Confissões de um 'servidor público'
por , segunda-feira, 8 de março de 2010

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funcionario_publico2.jpgVocê está procurando um emprego?  Quer ganhar um salário várias vezes maior do que aquilo que você realmente vale?  Quer ter a liberdade de chegar e sair quando quiser, trabalhar somente quando estiver a fim, esticar a seu bel-prazer o horário de almoço, ter todos os seus feriados remunerados e até doze semanas de férias, também remuneradas, por ano?  Há somente uma alternativa: trabalhar para o governo federal.

Suponho que poucos brasileiros tenham alguma ideia de como a coisa funciona.  Se tivessem, certamente haveria um terremoto político.  Como membro da Classe Parasítica há 15 anos, testemunhei de tudo e participei em primeira mão desse corrupto e grotescamente injusto sistema.  Não apenas estou qualificado, como também sou moralmente obrigado a expô-lo.

Você poderia, obviamente, me chamar de hipócrita.  Financeiramente, prosperei muito além dos meus sonhos mais extravagantes.  Considerando-se meus talentos, meu trabalho e minha produtividade, meu padrão de vida é muito maior do que aquele que eu poderia ter atingido trabalhando duro no setor privado.

Porém, por ter lido os livros certos, e por ter tido conversas demoradas e detalhadas com minha esposa (uma empregada do setor privado) e com nossos amigos, também da iniciativa privada, finalmente passei a ver esse repugnante sistema como ele realmente é.

O que leva as pessoas a trabalharem para o governo?  O que as mantém lá por toda a vida?  É simples: compensações excessivas, enormes benefícios e ótimas condições de trabalho.  É atraente para entrar e praticamente impossível de se querer sair.  Isso porque o governo, de modo geral, remunera habilidades e experiências que não seriam comercializáveis no setor privado, pelo menos não no mesmo nível salarial.

Peguemos a mim como exemplo.  Sou formado em ciência política.  Escrevo, faço editoração e pesquisa.  Os pagadores de impostos me garantem um salário (contando o 13º) de R$ 117.000 por ano, além de benefícios como plano de saúde gratuito e aposentadoria integral.  Eu não poderia ganhar isso legitimamente no setor privado.  Se você não acredita em mim, dê uma pesquisada nos anúncios de classificados.  Salários para "escritor/editor" e "analista" começam em, no máximo, R$ 35.000 por ano, sem contar o que será descontado pelo INSS.

Mas digamos que eu consiga um emprego no setor privado (supondo que alguém iria contratar uma pessoa com a produtividade de quem passou toda a sua vida adulta trabalhando para o governo).  E vamos também supor que eu consiga ganhar os mesmos R$ 117.000 do setor público.

O que eu perderia se saísse do governo?  Pra começar, uma semana de trabalho curta já estaria fora de qualquer perspectiva.  Eu poderia até me aventurar a adotar uma rotina de trabalho menor, mas isso seria prejudicial para a minha renda.  Eu também teria de cumprir prazos e exigências - coisas com as quais não estou acostumado -, pois os consumidores querem o serviço feito sempre em tempo hábil.

Eu também teria de esquecer qualquer chance de conseguir folgar em todos os feriados - e, pior ainda, ter folgas remuneradas em todos eles.  Os trabalhadores do setor privado dificilmente conseguem uma folga remunerada na Semana Santa ou no Carnaval.  Meus amigos do setor privado se contorcem todos naquele misto de raiva e inveja quando lhes digo que não trabalho mas sou remunerado em feriados espúrios como Tiradentes, Dia da Consciência Negra e Finados.

E quanto às férias?  Atualmente, posso gastar 17,4% do meu horário de trabalho em férias.  São doze semanas por ano, eternamente.  O tempo médio de férias no setor privado é de duas semanas, e, para alguns, isso não é um direito.

Eu também poderia dar adeus aos "benefícios" extraoficiais: por exemplo, todos os dias faço uma corridinha leve de uma hora, seguida de um banho prolongado e um almoço calmo e tranquilo.  Isso me mantém em ótima forma para usufruir minhas constantes férias.  E visitas a algum shopping durante minha hora de trabalho são sempre possíveis (pois ninguém é de ferro).  Stress?  Não tem como.  Se relaxamento prolongasse a longevidade, burocratas viveriam até os 150 anos de idade.

Todos os anos, nossos valorosos sindicatos choramingam sobre a disparidade entre o trabalho do setor público e o do setor privado.  Eles invariavelmente concluem que os burocratas precisam de maiores salários e de mais benefícios, exigindo portanto que o governo confisque mais dinheiro daqueles que trabalham genuinamente.  Como sempre sou beneficiado - dado que o governo não se atreve a peitar o sindicalismo, sua base de apoio -, gosto muito.  Mas é claro que o argumento sindicalista é uma enorme besteira.  Se os burocratas fossem pagos de acordo com seu real valor para a sociedade, o resultado seria um êxodo em massa do setor público, e o governo federal teria de encerrar suas atividades.

Para quem é versado em economia de livre mercado, as razões para todo esse abuso sobre aqueles que trabalham duro e são obrigados a pagar impostos para sustentar essa classe superior e parasitária são óbvias.  Ao contrário do setor privado, o governo não está sujeito aos rigores do sistema de lucros e prejuízos.  O governo pode tributar, imprimir dinheiro e pegar empréstimos privilegiados junto ao setor bancário - que está sob seu restrito controle - para cumprir com suas obrigações.  Ele pode pagar a milhões de pessoas um salário absurdamente fora de proporção, e não ser superado por nenhum concorrente que tenha uma gestão mais eficiente.

Sem ter de se submeter à disciplina imposta pelo mercado, o governo é naturalmente uma máquina ineficiente pelos padrões do setor privado.  Ele jamais irá abolir ou mesmo reduzir por conta própria funções desnecessárias.  Na hierarquia do funcionalismo público, quanto mais alta a função, menos falta ela faz.  Porém são exatamente esses lá de cima que têm poder de decisão sobre a máquina.  E eles jamais irão tomar decisões que atentem contra si próprios.

Enquanto o resto da população continuar sendo enganada pela propaganda e levada a crer que os funcionários do governo são pessoas que se sacrificam pelo bem público, os políticos não irão sentir qualquer pressão para reduzir essa máquina de espoliação em massa.

Já comecei a procurar a sério um emprego no setor privado.  Terei de me submeter a um enorme corte salarial e abrir mão dessas generosas "benesses" que você pagador de imposto me concede.  Porém, ao agir assim, estarei finalmente contribuindo com algo positivo para a sociedade.  E só assim poderei ser capaz de viver bem comigo mesmo, sem o sentimento de culpa que carrego por estar parasiticamente vivendo bem à custa daqueles que se sacrificam diariamente para me sustentar.


Astolfo Pontes Negreira , carinhosamente conhecido pelo acrônimo AsPoNe, "trabalha" para o governo federal.


256 comentários
Bruno 08/03/2010 11:19:18

Maravilha hein!!!\n\nPetrobras, aqui vou eu!!

Responder
rafael 08/03/2010 11:54:17

deveria incluir também os funcionários das prefeituras municipais, onde o clientelismo, as mordomias e as folgas são bem maiores do que os funcionários do governo federal.

Responder
Alexandre 10/01/2012 12:42:37

Descordo com alguns pontos do seu comentário em relação a ineficiência e remuneração, têm muito servidor dedicado e ganha muito mal em relação ao privado, posso citar como por exemplo a Prefeitura de São Paulo um sevidor de nível Básico seu salário base é R$ 440,00 com quarentas horas de dedicação e um servidor de nível médio R$ 645,74 e o último reajuste foi em 2011 sendo de 0,01% pode isso?

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Absolut 10/01/2012 14:35:08

Então peça demissão e procure um emprego na iniciativa privada ;)

Responder
Alexandre M. R. Filho 10/01/2012 18:52:35

1) salário base pressupõe que o cara ganha outras coisas.\r
\r
2) ninguém disse que tudo que o estado faz é inútil.\r
\r
3) Algumas coisas são úteis, mas todas elas poderiam ser ofertada de maneira mais eficiente por particulares em busca de lucro.\r
\r
4) Não está satisfeito? Pede demissão.

Responder
Adalberto 02/02/2012 23:59:10

O que me irrita é que se bota a culpa no sistema. A culpa não é da burocracia, é de servidores parasitas como este que não tem a mínima vergonha na cara de escrever que age desta forma em seu "trabalho". É uma questão de ética. Aja como se deve dentro de seu ambiente de trabalho e o país será bem melhor. Basta de parasitas!

Responder
Marcelo Assis 08/03/2010 15:04:22

Puxa... Poucas vezes vi tanta sinceridade num texto... Esse AsPoNe é uma raridade: um alto burocrata criticando a baita hipocrisia que é a máquina estatal! E o artigo está muito bem escrito. Os verdadeiros soberanos, nos dias atuais, como Hoppe falou, são os funcionários públicos. Basta estudar (decorar) um monte para passar num concurso, e consegue-se um passaporte ao Paraíso. Eis o Bem Comum: uns poucos vivendo luxuosamente às expensas DE TODOS OS OUTROS.

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Marcos 17/12/2012 21:29:51

O nome é uma brincadeira com ASPONE (Assessor de Porra Nenhuma, não existe esse Astolfo, é uma ironia do site.

Responder
José Henrique 08/03/2010 15:39:01

As coisas não são bem assim. Há muitos setores que as coisas não funcionam assim e há diferenças, bem como o funcionalismo não está parado. Tem muita gente no setor público que trabalha sério e produz bem. Há é talvez remunerações incorretas, ou seja, muitos para alguns e pouco para muitos.

Responder
José Henrique 08/03/2010 15:49:42

As coisas não são bem assim. Existem servidores sérios e não são poucos. O artigo coloca como se os funcinários públicos fossem todos iguais e imprestáveis. Há gente muito séria. A generalização é perigosa e infeliz.

Responder
Gizelli 14/05/2014 17:15:22

Concordo com você. Texto infeliz. Sou servidora pública, sofro pressão, tenho prazos e metas e cumprir, meu salário é um lixo se comparado com algumas empresas privadas, minha jornada de trabalho é reduzida por lei e o Governo Federal não cumpre (há lei que determina diferentes jornadas de trabalho para determinados profissionais). Aliás gostaria de saber como ganhar 117 mil reais por ano e tirar 12 semanas de férias. INDIGNADA!

Responder
Funça do alto escalão 14/05/2014 18:18:56

"Sou servidora pública, sofro pressão, tenho prazos e metas e cumprir"

Ô dó, gente! Ninguém mais no mundo sofre pressão, tem prazos e metas a cumprir. Só a senhorita. Meus sentimentos.

"meu salário é um lixo se comparado com algumas empresas privadas,"

Isso é de simples resolução. Peça demissão, saia desse seu suplício e vá para o setor privado. Lá você ganhará muito, não sofrerá pressão nenhuma, não terá prazos e nem metas a cumprir. Pode confiar.

"minha jornada de trabalho é reduzida por lei e o Governo Federal não cumpre (há lei que determina diferentes jornadas de trabalho para determinados profissionais)."

Mas que patrão mau! Em vez de ficar apenas 4 horas jogando paciência, você é obrigada a gastar 6 horas entre uma batida de cartão e outro, procurando algo para fazer.

"Aliás gostaria de saber como ganhar 117 mil reais por ano e tirar 12 semanas de férias."

Logo se vê que é uma derrotada. Qualquer funcinha pé-de-chinelo -- principalmente no funcionalismo estadual -- tira fácil fácil uns R$10 mil por mês, o que dá R$130 mil brutos por ano. Você deve ser lá de baixo.

Sou funça do Tribunal de Contas de um estado do sudeste. Tiro aproximadamente R$25 mil por mês. E consigo facilmente uns 3 meses de férias por ano (escalonados). Ano passado fui 3 vezes pra Europa. Achei pouco. Tô defasado. To indo pra Oceania na Copa. Ninguém merece ficar nesse país durante a zorra que será isso aqui. Aqui só é bom porque a patuléia me sustenta. E não tem a mínima ideia da zona que fazem com o dinheiro dela.

"INDIGNADA!"

Que ótimo! Compartilho da sua indignação. Por isso, dou-lhe todos os incentivos que você quiser. Peça as contas, saia do seu martírio e vá para o setor privado! Mostre que você realmente está indignada e tome essa atitude nobre. Não vai afrouxar, né? Tâmo junto!

Responder
aspone 14/05/2014 20:32:34

Eu me solidarizo com a colega. Solicito que ela diga que cargo ocupa e coloque aqui o contracheque dela para analisar a situação melhor.

Responder
Leandro 08/03/2010 15:51:55

Defesas são sempre válidas, embora o próprio artigo tenha deixado claro que "Na hierarquia do funcionalismo público, quanto mais alta a função, menos falta ela faz". De fato, um policial que impede um assalto na rua é muito mais valoroso do que qualquer burocrata de alto escalão.

Responder
Pedro Henrique F. Gonzalez 08/03/2010 21:10:43

Gostaria de parabenizar o autor. Muito bom esse texto. Engraçado. É claro que há uma certa dose de exagero, como em toda ironia inteligente... É diferente ouvir alguém "de dentro" desse sistema corrompido e fadado ao insucesso que é o serviço público. E coragem para assinar. Parabéns, mesmo!

Responder
Arion Dias 08/03/2010 22:35:21

Apesar de ter que informar aos colegas que o acrônimo é Assessor de Porra Nenhuma - ASPONE - o texto traz uma certa validade.\n\nO salário ganho pelo dito assessor não se refere a valores que normalmente são pagos. O salário médio do funcionalismo público é de R$ 1788,00 e do setor privado de R$ 1.444,00.\n\nhttp://qualidadeonline.files.wordpress.com/2009/12/tabela-21.jpg

Responder
Luis Almeida 09/03/2010 00:00:12

Arion,

De acordo com essas próprias informações que você gentilmente forneceu, o salário médio do setor público para aqueles que possuem ensino superior completo é de R$ 3.086. Porém, qualquer professor universitário (de qualquer curso) com mais de 15 anos de serviço já ganha fácil mais de R$ 7 mil líquido. E isso para os adjuntos. Professor Associado e Titular passam dos R$ 9 mil. Auditores da Receita Federal começam com R$ 12 mil.

No Judiciário, um analista pode, atualmente, ganhar até R$ 10.436,12. E já há projetos para elevar os vencimentos para até R$ 18.802,40, o que beneficiaria cerca de 100 mil servidores. Já um Procurador da República começa com R$ 21.505.

Comparado a isso, o salário desse tal AsPoNe, de R$ 9.000, é até humilde.

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/10/08/servidores-do-judiciario-poderao-ter-aumento-de-salario-gratificacao-de-ate-80-767972117.asp

Responder
rivera 09/03/2010 11:27:09

Lamentável. Não é funcionário público, não estudou até queimar as pestanas. Eu não sou, mas eu vejo muitos trabalhando. Há sim alguns que não merecem, mas são cada vez menos.

Responder
Luis Almeida 09/03/2010 11:38:58

"Há sim alguns que não merecem, mas são cada vez menos." Está falando de onde? Hong Kong? Suíça? Liechtenstein?

Responder
Fernando Chiocca 09/03/2010 12:18:26

"Merecer"?\nQuem e como é definido quem merece algo?\nNão é pq uma pessoa estudou e decorou milhões de informações, ou porque é esforçada na função que lhe foi designada, que a faz merecer usufruir da riqueza que eu conquistei com meu trabalho e que me é roubada a força.\nNada que saia do âmbito das trocas voluntárias merece ser descrito com a palavra "merecimento".

Responder
Cristian 29/11/2012 18:17:47

Resumiu tudo.

Responder
Marco Reis 09/03/2010 12:30:27

Quanto ao cargo de professor universitário:

1. Para ser Adjunto não basta tem ensino superior. Vc tem que ter mestrado e doutorado. Não é assim "qualquer professor ganha 7 ou 9 mil". O cargo mais baixo de professor universitário é o de substituto, que ganha na faixa de 1.400 reais...
Raros são os concursos para titular. Geralmente há um titular para cada cadeira e ele lá permanece até sua compulsória.

Responder
Luis 09/03/2010 12:45:01

Marco, releia meu post e veja que ele em nada difere do que você disse. Eu falei que qualquer professor universitário adjunto, que dê aulas para qualquer curso (ou seja, de engenharia, medicina, direito, etc.), com mais de 15 anos de serviço já ganha fácil mais de R$ 7 mil líquido. Eu falo porque conheço.

Responder
Cristiano 09/03/2010 12:47:40

Isso tem que virar documentário, mini-série, etc..

Responder
Antonio 09/03/2010 12:54:09

Melhor definição de merecimento escrita por Fernando

Nada que saia do âmbito das trocas voluntárias merece ser descrito com a palavra "merecimento".

Responder
CR 09/03/2010 19:12:34

Desculpe a contundência, mas sua franca exposição reflete a mediocridade que assola o país, chegando às raias científicas. É admirável que alguém, se sujeite a estudar vinte anos para se apresentar de empregado. Mais ainda se cientista. E no seu caso, político, bem pago, mas que nada produz. Não importa quem lhe pague. Importa sua produção! Cadê ela? Porque não a usa para ensinar esses energúmenos que lhe requisitaram seus préstimos? Porque não lhes demonstra que eles própriosserão vítimas, mais cedo ou mais tarde, de suas torpes e irresponsáveis ações? Use a história para demonstrar onde foram parar os discípulos de Maquiavel! Necessitamos urgentemente de novas formulações políticas, e não serão semialfabetizados ou meros votantes os capazes a tão urgente tarefa. E se não lhe dão espaço, trate de abri-lo, já que está no ninho. Mostre-lhes que a ciência mudou muito desde o século XIX, mas a política, a economia, o direito, a sociologia, a filosofia, continuam serenas no mar das ilusões, justamente por falta de despertador. \nMas por favor, não receba esta crítica como condenação, uma vez que sequer lhe conheço, mas sim como uma contribuição à sua consciência, em prol de nosso bem. Somos nós e nossas circunstâncias. Se não as salvarmos, não nos salvamos. Podes crer.\nAbraço, e sucesso.

Responder
Junior Cesar Leal 09/03/2010 20:48:11

diante de tudo que voce escreveu, se vc trocar o emprego publico que tens por um na iniciativa privada, nao serás corajoso... serás burro!!!


trabalho ha 15 anos ininterruptos na iniciativa privada e gostaria muito de todas essas benesses ai!

Responder
Paulo Sergio 17/12/2011 02:50:18

'diante de tudo que voce escreveu, se vc trocar o emprego publico que tens por um na iniciativa privada, nao serás corajoso... serás burro!!!'

Por essa mesma lógica se eu não deixar de trabahar e passar a roubar o resultado do trabalho dos outros, também sou burro

Responder
Rafaella B. 09/03/2010 22:04:56

Acredita quem quiser nessa história.\nPra mim, uma pessoa quem tem tudo e quer jogar fora por pensar q é um parasita, tá apenas querendo ser polêmico.\n\nJá que se acha errado em fazer isso, doa as sobras. Ou então aproveita o tempo livre numa fundação assistencialista ou numa ONG. \n\nNo mínimo devia usar suas benesses e trabalhar para o serviço público de forma EFICIENTE produzindo resultados proveitosos para o INTERESSE PÚBLICO.\n\nVamos pensar assim e deixar de hipocrisia? \n(desculpe a sinceridade)

Responder
Adalberto 03/02/2012 18:32:44

Pois é, Rafaela, o cara é um verdadeiro parasita. Não trabalha. Vai a shopping no horário do expediente. Esse cara não merece sair do serviço público por questão de "consciência", mas sim a bem do serviço público. Um marginal, no sentido literal da palavra, não no sentido ordinário. Um cara que recebe muito bem mas não sabe retribuir com seu trabalho (dever dele) simplesmente porque não há alguém com um chicote a assoitar-lhe as costas exigindo-lhe produtividade. Mais uma vez, a culpa não é do serviço público, mas de SERVIDORES execráveis como este. Infelizmente o serviço público é necessário, mas deve ser realizado por verdadeiros cidadãos, não por um parasita como este que só quer saber de contracheque no fim do mês. Trabalhe, na iniciativa privada ou no setor público, TRABALHE!

Responder
Andre Cavalcante 04/02/2012 02:58:21


Olá a todos,

"Mais uma vez, a culpa não é do serviço público, mas de SERVIDORES execráveis como este. Infelizmente o serviço público é necessário, mas deve ser realizado por verdadeiros cidadãos, não por um parasita como este que só quer saber de contracheque no fim do mês. Trabalhe, na iniciativa privada ou no setor público, TRABALHE!"

O único problema do seu pensamento é que um cargo público é um chamariz irresistível justamente para esse tipo de pessoa. A natureza mesma do Estado faz com que essas distorções aconteçam. Na iniciativa privada, essas distorções são rapidamente resolvidas: o cara "vagabundo" vai ser relegado aos piores trabalhos, ou os menos remunerados. Afora que há uma infinidade de "funções públicas" que não são úteis para ninguém, exceto para o próprio Estado. É fácil perceber quando uma função pública é útil, basta fazer a questão: as pessoas pagariam para ter esse serviço? Se sim, é porque tem verdadeira utilidade pública, se não, é dispensável (Alguém pagaria para ter o serviço de cobrador de impostos, por exemplo?). Se as pessoas pagariam para ter o serviço, então a função poderia/deveria ser realizada por entidades privadas, e não pelo governo. Infelizmente, as distorções do nosso país fazem com que legítimos trabalhos (e trabalhadores) acabem sendo parte da máquina estatal (e marginalizados por uns e outros). E o pior, a máquina estatal acaba por distorcer o mercado de trabalho para a maioria desses serviços (ex: médicos). Mas isso há de mudar, cedo ou tarde.

Abraços

Responder
Iris B. 09/03/2010 23:22:06

Faço das palavras da vizinha acima as minhas :)

Responder
Tiago RC 10/03/2010 07:51:01

"INTERESSE PÚBLICO" é indeterminado, não existe. Só agentes (indivíduos e instituições) podem fazer escolhas. Só quem pode escolher pode ter interesse em algo. Um coletivo abstrato não faz escolhas. Essa estória de "interesse público" é a desculpa preferida do Estado para justificar seus crimes. "Nós podemos te arrancar dinheiro à força porque visamos o interesse público, ninguém mais pode fazê-lo porque aí já é interesse privado.". Tá bom, conta a do vigário agora...\n

\nE sobre eficiência, nem que munido das melhores intenções, um agente que externaliza seus custos não tem parâmetro de eficiência. Ele pode estar destruindo riquezas num ritmo acelerado, achando que tudo vai bem.
\nUm agente é eficiente quando consegue criar riquezas com seu trabalho (lucro => resultado do trabalho tem maior valor para sociedade do que o que foi consumido para a realização desse trabalho), mas isso só acontece se ele pagar, com o próprio trabalho, por todos os insumos que consumir no processo. O governo não internaliza custo nenhum, pois quem paga por todos os seus insumos são as vítimas dos impostos.
\nNão é à toa que a busca aos lucros sempre traz melhores resultados à sociedade do que a busca aos votos.

Responder
Bruno 10/03/2010 08:50:15

Ninguém entendeu o que a Rafaella escreveu, e o pior, alguns não querem entender.\n\nO INTERESSE PÚBLICO não necessariamente quer dizer a nação inteira. Se você trabalha numa fundação assistencial como voluntário, se não é interesse público, tampouco é privado.

Responder
CR 10/03/2010 09:10:56

Isso foi uma pegadinha. Com certeza.

Responder
JR 10/03/2010 10:17:46

Então é justo roubar desde que seja para dar aos pobres. Roubo é "subjetivo", né?

Responder
Tiago RC 10/03/2010 11:22:16

Se você trabalha numa fundação assistencial como voluntário, se não é interesse público, tampouco é privado.
\n
\nClaro que é privado. Você trabalha para essa fundação. Os "interesses" da fundação que vão guiar suas ações. Instituições podem tomar decisões, já que possuem regras internas que conduzem a tomada de cada decisão a seres humanos, que estão lá voluntariamente (se não estiverem, é uma instituição criminosa).

Responder
Fernando 10/03/2010 11:52:27

Rafaella B.

A pessoa não "pensa" que ela é parasita, ela de fato é.
Em uma troca voluntária, ambas as partes saem ganhando. Isto é o livre-mercado.
Já uma troca coercitiva, a parte que usa a violencia ou ameaça de violência física ganha e a parte coagida perde. Isso é o que chamamos de relação parasitária. É daí que vem o salário e as benésses dos funcionários do estado.
E pode acreditar, nem todas as pessoas se sentem confortáveis com esta situação. Assim como, por exemplo, existem pessoas que jamais comprariam algo roubado, mesmo sendo 10 vezes mais barato.

E os parasitas tampouco têm a possibilidade que você recomenda, de trabalhar EFICIENTEMENTE para o INTERESSE PÚBLICO, já que por estarem fora do mercado, i.e., não contarem com o sistema de lucros e prejuízos para orientar suas ações, padecem do problema da desinformação e não tem como saber qual é o INTERESSE PÚBLICO.

Lhe faltam conhecimentos básicos de economia (desculpe a sinceridade)

Responder
xips 10/03/2010 15:46:33

O Fábio Barbieri é um parasita? E o Ron Paul? E quanto a todos os estudantes e demais professores de universidades públicas do país, muitos dos quais presentes nesses meios libertários da internet? E quem usa transporte coletivo público? E quem chama a polícia e os bombeiros para combater crime e incêndios? E quem usa o SUS? E, mais adiante, todas as pessoas donas de empresas privadas no país, na medida em que o estado, apesar de impor-lhes tributos, protege-as da concorrência de um livre mercado genuíno com o monte de regulamentos a que as empresas privadas são submetidas neste país?


A rigor, a resposta é sim. Todos parasitas. É claro que não estou sugerindo que todos estão em igualdade. Mas não há como negar que todos são "parasitas" em maior ou menor grau. Alguns mais parasitados do que parasitantes; outros, vice-versa. Mas todos "parasitam" de alguma forma.


Perguntemo-nos, pois, qual a utilidade de um termo que abrange essencialmente todo mundo. É esta expressão a mais adequada para descrever quem usufrui ou já usufruiu do estado de alguma forma - ou seja, todos?


Eu realmente acho que não. Não porque pessoas que usufruam do estado sejam produtivas de alguma forma, mas porque não há como negar que o estado é tão onipresente e impessoal que o ato de usufruir da riqeuza dos demais fica totalmente oculto, a ponto de não caber a acusação de "ladrão" ou "parasita" a quem dele usufrui; qualquer acusação de "roubo" ou "parasitismo" é, assim, mais um instrumento de retórica e de inflamação do que uma descrição da realidade. Quem discorda, apenas faça a si mesmo a pergunta: se funcionários públicos e todas as pessoas que usufruem do estado são parasitas e o parasitismo é, inegavelmente, um crime, não segue daí que todos que comprovadamente usufruem do estado de alguma forma devem ser presos? Não acho que qualquer pessoa sana irá responder afirmativamente, embora o silogismo leve a esta conclusão.


E é aí que reside o grande mal do estado: esconder, por meio da impessoalidade e da onipresença, a imoralidade de um ato que, de outra forma, seria considerado imoral - qual seja, usufruir da riqueza alheia sem o consentimento alheio. "Esconder" nem é o termo mais adequado. Acho até que "moralizar" seria melhor. O estado moraliza condutas imorais por meio da impessoalidade de suas ações e de sua onipresença.


A única forma de escapar dessa rede de parasitismos mútuos é fazer como os heróis randianos de Atlas Shrugged: isolar-se em uma comunidade paralela, um paraíso libertário e objetivista.

Responder
Fernando 10/03/2010 16:02:41

Rodrigo xips, essa definição de parasita não abrange todo mundo não. Como J.C. Calhoun já nos ensinou a muito tempo, a sociedade está dividida entre taxpayers e tax-consumers, e ne poderia deixar de ser diferente:

Few, comparatively, as they are, the agents and employees of the government constitute that portion of the community who are the exclusive recipients of the proceeds of the taxes. Whatever amount is taken from the community in the form of taxes, if not lost, goes to them in the shape of expenditures or disbursements. The two-disbursement and taxation-constitute the fiscal action of the government. They are correlatives. What the one takes from the community under the name of taxes is transferred to the portion of the community who are the recipients under that of disbursements. But as the recipients constitute only a portion of the community, it follows, taking the two parts of the fiscal process together, that its action must be unequal between the payers of the taxes and the recipients of their proceeds. Nor can it be otherwise; unless what is collected from each individual in the shape of taxes shall be returned to him in that of disbursements, which would make the process nugatory and absurd. . . .

Such being the case, it must necessarily follow that some one portion of the community must pay in taxes more than it receives back in disbursements, while another receives in disbursements more than it pays in taxes. It is, then, manifest, taking the whole process together, that taxes must be, in effect, bounties to that portion of the community which receives more in disbursements than it pays in taxes, while to the other which pays in taxes more than it receives in disbursements they are taxes in reality-burdens instead of bounties. This consequence is unavoidable. It results from the nature of the process, be the taxes ever so equally laid. . . .

The necessary result, then, of the unequal fiscal action of the government is to divide the community into two great classes: one consisting of those who, in reality, pay the taxes and, of course, bear exclusively the burden of supporting the government; and the other, of those who are the recipients of their proceeds through disbursements, and who are, in fact, supported by the government; or, in fewer words, to divide it into tax-payers and tax-consumers.

But the effect of this is to place them in antagonistic relations in reference to the fiscal action of the government and the entire course of policy therewith connected. For the greater the taxes and disbursements, the greater the gain of the one and the loss of the other, and vice versa. . .

Responder
RP 13/03/2010 01:28:58

Lido com funcionários públicos praticamente todos os dias, e sei quem trabalha e quem não trabalha.\n\nJuízes federais chegando para trabalhar as 14 e 30 horas e indo embora as 18 horas , não falta na JF de São Paulo. Quero ver se essa idéia de acabar com 60 dias de férias dos juízes irá passar... duvido muito.\n\nNo forum onde mais frequento, vejo muita gente na parte administrativa fazendo o que quer. O pior é saber que tudo é permitido pelo chefe, que adora ter funcionários assim, pois nenhum desses poderá pegar o cargo dele.

Responder
Jônatas R. Silva 12/04/2010 16:19:32

Sou servidor público federal e escrevei um texto em meu blog a um tempo atrás sobre o tema.
A quem interessar.
blogj11.wordpress.com/2010/01/27/funcionario-publico-e-vagabundo/

Responder
Aurélio 28/04/2010 20:02:19

Não vou entrar na discussão sobre o assunto do tópico, MAS...\r
\r
Esse texto é muito fake. O autor deve ser um jovenzinho que nem terminou ainda o curso de Letras de alguma faculdadezinha pelo Brasil. Só pelo jeito de escrever, dá pra perceber. Acordem. \r
\r
O site da Mises tem artigos absolutamente brilhantes, e esse texto é uma mancha na reputação do site.\r
\r
Sugiro formular algo mais racional e embasado, e deletar esse lixo.\r
\r
[]s

Responder
Luis Almeida 28/04/2010 20:38:21

Funça irritado detected. Essa gente se acha tão superior, tão acostumada está a tratar o povo como servo, que não tolera uma crítica realista. "Como ousam nos criticar?" Pior ainda é quando a crítica vem de dentro, quando um deles próprios tem a coragem de fazer um desabafo.

Aí esses seres amáveis sobem nas tamancas e, com afetações de superioridade, pedem até para "deletar" tais verdades incômodas.

Patético.

Responder
Semi-Parasita Público 29/04/2010 08:28:10

Sou uma espécie de semi-funcionário público, ou semi-parasita público, como preferirem. Como tal, vou proferir a minha opinião sobre o assunto. O grande diferencial do parasitismo público é a segurança (por segurança entenda-se carta branca pra fazer um monte de coisas em detrimento da produtividade). Ou seja, o melhor motivo para deixar de trabalhar para se tornar um parasita público é o conjunto de garantias que se obtém a partir do momento que você passa no concurso público. Essas garantias, porém, não são pagas pelos parasitas, mas por outros. O parasita não precisa abrir mão de nada em troca das garantias. Mas, como nada é de graça nesse mundo, incluindo as garantias obtidas, essas precisam ser pagas por alguém outro. Em outras palavras, é roubo de acordo com os ditames da lei, sem riscos para o ladrão. Mas não é qualquer tipo de roubo, não. É o roubo do tipo mais limpo que existe. O ladrão não precisa fazer nada para espoliar a vítima, além de passar no concurso e não se esforçar muito para ser despedido e, voilá!, muitas pessoas são roubadas legalmente para sustentar o parasita.

Responder
Adriano SJP/PR 08/06/2010 16:30:44

\r
Sou funcionario publico tb, porem o que vejo dia-a-dia que os funcionarios que entram no periodo pré aposentadoria (+ou-5 anos que antecedem)já começam realmente a fazer corpo mole, ja não estão nem ai pro paraiso! logico tem uns que nao querem trabalhar mesmo novo de emprego, mas ai na avaliação anual a coisa pode pegar para o lado deste, sendo possivel coloca-lo a disposição ou processo adminisstrativo causando sua exoneração. \r
Atualmente os concursos dos quais tb participo são mais elaborados com nível de exigencia muito maior que antigamente,mais profissional, é a iniciativa publica buscando profissionais com um nivel de conhecimento bem mais elevado é só atentar para o nível de provas que são aplicadas, não é qualquer um que entra, ta se tornando uma peneira.\r
Tirando os cargos comissionados que entram por pressao politica o resto não esta tão facil assim, o complicado que esse pessoal comissionado as vezes não sabem nem porque estão ali isso que é complicadíssimo, para quem quer trabalhar.\r
Relativo ao texto Astolfo Pontes Negreira, é obvio que o mesmo quis ser polêmico, afinal ninguem em sã conciencia deixa uma remuneração de R$ 9000,00 mensais e todos esses benesses que sempre são benvindos, afinal é normal do ser humano quanto mais se tem mais se quer ter, salvo os que prestam serviços voluntarios.\r
O que não é aceitavel é a desvalorização do profissional que é explorado pela iniciativa privada, exigindo-se ingles, frances, etc etc por uma miséria e ainda quando se aposenta mal conseguem comprar os remedios para curar os danos causados por tanto stress de cobranças e exigencias para aumentar o lucro do patrão.

Responder
Eric 21/01/2011 18:10:25

Parabéns pela honestidade, Astolfo!

Responder
Petrus 12/05/2011 16:26:32

Sou concursada já faz um ano. Entrei para o Serviço Público praticamente por uma questão ideológica: acredito (?) num Estado Forte, eficiente, regulador.
Decepção, total decepção. Tudo que aprendi até agora confirma o que muitos já me diziam e eu não conseguia acreditar: que o Estado simplesmente NÂO FUNCIONA.
Pra vc ter idéia do nível, onde eu trabalho apenas 30% são concursados e o restante é terceirizado. nem os concursados e tampouco os terceirizados trabalham efetivamente (com algumas exceções). Os que tentam fazer um bom trabalho se atolam tendo que fazer o que ninguém faz.
Minha chefe chega 15 hs e sai ás 18. Meu outro colega que entrou no concurso comigo, um senhor de uns 50 anos, sai 2 da tarde sem fazer absolutamente nada o dia todo. O que eu estou aprendendo: desde que alguém faça o trabalho que minha chefe repassa, tudo bem; não interessa se é uma pessoa apenas fazendo o trabalhgo de duas.
Reclamei com a chefe: 'todas essas tarefas para o dia tal e fulano não vai fazer nenhuma delas'? resposta: 'nao adianta , ele nao faz'. Claro, tem sempre um otário pra se montar em cima....
Reclamei com o segundo homem abaixo do Presidente, mas ele está mais preocupado com as suspeitas de superfaturação na obra que tivemos (parada há 2 meses).

Ou seja: se vc é o 'otário' do serviço público, vc não tem sequer como reclamar. Ninguém liga.

por isso, apesar de ser funcionária pública, me coloco amplamente a favor do fim do regime estatutário. É um absurdo que sustentemos tanto parasitismo sem sequer ter um bom serviço em troca.

Responder
mcmoraes 12/05/2011 16:55:59

Petrus, se você me der licença, gostaria apenas de complementar sua frase: ...se vc é o 'otário' do serviço público, vc não tem sequer como reclamar. Ninguém liga. Porém nunca esqueça que há um otário mais otário que você: o tal do contribuinte, que paga, sob a mira de uma arma, toda essa zona...

Responder
Petrus 13/05/2011 11:24:52

Por isso eu disse, mcmoraes.. é um absurdo que sustentemos isso, esse parasitismo sem um bom serviço em troca. E por isso sou a favor do fim do regime estatutário.

A gente pensa que fazer o 'nosso' é o bastante, mas o fato é que quando as outras pessoas não fazem o seu, a coisa complica. Muitas vezes vc, p/ fazer seu trabalho, depende de um relatório de outro setor, por ex; se ele não faz, vc não tem como trabalhar, e assim vai se perpetuando a incompetência.

o Estado deveria,pelo menos, passar um 'pente fino', aplicar efetivamente o estatuto dos funcionários, com todas as punições descritas. No papel, a impressão que dá é que o serviço público é rigoroso. Se eles colacassem metade do que está escrito em prática, a coisa funcionaria mto melhor.

Responder
Joao 13/05/2011 12:06:39

No mínimo devia usar suas benesses e trabalhar para o serviço público de forma EFICIENTE produzindo resultados proveitosos para o INTERESSE PÚBLICO. Vamos pensar assim e deixar de hipocrisia? (desculpe a sinceridade)

Como semi-funcionário público (de empresa pública, na verdade), sei como é difícil se manter motivado quando a burocracia e os processos mastrodônticos trocam a eficiência por uma suposta qualidade (basicamente, um monte de papel que ninguém lê).
Você teve uma brilhante ideia, que pode ajudar bastante seu setor. O que fazer? Bem, primeiro, você precisa romper a barreira do comodismo, pois, para algumas pessoas no seu trabalho, mostrar alguma coisa nova no trabalho é como fazer vampiro comer pizza de alho. Se você conseguir romper essa barreira, precisa mandar uma Requisição de Vontade de Início de Projeto de Pré-Projeto de Raciocínio Acerca do Processo. Essa requisição precisa passar por 10 pessoas, uma velha virgem de 80 anos e alguém fale esperanto. Se a requisição for aceita, você precisa torcer para ela não acabar indo parar nas mãos de uma equipe que simplesmente negará a sua ideia porque "a gente sempre fez assim". Então, cria-se um projeto, que pode ser abandonado se de repente alguém decidir que aquilo não vale a pena. Você é criticado porque gastou tempo demais nessa ideia. Afinal, isso não faz parte do processo, e devemos trabalhar para seguir o processo. Isso irá parar em uma equipe que levará 3 anos para verificar sua ideia. Até lá, ela já ficou obsoleta. Mas veja pelo lado bom: há 4.532 páginas de documentação sobre isso!

Responder
Daniel Silva 06/09/2013 00:20:02

KKKKKK. É desse jeito mesmo!!!!!

Responder
Rogerio 13/05/2011 13:16:28

Você encontrou muitos defeitos no setor público, mas se esquece que no setor privado as coisas são muito duras também. No setor público você trabalha para um estado, um município, uma nação, e no setor privado, você trabalha para enriquecer meia dúzia, que explora a mais valia dos seus funcionários e vive na mordomia e luxúria que a maioria sonha em chegar. Será que trabalhar em setor privado, onde se tem cobranças constantes de desempenho, busca de aumento de lucros desenfreada, concorrência muitas vezes desleal e salários cada vez mais apertados, é algo melhor que trabalhar em setor público? Você vê mais ética nisso? Com certeza não há ética em nenhum dos dois.

Quem procura desenvolvimento profissional para crescimento de poder aquisitivo, deve procurar o setor privado, pois este precisa de pessoas extremamente dedicadas e dispostas a dar o seu sangue pelo trabalho, ganhando mais dinheiro e deixando seus patrões ainda mais ricos.

Quem procura desenvolvimento profissional para crescimento sem priorizar poder aquisitivo e ter melhor qualidade de vida, o setor público com certeza oferece as melhores condições. Não é porque uma parte não faz nada que você também não vai fazer a sua. O importante é cada um fazer o que gosta, sem ser explorado, ter saúde e qualidade de vida, e dormir tranquilamente com a certeza do dever cumprido.

Responder
Paulo Sergio 17/12/2011 02:45:49

'e no setor privado, você trabalha para enriquecer meia dúzia, que explora a mais valia dos seus funcionários...'

Como diria o padre Quevedo...esto non exeste!

Responder
anônimo 13/04/2014 00:33:04

Não existe mesmo, tire a cabeça do líder empreendedor dali e a coisa desaba bem rapidinho.
Basta ver o que era a Apple antes da volta do Steve Jobs.

Responder
JohnMa 12/04/2014 15:08:42

"O importante é cada um fazer o que gosta, sem ser explorado, ter saúde e qualidade de vida, e dormir tranquilamente com a certeza do dever cumprido."

Explorados somos nós contribuintes que sustentamos milhões de parasitas como você; não fosse isso certamente nossa qualidade de vida seria muito melhor.

Responder
renata silva 03/10/2011 00:48:07

-\r
pois por exemplo esta ENFERMAGEM MULHER MÃE AVÓ BRASILEIRA abaixo, HÁ 08 ANOS ATRÁS, RECEBIA QUASE-03-SM-FEDERAL-BASE-LIQUIDO- -\r
-\r
E HOJE RECEBE MENOS DE-1,5-SM-FEDERAL-BASE-LIQUID0.etc.e para menos de 01 sm falta pouco\r
-\r
então conforme o tempo vai passando como não permitir que a mesma tenha OUTROS-MIL-BI COS E BICOS POR FORA,\r
-\r
pois localmente procuram dificultar para a enfermagem LOCAL não ter OUTROS MIL BICOS POR FORA.etc.\r
-\r
mesmo pagando SALÁRIOS PÍFIOS, SALÁRIOS ABAIXO DA MISÉRIA EXTREMA, ABAIXO DA POBREZA EXTREMA.etc.ás tais e tais ENFERMAGENS LOCAIS.etc.\r
-\r
isto é, mesmo podendo, não pagam um salários digno, e do outro lado dificultam ao máximo para a enfermagem local não terem outros MIL BICOS POR FORA.etc.para complementar o tal SALÁRIO PÍFIO.etc.\r
-\r
pois por exemplo na REGIÃO ALTO TIETE/SP existem PREFEITURAS TRILIONÁRIAS que procuram pagar o minimo do minimo á todas ás suas ENFERMAGENS LOCAIS,\r
-\r
ou ás obrigam á trabalharem quase de graça e mesmo que tendo que trabalhar 30, 32, 36 horas semanais por DIREITOS ADQUIRIDOS/CONCURSOS/SELEÇÃO.etc.,\r
-\r
ás obrigam á trabalharem mais muito mais de 44 horas semanais e PROCURAM DIFICULTAR das mesmas terem outros MIL BICOS POR FORA, e procuram PERSEGUIR, PREJUDICAR.etc.de todas as formas possíveis as tais e tais ENFERMAGENS LOCAIS\r
-\r
cnes.datasus.gov.br/Mod_Profissional.asp?VCo_Unidade=3523102079526\r
-\r
e por isso geralmente a enfermagem está meia boca num serviço e como meia boca nos outros-MIL BICOS POR FORA,\r
-\r
pois nenhum ser humano consegue dar 100% de si mesmos em MIL BICOS POR FORA.impossível,\r
-\r
quer dizer deve e ou deveria ter ao máximo de por EXEMPLO-60-HORAS SEMANAIS EM DUPLA VINCULAÇÃO,\r
-\r
MAIS QUE ISTO É UM ABSURDO PARA UM SER HUMANO.etc.-DÉFICIT-DE-ATENÇÃO-CONCENTRAÇÃO-MEMÓRIA-FALHA-FADIGA-STRESS-\r
-\r
UM ABSURDO..etc.o que fazem com a ENFERMAGEM MULHER MÃE AVÓ.etc.BRASILEIRA, ás quais tem JORNADAS DUPLAS TRIPLAS QUADRÚPLAS.etc.etc..um absurdo.\r
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pois depois ainda tem que cuidar do seu LAR, FILHOS, MARIDO.etc.mas geralmente esquece de si mesmas.\r
-\r
tudo para COMPLEMENTAR O SEU GANHO NO SERVIÇO OFICIAL.MIL BICOS POR FORA.ABSURDO.,\r
-\r
quer dizer SALÁRIOS, BENEFÍCIOS.etc.da MULHER MÃE AVÓ.etc.ENFERMAGEM BRASILEIRA deveriam ser SAGRADOS.etc.,\r
-\r
pois 95% da enfermagem brasileira são mulheres mães avós..etc.\r
-\r
não PODERIAM de jeito nenhum DESVIAR, EXTRAVIAR, FLEXIBILIZAR,-DRU-.etc., e muito menos-DESATUALIZAR--.etc.etc.\r
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senão daqui há pouco tudo e todos ENFERMAGENS CURSOS TÉCNICOS/SUPERIORES.etc.estarão ganhando MENOS DE 01 SM FEDERAL--LIQUIDO--.absurdamente.\r
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e não importa se tem 05,10,15, 20,25, 30, 35, 40 anos de SERVIÇO DE DEDICAÇÃO.ETC.NÃO INTERESSA TUDO E TODAS ENFERMANGES ESTARÃO GANHAN DO MENOS DE 01 SM FEDERAL-LIQUIDO.ETC..SE NADA E NINGUÉM FIZER ALGUMA COISA...::::\r
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Responder
Teofilo Fonseca 16/12/2011 04:41:10

Vá com Deus amigo! Espero que encontre o seu cargo no setor privado...deixe o que ocupa agora para aqueles que querem trabalhar...digo, trabalhar e ter a sua mão-de-obra recompensada.\r
Não é o setor público que tem muitas "vantagens" e sim o setor privado que não possui nenhuma! Vejamos, quem ganha mais na iniciativa privada? Quem? Os patrões...esses quase não fazem esforço, vivem uma vida de rei...enquanto o pobre funcionário tem que ralar muito e está sob constante pressão, ameaças de demissão e pra quÊ? Pra ganhar uma merreca, não ter o seu esforço reconhecido e ainda ver os "lambe-botas" conseguirem cargos melhores que o seu não por meritocracia e sim por "puxasaquismo" ou "QI"!\r
Então repito: Vá com Deus! O setor público não precisa de você que já demonstrou que não anda fazendo por onde paara ganhar seus R$117.000,00 anuais!

Responder
Leandro 16/12/2011 05:34:50

Como assim, Teófilo? Como assim os patrões "não fazem esforço, vivem uma vida de rei"? Quem é que fornece o capital e os equipamentos para os trabalhadores trabalharem? Como seria possível os trabalhadores trabalharem e receberem salários sem que os patrões tivessem antes poupado e investido seus recursos, arriscando seu próprio patrimônio?

Quanto aos salários serem baixos, debite a culpa no governo. É impossível uma empresa pagar altos salários quando 70% de todo seu rendimento é tributado. No Brasil, por exemplo, sobre a receita bruta incidem PIS e COFINS. E depois, sobre o lucro restante incidem a CSLL e o IRPJ. Além destes impostos, há também os encargos sociais (INSS, FGTS normal, FGTS/Rescisão, PIS/PASEP, salário-educação, Sistema S) e trabalhistas (13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado e feriado, rescisão contratual, vale transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios) sobre a folha de pagamento.

E estamos apenas na esfera federal. A essa sopa de letras acrescente também o ICMS (estadual) e o ISS (municipal).

Dados Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário indicam que uma empresa paga tributos equivalentes a 70% do lucro obtido nos negócios -- isso é recorde mundial.

É impossível haver uma grande acumulação de capital desta forma. Lucro que poderia ser reinvestido na compra de bens de capital modernos, que aumentariam a produtividade dos trabalhadores -- e, consequentemente, seus salários -- é confiscado pelo governo e desperdiçado no sustento da burocracia e no salário de seus parasitas. A atividade governamental é destruidora de capital. Ela impede o enriquecimento de empresas e trabalhadores.

O Brasil não pode virar uma Alemanha por meio de um simples decreto governamental que estipule salários, como muita gente acha. Para que o Brasil pague salários de primeiro mundo, antes é preciso acumular capital. E para acumular capital, é preciso investir. E para investir, é preciso poupar. E para poupar, é preciso trabalhar. E para que a economia faça tudo isso, o governo não pode atrapalhar, não pode obstruir a livre iniciativa e não pode confiscar capital acumulado.

Qualquer discussão que não se atenha a estes fatos é mera espuma.

E sim, toda essa carga tributária, que impede aumentos salariais na iniciativa privada, existe justamente para sustentar vocês do setor público. São vocês um dos principais responsáveis por essa situação. São vocês que vivem à custa dos trabalhadores da iniciativa privada.

Grande abraço!

Responder
JOSUELITO BRITTO 16/12/2011 05:53:12

As idéias veiculadas no artigo procedem, de modo geral. A produtividade no serviço público é baixa. O servidor, em geral, não tem muito compromisso com o trabalho e trata o público com desprezo. Entretanto, há muitos servidores que trabalham sério. Arrisco a seguinte avaliação: 10% leva a máquina pública nas costas, 30% faz apenas o necessário e 60% errola. Verifiquem o número de faltas ao serviço, fundado em atestados médicos graciosos. Além do mais, o servidor público tem o privilégio, gritantemente inconstitucional, de sair de licença remunerada para fazer campanha política. Então, muitos são candidatos apenas para gozar essas férias de 90 dias. A licença deveria ser concedida, mas sem remuneração. Pois, no setor privado não temos esse privilégio. Esse quadro poderia mudar um pouco com a quebra da estabilidade e controle rigoroso da produtividade. Esses privilégios são ainsa maiores com juizes e promotores, cuja penalidade máxima é a aposentadoria compulsória ou a disponibilidade, sempre remunerada (prémio aos heróis que violam a lei). Ademais, têm férias de 75 dias, mais 15 de recesso, dias enforcados, fins de semana prolongados, licenças prêmios e especiais,, para estudar, fazer mestrado (tudo uma grande embromação). Certo desembargador da Bhia calculou, em sessão do Tribunal, que um juiz não chega a trabalhar mais de 10o dias no ano. Esse é o quadro predominante.

Responder
Nikölass Resende Sveinsson 16/12/2011 06:50:38

Ah sim, o bom é ser escravo-assalariado de um chefe do setor privado, que num dia de mal-humor, te manda pra rua "procurar seus direitos"...

Bom é literalmente entregar sua vida na mão de um gerente, que reporta a um diretor, que reporta a um presidente que reporta aos acionistas... que nem sabem que vc existe...

12hrs/dias, tendo que brigar por horas-extras, nenhum benefício, se vc falta ou chega atrasado (por razões A, B ou C), ninguém quer saber o porquê (dane-se se vc é o sujeito mais preparado do prédio, vc é só uma peça [escravo] substituível a qualquer tempo).

Se não agradar todo o dia o tempo todo, pode tirar seu diplominha de mestrado da parede e dar área...

Isso é que é bom né?

Se hipocrisia for sinônimo de sinceridade, então esse é, de fato, um texto muito sincero.

Responder
Luis Almeida 16/12/2011 07:02:13

Se é bom ou não, isso depende da subjetividade (e da covardia) do indivíduo. Mas certamente é um arranjo muito mais ético e moral do que o funcionalismo público, que vive com o dinheiro roubado justamente destes pobres coitados cuja sorte você lamenta.

Responder
Hay 16/12/2011 07:12:31

Ah sim, o bom é ser escravo-assalariado de um chefe do setor privado, que num dia de mal-humor, te manda pra rua "procurar seus direitos"...

Realmente, o chefe do setor privado é um mala. Ele pode demitir alguém! Que absurdo! Como pode alguém demiti-lo? Afinal, é um direito sagrado seu não ser demitido!

Bom é literalmente entregar sua vida na mão de um gerente, que reporta a um diretor, que reporta a um presidente que reporta aos acionistas... que nem sabem que vc existe...

E no setor público o presidente lá de cima também não sabe quem é você, ué! A diferença é que ele tem montanhas de dinheiro de impostos para gastar. Então, pode pagar bons salários e benesses para você. Em caso de prejuízo, não há problemas! Dinheiro público é um saco sem fundo mesmo...

12hrs/dias, tendo que brigar por horas-extras, nenhum benefício, se vc falta ou chega atrasado (por razões A, B ou C), ninguém quer saber o porquê (dane-se se vc é o sujeito mais preparado do prédio, vc é só uma peça [escravo] substituível a qualquer tempo).

Meu Deus, que vida triste a sua! Você trabalha 12 horas por dia! E não tem nenhuma opção! Seu empregador simplesmente aponta uma arma para sua cabeça e o manda trabalhar mais! Pobre escravo, não pode simplesmente trabalhar em outro lugar...

Se não agradar todo o dia o tempo todo, pode tirar seu diplominha de mestrado da parede e dar área...

Realmente, seu diploma de mestrado deveria significar muita coisa, não é? O dono da empresa, que insiste em viver no mundo real e não na ilha da fantasia de quem acabou de sair de um mestrado e não conhece o mercado de trabalho real, é um mala! Ele não entende que seu mestrado sobre o ciclo menstrual da tartaruga selvagem do Madagascar transformou você em um profissional super qualificado!

Se hipocrisia for sinônimo de sinceridade, então esse é, de fato, um texto muito sincero.

Eba! Deixe-me também inventar significados novos para as palavras! Para que usar o dicionário, não é? Você é um loprimentilastirador! A palavra não existe, mas eu acabei de inventar. Achei que seria mais divertido do que simplesmente dar um signficado novo para uma palavra...

(Uma tarefinha de casa para você, caro adolescente: tente abrir uma empresa. Já que ser empresário é essa moleza, você certamente ficará bem tranquilo, explorando os pobres trabalhadores e ficando rico. Depois, volte aqui e diga quantos milhões você ganhou coçando o saco)

Responder
Paulo Sergio 17/12/2011 02:43:27

'Ah sim, o bom é ser escravo-assalariado de um chefe do setor privado, que num dia de mal-humor, te manda pra rua "procurar seus direitos"...'

O que é que isso tem a ver? Óbvio que trabalhar pro governo é conveniente pra quem já está lá, a questão não é essa e sim se isso é coisa de quem tem vergonha na cara ou não.

Responder
Lucas 16/12/2011 09:21:57

O velho discurso parcial, acerca das disfunções da burocracia, e da necessidade de reduzir o tamanho do Estado.\r
Estão certos ao diagnosticar o problema (ineficiência evidente do servidor público), mas errados ao propor a solução (não termos servidores públicos e impostos).\r
Os teóricos das Finanças Públicas mostram claramente a necessidade que tivemos, em nosso processo de industrialização, de uma presença mais forte do Estado, sem a qual o Brasil seria como um desses países africanos, que não tem nem funcionalismo, nem economia forte, nem previdência social, nem nada.\r
A solução do problema da ineficiência do governo é o controle social, utilizando os mecanismos que existem pra denunciar os abusos (lembrando que os servidores podem ser demitidos). Ninguém quer ter o trabalho também de denunciar, preferem ficar nos barzinhos da vida, reclamando. O esporte nacional não é o futebol, e sim reclamar.\r
Na fila do banco todo mundo reclama até ser atendido; depois pega seu comprovante e se manda, esquecendo os outros que continuam lá.\r
Realmente existem os servidores parasitas (principalmente os antigos, que nem sabem usar o computador, e ganham salários enormes pra não fazer nada, muitas vezes entraram até sem concurso). Dentre os novos já vemos uma mudança, com visão de empresa privada; mas como quem manda são os antigos, os novos concursados ainda não puderam mudar as coisas.\r
Enfim, pra não alongar muito, a burocracia foi criada para conter os abusos dos monarcas, coronéis etc. Não se trata de excluí-la, mas de aperfeiçoá-la, fiscalizando. \r

Responder
Luis Almeida 16/12/2011 09:34:30

O velho discurso parcial de que, não fossem os políticos e os aplicadíssimos funcionários públicos, ninguém sequer almoçaria, pois não haveria economia.

Impressionante o estrago que a doutrinação estatal faz na mente das pessoas. País com pessoas assim não tem futuro.

Responder
crodd 29/11/2012 14:06:51

"Enfim, pra não alongar muito, a burocracia foi criada para conter os abusos dos monarcas, coronéis etc. Não se trata de excluí-la, mas de aperfeiçoá-la, fiscalizando."

Não é bem assim. A burocracia foi criada para "eficientizar" os abusos dos monarcas. Surgiu na China, foi imitada pelo Império Britânico em seu apogeu.

Responder
Guilherme 16/12/2011 09:46:58

Primeiro, a máquina pública, para funcionar bem, precisa de bons profissionais. Aí você inclui os auditores fiscais, os analistas do Bacen, equipe de fiscalização da CGU e do TCU, enfim, o servidores pensantes, que fazem a análise e transmitem as informações para que o governo tome as providências, faça os investimentos, por exemplo. Ora, se o país está conseguindo destacar-se no cenário econômico internacional é sinônimo que estamos no caminho certo, vale dizer, estamos adotando as melhores medidas, principalmente na economia. E não me diga que essas medidas são discutidas e decididas pelo presidente e seus ministros, somente. Tais decisões, parte da análise feita por vários agentes públicos, principalmente servidores públicos.

Segundo, é claro que há funcionário públicos, no sentido amplo, que não fazem jus à sua remuneração. Acontece que também é assim na iniciativa privada, em uma escala menor. Por outro lado, existem poucos que fazem por muitos, acabando que as coisas equilibrem-se. Como já disse acima, o país é destaque no cenário mundial, sobretudo quanto ao nosso setor econômico, ainda que com todas as arestas que precisam ser lapidadas.

Terceiro, nossa carga tributária é uma das maiores, senão a maior. Porém, todos esses recursos carreados aos cofres públicos não estão voltando em forma de benefícios à população devido, principalmente, à corrupção. E não estou falando do servidor público, e sim dos políticos corruptos.

Quarto, o comércio e indústria brasileiro é sim muito atrativo para a iniciativa privada. Pegue, por exemplo, o mercado de automóveis, em que, com praticamente a mesma tributação existente no México, consegue vender carros, aqui fabricados, duas ou até três vezes mais caro que naquele país. Agora, se não está pagando bem o empregado aí é outra história.

Quinto, e por último, defendo a boa remuneração dos servidores públicos, que trabalham para sustentar a máquina pública brasileira. Dessa forma, o governa capta os melhores profissionais.

Acho que não devemos culpar o servidor público, concursado, pela ineficiência com que muito empresários e industriários conduzem seus negócios. Afinal, é notório que o capital privado, inclusive no Brasil, tem muito mais dinheiro para investir do que o governo, como diz o PSDB. Mas o governo não tem como assegurar o sucesso desses investimentos, que muitas das vezes não encontram sucesso. Talvez se comparássemos o perfil dos empresários brasileiros com o de países desenvolvidos, da Alemanha, por exemplo, encontraríamos algumas boas respostas.

Não tiro sua razão caso você esteja referindo-se aos funcionários públicos comissionados, de livre nomeação e exoneração, aí sim, a maioria não faz jus aos gordos salários que recebem para chefiar, dirigir e assessorar. Além do que esses cargos são, geralmente, ocupados por "companheiros".

Responder
Leandro 16/12/2011 10:11:49

Prezado Guilherme, você certamente chegou agora ao nosso site. Dá pra ver pela sua crença inabalável no mito de que "se o país está conseguindo destacar-se no cenário econômico internacional é sinônimo que estamos no caminho certo, vale dizer, estamos adotando as melhores medidas, principalmente na economia."

Ou seja, segundo você, quem gerencia a economia e quem a "faz crescer" são os burocratas e os políticos, e não empreendedores e trabalhadores. Mande um abraço para a Dorothy e para o Homem-de-Lata aí na terra de Oz.

No mais, você diz que há funcionários públicos competentíssimos, e que é graças a eles que economia funciona. Diga-me: como um funça faz com que chegue comida à minha boca? E um político? Se não fosse Sarney, eu não teria comido carne hoje no almoço? Se essa gente sumir do mundo, eu começo a passar fome amanhã? Na minha concepção, eu ficarei imediatamente mais rico. A única coisa boa que você e a turma de Brasília podem fazer é sair do caminho.

No mais, faça um passeio pelo site. Você, no mínimo, irá perceber o quão absurda e sem sentido é para nós toda essa ladainha que você despejou aqui.

Grande abraço!

Responder
mcmoraes 16/12/2011 10:22:34

É deprimente pensar que até poucos anos atrás eu assinaria embaixo da ladainha sem sentido do Guilherme. Rogo a Deus que as próximas gerações não tenham o cérebro lavado como a minha e as anteriores tiveram.

Responder
Senso comum 12/04/2013 14:06:49

"No mais, você diz que há funcionários públicos competentíssimos, e que é graças a eles que economia funciona. Diga-me: como um funça faz com que chegue comida à minha boca? E um político? Se não fosse Sarney, eu não teria comido carne hoje no almoço? Se essa gente sumir do mundo, eu começo a passar fome amanhã? Na minha concepção, eu ficarei imediatamente mais rico. A única coisa boa que você e a turma de Brasília podem fazer é sair do caminho."

- Vc se esqueceu de uma coisa, se dependesse do livre mercado, você comeria carne adulterada (como muitas vezes, a PF apreendeu carne adulterada) e também beberia leite adulterado com soda cáustica. Mesmo com as fiscalizaçoes, estas coisas já ocorrem, imagine, imagine como seria sem fiscalizações e regulações.

Responder
Leandro 12/04/2013 14:18:50

Prezado Senso Comum, por que você não citou a notícia inteira?

Quando li que os "malvados" estavam injetando água na carne para elevar seu peso, não vi muito sentido nessa prática. Afinal, o peso seria elevado apenas temporariamente. Quando a carne chegasse ao seu destino final, o comprador inevitavelmente perceberia o golpe e este fornecedor estaria fora do mercado. Seria uma atitude imbecil.

Foi então que surgiu o trecho revelador:

"A Polícia Federal informou que os produtos alimentícios eram adquiridos por órgãos públicos por meio de licitação. As investigações começaram em 2011, após uma denúncia do exército brasileiro em Juiz de Fora, e, segundo a polícia, os responsáveis pelos estabelecimentos devem ser autuados por crimes de adulteração de produto alimentício, formação de quadrilha e crimes de licitação. A pena pode chegar a 12 anos de prisão."

Ou seja: os caras faziam isso justamente para vencer a licitação (maior peso por um menor preço) e vender para o governo. Exemplo número 17.436 do que ocorre quando o estado entra em cena e passa a ofertar dinheiro público para produtores: todo mundo se corrompe.

Obrigado por fornecer mais este exemplo.

Responder
Senso comum 12/04/2013 14:40:45

O fato é que muitas vezes, a Polícia já apreendeu alimentos adulterados que podem muitas vezes até fazer mal à saude. Quantas vezes já foi apreendido leite com soda cáustica? A questão é, vc sabe o que contém e o que não contém nos alimentos que você consome? Você sabe se o leite que vc bebe contém ou não soda cáustica? É por isso que tem que ter regulações e fiscalizações.

Responder
Márcio 12/04/2013 15:23:59

"A questão é, vc sabe o que contém e o que não contém nos alimentos que você consome? Você sabe se o leite que vc bebe contém ou não soda cáustica? É por isso que tem que ter regulações e fiscalizações."

É por isso que, sempre que vou ingerir algo, peço para um burocrata prová-lo antes de mim. Sempre. Sou a favor de que o governo inche o funcionalismo público até chegarmos à escala de um burocrata por cidadão. A função de cada burocrata seria provar a comida antes do cidadão, para impedir que este morra envenenado ou engasgado com uma espinha de peixe. Afinal, temos de estar sob constante proteção e não há nada superior à velocidade de percepção e reação da burocracia.

É curioso ver como as pessoas atribuem dons divinos ao estado. Quer dizer então que o estado é uma entidade tão onisciente, que ela é capaz de saber o conteúdo de absolutamente todos os alimentos? Os burocratas estão sempre presentes nas portas das fabricas, cheirando o conteúdo dos alimentos ali produzidos?

Especificamente sobre suas alegações, o que ocorreria com um fornecedor que adulterasse seu produto? Ele ganharia ou perderia espaço no mercado? Ele ficaria rico ou iria à falência?

A capacidade das pessoas de atribuir ao estado dons salvadores (e únicos) é absolutamente apavorante. Não têm a mínima ideia de como funciona um processo de mercado e de como este pune contraventores. Aliás, contraventores prosperam justamente naqueles mercados amplamente regulados e fiscalizados, como explicam tanto a teoria quanto a prática.

Regulamentações brasileiras garantem a prosperidade dos vigaristas

Responder
anônimo 12/04/2013 17:33:12

'Quantas vezes já foi apreendido leite com soda cáustica? A questão é, vc sabe o que contém e o que não contém nos alimentos que você consome? '

Eu não sei, mas pra isso ninguém precisa de governo, basta ter certificações privadas

Responder
anônimo 12/04/2013 21:21:04

Muito bem. E quem pagaria por tais "certificações privadas"? A fabricante? O consumidor? Se for o segundo não haveria problema. Os consumidores poderiam se associar e pagar pelo serviço de cientistas (químicos, bioquímicos, nutricionistas) cuja única especialização é verificar o conteúdo dos alimentos. Ou poderiam ser criadas associações de cientistas voluntárias que informam os consumidores sobre o conteúdo dos alimentos: se um alimento é bom ou não. Se uma marca vende alimento ruim, os consumidores já sabem, ai os consumidores boicotam aqueles desonestos que falsificam o produto. Mas teria de ser especialistas sérios, que entendem sobre química, nutrição, etc. e não os esquerdistas do Idec.

Responder
anônimo 12/04/2013 21:26:11

International Organization for Standardization mandou lembranças!

Responder
Anarcofobico 12/04/2013 14:55:27

Cuidado! A escola austríaca de exonomia pode aumentar consideravelmente o nível de raciocínio lógico e inteligência de seus prosélitos!

Responder
Guilherme 16/12/2011 10:50:48

Caro Leandro, convido você a refletir sobre esse tema à luz do direito administrativo, bem como da macroeconomia, pois me assuta você utilizar o argumento "Diga-me: como um funça faz com que chegue comida à minha boca?". Você consegue imaginar um Estado sem funcionários públicos para fazer funcionar a máquina estatal? Posso afirmar a você que não é possível, ainda que seja somente nas funções típicas de Estado.

Já trabalhei (quase como escravo) na iniciativa privada. Estudei muito, pois sempre fui pobre, passei no vestibular de uma universidade federal, formei-me em ciências contábeis, estudei (novamente como um escravo) até passar num concurso - o primeiro foi em sociedade de economia mista, o segundo para um cargo municipal, os outros seguintes foram para o executivo federal, inclusive é nesse quadro de servidores que estou atualmente.

Então, após estar dos dois lados, e conhecendo um pouco sobre o funcionamento tanto de um quanto do outro setor, inclusive o terceiro setor, posso dizer que os servidores públicos são essenciais. Os bons servidores, nada de dizer que é tudo igual.

Convido vocês, que odeiam servidores públicos, a estudar para um concurso público. Verão como é difícil e também gratificante ser aprovado, ser o melhor, mas não pensem que será fácil desempenhar as atribuições de seus cargos. Dependendo do cargo, você se deparará com uma investigação, envolvendo desvio de milhões de reais para o bolso de políticos safados e empresários imorais, contendo milhares de páginas. Ou então, estará diante de um projeto onde o governo está emprestando também milhões de reais, e depende de você a análise para saber se aquele tomador do empréstimo terá capacidade de pagar. Pensem nisso.

Responder
Leandro 16/12/2011 11:04:05

Todo funcionário público é arrogante: eles genuinamente acham que sem eles o mundo pára, o eixo da terra se desloca e o sol desaparece do sistema solar. Eles não concebem como o mundo pode funcionar se não houver pessoas em quem eles possam mandar e de quem possam extrair dinheiro para seus polpudos salários.

Você consegue imaginar um Estado sem funcionários públicos para fazer funcionar a máquina estatal?

E quem disse que eu quero -- ou até mesmo que eu ache que seja algo benéfico -- uma máquina estatal funcionando? Sempre que a máquina estatal funciona, há riqueza sendo destruída, pessoas sendo esbulhadas e gente enchendo os bolsos à custa do suor alheio.

Convido vocês, que odeiam servidores públicos, a estudar para um concurso público

Temos ética. Vivemos com o nosso próprio suor, e não com o suor alheio. E a paz na consciência que isso traz dinheiro nenhum compra.

Ou então, estará diante de um projeto onde o governo está emprestando também milhões de reais, e depende de você a análise para saber se aquele tomador do empréstimo terá capacidade de pagar. Pensem nisso.

E você sinceramente acha isso ético e moral? Redistribuição subsidiada da riqueza alheia? Pense nisso.

Responder
Fernando Z 16/12/2011 11:25:01

Não somente paz na consciência, mas também se sentir alguém que está entre os melhores, ou seja, alguém que passa pelo teste do mercado. E viver sem isso, é viver pela metade.

Responder
P/ o "Sistema de Mercado" 02/08/2012 11:59:16

Fernando Z,

Me formei recentemente em contabilidade e gostaria que você me explicasse o que seria este "teste de mercado" que você menciona. Meu caro já fui a testes de várias empresas e passo muito bem em todas as provas de aptidão intelectual, modéstia a parte, sempre estudei muito na minha vida, mas quando há uma tal de dinâmica de grupo se destaca aquele que toma a frente dos outros ao falar, é arrogante e muita das vezes tem um conhecimento aquém dos demais participantes. Então me explique, como funciona esse tal desse "sistema de mercado"? Pois por enquanto vou fazendo provas de concursos, que exigem aptidão de determinados conhecimentos e não eliminam o candidato porque ele (a) é casado/solteiro, homem/mulher, feio/bonito, negro/branco/amarelo, pois a vida passa e eu preciso de uma remuneração para viver, não posso ficar assistindo pessoas que se esforçaram muito menos do que eu na vida ganhando rios de dinheiro enquanto eu fico aqui lamuriando porque o "sistema de mercado" só aceita "os bons".

Responder
Luis Almeida 02/08/2012 12:37:44

Prezado(a),

Você diz que "sempre estudei muito na minha vida, mas quando há uma tal de dinâmica de grupo se destaca aquele que toma a frente dos outros ao falar, é arrogante e muita das vezes tem um conhecimento aquém dos demais participantes."

Permita-me 3 considerações:

1) "Tomar a frente dos outros ao falar" não é necessariamente uma característica negativa. Ela pode ser um demonstrativo de ambição e de vontade de vencer, algo que pode ter faltado a você.

2) Ser "arrogante" também não é problema nenhum, desde que a pessoa tenha motivos para ser arrogante. Se a pessoa é realmente boa naquilo que faz, sua arrogância irá apenas incomodar (merecidamente) os incapazes. Por outro lado, se ela for arrogante sem ter motivos para isso (porque é incompetente, por exemplo), então esteja certo de que ela não durará nem um mês no cargo. Arrogância atrai antipatia e, se o sujeito for incompetente, sua arrogância simplesmente acelerará sua demissão.

3) Você dizer que seu concorrente vencedor "muita das vezes tem um conhecimento aquém dos demais participantes" é puro achismo seu. Talvez pela inveja (por ele ter conseguido a sua vaga), você cria estas justificativas psicológicas para tentar compensar o fracasso. "Mundo injusto! Fulano é pior que eu e conseguiu!" Ora, como você pode ter a certeza de que ele é pior do que você sendo que vocês até então nunca trabalharam juntos neste cargo que vocês estavam disputando? E como você pode saber se ele por acaso não possui outras características que você não tem? O mercado não seleciona de acordo com a justiça, mas de acordo com o mérito. Aliás, é exatamente isso que ocorre também nos esportes. Quantas vezes um atleta ou uma equipe se mostram superiores durante toda a partida mas acabam perdendo para o rival num momento de distração? O que vale é o mérito, e não a justiça.


Aí, em seguida você diz que "por enquanto vou fazendo provas de concursos, que exigem aptidão de determinados conhecimentos ...".

Não. Exigem decoreba e memória. Aptidão de determinados conhecimentos é algo que prova nenhuma cobra. Impossível. Isso é algo que só se demonstra na prática.


Por fim, você diz que "não posso ficar assistindo pessoas que se esforçaram muito menos do que eu na vida ganhando rios de dinheiro enquanto eu fico aqui lamuriando porque o "sistema de mercado" só aceita "os bons"".

Aqui você acertou -- e ao mesmo tempo se contradisse de maneira fragorosa. Você acertou ao dizer que funcionários públicos são "pessoas que se esforçaram muito menos do que eu na vida [e ganham] rios de dinheiro". Correto. Porém, resta agora você -- que tanto diz ser "injusto" pessoas piores do que você serem contratadas -- explicar por que você acha justo pessoas pouco esforçadas ganharem rios de dinheiro (extraído do povo) sem fazer nada.

Responder
P/ o "Sistema de Mercado" 02/08/2012 15:19:18

Caro Luis,


Não trata-se de achismo meu, ou você acha que uma pessoa com formação em contabilidade não saber calcular juros simples ou não saber elementos básicos de incentivos fiscais à exportação, como isenção e não incidência de tributos e que está concorrendo para esta área fim e que envolve esse tipo de conhecimento, está capacitada? Que não contribui em quase nada durante as DG's, mas fala mais alto repetindo o que os outros disseram e fazendo de conta que apoia os demais nas apresentações merece ocupar uma vaga? Mas é o que acontece, eles se deixam levar muito mais por aspectos subjetivos e de aparência das pessoas, ou por pessoas que dizem "adorar trabalhar quantas horas for" do que aspectos dos conhecimentos técnicos apreendidos na faculdade. Com esse comentário não estou quis generalizar, conheço pessoas altamente capacitadas no Setor Privado, mas presencie muitos desses casos, gente "bonitinha" levando a melhor ou gente que teve "experiência internacional", traduza-se viajou para farrar no exterior ou que é "filho de fulano de tal" e digo isto porque são pessoas próximas a mim que levaram a escola e faculdade "nas coxas" e estão em empresas de renome ganhando os "rios de dinheiro" que eu citei, isso em relação ao que eles merecem.

E você antes de falar dos servidores de alto escalão, que são a minoria no Serviço Público que tem um bom salário, deveria conhecer algum (o que acredito ser bem improvável), sua experiência de vida e seu nível de conhecimento e ver o quanto a pessoa se esforçou pra chegar ali e deveria, também, tentar fazer uma prova só na "decoreba" pra ver se consegue passar.

E a meritocracia é um aspecto próprio e característico do Setor Público, no qual eu realizo uma prova de conhecimentos técnicos apreendidos e no máximo uma prova de títulos ou discurso oral, em cargos específicos, e todos concorrem em pé de igualdade, não se observando gênero, raça e nem aspectos físicos ou sociais e além de tudo respeitando-se a jornada de trabalho estabelecida no edital.
Logo, mérito, em seu sentido geral, tem tudo haver com justiça sim e as injustiças são justamente provenientes da ausência de mérito, como no caso da sua partida de futebol citada.

Quanto a "fazer nada", se não tem nada a fazer o que se pode fazer!? Sempre que se tem algum trabalho ele é feito, já estagiei em três órgãos públicos e adoro trabalhar e várias pessoas lá também. No que se refere as pessoa que ocupam altos cargos elas merecem sim o alto salário que aufere, a iniciativa privada não deu a oportunidade dela demonstrar seus conhecimentos, por ela não ter os aspectos subjetivos requeridos, ou não pode pagar o que ela merece para seu nível de conhecimento, recorre-se então ao concurso público e a um salário justo.




Responder
Luis Almeida 02/08/2012 15:42:39

Bom, aí agora você se entregou. É apenas alguém defendendo seus interesses de funcionário público. Achei que você ainda estava tentando; não sabia que já tinha experiência como funça -- da qual você compreensivelmente gostou, pois não há cobrança e nem trabalho. Afinal, como você própria disse "Quanto a "fazer nada", se não tem nada a fazer o que se pode fazer!?"

Exato. Vagabundear com o dinheiro extraído de miseráveis é realmente algo muito justo, né?

"No que se refere as pessoa que ocupam altos cargos elas merecem sim o alto salário que aufere [....]recorre-se então ao concurso público e a um salário justo"

Quem determinou que elas "merecem" um alto salário? Como pode merecer um alto salário alguém que nada produz; alguém que só consome recursos? E como você pode dizer que alguém que só faz consumir recursos merece um salário "alto e justo"? Como pode ser justo um salário que é extraído à força de um povo desdentado?

Quem determina o salário de um burocrata não é a sociedade (esta só paga), mas sim um outro burocrata. Que sistema moral esse, não? Burocratas se unem para espoliar o povo, que não tem voz nenhuma no processo, e você acha isso lindo e maravilhoso (e a sorte sua é que a esmagadora maioria é ignorante demais para saber que paga por tudo isso).

Responder
P/ o "Sistema de Mercado" 02/08/2012 18:59:36

Meu caro em primeiro lugar você deveria ler atentamente as coisas antes de responder, não pelo fato de você ser contrário ao que digo, mas pelo fato de não estar atentando ao que está sendo escrito.

Em momento algum disse que gostava do que fazia, é um trabalho fonte de renda, havia passado num concurso e recebia o meu salário e executava da melhor maneira possível minhas tarefas.

O que determina que os altos salários se justifiquem é o conhecimento que a pessoa detém, e a complexidade do seu cargo comprovados pela prova realizada, agora realmente entre as carreiras dentro do próprio serviço público há injustiças, um analista do Banco Central ou um auditor da receita federal que tem grande carga de conhecimento, trabalho e responsabilidade, ganham menos do que técnicos de nível médio do Senado Federal que trabalham 6 horas, isso sem sombra de dúvida é injusto, fora outros casos, mas isso é recorrente também na iniciativa privada, entre empresas de porte diferentes.

Quanto a frase:
"Quanto a "fazer nada", se não tem nada a fazer o que se pode fazer!?"

Me responda uma coisa, no seu "trabalho" você pede pra fazer algo quando não há mais nada para ser feito? Você pergunta para o seu chefe isso? Ou então vai em todos os setores de sua empresa e pergunta se tem alguma coisa pra fazer ou se alguém vai querer um cafezinho pra você servir? Se sim, parabéns! Você é mais um dos responsáveis pela exploração praticada por parte das empresas privadas, é o chamado "burro de carga", que acha que todos devem trabalhar jornadas de 60 horas semanais e ficarem satisfeitos da vida com as jornadas praticadas na Revolução Industrial.

Quanto a gastar o salário nas horas livres, quem ganha seu salário, nas horas livres faz o que quiser com ele meu querido!
Vamos ao futebol, quem paga o salário dos grandes jogadores de futebol? O clube claro! Mas quem sustenta o clube? Você caro fanático torcedor! E sabe o que os jogadores fazem com o dinheiro depois? Você sabe não sabe?

Um servidor nada produz? Então, vamos fazer assim demite-se os funcionários públicos e os que ficarem nas funções essenciais terão , atuação estatal agora temos as forças de mercado agindo por si só, um estado não intervencionista, não tem mais servidores né? Os poucos que restaram, recebem baixos salários e não criam, nem executam as políticas públicas eficientemente, porque não tem conhecimento suficiente para isto. Retira-se toda o aparato legal que regimenta esse país, quem comandam agora são os particulares e os endinheirados, que ficam livres para fazer o que bem entenderem. Meu querido, se você já se acha um miserável trabalhador você iria comer o pão que o diabo amassou, como no regime da Revolução Industrial, se você tem acesso a bens e serviços hoje, quem te proporciona isso é o controle estatal e seu papel na regulação na economia e quem executa esses serviços? Os funcionários públicos! Quem formulou legislações relativas ao salário mínimo, FGTS, seguro desemprego e outras garantias? Legisladores Públicos!



Responder
Gustavo 02/08/2012 17:39:32

E a meritocracia é um aspecto próprio e característico do Setor Público

Meritocracia com o dinheiro de roubo e fraude (impostos e expansão monetária) é fácil, né?
Quanto mérito...

Responder
Ana Beatriz 16/12/2011 11:51:07

Olá Leandro, preciso discordar. Pelos hospitais públicos vemos enfermeiras, técnicos de enfermagem, instrumentistas, todos funcionários públicos que discordariam amplamente sobre receberem polpudos salários. O mesmo pode ser dito de policiais, professores da rede publica, bombeiros, e outros. Todos discordamos sobre um professor ginasial receber um polpudo salário. E a maior parte do funcionalismo está justamente na educação/saúde/segurança pública. Além disso é por vontade da população que o setor público brasileiro cresce. A população demanda a todo o tempo mais segurança, mais hospitais, mais escolas. Isso é cultural entre nós. Ouça os telejornais: Se um comerciante vende um alimento estragado, o jornalista logo sentencia: Falta fiscalização, falta vigilância das autoridades, etc... Ninguém pensa que isso podia ser resolvido com uma população sociedade civil mais forte.

Responder
Leandro 16/12/2011 12:02:05

Prezada Ana, cargo de funcionário público é igual a livro esquecido em uma estante grande e empoeirada: quanto mais alto, mais inútil (só que maior o salário).

Concordo que um policial de esquina ou um médico da rede pública é muito mais útil do que qualquer magistrado, legislador, vereador ou deputado. Agora, sobre a população demandar serviços, isso é meio ambíguo. Todo mundo quer aquilo que aparenta ser gratuito. Tenho certeza de que, tão logo as pessoas realmente soubessem o custo daquilo por que clamam, arrefeceriam seus desejos.

Abraços!

Responder
Ana Beatriz 16/12/2011 16:44:21

Prezado Leandro: a maior parte das pessoas vieram ao mundo pelas mãos de um funcionário público. Quando vc, Leandro, nasceu, provavelmente a primeira pessoa que te pegou e bateu no seu bumbum, foi um funcionário público. Vc pode até dizer que nasceu num hospital particular. Mas saiba que quase todos os funcionários da saúde tem mais de um emprego, trabalhando sempre em um hospital público e noutro particular, por causa das baixas remunerações. \r

Responder
Gustavo 02/08/2012 14:35:43

Prezado Leandro: a maior parte das pessoas vieram ao mundo pelas mãos de um funcionário público. Quando vc, Leandro, nasceu, provavelmente a primeira pessoa que te pegou e bateu no seu bumbum, foi um funcionário público.

Serviço público não é serviço gratuito. Pelo contrário, custa muito caro e é financiado pela coação.

Responder
anônimo 16/12/2011 11:29:15

Que credibilidade tem o testemunho de uma pessoa que diz "Já trabalhei (quase como escravo)"(sic) e pouco depois utiliza a mesma palavra em "estudei (novamente como um escravo)"(sic)? A julgar pelo uso da palavra, neste contexto, tanto para "trabalhar" como para "estudar" - meu deus, eu sou OBRIGADO a estudar, que degradante! -, o cidadão NÃO TEM A MENOR NOÇÃO do que é escravidão.

Responder
Leandro 16/12/2011 11:37:21

Mas esse é justamente o conceito de escravidão para essa gente: ter de trabalhar e se esforçar para conseguir se sair bem em alguma competição. Surpresa nenhuma esse Guilherme pensar assim.

Responder
Paulo Sergio 17/12/2011 03:09:08

'Convido vocês, que odeiam servidores públicos, a estudar para um concurso público. Verão como é difícil e também gratificante ser aprovado'

Isso é algum tipo de piada?
Já falaram mil vezes aqui que a questão é se é moral um cara apontar uma arma pra minha cabeça e me obrigar a dar pra ele metade do meu trabalho.
Se é 'gratificante' pro ladrão, óbvio que é!
E esse é o mesmo pessoal que repete infinitamente que concurso seleciona os melhores, 'melhores' que não conseguem fazer uma interpretação de textos básica.

Responder
Guilherme 16/12/2011 11:23:40

Acabei de ler sobre este Instituo. Relmente jamais chegaremos a um consenso. Mas tenham em mente que: Estado nenhum sobrevive sem a atuação do Estado. Também tenha em mente que existem inúmeros servidores públicos que trabalham muito mais que você. E servidor público não é somente o "tiozinho" arrogante, que nada conhece de informática, e que trabalha na repartição de um Município, Estado ou da União, há mais de 30 anos. Obs.: talvez quando você tiver a idade dele esteja ganhando o mesmo salário dele.

Agora, cobrar tributos você chamar de "Redistribuição subsidiada da riqueza alheia" e´inaceitável. Nesse mundo que você vive, quem forneceria saúde e asistência social aos desempregados? Quem daria segurança para você ir trabalhar todos os dias? Não me venha dizer que não há segurança, pois você mesmo defende que acabem os servidores públicos. E também não venha dizer que são todos corruptos, afinal, são pessoas como eu e você, sujeitas a falharem, caso tenhamos o poder nas mãos.

Quem educaria os seus filhos? Bom, tudo bem que você possa pagar uma escola particular, mas eu não posso, e dependo da escola do governo, pública, cheia de servidores públicos, que com um salário muito menor que o seu, fornecem educação para nosso filhos, que muitas vezes não dão valor e vão em busca das drogas, geralmente porque eu falhei como pai.

Responder
Leandro 16/12/2011 11:35:28

cobrar tributos você chamar de "Redistribuição subsidiada da riqueza alheia" e´inaceitável.

Ai ai, se eu realmente tivesse dito isto, sua crítica até poderia, com muito esforço, proceder. O problema é que esta minha frase não foi para os tributos, mas sim um comentário sobre esta sua frase: "Um projeto onde o governo está emprestando também milhões de reais, e depende de você a análise para saber se aquele tomador do empréstimo terá capacidade de pagar". Por que você deturpou o que eu disse?

Nesse mundo que você vive, quem forneceria saúde e asistência social aos desempregados? Quem daria segurança para você ir trabalhar todos os dias?

A caridade e o mercado privado, sendo que os serviços seriam muito mais amplos, baratos e acessíveis, principalmente porque os pobres não seriam mais espoliados por impostos (o que retira toda a sua capacidade de pagar por saúde) e a concorrência (hoje praticamente proibida pelo estado) garantiria a qualidade dos serviços.

Temos vários artigos sobre isso. Basta procurar. (Por favor, não ache que você vai chegar aqui e criar perguntas que jamais nos foram feitas antes. Há 4 anos no ar, é difícil encontrar um tópico polemico que ainda não tenhamos abordado. Tente ser mais humilde).

Quem educaria os seus filhos?

Eu. E você nem pense em colocar suas mãos de cima deles. No dia em que eu entregar a educação dos meus filhos a funças marxistas, deixando que eles o doutrinem, clamo a todos por uma camisa de força.

Responder
Guilherme 16/12/2011 11:59:25

"A caridade e o mercado privado, sendo que os serviços seriam muito mais amplos, baratos e acessíveis, principalmente porque os pobres não seriam mais espoliados por impostos (o que retira toda a sua capacidade de pagar por saúde) e a concorrência (hoje praticamente proibida pelo estado) garantiria a qualidade dos serviços."

E você realmente acredita em caridade? Acredita, também, que se não forem mais tributados, os pobres deixariam de ser pobres? Você acredita no pleno emprego?
Seguinte, dê-me um exemplo de algum lugar neste mundo em que existe esse sistema perfeito, sem pobres, pessoas fazendo caridade, sem bandidos para serem combatidos pelos servidores públicos policiais ou controladores, ou ainda, auditores... enfim, o mundo perfeito.

Depois dessa, encerro aqui a minha participação nesse espaço, que diga-se de passagem é democrático e agradável.

Responder
Leandro 16/12/2011 12:24:01

E você realmente acredita em caridade?

Ora, se eu não acreditasse, eu estaria negando toda a história do mundo. Antes do estado se expandir velozmente, quem cuidava dos pobres era a Igreja (a qual vive de caridade). E, diga-se de passagem, os serviços de saúde prestados pela Igreja eram muito bons -- nos EUA, por exemplo, vários médicos da rede privada costumavam atender de graça pacientes pobres. Porém, com a expansão dos programas estatais Medicare e do Medicaid, a caridade acabou. E o pobre se lascou. E tudo porque o estado os ama loucamente. Aqui no Brasil ocorreu a mesma coisa. Pode pesquisar (não que a medicina antiga fosse uma maravilha; não era. Mas estamos falando aqui de acesso a cuidados médicos).

Foi justamente a expansão do estado que praticamente aboliu o impulso caritativo das pessoas. "Pago impostos, pronto! Fiz minha obrigação. Agora é dever do estado cuidar dos outros. Pra que vou doar e ajudar instituições se o estado já tira meu dinheiro para fazer justamente isso?".

Acredita, também, que se não forem mais tributados, os pobres deixariam de ser pobres?

É um raciocínio realmente complicado esse, né? Se eu parar de tomar uma fatia da renda de alguém, será que esse alguém ficaria mais rico?

Você acredita no pleno emprego?

Leia aqui.

Seguinte, dê-me um exemplo de algum lugar neste mundo em que existe esse sistema perfeito, sem pobres

A pobreza sempre foi a norma em toda a história do mundo. Até onde sabemos da história da humanidade, a pobreza é a condição mais geral e constante por que passaram os seres humanos na terra. Não é, de modo algum, uma anomalia temporal que aparece, de vez em quando, em certos lugares que até então eram prósperos e igualitários. Tampouco é uma mutação que surge após um período de riqueza geral.

No entanto, o desenvolvimento do capitalismo e dos mercados fez maravilhas para mitigar a pobreza do mundo. E o estado nada teve a ver com isso (exceto em ter atrapalhado). O que é ser pobre? Um pobre americano, estatisticamente, tem a mesma renda de um classe média brasileiro. Onde é melhor ser pobre, na Suíça ou na Bolívia? Hoje a pobreza tornou-se um conceito relativo. Se você me apontar um pobre, eu vou lhe mostrar que ele é mais rico do que um pobre de décadas atrás, e que ele também é mais rico do que um pobre de outro país qualquer.

Portanto, qualquer que seja o sistema, haverá pobres. E haverá pobres pelo simples fato de que, comparativamente, ele será pobre comparado a um grande rico -- eu, por exemplo, sou paupérrimo perante Abílio Diniz e Antônio Ermírio de Moraes (nem vou falar de Eike Batista.

pessoas fazendo caridade

Vários países. Aqui no Brasil mesmo, não obstante toda a pornográfica carga tributária, ainda há muita caridade. Os EUA, então, são campeões nesse quesito.

sem bandidos para serem combatidos pelos servidores públicos policiais ou controladores, ou ainda, auditores...

No Brasil, os principais e mais perigosos bandidos são servidores públicos encastelados em câmaras legislativas, ministérios e estatais. Cadê a polícia e os tribunais para encarcerá-los? Resposta: não irão fazer isso, pois são colegas de profissão.

enfim, o mundo perfeito.

Mundo perfeito só existe na mentalidade do marxista revolucionário. Em lugar algum deste site é defendida a ideia do mundo perfeito.

No mais, essa sua técnica de sair fazendo várias perguntas seguidas e totalmente desconexas, de forma veloz e anárquica, é totalmente manjada: como a resposta para cada uma delas exigiria várias linhas, bem como a exposição de um raciocínio mais meticuloso (e o inquisidor sabe que isso não vai acontecer em uma simples área de comentários), a tática é tentar vencer pelo cansaço. Por favor, seja mais objetivo da próxima. Concentre-se em uma área específica.

Grande abraço!

Responder
Guilherme 17/12/2011 11:17:54

De maneira alguma concordo com isso:

"No Brasil, os principais e mais perigosos bandidos são servidores públicos encastelados em câmaras legislativas, ministérios e estatais. Cadê a polícia e os tribunais para encarcerá-los? Resposta: não irão fazer isso, pois são colegas de profissão."

Posso te garantir que, como servidor público concursado de um órgão independente que sou, órgão esse responsável pela harmonia entre os poderes, já contribui para a recuperação de milhões de reais, e olha que não tenho muito tempo de nomeação nesse cargo. Digo ainda, que essas quantias de recursos públicos, meu e seu, estava ora na mão de servidores públicos, funça como vocês chamam, ora na mão de empresários corruptos, estelionatários.

Para mim, isso é extremamente gratificante, ainda que meu nome não seja citado como responsável pela promoção do ressarcimento ao erário. Tão gratificante quanto uma bela promoção na iniciativa privada. Pois, ao menos no órgão que trabalho, a visão é de administração gerencial, com metas de produtividade e tudo mais, CRM, enfim, bem assemelhada à iniciativa privada. E posso te garantir, se a navalha tiver que cortar a carne de um servidor, ela cortará com a mesma profundidade que em qualquer outra pessoa.

Quanto ao ideal desse sítio eletrônico, realmente não comungo-o. Formei um pensamento diferente do de vocês. Principalmente por ter vivido um tempo em uma nação europeia, de cultura anglicana, por acaso. E lá, o Estado só se difere do daqui pelo fato de intervir menos, seja cobrando menos tributo, seja por atuar somente nas áreas essenciais, nas outras é apenas o estado regulador, que, na minha modesta opinião, é o ideal. Assistencialismo não estimula ninguém a produzir. Agora não posso concordar de forma nenhuma com as afirmações de que os servidores públicos, os agentes da administração, são prescindíveis. Claro, os que digamos não trabalha, sim, são dispensáveis. Mas os responsáveis por demiti-los, são pessoas como nós, eu e você, pessoas como um empresário qualquer, por exemplo. Infelizmente, fomos colonizados por portugueses, quem sabe se os japoneses tivessem desembarcado aqui... pensando bem, melhor não, já imaginou se tornássemos uma China ou Taiwan, por exemplo? Essa é outra discussão. Neste momento, acho que fui claro quanto à minha posição. Se você a aceita é outra história, afinal, vivemos numa democracia e tenho o direito de expressão, e pelo que sei, não estou ofendendo ninguém aqui, diferentemente de alguns comentários preconceituosos que já li aqui.

Responder
mcmoraes 17/12/2011 14:22:42

@Guilherme: "...Para mim, isso é extremamente gratificante, ainda que meu nome não seja citado como responsável pela promoção do ressarcimento ao erário..."

Pare de trabalhar para ressarcir o erário e comece a trabalhar para ressarcir o otário, que é aquele que paga seu salário sob a mira de uma arma. E não esqueça de que a única forma de fazer isso é diminuir o tamanho do estado.

Responder
Hay 17/12/2011 14:24:30

Você tem pouco tempo de experiência no cargo. Isso explica seu deslumbramento irreal. Quando você se deparar com a realidade e perceber que seu trabalho não está fazendo diferença nenhuma, vai mudar de idéia. O simples fato de você usar expressões ingênuas como garantir independência entre os poderes mostra que você nada sabe sobre o funcionamento do estado. Agosto que você ouviu essa ladainha no treinamento inicial após o concurso. Dica: aquilo é só embromação.

Responder
Absolut 17/12/2011 14:58:34

já contribuí para a recuperação de milhões de reais

Recuperação de milhões de reais... para o estado?
Uau, você é muito útil mesmo, parabéns! Funça Nota 10!

Responder
Absolut 16/12/2011 15:07:43

E você realmente acredita em caridade?

Você não, funça?

Responder
Paulo Sergio 17/12/2011 03:18:45

'Acredita, também, que se não forem mais tributados, os pobres deixariam de ser pobres?'

É o que acontece no mundo civiliado.

Responder
Getulio Malveira 16/12/2011 11:50:17

"Estado nenhum sobrevive sem a atuação do Estado" - poxa, puta axioma!\r

Responder
Renan Marques Ramos 17/12/2011 11:58:29

Um axioma tautológico, kkkkkkkkkkkkkk.

Responder
Thales 16/12/2011 11:57:28

"Estado nenhum sobrevive sem a atuação do Estado"\r
Guilherme\r
\r
Sem ironia, nisso ele tem razão.

Responder
Paulo Sergio 17/12/2011 03:30:50

"Estado nenhum sobrevive sem a atuação do Estado"

Pois é, e esse é o nível dos 'melhores' que os concursos selecionam.

Responder
Servidor Federal 16/12/2011 11:24:26

Até pouquíssimo tempo atrás eu achava que o Estado era a solução. Que era necessário um estado forte, garantidor de "direitos". Achava que tinha que se cobrar impostos sobres os mais ricos, sobre os lucros dos bancos e das grandes empresas. Pensava que a legislação trabalhista brasileira era injusta pq garantia poucos "direitos" aos trabalhadores. Hoje vejo a coisa de outra forma. Sempre gostei de finanças, invisto na bolsa desde os 20 anos, que foi quando passei no meu primeiro concurso público. Hoje trabalho em outro órgão. Sou Servidor Federal e com toda propriedade posso falar: o estado é o problema. Poucos Servidores aqui ganham menos de 10 mil por mês, os mais antigos ganham mais de 20 mil. Logo quando entrei na faculdade arranjei um estágio no setor de qualidade de um hospital privado, outro mundo. Eficiência, metas, produtividade, controle de custos, melhoria de processos, tudo isso fazia parte do dia a dia. Sair do estágio por que passei num concurso. Pense na felicidade de alguém com 20 anos passar num concurso. Pois é. Na primeira semana de trabalho levei um choque, foi como descer do céu ao inferno sem escalas. Passei a ganhar mais e "trabalhar" menos. Fui chamado pq o governo havia sido criadas novas vagas para substituir terceirizados. Eu substitui 3 terceirizados. Em 8 horas diárias de expediente, trabalhava no máximo duas. Minha namorada quando me ligava nem acreditava que estava no trabalho, parecia mais um feira. O pessoal batendo papo, fofocando, fazendo brincadeiras. O expediente era pra ser de 08:00 às 18:00, ninguém chegava antes das 09:00 e saia depois das 17:00. Fiz outros concursos, passei em outro e fui chamado. Você acha que a realidade mudou? Tirando o barulho a conversaria do outro órgão, mudou pouca coisa. Dos mais de 100 servidores que são empregados aqui, conto uns 10 que levam a sério. Muitos ainda reclamam: pq nem tem impressora na mesa, tem que se levantar para pegar a impressão, reclamam pq falta recursos pra viagens. Acham q mereciam ganhar mais, que precisa mais servidores, etc, etc, etc.
É como no feudalismo exitiam os reis, os políticos, e os senhores feudais, donos da terra, agora servidores públicos. Os servos viraram povo, com direito a voto, mas só isso. Continuam trabalhando e nos entregando parte de sua produção.

Responder
Glelson Fontes 16/12/2011 11:43:56

"Todo funcionário público é arrogante: eles genuinamente acham que sem eles o mundo pára, o eixo da terra se desloca e o sol desaparece do sistema solar."\r
\r
Bem sou "funça" e concordo completamente com o Leandro, a nao ser no ponto do "todo".\r
Aqui no Mises e também em outros locais (website) de bons diálogos, é possível nutrir de informações muito bem válidas e argumentadas que provam como 2 + 2 são 4 que o Estado é o maior vilão da história.\r
Guilherme, vamos ser francos o que nós funças produzimos é apenas burocracia, subsidiado por dinheiro alheio, que de uma forma indireta ou direta afetará o rendimento de outro, para negativo, e não positivo.\r
\r
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1144\r
\r
Confesso que sou "funça" por sobrevivência, devido as condições do nosso mercado cada vez mais sufocado pelo Governo.

Responder
Paulo Sergio 17/12/2011 03:28:00

'Bem sou "funça" e concordo completamente com o Leandro, a nao ser no ponto do "todo".

Claro, engraçado que a maioria se acha a exceção.É como os políticos, sempre tem alguém falando 'ah mas tem uns honestos'...
Claro que não, todos usam a força.E o que tem boas intenções e acha que trabalha muito é pior ainda, porque supondo que isso seja verdade ele seria o que MENOS precisaria apontar uma arma pra cabeça dos outros e obrigar os outros a 'pagar' pelo serviço dele.

Responder
Alan Denadary 16/12/2011 11:56:19

"Já trabalhei (quase como escravo) na iniciativa privada"\r
\r
Se um funcionário do setor privado trabalha muito mais que um do setor público é por que, primeiramente, o primeiro deve sustentar o funcionamento do segundo. 40% de toda a dedicação e talento dos trabalhadores privados são esbulhados pelos funcionários públicos. \r
\r
Outro fator é que o setor privado trabalha com poupança e investimentos. Já o segundo funciona à base de tributação e impressão de dinheiro. O primeiro lida com riscos de mercado. Já o segundo tem a garantia de um monopólio. Todo esse risco é convertido em muito trabalho. Trabalho duro!\r
\r
O setor privado é o que verdadeiramente serve a população, portanto os funcionários privados devem trabalhar arduamente para garantir a preferência dos consumidores. Já o segundo é indiferente a isso.\r
\r
Qualquer pessoa ética ao saber de tudo isso deve repudiar o funcionalismo público. Assim com deve valorizar ao máximo o trabalho que produz riqueza e não simplesmente transfere uma parte de capital e destrói a outra. \r

Responder
Vinicius 19/12/2011 04:21:11

ah Ótima resposta!

Responder
Carlos Eduardo 18/12/2011 04:47:08

Chega a ser ridículo que o argumento padrão dos funcionários públicos por aqui sobre a superioridade do funcionalismo público seja que o emprego público é mais seguro e menos estressante que o emprego no setor privado...
É CLARO QUE É. Mas essa segurança e esses altos salários são fruto de dinheiro roubado da iniciativa privada, já que o governo não produz riqueza.
O funcionalismo público é seguro e paga bem às custas de empregos com capital privado pagarem mal.

É como justificar que é melhor comer no lado A da mesa que não produziu comida mas que confisca 70% da comida do lado B, porque o lado B tem pouca comida disponível apesar de produzir 100% dela.
A única justificativa pra comer em A é que "A é melhor", só.
Justificar comer em A porque "B é pior" é ridículo dadas as razões de B ser pior.

Se funcionalismo público é tão melhor que iniciativa privada, por quê não acabam com os empregos privados e empregam todo mundo no setor público ganhando esses maravilhosos salários com toda essa segurança?
Porque todos no fundo sabem que eles não poderiam ganhar tudo isso apenas com seu trabalho e produtividade, e não conseguiriam manter o padrão de emprego caso não houvesse mais setores privados pra espoliar.

Outro argumento padrão é que quem critica o funcionalismo público "está com inveja porque não passou num concurso público". Ai, ai...

Responder
Paulo Sergio 19/12/2011 03:03:44

'Outro argumento padrão é que quem critica o funcionalismo público "está com inveja porque não passou num concurso público". Ai, ai...'

Outra coisa que eles falam é 'concurso seleciona os melhores' pfff
Melhor em que, em decoreba? Basta ter um QI de papagaio pra isso
Uma vez um amigo meu da área de informática comentando uma prova de concurso da área dele, ficou impressionado.Impressionado com a estupidez, caiam coisas ridículas, detalhes inuteis que ninguém no mundo real sabe porque NÃO TEM que saber...

Responder
Hay 19/12/2011 04:41:51

Em provas de concursos públicos na área de informática, cai 10% de conhecimentos realmente utilizados no dia-a-dia do serviço e 90% de encheção de linguiça como PMBOK, PMI, RUP, etc, etc... Aí o sujeito entra e não vê pouquíssimo daquilo sendo aplicado.

Responder
Bem Servido Federal 18/12/2011 19:51:26

Quando entrei no serviço público um colega falou "No serviço público você ganha mais, mas em compensação trabalha menos". Deboche a parte, é a mais pura verdade e já passei por vários cargos públicos concursados, sempre com o objetivo somente de ganhar mais, e a conclusão que percebi é que quanto mais ganho menos trabalho. Hoje passo 30 horas por semana no trabalho, mas daí a dizer que trabalho 30h por semana é outros 500. Juntando férias, recesso, abono, banco de horas e outras cositas mais, dá para tirar 90 dias de férias por ano.

Minha rotina diaria é basicamente: Na primeira hora fico lendo os jornais (em papel mesmo), que o orgao fornece para a gente. Na segunda hora vou discutir com os colegas as noticias que li, e principalmente reclamar do governo, na copa onde tem cafe, chocolate quente, capuccino e cha a vontade. Na terceira hora vou ler os meus emails pessoais e atualizar as noticias pela internet, já que as dos jornais estão velhas. Faço tambem ginastica laboral com umas estagiarias gatas de educacao fisica que o orgao disponbiliza para gente, afinal ninguem é de ferro. Na quarta hora me dedico às matérias da pós que estou fazendo a distancia que vai me garantir um adicional de qualificacão (uma graninha extra não faz mal). Na quinta hora abro o email corporativo e primeiro vou ler as correntes, videos e piadas. Depois vou ler os email de trabalho. Dou a resposta basica para as cobranças do meu chefe, dizendo "já está quase pronto". Caso seja uma segunda cobrança dele, respondo "Sem falta amanhã está pronto". Na sexta hora, eu... sabe de uma coisa, hoje vou sair mais cedo para queimar umas horas que tenho no banco de horas, senao vou perde-las. Tchau.

O negocio é o seguinte: Farinha é pouca meu pirão primeiro.
Então a moral é o seguinte: parasita por parasita, que seja eu então.

Agora dá licença que eu tenho que ir gastar os meus dezoito conto por mês nos states que lá tá precisando e eu quero ajudar eles.

Responder
Glelson Fontes 19/12/2011 03:45:22

independende de ser "funça" ou empregado da iniciativa privada, o serviço tem de ser feito, e bem feito.

Responder
Paulo Sergio 19/12/2011 04:21:31

Tanto 'precisa' que vc tem que apontar uma arma pra cabeça e obrigar os outros a pagar pelo que tu faz

Responder
Alan Denadary 19/12/2011 05:23:22

"Então a moral é o seguinte: parasita por parasita, que seja eu então"\r
\r
Moral da história: não há moral alguma.

Responder
Catarinense 19/12/2011 07:48:39

Nem moral, nem ética, ou honestidade... Em compensação, hipocrisia sobra!

Responder
Guilherme 19/12/2011 04:50:13

Não entendo o porquê dessa raiva toda com os empregados/servidores públicos. Porque existem tantos servidores e empregados públicos, além dos comissionados, aqui no Brasil? Ora, é o modelo adotado no Brasil. Está correto? Não sei. Na minha humilde opinião o Estado está sim muito inchado; deveria atuar somente na saúde, educação, segurança pública, que são áreas sensíveis, e que seria um risco aos menos favorecidos se elas fosse entregues à iniciativa privada, que trabalha em função do lucro. Já imaginou uma empresa ser responsável pela segurança pública no Brasil?

Agora, colocar a culpa nos servidores... a mesma tributação que o empregado da iniciativa privada está sujeito eu, como servidor público, também estou! pago IRRF, INSS, e os demais tributos existentes hoje no Brasil. Se meu salário é proporcional ao da iniciativa privada, não sei, quando lá trabalhei não tinha as qualificações que tenho hoje. Mas creio que seria muito difícil o setor privado pagar o que ganho hoje, apesar de não ser muita coisa.

E outra, estou aqui no meu cargo público porque foram abertas vagas, inclusive você, se quisesse, poderia ter concorrido. E quem abriu as vagas? Não foi a decisão de um servidor público. Foi do Presidente, por meio de seus Ministros de Estado. E quem os colocou lá? Eu e você, por meio de nossos votos! então porque colocar a culpa no servidor público, cumpridor de ordem dos agentes políticos? Ganhamos para desempenhar um função específica na Administração Pública. Uns trabalham mais que os outros, isso é fato. Geralmente, um trabalha para três! digo isso por experiência própria. Mas quando você critica os quatro, está atingindo aquele que realmente trabalha. Acreditem, existem os que trabalham.

Responder
Luis Almeida 19/12/2011 05:05:18

Errado, Guilherme. Você não paga imposto. Nenhum funcionário público de fato paga imposto. Suas supostas "contribuições" tributárias são uma mera ficção contábil.

Se uma quadrilha (governo) rouba dinheiro de um indivíduo e fica com 10% para si e repassa os 90% restantes para terceiros (funças), você não pode dizer que os funças estão pagando 10% de imposto. Eles não ganharam esse dinheiro voluntariamente no mercado, ofertando serviços desejados pelos consumidores; apenas receberam uma fatia do dinheiro alheio que foi espoliado pela quadrilha, a qual determinou autonomamente como o butim seria dividido.

Quem não compreende essa diferença tem problemas de lógica.

Responder
Alan Denadary 19/12/2011 05:11:19

Eu votei no Presidente?\r
\r
Jurava que tinha saído puto da vida de casa para ir num colégio só para apertar uma tecla branca. Deve ter sido um sonho, ou melhor um pesadelo.

Responder
anônimo 17/12/2012 19:14:24

Não polarizem. Claro que funcionário público pága imposto sim. Ou ele é isento de pagar imposto de renda? Ou ele apresenta o certificado de funcionário publico na loja e compra sem os impostos embutidos? Vcs tão enganados. Funcionário público pága a alíquota de 27,5% de IRPF.

Responder
Marco 17/12/2012 20:54:00

Não, funcionário público não paga imposto, por definição. Mesmo que a alíquota do IRPF fosse de 99% para o funcionário público, ele ainda assim, por definição, não estaria pagando imposto.

Afinal, se eu roubo $100 de A e dou $90 para B e retenho $10 para mim, seria correto dizer que B pagou $10 de imposto? Ora, o dinheiro nunca foi dele. B nunca ganhou esse dinheiro voluntariamente no mercado. Todo o seu dinheiro é fruto da espoliação de terceiros. Se o estado rouba o setor produtivo e repassa uma fatia ao funça, a parcela retida pelo estado não pode ser considerada imposto pago pelo funça.

Isso é básico.

Responder
Vinicius 19/12/2011 05:18:07

"que trabalha em função do lucro" - mel deuz , esse precisa aprender muito ainda o que a busca pelo lucro significa de fato. -> www.mises.org.br/Article.aspx?id=1142

Responder
Gustavo Sauer 19/12/2011 05:23:16

"Não sei. Na minha humilde opinião o Estado está sim muito inchado; deveria atuar somente na saúde, educação, segurança pública, que são áreas sensíveis, e que seria um risco aos menos favorecidos se elas fosse entregues à iniciativa privada, que trabalha em função do lucro. Já imaginou uma empresa ser responsável pela segurança pública no Brasil?"

Tem algo mais vital que alimentação? Morremos rapidamente sem água e comida. Você acredita que o Estado deveria tomar conta deste setor também?

Responder
Paulo Sergio 19/12/2011 08:33:29

'e que seria um risco aos menos favorecidos se elas fosse entregues à iniciativa privada'

Justamente por isso que seria vantagem pros mais pobres.Tudo que a iniciativa privada faz acaba sendo melhor e mais barato do que o que o governo faz.
O governo não faz nada de graça.

Responder
anônimo 19/12/2011 05:23:33

"Não entendo o porquê dessa raiva toda com os empregados/servidores públicos."\r
\r
Porque somos roubados para sustentá-los. Eu nao gosto de ser roubado.\r
\r
"deveria atuar somente na saúde, educação, segurança pública, que são áreas sensíveis, e que seria um risco aos menos favorecidos se elas fosse entregues à iniciativa privada, que trabalha em função do lucro. Já imaginou uma empresa ser responsável pela segurança pública no Brasil?"\r
\r
Se é o proprio estado que cria os "menos favorecidos", então devo dizer que o estado não dve atuar nem mesmo nessas áreas que você citou. E sim, é o estado, indiscutivelmente, o responsavel pela existencia de "menos favorecidos", sem o estado interferindo como faz, isso não aconteceria.\r
\r
"Agora, colocar a culpa nos servidores... a mesma tributação que o empregado da iniciativa privada está sujeito eu, como servidor público, também estou! pago IRRF, INSS, e os demais tributos existentes hoje no Brasil. Se meu salário é proporcional ao da iniciativa privada, não sei, quando lá trabalhei não tinha as qualificações que tenho hoje. Mas creio que seria muito difícil o setor privado pagar o que ganho hoje, apesar de não ser muita coisa."\r
\r
Você nõ paga imposto, o que você paga volta para você. Você pagaria se estivesse produzindo alguma coisa. Mas você sobrevive de roubo.\r
\r
"E outra, estou aqui no meu cargo público porque foram abertas vagas, inclusive você, se quisesse, poderia ter concorrido."\r
\r
Verdade. Mas a moralidade de algumas pessoas as impede de entrar para o qualquer tipo de crime organizado.\r
\r
"Uns trabalham mais que os outros, isso é fato. Geralmente, um trabalha para três! digo isso por experiência própria. Mas quando você critica os quatro, está atingindo aquele que realmente trabalha. Acreditem, existem os que trabalham."\r
\r
Ainda que os 4 trabalhassem, nenhum merece. Essa pessoa que você cita que trabalha por outras 3, não deixa de ser um peso para todos nós.\r
Quando você trabalha, você é recompensado por isso. Apontar arma para as pessoas e as obrigar a te financiar, não é trabalho, é crime. Você trabalha para crimosos, o que você faz não é diferente de trabalhar para um ladrão de jóias/carros ou qualquer outra coisa.\r
Agora pelo menos você sabe que dentro da sua moralidade pode expandir seus negócios.

Responder
anônimo 19/12/2011 05:26:18

O próprio funcionário público(ou qualquer trabalhados do setor privado, digno) não está correndo atrás do seu lucro? Salário? Se você achar que trabalhar por lucro é ruim e piora os serviços, doe seu salário todo.

Responder
Paulo Sergio 19/12/2011 08:29:27

'O próprio funcionário público(ou qualquer trabalhados do setor privado, digno) não está correndo atrás do seu lucro? Salário? '

Não.Salário é uma coisa, lucro é outra, e apontar uma arma e obrigar os outros a pagarem pelo 'trabalho' que vc faz é outra também.

Responder
Jose Roberto Baschiera Junior 19/12/2011 18:20:24

Por favor Paulo Sergio, você definir esses termos para mim?
Pode me explicar qual a grande diferença de um empregado que investe todo seu capital para desenvolver um trabalho para uma empresa em troca de parte da produção, e uma pessoa que investe parte de seu capital numa empresa em troca de parte da produção?

Responder
Paulo Sergio 19/12/2011 08:39:39

'E outra, estou aqui no meu cargo público porque foram abertas vagas, inclusive você, se quisesse, poderia ter concorrido. '

Um dia todo mundo morre, quando esse dia chegar pra mim a única coisa que importa é ter a consciência limpa.

E eu não botei presidente lá coisa nenhuma, nem disse que concordo com tudo que a maioria achar bonito.

Responder
Martin 02/08/2012 18:12:01

Guilherme, vou te responder. Conheço o meio. Poucas pessoas aqui tem raiva dos "parasitas". A maioria aqui entende que os parasitas gostam muito de serem parasitas e não se estressam muito por eles fazerem essa escolha. PRINCIPALMENTE os que são concientes sobre o próprio papel de parasita. Por isso que a maioria das pessoas aqui gostaram do artigo. O que as pessoas são contra é a EXISTÊNCIA da máquina parasitária. E, natualmente, do apoio que esta máquina recebe da sociedade. Agora, DADO que esta máquina parasitária existe, é alguém tem que fazer parte dela. Se for alguém conciente, melhor ainda. Muita gente aqui vai perdoar.

Eu também sou parasita. Sou professor universitário. Também entrei com a idéia que era um fim nobre fazer parte dela. Tinha passado por muita lavagem cerebral. (Se souber inglês, assista o videoclipe Thomas Sowell - Staff Infection para entender que tipo de lavagem cerebral que eu estou falando.) Eu também fiquei frustrado com o mal funcionamento da universidade, e a falta de vontade dos outros professores e funcionários em melhorá-la. Vi o erro nas pessoas. Foi apenas depois de me abrir para as idéias de ótimos pensadores liberais que a ficha caiu. O problema não é dos servidores em particular. O problema é estrutural. É a própria existência de empregos nos quais é indiferente se o empregado presta um serviço bom ou ruim, que o emprego é garantido, salário alto (e pago, geralmente, por pessoas muito mais pobres que a gente e que trabalham muito mais), e uma quase impossibilidade de se mandar embora. Existem poucas pessoas que conseguem se manter firmes numa situação dessas. A ética de trabalho tende a se deteriorizar. A visão da maioria dos liberais (como as pessoas neste site) é justamente essa: que não se deve haver um sistema baseada em moralidade quase sobrenatural de um milhão (tô chutando) de servidores públicos.

Responder
Daniel 19/12/2011 16:52:09

Vc bebeu? Tá doido? Quem disse que o setor privado é exemplo de alguma coisa? Trabalhar excessivamente, ganhar pouco e sofrer assédio moral têm que ser padrões normais de uma sociedade? Definitivamente não concordo com suas opiniões.

Responder
Luis Almeida 19/12/2011 17:04:30

Correto, Daniel. O padrão moral da sociedade ideal deve ser o de viver à custo do suor alheio, esbulhando ao máximo a propriedade dos outros e mandando para a cadeia todos aqueles que oferecerem algum resistência a esse roubo em massa.

E se o pessoal trabalha excessivamente e ganha pouco no setor privado, é justamente porque 40% da renda deles é confiscada para sustentar o setor público, esse bastião da moralidade. Logo, eles têm que compensar esse confisco de renda trabalhando ainda mais para ver se ao menos conseguem pagar as contas.

Isso sim é que é um arranjo moral.

Responder
Carlos Eduardo 19/12/2011 18:39:04

Como eu disse:

"É como justificar que é melhor comer no lado A da mesa que não produziu comida mas que confisca 70% da comida do lado B, porque o lado B tem pouca comida disponível apesar de produzir 100% dela.
A única justificativa pra comer em A é que "A é melhor", só.
Justificar comer em A porque "B é pior" é ridículo dadas as razões de B ser pior."


Se vai justificar o emprego público, que diga que é porque ele é melhor. É a única justificativa (moral ou não) pra dizer que o emprego público é superior. Paga salários maiores, não cobra produtividade e dá segurança, afinal.

Justificar o emprego público dizendo que é porque o privado é ruim, como você fez, é que não tem cabimento, já que o privado em boa parte é "ruim" às custas do público ser "bom".

E como eu também disse:

"Se funcionalismo público é tão melhor que iniciativa privada, por quê não acabam com os empregos privados e empregam todo mundo no setor público ganhando esses maravilhosos salários com toda essa segurança?
Porque todos no fundo sabem que eles não poderiam ganhar tudo isso apenas com seu trabalho e produtividade, e não conseguiriam manter o padrão de emprego caso não houvesse mais setores privados pra espoliar."

Ora, se o mercado é tão explorador e é todo esse lixo estressante de trabalhar demais, sofrer assério moral e ganhar pouco é uma coisa tão ruim, por quê não acabar com os empregos do mercado, e deixar só essas invenções de gênio que são os empregos públicos que tornam todos ricos e relaxados?

Porque sabem que o conforto do emprego público não é milagre e se dá da ralação dos verdadeiros criadores de riqueza do setor privado, e logo um setor completamente público faliria rapidamente pela ineficiência, falta de produtividade, e alienação do sistema de preços.

Responder
Fernando Chiocca 19/12/2011 18:41:13

Não concorda Daniel? Bem, no setor privado ninguém te obriga a trabalhar dessa maneira descrita por você. Quem trabalha bastante é porque visa obter um rendimento maior do que obteria se trabalhasse pouco. Eles escolhem isso.. e as pessoas que consomem seus produtos ou serviços escolhem pagar por eles. Ninguém é forçado a nada.

Já no setor público, ninguém escolhe pagar e ninguém escolhe os produtos ou serviços ofertados. O pagamento é feito mediante o uso ou ameaça do uso de violência física. Os produtores de riquezas (os trabalhadores que se matam de trabalhar citados acima) são roubados e obrigados a sustentar milhões de parasitas vagabundos que, como você, acham que trabalhar demais no setor produtivo "não é o padrão normal de uma sociedade".

Independente do que você ache normal ou não, tente, ao menos, tirar a arma da equação, e viva sua vida sem agredir outros trabalhadores; pode ser?

Responder
anônimo 20/12/2011 10:52:01

Existem injustiças tanto provocados pelo setor privado como no setor público. O problema mesmo é que, realmente, temos um achatamento nos salários oferecidos na iniciativa privada, justamente porque a quantidade de encargos trabalhistas aliada a alta carga tributária acaba onerado a produção e, conseqüentemente, quem paga por isso é o assalariado que faz parte do lado da economia ativa que produz ao invés do servidor público que sempre tem seus direito garantidos além de conseguirem reajustes acima do que ocorre no setor privado. Para sustentar a enorme máquina burocrática do Estado é necessário que o setor privado que gera o PIB sempre maximize o lucro, é por isso que vemos casos de assédio moral, humilhações crescentes no lado da iniciativa privada justamente porque o Estado pressiona com a imposição da alta carga tributária que ela seja eficiente e eficaz na geração de impostos.

Outro malefício causado pelos parasitas do setor público, principalmente, aqueles que nem sequer prestaram concurso, no caso, os cargos de livre nomeação e exoneração (cargos comissionados) é o fato de usarem o dinheiro fácil pago pelo contribuinte para aumentar a inflação, ou seja, com o poder aquisitivo maior, são os vilões da Economia, pois gastam o suado dinheiro dos impostos em produtos superfluos nos supermercados, acabam aumentando o preço dos imóveis, justamente porque possuem poder aquisitivo para tal, compram automóveis que são 3X mais caros daqueles que são vendidos nos EUA e EUROPA, e provocam e provocarão futuramente um colapso no regime econômico atual. A conta é bem simples, quem não gera PIB com seu suor, e só gera despesas pro ESTADO (indiretamente para a sociedade) acaba sendo um vírus da inflação, além de não produzir nenhum bem ou serviço, ou pelo menos, trabalhar em prol da sociedade. O Estado tem um importante papel na regulação da Economia, além de ser o principal provedor de serviços essenciais como Saúde, Educação e Segurança Pública desde que consiga ser EFICIENTE E EFICAZ (EFETIVIDADE), porém isso está muito longe de acontecer devido a corrupção e a cabide de parasitas que aumenta a cada dia mais. O equacionamento e o balanço devem ser feitos antes do colapso que poderá acontecer assim como na EUROPA e nos EUA. Com certeza, alguém vai sair prejudicado na história, e é óbvio que quem faz parte do lado mais fraco vai pagar a conta dos BUROCRATAS PARASITAS: o setor produtivo em que está inserido a população economicamente ativa.

Responder
Alan Denadary 20/12/2011 12:00:04

"Estado tem um importante papel na regulação da Economia, além de ser o principal provedor de serviços essenciais como Saúde, Educação e Segurança Pública desde que consiga ser EFICIENTE E EFICAZ (EFETIVIDADE), porém isso está muito longe de acontecer devido a corrupção e a cabide de parasitas que aumenta a cada dia mais"\r
\r
O Estado não tem problemas. O Estado é o problema! Sugiro essa leitura para uma maelhor elucidar o tema:\r
\r
\r
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1053

Responder
Leonardo Couto 21/12/2011 09:12:56

Discordo de um ponto, que não prejudica o argumento contra a falta de maiores exigências sobre o servidor público; é apenas um detalhe: O servidor público paga impostos sim. Se fosse verdade a afirmação de que o servidor público não paga impostos, então também seria verdade, por exemplo, a afirmação de que o atendente da padaria não paga pão se o comprasse onde trabalha; de que o caixa não paga as compras do supermercado se as fizesse onde trabalha; de que o vendendor de automóveis não paga carro se o comprar onde trabalha etc.

Responder
Luis Almeida 21/12/2011 14:48:10

Não procede sua comparação, Guilherme. Nenhum funcionário público de fato paga imposto. Suas supostas "contribuições" tributárias são uma mera ficção contábil.

Se uma quadrilha (governo) rouba dinheiro de um indivíduo e fica com 10% para si e repassa os 90% restantes para terceiros (funças), você não pode dizer que os funças estão pagando 10% de imposto. Eles não ganharam esse dinheiro voluntariamente no mercado, ofertando serviços desejados pelos consumidores; apenas receberam uma fatia do dinheiro alheio que foi espoliado pelo governo, o qual determinou autonomamente como o butim seria dividido.

Esse arranjo nada tem a ver com comprar pão na mesma padaria ou comprar carro na mesma concessionária onde trabalha.

Responder
Leonardo Couto 21/12/2011 20:38:23

Por que não tem a ver?\r
Contribuir para uma fatia do próprio salário não significa considerar a contribuição neutra.\r
Quanto aos impostos, contanto que sejam baixos, são inerentes a uma economia de mercado.

Responder
Luis Almeida 22/12/2011 09:40:39

Contribuir para uma fatia do próprio salário não significa considerar a contribuição neutra.

Como é que você contribui com algo que não é seu, mas que foi roubado de terceiros? Seu eu roubar cinco notas de R$10 da sua carteira, ficar com quatro pra mim e lhe devolver uma, posso dizer que estou contribuifno R$10 de impostos para você? É exatamente isso que funça faz.

Se você concorda com o que acabei de dizer -- e, a julgar pelo seu raciocínio, tenho certeza de que sim --, por favor vamos marcar um encontro para eu poder fazer tamanha bondade por você. Leve sua carteira.

Responder
Leonardo Couto 25/12/2011 11:38:19

Luis Almeida, sua argumentação procederia se o funcionário público tivesse acesso ao total de impostos pagos pelo governo.\r
Não acho que o governo seja uma quadrilha, mas já que você pensa assim, vou lhe dar um exemplo: Suponhamos que uma empresa venda trigo a uma padaria. Esta empresa compra pães na mesma padaria em que vende trigo. Você não pode dizer que a empresa não paga pelos pães somente porque ela contribuiu com uma fatia de seus rendimentos.\r
Quem arrecada impostos é o governo, não seus funcionários.

Responder
Renato Souza 29/11/2012 20:44:38

Leonardo

Certamente não considero você um ladrão pelo simpels fato de trabalhar no estado. E na verdade, considero que alguma forma de governo é inevitável.

Mas sua conta está errada. Você poderia receber, como salário bruto, exatamente o que recebe como salário líqüido, e ao mesmo tempo não ter desconto algum. A diferença seria puramente contábil. O governo gastaria exatamente a mesma coisa com você, e você teria exatamente o mesmo dinheiro no fim do mês.

Bom, na verdade, não seria exatamente igual, seria melhor, porque seria menos burocrático, e portanto mais barato. E ao diminuir os gastos com burocracia, o governo teria menos desculpas para cobrar impostos escorchantes, inflacionar a moeda, e endividar meus filhos e netos.

Isso é essencialmente diferente do que acontece na iniciativa privada. O setor privado (excluidos certos empresários amigos do rei) não ganha dinheiro do estado, pelo contrário, o sustenta. Se eu fosse isentado de pagar impostos, eu teria mais dinheiro. Se o meu patrão, ao mesmo tempo reduzisse o meu salário exatamente no valor do imposto que eu deixei de pagar (mas porque ele faria isso, e porque eu concordaria?), meu patrão teria mais dinheiro. Em qualquer dos casos o governo teria menos dinheiro. Não seria apenas uma mudança contábil, seria uma mudança real.

Responder
anônimo 21/12/2011 20:07:18

Ué..se vc acha tão ruim, pq não senta a bunda na cadeira e trabalha? Sou funcionário público, Auditor Fiscal, tem gente antiga, burocrata, que não sabe o que é excel. Nem por isso faço igual. Ou você foi pego pela inércia?\r
Saia do funcionalismo público porque você envergonha a classe! Seja covarde e não queira mudar o país em que vive. Eu ganho bem, os contribuintes pagam meu salário (uma parte, porque o que tem gente que sonega!) e minha cobrança vem de dentro. Tenho que fazer jus ao que recebo, trabalhando sim por essa mais dúzia que só pendura o paletó. Se você fosse homem, faria o mesmo!!!!

Responder
Ze 22/12/2011 10:29:55

"Eu ganho bem, os contribuintes pagam meu salário"\r
\r
Eu pago seu salário e não sou contribuinte, na verdade estou sendo lesado, roubado para você ter seu salário. Sou contribuinte de causas socias que participo voluntariamente, e não dessa safadeza que é bancar você.\r
\r
"(uma parte, porque o que tem gente que sonega!)"\r
\r
Chamam-se Heróis.

Responder
mcmoraes 22/12/2011 10:37:35

@anônimo: "...Saia do funcionalismo público porque você envergonha a classe! Seja covarde e não queira mudar o país em que vive..."

Muito boa essa, literalmente! :)

Responder
anônimo 23/12/2011 04:25:27

O pior não é isso, já está mais que provado e existem milhares de provas de que o funcionário público em todos os âmbitos (municipal, estadual e federal) possui milhares de regalias, salários acima do que são pagos na iniciativa prviada e, para piorar, fazendo o serviço público de forma ineficiente, desperdiçando o dinheiro público e na maioria das vezes para atender a interesses próprios e escusos. Não haveria problema algum em ter um ESTADO que controle e regule a ECONOMIA e forneça serviços essenciais, desde que ela tenha um embasamento voltado para a gestão administrativa por resultados, pois não podemos, simplesmente, achar que sem um ESTADO, as atividades essencias como Saúde, Educação e Segurança Pública iriam ser providas de maneira justa no mercado livre. O ser humano é ganancioso, sem ter alguma contraparte para equilibrar esta ganância, não haveria equilíbrio algum na ECONOMIA. É mais que evidente que o sistema atual corrompe totalmente os princípios morais e éticos que deveriam embasar a administração publica, de longe temos uma verdadeira representação política dos anseios da população, a desigualdade social é ainda um mal a ser combatido com políticas públicas efetivas, porém nada disso acontece por causa da total ineficiência do ESTADO, e principalmente, pela corrupção.

Leiam abaixo no link os futuros fiscais e os que já estão la para verem que a finaliadde principal em aumentar a arrecadação é para atender apenas aos interesses escusos dos políticos que usam a máquina pública para se enriquecerem sem oferecer em contrapartida serviços públicos de qualidade nos setores essencias para a sociedade.

VEJAM OS COMENTARIOS REFERENTE AO PROPOSITO EXPLICITO DO PORQUÊ AUMENTAR A ARRECADAÇÃO. PARA AUMENTAR O VRT DOS FISCAIS, COMO SE ELES REALIZASSEM UM TRABALHO NOBRE PRA SOCIEDADE, SENDO QUE 40% DO DINHEIRO ARRECADADO É DESVIADO PARA ATENDER A FINALIDADES PESSOAiS DE POLITICOS CORRUPTOS E O DELES. O TRABALHO É IMPORTANTE PARA COMBATER A SONEGAÇÃO, PORÉM EXISTE UM OUTRO LADO A SER COMBATIDO : O DESVIO DE VERBAS E A NECESSIDADE CRESCENTE DA ARRECADAÇÃO PARA PROMOVER AINDA MAIS A CORRUPÇÃO. VEJAM O CASO DA CONTROLAR E TIREM SUAS CONCLUSÕES, DE COMO NASCEU ESTA EMPRESA...COM DINHEIRO DE QUEM???E QUEM PAGA NO FINAL AS TARIFAS ABSURDAS???
...
www.forumconcurseiros.com/forum/showthread.php?t=303863
www.forumconcurseiros.com/forum/showthread.php?t=299098&page=9

Responder
anônimo 24/12/2011 01:45:24

Sat, 24/12/11, 01:37 AM
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Registrado em: 02/03/07
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Padrão Re: Publicada a Lei 15.510/11
Citação:
Postado Originalmente por Daniel Nihil Ver Post
Ola, Jr

Gostaria de saber sua opiniao geral sobre o cargo AJAA. Pretendo prestar esse concurso e nao conheco ninguem da area. Como e trabalhar no TRE-SP....

Grato
Daniel,

Sou do TRE-RN. Estou estudando apenas para AFT. Entrei nesse tópico só por curiosidade.

Com relação ao cargo de AJAA, tomei posse faz 04 meses (antes eu era TJAA do TRF, por 03 anos).

Por enquanto que ainda não chegou a época de eleição, o serviço é super tranquilo. Nós temos banco de horas (todos TREs têm), o que nos dá uma média de 03 ou 04 dias de folga por mês. Geralmente o pessoal acumula e folga uns 15 dias de vz.

O serviço de técnico e analista não difere não (assim como é em todos tribunais). Geralmente, o chefe de cartório (que, no interior, ganha uma FC01, no valor líquido de uns R$ 750,00) é o servidor com mais tempo no cartório.

No cartório que trabalho (12.000 eleitores), tem dia que não faço quase nada, só estudar e "jogar conversa fora". Aliás, desde que entrei no TRE, acho que não trabalhei o equivalente a 01 mês no TRF, rsrs.

Nos cartórios de maior porte tem muito trabalho e pouco servidor.

No ano de eleição dizem que o trabalho é cansativo, mas rola umas horas-extras pra compensar.

O serviço é tranquilo para aprender. O Tribunal oferece alguns cursos. No dia-a-dia o serviço que aparece é fazer alistamento, transferência, etc. Processos são poucos.

Caso eu não passe para AFT, já me sinto realizado no TRE.

Agora, pra quem tem formação em direito, deve ser um pouco frustrante, pois uns 80% do serviço aqui realizado é administrativo, salvo se trabalhar na sede.

Por enquanto estou gostando.

Boa sorte!!!

FONTE: www.forumconcurseiros.com/forum/showthread.php?t=304229&page=3

CONFIRMA-SE MAIS UM EXEMPLO DA SUBUTILIZAÇÃO DE SERVIDORES FAZENDO O MESMO SERVIÇO DE TÉCNICOS QUE GANHAM SALÀRIOS MENORES, PORÉM FAZENDO MENOS SERVIÇO. QUEREM MAIS REGALIAS QUE ISSO? VENHAM TRABALHAR NO SERVIÇO PÚBLICO, UM PARAÍSO SEM FIM.

Responder
anônimo 24/12/2011 05:45:08

Mais um que admite que quase não faz nada no serviço público. vejam abaixo e tirem as suas conclusões sobre como é baseada a contratação de novos servidores públicos na gestão administrativa pública. Contratam-se analistas com salário em dobro para fazer trabalho de técnico, e vice-versa. Mas lembrem-se, não sejam injustos, não é culpa do servidor o fato de não fazer nada, é porque a principal finalidade do ESTADO parece ser inchar os quadros do funcionalismo público para amplificar cada vez mais o seu poder de cobrar mais e mais impostos para sustentar esta imensa máquina burocrática ineficiente que tem servidores bons e qualificados fazendo trabalhos de OFFICE-BOY, pois a alocação deles é feita sem nenhum critério.


Antigo Sat, 24/12/11, 01:37 AM
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Postado Originalmente por Daniel Nihil Ver Post
Ola, Jr

Gostaria de saber sua opiniao geral sobre o cargo AJAA. Pretendo prestar esse concurso e nao conheco ninguem da area. Como e trabalhar no TRE-SP....

Grato
Daniel,

Sou do TRE-RN. Estou estudando apenas para AFT. Entrei nesse tópico só por curiosidade.

Com relação ao cargo de AJAA, tomei posse faz 04 meses (antes eu era TJAA do TRF, por 03 anos).

Por enquanto que ainda não chegou a época de eleição, o serviço é super tranquilo. Nós temos banco de horas (todos TREs têm), o que nos dá uma média de 03 ou 04 dias de folga por mês. Geralmente o pessoal acumula e folga uns 15 dias de vz.

O serviço de técnico e analista não difere não (assim como é em todos tribunais). Geralmente, o chefe de cartório (que, no interior, ganha uma FC01, no valor líquido de uns R$ 750,00) é o servidor com mais tempo no cartório.

No cartório que trabalho (12.000 eleitores), tem dia que não faço quase nada, só estudar e "jogar conversa fora". Aliás, desde que entrei no TRE, acho que não trabalhei o equivalente a 01 mês no TRF, rsrs.

Nos cartórios de maior porte tem muito trabalho e pouco servidor.

No ano de eleição dizem que o trabalho é cansativo, mas rola umas horas-extras pra compensar.

O serviço é tranquilo para aprender. O Tribunal oferece alguns cursos. No dia-a-dia o serviço que aparece é fazer alistamento, transferência, etc. Processos são poucos.

Caso eu não passe para AFT, já me sinto realizado no TRE.

Agora, pra quem tem formação em direito, deve ser um pouco frustrante, pois uns 80% do serviço aqui realizado é administrativo, salvo se trabalhar na sede.

Por enquanto estou gostando.

Boa sorte!!!

FONTE: www.forumconcurseiros.com/forum/showthread.php?t=304229&page=3

Responder
07/01/2012 19:35:39

Amigo, não adianta reclamar, pois serviço tem, você que não quer fazer o que é pago pra fazer. As pessoas acham que vão para o serviço público para realizar as mesmas coisas que se faz em um empresa, e depois se gabarem das horas extras e noites sem dormir. E também esquecem que na iniciativa privada as pessoas trabalham para sustentar os donos de empresa, que faturam bilhões, sustentam seus milionários estilos de vida às custas dos trabalhadores. Pois bem, pense bem, você tem a chance de fazer algo para mudar seu país, ou pode fazer algo pra enriquecer empresários - muitos que só pensam serem os servidores públicos parasitas, mas a empresa que gasta milhões com confusões patrimoniais e não paga salários dignos, é correta.

Responder
adriano 08/01/2012 13:21:57

Em vez de dizer que não faz nada no serviço publico, por que não começa a fazer valer a remuneraçao que recebe? ? ?

Responder
anônimo 02/02/2012 12:23:41

É que tem hora que não tem o que fazer mesmo...\r
\r
Eu sou AJAJ num TRE por aí.\r
\r
Eu não sou dos mais burros. Com isso, coloquei o cartório em ordem logo nos primeiros anos de trabalho.\r
\r
Da mesma forma, estabeleci rotinas que simplificam os procedimentos e, com isso, posso assegurar que as engrenagens estão bem azeitadas. Portanto, não há gargalos. Dificilmente alguém vai reclamar do serviço que prestamos.\r
\r
Assim, tenho total segurança para dizer que faço meu trabalho com qualidade e, mesmo assim, sou ainda muito mais bem remunerado do que mereço.\r
\r
Ganho 10.000 reais por mês pra trabalhar das 12h às 19h. Em eleições, há pagamentos de horas-extras, já que passamos desse horário. Tenho 30 dias de férias por ano mais uns 20 de recesso.\r
\r
Se eu quiser, posso receber as horas-extras em folga. Vão fazendo as contas...\r
\r
Somos em dois no cartório. Tenho uma colega que ganha menos que eu, mas que ganha bem também.\r
\r
Provavelmente, alguém recebendo metade do que eu ganho e mais 2 ou 3 estagiários fariam um serviço de igual qualidade. Certamente, muito pior não seria.\r
\r
Se pensarmos que o voto/alistamento poderiam ser facultativos, que os partidos poderiam ser dispensados para alguém se candidatar, que o fundo partidário poderia deixar de existir etc. aí sim é que toda a Justiça Eleitoral poderia ser repensada.\r
\r
No entantdo, acabaram de inaugurar uma nova sede pro TSE em Brasília.\r
\r
Por isso, eu penso diferente de alguns libertários/austríacos. Acho que nós devemos é invadir o estado e expor as mazelas. Além disso, dentro dele, devemos trabalhar para não deixar a mentalidade estatista se desenvolver.\r
\r
Os cargos estão aí. Os gastos já serão feitos. Para nós ou para outros. E a socialistaiada é esperta. Eles prestam concursos, se candidatam etc.\r
\r

Responder
Tomaz 09/01/2012 05:52:18

se você esta insatisfeito saia do serviço público e tente mudar o mundo, não fale muito, comece a agir ao invés de ficar falando besteira.

Responder
Hydra 02/02/2012 11:00:15

Resumindo: tem gente que não tem capacidade nem de passar num concurso público bom, nem em enriquecer na iniciativa privada.\r
Que resta a uma pessoa assim? Reclamar, reclamar, reclamar: "o problema são os servidores públicos", ou "o problema são os EUA", ou "o problema são meus pais".\r
\r
Quando dirá "o problema sou eu"?

Responder
mcmoraes 02/02/2012 12:28:51

Independentemente da capacidade de cada um de nós, todos nascemos para sustentar os funças.

Responder
Auditor RFB 02/02/2012 13:03:04

É uma pena que a pessoa que redigiu este artigo, aparentemente bem articulada e esclarecida, adote uma posição tão generalista e radical quanto aos servidores públicos.\r
\r
Passei bons anos como empregado da iniciativa privada, sendo pisoteado, assediado moralmente, ameaçado de demissão por qualquer besteira, explorado de 10 a 12 horas por dia e, ao final do mês, recebendo recebendo 3 salários mínimos, apesar de atuar como um profissional de nível superior.\r
\r
Depois de tanto apanhar, resolvi estudar para concursos. Passei 3 anos em dedicação total (apesar de trabalho simultaneamente aos estudos) e hoje sou Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil.\r
\r
Posso lhe dizer (sr. autor) que esta realidade que o senhor se deparou em sua vida, marcada por uma vida de marajás, pessoas pouco produtivas e, principalmente um excelente ambiente de trabalho é absolutamente do ambiente que eu me deparei.\r
\r
Pra começar, a realidade do serviço público federal é de PÉSSIMAS condições de trabalho. Falta verba para tudo, faltam equipamentos, falta até água e copos descartáveis, a ponto de nós, servidores termos que trazer de casa alguns instrumentos necessários ao dia a dia.\r
\r
Além disso, a realidade que encontrei, ao menos na RFB, é de acompanhamento de metas, controle de procedimentos e avaliações de desempenho. Essa, inclusive, é uma tendência do governo federal, adotando e incorporando boas técnicas de gestão encontradas na iniciativa privada.\r
\r
O salário? Realmente, é bom, mas pelo menos aqui, é muito merecido. É certo que não sou mais explorado como era na iniciativa privada, mas cumpro minhas 8 horas diárias de trabalho sem folga, e assumo uma enorme responsabilidade, devendo observar uma série de leis e normas. \r
\r
Por fim, a mim me resta concluir, das duas uma. Ou o senhor é um falso funcionário público, querendo se passar por "funcionário do alto escalão", ou, infelizmente, teve péssimas experiências ao longo de sua jornada de servidor, experiências estas que, ao menos para mim, se revelam como exceção.\r
\r
Grande Abraço.

Responder
anônimo 02/02/2012 13:58:17

(...)é muito merecido.(...)\r
\r
Auditor, você têm noção da implicação moral da sua afirmação?

Responder
anônimo 02/02/2012 14:14:04

Mentira. Não falta nem pessoal nem material nem nada. Se falta, é só mostrar uma foto pra gente ver as "péssimas" condições.\r
\r
A carreira de AFRFB começa em uns 13.000 e passa dos 20.000 em final de carreira.\r
\r
Quem ganha isso na iniciativa privada?

Responder
Tiago 03/02/2012 01:36:23

O cara sequer tem vergonha de vir aqui se gabar de exercer uma das mais asquerosas funções do aparato estatal. Se gaba de roubar inocentes eficientemente, e ainda diz se esforçar para realizar tal crime com mais eficiência. Tudo sem nenhum pingo de vergonha, ao contrário, tem orgulho. De fato, vivemos em uma sociedade de criminosos.

Responder
Hay 03/02/2012 04:09:04

Eu até esperava que aparecesse aqui um funcionário público que fosse professor, bombeiro, policial, caramba, até mesmo, sei lá, engenheiro, analista de sistemas, alguém que ganhe um salário que ainda esteja dentro da realidade do Brasil. O que eu certamente não esperava é um comentário vindo de um um funcionário público com um dos melhores empregos do Brasil, com um salário altíssimo e completamente fora da realidade, um salário que nenhuma empresa conseguiria sequer sonhar em pagar a alguém com a mesma função.

Sinceramente, reclamar de condições de trabalho ganhando quase 20 mil reais por mês é algo tão ridículo que eu não consigo sequer descrever em palavras. Na verdade, basta ler o que ele escreve como se fosse uma sátira.

Vejam só, ele, muito competente, um profissional de nível superior, ganhando 3 salários mínimos! Não é qualquer zé povinho não, ele é de nível superior! Ele foi pisoteado! Até ameaçaram demiti-lo! Como só existe uma empresa no mundo, ele nada podia fazer a respeito. Ele trabalhava de 10 a 12 horas por dia! Um profissional com nível superior ameaçado de demissão e trabalhando 10 horas em um dia! Oh, meu Deus! O que ele poderia fazer? Estudar mais? Como você pode exigir disso de um profissional de NÍVEL SUPERIOR? É direito dele ganhar bastante, mesmo que não produza o suficiente para isso!

Ora, é claro que a Receita, sendo a fonte de recursos para o estado, vai exigir mais resultados dessa área. Afinal, não estamos falando sobre gastos, mas sobre arrecadação. É de grande interesse do estado que você persiga os cidadãos produtivos, procurando qualquer pequena minúncia para transformar a vida deles em um inferno, obrigando-os a revirar documentos a torto e a direito e a provar que não cometeu algum crime terrível que deveria ser passível de pena de morte, como não pagar um imposto.

Responder
José Roberto 03/02/2012 05:55:08

Você vir falar aqui que é da Receita Federal é o equivalente a ir na PM falar que é traficante.

Mas para nós, você é muito mais criminoso que qualquer traficante.

Responder
anônimo 03/02/2012 07:27:28

Calma, gente! O Klauber é analista da receita federal, hein....

Responder
Fábio Nunes 08/04/2012 19:59:41

Sugiro escutarem esses comentários esclarecedores de Max Gehringer, na rádio CBN:

cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/max-gehringer/2011/08/25/SERVICO-PUBLICO-NAO-OFERECE-SALARIOS-EXAGERADOS.htm

Responder
kofka 02/02/2012 17:49:38

"Quem ganha isso na iniciativa privada?"

Esse é o X da questão. Conheço muita gente super competente que larga tudo pra fazer concurso público pelo simples fato de que a grande maioria das empresas do Brasil (mesmo empresas com dinheiro sobrando) prefere ficar sem funcionários que pagar um salário decente.
Já vi empresa perder funcionário pro governo por questão de 10% do salário, não fazer contra-proposta, e depois ter que contratar 2 caras pelo mesmo salário pra cobrir aquele que saiu.
E depois ficam chorando pra todo mundo que falta mão-de-obra qualificada.

Responder
Tiago 03/02/2012 01:31:01

Já que isso te incomoda, por que você não abre sua empresa e oferece os melhores salários, Kofka?

Responder
kofka 03/02/2012 03:42:35

Quem disse que não ofereço? ;)

Esse meu relato foi apenas algo que constatei no dia-a-dia. Não me incomodo com isso não. Aliás, por mim essas empresas (grande maioria) poderiam continuar assim, pois é excelente para minha empresa.

Responder
Tiago 03/02/2012 05:34:25

Ah, então está ótimo. Meus parabéns!

Responder
Augusto 02/08/2012 15:05:51

Eu acho que nao eh nem tanto pelo salario, mas pela sonhada estabilidade.

Responder
Steven 04/02/2012 07:09:02

Sou servidor público federal e vejo várias impropriedades no texto. Primeiro, nenhum cargo federal tem 12 semanas de férias. O servidor comum tem 30 dias por ano, dividíveis em até 3 períodos. Se ele for juiz federal, então ele tem 60 dias por ano e acaba por aí. Segundo, ele diz que tem plano de saúde gratuito. Mentira, o que recebemos é um auxílio-saúde, que não passa de 100 reais por mês.

Responder
pt amigo 02/08/2012 14:44:03

Funcionário público não é vagabundo mas sim vocês que os chamam assim,ora onde já se viu chamar quem trabalha muito para um patrão generoso igual o governo ser qualificado de vagabundo.

Responder
Marcos 02/08/2012 16:37:35

O texto fala a verdade. Tenho experiência no serviço público e na iniciativa privada e consigo perceber claramente o abismo entre ambos.\r
\r
No entanto, gostaria de comentar sobre alguns detalhes:\r
\r
1 As pessos não ganham o que merecem. Essa idéia de merecimento é um erro típico do serviço público (ah, nós servidores "merecemos" tanto porque somos qualificados). Em uma economia livre as pessoas ganham conforme o mercado, não é questão apenas de merecer algo (embora o mérito seja parte fundamental do processo) mas de um conjunto de vários outros fatores. \r
\r
2 Pelo texto ficou parecendo que nenhum servidor trabalha de verdade. Não é bem assim. Algumas funções precisam ser executadas (cobrar impostos ou serviços diretos aos governantes, por exemplo) Nesse caso há regras específicas. Em geral há carreiras hierarquicamente superiores e posições de chefia que aproveitam de suas posições para não trabalhar nunca e empurrar toda a sua cota de trabalho para os subalternos (muitas vezes terceirizados), que as vezes trabalham tanto ou mais do que na iniciativa privada. Pode parecer surpreendente para alguns, mas no serviço público vi mais situações aviltates aos trabalhadores do que na iniciativa privada. É claro que esse sistema não funciona bem, e as falhas se acumulam. \r
\r
Agora, quando a questão é atender ao cidadão podem contar que não vai funcionar. O desprezo por quem paga os impostos chega a ser assustador.\r
\r
Finalmente, deixo registrado que apesar de ser mais trabalhoso, o trabalho na iniciativa privada traz muito mais motivação. Você sente que faz algo útil e eficiente. Além disso, seu trabalho duro é compensado. No serviço público, se você trabalha muito sua "recompensa" será os outros te empurrarem mais trabalho sem o mínimo reconhecimento.\r
\r
\r

Responder
Federal 02/08/2012 18:37:54

Apesar de concordar com o texto, acho ele contra-producente. Imaginem esse texto sendo o primeiro contato de alguem com o IMB? O caminho para conquistar mais adeptos é mostrar que o arranjo é imoral e nao dizer que todos sao vagabundos. Ou seja, é muito mais útil explicar como o mercado poderia fornecer serviços que hoje sao estatais, do que simplesmente chamar quem os provê de vagabundos. Ou mostrar quando um serviço simplesmente nao precisaria existir. Os funcionários honestos poderiam entender as críticas e talvez fazer parte da mudança, seja de dentro do governo ou de fora. Também é bom lembrar que nem todos, especialmente os mais humildes, entram pro serviço público com senso crítico para saber como funciona de fato.

A propósito, e sem ataques ad hominem por isso, sou um funça considerado pela opinião pública de alto escalão e de quadro altamente capaz e importante. Ironicamente, somente com a enorme quantidade de tempo livre que passei a ter como funça, pude conhecer o IMB e a EA. A realidade é a do artigo, ou até pior:

1) para fazer o que fazemos o quadro poderia ser de 1/5 do que é hoje
2) uns 90% do que se faz é complemente inutil e sem sentido
3) erros absurdos passam impunes, ou porque nao sao detectados, ou pq nao se pune um colega
4) TODOS sao promovidos todo ano

No mais, a transicao para uma sociedade sem governo, se um dia vier, será gradativa e lenta. Então, não se pode fechar as portas. Um funça que ajude a diminuir o estado é útil para o processo.

Responder
Luis Almeida 02/08/2012 18:47:06

Prezado Federal, por gentileza, mostre em qual trecho do texto ele diz "que todos são vagabundos". O artigo é apenas uma confissão de um funcionário público. Não há, em momento algum, adjetivos pejorativos. Trata-se meramente de um texto descritivo. Se ele incomoda, então é porque ele está dizendo verdades.

Ademais, uma coisa é o que diz o artigo; outra, completamente diferente, são os comentários. O IMB, desnecessário dizer, não se responsabiliza pelos comentários emitidos. Caso contrário, nem poderia haver este espaço.

De resto, muito interessantes as suas informações. Obrigado por compartilhá-las.

Responder
Federal 02/08/2012 18:50:33

Perfeito. Desculpe-me, leia-se comentários onde disse texto. Li todos após o texto e fiquei com a idéia de alguns deles na cabeça.

Responder
Fellipe 03/08/2012 05:18:19

Texto excelente. Um dia já tive a ilusão de trabalhar para o leviatã, porém durante os estudos pude me aprofundar na mentalidade dos funças e saí fora antes de me corromper.

O triste é ver os comentários de funças choramingando e fazendo propaganda de seus tão honoráveis e necessários "serviços", pagos à força por nós.

Aliás o termo "contribuinte" é uma piada. Contribuição é algo feito de forma voluntária, bem diferente da realidade. O termo correto é "expropriados".

Responder
Servidor Padrão 03/08/2012 08:34:45

Gente, quem trabalha no serviço público, como eu, sabe.. A eficiência é zero. Não há e nem tem como haver eficiencia. O monopólio garante a ineficiencia. Não há como você deixar de ser pago porque seu produto ou serviço não está vendendo. O seu produto ou serviço será pago via impostos, então, faça-o ou não, você recebe de todo jeito. Agora, adivinha só: Você prefere trabalhar muito ou pouco? Você prefere ganhar muito ou pouco?

Impossível o serviço público funcionar. Todos que entram, o fazem justamente para trabalhar pouco e ganhar muito. Não há um, entre os milhões de concurseiros, que esteja visando passar num concurso para exercer algum "bem público". Claro, pega bem falar o contrário, mas para qualquer pessoa, os interesses individuais vem a frente dos supostos interesses públicos.

A meta é, portanto, virar servidor do senado. E, se por acaso aparecer algum outro órgão público com mais mamatas que o senado, automaticamente será a nova meta do servidor público. Maior salário, menor carga horária, maiores benefícios. Levando ao extremo, a meta é ganhar tudo e não fazer nada.

"A ambição universal do homem é colher o que nunca plantou."
Adam Smith

Responder
Patrick de Lima Lopes 03/08/2012 12:05:15

"Nossa única proteção contra a burocracia é sua ineficiência." - Macarthy.

Responder
eduardo 03/08/2012 12:59:25

Ou os subornos! Daí o singelo nível de corrupção em nosso país...

Responder
pt amigo 03/08/2012 13:00:42

Viva os funcionários públicos, esses heróis que alem de bem remunerados tem de aguentar esses chatos do IMB criticando-os sem fundamento.

Responder
Carol 11/04/2013 13:47:39

Vergonhoso o seu depoimento, envergonha, incrimina e generaliza todos os funcionarios publicos e os igualiza a você. Você escolhe ser parasita. Em todos os ramos há parasitas, publico ou privado, semrpe tem um FDP espertinho. Felizmente há alguns que escolhem cumprir o proprio nome do cargo, ou seja, servir. Não vou nem me dar ao trabalho de tentar lhe convencer de nada nem mudar sua opniao.Espero realmente que curta ganhar mais de 100 mil anuais e achar isso o máximo e viva nessa ilusão, vou rezar para que alguem do seu orgão veja esse texto ridiculo e represente, ai você responda a um processo administrativo e seja demitido, pois o seu texto inclui vários crimes de sua parte que se forem investigados...nossa...e não diga que aqui no Brasil é o pais da putaria e isso não acontece, porque aconteçe, basta ler o DOU por uma semana.

Responder
Astolfo Pontes Negreira 11/04/2013 14:14:22

Olá, Carol. Qual parte do meu texto mais lhe incomodou? Por que tão chateada? Atente que nem se trata de uma questão de você concordar ou discordar, pois eu simplesmente me limitei a relatar fatos. O que lhe chateou?

Espero que você tenha consciência da gravidade do ato em que acabou de incorrer. Você simplesmente interrompeu meu Tetris e minhas navegações profícuas no Facebook (estou na repartição agora) para vir aqui lhe dar atenção. Isso não se faz. É crime constitucional aviltar um funcionário público. E devia haver pena capital para quem tira um funcionário público de seu sossego -- isto é, sempre que estamos cumprindo a jornada.

Saudações.

Responder
Anarcofóbico 11/04/2013 14:59:03

Ao menos vc não explora o trabalhador, neh Aspone?

Responder
Astolfo Pontes Negreira 11/04/2013 15:07:10

Claro que não. Todo o meu salário advém de pessoas -- os pagadores de impostos -- que me sustentam com gosto. O camelô e o faxineiro abrem mão alegremente de seus R$700 mensais para garantir meus R$11.000 mensais (tive aumento). Tenho certeza disso. A prova suprema de que é assim é que eles continuam elegendo e reelegendo justamente aqueles políticos que prometem continuar aumentando minhas benesses. Adoro o generoso o povo brasileiro!

Responder
anônimo 11/04/2013 14:38:34

"generaliza todos os funcionarios publicos e os igualiza a você. Você escolhe ser parasita"

Todo funcionário público, todo político, todo mundo que vive de impostos é parasita por definição.

Responder
Bruno D 12/04/2013 17:14:36

Carol,

Seu discurso é bem característico de um comunista:

Delações premiadas por crime e falsidade ideológica.

Você bem que poderia ter sido uma comissária do povo no órgão de reeducação politica em um desses regimes totalitários por ai.

O regime estatal precisa de mais pessoas como a sra.

Bem coisinha de repartição.

Responder
anônimo 14/04/2013 10:59:46

'Em todos os ramos há parasitas, publico ou privado'

Você não entendeu o sentido da palavra parasita.TODO funça é parasita, todo o dinheiro dele vem dos trabalhadores da iniciativa privada sendo forçados a sustentá-lo.

Responder
Renato Souza 14/04/2013 16:38:02

Carol

Astolfo Pontes Nogueira nunca poderia ser punido, porque ele não existe (embora existam muitos personagens reais parecidos com ele).

Não entendeu a brincadeira? AsPoNe

Um abraço e mantenha a tecla SAP ligada quando for o caso.

Responder
Bruno D 12/04/2013 17:33:58

O exigir um direito é um eufemismo para exigir obrigações dos outros.

Responder
Roberto Jargemboski 12/04/2013 19:26:55

Esse argumento da meritocracia no setor publico, que é o preferido dos funças, é uma piada, por vários motivos:
Primeiro porque o teor das provas de concursos públicos é arbitrado por burocratas que não tem o poder mágico de decretar a eficiência dos aprovados por toda a eternidade naquele cargo, o que parece ser o objetivo, já que; uma vez aprovados, jamais os funças passarão pelo escrutínio que possa auferir a sua eficiência na função desempenhada.
Na verdade, o monopólio institucionalizado pelo serviço público é uma garantia de ineficiencia, como já citado.
Em geral a prova acaba sendo apenas um filtro ideológico, pra saber se você tem talento pra lamber saco de estatista.
Além disso a premissa de merecimento é fatalmente equivocada e arbitrária. Quando há o mínimo de responsabilidade com recursos escassos, sabe-se que só a produtividade pode regular o valor da função desempenhada e mais do que isso, saber se aquela função precisa existir. Os sábios e bondosos burocratas podem até decretar que você mereça rios de dinheiro pela sua função estéril, mas só o fazem porque a incomensuravel ineficiencia do estado é sustentada pelo coitado do pagador de impostos.
No fim, a questão é bem simples: Se a função não é produtiva o suficiente(e geralmente não é), nenhuma prova; nem mesmo os 12 trabalhos de Hércules justificaram a alocação de recursos naquele fim, já que acarretaria invariavelmente a destruição de recursos que seriam melhor utilizados se permanecessem nas mãos de quem de fato os produziu.


Responder
P209 14/04/2013 03:51:26

Sim, e esse argumento de meritocracia é usado demais. É ridículo. Se uma pessoa soltar pipas e se esforçar muito para ser o maior soltador de pipas do mundo, isso não significa que isso irá lhe trazer resultados bons, pois não é uma questão de mérito, é uma questão de mercado, mas o que tem de gente com dificuldade de entender isso é demais.

Responder
anônimo 14/04/2013 10:41:27

Não significa que seja útil ou importante pros outros.

Responder
Marcos Freire Machado 14/04/2013 01:16:02

Meu Deus!!!
Tomei um susto ao ler este artigo, como uma pessoa pode achar bom trabalhar no setor privado, ter que se submeter a trabalhar 12, 13 as vezes 14 horas por dia e receber somente por 08 horas pois o restante vai para o famigerado "banco de horas". O Trabalho na iniciativa privada é a forma de escravidão da modernidade e pós-modernidade e somente sendo um alienado na concepção marxista mesmo para achar isso bom.
Um Abraço!

Responder
Neto 14/04/2013 10:48:36

Então você não gosta de trabalhar e prefere viver de forçar os outros a pagarem pelo seu 'trabalho' de funça, pagar o quanto você acha que vale, e quem não concordar vai pra cadeia.Parabéns, muito ético isso.

Responder
anônimo 14/04/2013 13:59:55

Isso foi um comentário irônico ou foi sério? Ultimamente tá meio difícil de saber :)

Responder
Roberval 15/04/2013 17:11:24

É por causa de gente com esse tipo de mentalidade que existe todo tipo de miseria e pobreza.
Mais fazer o que,quem manda o povo não ter senso critico e escolhe sempre o cara mais estatizante.
Por essas e outras é o motivo que não ajudo instituição de caridade e me recuso a dar esmolas nas ruas.

Responder
anônimo 14/04/2013 10:53:43

'somente sendo um alienado na concepção marxista mesmo para achar isso bom.'

Diga aí se pela sua 'concepção marxista' se cabe todo mundo no governo.Ou mais importante ainda, o que é que acontece com a sociedade onde todo mundo quer ser funça.

Responder
Auditor RFB 14/04/2013 14:10:05

Sou AFRFB. Tenho 33 anos de serviço público. Sempre produzi muito mais do que a média das pessoas com quem trabalhei e sempre procurei fazer o meu trabalho com a maior qualidade possível.

Não vou entrar no mérito da moralidade do serviço público. Quero apenas dizer que uma instituição na qual o mérito não pode ser premiado, o demérito punido e todos têm que ganhar a mesma coisa, independente de sua produtividade, não vai funcionar, nunca. É da natureza humana.

Se alguém duvida de minha afirmação, saiba que menos de 3% de todo o credito tributário lançado pelos Auditores Fiscai (auto de infração) é recebido pela Receita Federal, e isso depois de 5, 10 ou mais anos de trâmites administrativos e judiciais ( sei que os liberais e libertários vão vão dizer que é muito hehe).

Então, dá para levar a sério um serviço (o serviço público) que emprega milhares de servidores (fiscalização, julgamento, arrecadação...) regiamente pagos para obter uma eficiência de 3%? E olha que, em termo de eficiência, a RFB é um orgão diferenciado no serviço público. E quem fala isso já foi servidor civil, militar, estadual e federal, sempre em cargos de nível superior, e sabe o que está falando. Ou eu posso dizer que meu salário é merecido, porque eu passei em um concurso difícil?

Ainda que governo fosse útil, nececessário, bom, enfim, a melhor coisa do mundo, simplesmente não funciona.

Poderia escrever sem parar, mas termino reafirmado enfaticamente: Uma instituição na qual o mérito não pode ser premiado, o demérito punido e todos tem que ganhar a mesma coisa, independente de sua produtividade, não pode funcionar.

Abraço a todos


Responder
Erick V. 14/04/2013 17:27:02

Funça da RFB, vc tem alguma fonte a respeito desses 3%? Queria mostrar isso para uns amigos que ainda têm medo de sonegar.

Responder
anônimo 27/05/2013 06:24:13

Vocês tão se esquecendo de uma coisa: se pegar fogo em sua residência, quem apagará o incéndio serão os bombeiros, que são FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS.

Responder
Thames 27/05/2013 08:57:25

Não se esqueça de sair correndo para contar essa sua descoberta aos chilenos (país em que a atividade de bombeiro é exercida inteiramente por voluntários) e a vários municípios ao redor que também adotam o mesmo expediente chileno (como no Texas, por exemplo).

É o que eu sempre digo aqui na seção de comentários do IMB: o brasileiro é tão provinciano, que ele jura que todo o mundo funciona à imagem e semelhança da cidade em que ele vive. Se isso não for corrigido, continuaremos no charco.

Responder
anônimo 28/05/2013 12:08:20

Aqui no sul é comum os bombeiros serem voluntários. E não é só em cidades bem pequenas não. Minha cidade tem quase 200 mil habitantes e os bombeiros são mantidos por doações.

Responder
Eduardo 11/02/2014 15:45:27

Bombeiros podem ser pagos por seguradoras de imóveis, portanto, podem ser privatizados tranquilamente. É uma prestação de serviço como qualquer outra.

Responder
Aspone 11/02/2014 16:42:09

Aqui na minha cidade também tem bombeiros voluntários.

Porém, todos eles parecem querer entrar para o maravilhoso mundo aspônico!

Responder
Pobre Paulista 11/02/2014 17:41:03

Agora sim o "verdadeiro" Aspone apareceu hehe :)

Responder
Aspone 11/02/2014 19:23:35

É nóis, amigo! Visite o site, hein! hehehehe

Responder
anônimo 05/09/2013 17:47:50

Na adm pública não poderia haver um regime de metas que faça com que o servidor público tenha incentivos?

Responder
anônimo 05/09/2013 22:24:56

Pode. Se o incentivo for a sua demissão. Qualquer outro incentivo não teria efeito a médio/longo prazo. Mas ainda assim, existem inúmeros outros problemas inerentes a função pública, com o principal sendo a questão moral.

Responder
Tiago 14/09/2013 05:31:50

Sou estatutário federal, trabalho oficialmente 7h por dia, sou um dos 'otários' que tenta fazer jus ao servir e não raro fico entre 1h e 2h a mais, mesmo sem ser remunerado, para dar conta do serviço. Tenho cerca de três semanas a mais de folga que os demais "trabalhadores", to quase na faixa do fake do Astolfo, mas trabalho muuuuito, me cobro em fazer jus ao salário que recebo e tenho crescido com funções comissionadas por isso.

Tenho contato com diversas áreas da instituição e constato que cerca de 2/3 se empenham sim. Sou "novo" no funcionalismo, tenho "só" 5 anos, na privada tinha um salário melhor, mas a estabilidade falou mais alto. A máquina possui uma gestão ineficiente, mas vejo cada vez mais pessoas "novas" como eu, chegando ou próximo dos 30, todas dos últimos concursos subindo em cargos que os antigos não querem e sendo chefes deles. Da minha equipe somos 5 estatutários e 1 estagiário, só um servidor é desse tipo e não é descarado, é por falta de conhecimento técnico e não adianta passar serviço que faz com muita ineficiência se for muito técnico, até o estagiário do setor tem mais habilidade na área.

Tenho absoluta certeza que poderia voltar para a privada, mesmo sendo de uma área técnica, que conseguiria uma boa colocação, provavelmente ganhando menos inicialmente, mas sei também que teria que abrir mão da qualidade de vida que hj tenho.

Não quero abusar e justificar hipocritamente olhando para os lados, mas realmente tem hora que enche.., prefiro sair a ficar acomodado, mas isso é pessoal e vejo que depende muito mais de uma postura pessoal/profissional/ética.

Não se esqueçam que também somos contribuintes, no meu caso quase 40% do salário bruto é retido, fazendo as contas eu custeio 75% do meu salário, o contribuinte paga os outros 25%.

Responder
Ricardo 14/09/2013 10:32:52

Não, você não paga imposto de renda nenhum. Se uma organização criminosa rouba $10.000 das pessoas, repassa $8.000 pra você e retém $2.000 a título de "taxa de contribuição", você não pagou imposto nenhum. O total roubado da sociedade não se altera, independentemente de qual seja sua taxa de contribuição.

Agora compare isso com a situação de um trabalhador no setor privado. O salário dele é aquilo que o mercado determina. Aí vem o governo, rouba uma fatia, repassa pra você e, de você, retira uma outra fatia pra ele.

Entendeu o esquema? No final, é o cara iniciativa privada quem sustenta você e a quadrilha que emprega você.

Responder
saoPaulo 14/09/2013 14:31:09

Acho engracado como todos os funcas que comentam aqui sao "otários" trabalhadores que levam seus setores nas costas...

Têm que trabalhar dobrado, coitadinhos. Esquecem que o dobro de nada continua sendo nada. Se estao realmente sobrecarregados assim, a iniciativa privada sempre está de portas abertas.

E nao me venham falar de estabilidade, pois é sim possível conseguir estabilidade na iniciativa privada. O que acontece é que a quantidade de trabalho para isso é muito maior que a que estao realmente dispostos a realizar.

Ou talvez a razao para nao procurarem um trabalho de verdade seja que nao sabem fazer nada de útil mesmo. Afinal, nao importa se você cavou e tapou 50 buracos enquanto seu coleguinha ainda nem pegou a pá. O seu trabalho continua sem sentido, do tipo que só pode ser provido pelo estado.

Entao, caros funcas "conscientes", sem mais racionalizacoes! Vao fazer algo que preste das suas vidas, bando de parasitas! Pelo menos aqui, posso xingá-los sem medo de ser preso, ou de nao conseguir algum documento necessário.

Prefiro ter um filho traficante a um filho funcionário público!

*Desculpem se exagerei no desabafo, mas acabei de perder uma viagem porque um desgracado de um funca demorou 2 horas para terminar um procedimento que nao deveria demorar mais que 20 min.

Responder
Fellipe 14/09/2013 18:43:25

Procedimento este que não deveria existir em primeiro lugar, imagino. Certo anônimo?

Responder
jackson 15/10/2013 18:09:33

nao eh bem assim nao amigo

existem cargos do serviço publico que pagam uma esmola, tipo professor, bombeiros, policia,todos ganham uma merreca!

td bem q existem muitos funcionarios publicos coçando o saco...

mas na iniciativa "privadasanitaria" eh impossivel se manter motivado por muito tempo

Responder
Servidor público 10/02/2014 21:29:38

Dizer que servidor público é vagabundo. Sou servidor público e trabalho muito, com frequencia tendo que sair dos horarios convencionados para terminar casos... O quanto de plantão noturno eu tenho que fazer... eu pelo menos tenho posso dizer que justifico o meu salario!

Responder
anônimo 11/02/2014 14:33:27

"eu pelo menos tenho posso dizer que justifico o meu salario"

Seu salário vem do espólio forçado do trabalhador honesto. Ou seja, os outros suam, são roubados, e este dinheiro é dado para você. Veja que a quantidade de esforço que você "dedica" é irrelevante, pois o funça que "trabalha" um pouco menos ganha a mesma coisa.

Vá estudar!

Imposto é roubo, estado é quadrilha, e outras considerações
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1748

Privatize tudo
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1708

Dez lições de economia austríaca para iniciantes
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1397

E entenda de uma vez, funça: são pessoas como você que são responsáveis pelo país que temos hoje. Todo homem que quer criar algo, iniciar uma empresa, criar riqueza, gerar emprego, encontra um exército de folgados iguais a você que se julgam no direito de dificultar, e até impedir, o empreendedor de tentar melhorar o país. Quero ver você se orgulhar disto agora.

Responder
anônimo 11/02/2014 15:14:00

O funcionalismo público e a drenagem dos cérebros
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1787

Responder
anônimo 11/02/2014 15:27:24

Além de tudo é ineficiente, tendo que fazer horas extras pagas por nós contribuintes.

Responder
Eduardo 11/02/2014 15:39:03

O texto é muito bom mas, mesmo sendo um libertário, não recomendo a ninguém sair do serviço público para a iniciativa privada, salvo se a remuneração for bem superior e a atividade satisfizer. Defendo sim que cada funcionário público continue em seu devido lugar até que venha a privatização de sua empresa ou mesmo extinção de seu serviço, pois dessa forma essa pessoa poderá se movimentar para a iniciativa privada sem algum sentimento de ter feito a escolha errada.

Responder
anônimo 11/02/2014 16:35:47

Sim, moralidade ou conveniência, eis a questão: qual delas utilizar para pautar as nossas decisões, as nossas vidas?

Responder
Eduardo 11/02/2014 18:57:06

As decisões sempre devem ser pautadas na moralidade mas, infelizmente, a conveniência acaba prevalecendo em alguns casos. Tomemos por exemplo uma cidade grande, onde há muito mais oferta de trabalho, é mais fácil uma pessoa optar pelo setor privado pela maior quantidade de oportunidades; sendo assim, nesse caso, haverá mais chance de escolhas baseadas na moralidade. Já em uma cidade pequena, onde a oferta de trabalho é mais escassa, as melhores oportunidades serão oferecidas pelo setor público, daí a chance de escolha baseada na moralidade diminui, prevalecendo a conveniência pelo que o mercado de trabalho está ofertando.

Responder
Eduardo Bellani 11/02/2014 19:36:32

As decisões sempre devem ser pautadas na moralidade mas, infelizmente, a conveniência acaba prevalecendo em alguns casos. Tomemos por exemplo uma cidade grande, onde há muito mais oferta de trabalho, é mais fácil uma pessoa optar pelo setor privado pela maior quantidade de oportunidades; sendo assim, nesse caso, haverá mais chance de escolhas baseadas na moralidade. Já em uma cidade pequena, onde a oferta de trabalho é mais escassa, as melhores oportunidades serão oferecidas pelo setor público, daí a chance de escolha baseada na moralidade diminui, prevalecendo a conveniência pelo que o mercado de trabalho está ofertando.

Essa sua proposta já é em si uma proposta moral.
Pode não ser a moral que você acha que segue, mas é uma proposta moral.
Em resumo, seria assim:

"Tenho princípios, até que eles se tornem desconfortáveis."

Abraços.

Responder
aspone 11/02/2014 20:16:35

Eduardo Bellani,

vejo pelas suas respostas que vc não seria um bom aspone, hein! Vc trabalha com que?

Responder
Eduardo Bellani 12/02/2014 00:44:21

Artesão de software, que tem sua mais valia extraida por rentistas malditos donos dos
meios de produção (exceto que o PC é meu, então sei lá).

Tem uma vaga na repartição? Ouvi dizer que o ar condicionado é de graça e eu posso
recarregar o PC na moral. Fora que eu não mais terei que lidar com rentistas malditos.

Abraços.

Responder
Aspone 12/02/2014 16:36:08

Não tem não. Já temos vários nerds de computadores no órgão em que trabalho.

Se bem que é sempre bom mais gente pra não deixar o "serviço" acumular né?

Responder
Eduardo Bellani 18/02/2014 13:24:58

Aspone, achei um plano de carreira pra você

olha esse funça

Responder
Policial Rodoviário Federal 13/04/2014 19:27:52

Sou funcionário público federal há exatos 11 anos (Policial Rodoviário Federal). E não me venham com papinho de propina, extras, etc, pois nesses 11 anos nunca peguei 1 centavo e trabalho sério.

Meu salário é bom, cerca de 9000 bruto 7000 líquido. Isso por que estou quase no topo da carreira. Por sinal, eu me pago, não faço "indústria de multa", não tenho "meta de multa", mas se eu ver infração que põe em risco a segurança dos outros eu multo, e nisso o valor das multas que tiro ultrapassa facilmente meu salário. Azar de quem quer correr feito louco ou ultrapassar onde não deve. Vai pagar. Fora veículos roubados que recupero esporadicamente, apreensões de drogas, contrabando de cigarro, etc...

Ah, meu trabalho é dedicação exclusiva não posso fazer nada além de ser policial. Um policial formado em direito, por exemplo, não pode advogar. E sou policial 24h por dia 7 dias por semana. Se me chamarem a qualquer hora do dia ou da noite tenho que estar pronto, portanto, nem beber umas geladas a mais não posso. E acontece com frequência. Te ligam e lá vai vc ficar uma semana ou mais longe de casa.

Tenho 2 faculdades e uma pós-graduação na área de segurança pública. Pra efeito de comparação, um conhecido meu que fez um segundo grau porco e fumou maconha a vida toda trabalha numa usina de biodiesel e ganha 3000. Outro do mesmo naipe é caminhoneiro e ganha seus 3000 também. Logo, não ganho taannto assim, pois estudei e me esforcei muito, mas muito mais que eles.

Quanto ao trabalho, trabalho em escala, o que é muito bom (tirando que fode o metabolismo/sono), mas não é contado feriado, trabalhamos 40h semanais não importa se tem um feriado ou não. Não temos 3 meses de férias, temos 30 dias, sendo que nas melhores épocas (dezembro, janeiro, fevereiro e julho) podemos tirar só 10 dias, e nem todos conseguem pois só pode um por vez na equipe. Os outros 20 dias tem que tirar em maio, agosto, etc....

Serviço perigoso (sim, é o emprego mais arriscado do serviço público federal, a profissão onde proporcionalmente mais morrem funcionários). Já fui atropelado por bandidos, já troquei tiros várias vezes, já me acidentei com viatura (que não tem seguro, bateu, vão fazer de tudo pra você pagar). Da turma de 150 que se formaram comigo na academia, uns 10 já estão mortos. Trabalho com sol, chuva, dia, noite, vejo gente morta direto (inclusive crianças o que é muito foda).

A polícia me deve mais de 300 horas que fiz a mais em operações. Tem colegas com mais horas ainda. Não existe pagamento de hora-extra e se você pede folga não consegue porque faltam policiais e tirando folga o teu colega fica desamparado.

Materiais de uso no serviço como lanternas uniformes, capas de chuva, coturnos, coldres, capas de colete ou são escassos ou lixo, você acaba tendo que comprar do teu bolso para ter conforto e qualidade. Gasto de 2 a 3 mil por ano com isso.

O que posso dizer que é vantagem mesmo é a estabilidade, você sendo honesto e trabalhando direitinho não será demitido. Trabalhei alguns anos no setor privado e é feroz o manginismo e o puxa-saquismo.

Além disso, eu adoro o meu trabalho. Posso ajudar os outros nas dificuldades, socorrer vítimas, e mesmo multando um cidadão, procuro educá-lo e não simplesmente multar e mandar embora.

Não sei como é em outros órgãos públicos mas essa é minha realidade. Não é tão barbada como o autor deste artigo falou. Inclusive um colega que entrou ano passado e era corretor de imóveis, não aguentou o rojão ao atender os acidentes e pediu exoneração.

Responder
Eduardo Bellani 14/04/2014 20:12:53

Olá.

2 perguntas:

* O dinheiro que você ganha advém de pessoas que voluntariamente lhe
pagam? Ou vem de uma imposição de um grupo armado a outras pessoas?

* Se está tão difícil pra você, e você é tão talentoso como acha, por
quê não pede demissão?

Abraços.

Responder
Marconi 14/04/2014 20:41:11

Olá Eduardo,

Qual a sua opinião sobre um filhinho de papai que recebe uma larga herança e pode se dar ao luxo de viver recebendo juros, alugueis, etc sem nunca trabalhar?

E como seria sua vida sem a proteção policial? Você possui as mais poderosas armas para se proteger da bandidagem?

Abraços!

Responder
H. Romeu Pinto 14/04/2014 20:55:26

"Qual a sua opinião sobre um filhinho de papai que recebe uma larga herança e pode se dar ao luxo de viver recebendo juros, alugueis, etc sem nunca trabalhar?"

Se o pai recebeu esse dinheiro de maneira limpa e honesta, com o suor do próprio rosto, não ligo a mínima para o que os herdeiros irão fazer com esse dinheiro. Por que eu deveria?

Quem se preocupa com o que os outros fazem com o próprio dinheiro -- desde que esse dinheiro tenha sido conseguido de maneira honesta, com o suor do próprio rosto -- é um derrotado e invejoso, certamente alguém incapaz de se sustentar com o próprio trabalho e que, por isso mesmo, fica aí doidinho para que o governo tome esse dinheiro e lhe repasse.

Tenho certeza de que você é funça, aliás.

"E como seria sua vida sem a proteção policial? Você possui as mais poderosas armas para se proteger da bandidagem?"

Ótima pergunta! Sabe por que eu não possuo armas poderosos para me proteger da bandidagem? Porque a polícia não me deixa comprá-las.

É isso mesmo. São os políticos que aprovam as leis de desarmamento, é verdade, mas quem impinge as leis, quem proíbe que comerciantes vendam armas, e quem proíbe que cidadãos de bem como eu comprem armas é justamente a polícia. Se eu for comprar uma arma no mercado negro, tenho mais medo da polícia do que do traficante que irá me vender. Este quer o meu dinheiro; aquele que me jogar na cadeia e me extorquir.

Portanto, meu caro funça, eu não apenas não devo nenhum favor à polícia, como ainda tenho de desdenhá-la. É ele que me impede de comprar uma arma.

"Abraços!"

Recuso.

Responder
Renato Souza 19/04/2014 00:29:24

Injusto você por o policial como o culpado por você não poder ter uma arma. O policial entrou para a polícia pensando em prender assaltantes, assassinos, estupradores, e leva-los à justiça, em outras palavras, em exercer um trabalho (em si) perfeitamente honesto, que DEVE ser feito, e que no caso brasileiro só é permitido ser feito por agentes estatais (nos EUA, por exemplo, caçadores de recompensa privados podem fazer esse trabalho). O político aprova uma lei que torna o policial "criminoso" e sujeito, ele mesmo à prisão, se permitir que uma pessoa honesta e sã tenha uma arma. O policial está numa sinuca de bico. O trabalho DEVE ser feito, só é permitido ser feito por agente estatal, mas a "lei" exige que ele acrescente a essa trabalho essencialmente honesto, a "função" de tirar armas da população honesta (e outras coisas igualmente irracionais, como proibir cidadãos honestos de importarem bens sem pagar taxas extorsivas). Já vi policiais revoltados com certas leis, eles são pessoas como nós, não concordam com o que os políticos fazem.

Se os estados tivessem territórios pequenos, a migração (inclusive de empresas) destruiria economicamente aqueles que tivessem leis ruins. O processo seria muito mais rápido que a queda de um país do tamanho da França, e a migração seria muito mais fácil. Haveria um verdadeiro mercado de estados, como há um mercado de condomínios. Não há revoltas políticas em Mônaco, provavelmente nenhum de seus cidadãos o considera um "estado opressor". Mas se houvessem centenas de milhares de Mônacos fazendo concorrência, seria ainda melhor. Mesmo a vida nos estados maiores seria melhorada, pois haveria muitos lugares (perto) para onde "fugir" da insanidade regulatória, uma grande parte da população poderia migrar rapidamente, e centenas de milhares de cidades-estados poderiam absorver uma população extra relativamente grande. Um Holande não se elegeria num mundo assim, ou não duraria seis meses no cargo, a repentina queda de arrecadação o destruiria politicamente. Imagine que metade da América do Norte fosse composta de pequenos estados, e que fosse distribuídos de tal forma que fosse relativamente acessíveis para a maioria da população dos três maiores estados, e que estes pequenos estados tivessem alguns, língua e cultura americana, outros língua e cultura mexicana e outros fossem francófonos. Mesmo que os grandes estados existissem teriam de ser melhor geridos. Dos últimos presidentes americanos, provavelmente só Reagan se elegeria e se manteria no cargo, e seu governo seria muito melhor do que pôde ser no arranjo atual.

Responder
Guilherme 14/04/2014 20:56:11

Caramba, o Marconi segue sua incansável sina de ser saco de pancada.

Aliás, ele me lembra o Nhonho, do Chaves. Quase ninguém lembra que ele existe, ninguém dá nenhuma importância para ele, e sempre que ele aparece, apanha.

Responder
Marconi 15/04/2014 18:25:47

Como assim saco de pancadas?

Não vi nenhuma resposta a respeito de passar a vida vivendo de juros e alugueis.

Para alguns aqui, viver as custas do estado é crime hediondo! (E olha que eu concordo em grande parte!). Porém, viver de juros e alugueis para os mesmos é absolutamente normal!!!

Pra mim, viver sem trabalhar é picaretagem, seja do modo socialista ou libertário.

Trabalho -> Esforço -> Salário
Capital -> Risco -> Lucro ou prejuízo

Todo resto é picaretagem.


Responder
Guilherme 16/04/2014 14:36:36

Qual o problema de viver de aluguel?!

Se eu comprei uma propriedade com o suor do meu próprio rosto (não sou funça e nem nunca fui), e estou me arriscando em alugá-la para um descuidado que a dilapida, por que não posso ser remunerado por isso?!

O acordo é voluntário e só aluga meu imóvel quem quer. Não obrigo ninguém a isso.

E você vem me dizer que eu tenho de dar minha casa gratuitamente para vagabundos? Maduro fez isso na Venezuela. Aliás, e pelo visto, ele é até um pouquinho mais liberal que você. Ele ao menos disse que os inquilinos deveriam pagar (um preço módico, é claro) os proprietários espoliados.

Vá despejar sua bile de derrotado em outro lugar.

Responder
Eduardo Bellani 16/04/2014 19:58:05

Marconi,

Trabalho não é um fim em si, especialmente se tratando de
ética. Deixe-me apresentar resumidamente qual a função do trabalho no
processo do raciocínio ético:

O trabalho é usado como métrica dentro do processo de determinação da
apropriação original de um determinado bem escasso e na determinação
do abandono do mesmo. Outras questões (características do bem, duração
e intensidade do trabalho, condições para determinação do abandono,
etc) são determinadas pelas pessoas interessadas nas relações de
propriedade do bem específico, baseado na sua cultura.

Visto isso e, dado que a apropriação de um bem já foi estabelecia e
tal bem não foi abandonado
, o trabalho é irrelevante pra
estabelecer a condição ética dessa relação de propriedade. Logo, sua
afirmação que viver sem trabalhar é picaretagem não segue, e
sua visão de mundo não se sustenta.

Se tiver mais alguma dúvida, avise.

Abraços.

Responder
Hay 16/04/2014 21:59:47

Vou falar aqui sobre várias pessoas que eu conheço e que dependem de aluguel. São pessoas que trabalharam como pedreiros, metalúrgicos, na área de TI, no setor financeiro, enfim, os perfis são bem diversos. Boa parte deles trabalhou, inclusive, desde bem cedo, ajudando os pais na roça, na pequena mercearia, etc.

Essas pessoas juntaram ao longo dos anos dinheiro para comprar pequenas casas. Isso, claro, quando casa própria era algo acessível, agora só sendo muito rico ou financiando em muitas cidades. Mas continuando... depois de anos seguindo essa estratégia, hoje eles dependem do dinheiro dos aluguéis para o sustento. E já tiveram muita dor de cabeça com vizinhos traficantes, inquilinos vagabundos que não pagavam aluguel mas estavam o tempo todo fazendo churrascos, inquilinos que conseguiam a proeza de entupir tanque com pano (sim, jogando pano pelo ralo, não sei como), etc etc etc.

Agora, explique para mim o que há de errado nesse arranjo. Se você disser para essas pessoas que elas não podem "viver de aluguel", garanto que as respostas não serão nem um pouco educadas. Eu diria "vá cagar, moleque, eu passei anos me ferrando para pagar os imóveis e você vem com esse papo de intelectual de miolo me criticar??? Tá precisando de um banho de rralidade!"

Responder
anônimo 15/04/2014 13:54:34

(...)Meu salário é bom, cerca de 9000 bruto 7000 líquido. Isso por que estou quase no topo da carreira. Por sinal, eu me pago, não faço "indústria de multa", não tenho "meta de multa", mas se eu ver infração que põe em risco a segurança dos outros eu multo, e nisso o valor das multas que tiro ultrapassa facilmente meu salário. Azar de quem quer correr feito louco ou ultrapassar onde não deve. Vai pagar. Fora veículos roubados que recupero esporadicamente, apreensões de drogas, contrabando de cigarro, etc...

Ah, meu trabalho é dedicação exclusiva não posso fazer nada além de ser policial. Um policial formado em direito, por exemplo, não pode advogar. E sou policial 24h por dia 7 dias por semana. Se me chamarem a qualquer hora do dia ou da noite tenho que estar pronto, portanto, nem beber umas geladas a mais não posso. E acontece com frequência. Te ligam e lá vai vc ficar uma semana ou mais longe de casa.

Tenho 2 faculdades e uma pós-graduação na área de segurança pública. Pra efeito de comparação, um conhecido meu que fez um segundo grau porco e fumou maconha a vida toda trabalha numa usina de biodiesel e ganha 3000. Outro do mesmo naipe é caminhoneiro e ganha seus 3000 também. Logo, não ganho taannto assim, pois estudei e me esforcei muito, mas muito mais que eles.(...)

Caro colega "PRF", para alguém ganhar o equivalente na iniciativa privada, tem que se esforçar MUITO mais. Seu texto só reforça o argumento do artigo, de maneira alguma o invalida. E responda as perguntas do colega Eduardo, por favor.

Responder
Renato Souza 19/04/2014 06:36:49

Marconi

A argumentação do Eduardo neste caso se baseia na premissa de que todo governo civil é ilegítimo por natureza. Argumentei diversas vezes que as cidades (e suas antecedentes, as aldeias e vilas) são por natureza legítimas e que bens públicos e governos se formam naturalmente nelas. Além disso, normalmente as cidades antigas se formaram pela apropriação comum da terra, antes da sua divisão. E as cidade recentes normalmente se formaram com doação de áreas particulares para espaços públicos (ruas e praças). Logo, cidades são legítimas como espaços públicos, e governos de cidades não são ilegítimos em si, da mesma forma que governos de condomínios não o são.

Argumento mais, governos de cidades são concorrenciais entre si, por natureza. Apenas a formação de imensos impérios, agora chamados nações, alguns com muitos milhões de quilômetros quadrados, impede que essa concorrência entre cidades aconteça. Num mundo ideal, imperadores não deveriam existir (mesmo com o nome de "presidente" ou "primeiro ministro") mas prefeitos poderiam existir sem problema algum.

Responder
Marconi 19/04/2014 19:01:16

Concordo 100% Renato! Bela explicação!

Responder
anônimo 21/04/2014 17:19:44

E com o Hay, Marconi, concorda? Ou vai continuar com sua sanha imoral de querer ditar aos outros o que devem e não devem fazer com o fruto de seu trabalho?

Responder
anônimo 21/04/2014 21:42:47

Não, Marconi, você não concorda.Acho que vc não entendeu as implicações da parte do 'num mundo ideal, imperadores não deviam existir'.Seu salário de funça só existe por causa de imperadores, num mundo com concorrência entre micropaíses ninguém ia ter que sustentar parasitas.

Responder
Marconi 21/04/2014 22:31:36

Enquanto os libertários e liberais estiverem afastados da política, serão governados por esquerdistas. Não é vergonha entrar para o estado, pelo contrário, é aqui que os rumos podem mudar da esquerda para a direita. Pense nisso!

Responder
anônimo 22/04/2014 16:31:49

Marconi, mais um pensamento feito para os funças se sentirem menos pior a respeito da natureza de seu trabalho. É semelhante a dizer que o voto de uma pessoa vai alterar o rumo da votação. Só que o problema é que, enquanto o funça liberal/libertário faz um serviço de formiga para mudar as coisas, só o fato dele estar ali, recebendo seu salário, trabalhando, fazendo a máquina funcionar, é causador de um mal maior do que o bem que supostamente estaria fazendo.

Seu discurso só vale para um punhado de funções bem específicas. Em 95% das funções públicas o liberal/libertário não pode fazer nada para mudar, mesmo que queira. E convenhamos, 99% das pessoas, depois dos primeiros meses brigando contra a maré, desistem e se deixam levar. É da natureza humana. E mais um forte argumento contra o funcionalismo público.

Fica até a dica para algum artigo para quem tiver tempo/interesse: as desculpas que os funcionários públicos inventam para justificar a imoralidade de sua função e se sentirem bem consigo mesmos.

Responder
Renato Souza 22/04/2014 03:41:57

Anônimo

Vejamos o que temos a dizer quanto à função do Marconi. Como o Marconi nos contou, seu salário é pago pela assim chamada "federação".
Agora, imaginemos uma sociedade bem mais livre. Nela, as unidades políticas fundamentais seriam as cidades, por serem unidades naturais. Poderiam existir em diversos arranjos institucionais diferentes (e concorrentes), de acordo com a vontade de seus cidadãos. É bastante provável que as cidades quisessem se ligar entre si por acordos diversos tendo em vista a segurança externa e outros interesses, e os tipos de acordos poderiam ser dos mais diversos, podendo existir entes supra municipais nos quais as unidades federadas se unissem voluntariamente.

Agora examinemos o escopo de dimensões desses órgãos federados. A principal função deles seria a organização da defesa comum. Ora, as dimensões mínimas para uma boa profundidade estratégica para defesa de um território seriam muito menores que as dimensões do estado nação agora existente chamado Brasil. A mim me parece que as cidades se organizariam em territórios de defesa menores que a atual "federação" brasileira. Mas demos de barato que se formasse uma federação do tamanho atual do Brasil. Qual seria o escopo de atuação de uma federação assim? As cidades tenderiam a concentrar em si a quase totalidade das funções que permanecessem governamentais (mas grande parte das funções atualmente governamentais deixariam de sê-lo, algumas seriam exercidas por empresas, outras por associações diversas, outras deixariam de existir). Num arranjo assim, me parece que jamais os entes federados (voluntariamente federados, diga-se) concordariam que se tornasse função da federação a construção, manutenção, gerenciamento e policiamento de estradas. Atendendo ao princípio da subsidiaridade, os entes federados evitariam ao máximo conceder à federação qualquer função que pudesse ser exercida de outra forma. Eventuais estradas públicas não seriam bens da federação. E em hipótese alguma as cidades concordariam em fazer uma enorme quantidade de dinheiro seu "passear" inutilmente por entes políticos longínquos, fomentando a corrupção, irracionalidade, desperdício, e totalitarismo, para finalmente chegarem ao seu destino. Seria perfeitamente racional que existisse um órgão federal de coordenação comum de defesa externa, mas não seria razoável que existisse uma polícia rodoviária federal.

Dito isto, devo ressaltar que a função em si exercida pelos atuais policiais rodoviários federais é perfeitamente justa, racional e legítima (embora o arranjo institucional dentro do qual funciona seja um samba do crioulo doido e ladrão). Eu evitaria ao máximo viajar por uma estrada na qual não houvesse lei nem ordem nem segurança, e faço votos de que o senhor Marconi, e todos os seus colegas, exerçam suas funções com dedicação e sabedoria, para que eu e minha família possamos ter segurança em nossas viagens, mas sei que num sistema mais justo e racional teríamos mais segurança a um custo menor. Num mundo mais justo, livre e racional, ele estaria cumprindo talvez estas mesmas funções, recebendo normalmente seu salário, mas o dinheiro chegaria a ele de forma mais direta, sem alimentar uma multidão de parasitas (pior ainda, parasitas petistas que querem transformar o Brasil em uma cuba). Não culpo de forma alguma o senhor Marconi pela loucura que é o sistema institucional, o trabalho que ele faz tem de ser feito, e no atual arranjo institucional será feito por uma polícia rodoviária federal. A culpa é talvez de todos aqueles que, movidos por interesses mesquinhos ou tolice, dão cada vez mais poder aos psicopatas de Brasília.

Responder
anônimo 22/04/2014 10:24:08

@Renato Souza, eu não disse que a função não ia existir, disse que num mundo livre ninguém ia ter que sustentar parasitas.Se ele acha que ia poder passar num concurso, exercer a mesma função e ganhar a mesma coisa, é porque ele não entende de onde o dinheiro dele vem.

Responder
Eduardo Bellani 22/04/2014 00:45:01

Olá Renato.

A argumentação do Eduardo neste caso se baseia na premissa de que
todo governo civil é ilegítimo por natureza.


Falso. Todo estado é ilegítimo por natureza. Como eu defino um
governo civil vs estado:

A - estado: Monopólio do mercado de resolução de conflitos
interpessoais.

B - governo civil: Conjunto de pessoas que voluntariamente se reúne
pra tomar decisões sobre bens que eles possuem com conjunto.


Argumentei diversas vezes que as cidades (e suas antecedentes, as
aldeias e vilas) são por natureza legítimas e que bens públicos e
governos se formam naturalmente nelas. Além disso, normalmente as
cidades antigas se formaram pela apropriação comum da terra, antes da
sua divisão. E as cidade recentes normalmente se formaram com doação
de áreas particulares para espaços públicos (ruas e praças). Logo,
cidades são legítimas como espaços públicos, e governos de cidades não
são ilegítimos em si, da mesma forma que governos de condomínios não o
são.


E eu te passei aquele artigo para sanar a sua ignorância sobre a
mudança de significado que você estava usando para a palavra
público. Vejo que a ignorância persiste. Deixe-me tentar persuadi-lo
de sua ignorância novamente, ilustrando-a com um exemplo:

Suponha que um empreendedor construa uma rua e a doe para o público
(vamos supor que para aumentar o valor de seus terrenos ao longo dela)
de uma localidade. Isso não impede ninguém de construir uma outra rua
e competir com a que foi doada. E por isso não existe nenhuma
restrição ética a esse arranjo. Isso não é o estado, como pode
ser visto na definição A acima. Para se obter o estado, a rua não
apenas teria que ser doada, mas uma organização teria que ser criada
que forçaria as pessoas a não mais competir com a rua que foi criada.

Espero ter ajudado,
Abraços.

Responder
Renato Souza 22/04/2014 04:21:39

Eduardo

Pois então deixe que eu complete o seu exemplo. Suponhamos que um grupo de pessoas resolva criar uma cidade, construa uma série de ruas e praças e outros espaço públicos, e estabeleça um governo para essa cidade, e muitas pessoas resolvam ir morar lá. Ora, o estabelecimento dessa cidade não impede que outro grupo de pessoas estabeleça outra cidade concorrente, nem obriga pessoas fora dessa cidade a obedecerem o governo dessa cidade.
Ora, o fato de existir ou passar a existir depois uma outra entidade política maior que a cidade, que a obriga a subordinar-se, e que não pode justificar corretamente a sua existência, não torna ilegítima a cidade.

Em tempos recentes muitas cidades foram criadas dentro de uma ou mais fazendas, ou foram estabelecidas por pessoas que promoviam a colonização de uma nova área. Tais pessoas (fazendeiros ou colonizadores) pediam aos entes políticos mais amplos (províncias, por exemplo) que reconhecessem essa cidade como autônoma em relação a qualquer outra cidade, e com governo próprio. Pediam porque não tinham autonomia legal para fazer isso por conta própria, mas em tempos antigos, antes da existência de reinos, estados, províncias e impérios, as próprias pessoas que fundavam a aldeia, vila ou cidade (seja o grupo todo, seja alguém com mais recursos que promovia o empreendimento) estabeleciam o governo local, sem pedir licença a ninguém, e vinha se estabelecer ali quem concordava em se submeter àquele governo.

O fato novo é o surgimento de grandes áreas, às vezes com milhões de quilômetros quadrados (vazias ou ocupadas por outros grupos) que não foram ocupadas economicamente por membros do grupo, nem servem à defesa, que foram "riscadas no mapa" e proclamadas como parte da área sob jurisdição do governo. As cidades e seus governos não são novidade.

Responder
Eduardo Bellani 22/04/2014 16:30:45

Pois então deixe que eu complete o seu exemplo. Suponhamos que um
grupo de pessoas resolva criar uma cidade, construa uma série de ruas
e praças e outros espaço públicos, e estabeleça um governo para essa
cidade, e muitas pessoas resolvam ir morar lá.


Uma série de pessoas vai morar lá, comprando propriedades, certo? E
nessas propriedades existe alguma cláusula que diga, "Você não pode
criar uma empresa de resolução de conflitos, e não pode usar nenhuma
empresa similar exceto a que nós estamos criando, sob pena de
pagamento de multa"? Imagino quantas pessoas estariam dispostas a
comprar propriedades com tal cláusula. E se as pessoas criarem a tal
concorrência de qualquer jeito e pagarem a multa original, qual a
autoridade ética da empresa antiga de punir essas pessoas?

Novamente, você se perde ao não analisar as questões em termos
individuais. Sinceramente, não sei como ilustrar melhor esses
pontos. E também percebo que você não respondeu aos pontos que fiz no
comentário anterior, poderia fazer a gentilize de o fazê-lo, sendo que
me parece que eu acho que respondo pontualmente aos seus?

Abraços.

Responder
Aspone 22/04/2014 17:24:15

Eu acho muito perigosa essa história de acabar com o estado.

Ano que vem vou pra Disney. Depois, quero passar um tempo na Europa.

Que tal suspendermos essa discussão boba de acabar com o estado até 2016?

Responder
Aspone 22/04/2014 17:21:22

Amigo, sou solidário a vc. Realmente nossa vida é muito difícil.

Hoje eu quase me cortei tentando tirar um grampo de um documento.

E não ganho adicional nenhum de periculosidade, acredita?

Responder
Emerson Luis, um Psicologo 07/05/2014 20:04:56


Como o Leandro comentou, funcionários públicos de escalões mais baixos fazem trabalhos úteis e recebem salários pequenos. Também é claro que, quanto maior a liberdade econômica e menor o intervencionismo estatal, menor a necessidade de funcionários públicos.

* * *

Responder
Anonimo 15/08/2014 15:16:48

Olá,

Sr. Astolfo Pontes Negreira, li sobre a sua descrição sobre e quanto funcionário público.
E gostaria de dizer que sou funcionaria pública municipal e concordo com sua questão.

O setor publico tem suas vantagem,para que busca uma estabilidade financeira e não corre o risco de ser mandado embora a qualquer momento, ao contrario do privado que ainda quando você desenvolve bem, ganha bem, você se torna alvo de todos ao seu redor.

Responder

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