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Anarcocapitalismo em Santa Maria de Jetibá (ES)

Cansado de promessas, um cidadão construiu por conta própria uma ponte em Santa Maria de Jetibá (ES), e colocou a seguinte placa:

"Ponte particular. Proibido passagem de veículos da prefeitura e políticos."


De acordo com vizinhos, o proprietário, cansado das promessas não cumpridas da Prefeitura Municipal de Santa Maria de Jetibá, construiu a ponte com dinheiro próprio e colocou essa placa.  Ele já teria barrado um vereador na ponte, indagando ao mesmo se ele não sabia ler.

Propriedade privada, liberdade de discriminar e empreendimento "público" com capital 100% privado.  Anarcocapitalismo puro.

E ainda dizem que, sem o estado, não haveria pontes... 

Nossos parabéns a este bravo cidadão capixaba. É com homens desta fibra que se constrói o progresso.


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autor

Equipe IMB

  • Filipe Celeti  06/12/2010 21:22
    As pessoas de bem são sempre bem vindas à propriedade particular.

    Anarcocapitalismo proporcionando um mundo sem parasitas.
  • Carlos Santos  06/12/2010 22:56
    Uma pequena ponte para uma grande vitória.
  • Zéh  07/12/2010 08:23
    Uma pequena ponte para um homem, uma estrada gigantesca para a humanidade!
  • giuliano  07/12/2010 13:49
    Genio!!!
  • Lobo  07/12/2010 16:23
    Muito bem, adorei!
  • lucas  07/12/2010 18:28
    todo mundo nesta vida foge apenas de uma coisa\r
    "IMPOSTOS" ninguem gosta\r
    não podemos ignorar esta placa...\\(colocarei na rua da minha casa)rsrsrsrsrsr
  • VITORIO NANI  08/12/2010 21:37
    Gostei da idéia. Também não consigo rede de esgoto pra minha propriedade.
    Vou fazer por conta própria e colocar uma placa igual.
    Acho que eles se confundirão com o conteúdo interno do esgoto, vão acabar passando.
    Rsss! Parabéns pela idéia.
  • Lucas Mendes  09/12/2010 08:18
    Emocionante!
  • Daniel  09/12/2010 12:07
    Esse cidadão é mais corajoso que a FIESP inteira.
  • Lucas Somensi  18/12/2010 11:55
    Existe algum exemplo de país moderno onde as estradas são privatizadas? Qual é o resultado?
  • Heber  22/12/2010 14:10
    no barsil mesmo tem alguns exemplos de estradas privatizadas, e os resultados são nítidos: estradas em excelente estado de conservação e com mais segurança. E o pedágio compensa pela economia em manutenção que o bom estado da estrada proporciona. É claro que os preços seriam mais baixos em uma sociedade anarcocapitalista, devido a ausência de impostos.
  • Angelo T.  22/12/2010 14:28
    Heber, na minha opinião não podemos prever se em uma sociedade anarco-capitalista os preços seriam mais baixos. Tenderiam a ser, mas não podemos afirmar categoricamente.

    Sobre as estradas privatizadas, ocorre também uma coisa importante: quem paga o pedágio é quem usa a estrada. Os custos não são socializados com os pagadores de tributos que nunca passarão naquela estrada.
  • Heber  22/12/2010 16:40
    Não se trata de uma previsão do futuro, somente uma suposição do que ocorreria no caso de estradas 100% privadas em uma sociedade anarcocapitalista (sem Estado e com propriedade privada). A empresa proprietária de uma estrada teria muitos incentivos para ser eficiente tanto na construção como na operação da mesma, por questões como a custos e reputação, que afetam os lucros. Outro fator que abaixaria os preços seria o fim de instituições como os bancos centrais que inflam a oferta monetária. É claro que em regiões de pouco movimento as estradas, que hoje são subsidiadas pelo Estado, teriam problemas com preços altos de pedágios ou baixa qualidade.
  • Einstein do Nascimento  10/10/2011 20:11
    Isso se tiver competição... isso se tiver competição...
    Privatização não é a solução. A competição livre o é.
  • João  14/10/2011 16:28
    Não é necessário que haja competição - a não ser que você acredite no modelo de concorrência perfeita.
    Por exemplo, a Intel praticamente não tinha quase nenhuma competição no mercado de CPUs para PCs por alguns anos. Isso não a impediu de inovar constantemente, melhorando tanto seus produtos que a Apple acabou abandonando a CPU da Motorola e passou a adotar os x86.
    Isso aconteceu porque a Intel não podia simplesmente dormir no ponto. Havia outras empresas (poderia ser Motorola, Texas Instruments, etc) que poderiam rapidamente tomar seu posto se a empresa fosse tomada pela soberba e achasse que, por dominar o mercado, não precisaria mais melhorar seus produtos.
  • Alexandre M. R. Filho  14/10/2011 19:12
    Vc está equivocado.\r
    \r
    Os produtos da intel não concorrem só com produtos similares ou do mesmo ramo. Eles concorrem com todo e qualquer produto à venda no mundo.\r
    \r
    Dessa forma, a intel precisa convencer o consumidor a comprar "intel" ao invés de "qualquer outra coisa" antes mesmo de convencê-lo a comprar "intel" ao invés de "amd".\r
    \r
    Meu pai, por exemplo, preferiria muito mais comprar uma vara de pescar do que um "intel". E isso gerou profundos conflitos familiares lá em casa durante minha infância, viu...
  • Carlos Araujo  14/10/2011 21:05
    ...a Intel praticamente não tinha quase nenhuma competição no mercado de CPUs[...]Isso aconteceu porque a Intel não podia simplesmente dormir no ponto. Havia outras empresas (poderia ser Motorola, Texas Instruments, etc) que poderiam rapidamente tomar seu posto...

    O que? A Intel não tinha nenhuma competição porque havia outras empresas que poderiam tomar a liderança do mercado (Aka competição)?


    Vi no podcast do Olavo dessa semana que muitos brasileiros tem aversão ao conhecimento, e que esta aversão é tão grande, que em uma mesma frase a pessoa consegue escrever argumentos contrários ao que a própria pessoa quer defender.

    Vejo aqui um exemplo real...
  • Joao  15/10/2011 10:52
    O que? A Intel não tinha nenhuma competição porque havia outras empresas que poderiam tomar a liderança do mercado (Aka competição)?

    Vi no podcast do Olavo dessa semana que muitos brasileiros tem aversão ao conhecimento, e que esta aversão é tão grande, que em uma mesma frase a pessoa consegue escrever argumentos contrários ao que a própria pessoa quer defender.


    Ok, primeiro, algo que eu não deixei bastante claro: a Intel não tinha quase nenhuma competição no mercado de CPUs para computadores de uso pessoal e corporativo de pequeno e médio portes. Eu não seria estúpido a ponto de afirmar que ninguém mais no mundo fabricava CPUs. Ninguém queria ou conseguia competir com a Intel de igual para igual em CPUs para x86. Aliás, aqui vai aulinha grátis de compreensão de texto: "praticamente nenhuma competição" não é o mesmo que "nenhuma competição". "Praticamente nenhuma competição", nesse caso, significa que, na prática, a competição não conseguia abocanhar uma fatia de mercado significativa e a Intel nadava de braçada.

    Isso não quer dizer que a Intel poderia deixar de inovar e melhorar seus produtos, pois certamente haveria empresas que tomariam o posto da Intel em questão de meses, com o desenvolvimento de CPUs cada vez melhores.

    Talvez você precise deixar de ser um idiota arrogante que leu Olavo e imagina estar agora iluminado pela sapiência.

  • Jose  14/10/2011 20:20
    De onde você tirou isso?
    A Intel sempre teve competidores para seus processadores.
    Você acha que sem competição a Intel ia evoluir? Apenas por bondade com o consumidor? Sonha!

    Desde o 8080 (primeiro da série x86) tinha os seguintes competidores (só para citar alguns):

    -Fujitsu
    -Harris/Intersil
    -OKI
    -Siemens AG
    -Texas Instruments
    -NEC
    -Mitsubishi
    -AMD
  • Joao  15/10/2011 10:53
    De onde você tirou isso?
    A Intel sempre teve competidores para seus processadores.
    Você acha que sem competição a Intel ia evoluir? Apenas por bondade com o consumidor? Sonha!


    Ok, eu deveria ter sido mais específico. Eu estava falando especificamente sobre o mercado de CPUs para computadores de uso pessoal e corporativo não-mainframe, que a partir da década de 80 foi sendo dominado pelos PCs.

    Por outro lado, não sei de onde você tirou a ideia de que eu afirmei algo a respeito de a Intel evoluir por bondade com o consumidor. Se eu estou justamente falando sobre o fato de haver outras empresas que tomariam rapidamente o posto da Intel caso esta decidisse que não precisava mais melhorar nada, como isso pode ser compreendido como "apenas por bondade com o consumidor"?

    O que eu quis dizer é que o problema não é a falta de competição em um mercado específico, pois sempre há empresas, normalmente em mercados "vizinhos", que acabarão percebendo que podem aproveitar a oportunidade para tomar o mercado da empresa que antes dominava.
  • Carlos Araujo  15/10/2011 17:05
    Sempre houve concorrência. Em geral de empresas menores que copiavam e vendiam a preço mais baixo. Também havia a IBM e a Apple.

    Com relação as aulas de interpretação de texto, acho bom você ler seu texto com calma, e ver que você respondeu ao Einsten do Nascimento como uma tentativa de mostrar que não é necessário concorrência: "...Não é necessário que haja competição - a não ser que você acredite no modelo de concorrência perfeita." E cita a Intel como exemplo de empresa que (supostamente) não sofria com a concorrência e que ainda sim inovou bastante. Depois você disse que isso acontecia porque a Intel não podia "dormir no ponto" (portanto, a Intel era precionada pela concorrência à inovar).
    Ou seja, você tenta mostrar que não é necessário a concorrência, e no seu próprio exemplo fica explícito a necessidade de concorrência.

    Faltou concordância lógica da sua parte, e não falta de iterpretação da minha. Talvez realmente não fosse isso que você quisesse dizer, para isto basta esclarecer os pontos.

    Abraço
  • Diego  19/09/2014 07:11
    Meu deus, como pode as pessoas terem tanta dificuldade assim, o que o rapaz falou sobre competição foi bem claro pra mim, e os outros até poderiam colocar o ponto de vista, mas não dessa maneira arrogante e mal educada, citando Olavo De Carvalho ainda, e falando uma besteira dessas de alguém que nem entendeu o texto. O grande Olavo ficaria puto se visse o nome dele citado no meio disso rs.

    Enfim, o que o rapaz queria dizer ao meu ver é que, a preocupação com a falta de concorrência no segmento de estradas é inválida, pois não existe segmento que seja lucrativo e que não atraia concorrentes naturalmente, citou o caso da Intel, onde realmente ela seguiu inovando, pois sabia disso, que logo apareceriam competidores com produtos a altura e eles teriam de estar preparados. Na verdade os únicos casos onde negócios lucrativos ou pelo menos com potencial lucrativo acabam nao tendo concorrentes são alguns monopólios, e na maioria fomentados pelo governo !
  • goncalves  22/12/2010 14:19
    Aos que se interessarem, recomendo a leitura de "Roads in a Market Economy", de Gabriel Roth.
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  29/12/2010 11:11
    Parabéns a este cidadão capixaba.
  • Luis XIV  19/01/2011 19:31
    Digam o nome dele, pois é nesse nobre capixaba que eu votarei!
  • Silvio  27/09/2011 00:35
    Resta saber quanto ele vai cobrar de pedágio
  • Erick Skrabe  18/08/2012 06:44
    Já sabemos: Zero.
  • Silvio (não o mesmo)  19/08/2015 14:08
    E mesmo se ele cobrasse pedágio, qual o problema? Ele construiu a ponte com recursos próprios em sua propriedade. Se outras pessoas desejarem compartilhar desse benefício, nada mais justo que retribuam esse proprietário.

    Há um nome para o tipo de pessoa que deseja forçar os outros a se sacrificarem para obter benefícios: socialista.

    E não há nada mais desprezível do que um socialista.
  • Há sim:  21/10/2016 15:42
    um keynesiano
  • Pedro Ivo  15/06/2012 10:16
    um pequeno ponte para um homem. um gran passo p/ a humanidade
  • Fernando Chiocca  18/07/2014 13:32
  • Tiago RC  06/08/2014 11:29
    Um outro exemplo semelhante no Reino Unido: My own private toll road: £150,000 to avoid a detour on the A431
  • Dom Comerciante  09/09/2014 22:01
    Sensacional! Vejamos se outros empreendedores algum dia tomarão a mesma iniciativa, aposto que o governo iria começar a se preocupar.
  • anônimo  14/01/2015 00:09
    Vejo que nós capixabas estamos bem representados
  • Letícia   20/01/2015 11:25
    Parabéns....
  • anônimo  29/01/2015 21:19
    Parabéns ao proprietário e construtor da ponte. Políticos realmente não merecem passagem!
  • Joao Girardi  18/08/2015 13:32
    Isso me lembrou o final do filme "De volta para o futuro", o cientista falando "Estradas? Para onde vamos não precisamos de estradas" kkkkkkkkkk


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