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Al Gore pediu pra sair

Está difícil conseguir agendar alguma entrevista com Al Gore depois da ocorrência daquilo que, numa alusão ao caso Watergate, vem sendo chamado de Climategate: vazamento dos e-mails que comprovam que os cientistas adulteraram dados climáticos com o intuito de "comprovar" a existência do aquecimento global.

A última notícia é que o valente desistiu de proferir sua palestra durante a conferência climática a ser realizada em Copenhague no dia 16 de dezembro.  O título de seu discurso era auspicioso: "Conclusão Climática". 

Depois do escândalo, a conclusão sensata de Gore é que agora não é exatamente o momento mais propício para convencer o mundo a abandonar seus automóveis e voltar às carroças e aos cavalos - embora alguns digam que a flatulência dos equinos também seja causadora do aquecimento global.

É tão patético que chega a ser cômico; mas é algo a ser comemorado.  Como de praxe, a imprensa nacional está silenciosa - afinal, não é elegante mostrar a covardia de seu garoto modelo -, o que nos obriga a recorrer a links estrangeiros.

Alguns dados da reportagem:

1)  Gore dá no pé sempre que algum cientista descrente da antropogenia do aquecimento global tenta lhe fazer alguma pergunta.  Isso foi mostrado no documentário A grande farsa do aquecimento global (legendado em português).

2)  Uma corte britânica decretou que havia 11 erros factuais no documentário gorista Uma verdade inconveniente, que ainda assim ganhou o Oscar de 2007 (importantíssimo, uma vez que o pessoal de Hollywood é inegavelmente douto em aspectos científicos) e lhe rendeu o Nobel da Paz (prêmio que esse ano foi concedido a Obama, o homem que acaba de mandar mais 35 mil tropas para trucidar afegãos que se recusam a seguir ordens estrangeiras).

3)  Em novembro, vários erros também foram descobertos no recém-lançado livro de Gore.  A coisa é tão escabrosa que as gafes já começam na capa.

4)  Durante uma sessão de autógrafos do referido livro, alguns céticos se atreveram a perguntar a Gore o que ele achava do escândalo do Climategate.  O valente simplesmente acionou seus gorilas, que empurraram e expulsaram da sessão os inoportunos questionadores - para deleite de alguns membros do rebanho presente, que não admitem que Sua Eminência seja questionada.  Veja o vídeo e observe o comportamento altivo do político, perfeitamente cônscio de seu poder manipulador enquanto masca sobranceiramente seu chiclete - um produto que, aliás, demora mais de 5 anos para ser absorvido pela natureza.

5) Na terça-feira passada, o Senado da Austrália derrubou uma proposta de lei para reduzir suas emissões de carbono.  Os australianos estão entre os povos mais céticos do mundo quanto ao alarmismo aquecimentista.

6) Semana passada, o professor Michael Mann, da Universidade da Pensilvânia, sede do maior programa meteorologista dos EUA, foi "colocado sob investigação" depois que se descobriu em seus e-mails que ele gostava de praticar "truques" para alterar dados antigos a fim de fazer com que as temperaturas pesquisadas parecessem mais cálidas do que de fato eram.  Curiosamente, esses antigos dados originais foram apagados, impossibilitando qualquer procedimento científico sério.  Se essa gente não pode ser classificada como bandida, então estão faltando adjetivos novos na praça.

7) Phil Jones, diretor da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade East Anglia e outro adepto dos "truques", foi afastado do seu cargo por causa de investigações em seu envolvimento na fraude.

Nunca foi tão difícil ser um crente na nova religião do Aquecimento Global.

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SOBRE O AUTOR

Leandro Roque
é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


OFF-TOPPIC: pessoal do IMB, seria possível vocês redigirem um artigo refutando as teorias conspiratórias sobre o Nióbio que abundam desde a época do Enéias? Quinta-feira o Instituto Liberal reiniciou o debate, e seria ótimo se vocês dessem continuidade. Eis o que comentei no website do IL, é o que resumidamente penso do assunto:

"Se há indícios concretos ou, ao menos, motivos para crer que as empresas autorizadas pelo Estado brasileiro a retirarem do solo e comercializarem este metal estão cometendo fraudes de qualquer natureza, em conluio com grupos estrangeiros ou não, a solução é, em se confirmando as irregularidades, rescindir os contratos de permissão em vigor e abrir este mercado para mais empresas interessadas no empreendimento - seja lá de onde elas forem. A que oferecer a melhor barganha leva as jazidas - e paga impostos sobre tudo o que produzir. Elevar o preço na marra? Claro, abusar desta condição de quase monopolista pode funcionar no começo, mas no médio prazo surgirão alternativas de melhor custo-benefício para atender a demanda daqueles insatisfeitos com a situação. Deixar de vender o Nióbio como comodittie e agregar valor ao mineral em nossa indústria da transformação? Seria ótimo, se nosso parque industrial não estivesse parado no tempo desde meados do século passado. Só falta criarem a estatal NIOBRÁS no Brasil, que dará origem ao escândalo do NIOBRÃO. O brasileiro não aprende mesmo: sempre achando que vai encontrar um bilhete premiado no chão e poderá passar o resto da vida bebendo e sambando."
"Tal afirmação nunca foi feita. Em ponto nenhum do artigo. E nem em nenhum outro artigo"

Não me refiro à uma frase ou texto escrito nos artigos do IMB. Estou questionando a percepção daqueles que defendem esse modelo de afrouxamento da terceirização proposto pelo governo, pois essa discussão toda é parte da realidade em que estamos vivenciando. Aliás, não creio que esse artigo seja uma mera exposição teórico-dissertativa acerca do que seria e quais os benefícios de uma terceirização segundo os liberais, muito menos um texto desvinculado da conjectura atual, como você transparece para quem lê. Logo, minha indagação é pertinente, ainda que, o que questiono, não esteja explicitamente escrito no artigo.

Em relação ao artigo linkado, em momento algum vi algo a mostra que abordasse diretamente o problema terceirização-corporativismo privado que eu levantei acima. O que mais se aproxima seria esse trecho:
"Em primeiro lugar, a ideia de que custos menores para empresas é algo ruim. Além do fato de que custos baixos permitem maior acúmulo de capital — o que possibilita mais investimentos e mais contratações —, falta explicar como que custos de contratação menores podem ser ruins para pessoas à procura de emprego."
Sim, não há problema algum em um empresário tentar reduzir seus custos para se adequar a concorrência e auferir maiores lucros. O entrave se encontra, como eu falei, no empresário monopolista que não possui um fator invísivel para motivá-lo à otimizar sua produção. A mão visível do Estado garante que seu produto inevitavelmente será consumido e, com isso, seu lucro será certeiro. Por conseguinte, não há a preocupação constante deste em inovar, melhorar a qualidade, aumentar a produtividade da sua mão de obra. Nesse sentido, a terceirização beneficia esse empresário, justamente por rebaixar seus custos com contratados (temporários ou não) à niveis abaixos daquilo que os empregados produzem, sabendo se que eles estão confortáveis em relação aos processos trabalhistas que enfrentarão (ajudinha estatal). Bem como, estagna ou retarda as inovações, tendo em vista que sua produção atual será adquirida pelos consumidores à um preço "monopolístico" durante um tempo maior que o de uma concorrência que existiria num livre mercado. Ademais, seu produto foi feito empregando mão-de-obra com um ônus muito abaixo daquilo que ela de fato produz. Desse modo, a margem de lucro é gigantesca, sendo que esse lucro pode sim ser revertido em capital para futuras melhoras, o que, na minha opinião, não aflinge ou preocupa de modo algum uma empresa monopolista, pois esta pode facilmente pegar crédito subsidiado de bancos estatais, ou ser empreendido em outros investimentos pessoais e, na minha percepção, fúteis e de pouco potencial de gerar valor no futuro.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Eduardo Rodrigues  06/12/2009 16:08
    Mais uma vez, parabéns pelo ótimo artigo, Leandro.
  • Eduardo  16/12/2009 13:16
    Ao comprar casacos de pele, cujas vendas só aumentam, o próprio consumidor, que é soberano em suas decisões, demonstra que o planeta está na verdade esfriando, isso o Al Gore não quer ver
  • LIVIO OLIVEIRA  22/12/2009 17:36
    O aquecimento global antropogênico é uma das maiores fraudes da história. Esse pessoal deveria ser processado por propaganda enganosa. O problema é saber onde podemos processá-los e se isso surtirá algum efeito.
  • Giovanni  19/01/2011 20:13
    Acredito que grande parte da população que acredita em aquecimento global na verdade está externando sua descontentação com a poluição que é emitida pelos meios de transporte, industrias, etc. Pegar carona no aquecimento global para conseguir dimunição da poluição acaba colocando os esforços em risco quando tantas fraudes são apresentadas.

    Pessoalmente acho que a sociedade deve se esforçar para encontrar meus menos poluentes e mais sustentáveis. Quanto ao aquecimento global, existem tantos argumentos contra quanto a favor. O último que mais me impressionou foi que o número de manchas solares tem diminuído ano a ano e se asemelha ao período da Idade Média onde as temperaturas baixaram.
  • Eduardo R., Rio  20/12/2013 18:41


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