
"As classes e as raças, fracas demais para conduzir as novas condições da vida, devem deixar de existir. Elas devem perecer no holocausto revolucionário" (Karl Marx / Gazeta Renana - 1849)
Detalhe, A Gazeta de Renana era um jornal particular dele.
Engels ainda completou ao afirmar que alguns povos eram "lixo racial", os extermínio dessas etnias era necessário já que se tratava de culturas que estavam dois estágios atrás na luta histórica, o que tornava impossível trazê-los ao nível de revolucionários; bascos, bretões, escoceses e sérvios. Além disso, tanto Marx quanto Engels, odiavam eslavos, viam como povos imundos e, talvez pela herança germânica, nutriam uma tenra oposição a Polônia. Responder
Este é um texto que eu estou sempre lendo pois é muito importante se ter em mente qual é a base intelectual que rege a nossa sociedade.\r \r Hoje e há muito tempo nas universidades, colégios, meios de comunicação, partidos políticos e na produção de leis o fundamento que as sustenta é o socialismo.\r \r Deve ser frisado que o socialismo a que me refiro é o controle de todos os aspectos da vida humana pelo estado, como descrito no texto. Em suma, é a supremacia ABSOLUTA do governo sobre o indíviduo. \r \r Embora não estejamos sendos presos, torturados e mortos pelos socialistas, como aconteceu na União Soviética e na Alemanha Nazista, eles tem a completa hegemonia cultural em nossa sociedade.\r \r Frise-se que NÃO EXISTE NENHUMA CONDENAÇÃO PÚBLICA E INTELECTUAL AO SOCIALISMO.\r \r A queda do muro de Berlim apenas pulverizou e mudou a estratégia de tomada de poder pelos socialistas.\r \r O fim da guerra fria foi benéfico ao socialismo.\r \r O capitalismo e seus valores foram rejeitados por amplos setores da sociedade que não acredita na iniciativa privada e na liberdade individual.\r \r Os socialistas operam no centro de poder dos principais países do mundo, sem qualquer contestação ou critíca.\r \r Eleve-se que não existe nenhum partido político no Brasil que defenda liberalismo clássico há várias décadas.\r \r As poucas pessoas que acumulam capital e trabalham honestamente são mal vistas e tidas como otárias.\r \r Todas as pessoas que tem projeção social, política e econômica hoje conseguem tal feito por serem militantes partidários, possuirem vínculos com o estado ou ambos.\r \r Não obstante a força dos argumentos do texto e das idéias do IMB, ninguém, no mundo cultural, equipara o nazismo ao socialismo. \r \r O texto ora comentado é um alerta constante de que nossa liberdade corre muito mais riscos do que nossa razão alcança.\r \r Acredito que a liberdade ira prevalecer, mas até que isto aconteça o risco de nossa felicidade ser destruída é real.\r \r Abraços\r \r \r \r
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Ninguém equipara socialismo/comunismo a nazismo porque isso é um erro conceitual grave. Ainda que não possa ser atribuído a Mises (que sabia o que estava dizendo, pois na situação histórica em que vivia a União Soviética era sinônimo de socialismo) muitos ainda o utilizam para justificar essa sandice.
O conceito apropriado é stalinismo, que foi um governo totalitário assim como o nazismo. Quem, depois de Mises e Hayek, tenta relacionar TODAS as idéias de Marx ao que ocorreu na União Soviética ou é burro ou age de má-fé (ou os dois). Hannah Arendt, insuspeita crítica desses regimes, explica direitinho pra quem não quer entender.
Aos mais afeitos à fonte primeva, é aó abrir a "Ideologia Alemã" e ler com calma. Responder
Prezado Arthur \r \r Dois fatos que contradizem seu comentário:\r \r A palavra SOCIALISTA consta no nome do partido do Hitler.\r \r Mussolini era um grande fã de Karl Marx.\r \r Com certeza existem outros que eu não me lembro no momento.\r \r Abraços\r \r
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Realmente um grande absurdo alguém chamar o Nacional Socialismo de Socialismo!
Ainda bem que o Arthur apareceu aqui para corrigir o burro do George Reisman... Que absurdo. Responder
Em que ideário fascita reacionário uma pessoa como este autor alguns comentáristas daqui devem viver enclausurados para pensar que o nazismo é socialista?? Apenas por carregar em seu nome a etiqueta semiótica socialismo, já quer dizer que o nazismo era socialista? Quais cérebros são tão ingênuos a este ponto? Numa entrevista conduzida por George Sylvester Viereck, publicada no jornal Liberty, de 9 de julho de 1932, o próprio Hitler faz calar estes doidos varridos.
"Por que o senhor se diz um nacional-socialista, já que o programa do seu partido é a própria antítese do que geralmente se acredita ser o socialismo?
O socialismo - replicou ele agressivo, deixando de lado a xícara de chá - é a ciência de lidar com o bem-estar geral. O comunismo não é o socialismo. O marxismo não é o socialismo. Os marxistas roubaram o termo e confundiram seu significado. Vou tirar o socialismo dos socialistas. O socialismo é uma antiga instituição ariana e alemã. Nossos ancestrais alemães tinham algumas terras em comum. Cultivavam a idéia do bem-estar geral. O marxismo não tem direito de se disfarçar de socialismo. O socialismo, diferentemente do marxismo, não repudia a propriedade privada. Diferentemente do marxismo, ele não envolve a negação da personalidade e é patriótico. Poderíamos ter chamado nosso partido de Partido Liberal. Preferimos chamá-lo de Nacional-Socialista. Não somos internacionalistas. Nosso socialismo é nacional. Exigimos o atendimento das justas reivindicações das classes produtivas pelo Estado com base na solidariedade racial. Para nós, o Estado e a raça são um só." Responder
Anônimo, seu comentário foi um dos melhores da história deste site. Não me lembro de nenhum outro que tenha se contraditado de forma tão espetacular e involuntariamente cômica.
Forte abraço e volte mais vezes.
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Arthur, Que tal tentar rebater os argumentos do texto, ou se quiser rebater alguma fonte "primeva" que tal tentar mostrar a diferença entre socialismo e o programa abaixo: We ask that the government undertake the obligation above all of providing citizens with adequate opportunity for employment and earning a living. The activities of the individual must not be allowed to clash with the interests of the community, but must take place within its confines and be for the good of all. Therefore, we demand: . an end to the power of the financial interests. We demand profit sharing in big business. We demand a broad extension of care for the aged. We demand . the greatest possible consideration of small business in the purchases of national, state, and municipal governments. In order to make possible to every capable and industrious [citizen] the attainment of higher education and thus the achievement of a post of leadership, the government must provide an all-around enlargement of our entire system of public education . We demand the education at government expense of gifted children of poor parents . The government must undertake the improvement of public health - by protecting mother and child, by prohibiting child labor . by the greatest possible support for all clubs concerned with the physical education of youth. We combat the . materialistic spirit within and without us, and are convinced that a permanent recovery of our people can only proceed from within on the foundation of the common good before the individual good. - From the political program of the Nazi Party, adopted in Munich, February 24, 1920 Responder
De um artigo de hoje do mises.org, citando Joseph Goebbels:
Our movement took a grip on cowardly Marxism and from it extracted the meaning of socialism. It also took from the cowardly middle-class parties their nationalism. Throwing both into the cauldron of our way of life there emerged, as clear as a crystal, the synthesis - German National Socialism.
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A palavra socialista constava no partido de Hitler e ele perseguia avidamente socialistas/comunistas na Alemanha. Hum, interessante.
Mesmo após o Pacto Molotov, Hitler invandiu a União Soviética. Nossa, quanta identidade ideológica.
Isso ainda na esfera de URSS = socialismo/comunismo.
E vejam, como notei, rebato a associação que fazem de Marx a esse programa. É só ler isso aqui:
"A democracia é o enigma resolvido de toda constituição. Nela encontramos a constituição fundada em sua verdadeira base: seres humanos reais e o povo real; não meramente, implicitamente e em essência, mas em existência e em realidade. A constituição é assim postulada como criação própria do povo. A constituição é, em aparência, o que é em realidade: a criação livre do homem (Marx, 1992a [1843], p. 87)".
"Apenas o sentimento próprio dos homens, sua liberdade, pode fazer a sociedade novamente um dia tornar-se uma comunidade na qual os homens possam realizar seus objetivos mais elevados, uma polis democrática (Marx, 1992b [1843], p. 201)".
MARX, Karl. 1992a [1843]. Critique of Hegel’s doctrine of the State, in Karl Marx: Early writings. Traduzido por Rodney Livingstone. Londres, Penguin Books.
_________. 1992b [1843], Letters from the Franco-German yearbooks, in Karl Marx: Early writings. Traduzido por Rodney Livingstone. Londres, Penguin Books.
Há inclusive uma anedota que dá conta de que o próprio Marx teria dito que não era marxista. Em termos simples, o que vocês chamam de socialismo é meramente bolchevismo/stalinismo, ou seja, aberrações teóricas e práticas criadas por Lênin e Stálin com a devida má influência de Engels. Os erros teóricos e analíticos de Marx são outros, não obstante o próprio Marx abominar o estatismo.
Enfim, acredito fortemente que vocês deveriam abandonar essa sanha anti-Marx - nesse aspecto - pois é uma associação infrutífera e claramente errada. Esse último fato não ajuda na propagação das idéias libertárias que vocês defendem.
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A palavra socialista constava no partido de Hitler e ele perseguia avidamente socialistas/comunistas na Alemanha. Hum, interessante.
Sim, a palavra socialismo estava no partido de Hitles. Nazismo significa Nacional Socialismo, não sabia não? E não só a palavra constava no mome, como a ideologia socialista estava estampada no programa e o governo executou inúmeras medidas socialistas. E nada de interessantes no fato dele perseguir outras facções socialistas. O objetivo dos partidos socialistas não é o socialismo em si, mas que sejam eles prórpios quem implementem o socialismo, pois eles querem o poder para eles, não para outros. Responder
Tradução: socialismo não tem nada a ver com marxismo...
Assim é fácil: coloca-se uma ideia em prática. Quando ela previsivelmente fracassa, recorre-se ao tipicamente surrado argumento de que, na realidade, a prática não tinha nada a ver com a ideia que a originou.
De fato, é impossível perder qualquer debate agindo assim.
Sobre Marx "abominar o estatismo", vale uma observação que eu já escrevi aqui repetidas vezes; logo, vou só colar:
A teoria defendida por Marx era sem pé nem cabeça. Ele dizia que, para abolir o estado, era necessário antes maximizá-lo. A ideia era que, quando tudo fosse do estado, não haveria mais um estado como entidade distinta da sociedade; se tudo se tornasse propriedade do estado, então não haveria mais um estado propriamente dito, pois sociedade e estado teriam virado a mesma coisa, uma só entidade - e, assim, todos estariam livres do estado.
Um raciocínio maravilhoso! Ou seja: se algum indivíduo dominar completamente tudo o que pertence a você, dominando inclusive seu corpo e seus pensamentos, então você estará completamente livre, pois não mais terá qualquer noção de liberdade - afinal, é exatamente a ausência de qualquer noção de liberdade que o fará se sentir livre.
Essa era a tese de Marx. Responder
Saudações, prezado Leandro, muitas vezes vejo o rebanho sendo tocado, e com a imprenssa cooptada,lembro de algo que li em 1994, mas com muito sentido nos dias de hoje.
"É perfeitamente possível para um homem estar fora da prisão e, entretanto, não ser livre – encontrar-se sob constrição física nenhuma e, todavia ser um cativo psicológico, compelido a sentir, pensar e agir como os agentes do estado nacional, ou algum outro interesse privado dentro da nação, queira que sinta, pense ou aja. Nunca haverá um hábeas mentem; porque nenhum xerife ou carcereiro pode trazer a Juízo uma mente ilegalmente aprisionada, e ninguém cuja mente tenha sido aprisionada estaria em condições de queixar-se do seu cativeiro. A natureza da compulsão psicológica é tal, que aqueles que agem sob constrição continuam com a impressão que estão agindo por sua própria iniciativa. A vítima da manipulação mental não sabe que é uma vítima. Para ela, as paredes de sua prisão são invisíveis, e acredita ser livre; só para os outros é claro que já não é livre. Sua servidão é estritamente objetiva". Responder
Como eu disse, aos estatitas contrapõem-se os libertários.\r \r Qualquer outra distinção é inútil e, na imensa maioria das vezes, meramente estética.\r \r Por exemplo: o nazismo alemão era tricolor. O comunismo soviético era vermelho.\r \r Outro exemplo: o líder comunista chinês era Mao e não tinha barba. O cubano é Fidel e, além da barba, fuma charuto.\r
Responder
Prezado Arthur\r \r Você não falou nada sobre o fato de Mussolini ser um grande entusiasta de Karl Marx.\r \r Este foi o outro fato que eu citei num comentário posterior.\r \r Mais uma coisa, combater o marxismo ajuda sim a divulgar as idéias libertárias.\r \r Como os truques dos marxistas são chatos depois que você passa a conhecê-los.\r \r Todos os seus argumentos já foram amplamente refutados por diversos textos do site.\r \r Abraços Responder
"A palavra socialista constava no partido de Hitler e ele perseguia avidamente socialistas/comunistas na Alemanha. Hum, interessante."
Na verdade, nada interessante, apenas inerente ao próprio regime totalitário, não importa qual seja. Stalin TAMBEM PERSEGUIA socialistas e comunistas na Rússia, com a diferença que matou muito mais socialistas/comunistas que Hitler (vários milhões a mais, na verdade).
Conceitualmente, a única diferença entre o fascismo e o nazismo é que o nazismo é racista e o fascismo não (necessariamente). O marxismo é racista, no sentido que culpa os judeus pela criação do capitalismo (ou seja, o marxismo está mais próximo do nazismo que do fascismo). A diferença entre eles é que o marxismo diz que há uma luta de classes, e os fascismos dizem que as classes "tem de se unir".
Em comum? Ódio à liberdade de mercado, de expressão, de religião...
Sinto muito Arthur, argumento non sequitur esse de dizer que Hitler não era socialista porque matava socialistas (Castro e Pol Pot mataram mais socialistas que Geisel!) Responder
Caro Arthur,
parece que o burro é voce. VEJA BEM ISSO, PRESTE ATENÇÃO À SUA ASNEIRA DE DIZER QUE HITLER PERSEGUIU OUTROS PARTIDOS SOCIALISTAS E POR TAL NÃO SERIA SOCIALISTA:
O COMANDO VERMELHO (facção de bandidos que traficam drogas entre outras atividades da bandidagem) perseguiu muitos da facção TERCEIRO COMANDO e da ADA.
Oque voce diria? ...que se o Comando Vermelho entrava em confronto com o Terceiro Comando e com o ADA estaria comprovado que um deles não eram bandidos e sim a policia??? FRANCAMENTE ARTUR!!!
Melhor ainda: CATÓTICOS E PROTESTANTANTES SE PERSEGUIRAM e travaram sangrentos combates..
..CARO BURRO ARTHUR, que diz burros e mal intencionados os criticos do socialismo, oque voce me dirá??? ...que um deles, os católicos ou os evangelicos, são ateus???
Me responda Arthur, CATÓLICOS E PROTESTANTES NÃO SÃO CRISTÃOS??? ...POR SE TEREM COMBATIDO SIGNIFICA QUE ALGUÉM É ATEU ou de outra religião????
FRANCAMENTE!!!!!! ...Que metodo estupido de avaliar questões. Responder
Se o critério para definir o que não é socialismo é haver perseguição ou não do regime de militantes e líderes comunistas/ socialistas, então, nenhum regime do século XX foi socialistas; vide o caso emblemático do assassinato de Trostski por Stalin. A história política do socialismo está cheia de eventos como esse, basta ler a obra magistral do historiador Archie Brown. Também não dá para exigir das obras de Marx uma definição muito aprofundada de um regime socialista, pois esse se preocupou em em teorizar sobre o capitalismo, sendo o socialismo o destino desse último no tal do movimento dialético da história. Portanto, dizer que o que existiu da implementação do socialismo e das ideias de ou inspiradas em Marx como não-socialismo porque não correspondem aquilo que Marx escreveu em algum momento é um duplo erro: 1) de interpretação da obra de Marx, pois não fornece uma teoria do funcionamento do socialismo; 2) do que significou a ideologia socialista/comunista que não é redutível, mas também não é separada de Marx - afinal, o sujeito escreveu o Manifesto do Partido Comunista (rs). Por fim, contemporâneos de Marx e pensadores anteriores à revolução russa, alertaram dos perigos da aplicação dos valores e teses inerentes à teoria de Marx sobre o capitalismo: totalitarismo sintetiza bem esses avisos. O comunismo/socialismo não tem outro caminho político que não este.. cedo ou tarde a aplicação dos horrores do totalitarismo, seja ele inspirado mais ou menos em Marx. Responder
Ótimo texto senão por uma omissão:\r \r Conclua que o socialismo é superior ao nazi-capitalismo, pois o derrotou, na terra no ar e no mar Responder
Felipe
Não cabe o termo Nazi-capitalismo. Capitalismo só será se houver livre-mercado. Pelo texto viu-se que o empresário alemão não tinha liberdade nenhuma. Tua alfinetada não foi feliz. Responder
Interessante, então o que importa é a força militar dos países envolvidos em tais ideologias? Responder
A União Soviética derrotou a Alemanha? Isso é o mesmo que eu me juntar com meia dúzia de amigos pôr o Mike Tyson KO e dizer que derrotei o Tyson. Além da questão militar ser quase irrelevante para definir a superioridade de um sistema, a questão militar foi totalmente distorcida. A URSS derrotou a Alemanha tanto ou menos que os EUA que a Inglaterra a França e que uma dúzia mais de aliados, sozinha no 1 contra 1 não teria tido grandes hipóteses, aliás a URSS perdeu 23 milhões de pessoas com a guerra enquanto a Alemanha só perdeu 7, o que é esclarecedor. Responder
Fernando Chiocca: o "hum, interessante" foi uma ironia. Eu posso colocar o nome do meu partido de "partido libertário do Brasil" e apoiar um golpe militar. Esse argumento não passa em nenhum teste mínimo de lógica. E "medidas socialistas" que vocês chamam são as medidas de planejamento central e estatismo, enquanto um marxista não-leninista e anti-stalinista vai te dizer que os dois são fenômenos de capitalismo de estado. A discussão é muito mais complexa do que simplesmente definição de nomenclatura e, ainda sim, passa inevitavelmente por ela. Dizer que nazismo = socialismo é uma ação muito mais política do que téorica/analítica, e vocês sabem disso.
E Leandro: essa NÃO era a tese de Marx. Isso que você acabou de colocar - desculpe o tom - é uma falsificação grosseira. A tomada do estado em Marx serviria justamente para abolí-lo. Toda a digressão sobre ditadura do proletariado - o ínterim entre a tomada e derrubada - como vocês a conhecem é baboseira de Lênin (novamente, com alguma influência de Engels), não de Marx. No 18 Brumário, Luta de Classes em França e Guerra Civil em França Marx é enfático em dizer que não há nada dentro do Estado que possa realizar o interesse revolucionário. As idéias de maximização do estado, estatização e cerceamento da liberdade NÃO estão em Marx.
E Fernando Chiocca, de novo: se Stiglitz, Krugman e Amartya Sen podem e cometem erros, por que Reisman não cometeria? Que argumento de autoridade é esse? E eu que pensava que fossem os marxistas que adoravam esse culto à imagem intelectual de alguém; quase uma profissão de fé.
E, pra finalizar, adoro citar esse tipo de frase. Então, com o perdão dos colegas pelo já extenso reply, Leandro diz:
"Assim é fácil: coloca-se uma ideia em prática. Quando ela previsivelmente fracassa, recorre-se ao tipicamente surrado argumento de que, na realidade, a prática não tinha nada a ver com a ideia que a originou".
Os libertários não vivem dizendo que se o mercado fracassa é por que ele não era realmente livre como os teóricos (Hayek, Mises, Rothbard etc.) postularam lá na idéia original? Por que a Marx não é concedido esse privilégio? Responder
Prezado Arthur: sim, a teoria de Marx é exatamente essa que eu citei, e não se trata de nenhuma falsificação grosseira de minha parte. Caso queira se dar ao trabalho, mostre que minha interpretação está fragorosamente errada, que me retratarei.
Tampouco neguei que Marx desejava "abolir o estado". Apenas falei que o método dele para lograr tal intento era bastante, hum, peculiar -- para não dizer ilógico.
E isso é uma questão de lógica interpretativa. Não dá pra rebater argumentos racionais apenas fazendo beicinho.
Quanto aos libertários e às "falhas de mercado", a diferença deles para os marxistas e as "falhas do socialismo" é que os libertários utilizam a lógica e a razão para explicar toda e qualquer "falha de mercado", demonstrando com argumentos racionais por que tal fenômeno ocorreu e citando medidas lógicas que evitariam tal ocorrência. O fato de um mercado genuinamente livre não gerar ciclos econômicos, e muito menos recessões, é apenas a conclusão lógica de todo uma teoria solidamente construída.
Já os marxistas recorrem apenas ao romantismo para explicar as falhas do socialismo -- até porque não teriam outra forma de fazê-lo, dado que, como Mises demonstrou em 1920 (sem jamais ter sido refutado), uma economia genuinamente socialista é impossível.
Abraços!
Responder
Aposto que o Arthur tem a fórmula correta de como implementar o socialismo vislumbrado por Marx... è só dar o poder total do estado para ele que ele nós mostra, certo Arthur?
Já nós libertários não queremos o poder do estado para implementar nada. Tudo que queremos é que esse poder de coerção não seja usados contra inocentes. Pode ser? Responder
'Os libertários não vivem dizendo que se o mercado fracassa é por que ele não era realmente livre como os teóricos (Hayek, Mises, Rothbard etc.) postularam lá na idéia original? Por que a Marx não é concedido esse privilégio?'
Os libertários não vivem dizendo isso não, quando acontecem coisas como a crise do subprime, É A ESQUERDA, e não os libertários, que fala que aquilo foi feito pelo mercado.Os libertários falavam que aquilo ia dar merda des do começo. Responder
Nobre Arthur, me responda segundo a sua "lógica" para negar que o nazismo (nacional socialismo) nada tinha com o socialismo porque Hitler e o NSDAP combatiam os partidos concorrentes.
CATÓTICOS E PROTESTANTANTES SE PERSEGUIRAM e travaram sangrentos combates..
..CARO BURRO ARTHUR, que diz burros e mal intencionados os criticos do socialismo, oque voce me dirá??? ...que um deles, os católicos ou os evangelicos, são ateus???
Me responda Arthur, CATÓLICOS E PROTESTANTES NÃO SÃO CRISTÃOS??? ...POR SE TEREM COMBATIDO SIGNIFICA QUE ALGUÉM É ATEU ou de outra religião????
FRANCAMENTE!!!!!! ...Que metodo estupido de avaliar questões
O fato de um supermercado disputar a clientela com outros supermercados significa que ele não é um supermercado?????
Francamente Arthur, vc não entende o que diz, mas em compensação também não entende o que lê. O Nacional socialismo era socialismo porque o partido e as lideranças governamentais preconizavam e executavam o receituario socialista.
Abs Responder
'Os libertários não vivem dizendo que se o mercado fracassa é por que ele não era realmente livre como os teóricos (Hayek, Mises, Rothbard etc.) postularam lá na idéia original? '
E não era mesmo. Só houve uma experiência minarquista na história e ela foi muito bem, obrigado. Responder
Fernando Chiocca: não sou socialista/comunista nem marxista. Sou liberal (rawlsiano) e, portanto, estatista, e minha discussão é mais com Nozick e Hayek do que com Mises e Rothbard.
Por isso, o debate aqui é meramente de interesse acadêmico. Vamos às respostas, e acho que elas servem a todos.
O meu argumento não é a favor de uma economia socialista, como Mises e Hayek a conceberam no debate com os soviéticos. Ficou provado teórica e empiricamente que o planejamento central da economia soviética não funciona. Isso é um dado objetivo.
Questão completamente diferente é se isto está ou não em Marx. Eu digo categoricamente: não está. Já apontei os textos que podem ser consultados caso queiram checar se o que digo são só ilações (Crítica ao programa de Gotha é mais um). Por isso, Leandro, me reservo o direito de não ter que abrir o livro e refutar textualmente o que você diz de Marx aqui. Veja, você não sustenta com qualquer menção a um escrito do alemão as suas afirmações. Você diz:"está É a teoria de Marx!". Muito bem: em qual livro/escrito está? Isso, pra mim, também é "fazer beicinho" rs.
Outro ponto é: mesmo que o comunismo/socialismo de Marx não tenha identidade alguma com o totalitarismo soviético, será que ele daria certo? Esse é um debate longo e, como se vê, se não sou marxista nem marxiano, é porque vejo sérios entraves à consecução das idéias de Marx e já tenho, assim, uma posição. Um desses entraves, para ficar só nesse, é o perfeccionismo moral necessário para a manutenção da ordem social.
Ou seja, a questão não é da ordem econômica, tendo em vista que, a despeito do que pensam alguns libertários, não existe só capitalismo e "socialismo" (planejamento central) como modos de organização da distribuição de bens primários.
Pra mim, é isso que tem que ficar claro. Sem essa distinção, penso que vocês nunca conseguirão sustentar um debate com quem realmente leu Marx (uma falha da maioria dos liberais e libertários que conheço). Se se diz que ele é tão adorado, a ponto de fazerem exegese de sua obra do Brasil, como enfrentar na esfera pública quem supostamente defende suas idéias sem lê-lo?
(Vocês verão que a maioria dos que são caracterizados como marxistas e esquerdistas passam longe daquilo que Marx pensava). Responder
Ok, perdi a aposta. Você não quer implementar o marxismo verdadeiro (seja lá o que você pense que as ideias abiloladas de Marx seriam na prática).
Mas ou os direitos de propriedade dos indivíduos são respeitados (anarco) Capitalismo ou não são Socialismo. Outras nomenclaturas podem entrar entre estes dois extremos, dependendo do grau de socialismo defendido (ou poderíamos chamar do grau inverso de capitalismo defendido)
Gráfico do Grau de Socialismo Versus Tamanho do Estado
Pode procurar que seu rawlsianismo tá aí no meio. Responder
Trabalhadores, unam-se contra os exploradorese eu lhes darei o paraíso na terra. Se não for nesta vida, tenham fé, lhes darei o paraíso na próxima. Marx, o proselitista.
Como alguém que foi despejado inúmeras vezes por não pagar seus aluguéis (mas que tinha recursos para publicar seus jornais panfletários) pode cometer o disparate de escrever sobre Economia. Deveria ter se limitado a escrever um verbete, descartável, sobre inadimplemento. Responder
Assistam nos cinemas "Caminho da Liberdade". Uma rara produção cinematográfica que ilustra bem os horrores dos campos de concentração da URSS e a perseverança de alguns fugitivos em busca da liberdade.
Caminho da Liberdade - Trailer legendado www.youtube.com/watch?v=uQaHmw0IOrM Responder
Olá, pessoal!\r \r Eu assisti hoje à tarde ao brilhante documentário "The Soviet Story" e resolvi postar o link da primeira parte do vídeo (há nove delas) por aqui.\r \r www.youtube.com/watch?v=ewY_k-jFlvk&feature=related\r \r Creio que a equipe do IMB gostará muito da película (caso já não a conheça), bem como todos os libertários que visitam este site.\r \r Sério, é simplesmente aterrorizador... Esses filmes de terror que passam na TV e no cinema nada são perto desse documentário!\r \r Abraços a todos!!! Responder
Nazismo e fascismo NÂO são socialismo. Nesse ponto, concordo com o Olavo de Carvalho: www.olavodecarvalho.org/semana/fascismo.htm Responder
Ora, se você concorda com o Olavo, então você concorda que nazismo e fascismo são socialismo. Veja o que ele diz:
[O liberalismo] já não se incomodava de personificar a "direita" aos olhos das duas concorrentes revolucionárias, rebatizadas "comunismo soviético" e "nazifascismo". Assim começou a luta de morte entre a revolução socialista e a revolução nacionalista, cada uma acusando a outra de cumplicidade com a "reação" liberal.
Ou seja, gêmeos siameses em briga fratricida justamente para ver quem é o mais puro, quem está mais distante do liberalismo. Quanto mais semelhantes são dois movimentos, maior o ódio entre eles, pois cada um quer ter a primazia e o monopólio das virtudes.
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O texto NÃO diz que nazismo e fascismo são socialismo. Diz que existem 3 vertentes diferentes: (1) liberalismo, (2) comunismo/socialismo e (3) nacionalismo/fascismo. Se o fascismo e o socialismo são gêmeos, o liberalismo é o terceiro gêmeo, todos nascidos na Revolução Francesa: é isso que o texto defende. Para mim está tão óbvio o que ele está falando, mas para outros certamente não.... Responder
O Nazismo era sim socialista, não comunista... Tentar criticar o Socialismo e citar o Nazismo é loucura, pois, se avaliarmos o Nazismo em seu puro aspecto econômico ele se mostrou extremamente eficaz até antes da guerra (1933-1939).
O Nazismo era Nacionalista-Socialista, permitia propriedade privada, incentivava a indústria e o capitalismo, mas continha aspectos socialistas apenas no aspecto de adotar medidas sociais como promover escolas e hospitais públicos, facilitar a compra de imóveis com incentivo financeiro do governo, etc...
Goebbels sobre o capitalismo :
"Capitalismo não é uma coisa, mas sim uma relação para com ela. Não são as minas, fábricas, imóveis e terrenos, instalações ferroviárias, dinheiro e ações, as causas de nossa necessidade social, mas sim o abuso destes bens do povo. O capitalismo não é nada mais que a usurpação do capital do povo e, de fato, esta definição não encontra sua definição na limitação da pura economia. Ela tem sua validade ampla em todas as áreas da vida pública. Ela representa um princípio. Capitalismo é, sobretudo, o uso abusivo dos bens comuns, e a pessoa, que comete este abuso, é um capitalista.
Uma mina existe para fornecer carvão ao povo, para que ele tenha luz e calor. Fábricas, casas, propriedades e terrenos, dinheiro e ações, existem para estar a serviço do povo, e não para tornar escravo um povo. A posse destes bens não proporciona somente direitos, mas deveres. Propriedade significa responsabilidade, e não apenas com seu próprio bolso, mas perante o povo e seu bem-estar. No início, as minas estavam lá para servir à produção, e a produção existe para servir ao povo. Não foi o dinheiro que descobriu as pessoas, mas sim as pessoas que inventaram o dinheiro, e para que ele lhes sirva, e não para que as subjugue."
(Joseph Goebbels, O ataque – Extratos da época de luta, 1935, p. 188-190)
Hitler sobre o comunismo:
"Não posso transigir com uma concepção de mundo [o bolchevismo] que, em toda parte onde alcança o poder, trata logo de libertar, não os trabalhadores, mas a escória da humanidade, o elemento anti-social concentrado nas prisões - e soltar estas bestas selvagens no mundo impotente e aterrado que os rodeia..."
"O bolchevismo converte campos florescentes em sinistros montões de ruínas; o nacional-socialismo transforma um regime de miséria e destruição num Estado sadio, de próspera vida econômica..."
"Não me é necessário fortalecer com triunfos militares a reputação do movimento nacional-socialista, nem tampouco o exército alemão. Quem, como nós, empreendeu tão ingentes tarefas econômicas e culturais e está determinado a levá-las avante, pode encontrar a mais alta glória apenas na paz... Mas o bolchevismo que, segundo soubemos faz apenas alguns meses, pretendia aparelhar seu exército de tal maneira que pudesse com violência, se necessário, abrir as portas da revolução entre outros povos - saiba esse bolchevismo que, às portas da Alemanha, encontrará o novo exército alemão... Tenho a convicção de que, como nacional-socialista, sou aos olhos dos burgueses democratas nada mais que um homem selvagem. Embora selvagem, julgo-me melhor europeu e, em qualquer hipótese, mais sensato do que eles. É com grave ansiedade que pressinto na Europa a possibilidade de um desenvolvimento como o seguinte: as democracias talvez continuem a desintegrar os Estados europeus, tornando-os internamente mais inseguros na avaliação dos perigos que os ameaçam e, acima de tudo, mutilando todo o poder de resistência decidida. A democracia é o canal por onde o bolchevismo conduz o veneno para os países desunidos, deixando-o agir tempo suficiente para que as infecções produzam o definhamento da razão e do poder de resistência. Julgo então possível a formação - para evitar algo ainda pior - de coalizões de governo, mascaradas em Frentes Populares ou coisas que o valha, cujo empenho é destruir nesses povos, e talvez o consigam, as últimas forças remanescentes quer em organização quer em projeto, capazes de oferecer resistência ao bolchevismo."
(Discurso de Hitler a 14 de setembro de 1936 - Nürnberg)
"O capitalismo é a exploração do homem pelo próprio homem, o comunismo é o contrário"
"O capitalismo e o comunismo são duas faces da mesma moeda" Responder
Patrick, há o socialismo de estilo soviético (bolchevista) e o socialismo de estilo alemão (nazista). Fixar preços é uma forma de ataque à propriedade privada, pois retira dos produtores as opções que eles teriam no livre mercado para aplicar seus recursos. Fixação de preços é um decreto estatal que, na prática, proíbe os proprietários de investirem seus recursos onde bem quiserem.
Os nazistas praticaram controle de preços, controle de salários e arregimentaram toda a produção. A propriedade dos meios de produção continuou em mãos privadas, mas era o governo quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem tais produtos seriam distribuídos, bem como quais preços seriam cobrados, quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado nominal receber.
Isso é socialismo.
No mais, a sua última frase foi de uma ignorância ímpar, pois mostra desconhecimento total pelos mais básicos aspectos de ambos os sistemas.
Abraços!
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Se há dois tipos de socialismo, colocar a imagem da suástica em igualdade a foice e o martelo só demonstra ignorância.
Os Nazistas controlaram o mercado? Oras, eles eram socialistas! Claro que controlaram...
Sobre a ultima frase, o capitalismo desenfreado (liberalismo) produz a Escravidão dos Juros e as Altas Finanças. Compreenda estes dois termos e verá que tanto no liberalismo quanto no comunismo o trabalhador é explorado e diminuído.
Manifesto pelo rompimento da escravidão dos juros (escrito em 1919, por G. Feder):
"Os grandes poderosos do mundo das finanças permanecem como a última força impulsora atrás do imperialismo anglo-americano, que abraça o mundo. Os grande financistas financiaram de fato as cruéis mortes de seres humanos na Guerra Mundial. Os grandes financistas, certamente como os proprietários de todos os grandes jornais, envolveram o mundo em uma rede de intrigas. Eles incentivaram com prazer toda a paixão, o desejo pelo luxo, o consumismo, as saudades sem sentido e as utopias... O espírito do consumismo queria somente conhecer os números da exportação, números sobre a riqueza nacional, sobre o aumento e projetos das grandes corporações financeiras, sobre os financiamentos internacionais, etc. E levou à bancarrota a moral pública, os círculos dirigentes ao materialismo e na vontade ao prazer, a uma banalização da vida nacional, todos estes fatores que carregam a culpa pelo terrível colapso."
"A insaciável cobiça pelos juros do empréstimo do grande capital é a fuga ao trabalho humano. As receitas das casas dos Rothschild, dos Kahn, Loeb, Speyer, Schiff, Morgan, Vanderbilt e Astor, estimadas juntas em pelo menos sessenta ou setenta milhões, com um rendimento de 5% de juros, significa para estas oito famílias um rendimento de 75% dos contribuintes da Prússia no ano de 1912, que era constituída por 21.000.000 de almas. Oito multimilionários têm o mesmo rendimento do que 38 milhões de alemães."
"Através de uma intensiva campanha de esclarecimento, tem-se que expor ao povo de forma clara, que o dinheiro nada mais deve representar do que um vale para o trabalho executado, que aquela economia desenvolvida necessita o dinheiro como meio de troca; mas que com isso a função do dinheiro está terminada e de forma alguma pode ser transferido ao dinheiro, através dos juros, um poder sobrenatural que cresce por si só ao custo do trabalho produtivo."
O liberalismo desenfreado e sem compromissos é tão explorador quando o comunismo.
E repito, tentar criticar o sistema socialista e para isso usar de exemplo o regime onde ele mais se mostrou eficaz (1933-1939) é loucura. O socialismo alemão (em termos apenas econômicos) fez de uma nação destroçada pela primeira guerra, pelo Tradado de Versalhes, pela crise de 1929 a maior potência da Europa e uma das maiores do mundo.
Adolf Hitler (Mein Kampf I - pág 229)
"Pela primeira vez na minha vida, assisti a uma exposição de princípios relativa ao capital internacional, no que diz respeito a movimentos de bolsa e empréstimos. Depois de ter ouvido a primeira preleção de Feder, passou-me imediatamente pela cabeça a idéia de ter então encontrado uma das condições básicas para a fundação de um novo partido. Aos meus olhos o mérito de Feder consistia em ter pintado, com as cores mais fortes, o caráter especulativo, assim como econômico, das bolsas e dos empréstimos internacionais e ter mostrado a sua eterna condição prévia de aplicar juros. As suas exposições eram tão certas em todas as questões fundamentais, que os críticos desde logo combatiam menos a veracidade teórica da idéia do que a possibilidade prática de sua execução. Assim, o que aos olhos dos outros era considerado o lado fraco das idéias de Feder, consistia aos meus o seu ponto mais forte."
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Patrick, tudo que nesse manisfesto de G. Feder faz é uma interpretação marxista (ou algo muito próximo do marxismo) dos fatos.\r \r Ele conta sobre 1)O grande poder dos financistas do mundo mediante seu consorciamento com o estado, 2)alteração da moralidade antes vigente, 3)exemplos históricos de como isso aconteceu e de como isso leva à concentração de renda e 4)defende uma teoria objetiva do valor (isso parece que não morre) em que as coisas devem valer em proporção a uma unidade objetiva, no caso, o trabalho.\r \r O que ele não conta: Os itens 1, 2 e 3 estão diretamente associados não ao capitalismo liberal, mas sim ao capitalismo de estado ou capitalismo de compadrio ou capitalismo intervencionista ou socialismo fabiano. Isto é, em um primeiro momento, os grandes capitalistas pretendem acabar com a livre concorrência corsorciando-se ao estado vigente (qualquer semelhança entre os investimento do BNDES às empresas amigas do rei, ou a proposição de parcerias público-privadas não é mera coincidência). Simultaneamente, outras forças concorrem com essa proposição de tomada do poder para estabelecer um "bem maior" às custas dos outros (No brasil, Bolsa "sei lá o que" é o reflexo imediato disso). Num segundo momento existe uma indefinição: ou os ex-capitalistas (aqueles que querem ajuda do estado para acabar com a concorrência) cooptam todo o poder político (capitalismo de estado - socialismo fabiano) ou outras forças (como o grupo da caridade forçada) fazem essa cooptação ou mesmo uma combinação desses grupos (o caso brasileiro). Assim, prevalece a máxima de Jean-Baptiste Say: "O estado é a ficção em que todos pensam que podem viver às custas dos outros". Todos querem sua casquinha e viverem às custas dos outros, seja pela derrocada da concorrência seja pela caridade imposta!\r \r O item 4 é a defesa de uma teoria objetiva do valor em que o valor é o trabalho. Não se sabe por que meios (porque "uma intensiva campanha de esclarecimento" não diz muita coisa, haja vista que todos esclarecimentos sobre o malefício do fumo, por exemplo, não o erradicou) defende que o valor das coisas deve ser proporcional ao trabalho empregado, por si só, é só uma perda de tempo (e particularmente eu não tenho nada contra você perder seu tempo tentando convercer pacificamente pessoas a alocarem baseadas nesse valor específico, desde que você mantenha-se pacífico e promova a paz). Jamais você conseguirá fazer a maioria das pessoas a pagar a mais por 1kg de feijão de tal marca porque ele emprega mais pessoas que seu concorrente, assim como você não consegue fazer com que a maioria das pessoas façam caridade voluntariamente. O valor das coisas é subjetivo e se você pretende influenciar essa subjetividade ao seu gosto, que o faça de modo pacífico. Você verá que fracassará fragorosamente.\r \r Em sumo, esse texto não traz nenhum elemento realmente crítico à teoria liberal austríaca. Ele trata basicamente de falhas de governo e de uma teoria do valor sem pé nem cabeça.\r \r O que é essa "escravidão dos juros"?\r Primeiro: se o estado não coibisse a entrada de bancos no sistema financeiro, a concorrência aumentaria e os juros só se manteriam altos caso houvesse alta demanda, e ainda ssim seria algo temporário, pois o fato de os juros se manterem altos atrairia novos emprestadores (antes coibidos pelo estado) e a concorrência faria o serviço de reduzir o juro.\r Segundo: Se a pessoa não quer ser "escrava dos juros", é só ela não pegar emprestado. Se a pessoa pegou emprestado é porque ela, subjetivamente (olha que terrível nossa subjetividade) achou o empréstimo e o pagamento de juros melhor que não o fazê-lo. Responder
Como o Leandro havia me dito para parar de "poluir" o site, eu o atendi, pois ele deve ser moderador ou algo do tipo e reconheço o direito dele de soltar as próprias "verdades" sem desejar crítica ou debate sobre as mesmas. Como o senhor Antonio veio entrar na conversa, sou obrigado a responder.
"Em sumo, esse texto não traz nenhum elemento realmente crítico à teoria liberal austríaca."
O que o texto tenta mostrar é como o capitalismo e o comunismo (ou o socialismo marxista) são duas faces da mesma moeda. O problema dos "libertários" são que eles enxergam politica pequena, de bairro.
Deixe-me mostrar como é que anda o sistema financeiro global atual.
Os 6 maiores bancos do mundo são: Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs, JP Morgan, Wells Fargo, Morgan Stanley.
Vamos analisar seus acionistas.
Bank of America - State Street Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelidty), BlackRock, T. Rowe, Capital World Investor, Bank of NY Mellon, AXA, Paulson, JP Morgan.
JP Morgan - State Street Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelidty), BlackRock, T. Rowe, Capital World Investor, Bank of NY Mellon, AXA, Capital Research Global Investor, Northern Trust Corp.
Citigroup - State Street Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelidty), BlackRock, Capital World Investor, Bank of NY Mellon, Paulson, JP Morgan, Northern Trust Corp., Fair Home Capital Mgmt.
Wells Fargo - State Street Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelidty), BlackRock, T. Rowe, Capital World Investor, AXA, Wellington Mgmt, Davis Selected Advisers e Berkshire Hathaway.
Goldman Sachs - State Street Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelidty), BlackRock, T. Rowe, Capital World Investor, AXA, Wellington Mgmt, Massachusetts Financial Service.
Morgan Stanley - State Street Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelidty), BlackRock, T. Rowe, AXA, Bank of NY Mellon, Mitsubishi UFJ, Franklin Recourses, Jennison Associates.
Só de bater o olho da pra notar que há uma repetição de acionistas nesses bancos, a repetição das seguintes empresas: State Street Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelidty), BlackRock.
E quem são os acionistas dos acionistas? Vamos ver quem controla as ações dessas empresas que controlam os bancos:
State Street Corp. - State Street Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelidty), BlackRock, Massachusetts Financial Services, Capital Research Global Investor, Barrow Hanley, GE, Putnam Investiment.
Black Rock - PNC, Barclays e CIC. (Aqui devemos analisar quem controla a PNC e a Barclays) ____PNC - State Street Corp., FMR (Fidelidty), BlackRock. ____Barclays – BlackRock.
Eu poderia ficar uma semana debulhando sobre todas essas grandes financeiras para mostrar como o monopolio global está feito totalmente armado, são as mesmas empresas que são acionistas entre si e assim por diante. Para resumir eu posso dizer:
As 08 maiores empresas financeiras dos Estados Unidos (JP Morgan, Wells Fargo, Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs, US Bancorp, Bank of NY Mellon e Morgan Stanley) são controladas em 100% por 10 acionistas, onde podemos ver 04 empresas que sempre estão presentes nas decisões, State Street Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelidty), BlackRock.
Antes que você argumente o controle do FED sobre o mercado, vou desmascara-lo logo aqui:
A Reserva Federal Americana é formada por 12 instituições bancárias, representadas por um conselho de admnistração de 07 pessoas do qual fazem parte os representantes dos State Street Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelidty), BlackRock, que por sua vez estão presentes em todas outras entidades. O FED que impreme o dólar americano então está controlado por empresas PRIVADAS.
Posso lhe dar uma lista de inúmeras outra grandes empresas que são controladas por essas quatro acionistas (State Street Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelidty), BlackRock), empresas de diferentes ramos (dês de alimentos, mídia, farmaceuticas e tecnologia). O que vemos hoje é o total monopolio do mercado, algo que não deveria ocorrer.
O verdadeiro socialismo permite a inciativa privada, mas tem em mente que as ações economicas são ações como ações de ambito pessoal, da mesma maneira que você não pode fazer o que quiser na rua, você não pode fazer o que quiser no mercado, pois influencia os outros da mesma maneira que suas ações na rua (ações diretas) influenciam.
Adam Smith foi um capitalista, mas um capitalista coerente, como todos deveriam ser, dele podemos achar citações do tipo:
"O único uso do dinheiro é circular bens consumíveis."
"Um monopólio garantido a um indivíduo ou a uma companhia de comércio tem o mesmo efeito que um segredo no comércio ou em manufaturas. Os monopólios, mantendo o mercado constantemente desprovido, nunca fornecendo a demanda efetiva, vendem suas mercadorias muito acima do preço natural e elevam seus amolumentos, consistam eles em salários ou lucro, grandemente acima de sua cotação natural."
"Pessoas do mesmo ramo raramente se reúnem, até mesmo para se divertir, mas quando o fazem a conversa termina numa conspiração contra o público, ou então num conluio para eumentar os preços."
O verdadeiro mercado deve fluir sem especulações, sem pirâmides, sem grandes monopólios. E essa de "se não gosta do serviço não o contrate" é algo TOTALMENTE incoerente. Quer dizer que se houver um gigante monopólio dos items de primeira necessidade, fazendo com que todos subam o preço absurdamente, cada cidadão indgnado será obrigado a cultivar os próprios alimentos? E os que não forem capazes devem passar fome por isso? Devemos morrer pelo direito do outro de monopolizar o mercado e nos extorquir (ou compra ou passa fome)?
"[...]sem a especulação, a indústria multiplicaria os capitais privados e melhoraria a agricultura, liberando a terra das dívidas criadas pelos bancos rurais."
O que o verdadeiro socialismo (o não marxista) prega, não é valor objetivo das coisas, mas o fim do lucro pelo lucro. Dinheiro é um meio de troca, e não um bem de comercio, você tem que ter (fazer) alguma coisa para justificar aquele dinheiro, vou dar um simples exemplo:
Tonico tem uma cabra, ele quer trocar em alguma coisa, para facilitar essa troca foi inventado algo chamado nota (dinheiro) para que ele possa trocar a cabra sem que necessariamente a outra pessoa precise da cabra. Tonico vende a sua cabra por uma nota, de onde veio essa nota do Tonico? Da cabra. Agora se Tonico pega essa nota e por meio de especulação começa a multiplica-lo sem ter algo ou fazer algo que justifique as outras notas obtidas com essa especulação, logo Tonico vai começar prejudicar toda uma sociedade, pois estará modificando a função da nota (que é o que a bolsa de valores faz) entende? A pessoa começa a lucrar com o lucro, o que os bancos fazem quando emprestam mais dinheiro do que se tem em caixa (pirâmide) por exemplo.
Tenho muito mais a dizer, mas como o texto já está grande vou esperar as críticas a essa primeira parte.
Patrick Logan Oliveira Campos. Responder
Prezado Patrick, você precisou escrever isso tudo apenas para dizer que o setor financeiro mundial é um oligopólio? Genial. A sua próxima descoberta estupefaciente será a de que o diamante é formado por carbono puro cristalizado.
Não há um só artigo neste site que, ao falar sobre o sistema financeiro e monetário, não deixe de criticá-lo justamente por ser o setor mais protegido, regulado e controlado diretamente pelo estado. Qual a agência reguladora que supervisiona, protege, controla e fornece monopolisticamente o "insumo" (dinheiro) de todo o sistema bancário? Acertou, os bancos centrais. São eles que coordenam todo o sistema bancário, são eles que protegem o sistema bancário contra concorrência externa (se eu quiser realizar atividades bancárias na minha garagem, o Banco Central proíbe), são eles que coordenam a expansão do crédito realizada pelos bancos e são eles que socorrem o sistema quando os bancos fazem besteira.
Isso é livre mercado? Você está realmente surpreso pelo fato de o setor ser extremamente concentrado?
Quanto ao Fed ser "privado", isso também já foi explicado várias vezes neste site. Dizer que o Fed é privado é uma afirmação um tanto forçada. O presidente do Fed é apontado pelo presidente americano, e a autoridade do Fed é derivada do Congresso americano, o qual tem poderes de supervisão sobre o Fed, embora não tenha -- em tese! -- poderes sobre a política monetária que este adota.
Ademais, o presidente do Fed, após ser escolhido pelo presidente americano, precisa ser aprovado pelo Congresso.
É também o governo quem determina os salários de alguns dos funcionários do alto escalão do Fed.
Agora, o Fed é "privado" em dois sentidos:
1) Suas 12 sucursais (Boston, Nova York, Filadélfia, Cleveland, Richmond, Atlanta, Chicago, St. Louis, Minneapolis, Kansas City, Dallas e San Francisco) são geridas privadamente (é como se as sucursais do Banco Central no Rio, em São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza etc. tivessem gerência privada). Mas elas apenas obedecem às ordens do Fed de Washington, que é quem manda em todo o sistema.
2) O Fed como um todo não sofre qualquer auditoria política. Trata-se de uma caixa-preta mais impenetrável que a CIA.
Por fim, vale ressaltar que a autorização para o Fed funcionar foi concedida pelo congresso americano no Federal Reserve Act de 1913. Logo, tecnicamente, a existência legal do Fed também depende do governo. Apenas seu controle acionário se dá através de instituições privadas.
Qualquer padaria de esquina é mais privada do que o Fed.
Aproveito a deixa e lhe convido a assistir ao documentário publicado no artigo de hoje, o qual versa justamente -- e em grandes detalhes -- sobre esta questão bancária. Se você quer criticar algo, é necessário possuir entendimentos básicos sobre o assunto, antes de "soltar as próprias "verdades"".
Abraços!
Responder
Acho que aquele aviso de "visão de bairro" de nada adiantou. Quantas vezes vou ter que dizer que estou mostrando como o capitalismo e o comunismo (socialismo marxista) são faces da mesma moeda. O governo protege o mercado e o mercado financia o governo? Ora bolas, tem algo errado aí.
E dizer "nós criticamos o Fed também!" para fugir de todos os outros argumentos é bem inteligente.
O alvo da crítica foi como poucas empresas acionistas conseguem controlar todo um sistema econômico(vou ter que postar a lista de mais de 20 grandes empresas dês de alimentos, mídia, farmácia e tecnologia para lhe fazer ver o fato?) mesmo sem a ajuda do governo, apenas usando especulação na bolsa de valores, como as 04 grandes acionistas que estão nas decisões de todo um sistema econômico.
Faltou citar a crítica do lucro pelo lucro, da especulação e do monopólio.
O Fed é fruto dessa "democracia" mesclado com "liberalismo", sempre vai dar nisso pois é lei matemática de que se a politica precisa de dinheiro, ela vai atrás de quem o tem, e quem tem vai atrás dos benefícios dessa politica.
A economia tem como objetivo servir a Nação inteira, e nem no liberalismo nem no comunismo vemos isso, devemos olhar já para a terceira via, um socialismo não-marxista.
Além do mais...
Criticar um ponto, mesclar com critica pessoal e achar que assim rebateu TODOS os pontos é realmente uma prova de que Schopenhauer e sua dialética erística deixou alunos.
Responder
"O governo protege o mercado e o mercado financia o governo? Ora bolas, tem algo errado aí."
Ora bolas e caçarolas, mas é claro que tem algo de muito errado neste arranjo: isso chama-se corporativismo (popularmente conhecido como fascismo), sistema este criticado semanalmente por este site. "Visão de bairro" é você vir aqui, ler apenas um artigo, ignorar os outros 1.500 existentes no site (os quais versam sobre absolutamente tudo de economia), e achar que encontrou "brechas" ou "falhas" naquilo que defendemos. Aprume-se, rapaz.
"O alvo da crítica foi como poucas empresas acionistas conseguem controlar todo um sistema econômico (vou ter que postar a lista de mais de 20 grandes empresas dês de alimentos, mídia, farmácia e tecnologia para lhe fazer ver o fato?) mesmo sem a ajuda do governo[...]"
Como assim "mesmo sem ajuda do governo"? Viu como você é incoerente? Em seu primeiro parágrafo você, muito corretamente, diz que "o governo protege o mercado e o mercado financia o governo". Apenas dois parágrafos depois você diz que poucas grandes empresas controlam o sistema "mesmo sem a ajuda do governo". Ora, afinal, o governo protege estas empresas ou ele não as ajuda em nada? Decida-se. (Dica: a resposta correta é a primeira opção).
Será que você realmente acha que as grandes empresas de alimentação, mídia, farmácia e tecnologia operam em ambiente desregulamentado? Você não conhece, por exemplo, a expressão americana "Big Pharma", utilizada justamente para criticar os amplos subsídios, bem como o amplo protecionismo fornecidos pelo governo às grandes empresas farmacêuticas? "Big Agra" para o setor agrícola e alimentício? "Big Media"? "Big Oil"? Pois é.
"[...]apenas usando especulação na bolsa de valores, como as 04 grandes acionistas que estão nas decisões de todo um sistema econômico."
De novo: o que você acha que estimula a especulação? Aliás, o que você acha que permite a especulação? Dica: o atual formato do sistema financeiro e monetário. O governo possui o monopólio da moeda, imprime o quanto quer de dinheiro, joga esse dinheiro no mercado financeiro e com isso faz a farra dos especuladores. Uma moeda metálica, como o ouro, que não pode ser criada eletronicamente e que não está sob o controle direto dos governos, aniquilaria de imediato qualquer tipo de especulação financeira.
Leia aqui e aqui para ao menos saber que há explicações para estas coisas que você julga ser o único a ter percebido. Pior ainda: coisas que você julga serem consequências nefastas do sistema de livre concorrência, e não do intervencionismo estatal.
"Criticar um ponto, mesclar com critica pessoal e achar que assim rebateu TODOS os pontos é realmente uma prova de que Schopenhauer e sua dialética erística deixou alunos."
Exato! Vamos ver ser você agora aprende a seguir o próprio conselho. Até o momento, você é o primeiro da classe na arte de dominar o estratagema erístico schopenhaueriano.
Abraços!
Responder
Patrick
O que você chama de capitalismo é simplesmente o intervencionismo. Intervencionismo é uma doutrina que se apresentou sob diversas faces: "mercantilismo", "fascimo", "keynesianismo". Ela é oposta ao liberalismo, isto é, oposta à liberdade econômica. O intervencionismo, na sua forma mais extrema (nazismo) funciona economicamente exatamente (nos principais aspectos) como o socialismo, só que com outros nomes. Ora, se a forma mais extrema de intervencionismo é, na prática, socialismo, então as suas formas menos extremas são socialismo diluido.
Ora, você pode chamar o intervencionismo de "capitalismo", se quiser, mas isso confundirá as pessoas, porque intervencionismo é contrário ao livre mercado. Vejamos a atual forma de intervencionismo, o keynesianismo. Ele por natureza é um sistema com o setor financeiro hipertrofiado, e tem de ser assim, porque um dos pilares principais dos keynesianismo é uma forte e contínua expansão monetária. Outro forte pilar do keynesianismo é a cartelização, particularmente bancária. Ao afirmar que o "capitalismo" tem o setor financeiro hipertrofiado e produz a cartelização, você causa confusão, porque é o keynesianismo, e não o livre mercado o responsavel por essas distorções.
Você acusa ainda a conspiração entre "capitalismo" e socialismo, para dominar a sociedade. Se o que você chama de "capitalismo" é o keynesianismo, então você está inteiramente certo, eles são aliados naturais, porque ambos desejam o estado totalitário. Ambos odeiam o império da lei. Ambos amam o planejamento central. Ambos conspiram contra as liberdades individuais. Ambos são operados por engenheiros sociais. Mas entenda que é o keynesianismo e não a liberdade (de mercado ou qualquer outra) que se associa ao comunismo para produzir opressão.
PS: Sempre que você falar das elites globalistas, estará falando de intervencionistas. Responder
"O socialismo alemão (em termos apenas econômicos) fez de uma nação destroçada pela primeira guerra, pelo Tradado de Versalhes, pela crise de 1929 a maior potência da Europa e uma das maiores do mundo."
O socialismo alemão criou uma sociedade totalmente arregimentada, na qual todos viviam em função de obedecer às ordens do Führer. A Alemanha não era mais rica que a França e que a Inglaterra. Ademais, a potência alemã só surgiu justamente após a Segunda Guerra, com as reformas de mercado promovidas por Ludwig Erhard, que era sido discípulo de Mises. Pare de poluir o site com disparates, por favor. Crie um blog para si próprio (aproveite o livre mercado da internet, é de graça) e confine a ele sua defesa da sociedade dirigida e controlada.
Responder
Estava lendo o artigo abaixo e me deu calafrios. Está acontecendo de novo, em todos os lugares.
blog.beliefnet.com/on_the_front_lines_of_the_culture_wars/2011/04/she-survived-hitler-and-wants-to-warn-america.html#ixzz2FTELIpdo
O mais triste e que pessoas como está mulher, que são testemunhas oculares dos horrores do socialismo, logo mais não existirão para contar a verdade.
Abs, Responder
O mais espantoso é a forma indecorosa como os negadores da natureza socialista do nazismo usam dois argumentos contraditórios:
1. Quase todos eles dizem que o stalinismo era contrário ao socialismo (apesar de ter sido Lenin que escolheu e deu poder a Stalin).
2. Quase todos eles dizem que o ataque de Hitler à URSS de Stalin prova que o nazismo é oposto ao socialismo, visto que a URSS seria socialista e um socialista não poderia atacar outro socialista.
Os dois argumentos em si são falsidades, mas não quero discutir isso agora. Quero apontar que todo aquele que usa o primeiro argumento, destruiu o segundo. Mesmo que o segundo argumento não fosse, ele mesmo, um "non sequitur".
Muitos dos que caem nessa incoerência o fazem tentando enganar os outros. Muitos o fazem por burrice. A maioria o faz misturando doses cavaleares de falsidade e burrice. Responder
Cometi um erro. O segundo argumento não é em si mesmo um "non sequitur". O que acontece é que a segund premissa do argumento (um socialista não atacaria outro socialista) é falsa. E é utilizada sem que se de provas disso.
Mas o cerne do meu comentário permanece: Os esquerdistas utilizam dois argumentos contraditórios para negar que o nazismo seja socialismo. Responder
Alguns fatos que dificultam diferençar o national-socialismo do socialismo: a) Hitler disse: "Eu sou socialista porque a mim parece incompreensível tratar e manusear uma máquina com cuidado, mas deixar deteriorar o mais nobre representante do trabalho, o próprio ser humano"; b) O item dez do Programa de Vinte e Cinco pontos do Partido Nacional-Socialista dizia: "A atividade individual não deve atentar contra os interesses da coletividade, senão deve no todo acontecer para o benefício de todos"; c) o item catorze do mesmo programa dizia: "Nós exigimos participação nos lucros nos grandes empresas"; d) o item quinze do mesmo programa dizia: "Nós exigimos generosa ampliação das pensões por velhice"; e) o item vinte e um do mesmo programa dizia: "O Estado deve se preocupar com a elevação da saúde popular pela segurança da mãe e da criança e pela proibição do trabalho infantil..."; f) em 13/03/34, toda a atividade comercial foi classificada em setores e submetida ao princípio de obediência ao Führer; g) em 24/04/35, a expropriação e dissolução de editoras privadas tornou-se legalmente possível. Paro por aqui, antes de a enumeração se tornar enfadonha. Todavia, as fontes dos dados acima e os textos originais em alemão podem ser fornecidos, se necessário for. Lembrem-se que nem mencionei o aspecto ultracentralizador da ditadura nacional-socialista que, no dia de seu primeiro aniversário, 30 de janeiro de 1934, com a segunda lei da nova estrutura do Estado, extinguiu a autonomia dos governos estaduais. Fascinante, por outro lado, é verificar a absoluta obediência das praticas da ditadura nacional-socialista às ideias de Keynes, assim como o prefácio à edição alemã de sua mais famosa obra, no qual há descarado elogio a uma ditadura, então com três anos e meio, que já instalara campos de concentração. Por fim, no Youtube, buscando por "Hitler on the German economy", há um discurso do bandido, com legendas em inglês, que é uma aula precisa e fiel das ideias de Keynes. Responder
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