A Amazônia é nossa?
por , quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

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3.jpgPara responder a esta pergunta é preciso antes definir três pontos: quem seríamos nós, o que é a Amazônia e o que significa possuir algo.  Para estabelecer o nós, vamos começar por determinar o que entenderemos por Amazônia.   A Floresta Amazônica é o segundo maior bioma do mundo, e se estende pelo território de nove países, mas para classificar o nós como "brasileiros", vamos limitar o "Amazônia" à parcela da floresta que se encontra no território brasileiro.  Dito isto, será que podemos dizer que cada uma das pessoas nascidas dentro da fronteira do estado brasileiro é dona (ou acionária) de uma área gigantesca de floresta?   Vamos entrar agora no terceiro ponto; como nos tornamos donos de algo?  Existem três maneiras de adquirir propriedade sobre algo: (1) comprando, (2) recebendo de presente ou (3) se apropriando originalmente de um recurso sem dono (homestead).  Para se apropriar de algo sem dono é necessário estabelecer um elo objetivo com o recurso em questão, ou, nas palavras de John Locke:

[C]ada homem possui a propriedade de sua própria pessoa.  A esta ninguém tem direito algum, além dele mesmo.  O trabalho de seu corpo e a obra de suas mãos, pode-se dizer, são propriamente seus.  Qualquer coisa que ele então retire do estado que a natureza proveu e deixou, e misture com seu trabalho e adicione algo que é seu, se torna sua propriedade.  Sendo por ele retirado do estado comum em que a natureza a deixou, a ela agregou com esse trabalho, algo que exclui o direito comum dos demais homens.  Por ser esse trabalho propriedade inquestionável do trabalhador, homem algum além de si pode ter direito àquilo ao qual tal trabalho tenha sido agregado. . . .[1]

Então, qual foi o elo objetivo que um garçom do Chuí, um pescador de Santos, um político de Brasília ou mesmo um morador de Manaus estabeleceram com toda a floresta tropical contida no território brasileiro?  Nenhum.  Ademais, não só nenhum brasileiro como também nenhuma pessoa no planeta "misturou seu trabalho" com a maioria dos recursos em questão, pois, na realidade, grande parte da floresta jamais foi tocada por seres humanos.  A floresta é um grande vazio demográfico, um deserto verde. 

Privatização

Então a Amazônia pertence ao estado brasileiro?  De fato, o governo brasileiro tem a posse do território ocupado pela parte em questão da floresta amazônica; mas ele possui a propriedade legítima desta área?  A diferença entre posse e propriedade pode ser ilustrada pelo exemplo de uma pessoa que roubou um relógio e saiu impune.  O ladrão possui o relógio, mas a propriedade do relógio continua sendo da vítima, que tem o direito de reavê-la se encontrar o ladrão.  A posse do território dominado pelo governo brasileiro começou a ser delineada antes mesmo do "descobrimento" do Brasil, em 1494, dois anos depois que Colombo descobriu a América, com o Tratado de Tordesilhas, que dizia que terras que porventura estivessem situadas na região inexplorada do planeta em que o Brasil se encontrava, pertenceriam ao reino de Portugal.  Isto, logicamente, sem levar em consideração que porções destas terras já se encontravam ocupadas — na Amazônia, antes de 1500, havia complexos urbanos de até 50.000 habitantes — e, mesmo que se tratasse de um continente vazio, nenhuma pessoa — mesmo que fosse um rei! — pode se declarar dona legítima de um recurso que sequer encontrou.   Isto é conhecido como "complexo de Colombo":

Alguns teóricos têm sustentado — naquilo que podemos chamar de "complexo de Colombo" — que o primeiro descobridor de uma ilha ou de um continente novos e sem donos pode possuir legalmente toda a área simplesmente por declarar sua reivindicação. (Neste caso, Colombo, se ele realmente tivesse aportado no continente Americano — e se não tivesse nenhum índio vivendo ali — poderia ter declarado legalmente sua "posse" privada de todo o continente).  Na realidade natural, no entanto, já que Colombo só teria sido capaz de usar verdadeiramente, de "misturar seu trabalho com", uma pequena parte do continente, o resto então continuaria a não ter dono até que os próximos colonos chegassem e estabelecessem suas propriedades legítimas em partes do continente.[2]

A atual fronteira brasileira foi definida por meio de uma série de tratados do mesmo tipo, firmados entre governos.  Fica claro então que o governo brasileiro não é dono legítimo da área de floresta que ele declara ser seu domínio.  É por isso que quem fala em "privatização da Amazônia" está defendendo um arranjo tão ilegítimo quanto os citados acima, pois ninguém pode vender o que nunca possuiu — e não está ocupado por ninguém.  O cenário da privatização, onde a atual posse estatal passa para mãos privadas pode parecer atrativo para libertários, mas isso possibilitaria que o governo vendesse enormes áreas desocupadas para indivíduos privados — fatalmente os parentes ou aliados dos governantes — que também não teriam e poderiam nunca vir a estabelecer um elo objetivo com a terra.[3]  Durante a colonização americana, ocorreu uma situação análoga a o que seria esta "privatização da Amazônia".  O reino da Inglaterra se declarou dono do território da América do Norte e os colonos

tiveram que comprar a terra pagando preços muito mais caros do que o preço nulo que teria sido obtido sem o abarcamento do governo e de seus beneficiários.  Logicamente, ainda tinham de gastar dinheiro imigrando, limpando a terra etc., mas pelo menos nenhum custo arbitrário teria sido imposto além dessas despesas.[4]

Então, nem o governo e nem indivíduos privados podem vender terras que nunca foram ocupadas e tudo que o estado poderia fazer nesta questão é sair do caminho e reconhecer os direitos de propriedades das pessoas que ocuparem as áreas que hoje estão sob a posse do estado.

Preservação

O moto "a Amazônia é nossa" parece rondar os brasileiros desde sempre, mas de maneiras bem distintas.  Durante os anos de 1960 e 70, os militares no poder tinham uma ideia que continha muitos dos elementos da exposição acima.  Com a noção de que uma terra desocupada é uma terra sem dono, e adotando o lema "Ocupar para não entregar", eles tomaram medidas para incentivar a colonização da região amazônica, entre elas abrir estradas e conceder isenções fiscais — ou seja, o governo declarou que quem se mudasse para o meio do mato, distante dos grandes centros consumidores e dos canais de exportação, e instalasse empresas ali, seria menos roubado por ele do que os que o fizessem em outros locais do Brasil.  Manaus, que estava decadente e cada vez mais desabitada desde o fim da época áurea da borracha, voltou a ser um local de migração graças à Zona Franca de Manaus, e hoje conta com uma população de 1,8 milhões.  As rodovias construídas pelo governo proporcionaram acesso a áreas antes inóspitas.  Tudo isso facilitou a extração e apropriação dos recursos naturais da região.  Curiosamente, é exatamente isto que este mesmo estado quer impedir nos dias atuais.[5]

Antigamente a selva era considerada o que ela realmente é: um inimigo a ser domado; que a natureza em seu estado bruto só tem valor depois que o homem ocupa e trabalha a terra, transformando-a ou extraindo dela recursos, que dessa forma se tornam riquezas, servindo para melhorar a vida das pessoas.  Mas, hoje, uma sanha ecológica parece ter tomado conta do mundo, e as pessoas — logicamente no conforto de seus lares nas áreas urbanas — têm na cabeça uma ideia fixa de que o que quer que não tenha sido tocado pelo homem até hoje, assim deve permanecer.  O motivo?  Melhor não perguntar. 

Algo que foi muito popular, e que se ouve até hoje, é que a Amazônia deve ser preservada pois seria o "pulmão do mundo" — querendo dizer que a floresta é responsável pela produção do oxigênio da atmosfera, ou seja, responsável pela vida na Terra.  Qualquer um que se lembre das aulas de Ciências na escola sabe que a plantas fazem fotossíntese durante o dia (trocando CO2 por O2) e respiram durante as 24 horas do dia (trocando O2 por CO2), ou seja, as florestas não produzem O2; ainda bem, pois um aumento na concentração de O2 na atmosfera poderia significar o fim da vida na terra.  E é fato que, há milhões de anos, a concentração de gases atmosféricos se mantém estável, com 76,5% de nitrogênio, 20,5% de oxigênio e 1% de outros gases, além de 2% de vapor d'água.

Mas parece que o fantasma predominante hoje é o do aquecimento global — a floresta amazônica impediria que a temperatura do planeta aumentasse, pois diminuiria a concentração de CO2 na atmosfera.  Só não explicam como, pois conforme acabamos de recordar, as plantas também produzem CO2.  E também não explicam como um gás que compõe apenas 0,03% da atmosfera iria conseguir alterar tanto a temperatura do planeta.[6]  Algum tempo atrás, estudiosos diziam que caso a Amazônia desaparecesse, o mundo entraria numa nova Era Glacial[7].  Ademais, se as florestas exercem tanta influência na temperatura da Terra, por que esta não sofreu uma variação drástica (para cima ou para baixo) nos últimos 8 mil anos, em que houve uma redução de mais de 75% das áreas de florestas primárias, e nos últimos 11 mil anos a área total do globo coberta por florestas sofreu uma diminuição de 40%?  É difícil crer que estes 60% restantes possuem esta importância depositada neles, como se a vida no planeta dependesse da mata primária restante.  Não obstante, existem estudos sobre uma origem antropogênica da Floresta Amazônica, e desmatamentos recentes propiciaram a descobertas de geoglifos que datam do século XIII, indicando que, poucas centenas de anos atrás, aquela região poderia ser uma savana parecida com o cerrado.

Outro argumento quixotesco que costuma aparecer é o de que a fauna e a flora da Amazônia possuem propriedades ainda desconhecidas pelo homem, e, portanto, devem ser preservadas — "na Amazônia pode estar a cura para o câncer!".  Para começar, este poderia ser um argumento a favor da máxima exploração dos recursos da floresta, e não para sua "imaculação".  Quem acredita nisso pode ir agora mesmo para o meio do mato coletar "estas riquezas".  Para mostrar que o argumento existe mesmo, vou dar um exemplo.  A recente série Luta pela Amazônia, apresentada pelo Discovery Channel, na justificativa desse argumento cita que "uma possível cura para a Doença de Chagas foi encontrada no veneno da Jararaca".  Só tem um problema, a Jararaca é uma cobra encontrada do Norte do México até a Argentina!  E mesmo que fosse um réptil exclusivamente amazônico, teríamos aí uma razão para capturar e pesquisar todas as espécies da região em um local como o Instituto Butantan (logicamente que não fosse governamental), e não para manter uma imensidão de dimensões oceânicas intocada.

4.jpg
Bear Grylls, protagonista da série À Prova de Tudo, também do Discovery Channel, luta para sobreviver no meio da Amazônia
E são com estes tipos de "justificativas" que o governo vai trabalhando duro para diminuir o padrão de vida de todos, com o IBAMA proibindo o corte de árvores numa área que o "complexo de Colombo" concedeu ao governo, com a Polícia Federal atacando e sequestrando seres humanos por extraírem o que eles chamam de "madeira ilegal", ou jogando em celas pobres miseráveis por capturarem bichos no mato — o que eles chamam de "tráfico de animais silvestres"— ou tantas e tantas violências que ocorrem com a aquiescência de urbanóides — pessoas que não sobreviveriam 1 dia se fossem deixadas no meio do mato.  Lew Rockwell faz uma análise sucinta desta sanha ambientalista: "É como se os socialistas tivessem descoberto que seu plano resulta em miséria, e tivessem decidido trocar seus nomes para ambientalistas e fazer da miséria seu objetivo".  E na mesma linha, Jeffrey Tucker observa que

Planejamento estatal jamais foi um meio adequado de se fazer qualquer coisa, mas pelo menos houve uma época em que o objetivo era trazer progresso à humanidade.   Era o meio errado para atingir o fim certo.  Hoje em dia, o planejamento central funciona como um meio maldosamente eficiente para atingir o fim errado [.]e se tem algo em que o estado seja realmente bom, é em destruir as coisas.

A famosa questão filosófica que diz que "Se uma árvore cair no meio da floresta, e não estiver ninguém por perto, será que faz barulho?" poderia ser transformada para nossos propósitos aqui em "Se uma árvore permanecer na floresta sem ninguém por perto, será que ela está mesmo lá?". 

Conclusão

Não, a Amazônia não é nossa.  É de quem pegar.  E que faça bom proveito, transformando recursos sem uso em riquezas demandadas pelas pessoas, que podem ser desde parques ecológicos até ornamentos para sandálias.

_______________________________________________

Notas

[1] John Locke, Um Ensaio Referente à Verdadeira Origem, Extensão e Objetivo do Governo Civil, V. págs. 409-10, em Dois Tratados sobre o Governo (Martins Fontes, 1998)

[2] Murray N. Rothbard, A Ética da Liberdade, cap. 8, Instituto Ludwig von Mises Brasil.

[3] Isto ocorreu com Fernando de Noronha, que recebeu no sistema de capitanias o conjunto de ilhas que hoje leva seu nome, mas que nunca chegou a colonizá-las.  Mesmo assim, a posse da ilha foi sendo passada para os descendentes de Noronha.  Depois de ser ocupada por franceses e holandeses, os portugueses retomaram a ilha em 1737, transformando-a numa ilha-prisão que funcionou até 1942.  Hoje, o estado brasileiro controla o arquipélago todo, permite que alguns operem hotéis e comércios no local, controla o número de pessoas que pode viajar para lá e cobra R$40 por dia de todos os visitantes ali presentes, apenas por estarem ali. 

[4] Murray N. Rothbard, Conceived in Liberty, Vol. I, pág. 150

[5] Segundo a entidade ambientalista WWF, as rodovias têm sido grandes promotoras do desmatamento florestal, e, na Amazônia, 75% dos desmatamentos ocorreram em grandes faixas ao longo das rodovias asfaltadas.

[6] A wikipédia informa que o gás carbônico é um dos gases do efeito estufa que menos contribui para o aquecimento global.  O maior contribuinte mesmo é o vapor d'água, 36—72%.

[7]
O ambientalista e secretário do Meio Ambiente de 1990 a 92, José A. Lutzenberger dizia:

Hoje existem instrumentos fantásticos que nos permitem ver o globo em sua totalidade.  Se formos ao INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em São José dos Campos, ou até a NASA, nos Estados Unidos, podemos ver no monitor dos computadores a imagem do Planeta como um todo, com a Amazônia ao centro, e todo o deslocamento destas massas de nuvens.

[.]

Se olharmos de novo aquelas imagens de satélite, que mostram as correntes aéreas que saem da Amazônia e vão para o Sul e para o Norte, percebemos que, se elas desaparecerem, irá se iniciar uma nova Idade Glacial na Europa e talvez aqui, no Extremo Sul.  Por isto não adianta dizer, como querem nossos governantes e principalmente nossos militares, que aquilo que fazemos na Amazônia não interessa a ninguém, só a nós. Interessa, sim, e interessa a todo o mundo.  A Amazônia não é só nossa.  É do Planeta inteiro, um órgão vital do ser vivo chamado Gaia, que é a Terra.  Não podemos continuar destruindo a Amazônia.  É preciso parar.  É preciso repensar conceitos.  Mesmo porque, até sob um ponto de vista meramente econômico, aquilo é uma pilhagem.



69 comentários
69 comentários
Gustavo Boscolo Nogueira da Gama 10/02/2011 12:49:15

Bom artigo!

Responder
André Ramos 10/02/2011 15:23:51

Ótimo texto!
É mesmo engraçado: a nossa CF assegura, como todos sabemos, um direito de propriedade 'meia-boca', já que o condiciona ao cumprimento da tal 'função social'. Assim, por exemplo, o Estado aumenta tributação sobre um terreno mal explorado (segundo seus critérios) ou até mesmo o desapropria.
No entanto, quando se trata da 'propriedade estatal', nada disso vale... O Estado se diz dono de um monte de coisa, por uma canetada, e pouco importa se essas suas coisas são bem exploradas ou não. Ai de quem se meter a contestar a propriedade estatal.
Parabéns pelo artigo.

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Getulio Malveira 10/02/2011 15:27:00

Muito bom texto. Sempre que me falam de "reforma agrária", MST etc faço questão de lembrar que há milhões de hectares de terra disponíveis no Brasil sem dono. Se algum governo sensaso quisesse realmente dar terra aos "sem-terra" simplesmente diria: "ocupem as terras sem-dono ao invés de tentar roubar as que já tem" - acho que até faltariam sem-terra para tanta terra sobrando.

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Fernando Chiocca 10/02/2011 16:20:29

heheheh, eu também digo a mesma coisa Getúlio. Se querem terra, podem ir agora mesmo pro meio da amazônia. Qualquer um pode fazer isto agora mesmo, não obstante o governo se dizer dono de tudo. Existem povos lá que vivem completamente isolados do resto da civilização.

Mas, obviamente, os sem-terra não querem terra; eles querem "aquels terras específicas", bem localizadas como as do Pontal do Paranapanema, se solo rico, perto de estradas, já limpas para não se ter o trabalho árduo de ter de remover o mato, etc...

No mais, sou totalmente favorável a reforma agrária. E o maior latifundiário deste país é o governo. Que todas as suas terras sejam destinadas a reforma agrária (que se daria pela livre ocupação das mesmas)

Responder
anônimo 10/02/2011 18:03:12

"No mais, sou totalmente favorável a reforma agrária. E o maior latifundiário deste país é o governo. Que todas as suas terras sejam destinadas a reforma agrária (que se daria pela livre ocupação das mesmas)"\r
\r
Nao adianta, daqui a 50 anos ja teria mais gente pedindo terra...

Responder
Amanda 27/11/2011 17:19:44

Não gente, reforma agrária é muito mais do que dar um pedaço de terra pra quem não tem... é dar condições de alguém cultivar algo, mesmo que seja pra o proprio sustento. Terra sem dono existe um monte, mas o que adianta eles moraram no meio do mato sem nada? Aí também não dá..

Responder
Rhyan Fortuna 10/02/2011 16:29:40

Sobre o mito de que a Amazônia é o pulmão do mundo:
www.projetoockham.org/boatos_pulmao_1.html

Responder
Fernando Chiocca 10/02/2011 17:08:51

Além disso, acredita-se que o fitoplâncton é responsável pela produção de cerca de 98% do oxigênio da atmosfera terrestre.

Responder
Tiago RC 11/02/2011 13:17:44

A quantidade de oxigênio que consumimos na respiração é igual à quantidade de oxigênio liberada na atmosfera pela planta que sintetizou a matéria orgânica que consumimos nessa respiração. Logo, enquanto tivermos o que comer, oxigênio não será um problema.

Responder
Cathy 18/05/2011 12:26:52

mas o calor fica insuportável cheio de asfalto...
acredito que dá pra conciliar a presença da natureza no mesmo ambiente do homem.

Responder
Antonio Chiocca 10/02/2011 17:32:36

Fernando
Muito bem colocado no texto a dificuldade criada pelo governo para quem quer desenvolver atividade na região.Nào precisa de incentivo é só não interferir.
O sistema esta contra e a maquina é muito forte.
Somos prova viva disto!

Responder
Diogo Siqueira 10/02/2011 18:16:12

Este texto merece uma tradução para o inglês e respectiva publicação nos sites do Mises Institute e LRC (locais que fogem do "politicamente correto"). O mundo precisa ler este artigo!

Responder
anônimo 10/02/2011 20:11:30

é verdade!

Responder
anônimo 11/02/2011 11:40:40

Sugiro aos índios a taxa diária de R$ 100,00 para os libertários que chegassem por lá com essa história de que a Amazônia não é nossa.

Princípios de reciprocidade e fiscalização federal pesada sobre a entrada de estrangeiros.

Responder
Tiago RC 11/02/2011 13:29:37

Não só esse texto, vários textos do IMB poderiam ter repercussão mundial se fossem traduzidos para inglês.

Eu acho que já sugeri antes, e insisto: o IMB deveria criar uma versão em inglês do site, com o original de todos os artigos traduzidos e as traduções dos artigos de autoria brasileira. Essa tradução não precisa ser feita de uma vez, pode ser gradual. Muitos textos originais do IMB poderiam trazer olhares internacionais para cá. E isso poderia ser muito positivo ao IMB e às idéias por ele defendidas...

Responder
Fernando Chiocca 19/07/2011 18:56:00

Diogo e Tiago.

Feito: Foi traduzido pro inglês e publicado no Mises.org. :)))

Who Owns the Amazon?

Responder
mcmoraes 19/07/2011 21:49:21

Parabéns, Fernando!

Responder
Fernando Chiocca 07/02/2012 11:06:29

Já tinha em checo e eslovaco: Kdo vlastní Amazonský prales? e agora em espanhol também: ¿Quién es dueño de la Amazonía?

Responder
Tiago RC 08/02/2012 09:28:38

Só agora vi a repercussão internacional do artigo.
Parabéns Fernando!

PS: Interessante notar como muita gente pensa entender de fotossíntese mas não entende. Você viu nos comentários do MI?

Responder
Heber 10/02/2011 23:42:13

Meu pai foi um destes que foi pra Amazônia na época dos militares. Na época meu avô recebeu um pedaço de floresta que teve que desmatar na base do machado, pra poder iniciar a plantar alguma coisa por ali e poder sobreviver. Nós temos muito orgulho deste desmatamento que foi feito de 1971 pra cá. Essa idiotice ambiental mantém grande parte da população amazônica, que não pode mais desmatar como antes sob pena de multas ou até prisões, na pobreza esperando benesses estatais.

Responder
Vítor Jó 11/02/2011 10:00:19

Cambada de liberal polêmico! Só tenho lido coisas esdrúxulas aqui.
''Então a Amazônia pertence ao estado brasileiro? De fato, o governo brasileiro tem a posse do território ocupado pela parte em questão da floresta amazônica; mas ele possui a propriedade legítima desta área? ''

Contraponto vergonhoso. Pois bem, então, a nossa parcela da Amazônia seria de quem 'pagar mais', assim como a Chapada Diamantina, o Pantanal... $#%#$%¨!!!

Responder
André Ramos 11/02/2011 18:00:15

Isso mesmo, parece que você está começando a entender...

Responder
anônimo 11/02/2011 18:21:23

a nossa parcela da Amazônia seria de quem 'pagar mais'
Não, seria de quem a trabalhasse.

Responder
Angelo T. 11/02/2011 10:36:10

Se a Amazônia fosse minha, eu poderia vender a minha parte. Ou então poderia alugar. Ou simplesmente usar a minha parte, como por exemplo desmatando para um campo de futebol.
Mas não posso fazer nada disso.

Sabia que a casa que você mora é minha? Só que eu não posso vendê-la, alugá-la, ou usá-la.
Precisa uma certa ingenuidade para cair nessa conversa de que a Amazônia é nossa.

Responder
anônimo 11/02/2011 10:56:05

É verdade, Angelo T. É preciso muitos e muitos anos de ensino fundamental e médio para cair nessa. Não é de se espantar que muitos leiam os textos do IMB e digam "isso vai contra quase tudo o que aprendi na escola".

Responder
Andre 11/02/2011 10:53:09

Lamentável seu texto, mas o que esperar desse site ultimamente, principalmente de você, Fernando? Os senhores estão atirando para todos os lados, polemizando assuntos tendo como tática colocar os piores fatos e omitindo os bons, numa atitude totalmente parcial.\r
Sua visão das coisas é preocupante Fernando. Merece e será comentada.\r
\r
Ps. Tanto faz postar ou não. Mesmo porque de vossa pessoa só espero textos ressentidos.

Responder
Fernando Chiocca 11/02/2011 12:28:45

Mas lógico que tinha que postar Andre. Você é um ótimo exemplo que os que escrevem concordando sustentam suas posições com fatos; os que escrevem xingando, sustentam sua posição apenas com o fígado.
Obrigado

Responder
anônimo 11/02/2011 13:06:28

Os senhores estão atirando para todos os lados, polemizando assuntos tendo como tática colocar os piores fatos e omitindo os bons, numa atitude totalmente parcial. \r
\r
Essa "tática" é que motiva a luta pela justiça - a Natural, obviamente.

Responder
Eudes 11/02/2011 12:16:34

Fico feliz ao saber que ainda existem pessoas sensatas no Brasil e que, em relação à Amazônia, nem tudo na mídia brasileira é lixo.\r
Há mais de 26 anos coloquei meus pés em solo amazônico pela primeira vez e no Pará permaneci por 5 anos. Viajando em solo paraense, percebi claramente que a escola havia me prestado um grande desserviço, pois tinha me ensinado grandes inverdades acerca do relevo da região. Depois desse tempo, saí do norte, retornando após dois anos à Amazônia e aqui permaneço até hoje.\r
Posso dizer que há mais de trinta anos observo o movimento ambiental. Fui percebendo aos poucos que o movimento era anti-humano e contrário ao bom senso, como também tinha ligações com o panteísmo. Tendo isso em mente, resolvi pesquisar por mim mesmo as grandes questões ecológicas.\r
Fiquei grandemente surpreso ao ver que o desserviço que a escola e/ou a mídia tinham me prestado era enorme, pois não se resumia em informações erradas sobre o relevo amazônico. Quase tudo o que haviam me ensinado era simplesmente mentira. Entre essas mentiras, encontra-se a preferida de hoje : a tese do aquecimento global antropogênico. Os socialistas são um dos grupos que mais se utilizam das questões "ambientais" para que assim possam implementar suas ideias. Não é sem motivo o fato de os partidos de matizes socialistas estarem atolados até o pescoço com as questões "ecológicas". Em países de língua inglesa, os "ambientalistas", às vezes, são chamados de watermelons, ou seja, melancias. Mas por quê ? Porque as melancias são verdes por fora, mas vermelhas por dentro. Pelas bandas de cá, há aqueles que dizem que a cor do comunismo não é mais vermelha, mas sim verde (visite a página ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/ ).\r
Principalmente na Amazônia, o direito de propriedade tem sido severamente atacado. Acontecimentos como o ocorrido na Raposa Serra do Sol e a legislação "ambiental" servem apenas para dizer, ainda que de forma indireta, que não existe direito de propriedade sobre a terra, ou ainda que o referido direito é totalmente mutável a bel-prazer do Estado, exatamente como pregam os socialistas. Talvez seja melhor falar um pouco sobre a legislação ambiental.\r
A legislação ordenava que os agricultores, na Amazônia, deixassem uma área imensa com a floresta nativa (50 %). O então presidente Fernando Henrique Cardoso, não satisfeito com isso, editou uma medida provisória ordenando que a chamada reserva legal fosse aumentada para 80%. Imagine só! Se 50% já é muito, imagine 80% ! Não importa se a área é produtora de alimentos ou não, ou se o local tem instalações ou não. Também não importa se o proprietário tem o título definitivo de propriedade da área ou não, título esse que no seu verso autorizava clara e explicitamente o uso de 50% da propriedade para qualquer fim. A área em questão tem de ser mata, ou tem de ser transformada em floresta. Assim o produtor rural pode ser duplamente prejudicado: 1) tem de perder a maior parte de sua terra e 2) as instalações têm de virar ruínas. Dessa forma, todo o investimento na área tem de ser destruído. Tudo isso é um tremendo prejuízo para o agricultor, pois o Estado nem promete dar algo em troca, nem mesmo 1 centavo. Não estranhamente, os petistas de mediato apoiaram a medida.\r
Na Amazônia, muitos produtores estão em um beco sem saída. Dificilmente conseguem licença para desmatar, coisa essa indispensável para a produção de alimentos. Se desmatam sem licença, são considerados bandidos. Se não desmatam, a propriedade rural é invadida, sendo que os invasores têm todo o apoio do governo. Isso não é apenas uma tese, essas coisas acontecem. Sou testemunha ocular dessas coisas.\r
No Brasil, ao lado das regulamentações ambientais, as regulamentações trabalhistas atrapalham, e muito, a vida dos produtores rurais. E as questões trabalhistas atormentam a todos, inclusive quem vive fora da Amazônia. Há poucos anos, visitando uma fazenda de um conhecido, fiquei estarrecido ao entrar e ver um documento na parede do escritório. Era o resultado de um exame microbiológico da água da fazenda. As filhas do fazendeiro disseram que aquilo era uma exigência do governo. A água deveria estar livre de germes, caso contrário eles poderiam ser acusados de trabalho escravo. O fazendeiro já havia sofrido muito, pois já havia sido acusado de trabalho escravo. Mas o que fez com que aquele fazendeiro fosse acusado disso? Muito antes daquele dia, eu havia conversado com o pai das moças, o fazendeiro, meu conhecido, e ele me disse que como as privadas para os trabalhadores não tinham vaso sanitário, para que os trabalhadores pudessem sentar, isso foi considerado trabalho escravo. Se não tivesse ouvido isso do próprio fazendeiro, não teria acreditado.\r
Agora, uma pequena reflexão : quem estaria escravizando milhares, ou talvez milhões, de pessoas em zona urbana, espalhadas por esse imenso país, simplesmente porque consomem água contaminada com vários germes ? Quem seria o culpado por tal crime? O Estado, porque não consegue prestar certos serviços, ou porque dificulta a prestação de serviços básicos ? \r
Segundo informações, as mais diversas, existe um plano para expropriar, sem direito a indenização, as terras produtivas , tendo como pretexto as regulamentações trabalhistas (veja, por exemplo, www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=36162 , www.anamatra.org.br/noticias/noticias/ler_noticias.cfm?cod_conteudo=18938&descricao=Noticias , pt.wikipedia.org/wiki/Ademir_Andrade#PEC_438_-_Trabalho_Escravo ). É bom lembrar que o modelo de reforma agrária preconizado pelo governo é inspirado no bolchevismo. O governo não dá o título de propriedade para os assentados, e quando dá, faz em número pífio. A distribuição de uns pouquíssimos títulos parece ser importante, pois dessa forma muitos são enganados acerca do verdadeiro caráter da reforma agrária considerada ideal por muitos políticos. Também, o assentado não pode "vender" a gleba. Caso "venda", a União pega a área de volta, e quem "comprou" perde tudo. Isso quer dizer que o agricultor que recebeu a terra da União pode sair do assentamento mais pobre do que quando nele entrou, uma vez que uma gleba, seja ela grande ou pequena, requer grandes investimentos para ser produtiva. As pessoas que defendem uma reforma agrária desse tipo ou são muito más ou não têm uma visão realista acerca do agronegócio.\r
Embora muitos não percebam, o Brasil parece estar seguindo a Venezuela e a Venezuela parece estar seguindo Cuba. A coisa em nosso país está ficando preta, ou melhor, vermelha, aliás, verde. Pior é saber que o verde serve apenas para esconder um terrível vermelhão! \r

Responder
EUDES 28/05/2012 16:29:00

COMUNISMO à vista ! Isso é muito sério !

www.paznocampo.org.br/boletim/textos/preview.asp?nr=176

www.paznocampo.org.br/boletim/textos/preview.asp?nr=178


Responder
Tiago RC 11/02/2011 13:24:19

Muito bom esse texto, parabéns.

Só uma coisa: qualquer organismo, planta ou animal, libera CO2 quando se decompõe (somos todos feitos de carbono). Então o desmatamento pode sim aumentar o volume de CO2 na atmosfera.
Não que isso muda nada na mensagem e nos argumentos do texto, claro.

Responder
Livia 11/02/2011 13:32:05

PODE ATE SER QUE NAO SEJA NOSSA,....E QUE ALGUNS PONTOS DESSE ARTIGO TENHAM FUNDAMENTOS ( REFORMA AGRÁRIA, POPULAÇÃO NA POBREZA.........)MAIS DAI FALAR QUE TUDO ISSO É IDIOTICE AMBIENTAL?\r
E DEFENDER OS FDP QUE ESTAO EXTERMINANDO OS POBRES ANIMAIS........( "jogando em celas pobres miseráveis por capturarem bichos no mato - o que eles chamam de "tráfico de animais silvestres".........).\r
VCS NAO SABEM OQ FALAM! \r
QUE ABSURDO!\r
HÁ QUE BUSCAR SIM UM EQUILIBRIO, MAIS ARGUMENTAR NESSE SENTIDO COMO ACIMA EXPOSTO PARA MIM É MUITO DESCASO E IGNORANCIA.\r
\r
\r

Responder
Fernando Chiocca 11/02/2011 14:53:03

LIVIA, SE VOCÊ COLOCA A VIDA DE INSETOS E BICHOS DO MATO ACIMA DA VIDA DE SERES HUMANOS (ALGO REALMENTE REPULSIVO), PODE IR CAPTURÁ-LOS E CUIDAR DELES (COISA QUE O ESTADO TAMBÉM NÃO PERMITE).

MAS SEU COMENTÁRIO FEZ COM QUE EU ME ARREPENDESSE PROFUNDAMENTE DE NÃO TER INSERIDO ESTE VÍDEO NO CONTEÚDO DO ARTIGO: George Carlin - Save the planet

Responder
Livia 21/02/2011 15:53:45

É seu Chicote, e graças ao senhor colocarei cada vez mais os Animais acima de, como disse, seres humanos.\r
Interessante é que quando um se identifica, como o caro Rogério (Rogerio 11/2/2011 15:57:27), o senhor nem se manifesta. \r
Como disse anteriormente há que buscar um EQUILIBRIO, e sim! é ignorancia tratar a questao ambiental da forma como está sendo aprensentada. \r
Nenhum radicalismo é bom, nao importa o lado que seja.\r
Assim como diz que existem ambientalistas melancias, existem agricultores que nao conseguindo aumentar suas ganancias usam os pobres como desculpa.\r
\r
VAMOS PAGAR PRA VER??????\r
\r

Responder
Fernando Chiocca 21/02/2011 16:40:17

Ótimo Lichia, pode começar se casando com um macaco.

Interessante mesmo é que o comentário do Rogério foi respondido por outros com a única proposta de EQUILÍBRIO possível, que é oferecida pelo sistema de propriedade privada. (pode ver o link que postei sobre os indío americanos já fazendo isso e a proposta para evitar a extinção do atum) O que torna difícil explicar tal ignorância, que ignora algo que acabou de ser demonstrado...

Nenhum radicalismo é bom? Hummm.. uma atidude moderada para defender a vida de seus familiares deve ser coerente com sua posição, já que coloca animais acima de seres humanos.. mas para, por exemplo, defender a vida da minha família, eu prefero uma defesa radical.

Extremism in the defense of liberty is no vice. Moderation in the pursuit of justice is no virtue. - Barry Goldwater

Assim como diz que existem ambientalistas melancias, existem agricultores que nao conseguindo aumentar suas ganancias usam os pobres como desculpa.

Simplesmente ininteligível. Convém organizar os pensamentos antes de sair digitando.

Responder
Fernando Chiocca 22/02/2011 20:42:57

The most remarkable species of all

Responder
Getulio Malveira 11/02/2011 14:59:48

Eis o fundamento de todas os "achismos" ambientalistas: sentimentalismo barato. E ainda chamar o autor que desenvolveu uma argumentação racional de ignorante! É por isso que sou pessimita quanto ao Brasil: o país é bom, mas o povo...

Responder
Edmundo 10/05/2011 16:15:29

TEnho algumas certezas, sobre este artigo.\r
\r
1º- Com certeza Americanos e Japoneses,e Europeus concordariam com este artigo.\r
2º- Eu teria uma tendencia a concordar com o artigo em questão, se esta premissa \r
de propriedade, se extenda para os territórios canadense,Americano tais como o Alaska, Australia, nova Zelandia, entre muitos outros.\r
Creio que a fronteira Brasileira inclusive a Amazonia Brasileira, foram delineados atraves de Guerras e Tratados, cabe registrar que com excessão da Antartica, todo o territorio significativo no mundo esta anexado, a algum Pais, detentor dos direitos de exploração do mesmo, fato semelhante é o mar territorial dos paises no caso do Brasil 200 milhas maritimas.\r
O teu artigo quer cerciar apenas os direitos de nós Brasileiros, sobre a Amazonia, ou estende-se utópicamente, a todos os territórios analogos no mundo?.

Responder
Fernando Chiocca 10/05/2011 16:28:16

Que bom Edmundo, então você concorda com o artigo, pois a teoria exposta nele é universal, ou seja, válida independente de local ou tempo. Isto quer dizer que vale tanto para o Alasca, quanto para a Amazônia, Antardida, Foresta Boreal, Patagônia, Pantanal, Cerrado, e tantos outros milhões de km² desocupados nesse mundo vazio que habitamos.

Responder
Eudes 11/02/2011 14:07:44

Obrigado Tiago RC.\r
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O importante é saber que o CO2 não controla o clima da Terra. Embora ele possa ser um gás de efeito estufa, sua influência no clima é totalmente desprezível. O CO2 não é uma maldição, pelo contrário, é uma bênção; ele pode ser chamado de gás da vida, porque os seres vivos são constituídos em grande parte por carbono.\r
Nas estufas mais avançadas, o ambiente é enriquecido com CO2. Para quê? Para que se atinja uma produção vegetal mais elevada. Essa técnica é recomendada até mesmo por pessoas adeptas da agricultura alternativa, agricultura essa fortemente vinculada ao movimento "ambiental".\r
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Aproveitando o momento, quero aqui reproduzir parte de uns comentários que enviei a um portal ( www.alerta.inf.br/geral/718.html ) O texto aborda algumas questões importantes sobre a Amazônia.\r
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Eis o texto:\r
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Grande parte da população brasileira é muito mal informada sobre a Amazônia e assuntos que supostamente podem afetar a região e o planeta. Existe todo um sistema de divulgação de informações falsas que faz com que até mesmo pessoas com alta escolaridade passem a ficar refém da desinformação. \r
Um bom exemplo de desinformação é sobre os solos da Amazônia. Ensina-se a todos que os solos amazônicos são pobres e inaptos para a agricultura. Mas,embora existam solos pobres na região, também há os de média a alta fertilidade;na Amazônia existe uma grande variedade de solos. \r
É importante também lembrar que um solo para ser fértil precisa de ter boas características físicas como também químicas e as características químicas são facilmente corrigidas. Vejamos o caso de um solo ácido,coisa comum no Brasil. A simples adição de calcário e/ou gesso agrícola transforma um solo ácido,tecnicamente de baixa fertilidade, para um solo tecnicamente de média a alta fertilidade. Solos imprestáveis para certas culturas passam a ser solos altamente produtivos para todo tipo de cultura, desde que o clima seja propício a elas. Corrigindo-se a acidez dos solos e eliminando-se a nocividade de certos elementos,como o alumínio, por exemplo,coisas essas conseguidas com o uso de calcário e/ou gesso, um solo anteriormente pobre passa não somente a ser fértil como também as plantas nele cultivadas passam a ter condições de aproveitar bem melhor os adubos. A adubação eleva ainda mais a produtividade (produção por área)e a produtividade eleva, e muito, o lucro do agronegócio.Quando falamos sobre essas coisas, vem à nossa mente o cerrado. \r
As regiões de cerrado geralmente possuem solos ácidos com baixíssima fertilidade natural. Caso não existissem as técnicas de calagem e gessagem, essas regiões estariam condenadas à quase total infertilidade. No entanto, essas regiões são grandes produtoras de alimento. \r
\r
Outra coisa que muita gente não consegue entender é sobre o uso do fogo na Amazônia. Apesar de o fogo poder ser, a longo prazo, extremamente prejudicial para o solo,o uso do fogo muitas vezes é indispensável à prática agrícola.Quando uma floresta,primária ou secundária, é derrubada para o plantio de alimentos,caso o agricultor não tenha condições de utilizar um maquinário altamente caro,não há outra coisa a fazer a não ser colocar fogo na área. \r
Além de ser uma forma muito prática de limpar uma área para plantio, o fogo traz outro benefício: as cinzas.Estas elevam a fertilidade de um solo ácido. As cinzas são um material alcalino, portanto diminuem a acidez dos solos e fazem com que seja eliminada a nocividade de certos elementos,como o alumínio ,por exemplo. \r
O fogo é uma ferramenta agrícola muitas vezes indispensável. Ele é e foi utilizado muitas vezes, não somente na Amazônia.Por exemplo,no passado, quando os Estados Unidos estavam ampliando sua área agrícola, o fogo foi utilizado em larga escala. \r
Portanto, os agricultores muitas vezes fazem uso do fogo não por que sejam bandidos mas porque dele necessitam para a produção de alimentos. \r
Porém, o fogo deve ser usado somente quando indispensável, pois o seu uso prolongado e/ou indiscriminado expõe o solo à erosão e faz com que o solo perca matéria orgânica, coisas essas que contribuem,e muito,para a degradação dos solos. \r
\r
Outro mito sobre a Amazônia é aquele que diz que se houver um grande desmatamento na região,a região não terá mais um regime de boas chuvas.Puro argumento pseudocientífico espalhado até mesmo por cientistas que na realidade são mais ativistas que cientistas. \r
Certa feita estava assistindo a um programa de televisão quando um desses cientistas falou sobre isso. Um internauta perguntou então por que não se plantavam árvores no nordeste brasileiro. Não citando nenhum estudo que comprovasse a tese, o tal cientista falou mais algumas besteiras e encerrou a tentativa de explicação. \r
Infelizmente,existe gente com nível superior que acredita em besteiras populares como essas;chegam a pensar que existe seca no nordeste por que houve desmatamento lá. Parece que não sabem que quando os portugueses aqui chegaram já encontraram uma região semi-árida no nordeste com sua vegetação característica: a caatinga. Os fatos e a ciência descartam a ideia segundo a qual uma região recebe muita chuva pelo fato de ter florestas. É o contrário, uma região possui florestas por que o clima dessa região favorece a existência de floretas, clima esse que além de ter uma temperatura adequada também tem uma quantia de chuva adequada. \r
\r
Mitos como esses são amplamente divulgados pelos "ambientalistas". Tais "ambientalistas" têm os mais diversos objetivos. Tais "ambientalistas" ou "ecologistas" estão cada vez mais sendo desmascarados, inclusive no que diz respeito ao seu tema favorito: aquecimento global; explicando melhor: a tese segundo a qual o dióxido de carbono dirige o clima da Terra. \r
\r

Responder
Eudes 14/02/2011 19:12:25

Dissemos que, nas estufas mais avançadas, o ambiente é enriquecido com CO2, porém, a expressão mais correta seria casas de vegetação e não estufas. Há casas de vegetação que funcionam como estufas e outras que funcionam apenas como guarda-chuvas. Estufa é um nome mais popular, porém mais inadequado.\r
Em uma casa de vegetação que funciona uma estufa, quando se enriquece o ambiente com CO2, este serve apenas para aumentar a produção das culturas e não para aumentar a temperatura.\r
A pressa para o almoço fez com que cometêssemos alguns deslizes.\r

Responder
Fernando Chiocca 15/02/2011 00:16:49

Crescei e multiplicai-vos, disse então Deus aos dinossauros, e aproveitando-se de uma atmosfera riquíssima em CO2 que permitia manter uma apetitosa e luxuriante vegetação, assim o fizeram. E o Jurássico, com uma concentração de CO2 de 5 a 10 vezes superior à atual, foi sua melhor época.

CO2 no passado

Responder
Breno Almeida 11/02/2011 14:19:02

Eu gostei do texto. Mas ainda não me é claro como a metafóra de Jonh Locke pode solucionar o problema.

Por exemplo um caçador/coletor que vive na amazonia, como definir de forma objetiva que ele misturou trabalho com a floresta? Uma vez que tudo que ele faz é pegar o açai/babaçu da árvore. Ele não mudou o ambiente em nada, fica dificil dizer que ele misturou trabalho. Ainda sim me parece injusto aparecer lá com um trator e derrubar todas as árvores do qual o coletor tira o sustento.

E se eu derubar a floresta com dois tratores e uma correte isso me faria dono da area desmatada? Porque? Não me parece claro. E se plantar soja? Me torno dono? Por exemplo eu plano soja, faço a colheita, abandono a terra pois a mesma está infértil e ainda assim continuo dono (afinal eu fui o primeiro a misturar o meu trabalho a terra)?

Eu consigo entender que deixando a cargo da ordem espontanea uma "corrida a amazônia" pode ter um melhor resultado do que uma ocupação planejada. Mas não consigo entender como usar a metafora do Jonh Locke para guiar a ética dessa ocupação.

Responder
Fernando Chiocca 11/02/2011 14:42:44

É Breno, a teoria lockeana de propriedade através do homestead não é uma "ciência exata" e cada caso é um caso.

Por exemplo um caçador/coletor que vive na amazonia, como definir de forma objetiva que ele misturou trabalho com a floresta? Uma vez que tudo que ele faz é pegar o açai/babaçu da árvore. Ele não mudou o ambiente em nada, fica dificil dizer que ele misturou trabalho. Ainda sim me parece injusto aparecer lá com um trator e derrubar todas as árvores do qual o coletor tira o sustento.

Ele tira regularmente da mesma árvore ou região ou é um nômade? No primeiro caso pode estar evidente o direito de propriedade dele. No segundo, fica bem difícil dizer que ele é proprietário. Na colonização americana houveram casos em que os colonos compravam terras dos índios, mas acabavam comprando áreas imensas que os índios apenas usavam para caçar esporadicamente. neste caso foi uma aquisição não libertária.

E se eu derubar a floresta com dois tratores e uma correte isso me faria dono da area desmatada? Porque? Não me parece claro. E se plantar soja? Me torno dono? Por exemplo eu plano soja, faço a colheita, abandono a terra pois a mesma está infértil e ainda assim continuo dono (afinal eu fui o primeiro a misturar o meu trabalho a terra)?

Se desmatar e sair fora não, você não se torna o dono. Veja bem, até os militares entendiam a ocupação como pré-requisito. Se plantar a soja, logicamente que sim. Se abandonar a área, perde a propriedade. As leis de uso capião são bastante coerente com este princípio ao concederem o título de propriedade ao ocupante atual caso o ocupante anterior que abandonou a propriedade não reclame durante um certo número de anos.

Eu consigo entender que deixando a cargo da ordem espontanea uma "corrida a amazônia" pode ter um melhor resultado do que uma ocupação planejada. Mas não consigo entender como usar a metafora do Jonh Locke para guiar a ética dessa ocupação.

O critério lockeano (sem o proviso de Locke) é um critério totalmente ético e sua justiça pode ser reconhecida tanto instintivamente como através de criteriosa análise racional.
E simplesmente não existe outro critério ético para ser utilizado: Por que é impossível argumentar contra a propriedade privada sem cair em autocontradição

Responder
Breno Almeida 11/02/2011 21:17:53

Eu agradeço a reposta.

Mas o critério é misturar trabalho com a terra. Limpar a terra com um trator é misturar trabalho. Pelo que eu entendi então entra um segundo critério que é o abandono. Mas se eu abandonei a area com a inteção de esperar a mata voltar a crescer para derrubar denovo. No caso aqui eu estaria explorando madeira. A situação seria a mesma de plantar eucalipto abandonar a area por 10 anos e voltar para derubar o eucalipto.

O problema aqui não é com o conceito de justiça mas com a aplicação. Eu concordo que na metafisica tá tudo certo. Mas na aplicação prática me parece bem dificil determinar quem é o primeiro e o que exatamente é misturar trabalho e abandono.

Como direitos não se estabelecem sozinhos na ocupação da amazonia me parece que valeria a lei do mais forte. O que não necessariamente tornaria o cenário sugerido justo.

Eu continuo acreditando que em uma "corrida pela amazonia" a ordem esponatena esbeleceria os limites da propriedade de maneira mais eficiente do que uma ocupação planejada.

Mas não entendo como a metafora de Locke entra nisso. Sem um ser superior (estado? ou tribunal privado) para definir de forma objetiva quem chegou primeiro, como e quanto de trabalho tem que misturar e o que caracteriza abandono eu não acredito que vão respeitar as regras deduzidas por Locke.

Responder
Fernando Chiocca 12/02/2011 14:00:27

Mas o critério é misturar trabalho com a terra. Limpar a terra com um trator é misturar trabalho. Pelo que eu entendi então entra um segundo critério que é o abandono.

Não, isso não é um segundo critério. Isto está contido no critério proposto.

Mas se eu abandonei a area com a inteção de esperar a mata voltar a crescer para derrubar denovo. No caso aqui eu estaria explorando madeira. A situação seria a mesma de plantar eucalipto abandonar a area por 10 anos e voltar para derubar o eucalipto.

Se você plantou eucalipto ou qq coisa, não abandonou. Está cultivando a terra. E deve tomar conta da mesma. Se alguém chegar lá e ficar por um bom tempo sem que você se faça presente, então, abandonou.

O problema aqui não é com o conceito de justiça mas com a aplicação. Eu concordo que na metafisica tá tudo certo. Mas na aplicação prática me parece bem dificil determinar quem é o primeiro e o que exatamente é misturar trabalho e abandono.

Mas eu tô falando aqui do que é e seria na prática mesmo. Vá se informar sobre a lei corrente de uso capião.

Como direitos não se estabelecem sozinhos na ocupação da amazonia me parece que valeria a lei do mais forte. O que não necessariamente tornaria o cenário sugerido justo.

Mais um non sense. O cenário sugerido é o de respeito aos direitos, que poderiam ser protegidos à força. A lei do mais forte é o que vigora hoje, onde o estado apoiado por uma maioria, i.e., "mais forte", impõe violentamente um critério arbitrário e injusto sobre os mais fracos.

Eu continuo acreditando que em uma "corrida pela amazonia" a ordem esponatena esbeleceria os limites da propriedade de maneira mais eficiente do que uma ocupação planejada.

Mas não entendo como a metafora de Locke entra nisso. Sem um ser superior (estado? ou tribunal privado) para definir de forma objetiva quem chegou primeiro, como e quanto de trabalho tem que misturar e o que caracteriza abandono eu não acredito que vão respeitar as regras deduzidas por Locke.


Você tá de brincadeira? O critério lockeano é a base de uma forma objetiva para se estabelecer isso. E a proposta é exatamente haver tribunais privados que definam os melhores critérios. (novamente, o critério atual de uso capião do tribunal estatal não é ruim)

Responder
Breno Almeida 12/02/2011 22:40:39

Fernando,

Agradeço a paciência.

Mas não estava bricando. A definição de Locke é só uma metafora. Você precisa de algo especializado para a amazônia, o tribunal estatal e a lei de uso capião está muito longe disso. E é essa dúvida que eu estou tentando esclarecer. É bonito e correto dizer que o dono legítimo da terra é aquele que ocoupou primeiro. Porém isso não diz como os juizes vão avaliar o caso e qual sera o tamanho das propriedades.

O juíz só vai reconhecer como propriedade exatamente o tamanho da area que eu plantei? Ou o meu direito se estende as nascentes que eu uso para irrigação? E o rio que passa ao lado da plantação é meu?

Seria necessário algo parecido como que Murrah Rothbard chama de 'unidade tecnologica': mises.org/daily/2120#10

Eu sei que o código especializado para a amazonia e como esse código deve funcionar não é problema seu. É problema dos especialistas no assunto. Porém ainda é uma parte importante do assunto. Uma demostração objetiva de como os juizes determinariam os títulos de propriedade para aqueles que ocupam a área e como esse código especializado seria melhor do que o atual.

Como é um lugar enorme, talvez tenha competição entre os códigos e como essa competição poderia funcionar. Eu sei que agora já ficou muito "teoria do caos'. Mas é essa aplicação prática que eu estou tentando entender.

Responder
Carlos 11/02/2011 14:20:36

Só "liberar" o desmatamento ilegal e a matança e comércio de animais silvesters pros "pobres miseráveis" da região também não é de muita ajuda, não mais que mostrar as nádegas liberais pro Estado com um "você não manda aqui" tatuado.
Pegar, vender os recursos e sair correndo é desperdício. Só menor que o desperdício de ter uma área inóspita.

Agora, é, sim, uma região que pode e deve ser explorada com planejamento, investimento e regularização e tudo o que for.
O difícil é o Estado investir nisso de forma que gere lucro e instale famílias lá.
Se as obras nos centros urbanos, que também são centro das câmeras da Globo, já são lentas e deficientes, imagina como se darão as obras no que é quase o fim-de-mundo-brasileiro atualmente.

Apoiado pelo comentário que disse da péssima intervenção do Estado que não só ignora os investimentos, quando ainda mete leis esdrúxulas pra incomodar o fulano que lá está se intalando e trabalhando.

Responder
anônimo 11/02/2011 18:26:12

Só "liberar" o desmatamento ilegal e a matança e comércio de animais silvesters pros "pobres miseráveis" da região também não é de muita ajuda
Muita ajuda é respeitar a propriedade privada e o homestead em absoluto.

Responder
Rogerio 11/02/2011 15:57:27

Todo desenvolvimento dever ser acompanhado de inteligência e racionalidade, para que haja prosperidade.

Tudo na natureza se baseia em equilíbrio, até nossa economia, como o próprio Misses vem nos mostrando com uma clareza estupenda.

Devemos ter muito cuidado ao falar em exploração. Nossos exemplos são os mais podres possíveis e tenho certeza que não sabemos como fazer. Acho que fosses muito infeliz na tua conclusão que simplesmente mostra todo o descaso com que a humanidade tem com esse assunto, o qual os resultados estamos todos sentindo na pele. Nem preciso citar isso.

O texto é muito interessante no ponto em que nos faz pensar que temos, ainda, lugares para explorar e que todos devem ser explorados de alguma forma. Mas como falei anteriormente, quando o fizemos, sempre o fizemos da maneira com que todos os recursos são exauridos no curto prazo, com lucros rápidos em detrimento a sua continuidade e boa utilização. Isso gera o desequilíbrio, como o simples fato de dizermos que a vida de um animal é mais importante que de uma pessoa ou vice-versa, todos têm sua importância no ciclo da vida.

Sou contra qualquer modelo atual de exploração nesses poucos santuários de vida que ainda nos restam, no caso a floresta Amazônica, que pra mim é de todo mundo, todos os países, não só minha, tua ou de quem quer que diga que tem alguma terra lá. Se tem, provavelmente deve estar explorando da pior maneira possível.

Uma coisa que sei é que se existe uma preocupação com a exploração da floresta Amazônica é porque alguém deve estar pensando em uma exploração racional (com certeza não é nosso estado) e, dessa forma, acredito que ainda temos alguma chance de ter uma vida melhor.

Grande abraço

Responder
anônimo 11/02/2011 18:29:54

Isso gera o desequilíbrio, como o simples fato de dizermos que a vida de um animal é mais importante que de uma pessoa ou vice-versa, todos têm sua importância no ciclo da vida.
Todos têm sua importância, mas a vida de um animal é menos importante que a de uma pessoa.
Equilíbrio econômico (aumento da quantidade, qualidade e variedade das riquezas produzidas numa unidade de tempo fixa) é o oposto do intocabilismo.

Responder
Diogo Siqueira 11/02/2011 18:34:29

Caro Rogério,

O "uso racional de recursos" só pode ocorrer nas mãos privadas, e não do jeito que está.

O dono de uma área na Amazônia terá todo o interesse em fazer dela o melhor uso, pois será dela que retirará o seu sustento. Assim, as imagens de áreas desmatadas e desocupadas que assistimos na TV seriam coisa do passado.

E nada impede também, neste sistema, que você e seus amigos cerquem parte da floresta e ali instalem uma "posada ecológica", com passeios pela floresta, birdwatching e canoagem; usando os recursos naturais como lhes convier, como lhes for mais - segure a respiração - lucrativo.

Responder
Carlos 11/02/2011 22:31:14

Tem gente que é contra o ambientalista amante dos animais que põe os bichinhos na frente dos humanos, entendo.
Mas tomar o time do completo oposto, em que tudo tem que ir pro homem e pro inferno os bichos não faz o menor sentido também.

Como o Rogerio disse, toda vida tem sua importância.

Eu concordo que a vida de uma pessoa é mais importante que a de um animal, ou talvez 10, ou talvez uns 100. Mas isso não segue uma linearidade com o crescimento desse número.
Propôr que se faça o que se queira com eles em nome do progresso e da propriedade privada é absurdo.

Matar animais descontroladamente será, sim, um tiro no pé da própria humanidade em grandes números, aquela que tanto parecem amar, o pessoal radical em favor dos humanos n'importando a que custo pros animais.

Volto com a minha opinião de que se é pra fazer, que se faça direito. O que é extremamente improvável que o Estado faça.
Se é pra depenar recursos naturais sem controle, só pra não deixar a Amazônia parada, talvez não seja tão ruim cercá-la de Keep-Outs.

Afinal, já temos MUITOS recursos no Brasil explorado, grande parte sendo jogada na latrina e tomando descarga.
Evitar o completo disperdício deles pelo governo em primeiro lugar já seria algo mais relevante pra nossas vidas do que a questão da Amazônia tão cedo.

De qualquer forma, não falando em botar em prática, que talvez nem seja a intenção tão logo, o texto se faz bem em deixar bem claro que, NÃO, "a Amazônia não é nossa".

Responder
Fernando Chiocca 12/02/2011 13:50:13

Mas tomar o time do completo oposto, em que tudo tem que ir pro homem e pro inferno os bichos não faz o menor sentido também.

Propôr que se faça o que se queira com eles em nome do progresso e da propriedade privada é absurdo.


Sou agnóstico, mas tem um "absurdo" aceito por bilhões de pessoas à uns 2 mil anos:

Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher.
Deus os abençoou: "Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra."


Matar animais descontroladamente será, sim, um tiro no pé da própria humanidade em grandes números, aquela que tanto parecem amar, o pessoal radical em favor dos humanos n'importando a que custo pros animais.

Descotroladamente? Acho que você não entendeu. A nossa proposta não é somente justa e ética, como também estabelece um controle eficiente e maximizador de utilidade:

Os índios americanos realmente eram ambientalistas?
Save the Bluefin Tuna through Property Rights

Responder
Lia 12/02/2011 23:21:47

O texto tem um certo ar hostil que pode acabar deturpando o contexto das idéias apresentadas. Os ataques aos ambientalistas e consequentemente à qualquer esforço de preservação dá a impressão que o autor acredita que é justificável o lucro destrutivo, a exploração temporária e danosa da região Amazônica. O texto indicado posteriormente sobre os índios americanos exemplifica melhor, creio eu, o contexto correto do que a privatização das terras pode providenciar, que é, na verdade, o próprio interesse dos ambientalistas mal informados.

O assunto do estudo de organismos nativos para propósitos medicinais, por exemplo, foi banalizado de modo que não era necessário. Esses estudos são importantes, são benéficos com boa probabilidade. Propriedades preservadas por universidades e reservas ecológicas seriam de uso tão excelente dos recursos da Amazônica quanto um pasto seria de sua vasta área.

Não vou criticar o estilo escolhido pelo autor, que apresente suas idéias como acha melhor, mas o texto agressivo realmente ofusca o bom conteúdo, dificultando sem motivo o entendimento.

Responder
Fernando Chiocca 13/02/2011 11:50:39

Oi Lia

Agradeço sua crítica, agora bem elaborada e que procede. Mas a opção pela linguagem enfrentativa tem sua razão de ser. E não deve ser entendida como ofensiva contra ambientalistas bem intencionados e que não estão usando e nem apoiando o uso de violência contra proprietários legítimos, e sim entendida como defensiva contra os que estão. A situação é grava e crimes violentos estão sendo cometidos pela polícia e pelo IBAMA, que usam suas armas para agredir, sequestrar e roubar pessoas que praticam atividades nitidamente legítimas.
Hostil? Sim. Mas hostil como resposta contra uma hostilidade criminosa, real e atual, como demonstrou depoimentos de gente que vive lá e conhece os problemas da região, como o Eudes, o Heber e o Antonio já sentiram na própria pele. Foram quase que desabafos contra crimes que não só ficam impunes como são apludidos por esta sociedade de criminosos. O texto foi como um grito de basta contra tudo isto.
E a banalização foi nos fornecida pelos próprios defensores da violência agresiva e suas justificativas estapafúrdias.

Responder
Caio Cesar 13/02/2011 19:12:07

Me corrijam se eu estiver errado, mas quanto á citação do aquecimento global, dá pra fazer uma pequena análise matemática:

Primeiramente, vamos assumir o número '1000G' como o total da atmosfera(gases).
O CO2 só está presente na atmosfera em 0,03%(como dito no artigo).

Ou seja, 999,97G da atmosfera é composta por outros gases, que não CO2
[1000G - 0,03G = 999,97G]

Contudo, devemos nos lembrar que o ser humano só produz 1,5% de CO2 - Segundo os céticos(vi em "A grande farça do aquecimento global", um documentário). Ou seja, de 1000G, 0,03G são CO2, porém, destes 0,03G, o ser humano só tem 0,00045G de importância na atmosfera.

[1000G - 0,03% = 999,97G
0,03 - 1,5% = 0,00045G]

Ou seja, de 1000G, o ser humano só tem influência em 0,00045G, que subtraindo isto aos 1000G dá 999,99955G.

Se esta minúscula influência antropogênica causa uma diferença TÃÃÃO grande assim a ponto de criar furacões, enchentes e outros desastres naturais no mundo...

Caramba, é como dizer que uma bolinha de ping-pong pode causar terremotos ao tocar o chão! rsrsrs

Responder
Andre Cavalcante 04/02/2012 18:58:41


Não,

A conta não é essa, linear que cê fez. Para entender o "efeito borboleta" cê tem que entender primeiro o que ocorre em sistemas fechados, realimentados e não lineares, que é o caso da atmosfera.

Para entender isso, podes começar por aqui:
cftc.cii.fc.ul.pt/PRISMA/capitulos/capitulo2/modulo1/

Sobre o aquecimento global, há uma tese de doutoramento pela USP que mostra que o aquecimento global (aquecimento para os trópicos, porque será glaciação para regiões polares e subtropicais) tem componentes antropogênicos sim, mas a causa principal do aquecimento está longe de ser antropogênico e, que, na verdade, é uma forma de se perpetuar uma "verdade inconveniente": eles querem individualizar os ganhos e socializar os prejuízos, simples assim.
Podes ver aqui:
www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-01062011-104754/pt-br.php

Responder
Rodrigo 15/02/2011 00:56:35

Concordo com a Lia, achei o tom do texto um tanto agressivo e frio, o que parece diminuir um pouco do caráter racional que o autor fez questão de ressaltar. Porém, quando de fala de questões que involvem propriedade, ética e valores é difícil ser completamente racional.
Achei algumas questões bem colocadas, como o "frenesi ambientalista" atual, coisa que carrega muita desinformação, como qualquer assunto "da moda".
Porém, não concordo com a idéia da exploração privada escancarada. Me parece que o autor assume que todo tipo, ou mesmo a maior parte, de loteamento e exploração de áreas florestais seria frutífera. No modelo econômico predatório da sociedade atual eu simplesmente não vejo razões para isso acontecer.
Parece também que o autor está muito focado na questão controle do Estado versus direito privado e deixou de lado questões mais profundas, como o que leva os "pobres miseráveis" a devastarem áreas enormes pela madeira (sem replantio), traficarem animais silvestres onde 90% já chegam mortos às cidades, e outras práticas pouco "eficientes" e altamente abusivas.

Responder
Augusto 19/02/2011 09:52:25

Rodrigo,\r
\r
Me parece que o autor assume que todo tipo, ou mesmo a maior parte, de loteamento e exploração de áreas florestais seria frutífera.\r
\r
Qualquer coisa que se faça com a floresta será mais frutífero para todas as pessoas que deixa-lá, parada, "preservada para as próximas gerações".\r
\r
No modelo econômico predatório da sociedade atual eu simplesmente não vejo razões para isso acontecer.\r
\r
O que você chama de modelo econômico predatório existe justamente porque ninguém é dono de nada e o Estado é dono de tudo. Ou seja: pegue o máximo que você puder, e quando tiver esgotado aquela área, pule para a próxima... Num modelo onde há respeito pela propriedade privada, se você detona suas terras, é o fim da linha para você, porque vocÊ não pode ir pilhar a terra do vizinho.

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José Moderado da Silva 19/02/2011 10:46:11

Gente, vocês tem que ser mais emotivos, mais irracionais, mais passivos. Que coisa agressiva ser incisivo, objetivo e honesto. Que decepção, gente.

Responder
Antonio Henrique 19/02/2011 01:15:54

Obrigado Fernando !

Sua voz dissonante é música para nossos ouvidos.

Estamos cercados por aquecimentistas, "melâncias" e outros inocentes úteis, comandados por pessoas nem um pouco inocentes, que assumem a ecologia como uma religião, cujos dogmas são irrefutáveis, apesar de não serem embasados em premissas ciêntificamente comprovadas, ou mesmo em hipóteses verossímeis.

A maioria é cega, mas seus lideres enxergam longe.

Parabéns pela sua coragem.

Tal qual Leônidas, lutarás à sombra.
Mas não lutará sozinho.



Responder
EUDES 21/06/2011 12:10:04

Leiam o texto NÃO É O CAMBOJA COMUNISTA DOS ANOS 70, MAS O BRASIL DE 2011 em esta-acontecendo.blogspot.com/ e vejam um pouco das maravilhas que estão acontecendo em Roraima.

Responder
fernando 13/08/2011 00:06:44

Não posso conceber que o texto visa chamar a atenção do leitor para um ponto de vista positivo sobre a questão do uso da amazônia. Na minha opinião há um indisfarçável viés em prol do uso de "quem quer que seja". Ora somos brasileiros, e se alguém deva usar deve ser em prol da nação e principalmente para os nossos corajosos irmãos que lá vivem. Nesse mundo estranho, em que ronda uma nova guerra fria, em que países ricos, de uma hora pra outra aparentam sinais de exaustão das finanças, a apropriação de ricas matérias-primas como abundam na Amazônia, só torna mais séria a questão de segurança nacional e o cuidado das nossas terras. Não acho que foi sem interesse, mas sinceramente acho que se vc for brasileiro deva ser um vendido à USA ou outro país europeu, como aqueles que lá vão por bolsas estudantis. Mas se for por convicção de não aceitar nossa cultura e preferir a de outros, se for um filho da elite que nem mora mais no país, te digo que faria coisas mais importante se escrevesse romance tipo Harry Potter do que trazer esse texto totalmente equivocado sobre importante questão que recai sobre a soberania do nosso país.

Responder
Carlos 08/09/2011 23:34:33

hehe

essa foto do Bear Grills é o maior fake do mundo. Qualquer um que já foi pelo menos escoteiro percebe que ele ta fazendo cena ali.

Bom artigo!

Responder
Eric Carro 10/09/2011 21:53:05

É revoltante ver esses ambientalistas urbanos...
Os caras defendem a preservação do mato, mas não querem viver nessas regiÕes de jeito nenhum.
Eu moro em Manaus, e me sinto prejudicado diretamente pelos ambientalistas ( esses sim são verdadeiros reacionários ) que são contra o asfaltamento da BR-319, além da construção de outras estradas e pontes.
A vida do povo do interior, nem se fala, QUALIDADE DE VIDA NÔMADE!!!
Se esses idiotas chamados ambientalistas não pararem de se posicionar contra o progresso, o povo do interior continuará passando fome...

Responder
Humberto Ribeiro 25/11/2013 20:51:19

Se a amazônia não é nossa os pampas gaúchos e as florestas de araucárias do Paraná, também não o são, também os canaviais de São Paulo e do Nordeste também não são, os cacauais da Bahia, a soja do Centro-Oeste e as Uvas do Vale do São Francisco BA/PE.

Responder
anônimo 27/11/2013 01:06:12

Boa tentativa mas, não, não conseguiu. Os canaviais de São Paulo pertencem aos seus proprietários, bem como os cacauais e todas as fazendas distribuídas pelos pampas, cerrado, caatinga e tudo o mais. Mas o que é "propriedade" do Governo Federal, na prática, é de quem tem o poder sobre o governo federal... e não somos nós. Você tem certeza que leu o artigo e não só o título dele?

Responder
Emerson Luis, um Psicologo 25/09/2014 22:22:35


A Amazônia é nossa, assim como a Petrobrás é nossa.

* * *

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