Em homenagem a Tiradentes (tenha ele existido ou não)

Lenda ou realidade, farsa ou algo verídico, o que realmente interessa é que a mensagem por trás do ícone Tiradentes é profundamente libertária.  É uma mensagem que invoca a secessão, a guerra contra os impostos, e a luta contra um governo centralizador.

Segundo a história (ou a lenda), há 224 anos, o dentista, comerciante, militar e ativista político Joaquim José da Silva Xavier era enforcado e esquartejado em praça pública pelo estado.

Seu crime?  Defender a independência da colônia de Minas Gerais em relação à Coroa Portuguesa, movimento esse inspirado pela recente independência das colônias americanas. 

A motivação desta "revolta"?  A decretação da derrama pelo governo local, uma medida que permitia a cobrança forçada de impostos atrasados, autorizando o confisco de todo o dinheiro e bens do devedor. 

Para onde ia o dinheiro?  Para a Real Fazenda, credora de uma dívida mineira que, àquela altura, já estava acumulada em 538 arrobas de ouro.

Quem delatou Tiradentes aos portugueses?  Joaquim Silvério dos Reis, um fazendeiro e proprietário de minas que, devido aos altos impostos cobrados pela Coroa Portuguesa, estava falido. 

Qual foi seu prêmio por essa delação?  O perdão dessa dívida de impostos.  E mais: o cargo público de tesoureiro, uma mansão, uma pensão vitalícia, o título de fidalgo da Casa Real e a "honra" de ser recebido pelo príncipe regente Dom João em Lisboa.

Ou seja, o episódio da Inconfidência Mineira — mesmo quem não acredita em sua autenticidade histórica pode perfeitamente vê-lo como uma parábola de ensinamentos — seria apenas mais um exemplo da única e genuína luta de classes que existe no Brasil, criada pelo estado: pagadores de impostos versus recebedores de impostos.  Ela nos dá uma chance de refletir sobre a natureza dos impostos e do próprio estado.

A principal lição é a de que o estado não tolera pessoas que se recusam a abrir mão dos frutos de seu esforço, ao mesmo tempo em que ele sabe recompensar muito bem aquelas que o auxiliam a espoliar e destruir esses rebeldes.  (Como exemplo atual, apenas pense na batalha diária entre empreendedores criadores de riqueza e funcionários do fisco.)

Como consequência direta, deduz-se que a tributação, de qualquer tipo, nada mais é do que um roubo, puro e simples.  Afinal, o que é um roubo?  Roubo é quando você confisca a propriedade de um indivíduo por meio da violência ou da ameaça de violência — o que significa, obviamente, que o esbulho é feito sem o consentimento da vítima.  

Por outro lado, sempre existem aqueles apologistas do governo — muito provavelmente pessoas que dependem dele para sobreviver — que afirmam que o ato de se pagar impostos é, por algum motivo místico, algo cívico e "voluntário".  Fossem minimamente lógicas, tais pessoas não teriam qualquer problema em defender uma mudança na lei, a qual diz que o não cumprimento das obrigações tributárias é algo criminoso e sujeito às "devidas penalidades". 

(Alguém realmente acredita que, se o pagamento de impostos fosse algo voluntário, o governo viveria com os cofres abarrotados, como ocorre hoje?  É exatamente por isso que a tributação tem necessariamente de ser compulsória).

Mas se você é uma pessoa que não tem dificuldades com a lógica e, exatamente por isso, entende que o ato da tributação é idêntico a um roubo, então você também não terá dificuldade alguma em concluir que as pessoas que praticam esse ato, e que vivem dele, são uma gangue de ladrões. 

Por conseguinte, você também não terá dificuldade alguma em concluir que qualquer organização governamental, que inevitavelmente vive do esbulho alheio, é "uma gangue de ladrões em larga escala", como disse Murray Rothbard, e que, exatamente por isso, merece ser tratada — moral e filosoficamente — como um simples bando de meros rufiões, parasitas imerecedores de qualquer reverência, deferência ou mesmo do mais mínimo respeito.

O IMB dedica esse dia de Tiradentes (tenha ele existido ou não, seja a história verdadeira ou não) a todos aqueles bravos brasileiros que trabalham duro dia e noite e que são obrigados a entregar para a gangue de ladrões em larga escala mais de 40% dos frutos do seu esforço, apenas para sustentar o bem-bom de uma classe parasitária — e tudo sob a mira de uma arma e sob a ameaça de encarceramento.

Eis um assunto de grande apelo para todos aqueles que trabalham no setor produtivo: jovens e velhos, pobres e ricos, "proletários" e classe média, brancos e negros, homens e mulheres, cristãos, judeus, muçulmanos e ateus.  Eis um assunto que todos estes criadores de riqueza conhecem muito bem: tributação.

E eis um assunto que o outro lado, o dos recebedores de impostos, também conhece muito bem: parasitismo.

Um bom feriado a todos.


1 voto

SOBRE O AUTOR

Equipe IMB


O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Daniel M.  21/04/2010 12:16
    Infelizmente nesse 21 de abril de 2010 seremos soterrados pelo pachequismo das notícias relacionadas aos 50 anos de Brasília, a moderna metrópole. O Brasil é mesmo um país único. No feriado em que se lembra a luta contra os abusos do estado, também se "comemora" a fundação da capital da gastança, dos funcionários públicos com padrão de vida sueco, da mentalidade centralista etc etc.
  • Gustavo Boscolo Nogueira da Gama  21/04/2010 19:17
    Conterrâneo meu - São João del-Rei
  • Marco Aurelio  21/04/2010 21:37
    Trabalho numa empresa privada, e tenho o imposto descontado diretamente na fonte, seja pagamento, Horas extras, Participação nos lucros, 13º salário, tudo já é descontado o maldito imposto, fiz minha declaração anual exercício 2009 e pasmem vou pagar mais um pouco, vou parcelar no máximo que puder 8 (oito) vezes.\r
    Deve ser porque o governo da saúde, educação de qualidade para minha filha, segurança, não pago pedágio, IPVA, e em tudo que compro pago em média 35% de imposto.\r
    \r
    Alguém me explique por favor, os ladrões não roubarm tudo durante o ano passado, porque ainda tenho que pagar mais???\r
    \r
    Se eles acham que eu tenho dinheiro em paraiso fiscal, ganhos escusos que me investigue, não meta a mão no meu sálario, que só eu sei o quanto é dificil ganhar faça sol, faça chuva, todos os dias acordo às 6:00 e volto para casa as 18:30.\r
    \r
    E uma gangue vem no final de cada mês e uma vez por ano, e me diz: SEU OTÁRIO ME PAGUE OU TE FERRO, E CALE A BOCA SE NÃO VC VAI VER.\r
  • Luis Almeida  21/04/2010 23:08
    Prezado Marco Aurélio,

    Apenas sorria e trabalhe duro. A boa vida de milhões de parasitas depende de seu suor. Pense nisso toda vez que o despertador tocar às 6 da manhã. Vai ser estimulante.
  • mcmoraes  22/04/2010 10:29
    Caro Marco Aurélio, a sua pergunta foi respondida por Lysander Spooner, que explicou que o Estado é um ladrão cuja natureza é pior do que a natureza de um ladrão de estrada.

    "O ladrão de estrada assume sozinho a responsabilidade, o perigo e o crime de seu próprio ato. Ele não finge que ele possui qualquer direito legítimo sobre seu dinheiro, ou que ele pretende usá-lo para beneficiar você mesmo. Ele não finge ser qualquer coisa se não um ladrão. Ele não consegue ter cara de pau o suficiente para declarar ser simplesmente um "protetor", e que ele tira o dinheiro dos homens contra suas vontades, simplesmente para possibilitar que ele "proteja" estes tolos viajantes, que se sentem perfeitamente capazes de defender a si mesmos, ou que não apreciem este peculiar sistema de proteção. Ele é um homem muito sensato para fazer declarações tais como estas. Além disso, depois de ter pego seu dinheiro, ele deixa você, conforme você gostaria que ele fizesse. Ele não continua indo atrás de você na estrada, contra a sua vontade; assumindo ser o seu legítimo "superior", por conta da "proteção" que ele fornece a você. Ele não continua "protegendo" você, ordenando que você se curve e o sirva; exigindo que você faça isso, e proibindo que você faça aquilo; roubando de você mais dinheiro sempre que ele considerar que seja do seu interesse ou de seu agrado fazer isso; e estigmatizando você como um rebelde, um traidor, e um inimigo do seu país, e matando você sem misericórdia se você contestar a autoridade dele, ou resistir às suas exigências. Ele é muito cavalheiro para ser considerado culpado de tais imposturas, insultos, e depravações como estas. Em resumo, ele, além de roubar você, não tenta fazer de você nem seu incauto nem seu escravo."
  • Nilo BP  22/04/2014 02:46
    Sensacional!
  • WLNC  22/04/2015 17:14
    Perfeito. Sendo assim, a melhor definição para o tipo de criminoso que o estado Rosetta é: gangster.
  • Filipe  22/04/2010 12:58
    Prezados,\r
    \r
    O que vôces tem a dizer sobre a Revolução Pernambuca de 1817. Acredito que tenha sido uma revolução mais importante (do ponto de vista ideologico) do que a Inconfidencia Mineira. \r
    Frei Caneca, com um ideal liberal (influenciado pelo iluminismo), foi um homem à frente do seu tempo.\r
    \r
    Abraços
  • Leandro  22/04/2010 13:14
    Tão importante quanto, Filipe. Desgraçadamente, porém, a Revolução Pernambucana é pouco lembrada, talvez por não ter produzido mártires (à exceção do Padre Roma).

    Entretanto, é um ótimo exemplo de como o poder central se uniu para esmagar essa insurgência: a Bahia enviou tropas e o Rio de Janeiro despachou uma força naval, bloqueando o porto do Recife (curiosamente, quando se quer esmagar uma economia local, põe-se em prática a mesma medida defendida pelos protecionistas, que dizem que, se reduzirmos as importações, o país crescerá).

    Nada menos que 8.000 homens foram utilizados para esmagar o movimento.

    Enfim, muito bem lembrado, Filipe.
  • Geraldo Boz Junior  21/04/2011 10:08
    Se fosse uma coisa voluntária, certamente não se chamaria "imposto"...

    Interessante também notar que os colonos brasileiros da época pagavam a Portugal um tributo chamado de "quinto" pois equivalia a 20% da produção. Essa percentagem era percebida como abusiva, coisa típica de relação entre uma metrópole e sua colônia. Desse tributo e dessa época, vem a expressão "quinto dos infernos".

    Pois bem, hoje pagamos perto de 40% de impostos. Quase dois "quintos".

    Como pagadores de impostos, hoje seria um ótimo negócio para nós se voltássemos a ser colônia de Portugal!
  • André Poffo  21/04/2011 13:19
    Nosso Benjamin Franklin, dadas as devidas proporções.
  • Artur Reis  21/04/2011 15:35
    O curioso é que nossa "querida" presidenta, recebeu uma medalha da inconfidencia.
  • Bruno Garschagen  22/04/2011 13:26
    Excelente lembrança, ótimo texto.

    Abraços.
  • Guiherme  23/04/2011 20:19
    "Uma gangue de ladroes em larga escala" e a definicao de mercado "livre". Incrivel ver artigos como esse e varios outros, com um ideologia cega, caolha e intoxicada, desconecta de qualquer sobriedade e justica.\r
    \r
    Voces sao apenas pequenas ovelhas (cegas e sem rumo), e que vestem essa capa de lobo (arrogantes com suas grandes bocas, faceis em ironia..egocentrica). O mesmo tipo de gente rasteira como Ayan Rand, mentora de Alan Greenspan, que levou Wall Street a um imenso solavanco na virada do seculo, e preparando o cenario para desastres posteriores (como os de 2008) e como a "perfeita tempestade" que ainda esta por vir na economia americana.\r
    \r
    Greenspan\r
    \r
    Depois de uma vida inteira empurrando a mesma filosofia de voces, depois de uma vida inteira martelando, (mas martelando forte) a "escola austriaca", o "mercado livre" e a completa "liberdade" contra a "gangue de ladroes" que e "qualquer organizacao governamental", tudo termina com Greenspan dizendo: "mudei completamente minha filosofia. Fiquei em choque com o que vi (internet bubble e outras crises de wall street nos ultimos dez, quinze anos (antes de 2008).\r
    \r
    Voces sao a verdadeira "gangue de ladroes em larga escala". Vimos o que voces sao capazes no LTCM em Washington e em New York. E voce, autor, ainda tem coragem de escrever um artigo citando Tiradentes, e colocando o heroi como parte de sua filofia barata de charutos caros.\r
    Se existe alguem da mesma gangue de Tiradentes, nao e Ayan Rand, ou o famigerado papaizinho de voces Greenspan. E tao somente Brooksley E. Born. Essa heroina que defendia a liberdade do povo atraves da regulacao do mercado, que avisara sobre os perigos e do suicidio que e ter o mercado auto-regulado, com os banqueiros livres da "peste do governo", ou "socialistas", bla,bla...\r
    \r
    Quem sabe se algum de voces comece a pensar muito antes de destruir milhares e milhares de vidas, assim como Greenspan que, no final, teve que negar toda sua biografia, todos os seus livros, e admitir que sua filosofia de "livre mercado" foi um erro gravissimo que ele jamais adotaria para si novamente.\r
    \r
    Crescam e parem de ficar dando tapinhas nas costas uns dos outros. Ficar nesse delirio fantasioso e teorico nao e so imaturidade, mas uma irresponsabilidade que estara trazendo a economia americana ao completo colapso em um futuro proximo.
  • João  24/04/2011 11:11
    Os economistas da escola austríaca SEMPRE denunciaram esse esquema de FALSO livre mercado. Imagino que seja um choque para você ler algo assim. Se você não for um desses socialistas pseudo-intelectuais que endeusam idiotas analfabetos funcionais como Emir Sader, vai querer ler o que está escrito por aqui. Vai também procurar por "Peter Shiff" no YouTube.

    Os EUA estão há décadas vivendo em um corporativismo disfarçado de livre mercado. É claro que grandes empresários com boas ligações com o governo dos EUA sempre fizeram discursos bonitinhos a respeito do livre mercado. Tomemos o caso da crise imobiliária, por exemplo. Há essa ideia de que a crise foi causada por falta de regulamentação. O que aconteceu foi o uso de uma típica política Keynesiana imbecil (pleonasmo, pois o Keynesianismo é imbecil por natureza).

    Leia este artigo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=124

    Depois, diga-me onde é que houve livre mercado nisso aí.
  • Leandro  24/04/2011 11:49
    Prezado Guilherme, a sua ânsia de vituperar é tanta, porém sua ignorância é tão patente, que tal combinação o reduz a apenas uma patética metralhadora de cuspir chavões e cretinices.

    Caso você se desse ao mais elementar trabalho exigido a debatedores de qualquer assunto -- isto é, estudar o que realmente defende aquela pessoa que você quer atacar --, veria que esse instituto é inimigo figadal de Alan Greenspan e de tudo o que ele representa.

    Ludwig von Mises e os seguidores da Escola Austríaca de economia sempre se opuseram a bancos centrais e ao atual arranjo do sistema bancário -- que opera sob reservas fracionárias -- justamente por saber que tal arranjo é totalmente propício à geração de ciclos econômicos e de destruição de capital. Mises e a EA sempre defenderam um padrão-ouro puro justamente porque tal arranjo, além de dificultar ao máximo a ocorrência de ciclos econômicos, impossibilitaria todos os pacotes de resgate que vemos hoje sendo dados pelo governo (com o dinheiro da população) aos seus amigos bancários.

    Um sistema bancário de reservas fracionárias operando sob a proteção de um banco central é a antítese de um livre mercado; é um arranjo intervencionista por natureza, completamente instável e gerador de ciclos econômicos. Banco Central e reservas fracionárias existem para beneficiar apenas os governos e os próprios bancos. Ninguem mais. Esse arranjo é o causador da atual crise econômica. E Alan Greenspan representa o paroxismo desse arranjo.

    Aproveite seu abundante tempo livre e estude mais; não se limite a ser essa patética máquina de cuspir lugares-comuns e frases empoeiradas que o fariam se passar por intelectual apenas em diretórios acadêmicos e em rodinhas de violão.

    Por fim, você acusa o livre mercado de ser um arranjo de ladrões em larga escala. Apenas diga-me: como pode um arranjo em que as pessoas são livres para trocar bens e serviços entre si ser caracterizado como de "ladrões em larga escala"? Eu tenho fome e voluntariamente decido ir a uma churrascaria. A churrascaria voluntariamente me serve carne. Eu voluntariamente aceito. Em troca da carne que foi dada, eu dou dinheiro à churrascaria. Onde há "ladrões em larga escala" aqui?

    Se você quer saber o que realmente é o livre mercado, convido-o a ler esse artigo. O título dele foi feito para você:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=417


    Feliz Páscoa para o senhor.

    P.S.: Ah, sim. Explique-nos também por que é errado chamar o governo -- um entidade que vive do parasitismo e da violência -- de uma gangue de ladrões em larga escala.
  • anônimo  24/04/2011 00:02
    Esse Guilherme deve ser do Zorra Total
  • Filipe Celeti  24/04/2011 09:03
    Claro Guilherme! O Greenspan fez exatamente o que ele pensava antes de entrar pro Fed né?

    Santa ignorância, Batman!
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  21/04/2012 08:26
    Um bando de ladrões mesmo. Acabei de pagar, com raiva, o ipva 2012.
  • Lucas  21/04/2012 15:47
    Aproveitando um artigo que trata de história:

    Recentemente li que muitos países só se industrializaram porque o Estado adotou medidas protecionistas e fiquei com algumas dúvidas.

    Primeira dúvida: segundo o livro, na primeira metade do século XIX, existia um livre-câmbio que beneficiou países que se industrializaram primeiro e tornou a indústria britânica muito mais forte. Então, países como Estados Unidos e Alemanha, na segunda metade do século, adotaram medidas protecionistas, o que possibilitou resistir à competição das mercadorias inglesas e, consequentemente, os dois conseguiram se industrializar. Foi isso realmente ou tem algo de errado?

    Segunda dúvida: depois da Segunda Guerra, o governo passou a proteger a indústria nacional contra a competição dos países industrializados, que não puderam recuperar mercados antes dominados. Então, outros países passaram a investir na indústria brasileira e em outras latino-americanas, pois esses países, com a industrialização, não voltariam a importar artigos que já fabricavam. O protecionismo em questão foi apenas contra a importação de produtos de outros países, não aos seus capitais. Empresas estrangeiras podiam se instalar no Brasil, para produzir aqui aquilo que antes era importado. Foi realmente um tipo de protecionismo que possibilitou que esses países se industrializassem?

    Terceira dúvida: a Teoria das Vantagens Comparativas peca no fato de não levar em consideração as profundas diferenças do grau de desenvolvimento de economias nacionais. Aquelas nações que se industrializaram primeiro "impediam" que outras se industrializassem também, pois eram mais competitivas. Elas dominavam outros países, que na prática eram obrigados a serem meros fornecedores de matéria-prima, pois não conseguiam se desenvolver mais do que isso. A especialização gerou uma relação de explorador-explorado. Por isso, Teoria da Indústria Infante é superior. Essa crítica, de fato, é correta?
  • Leandro  21/04/2012 19:31
    Prezado Lucas, sobre os EUA, você pode ver seu histórico de tarifas aqui. Tenha em mente que, até 1860, mais de 90% das receitas do governo federal americano advinham das tarifas.

    O que ocorreu é que os estados do norte gostavam de protecionismo para dar conforto às suas indústrias. Já os estados do sul defendiam o livre comércio, pois queriam importações baratas. Em 1860, o Congresso aprovou a Morrill Tariff, que elevou enormemente as tarifas sobre importações para proteger as indústrias do norte bem como seus altos salários, prejudicando severamente os estados do sul, que agora tinham de arcar com os altos custos de importação, mas que não tinham como repassar estes altos custos para seus preços, pois vendiam três quartos da sua produção para o mercado mundial. Vestuário, equipamentos agrícolas, maquinários e vários outros itens ficaram extremamente caros de se obter.

    Consequentemente, os estados do sul se rebelaram e quiseram se separar da federação. Aí deu-se origem àquela maravilha que foi a Guerra Civil Americana, com 600.000 mortos.

    Recomendo este texto a respeito, que faz uma ótima compilação destes eventos.

    Quanto à segunda dúvida, é óbvio que se você tem um governo dando todas as garantias de que não haverá concorrência estrangeira, determinados empresários ficarão sim animados a investir ali. Ocorre que, no longo prazo, não haverá renda interna para consumir estes produtos, de modo que eles passam a ser exportados, aumentando ainda mais a felicidade deste empresariado: eles agora vendem para dentro e para fora e nem precisam se preocupar com qualquer concorrência. Quem perde? Toda a população, que fica restrita apenas a produtos nacionais de qualidade baixa (é baixa porque não há concorrência) e sem a mínima liberdade de poder comprar produtos de fora. Vide a nossa indústria até o início do governo Collor, a latrina que era.

    Quanto à terceira dúvida, se tal raciocínio fosse verdadeiro, os países ricos hoje não estariam chorando justamente por estarem perdendo suas indústrias para os países mais pobres em decorrência da globalização. Não apenas a teoria já explicava que era exatamente isso que iria acontecer, como agora a prática se encarregou de comprovar por completo a validade desta teoria.
  • Lucas  22/04/2012 20:16
    Obrigado pelos esclarecimentos.
  • Danilo  21/04/2012 19:45
    Os liberais,os eternos defensores da propriedade privada e da liberdade economica,criticam o Estado pelo seu caráter "autoritário",já que,além de fiscalizar,este atribue,entre outras coisas, sanções e tributos sobre renda e atividades economicas de determinada persona .No entanto,esses mesmos liberais,ao verem suas propriedades privadas em risco de invasão ou tendo dano em suas propriedades, quem eles vao procurar afim de resolver os seus problemas práticos?A resposta é simples e,além disso,um pouco óbvia: o ESTADO.
    O Estado surge ,históricamente,para garantir a propriedade privada.Numa relação intercambial,um proprietário de mercadorias,para obter outra mercadoria,teria que alienar algo que é seu;O outro proprietário,por sua vez,tem que faze o mesmo :alienar algo que é seu,afim de obter algo que nao é seu.Para garantir que tal relação exista e prospere,é necessário a força do Estado.Por isso,o Estado surge para garantir a existência da propriedade privada e para garantir,além disso, o comércio nacional e internacional.
    O Estado,portanto,garante o nucleo do modo de produção capitalista : a propriedade privada.Ao faze-lo,ele garante também a exclusão social e a divisão entre classes.Se abstrairmos o Estado da relação entre os proprietários de mercadorias,veríamos ,nao apenas um clima de "incerteza" para o setor financeiro,um colapso do sistema mercantil nacional e internacional.
    Afinal,ó liberal,como ficaria vosso carro,se um individuo o danificasse(seja por imprudência ou dolo)?Quem iria obrigar o sujeito causador do dano a lhe pagar a quantia devida?Seria o mercado?Seria o banco?
    Além disso,numa hipótese de ausência total do Estado e extrema liberdade economica,quem lhe garantiria a propriedade, se milhares de nao proprietários viessem e a tomassem?
    Numa outra hipótese,se realizado determinado financiamento numa instituição de crédito e fixado um valor fixo mensal de juros,a quem recorrer se tal instituição começar a lhe cobrar juros exorbitantes?Por outro lado,se nao ocorrer nenhuma modificação no objeto da obrigação,o mutuário recusa-se a cumprir com sua obrigação perante a instituição de crédito,como faria esta para retirar os bens daquele sem uma força coercitiva?
    Os liberais sacanas poderiam responder-me o seguinte: "Ora,quem irá realizar todo o "serviço sujo" da função estatal seria a justiça privada"!Ou seja,o poder coercitivo(a força) estaria numa instituição PRIVADA- sem distinção.O que acontece quando o poder político cai nas maos do poder economico?Tirania!
    Seria bizarro ver grandes empresas bancárias criando suas próprias justiças,ou seja,criando os seus próprios meios coercitivos,a fim de realizar os seus próprios interesses privados.Além disso,seria mais bizarro ainda viver num sistema em que,para se obter justiça,teriamos que ter renda suficiênte para comprar o serviço de um orgão privado e ,ainda,esperar que esta seguisse o princípio da imparcialidade- risos.
    Como em qualquer mercado,a regra que vale é que "quem pagar mais ,leva",a hipotese de justiça privada é ,em si,insustentável.Seria impossivel condenar as grandes empresas,já que detém o maior poder economico,além de poderem,inclusive,obter os seus próprios meios coertivos.
    No fim,como é evidente,é descabido a hipotese de ocorrer um mercado sem Estado.Na realidade,a próprio capitalismo depende do Estado para existir enquanto tal.Na hipótese da inexistência deste, haveria um estado de extrema selvageria,o que impossibilitaria a existência ,inclusive, do próprio mercado.Por isso,os liberais,ao negarem o Estado,negam a própria liberdade economica, a qual tanto defendem.
    No entanto,tenho ciencia do porque os liberais colocam no Estado a culpa de qualquer desastre economico e social.Na medida que as contradições inerentes ao sistema produtivo capitalista vao se tornando mais evidentes,os liberais buscam um bode espiatório,que é o Estado.O Estado,portanto,é uma tentativa dos liberais de desviarem os problemas estruturais do próprio sistema economico capitalista,mas,ao fazerem isso,entram em contradição consigo mesmos.
    Como já fora exposto em alguns poucos exemplos,o Estado é a condição de existência da manutenção das relações produtivas capitalistas.Se abstrairmos o Estado,a livre concorrência e a liberdade economica desaparecem.Nesse sentido,os defensores da liberdade economica ao defenderem a total inexistência do Estado,acabam defendendo,inevitávelmente, o desaparecimento da própria liberdade economica.
    Diante do exposto,nao faz sentido falar liberdade economica,no sentido de "Laissez-faire",se nao houver Estado;ao mesmo tempo,nao faz sentido falar da existência do sistema economico "Laissez-faire" sobre a existência do Estado,que é,em si e para si,interventor.Por isso,a teoria liberal é,em si,insustentável,contraditória e irrealizável na realidade concreta.
    Como é evidente,o que escrevo é uma resposta a nao só apenas o artigo em questão como ,também,a toda teoria e ideologia liberal.É a sintese.

  • Luis Almeida  22/04/2012 21:42
    "Como é evidente,o que escrevo é uma resposta a nao só apenas o artigo em questão como ,também,a toda teoria e ideologia liberal.É a sintese."

    Retiro o que havia dito em outro comentário sobre o prêmio "Encontre um esquerdista com cérebro". O Danilo indiscutivelmente tem o talento para a stand-up comedy. É praticamente um Ricky Gervais. (Quando alguém tiver a paciência de ler o que ele escreveu -- e, principalmente, se entender o idioma --, favor ter a caridade de traduzir).
  • Paulo Sergio  23/04/2012 02:54
    'Além disso,numa hipótese de ausência total do Estado e extrema liberdade economica,quem lhe garantiria a propriedade, se milhares de nao proprietários viessem e a tomassem?'

    Na hipótese da presença de estado, quem lhe garantiria a propriedade, se um outro estado não proprietário viesse e a tomasse?

    'Seria bizarro ver grandes empresas bancárias criando suas próprias justiças,ou seja,criando os seus próprios meios coercitivos'

    Se é coercitivo então não é privado.Ela pode inventar o que for, eu só faço negócio com ela se quiser.E com a fama que os bancos tem entre os libertários, duvido que esse negócio fosse pra frente

    'seria mais bizarro ainda viver num sistema em que,para se obter justiça,teriamos que ter renda suficiênte para comprar o serviço de um orgão privado e ,ainda,esperar que esta seguisse o princípio da imparcialidade- risos.'

    Mas já é assim.A justiça americana é mais eficiente que a brasileira, pra eu ser julgado por ela preciso ter muito dinheiro pra abrir uma empresa lá e dar emprego pra uns cinco americanos, todo país tem as suas exigências pra conceder cidadania, tirando a lorota de 'patria', etc, vc pode ver isso como o preço que vc paga pra ser cliente daquele serviço de justiça

    'Seria impossivel condenar as grandes empresas,já que detém o maior poder economico'

    Mas a idéia de competição é justamente pra isso.Se uma JP for ineficiente e não condenar quem merece, vai perder credibilidde, vai perder clientes e falir.
    Ninguém é obrigado a ficar debaixo dela.


  • Leninmarquisson da Silva  24/04/2012 08:58
    Você já viu como era a justiça no passado?

    Ambas as partes conflitantes eram julgadas por alguém em que Ambas confiavam/concordavam em ter como juíz, como por exemplo, toda tribo ou vila tinha lá um ancião ao qual confiavam os julgamentos.

    Ou seja, enquanto Ambas as partes não concordarem com quem seria o juíz, não havia julgamento

    "Seria bizarro ver grandes empresas bancárias criando suas próprias justiças,ou seja,criando os seus próprios meios coercitivos,a fim de realizar os seus próprios interesses privados.Além disso,seria mais bizarro ainda viver num sistema em que,para se obter justiça,teriamos que ter renda suficiênte para comprar o serviço de um orgão privado e ,ainda,esperar que esta seguisse o princípio da imparcialidade- risos."

    Bizarro é ter essas mesmas grandes empresas usando de seu poder econômico para influenciar o Estado, usá-lo para seus propósitos coercivos, e ainda o "contribuinte" ter que pagar por tudo isso, tal qual ocorre atualmente.
    Ou você acha que foi a população brasileira, não as montadoras ineficientes nacionais, que IMPOS o aumento do IPI dos carros importados, recentemente?

    Mais bizarro ainda seria viver num sistema em que se paga obrigatoriamente por um serviço, sem ter outras opções, e independente se vá utilizá-lo ou não.
    E ainda esperar seriedade de um orgão que, independente do resultado, não perderá dinheiro para os concorrentes porque simplesmente eles não existem e a o dinheiro está garantido, através da coerção (impostos).

    Sua mente limitada e seu duplipensar esquerdistas lhe impedem de perceber que é esse sistema de justiça Estatal que faz EXATAMENTE aquilo que você acusou o de justiça privada de fazer: beneficiar aqueles que têm mais poder econômico; no caso grandes empresas com fortes conexões políticas e a própria classe política.

    Quando você processa o Estado, quem o julga? Ele mesmo. Com base em que leis? com as leis que ele mesmo criou, para benefício próprio e de seus amigos; os desejos do povo, como porte de armas e proibição do aborto são ignorados.
    Você tem outras opções para validar o contrato? NÃO, pois o Estado detém o monopólio de toda a justiça, inclusive da validação de contratos. COM O ESTADO, NINGUÉM TEM ESCOLHA

    Num sistema privado de justiça, há escolhas. E se o serviço é justiça, as empresas que não oferecerem esse serviço direito irão à falência, igual a qualquer empreendimento que não atende às necessidades de seus clientes em um livre mercado, lembrando que ambas as partes seriam livres para concordar com o juíz, diferente do sistema estatal onde o juíz é escolhido pelos burocratas do Estado
  • Sir Income  22/04/2012 08:08
    Nesta época do ano ainda temos que declarar o Imposto de Renda. Um documento que retira toda a privacidade do cidadão. Não me conformo em ter minha vida totalmente vasculhada por burocratas. Como acabar com isso? Com certeza absoluto, a maioria da população é contra este documento. Mas como mudar algo que é estabelecido pelos próprios beneficiados?
  • Apoc  24/04/2012 10:08
    A derrama era devido ao tributo do quinto (20% de imposto).\r
    Hoje o Brasil pratica 2 quintos (40 % carga tributária).
  • Hugo Dhers  28/04/2012 18:47
    Excelente texto! Parabéns à equipe do IMB, com sua escrita notável e agradável que nos conduz, de forma lógica, às conclusões morais mais sensatas, o Estado não é, senão uma gangue de criminosos.

    O texto é bastante bacana, ele reflete uma realidade que é aquela explicada por Hoppe no clássico Democracia: o deus que falhou. Ora, se Tiradentes e os eventos da inconfidência mineira se deram pelo fisco de 20% da produção, por que hoje em que a carga tributária alça os patamares dos 40% não se observa a menor indignação popular( me refiro aqui aos desprovidos de sensatez e pouco instruídos)? A democracia não faz senão entorpecer os movimentos anti-governo.

    Ademais, pode haver alguém que diga que antigamente nada era provido pela coroa portuguesa, quando hoje em contrapartida temos um governo que garante saúde, educação, crédito subsidiado, moradia, etc. Há neste ponto uma falha lógica, hoje em dia não se tem educação de qualidade, saúde de qualidade, ou qualquer outro gênero de serviço provido pelo governo que se diga de qualidade: por vezes pagamos para o setor privado nos oferecer esses serviços por conta da incapacidade do setor público. Mas nessa questão voltamos à velha discussão cuja conclusão mais sensata e provada pela lógica econômica é: não existe milagre dos pães atrás da cortina do Estado - multiplicar dinheiro (que é apenas um meio de troca) não multiplica bens e serviços.
  • Dam Herzog  21/04/2014 12:38
    Qualquer indivíduo é dono do fruto de seu trabalho. Para começar proponho extinção do imposto de renda, que é mais injusto ainda por ser progressivo. Liberdade ainda que tardia. Fora Dilma, fora o PT (partido totalitário). Imitemos um pouco a Nova Zelãndia para diminuir nosso sofrimento e desperdício. Viva o Mises Brasil na defesa eterna da Liberdade.
  • Rafael Isaacs  21/04/2014 13:50
    O problema nem é tanto o estado, mas a classe burguesa parasita e os EUA principalmente hoje em dia.
  • Ali Baba  22/04/2015 10:31
    @Rafael Isaacs 21/04/2014 13:50:07

    O problema nem é tanto o estado, mas a classe burguesa parasita e os EUA principalmente hoje em dia.

    Tchau, tchau, MAVizinho de merda.
  • Dom Comerciante  21/04/2014 15:18
    Uma data para se homenagear Tirandentes, mas não podemos nos esquecer da população massacrada em canudos um século atrás. Massacrados apenas porque construíram sua própria cidade-estado.
  • Arthur Gomes  21/04/2014 16:35
    No Brasil o imposto de renda é uma vergonha. Caso algum candidato a presidenta disser bem claro que irá reajustar a tabela do imposto, deixando a maior parte dos assalariados fora da tributação ele ganha a eleição, mas infelizmente falta coragem aos candidatos.
    Pagar imposto de renda no Brasil é um assalto; hoje pagamos 40% de imposto. Portugal ficava com 20%, vamos voltar a ser colônia de Portugal iremos estar melhor.
  • Emerson Luis, um Psicologo  21/04/2014 18:25

    É interessante termos um herói liberal no Brasil. Mas ele provavelmente tinha cabelo curto e barba feita, pois era militar; essa imagem popular foi criada de propósito para parecer Jesus.

    * * *
  • Renato Souza  22/04/2014 03:48
    Os cabelos longos e barba provavelmente se devem ao tempo que passou preso. De qualquer forma, naquele tempo militares podiam usar cabelos longos e barba.
  • Emerson Luis, um Psicologo  22/04/2014 14:56

    Concordo com você, faz sentido. Mas os desenhistas dos livros escolares o desenham de forma muito parecida com a imagem típica de Jesus. Não é mera coincidência: "Ele morreu para nos libertar". É uma mensagem subliminar.

    * * *
  • anônimo  22/04/2015 10:18
    E você como psicólogo acredita em mensagem subliminar?
  • Emerson Luis  27/04/2016 13:39

    Depende do que se quer dizer com "mensagem subliminar".

    Se a referência é a mensagens ultrarrápidas em um filme para as pessoas comprarem determinado produto, essa tese já foi refutada. Além disso, muitos falam de "mensagem subliminar" quando o termo mais exato seria "mensagem subentendida" ou outro termo. Porém, é possível que pessoas sejam influenciadas sem perceberem conscientemente.

    "...se um estímulo subliminar, portanto indetectável, é detectado pelo observador (ainda que inconscientemente) ele deixa de ser classificado como subliminar. Ou seja, qualquer efeito atribuído a um estímulo subliminar torna-se impossível por definição.

    De fato esta foi a definição utilizada pelos primeiros estudiosos que estudaram o tema no final do século XIX. Porém, os psicólogos sabem hoje que a percepção de um estímulo (isto é, ver algo e saber que viu) depende de fatores psicológicos e sociais tanto quanto de fatores fisiológicos. Alguém pode ver alguma coisa e simplesmente não se sentir confiante o suficiente de ter visto. Assim, em vez de uma linha separando o que está abaixo do limiar de percepção do que está acima, os psicólogos falam em uma faixa de percepção: acima do limite superior, chamado de limiar subjetivo, as pessoas são capazes de notar claramente um estímulo; abaixo do limite inferior, chamado de limiar objetivo estão os estímulos que não podem ser percebidos de maneira nenhuma; abaixo do limiar subjetivo, mas acima do limiar objetivo as pessoas percebem os estímulos mas pensam que não perceberam. Com isso, um estímulo subliminar passa a ser considerado um estímulo percebido, mas não reportado.

    A maioria dos sites sobre o assunto não só misturam todos os tipos de mensagens subliminares (subjetivas e objetivas, visuais e auditivas), atribuindo a todas elas poderes fantásticos de persuasão, como ainda acrescentam inúmeras coisas que não tem absolutamente nada de subliminar."

    "...não existe uma linha demarcando o que é subliminar do que não é. Em vez disso, há uma faixa entre o chamado limiar subjetivo e o limiar objetivo; dentro desta faixa um estímulo é percebido, mas sem que o observador tenha consciência dele. Acima do limite subjetivo o estímulo é percebido conscientemente pelo observador, sendo chamado de supraliminar. Já abaixo do limite objetivo não há nenhum traço de percepção."

    Mensagem Subliminar

    * * *
  • Alguem  21/04/2014 20:45
    Quem delatou Tiradentes aos portugueses? Joaquim Silvério dos Reis
    --------------
    é interessante, porque ninguém lembra deste nome, ninguém faz homenagens a este homem, não há o dia de comemorar a denuncia de Joaquim Silvério dos Reis.

    Isso nos faz pensar, o que fica para história, certamente na hora Joaquim silvério não imaginaria que tiradentes seria eternizado por lutar contra o governo local. Era comodo para ele estar ao lado do governo..assim como é comodo agora para os funcionário públicos.
  • Marco Antunes  21/04/2014 23:08
    Após algumas semanas lendo artigos deste site, segue o que me senti obrigado a postar hoje no Face:

    Meu filho me perguntou hoje por que era feriado (21 de Abril). Como eu mal lembrava do nome completo de Tiradentes fui pesquisar no pai-dos-burros digital (Wikipedia).
    Lendo um pouco da história não pude deixar de constatar que a história realmente se repete de forma ESPANTOSA!

    Resumindo é o seguinte: Há alguns anos, homens se levantaram contra a carga tributária perversa imposta à força pela metrópole distante (qualquer semelhança com os dias atuais é mera coincidência!)

    Tudo começou com a má administração "estatal" da Coroa Portuguesa na produção de ouro (lembra a Petrobrás?)

    Com o declínio da produção a Coroa portuguesa intensificou o controle fiscal sobre a sua colônia na América do Sul (onde já vi isso?)

    ...dificultando (chegando mesmo a proibir!) o desenvolvimento da indústria local e aumentando os impostos dos produtos importados! (MEU DEUS! Devia ser o Tataravô do Mantega!!!)

    Aquela revolução utilizou como símbolo em sua bandeira a frase: "LIBERTAS QUÆ SERA TAMEN" ("Liberdade ainda que tardia")
    Então ficou claro! No próximo dia 5 de Outubro (mesmo sendo tarde já) vamos fazer uma nova revolução e votar em partidos que DIMINUAM O PESO DO ESTADO para que seja possível o aumento de concorrência (realmente) privada que é a única forma de termos melhores (e mais baratos) serviços! (Compartilhe essa ideia!)

    Post original:
    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=849366771746385&set=a.191043744245361.55011.100000192113757&type=1&stream_ref=10

    Parabéns a todos do Instituto Mises! Conteúdo e didática nota 10!
  • anônimo  22/04/2014 10:27
    É, vamos chegar pra quem pisa na gente e pedir pra eles pisarem menos, quem sabe ele fique comovido né?
    O Seasteading é a única solução. QUEM É JHON GALT?
  • Jeferson  29/04/2014 14:20
    Me avisa se você conhecer algum partido que defenda a redução do estado como bandeira, que eu até penso em votar...
  • Anônimo  22/04/2014 12:08
    Enquanto isso, Maduro anda tendo aulas de 'mimimi' com o T. Filósofo:

    g1.globo.com/mundo/noticia/2014/04/maduro-diz-que-alvo-principal-de-seu-2-ano-de-mandato-sera-economia.html

    E o Vermelho.org jura que é tudo conspiração dos EUA (possivelmente contra o papel higiênico venezuelano?) para um golpe de estado.
  • Dw  22/04/2014 13:34
    Pois é, ouvi semana passada uma entrevista com o candidato Aécio Neves, onde o mesmo afirmou que atualmente é muito difícil administrar o Brasil, devido a quantidade absurda de ministérios, onde o mesmo complementou que devemos reduzir a quantidade atual pela metade.
    Agora falar é uma coisa, fazer é outra, de qualquer forma, qualquer um que falar/promover a diminuição do inchaço estatal já é um progresso para a sociedade.
  • Occam's Razor  22/04/2014 15:03
    Qualquer um que reduzir a quantidade de ministérios será massacrado pelos mídia, militantes e intelectuais esquerdistas.
  • Artur Fernando Kennis  22/04/2014 20:20
    Prezados, aqui está minha contribuição ao tema.

    Analisando a história civilizatória, em qualquer parte do globo, percebemos a presença de tributos/impostos, no processo de construção das civilizações modernas. Quando JUSTOS e BEM EMPREGADOS/INVESTIDOS, os tributos servem ao propósito de organizar a sociedade, conferindo-lhe solidez, estabilidade, institucionalidade, justiça social e econômica, através de leis que contemplem a mediação justa e imparcial. Por isso, não sou contra os tributos em si, mas sim, contra os espoliadores da coisa pública, que insistem em se apossar do poder institucional constituído, e assim, privatizando a coisa pública, em detrimento da maioria, para benefício da minoria a que pertencem. Para tanto, solapam a estrutura produtiva, a saber, educação, segurança e saúde, que deixam a população em geral, focada nos problemas emergenciais de saúde e segurança, e sem condições de exercerem a crítica da razão, pela falta de capacidade de análise conjuntural. São quase sempre governos de cunho populista, com tendências liberticidas (eufemismo para DITADURA), que desejam se perpetuar no poder, não por acharem que são a solução "mágica" para os problemas que assolam a população, essa é a propaganda deles, mas antes sim, para se locupletarem, encherem as burras, numa ação francamente pecuniária. Percebem alguma similaridade no ar? Já viram isso acontecendo em algum lugar? Soa-lhes estranha a situação descrita? Finalizando e repetindo em síntese: O problema não está nos TRIBUTOS, mas sim, naqueles que os administram!
  • Artur Fernando Kennis  22/04/2014 21:51
    Completarei minha contribuição, fazendo uma pequena análise do texto, no qual percebo, não sei se intencionalmente, uma verve Anarquista, da qual discordo. Talvez tal fato se dê, pela falta de interligações contextuais, mas duvido, pois as referências aqui anotadas, são muito claras e diretas, tomando o estado moderno, como um mal em si, através da cobrança de tributos. Há de se entender, como afirmei anteriormente, que sem tributos não há estado , e sem estado (moderno e justo ou vá lá, bem administrado), não há sociedade como a conhecemos, caso contrário, já teriam postulado teorias, que se provariam na prática, que ofereceriam alternativa ao que atualmente dispomos. Até o 6o prágrafo, o texto versa sobre nosso país, e não discordo uma única vírgula dele. Já no 7o há a primeira nota de dissonância, quando se faz referência a criação do estado, e aqui não se fala no estado brasileiro, mas sim da instituição ESTADO...no 8o, aqui na íntegra - "A principal lição é a de que o estado não tolera pessoas que se recusam a abrir mão dos frutos de seu esforço, ao mesmo tempo em que ele sabe recompensar muito bem aquelas que o auxiliam a espoliar e destruir esses rebeldes." - deveria-se fazer uma referência ao estado, como sendo o estado BRASILEIRO, para ficar bem claro o contexto. Como se fala em estado genérico, está-se generalizando a forma de estado que cobra tributos, e não há estado sem tributos, a não ser, por algum período limitado no tempo e espaço, o caso de oligarquias com grandes riquezas sob sua vontade. Continuando...no 9o, encontramos - "Como consequência direta, deduz-se que a tributação, de qualquer tipo, nada mais é do que um roubo, puro e simples. Afinal, o que é um roubo? Roubo é quando você confisca a propriedade de um indivíduo por meio da violência ou da ameaça de violência — o que significa, obviamente, que o esbulho é feito sem o consentimento da vítima." Aqui, a afirmação ..."deduz-se que a tributação, de QUALQUER TIPO, nada mais é DO QUE UM ROUBO, puro e simples"...não faz menção novamente ao nosso país, mas somente à ação estatal de cobrança de tributos, sejam eles por que motivo se derem. E assim segue pelo texto, nos chamando à lógica do autor, até completar com essa pérola do 13o: "Por conseguinte, você também não terá dificuldade alguma em concluir que qualquer organização governamental, que inevitavelmente vive do esbulho alheio, é "uma gangue de ladrões em larga escala", como disse Murray Rothbard, e que, exatamente por isso, merece ser tratada — moral e filosoficamente — como um simples bando de meros rufiões, parasitas imerecedores de qualquer reverência, deferência ou mesmo do mais mínimo respeito.". Pois bem, aqui, pelo autor, poderemos esgarçar o tecido social, mantido pelos estados competentes na utilização/administração dos tributos, já que esse arranjo teria como único propósito, roubar de todos os envolvidos no processo criativo-produtivo. Aqui entra a minha crítica à razão, em que afirmo que sem estado não há sociedade moderna, mais ainda, que o estado é um servidor-representante da sociedade, a quem deve preservar, conservando os plenos direitos sociais, políticos e econômicos, que no final motorizam a capacidade produtiva dessa mesma sociedade....sua vez de comentar...
  • Marcos  29/04/2014 13:01
    Tiradentes é mesmo um grande ícone. Infelizmente, não concordo com o tom radical anarcocapitalista do texto, apelando inclusive a idéia marxista de exploração ("luta de classes"), apenas trocando os explorados e exploradores.

    Essa tradição socialista focada no discurso de exploração criou tragédias terríveis. Não acredito que simplesmente trocando os atores "aí sim" o discurso vai parar de criá-las.

    É necessário um discurso diferente, com foco na liberdade e na limitação do poder estatal, mas sem esse discurso radical de "todo imposto é roubo", rechaçado pelo próprio Mises. Do modo que está configurado no Brasil de fato é roubo. Mas há outros arranjos em que isso pode ser pra lá de discutível.

    Mais importante do que atingir utopias é lutarmos contra a distopia bolivariana-gramsciana em que estamos vivendo. Se estivéssemos mais próximos a outros países que ainda respeitam minimamente o indivíduo já teríamos feito um avanço gigantesco. E isso se atinge através da união de todos que sejam favoráveis a limitação de poder estatal, e não acusando liberais clássicos, minarquistas e conservadores de serem "a mesma coisa que os comunistas".
  • Magno  29/04/2014 13:20
    A verdadeira luta de classes (estado versus trabalhadores sem conexões políticas), que aliás é a única luta que existe, foi exaustivamente explicada neste artigo. Leia para entender.

    Longe de ser uma "tradição socialista focada no discurso de exploração", tal descrição é a única que explica realmente a atual divisão de poderes no mundo.

    No que mais, se você mesmo admite que, no Brasil, imposto é roubo, então não faz sentido pedir moderação no discurso. Talvez faça até algum sentido pedir moderação a, por exemplo, um suíço, mas não a um brasileiro.
  • Marcos  29/04/2014 15:31
    Eu já conhecia este artigo. Nele, Hoppe se aproxima de um caminho muito perigoso. As discussões nos comentários do artigo já abordam muitas das críticas que eu também compartilho.

    E sim, há uma aproximação do discurso de exploração, que é o responsável direto por muitas revoluções sangrentas. Sejam os culpados os burgueses, os judeus ou mesmo os adeptos de alguma religião, o resultado é sempre o mesmo. Seguindo por esse caminho, ninguém poderá garantir que no futuro os libertários não estarão fuzilando funcionários públicos. Parece radical? Certamente é, mas é o simples resultado da radicalização dessa tradição.

    Seja através do contrato social, da aplicação de valores tradicionais ou mesmo do utilitarismo, os liberais possuem caminhos bem menos perigosos do que o discurso de exploração. Não digo que não haja exploração, mas ela sempre deve ser entendida dentro de um contexto claro e concreto. Por exemplo: um deputado que vota aumento de impostos, nada faz pela população e recebe um alto salário e centenas de outros auxílios extras certamente é um explorador. Agora, a faxineira de uma repartição pública de uma cidadezinha de interior dificilmente poderia ser considerada como tal.

    A moderação no discurso tem dois propósitos. O primeiro é facilitar a união com grupos que tem como consenso a forte diminuição do controle estatal na vida das pessoas. Não se pode falar de união quando alguém diz que liberais não anarcocapitalistas e conservadores são apenas socialistas enrustidos e também devem ser combatidos. O segundo é evitar a exploração de pontos fracos por parte da esquerda. Eles podem facilmente acusar os liberais de procurarem o caos, acabando completamente com o estado e com serviços públicos vistos como primordiais, como segurança e a justiça. E, a bem da verdade, seria impossível mesmo acabar com eles em um primeiro momento, mesmo considerando a teoria anarcocapitalista como possível e correta seria necessário um processo gradual. Como compatibilizar isso com a idéia de que impostos são um roubo e que os funcionários públicos são exploradores, quando mesmo seria impossível implementar um sistema anarcocapitalista de forma imediata? Essa contradição afasta quem se ressente da esquerda por ser radical e tendente a adotar medidas demasiadamente rápidas e profundas, sem a devida prudência.
  • David  21/04/2015 14:35
    Quem gosta de pagar impostos ????

    Tiradentes só é lembrado até hoje porque foi Maçom. A grande verdade é essa.

    Incrível como o mercado não misturou uma "coisa comercial" para colar nesse feriado e ampliar as vendas assim como faz com o Natal e dia de nossa senhora Aparecida.

    abraços

  • Luiz  21/04/2015 15:16
    Ou seja, segundo você próprio, a maçonaria criou um mito mas se esqueceu de faturar financeiramente em cima dele. E logo a maçonaria!

    Isso não pode ser sério...
  • David  21/04/2015 18:07
    Amigo Leonardo Matheus,

    Qro dizer que a Maçonaria quer confundir os cristãos e colocar datas comerciais em seus feriados.

    Mas no feriado Maçom não. Temos que lembrar a história de luta do Maçom José da Silva. Mas o grande público fica proibido saber que ele é foi um Maçom lutando pelos ideais maçons...

  • Leonardo Matheus  21/04/2015 15:00
    Eu nunca entendi muito bem essa questão, meu professor de História diz que Tiradentes foi criado pela Elite na necessidade de haver um herói nacional
  • Luciano  21/04/2015 15:11
    Se realmente fosse verdade que a "elite" criou um herói secessionista e anti-impostos, isso apenas mostra que de fato já tivemos uma elite culta nesse país.
  • Crocce  21/04/2015 16:42
    Um dia bem distante, agora temos uma elite manipuladora pelo facebook e whatsapp...
  • David  21/04/2015 18:13
    Amigo Leandro Mateus,

    Essa elite não era mais cristã apostólica romana, tinha influencias Maçons.
    A maçonaria tinha o objetivo de acabar com as Realizas, acabar com essa de Sangue Real.

    Já ouviu falar em Copa libertadores da América ? Onde o São Paulo é tricampeão.

    Esse nome faz referencias aos Maçons Simon Bolivar e San Martin que "Libertaram" a America do su da Coroa Espanhola.

    Ai você põe na conta da Maçonaria os milhões de mortes na Primeira Guerra mundial, cujo objetivo foi destronar todos os Reis, Impérios, Califados etc etc... Milhões morreram por um ideal Maçom.

    Portanto, não se deixe enganar.
  • Adelson Paulo  22/04/2015 12:17
    A própria imagem de Tiradentes, barbudo e com túnicas brancas, foi criada para se assemelhar à imagem de Jesus Cristo.
  • Gabriela  21/04/2015 15:22
    Muito bom texto, pessoal do IMB!

    Graças a vocês a ideia de entrar no serviço público em minha área profissional (onde eu ganharia rios de dinheiro) já foi abolida de minha mente. No privado, aqui em Brasília, não receberia nem 1/5 do salário de lá trabalhando em uma carga horária maior. Mas prefiro isso a ter problemas com minha consciência o resto da vida.

    Mas há ainda possibilidade de no futuro próximo eu ter minha empresa. Aí sim.

    Abraços
  • Marcio Tavares  21/04/2015 15:23
    O texto está bom, mas algumas partes (a seguir) estão ambíguas, dando chance pra imbecis esquerdistas distorcerem as coisas:

    "Quem delatou Tiradentes aos portugueses? Joaquim Silvério dos Reis, um fazendeiro e proprietário de minas que, devido aos altos impostos cobrados pela Coroa Portuguesa, estava falida.

    Qual foi seu prêmio por essa delação? O perdão dessa dívida de impostos. E mais: o cargo público de tesoureiro, uma mansão, uma pensão vitalícia, o título de fidalgo da Casa Real e a "honra" de ser recebido pelo príncipe regente Dom João em Lisboa.

    Ou seja, o episódio da Inconfidência Mineira é apenas mais um exemplo da única e genuína luta de classes que existe no Brasil, criada pelo estado: pagadores de impostos versus recebedores de impostos. Ela nos dá uma chance de refletir sobre a natureza dos impostos e do próprio estado."
  • Guilherme  21/04/2015 21:10
    Prezado Márcio, desculpe-me, mas não consegui pescar qual seria a ambiguidade nessa passagem.
  • PedroF  21/04/2015 17:43
    Como há um outro Pedro escrevendo com frequência, doravante utilizarei o nome PedroF para não gerar confusão de identidade. Isto posto, vamos ao tema que interessa. Gostaria, Leandro, que o Instituto produzisse, a muitas mão se necessário, um documento analisando o assombroso crescimento chinês por décadas a fio, que poderá colocar a China no topo das nações. O caminho trilhado pela China, que não é mais o do comunismo, parece contrariar o âmago do pensamento da Escola Austríaca. É um misto de keynesianismo e forte intervenção estatal. Todavia, não parece aquele tipo de crescimento provocado, que, após algum tempo, explode como uma bolha. Não, absolutamente,não. A coisa se protrai por quase 40 anos! A China praticamente saiu do nada para o tudo. Mesmo que o seu crescimento caia para algo em torno de 7.5 a 5% ao ano, a perdurar o rítimo, a coisa assumirá dimensões nunca vistas, principalmente quando se leva em conta que a Europa abdicou de crescer e os Estados Unidos não conseguem sustentar altas taxas por muito tempo, também devido a políticas insustentáveis, agora com o gravamen de uma grande dívida pública, dantes inexistente. Acredito que o Instituto nos deve uma análise dessa.
    Um abraço.
  • Magno  21/04/2015 20:55
    Acho que você desconhece a história da China.

    Durante séculos -- aliás, por milênios -- a China foi a maior potência do mundo. Foi nesse contexto que suas dinastias surgiram.

    Aí veio o comunismo e, em menos de 30 anos, destruiu tudo. Transformou uma potência em um país de canibais. (Sim, as pessoas literalmente tinham de consumir umas às outras para sobreviver).

    Aí, em 1978, Deng Xiaoping voltou a liberalizar a economia, e o crescimento veio que como por gravidade.

    E esse é justamente o ponto: a China tem 1 bilhão e 400 milhões de pessoas. Os EUA têm 316 milhões, apenas 22% da população chinesa.

    Em um cenário desses, com esse exército de pessoas produzindo, era para a China ser, há muito tempo, a economia mais pujante da galáxia. No entanto, ainda não conseguiu superar os EUA, que têm apenas 22% da população chinesa. Isso é vergonhoso.

    No que mais, a renda per capita chinesa é pior que a do Brasil, e eu desconheço pessoas que querem sair de seus países para ir viver na China. Isso mostra que a China, ao contrário do que você dá a entender, está longe de ser uma economia invejável.

    A China cresce muito? Ora, é claro que tem de crescer. O país era a maior potência mundial e se destruiu em menos de 40 anos de comunismo. E aí voltou a liberalizar o mercado. Neste cenário, partindo de uma base extremamente baixa e com um exército de 1,4 bilhão de pessoas, o crescimento econômico vem como que por gravidade. Isso é matemática pura e simples.

    Quando a renda per capita da China se aproximar da americana, algo que não deve acontecer neste século, aí sim podemos começar a prestar alguma atenção no modelo econômico chinês. Até o momento, ele não desperta inveja nenhuma.
  • Anti boquinhas  22/04/2015 03:54
    Magno, esse seu comentário e um dos melhores que eu li nesse site. Parabens
  • Ricardo  22/04/2015 12:41
    Pedro, você foi ao cerne da questão: é a poupança. A China cresce muito por causa da poupança de sua população. A China cresce muito porque sua população é poupadora.

    Há vários artigos neste site explicando a importância da poupança para o crescimento econômico. Cito alguns:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=487
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=401
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=180
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1457

    E por que os chineses poupam muito? Há vários fatores, mas um deles é crucial: lá, não há previdência pública. O trabalhador chinês sabe que, se ele não poupar para sua aposentadoria, ele não se aposentará e ninguém cuidará dele. Simples assim.

    Quer que o Brasil copie a China? Então comece defendendo o fim do INSS. Aí eu quero ver.
  • Dam Herzog  21/04/2015 19:01
    Tiradentes se fosse vivo e como achava que imposto é roubo,poderia liderar o movimento de ruas de outra maneira e talvez da pensando assim:
    O foco do movimento das ruas deveria ser consistente e não errático sem foco. O que no atual modelo estatal, que não podemos mudar talvez nas nossas vidas, deveria ter é o foco na liberdade econômica, mesmo dentro do estado atual. Para isso deveríamos seguir no foco libertário ou seja: 1) Desestatizar todas as empresas estatais, a começar pela Petrobrás, bancos estatais, reservas florestais públicas estatais, o subsolo pertencerá ao proprietário da terra, rios e lagos, tudo que pertencer a união estados e municípios, até os jardins praças e ruas serão desestatizados. Com a venda de tudo isto dará para pagar a divida pública. 2) Desestatização das escolas que seriam vendidas, os professores poderiam formar grupos para oferecer o ensino que os pais desejassem. 3) Desestatização da justiça, os juízes ofereceriam seus tribunais privados que competiriam entre si para concretizar o ideal que "a justiça é cega" na função particular de árbitros do estatuto daquela área. A área seria um condomínio 4) Os prédios do INSS seriam vendidos e seus servidores e outros servidores públicos receberiam um ano de salário sem trabalharem e os aposentados uma quantia equivalente de recebimento antecipado de toda a sua aposentadoria. 4) As empresas de energia seriam vendidas assim como seus bens. 5) Haveria dissolução dos Estados, somente existiriam cidades e condomínios para gerir uma certa área. A justiça paga julgaria os atos criminosos locais. A justiça teria competição e haveria apelação caso um tribunal particular não satisfizesse as partes, para outro tribunal. Acabaria o almoço grátis. Haveria instituições particulares que cuidariam dos pobres e carentes. Cada condomínio teria leis próprias. A federação seria ampla e irrestrita. Quem quisesse fazer parte de um condomínio teria de concordar com seu estatuto particular. Os movimentos de rua querem apenas trocar a gangue por outra gangue exploradora. Assistam os vídeos A cadeia da obediência e O Pequeno Ponto links abaixo. Só que o Pequeno Ponto deveria terminar não como termina: aquele que diz sim, e terminar como Aqueles que dizem Não, todos os pontos destruindo o pequeno ponto.. Os links são:
    1) A cadeia da obediência (desobediência) https://www.youtube.com/watch?v=rTiFHmQ6VUI
    2) O Pequeno Ponto:https://www.youtube.com/watch?v=TqLyrpEuoCM
    3) Tiradentes aquele que disse não até a morte.
  • Jardel  21/04/2015 19:14
    Prezados,

    gostaria de indicações de livros sobre história mundial e do Brasil sob a ótica libertária/ liberal, isto é, livros didáticos sem o viés ideológico que encontramos nos livros utilizados nas escolas e universidades. Procuro ler artigos do site mas procuro por algo encadeado, ordenado cronologicamente.

    Agradeço desde já pelos autores do site e demais leitores que enriquecem os artigos com comentários.
  • Karl  21/04/2015 21:16
    Livros sobre história brasileira sob uma ótica libertária?! Impossível. Aliás, é impossível até mesmo encontrar livros sobre história que sejam neutros, quanto mais libertários.

    No máximo, você encontra a trilogia do Leandro Narloch:

    O Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil

    O Guia Politicamente Incorreto da História da América Latina

    O Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo

    A Academia não os reconhece como livros de história, mas são melhores do que todas as bobagens de Caio Prado que você lerá na faculdade.
  • Jardel  26/04/2015 11:22
    Karl, obrigado pelas indicações, mas a coleção do Narloch eu já tenho.
    O que eu busco é, pelo menos, algum livro de história neutro.
    Sempre que peço indicacão a algum amigo que fez História, eles vêm com Hobsbawm.
  • Heber  22/04/2016 02:14
    Rothbard
  • PedroF  21/04/2015 23:33
    Meu caro Magno,
    Conheço,e bem, a história da China; sei muito bem que ela já chegou a deter mais de 40% do PIB mundial. Mas isso foi há séculos, antes mesmo do advento do capitalismo. Políticas erradas fizeram a China cair no abismo. E isso não seu deveu ao comunismo,que, se diga de passagem, nunca funcionou bem lá nem alhures! Aliás, o comunismo veio porque a China já estava de há muito em situação econômica lastimável. Mas não quero desviar o foco da discussão. O fato de ter 1.3 bilhão de pessoas, sei bem, deveria ser o termômetro da existência de uma grande riqueza em termos absolutos, como a ora existente. Bem sei que, em termos relativos, a riqueza da China por mais que magnificada em plano absoluto, ainda pouco representa, e esse tem sido o argumento que tenho lançado à mesa quando a turma da esquerda tenta confrontar China e Estados Unidos. Mas esse argumento prova demais, eis que há um contraponto que deixa a China, atualmente, alvissareira. Trata-se da Índia. Tendo uma população parecida, ainda nada representa em termos econômicos. Vai daí... Ou seja, grande população, por si só, como fator econômico, não esgota qualquer explicação do fenômeno que vem ocorrendo na China. Aliás, a Indonésia tem população maior que a do Brasil e todos nós sabemos a triste situação econômica daquele país. Há algo de novo no fenômeno China que ainda não foi explicado pela teoria econômica. A taxa de poupança é algo incrível, é mais do dobro da brasileira. Os comunistas só não podem desfilar o "Estandarte China" porque a China só começou a virar o fenômeno que é na medida em que se foi desvencilhando do comunismo. Virando o foco para termos relativos, a China já tem PIB per capita superior ao do Brasil, avançando, nesse campo, velozmente. Bem sei que é preciso muitas décadas de acelerado crescimento para o PIB per capita chinês chegar próximo ao do americano. O fato é, gostaria de ver o fenômeno econômico chinês ser analisado sob o ponto de vista da Escola Austríaca. Pode ser que já haja algum estudo nesse sentido, mas ainda não vi. O que vejo são previsões, que também já fiz há muitos anos, de que o crescimento estonteante declinaria para taxas bem menores. Talvez isso já tenha começado.
  • Mr Citan  22/04/2015 00:01
    A República bananense precisava urgente de um herói, ainda mais para uma república que foi criada através de um golpe (frase by Antonio Villa).

    O máximo que conseguiram, foi o inconfidente (revoltoso) Tiradentes, e quando hoje podemos analisar melhor a história, vimos que os "valores" republicanos passam longe do homenageado.

    Tiradentes não lutou pela Independência, mas lutava contra a tributação de 20% que a Coroa Portuguesa impunha. Que fique bem claro.

    Ironicamente, hoje graças a República, temos uma tributação de 40%, e a terra do "Libertas Quae Sera Tamen" tem um governo ainda mais corrupto e abusa da censura, a ponto de cancelar o sinal do Jornal da Cultura, jornal este que mantém fortes críticas ao governo federal, e em especial ao governo que criou o Petrolão.
  • Patricio  22/04/2015 03:28
    Eu nao sei porque mas vejo uma semelhanca incrivel entre o brasil e o filme hunger games. Parece que somos todos distritos trabalhando para a capital Panem (brasilia)
  • Killarney  23/04/2015 15:24
    Quando penso que tenho que baixar 2 programas no meu computador e declarar o que eu tenho e o que adquiri e deixar 1 mês do meu salário para o salafrário do Estado, meu estômago chega a doer de tanta raiva! Tudo isso porque escolhi trabalhar, trabalhar e trabalhar... Porque tenho 4 fontes de renda, mal vejo meus filhos durante a semana e no final de semana, quase sempre tenho um plantão noturno pra fazer.

    Abril pra mim é o pior mês do ano por conta do maldito imposto de renda. Não uso o SUS, não uso escolas públicas, a segurança provida pelo é essa que estamos vendo nas ruas aí e por isso, pago por seguro em meus carros, na minha casa, além dos aparatos de segurança (câmera, cerca, alarme)... Mas tenho que ainda assim, 'ajudar' a manter o Leviatã sanguessuga inveterado e insaciável!

    Nessas horas é que tenho vontade de sair daqui.
  • Antônio Marcos Arduini Gonçalves   21/04/2016 15:24
    Segundo matéria do jornal da band funcionários de empresas que pegam a maior aliquota de IR e não sonegam nenhum imposto tem uma carga tributária real de 78% quando se leva em conta todas as etapas de tributação, da renda até o consumo. Muito acima do ponto máximo da curva de Laffer.

    E olha que eles nem levaram em conta que inflação é também um imposto.

    https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=452692391602185&id=350324945172264&hc_location=ufi
  • Marcio Braga  21/04/2016 15:37
    Exato. Não fiz as contas, mas para um cidadão comum, acredito que se considerar o IPTU, IPVA, IRPF, pedágios, impostos dos produtos e servicos, etc, etc acho que chega perto desses 3/4.

    Definitivamente o estado, especialmente no Brasil, perdeu a noção do que é, independente desse negocio de esquerda ou direita. Se a arrecadação acumulada (contando IPTU, IPVA, etc, etc) fosse no máximo uns 10% do PIB, não existiria esse negocio de esquerda ou direita. Teríamos simplesmente um estado mínimo e praticamente invisível.
  • André  25/04/2016 02:23
    Estado mínimo com IPVA?
  • Henrique Zucatelli  21/04/2016 16:12
    Obrigado IMB por existir.

    Em nome de todos os leitores, nós dedicamos a vocês Ilustres amigos e orientadores, verdadeiros libertários esse dia também.

    Brilhantes guerreiros da coerência, justiça e verdade, contem conosco para levar adiante o legado da liberdade. Um dia iremos vencer a ignorância e a perversidade do Estado.

    Liberta que sera tamen!

  • Ivan  21/04/2016 17:34
    Os parasitas piram lendo esse texto.

    Bom feriado.
  • Anderson  21/04/2016 18:06
    Pergunta 1: Um choque liberal, com privatização total,fim do banco central e até do governo, moeda forte(ouro ou bitcoin) e distribuição das terras e do patrimônio do governo para os mais pobres, ex-servidores e aposentados como indenização, justiça privada protegendo a propriedade, tal arranjo, no Brasil, poderia, no curto prazo, aumentar a pobreza e demais problemas socias com a falência de muitas industriais? O que poderia dar errado?

    Pergunta 2: Como poderia haver concorrência em coisas como estradas, ruas e rios? Obs: já li os artigos sobre o assunto no site,mas ainda tô na dúvida.
  • Silva  21/04/2016 22:18
    1) Não entendi o raciocínio. Como é que moeda forte (inflação zero), distribuição das terras e do patrimônio do governo para os mais pobres, proteção total da propriedade privada etc. iria "aumentar a pobreza e demais problemas sociais"? Aliás, por que tudo isso levaria à "falência de muitas indústrias"?

    Que salto foi esse?

    Antes de mais nada, convém lembrar o que realmente causa a pobreza.

    2) Em que parte de qual artigo você ficou em dúvida?
  • Anderson  21/04/2016 22:33
    1) Bom eu queria saber se no curto prazo esses problemas poderia m ocorrer, mas se esse arranjo dá certo, fica a pergunta: porque ainda estamos no podre arranjo atual?

    2) Se eu sou dono de uma rua, ou um rio ou um estrada e cobrar um alto preço pelo pedágio, como haverá concorrência?era isso que eu queria saber
  • Freire  21/04/2016 22:52
    1) Por que ainda estamos no arranjo atual? Simples: porque os políticos são intervencionistas keynesianos.

    E o intervencionismo keynesianismo é a teoria econômica favorita dos políticos simplesmente porque ela lhes concede um passe livre para fazer tudo aquilo que eles mais gostam de fazer: gastar dinheiro.

    O intervencionismo keynesianismo diz que os gastos do governo impulsionam a economia; que expandir o crédito (melhor ainda se for subsidiado) gera crescimento econômico; que proteger e subsidiar grandes empresas é o segredo para o sucesso; que cartelizar o mercado é o que garante bons serviços e bons retornos; que os déficits do governo são a cura para uma economia em recessão; que inchar a máquina estatal, dando emprego para burocratas, é uma medida válida contra o desemprego (quem irá pagar?); que regulamentações, se feitas por keynesianos, são propícias a estimular o espírito animal dos empreendedores. E, obviamente, que austeridade é péssimo.

    Qual político resiste a isso?

    Conhecendo-se a volúpia do ser humano por poder e controle sobre a vida alheia, seria genuinamente um milagre caso tais idéias não prevalecessem no mundo atual. E é por isso que os intelectuais acadêmicos, sempre ávidos por agradar o regime (e sempre de olho em cargos públicos), irão defender essa teoria.

    2) Você só se torna dono de uma rua se você a construiu. Não tendo feito isso, o máximo que você pode conseguir é ter sua empresa contratada pelos moradores e comerciantes de uma rua para gerir essa rua.

    Sendo assim, é de se imaginar que tais pessoas estipularão cláusulas no contrato especificando livre trânsito de pessoas -- comerciantes não têm interesse nenhum em ter um estabelecimento numa rua cuja entrada de pessoas é proibida ou muito cara, e moradores gostam de receber visitas.

    De resto, condomínios residenciais afastados -- sem estabelecimentos comerciais -- já existem hoje e a entrada é estritamente controlada. Não entendo por que tal arranjo ainda é desconhecido das pessoas.
  • Anderson  22/04/2016 03:02
    Bom, como você disse no caso das ruas os moradores podem ser os donos e contratar uma empresa para cuidar. Mas como ficaria no caso dos rios e estradas? Qual seria a melhor forma de privatiza-los?
  • Douglas  22/04/2016 13:00
    Excelente explicação, Freire
  • Renan  21/04/2016 22:03
    Tiradentes hoje seria chamado de "golpista"
  • Diego Sousa  22/04/2016 14:15
    À medida que ele queria subverter a ordem então vigente, ele era um golpista sim.
    Golpista revolucionário, mas a revolução não deu certo e ficou na revolta mesmo, então ele foi enforcado.
    Mas não há como o Brasil ficar assim pra sempre. Ou se abaixam os impostos ou o Brasil inevitavelmente se fragmentará.
  • Julio c Rodrigues  22/04/2016 12:53
    A coisa e tão complexa que nem o famoso Jesus Cristo, filho de Jeová, ousou se insurgir sobre tributação quando questionado sobre tal: dai a César o que é de César e a deus o que é de deus.
  • Rene  22/04/2016 16:30
    Há controvérsias. Sobre o assunto de "Dar a César o que é de César", tem um artigo interessante no Mises

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1997
  • anônimo  22/04/2016 17:55
    É porque vocês não entendem a Bíblia...

    Jesus deu a resposta... A Igreja executou na figura de São Bento e alguns reis verdadeiramente convertidos...

    Mais os hereges, os protestantes e liberais (mesma coisa) jogaram tudo no lixo...
  • Julio c Rodrigues  23/04/2016 03:06
    O fato e que JC não fez juízo de valor sobre tributação. Os judeus pagavam tributos a romã. jC era judeu e não fez julgamento moral sobre isso. Por que não fez? será q considerava justo? Será que JC defendia o Estado? Não se importava? Seu reino não era desse mundo e portanto isso era coisa menor? Essa passagem e uma interpolação?
  • Josué  23/04/2016 17:30
    Não fez juízo de valor? Não fez julgamento moral? Você não apenas não leu a Bíblia, como ainda se deixa levar por propaganda esquerdista. Por favor, leia todo o contexto:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1997
  • Julio c Rodrigues  23/04/2016 19:44
    Meu amigo. Quem disse q alguém tem o monopólio de interpretação da bíblia? A bíblia não e um documento de historiografia e como vc provavelmente e um homem de fé não tem isenção pra formar opinião. Já tinha lido o artigo q vc indicou e respeito sua opinião. Contudo não concordo.
  • Alexandra Moraes  22/04/2016 20:02
    Na época de Tiradentes, o estado cobrava impostos e não entregava nada em troca para a colônia.
    Atualmente, pagamos altos impostos e recebemos muito pouco em troca.
    O estado brasileiro é ineficiente pois gasta muito e mal.
    A sociedade está chegando ao seu limite.
  • Beth Prado  22/04/2016 22:20
    Lutamos hoje a guerra de Tiradentes. Uma guerra contra impostos abusivos e um governo centralizador e controlador da vida nacional.
    Tiradentes foi assassinado pelo estado Português que era bastante voraz na coleta de imposto e quase nada dava em troca para os habitantes da colônia.
    A revolta tomou impulso com a decretação da derrama pelo governo local, uma medida que permitia a cobrança forçada de impostos atrasados, autorizando o confisco de todo o dinheiro e bens do devedor.
    Hoje a revolta que existe na sociedade será potencializada, além da sociedade receber muito pouco em troca do que paga de imposto, será a corrupção, o descaso de governantes e representantes.





  • JOSE F F OLIVEIRA  22/04/2016 23:21
    Bela Reflexão.
  • Alexandra Moraes  23/04/2016 13:57
    Hoje não precisamos pegar em armas. Temos uma ferramenta muito poderosa que é a pressão da sociedade sobre governantes e representantes. É preciso vigiá-los e cobrá-los frequentemente.
    Como tradicionalmente escolhemos mal na hora de votar e pior, não acompanhamos os nossos governantes, acontece os descalabros. Vamos por na cabeça que a natureza de quem está no executivo e congresso é auferir os melhores benefícios individuais. Poucos pensam no bem coletivo. É preciso pressão. Eles precisão entregar resultados.
  • Carlos  26/04/2016 20:19
    Hoje não precisamos pegar em armas.

    Hoje não temos dinheiro para comprá-las. Além disso, as que o leviatã autoriza ao comércio civil são pífias e risíveis perto do acervo de quem realmente pratica a violência, sejam seus praticantes empreendedores privados de psicotrópicos - o tráfico - ou aquele que a pratica em larga escala (o próprio Estado).

    Temos uma ferramenta muito poderosa que é a pressão da sociedade sobre governantes e representantes. É preciso vigiá-los e cobrá-los frequentemente.

    Essa ilusão, a do consentimento dos governados, é dos embustes mais bem propagandeados na história, uma belíssima história de marketing e, como quase todo marketing, você compra a ideia.

    Mas ela não presta.

    Como tradicionalmente escolhemos mal na hora de votar e pior, não acompanhamos os nossos governantes, acontece os descalabros..

    Nossos votos são irrelevantes. Ademais, não importa quem esteja lá: ele ou ela, de esquerda, direita, centro, noroeste ou circular será sempre um psicopata pronto a encher os próprios bolsos - o que necessariamente acarreta esvaziar os bolsos de quem produz.

    Além disso, supondo que eu adotasse a ficção como realidade, que sou eu que ponho alguém lá no cume político - e portanto responsável por isso - porque tenho o dever de vigiá-lo(a), se não tenho poder algum para substituí-lo(a) caso me dê na veneta? É uma relação doentia em que se pede do cidadão uma desmesurada virtude - e responsabilidade - e se lhe furtam todos os meios para poder exercê-la, com um mínimo de sanidade. O que se pede do político, na ficção, tudo. Na realidade? Nada: cargo político é uma licença ao roubo.

    Vamos por na cabeça que a natureza de quem está no executivo e congresso é auferir os melhores benefícios individuais.

    Com toda certeza, todos nós agimos em proveito próprio. Existem duas vias, contudo, mediante podemos buscá-lo: a via coercitiva (estatal) ou voluntária (trocas). Advinha qual o meio escolhido pela politicalha?


    Poucos pensam no bem coletivo. É preciso pressão. Eles precisão entregar resultados.

    Ninguém pensa no coletivo. O "coletivo" não existe. O que existe são os devaneios cometidos pela casta política com o nosso dinheiro com a desculpa de que irão melhorar a situação de alguma minoria - que muito provavelmente está na miséria por sua própria "boa vontade".

    E, como já dito, eles não entregarão patavina alguma. Aliás, o único resultado que espero do governo é a inércia absoluta. Assim, quem sabe, a chibata do fisco desça com menos vigor na nossa carne. A pele já foi confiscada anos atrás.
  • Diogo  24/04/2016 10:31
    Lembrando que naquela época o imposto que mais causou indignação era o quinto (20%),daí a expressão "quinto dos infernos" que sobrevive até hoje. Triste realidade brasileira, nós pagamos mais de 40% em impostos, estamos caminhando para ter "um meio dos infernos".
  • Alexandra Moraes  25/04/2016 15:48
    Diogo,
    Concordo com você. Triste realidade brasileira. Vivemos no verdadeiro "quinto dos infernos". E cada vez recebemos menos serviços do governo.
  • Emerson Luis  27/04/2016 13:44

    Outro aspecto curioso é que a esquerda promoveu muito a figura de Tiradentes durante o Regime Militar como parte de sua doutrinação, como se ele fosse um herói socialista perseguido pelo governo de direita.

    * * *
  • Alexandra Moraes  27/04/2016 16:12
    Como Tiradentes morreremos pagando impostos. Na situação atual brasileira vários economistas diagnosticam que será necessário aumentar ainda mais a carga tributária se quisermos que o Brasil não vá a bancarrota. Imposto e mais imposto. A sociedade está exaurida de tanto imposto.
  • Isis Monteiro  29/04/2016 21:42
    Por mais que o próximo governo corte na carne, vários economistas especialistas em orçamento dizem que a criação de um novo imposto será inevitável. Não tem jeito. O buraco nas finanças brasileiras é tão profundo que será despejado sobre a sociedade mais um cruel aumento da carga fiscal.
  • Contra   11/08/2016 12:56
    Estamos assistindo hoje no Brasil ao melhor exemplo disso que diz o artigo: a divisão entre pagadores de impostos e recebedores de impostos.

    Ao contrário do que prega o PT e as esquerdas, não existe uma luta de classes entre pobres e ricos, o que há de fato é uma luta entre pagadores líquidos de impostos e recebedores líquidos de impostos. Como o segundo grupo está na esfera pública, que é onde são feitas as leis, o primeiro grupo, do qual faço parte, vai ter que trabalhar cada vez mais e ficar com cada vez menos para sustentar o segundo. Isso não deve acabar bem.

    "Segundo o Planalto, não há clima político para cobrar dos deputados tamanha afronta ao funcionalismo público em pleno ano eleitoral"


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