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O fechamento do Cine Belas Artes

Há algum tempo, fiquei muito triste com o fechamento de uma "casa noturna" de São Paulo. O local, chamado Geni, funcionava numa tradicional rua da região central da cidade e num casarão antigo. A grandeza do imóvel constituía, para mim, o diferencial entre outras casas noturnas. Diversos cômodos foram ambientados diferentemente, o que tornava a ida ao local sempre uma experiência nova. Pela localidade e proposta do ambiente, sempre considerei o preço dos alimentos e bebidas aceitável.

Além do fechamento do local no qual encontrei amigos, fiz amigos, dei risadas e tive boas conversas, demoliram o casarão. Muitas pessoas ficaram indignadas na época. A demolição seria um ultraje para com a história da cidade. Alguns defenderam abaixo-assinados e outros até mesmo pensaram em tombar o imóvel. Nada impediu que a casa viesse abaixo.

Lembro de, naquela época, ter dito que deveria ter frequentado mais o Geni. Se eu tivesse ido mais vezes, convidado amigos e divulgado o local que me agradava, entraria receita para o empreendimento e possivelmente a casa ainda funcionasse.

Após estes fatos acima narrados, me deparo com uma situação muito parecida com a vivida tempos atrás. O Cine Belas Artes vai fechar. Os paulistas estão horrorizados. O cinema era tradicional. Em funcionamento desde 1943, trouxe lazer e cultura em seus 68 anos de funcionamento. O fechamento do local ocorre pela falta de patrocínio. O dono do imóvel reivindicou o espaço e irá abrir uma loja no lugar.

Muitas pessoas estão se mobilizando para executarem flashmobs e protestos contra a atitude irresponsável de fechar o cinema. Há quem defenda o tombamento do local, pois ele pertence aos paulistas. Dessa forma o cinema será salvo e ainda entrará para o círculo cultural da cidade.

É engraçado ver mais de 22 mil pessoas engajadas na "causa" pelo não fechamento do Belas Artes. O movimento é lúcido até certo ponto. Seu engajamento é para que "sensibilize o proprietário do imóvel a abrir mão de maiores lucros com a possível abertura de uma loja no local, renovando o contrato de locação que tem com os donos do Belas Artes". Não há nenhum problema com uma manifestação. Diversas pessoas panfletam contra determinadas empresas para que estas venham a mudar suas decisões.

Uma sociedade livre está pautada na liberdade de considerar o fechamento do cinema um absurdo. Porém, a reivindicação perde total sentido quando o uso de coerção é clamado para que seja feito aquilo que se considera o correto. Posso ser contra o cinema fechar, mas não posso impedi-lo por meios que não sejam a persuasão. É neste ponto que o movimento torna-se nefasto. Declara que vai "entrar com requerimento junto aos órgãos competentes (CONDEPHAAT, CONDESP, IPHAN) para tombar o uso do imóvel em questão, assegurando-se que não seja desenvolvida outra atividade no imóvel que não a de cinema".

É bem interessante a mentalidade de algumas pessoas. O cinema estava lá durante 68 anos. Muitos, assim como eu, frequentaram o local e gostavam das sessões de madrugada e dos filmes que ficam em cartaz durante longo período. Entretanto, outros lidam com o local apenas como um troféu. É importante que ele esteja lá, mesmo que eu nunca precise ir lá vê-lo. A mesma mentalidade se aplica aos museus da cidade, pouco frequentados pelos moradores locais. Os paulistas adoram quando são considerados a capital cultural e gastronômica, mas não degustam nem cultura e nem visitam as variadas cozinhas.

No fundo, querem ter um antigo cinema para se vangloriarem. Mas os cidadãos não são donos do cinema. Precisam tomar, isto é, roubar a propriedade de seu dono para que o cinema seja do povo. Cada um terá o prazer em dizer: "Eu tenho um cinema há 68 anos". Não irão precisar ver filmes, é mais fácil baixar pela internet ou adquirir uma cópia não original.

Em suma, é mais fácil tombar um imóvel bem localizado do que ter de sair de casa para financiar o empreendimento admirado. Se gostavam tanto do cinema, tratem de a partir deste ano frequentar mais os cinemas tradicionais. Convidem seus amigos, façam campanha, mas não tentem manter um empreendimento à força apenas para satisfazer seus egos.


Leia também A GM e o fim da indústria de pianos nos EUA

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autor

Filipe Celeti
é bacharel e licenciado em Filosofia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela mesma instituição.

  • Pedro Ravazzano  13/01/2011 16:54
    Caríssimo Sr. Celeti,

    Gostei muito do teu artigo! Muito agradável e extremamente lúcido. Já presenciei duas situações similares na minha cidade natal - Salvador. O bairro que eu moro é conhecido por ter muitos casarões do séc. XIX e início do XX. Nunca houve, por parte do Estado, o interesse em preservar o dito patrimônio cultural. Não obstante, quando da chegada dos grandes empreendimentos imobiliários, o IPHAN iniciou uma verdadeira corrida para tombar as construções tendo em vista o impedimento das obras. A motivação era extremamente ideológica; não permitir a demolição dos casarões - que sempre estiveram lá e o Estado jamais se interessara - para a construção de prédios.

    Como bem disse, tratam o patrimônio cultural como um troféu. A idéia era tombar os casarões e deixá-los à míngua. Entretanto, a sempre criativa iniciativa privada deu o seu jeito; compra os casarões e constrói fabulosos prédios atrás deles.
  • J. Pillar  14/01/2011 14:14
    "A motivação era extremamente ideológica"

    Se fosse uma questão de ideologia, os casarões teriam sido tombados antes. É estranho que esse comprometimento ideológico tenha surgido justamente quando apareceram interesses econômicos para os imóveis.
  • Pedro Ravazzano  15/01/2011 15:47
    Pillar,

    Acho que não entendeu o teor de "ideológico". A corrida de tombamento se deu mais fortemente com a ascensão do PT ao governo da Bahia. E, nesse sentido, os "interesses econômicos" são fundamentais nas bases ideológicas do partido.

    Mantém-se o patrimônio cultural "do povo" inibindo a "privatização" deste pela burguesia local.
  • Eduardo  18/01/2011 18:20
    Que tal "tombar" as propriedades dos manifestantes também??\r
    Era só o que me faltava. Vão assaltar o dono do imóvel por conta de um fetiche de uma meia dúzia. Ladrões travestidos, isso sim.
  • Fred  19/01/2011 01:00
    UAHauhauhauhUHahuHahhuah\r
    \r
    vcs só falam asneira !!! gosto de ler isso aqui pois vcs tentam de todas as forma desmontar uma idea...\r
    \r
    agora tomaaaa\r
    \r
    www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=17,84711
  • Andre Ramos  19/01/2011 16:52
    Viram como minha tese sobre a divisão 'direita x esquerda' com base no conhecimento da língua é infalível? O Fred é só mais uma prova disso, assim como a Laura, no post sobre Che.
  • Felipe  19/01/2011 17:13
    o certo é AndrÉ...\r
    \r
    Em tempo: a foto é anacrônica, pois o HSBC não patrocina mais o Belas-Artes
  • Fernando Chiocca  20/01/2011 00:02
    A foto não se propõe a ser atual e serve para ilustrar que até o patrocínio citado no artigo já foi praticado.
  • P. Elster  25/01/2011 18:31
    Este site inteiro, apesar de interessante, não leva em conta que o capitalismo moderno não dá igualdade à ninguém. Quem hoje controla o dinheiro é o mesmo "conquistador" que antes controlava os feudos.\r
    O sistema só mudou de nome. Hoje, o homem comum, trabalha mais que qualquer escravo na idade média. O escravo só trabalhava enquanto havia a luz do dia. Hoje, quantas horas as pessoas são obrigadas a ficar sentadas na frente de um computador ou à postos se o telefone celular tocar?\r
    Sábados e domingos são somente para funcionários públicos e olhe lá. \r
    Políticos e grandes acionistas de empresas recebem fortunas por NENHUM trabalho realizado. O capitalismo falhou devido ao sistema financeiro usurário. \r
    A filosofia capitalista só tem valor sem o advento de bolsas de valores, instituições financeiras e juros. O dinheiro de hoje está longe de ser reflexo do trabalho e competência em "atender clientes". Reflete tão somente a posição de cada pessoa em explorar o trabalho alheio. O trabalhador, que precisa realizar o trabalho e não pode explorar ninguém, fica sempre por baixo. Os acionistas, governos e donos de instituições financeiras não realizam nenhum trabalho que gere riqueza, apenas exploram todos que trabalham e são as pessoas mais ricas e "bem sucedidas" do capitalismo moderno.\r
    No caso do cinema, o problema não é que "ninguém vai assistir", mas como sempre, é um trabalho que só rende pouco a pouco, pois não implica na exploração de uma grande quantidade de mão de obra alheia. Os filmes são a única peça que é baseada em trabalho alheio (atores e produtores), mas passar o filme, recolher ingressos, manter o cinema, etc... são atividades de trabalho direto, que terão pouca recompensa pois dependem do atendimento de pessoas que vão até lá assistir os filmes, da capacidade física da quantidade de cadeiras e do tempo que leva para cada produto (filme) possa ser oferecido e consumido pelo cliente. No caso de transformar o cinema numa loja, a manutenção custa a mesma coisa, ou até menos, porém as prateleiras possuirão itens e mais itens que são resultado de trabalho alheio que podem ser adquiridos aos montes e consumidos em casa... e é por isso que o lucro será maior. Menos trabalho próprio + exploração de qualquer trabalho alheio = lucro maior. Se o proprietário vendesse o cinema e investisse todo o dinheiro na bolsa de valores, ganharia mais ainda, sem realizar nenhum trabalho real. Custo fixo zero + trabalho zero = lucro maior.\r
    Essa é a realidade do capitalismo moderno. Não vale a pena trabalhar, somente explorar o trabalho alheio.
  • Getulio Malveira  25/01/2011 18:46
    Creio que precisas estudar mais. A começar pela referência à escravidão durante a idade média que jamais existiu (o que havia sob o sistema feudal é o que se chama de "servidão" - algo extremamente diferente da escravidão da Antiguidade e da escravidão negra da Idade Moderna), seu comentário demonstra grande desconhecimento dos temas que pretende abordar e a aceitação tácita de teses refutadas a mais de um século como a teoria da exploração de Marx.

    Recomendo-te muito sinceramente, por ofício de professor, que procures estudar mais. Neste site mesmo há muitos textos e livros disponíveis que te podem esclarecer uma série de questões.

    abraço
  • Alexandre Melchior R. Filho  25/01/2011 18:47
    E a solução pra isso, Ester? Matar quem discorda de vc?
  • anônimo  25/01/2011 19:02
    Elster,\r
    \r
    Você ainda precisa ler muitos artigos do mises.org.br antes de fazer críticas.\r
    \r
    Vou apontar apenas algumas falhas do seu argumentos:\r
    \r
    (1) "Este site ... não leva em conta que o capitalismo moderno não dá igualdade à ninguém."\r
    \r
    Talvez um dos princípios mais importantes da filosofia defendida por Mises seja afirmar que as pessoas não são iguais. Tentar "dar igualdade" significa nivelar por baixo. Verdade, não teríamos pobres e ricos... teríamos apenas pobres.\r
    \r
    (2) "Hoje, o homem comum, trabalha mais que qualquer escravo na idade média. O escravo só trabalhava enquanto havia a luz do dia."\r
    \r
    A luz artificial, que segundo você força o trabalhador moderno a "trabalhar mais que um escravo da idade média", é a mesma luz que alimenta televisões, rádios, video-games, fornos de micro-ondas, telefones, computadores, e boa parte de todas os equipamentos que facilitam nossa vida. Isso sem contar que os escravos faziam essencialmente trabalho manual. Enquanto hoje, mesmo se tomarmos como verdadeira a sua afirmação de que trabalhamos mais, o trabalho é essencialmente intelectual. Confesso que é a primeira vez que eu vejo alguém defendendo o modo de trabalho escravo (de sol-a-sol, debaixo de ameaças constantes de açoitamento, sem pagamento)...\r
    \r
    (3) "Hoje, quantas horas as pessoas são obrigadas a ficar sentadas na frente de um computador ou à postos se o telefone celular tocar?"\r
    \r
    Quem é obrigado a ficar sentado na frente de um computador? Ninguém. As pessoas são livres para aceitar ou recusar qualquer oferta de emprego. É justamente porque as pessoas são diferentes é que algumas aceitam e outras recusam.\r
    \r
    (4) "Políticos e grandes acionistas de empresas recebem fortunas por NENHUM trabalho realizado."\r
    \r
    Quanto aos políticos, concordo. Quanto aos acionistas, não. É graças aos acionistas (entre outros mecanismos) que as empresas conseguem levantar capital para amplicar seus parques, modernizar o equipamento, contratar mais pessoas.\r
    \r
    (5) "O capitalismo falhou devido ao sistema financeiro usurário."\r
    \r
    Bem ao contrário, o sucesso do capitalismo se deve em boa parte porque há gente disposta a emprestar seu próprio dinheiro e assim investir nas idéias de outras pessoas.
  • Renê  25/01/2011 19:07
    Caro P. Elster

    Você disse:
    "Quem hoje controla o dinheiro é o mesmo "conquistador" que antes controlava os feudos. ".

    Já te aconselharam a ler mais o site e eu reforçarei, leia bem mais, pois você está falando bobagem. Na verdade parece um discurso de adolescente recém saído do ensino médio e que foi bombardeado por teorias marxistas.

    A tua frase acima é emblemática do teu desconhecimento profundo sobre o tema. A não ser que você prove que o conquistador do passado, juntava sua fortuna atendendo consumidores em livre mercado. Outra opção seria você demonstrar que os controladores de grandes empresas forçam seus consumidores a comprar seus produtos.
  • void  25/01/2011 19:09
    "As mentes apodrecidas que dizem não ver diferença entre o poder do dólar e o poder do açoite merecem aprender a diferença na sua própria pele, que, creio eu, é o que vai acabar acontecendo"
    - Ayn Rand

  • Angelo T.  25/01/2011 19:12
    P. Elster,\r
    \r
    Onde aprendeu as idéias contidas no seu comentário?\r
    Elas foram ensinadas por alguém ou você foi atrás delas sozinho?\r
    \r
    Não tem nenhum motivo escondido, é só curiosidade mesmo.
  • Filipe Celeti  25/01/2011 19:52
    P. Elster,

    Me prova que os maiores milionários de hoje descendem dos senhores feudais. Certamente que os ricos de hoje não foram os senhores feudais do passado.
  • P. Elster  25/01/2011 20:13
    Caro sr. Celeti,\r
    o sr. que é bacharel em filosofia, certamente não terá dificuldade em compreender textos que utilizam linguagem figurada. Mas já que insiste em argumentar o texto de forma literal por favor substitua a frase original por : "Quem hoje controla o dinheiro está na mesma posição dos antigos conquistadores que controlavam os feudos." \r
  • Filipe Celeti  30/01/2011 20:18
    P. Elster

    "Caro sr. Celeti,
    o sr. que é bacharel em filosofia, certamente não terá dificuldade em compreender textos que utilizam linguagem figurada. Mas já que insiste em argumentar o texto de forma literal por favor substitua a frase original por : 'Quem hoje controla o dinheiro está na mesma posição dos antigos conquistadores que controlavam os feudos.' "


    Não está.

    1 - Ter dinheiro não significa controlá-lo.

    2 - O controle de feudos era feito através da propaganda do medo e da legitimidade da autoridade, proveniente do divino.

    3 - É necessário que existem pessoas dispostas a trabalhar pelo preço oferecido e com o conhecimento necessário para que exista produção. Por outro lado, a produção torna-se inútil se não houverem clientes interessados no produtos e que tenham preferência em adquiri-lo.

    4 - Se 3, então o empresário é o ente mais frágil numa sociedade na qual o cliente é a figura principal.


    Se há alguma figura de comparação possível é dizer que os governos se parecem com os senhores feudais. Estes pensam ser donos de tudo e todos.
  • P. Elster  25/01/2011 20:07
    Caro Angelo T.\r
    Como foste o único que não me chamou de ignorante ou fez associações absurdas do meu texto com o Marxismo ou outra teoria falida, gostaria de responder-te: Sou especialista em investimentos pela FGV, com formação acadêmica em Administração e Marketing. Sou empresario e investidor. O capitalismo moderno realmente gera itens de conforto, porém não é um meio facil e óbvio de obter real riqueza para o homem comum, como querem fazer crer os textos de L.v. Mises. É uma explicação simplória achar que o capitalismo tal como se apresenta hoje, baseia-se na produção e venda de bens e atendimento de necessidades humanas.\r
    Para compreender o sistema atual é necessário compreender política internacional, o sistema bancário, o funcionamento das bolsas e dos juros, o mercado de especulação e principalmente o destino de toda a riqueza real gerada. \r
    Não há nenhuma solução fácil para construir riqueza. O capitalismo não é bom ou ruim, é só uma teoria. Assim como todas as teorias, são apenas idéias filosóficas que podem ser bem ou mal usadas.\r
    Entendo que o site tenha muitos textos sobre o capitalismo, porém a visão apresentada não leva em conta as complicadas relações que existem hoje no mundo.\r
    A pessoa que analisou meu texto como Anonimo é uma das pessoas mais sensatas que respondeu, porém a sua visão sobre acionistas não é realista. A suposição de que é a luz artifical que força uma pessoa a trabalhar mais, também não é correta. A luz artificial só permite que isso aconteça. A mesma pessoa assumiu que o texto defendia o trabalho escravo, o que é ridículo. O texto só afirmou que hoje trabalha-se excessivamente.\r
    O sr. Renê supõe que os grandes capitalistas de hoje realmente se dobram aos desejos dos consumidores e, portanto, prova que desconhece totalmente o real funcionamento do mercado. \r
    Apenas comentei sobre o site, pois os textos aqui apresentados são material básico. São interessantes realmente e valem a leitura, porém estão longe de contemplar a totalidade do problema. O meu texto no comentário foi curto e em linguagem informal. Não pretendi escrever um tratado. O problema de textos curtos e informais, como um comentário de internet, é que algumas pessoas podem acabar confundindo e mal-interpretando.\r
    Gostaria de poder apagar o comentário anterior, pois não foi com intenção de gerar tamanha controvérsia que o fiz. Achei que era um site amigável de conversas abertas, mas aparentemente é um site que pretende promover a ideia do capitalismo somente.\r
    Caso haja um moderador, fique à vontade para apagar meus comentários. Assim não será necessário constar uma opinião contrária aqui no site sobre a simplicidade do conteúdo do mesmo.
  • Angelo T.  25/01/2011 20:34
    P. Elster, \r
    \r
    Muito obrigado pela resposta.\r
    Porém não fui capaz de reconhecer as respostas às minhas perguntas:\r
    "Onde aprendeu as idéias contidas no seu comentário? \r
    Elas foram ensinadas por alguém ou você foi atrás delas sozinho?"\r
    \r
    Você aprendeu essas idéias na FGV?\r
    \r
  • Edik  26/01/2011 09:46
    Angelo

    É possível sim que ele tenha aprendido essas idéias na FGV. Aparentemente essa instituição de ensino de renome forma administradores e economistas qualificados para trabalhar nas melhores empresas privadas, e por isso seriam simpáticos ao livre-mercado. Nada mais enganoso: Dificilmente você encontrará lá professores que defendem o liberalismo. A maioria dos seus professores, como o Nakano, Bresser Pereira e Guido Mantega (afastado desde que virou ministro) são grandes admiradores do Keynes e consideram Marx um autor essencial para compreender a economia e o "sistema capitalista".

    Se você ler artigos dos professores citados, perceberá que não difere muito das idéias do Elster, mesmo que eles tentem dar uma roupagem mais moderna às suas idéias, defendendo o livre-mercado para setores ditos "não-estrátegico", mas o problema é que a maioria dos setores são estratégicos para eles. Pense no significado da sigla FGV, e veja como eles são razoavelmente fiéis ao homenageado no nome de sua fundação.
  • mcmoraes  25/01/2011 20:45
    P. Elster,

    Você faz muitas afirmações sem argumentos para quem diz saber que "...O problema de textos curtos e informais, como um comentário de internet, é que algumas pessoas podem acabar confundindo e mal-interpretando."

    Não vou considerar todos seus comentários, por que você foi realmente superficial. Vamos a alguns exemplos disso:

    Este site inteiro, apesar de interessante, não leva em conta que o capitalismo moderno não dá igualdade à ninguém.

    Caberia aqui uma justificativa de porque a igualdade é algo desejável. Uma boa justificativa para o contrário é dada em mises.org/daily/3071.

    Políticos e grandes acionistas de empresas recebem fortunas por NENHUM trabalho realizado.

    Políticos não têm nada a ver com capitalismo. Você está confundindo capitalismo com intervencionismo. Pergunte ao Ludwig qual a diferença entre esses dois sistemas.

    O capitalismo moderno realmente gera itens de conforto, porém não é um meio facil e óbvio de obter real riqueza para o homem comum, como querem fazer crer os textos de L.v. Mises.

    Quais trechos dos textos de Mises fazem crer isso. Cite explicitamente.

    Entendo que o site tenha muitos textos sobre o capitalismo, porém a visão apresentada não leva em conta as complicadas relações que existem hoje no mundo.

    Aqui você perdeu a chance de ouro. Você poderia citar uma única relação complicada o suficiente para sustentar seus argumentos.

    Achei que era um site amigável de conversas abertas, mas aparentemente é um site que pretende promover a ideia do capitalismo somente.

    O site é aberto a qualquer idéia que seja fundamentada com argumentos lógicos. Se você só fizer afirmações vazias (como você fez), é óbvio que ninguém vai promover suas "idéias". Afinal, o que você queria? Que você dissesse é "sim porque sim" e é "não porque não" e todo mundo dissesse é "isso isso aí, tá certo"?

    Vou ficar por aqui, mas eu poderia outros exemplos de frases sem embasamento que existem em seu comentário. Por fim, só posso ficar grato por você não trabalhar no magistério.



  • P. Elster  25/01/2011 21:33
    Prezados senhores, os senhores estão cobertos de razão. O site é completo e informativo. Todos os textos apresentados são repletos de informações valiosas e imprescindíveis para quem está buscando compreender a natureza das relações do mercado. Todos aqui possuem uma formação excelente e com certeza são muito mais instruídos sobre o tema do que eu. Portanto peço desculpas por ter realizado um comentário indevido e também por ter respondido às suas colocações. Eu estou absolutamente errado em absolutamente tudo o que disse anteriormente. Gostaria de pedir humildemente que deletem os comentários para que ninguém mais seja incomodado por eles, pois eles são vazios e sem nenhum fundamento lógico-racional. Sem mais, saúdo os cordialmente, desejando sucesso e prosperidade a todos.
  • anônimo  26/01/2011 12:46
    Eu estou absolutamente errado em absolutamente tudo o que disse anteriormente.\r
    \r
    Você está parcialmente errado, não absolutamente.
  • P. Elster  26/01/2011 00:46
    (Este site inteiro, apesar de interessante, não leva em conta que o capitalismo moderno não dá igualdade à ninguém.\r
    \r
    Caberia aqui uma justificativa de porque a igualdade é algo desejável. Uma boa justificativa para o contrário é dada em mises.org/daily/3071.)\r
    \r
    Eu não disse que era desejável. Somente afirmei que o capitalismo não dá igualdade a ninguém. L.v. Mises afirma "A igualdade perante a lei lhe dá o poder de desafiar qualquer milionário. "(do proprio site www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=271) Não existe esta igualdade prometida pelo capitalismo. O poder da lei infelizmente não é maior que o poder do dinheiro na sociedade capitalista moderna. \r
    \r
    (Políticos e grandes acionistas de empresas recebem fortunas por NENHUM trabalho realizado.\r
    Políticos não têm nada a ver com capitalismo. Você está confundindo capitalismo com intervencionismo. Pergunte ao Ludwig qual a diferença entre esses dois sistemas.)\r
    \r
    Eu não estou confundindo capitalismo com intervencionismo. A minha frase não se refere à filosofia de cada um. Políticos e acionistas possuem a mesma posição na cadeia produtiva, eles não precisam gerar riqueza real para serem recompensados financeiramente.\r
    \r
    (O capitalismo moderno realmente gera itens de conforto, porém não é um meio facil e óbvio de obter real riqueza para o homem comum, como querem fazer crer os textos de L.v. Mises.\r
    Quais trechos dos textos de Mises fazem crer isso. Cite explicitamente.)\r
    \r
    Há vários trechos, porém um deles encontra-se inclusive no mesmo parágrafo da citação acima. A frase seguinte à já citada diz: "Será - num mercado não sabotado por restrições impostas pelo governo - culpa exclusivamente sua se você não conseguir sobrepujar o rei do chocolate, a estrela de cinema e o campeão de boxe. " \r
    \r
    \r
    (Entendo que o site tenha muitos textos sobre o capitalismo, porém a visão apresentada não leva em conta as complicadas relações que existem hoje no mundo.\r
    \r
    Aqui você perdeu a chance de ouro. Você poderia citar uma única relação complicada o suficiente para sustentar seus argumentos.)\r
    \r
    Muito bem, para citar uma das mais simples: O mercado imobiliário no Brasil recentemente recebeu novos players internacionais. (Favor informarem-se sobre os players caso tenham interesse. O comentário já está extenso o suficiente.) Na cidade de São Paulo, especificamente, ocorreu um boom imobiliário imediatamente após a entrada destes novos players que foram absorvendo as maiores imobiliárias locais. O mercado das pequenas imobiliárias se reduziu bastante e estas acabaram obrigadas a se associarem aos grandes players por meios de parcerias, meramente para não precisarem fechar as portas. As regras para as pequenas imobiliárias as tornaram meros súditos dos grandes conglomerados (regras estas, que nao foram impostas pelo governo, e sim pelos grandes conglomerados). Devido à possibilidade de grandes lucros aliados ao fato da crise internacional recente (favor pesquisar caso não tenham conhecimento... é impossivel realmente explicar tudo num comentário) o crédito imobiliário foi amplamente facilitado pelo governo. Notícias sobre a implantação de novas linhas de metrô inundaram a mídia, assim como reportagens sobre determinados bairros como sendo os melhores bairros para moradia e investimento; coincidentemente estes bairros tinham a maior quantidade de lançamentos imobiliários. A cidade recebeu uma inundação de novos empreendimentos e vários investidores são convidados a participar de lançamentos. Os imóveis são vendidos no dia do lançamento em questão de horas. Não são os futuros moradores que compram, mas sim especuladores imobiliários. O empreendimento a ser lançado possui a venda de reserva, a venda no pré-lançamento, a venda no lançamento, a venda no balcão enquanto o imóvel está sendo construído e a venda depois de pronto. Um imóvel chega a ser vendido 3 vezes antes de chegar ao mercado para uma pessoa comum comprar e pode chegar a ser vendido 5 vezes antes de efetivamente possuir um dono que deseja morar ou alugar a unidade. \r
    As incorporadoras, segundo o sistema simplificado do capitalismo, desejaria tão somente atender a demanda de moradores ou pessoas que desejam comprar um imóvel para ter uma fonte de renda via o aluguel. Porém, a relação das incorporadoras com os consumidores não é tão simples e direta, é uma relação que envolve o consumidor final, os intermediários, o governo, a mídia, os conglomerados imobiliários internacionais, os acionistas destes conclomerados, os acionistas das incorporadoras, a administração bancária dos fundos da poupança e do FGTS, as instituições financeiras, só pra citar uma parte dos envolvidos em todo este processo. Os imóveis são construídos para terem o menor custo possível para quem constrói e o maior lucro possível para quem investe. O pé direito foi diminuído, as janelas são menores e de material mais precário, as paredes são mais finas e em alguns casos substituídas por dry-walls para que seja possível vender um imóvel de 4 quartos onde caberiam no máximo 2. O mercado é dirigido não pelo que os consumidores querem ou precisam, mas para atender aos grandes players, aos intermediários, aos especuladores e ao governo. O consumidor final que precisa de um imóvel para morar tem que comprar o que existe, pois simplesmente não tem outra coisa para comprar. Há uma quantidade mínima de imóveis usados decentes à venda e o comprador acaba se sujeitando ao que existe. Para quem pensa que o consumidor simplesmente poderia não comprar os imóveis, quando as vendas refletiram uma retração por parte dos consumidores, as imobiliárias foram instruídas a aumentar arbitrariamente o valor do aluguel e os bancos puderam então começar a prometer uma prestação de financiamento menor que um aluguel. Que o aumento do aluguel foi especificamente para este fim, não é contemplado pela mídia, que continua afirmando que o motivo é a grande procura por imóveis novos. \r
    Este é um exemplo muito simples de um processo muito simples, pois se refere a um tipo específico de negócio numa região específica, e mantive a explicação bastante genérica, apenas colocando as relações principais. O mercado é afetado por um espectro muito maior de fatores.\r
    \r
    (Achei que era um site amigável de conversas abertas, mas aparentemente é um site que pretende promover a ideia do capitalismo somente.\r
    \r
    O site é aberto a qualquer idéia que seja fundamentada com argumentos lógicos. Se você só fizer afirmações vazias (como você fez), é óbvio que ninguém vai promover suas "idéias". Afinal, o que você queria? Que você dissesse é "sim porque sim" e é "não porque não" e todo mundo dissesse é "isso isso aí, tá certo"?)\r
    \r
    As afirmações que fiz não são vazias... são óbvias. Não deveriam necessitar de tanta explicação. Era apenas um comentário relacionado principalmente à afirmação de que o cinema não teria fechado as portas se tivesse tido mais público. Isso é uma conclusão errada no artigo. O lucro auferido por uma loja de produtos prontos é maior do que a prestação do serviço de cinema. Se uma corretora de seguros se instalar no mesmo local, vai auferir um lucro maior que a loja. Pelo simples motivo que a geração de riqueza real, como é o caso da prestação de serviço ao público espectador, na economia atual, tem um custo maior de manutenção e é menos recompensada financeiramente do que qualquer atividade que seja montada com base em uma parte ou a totalidade de trabalho realizado por terceiros.\r
    Ninguém precisa concordar com nada, nem apoiar. Pode discordar à vontade. Ninguém precisa promover minhas idéias. \r
    Somente fiz um comentário. Ele poderia ser siplesmente ignorado.\r
    Cordiais saudações a todos.
  • mcmoraes  26/01/2011 13:03
    Muito obrigado pelas respostas, Elster.
  • rafael  26/01/2011 15:42
    > Eu não disse que era desejável. Somente afirmei que o capitalismo não dá igualdade a ninguém.

    E igualdade é bom? Oq vc propoe, q todos ganhemos o mesmo salário? Isso destruiria grande parte dos incentivos para produzirmos riquezas. Se eu vou ganhar o mesmo q todo mundo, pq iria trabalhar mais? Pq iria me esforçar? Pq iria tentar ser inovador e aumentar a eficiência do meu trabalho? Pq iria me esforçar para produzir com maior qualidade?

    Como já foi dito, o socialismo distribui igualmente pobreza e o capitalismo distribui desigualmente riquezas. É melhor ter ricos e pobres doq só pobres.

    > Políticos e acionistas possuem a mesma posição na cadeia produtiva, eles não precisam gerar riqueza real para serem recompensados financeiramente.

    Eu ñ entendo muito do mundo da bolsa de valores mas se os acionistas não geram riquezas, pq as empresas abririam seu capital em primeiro lugar?
  • Alexandre Melchior R. Filho  26/01/2011 17:41
    O capitalismo não iguala ninguém.\r
    \r
    Mas também não obriga ninguém a evitar desigualdade.\r
    \r
    Ah, e também não define "igualdade" nem "desigualdade".\r
    \r
    Agora, os estatistas (esquerdistas, comunistas etc.) sim. Estes definem igualde, desigualdade, estabelecem critérios para elas etc.\r
    \r
    Depois, não satisfeitos, ainda obrigam todo mundo a ajudá-los na busca democrática, popular e justa pelo fim das tais desigualdades.
  • Renê  25/01/2011 23:20
    P. Elster

    Sempre achei que o empresário que melhor atendesse os consumidores, seria o mais bem sucedido.
    Não é realmente isso o que ocorre?
  • P. Elster  25/01/2011 23:33
    Não. O empresário mais financeiramente bem sucedido hoje em dia é o que possui um monopólio, ou participa de um oligopólio.
  • vioid  26/01/2011 00:16
    Como fazer para participar de um monopólio ou oligopólio? É preciso de algum privilégio político ou ser competente e eficiente ao oferecer a satisfação das necessidades dos cliente basta?
  • P. Elster  26/01/2011 00:50
    Tente abrir um banco, montar uma petrolífera ou abrir uma indústria de automóveis. \r
    Procure a história do carro "Tucker". É um dos melhores exemplos para responder à sua pergunta. Sen ão quiser ler a respeito alugue o filme de mesmo nome. Está simplificado no filme, mas mostra bem o problema do oligopólio na economia.
  • augusto  26/01/2011 11:39
    Elster,\r
    \r
    Eu sou o Anonimo da mensagem anterior. Estava usando um outro computador e nao vi que nao havia digitado meu nome...\r
    \r
    Todas os ramos industriais que voce menciona sao fortemente subsidiados ou protegidos pelo Estado. Ou seja, a dificuldade de se "abrir uma petrolifera" nao esta no capitalismo, mas no estatismo.
  • P. Elster  26/01/2011 14:09
    Prezado Augusto, as petrolíferas não dependem do governo e sim vice-versa. A relação de poder é inversa ao que o sr. afirma. O capitalismo simplificado era uma filosofia de outro século, para um sistema financeiro muito menos globalizado. Na época em que a filosofia de Mises foi concebida, o estado detinha muito mais poder do que detém hoje. E não se pode esquecer que o sistema por ele proposto era, em grande parte, em oposição à filosofia de Marx, que é infinitamente pior do que qualquer sistema capitalista, por mais básico que seja. Levando-se em conta o contexto histórico e a época, é uma teoria excelente. Hoje porém, ela é simplificada demais para ser tomada como base para análise dos acontecimentos do mercado.
  • Augusto  26/01/2011 14:51
    Elster,\r
    \r
    Leia de novo meu comentário. Eu não disse que as petrolíferas dependem do Estado. O que eu disse, e você não discordou, é que o monopólio das petrolíferas não é um fenômeno de mercado (capitalista), mas uma consequência direta de ações tomadas pelo governo.\r
    \r
    Quanto à sua afirmação de que "na época em que a filosofia de Mises foi concebida, o estado detinha muito mais poder do que detém hoje," seria preciso analizar cada caso individualmente.\r
    \r
    Eu poderia concordar com sua afirmação, se por "poder" você está se referindo aos estados totalitários das décadas de 20, 30 e 40. As intervenções diretas - as grandes estatais européias, por exemplo - são típicas desse período histórico.\r
    \r
    No entanto, o estado continua um monstro - talvez com menos intervenções diretas. Tirando a Petrosal, você não vê nem o PT falando em criar novas estatais. As intervenções passaram a ser feitas indiretamente, por meio das agências reguladoras.\r
    \r
    Finalmente, você diz, "hoje porém, [a teoria liberal] é simplificada demais para ser tomada como base para análise dos acontecimentos do mercado". Não cabe perguntar se as complicações que você aponta são resultados justamente de tentar se desviar da teoria - voltando-se aos princípios do capitalismo liberal, muitas destas complicações automaticamente desapareceriam.
  • Erick Skrabe  26/01/2011 13:48
    Elster,

    Eu não só ví o Tucker, como fui ver o carro no museu do Coppola en Napa.

    Ñ foi o "capitalismo" q matou o sonho e o Tucker (ele morreu logo depois deste triste episódio). Foi o governo. Obviamente os competidores como GM (atual Government Motors) deviam ter um dedinho alí, mas foi o governo que destruiu essa iniciativa.

    Com as mesmas desculpas de sempre: proteger o consumidor, evitar equilíbiros de Nash, etc, etc, etc.

    E a solução proposta é mais governo ? Não deveria ser o contrário ?
  • P. Elster  26/01/2011 14:30
    Entendo que o site é em favor do liberalismo em oposição ao intervencionismo. Nâo estou defendendo nenhum dos dois. Estou afirmando que devido à grande complexidade do sistema financeiro mundial atual nenhuma filosofia simplificada (como é o caso das duas acima) pode servir de base para uma análise dos acontecimentos, quanto mais servir de solução. \r
    Filosofias como estas, hoje em dia, são apenas leitura básica para entender como chegamos até aqui. São livros de história e não cartilhas de conduta.\r
    A dinâmica econômica do capitalismo moderno é muito ágil e se modifica constantemente, além de acontecer em escala mundial. É uma visão simplória assumir que qualquer profissional que realmente entenda de economia hoje em dia, saia por aí defendendo uma simples filosofia e querendo moldar o mundo a ela. \r
    Todo mundo que realmente está envolvido neste ramo, passa o tempo inteiro analisando várias posições e procurando apenas entender o movimento da economia. É uma posição de eterno estudante e não de professor.\r
    Todo o material que é apresentado neste site é estudado, assim como várias outras teorias e filosofias. \r
    Numa conversa entre amigos investidores, por exemplo, ninguém mais se importa em necessariamente ter razão. Ninguém chama o outro de ignorante, assume que o outro não sabe nada do que está falando ou o desrespeita. É um trabalho colaborativo. Todo mundo traz para a mesa o que sabe para tentar em conjunto analisar o cenário atual.\r
    Se um participante está enganado em alguma afirmação ele fica feliz em ser corrigido, pois isso o traz mais para perto de uma análise correta. Tudo é conversado com o espírito de estudo e apoio mútuo.\r
  • Fernando Chiocca  26/01/2011 14:44
    P. Elster, economia é uma ciência, bem diferente de uma conversa entre investidores.
    E é uma ciência apriorísitca, de validade universal. Suas proposições são irrefutáveis.
    Veja bem, para esta conversa aqui você não está trazendo nada de novo. Acredite. Mas estude Economia Austríaca e você terá acrescentado ao seu conhecimento aquilo que lhe falta.
  • P. Elster  26/01/2011 17:40
    Caros senhores, a conversa foi boa mas está se tornando repetitiva. Desejo sorte a todos na empreitada de reviver a economia austríaca. Um grande abraço e tudo de bom.
  • anônimo  25/01/2011 20:30
    Sou empresario e investidor.

    Ué, pensei que fosse líder sindical... sério.
  • P. Elster  25/01/2011 20:40
    É necessário compreender o sistema para atuar nele. Abraços.
  • Maurício  25/01/2011 21:38
    Olá, Elster, gostaria de fazer algumas perguntas e, se possível, contar com sua gentileza em respondê-las:

    Como lida com sua consciência em fazer parte dos exploradores que tanto odeia?

    Vc faz algo de diferente na sua empresa que o empresário convencional? Como trata os seus funcionários?

    O que te move a ser empresário? Quando vc empresta dinheiro a alguém como faz, (vc é investidor) vc cobra juros?

    Qual a sua concepção de investimento?

    Desculpe-me pelo excesso de perguntas

    Abraços,

    Maurício
  • P. Elster  25/01/2011 22:25
    "Como lida com sua consciência em fazer parte dos exploradores que tanto odeia?"\r
    Não odeio nada nem ninguém. O mercado atualmente favorece a especulação mais do que a geração de riquezas. Quem gera riqueza necessariamente recebe menos do que o especulador. Isso não faz do especulador uma má pessoa e nem da especulação necessariamente um mal. É só um aspecto da realidade presente.\r
    \r
    Vc faz algo de diferente na sua empresa que o empresário convencional? Como trata os seus funcionários?\r
    Recebem participação nos lucros após descontados os impostos e custos de funcionamento do negócio. \r
    \r
    O que te move a ser empresário? \r
    Necessidade de sobrevivência. Preciso trabalhar para viver.\r
    \r
    Quando vc empresta dinheiro a alguém como faz, (vc é investidor) vc cobra juros?\r
    Não empresto dinheiro. Invisto em produção e em bens reais. Investimento não é sinônimo de empréstimo.\r
    \r
    Qual a sua concepção de investimento?\r
    Investimento não é especulação. Investimento é a utilização de recursos para geração de riquezas. Pode também ser feito através da compra de títulos. Título é um termo que remete à negociação de papéis (ações, etc). Porém, há o levantamento de capital pelo lançamento de títulos e a posterior negociação destes com base nas previsões de performance da empresa que os lançou. O primeiro é investimento, o segundo é especulação. \r
    "Aplicação de recursos monetários em empreendimentos, com o objetivo de geração de lucros, em geral a longo prazo. O termo aplica-se tanto à compra de máquinas, equipamentos, edificação e imóveis para a instalação de unidades produtivas como à compra de títulos financeiros. Em sentido estrito, investimento significa a aplicação de capital em meios que levam ao crescimento da capacidade produtiva, ou seja, em bens de capital." (fonte: FIESP)\r
    É importante ressaltar que não sou contra a especulação. Apenas estou afirmando que a especulação não é investimento. Há uma diferença. \r
    Postei um comentário de retratação de minha participação no site anteriormente e gostaria que fosse publicado.\r
    Apenas respondi estas perguntas, pois acredito que o sr. Marcelo as fez com real interesse, que agradeço.\r
    Abraços.
  • Angelo Viacava  25/01/2011 22:27
    Sobre P. Elster: não intindi o que ele falô! Quer dizer que com o passar do tempo, os prejuízos acumulados transformar-se-ão em lucro? Ah, bom. Agora intindi. Burro sou eu que não estudei. Bem feito pra mim. Isso é uma ironia.
  • KiKo  26/01/2011 23:54
    O que impede o morador final de comprar o apartamento na planta e nao depois de '5 vendas'? A venda na planta só é feita para especuladores? E se quem quiser um imovel para morar nao gostar das paredes de dry wall? So existem paredes de dry wall? \r


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