Por que o nazismo era socialismo e por que o socialismo é totalitário
por , segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

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45113038.jpgMinha intenção é expor dois pontos principais: (1) Mostrar que a Alemanha Nazista era um estado socialista, e não capitalista. E (2) mostrar por que o socialismo, compreendido como um sistema econômico baseado na propriedade estatal dos meios de produção, necessariamente requer uma ditadura totalitária.

A caracterização da Alemanha Nazista como um estado socialista foi uma das grandes contribuições de Ludwig von Mises.

Quando nos recordamos de que a palavra "Nazi" era uma abreviatura de "der Nationalsozialistische Deutsche Arbeiters Partei" — Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães —, a caracterização de Mises pode não parecer tão notável. O que se poderia esperar do sistema econômico de um país comandado por um partido com "socialista" no nome além de ser socialista?

Não obstante, além de Mises e seus leitores, praticamente ninguém pensa na Alemanha Nazista como um estado socialista. É muito mais comum se acreditar que ela representou uma forma de capitalismo, aquilo que comunistas e marxistas em geral têm alegado.

A base do argumento de que a Alemanha Nazista era capitalista é o fato de que a maioria das indústrias foi aparentemente deixada em mãos privadas.

O que Mises identificou foi que a propriedade privada dos meios de produção existia apenas nominalmente sob o regime Nazista, e que o verdadeiro conteúdo da propriedade dos meios de produção residia no governo alemão. Pois era o governo alemão e não o proprietário privado nominal quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem seria distribuído, bem como quais preços seriam cobrados e quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado nominal receber.

A posição do que se alega terem sido proprietários privados era reduzida essencialmente à função de pensionistas do governo, como Mises demonstrou.

A propriedade governamental "de fato" dos meios de produção, como Mises definiu, era uma consequência lógica de princípios coletivistas fundamentais adotados pelos nazistas como o de que o bem comum vem antes do bem privado e de que o indivíduo existe como meio para os fins do estado. Se o indivíduo é um meio para os fins do estado, então, é claro, também o é sua propriedade. Do mesmo modo em que ele pertence ao estado, sua propriedade também pertence.

Mas o que especificamente estabeleceu o socialismo "de fato" na Alemanha Nazista foi a introdução do controle de preços e salários em 1936. Tais controles foram impostos como resposta ao aumento na quantidade de dinheiro na economia praticada pelo regime nazista desde a época da sua chegada ao poder, no início de 1933. O governo nazista aumentou a quantidade de dinheiro no mercado como meio de financiar o vasto aumento nos gastos governamentais devido a seus programas de infraestrutura, subsídios e rearmamento. O controle de preços e salários foi imposto em resposta ao aumento de preços resultante desta inflação.

O efeito causado pela combinação entre inflação e controle de preços foi a escassez, ou seja, a situação na qual a quantidade de bens que as pessoas tentam comprar excede a quantidade disponível para a venda.

As escassezes, por sua vez, resultam em caos econômico. Não se trata apenas da situação em que consumidores que chegam mais cedo estão em posição de adquirir todo o estoque de bens, deixando o consumidor que chega mais tarde sem nada — uma situação a que os governos tipicamente respondem impondo racionamentos. Escassezes resultam em caos por todo o sistema econômico. Elas tornam aleatória a distribuição de suprimentos entre as regiões geográficas, a alocação de um fator de produção dentre seus diferentes produtos, a alocação de trabalho e capital dentre os diferentes ramos do sistema econômico.

Face à combinação de controle de preços e escassezes, o efeito da diminuição na oferta de um item não é, como seria em um mercado livre, o aumento do preço e da lucratividade, operando o fim da diminuição da oferta, ou a reversão da diminuição se esta tiver ido longe demais. O controle de preços proíbe o aumento do preço e da lucratividade. Ao mesmo tempo, as escassezes causadas pelo controle de preços impedem que aumentos na oferta reduzam o preço e a lucratividade de um bem. Quando há uma escassez, o efeito de um aumento na oferta é apenas a redução da severidade desta escassez. Apenas quando a escassez é totalmente eliminada é que um aumento na oferta necessita de uma diminuição no preço, trazendo consigo uma diminuição na lucratividade.

Como resultado, a combinação de controle de preços e escassezes torna possíveis movimentos aleatórios de oferta sem qualquer efeito no preço ou na lucratividade. Nesta situação, a produção de bens dos mais triviais e desimportantes, como bichinhos de pelúcia, pode ser expandida à custa da produção dos bens importantes e necessários, como medicamentos, sem efeito sobre o preço ou lucratividade de nenhum dos bens. O controle de preços impediria que a produção de remédios se tornasse mais lucrativa, conforme a sua oferta fosse diminuindo, enquanto a escassez mesmo de bichinhos de pelúcia impediria que sua produção se tornasse menos lucrativa conforme sua oferta fosse aumentando.

Como Mises demonstrou,  para lidar com os efeitos indesejados decorrentes do controle de preços, o governo deve abolir o controle de preços ou ampliar tais medidas, precisamente, o controle sobre o que é produzido, em qual quantidade, por meio de quais métodos, e a quem é distribuído, ao qual me referi anteriormente. A combinação de controle de preços com estas medidas ampliadas constituem a socialização "de fato" do sistema econômico. Pois significa que o governo exerce todos os poderes substantivos de propriedade.

Este foi o socialismo instituído pelos nazistas. Mises o chama de modelo alemão ou nazista de socialismo, em contraste ao mais óbvio socialismo dos soviéticos, ao qual ele chama de modelo russo ou bolchevique de socialismo.

O socialismo, é claro, não acaba com o caos causado pela destruição do sistema de preços. Ele apenas perpetua esse caos. E se introduzido sem a existência prévia de controle de preços, seu efeito é inaugurar este mesmo caos. Isto porque o socialismo não é um sistema econômico verdadeiramente positivo. É meramente a negação do capitalismo e seu sistema de preços. E como tal, a natureza essencial do socialismo é a mesma do caos econômico resultante da destruição do sistema de preços por meio do controle de preços e salários.

(Quero demonstrar que a imposição de cotas de produção no estilo bolchevique de socialismo, com a presença de incentivos por todos os lados para que estas sejam excedidas, é uma fórmula certa para a escassez universal da mesma forma como ocorre quando se controla preços e salários.)

No máximo, o socialismo meramente muda a direção do caos. O controle do governo sobre a produção pode tornar possível uma maior produção de alguns bens de especial importância para si mesmo, mas faz isso à custa de uma devastação de todo o resto do sistema econômico. Isto porque o governo não tem como saber dos efeitos no resto do sistema econômico da sua garantia da produção dos bens aos quais atribui especial importância.

Os requisitos para a manutenção do sistema de controle de preços e salários trazem à luz a natureza totalitária do socialismo — mais obviamente, é claro, na variante alemã ou nazista de socialismo, mas também no estilo soviético.

Podemos começar com o fato de que o autointeresse financeiro dos vendedores operando sob o controle de preços seja de contornar tais controles e aumentar seus preços. Compradores, antes impossibilitados de obter os bens, estão dispostos a — na verdade, ansiosos para — pagar estes preços mais altos como meio de garantir os bens por eles desejados. Nestas circunstâncias, o que pode impedir o aumento dos preços e o desenvolvimento de um imenso mercado negro?

A resposta é a combinação de penas severas com uma grande probabilidade de ser pego e, então, realmente punido. É provável que meras multas não gerem a dissuasão necessária. Elas serão tidas como simplesmente um custo adicional. Se o governo deseja realmente fazer valer o controle de preços, é necessário que imponha penalidades comparadas àquelas dos piores crimes.

Mas a mera existência de tais penas não é o bastante. O governo deve tornar realmente perigosa a condução de transações no mercado negro. Deve fazer com que as pessoas temam que agindo desta forma possam, de alguma maneira, ser descobertas pela polícia, acabando na cadeia. Para criar tal temor, o governo deve criar um exército de espiões e informantes secretos. Por exemplo, o governo deve fazer com que o dono da loja e o seu cliente tenham medo de que, caso venham a se engajar em uma transação no mercado negro, algum outro cliente na loja vá lhe informar.

Devido à privacidade e sigilo em que muitas transações no mercado negro ocorrem, o governo deve ainda fazer com que qualquer participante de tais transações tenha medo de que a outra parte possa ser um agente da polícia tentando apanhá-lo. O governo deve fazer com que as pessoas temam até mesmo seus parceiros de longa data, amigos e parentes, pois até eles podem ser informantes.

E, finalmente, para obter condenações, o governo deve colocar a decisão sobre a inocência ou culpa em casos de transações no mercado negro nas mãos de um tribunal administrativo ou seus agentes de polícia presentes. Não pode contar com julgamentos por júris, devido à dificuldade de se encontrar número suficiente de jurados dispostos a condenar a vários anos de cadeia um homem cujo crime foi vender alguns quilos de carne ou um par de sapatos acima do preço máximo fixado.

Em suma, a partir daí o requisito apenas para a aplicação das regulamentações de controle de preços é a adoção de características essenciais de um estado totalitário, nominalmente o estabelecimento de uma categoria de "crimes econômicos", em que a pacífica busca pelo autointeresse material é tratada como uma ofensa criminosa grave. Para tanto é necessário o estabelecimento de um aparato policial totalitário, repleto de espiões e informantes, com o poder de prisões arbitrárias.

Claramente, a imposição e a fiscalização do controle de preços requerem um governo similar à Alemanha de Hitler ou à Rússia de Stalin, no qual praticamente qualquer pessoa pode ser um espião da polícia e no qual uma polícia secreta existe e tem o poder de prender pessoas. Se o governo não está disposto a ir tão longe, então, nesta medida, o controle de preços se prova inaplicável e simplesmente entra em colapso. Nesse caso, o mercado negro assume maiores proporções.

(Observação: não estou sugerindo que o controle de preços foi a causa do reino de terror instituído pelos nazistas. Estes iniciaram seu reino de terror bem antes da decretação do controle de preços. Como resultado, o controle de preços foi decretado em um ambiente feito para a sua aplicação.)

As atividades do mercado negro exigem o cometimento de outros crimes. Sob o socialismo "de fato", a produção e a venda de bens no mercado negro exige o desafio às regulamentações governamentais no que diz respeito à produção e à distribuição, bem como o desafio ao controle de preços. Por exemplo, o governo pretende que os bens que são vendidos no mercado negro sejam distribuídos de acordo com seu planejamento, e não de acordo com o do mercado negro. O governo pretende, igualmente, que os fatores de produção usados para se produzir aqueles bens sejam utilizados de acordo com o seu planejamento, e não com o propósito de suprir o mercado negro.

Sobre um sistema socialista "de direito", como o que existia na Rússia soviética, no qual o ordenamento jurídico do país aberta e explicitamente tornava o governo o proprietário dos meios de produção, toda a atividade do mercado negro, necessariamente, exige a apropriação indébita ou o roubo da propriedade estatal. Por exemplo, considerava-se que os trabalhadores e gerentes de fábricas na Rússia soviética que tiravam produtos destas para vender no mercado negro estavam roubando matéria-prima fornecida pelo estado.

Além disso, em qualquer tipo de estado socialista — nazista ou comunista —, o plano econômico do governo é parte da lei suprema do país. Temos uma boa ideia de quão caótico é o chamado processo de planejamento do socialismo. O distúrbio adicional causado pelo desvio, para o mercado negro, de suprimentos de produção e outros bens é algo que o estado socialista toma como um ato de sabotagem ao planejamento econômico nacional. E sabotagem é como o ordenamento jurídico dos estados socialistas se refere a isto. Em concordância com este fato, atividades de mercado negro são, com frequência, punidas com pena de morte.

Um fato fundamental que explica o reino de terror generalizado encontrado sob o socialismo é o incrível dilema em que o estado socialista se coloca em relação à massa de seus cidadãos. Por um lado, o estado assume total responsabilidade pelo bem-estar econômico individual. O estilo de socialismo russo ou bolchevique declara abertamente esta responsabilidade — esta é a fonte principal do seu apelo popular. Por outro lado, o estado socialista desempenha essa função de maneira desastrosa, tornando a vida do indivíduo um pesadelo.

Todos os dias de sua vida, o cidadão de um estado socialista tem de perder tempo em infindáveis filas de espera. Para ele, os problemas enfrentados pelos americanos com a escassez de gasolina nos anos 1970 são normais; só que ele não enfrenta este problema em relação à gasolina — pois ele não tem um carro e nem a esperança de ter — mas sim em relação a itens de vestuários, verduras, frutas, e até mesmo pão.

Pior ainda: ele é forçado a trabalhar em um emprego que não foi por ele escolhido e que, por isso, deve odiar. (Já que sob escassezes, o governo acaba por decidir a alocação de trabalho da mesma maneira que faz com a alocação de fatores de produção materiais.) E ele vive em uma situação de inacreditável superlotação, com quase nenhuma chance de privacidade. Frente à escassez habitacional, pessoas estranhas são designados pelo governo a morarem juntas; famílias são obrigadas a compartilhar apartamentos. Um sistema de passaportes e vistos internos é adotado a fim de limitar a severidade da escassez habitacional em áreas mais desejáveis do país. Expondo suavemente, uma pessoa forçada a viver em tais condições deve ferver de ressentimento e hostilidade.

Contra quem seria lógico que os cidadãos de um estado socialista dirigissem seu ressentimento e hostilidade se não o próprio estado socialista? Contra o mesmo estado socialista que proclamou sua responsabilidade pela vida deles, prometeu uma vida de bênção, e que é responsável por proporcionar-lhes uma vida de inferno. De fato, os dirigentes de um estado socialista vivem um dilema no qual diariamente encorajam o povo a acreditar que o socialismo é um sistema perfeito em que maus resultados só podem ser fruto do trabalho de pessoas más. Se isso fosse verdade, quem poderiam ser estas pessoas más senão os próprios líderes, que não apenas tornaram a vida um inferno, mas perverteram a este ponto um sistema supostamente perfeito?

A isso se segue que os dirigentes de um estado socialista devem temer seu povo. Pela lógica das suas ações e ensinamentos, o fervilhante e borbulhante ressentimento do povo deveria jorrar e engoli-los numa orgia de vingança sangrenta. Os dirigentes sentem isso, ainda que não admitam abertamente; e, portanto, a sua maior preocupação é sempre manter fechada a tampa da cidadania.

Consequentemente, é correto, mas bastante inadequado, dizer apenas que "o socialismo carece de liberdade de imprensa e expressão." Carece, é claro, destas liberdades. Se o governo é dono de todos os jornais e gráficas, se ele decide para quais propósitos a prensa e o papel devem ser disponibilizados, então obviamente nada que o governo não desejar poderá ser impresso. Se a ele pertencem todos os salões de assembléias e encontros, nenhum pronunciamento público ou palestra que o governo não queira não poderá ser feita. Mas o socialismo vai muito além da mera falta de liberdade de imprensa e de expressão.

Um governo socialista aniquila totalmente estas liberdades. Transforma a imprensa e todo foro público em veículos de propaganda histérica em prol de si mesmo, e pratica cruéis perseguições a todo aquele que ouse desviar-se uma polegada da linha do partido oficial.

A razão para isto é o medo que o dirigente socialista tem do povo. Para se proteger, eles devem ordenar que o ministério da propaganda e a polícia secreta façam de tudo para reverter este medo. O primeiro deve tentar desviar constantemente a atenção do povo quanto à responsabilidade do socialismo, e dos dirigentes socialistas, em relação à miséria do povo. O outro deve desestimular e silenciar qualquer pessoa que possa, mesmo que remotamente, sugerir a responsabilidade do socialismo ou de seus dirigentes em relação à miséria do povo — ou seja, deve desestimular qualquer um que comece a mostrar sinais de estar pensando por si mesmo.

É por causa do terror dos dirigentes, e da sua necessidade desesperada de encontrar bodes-expiatórios para as falhas do socialismo, que a imprensa de um país socialista está sempre cheia de histórias sobre conspirações e sabotagens estrangeiras, e sobre corrupção e mau gerenciamento da parte de oficiais subordinados, e por que, periodicamente, é necessário desmascarar conspirações domésticas e sacrificar oficiais superiores e facções inteiras do partido em gigantescos expurgos.

E é por causa do seu terror, e da sua necessidade desesperada de esmagar qualquer suspiro de oposição em potencial, que os dirigentes do socialismo não ousam permitir nem mesmo atividades puramente culturais que não estejam sob o controle do estado. Pois se o povo se reúne para uma amostra de arte ou um sarau de literário que não seja controlado pelo estado, os dirigentes devem temer a disseminação de idéias perigosas. Quaisquer idéias não-autorizadas são idéias perigosas, pois podem levar o povo a pensar por si mesmo e, a partir daí, começar a pensar sobre a natureza do socialismo e de seus dirigentes. Estes devem temer a reunião espontânea de qualquer punhado de pessoas em uma sala, e usar a polícia secreta e seu aparato de espiões, informantes, e mesmo o terror para impedir tais encontros ou ter certeza de que seu conteúdo é inteiramente inofensivo do ponto de vista do estado.

O socialismo não pode ser mantido por muito tempo, exceto por meio do terror. Assim que o terror é relaxado, ressentimento e hostilidade logicamente começam a jorrar contra seus dirigentes. O palco está montado, então, para uma revolução ou uma guerra civil. De fato, na ausência de terror, ou, mais corretamente, de um grau suficiente de terror, o socialismo seria caracterizado por uma infindável série de revoluções e guerras civis, conforme cada novo grupo dirigente se mostrasse tão incapaz de fazer o socialismo funcionar quanto foram seus predecessores.

A inescapável conclusão a ser traçada é a de que o terror experimentado nos países socialistas não foi simplesmente culpa de homens maus, como Stalin, mas sim algo que brota da natureza do sistema socialista. Stalin vem à frente porque sua incomum perspicácia e disposição ao uso do terror foram as características específicas mais necessárias para um líder socialista se manter no poder. Ele ascendeu ao topo por meio de um processo de seleção natural socialista: a seleção do pior.

Por fim, é necessário antecipar um possível mal-entendido em relação à minha tese de que o socialismo é totalitário por natureza. Diz respeito aos países supostamente socialistas dirigidos por social-democratas, como a Suécia e outros países escandinavos, que claramente não são ditaduras totalitárias.

Neste caso, é necessário que se entenda que não sendo estes países totalitários, não são também socialistas. Os partidos que os governam podem até sustentar o socialismo como sua filosofia e seu fim último, mas socialismo não é o que eles implementaram como seu sistema econômico. Na verdade, o sistema econômico vigente em tais países é a economia de mercado obstruída, como Mises definiu. Ainda que seja mais obstruído do que o nosso em aspectos importantes, seu sistema econômico é essencialmente similar ao nosso, no qual a força motora característica da produção e da atividade econômica não é o governo, mas sim a iniciativa privada motivada pela perspectiva de lucro.

A razão pela qual social-democratas não estabelecem o socialismo quando estão no poder, é que eles não estão dispostos a fazer o que seria necessário. O estabelecimento do socialismo como um sistema econômico requer um ato massiço de roubo — os meios de produção devem ser expropriados de seus donos e tomados pelo estado. É virtualmente certo que tais expropriações provoquem grande resistência por parte dos proprietários, resistência que só pode ser vencida pelo uso de força bruta.

Os comunistas estavam e estão dispostos a usar esta força, como evidenciado na União Soviética. Seu caráter é o dos ladrões armados preparados para matar caso isso seja necessário para dar cabo dos seus planos. O caráter dos social-democratas, em contraste, é mais próximo ao dos batedores de carteira: eles podem até falar em coisas grandiosas, mas não estão dispostos a praticar a matança que seria necessária; e desistem ao menor sinal de resistência séria.

Já os nazistas, em geral não tiveram que matar para expropriar a propriedade dos alemães, fora os judeus. Isto porque, como vimos, eles estabeleceram o socialismo discretamente, por meio do controle de preços, que serviu para manter a aparência de propriedade privada. Os proprietários eram, então, privados da sua propriedade sem saber e, portanto, sem sentir a necessidade de defendê-la pela força.

Creio ter demonstrado que o socialismo — o socialismo de verdade — é totalitário pela sua própria natureza.


Tradução de Fábio M. Ostermann


George Reisman é Ph.D e autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University. Seu website: www.capitalism.net. Seu blog georgereismansblog.blogspot.com

Tradução de Leandro Roque



144 comentários
144 comentários
Isaias Barbosa 21/11/2010 12:34:39

"As classes e as raças, fracas demais para conduzir as novas condições da vida, devem deixar de existir. Elas devem perecer no holocausto revolucionário" (Karl Marx / Gazeta Renana - 1849)

Detalhe, A Gazeta de Renana era um jornal particular dele.

Engels ainda completou ao afirmar que alguns povos eram "lixo racial", os extermínio dessas etnias era necessário já que se tratava de culturas que estavam dois estágios atrás na luta histórica, o que tornava impossível trazê-los ao nível de revolucionários; bascos, bretões, escoceses e sérvios. Além disso, tanto Marx quanto Engels, odiavam eslavos, viam como povos imundos e, talvez pela herança germânica, nutriam uma tenra oposição a Polônia.

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Douglas Carneiro 04/01/2014 20:18:46

Oi Isaías, por favor cite o livro que Engels afirma isso.... quem promovia a presença de uma raça superior eram os nazistas, afinal de contas os judeus eram donos de boa parte do capital alemão..

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Luis 22/02/2014 16:57:58

Leia e se delicie:
Friedrich Engels, "The Magyar Struggle," Neue Rheinische Zeitung, January 13, 1849.
"All the earlier history of Austria up to the present day is proof of this and 1848 confirmed it. Among all the large and small nations of Austria, only three standard-bearers of progress took an active part in history, and still retain their vitality — the Germans, the Poles and the Magyars. Hence they are now revolutionary.

All the other large and small nationalities and peoples are destined to perish before long in the revolutionary world storm. For that reason they are now counter-revolutionary."

fonte: https://www.marxists.org/archive/marx/works/1849/01/13.htm

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Silvio 24/02/2014 16:17:23

Nunca consigo ter certeza se o melhor é o artigo ou a seção de comentários.

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Angelo M. Palmeira 22/02/2014 20:58:01

Isso é, de fato, uma coisa que pouca gente sabe: Marx foi o primeiro a defender o genocídio como ferramenta revolucionária.

Antes da invasão da URSS pela Alemanha Nazista, os dois regimes eram tão próximos, que inclusive, a NKVD chegou a treinar a Gestapo e foi quem forneceu à SS o know-how necessário para a criação dos campos de concentração nazistas.

Goebbels disse uma vez que a diferença entre o nazismo e o socialismo era muito pequena e os jornais soviéticos faziam propaganda nazista.

Para quem quiser se aprofundar, indico o excelente documentário The Soviet History de Edvins Snore. O filme mostra em detalhes a relação íntima que nazistas e soviéticos mantinham até 1941.

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Malthus 22/02/2014 21:09:00

Documentário aqui:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1190

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Erik Frederico Alves Cenaqui 27/12/2010 00:35:57

Este é um texto que eu estou sempre lendo pois é muito importante se ter em mente qual é a base intelectual que rege a nossa sociedade.\r
\r
Hoje e há muito tempo nas universidades, colégios, meios de comunicação, partidos políticos e na produção de leis o fundamento que as sustenta é o socialismo.\r
\r
Deve ser frisado que o socialismo a que me refiro é o controle de todos os aspectos da vida humana pelo estado, como descrito no texto. Em suma, é a supremacia ABSOLUTA do governo sobre o indíviduo. \r
\r
Embora não estejamos sendos presos, torturados e mortos pelos socialistas, como aconteceu na União Soviética e na Alemanha Nazista, eles tem a completa hegemonia cultural em nossa sociedade.\r
\r
Frise-se que NÃO EXISTE NENHUMA CONDENAÇÃO PÚBLICA E INTELECTUAL AO SOCIALISMO.\r
\r
A queda do muro de Berlim apenas pulverizou e mudou a estratégia de tomada de poder pelos socialistas.\r
\r
O fim da guerra fria foi benéfico ao socialismo.\r
\r
O capitalismo e seus valores foram rejeitados por amplos setores da sociedade que não acredita na iniciativa privada e na liberdade individual.\r
\r
Os socialistas operam no centro de poder dos principais países do mundo, sem qualquer contestação ou critíca.\r
\r
Eleve-se que não existe nenhum partido político no Brasil que defenda liberalismo clássico há várias décadas.\r
\r
As poucas pessoas que acumulam capital e trabalham honestamente são mal vistas e tidas como otárias.\r
\r
Todas as pessoas que tem projeção social, política e econômica hoje conseguem tal feito por serem militantes partidários, possuirem vínculos com o estado ou ambos.\r
\r
Não obstante a força dos argumentos do texto e das idéias do IMB, ninguém, no mundo cultural, equipara o nazismo ao socialismo. \r
\r
O texto ora comentado é um alerta constante de que nossa liberdade corre muito mais riscos do que nossa razão alcança.\r
\r
Acredito que a liberdade ira prevalecer, mas até que isto aconteça o risco de nossa felicidade ser destruída é real.\r
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Abraços\r
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Responder
Arthur Santos 18/01/2011 16:08:26

Ninguém equipara socialismo/comunismo a nazismo porque isso é um erro conceitual grave. Ainda que não possa ser atribuído a Mises (que sabia o que estava dizendo, pois na situação histórica em que vivia a União Soviética era sinônimo de socialismo) muitos ainda o utilizam para justificar essa sandice.

O conceito apropriado é stalinismo, que foi um governo totalitário assim como o nazismo. Quem, depois de Mises e Hayek, tenta relacionar TODAS as idéias de Marx ao que ocorreu na União Soviética ou é burro ou age de má-fé (ou os dois). Hannah Arendt, insuspeita crítica desses regimes, explica direitinho pra quem não quer entender.

Aos mais afeitos à fonte primeva, é aó abrir a "Ideologia Alemã" e ler com calma.

Responder
Erik Frederico Alves Cenaqui 18/01/2011 19:26:59

Prezado Arthur \r
\r
Dois fatos que contradizem seu comentário:\r
\r
A palavra SOCIALISTA consta no nome do partido do Hitler.\r
\r
Mussolini era um grande fã de Karl Marx.\r
\r
Com certeza existem outros que eu não me lembro no momento.\r
\r
Abraços\r
\r

Responder
Fernando Chiocca 18/01/2011 20:16:01

Realmente um grande absurdo alguém chamar o Nacional Socialismo de Socialismo!

Ainda bem que o Arthur apareceu aqui para corrigir o burro do George Reisman... Que absurdo.

Responder
anônimo 25/03/2013 23:44:24

Em que ideário fascita reacionário uma pessoa como este autor alguns comentáristas daqui devem viver enclausurados para pensar que o nazismo é socialista?? Apenas por carregar em seu nome a etiqueta semiótica socialismo, já quer dizer que o nazismo era socialista? Quais cérebros são tão ingênuos a este ponto? Numa entrevista conduzida por George Sylvester Viereck, publicada no jornal Liberty, de 9 de julho de 1932, o próprio Hitler faz calar estes doidos varridos.

"Por que o senhor se diz um nacional-socialista, já que o programa do seu partido é a própria antítese do que geralmente se acredita ser o socialismo?


O socialismo - replicou ele agressivo, deixando de lado a xícara de chá - é a ciência de lidar com o bem-estar geral. O comunismo não é o socialismo. O marxismo não é o socialismo. Os marxistas roubaram o termo e confundiram seu significado. Vou tirar o socialismo dos socialistas. O socialismo é uma antiga instituição ariana e alemã. Nossos ancestrais alemães tinham algumas terras em comum. Cultivavam a idéia do bem-estar geral. O marxismo não tem direito de se disfarçar de socialismo. O socialismo, diferentemente do marxismo, não repudia a propriedade privada. Diferentemente do marxismo, ele não envolve a negação da personalidade e é patriótico. Poderíamos ter chamado nosso partido de Partido Liberal. Preferimos chamá-lo de Nacional-Socialista. Não somos internacionalistas. Nosso socialismo é nacional. Exigimos o atendimento das justas reivindicações das classes produtivas pelo Estado com base na solidariedade racial. Para nós, o Estado e a raça são um só."

Responder
Leandro 26/03/2013 00:53:21

Anônimo, seu comentário foi um dos melhores da história deste site. Não me lembro de nenhum outro que tenha se contraditado de forma tão espetacular e involuntariamente cômica.

Forte abraço e volte mais vezes.

Responder
Jack 12/10/2013 04:38:58

Anônimo, que comentário burro e idiota. Nível Cômico.

Responder
Típico Filósofo 12/10/2013 11:10:02

Brava defesa de nível catedrático, senhor Anônimo. Congratulações, amigo. Após seu comentário, ninguém mais ousará debater que o socialismo é a realização do bem-estar social geral e que o nazismo visava o ideal pré-capitalismo (Invenção judaica) do bem-estar social geral.

Recomendo que o senhor George Reisman delete seu artigo frente à tamanha argumentação.

Responder
Roberto Chiocca 18/01/2011 16:18:47

Arthur,
Que tal tentar rebater os argumentos do texto, ou se quiser rebater alguma fonte "primeva" que tal tentar mostrar a diferença entre socialismo e o programa abaixo:
We ask that the government undertake the obligation above all of providing citizens with adequate opportunity for employment and earning a living. The activities of the individual must not be allowed to clash with the interests of the community, but must take place within its confines and be for the good of all. Therefore, we demand: . an end to the power of the financial interests. We demand profit sharing in big business. We demand a broad extension of care for the aged. We demand . the greatest possible consideration of small business in the purchases of national, state, and municipal governments. In order to make possible to every capable and industrious [citizen] the attainment of higher education and thus the achievement of a post of leadership, the government must provide an all-around enlargement of our entire system of public education . We demand the education at government expense of gifted children of poor parents . The government must undertake the improvement of public health - by protecting mother and child, by prohibiting child labor . by the greatest possible support for all clubs concerned with the physical education of youth. We combat the . materialistic spirit within and without us, and are convinced that a permanent recovery of our people can only proceed from within on the foundation of the common good before the individual good. - From the political program of the Nazi Party, adopted in Munich, February 24, 1920

Responder
mcmoraes 18/01/2011 17:15:40

De um artigo de hoje do mises.org, citando Joseph Goebbels:

Our movement took a grip on cowardly Marxism and from it extracted the meaning of socialism. It also took from the cowardly middle-class parties their nationalism. Throwing both into the cauldron of our way of life there emerged, as clear as a crystal, the synthesis - German National Socialism.


Responder
Eduardo Rodrigues, Rio 26/02/2012 09:48:01

¿Por qué somos Socialistas? (Joseph Göebbels)

Responder
Eduardo R., Rio 26/10/2013 21:01:04

"Somos socialistas, somos inimigos do injusto sistema econômico capitalista que explora os mais fracos, com o seu sistema de salários injustos, com a sua desproporcionada avaliação do ser humano de acordo com riqueza e propriedade em vez de responsabilidade e mérito; estamos determinados em destruir este sistema de todas as formas possíveis." (Adolf Hitler, 1 de Maio de 1927)
oinsurgente.org/2013/10/26/um-caso-exemplar-de-combate-contra-a-injustica-do-capitalismo/#more-112915

Responder
Arthur Santos 19/01/2011 16:54:37

A palavra socialista constava no partido de Hitler e ele perseguia avidamente socialistas/comunistas na Alemanha. Hum, interessante.

Mesmo após o Pacto Molotov, Hitler invandiu a União Soviética. Nossa, quanta identidade ideológica.

Isso ainda na esfera de URSS = socialismo/comunismo.

E vejam, como notei, rebato a associação que fazem de Marx a esse programa. É só ler isso aqui:

"A democracia é o enigma resolvido de toda constituição. Nela encontramos a constituição fundada em sua verdadeira base: seres humanos reais e o povo real; não meramente, implicitamente e em essência, mas em existência e em realidade. A constituição é assim postulada como criação própria do povo. A constituição é, em aparência, o que é em realidade: a criação livre do homem (Marx, 1992a [1843], p. 87)".

"Apenas o sentimento próprio dos homens, sua liberdade, pode fazer a sociedade novamente um dia tornar-se uma comunidade na qual os homens possam realizar seus objetivos mais elevados, uma polis democrática (Marx, 1992b [1843], p. 201)".

MARX, Karl. 1992a [1843]. Critique of Hegel’s doctrine of the State, in Karl Marx: Early writings. Traduzido por Rodney Livingstone. Londres, Penguin Books.

_________. 1992b [1843], Letters from the Franco-German yearbooks, in Karl Marx: Early writings. Traduzido por Rodney Livingstone. Londres, Penguin Books.

Há inclusive uma anedota que dá conta de que o próprio Marx teria dito que não era marxista. Em termos simples, o que vocês chamam de socialismo é meramente bolchevismo/stalinismo, ou seja, aberrações teóricas e práticas criadas por Lênin e Stálin com a devida má influência de Engels. Os erros teóricos e analíticos de Marx são outros, não obstante o próprio Marx abominar o estatismo.

Enfim, acredito fortemente que vocês deveriam abandonar essa sanha anti-Marx - nesse aspecto - pois é uma associação infrutífera e claramente errada. Esse último fato não ajuda na propagação das idéias libertárias que vocês defendem.

Responder
Fernando Chiocca 19/01/2011 17:32:50

A palavra socialista constava no partido de Hitler e ele perseguia avidamente socialistas/comunistas na Alemanha. Hum, interessante.


Sim, a palavra socialismo estava no partido de Hitles. Nazismo significa Nacional Socialismo, não sabia não? E não só a palavra constava no mome, como a ideologia socialista estava estampada no programa e o governo executou inúmeras medidas socialistas.
E nada de interessantes no fato dele perseguir outras facções socialistas. O objetivo dos partidos socialistas não é o socialismo em si, mas que sejam eles prórpios quem implementem o socialismo, pois eles querem o poder para eles, não para outros.

Responder
Leandro 19/01/2011 17:33:48

Tradução: socialismo não tem nada a ver com marxismo...

Assim é fácil: coloca-se uma ideia em prática. Quando ela previsivelmente fracassa, recorre-se ao tipicamente surrado argumento de que, na realidade, a prática não tinha nada a ver com a ideia que a originou.

De fato, é impossível perder qualquer debate agindo assim.

Sobre Marx "abominar o estatismo", vale uma observação que eu já escrevi aqui repetidas vezes; logo, vou só colar:

A teoria defendida por Marx era sem pé nem cabeça. Ele dizia que, para abolir o estado, era necessário antes maximizá-lo. A ideia era que, quando tudo fosse do estado, não haveria mais um estado como entidade distinta da sociedade; se tudo se tornasse propriedade do estado, então não haveria mais um estado propriamente dito, pois sociedade e estado teriam virado a mesma coisa, uma só entidade - e, assim, todos estariam livres do estado.

Um raciocínio maravilhoso! Ou seja: se algum indivíduo dominar completamente tudo o que pertence a você, dominando inclusive seu corpo e seus pensamentos, então você estará completamente livre, pois não mais terá qualquer noção de liberdade - afinal, é exatamente a ausência de qualquer noção de liberdade que o fará se sentir livre.

Essa era a tese de Marx.

Responder
José Ricardo das Chagas Monteiro 26/02/2012 11:42:34

Saudações, prezado Leandro, muitas vezes vejo o rebanho sendo tocado, e com a imprenssa cooptada,lembro de algo que li em 1994, mas com muito sentido nos dias de hoje.

"É perfeitamente possível para um homem estar fora da prisão e, entretanto, não ser livre – encontrar-se sob constrição física nenhuma e, todavia ser um cativo psicológico, compelido a sentir, pensar e agir como os agentes do estado nacional, ou algum outro interesse privado dentro da nação, queira que sinta, pense ou aja. Nunca haverá um hábeas mentem; porque nenhum xerife ou carcereiro pode trazer a Juízo uma mente ilegalmente aprisionada, e ninguém cuja mente tenha sido aprisionada estaria em condições de queixar-se do seu cativeiro. A natureza da compulsão psicológica é tal, que aqueles que agem sob constrição continuam com a impressão que estão agindo por sua própria iniciativa. A vítima da manipulação mental não sabe que é uma vítima. Para ela, as paredes de sua prisão são invisíveis, e acredita ser livre; só para os outros é claro que já não é livre. Sua servidão é estritamente objetiva".

Responder
Alexandre Melchior R. Filho 19/01/2011 17:50:15

Como eu disse, aos estatitas contrapõem-se os libertários.\r
\r
Qualquer outra distinção é inútil e, na imensa maioria das vezes, meramente estética.\r
\r
Por exemplo: o nazismo alemão era tricolor. O comunismo soviético era vermelho.\r
\r
Outro exemplo: o líder comunista chinês era Mao e não tinha barba. O cubano é Fidel e, além da barba, fuma charuto.\r

Responder
Erik Frederico Alves Cenaqui 21/01/2011 09:15:18

Prezado Arthur\r
\r
Você não falou nada sobre o fato de Mussolini ser um grande entusiasta de Karl Marx.\r
\r
Este foi o outro fato que eu citei num comentário posterior.\r
\r
Mais uma coisa, combater o marxismo ajuda sim a divulgar as idéias libertárias.\r
\r
Como os truques dos marxistas são chatos depois que você passa a conhecê-los.\r
\r
Todos os seus argumentos já foram amplamente refutados por diversos textos do site.\r
\r
Abraços

Responder
Vitor 16/05/2011 18:06:53

"A palavra socialista constava no partido de Hitler e ele perseguia avidamente socialistas/comunistas na Alemanha. Hum, interessante."

Na verdade, nada interessante, apenas inerente ao próprio regime totalitário, não importa qual seja. Stalin TAMBEM PERSEGUIA socialistas e comunistas na Rússia, com a diferença que matou muito mais socialistas/comunistas que Hitler (vários milhões a mais, na verdade).

Conceitualmente, a única diferença entre o fascismo e o nazismo é que o nazismo é racista e o fascismo não (necessariamente). O marxismo é racista, no sentido que culpa os judeus pela criação do capitalismo (ou seja, o marxismo está mais próximo do nazismo que do fascismo). A diferença entre eles é que o marxismo diz que há uma luta de classes, e os fascismos dizem que as classes "tem de se unir".

Em comum? Ódio à liberdade de mercado, de expressão, de religião...

Sinto muito Arthur, argumento non sequitur esse de dizer que Hitler não era socialista porque matava socialistas (Castro e Pol Pot mataram mais socialistas que Geisel!)

Responder
Douglas Carneiro 04/01/2014 20:24:37

O nazismo não é racista? Não eram eles que promulgavam uma "raça superior". Sugiro para o senhor a leitura da obra de Hannah Arendt.

Responder
Luis 22/02/2014 17:07:55

Bem...ele falou que o nazismo é racista...

Responder
Pedro 05/02/2013 23:33:39

Caro Arthur,

parece que o burro é voce.
VEJA BEM ISSO, PRESTE ATENÇÃO À SUA ASNEIRA DE DIZER QUE HITLER PERSEGUIU OUTROS PARTIDOS SOCIALISTAS E POR TAL NÃO SERIA SOCIALISTA:

O COMANDO VERMELHO (facção de bandidos que traficam drogas entre outras atividades da bandidagem) perseguiu muitos da facção TERCEIRO COMANDO e da ADA.

Oque voce diria?
...que se o Comando Vermelho entrava em confronto com o Terceiro Comando e com o ADA estaria comprovado que um deles não eram bandidos e sim a policia??? FRANCAMENTE ARTUR!!!

Melhor ainda:
CATÓTICOS E PROTESTANTANTES SE PERSEGUIRAM e travaram sangrentos combates..

..CARO BURRO ARTHUR, que diz burros e mal intencionados os criticos do socialismo, oque voce me dirá??? ...que um deles, os católicos ou os evangelicos, são ateus???

Me responda Arthur, CATÓLICOS E PROTESTANTES NÃO SÃO CRISTÃOS??? ...POR SE TEREM COMBATIDO SIGNIFICA QUE ALGUÉM É ATEU ou de outra religião????

FRANCAMENTE!!!!!! ...Que metodo estupido de avaliar questões.

Responder
Lucas Azambuja 28/02/2013 14:44:11

Se o critério para definir o que não é socialismo é haver perseguição ou não do regime de militantes e líderes comunistas/ socialistas, então, nenhum regime do século XX foi socialistas; vide o caso emblemático do assassinato de Trostski por Stalin.
A história política do socialismo está cheia de eventos como esse, basta ler a obra magistral do historiador Archie Brown.
Também não dá para exigir das obras de Marx uma definição muito aprofundada de um regime socialista, pois esse se preocupou em em teorizar sobre o capitalismo, sendo o socialismo o destino desse último no tal do movimento dialético da história. Portanto, dizer que o que existiu da implementação do socialismo e das ideias de ou inspiradas em Marx como não-socialismo porque não correspondem aquilo que Marx escreveu em algum momento é um duplo erro: 1) de interpretação da obra de Marx, pois não fornece uma teoria do funcionamento do socialismo; 2) do que significou a ideologia socialista/comunista que não é redutível, mas também não é separada de Marx - afinal, o sujeito escreveu o Manifesto do Partido Comunista (rs).
Por fim, contemporâneos de Marx e pensadores anteriores à revolução russa, alertaram dos perigos da aplicação dos valores e teses inerentes à teoria de Marx sobre o capitalismo: totalitarismo sintetiza bem esses avisos. O comunismo/socialismo não tem outro caminho político que não este.. cedo ou tarde a aplicação dos horrores do totalitarismo, seja ele inspirado mais ou menos em Marx.

Responder
Felipe 19/01/2011 18:04:29

Ótimo texto senão por uma omissão:\r
\r
Conclua que o socialismo é superior ao nazi-capitalismo, pois o derrotou, na terra no ar e no mar

Responder
Renê 16/05/2011 11:20:15

Felipe

Não cabe o termo Nazi-capitalismo. Capitalismo só será se houver livre-mercado. Pelo texto viu-se que o empresário alemão não tinha liberdade nenhuma.
Tua alfinetada não foi feliz.

Responder
SW 28/07/2012 14:27:48

Interessante, então o que importa é a força militar dos países envolvidos em tais ideologias?

Responder
Andre 31/10/2012 09:03:41

A União Soviética derrotou a Alemanha? Isso é o mesmo que eu me juntar com meia dúzia de amigos pôr o Mike Tyson KO e dizer que derrotei o Tyson. Além da questão militar ser quase irrelevante para definir a superioridade de um sistema, a questão militar foi totalmente distorcida. A URSS derrotou a Alemanha tanto ou menos que os EUA que a Inglaterra a França e que uma dúzia mais de aliados, sozinha no 1 contra 1 não teria tido grandes hipóteses, aliás a URSS perdeu 23 milhões de pessoas com a guerra enquanto a Alemanha só perdeu 7, o que é esclarecedor.

Responder
Arthur Santos 20/01/2011 15:33:28

Fernando Chiocca: o "hum, interessante" foi uma ironia. Eu posso colocar o nome do meu partido de "partido libertário do Brasil" e apoiar um golpe militar. Esse argumento não passa em nenhum teste mínimo de lógica. E "medidas socialistas" que vocês chamam são as medidas de planejamento central e estatismo, enquanto um marxista não-leninista e anti-stalinista vai te dizer que os dois são fenômenos de capitalismo de estado. A discussão é muito mais complexa do que simplesmente definição de nomenclatura e, ainda sim, passa inevitavelmente por ela. Dizer que nazismo = socialismo é uma ação muito mais política do que téorica/analítica, e vocês sabem disso.

E Leandro: essa NÃO era a tese de Marx. Isso que você acabou de colocar - desculpe o tom - é uma falsificação grosseira. A tomada do estado em Marx serviria justamente para abolí-lo. Toda a digressão sobre ditadura do proletariado - o ínterim entre a tomada e derrubada - como vocês a conhecem é baboseira de Lênin (novamente, com alguma influência de Engels), não de Marx. No 18 Brumário, Luta de Classes em França e Guerra Civil em França Marx é enfático em dizer que não há nada dentro do Estado que possa realizar o interesse revolucionário. As idéias de maximização do estado, estatização e cerceamento da liberdade NÃO estão em Marx.

E Fernando Chiocca, de novo: se Stiglitz, Krugman e Amartya Sen podem e cometem erros, por que Reisman não cometeria? Que argumento de autoridade é esse? E eu que pensava que fossem os marxistas que adoravam esse culto à imagem intelectual de alguém; quase uma profissão de fé.

E, pra finalizar, adoro citar esse tipo de frase. Então, com o perdão dos colegas pelo já extenso reply, Leandro diz:

"Assim é fácil: coloca-se uma ideia em prática. Quando ela previsivelmente fracassa, recorre-se ao tipicamente surrado argumento de que, na realidade, a prática não tinha nada a ver com a ideia que a originou".

Os libertários não vivem dizendo que se o mercado fracassa é por que ele não era realmente livre como os teóricos (Hayek, Mises, Rothbard etc.) postularam lá na idéia original? Por que a Marx não é concedido esse privilégio?

Responder
Leandro 20/01/2011 17:29:11

Prezado Arthur: sim, a teoria de Marx é exatamente essa que eu citei, e não se trata de nenhuma falsificação grosseira de minha parte. Caso queira se dar ao trabalho, mostre que minha interpretação está fragorosamente errada, que me retratarei.

Tampouco neguei que Marx desejava "abolir o estado". Apenas falei que o método dele para lograr tal intento era bastante, hum, peculiar -- para não dizer ilógico.

E isso é uma questão de lógica interpretativa. Não dá pra rebater argumentos racionais apenas fazendo beicinho.

Quanto aos libertários e às "falhas de mercado", a diferença deles para os marxistas e as "falhas do socialismo" é que os libertários utilizam a lógica e a razão para explicar toda e qualquer "falha de mercado", demonstrando com argumentos racionais por que tal fenômeno ocorreu e citando medidas lógicas que evitariam tal ocorrência. O fato de um mercado genuinamente livre não gerar ciclos econômicos, e muito menos recessões, é apenas a conclusão lógica de todo uma teoria solidamente construída.

Já os marxistas recorrem apenas ao romantismo para explicar as falhas do socialismo -- até porque não teriam outra forma de fazê-lo, dado que, como Mises demonstrou em 1920 (sem jamais ter sido refutado), uma economia genuinamente socialista é impossível.

Abraços!

Responder
Fernando Chiocca 21/01/2011 00:43:28

Aposto que o Arthur tem a fórmula correta de como implementar o socialismo vislumbrado por Marx... è só dar o poder total do estado para ele que ele nós mostra, certo Arthur?

Já nós libertários não queremos o poder do estado para implementar nada. Tudo que queremos é que esse poder de coerção não seja usados contra inocentes. Pode ser?

Responder
mcmoraes 21/01/2011 17:35:09

Finalmente descobriram a fórmula correta do socialismo sonhado por Marx \\o/
The Waiting Game: Communist Monopoly

Responder
Norbs 16/05/2011 12:24:46

'Os libertários não vivem dizendo que se o mercado fracassa é por que ele não era realmente livre como os teóricos (Hayek, Mises, Rothbard etc.) postularam lá na idéia original? Por que a Marx não é concedido esse privilégio?'

Os libertários não vivem dizendo isso não, quando acontecem coisas como a crise do subprime, É A ESQUERDA, e não os libertários, que fala que aquilo foi feito pelo mercado.Os libertários falavam que aquilo ia dar merda des do começo.

Responder
Pedro 06/02/2013 13:28:46

Nobre Arthur, me responda segundo a sua "lógica" para negar que o nazismo (nacional socialismo) nada tinha com o socialismo porque Hitler e o NSDAP combatiam os partidos concorrentes.

CATÓTICOS E PROTESTANTANTES SE PERSEGUIRAM e travaram sangrentos combates..

..CARO BURRO ARTHUR, que diz burros e mal intencionados os criticos do socialismo, oque voce me dirá??? ...que um deles, os católicos ou os evangelicos, são ateus???

Me responda Arthur, CATÓLICOS E PROTESTANTES NÃO SÃO CRISTÃOS??? ...POR SE TEREM COMBATIDO SIGNIFICA QUE ALGUÉM É ATEU ou de outra religião????

FRANCAMENTE!!!!!! ...Que metodo estupido de avaliar questões

O fato de um supermercado disputar a clientela com outros supermercados significa que ele não é um supermercado?????

Francamente Arthur, vc não entende o que diz, mas em compensação também não entende o que lê.
O Nacional socialismo era socialismo porque o partido e as lideranças governamentais preconizavam e executavam o receituario socialista.

Abs

Responder
anônimo 28/02/2013 18:04:02

'Os libertários não vivem dizendo que se o mercado fracassa é por que ele não era realmente livre como os teóricos (Hayek, Mises, Rothbard etc.) postularam lá na idéia original? '

E não era mesmo. Só houve uma experiência minarquista na história e ela foi muito bem, obrigado.

Responder
Arthur Santos 21/01/2011 14:40:33

Fernando Chiocca: não sou socialista/comunista nem marxista. Sou liberal (rawlsiano) e, portanto, estatista, e minha discussão é mais com Nozick e Hayek do que com Mises e Rothbard.

Por isso, o debate aqui é meramente de interesse acadêmico. Vamos às respostas, e acho que elas servem a todos.

O meu argumento não é a favor de uma economia socialista, como Mises e Hayek a conceberam no debate com os soviéticos. Ficou provado teórica e empiricamente que o planejamento central da economia soviética não funciona. Isso é um dado objetivo.

Questão completamente diferente é se isto está ou não em Marx. Eu digo categoricamente: não está. Já apontei os textos que podem ser consultados caso queiram checar se o que digo são só ilações (Crítica ao programa de Gotha é mais um). Por isso, Leandro, me reservo o direito de não ter que abrir o livro e refutar textualmente o que você diz de Marx aqui. Veja, você não sustenta com qualquer menção a um escrito do alemão as suas afirmações. Você diz:"está É a teoria de Marx!". Muito bem: em qual livro/escrito está? Isso, pra mim, também é "fazer beicinho" rs.

Outro ponto é: mesmo que o comunismo/socialismo de Marx não tenha identidade alguma com o totalitarismo soviético, será que ele daria certo? Esse é um debate longo e, como se vê, se não sou marxista nem marxiano, é porque vejo sérios entraves à consecução das idéias de Marx e já tenho, assim, uma posição. Um desses entraves, para ficar só nesse, é o perfeccionismo moral necessário para a manutenção da ordem social.

Ou seja, a questão não é da ordem econômica, tendo em vista que, a despeito do que pensam alguns libertários, não existe só capitalismo e "socialismo" (planejamento central) como modos de organização da distribuição de bens primários.

Pra mim, é isso que tem que ficar claro. Sem essa distinção, penso que vocês nunca conseguirão sustentar um debate com quem realmente leu Marx (uma falha da maioria dos liberais e libertários que conheço). Se se diz que ele é tão adorado, a ponto de fazerem exegese de sua obra do Brasil, como enfrentar na esfera pública quem supostamente defende suas idéias sem lê-lo?

(Vocês verão que a maioria dos que são caracterizados como marxistas e esquerdistas passam longe daquilo que Marx pensava).

Responder
Fernando Chiocca 21/01/2011 15:54:31

Ok, perdi a aposta. Você não quer implementar o marxismo verdadeiro (seja lá o que você pense que as ideias abiloladas de Marx seriam na prática).

Mas ou os direitos de propriedade dos indivíduos são respeitados (anarco) Capitalismo ou não são Socialismo. Outras nomenclaturas podem entrar entre estes dois extremos, dependendo do grau de socialismo defendido (ou poderíamos chamar do grau inverso de capitalismo defendido)

Gráfico do Grau de Socialismo Versus Tamanho do Estado

Pode procurar que seu rawlsianismo tá aí no meio.

Responder
André Luis 26/01/2011 02:24:17

Trabalhadores, unam-se contra os exploradorese eu lhes darei o paraíso na terra. Se não for nesta vida, tenham fé, lhes darei o paraíso na próxima. Marx, o proselitista.

Como alguém que foi despejado inúmeras vezes por não pagar seus aluguéis (mas que tinha recursos para publicar seus jornais panfletários) pode cometer o disparate de escrever sobre Economia. Deveria ter se limitado a escrever um verbete, descartável, sobre inadimplemento.

Responder
daniel 11/02/2011 10:57:06

Presidente do PT, na festa de aniversário do partido, admite o que todos nós já sabíamos e estamos vendo na prática. O PT pretende sim implementar o socialismo.

Socialismo - No discurso de Lula, surgiu um PT que só teve acertos em três décadas de história e fez o melhor governo que o Brasil já teve. José Eduardo Dutra, presidente da legenda, seguiu o mesmo caminho; em meio a uma sequência de elogios ao partido, comemorou o fato de o Brasil ser "um país que caminha para a utopia em que todos nós acreditávamos e continuamos acreditando, que é uma sociedade socialista."

veja.abril.com.br/noticia/brasil/jose-dirceu-tem-lugar-de-destaque-em-festa-do-pt

Abaixo, nota publicada no site do partido

www.pt.org.br/portalpt/noticias/institucional-3/pt-comemora-31-anos-e-lula-e-reconduzido-a-presidencia-de-honra-42601.html

Responder
Daniel Marchi 16/05/2011 00:44:55

Assistam nos cinemas "Caminho da Liberdade". Uma rara produção cinematográfica que ilustra bem os horrores dos campos de concentração da URSS e a perseverança de alguns fugitivos em busca da liberdade.

Caminho da Liberdade - Trailer legendado
www.youtube.com/watch?v=uQaHmw0IOrM

Responder
Fábio 29/08/2011 22:04:35

Nazismo e fascismo NÂO são socialismo. Nesse ponto, concordo com o Olavo de Carvalho: www.olavodecarvalho.org/semana/fascismo.htm

Responder
Leandro 29/08/2011 22:30:37

Ora, se você concorda com o Olavo, então você concorda que nazismo e fascismo são socialismo. Veja o que ele diz:

[O liberalismo] já não se incomodava de personificar a "direita" aos olhos das duas concorrentes revolucionárias, rebatizadas "comunismo soviético" e "nazifascismo". Assim começou a luta de morte entre a revolução socialista e a revolução nacionalista, cada uma acusando a outra de cumplicidade com a "reação" liberal.

Ou seja, gêmeos siameses em briga fratricida justamente para ver quem é o mais puro, quem está mais distante do liberalismo. Quanto mais semelhantes são dois movimentos, maior o ódio entre eles, pois cada um quer ter a primazia e o monopólio das virtudes.

Responder
Fábio 31/08/2011 14:32:05

O texto NÃO diz que nazismo e fascismo são socialismo. Diz que existem 3 vertentes diferentes: (1) liberalismo, (2) comunismo/socialismo e (3) nacionalismo/fascismo. Se o fascismo e o socialismo são gêmeos, o liberalismo é o terceiro gêmeo, todos nascidos na Revolução Francesa: é isso que o texto defende. Para mim está tão óbvio o que ele está falando, mas para outros certamente não....

Responder
Sofista 25/02/2014 19:43:49

Perfeito, nunca faria uma sintese melhor.

Responder
Eduardo Bellani 25/02/2014 21:02:20

(1) liberalismo, (2) comunismo/socialismo e (3)
nacionalismo/fascismo. Se o fascismo e o socialismo são gêmeos, o
liberalismo é o terceiro gêmeo, todos nascidos na Revolução
Francesa


Acertou sobre o parentesco dos itens 2 e 3, mas errou sobre o
1. Nacionalismo e socialismo são resultados lógicos da enfatização em
uma de duas idéias da revolução francesa: fraternidade ou
igualdade. Essas idéias foram espalhadas por organizações
revolucionárias como os maçons e os iluminatti bávaros nos séculos
XVIII e XIX.[1]

Acontece que a terceira idéia da revolução francesa, a liberdade, é
muito mais antiga que a revolução francesa. No ocidente você consegue traçar
sua origem até a idéia de eudaimonia dos gregos, quee foi incorporada
no direito romano e, subsequentemente, ao direito canônico.

Abraços

[1] Billington, James H.; Fire in the Minds of Men: Origins of the
Revolutionary Faith

Responder
Andre Cavalcante 25/02/2014 23:09:51

Interessante...

Concordo com a Revolução Francesa:

igualdade - todos somos iguais - nascemos humanos e, portanto, sujeitos às mesmas leis naturais - logo, as leis humanas devem manter este pressuposto e devem manter a igualdade entre as pessoas, assim todas devem ser tratadas igualmente perante a própria lei (humana, no caso, porque as naturais já é assim).

fraternidade - só o voluntarismo, a troca de informação, a comunicação entre as pessoas, sem nenhum tipo de coerção, mesmo a psicológica, é que leva o homem ao encontro do outro e à formação de uma sociedade melhor, mais fraterna. Frater, quer dizer irmão, então ser fraterno é tratar os outros como se fosse meu irmão, um igual. Isso significa que também temos o direito, pela fraternidade, de não aceitar a coerção de ninguém. Estamos precisando muito disso hoje em dia (vide o problema das cotas que faz justamente o contrário...).

liberdade - só com a liberdade plena é que se consegue as duas coisas acima. Só com a liberdade de agir segundo a sua própria vontade (sem violar a liberdade alheia, é claro) é que será possível construir um sociedade com mais fraternidade e com igualdade. Lembrando sempre que liberdade caminha lado a lado com a responsabilidade pelos próprios atos. Propiciar liberdade é o mesmo que deixar as pessoas agirem, sem coerção alguma.

De fato formam um triângulo muito bom. Pena que estes princípio foram desvirtuados. Igualdade virou sinônimo de igualdade de renda, fraternidade virou sinônimo de aceitar tudo dos outros, e liberdade, pasmem, virou sinônimo de libertinagem.

Abraços

PS.: o comentário do Fábio não tem nem pé, nem cabeça.



Responder
Patrick 25/05/2012 16:15:42

O Nazismo era sim socialista, não comunista... Tentar criticar o Socialismo e citar o Nazismo é loucura, pois, se avaliarmos o Nazismo em seu puro aspecto econômico ele se mostrou extremamente eficaz até antes da guerra (1933-1939).

O Nazismo era Nacionalista-Socialista, permitia propriedade privada, incentivava a indústria e o capitalismo, mas continha aspectos socialistas apenas no aspecto de adotar medidas sociais como promover escolas e hospitais públicos, facilitar a compra de imóveis com incentivo financeiro do governo, etc...

Goebbels sobre o capitalismo :

"Capitalismo não é uma coisa, mas sim uma relação para com ela. Não são as minas, fábricas, imóveis e terrenos, instalações ferroviárias, dinheiro e ações, as causas de nossa necessidade social, mas sim o abuso destes bens do povo. O capitalismo não é nada mais que a usurpação do capital do povo e, de fato, esta definição não encontra sua definição na limitação da pura economia. Ela tem sua validade ampla em todas as áreas da vida pública. Ela representa um princípio. Capitalismo é, sobretudo, o uso abusivo dos bens comuns, e a pessoa, que comete este abuso, é um capitalista.


Uma mina existe para fornecer carvão ao povo, para que ele tenha luz e calor. Fábricas, casas, propriedades e terrenos, dinheiro e ações, existem para estar a serviço do povo, e não para tornar escravo um povo. A posse destes bens não proporciona somente direitos, mas deveres. Propriedade significa responsabilidade, e não apenas com seu próprio bolso, mas perante o povo e seu bem-estar. No início, as minas estavam lá para servir à produção, e a produção existe para servir ao povo. Não foi o dinheiro que descobriu as pessoas, mas sim as pessoas que inventaram o dinheiro, e para que ele lhes sirva, e não para que as subjugue."

(Joseph Goebbels, O ataque – Extratos da época de luta, 1935, p. 188-190)

Hitler sobre o comunismo:

"Não posso transigir com uma concepção de mundo [o bolchevismo] que, em toda parte onde alcança o poder, trata logo de libertar, não os trabalhadores, mas a escória da humanidade, o elemento anti-social concentrado nas prisões - e soltar estas bestas selvagens no mundo impotente e aterrado que os rodeia..."


"O bolchevismo converte campos florescentes em sinistros montões de ruínas; o nacional-socialismo transforma um regime de miséria e destruição num Estado sadio, de próspera vida econômica..."

"Não me é necessário fortalecer com triunfos militares a reputação do movimento nacional-socialista, nem tampouco o exército alemão. Quem, como nós, empreendeu tão ingentes tarefas econômicas e culturais e está determinado a levá-las avante, pode encontrar a mais alta glória apenas na paz... Mas o bolchevismo que, segundo soubemos faz apenas alguns meses, pretendia aparelhar seu exército de tal maneira que pudesse com violência, se necessário, abrir as portas da revolução entre outros povos - saiba esse bolchevismo que, às portas da Alemanha, encontrará o novo exército alemão... Tenho a convicção de que, como nacional-socialista, sou aos olhos dos burgueses democratas nada mais que um homem selvagem. Embora selvagem, julgo-me melhor europeu e, em qualquer hipótese, mais sensato do que eles. É com grave ansiedade que pressinto na Europa a possibilidade de um desenvolvimento como o seguinte: as democracias talvez continuem a desintegrar os Estados europeus, tornando-os internamente mais inseguros na avaliação dos perigos que os ameaçam e, acima de tudo, mutilando todo o poder de resistência decidida. A democracia é o canal por onde o bolchevismo conduz o veneno para os países desunidos, deixando-o agir tempo suficiente para que as infecções produzam o definhamento da razão e do poder de resistência. Julgo então possível a formação - para evitar algo ainda pior - de coalizões de governo, mascaradas em Frentes Populares ou coisas que o valha, cujo empenho é destruir nesses povos, e talvez o consigam, as últimas forças remanescentes quer em organização quer em projeto, capazes de oferecer resistência ao bolchevismo."

(Discurso de Hitler a 14 de setembro de 1936 - Nürnberg)

"O capitalismo é a exploração do homem pelo próprio homem, o comunismo é o contrário"

"O capitalismo e o comunismo são duas faces da mesma moeda"

Responder
Leandro 29/05/2012 06:33:22

Patrick, há o socialismo de estilo soviético (bolchevista) e o socialismo de estilo alemão (nazista). Fixar preços é uma forma de ataque à propriedade privada, pois retira dos produtores as opções que eles teriam no livre mercado para aplicar seus recursos. Fixação de preços é um decreto estatal que, na prática, proíbe os proprietários de investirem seus recursos onde bem quiserem.

Os nazistas praticaram controle de preços, controle de salários e arregimentaram toda a produção. A propriedade dos meios de produção continuou em mãos privadas, mas era o governo quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem tais produtos seriam distribuídos, bem como quais preços seriam cobrados, quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado nominal receber.

Isso é socialismo.

No mais, a sua última frase foi de uma ignorância ímpar, pois mostra desconhecimento total pelos mais básicos aspectos de ambos os sistemas.

Abraços!

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Patrick 29/05/2012 21:36:26

Se há dois tipos de socialismo, colocar a imagem da suástica em igualdade a foice e o martelo só demonstra ignorância.

Os Nazistas controlaram o mercado? Oras, eles eram socialistas! Claro que controlaram...

Sobre a ultima frase, o capitalismo desenfreado (liberalismo) produz a Escravidão dos Juros e as Altas Finanças. Compreenda estes dois termos e verá que tanto no liberalismo quanto no comunismo o trabalhador é explorado e diminuído.

Manifesto pelo rompimento da escravidão dos juros (escrito em 1919, por G. Feder):

"Os grandes poderosos do mundo das finanças permanecem como a última força impulsora atrás do imperialismo anglo-americano, que abraça o mundo. Os grande financistas financiaram de fato as cruéis mortes de seres humanos na Guerra Mundial. Os grandes financistas, certamente como os proprietários de todos os grandes jornais, envolveram o mundo em uma rede de intrigas. Eles incentivaram com prazer toda a paixão, o desejo pelo luxo, o consumismo, as saudades sem sentido e as utopias... O espírito do consumismo queria somente conhecer os números da exportação, números sobre a riqueza nacional, sobre o aumento e projetos das grandes corporações financeiras, sobre os financiamentos internacionais, etc. E levou à bancarrota a moral pública, os círculos dirigentes ao materialismo e na vontade ao prazer, a uma banalização da vida nacional, todos estes fatores que carregam a culpa pelo terrível colapso."

"A insaciável cobiça pelos juros do empréstimo do grande capital é a fuga ao trabalho humano. As receitas das casas dos Rothschild, dos Kahn, Loeb, Speyer, Schiff, Morgan, Vanderbilt e Astor, estimadas juntas em pelo menos sessenta ou setenta milhões, com um rendimento de 5% de juros, significa para estas oito famílias um rendimento de 75% dos contribuintes da Prússia no ano de 1912, que era constituída por 21.000.000 de almas. Oito multimilionários têm o mesmo rendimento do que 38 milhões de alemães."

"Através de uma intensiva campanha de esclarecimento, tem-se que expor ao povo de forma clara, que o dinheiro nada mais deve representar do que um vale para o trabalho executado, que aquela economia desenvolvida necessita o dinheiro como meio de troca; mas que com isso a função do dinheiro está terminada e de forma alguma pode ser transferido ao dinheiro, através dos juros, um poder sobrenatural que cresce por si só ao custo do trabalho produtivo."

O liberalismo desenfreado e sem compromissos é tão explorador quando o comunismo.

E repito, tentar criticar o sistema socialista e para isso usar de exemplo o regime onde ele mais se mostrou eficaz (1933-1939) é loucura. O socialismo alemão (em termos apenas econômicos) fez de uma nação destroçada pela primeira guerra, pelo Tradado de Versalhes, pela crise de 1929 a maior potência da Europa e uma das maiores do mundo.

Adolf Hitler (Mein Kampf I - pág 229)

"Pela primeira vez na minha vida, assisti a uma exposição de princípios relativa ao capital internacional, no que diz respeito a movimentos de bolsa e empréstimos. Depois de ter ouvido a primeira preleção de Feder, passou-me imediatamente pela cabeça a idéia de ter então encontrado uma das condições básicas para a fundação de um novo partido.
Aos meus olhos o mérito de Feder consistia em ter pintado, com as cores mais fortes, o caráter especulativo, assim como econômico, das bolsas e dos empréstimos internacionais e ter mostrado a sua eterna condição prévia de aplicar juros. As suas exposições eram tão certas em todas as questões fundamentais, que os críticos desde logo combatiam menos a veracidade teórica da idéia do que a possibilidade prática de sua execução. Assim, o que aos olhos dos outros era considerado o lado fraco das idéias de Feder, consistia aos meus o seu ponto mais forte."

Responder
Antonio Galdiano 01/10/2012 09:37:09

Patrick, tudo que nesse manisfesto de G. Feder faz é uma interpretação marxista (ou algo muito próximo do marxismo) dos fatos.\r
\r
Ele conta sobre 1)O grande poder dos financistas do mundo mediante seu consorciamento com o estado, 2)alteração da moralidade antes vigente, 3)exemplos históricos de como isso aconteceu e de como isso leva à concentração de renda e 4)defende uma teoria objetiva do valor (isso parece que não morre) em que as coisas devem valer em proporção a uma unidade objetiva, no caso, o trabalho.\r
\r
O que ele não conta: Os itens 1, 2 e 3 estão diretamente associados não ao capitalismo liberal, mas sim ao capitalismo de estado ou capitalismo de compadrio ou capitalismo intervencionista ou socialismo fabiano. Isto é, em um primeiro momento, os grandes capitalistas pretendem acabar com a livre concorrência corsorciando-se ao estado vigente (qualquer semelhança entre os investimento do BNDES às empresas amigas do rei, ou a proposição de parcerias público-privadas não é mera coincidência). Simultaneamente, outras forças concorrem com essa proposição de tomada do poder para estabelecer um "bem maior" às custas dos outros (No brasil, Bolsa "sei lá o que" é o reflexo imediato disso). Num segundo momento existe uma indefinição: ou os ex-capitalistas (aqueles que querem ajuda do estado para acabar com a concorrência) cooptam todo o poder político (capitalismo de estado - socialismo fabiano) ou outras forças (como o grupo da caridade forçada) fazem essa cooptação ou mesmo uma combinação desses grupos (o caso brasileiro). Assim, prevalece a máxima de Jean-Baptiste Say: "O estado é a ficção em que todos pensam que podem viver às custas dos outros". Todos querem sua casquinha e viverem às custas dos outros, seja pela derrocada da concorrência seja pela caridade imposta!\r
\r
O item 4 é a defesa de uma teoria objetiva do valor em que o valor é o trabalho. Não se sabe por que meios (porque "uma intensiva campanha de esclarecimento" não diz muita coisa, haja vista que todos esclarecimentos sobre o malefício do fumo, por exemplo, não o erradicou) defende que o valor das coisas deve ser proporcional ao trabalho empregado, por si só, é só uma perda de tempo (e particularmente eu não tenho nada contra você perder seu tempo tentando convercer pacificamente pessoas a alocarem baseadas nesse valor específico, desde que você mantenha-se pacífico e promova a paz). Jamais você conseguirá fazer a maioria das pessoas a pagar a mais por 1kg de feijão de tal marca porque ele emprega mais pessoas que seu concorrente, assim como você não consegue fazer com que a maioria das pessoas façam caridade voluntariamente. O valor das coisas é subjetivo e se você pretende influenciar essa subjetividade ao seu gosto, que o faça de modo pacífico. Você verá que fracassará fragorosamente.\r
\r
Em sumo, esse texto não traz nenhum elemento realmente crítico à teoria liberal austríaca. Ele trata basicamente de falhas de governo e de uma teoria do valor sem pé nem cabeça.\r
\r
O que é essa "escravidão dos juros"?\r
Primeiro: se o estado não coibisse a entrada de bancos no sistema financeiro, a concorrência aumentaria e os juros só se manteriam altos caso houvesse alta demanda, e ainda ssim seria algo temporário, pois o fato de os juros se manterem altos atrairia novos emprestadores (antes coibidos pelo estado) e a concorrência faria o serviço de reduzir o juro.\r
Segundo: Se a pessoa não quer ser "escrava dos juros", é só ela não pegar emprestado. Se a pessoa pegou emprestado é porque ela, subjetivamente (olha que terrível nossa subjetividade) achou o empréstimo e o pagamento de juros melhor que não o fazê-lo.

Responder
Patrick 05/10/2012 09:02:55

Como o Leandro havia me dito para parar de "poluir" o site, eu o atendi, pois ele deve ser moderador ou algo do tipo e reconheço o direito dele de soltar as próprias "verdades" sem desejar crítica ou debate sobre as mesmas. Como o senhor Antonio veio entrar na conversa, sou obrigado a responder.

"Em sumo, esse texto não traz nenhum elemento realmente crítico à teoria liberal austríaca."

O que o texto tenta mostrar é como o capitalismo e o comunismo (ou o socialismo marxista) são duas faces da mesma moeda. O problema dos "libertários" são que eles enxergam politica pequena, de bairro.

Deixe-me mostrar como é que anda o sistema financeiro global atual.

Os 6 maiores bancos do mundo são: Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs, JP Morgan, Wells Fargo, Morgan Stanley.

Vamos analisar seus acionistas.

Bank of America - State Street Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelidty), BlackRock, T. Rowe, Capital World Investor, Bank of NY Mellon, AXA, Paulson, JP Morgan.

JP Morgan - State Street Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelidty), BlackRock, T. Rowe, Capital World Investor, Bank of NY Mellon, AXA, Capital Research Global Investor, Northern Trust Corp.

Citigroup - State Street Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelidty), BlackRock, Capital World Investor, Bank of NY Mellon, Paulson, JP Morgan, Northern Trust Corp., Fair Home Capital Mgmt.

Wells Fargo - State Street Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelidty), BlackRock, T. Rowe, Capital World Investor, AXA, Wellington Mgmt, Davis Selected Advisers e Berkshire Hathaway.

Goldman Sachs - State Street Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelidty), BlackRock, T. Rowe, Capital World Investor, AXA, Wellington Mgmt, Massachusetts Financial Service.

Morgan Stanley - State Street Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelidty), BlackRock, T. Rowe, AXA, Bank of NY Mellon, Mitsubishi UFJ, Franklin Recourses, Jennison Associates.

Só de bater o olho da pra notar que há uma repetição de acionistas nesses bancos, a repetição das seguintes empresas: State Street Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelidty), BlackRock.

E quem são os acionistas dos acionistas? Vamos ver quem controla as ações dessas empresas que controlam os bancos:

State Street Corp. - State Street Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelidty), BlackRock, Massachusetts Financial Services, Capital Research Global Investor, Barrow Hanley, GE, Putnam Investiment.

Black Rock - PNC, Barclays e CIC. (Aqui devemos analisar quem controla a PNC e a Barclays)
____PNC - State Street Corp., FMR (Fidelidty), BlackRock.
____Barclays – BlackRock.

Eu poderia ficar uma semana debulhando sobre todas essas grandes financeiras para mostrar como o monopolio global está feito totalmente armado, são as mesmas empresas que são acionistas entre si e assim por diante. Para resumir eu posso dizer:

As 08 maiores empresas financeiras dos Estados Unidos (JP Morgan, Wells Fargo, Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs, US Bancorp, Bank of NY Mellon e Morgan Stanley) são controladas em 100% por 10 acionistas, onde podemos ver 04 empresas que sempre estão presentes nas decisões, State Street Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelidty), BlackRock.

Antes que você argumente o controle do FED sobre o mercado, vou desmascara-lo logo aqui:

A Reserva Federal Americana é formada por 12 instituições bancárias, representadas por um conselho de admnistração de 07 pessoas do qual fazem parte os representantes dos State Street Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelidty), BlackRock, que por sua vez estão presentes em todas outras entidades. O FED que impreme o dólar americano então está controlado por empresas PRIVADAS.

Posso lhe dar uma lista de inúmeras outra grandes empresas que são controladas por essas quatro acionistas (State Street Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelidty), BlackRock), empresas de diferentes ramos (dês de alimentos, mídia, farmaceuticas e tecnologia). O que vemos hoje é o total monopolio do mercado, algo que não deveria ocorrer.

O verdadeiro socialismo permite a inciativa privada, mas tem em mente que as ações economicas são ações como ações de ambito pessoal, da mesma maneira que você não pode fazer o que quiser na rua, você não pode fazer o que quiser no mercado, pois influencia os outros da mesma maneira que suas ações na rua (ações diretas) influenciam.

Adam Smith foi um capitalista, mas um capitalista coerente, como todos deveriam ser, dele podemos achar citações do tipo:

"O único uso do dinheiro é circular bens consumíveis."

"Um monopólio garantido a um indivíduo ou a uma companhia de comércio tem o mesmo efeito que um segredo no comércio ou em manufaturas. Os monopólios, mantendo o mercado constantemente desprovido, nunca fornecendo a demanda efetiva, vendem suas mercadorias muito acima do preço natural e elevam seus amolumentos, consistam eles em salários ou lucro, grandemente acima de sua cotação natural."

"Pessoas do mesmo ramo raramente se reúnem, até mesmo para se divertir, mas quando o fazem a conversa termina numa conspiração contra o público, ou então num conluio para eumentar os preços."

O verdadeiro mercado deve fluir sem especulações, sem pirâmides, sem grandes monopólios. E essa de "se não gosta do serviço não o contrate" é algo TOTALMENTE incoerente. Quer dizer que se houver um gigante monopólio dos items de primeira necessidade, fazendo com que todos subam o preço absurdamente, cada cidadão indgnado será obrigado a cultivar os próprios alimentos? E os que não forem capazes devem passar fome por isso? Devemos morrer pelo direito do outro de monopolizar o mercado e nos extorquir (ou compra ou passa fome)?

"[...]sem a especulação, a indústria multiplicaria os capitais privados e melhoraria a agricultura, liberando a terra das dívidas criadas pelos bancos rurais."

O que o verdadeiro socialismo (o não marxista) prega, não é valor objetivo das coisas, mas o fim do lucro pelo lucro. Dinheiro é um meio de troca, e não um bem de comercio, você tem que ter (fazer) alguma coisa para justificar aquele dinheiro, vou dar um simples exemplo:

Tonico tem uma cabra, ele quer trocar em alguma coisa, para facilitar essa troca foi inventado algo chamado nota (dinheiro) para que ele possa trocar a cabra sem que necessariamente a outra pessoa precise da cabra. Tonico vende a sua cabra por uma nota, de onde veio essa nota do Tonico? Da cabra. Agora se Tonico pega essa nota e por meio de especulação começa a multiplica-lo sem ter algo ou fazer algo que justifique as outras notas obtidas com essa especulação, logo Tonico vai começar prejudicar toda uma sociedade, pois estará modificando a função da nota (que é o que a bolsa de valores faz) entende? A pessoa começa a lucrar com o lucro, o que os bancos fazem quando emprestam mais dinheiro do que se tem em caixa (pirâmide) por exemplo.

Tenho muito mais a dizer, mas como o texto já está grande vou esperar as críticas a essa primeira parte.

Patrick Logan Oliveira Campos.

Responder
Leandro 05/10/2012 09:50:54

Prezado Patrick, você precisou escrever isso tudo apenas para dizer que o setor financeiro mundial é um oligopólio? Genial. A sua próxima descoberta estupefaciente será a de que o diamante é formado por carbono puro cristalizado.

Não há um só artigo neste site que, ao falar sobre o sistema financeiro e monetário, não deixe de criticá-lo justamente por ser o setor mais protegido, regulado e controlado diretamente pelo estado. Qual a agência reguladora que supervisiona, protege, controla e fornece monopolisticamente o "insumo" (dinheiro) de todo o sistema bancário? Acertou, os bancos centrais. São eles que coordenam todo o sistema bancário, são eles que protegem o sistema bancário contra concorrência externa (se eu quiser realizar atividades bancárias na minha garagem, o Banco Central proíbe), são eles que coordenam a expansão do crédito realizada pelos bancos e são eles que socorrem o sistema quando os bancos fazem besteira.

Isso é livre mercado? Você está realmente surpreso pelo fato de o setor ser extremamente concentrado?

Quanto ao Fed ser "privado", isso também já foi explicado várias vezes neste site. Dizer que o Fed é privado é uma afirmação um tanto forçada. O presidente do Fed é apontado pelo presidente americano, e a autoridade do Fed é derivada do Congresso americano, o qual tem poderes de supervisão sobre o Fed, embora não tenha -- em tese! -- poderes sobre a política monetária que este adota.

Ademais, o presidente do Fed, após ser escolhido pelo presidente americano, precisa ser aprovado pelo Congresso.

É também o governo quem determina os salários de alguns dos funcionários do alto escalão do Fed.

Agora, o Fed é "privado" em dois sentidos:

1) Suas 12 sucursais (Boston, Nova York, Filadélfia, Cleveland, Richmond, Atlanta, Chicago, St. Louis, Minneapolis, Kansas City, Dallas e San Francisco) são geridas privadamente (é como se as sucursais do Banco Central no Rio, em São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza etc. tivessem gerência privada). Mas elas apenas obedecem às ordens do Fed de Washington, que é quem manda em todo o sistema.

2) O Fed como um todo não sofre qualquer auditoria política. Trata-se de uma caixa-preta mais impenetrável que a CIA.

Por fim, vale ressaltar que a autorização para o Fed funcionar foi concedida pelo congresso americano no Federal Reserve Act de 1913. Logo, tecnicamente, a existência legal do Fed também depende do governo. Apenas seu controle acionário se dá através de instituições privadas.

Qualquer padaria de esquina é mais privada do que o Fed.

Aproveito a deixa e lhe convido a assistir ao documentário publicado no artigo de hoje, o qual versa justamente -- e em grandes detalhes -- sobre esta questão bancária. Se você quer criticar algo, é necessário possuir entendimentos básicos sobre o assunto, antes de "soltar as próprias "verdades"".

Abraços!

Responder
Patrick 05/10/2012 10:19:00

Acho que aquele aviso de "visão de bairro" de nada adiantou. Quantas vezes vou ter que dizer que estou mostrando como o capitalismo e o comunismo (socialismo marxista) são faces da mesma moeda. O governo protege o mercado e o mercado financia o governo? Ora bolas, tem algo errado aí.

E dizer "nós criticamos o Fed também!" para fugir de todos os outros argumentos é bem inteligente.

O alvo da crítica foi como poucas empresas acionistas conseguem controlar todo um sistema econômico(vou ter que postar a lista de mais de 20 grandes empresas dês de alimentos, mídia, farmácia e tecnologia para lhe fazer ver o fato?) mesmo sem a ajuda do governo, apenas usando especulação na bolsa de valores, como as 04 grandes acionistas que estão nas decisões de todo um sistema econômico.

Faltou citar a crítica do lucro pelo lucro, da especulação e do monopólio.

O Fed é fruto dessa "democracia" mesclado com "liberalismo", sempre vai dar nisso pois é lei matemática de que se a politica precisa de dinheiro, ela vai atrás de quem o tem, e quem tem vai atrás dos benefícios dessa politica.

A economia tem como objetivo servir a Nação inteira, e nem no liberalismo nem no comunismo vemos isso, devemos olhar já para a terceira via, um socialismo não-marxista.

Além do mais...

Criticar um ponto, mesclar com critica pessoal e achar que assim rebateu TODOS os pontos é realmente uma prova de que Schopenhauer e sua dialética erística deixou alunos.

Responder
Leandro 05/10/2012 10:47:53

"O governo protege o mercado e o mercado financia o governo? Ora bolas, tem algo errado aí."

Ora bolas e caçarolas, mas é claro que tem algo de muito errado neste arranjo: isso chama-se corporativismo (popularmente conhecido como fascismo), sistema este criticado semanalmente por este site. "Visão de bairro" é você vir aqui, ler apenas um artigo, ignorar os outros 1.500 existentes no site (os quais versam sobre absolutamente tudo de economia), e achar que encontrou "brechas" ou "falhas" naquilo que defendemos. Aprume-se, rapaz.

"O alvo da crítica foi como poucas empresas acionistas conseguem controlar todo um sistema econômico (vou ter que postar a lista de mais de 20 grandes empresas dês de alimentos, mídia, farmácia e tecnologia para lhe fazer ver o fato?) mesmo sem a ajuda do governo[...]"

Como assim "mesmo sem ajuda do governo"? Viu como você é incoerente? Em seu primeiro parágrafo você, muito corretamente, diz que "o governo protege o mercado e o mercado financia o governo". Apenas dois parágrafos depois você diz que poucas grandes empresas controlam o sistema "mesmo sem a ajuda do governo". Ora, afinal, o governo protege estas empresas ou ele não as ajuda em nada? Decida-se. (Dica: a resposta correta é a primeira opção).

Será que você realmente acha que as grandes empresas de alimentação, mídia, farmácia e tecnologia operam em ambiente desregulamentado? Você não conhece, por exemplo, a expressão americana "Big Pharma", utilizada justamente para criticar os amplos subsídios, bem como o amplo protecionismo fornecidos pelo governo às grandes empresas farmacêuticas? "Big Agra" para o setor agrícola e alimentício? "Big Media"? "Big Oil"? Pois é.

"[...]apenas usando especulação na bolsa de valores, como as 04 grandes acionistas que estão nas decisões de todo um sistema econômico."

De novo: o que você acha que estimula a especulação? Aliás, o que você acha que permite a especulação? Dica: o atual formato do sistema financeiro e monetário. O governo possui o monopólio da moeda, imprime o quanto quer de dinheiro, joga esse dinheiro no mercado financeiro e com isso faz a farra dos especuladores. Uma moeda metálica, como o ouro, que não pode ser criada eletronicamente e que não está sob o controle direto dos governos, aniquilaria de imediato qualquer tipo de especulação financeira.

Leia aqui e aqui para ao menos saber que há explicações para estas coisas que você julga ser o único a ter percebido. Pior ainda: coisas que você julga serem consequências nefastas do sistema de livre concorrência, e não do intervencionismo estatal.

"Criticar um ponto, mesclar com critica pessoal e achar que assim rebateu TODOS os pontos é realmente uma prova de que Schopenhauer e sua dialética erística deixou alunos."

Exato! Vamos ver ser você agora aprende a seguir o próprio conselho. Até o momento, você é o primeiro da classe na arte de dominar o estratagema erístico schopenhaueriano.

Abraços!

Responder
Renato Souza 26/03/2013 04:03:20

Patrick

O que você chama de capitalismo é simplesmente o intervencionismo. Intervencionismo é uma doutrina que se apresentou sob diversas faces: "mercantilismo", "fascimo", "keynesianismo". Ela é oposta ao liberalismo, isto é, oposta à liberdade econômica. O intervencionismo, na sua forma mais extrema (nazismo) funciona economicamente exatamente (nos principais aspectos) como o socialismo, só que com outros nomes. Ora, se a forma mais extrema de intervencionismo é, na prática, socialismo, então as suas formas menos extremas são socialismo diluido.

Ora, você pode chamar o intervencionismo de "capitalismo", se quiser, mas isso confundirá as pessoas, porque intervencionismo é contrário ao livre mercado. Vejamos a atual forma de intervencionismo, o keynesianismo. Ele por natureza é um sistema com o setor financeiro hipertrofiado, e tem de ser assim, porque um dos pilares principais dos keynesianismo é uma forte e contínua expansão monetária. Outro forte pilar do keynesianismo é a cartelização, particularmente bancária. Ao afirmar que o "capitalismo" tem o setor financeiro hipertrofiado e produz a cartelização, você causa confusão, porque é o keynesianismo, e não o livre mercado o responsavel por essas distorções.

Você acusa ainda a conspiração entre "capitalismo" e socialismo, para dominar a sociedade. Se o que você chama de "capitalismo" é o keynesianismo, então você está inteiramente certo, eles são aliados naturais, porque ambos desejam o estado totalitário. Ambos odeiam o império da lei. Ambos amam o planejamento central. Ambos conspiram contra as liberdades individuais. Ambos são operados por engenheiros sociais. Mas entenda que é o keynesianismo e não a liberdade (de mercado ou qualquer outra) que se associa ao comunismo para produzir opressão.

PS: Sempre que você falar das elites globalistas, estará falando de intervencionistas.

Responder
Rafael 24/02/2014 20:28:42

Santo deus.
Senhor Patrick, cite todas as empresas que você disse que subiram só com especulação na bolsa de valores (percebe-se aqui que você é um ignaro em bolsa de valores) e sem ajuda do governo. Aponte uma a uma e mostre que em nenhuma dessas mega empresas têm na sua folha de pagamentos lobistas para angariar privilégios junto ao governo.
Explique-nos também a contradição flagrante que o Leandro apontou no seu texto, onde você diz que as empresas sobem com a ajuda do governo e logo a seguir diz o contrario.

Fica ai de presente pra você um texto sobre a Monsanto (que na sua visão age conforme o mais livre dos capitalismos), dê uma olhadinha na tabela no final da lista onde mostra as relações entre governo e diretores da empresa. Boa leitura!

mises.org/daily/6580/Monsantos-Friends-in-High-Places

Recomendo que leia os artigos neste site sobre: monopólios, mercantilismo e crise financeira de 2008. Você não impressiona nem um pouco com seus argumentos, que alias ja foram rebatidos centenas de vezes por aqui. Leia o que os libertários pensam a respeito destes tópicos pra depois você vir papagaiar.

Responder
Cauê 25/02/2014 22:04:14

Patrick está certo em tudo o que disse ... Libertários não vêem porque não querem.

Muito disso se deve porque a maioria não produz nada de fato. São economistas, funças, advogados, etc.

Agora, Patrick, socialismo não-marxista não existe pô...

Recomendo que você leia os livros do G.K. Chesterton. Ele mostrou tudo isso. Previu tudo e ninguém leva suas teorias (e propostas) a sério. Inclusive em relação às loucuras do Hitler.

Enfim, Igreja Católica certa, mundo errado. Como sempre.

E mesmo com a infiltração voltará a trazer a ordem nessa porcaria. Espero ainda estar vivo.

E os políticos americanos que tentaram lutar contra o FED (portanto, público contra privado, na cabeça de vocês) foram assassinados, ou tentaram assassiná-los. Então não vejo como a crítica ao estado, nesse aspecto, possa prosseguir.

USURA, eis a discussão proibida.

Responder
Leandro 30/05/2012 17:34:16

"O socialismo alemão (em termos apenas econômicos) fez de uma nação destroçada pela primeira guerra, pelo Tradado de Versalhes, pela crise de 1929 a maior potência da Europa e uma das maiores do mundo."

O socialismo alemão criou uma sociedade totalmente arregimentada, na qual todos viviam em função de obedecer às ordens do Führer. A Alemanha não era mais rica que a França e que a Inglaterra. Ademais, a potência alemã só surgiu justamente após a Segunda Guerra, com as reformas de mercado promovidas por Ludwig Erhard, que era sido discípulo de Mises. Pare de poluir o site com disparates, por favor. Crie um blog para si próprio (aproveite o livre mercado da internet, é de graça) e confine a ele sua defesa da sociedade dirigida e controlada.

Responder
Fellipe 22/12/2012 14:14:54

Estava lendo o artigo abaixo e me deu calafrios. Está acontecendo de novo, em todos os lugares.

blog.beliefnet.com/on_the_front_lines_of_the_culture_wars/2011/04/she-survived-hitler-and-wants-to-warn-america.html#ixzz2FTELIpdo

O mais triste e que pessoas como está mulher, que são testemunhas oculares dos horrores do socialismo, logo mais não existirão para contar a verdade.

Abs,

Responder
Renato Souza 26/03/2013 03:11:41

O mais espantoso é a forma indecorosa como os negadores da natureza socialista do nazismo usam dois argumentos contraditórios:

1. Quase todos eles dizem que o stalinismo era contrário ao socialismo (apesar de ter sido Lenin que escolheu e deu poder a Stalin).

2. Quase todos eles dizem que o ataque de Hitler à URSS de Stalin prova que o nazismo é oposto ao socialismo, visto que a URSS seria socialista e um socialista não poderia atacar outro socialista.

Os dois argumentos em si são falsidades, mas não quero discutir isso agora. Quero apontar que todo aquele que usa o primeiro argumento, destruiu o segundo. Mesmo que o segundo argumento não fosse, ele mesmo, um "non sequitur".

Muitos dos que caem nessa incoerência o fazem tentando enganar os outros. Muitos o fazem por burrice. A maioria o faz misturando doses cavaleares de falsidade e burrice.

Responder
Renato Souza 27/03/2013 13:14:51

Cometi um erro. O segundo argumento não é em si mesmo um "non sequitur". O que acontece é que a segund premissa do argumento (um socialista não atacaria outro socialista) é falsa. E é utilizada sem que se de provas disso.

Mas o cerne do meu comentário permanece: Os esquerdistas utilizam dois argumentos contraditórios para negar que o nazismo seja socialismo.

Responder
Rodrigo Lopes Lourenço 26/03/2013 03:38:18

Alguns fatos que dificultam diferençar o national-socialismo do socialismo:
a) Hitler disse: "Eu sou socialista porque a mim parece incompreensível tratar e manusear uma máquina com cuidado, mas deixar deteriorar o mais nobre representante do trabalho, o próprio ser humano";
b) O item dez do Programa de Vinte e Cinco pontos do Partido Nacional-Socialista dizia: "A atividade individual não deve atentar contra os interesses da coletividade, senão deve no todo acontecer para o benefício de todos";
c) o item catorze do mesmo programa dizia: "Nós exigimos participação nos lucros nos grandes empresas";
d) o item quinze do mesmo programa dizia: "Nós exigimos generosa ampliação das pensões por velhice";
e) o item vinte e um do mesmo programa dizia: "O Estado deve se preocupar com a elevação da saúde popular pela segurança da mãe e da criança e pela proibição do trabalho infantil...";
f) em 13/03/34, toda a atividade comercial foi classificada em setores e submetida ao princípio de obediência ao Führer;
g) em 24/04/35, a expropriação e dissolução de editoras privadas tornou-se legalmente possível.
Paro por aqui, antes de a enumeração se tornar enfadonha. Todavia, as fontes dos dados acima e os textos originais em alemão podem ser fornecidos, se necessário for.
Lembrem-se que nem mencionei o aspecto ultracentralizador da ditadura nacional-socialista que, no dia de seu primeiro aniversário, 30 de janeiro de 1934, com a segunda lei da nova estrutura do Estado, extinguiu a autonomia dos governos estaduais.
Fascinante, por outro lado, é verificar a absoluta obediência das praticas da ditadura nacional-socialista às ideias de Keynes, assim como o prefácio à edição alemã de sua mais famosa obra, no qual há descarado elogio a uma ditadura, então com três anos e meio, que já instalara campos de concentração.
Por fim, no Youtube, buscando por "Hitler on the German economy", há um discurso do bandido, com legendas em inglês, que é uma aula precisa e fiel das ideias de Keynes.

Responder
Amarilio Adolfo da Silva de Souza 24/06/2013 00:49:14

O "estado" é um câncer. O "estado" "socialista" é um câncer em estado terminal.

Responder
anônimo 29/07/2013 16:54:43

A industria de armas alemã não era privada? Se eu não me engano até o Mises já disse isso,

Responder
Guilherme 29/07/2013 17:09:17

Toda indústria de armas é privada. A questão é que quem financia e compra os produtos é o governo. Isso é corporativismo. Capitalismo de compadres.

Responder
anônimo 29/07/2013 18:09:57

Então, se de fato havia industrias privadas não dá para afirmar que é socialismo.

Responder
Leandro 29/07/2013 18:17:58

Há o socialismo de estilo soviético (bolchevista) e o socialismo de estilo alemão (nazista). Fixar preços é uma forma de ataque à propriedade privada, pois retira dos produtores as opções que eles teriam no livre mercado para aplicar seus recursos. Fixação de preços é um decreto estatal que, na prática, proíbe os proprietários de investirem seus recursos onde bem quiserem.

Os nazistas praticaram controle de preços, controle de salários e arregimentaram toda a produção. A propriedade dos meios de produção continuou em mãos privadas, mas era o governo quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem tais produtos seriam distribuídos, bem como quais preços seriam cobrados, quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado nominal receber.

Isso é socialismo.

Responder
anônimo 29/07/2013 19:33:17

Eu sei disso, minha objeção é pelo fato de o nazismo manter uma industria privada, o que não se caracteriza como socialismo, embora seja um sistema muito próximo, pois no socialismo todos os setores da sociedade precisam ser dominados pelo estado.

Responder
anônimo 29/07/2013 20:45:05

industria privada de armaas*

Responder
Fellipe 30/07/2013 15:40:01

Anonimo,

Vou dar meu pitaco na discussão.

Capitalismo é o livre mercado em ação. O que o Leandro descreveu não tem nada de livre. E o pior é que quem diz o que se pode fazer ou não com sua propriedade não é você, então o não importa se na teoria a propriedade é privada, na prática ela não é. E propriedade estatal dos meios de produção na prática é socialismo.

Abs,

Responder
anônimo 17/08/2013 16:44:45

Mas se a industria de armas era privada, logo, aquele setor era livre. E lembrem-se da importância da indústria armamentista para o regime e para a economia. Logo, não há que se falar em socialismo.

Responder
Leandro 17/08/2013 18:01:51

Não, não era livre.

Os nazistas praticaram controle de preços, controle de salários e arregimentaram toda a produção. A propriedade dos meios de produção continuou em mãos privadas, mas era o governo quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem tais produtos seriam distribuídos, bem como quais preços seriam cobrados, quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado nominal receber.

É por isso que há o socialismo de estilo soviético (bolchevista) e o socialismo de estilo alemão (nazista). Fixar preços é uma forma de ataque à propriedade privada, pois retira dos produtores as opções que eles teriam no livre mercado para aplicar seus recursos. Fixação de preços é um decreto estatal que, na prática, proíbe os proprietários de investirem seus recursos onde bem quiserem.

Isso é socialismo.

Abraços!

Responder
anônimo 20/08/2013 03:38:39

Como era a politica fiscal da Alemanha nazista?

Responder
Malthus 20/08/2013 06:12:39

Aqui:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=236

Responder
Rafael 22/08/2013 20:27:35

Esse artigo não responde a minha principal pergunta: como era o regime de taxação no nazismo?

Responder
Leandro 22/08/2013 20:52:49

O que seria "regime de taxação"?

Sei que na Alemanha de Hitler -- assim como no Brasil de Sarney -- não era necessário cobrar muitos impostos porque o Banco Central financiava o governo diretamente, imprimindo dinheiro e entregando para o Tesouro. A diferença entre os alemães e o coronel maranhense é que os alemães foram mais parcimoniosos. Mas ambos os regimes adotaram controle de preços. No caso da Alemanha, houve também uma redução de 25% nos salários entre 1933 e 1938. Adicionalmente, a população foi obrigada a se concentrar no esforço de guerra, trabalhando majoritariamente para empresas privadas a serviço do governo.

Os impostos sobre os lucros das grandes empresas eram baixos, pois elas produziam para o governo. Já os impostos sobre os lucros das pequenas e médias empresas apresentavam alíquotas de incríveis 98%.

O verbete da Wikipédia sobre isso é bem completo:

en.wikipedia.org/wiki/Nazi_economy

Destaco esse trecho:

In place of ordinary profit incentive to guide investment, investment was guided through regulation to accord with needs of the State.

Government financing eventually came to dominate the investment process […]. Gargantuan tax rates – at times reaching levels such as 98% – on profits limited self-financing of firms.

The largest corporations were mostly exempt from taxes on profits, but government control of these were extensive enough to leave "only the shell of private ownership."

Responder
Luiz 11/10/2013 06:58:46

Soh tem uma coisa que eu acho idiota com toda essa estoria de comparacao de Nazismo e Comunismo. A direita quer de alguma maneira manchar a imagem do comunismo o comparando com o nazismo.

A ideia por detras disso eh. Se convencermos de que o Comunismo eh parecido com o Nazismo portanto as pessoas vao pensar mal do comunismo.

A verdade eh, Hitler nao foi nada comparado ao Stalin, matou muito mais gente e o comunismo foi muito pior que qualquer sistema Nazi-fascista. Portanto acho que a comparacao deveria ser inversa. Tentar provar que o Nazismo eh ruim comparado com o comunismo. Comunismo por si soh eh a merda e deveria ser tao repudiado quanto o Nazismo. Todo mundo menciona Hitler como o anti-cristo mas ninguem fala o mesmo de Stalin, Pol pot etc. Essem sim deveriam ser exemplos por si soh, sem precisar comparar com nada.

Responder
Pedro. 12/10/2013 15:52:54

UMA SUGESTÃO:

O IMB poderia divulgar a integra do estatuto do NSDAP.
Seria ótimo a divulgação.

Certamente que acabaria no facebook tal estatuto e todos poderiam perceber que A MÍDIA MENTE DESAVERGAONHADAMENTE QUANDO ATRIBUI AO NAZISMO A PECHA DE anti-socialista de "direita", nesse maniqueísmo safado.

Facilmente se poderia perceber que a midia privilegiada oficialmente na legislação (sobretudo legislação fiscal) e extraoficalmente por favores inclusive individuais, além das verbas, renuncia fiscal, propagandas e etc..

Publicar o estatuto do NSDA e fazer-lhe as devidas críticas seria de grande utilidade e mesmo um apelo de marketing.

Seria tudo de bom

Responder
Emerson Luis, um Psicologo 14/10/2013 14:51:02

A lógica de quem defende que o nazismo não é uma forma de socialismo:

A naja é diferente da cascavel e da víbora; logo, a naja não é uma cobra venenosa.

X é diferente de Y; logo, X e Y não pertencem ao conjunto Z.

* * *

Responder
Marco 22/02/2014 07:54:17

A Alemanha vivia uma Economia de Guerra.
Os EUA fizeram a mesmo planejamento industrial centralizado quando entrou na Segunda Guerra Mundial. Os EUA viviam o New Deal de Roosevelt. O Governo Federal assumiu diversas responsabilidades sociais não previstas na Constituição. Keynes rulez!
Praticamente toda a população ativa estava trabalhando para o Estado; fosse produzindo armas, alimentos, complementos, logística ou servindo nas forças armadas. O Governo decidia que tipo de fábrica e onde seria construída (distribuição que manteve-se até hoje) e fomentou migrações de trabalhadores para que estas funcionassem. Grandes fluxos migratórios ocorreram sob a batuta de Washington em direção ao Meio e Costa Oeste do país.

Responder
Afanásio 22/02/2014 13:06:28

Esse aí pelo menos é honesto. Além de ser socialista, defende a abertamente a subjugação do indivíduo aos interesses do estado, que deve inclusive escolher e impôr qual será a ocupação os indivíduo.

Todos os socialistas defendem essa escravidão, mas são poucos os que têm a coragem de assumir.

Parabéns, Marco.

Responder
Rafael 22/02/2014 16:21:59

É estarrecedor como as pessoas falam de modo tão natural sobre forçar outros seres humanos a trabalharem para um governo como se isso por si só não fosse algo odioso. Outra coisa que é preciso reforçar é o fato de que os EUA não vivem sobre um livre-mercado. Muita gente parece pensar isso.

Responder
Marco 22/02/2014 19:15:07

Uma economia de guerra não é o modo normal de funcionamento desta; não era nos EUA, idem na Alemanha.
O governo dos EUA havia levantado US$ 300 bilhões para o esforço de guerra. Parte veio do aumento de impostos e a outra da venda de bônus de guerra. Em plena Grande Depressão o governo detinha o capital.
Como acontece ainda hoje, as empresas atenderam demandas de quem podia pagar por elas: o governo. Assim como na economia capitalista padrão "quem tem o dinheiro manda"; e esse era o governo.
Havia a preocupação na descentralização da produção para que eventuais bombardeios fossem ineficientes. Essa preocupação surgiu com a experiência dos bombardeios aos densos centros industriais alemães. Some-se a isso o fato dos EUA terem um fronto no Atlântico e outro no Pacífico: "não se coloca todos os ovos na mesma cesta."
As empresas construíram onde o governo encomendou e as pessoas foram para lá porque era onde havia emprego. A notícia de emprego levou pessoas e áreas antes quase desabitadas; a Califórnia, por exemplo, um dos estados mais ricos dos EUA depois da guerra.
Foi durante a Grande Guerra que não só a indústria foi organizada pelo governo central mas foi ampliada e modernizada sua infraestrutura logística. Auto-estradas foram construídas para escoar a produção das novas fábricas, o que demandou mais mão-de-obra e o fluxo de pessoas buscando esses empregos.
É, no mínimo, desonesto dizer que o regime nazista era socialista por controlar a produção igualando-o ao regime estalinista. O bastião do capitalismo fez o mesmo em seu modo de economia de guerra.

Responder
Malthus 23/02/2014 02:28:07

www.mises.org.br/Article.aspx?id=97

www.mises.org.br/Article.aspx?id=130

www.mises.org.br/Article.aspx?id=376

Dizer que o governo do socialista Roosevelt era o "bastião do capitalismo"' é algo que nem sequer pode ser chamado de desonestidade. É cafajestice mesmo.

Responder
Edson 22/02/2014 14:54:55

Capitalismo e Socialismo não existem. O que varia é a forma como o Estado interfere na Economia.

Responder
anônimo 22/02/2014 16:16:35

"Capitalismo e Socialismo não existem. O que varia é a forma como o Estado interfere na Economia."
----

Acho que Adam Smith não concorda com você. Já Karl Marx acho que não se importa.

Responder
Roger 22/02/2014 15:03:57

Perfeito o artigo.

Para aqueles que não possuem vendas nos olhos (ou seja, possuem MENTE e esta funciona), isso sempre foi óbvio: o nazismo foi uma das muitas variantes/faces do socialismo.

Mas vejo como uma infelicidade que esse artigo NÃO seja lido por socialistas. Ou até possa ser lido, mas rejeitado.

Mas sinceramente não me preocupo com os socialistas, pois eles SEMPRE acabam como o próprio Trotsky afirmou: traídos. Me preocupo é com as massas de manobra que nunca conseguem se esclarecer o suficiente para chegar a tais conclusões.


Responder
Rennan Alves 22/02/2014 17:10:30

O pior é que eles leem. E quando leem soltam essas pérolas:

"Eu estou lendo e já encontrei um monte de inconsistências...o pessoal do Mises são mto bons na questão do cálculo econômico, mas pararam por aí...sou de esquerda e não nego que entro nesse site vez ou outra, mas ultimamente eles têm escrito mta bobagem baseado em argumentações e lógicas quase infantis...a direita precisa voltar a ser científica e enriquecer o debate."

Seguida desta:

"vou dar só um exemplo> quando ele fala "propiedade DE FATO" quer dar a entender que existe um poder dotado de alguma nuança socialista, como se fosse o povo o encarregado desse governo, mas são os próprios grandes proprietários e o grande setor econômico alemão que controla, protege a todo custo e legitima esse Governo, que não tem nada de popular, mto pelo contrário, estabelece com os operários a mesma relação contratual privada de compra da força de trabalho e alienando-a dos produtos produzidos pelo Povo, com a grande diferença do requinte de crueldade, a perseguição dos imigrantes e a xenofobia daqueles que compõem a massa operária e os profissionais liberais."

Eu realmente temo pelo mundo com pessoas assim.

Responder
anônimo 22/02/2014 17:17:01

Mesmo "direitistas" famosos, como o Reinaldo Azevedo, associam Hitler à extrema-direita. Ele escreveu recentemente em seu blog na Veja:

"Mas aceito desafios. Tirando Hitler da conta, todos os outros, somados, não conseguiriam empatar com os dois milhões assassinados por Pol Pot. Hitler incluído — e quantos outros asquerosos de extrema direita você queria colocar —, não mataram um terço do que matou Mao Tsé-tung ou metade do que matou Stálin."

veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/as-esquerdas-e-o-engana-trouxas/

Responder
Roberto 22/02/2014 17:39:25

E daí? Em primeiro lugar, o artigo nem sequer fala de direita-esquerda. Em segundo lugar, o senhor Azevedo está convidado a refutar os argumentos do artigo. Por fim, é curioso notar que, quando é do interesse da esquerda, até Reinaldo Azevedo vira fonte e tábua de salvação. Deve ser tão triste viver assim...

Responder
anônimo 22/02/2014 18:44:12

Que esquerda rapaz? Meu comentário teve a finalidade de enaltecer a importância de fazer a correta distinção das cores do nazismo, pois mesmo "figurões" ainda fazem confusão.

Ps. Vi que comentei como resposta ao comentário do Roger, minha intenção não era responder a ele, e sim, fazer um novo comentário.

Responder
anônimo 22/02/2014 18:45:55

Reinaldo Azevedo está muito, muito à esquerda de tudo que esse site fala.Ele ainda defende democracia, judiciário, constituição...ainda tem muito que aprender.
Ele só é considerado de direita porque pra esquerda, tudo que não é exatamente igual a ela mesma = direita. O objetivo disso é ir distorcendo o conceito de centro movendo-o cada vez mais pra esquerda.

Responder
Roger 22/02/2014 19:48:51

Eu não gosto de entrar nessa discussão sobre "direita" ou "esquerda" pois essas duas "vertentes" se tornam rios caudalosos que desaguam no mesmo oceano. Nesse mesmo artigo em que você cita o Reinaldo Azevedo, ele comenta:

"Por que você não lê o que está escrito, rapaz!, não o que você acha que escrevi? E eu não escrevi, porque seria mentira, que a esquerda tem o monopólio dos homicidas. Eu estou apontando é a imoralidade de haver muitos que os cultuem ainda hoje. Não será você um deles?"

Pelo visto você leu o artigo e, como disse o colega acima, usou como tábua de salvação. Isso para mim é desespero.

Eu prefiro me agarrar a coisas que meus sentidos me dão como real e certo: socialismo e capitalismo: O primeiro é um "místico", como dizia Ayn Rand. O segundo, um cientista. O primeiro é aquele que, apesar da "mística", cria um monstro bastante real: o Estado. O segundo é aquele que, por incrível que pareça, sustenta o primeiro e toda a sua monstruosidade. Direita e esquerda são criações do primeiro para dizer ao mundo: "Estes são os que estão contra mim e aqueles são os que estão ao meu lado".

Se você não consegue visualizar isso, então lhe digo: O Reinaldo de Azevedo tem toda a razão... para você. Pois "direita e esquerda" são criações do "místico" para dividir as peças no tabuleiro de xadrez. E o capitalista se torna uma dessas peças (quase sempre os peões).

Responder
Mariana 07/04/2014 22:19:08

Até agora ninguém falou que o nazismo e o fascismo são regimes de 3a via/ 3a posição. Isso é o que eu acho triste para quem diz ser estudado...

Responder
Raimunda 07/04/2014 22:26:17

Não, o nazismo e o fascismo não são terceira via. Terceira via é um arranjo que pretende ser a alternativa à polarização entre o capitalismo de livre mercado e o socialismo estatizante. Nazismo e fascismo são meras variantes do socialismo estatizante.

O que seria a terceira via? É um arranjo cujo principal objetivo da terceira seria o de combinar a eficiência econômica do capitalismo com a "justiça social" do socialismo -- o que significa a imposição de maiores impostos, mais assistencialismo e regulamentações opressivas. Em suma, a terceira via é apenas um nome mais pomposo e populista para a manutenção do status quo.

Pode se informar:

A "terceira via" é escravidão disfarçada

Para quem veio aqui botando banca de ser estudada, nota-se que você nem sequer superou os chavões e os clichês típicos da oitava série

Responder
Gustavo 22/02/2014 18:34:43

Esses marxistas idiotas adoram falar: "Lenin deturpou Marx" ou então "O comunismo vigente não é o socialismo de Marx".

Acho que falta uma boa quantidade de estudos históricos sobre o caso. O comunismo de Lenin seguiu a risca o marxismo, basta ler qualquer livro dele.

Querem tentar inocentar Marx, mas ele tinha uma imaginação tão utópica e infantil que jamais iria se concretizar. Falta honestidade intelectual de assumir - Sim, o comunismo é uma fracasso - pois realmente é isso que ele é. Foi aplicado e foi aquele mar de lama, deal with it idiots leftists.

Responder
Roger 23/02/2014 00:34:49

Gustavo,

Eu tenho uma outra visão sobre socialistas (neste saco se inclui tudo: "marxistas", "lenistas", "trotskistas", etc). Essa gente não possui ingenuidade. Não são idiotas. Tampouco infantis.

Prefiro uma definição de Ayn Rand: é o "mal personificado" (aqueles que destroem a mente).

Você pode achar graça disso ou achar essa afirmação estúpida, mas eu acho bem correta: quando você destrói a mente de uma pessoa, essa pessoa passa a aceitar a não-existência. E o que é a "não-existência"? Eu respondo: é uma losa em branco. Um pedaço de papel em branco que está pedindo (não, implorando!) para que se escreva algo ali.

Por isso eu digo: qualquer coisa que saia deles (livros, apostilas, manifestos, etc) será sempre com o intuito de enganar nossos sentidos. Será sempre algo que vise a tornar nula a mente de uma pessoa e faze-la a aceitar que a realidade não existe como ela é. E é óbvio, que sem uma realidade, o ser humano aceita qualquer coisa para preencher esse vazio. E é nessa hora entra o comunismo, nazismo, "chavismo", "lulismo", "dilmismo" e outros "ismos" que os socialistas inventam para colocar no lugar daquela mente que rejeitou a realidade dos seus próprios sentidos. Ou seja, eles fazem o que as religiões, até pouco tempo atrás, eram "experts" em fazer: aceitar a não-existência da realidade.

Esse é o ponto forte e também o fraco do socialismo: sempre gira em torno de uma figura "mística", porém real: um homem. Um deus vivo afinal! Um deus que vem com a promessa de "mudar o mundo" (claro que sempre para pior!). E é justamente esse ponto crucial que eu questiono: a "força" que une e organiza essa gente. Seria esse "deus" algo que nós ainda não percebemos? Existiria algo de mais "real" nessa psicopatia dos socialistas? Pois acho incrível a quantidade de gente que cai vítima desses psicopatas.

Assim eu digo: não podemos negar que existe uma "força" que coordena esses socialistas. A "simples psicopatia" (como se psicopatia fosse "simples") não é suficiente para explicar tamanha atividade organizada que eles apresentam. Eu até desafio os mais espertos de que os socialistas são mais organizados que muitas CIA´s ou NSA´s da vida.

Por isso repito: socialistas são o "mal personificado" que a humanidade deve combater com rigor.

Responder
Giancarlo 24/02/2014 18:47:22

Roger,

Brilhante.

Responder
Evandro Filho 24/04/2014 16:41:13

Concordo com Giancarlo

Responder
wagner 23/02/2014 03:35:47

[link]www.baptistlink.com/creationists/goodgov.htm

Fica aqui claro que político socialista se desqualifica totalmente para ser governante numa república que agrada a Deus. O socialismo carrega em si a religião maligna do humanismo, que rejeita automaticamente a Bíblia. O socialista, que é apenas um comunista esperando a sua oportunidade, é totalmente incompatível com a República que porventura vier fazer parte. Ele é um traidor dela, usando-a apenas temporariamente para atingir seus objetivos. Não salgar o mundo, retardando a sua podridão é um pecado de omissão do crente que se recolhe a uma inércia condenada pelo Mestre.

Responder
historiador 23/02/2014 06:48:25

Os nazistas privatizaram muitas empresas, como a Companhia de Trens da Alemanha...

E tem mais isso:

"O trabalho na unidade da Siemens era obrigatório para todas as prisioneiras, independentemente da classificação que tivessem, da idade ou do estado de saúde. Mediante acordo celebrado com o governo, a indústria pagaria ao comando do campo 30 centavos de marco por mulher-dia, sem que isso implicasse qualquer forma de remuneração às prisioneiras. As indústrias que, para preservar sua imagem internacional, preferissem não instalar fábricas dentro dos campos de concentração, não tinham por que se preocupar: a SS se encarregava de transportar os prisioneiros até a sede da empresa."
- Trecho do livro Olga

Ou seja, os prisioneiros dos campos de concentração nazista serviam como mão-de-obra para empresas como a Siemens....

Alguém tem dúvida que o nazismo beneficiou os capitalistas alemães?

Responder
Guilherme 24/02/2014 13:20:53

Duh! Descobriu o fogo esse tal "historiador"...

O nazismo, além de políticas de cunho socialista, era também adepto do corporativismo, do protecionismo e de políticas de subvenções às grandes empresas. Era um regime voltado a criar empresas "campeãs nacionais". Exatamente, aliás, como o governo petista. E totalmente anti-capitalismo de livre concorrência.

Algumas amostras:

Seria o liberalismo uma ideologia a serviço de empresários?

As diferenças essenciais entre uma genuína economia de livre mercado e uma economia intervencionista

As parcerias público-privadas - a porta de entrada para o socialismo


Quem defende protecionismo, formação de campeãs nacionais, e subsídios está defendendo as mesmas políticas dos nazistas.

Responder
Tiago Moraes 24/02/2014 13:39:28

Você argumenta como se fosse opção para o empresariado alemão vincular-se ao nazismo. Essa contradição de vocês interessante, por um lado, o nazismo é reconhecido por vocês como um regime tirânico e totalitário, no entanto, quando partem para associar os empresários alemães ao nazismo, vocês tratam o regime como se fosse uma democracia parnasiana, onde para um capitalista alemão, era perfeitamente facultativo afiliar-se ou não ao Nazismo. Se você quiser saber o que acontecia com os capitalistas alemães que negavam apoio ao Nazismo, basta pesquisar sobre o que aconteceu com o fundador da Porsche. De como sua fábrica de automóveis foi expropriada e estatizada pelo Nazismo para criarem a Volkswagen.

Responder
Roger 24/02/2014 13:51:28

Exato !!

Ao que parece, nossos "socialistas" de plantão aqui parecem quererem forçar nosso esquecimento sobre fatos óbvios: quem viveu (e vive!) sob um regime ditatorial como o socialismo tem opções?

Eu, como capitalista em um regime ditatorial, para quem vivo? Para mim ou para o Estado?

O problema maior do socialismo é achar que sua cria, o Estado, pode ser o "dono" de uma nação sem nenhuma contestação. E aqueles que contestam são, automaticamente, rotulados de inimigos. Por incrível que pareça, nunca vi um regime socialista sobreviver muito tempo sem os capitalistas.

Esquecem que quem cria uma nação NÃO é o Estado. O Estado é uma consequência dessa criação (não das melhores, eu diria). E no processo de criação de uma nação os capitalistas sempre vem em primeiro lugar, antes mesmo do Estado.

Socialistas: entendam o que é o capitalista antes de abrirem a boca.

Responder
Felipe 23/02/2014 17:43:35

O texto explica o título. Entretanto, o livre mercado em pleno funcionamento irá alocar recursos e capital na mão das pessoas mais aptas a ofertar as demandas do mercado. O mercado decide quem são essas pessoas. Creio eu, que o homem é livre por natureza, e portanto já vivemos em um livre mercado. Questões como nazismo, socialismo, capitalismo, fascismo são apenas jogo de palavras que caracterizam um mercado. Um líder nazista, capitalista ou seja lá o que for não guia as pessoas, mas interpreta o desejo dos indivíduos e agi de forma a satisfazer o desejo. O líder é escravo das massas, e não o contrário. Pouco importa se uma tangerina é diferente de uma laranja, se você está com sede bebe até suco de limão sem açúcar. Enfim, de qualquer forma o homem irá agir a e liberdade de sua ação irá interferir inevitavelmente na liberdade de outro.

Responder
Angelo Viacava 24/02/2014 00:33:26

Felipe:

Um líder nazista não interpreta o desejo de seu povo como um empreendedor interpreta o desejo de seus clientes, pois seus "clientes" estão sob a mão de ferro do estado comandado por este líder e seu grupo de defensores.
A propaganda e a censura se encarregam de construir, juntas, um cenário de fachada onde tudo parece bem aos olhos de quem olha de fora, como parece ter ocorrido contigo, Felipe.
A única escolha de empresários alemães eram a adesão, a fuga ou a morte. A livre escolha está morta, e tudo mais não importa. Se não podemos escolher, a liberdade foi para o lixo. E os alemães não podiam escolher.
Só porque uns acreditavam estar vivendo a redenção de uma raça ariana, não quer dizer que tinham razão em eliminar as liberdades individuais, nem matar "inimigos" do povo em nome de uma ideologia destruidora das propriedades privadas, das vontades individuais e das vidas de milhões de inocentes.

Responder
Felipe 24/02/2014 09:55:33

Angelo Viacava, acredito que a mão de ferro é exatamente o que o mercado exigia. As consequências e o desenrolar da concentração de poder certamente era muito nebuloso, como é hoje. O grande problema é que esse mercado tem infinitos desejos que nunca poderão ser atendidos de fato. É como eu disse, as pessoas tinham sede, e beberam o suco de limão sem açúcar, se acostumaram com o sabor, e acreditaram que era a melhor forma de matar a sede. Estamos livres e temos responsabilidades com as consequências de nossas escolhas. Acabei de comprar um estabilizador (aqueles aparelhos para regular a rede elétrica) e ele desliga "sozinho" de hora em hora, depois de verificar o manual, constatei que esse estabilizador não atende minha demanda pois ele não suporta a potência de todos os aparelhos que ligo nele. E agora, o problema é do fabricante ou é meu? Fui enganado ou fui estúpido?

Responder
Marcos 24/02/2014 13:11:19

Sobre isso:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1808

Responder
Renato Souza 24/02/2014 01:27:21

Felipe

Que comentário insano. Então o povo da Coreia do Norte vive num livre mercado? Escravos vivem num livre mercado? Judeus sob o nazismo viviam num livre mercado? Os milhões de presos do Gulag viviam num livre mercado? Os cristãos que tem sido massacrados na Síria vivem a liberdade de mercado? É irrelevante o regime sob o qual vivamos? A luta de todos os que morreram buscando a liberdade para seus filhos e irmãos é vã? Quero crer que não entendi o que você disse, porque se você quis dizer o que disse, foi o comentário mais insano já publicado nesse blog.

Responder
Felipe 24/02/2014 15:10:29

Renato Souza, é exatamente o que você disse. Quando o individuo não tem a esperança de que qualquer ação de sua parte melhore a sua condição de satisfação, ele permanece como está, isso é uma escolha. A luta por liberdade é um erro, já somos livres.

Responder
Rodrigo D. 24/02/2014 05:43:27

É cada coisa. Eu imagino que na cabeça dele, viver num regime nazista, num comunista e num liberal é a mesma coisa, afinal o ser humano e livre por natureza.

Acho que o mesmo deve valer para os escravos, afinal as corrente nos pulsos não podem anular a liberdade inerente do ser humano.

Da onde sai esse povo? No mínimo é funça ou sustentado pelos pais e não sabe o que é produzir riqueza, nem nota o quanto a falta de liberdade corroí nosso país.

Por que, qualquer um que produz a própria riqueza, sabe que nós somos tudo, menos livres.

Responder
Felipe 24/02/2014 21:08:10

Rodrigo D., você teve uma imaginação certeira, é exatamente nisso que acredito. Parto do principio que somos livres. Para mim escravidão não tem relação direta com liberdade, mas sim com escolhas de relacionamento humano na qual o sujeito conscientemente acredita que está recebendo menos do que produz. Se você se sente um escravo e não muda sua forma de agir, é porque você calcula de acordo com os meios que sua visão de mundo lhe proporciona, que tem grandes possibilidades de ir do estado de satisfação ruim para um estado de satisfação péssimo.

Responder
anônimo 24/02/2014 11:39:41

Você não sabe o que é liberdade.É impossível uma liberdade interferir em outra já que o termo liberdade, POR DEFINIÇÃO, implica em limites entre as duas.
O problema é que tem gente que acha que liberdade é fazer o que quiser, esse é o pessoal que gosta de falar de assuntos que não entende.Liberdade não é fazer o que quiser, se isso afeta a vida dos outros isso não é liberdade.

E esses 'líderes' não refletem a vontade do povo coisa nenhuma, se fosse assim eles não precisariam impôr nada.

Responder
anônimo 24/02/2014 12:18:56

Esse é o legítimo comentário de quem adora impor limites à liberdade de outros. Ou seja, um potencial "ditador". Se esse realmente é o caso, então o socialismo realmente representa tudo aquilo que você almeja.

E outra: ninguém está comentando a questão dos DIREITOS E DEVERES.
NINGUÉM está afirmando que a liberdade seja a presunção de ausência de direitos e deveres, muito pelo contrário. A sua afirmação de que "o problema é que tem gente que acha que liberdade é fazer o que quiser..." demonstra que você usa uma retórica de colocar problemas onde eles não existem ou colocar palavras não ditas em boca alheia para justificar sua ideologia ditatorial.

Isso é canalhice.

Responder
Willian 24/02/2014 15:42:53

Estou vendo que algumas pessoas tem dificuldade em saber diferenciar Liberdade de Libertinagem.

Responder
Felipe 24/02/2014 21:28:40

Anonimo,tem pesquisas na internet que diz: A liberdade consiste no direito de se movimentar livremente, de se comportar segundo a sua própria vontade, partindo do princípio que esse comportamento não influencia negativamente outra pessoa.
Muito bonito, mas essa definição de liberdade não tem sentido. Qual a tabela de valores que você vai usar para qualificar que sua ação irá influenciar positivamente a outra pessoa? Certamente será os seus próprios valores. Se você usar os valores dos outros, você não se comportará segundo sua própria vontade.

Responder
Roger 25/02/2014 14:26:56

De qual liberdade você afinal se refere? Você pesquisa na internet para descobrir o conceito de liberdade? Se sim então isso explica porquê você é socialista, pois você nem sabe o que é liberdade.

É óbvio que, por "liberdade", o foco do artigo se resume a "liberdade de viver em uma sociedade", e NÃO um estado de completa libertinagem. E essa liberdade, por definição, possui o que todos nós conhecemos por "direitos e deveres" (limitantes da liberdade). O capitalismo/democracia tende a afrouxar os direitos e deveres a níveis bastante aceitáveis. O socialismo tende a apertar (e muito!).

Assim, todo o ódio e rejeição ao socialismo se resume ao fato desse "aperto" nos direitos e deveres à níveis insuportáveis para o ser humano.

Não adianta negar: o socialismo é um estado de privação da liberdade, por mais que os socialistas queiram justificar seus medos e fobias a respeito de uma "sociedade livre", o ser humano possui um nível de tolerância quanto a perda/restrições de direitos e deveres. Por isso o socialismo sempre fracassa, pois os socialistas não sabem quando parar de apertar.

Responder
anônimo 25/02/2014 18:00:25

"Muito bonito, mas essa definição de liberdade não tem sentido. Qual a tabela de valores que você vai usar para qualificar que sua ação irá influenciar positivamente a outra pessoa?"

Tabela? Isto se resumo ao respeito à propriedade, cazzo.

Responder
Felipe 26/02/2014 10:06:45

Hum, e se alguém violar esse "respeito" a propriedade? Posso colocar placas no meu estabelecimento comercial dizendo que não é permitida a entrada de pessoas com descendência da "raça" ariana? Posso então convencer outras pessoas a fazer o mesmo e então criarmos um comunidade de valores comuns, sempre respeitando a propriedade. Se esse ariano, no meio dessa comunidade, tiver a sorte de ter uma propriedade, ele pode escolher ficar escondido dentro dela até morrer ou pode arriscar um pouco a viver na comunidade, sempre respeitando a propriedade.E então por um deslise da vida ele acaba entrando no estabelecimento alheio, ou nem isso, ele deixa o aparelho de som da sua casa alto de mais de forma a incomodar os vizinhos, essa violação seria punida de acordo com a lei, que seria feita de acordo com os valores dessa comunidade. Algo não muito diferente do que se tem hoje, no Brasil ou na Alemanha nazista ou do que teremos no futuro se mantermos essa mentalidade de que as coisas são mais importantes do que as pessoas. Pois, com a ajuda da ciência, nos sempre encontramos culpados pela falta de perspectiva de melhores condições. Admiro muito a escola Austríaca da maneira que ela lida com a economia, entretanto tem aspectos sociais, ligados a ação humana e interligado então com economia, que não podem simplesmente serem deixados de lado.

Responder
Magno 26/02/2014 13:54:27

"Posso colocar placas no meu estabelecimento comercial dizendo que não é permitida a entrada de pessoas com descendência da "raça" ariana?"

Pode.

"Posso então convencer outras pessoas a fazer o mesmo e então criarmos um comunidade de valores comuns, sempre respeitando a propriedade."

Perfeitamente.

"Se esse ariano, no meio dessa comunidade, tiver a sorte de ter uma propriedade, ele pode escolher ficar escondido dentro dela até morrer ou pode arriscar um pouco a viver na comunidade, sempre respeitando a propriedade.E então por um deslise da vida ele acaba entrando no estabelecimento alheio, ou nem isso, ele deixa o aparelho de som da sua casa alto de mais de forma a incomodar os vizinhos, essa violação seria punida de acordo com a lei, que seria feita de acordo com os valores dessa comunidade."

Não entendi qual é o busílis. Em primeiro lugar, não existe isso de "por um deslize da vida ele acaba entrando no estabelecimento alheio". Como assim? O sujeito tá andando distraído pela rua, aí sem querer ele entra na sala de estar de uma casa?

Quanto ao som, trata-se de uma especificação que já estará esclarecida de antemão. Não existe isso de o sujeito morar voluntariamente em uma comunidade de leis privadas, "deixar o aparelho de som da sua casa alto de mais de forma a incomodar os vizinhos", e só então descobrir que isso gera punição.

Sempre me divirto com os cenários absurdos que as pessoas são obrigadas a criar para tentar mostrar que a liberdade é ruim e que o totalitarismo estatal sempre será a opção mais racional. Adoradores da botina.

"Algo não muito diferente do que se tem hoje, no Brasil ou na Alemanha nazista ou do que teremos no futuro se mantermos essa mentalidade de que as coisas são mais importantes do que as pessoas."

Quer dizer então que no Brasil há pleno respeito e total inviolabilidade da propriedade? Onde fica esse Brasil? Diga-me, pois faço as malas hoje mesmo.

"Pois, com a ajuda da ciência, nos sempre encontramos culpados pela falta de perspectiva de melhores condições."

Pena que você não creia nisso. Prefere recorrer ao poder centralizado para resolver as coisas.

"Admiro muito a escola Austríaca da maneira que ela lida com a economia, entretanto tem aspectos sociais, ligados a ação humana e interligado então com economia, que não podem simplesmente serem deixados de lado."

Nada deste assunto tem a ver com Escola Austríaca. A EA fala exclusivamente sobre economia, e sem fazer juízo de valor. Isso que estamos discutindo é filosofia libertária. Ou seja, você ainda não entendeu nem sequer o básico.

Ah, sim: e não há filosofia que dê mais valor ao indivíduo do que a filosofia libertária. E não há quem mais despreze o indivíduo do que os detratores da filosofia libertária. Veja você, por exemplo: quer subjugar o indivíduo a um poderio formado pelo coletivo de indivíduos.

Responder
Felipe 27/02/2014 10:03:05

Magno, entendo a sua revolta com minha colocação, está parecendo um Marxista quanto vai debater mais valia e divisão de trabalho. Os deslizes da vida seria ele entrar em uma padraria, em um clube, em um hospital, na qual ele não seja bem vindo, acho que todo homem precisa sociabilizar-se. Quanto ao som, usei como um exemplo simplificador, a sociedade (as pessoas) muda e com isso muda-se os valores, por isso critico qualquer tipo de regra, mesmo essa baseada na tradição.

"Quer dizer então que no Brasil há pleno respeito e total inviolabilidade da propriedade?"

Sim, só que existem REGRAS pré estabelecidas, como no caso do som alto! Além das regras, que é uma idiotice, exitem a coerção do livre mercado, pois do mesmo jeito que o índio não vai conseguir se opor a construção da usina de belo monte, um agricultor no interior de São Paulo não vai conseguir manter sua propriedade frente a pressão de uma usina.

Responder
Guilherme 27/02/2014 14:09:17

Magno perguntou: "Quer dizer então que no Brasil há pleno respeito e total inviolabilidade da propriedade?"

Felipe respondeu: "Sim".

Cada vez mais desconfio que devo estar vivendo em uma realidade paralela---

Responder
Roger 26/02/2014 14:34:57

RSRSRS..

É cômico ler essas contradições dos socialistas. O que tem a ver a conduta do indivíduo para o coletivo? Porquê o socialista acha que pode, talvez por uma fórmula mágica ou feromônios, controlar a humanidade como uma formiga rainha controla suas operárias?

Não adianta vocês justificarem a sua "coletividade" usando as falhas de caráter e atitudes imorais dos indivíduos. Para isso existem as leis que punem essas contravenções. Se o Ariano invade a propriedade alheia ou toca som alto no vizinho, é uma justificativa para a "coletivização"? Eu digo que não, pois para isso existe o que se chama JUSTIÇA. Não é necessário nenhum Estado para que a justiça (dentro da lei, é claro) se faça valer. Acho absurdo e perturbador que alguém use a imoralidade como justificativa para a "coletivização". A imoralidade deve ser combatida com justiça e educação e não com socialismo.

"Algo não muito diferente do que se tem hoje, no Brasil ou na Alemanha nazista ou do que teremos no futuro se mantermos essa mentalidade de que as coisas são mais importantes do que as pessoas."

Que engraçado, pois a mentalidade que temos hoje no Brasil é justamente "que as coisas são mais importantes do que as pessoas". Quer exemplos? O PT é mais importante que as pessoas. Ponto.

Responder
Ramon 23/02/2014 18:45:47

Espetacular!!

Responder
Edwin 23/02/2014 23:52:12

Ao olhar ao redor, vejo que caminhamos para uma tropicalização do socialismo, algo que sutilmente (ou nem tanto) vem se infiltrando e sendo consolidado na mente das pessoas no dia-a-dia.

Semelhantemente ao nazismo, essa presença do estado em cada aspecto da vida das pessoas, vem sendo colocado como a única opção viável em um mundo no qual, se o divino governo não estiver presente, iremos voltar a acender fogo com gravetos...

Que aqueles que conhecem a verdade, a compartilhem para que iniciemos uma mudança de rumo e não tenhamos de passar por uma situação tão extrema como a Alemanha e seus aliados e adversários na Europa passaram...

Responder
Max 24/02/2014 18:26:07

Só falta explicar por que os grandes conglomerados privados alemães (Krupp, IG Farben, Dr. Oetker, Siemens) financiaram o partido nazista se corriam o risco de serem "estatizados".

Responder
Guilherme 24/02/2014 22:10:48

Max, você está perguntando por que algumas grandes empresas decidiram apoiar um partido político que dizia explicitamente que iria protegê-las e subsidiá-las? É isso mesmo?

Responder
Tiago Moraes 25/02/2014 12:09:04

A resposta está em sua própria pergunta, cabeçudo! Elas financiaram o nazismo porque, do contrário, seriam estatizadas e seus proprietários perderiam todo o patrimônio amealhado.

Vocês realmente acreditam que o Partido Nazista se dirigiu ao empresariado alemão com pedidos humildes de financiamento e colaboração pacífica com o governo? Eu tenho medo de conseguir entender a concepção tortuosa que alguns aqui têm do Nazismo.

Responder
Paulo 26/02/2014 00:24:15

Não foi respondido. Eles financiaram o nazismo por medo do...comunismo! O KPD (partido comunista alemão) era o partido comunista mais forte da Europa ocidental na época, assim como os socialistas. O nazismo foi criado com a ajuda dos industriais e das classes ricas e médias alemãs, justamente por medo do comunismo e do "veneno judeu" - não por acaso os nazistas sempre associaram os judeus com os bolcheviques.

Responder
Tiago Moraes 26/02/2014 22:20:26

Isso é papo furado, os caras eram militaristas e tiveram apoio de 85% da população. Vocês tem de parar com esse credo imbecil de que governo precisa ter apoio de empresário. Ora, o Hitler fez o mesmo que o Hugo Chavez, usou os meios institucionais e foi alçado ao poder com votação recorde, pela população civil. Daí em diante, com o poder em mãos, eles passaram a impor sua ideologia ariana, não havia opção para escolhas. Os judeus não tinham opção, eram inimigos e pronto. Mas o alemão comum também não tinha, o máximo de liberdade para um alemão durante o nazismo era escolher não ser inimigo do regime.

Responder
Silvio 04/03/2014 21:02:31

"Credo imbecil"? Nenhum governo hoje chega ou se mantêm no poder sem o apoio dos empresários. Até mesmo o PT - é só ver as doações de campanha de grandes empresas (inclusive multinacionais) precisa desse dinheiro para fazer campanhas eleitorais. Você é muito ingênuo de achar que o governo está acima das corporações - na verdade ele é parte delas.

Responder
Renato Souza 03/04/2014 20:04:54

Paulo

Errado. Inicialmente, grande parte dos ricos e poderosos desprezava Hitler. Inclusive, lhe cederam o cargo máximo (afinal seu partido tinha tido uma votação maior que os outros) supondo que poderiam controla-lo. Embora houvessem empresários que o apoiavam antes, (como ao PT) a maioria dos empresários aderiu depois (como ao PT). E aqueles que o apoiaram antes só o fizeram por julgarem que ele poderia ser um mal menor que o comunismo (sabiam das barbaridades que os comunistas tinham feito com os povos da URSS e não queriam passar pelo mesmo morticínio). Quanto ao povão, cerca de 1/3 votou nos nazistas, o apoio entre o povo era maior que entre os empresários.

Responder
historiador 06/04/2014 04:47:16

Grandes empresas como a Siemens não só apoiaram o nazismo, como ainda se beneficiaram com Zwangsarbeit.

Responder
Patriota 25/02/2014 15:56:53

Vou resumir: Stalinismo = Marxismo = Socialismo = Comunismo = Nazismo = Satanismo

É tudo farinha do mesmo saco. O que elas tem em comum? Tudo: Totalitarismo = Ditadura = Escravidão = Anti-liberdade. Resumindo, todos os tipos de atitudes maléficas, é a Foice e o martelo, como sempre.

Defendê-las é amar a sua própria escravidão, é ser mazoquista.

Responder
Vander 27/02/2014 17:15:14

Eu vou ser sincero com vocês: só existe UMA linguagem que socialistas/comunistas entendem.

Essa linguagem se chama "bala de revólver".

Parece radical? Parece perturbador? Não. Essa é a simples constatação da realidade.

E quem rejeita ou faz "beicinho" à esta realidade paga o preço que o Brasil está hoje pagando. O mesmo preço que a Venezuela está pagando. E o mesmo preço que Argentina, Uruguai, Bolívia e outros irão pagar: o fim da sociedade como se conhecia: uma sociedade boa, justa e honesta.

Eu não vivo mais no Brasil, graças à Deus. Vivi o bastante aí para saber que a coisa iria degringolar. Eu nunca me enganei com a "ditadura". Sabia que aquilo era um teatrinho para justificar o que viria depois. Abandonei o Brasil em 1987, logo depois da "abertura" (que corretamente deveria ser chamada de "abertura de pernas"). Vivo hoje na Europa, mas fiz questão de procurar um país que não tivesse nenhum vínculo com o socialismo/comunismo. Foi difícil. Essa praga está espalhada pelo mundo inteiro. Mas encontrei. Custou boa parte do meu dinheiro, mas encontrei. Hoje vivo em uma nação que odeia comunismo/socialismo, pois essa nação vivenciou essa tragédia no passado. E é uma nação que fala quase a mesma língua que eu: alemão.

Mas enfim. Não desejo sorte ao Brasil. O brasileiro "puro" (aquele que vive de carnaval, rede globo, cerveja e mulher pelada) não merece. É uma criatura que sempre viveu as custas de outros. Um parasita. Ao mesmo tempo que reclama que não encontra emprego, reclama DO emprego. Só que agora encontrou o senhorio perfeito para se encostar: o Estado. E quem pode fornecer o melhor Estado à essa gente? Os comunistas.

Sempre odiei esse país pela forma como se aculturou. O brasileiro "puro" nunca teve personalidade e caráter. É um povo que sempre dependeu de Deus para tudo. E quando Deus não atendia, apelava ao diabo mesmo. E hoje o brasileiro deve muito mais que a alma ao diabo. E ele vai cobrar, há se vai!!

Pois isto eu digo: acho que seria muito melhor para vocês, que aqui que defendem a liberdade e o fim do Estado, que dirijam seus esforços em conseguir sair desse país. Não vale a pena tentar mostrar para o brasileiro a realidade. Ele vive só de ilusões. E não vai acordar. Esperem para ver o resultado das eleições de Out/2014.

T+

Responder
Thomaz 03/04/2014 12:40:27

Estou lendo Caminho da Servidão de Hayek e me surgiu uma dúvida. Se alguém aqui puder me responder eu ficaria agradecido.

Na página 164 Hayek diz assim: As doutrinas pelas quais, na geração anterior, as lideranças alemãs tinham-se pautado não se opunham aos elementos socialistas do marxismo e sim aos elementos liberais que este continha - seu internacionalismo e sua democracia.

O internacionalismo é patente no marxismo...vimos a URSS,e estamos vendo no Foro de São Paulo, mas democracia e marxismo não são conflitantes?

A democracia é usada pelos marxistas - o Gramsci ensinou por exemplo (usar a democracia para solapá-la) -, a fim de implantar o estado ditatorial socialista e não um elemento inerente dele....Porque Hayek afirmou que democracia é um elemento liberal do marxismo?
Agradeço aos amigos.

Responder
Friedrich 03/04/2014 13:14:03

Ele dá a definição de internacionalismo nas páginas 46, 144 e 145 (logo abaixo desse trecho que você selecionou), a qual é bem distinta desta que atualmente é utilizada de forma pejorativa:

"Ocidental", neste sentido, era sinônimo de liberalismo e democracia, capitalismo e individualismo, livre comércio e toda forma de internacionalismo ou amor à paz. (pag. 46)

Os próprios conceitos de humanidade e, por conseguinte, de qualquer forma de internacionalismo são produtos exclusivos da atitude individualista e não podem existir num sistema filosófico coletivista. (pag. 144)

A atitude de muitos planejadores de nítida oposição ao internacionalismo explica-se também pelo fato de que, no mundo atual, todos os contatos exteriores de um grupo constituem obstáculos ao planejamento efetivo da esfera em que este pode ser empreendido. Não é, pois, mera coincidência se conforme descobriu com pesar o organizador de um dos mais abrangentes estudos coletivos sobre o planejamento, "os 'planejadores' são, em sua maioria, nacionalistas militantes" (pag. 145)

Responder
Libertário Consciente 18/04/2014 14:16:22

Olha, eu tenho minha duvidas, eu diria que o nazismo é o socialismo da direita, assim como Olavo também prega um socialismo direitista. Há muitos exemplos de socialistas conservadores e direitistas, como por exemplo o Hugó Chavéz, que era conservador e nacionalistas, mas também um socialista. E o socialismo de direita de fato é pior que o socialismo de esquerda....

Responder
Renato Souza 18/04/2014 16:51:13

Como é que é?

Eu jamais vi o Olavo de Carvalho defender aumento da intervenção do estado na economia, sempre o vi defender diminuição. Seu blog "Mídia sem máscara" publicou vários artigos da Escola Austríaca, e muitas pessoas conheceram Mises através de OC. Estranhíssima forma essa de ser socialista, fazendo propaganda de Mises, o mais anti-socialista dos grandes economistas.
Agora, se alguém quiser, dizer que ele é socialista por não ser ancap, aí já é desonestitade. Eu também não sou ancap, vai me chamar de socialista?

Uma confusão que alguns fazem é que OC julga o ponto mais fundamental da guerra contra o totalitarismo, a guerra cultural. Ele não diz que a economia é desimportante, ele apenas acha que a economia seguirá a cultura. Na Brasil, há ainda alguma liberdade econômica. Alias, hoje em dia, nem há tabelamento de preços, que já houve, e um observador distraído (mas muito distraíído mesmo) poderia supor que estamos mais longe do socialismo do que no tempo de Sarney. Mas, considerando o aprofundamento do pensamento socialista em todas as instâncias, e a crescente perseguição ao pensamento discordante, é fácil perceber que estamos muito mais próximos do totalitarismo do que estávamos no tempo de Sarney.

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