seja adotado.

(Detalhe: se esse governo mundial será controlado pela ONU, pelo FMI, pelo Banco Mundial, pela Comissão Trilateral, pelo CFR, pelos Rothschild, pelos Rockefeller, pelo Grupo Bilderberg ou pelo Greenpeace é algo que pode ser perfeitamente deixado para depois.  Primeiro subjuga-se o inimigo; depois escolhe-se seu mestre).

É verdade que, no universo das melancias, nem todas elas já estão completamente maduras; há algumas melancias que ainda estão na planta trepadeira, em fase de amadurecimento.  Essas são até bem intencionadas, e estão genuinamente preocupadas com a possibilidade de alguma catastrófica alteração climática; mas ainda não estão imbuídas do mesmo objetivo das melancias já completamente maduras, vermelhíssimas por dentro.

Como distinguir uma melancia madura de uma melancia cuja polpa vermelha ainda não está suculenta?  É simples.

Aproxime-se amigavelmente da melancia e fale pra ela, sempre em tom amistoso, o seguinte:

"Vocês ambientalistas são contra a energia nuclear, a energia hidrelétrica, as usinas termoelétricas, o gás natural e todas as outras formas de energia.  Mas o problema é que a energia é a força vital do capitalismo.  Sem energia a economia capitalista será destruída".

E então observe a reação da melancia.  O grau de entusiasmo em relação a essa conclusão será diretamente proporcional ao grau de vermelhidão e suculência de sua polpa.




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