11/05/2011 00:00  por  Ron Paul \  política

1. Direitos pertencem a indivíduos, e não a grupos.  Eles advêm de nossa natureza e não podem ser nem concedidos nem retirados pelo governo.

2.  Todas as associações entre indivíduos, bem como todas as transações econômicas que sejam voluntárias e pacíficas, devem ser totalmente permitidas.  O consentimento é a base de toda ordem social e econômica.

3. Toda propriedade adquirida de forma honesta e justa deve se tornar propriedade privada do indivíduo ou do grupo de indivíduos que a adquiriu.  Essa propriedade não pode ser arbitrariamente anulada pelos governos.

4. O governo não pode confiscar a riqueza privada de determinados indivíduos para redistribuí-la.  Tampouco pode conceder privilégios especiais a qualquer indivíduo ou grupo de indivíduos.

5. Indivíduos são inteiramente responsáveis por suas próprias ações. O governo não pode e nem deve nos proteger de nós mesmos.

6. O governo não pode reivindicar o monopólio sobre o dinheiro que as pessoas utilizam.  Mais ainda: o governo não deve jamais incorrer em práticas oficiais de falsificação (isto é, criação artificial) de dinheiro, alegando estar agindo em nome da "estabilidade macroeconômica".

7. Guerras de agressão, mesmo quando chamadas de 'preventivas', e mesmo quando se referem apenas a relações comerciais, são estritamente proibidas.

8. A 'nulificação pelo júri' — isto é, o direito dos membros de um júri em julgar a lei e os fatos diferentemente do juiz — é um direito do povo e deve ser a norma dos tribunais.

9. Todas as formas de servidão involuntária são proibidas, não apenas a escravidão, mas também o serviço militar obrigatório, as associações forçadas entre indivíduos (como as quotas), e a distribuição de renda compulsória.

10. O governo deve obedecer às mesmas leis que ele espera que os cidadãos obedeçam. Logo, ele jamais deve utilizar a força para moldar comportamentos, para manipular interações sociais, para gerenciar a economia ou para dizer a outros governos como devem se comportar.



02/05/2011 00:00  por  Fernando Chiocca \  economia

Como já anunciado há algum tempo, a histeria do aquecimento global está verdadeira e finalmente acabada, mas as ameaças dos ambientalistas as liberdades individuais não se limitam à esta fraude de aquecimento... alias, elas não tem limites!  Talvez o limite seja quando conseguirem acabar com toda a vida humana na Terra. (logicamente poupando a si próprios, já que suas recomendações nunca se aplicam a eles mesmos, como nos mostram, por exemplo, Al Gore e o Príncipe Charles)

No curto vídeo Not Evil Just Wrong, que atenta para o quanto o ambientalismo está prejudicando a vida de pessoas vulneráveis, com campanhas pela proibição do DDT e campanhas de combate ao aquecimento global, o depoimento de uma mulher no minuto 1:51 denuncia um crime horrendo que também é cometido atualmente no Brasil, debaixo do nariz de uma população que o aceita (e na maioria das vezes até apóia!) passivamente:



NARRADOR: "A maioria dos ativistas ambientais ainda não conseguiu aceitar que os seres humanos também fazem parte do ambiente."
MULHER: "Comparam pássaros com pessoas.  Preferem salvar pássaros e acabar com pessoas!"

E é exatamente isto que os criminosos da Polícia Federal estão fazendo aberta e impunemente no Brasil hoje.  O cartunista comunista Ziraldo (que recebeu mais de R$1 milhão do governo e recebe uma pensão de mais de R$4 mil por mês) foi sadicamente preciso ao ilustrar o cartaz da campanha criminosa que é exibido em todos os aeroportos do país (pelo qual deve ter recebido do estado outro volumoso pagamento):

 

É isto.  Estão sequestrando seres humanos e os jogando em cadeias pelo motivo de preservar pássaros intocados no mato, longe dos olhos dos humanos que os admiram e gostariam de preservá-los perto deles.  A inversão de valores morais é assustadora, onde, conforme já denunciei em um artigo, "esta ideologia valoriza mais insetos, sapos, micos e mato do que o homem."


28/04/2011 00:00  por  Equipe IMB \  economia

Acaba de ser lançada a continuação do embate musical entre Keynes e Hayek. Esta versão é tão sensacional quanto a primeira — alguns dizem que é até melhor. 

Segue o vídeo legendado em português. Eis o link para a letra da música.


19/04/2011 00:00  por  Erick Vasconcelos \  economia

Wellington Menezes de Oliveira sabia exatamente o que ia fazer quando entrou na escola Tasso da Silveira, em Realengo. Depois de despistar os funcionários do colégio, seguiu para as duas salas onde, de acordo com os alunos sobreviventes, executou a sangue frio 12 crianças que imploravam por clemência, com tiros na cabeça e no coração. Mais crianças continuam feridas.

É lamentável que, diante de uma tragédia dessa dimensão, a cobertura jornalística do massacre tenha sido tão fraca. Além de, inicialmente, terem tentado ligar o assassino ao islamismo e dizerem que era aidético, não demorou mais que um dia para que, por exemplo, o Jornal Nacional tenha vaticinado: "Esse caso deve servir como exemplo para que a sociedade perceba que é preciso reforçar a segurança das nossas crianças."

De minha parte, eu sinto que, embora esteja chocado com o acontecido, não consigo nem imaginar a dor que os familiares das vítimas estão sentindo.

Mas é exatamente por isso que, ao contrário das pessoas que extendem cartazes na porta do colégio pedindo mais segurança, eu posso analisar a situação com um grau maior de isenção.

E, se pararmos por um momento para estudar os fatos, vamos ver que o acontecido não foi uma falha de segurança.

Probabilidades

Não é possível estabelecer ligações claras de causa e efeito entre os acontecimentos do Realengo. É possível especular as razões que levaram Wellington a matar as crianças, mas não é possível colocá-las numa classe específica de acontecimentos. Por que não?

Segundo Ludwig von Mises, há essencialmente dois tipos de probabilidade: de caso e de classe.

As probabilidades de caso se referem às situações em que sabemos alguns, mas não todos os fatos determinantes de uma dada situação. Casos são sempre individuais, únicos e, portanto, seus resultados são incertos. É impossível se segurar contra essas situações específicas.

Probabilidades de classe, em contraste, referem-se às situações em que nós temos todas as informações relevantes sobre uma classe de eventos, mas não sabemos o resultado de um caso particular. Quando é possível estabelecer uma probabilidade de classe em relação a um conjunto de eventos, é possível se segurar contra eles.

Classes e casos

Resultados de jogos de futebol são probabilidades de caso. Nós sabemos que um time com um bom técnico e com bom preparo físico e tático tem maior probabilidade de vencer partidas. Contudo, o fato de que o time venceu os últimos nove jogos não significa que ele vai vencer o décimo. Da mesma forma, num jogo de roleta, se a bolinha caiu em casas vermelhas nas últimas jogadas, isso não é motivo para escolher casas vermelhas nem pretas na próxima rodada, porque a probabilidade de sair uma ou outra continua igual.

Como exemplo de probabilidade de classe, vejamos o recente terremoto que atingiu o Japão na região de Touhoku. O território japonês se localiza exatamente no encontro de três placas tectônicas, resultando em grande atividade sísmica no local. De fato, o Japão é atingido por centenas de terremotos anualmente, a maioria de intensidade baixa ou moderada.

Essa pode parecer uma informação trivial, mas, sabendo a frequência da distribuição de longo prazo de terremotos, é possível se segurar contra eles. Não é possível saber que um terremoto específico terá uma potência determinada. Mas sabemos que, dada uma certa distribuição de terremotos, teremos um dano específico.

Erros e acertos

O que transformou o terremoto japonês em notícia mundial foi sua intensidade atípica. Sua força devastou cidades inteiras e o dano material do tsunami resultante ainda não foi precisado. Os problemas causados nas usinas nucleares de Fukushima tornam a situação ainda pior.

Mas, dado que o Japão é vítima constante de terremotos, o que aconteceria se os japoneses sempre presumissem que os próximos terremos seriam de 9.0 graus na escala de magnitude de momento? Certamente nem todos os terremotos têm 9 graus de magnitude. É possível também dizer que os japoneses sempre estariam "seguros" contra terremotos. O fato, no entanto, é que eles acertariam errando. Os custos que eles pagariam para se segurar contra todo tipo de terremoto, mesmo contra os mais poderosos, seriam altíssimos. Como nós vivemos num mundo de recursos escassos, o fato de que o Japão ainda sofre com os efeitos do terremoto não é uma falha dos sistemas de seguro; é uma situação lamentável, mas que é o melhor que podemos ter no nosso mundo imperfeito.

Da mesma forma, crimes como assassinatos são probabilidades de classe, mas a situação específica que levou Wellington a matar 12 crianças na escola no Rio de Janeiro foi uma probabilidade de caso. Nós podemos nos segurar contra crimes "médios", mas clamar por mais segurança para nossas crianças num caso extremamente atípico como o do Realengo é o mesmo que apostar que todos os terremotos vão ser de 9 graus: nós acertamos errando.

Protegendo crianças

Se nós colocássemos nossas crianças em bunkers vigiadas durante as 24 horas do dia, com dois seguranças armados atrás de cada uma, creio que podemos todos concordar que a probabilidade de elas serem chacinadas seria próxima de zero.

A questão é que esse é um custo muito alto, não só para nós mesmos, mas para as próprias crianças. Não só nós estaríamos queimando preciosos recursos com segurança, nós também estaríamos privando as crianças de experiências valiosas de vida. É claro que estamos em muito maior segurança se ficarmos presos em casa o dia inteiro - mas, para a maioria das pessoas, ainda vale a pena assumir o risco de sair de casa e ter uma vida normal, mesmo que isso signifique que nós podemos vir a ser alvos de brutalidades como a da escola Tasso da Silveira.

Não há dúvidas de que superar o acontecido será extremamente difícil para os envolvidos na chacina. Certamente deverão ter acompanhamento psicológico e, por mais doloroso que isso seja no momento, eventualmente terão que seguir com suas vidas.

O que não vai ajudar em nada é que façamos um esforço em segurança retroativa, contudo.

Há muito o que criticar na segurança pública brasileira, talvez em particular na do Rio de Janeiro. Mas não podemos esquecer de que essa foi a primeira vez que um acontecimento do tipo ocorreu no Brasil. Portanto, ao menos nesse caso, a segurança do Rio de Janeiro errou acertando.


28/03/2011 00:00  por  Leandro Roque \  economia

Como todos já sabem, o governo federal resolveu intervir na gerência da Vale para trocar seu atual presidente, Roger Agnelli, que teve o despeito de implementar algumas medidas que contrariaram os interesses políticos do governo, como demitir alguns empregados e cortar investimentos durante a recessão de 2009 — afinal, no Brasil, como se sabe, uma empresa possui "função social", e seu objetivo precípuo, em vez do lucro, é tomar medidas que sejam boas para a imagem do governante do momento.

Porém, a única coisa realmente surpreendente nessa atual situação da Vale é que o governo tenha demorado tanto para se intrometer na empresa.  Explico.

Desde que foi vendida em 1997, grande parte de suas ações permaneceu em mãos do estado.  Ao invés de sair completamente do setor e deixar a mineradora em mãos totalmente privadas, livre de influências políticas e buscando livremente o lucro, a venda foi feita com amplos recursos do BNDES e com a participação de fundos de pensão de estatais.  Hoje, o governo federal, por meio do BNDES Participações, dos fundos de previdência de suas estatais e de sua participação direta, detém 61,51% da holding que controla a mineradora (a Valepar, que por sua vez detém 53,3% do capital votante, ou 33,6% do capital total).  Já o Bradesco, que escolheu Agnelli para comandar a Vale em 2001, detém 21,21% da Valepar, por meio da Bradespar, empresa de participações dos donos do Bradesco.  A atual peleja para se retirar Roger Agnelli ocorre simplesmente porque são necessários 75% dos votos para trocar a presidência.

Como explicado nesse artigo, as únicas desestatizações genuínas no Brasil ocorreram com as empresas vendidas no governo Collor e, quem diria!, no governo Itamar.  A partir do governo FHC, não houve mais nenhum setor que tenha sido genuinamente desestatizado — ou as empresas foram vendida para fundos de pensão de estatais, ou foram criadas inúmeras agências reguladoras para se controlar as empresas vendidas, ou uma mistura de ambas as coisas.  Em momento algum o estado se retirou em definitivo do comando (direto ou indireto) dessas empresas.

Não é preciso ter neurônios muito apurados para saber que, se você apenas trocar o modo de gestão de uma empresa, mas permitir que o estado continue interferindo via controle acionário ou via agências reguladoras, em algum momento ele vai se impor e começar a interferir mais diretamente.  Precisa apenas de uma desculpa para isso.

No caso específico da Vale, a simples retirada do governo do controle principal da empresa já foi suficiente para modernizar e dar eficiência à sua gestão.  O número de empregados pulou de 11 mil em 1997 para os mais de 50 mil atuais.  Após ter sido passada para o gerenciamento privado, seu ganho de eficiência e sua lucratividade aumentaram de forma tão surpreendente — em grande parte por causa da forte demanda da China por minério de ferro —, que era óbvio que o governo, em algum momento, ficaria faminto para se apossar dela novamente, de olho nas mamatas e nos cargos do alto escalão que a gigante pode propiciar a políticos e a seus apadrinhados (sendo essa a função precípua de toda empresa em mãos do estado).

Não se está dizendo aqui que o governo vai reestatizá-la por completo.  Afinal, como todos os governantes ocidentais já perceberam, eles não sabem gerenciar empresas.  É muito melhor deixar tal tarefa em mãos privadas.  Nesse arranjo, os lucros são incomparavelmente maiores, o que permite ao governo ficar na extremamente cômoda posição de apenas coletar as receitas tributárias, as quais são muito maiores do que a receita que teria caso estivesse ele próprio gerenciando a empresa.  Por que alterar esse arranjo agora?

Por isso, tudo o que os políticos querem é ter "gente de confiança" no comando da empresa, o que irá gerar um apetitoso número de empregos, cargos e boquinhas para petistas e correligionários — algo que pode ser fundamental e estratégico em algum futuro governo da "oposição".  Os milionários contratos de publicidade — que fazem salivar as agências favoritas do governo e excitam os sindicalistas, que assim aumentam seu poder de barganha — se tornam muito mais "interessantes" quando há companheiros no comando de uma grande empresa.

Em suma, estamos testemunhando a boa e velha estratégia do aparelhamento, algo que funciona maravilhosamente bem na democracia; algo que funciona à perfeição em países que nunca experimentaram um genuíno capitalismo de livre mercado e que ainda vivem presos a esse arranjo mussoliniano de capitalismo de estado. 

O atraso não se improvisa; é algo cuja arte do domínio só é adquirida após décadas de intensa dedicação.


22/03/2011 00:00  por  Klauber Cristofen Pires \  filosofia

Campanhas de economia de água não são medidas ecológicas, mas sim políticas, de linha socialista. Acontece que o modelo socialista de fornecimento de água é e sempre foi um desastre, em todos os países em que foi aplicado.

Prezado leitor, peço-te que leias com atenção o texto a seguir, de autoria de Aycha Nunes, da redação do jornal "O Liberal", extraído do seu site, em 21 de março de 2010 (São meus os negritos):

Essencial para a vida, a água é um recurso natural limitado, ou seja, um dia o líquido que cobre 75% do planeta terra vai acabar. Improvável? Não se lembrarmos que apenas 1% é próprio para o consumo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), que instituiu o dia 22 de março, amanhã, como o 'Dia Mundial da Água'. O objetivo é incitar a discussão sobre ações para combater o desperdício e estimular o uso consciente do recurso.

O Dia Mundial da Água, instituído em 1993 durante a Assembléia Geral da ONU, segue as recomendações da Conferência da entidade relacionadas ao meio ambiente e desenvolvimento contidas no capítulo 18 (sobre recursos hídricos) da Agenda 21.

Uma década depois, através da Lei nº 10.670, de 14 de maio de 2003, o Congresso Nacional brasileiro deliberou que a data (22 de março) seria o 'Dia Nacional da Água'.

Quanta estultice! Que os jornais sirvam como espelho da opinião pública, até vá lá, mas alguém da redação escrever tamanha idiotice é de doer! São estes os jornalistas diplomados que reivindicam a reserva de mercado!

Então a água é um recurso natural limitado que, tal como o petróleo, acaba com o uso? O que a autora estava fazendo nas suas aulas de ciências lá na terceira ou quarta série do ensino fundamental? Já estava começando a fumar no banheiro?

Agora pensa na enormidade que é dizer que o líquido que cobre 75 % da Terra um dia vai acabar... Pois muito antes que a água acabe, a própria vida da Terra já terá desaparecido! Quiçá mesmo o Sol, muito antes, se apague...

Francamente, em respeito à inteligência dos leitores habituais deste site, eu não deveria recordar que a água somente se destrói por processos químicos e físicos bastante especiais, e que, excetuando-os, toda ela que consumimos retorna à natureza. Porém, para os recém-chegados, pelo menos para aqueles por demais infectados com o vírus da burrice ideológica, vale: a água que desce pelo ralo acaba voltando à terra ou ao mar, da mesmíssima forma que a água não utilizada cai no chão vinda do céu ou desemboca na foz.

Como alguém pode ser tão estúpido que não possa compreender isto, é algo que somente pode ser explicado por anos e anos de intensa doutrinação cerebral esquerdizante, algo como se extraíssem os miolos do cérebro, para com ele fazer uma espécie de patê, batido com muito clichê e palavras de ordem. Talvez isto sirva para explicar como aceitam divulgar estas cretinices sem pensar por um segundo nas consequências do que afirmam.

Preservar as nascentes e a qualidade da água nos rios e lagos é outra coisa que nada tem a ver com a quantidade de consumo. Pelo contrário, a não ser por regiões desérticas ou semi-desérticas, onde a extração exagerada pode sobrepujar a alimentação do lençol freático (tal como acontece no oeste norte-americano), um aumento do consumo tende a renovar as reservas aquíferas, o que é bastante salutar.

Campanhas de economia de água não são medidas ecológicas, mas sim políticas, de linha socialista. Acontece que o modelo socialista de fornecimento de água é e sempre foi um desastre, em todos os países em que foi aplicado. Na região Norte do Brasil, uma parte expressiva da população carece de água potável, e isto à beira dos maiores rios do mundo! O estado que gasta dinheiro para convocar a população a economizar água é ele próprio o maior causador de desperdícios, quando se sabe que as diversas redes de distribuição no Brasil mais parecem queijos suíços.

Libere-se o fornecimento de água para investidores privados em regime de livre-mercado, e veremos que, não importa qual o método de captação, podendo até mesmo provir de usinas de dessalinização, ela estará nas torneiras de quem se disponha a pagar o preço pelo seu beneficiamento. O resto é politiquice.

No século XXI, os absurdos que a mídia vem repetindo dia e noite, como este que segue neste artigo, vão preparando o estado de idiotia generalizada que servirá de substrato para a consolidação de leis segundo o ideário delineado pela Nova Ordem Mundial, tal como previu Aldous Huxley, em sua profética obra "Admirável Mundo Novo". É neste contexto, e sem que ninguém se dê conta, que o dia 22 de março, o "Dia Nacional da Água", consagra-se como a data comemorativa da nova religião oficial do país, o panteísmo.


17/03/2011 00:00  por  Fernando Ulrich \  economia

A sucessão de catástrofes que assola o Japão, com possíveis repercussões em diversas partes do mundo, comprova a total impotência do Banco Central do Japão diante desta nova crise. Na verdade, evidencia a impotência de qualquer Banco Central e da errônea teoria econômica que justificam a existência destas instituições e de suas infrutíferas políticas.

A destruição de capital causada pelo Tsunami é impressionante e perfeitamente visível. Casas, edificações, fábricas, portos, supermercados, lojas, escritórios, enfim, bairros e comunidades foram completamente destruídos.

A solução dos macro-economistas de plantão e do BoJ? Injetar liquidez. Ou seja, imprimir dinheiro.

Aumentar a oferta monetária não reerguerá fábricas que foram ao chão. Mais dinheiro nas mãos dos cidadãos japoneses não inundará as prateleiras dos supermercados com pão, leite, carne, arroz e outros produtos básicos.

Jorrar liquidez no mercado tampouco irá recompor a capacidade de geração de energia do Japão, talvez o setor mais atingido pela tragédia.

É digno de menção, portanto, que até mesmo a mídia convencional tenha noticiado que, a única coisa que o BoJ pode fazer é criar liquidez, mas não eletricidade. Justamente o que o Japão mais necessita no momento.

Sim, é uma catástrofe. Mas o Banco Central do Japão pouco pode fazer. Inflar a oferta monetária aumentando preço dos ativos e acabar distorcendo um mercado que precisa desesperadamente se reorganizar é a última coisa que os japoneses precisam neste momento.


16/02/2011 00:00  por  Leandro Roque \  economia

O atual valor do salário mínimo é de R$ 510.  O governo planeja elevá-lo para R$ 545.  Aumento de 6,9%. 

Durante o ano de 2010, a oferta monetária (nesse caso, as cédulas e moedas em poder do público mais os depósitos em conta-corrente) cresceu 18,5%.

Ou seja: o aumento da quantidade de dinheiro na economia foi quase 3 vezes maior que o almejado aumento do salário mínimo.

O que estou querendo dizer com tudo isso?

Antes de mais nada, apenas para deixar claro, é óbvio que não faz absolutamente nenhum sentido econômico o governo sair determinando qual deve ser o valor de qualquer salário.  A mão-de-obra é um bem como qualquer outro; e, assim como qualquer outro bem, seu valor deve ser livremente determinado entre seu ofertante e seu demandante. 

O governo determinar o valor do salário mínimo é absolutamente igual a qualquer outro controle de preços:

1) Se o valor determinado for alto demais, haverá excesso de oferta de mão-de-obra e escassez de demanda — logo, desemprego. 

2) Se for baixo demais, haverá excesso de demanda e escassez de oferta — logo, pleno emprego, só que com um agravante: caso o governo não estivesse determinando um salário mínimo, os salários médios poderiam ser muito maiores.

Dito isso, e tendo deixado claro qual o problema com a política de controle governamental do salário mínimo, podemos agora partir para o principal: no Brasil, não faz sentido econômico criticar o valor do salário mínimo, como o fazem alguns liberais.

Explico.

Todo início de ano, quando o governo anuncia qual será o novo valor do mínimo, entidades e grupos liberais protestam dizendo que o aumento do salário mínimo vai gerar desemprego.  Embora tal afirmação esteja em si baseada em uma teoria econômica sólida, o fato é que tal protesto é completamente fora de foco, pois ignora o principal e se concentra totalmente no secundário.  O problema não é o valor absoluto do salário mínimo, mas sim todos os encargos trabalhistas e sociais que os patrões têm de pagar em conjunto com o salário mínimo.

Deixando de lado a questão da previdência e do aumento nos gastos governamentais que seria provocado pelo aumento do mínimo (tais efeitos não impactam diretamente no que quero dizer aqui), o fato é que, caso os custos empreendedoriais gerados pelo salário mínimo fossem apenas o valor do próprio salário mínimo, então o atual valor seria inócuo.  Falando mais claro: se toda a despesa gerada por um empregado para o seu patrão fosse o salário mínimo, então um mínimo de R$ 545 seria totalmente inócuo do ponto de vista de se "elevar o desemprego".

Afinal, como dito, tal aumento no mínimo é 3 vezes menor do que o aumento ocorrido na quantidade de dinheiro na economia.

Quando os liberais atacam o valor do mínimo, eles não apenas fazem um gol contra, como também dão munição aos seus detratores, e com razão.  Afinal, R$ 545, hoje em dia, após toda a destruição da moeda que vem sendo feita pelo Banco Central, não representam empecilho algum para contratações.

O que realmente emperra as contratações, o que os liberais realmente deveriam atacar, ao invés do valor absoluto do mínimo, são as regulamentações impostas ao mercado de trabalho, como os encargos sociais (INSS, FGTS normal, FGTS/Rescisão, PIS/PASEP, salário-educação, Sistema S) e trabalhistas (13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado e feriado, rescisão contratual, vale transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios).

Este site mostra que, dependendo do caso, os encargos sociais e trabalhistas podem chegar a quase 102% do salário, o que faz com que um salário de R$ 545 gere um custo final total de R$ 1.101 para o empregador.

Assim, imagine uma pequena empresa com 8 funcionários (um lava-jato, por exemplo) que recebem salário mínimo.  Caso o salário representasse a despesa total com mão-de-obra, então um aumento de R$ 510 para R$ 545 geraria um aumento de custo de 280 (35 x 8) reais a mais para o patrão.  Porém, quando se inclui os encargos sociais e trabalhistas, tal aumento de custo passa a ser de 566 reais — ou seja, um valor maior que o salário mínimo, o que significa que o patrão poderia utilizar esse dinheiro perdido para criar mais um emprego e aumentar a eficiência do seu lava-jato.

São os encargos que elevam o custo total da mão-de-obra, e são eles que, em última instância, jogam praticamente metade da mão-de-obra na informalidade.  Criticar o valor de R$ 545, mas sequer mencionar as aberrações acima, mostra desconhecimento da realidade brasileira, além de afastar muita gente da causa liberal — afinal, quem realmente vai levar a sério a afirmação de que R$ 545 por mês vai gerar desemprego em massa?

Caso não houvesse encargos trabalhistas e sociais — dinheiro esse que o governo absorve e destroi —, o salário médio de todos os brasileiros seria logicamente maior.

____________________________________________________

P.S.: por favor, não tentem interpretar desse texto mais do que eu disse acima.  Em momento algum estou defendendo a existência de salário mínimo; muito menos estou dizendo que o governo está sabendo regulá-lo. Tudo que estou dizendo é que, se é pra atacar a existência de um salário mínimo (e eu acho correto atacar), então que façam a abordagem correta da questão.  O principal problema são os encargos; ataquem isso primeiro.  Depois, só depois, comentem sobre o atual valor do salário mínimo.


05/02/2011 00:00  por  Leandro Roque \  economia

A imprensa está indócil porque Romário, que foi eleito deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro, foi flagrado cabulando uma sessão do Congresso, na última quinta-feira. 

Enquanto os deputados se reuniam para "apresentar 170 projetos de lei, uma emenda constitucional, cinco projetos de resolução e três projetos de lei complementar", o craque apenas se limitou a curtir o sol da Barra da Tijuca jogando futevôlei.  

Ou seja, segundo a imprensa, o país estaria melhor se Romário, ao invés de ficar jogando futevôlei na Barra, gastasse suas preciosas tardes criando projetos de lei para controlar nossas vidas, regular ainda mais a economia, e tomar dinheiro do setor produtivo para redistribuí-lo para Sarneys, Calheiros, e organizações e grupos de interesse com boas conexões políticas.

Em uma sociedade livre, medidas como essas que ocorrem diariamente no Congresso seriam vistas como o que realmente são: assaltos, um crime digno de cadeia para seus efetuadores; na democracia, no entanto, elas repentinamente adquirem um status de alto gabarito moral.  Hans-Hermann Hoppe, em seu livro sobre a democracia, explicou detalhadamente como o sistema democrático gera uma crescente degeneração moral, inversão de valores éticos, declínio cultural e desintegração social.  No caso em questão, um sujeito que escolhe não participar do processo de pilhagem passa a ser visto como criminoso e arrogante, ao passo que os verdadeiros criminosos e arrogantes, que saqueiam o setor produtivo para proveito próprio e de seus cupinchas, são vistos como pessoas trabalhadoras e preocupadas com o tal do "bem comum".

Romário, ao agir assim, faz um bem ao país e à sua biografia: desmoraliza esse sistema pernicioso que é a democracia e, de quebra, se recusa a participar do processo de pilhagem de nossas riquezas e de redução de nossas liberdades civis e econômicas.

A se lamentar apenas o fato de que as outras excelências não compartilham do mesmo hobby do baixinho.  Afinal, como o Brasil estaria melhor: com Sarney passando suas tardes no Senado ou com Sarney passando suas tardes fazendo embaixadinhas na praia, tabelando de cabeça com Edison Lobão e Eduardo Cunha?





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