Cuidado! A Anatel pode multar você!

Por várias razões, a tecnologia da informação pode ser considerada a própria expressão da liberdade individual. Cada vez mais as empresas desenvolvem equipamentos móveis e portáteis, aumentando sobremaneira nossa liberdade. Smartphones, tablets, netbooks são realidade, e muito mais está por vir.

Quando falamos das formas de interação que a rede permite, impossível não mencionar o fenômeno das redes sociais.  Facebook, Twitter, LinkedIn etc. só fazem potencializar a intensa malha de cooperação social cuja razão de ser se confunde com a própria economia de mercado.  A troca voluntária de bens, serviços e conhecimento definitivamente foi ampliada pela internet.

Se olharmos especificamente para o Brasil, todo esse cenário positivo de repente se torna sombrio.  Tarifas de importação escorchantes impedem que o pacato cidadão tenha acesso a produtos minimamente sofisticados. Defender a indústria nacional e manter a balança comercial positiva — essas são as eternas justificativas para que os portos não sejam abertos às nações amigas.  Políticos, burocratas e industriais — os três trocando favores entre si — a todo momento aparecem para nos soterrar com suas teses mercantilistas.

Como se não bastasse, somos abençoados por uma regulação soviética.  Simplesmente não há mercado de telecomunicações no Brasil.  São tantas leis, decretos, regulamentos, condicionamentos, metas de universalização e de qualidade, licenças, termos etc. etc. a serem cumpridos, que "concorrência" e "liberdade de investimento" não passam de expressões vazias.  O delírio dirigista da Anatel chega a tal ponto de se propor um Plano Geral de Metas de Competição.  Joguem os dicionários e os livros de Israel Kirzner fora: intervenção é competição.

Como regulamentação sempre gera mais regulamentação, a própria forma de se verificar os condicionamentos impostos se transforma numa ameaça à liberdade e à privacidade.  Recentemente, ficamos sabendo que os sábios reguladores pretendem ter acesso a todos os registros de chamadas feitas a partir de telefones fixos e móveis, a fim de se mensurar metas de qualidade e eventuais reclamações de usuários.  

Para finalizar, uma notícia tragicômica.  Fiscais da Anatel apreenderam os computadores e aplicaram uma multa de R$ 3.000,00 em três vizinhos na cidade de Teresina, Piauí.  A infração?  Os três compartilhavam acesso à internet por meio de um roteador wireless.  Milhares de brasileiros fazem isso para acessar a rede e escapar dos preços altos provocados pela regulamentação e pelos altos impostos.  "A internet foi dividida sem o requerimento de autorização junto à Anatel", disse o funcionário da agência à reportagem.  Como vemos, ainda há um longo passado pela frente.

Anatel multa usuários por compartilhar Internet wireless

http://www.diariodeteresina.com.br/site/noticias/tecnologia/anatel-multa-usuarios-por-compartilhar-internet-wirelless.html

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Leia também:

Sobre as privatizações (Parte 1)

Sobre as privatizações (final)


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SOBRE O AUTOR

Eliseu Drummond
é o pseudônimo de um economista e funcionário público. Por motivos óbvios, ele prefere não se identificar.


Olá xará!obrigado pela resposta.

Então,do avião eu entendo.Mas eu vejo o conflito na questão dos consumidores assumirem o risco,a liberdade gera responsabilidades.Só que o problema é ate onde é um ''crime'' e ate onde é a responsabilidade de cada um.No caso do avião,a falta de manutenção ocasionar em um acidente pode ser considerado crime,mas e se o consumidor era consciente disso?
É ai a questão que você me disse,o contrato não prevalece em relação a vida.A grande questão aqui é, até quando a morte do consumidor pode ser ocasionada pelo seu próprio risco e responsabilidade ou por um ''crime'' do empresario.Entende?
Mas enfim,é um tema polemico e gostaria de ver a galera debatendo aqui.

Coisas implícitas é quando você usufruiu de um bem ou serviço ''rápido'', sem que haja um contrato, certas coisas são implícitas por serem tão obvias e consequentemente subentendidas por qualquer um.
Se eu comprar um carro,é subentendido que o mesmo não vai explodir na primeira partida.
Se eu comprar um navio,é implícito que o mesmo não vai pegar fogo e naufragar nas suas primeiras milhas.
Mas há uma diferença: Os exemplos que eu citei, há um contrato assinado(comum).
Agora, ao frequentar uma casa noturna por exemplo, você não assina nenhum contrato, mas é implícito que a casa noturna não vai desmoronar e muito menos pegar fogo, como foi o caso de Santa Maria.Por isso, argumentar que não houve um contrato entre os jovens e a boate, seria uma aberração pois diante o acontecimento, era implícito que tal fatalidade não poderia ocorrer.Entende mais ou menos?
Não tenho duvidas de que infelizmente, tais jovens detêm uma parcela de ''culpa'', por não serem responsáveis de frequentar uma casa noturna naquelas condições.Entendo perfeitamente também que, os incentivos de mercado garantiriam a segurança e não um alvará estatal.O ponto aqui não é esse!Só um exemplo...
Outro exemplo de implícito,é você ir a um restaurante, é implícito que a comida não virá estragada ou contaminada, logo é um contrato implícito que o restaurante não vai ti vender veneno...Entende?
Se eu for na banca comprar um jornal ou revista, é implícito que o vendedor não irá me vender algo com uma tinta toxica,ao menos que tenha um aviso prévio e um consentimento da minha parte(um contrato).

E sobre venda do ''ponto'',o que achas?

Abraços!

Séries Temporais do Banco Central. Vá a www.bcb.gov.br/?serietemp, e então clique em "Acesso ao Sistema de Séries temporais", e aí, na coluna da esquerda, onde está escrito "Por código", apenas digite o número do código de cada gráfico do artigo (o número está na parte inferior esquerda de cada gráfico).
Friddi. Eu discordo de sua afirmação: "2o O plano Morgenthau poderia ter ajudado caso que Alemanha não teria perdido seus territorios no leste (o que é hoje parte de Polonia e Russia; Silesia, Prussia leste e Oeste)."

Até o final do século XVIII a Polônia fazia da Comunidade Polaca-Lituana, independente. Entre os anos de 1792 e 1795 esta comunidade foi dissolvida na marra pelos Império Russo, pelo Reino da Prussia e pelo Império Austriaco dos Habsburgos, que a dividiram entre os três no que foi chamado de "Tripartição da Polônia".


Esta partição criou uma grande emigração de poloneses para outros paises da Europa.

A Polônia só recuperou sua independência quando os impérios alemão e austro-húngaros foram derrotados na Primeira Guerra Mundial.

Com o advento da Segunda Guerra Mundial, Hitler e Stalin dividiram novamente a Polônia, ficando a parte ocidental para a Alemanha nazista e a oriental para a URSS.

Ao final da Segunda Guerra novamente a Polônia foi libertada.

Inclusive, áreas atuais do leste da Alemanha, pré-historicamente eram habitados por povos eslavos e não germânicos (originários da região ocidental da atual Alemanha e países nórdicos (Dinamarca e etc.), como já demonstrado por descoberta arqueológicas realizados na atual Alemanha por alemães

Assim sendo, a Alemanha não perdeu terreno para a Polônia mas recuperou pois eram territórios pré-historicamente e historicamente eslavos, e que desde a pré-história habitavam inclusive terrritório que hoje pertence a Alemanha e não o contrário.

O vale do Rio Elba (nasce na República Tcheca, corta o leste da Alemanha, a oeste de Berlim, e desagua no Mar Báltico era habitado na idade média por povos eslavos, osSlowianie polabscy.

PS:
1) Sou descendente de alemães por parte de mãe: meus avós maternos vieram ao Brasil no entre-guerras. Tenho muitos primos na Alemanha;
2) de poloneses por parte de pai: meus quatro bisavôs paternos eram eslavos, nasceram, cresceram, casaram numa pequena comunidade situada a cerca de 50 km a leste da Alemanha.
Os quatro só falavam polonês, tinham feições e raizes eslavas e se consideravam poloneses, não prussianos. Mas, ao virem ao Brasil na segunda metade do século XIX vieram com passaportes prussianos, o passaporte dos dominantes da Polônia à época.

Aliás, por conta disto não consegui a nacionalidade polonesa pois quando a Primeira Guerra acabou meus bisavôs já haviam morrido e, portanto, não trocaram seus documentos de prussianos para poloneses.

Algumas fontes:

-
https://global.britannica.com/event/Partitions-of-Poland

- Norman Davies, God's Playground: A History of Poland in Two Volumes, Oxford University Press, 2005, ISBN 0-19-925339-0

- Bideleux, Robert; Jeffries, Ian (1998). A History of Eastern Europe: Crisis and Change. Routledge. p. 156

- Batt, Judy; Wolczuk, Kataryna (2002). Region, State and Identity in Central and Eastern Europe. Routledge. p. 153

Estudos sobre a presença de povos eslavos na atual Alemanha, escritos por alemães:

- The Archeology of Medieval Germany, by Günther P. Fehring :
https://books.google.com.br/books?id=7RMcBQAAQBAJ&pg=PA196&lpg=PA196&dq=slavic+settlement+Germany&source=bl&ots=DnBMN4Yl37&sig=oS9F03wUrlqh54GxzF-aZV58at0&hl=en&sa=X&ved=0ahUKEwjWr7-k2LXPAhVLCpAKHd_OB8AQ6AEIbzAQ#v=onepage&q=slavic%20settlement%20Germany&f=false


- Herrmann, Joachim (1970). Die Slawen in Deutschland (in German). Berlin: Akademie-Verlag GmbH
Boa noite xará! Grandes questões tem levantado...

Penso que independente de cláusula, morte e ferimentos sempre estarão cobertos pois trata-se de integridade física. Qualquer um que fere a integridade de outro está cometendo crime.
A ocorrência de morte ou ferimentos não exclui a aplicabilidade das normas contratuais, por consequência essas poderão ser cobradas perante o tribunal.

Quanto ao avião. Sim, o proprietário assume riscos. Seus passageiros também. Em uma economia de livre mercado, se tal empresa utilizasse dessa vantagem competitiva de maneira transparente, ela certamente teria consequência de morte com o acidente. Mas no caso que você citou (falta de manutenção), não é necessário nem mesmo que a empresa ofereça serviços em aeronaves inseguras e precárias. Caso uma empresa que ofereça serviços excelentes, em aviões de última geração, deixe de fazer manutenção na aeronave, e isso fique comprovado no tribunal, ela também deveria ser responsabilizada civil e penalmente (morte e ferimentos). Entendo que a empresa seria responsabilizada civil e penalmente, com direito de regresso contra o funcionário se este agiu com a intenção ou se agiu descumprindo as normas da empresa.

Essas questões que parecem coisa de crianças lotam os tribunais no dia hoje. É só uma das formas de entregar as coisas do dia a dia para o Estado cuidar. No caso da fumaça, a melhor saída seria uma boa conversa com o vizinho. Se isso não resolver, você que feche sua casa ou mude de casa. Querer regular, de qualquer forma, o hábito do sujeito viver dentro de sua própria casa, ao meu ver, destrói todos os valores liberais.

Ponto: valor subjetivo, utilidade marginal. Pede quem tem, paga quem quer e pode.

Ainda não consegui compreender o "coisas implícitas"...

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • void  31/01/2011 04:43
    "Anatel multa usuários por compartilhar Internet wireless"

    Meu deus, se eles soubessem o que 12 nerds fizeram numa recente madrugada de sábado pra domingo enquanto todo mundo dormia. Acho que começariam uma verdadeira inquisição.
  • Bruno  31/01/2011 09:27
    Tá teclando com a voz fina...
  • Marcos  31/01/2011 13:49
    Buno, você não é da telerj evidentemente...


    Brincadeiras a parte, é patético mesmo. Com esse tipo de regulação não é surpreendente que a lei não tenha o menor respeito: como respeitar uma coisa dessas?
  • Augusto  31/01/2011 10:35
    preocupa-me como a anatel descobriu que trÊs vizinhos no ceará compartilhavam a internet.\r
    \r
    em breve, será preciso autorizacao da anatel para comprar um roteador na loja... evidentemente, para protejer o cidadão.
  • Angelo Noel  31/01/2011 11:50
    Pior ainda vai ser quando eles tiverem um "echelon do agreste" pra monitorar nossas atividades eletrônicas.
  • Alexandre Melchior R. Filho  31/01/2011 15:04
    Primeiramente, a internet é muito mal distribuída.\r
    \r
    Para corrigir isso, serão estabelecidas cotas individuais de acesso, dependendo das atividades que vc desenvolve na internet. Afinal, um viciado em pornografia não pode atrapalhar o fluxo de dados dos pesquisadores da USP.\r
    \r
    Assim, servidores públicos terão 10 horas por dia e pedreiros, sei lá... apenas meia hora.\r
    \r
    Negros, índios, mulheres e idosos não pagarão pelo acesso.\r
    \r
    Para isso, o acesso à internet deverá ser controlado por meio de um Cadastro social de Universalização de Internet, o C-SUI.\r
    \r
    O Ministérios das Telecomunicações criará uma secretaria específica para esse fim, à qual a Anatel ficará subordinada, e de quem partirão as normas que regulamentarão o Sistema de Universalização de Internet - o SUI.\r
    \r
    O financiamento para essa atividade estatal virá de uma Contribuição Social para Universalização da Internet - a C-SUI -, inclusa da fatura da "taxa de acesso". O que sobrar, ao final do exercício financeiro, constituirá o Fundo Social de Universalização da Internet - o F-SUI.\r
    \r
    Obviamente, negros, índios, mulheres e idosos não pagarão o C-SUI, mas serão beneficiados pelo dinheiro do F-SUI.\r
    \r
    Para maior eficiência no controle, uma malha de roteadores estatais, estrategicamente posicionados nas vias públicas, será construída com o dinheiro do F-SUI.\r
    \r
    O primeiro local onde o acesso estará garantido será o complexo de favelas do alemão. Na inauguração, Celso Cabral e Dilma Rousseff acessarão um site estatal ".gov.br" junto com crianças carentes salvas do tráfico de drogas e da violência das milícias. A página em questão terá sido estrategicamente escolhida: mostrará um artigo sobre Zumbi dos Palmares.\r
    \r
    As peças desses roteadores serão produzidas por empresas nacionais, para valorizar a geração de emprego e renda no país.\r
    \r
    Quando nada disso funcionar, o governo vai começar a prender nerds que insistem em bolar um sistema de comunicação paralelo ao estatal, afrontando o interesse público e compromentendo a segurança nacional.\r
    \r
    É, amigos... aguardem....
  • daniel  31/01/2011 16:08
    Notícia de 28 de janeiro de 2011

    Paulo Bernardo (Min. das Comunicações) inclui banda larga em metas de universalização

    "Além do remanejamento dos orelhões, expansão do backhaul, reformulação do Aice (Acesso Individual de Classe Especial) e telefonia rural, o governo incluiu mais um tema para discussão: banda larga no atacado e no varejo."

    www.arede.inf.br/inclusao/component/content/article/106-acontece/3787-paulo-bernardo-inclui-banda-larga-em-metas-de-universalizacao
  • Einstein do Nascimento  05/02/2011 16:08
    Não dá idéia... Não dá idéia!!
    Eles vão acabar acreditando e adotando... Oo
  • Roberto Chiocca  31/01/2011 15:06
    Augusto,
    eu OUVI DIZER que para locais "publicos" como lojas, só é permitido compartilhar com os clientes caso seja feito um contrato para tal, caríssimo.Daí conseguimos entender por que muitos estabelecimentos ainda não oferecem esta cortesia aos seus clientes. Alguém pode comprovar esta informação?
    Sei que em paises como Italia e França existe uma legislação pesadissima sobre o compartilhamento de internet, o que torna a vida de quem viaja para estes locais, e quer ler emails ou pesquisar sobre os locais, ou mesmo escrever reviews positivos sobre os estabelecimentos, um drama.
  • Tiago RC  31/01/2011 18:51
    Na França é comum restaurantes tipo MacDonalds oferecerem wi-fi gratuito...
  • Augusto  31/01/2011 19:48
    Roberto,\r
    \r
    Não sei se tem alguma coisa a ver com regras ou leis. É comum grandes redes como McDonalds e Starbucks oferecerem internet aos clientes. Nos hotéis, também - embora alguns cobrem uma taxa extra pelo serviço.\r
    \r
    Pequenos restaurantes, na minha experiência, raramente o fazem.\r
    \r
    De qualquer modo, pelo menos na Europa, trata-se de um problema já resolvido pela tecnologia. Hoje qualquer um acessa a internet pela rede de telefonia sem fio.
  • Erick Skrabe  01/02/2011 20:01
    O problema na Italia é q vc precisa se identificar para acessar internet.

    (Se vc usa o 3G, como eu, se identificou na hora que comprou o plano, mesmo que seja pre-pago)

    Por exemplo: estes quiosques de autoatendimento tem um scanner onde vc - ñ estou brincando - dá uma escaneada (ñ confundir com sacaneada) no passaporte para poder acessar. Pra quem ñ acreditar tem um terminalzinho desses lá no aeroporto de Florencia.

    "Puxa q boa idéia ! podíamos copiar !" - Sim ! Não perdemos tempo no Brasil, agora se vc vai num CyberCafé, precisa tirar cópia do RG, inclusive em algumas salas de espera de companhias aéreas (algumas consguem burlar, afinal... tem um "controle" de quem vai voar)
  • Eu  31/01/2011 16:32
    Eu sei. Alguém deve ter contado.
  • Erick Skrabe  01/02/2011 19:56
    Augusto: "em breve, será preciso autorizacao da anatel para comprar um roteador na loja"

    Hey ! Já tiveram essa idéia. Em teoria todos os equipamentos precisam ser "homologados" pela Anatel.

    Copiaram a brilhante idéia do FCC.

  • Klauber Cristofen Pires  31/01/2011 12:35
    Então os roteadores dispostos nos hotéis são habilitados pela Anatel? Quem pode falar mais a respeito disso?
  • Bruno Frank  31/01/2011 12:37
    Estava pensando em fazer este tipo de divisão com os meus dois vizinhos.
    É meio bizarro, eles querem controlar até as ondas emitidas por um roteador sendo que não conseguem nem controlar as negociatas que existem dentro da propria instituição.
    Se os fiscais da Anatel aparecerem em casa, eu desligo o roteador e pronto.
    Ou será que eles vão estabelecer uma vigília do lado de fora da minha casa?

    Pelo visto vou ter de me contentar com uma internet ruim por um preço absurdo.
  • Augusto  31/01/2011 13:05
    A título de informação, eu agora fiquei curioso e dei uma olhada no meu roteador (doméstico, temos 3 computadores, um em cada quarto, sem fio).\r
    \r
    Na parte de baixo do roteador, há um selo da Anatel, com um longo código de números e letras. Suponho que este código seja individual. É possível, e ninguém aqui ficaria surpreso, que a Anatel consiga sim saber quem vende e quem compra roteadores no país (descontando o mercado negro e a revenda informal)...
  • Erick Skrabe  01/02/2011 20:13
    Todos os equipamentos wireless deveriam ser homologados pela Anatel.

    (lógico q eles ñ iam perder essa boquinha)

    Augusto: a certificação ñ é serial, ela está ligada ao modelo. as vezes se vc pegar 2 modelos aparentemente iguais eles podem ter diferenças porque dependendo da versão do software...

    Bem... vc já entendeu. Ñ deve fazer upgrade de firmware sem avisar a Anatel, OK ? É para sua própria proteção.

    Mas na prática ninguém liga muito pra isso. Eles só enchem o saco de grandes importadores.
  • augusto  01/02/2011 21:21
    Erick,\r
    \r
    obrigado pelo esclarecimento. de progresso em progresso, cada vez mais controlados.
  • rafael  31/01/2011 14:44
    Eu acho q em um ponto a Oi tem razão, ela paga impostos e tem q se sujeitar a diversas regulamentações para prover internet enquanto esse usuário prove internet (para os seus vizinhos) livremente. A Oi esta sendo prejudicada, pelo governo.
  • Fernando Chiocca  02/02/2011 11:59
    Hahhahahahahah
    Prejudicada??

    A Oi é uma privilegiada monopolista protegida da concorrência pela violência do governo que impede com suas armas o livre mercado no setor.

    Que piada hein rafael!
  • augusto  02/02/2011 13:27
    bom, nesse caso específico, a Oi estava sim sendo prejudicada. Poderia, em tese, ter vendido 3 conexões internet, em vez de apenas uma.\r
    \r
    Obviamente, a essência da queixa resta sobre a tese de que a empresa teria de fato vendido mais conexões.\r
    \r
    É exatamente a mesma situação das queixas sobre direitos autorais: o reclamante alega que vendeu menos livros/discos/etc do que teria vendido se não houvesse pirataria.
  • Consultor em gestao  02/02/2011 23:18
    Por favor, não fale bobagens.

    A Oi não foi prejudicada porra nenhuma. A Oi vende um link com certa velocidade e certa franquia de consumo, e pronto. Cada um faz o que bem entende com o link.

    A multa da Anatel se baseia no fato de ser proibida a "comercialização" de internet se tu não é uma das pouquíssimas companhias habilitadas para isso. No caso citado, 3 pessoas de diferentes residências compartilhavam a conexão e também pagavam a conta de maneira conjunta, o que, na óptica da Anatel, trata-se de comercialização ilegal (o titular estaria ilegalmente comercializando 1/3 do seu link para os outros).

    É o mesmo caso que ocorreu anos atrás, acho que em Porto Alegre, de uma multa por "transporte irregular de pessoas" a uma mãe que dava carona aos filhos dos vizinhos e, em troca, recebia R$ para o combustível dos pais das outras crianças... Nonsense total, aqui na República Soviética dos Trabalhadores Brazileirus é proibido rachar gasolina...
  • augusto  03/02/2011 00:11
    hmm... o pior eh que eu nem estava tentando ser ironico.\r
    \r
    Meu amigo, a Oi foi sim prejudicada - no seu modo de ver. Ela "poderia" ter vendido 3 links, mas so vendeu 1.\r
    \r
    Eu choro rios de tristeza, sabendo que a Oi estava saindo no prejuizo.
  • augusto  03/02/2011 00:14
    Por outro lado, seria facil anular o processo da Anatel. Qualquer relacao comercial (e eh nisso que se baseia o processo) implica lucro ou prejuizo, ou pelo menos a expectativa. Uma vez que a conta estava sendo simplesmente rachada, ninguem estava lucrando ou perdendo nada, logo nao se caracteriza uma relacao comercial.
  • rafael  03/02/2011 14:18
    Vamos supor o seguinte: vc quer prover internet e o governo diz então q vc vai ter q pagar 20% do seu ganho como imposto e vc vai ter q se sujeitar a regulamentações q vão lhe custar recursos para se adequar. No entanto, o governo vai deixar q o seu concorrente proveja internet sem pagar impostos e sem se adequar a nenhuma regulamentação, não incorrendo-lhe nenhum custo de adequação. Nessa situação, vc esta sendo prejudicado ou ñ? É ou ñ é concorrencia desleal?
  • rafael  03/02/2011 14:12
    Ser obrigado a pagar impostos e se sujeitar a regulamentações do governo é ser prejudicado ou não?

    Grato
  • Fernando Chiocca  03/02/2011 16:44
    Se a regulamentação do governo garantir um monopólio a uma empresa, possibilitando assim lucros estratósféricos, sem a necessidade de oferecer um bom serviço, já que a possível concorrência, que poderia superá-la e tirá-la do ramo, é impedida pelas armas do estado de oferecer o mesmo serviço, essa regulamentação prejudica a monopolista ou não?
    Responde você mesmo grande.
  • Augusto  31/01/2011 15:09
    Segundo o Gerente da Agência da Anatel no Piauí, Carlos Bezerra Braga:\r
    \r
    "Dificilmente um cidadão vai contratar um serviço multimídia de, por exemplo, R$ 500, e dividir com o seus vizinhos gratuitamente. A cobrança de um valor mensal pelo serviço caracteriza exploração clandestina. Além disso, se esse vizinho que presta o serviço decidir desligar o a internet, ou se houver um problema na linha, a quem essas outras pessoas que usam o serviço vão recorrer?. A fiscalização serve para garantir a qualidade do serviço"\r
    \r
    \r
    Seguindo a mesma linha de raciocínio, posso antever o dia em que alguma agência reguladora resolva multar um casal de namorados que divide a conta do restaurante... Afinal, e se uma pessoa comer mais que a outra? E se um deles estiver satisfeito com o serviço e o outro não? E se uma pessoa colocar pimenta na comida sem consultar a outra? A fiscalização serva para garantir a qualidade do serviço.
  • Alexandre Melchior R. Filho  31/01/2011 15:28
    E se o namorado sair correndo e deixar a namorada com a conta na mão?
  • Augusto  31/01/2011 15:38
    Seria o caos. Claramente, o Estado precisa intervir para garantir o namoro.
  • Andre  31/01/2011 18:19
    Que lastima. \r
    Já que é piada, termino:\r
    "O senhor vai me desculpar mas aqui é mesmo da Telerj e o senhor tem mesmo voz de...."\r
    \r
    Vale lembrar que o cidadao vitima dessa maldade morreu recentemente.
  • SILAS  31/01/2011 22:06
    Aconselho os cidadãos que receberam a multa a usá-la com papel higiênico. Essa 'anatel' virou, simplesmente, mais um gabinete dos petralhas para infernizar e oprimir as pessoas.
  • Augusto  31/01/2011 22:35
    é, e fiquem sujeitos à prisão por violação da lei geral de telecomunicações... com algum esforço, podem até ser enquadrados na velha e boa lei de segurança nacional, que serve pra tudo... ;-)\r
    \r
    é por isso que nós pagamos todas as multas: as consequências são muito piores que o dinheiro gasto.
  • SILAS  01/02/2011 18:03
    É esse o problema do brasileiro. Tem vocação pra ser um eterno cordeiro. Bem ao contrário de outros povos (Vide nos E.U. com o Tea Party). Se todos reagirem e deixar de fazer o que eles (governos esquerdistas) querem, não haverá como prenderem todo mundo. O povo de Egito, neste momento, está dando esse exemplo. O brasileiro, a maioria, precisa deixar de ser sangue de barata!
  • Bruno  01/02/2011 18:13
    Mas a filosofia aqui é cada objetivando seus próprios interesses.

    É até estranho você querer união para protestos e reclamações.
  • anônimo  01/02/2011 18:19
    Esse não é "o problema do brasileiro", esse é o problema de qualquer ser humano, que tenta conseguir balançar o desejo de liberdade com a necessidade de segurança.\r
    \r
    Os movimentos que você indicou, na minha opinião, ocorrem mais porque as pessoas estão vendo a redução da segurança (não há dinheiro para assistência social, não há emprego...), do que pela percepção de falta de liberdade.\r
    \r
    O difícil é convencer alguém de que, sem liberdade, não há segurança. Também é dificil, para uma geração inteira que cresceu vendo como é bom viver nas costas do governo, entender que o governo é um parasita.\r
    \r
    Exemplo? O sonho de praticamente qualquer um hoje é conseguir passar num concurso público. Os salários são altos, você não precisa trabalhar muito, não há risco de demissão. Na prática, as empresas privadas ficam ou com os gênios empreendedores (que não aguentariam trabalhar para o governo) ou com os incompetentes que não conseguem passar para um concurso.\r
    \r
    Essencialmente, no clima de hoje, só não quer trabalhar para o governo (direta ou indiretamente) quem tem um senso moral tão alto que não suportaria conviver com a culpa, e infelizmente não podemos exigir um nível de moralidade assim do indivíduo mediano.
  • rafael  02/02/2011 01:07
    Só uma dúvida, e oq vc esta fazendo para mudar esse quadro. Ñ estou insinuando q vc ñ faz nada, mas muitas vezes qm reclama q o brasileiro é parado geralmente se encaixa nessa mesma descrição. Eu até compreendo isso, muita gente simplesmente ñ sabe oq fazer.
  • homer  01/02/2011 10:42
    "O consumidor, o cidadão brasileiro, pode contar com o empenho da Anatel em propiciar as condições para que ele possa exercer plenamente seu direito à comunicação e, assim, desempenhar atividades essenciais ao seu crescimento social, cultural e econômico."

    Ronaldo Sardenberg, em artigo publicado n'O Globo, ontem

    clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/1/31/defesa-de-um-modelo
  • Funça High Level da Anatel  02/02/2011 13:45
    Senhores, fiquem calmos. Devo advertir-lhes que o consumidor, o cidadão brasileiro, pode contar com o empenho da Anatel em propiciar as condições para que ele possa exercer plenamente seu direito à comunicação e, assim, desempenhar atividades essenciais ao seu crescimento social, cultural e econômico. Prova disso é que já estamos trabalhando na identificação do indivíduo que escreveu este artigo para saber o motivo de seu descontentamento de forma que possamos auxilia-lo no desenvolvimento de uma segunda opinião.

    Desde já agradecemos.
    Funça High Level da Anatel
  • Arthur M M  23/07/2012 10:36
    Depois de tantos fatos vistos e lidos neste portal só me resta uma coisa a pensar. Somos quantos leitores nesse portal ? E se nos juntarmos para criar um partido político que realmente coloque o que liberalismo prega. Para tentarmos mudar o estado atual das coisas.
  • Rafael  23/07/2012 11:40
    www.pliber.org.br
  • Silvio  25/08/2014 16:22
    Se você continuar a acompanhar os artigos do Mises, vai perceber claramente que a solução política (e qualquer outra que viole o princípio da não agressão) é rejeitada pelos libertários.
  • Alexandre  25/08/2014 06:00
    Quando abri a notícia dos vizinhos que tiveram seus computadores apreendidos, tive uma crise de riso e ao mesmo tempo de indignação ao ler isto aqui:

    "A fiscalização serve para garantir a qualidade do serviço"

    Essa frase foi a maior besteira que já li na minha vida.
  • Emerson Luis, um Psicologo  13/09/2014 19:18

    Os regulamentos regem quais produtos e serviços você pode comprar, como, onde, quando e o que faz com eles. Estamos mais próximos da Coreia do Norte do que da Coreia do Sul!

    * * *


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