28/11/2013 00:00  por  Paulo Kogos \  direito

Ultimamente tenho tido preguiça de debater com estatistas. Parece que eles são imunes à lógica. No vídeo "Interview with a Zombie", Thomas Woods mostra como as pessoas doutrinadas a defender o status quo simplesmente desconsideram a lógica argumentativa. Repetem aquilo que aprendem na escola e na mídia sem a mínima reflexão crítica, tal qual um zumbi, mas pior. Pelo menos o zumbi valoriza cérebros, a ponto de querer comê-los. As pessoas hoje valorizam certificados. Um diploma do MEC vale mais para elas do que uma bela linha de raciocínio.

Atualmente, o conhecimento é encarado como algo que deve ser despejado sobre as crianças em centros de doutrinação chamados escolas e não como fruto de uma busca pessoal e voluntária de todos os momentos. É visto como um processo de condicionamento por repetição, decoreba mesmo, e não de reflexão e meditação. Sua transmissão é atravancada por manuais, legislações e caprichos pedagógicos que causam esclerose naquilo que deveria ser uma rede fluida de saberes. E este falso conhecimento que as pessoas adquirem não liberta, apenas aprisiona. Não é usado com amor para o bem da humanidade. É usado para praticar ou legitimar o mal. Para travestir de eufemismos as piores agressões contra inocentes.

É com base neste falso conhecimento que tanta gente defende a necessidade do imposto, que nada mais é do que um assalto à mão armada sistemático e em larga escala contra populações inteiras. Mais grave do que dizer que tal barbárie é necessária é tentar provar que não se trata de roubo.

É isso que Diogo Coelho tenta fazer no seu lamentável artigo "Imposto não é Roubo". Como eu disse, ando com preguiça de debater com estatistas, mas não posso deixar sem resposta essa desprezível apologia ao crime. Farei uma refutação detalhada. Os trechos do artigo de Diogo seguem em vermelho socialista, como não podia deixar de ser. Minhas respostas seguem em anárquico preto.


09/10/2013 00:00  por  Fernando Chiocca \  política

 

"Sim, privatizar é importante. Mas o estado possui papel fundamental na prestação de serviços essenciais, como água, esgoto, coleta de lixo e polícia."

Este é o pensamento padrão daquela fatia de pessoas que não se encontra completamente idiotizada pela ideologia marxista e que ao menos admite a importância das privatizações.

"Com certeza deve-se privatizar a Telebrás e a Eletropaulo, e quem sabe até a Petrobrás e os Correios. Mas a Sabesp e a Polícia, jamais. O que seria dos pobres?!"

Ou então diria o mais científico:

"Alguns destes serviços são monopólios naturais, logo, o estado deve assumir o monopólio de fornecimento de alguns deles."

Ao mesmo tempo em que estes abnegados defensores dos pobres — genuínos arautos de uma pseudociência econômica — continuam afeitos a estas ideias, os pobres vão se virando, vão superando as boas intenções alheias e as falácias econômicas estabelecidas, e vão conseguindo algumas coisas.

Apesar dos altos impostos, das regulamentações, da burocracia e das barreiras contra importações, não existem no Brasil empresas estatais monopolistas fabricantes de TV's, geladeiras, micro-ondas, celulares, carros, móveis e imóveis.  Por outro lado, serviços como esgoto, polícia, água e coleta de lixo são prestados por estatais monopolistas protegidas contra qualquer concorrência. (No caso do lixo, o serviço é geralmente feito por empresas privadas, que obtêm uma concessão monopolista dos governos locais).

E então vem a pergunta: entre estes dois arranjos, qual é aquele ao qual os pobres conseguem ter acesso? A reportagem da Folha de São Paulo do último sábado nos responde.


07/06/2013 00:00  por  Filipe Celeti \  política

Praticamente todos os grandes municípios vivem sérios problemas de transporte público. A cidade de São Paulo, em especial, tem vivido sérios problemas. No ano de 2011 a passagem dos ônibus atingiu o valor de R$ 3, tornando-se a mais cara do país. Estudantes, principalmente, tem se mobilizado em passeatas e manifestações contra o alto preço cobrado. Apesar das claras disparidades entre o valor cobrado, o número de usuários e a qualidade do serviço, as manifestações não apontam uma solução para o problema.

É certo que ao analisar o problema do transporte público pode-se perceber que a culpa é da gestão pública dos transportes. Entretanto, os governantes não erram apenas por tabelar o alto preço, em acordo com as empresas de transporte. Há diversas outras falhas no sistema de transportes públicos. Para evidenciá-las usarei o que conheço, enquanto morador, da cidade de São Paulo.



06/05/2013 00:00  por  Roberto Rachewsky \  economia

Quero, quero muito, quero tanto que pago mais.
Toma o que para ti vale mais, me dá o que para ti vale menos.
Sou tão ganancioso, que te dou o que mais prezas, para ter de ti o que mais desejo.
O meu valor maior não é o que eu possuo, mas o que possuirei quando entregar para ti, o que para ti é o que tem mais valor do que tudo.
Desejos, ganâncias, valores, trocas, felicidades.
Livres mercadores, atrás de um valor maior para si, criam um valor maior para todos.


E por que tanta ganância para acabar com a ganância?

Mas o que é a ganância se não a simples vontade de se obter o que entendemos ser desejável para satisfazer a nossa vontade de experimentar ou possuir algo?

Todos queremos experimentar sensações, consumir ou possuir coisas, úteis ou fúteis, acumular para uso presente ou futuro. É da nossa natureza.

O exercício da ganância, em uma sociedade capitalista, nos leva a empreender, criar, produzir, construir para trocar pelo que se deseja, pelo que não se possui ainda, pelo que não se possui em quantidade suficiente para a nossa satisfação.



16/04/2013 00:00  por  Fernando Chiocca \  economia

O atual estágio do ensino de economia e ciências sociais no Brasil é desolador.  O keynesianismo e o marxismo são dominantes.  Nas ciências sociais, abilolados conceitos marxistas, como o "valor-trabalho" e a "mais-valia" — e a inevitável "teoria de exploração", que é derivada destes dois primeiros — permeiam todas as disciplinas, as quais condenam o livre mercado de trocas voluntárias e fazem apologia ao estado, que é visto como uma instituição benevolente e essencial para reparar injustiças sociais. 

Na economia, todos os dias, milhares de alunos vão para as salas de aulas perder preciosas horas de sua vida ouvindo "professores" keynesianos ensinarem teorias que não fazem o mínimo sentido, e que mais se parecem com propagandas soviéticas que exortam o dirigismo estatal da economia.  Todas essas teorias já totalmente refutadas pelos economistas da Escola Austríaca de Economia. 

A maioria dos alunos aceita passivamente estes "ensinamentos" e conclui suas formações sabendo literalmente menos do que sabiam quando ingressaram no curso, já que as teorias aprendidas desvirtuam — e esse é justamente o objetivo — até mesmo o bom senso mínimo necessário para rejeitar todo o besteirol acadêmico.

Mas alguns alunos percebem que há algo de muito errado em tudo isso, e correm atrás de respostas que sejam ao menos condizentes com a lógica. Muitos desses alunos acabam encontrando a Escola Austríaca por meio de sites como o do Mises Brasil e outros. 

Um fenômeno interessante é que estes estudantes organizam por conta própria palestras sobre a Escola Austríaca em suas faculdades, e o Mises Brasil já está tendo dificuldades em atender a todos os pedidos que recebe para enviar membros e acadêmicos ligados ao Instituto para palestrar.  Embora o conteúdo disponível seja o suficiente para uma sólida formação autodidata — agora complementada pelos cursos on-line —, há uma carência por uma forma sistemática de estudo.

estudantes_liberdade.jpegNa completa ausência de um curso superior austríaco, o Mises Brasil, em conjunto com o Estudantes Pela Liberdade, está agora oferecendo uma parceria a esses bravos alunos que não estão apenas atrás de um diploma, pois também querem realmente aprender.  Grupos de estudos de Escola Austríaca que se formarem com um mínimo de membros e planejamento, receberão guias, apostilas e livros. Para dar início à parceria após a formação de um grupo, preencha as informações abaixo.



07/02/2013 00:00  por  Leandro Roque \  economia

Primeiro passo: mantenha no Ministério da Fazenda um indivíduo que não sabe a diferença entre câmbio fixo e câmbio flutuante, que acha que a "carestia" se combate manipulando alíquotas de imposto, e que passou toda a sua vida pública defendendo explicitamente a ideia de que "mais inflação gera mais crescimento". 

Segundo passo: dê a este cidadão o controle total da economia, transformando-o em um genuíno czar.

Terceiro passo: coloque na presidência do Banco Central um sujeito completamente submisso, inócuo e apagado, sem nenhum histórico fora da burocracia estatal, sem voz própria e sem nenhuma presença impositiva.  Para garantir que este cidadão não passará aos mercados a "perigosa impressão" de ser um sujeito vigoroso e durão no trato dos juros, escolha um indivíduos de aparência cômica, de rosto rotundo e com uma vultosa protuberância ventral (não, isso não é um ad hominem; pode parecer besteira, mas em um ramo que denota extrema autoridade, como o de estar no controle da moeda do país, a aparência e a postura são fundamentais para se transmitir confiança.  Compare o grandalhão e charuteiro Paul Volcker, de voz firme e gestos decididos, ao delicado e vacilante Ben Bernanke, de voz macia e gestos hesitantes, e veja a diferença entre o respeito que cada um deles impõe.  Ou compare Henrique Meirelles e Gustavo Franco a Alexandre Tombini). 

Quarto passo: ordene a este desmoralizado cidadão que ele seja totalmente submisso às ordens expedidas pelo bufão que ocupa o Ministério da Fazenda, desta forma transformando aquele ministro no real presidente do Banco Central, e o presidente do Banco Central em uma mera marionete que está ali apenas para passar a impressão de que o Banco Central possui alguma independência.



30/01/2013 00:00  por  Roberto Rachewsky \  filosofia

O vício de nos evadirmos da realidade cobra sempre seu preço. 

Muitas vezes, impõe perdas incalculáveis, como ocorreu agora, em Santa Maria, com mais uma tragédia causada pela desídia.

Uma lição deve ser aprendida de uma vez por todas:

O estado não pode ser o fiscal da segurança. Nem das pessoas, nem das propriedades, pois nunca perde nada em caso de sinistro.

Apenas seguradoras privadas poderiam atestar se um determinado local tem a devida e esperada segurança para o público que a frequenta.

Não podemos nos guiar apenas pela sensação de segurança porque um determinado estabelecimento cumpriu com a burocracia estatal para funcionar.



23/01/2013 00:00  por  Paulo Kogos \  economia

Na Idade Média ocidental, era comum que jovens nobres treinassem para o combate militar.  O sonho de muitos deles era se tornar um cavaleiro.  Mas antes que estivessem aptos para combater outro homem, capaz de revidar, estes aspirantes treinavam contra espantalhos. Disparavam suas flechas, investiam suas lanças e brandiam suas espadas contra um homem de palha, que não se movia nem retaliava. Era uma etapa inicial do treinamento daqueles combatentes sem aptidão para um enfrentamento real.

No campo do embate de ideias, onde armas e exércitos são substituídos por palavras e argumentos, os combatentes sem aptidão para um enfrentamento real também preferem atacar espantalhos a atacar oponentes reais.  Mas o motivo aqui não é treinamento e sim uma desesperada tentativa de vencer através de um tipo de artifício trapaceiro, uma desonestidade intelectual.  Consiste em distorcer o argumento, as ideias e até mesmo o "ethos" do oponente de forma falaciosa, construindo assim um falso alvo muito mais fácil de atacar que o alvo verdadeiro. O nome desta técnica é 'falácia do espantalho'. 



08/12/2012 00:00  por  Helio Beltrão \  economia

A matéria de capa da Carta Capital — a Velha Cara da Nova Direita — é ilustrativa do desespero dos estatistas que gravitam em torno do governo bem como de seus satélites intelectuais.

Não me recordo de outro exemplo tão patente de péssimo jornalismo, da linha que distorce, que manipula, que mente, que desinforma.  Por que os estatistas estão usando expedientes maliciosos e até contraproducentes?

Pressuponho que o vertiginoso crescimento do movimento libertário esteja incomodando e que tenha sido tardiamente percebido como ameaça.  Os líderes da mentalidade estatista devem ter se dado conta de que o movimento libertário possui características similares às que a chamada "esquerda" detinha ao decolar há duas gerações.

O movimento libertário é formado por jovens universitários, de todas as classes sociais, dotados de um conhecimento notável.  São jovens com iniciativa e que, de forma espontânea e descentralizada, estão fundando institutos, partidos, e uma rede comprometida com a liberdade.  Dado o alcance nacional e a abrangência sócio-econômica e cultural, já surgem alguns líderes com capacidade política, outros com destaque jornalístico, e também escritores.  O ativismo nas redes sociais é a herança atávica do finado movimento esquerdista que mais deve assustar os estatistas.


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30/11/2012 00:00  por  Leandro Roque \  economia

Não são poucas as pessoas que nos escrevem pedindo comentários e explicações sobre a supostamente baixa taxa de desemprego no Brasil.  De fato, um estrangeiro mais desinformado que olhe para os números brasileiros irá se sentir tentado a arrumar suas malas, vender sua casa europeia e vir voando com toda a família para o Brasil.

Quando me perguntam minha opinião sobre a taxa de desemprego no Brasil, apenas respondo: qual taxa?  A do IBGE ou a do DIEESE?  A do DIEESE é simplesmente o dobro da do IBGE.  Enquanto o IBGE fala que a taxa de desemprego de outubro foi de 5,3%, o DIEESE afirma que foi de 10,5%.  Dois indicadores iguais, uma margem de erro de incríveis 100%.  E as implicações disso são enormes.  Ao passo que uma taxa de desemprego de 5,3% é menor que a de todos os países europeus (exceto Suíça e Áustria), norte-americanos, asiáticos e da Oceania, uma taxa de 10,5% só é inferior à francesa, portuguesa, irlandesa, grega e espanhola.  Ou seja: o mesmo país, o mesmo indicador, duas realidades totalmente opostas.

Desde que comecei a prestar mais atenção no assunto — e, principalmente, desde que me inteirei melhor da metodologia —, perdi completamente o interesse pelo indicador.  Ele não indica nada.  A metodologia do IBGE é totalmente ridícula.



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