Pela total liberalização de todas as drogas
por , quinta-feira, 29 de outubro de 2009

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war-on-drugs22.jpgA guerra estatal contra as drogas, assim como a Guerra Contra a Pobreza ou a Guerra Contra o Terror, é um fracasso abjeto.  Ela atravanca o sistema judiciário, incha desnecessariamente a população carcerária, estimula a violência, corrompe a polícia, corroi as liberdades civis e acaba com a privacidade financeira.  Ela também estimula buscas e apreensões ilegais, arruína inúmeras vidas, desperdiça centenas de bilhões em impostos, obstrui o avanço de técnicas de tratamento medicinal e não produz impacto algum no uso ou na disponibilidade das drogas.

Como consequência dessa fracassada guerra, gente oriunda de todos os lados do espectro ideológico já começou a clamar - em modo e intensidade nunca antes vistos - por algum grau de descriminalização ou legalização.

Um recente exemplo disso é o filósofo político britânico John Gray.  Em um artigo intitulado "O Argumento a Favor da Legalização de Todas as Drogas é Irrefutável", Gray faz uma forte defesa da descriminalização total das drogas.  A guerra mundial contra as drogas deveria ser abolida porque:

  • A guerra às drogas já mutilou, traumatizou ou desalojou um incontável número de pessoas.
  • Apesar disso, o uso de drogas permanece entranhado em nosso modo de vida.
  • Os custos incorridos pela proibição das drogas já excederam enormemente qualquer possível benefício.
  • Penalizar o uso de drogas acaba por levar pessoas que em outro contexto seriam cumpridoras da lei à economia do submundo.
  • A proibição expõe os usuários de drogas a enormes riscos de saúde.
  • Drogas ilegais não podem ter sua qualidade e toxicidade facilmente testadas.
  • Inúmeros usuários de drogas viveram vidas produtivas em épocas passadas antes das drogas serem proibidas.
  • Os usuários de drogas têm de lidar com preços inflacionados, riscos de saúde e a ameaças de cadeia.
  • Políticos que já utilizaram drogas não sofreram qualquer tipo significativo de efeito colateral em suas carreiras.
  • Os enormes lucros obtidos com as vendas de drogas ilegais corrompem instituições e destroem vidas.
  • A cruzada antidrogas recentemente iniciada pelo governo do México acabou se agravando e se transformando em uma miniguerra. (Pense no Rio de Janeiro).
  • Alguns estados já foram, de uma forma ou de outra, inteiramente capturados pelo dinheiro das drogas.

Ele também poderia ter falado, como vários outros já o fizeram, que certas drogas ilegais já se comprovaram muito eficazes como analgésicos, que pessoas que fumam maconha têm menor risco de sofrer de certas doenças, ou que o abuso de remédios controlados mata pessoas (Elvis, Heath Ledger, Michael Jackson) da mesma forma que as overdoses de drogas ilegais.  Ele poderia ter mencionado que o abuso de álcool é um problema social maior do que o uso de drogas ilegais, ou que apenas nos EUA ocorreram 1.702.537 prisões no ano passado, sendo que quase metade foi por causa de uma simples posse de maconha.

O problema com o argumento "irrefutável" de Gray é que ele é utilitarista.  Ele não faz um argumento em nome da liberdade.  Ele não argumenta que as pessoas devem ter a liberdade de usar drogas simplesmente porque elas são livres.  Assim, se a guerra às drogas parar de mutilar, traumatizar e desalojar as pessoas, se os custos da proibição tornarem-se menores que os benefícios, se as drogas ilegais puderem ter sua qualidade e sua toxicidade testadas, se a miniguerra mexicana acabar, etc. - então, de acordo com Gray, a guerra às drogas poderia ser uma coisa boa.

O único argumento irrefutável é o argumento do ponto de vista da liberdade.  Mais ainda: da imoralidade que é a intromissão governamental na vida pessoal de cada indivíduo.  Em nenhum lugar do seu artigo Gray sequer considera que não é papel do governo e nem é direito de qualquer pessoa proibir, regular, restringir ou controlar o que um indivíduo deseja comer, beber, fumar, absorver, cheirar, aspirar, inalar, engolir, ingerir ou injetar em seu corpo.

Se as drogas serão para uso médico ou recreativo é algo que não importa.  E também não importa se o uso de drogas irá aumentar ou diminuir.  Um governo que tem o poder de proibir substâncias nocivas ou práticas imorais é um governo que tem o poder de banir qualquer substância e qualquer prática.  Sequer deveria existir algo como 'substância controlada'.

Conservadores que reverenciam leis deveriam apoiar tanto a liberdade de se utilizar drogas para qualquer propósito quanto um livre mercado para as drogas.  Não é minimamente racional autorizar o governo federal a se intrometer nos hábitos alimentares, alcoólicos ou tabagistas dos indivíduos.  Com efeito, até o início do século XX inexistiam leis contra as drogas em praticamente todo o mudo.  (Clique aqui para ver algumas curiosidades sobre esse período de drogas livremente comercializadas).

Não é papel do governo e nem é direito de qualquer pessoa proibir, regular, restringir ou controlar o que um indivíduo deseja comer, beber, fumar, absorver, cheirar, aspirar, inalar, engolir, ingerir ou injetar em seu corpo.
John Gray chega a alertar contra uma "utopia libertária na qual o estado se abstém de qualquer preocupação em relação à conduta pessoal".  Mas não é com esse seu alerta ridículo que temos de nos preocupar.  O verdadeiro problema são os puritanos, os moralistas, os intrometidos, os totalitários, os estatistas e todos os outros reformadores sociais idealistas - dentro e fora do governo.

As drogas de John Gray são regulamentadas, licenciadas, tributadas, monitoradas e controladas.  Mas sem um livre mercado para as drogas, sua legalização nada mais é do que um controle estatal do mercado de drogas, como o professor e psiquiatra Thomas Szasz já demonstrou.

O argumento de John Gray a favor da legalização de todas as drogas é facilmente refutável; já a defesa da liberdade é absolutamente irrefutável.

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Leia também:

Drogas, adultério e a guerra sem fim

Criminalidade, drogas e proibição


Laurence Vance  é um acadêmico associado ao Mises Institute, escritor freelancer, professor adjunto de contabilidade da Pensacola Junior College, em Pensacola, Flórida, e autor dos livros Social Insecurity, The War on Drugs is a War on Freedom, e War, Christianity, and the State: Essays on the Follies of Christian Militarism.



116 comentários
Eduardo Rodrigues, Rio 30/05/2010 18:56:58

"Assim, se a guerra às drogas parar de mutilar, traumatizar e desalojar as pessoas, se os custos da proibição tornarem-se menores que os benefícios, se as drogas ilegais puderem ter sua qualidade e sua toxicidade testadas, se a miniguerra mexicana acabar, etc. - então, de acordo com Gray, a guerra às drogas poderia ser uma coisa boa. O único argumento irrefutável é o argumento do ponto de vista da liberdade." Defender, em nome da liberdade ou qualquer outra ideia, que a liberação das drogas deve acontecer independentemente de suas consequencias não me parece certo. O nome disso eu acho que é fanatismo. Levando ao extremo: Se se prevesse, em decorrência da liberação, um mal nunca antes visto na sociedade, ainda assim, valeria à pena tomar tal decisão? Não acredito que a liberação de entorpecentes seja prejudicial à sociedade, mas defender esta posição por esse prisma não considero inteligente nem lógico. Mudei minha opinião sobre essa questão das drogas lendo alguns artigos neste site, mas obviamente não este acima.

Responder
void 22/05/2011 14:42:47

Deixa eu ver: ser fanático por algo que é certo, pela justiça, é algo ruim. Aham, senta lá...

No mais, se a justiça é algo absolutamente bom, então é impossível que dela coisas ruins sejam obtidas, não? De outra forma, justiça não seria boa ou desejada. E justiça, meu caro, é liberdade.

Responder
augusto 22/05/2011 15:34:10

O problema eh: quem vai fazer essa "previsao", inclusive desconsiderando que, no mundo ocidental, as primeiras tentativas de se controlar o uso de entorpecentes nao tem nem cem anos?

Responder
rafael 22/05/2011 19:17:27

cada um tem a liberdade de fazer oq quiser com sua vida, qual o problema com isso? a partir do momento em que vc começar a limitar a liberdade dos outros, ai sim algo pode ser feito. Qual é a dificuldade em aceitar isso? não vai haver nenhum desastre pois vc só pode prejudicar a voce mesmo, a partir do momento em que vc começar a prejudicar os outros teremos mecanismos para nos defender, assim como há hoje. Oq pode dar errado com isso?

Responder
Filipe Liepkan 22/05/2011 13:27:24

Este texto foi mesmo publicado no Mises.org? Os argumentos são tão patéticos e irrelevantes que sequer eu poderia distinguir uma frase como "O verdadeiro problema são os puritanos, os moralistas, os intrometidos, os totalitários, os estatistas e todos os outros reformadores sociais idealistas - dentro e fora do governo" com qualquer clichê esquerdista, que se limita a conceder adjetivos que são em si mesmos o fundamento para a liberação de outras práticas decadentes. Substitua "drogas" por "aborto", ou qualquer ato imoral de vício degradante, e temos uma mágica que não exito em afirmar que se trata de uma releitura muito fraca das teses de Gramsci acerca da manipulação dos termos gramaticais para a explicação de qualquer que seja o conceito a ser defendido.

Nada novo sob o sol.

Responder
Norbs 22/05/2011 16:36:47

'temos uma mágica que não exito em afirmar que se trata de uma releitura muito fraca das teses de Gramsci acerca da manipulação dos termos gramaticais para a explicação de qualquer que seja o conceito a ser defendido.'

Onde tem mais sobre isso? Obrigado

Responder
Marcio Versuti 29/05/2011 20:10:40

Filipe Liepkan : Parabéns pelo comentário. Acho que Antonio Gramsci conquistou mais adeptos do que se imagina.

Responder
Filipe Liepkan 29/05/2011 20:38:18

Já eu tenho certeza. Basta ver o nível da discussão sobre esse texto, beirando o amadorismo do ensino médio e irrelevância como a "periculosidade" não da droga, mas de políticas de repressão aos usuários haha! O bom é que este será um registro permanente no site, irrefutável, pelo qual também teremos futuramente um nivelamento necessário entre a discussão achista subjetiva e a discussão científica que releva moralidade, estrutura social e instituições, das quais Mises era adepto.

O problema é que a discussão surtiu seus efeitos dentro do nível intelectual proposto pelo artigo. Postasse uma transcrição de Mises, e alguns argumentos teriam sido imediatamente rechaçados ao som de gargalhadas.

Responder
Vítor 22/05/2011 13:43:30

Certos liberais parecem religiosos exaltados, seguindo à risca seus "dogmas" em todas as circunstâncias. Ridículo isso. Há certos assuntos que a Economia deve entrar e há certos outros que ela deve ficar de fora - esse é um deles.

Responder
anônimo 22/05/2011 17:04:28

Segundo quais critérios você define o que pode e o que não pode ser discutido? E porque VOCÊ, decide isso?

Defina ser "religioso" - ou simplesmente místico(só para facilitar sua vida)-, e me diga onde este texto está se baseando nestas questões.

Aliás, parece claro que existe um tabu, de sua parte, em aceitar discutir o assunto, e especialmente em ler coisas com as quais discorda. Será que você não vê a propriedade como algo absoluto e, secretamente, defende algo... místico?

Responder
rafael 22/05/2011 19:02:08

Porque voce diferencia drogas de qualquer outro assunto? Não ha nada de diferente com relação a esse assunto que faça ele ser tratado a parte. Cada um faz o que quiser da sua vida, desde que ñ limite a liberdade dos outros, ñ interessa o que seja, se é gostar de futebol, se é gostar de tocar violão, se é se prostituir, se é usar drogas, ñ existe diferença, VOCE é que esta criando esta diferença, VOCE é que trata as drogas como um assunto separado. Não somos nós que somos exaltados e defendemos dogmas nenhum, defendemos a liberdade, pq vc se acha no direito de mandar na vida dos outros sem que elas tenham nada a ver com você?

Responder
Aécio 22/05/2011 14:12:35

Sou a favor da liberação ampla e irrestrita. Contudo o artigo parece que acabou no "meio".

Responder
Arnaldo Arnolde 24/05/2011 18:22:42

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O texto de Gray citado a seguir, na minha opinião, é verdadeiro:\r
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"A guerra às drogas já mutilou, traumatizou ou desalojou um incontável número de pessoas.\r
Apesar disso, o uso de drogas permanece entranhado em nosso modo de vida.\r
Os custos incorridos pela proibição das drogas já excederam enormemente qualquer possível benefício."\r
\r
\r
Pensando-se unicamente em termos práticos unilaterais as drogas deveriam ser permitidas livremente.\r
Mas, nem tudo que é verdadeiro é possível de ser feito uma vez que a sociedade humana não é perfeita, dentro da sociedade humana atuam humanos imperfeitos, humanos dominados pelas mais variadas formas de traumas e desejos, aos quais as drogas multiplicam por 10, e ai tais pessoas saem pelas ruas muito doidas achando que tem superpoderes, que são lindos, e que podem comer (ou dar para) quem bem entenderem.\r
\r
A humanidade, qdo vivia na era das bestas, era livre, mas, os humanos não viviam mais que 30 anos em média, com a evolução cultural da humanidade os humanos foram percebendo que precisavam de regras para viverem com um mínimo de dignidade, e isso foi feito gradativamente, foi assim que a humanidade chegou a civilização e conseguiu sair das era das bestas.\r
Mas, ainda existem bestas pelo mundo...\r
E elas em virtude da bestialidade que tem dentro da cabeça querem voltar ao passado.\r
\r
Vejamos o que diz o besta Laurence Vance:\r
\r
"O único argumento irrefutável é o argumento do ponto de vista da liberdade.\r
Mais ainda: da imoralidade que é a intromissão governamental na vida pessoal de cada indivíduo."\r
.....\r
"Não é minimamente racional autorizar o governo federal a se intrometer nos hábitos alimentares, alcoólicos ou tabagistas dos indivíduos."\r
\r
\r
O besta se esquece de uma coisa básica, que vivemos em sociedade e não isolados em uma caverna.\r
Vivemos em casas uma ao lado da outra e nossos vizinhos não podem ter liberdade total para "viverem do jeito que acharem melhor"...\r
\r
Porque se um vizinho achar que pode encher a cara as 3 da manhã e ligar o som no ultimo porque está alegrão e perdeu a noção do que faz, a liberdade total dele irá afetar a liberdade que as demais pessoas tem de querer dormir.\r
\r
Se esquece de algo fundamental - que a liberdade de uma pessoa termina onde começa a liberdade do outro.\r
\r
Não é verdade que cada um pode fazer o que quiser com seu corpo.\r
Se isso fosse verdade teríamos que admitir que um terrorista pode fazer o que quiser com seu corpo e se explodir em praça pública.\r
As pessoas podem fazer o que quiserem com o corpo - desde que com isso não afetem o corpo das demais pessoas.\r
\r
Se esquece que existem humanos que quando cheiram cocaina passam a achar que são o Superman e que podem voar e são indestrutíveis... e ai saem com seus carros a 200 por hora pela cidade, e vão matar inocentes.\r
Ou então ficam doidões e estupram a primeira mulher que veem na rua.\r
Ou qualquer outra doideira que normalmente pinta na cabeça fraca dos que precisam de drogas para viver e que podem causar mal aos outros.\r
\r
Se a sociedade humana chegar a conclusão que deve deixar livremente as pessoas se drogarem abolindo leis que regulam isso, a sociedade também deveria abolir o direito de um drogado ir a um hospital público gastar dinheiro público para se tratar dos males que apenas ele causou a si próprio, ele deveria ser deixado com a liberdade de morrer sozinho também.\r
Uma vez que a sociedade teria concluído que o estado não deve se entremeter na vida dos outros cada um que sofra sozinho as consequências de seus atos sem que quando a barra fique pesada ir pedir ajuda ao estado para trata-lo de graça.\r
\r
A sociedade humana civilizada necessita de regras pois sem elas a humanidade voltaria a barbárie do passado.\r
E só não sabem disso as bestas humanas como o autor do texto.\r

Responder
mcmoraes 24/05/2011 19:05:28

Mas, Arnoldo, o conceito de liberdade que você critica não é o mesmo que o pessoal aqui defende. Acho que o melhor lugar para você se informar melhor é o livro A Ética da Liberdade, disponível gratuitamente na biblioteca do IMB.

Responder
Arnaldo Arnolde 26/05/2011 12:09:10

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Moraes, o que eu critiquei é o conceito de liberdade expresso por Laurence Vance no seu artigo, acho que está bem claro isso...\r
Não faço ideia do por que vc relacionou com o pessoal daqui!\r
Não sei qual é o conceito de liberdade (das drogas) do pessoal daqui, acredito que não seja unanimidade, dá para perceber isso pelos comentários anteriores...\r
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Uma pessoa que é membro da comunidade "Marx é inquestionável?!" e tb participa aqui estranhou a colocação de tal artigo aqui... e colocou lá para comentarmos, o mesmo comentário que fiz aqui tb fiz lá.\r
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O meu conceito de liberdade é o que coloquei claramente no texto - a liberdade de cada um vai até onde começa a liberdade do outro.\r
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Se a pessoa vive em sociedade ela não pode ter liberdade para fazer o que lhe vem a cabeça, isso não é liberdade.\r
Já dei os exemplos para justificar essa opinião.\r
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Uma sociedade humana, por larga experiência do passado, precisa que vigore o Estado de Direito que estabeleça regras de conduta iguais para todos.\r
Se isso não existir a humanidade volta para a barbárie anterior pois para toda causa existe uma reação.\r
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Responder
mcmoraes 26/05/2011 14:03:57

Grato pelo retorno Arnaldo

"...o que eu critiquei é o conceito de liberdade expresso por Laurence Vance no seu artigo, acho que está bem claro isso..."

Sim, isso está bem claro, e o que o Laurence Vance no seu artigo está defendendo é a idéia de que ninguém tem o direito de proibir, regular, restringir ou controlar o que um indivíduo deseja comer, beber, fumar, absorver, cheirar, aspirar, inalar, engolir, ingerir ou injetar em seu corpo.

"...Não faço ideia do por que vc relacionou com o pessoal daqui!..."

Quando falo sobre o pessoal daqui, falo sobre o pessoal que apóia as idéias publicadas nos textos do IMB, que são bastante consistentes quanto à sua defesa de liberdade individual. Em outras palavras, o pessoal daqui é representado pelas idéias consistentemente expostas nos textos do IMB.

"...Não sei qual é o conceito de liberdade (das drogas) do pessoal daqui, acredito que não seja unanimidade, dá para perceber isso pelos comentários anteriores..."

O conceito de liberdade (das drogas) do pessoal aqui é exatamente o mesmo do Laurence.

"...Se a pessoa vive em sociedade ela não pode ter liberdade para fazer o que lhe vem a cabeça, isso não é liberdade.
Já dei os exemplos para justificar essa opinião..."


Sim, você deu exemplos e deixou bem claro que terceiros (governos ou outros) não só podem como devem impor limites na forma como um indivíduo deseja comer, beber, fumar, absorver, cheirar, aspirar, inalar, engolir, ingerir ou injetar em seu corpo, visando o bem geral. Caso contrário, indivíduos vão fatalmente invadir a liberdade alheia.

O que o pessoal defende aqui é que crimes devem ser punidos e não a possibilidade potencial de ocorrência de crimes. No caso das drogas, se um indivíduo quer usar drogas, ninguém tem nada a ver com isso. Porém, caso ele venha a cometer um crime, independentemente do fato de ter usado drogas ou não, o crime deve ser punido. Essa conversa de que deve-se pôr limites na ação individual para diminuir a possibilidade de crimes é papo de ditador.

...Uma sociedade humana, por larga experiência do passado, precisa que vigore o Estado de Direito que estabeleça regras de conduta iguais para todos. Se isso não existir a humanidade volta para a barbárie anterior pois para toda causa existe uma reação...

A larga experiência do passado diz respeito (i) a igualdade perante a Lei, no sentido que a Lei deve ser interpretada imparcialmente em todos os casos; e (ii) ao respeito às liberdades individuais e à propriedade privada, que são, por definição, limitadores dos poderes dos governantes. A parte do estabelecimento de regras de conduta iguais para todos fica por sua conta.

Responder
augusto 26/05/2011 14:33:12

Hoje eu estava vendo na TV uma reportagem sobre "transporte clandestino". Essencialmente, as rotas de onibus sao definidas pelas prefeituras, e distribuidas, supostamente por concorrencia, para as empresas. Essas empresas ganham portanto o monopolio da linha, nao precisma se preocupar com a qualidade do servico, com a pontualidade, etc.\r
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Obviamente, os servicos sao pessimos. Entao, alguns empreendedores compram vans ou microonibus, e comecam a oferecer o produto que a populacao quer: transporte nas horas convenientes, pontos flexiveis (vc sobe e desce quando quer, eles nao recusam clientes), etc.\r
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Para o governo, esses empreendedores sao criminosos. Para a midia, tambem.\r
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Entao hoje tinha uma reporter na rua, observando as pessoas entrarem num desses veiculos. Ela para um homem, e segue-se o dialogo:\r
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- O senhor vai pegar essa van?\r
- Vou sim.\r
- O senhor esta ciente que se trata de transporte clandestino?\r
- Eu sei.\r
- (reporter olha esperando algo mais)\r
- Fazer o que? Eu preciso chegar em casa, os onibus estao lotados, essa eh a minha opcao.\r
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Na hora que ela perguntou se o homem estava ciente de que era "transporte clandestino", eu esperava uma uma reacao do tipo:\r
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"Transporte clandestino? Nao, isso eh o transporte que eu quero. Eu to cansado da prefeitura me dizer que onibus eu posso pegar, que comida eu posso comer, onde eu posso estacionar meu carro, onde eu posso fumar. Eu ja tenho pai e mae, e nao preciso de nenhum vereador, prefeito ou burocrata para me dizer como viver a minha vida."\r
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Infelizmente, logo depois apareceu outro entrevistado exigindo que o governo "fizesse alguma coisa para acabar com a bagunca das linhas piratas"... :-/

Responder
Arnaldo Arnolde 26/05/2011 22:42:42

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"Transporte clandestino? Nao, isso eh o transporte que eu quero. Eu to cansado da prefeitura me dizer que onibus eu posso pegar, que comida eu posso comer, onde eu posso estacionar meu carro, onde eu posso fumar. Eu ja tenho pai e mae, e nao preciso de nenhum vereador, prefeito ou burocrata para me dizer como viver a minha vida."
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Em vista disso suponho que vc gostaria de parar seu carro onde vc bem entendesse...\r
Suponho tb que vc não queira tal liberdade apenas para vc, todas as demais pessoas tb poderiam parar onde quisessem.\r
Ou seja, em São Paulo, 8 milhões de motoristas estacionando onde quiserem.\r
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Acredito q tal situação seja uma impossibilidade lógica.\r
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Responder
Arnaldo Arnolde 26/05/2011 22:49:59

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Moraes, vou resumir para não ser repetitivo.\r
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"O conceito de liberdade (das drogas) do pessoal aqui é exatamente o mesmo do Laurence."
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Eu não sei quem são "o pessoal daqui", não sei qtas pessoas compõem "o pessoal daqui".\r
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Entretanto, pelo conhecimento que tenho de Ludwig von Mises, ele não era anarquista nem defensor do libertarianismo, em sua maior obra, a Ação Humana, ou em outras, ele defendia o LIBERALISMO, que não é nem anarquismo nem libertarianismo, baseado nisso, fico surpreso ao saber que "o pessoal daqui" defenda tais princípios.\r
Porém, isso para mim é indiferente.\r
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"Sim, você deu exemplos e deixou bem claro que terceiros (governos ou outros) não só podem como devem impor limites..."\r
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Eu me referi - a sociedade.\r
Antes do governo poder interferir a sociedade, sob consenso e baseada no histórico de acontecimentos, deve autoriza-lo, é isso que existe no Estado de Direito.\r
Jamais um governo vai poder fazer o q lhe vem a cabeça em uma sociedade evoluída e onde vigore o Estado de Direito.\r
Se pessoas querem viver em sociedade é a sociedade como um todo que deve estipular o que cada um pode fazer.\r
O governo vai apenas executar o q a sociedade decidiu.\r
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"O que o pessoal defende aqui é que crimes devem ser punidos e não a possibilidade potencial de ocorrência de crimes. No caso das drogas, se um indivíduo quer usar drogas, ninguém tem nada a ver com isso. Porém, caso ele venha a cometer um crime, independentemente do fato de ter usado drogas ou não, o crime deve ser punido."\r
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Essa é a opinião daqueles que não tiveram ainda um filho de 10 anos atropelado e morto por um motorista drogado.\r
Qdo o cara sentir o qto isso dói, pode ser q ele mude de idéia...\r
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As sociedades civilizadas abandonaram esse modo de pensar pois tal forma de pensar dispensa a inteligência adquirida na evolução da espécie pelos humanos que os possibilita prever e evitar acontecimentos trágicos.\r
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"Essa conversa de que deve-se pôr limites na ação individual para diminuir a possibilidade de crimes é papo de ditador."\r
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Não, esta é a forma de pensar de humanos conscientes e responsáveis, que sabem que existem atos praticados por irresponsáveis para os quais nenhuma punição pode reverter.\r
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Aqueles que tem plena consciência que as drogas danificam o cérebro e deixam os humanos momentaneamente ou definitivamente loucos, e mesmo assim querem deixar drogados livres para fazerem o q bem entenderem, para depois serem punidos, estes sim são tiranos irresponsáveis que vão permitir que inocentes sejam mortos sem nenhuma chance de defesa.\r
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"A parte do estabelecimento de regras de conduta iguais para todos fica por sua conta."\r
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Não, não fica por conta de ninguém individual, fica por conta da sociedade.\r
Ninguém q queira viver no meio da sociedade tem o direito de ter regras de conduta próprias.\r
Quem quiser viver dessa forma que vá viver fora da sociedade ou junto apenas de iguais, em sociedade civilizada não podem fazer o q bem entenderem.\r
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Se o cara quer berrar feito doido as 3 da manhã, ele tem todo direito de fazer isso, mas que aja desta forma longe da sociedade, ele que vá morar em uma caverna e lá poderá berrar a vontade a qq hora que não irá incomodar ninguém. \r
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Responder
mcmoraes 26/05/2011 23:58:14

"...Se pessoas querem viver em sociedade é a sociedade como um todo que deve estipular o que cada um pode fazer.
O governo vai apenas executar o q a sociedade decidiu..."


Contradição! Você cita o Ação Humana e logo depois defende essa teoria furada. De acordo com o livro que você citou, a sociedade não age, não decide, não tem vida própria. A sociedade é apenas uma abstração: o nome que se dá ao total das interações entre indivíduos. Não há como todo mundo decidir, isso é inviável. Na prática, quem decide é sempre uma parcela do todo.

"...Jamais um governo vai poder fazer o q lhe vem a cabeça em uma sociedade evoluída e onde vigore o Estado de Direito..."

Você teria um bom exemplo histórico para fundamentar essa afirmação? Olhe o que foi os EUA no sec. XIX e olhe o que eles são agora, há aprox. apenas 100 de criação do FED.

"...Essa é a opinião daqueles que não tiveram ainda um filho de 10 anos atropelado e morto por um motorista drogado.
Qdo o cara sentir o qto isso dói, pode ser q ele mude de idéia..."


Sofrimento nenhum dá a alguém o direito de interferir na vida alheia. Se esse seu argumento fizesse sentido, deveríamos também criar leis para evitar motoristas de dirigirem após uma noite de sono mal dormido. Afinal, certamente há muitos pais com filhos de 10 anos que foram atropelados por esses tipos de motoristas.

"...Aqueles que tem plena consciência que as drogas danificam o cérebro e deixam os humanos momentaneamente ou definitivamente loucos, e mesmo assim querem deixar drogados livres para fazerem o q bem entenderem, para depois serem punidos, estes sim são tiranos irresponsáveis que vão permitir que inocentes sejam mortos sem nenhuma chance de defesa..."

Aqui atingimos um ponto ético, uma premissa para embasar qualquer discussão racional. Você acredita que um grupo, uma sociedade, seja lá quem for ou quantos forem têm o direito de ditar para um indivíduo o que ele pode e o que não pode fazer com o corpo dele. Não há nada que eu possa contra-argumentar, pois o que você apresenta não é um argumento. Só resta torcer para que um dia você e os que compartilham da sua visão recebem o que lhes é devido.

"...Se o cara quer berrar feito doido as 3 da manhã, ele tem todo direito de fazer isso, mas que aja desta forma longe da sociedade, ele que vá morar em uma caverna e lá poderá berrar a vontade a qq hora que não irá incomodar ninguém..."

Você disse que não quer ser repetitivo, mas continua confundindo os conceitos. O cara não pode berrar feito doido às 3 da manhã se e somente se ele estiver invadindo a liberdade alheia (e.g. o barulho está incomodando os vizinhos). Porém, o mesmo caso não se aplica ao uso de drogas. O que alguém faz com o próprio corpo de forma nenhuma pode incomodar quem quer que seja. Por favor não responda sendo repetitivo, dizendo que o se o cara usar drogas o cara vai gritar, vai bater, vai matar, etc. Você já sabe qual será a minha resposta.

Responder
Norbs 27/05/2011 05:32:28

'
"...Aqueles que tem plena consciência que as drogas danificam o cérebro e deixam os humanos momentaneamente ou definitivamente loucos, e mesmo assim querem deixar drogados livres para fazerem o q bem entenderem, para depois serem punidos, estes sim são tiranos irresponsáveis que vão permitir que inocentes sejam mortos sem nenhuma chance de defesa..."

Aqui atingimos um ponto ético, uma premissa para embasar qualquer discussão racional. Você acredita que um grupo, uma sociedade, seja lá quem for ou quantos forem têm o direito de ditar para um indivíduo o que ele pode e o que não pode fazer com o corpo dele. '

Ele deixou claro que isso não era um capricho, chame de 'sei lá quantos foram' ou de indivíduos, não importa.Eles criaram as leis da terra deles, se você quiser viver nessa terra você vai sabendo que nunca vai poder fazer tudo que quiser.Se não concorda, ninguém te obriga a ficar.Vá viver na tua cidade flutuante no meio do mar.
Existe um padrão nas respostas desse site, quando alguém não sabe ou não quer falar de certos assuntos, muda aquilo pra algo que ele já tenha uma resposta decorada.
Se eu não me engano existe uma falácia que é exatamente a mesma coisa


'Só resta torcer para que um dia você e os que compartilham da sua visão recebem o que lhes é devido.'

Ow coitadinho, você se acha o injustiçado é? HUAHUAHUAHUAAHUHUAHUAAHUHUAHUA

Responder
mcmoraes 27/05/2011 17:00:48

acho que o filtro anti-troll do Fernando falhou :)

Responder
Arnaldo Arnolde 27/05/2011 14:39:16

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"Contradição! Você cita o Ação Humana e logo depois defende essa teoria furada."
\r
\r
\r
A minha "citação" foi a seguinte:\r
\r
"Eu não sei quem são "o pessoal daqui", não sei qtas pessoas compõem "o pessoal daqui".\r
Entretanto, pelo conhecimento que tenho de Ludwig von Mises, ele não era anarquista nem defensor do libertarianismo, em sua maior obra, a Ação Humana, ou em outras, ele defendia o LIBERALISMO, que não é nem anarquismo nem libertarianismo, baseado nisso, fico surpreso ao saber que "o pessoal daqui" defenda tais princípios."
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Vc não teve resposta para isso q eu disse, se calou diante do fato apresentado.\r
Vc nada disse pq Mises jamais defendeu o libertarialismo que vc defende aqui em um instituto q leva o nome dele.\r
Muito menos Mises jamais defendeu a liberalização das drogas.\r
O que vc está defendendo aqui no IMB nada tem a ver com Mises, tem apenas a ver com o teu libertarialismo.\r
E na minha opinião é um desrespeito a obra de Mises.\r
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""...Jamais um governo vai poder fazer o q lhe vem a cabeça em uma sociedade evoluída e onde vigore o Estado de Direito..."
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"Você teria um bom exemplo histórico para fundamentar essa afirmação? Olhe o que foi os EUA no sec. XIX e olhe o que eles são agora, há aprox. apenas 100 de criação do FED."
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O que eu disse é a minha opinião e não tem a ver com "exemplo histórico".\r
Vc não tem o q dizer qdo a minha afirmação e está tentando mudar de assunto falando de FED...\r
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Mas, posso dar um exemplo de uma nação onde vigora o Estado de Direito e o governo age de acordo com o q foi estabelecido por essa sociedade - o Canadá.\r
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"Sofrimento nenhum dá a alguém o direito de interferir na vida alheia."
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Ahh dá !\r
Podes crer que dá !\r
Se um irresponsável causar sofrimento a mim, por exemplo matando um filho meu por estar bêbado ao volante, vc pode ter certeza q ele vai ter interferência alheia na vida dele...\r
\r
Mas, vc mudou de assunto, o que eu disse é com respeito a alguém q teve o filho morto por um drogado é em tal pessoa não continuar a achar q as drogas devem ser livres.\r
Os irresponsáveis só se dão conta que estão errados qdo o erro q defendem cai sobre as próprias cabeças deles.\r
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'Se esse seu argumento fizesse sentido, deveríamos também criar leis para evitar motoristas de dirigirem após uma noite de sono mal dormido. Afinal, certamente há muitos pais com filhos de 10 anos que foram atropelados por esses tipos de motoristas."
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Uma pessoa que vá dirigir com sono é tão irresponsável qto os que vão dirigir bêbados ou drogados.\r
Vc ignora, mas dirigir com sono é crime no EUA, a lei chama-se "Lei de Maggie".\r
Outros países tb tem leis a esse respeito.\r
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"O cara não pode berrar feito doido às 3 da manhã se e somente se ele estiver invadindo a liberdade alheia (e.g. o barulho está incomodando os vizinhos). \r
Porém, o mesmo caso não se aplica ao uso de drogas. \r
O que alguém faz com o próprio corpo de forma nenhuma pode incomodar quem quer que seja."
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Isso é uma contradição.\r
\r
Qdo um cara gritar as 3 da manhã ele, obviamente, estará fazendo isso com o corpo dele, com a boca dele, com a voz dele, pensando com a cabeça dele.\r
Só que ele não pode berrar as 3 da manhã.\r
VOCÊ concluiu que ele vai incomodar os vizinhos.\r
\r
Então, a sua afirmação seguinte de q "o que alguém faz com o próprio corpo de forma nenhuma pode incomodar quem quer que seja" é uma contradição.\r
\r
Alem disso, mais uma coisa para demonstrar que o que alguém faz com o próprio corpo pode incomodar os outros:\r
Se alguém der um peido dentro de um cinema lotado vai incomodar a todos, ou não ?\r
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Responder
mcmoraes 27/05/2011 17:27:58

"...Vc não teve resposta para isso q eu disse, se calou diante do fato apresentado.
Vc nada disse pq Mises jamais defendeu o libertarialismo que vc defende aqui em um instituto q leva o nome dele.
Muito menos Mises jamais defendeu a liberalização das drogas.
O que vc está defendendo aqui no IMB nada tem a ver com Mises, tem apenas a ver com o teu libertarialismo.
E na minha opinião é um desrespeito a obra de Mises..."


Mises disse:

"The alcoholic and the drug addict harm only themselves by their behavior; the person who violates the rules of morality governing mans life in society harms not only himself, but everyone." Liberalism p. 35



"...Jamais um governo vai poder fazer o q lhe vem a cabeça em uma sociedade evoluída e onde vigore o Estado de Direito..."
...O que eu disse é a minha opinião e não tem a ver com "exemplo histórico..."

Tem tudo a ver. O fato de que não há exemplo histórico mostra que tua opinião tá complemente furada.

"...Mas, posso dar um exemplo de uma nação onde vigora o Estado de Direito e o governo age de acordo com o q foi estabelecido por essa sociedade - o Canadá..."

Ok, podemos discutir isso. Por que exatamente você afirma que no Canadá jamais o governo vai poder fazer o q lhe vem a cabeça? Se eu te der um único exemplo de arbitrariedade nesse país você retira o que você disse?

"...Se um irresponsável causar sofrimento a mim, por exemplo matando um filho meu por estar bêbado ao volante, vc pode ter certeza q ele vai ter interferência alheia na vida dele..."

Sim, o criminoso vai ter que pagar pelo crime de assassinato. Mas as outras pessoas que usam drogas e não mataram ninguém não tem nada a ver com isso.

"...Os irresponsáveis só se dão conta que estão errados qdo o erro q defendem cai sobre as próprias cabeças deles..."

Sim, é por isso que continuo torcendo para um dia você e os que compartilham da sua visão recebam o que lhes é devido.

"...Vc ignora, mas dirigir com sono é crime no EUA, a lei chama-se "Lei de Maggie".
Outros países tb tem leis a esse respeito..."

Sim, eu ignorava isso. Obrigado por me informar. Você tem boas razões para achar que isso não é um absurdo? Quem vai medir se o motorista está com sono ou não? Qual o critério? Existe algum medidor automático de sono, tipo um "sonômetro"?

"...Qdo um cara gritar as 3 da manhã ele, obviamente, estará fazendo isso com o corpo dele, com a boca dele, com a voz dele, pensando com a cabeça dele.
Só que ele não pode berrar as 3 da manhã.
VOCÊ concluiu que ele vai incomodar os vizinhos..."

Você continua confundido. Vou falar sobre isso pela última vez pois já estou cansado de ser repetitivo. O fato do cara gritar SÓ pode ser considerado errado (crime) se ele interferir na vida de alguém. Se o cara gritar e ninguém ouvir não há problema algum. Da mesma forma, o uso de drogas não pode ser considerado problema. Se, eventualmente, o drogado se tornar agressivo e agredir alguem, o crime é o crime de agressão, que deve ser punido sempre, independentemente do uso de drogas. O mesmo se aplica ao seu exemplo divertido do cinema. Não aceitar esse argumento é pura teimosia.

Responder
Roberto Chiocca 27/05/2011 18:46:22

Arnaldo,
Não vou nem comentar o resto dos seus "argumentos" e vou apenas demonstrar aos leitores o tamanho da sua desonestidade intelectual, para que eles possam ver o nível daqueles que se opoem à liberdade.
Vc disse: "Muito menos Mises jamais defendeu a liberalização das drogas."
E isso pq estava citando Ação Humana, fingindo conhecer qualquer coisa da obra de Mises, mas não conhece pois neste mesmo livro Mises diz:
"O ópio e a morfina são certamente drogas nocivas que geram dependência. Mas, uma vez que se admita que é dever do governo proteger o indivíduo contra sua própria insensatez, nenhuma objeção séria pode ser apresentada contra outras intervenções. Não faltariam razões para justificar a proibição de consumo de álcool e nicotina. E por que limitar-se apenas à proteção do corpo? Por acaso os males que um homem pode infringir à sua mente e à sua alma não são mais graves do que os danos corporais? Por que não impedi-lo de ler maus livros e de assistir a maus espetáculos, de contemplar pinturas e esculturas ruins e de ouvir música de má qualidade? As consequências causadas por ideologias nocivas são, certamente, muito mais perniciosas, tanto para o indivíduo como para a sociedade, do que as causadas pelo uso de drogas.

Essas preocupações não são apenas espectros imaginários que apavoraram pensadores solitários. É um fato inegável o de que nenhum governo paternalista, antigo ou moderno, jamais hesitou em regulamentar as ideias, crenças e opiniões de seus súditos. Se for abolida a liberdade de o homem determinar o seu próprio consumo, todas as outras liberdades também serão abolidas. Os que ingenuamente defendem a intervenção do governo no consumo iludem-se ao negligenciar o que desdenhosamente chamam de aspecto filosófico do problema. Contribuem inadvertidamente para o estabelecimento da censura, da inquisição, da intolerância religiosa e da perseguição aos dissidentes."

www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=316

Responder
mcmoraes 28/05/2011 10:57:50

Obrigado pela bela citação, Roberto! Você mostrou claramente que não se deve dar o passo maior que a perna :)

Responder
Arnaldo Arnolde 27/05/2011 22:35:35

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mcmoraes \r
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"Mises disse:\r
"The alcoholic and the drug addict harm only themselves by their behavior; the person who violates the rules of morality governing mans life in society harms not only himself, but everyone.""
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\r
Você só leu essa frase colocada por trapaceiros na Internet mas não o livro inteiro !\r
\r
Essa frase é uma das 4 possibilidades que Mises coloca para análise com respeito ao que a sociedade deve fazer em relação ao alcoolismo e drogas.\r
A conclusão de Mises qto a isso está mais abaixo no texto.\r
Já q vc só leu essa frase eu vou colocar o texto completo de Mises no livro para aclarar tuas idéias - leia e tome conhecimento do que Mises dizia:\r
\r
"What concerns us here is something quite different, namely, the question whether people whose actions endanger the continued existence of society should be compelled to refrain from doing so. \r
\r
- The alcoholic and the drug addict harm only themselves by their behavior; the person who violates the rules of morality governing man's life in society harms not only himself, but everyone. \r
- Life in society would be quite impossible if the people who desire its continued existence and who conduct themselves accordingly had to forgo the use of force and compulsion against those who are prepared to undermine society by their behavior. \r
- A small number of antisocial individuals, i.e., persons who are not willing or able to make the temporary sacrifices that society demands of them, could make all society impossible. \r
- Without the application of compulsion and coercion against the enemies of society, there could not be any life in society.\r
\r
We call the social apparatus of compulsion and coercion that induces people to abide by the rules of life in society, the state; the rules according to which the state proceeds, law; and the organs charged with the responsibility of administering the apparatus of compulsion, government.\r
\r
There is, to be sure, a sect that believes that one could quite safely dispense with every form of compulsion and base society entirely on the voluntary observance of the moral code. The anarchists consider state, law, and government as superfluous institutions in a social order that would really serve the good of all, and not just the special interests of a privileged few. \r
Only because the present social order is based on private ownership of the means of production is it necessary to resort to compulsion and coercion in its defense. If private property were abolished, then everyone, without exception, would spontaneously observe the rules demanded by social cooperation.\r
\r
It has already been pointed out that this doctrine is mistaken in so far as it concerns the character of private ownership of the means of production. But even apart from this, it is altogether untenable.\r
The anarchist, rightly enough, does not deny that every form of human cooperation in a society based on the division of labor demands the observance of some rules of conduct that are not always agreeable to the individual, since they impose on him a sacrifice, only temporary, it is true, but, for all that, at least for the moment, painful. \r
\r
But the anarchist is mistaken in assuming that everyone, without exception, will be willing to observe these rules voluntarily. \r
There are dyspeptics who, though they know very well that indulgence in a certain food will, after a short time, cause them severe, even scarcely bearable pains, are nevertheless unable to forgo the enjoyment of the delectable dish. \r
\r
Now the interrelationships of life in society are not as easy to trace as the physiological effects of a food, nor do the consequences follow so quickly and, above all, so palpably for the evildoer. \r
Can it, then, be assumed, without falling completely into absurdity, that, in spite of all this, every individual in an anarchist society will have greater foresight and will power than a gluttonous dyspeptic? In an anarchist society is the possibility entirely to be excluded that someone may negligently throw away a lighted match and start a fire or, in a fit of anger, jealousy, or revenge, inflict injury on his fellow man? Anarchism misunderstands the real nature of man. It would be practicable only in a world of angels and saints.\r
\r
Liberalism is not anarchism, nor has it anything whatsoever to do with anarchism. \r
\r
The liberal understands quite clearly that without resort to compulsion, the existence of society would be endangered and that behind the rules of conduct whose observance is necessary to assure peaceful human cooperation must stand the threat of force if the whole edifice of society is not to be continually at the mercy of any one of its members. \r
One must be in a position to compel the person who will not respect the lives, health, personal freedom, or private property of others to acquiesce in the rules of life in society."
\r
\r
\r
TRADUÇÃO\r
\r
\r
"A questão da compulsão realmente responde o propósito, nestes casos, deve reservar para posterior consideração. \r
O que nos interessa aqui é algo completamente diferente, ou seja, a questão de saber se as pessoas cujas ações põem em perigo a sobrevivência da sociedade devem ser compelido a se abster de fazê-lo. \r
\r
- O alcoólatra e viciado em drogas prejudicam apenas a si mesmos pelo seu comportamento, a pessoa que viole as regras da moralidade que regem a vida do homem na sociedade, não só prejudica a si mesmo, mas todos. \r
- Vida em sociedade seria impossível se as pessoas que desejam a sua existência e que têm uma conduta em conformidade teve de renunciar ao uso da força e da coação contra aqueles que estão dispostos a minar a sociedade pelo seu comportamento. \r
- Um pequeno número de indivíduos anti-sociais, ou seja, pessoas que não desejam ou são capazes de fazer os sacrifícios temporários que a sociedade exige delas, poderia fazer toda a sociedade impossível. \r
- Sem a aplicação de compulsão e coerção contra os inimigos da sociedade, não poderia haver qualquer vida em sociedade.\r
\r
Chamamos o aparato social de compulsão e coerção que induz as pessoas a respeitar as regras da vida em sociedade, ao Estado, as regras segundo as quais as receitas do Estado, Direito e os órgãos com a responsabilidade de administrar o aparelho de compulsão, governo. \r
\r
Há, com certeza, uma seita que acredita que se pode com bastante segurança dispensar toda a forma de compulsão na sociedade e base inteiramente no cumprimento voluntário do código de moral. \r
Os anarquistas
consideram o estado, direito e instituições do governo como supérfluos em uma ordem social que serve realmente o bem de todos, e não apenas os interesses especiais de uns poucos privilegiados. \r
Só porque a atual ordem social baseada na propriedade privada dos meios de produção é necessário recorrer a compulsão e coerção em sua defesa. \r
Se a propriedade privada fosse abolida, então todos, sem exceção, teriam espontaneamente observar as normas exigidas pela cooperação social. \r
\r
Já foi apontado que esta doutrina é errada na medida em que se trata do caráter da propriedade privada dos meios de produção. \r
Mas, mesmo para além deste, é completamente insustentável.
\r
O anarquista, com razão não nega que toda forma de cooperação humana em uma sociedade baseada na divisão do trabalho exige a observância de algumas regras de conduta que nem sempre são agradáveis ao indivíduo, pois impõe-lhe um sacrifício, só temporária, é verdade, mas, para todos os que, pelo menos para o momento, doloroso. \r
\r
Mas o anarquismo está enganado ao supor que todos, sem exceção, estarão dispostos a observar essas regras voluntariamente. \r
Há dispépticos que, embora saibam muito bem que a indulgência de um determinado alimento irá, após um curto período de tempo, causar-lhes graves, até mesmo dores mal suportável, são, todavia, incapaz de renunciar à fruição do prato delicioso. \r
\r
Agora, as inter-relações da vida em sociedade não são tão fáceis de rastrear como os efeitos fisiológicos de um alimento, nem as consequências daí tanta rapidez e, acima de tudo, de modo palpável para o malfeitor. \r
\r
Pode, então, ser assumida, sem cair completamente no absurdo, que, apesar de tudo isso, cada indivíduo em uma sociedade anarquista terá maior visão e força de vontade que um dispépticos gulosa? \r
Em uma sociedade anarquista é a possibilidade de ser inteiramente de excluir que alguém possa negligência jogar fora um fósforo aceso e iniciar um incêndio, ou, num acesso de raiva, inveja ou vingança, infligir ferimentos em seu companheiro? \r
\r
O ANARQUISMO NÃO ENTENDE A VERDADEIRA NATUREZA DO HOMEM. \r
SERIA POSSÍVEL APENAS EM UM MUNDO DE ANJOS E SANTOS. \r
\r
LIBERALISMO NÃO É ANARQUISMO, NEM TEM ABSOLUTAMENTE NADA A VER COM O ANARQUISMO. \r
\r
O LIBERAL ENTENDE CLARAMENTE QUE, SEM RECORRER À COMPULSÃO, A EXISTÊNCIA DA SOCIEDADE ESTARIA EM PERIGO E QUE POR TRÁS DAS REGRAS DE CONDUTA CUJA OBSERVÂNCIA É NECESSÁRIA PARA ASSEGURAR A COOPERAÇÃO HUMANA PACÍFICA DEVE PERMANECER A AMEAÇA DA FORÇA, SE TODO O EDIFÍCIO DA SOCIEDADE NÃO ESTÁ A SER CONTINUAMENTE À MERCÊ DE QUALQUER UM DOS SEUS MEMBROS. \r
\r
ELE DEVE ESTAR EM UMA POSIÇÃO PARA OBRIGAR A PESSOA QUE NÃO RESPEITA A VIDA, A SAÚDE, A LIBERDADE PESSOAL OU A PROPRIEDADE PRIVADA DOS OUTROS A CONCORDAR COM AS REGRAS DA VIDA EM SOCIEDADE.
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\r
\r
\r
Era isso o que Mises dizia.\r
E o que VOCÊ prega aqui no Instituto que leva o nome dele É UMA OFENSA a obra de Mises.\r
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Um Instituto que era para ser LIBERAL - DA FORMA QUE MISES ENTENDIA O QUE É SER LIBERAL - não o é, foi tomado de assalto por anarquistas e libertarios que nada tem a ver com a obra de Mises.\r
\r
Isso que estão fazendo aqui no IMB é um descalabro - estão DESVIRTUANDO A OBRA DE MISES - estão tentando passar a informação que Mises era libertário !\r
\r
Eu acabei de colocar a palavra de Mises:\r
\r
LIBERALISMO NÃO É ANARQUISMO, NEM TEM ABSOLUTAMENTE NADA A VER COM O ANARQUISMO.\r
\r
O LIBERAL ENTENDE CLARAMENTE QUE, SEM RECORRER À COMPULSÃO, A EXISTÊNCIA DA SOCIEDADE ESTARIA EM PERIGO E QUE POR TRÁS DAS REGRAS DE CONDUTA CUJA OBSERVÂNCIA É NECESSÁRIA PARA ASSEGURAR A COOPERAÇÃO HUMANA PACÍFICA DEVE PERMANECER A AMEAÇA DA FORÇA\r
\r
Essa era a opinião de Mises.\r
E o "pessoal daqui" do IMB está tentando mudar isso e colocando opiniões QUE NÃO SÃO DE MISES aqui neste local.\r
Isto é uma ofensa a Mises.\r
\r
.\r

Responder
mcmoraes 28/05/2011 19:25:47

Arnaldo, pode espernear à vontade. Usar um trecho grande de autoria do Mises em duas línguas pra ficar maior ainda não adianta nada se você fugiu do assunto na maior parte da citação: anarquia não tem nada a ver com total liberação das drogas; uma sociedade não-anárquica pode fazer isso perfeitamente bem. São assuntos desconexos.

Quanto ao trecho do texto que pode ter alguma relação com a discussão aqui, o Mises deixa perfeitamente que o problema está com os indivíduos anti-sociais, os inimigos da sociedade. Somente alguém com a sua visão distorcida de mundo pode ter certeza de que ele está falando de drogados, mesmo após ler trecho que eu citei e a citação do Roberto.

É lamentável, mas você realmente pratica a desonestidade intelectual. E além disso ainda chama de trapaceiros os caras que são os principais responsáveis pela renascença da EA. Você é um verme! Considero a nossa discussão encerrada.

Responder
Fernando Chiocca 30/05/2011 15:24:37

No próprio Liberalismo, Mises defende a secessão indivudual: mises.org/quotes.aspx?action=subject&subject=Secession

E, como já explicado, Mises jamais foi contra o anarcocapitalismo:

O anarquismo de Rothbard não era do tipo de anarquismo que seu professor e mentor Mises havia rejeitado por ser extremamente ingênuo, claro. "Os anarquistas," escreveu Mises,

afirmam que uma ordem social na qual ninguém tivesse privilégios às custas de seus concidadãos poderia existir sem necessidade de qualquer compulsão ou coerção para impedir ações prejudiciais à sociedade... Os anarquistas deixam de perceber o fato inegável de que algumas pessoas são muito limitadas intelectualmente ou muito fracas para se ajustar espontaneamente às condições da vida social... Uma sociedade anarquista estaria à mercê de qualquer indivíduo. A sociedade não pode existir sem que a maioria das pessoas esteja disposta a impedir, pela ameaça ou pela ação violenta, que minorias venham a destruir a ordem social.[10]

De fato, Rothbard concordou sinceramente com Mises que sem recorrer à compulsão, a existência da sociedade estaria ameaçada e que por trás de regras de conduta, cujas observâncias são necessárias para assegurar a cooperação pacífica entre os homens, deve haver a ameaça da força, caso contrário toda a estrutura da sociedade fica à mercê de qualquer um de seus membros. Deve-se estar na posição de compelir uma pessoa que não respeite as vidas, saúde, liberdade pessoal ou propriedade privada dos outros a se sujeitar às regras da vida em sociedade.


www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=36

E quando Mises se proninciou a respeito da obra de Rothbard Man, Economy and State with Power and Market, que não deixa escapatória para a justificação de qualquer ação ou existência do estado ele disse: Concordo com cada palavra que está nese livro.

Quanto as drogas, como já demonstrado também, Mises era um veemente defensor do fim da proibição.

Arnaldo tenta trollar sobre um assunto que não conhece e acaba fazendo papel de tolo...

Responder
Eric Fernando 26/05/2011 22:58:17

Os libertários são os anarquistas modernos que serão massacrados pelos marxistas revolucionários.
Lembrando que Lenin, Stalin e Hitler massacraram vcs no passado ...

Responder
Luiz Renato 26/05/2011 23:51:32


Um Argumento Liberal CONTRA a Legalização das Drogas.

Imagine um estabelecimento que cobrasse ingresso para a entrada, uma casa de shows, por exemplo: você paga a entrada, entra, vê o show, se diverte, e na hora de ir embora - você é impedido de sair. Isso é um absurdo, você diria, isso é violação do direito de ir e vir, sequestro mesmo.
Tá. Agora, imagine que, na porta do estabelecimento, estivesse escrito, em letras garrafais: AVISO, QUEM ENTRA NÃO SAI MAIS, ou PROIBIDA A SAÍDA ou CAMINHO SEM VOLTA ou algo que os valham. Então, você entra na intenção de não sair mais, de passar o resto da vida curtindo os shows daquela casa e tal.
Bom, um dia, ou porque você enjoou do lugar, ou porque o desregramento daquela vida está fazendo mal à sua saúde, ou porque está acabando com ou seu dinheiro, ou porque sente falta da sua família, ou por qualquer outro motivo, você resolva sair do estabelecimento. Entretanto, você não pode sair - e você sabia disso quando entrou.
É óbvio que isso também é um absurdo, é óbvio que seu direito de ir e vir estará sendo violado e que, a a partir do momento em que você decida sair do local e isso lhe seja impedido, você estará sequestrado.
É óbvio que o funcionamento de tal tipo de estabelecimento deve ser proibido.
Pois bem, penso que com as drogas se dá algo análogo: não importa se você sabe que tal substância - não me interessa aqui focar em nenhuma específica, embora eu saiba diferenciá-las - vicia ou não, pois a questão não está na conhecimento do sujeito, mas na ação da droga sobre ele. Se ela afeta a capacidade de escolhas livres do indivíduo - e narcóticos não afetam apenas a capacidade de escolher entre parar de drogar-se ou não, nós sabemos - ela atenta contra a liberdade dele (pois, se alguém quer parar de utilizar determinada substância e não pode [e com não pode eu não quero dizer NÃO CONSEGUE por falta de esforço ou persistência mas, NÃO PODE porque isso lhe está quimicamente determinado, impedido]) e deve ser condenada e proibida. Ou sequestros consentidos devem ser legalizados.
postado emoburricodebalaao.blogspot.com/2011/04/argumento-liberal-contra-legalizacao.html

Responder
Edimar Estevam 27/05/2011 00:26:47

Seu argumento "liberal" contra o uso da droga é contraditório. Para defender a liberdade do indivíduo, você paradoxalmente defende a perda de uma parte dessa liberdade. Se você acha que essa idéia vale para as drogas, também deve achar que vale paras as armas, medicamentos, exploração de recursos naturais, comércio, moeda, saúde, educação, defesa externa, segurança pública, etc. O que há de liberal nesta sua idéia além do título do texto?

Responder
Luiz Renato 27/05/2011 23:26:16

Edimar Estevam,

"Para defender a liberdade do indivíduo, você paradoxalmente defende a perda de uma parte dessa liberdade."
Não, para defender a liberdade do indivíduo eu defendo a proibição de substâncias que atentem contra a liberdade desse indivíduo - e eu não disse que todas as ditas drogas fazem isso, disse que agora não me interessava falar contra essa ou aquela substância, pois o critério para uma droga ser proibida ou não seria ela atentar contra a liberdade do indivíduo ou não.Qual seria proibida ou não por esse critério é uma segunda discussão, agora me interessa demonstrar a validade do critério.
Se isso atenta contra parte da liberdade de um indivíduo, certamente atenta contra um parte menor da liberdade do que a que as drogas atenta - nos casos graves de vício em crack,aqueles da cracolândia de S.Paulo, por exemplo, podemos dizer - e os próprios viciados dizem isto - que eles não tem liberdade alguma, são escravos da droga, e que a proibição do crack seria um atentado muito, mas muito menor às suas liberdades do que o da droga.

"Se você acha que essa idéia vale para as drogas, também deve achar que vale paras as armas, medicamentos, exploração de recursos naturais, comércio, moeda, saúde, educação, defesa externa, segurança pública, etc."
Não acho que o argumento valha para nada do que você disse acima, porque não acho que nada do elencado atente contra liberdade alguma.

Responder
Breno Almeida 27/05/2011 03:16:54

Luiz Renato,

São raros os casos de pessoas que não conseguem controlar o vício a ponto de se tornar irracional seja comida, cocaina, maconha, alcool, sexo, tabaco e etc.

Mesmo entre usuários de cocaína a taxa de pessoas que perdem o controle é muito baixa.

O que tira a liberdade do viciado é o alto custo da droga, o envolvimento forçado com o crime organizado e a justiça que po?m o coitado na cadeia.

Responder
Arnaldo Arnolde 27/05/2011 15:02:40

.\r
Drogas causam 20% dos acidentes de trabalho no mundo, diz OIT
\r
www.braha.org/pt/cultura-do-meio-ambiente/1327\r
\r
Acidentes no Transito
\r
No Brasil mais de 40.000 pessoas perdem a vida anualmente em acidentes de transito, porém acredita-se que estes números são maiores pois as estatísticas são falhas. Só nas rodovias paulistas em 2001 ocorreram 61.000 acidentes com 2.300 mortes e 23.000 pessoas gravemente feridas. Até 15 de fevereiro já morreram 703 pessoas nas rodovias federais, resultado de 13.400 acidentes. Em todo o mundo o transito ceifa vidas, porém os números brasileiros são alarmantes e disparam na frente de qualquer país do mundo. \r
\r
CAUSAS MAIS COMUNS DE ACIDENTES DE TRANSITO
\r
Erro humano, em todo o mundo, é responsável por mais de 90 % dos acidentes registrados. Principais imprudências determinantes de acidentes fatais no Brasil: por ordem de incidência: \r
Velocidade excessiva; \r
Dirigir sob efeito de álcool; \r
Distancia insuficiente em relação ao veiculo dianteiro; \r
Desrespeito à sinalização; \r
Dirigir sob efeito de drogas. \r
www.bauru.unesp.br/curso_cipa/artigos/4_transito.htm\r
\r
\r
Drogas estão presentes em assassinatos de repercussão
\r
A barbaridade dos crimes e a condição social privilegiada dos envolvidos chocaram a população em diversos casos\r
www.abril.com.br/noticias/brasil/drogas-estao-presentes-assassinatos-repercussao-510516.shtml\r
\r
.\r
\r
\r

Responder
Angelo T. 28/05/2011 11:12:00

Para os interessados, sugiro um livro de leitura bem rápida para iniciantes em estatística que ajuda a evitar alguns dos erros mais comuns na interpretação de estatística.\r
Darrell Huff - How to Lie with Statistics

Responder
augusto 27/05/2011 16:22:46

Ue! Entao nao seria mais pratico proibir o trabalho e proibir o uso das estradas? Ai voce acaba com o problema pra valer mesmo...

Responder
Luiz Renato 27/05/2011 23:37:23

Breno Almeida,

"São raros os casos de pessoas que não conseguem controlar o vício a ponto de se tornar irracional seja comida, cocaina, maconha, alcool, sexo, tabaco e etc. Mesmo entre usuários de cocaína a taxa de pessoas que perdem o controle é muito baixa."
Todos nós sabemos que os casos não são tão raros assim. Entretanto, digamos que eles sejam da ordem de 0,01% da população mundial de usuários, o que daria uma porcentagem muitíssimo menor da população mundial. Essa mínima parcela da humanidade não merece ter sua liberdade resguardada?

"O que tira a liberdade do viciado é o alto custo da droga, o envolvimento forçado com o crime organizado e a justiça que po?m o coitado na cadeia.
Não, o que tira a liberdade do viciado é o efeito químico-psicológico da substância, que causa a dependência. Se uma substância não causa esse efeito, então meu argumento não serve de motivo para sua proibição. Mas, como disse em outro comentário, essa é uma discussão posterior. Além do mais, diferentemente do autor do artigo, eu nunca disse que estendia meu artigo a todas as drogas.

Responder
Rhyan Fortuna 27/05/2011 08:39:26

Seu argumento baseia-se na idéia errada de que todo usuário é um viciado sem chance de recuperação.

Há vários tipos de usuários como há vários tipos de drogas.

Responder
Luiz Renato 27/05/2011 23:43:33

Rhyan Fortuna,

"Seu argumento baseia-se na idéia errada de que todo usuário é um viciado sem chance de recuperação."
Meu argumento não se baseia no usuário, seja ele viciado ou não; ele se baseia na substância, se ela atenta ocntra a liberdade ou não.

Responder
Tiago RC 27/05/2011 10:49:36

Seqüestro consentido é uma auto-contradição.

E no caso de um viciado que não consegue largar, não há crime nenhum. Ninguém está o impedindo de largar a droga, não é uma agressão praticada por um outro ser humano, é uma dificuldade do próprio viciado. É um problema dele, não uma agressão causada por outro, como num seqüestro.

Sua argumentação parece aquela de que um empregado é escravo do patrão pois precisa dele para comer. A necessidade de comer é muito mais forte do que a necessidade de se drogar, simplesmente não dá pra ignorar a fome. Mas o fato de alguém ter fome por si só não é um crime praticado por outros.

O consumo de drogas não seqüestra ninguém, assim como a fome não escraviza ninguém, simplesmente porque drogas e fome não são agentes racionais, logo não podem ser tratados como criminosos ou terem sua existência proibida.

Responder
Luiz Renato 28/05/2011 00:00:00

Tiago RC

"Seqüestro consentido é uma auto-contradição."
Vício consentido, também.

"E no caso de um viciado que não consegue largar, não há crime nenhum. Ninguém está o impedindo de largar a droga, não é uma agressão praticada por um outro ser humano, é uma dificuldade do próprio viciado. É um problema dele, não uma agressão causada por outro, como num seqüestro."
Há sim agentes humanos agressores da liberdade do usuário, que são o traficante e o produtor da droga. E diferentemente de armas, que são meros instrumentos, meios de cometer crimes e, por isso, não podem se com o atentado à pessoa, a produção da substância viciante, a própria substância e a sua venda constituem o processo de "viciação" do indivíduo, o ataque à sua liberdade.

"Sua argumentação parece aquela de que um empregado é escravo do patrão pois precisa dele para comer."
Não, o empregado é livre para se demitir ou não e é livre para calcular a consequência de decidir por um ou outro. O viciado, não. O empregado pode tomar a pior decisão - o viciado não pode tomar a melhor.

"O consumo de drogas não seqüestra ninguém, assim como a fome não escraviza ninguém, simplesmente porque drogas e fome não são agentes racionais, logo não podem ser tratados como criminosos ou terem sua existência proibida."
Se você quer transferir a causa do problema da substância para o produtor e o traficante, tudo bem.

Responder
Fernando Cinelli 27/05/2011 10:29:12

Arnaldo Arnolde,\r
\r
Uma sociedade liberal depende, em todas esferas, da justiça para funcionar. Um cara "alegrão que liga o som às 3 horas" vai ser punido pelo que fez se você acionar a justiça para isso. E, te garanto, não fará isso de novo, sob risco de ser punido novamente. Esse é o ciclo esperado numa sociedade livre e liberal, que as pessoas passem a tomar decisões individuais considerando como vai afetar o outro, porque isso vai afetar a si mesmo no final. Uma idéia parecida com o Eq. de Nash. \r
\r
Em qualquer cirscunstância, mais liberdade é preferível a menos liberdade. Se você acredita que algo não deve ser legalizado ou deva ser proibido, parabéns. Utilize esse conhecimento e tome suas decisões, agora, não pense que o seu pensamento (mesmo se for igual da maioria) deva ter qualquer direito sobre como eu vou tomar minhas decisões e viver minha vida. Se a sua causa me gera uma externalidade negativa por imposição, então, me desculpe, terei todo direito de refuta-lá. E aí, o argumento da liberdade é, sim, irrefutável.\r
\r
Em suma, discutir legalização das drogas, do aborto e outros assuntos "imorais" da forma que esta sendo feita é ridículo. Meus direitos não deve se sobrepor aos seus e vice-versa. A discussão deve ser feita em torno da justiça, da sua eficiência e praticidade necessárias para acabar com as externalidades negativas, ou diminuir substancialmente, na sociedade.\r
\r
\r
Liberdade é tolerância.

Responder
Arnaldo Arnolde 27/05/2011 16:23:55

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Fernando Cinelli \r
\r
"Uma sociedade liberal depende, em todas esferas, da justiça para funcionar. \r
.........\r
Esse é o ciclo esperado numa sociedade livre e liberal, que as pessoas passem a tomar decisões individuais considerando como vai afetar o outro, porque isso vai afetar a si mesmo no final. Uma idéia parecida com o Eq. de Nash. "
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\r
Uma sociedade liberal não depende apenas de justiça para funcionar bem, depende tb de discernimento, da razão, de bom senso, da inteligência, e da prevenção.\r
\r
Uma sociedade que tenha sua vida apenas centrada na punição e não na prevenção é uma sociedade irracional pois não usa a inteligência q possui para evitar tragédias.\r
\r
Qdo os humanos viviam na barbárie viviam dessa forma, apenas punindo quem fazia algo ruim para os demais.\r
A evolução cultural humana fez os humanos aprenderam que prevenir é melhor que punir.\r
\r
\r
"Em qualquer cirscunstância, mais liberdade é preferível a menos liberdade."
\r
\r
Vc dizer isso demonstra q vc se acha um "defensor da liberdade" e quer me colocar como se eu fosse um "opressor".\r
Essa tua tática não cola.\r
A liberdade é para mim o valor maior.\r
\r
Não se trata de "menos liberdade" como vc está colocando, trata-se de não ser irresponsável.\r
Um pai não pode deixar uma criança livre para fazer o q ela quiser em nome da liberdade individual, tal pai será um irresponsável, pois a criança poderá ser vítima de um acidente e ficar inválido.\r
Um pai não pode deixar um filho seja lá que idade tenha se drogar com crack em nome da liberdade individual, ele será um irresponsável, pois sabe que o crack danifica o cérebro do filho e este poderá ficar inválido da mesma forma qdo era criança.\r
\r
Então, ninguém aqui quer, como vc deseja fazer transparecer, ceifar a liberdade de ninguém de viver, é o oposto, vc defende o direito de alguém consumir drogas, mesmo sabendo q isso pode levar a morte, fazemos o oposto, defendemos o direito de tentar evitar essa morte.\r
\r
\r
"Se você acredita que algo não deve ser legalizado ou deva ser proibido, parabéns."
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\r
Leia direito o que eu escrevi no meu primeiro comentário para não dizer falsidades a meu respeito.\r
Vou repetir aqui a minha opinião lá expressa para clarear a tua idéia:\r
\r
" O texto de Gray a seguir, na minha opinião, é verdadeiro:
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\r
"A guerra às drogas já mutilou, traumatizou ou desalojou um incontável número de pessoas.\r
Apesar disso, o uso de drogas permanece entranhado em nosso modo de vida.\r
Os custos incorridos pela proibição das drogas já excederam enormemente qualquer possível benefício."
\r
\r
Pensando-se unicamente em termos práticos unilaterais as drogas deveriam ser permitidas livremente.
\r
Mas, nem tudo que é verdadeiro é possível de ser feito uma vez que a sociedade humana não é perfeita, dentro da sociedade humana atuam humanos imperfeitos, humanos dominados pelas mais variadas formas de traumas e desejos, aos quais as drogas multiplicam por 10, e ai tais pessoas saem pelas ruas muito doidas achando que tem superpoderes, que são lindos, e que podem comer (ou dar para) quem bem entenderem."
\r
\r
Então, o que eu acredito não é exatamente o que vc está querendo imputar a mim.\r
O que eu acredito é que devemos usar a inteligência, não podemos ser irresponsáveis deixar acontecer uma coisa que sabemos irá trazer problemas para a sociedade.\r
\r
Muitos drogados terminam em hospitais PÚBLICOS para tratarem de doenças que eles em nome da liberdade contrariam... \r
e com isso causam enormes prejuízos para a sociedade q tem que gastar para cuidar deles, pois a maioria deles não tem onde cair morto, pois gastaram tudo q tinham com as drogas.\r
Não queriam a interverência do estado nas suas vidas em nome da liberdade, mas agora, precisam do estado "opressor" para cuidar deles.\r
E quem não acreditar nisso q vá nos hospitais psiquiátricos repletos de vítimas das drogas constatar o qto a sociedade gasta para cuidar de drogados doentes que em nome da liberdade q queriam ter agora estão presos a uma cama.\r
\r
\r
"Em suma, discutir legalização das drogas, do aborto e outros assuntos "imorais" da forma que esta sendo feita é ridículo. "
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\r
Ridículo é vc classificar tais assuntos como "imorais".\r
Que se foda a moral.\r
O assunto drogas é um problema de saúde pública, de segurança e de economia.\r
As pessoas responsáveis pagam impostos não para consertar os estragos que estes irresponsáveis causam.\r
20% dos acidentes de trabalho no Brasil são causados por pessoas q se drogaram... isso é PREJUIZO financeiro para a sociedade, que poderia estar gastando de forma muito mais útil o dinheiro que gasta para suprir o prejuízo causado por esses acidentes.\r
\r
\r
"Meus direitos não deve se sobrepor aos seus e vice-versa. \r
A discussão deve ser feita em torno da justiça, da sua eficiência e praticidade necessárias para acabar com as externalidades negativas, ou diminuir substancialmente, na sociedade."
\r
\r
Sim, teus direitos e a tua liberdade vão até onde começa a minha e vice-versa.\r
E a minha "discussão" não vai ser apenas por "justiça", podes ter certeza... eu vou estar de olho em pessoas q pensam como vc para me prevenir que elas de posse da liberdade q querem ter não me causem danos que justiça nenhuma ira reverter.\r
\r
\r
Liberdade acima de tudo, mas que seja com responsabilidade e inteligência e não leve a humanidade novamente para a barbárie.
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\r
.\r
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\r

Responder
Fernando Cinelli 27/05/2011 10:32:13

Luiz Renato,\r
\r
Argumento bisonho (não tem outra palavra pra ele).

Responder
Cathy 27/05/2011 11:04:53

"A proibição expõe os usuários de drogas a enormes riscos de saúde."

Como assim?!

Responder
Rhyan Fortuna 27/05/2011 13:40:27

As drogas vendidas pelos traficantes têm uma qualidade baixa com várias adulterações.

Assim como era o álcool na época da lei seca.

Responder
Marcelão 27/05/2011 15:25:31



Tá bom meu filho. E o que que te garante que uma droga legal será "limpa", sem nenhum efeito colateral? Pelo argumento de que uma droga legal é uma droga "limpa", quando legalizarem a cocaína, o cara pode cheirar a vontade, que nada vai lhe acontecer, o cara pode fumar suas pedras de crack a vontade e manter a saúde de ferro. E ainda quando legalizarem as drogas ninguém mais vai ter overdose. Enfim, fique doidão e mais saudável que nunca.

Quanto a associação da legalização das drogas com a liberdade, o Arnaldo já explanou tudo. O argumento de que o cara faz com o corpo dele o que quiser é furado para o caso da lgalização das drogas, já que um cara doidão não causará danos somente ao corpo dele, mas também será uma potencial ameaça a integridade dos outros. Já imaginou o terror que é um cara cheirado pegar um carro pra dirigir? A droga também afeta o controle moral do indivíduo, assim um cara que tem tendências violentas, poderia libertar essa violência ainda mais com o uso de drogas, podendo causar danos a outros, fora que a violência urbana, roubos e assaltos aumentaria assustadoramente, já que aumentaria e muito o número de drogados.

E o pior de tudo, os traficantes seriam perdoados. Eles, que são seres desprezíveis, que cometeram as maiores atrocidades, simplesmente teriam eus crimes apagados da ficha, já que foi tudo legalizado.

Responder
augusto 27/05/2011 16:22:54

"Tá bom meu filho. E o que que te garante que uma droga legal será "limpa", sem nenhum efeito colateral?"\r
\r
O que te garante que a agua que voce bebe nao esta contaminada com produtos quimicos? O que te garante que a comida que voce come nao esta contaminada com patogenos? O que te garante que a gasolina que voce bota no seu carro nao esta batizada?\r
\r
E nem por isso eh proibido vender agua, comida, ou gasolina.

Responder
Marcelao 27/05/2011 17:33:22

"O que te garante que a agua que voce bebe nao esta contaminada com produtos quimicos? O que te garante que a comida que voce come nao esta contaminada com patogenos? O que te garante que a gasolina que voce bota no seu carro nao esta batizada?

E nem por isso eh proibido vender agua, comida, ou gasolina."


Pois é, mas o cara beber água contaminada com produtos químicos não vai fazer o cara ficar doidão, perder a razão e fazer merda envolvendo outros que não tenham nada haver, a mesma coisa para o cara que come comida contaminada com petogenos. O mal que o cará fará consumindo estes produtos é apenas a ele mesmo, diferente de quem usa drogas.


a mesma coisa para a gasolina batizada. O carro que é abastecido com tal gasolina não sai por aí desembestado batendo em todo mundo. O máximo que acontecerá é que seu dono terá algumas dores de cabeça e prejuízo com manutenção.

Responder
Rhyan Fortuna 27/05/2011 16:35:35

Marcelão, você é retardado?

Nem os melhores remédios do mercado conseguem evitar efeitos colaterais. A questão não é que a droga do mercado não fará mal, lógico que fará, mas haverá uma Redução de Danos.

Se viciados causam danos (lembrando que minoria dos usuários são viciados perigosos), que sejam punidos pelos danos que causarem. Da mesma forma se um alcóolatra causar danos que pague por isso.

Seu argumento é tão patético que poderia ser usado para defender a proibição do álcool. Você quer punir a maioria pelo erro da minoria.

Todos que bebem álcool são alcóolatras?

Traficantes estariam falidos. Ou você acha que o contrabando de drogas conseguiria competir com a iniciativa privada?

Você, como todo conservador, é muito BURRO!

Responder
Marcelao 27/05/2011 17:28:07


"Se viciados causam danos (lembrando que minoria dos usuários são viciados perigosos), que sejam punidos pelos danos que causarem. Da mesma forma se um alcóolatra causar danos que pague por isso."


Primeiro, como você pode garantir que a minoria dos usuários são viciados perigosos? Quais dados garantem isso? Concordo que um maconheiro, cheirador, alcóolatra não drogado, ou seja lá quem for pague por suas besteiras. Mas vamos pensar um pouco. Não é melhor inibir o uso de drogas do que liberar geral e expor mais ainda a população aos possíveis perigos da convivência com pessoas drogadas? Com a liberação, obviamente aumentará o consumo de drogas e assim a chance de mais pessoas que tenham algum desequilíbrio ter acesso drogas é ainda maior, o que gera um grande perigo a todos nós. Só um retardado mental para não perceber que uma pessoa drogada tem mais propensão a cometer crimes do que uma pessoa normal.

Sobre o álcool meus argumentos valem também para o álcool. Infelizmente já temos grandes problemas com o consumo do álcool, então não precisamos aumentar o caos social liberando o uso de drogas ainda mais letais como a cocaína e o crack.

Responder
Rhyan 28/05/2011 16:40:19

"Não é melhor inibir o uso de drogas do que liberar geral"

Não, não é. Você continua ignorando os problemas gerados pela criminalização das drogas, como o fortalecimento do crime organizado.

A escolha não está entre um mundo sem traficantes e sem usuários contra um mundo com traficantes e usuários.

Usuários SEMPRE existirão. A questão é se eles vão financiar criminosos ou empresas.

Responder
João 27/05/2011 16:54:22

Creio que quem defende a legalização das drogas está preocupado com os reflexos da proibição em sua vida, sendo usuário ou não, já que o tráfico, única "entidade" disposta a comercializar a mercadoria, dispõe apenas da violência e da corrupção policial para resolver seus conflitos, o que acaba gerando baixas entre inocentes, inclusive entre os filhos de não usuários.
Também creio que os defensores da legalização não desejam que a lei isente os drogados das penas que derem causa por seus desvios comportamentais. Se o drogado atropelar alguém sob o efeito de drogas deve ser preso, morto, esquartejado etc, assim como deveria acontecer para todos os consumidores de alcool que comentem delitos sob seu efeito.
A pergunta que normalmente é feita pelos defensores da legalização das drogas é: se o alcool, droga lícita com efeito psicoativo e grande gerador de dependência é permitido, porque são proibidas outras drogas, principalmente a maconha?
Creio que o debate está envolto em preconceito e moralismo...
Além disso, não estou disposto a pagar um centavo em tributos para continuar com essa "guerra às drogas" que é um saco sem fundo e que não gera qualquer efeito no consumo destas substâncias. As pessoas sempre consumiram drogas e sempre vão consumir, e nenhuma política pública vai funcionar se não considerar essa realidade.

Responder
void 27/05/2011 17:07:28

"E o que que te garante que uma droga legal será "limpa", sem nenhum efeito colateral? Pelo argumento de que uma droga legal é uma droga "limpa", quando legalizarem a cocaína, o cara pode cheirar a vontade, que nada vai lhe acontecer, o cara pode fumar suas pedras de crack a vontade e manter a saúde de ferro. E ainda quando legalizarem as drogas ninguém mais vai ter overdose. Enfim, fique doidão e mais saudável que nunca."

Você fala como se cocaína fosse uma coisa incrível, e não uma substância como são quaisquer substâncias que você encontra numa farmácia.
O que o Laurence disse, e o Rhyan desenhou (e você não entendeu), é que a substância que você comprar, cocaína por exemplo, vai ser mesmo a substância, e não o monte de solventes e outras porcarias que são adicionadas à droga para adulterá-la. Ninguém tá dizendo que cocaína é a mesma coisa que farinha de trigo e que não tem efeitos, ou que se usada de forma inconsequente não é prejudicial ao usuário.

"Quanto a associação da legalização das drogas com a liberdade, o Arnaldo já explanou tudo. O argumento de que o cara faz com o corpo dele o que quiser é furado para o caso da lgalização das drogas, já que um cara doidão não causará danos somente ao corpo dele, mas também será uma potencial ameaça a integridade dos outros. Já imaginou o terror que é um cara cheirado pegar um carro pra dirigir? A droga também afeta o controle moral do indivíduo, assim um cara que tem tendências violentas, poderia libertar essa violência ainda mais com o uso de drogas, podendo causar danos a outros, fora que a violência urbana, roubos e assaltos aumentaria assustadoramente, já que aumentaria e muito o número de drogados."

Mulher de TPM, pessoas psicóticas sem tratamento, homens estressados no meio do trânsito ou sonolentos ao volante etc... tudo isso é perigo potencial, vamos colocar mulheres de TPM e doentes mentais numa jaula? E proibir a doença e o sono?

"E o pior de tudo, os traficantes seriam perdoados. Eles, que são seres desprezíveis, que cometeram as maiores atrocidades, simplesmente teriam eus crimes apagados da ficha, já que foi tudo legalizado."

Perdoados pelo comércio das drogas, condenados pelos crimes de verdade: assassinatos, roubos, sequestros...

Responder
void 27/05/2011 18:01:02

@Marcelão.

Responder
Fernando Cinelli 28/05/2011 12:39:40

Arnaldo Arnolde,

Perguntas...

1 - Com a proibição, o consumo de drogas, principalmente o crack, tem diminuído ou aumentado?

2 - O que faz você pensar que o Estado consegue cumprir o papel de reprimir uma escolha individual?

3 - O que te fez pensar que legalização significa consumo?

4 - Por que as pessoas que consomem, pagadores de impostos, tem que se sujeitar a marginalização imposta pelo Estado?

5 - A guerra as drogas têm tido resultados efetivos? Qual o custo dessa guerra (todos custos monetários e de oportunidade)?

6 - É irresponsabilidade querer reduzir danos com a legalização e conscientização ao invés da proibição pura? O que é ser mais irresponsável dado que o consumo só aumenta e drogas pesadas surgem?

7 - Qual o motivo do surgimento de novas drogas extremamente nocivas as saúde, como crack e oxi? (uma dica, é econômico!)

Se toca cara, eu não vou perder meu tempo como você. Responda essas perguntas para si mesmo.

Responder
Arnaldo Arnolde 28/05/2011 12:42:04

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\r
Vou colocar a seguir o trecho de Mises em seu livro "Liberalism" onde ele dá a sua opinião com respeito as idéias da SEITA (termo usado por ele) anarquista e diz a frase - "LIBERALISMO NÃO É ANARQUISMO".\r
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Eis o texto de Mises que parece que muitos aqui não conhecem:\r
\r
\r
"What concerns us here is something quite different, namely, the question whether people whose actions endanger the continued existence of society should be compelled to refrain from doing so. \r
\r
- The alcoholic and the drug addict harm only themselves by their behavior; the person who violates the rules of morality governing man's life in society harms not only himself, but everyone. \r
- Life in society would be quite impossible if the people who desire its continued existence and who conduct themselves accordingly had to forgo the use of force and compulsion against those who are prepared to undermine society by their behavior. \r
- A small number of antisocial individuals, i.e., persons who are not willing or able to make the temporary sacrifices that society demands of them, could make all society impossible. \r
- Without the application of compulsion and coercion against the enemies of society, there could not be any life in society.\r
\r
We call the social apparatus of compulsion and coercion that induces people to abide by the rules of life in society, the state; the rules according to which the state proceeds, law; and the organs charged with the responsibility of administering the apparatus of compulsion, government.\r
\r
There is, to be sure, a sect that believes that one could quite safely dispense with every form of compulsion and base society entirely on the voluntary observance of the moral code. The anarchists consider state, law, and government as superfluous institutions in a social order that would really serve the good of all, and not just the special interests of a privileged few. \r
Only because the present social order is based on private ownership of the means of production is it necessary to resort to compulsion and coercion in its defense. If private property were abolished, then everyone, without exception, would spontaneously observe the rules demanded by social cooperation.\r
\r
It has already been pointed out that this doctrine is mistaken in so far as it concerns the character of private ownership of the means of production. But even apart from this, it is altogether untenable.\r
The anarchist, rightly enough, does not deny that every form of human cooperation in a society based on the division of labor demands the observance of some rules of conduct that are not always agreeable to the individual, since they impose on him a sacrifice, only temporary, it is true, but, for all that, at least for the moment, painful. \r
\r
But the anarchist is mistaken in assuming that everyone, without exception, will be willing to observe these rules voluntarily. \r
There are dyspeptics who, though they know very well that indulgence in a certain food will, after a short time, cause them severe, even scarcely bearable pains, are nevertheless unable to forgo the enjoyment of the delectable dish. \r
\r
Now the interrelationships of life in society are not as easy to trace as the physiological effects of a food, nor do the consequences follow so quickly and, above all, so palpably for the evildoer. \r
Can it, then, be assumed, without falling completely into absurdity, that, in spite of all this, every individual in an anarchist society will have greater foresight and will power than a gluttonous dyspeptic? In an anarchist society is the possibility entirely to be excluded that someone may negligently throw away a lighted match and start a fire or, in a fit of anger, jealousy, or revenge, inflict injury on his fellow man? Anarchism misunderstands the real nature of man. It would be practicable only in a world of angels and saints.\r
\r
Liberalism is not anarchism, nor has it anything whatsoever to do with anarchism. \r
\r
The liberal understands quite clearly that without resort to compulsion, the existence of society would be endangered and that behind the rules of conduct whose observance is necessary to assure peaceful human cooperation must stand the threat of force if the whole edifice of society is not to be continually at the mercy of any one of its members. \r
One must be in a position to compel the person who will not respect the lives, health, personal freedom, or private property of others to acquiesce in the rules of life in society."
\r
\r
\r
TRADUÇÃO\r
\r
\r
"A questão da compulsão realmente responde o propósito, nestes casos, deve reservar para posterior consideração. \r
O que nos interessa aqui é algo completamente diferente, ou seja, a questão de saber se as pessoas cujas ações põem em perigo a sobrevivência da sociedade devem ser compelido a se abster de fazê-lo. \r
\r
- O alcoólatra e viciado em drogas prejudicam apenas a si mesmos pelo seu comportamento, a pessoa que viole as regras da moralidade que regem a vida do homem na sociedade, não só prejudica a si mesmo, mas todos. \r
- Vida em sociedade seria impossível se as pessoas que desejam a sua existência e que têm uma conduta em conformidade teve de renunciar ao uso da força e da coação contra aqueles que estão dispostos a minar a sociedade pelo seu comportamento. \r
- Um pequeno número de indivíduos anti-sociais, ou seja, pessoas que não desejam ou são capazes de fazer os sacrifícios temporários que a sociedade exige delas, poderia fazer toda a sociedade impossível. \r
- Sem a aplicação de compulsão e coerção contra os inimigos da sociedade, não poderia haver qualquer vida em sociedade.\r
\r
Chamamos o aparato social de compulsão e coerção que induz as pessoas a respeitar as regras da vida em sociedade, ao Estado, as regras segundo as quais as receitas do Estado, Direito e os órgãos com a responsabilidade de administrar o aparelho de compulsão, governo. \r
\r
Há, com certeza, uma seita que acredita que se pode com bastante segurança dispensar toda a forma de compulsão na sociedade e base inteiramente no cumprimento voluntário do código de moral. \r
[b]Os anarquistas
consideram o estado, direito e instituições do governo como supérfluos em uma ordem social que serve realmente o bem de todos, e não apenas os interesses especiais de uns poucos privilegiados. \r
Só porque a atual ordem social baseada na propriedade privada dos meios de produção é necessário recorrer a compulsão e coerção em sua defesa. \r
Se a propriedade privada fosse abolida, então todos, sem exceção, teriam espontaneamente observar as normas exigidas pela cooperação social. \r
\r
Já foi apontado que esta doutrina é errada na medida em que se trata do caráter da propriedade privada dos meios de produção. \r
Mas, mesmo para além deste, é completamente insustentável.
\r
O anarquista, com razão não nega que toda forma de cooperação humana em uma sociedade baseada na divisão do trabalho exige a observância de algumas regras de conduta que nem sempre são agradáveis ao indivíduo, pois impõe-lhe um sacrifício, só temporária, é verdade, mas, para todos os que, pelo menos para o momento, doloroso. \r
\r
Mas o anarquismo está enganado ao supor que todos, sem exceção, estarão dispostos a observar essas regras voluntariamente. \r
Há dispépticos que, embora saibam muito bem que a indulgência de um determinado alimento irá, após um curto período de tempo, causar-lhes graves, até mesmo dores mal suportável, são, todavia, incapaz de renunciar à fruição do prato delicioso. \r
\r
Agora, as inter-relações da vida em sociedade não são tão fáceis de rastrear como os efeitos fisiológicos de um alimento, nem as consequências daí tanta rapidez e, acima de tudo, de modo palpável para o malfeitor. \r
\r
Pode, então, ser assumida, sem cair completamente no absurdo, que, apesar de tudo isso, cada indivíduo em uma sociedade anarquista terá maior visão e força de vontade que um dispépticos gulosa? \r
Em uma sociedade anarquista é a possibilidade de ser inteiramente de excluir que alguém possa negligência jogar fora um fósforo aceso e iniciar um incêndio, ou, num acesso de raiva, inveja ou vingança, infligir ferimentos em seu companheiro? \r
\r
O ANARQUISMO NÃO ENTENDE A VERDADEIRA NATUREZA DO HOMEM. \r
SERIA POSSÍVEL APENAS EM UM MUNDO DE ANJOS E SANTOS. \r
\r
LIBERALISMO NÃO É ANARQUISMO, NEM TEM ABSOLUTAMENTE NADA A VER COM O ANARQUISMO. \r
\r
O LIBERAL ENTENDE CLARAMENTE QUE, SEM RECORRER À COMPULSÃO, A EXISTÊNCIA DA SOCIEDADE ESTARIA EM PERIGO E QUE POR TRÁS DAS REGRAS DE CONDUTA CUJA OBSERVÂNCIA É NECESSÁRIA PARA ASSEGURAR A COOPERAÇÃO HUMANA PACÍFICA DEVE PERMANECER A AMEAÇA DA FORÇA, SE TODO O EDIFÍCIO DA SOCIEDADE NÃO ESTÁ A SER CONTINUAMENTE À MERCÊ DE QUALQUER UM DOS SEUS MEMBROS. \r
\r
ELE DEVE ESTAR EM UMA POSIÇÃO PARA OBRIGAR A PESSOA QUE NÃO RESPEITA A VIDA, A SAÚDE, A LIBERDADE PESSOAL OU A PROPRIEDADE PRIVADA DOS OUTROS A CONCORDAR COM AS REGRAS DA VIDA EM SOCIEDADE.
\r
Ludwig von Mises, Liberalism.\r

Responder
Roberto Chiocca 28/05/2011 19:39:01

Arnaldo, se vc conhecesse aquilo que creitica seria muito mais facil o debate.
Qualquer um com a minima familiaridade com o libertarianismo sabe que aquilo que Mises critica como sendo anarquismo nao tem absolutamente NADA a ver com o anarcocapitalismo. Mises jamais teceu uma linha sequer sobre o assunto,o anarquismo que ele critica eh uma utopia, um cenario onde nao ha nenhuma reacao a invasoes a propriedade e liberdade.
Sempre que quiser criticar algo, tente antes conhecer este algo, para nao ficar parecendo que a real intencao eh trollar

Responder
Leandro Coelho 28/05/2011 13:51:52

Quem vai produzir as drogas? O governo? O empresário lá do bairro chique? Qual traficante vai abrir mão do seu poder porque a droga foi legalizada? Se a polícia não consegue desmanchar o PCC, o CV e sendo as FARC coleguinha de certo partido político, quem acredita que isso vai mudar com a legalização das drogas? Aliás, colocando as drogas legalmente no jogo, o poder dessas organizações não irão aumentar indefinidamente? Se o poder deles aumentar, então o poder de sequestrar, roubar e matar não será aindo maior?
Qual empresário tem culhão para enfrentar os traficantes se esses mesmos empresários cedem covardemente ao poder burocrático?

Enfim, é irrefutável que eu faça da minha vida, minha saúde e do meu corpo aquilo que eu julgar conveniente! Antes de eu ser livre eu preciso da garantia da minha liberdade, da minha vida e da minha propriedade, as três provavelmente estarão ameaçadas com a legalização das drogas.

Responder
augusto 28/05/2011 20:10:24

"Quem vai produzir as drogas? O governo? O empresário lá do bairro chique?"\r
\r
Ate o fim da decada de 20, a Bayer produzia cocaina liquida. Voce podia comprar em qualquer farmacia. A Souza Cruz e outras empresas do ramo do tabaco poderiam com a maior facilidade adaptar a linha de producao para produzir cigarros de maconha. A tua pergunta nao faz o menor sentido.\r
\r
\r
"Qual traficante vai abrir mão do seu poder porque a droga foi legalizada?"\r
\r
O poder do traficante *advem* da proibicao. A proibicao encerrada, o poder acaba. O traficante nao vai "abrir mao" de nada - simplesmente vai perder. Ou voce acha que o Ze Mane que trabalha na favela misturando cocaina com leite em po para fazer seu produto render vai conseguir competir com um grande laboratorio?\r
\r
"Qual empresário tem culhão para enfrentar os traficantes se esses mesmos empresários cedem covardemente ao poder burocrático?"\r
\r
Pergunta sem sentido. Com o fim da proibicao, *logicamente* deixam de existir traficantes. O traficante so existe porque existe uma lei que o define. Se a lei deixa de existir, a figura do traficante desaparece.\r
\r
"Antes de eu ser livre eu preciso da garantia da minha liberdade, da minha vida e da minha propriedade, as três provavelmente estarão ameaçadas com a legalização das drogas."\r
\r
Ja falei isso um bocado de vezes, para diferentes audiencias, mas vou repetir: a historia da proibicao de drogas - de forma generalizada como se faz hoje - eh um fenomeno que tem menos de 100 anos. Talvez voce tenha ate parentes vivos com mais de cem anos. Se esse for o caso, pergunte para ele ou ela se as pessoas tinham medo de sair de casa por causa da "violencia das drogas".\r
\r
Voce quer mais evidencia? Nao existia violencia associada as drogas, nao havia pessoas presas por producao, venda, ou consumo de drogas ate cerca de 1920, com pouquissimas excessoes episodicas. Desde as primeiras leis, a criminalidade associada as drogas so faz crescer. So crescer. Claro, o orcamento das policias tambem cresce...

Responder
Heber 28/05/2011 23:56:27

concordo com vc sobre a liberalizacao, mas nao se esqueca que o estado pode mudar de posicao assim que for conveniente, nao se esqueca de que a Inglaterra ja guerreou com a China para ter o direito de vender o opio no seculo XIX.

Responder
augusto 29/05/2011 11:46:21

por isso que as pessoas nesse site costumam defender acabar com o estado, entende? ;-)

Responder
Arnaldo Arnolde 29/05/2011 15:02:20

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Não dá para entender...\r
\r
Não dá pq este site é o Instituto MISES Brasil, e Mises jamais pleitiou a não existência do estado, Mises era a favor da existência do estado e não era a favor de qq tipo de anarquismo ao que inclusive ele chamava de SEITAS.\r
\r
Então, vcs aqui estão desvirtuando a palavra de Mises, o que vcs estão fazendo aqui é um descalavro, uma ofensa a obra de Mises.\r
\r
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Responder
mcmoraes 30/05/2011 04:36:24

A citação que o Roberto apontou deixa bem claro qual o ponto de vista de Mises em relação às drogas. Não há discussão sobre isso. No entanto, no contexto da discussão sobre o anarco-capitalismo, que foge do assunto do artigo do Laurence, o ponto do Arnaldo é perfeitamente válido, apesar de ele já ter mostrado que não está disposto a uma discussão honesta.

Que cada um estude Mises por conta própria e que estude a respeito de que se trata o anarco-capitalismo e que tire suas próprias conclusões. Não há outro jeito, cada um tem que pensar por conta própria. Uma organização social em que devemo-nos preocupar com o que imbecis desonestos vomitam por conta própria não tem nada de novo, é somente mais do mesmo. Deixem os cães ladrarem.

Responder
Renê 29/05/2011 21:45:17

"Com o fim da proibicao, *logicamente* deixam de existir traficantes. O traficante so existe porque existe uma lei que o define. Se a lei deixa de existir, a figura do traficante desaparece."

É bom lembrar que eles provavelmente migrarão para outros tipos de crimes.

Responder
Arnaldo Arnolde 29/05/2011 15:33:02

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Quais seriam as consequencias legais da liberalização das drogas ?\r
\r
Se as drogas forem legalizadas deixa de existir a ilegalidade e o motivo para punição.\r
Isso na prática implica em que se uma pessoa cometer um crime qdo estiver sob efeito de drogas ele não poderá ser condenado com esse agravante, uma vez que consumir drogas não será crime. \r
\r
Mas, no processo legal a pessoa terá uma cota de perdão por ser dependente de drogas e como estava drogado no momento do crime não era responsável pelos próprios atos.\r
\r
Será uma imunidade adquirida por drogados para praticarem crimes sem serem punidos.\r
\r
.

Responder
augusto 29/05/2011 22:45:09

"Mas, no processo legal a pessoa terá uma cota de perdão por ser dependente de drogas e como estava drogado no momento do crime não era responsável pelos próprios atos. \r
\r
Será uma imunidade adquirida por drogados para praticarem crimes sem serem punidos."\r
\r
essa eh uma grande suposicao de sua parte...

Responder
Fernando Chiocca 30/05/2011 02:17:19

Não é possível que o cara não saiba que pode haver agravante por, por exemplo, causar acidente embriagado, mesmo sem o alcool ser proibido. Quem aprovou esse comentário? vamos tentar manter o mínimo de honestidade intelectual por aqui vai..

Responder
Gustavo Augusto R. Abreu 30/05/2011 20:56:39

"Se as drogas forem legalizadas deixa de existir a ilegalidade e o motivo para punição. \r
Isso na prática implica em que se uma pessoa cometer um crime qdo estiver sob efeito de drogas ele não poderá ser condenado com esse agravante, uma vez que consumir drogas não será crime. "\r
\r
Sério, a pessoa que se utiliza deste tipo de argumento ou tem problemas serios de cognição, ou simplesmente é desonesta.\r
\r
È obvío que o fato da não ilegalidade de uma determinada substância não implica que a sua legalização isente o usario de qualquer ato cometido por este na sociedade, princpalmente o roubo e o assasinato.\r
\r
Da mesma forma, que o alcool é liberado em toda esquina, é probido ao usario por exemplo, andar de carro alcolizado, mesmo que isto seja uma quantidade minima estipulada (se isto em certa medida pode ser considero um certo abuso do poder do estado é outra coisa).\r
\r
A descriminalização das drogas NÃO SIGINIFCA que o usuário, ou o agente racional é isento de qualquer dano ou perjúrio em relação ao outro na suas bases mais fundamentais, como já foi falado, O ROUBO E O ASSASINATO.\r
Tirando isso, aparti da medida que a droga é algo auto-referente a um desejo próprio do sujeito e da sua liberdade em relação ao SEU CORPO ele pode fazer o que se bem entende, pois não implica numa relação causal de dano a um outro, a não ser danos morais SUBJETIVOS que a primeira instância não podem e não DEVEM ser reprimidos numa sociedade liberal.\r
Qualquer coisa entedida fora disso é SIM uma OPRESSÂO por parte de parcelas da sociedade que através de meio politicos se utilizam do poder coercitivo(pautada quase sempre em bases meramente moralistas com premissas metafisicas).\r
\r
Um exemplo análogo, é a LEGALIZAÇÃO DO PORTE DE ARMAS, principalmente em pais que tem uma "certa" tradição liberal como os EUA.\r
A Arma em sí mesmo não é um objeto passivel de condenação moral, ela é algo neutro, o que caracteriza o seu poder destruidor é o seu uso por algun agente que cometido por algum comportamento prejudique o outro, agindo coercetivamente sobre o CORPO\r
do outro.\r
\r
Mais uma vez as pessoas tem a tendência de confudir, principalmente pautada na pura\r
IGNORÂNCIA, a concepção liberal com a concepção conservadora da sociedade e suas instituições em todos os seus ambitos.\r
\r
O liberalismo de Von Mises é um liberalismo que no meu entendimento não pode ser entendido isolando apenas a esfera ecônomica da sociedade com suas consequências retroativas nos individuos que a compoê.\r
A prerrogativa da liberdade é primeiramente e única a liberdade DO INDIVIDUO, o resto se tira através de suas consequências logicas e práticas na sociedade.

Responder
charles 31/05/2011 21:06:49

Essa idéia de que o combate não funciona é mito: www.foreignaffairs.com/articles/54401/herbert-d-kleber-and-mitchell-s-rosenthal/drug-myths-from-abroad-leniency-is-dangerous-not-compassionate funciona onde é aplicado direito, como na suécia e japão, aqui no Brasil o PT tem aliança com FARC, Venezuela e Bolívia que é por onde a droga é fabricada e importada para cá.

Tráfico não acaba, ainda traficam cigarros na fronteira do paraguai e por aí vai...

Responder
tibartz 05/07/2011 16:02:34

Gostaria de saber: essa legalização também serviria para pessoas que querem usar medicamentos tarja preta (e sem receita)? E as que quisessem ingerir drogas afim de se suicidar? Se alguém puder me responder, obrigado. Conheci recentemente Thomas Sowell e estou seriamente pensando em mudar de lado, concordando com a legalização pretendida por esse site, mas preciso ler mais sobre o assunto. Vejo que tem muitos textos só nesse blog que eu nem sabia que existiam. Até mais.

Responder
Fernando Chiocca 05/07/2011 16:08:05

Sim. Tarja preta, sem receita e até para creatina!

E quem quiser se suicidar tomando soda cáustica ou cortando os pulsos com uma gillete, vai querer proibir a venda desses produtos? Obviamente que sim, quem quiser acabar com a prórpia vida com uma overdose de alguma droga que hoje é proibida, vá em frente.

Responder
Rafael 18/07/2011 01:46:18

Gostaria de tecer alguns comentários especificamente em relação ao ponto que foi colocado, consistente na afirmação sobre a responsabilidade do usuário de drogas que comete crime sob efeito destas. Na realidade, ocorre por expressa determinação legal um benefício para aquele que, sob efeito de drogas e sem possibidade de controlar sua ação, comete um crime. Basta ler a lei 11.343, de 2006:

Art. 45. É isento de pena o agente que, em razão da dependência, ou sob o efeito, proveniente de caso fortuito ou força maior, de droga, era, ao tempo da ação ou da omissão, qualquer que tenha sido a infração penal praticada, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.

Parágrafo único. Quando absolver o agente, reconhecendo, por força pericial, que este apresentava, à época do fato previsto neste artigo, as condições referidas no caput deste artigo, poderá determinar o juiz, na sentença, o seu encaminhamento para tratamento médico adequado.

Art. 46. As penas podem ser reduzidas de um terço a dois terços se, por força das circunstâncias previstas no art. 45 desta Lei, o agente não possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.


A lei é categórica: em havendo total comprometimento da capacidade de entendimento e/ou vontade do agente, este será beneficado com a isenção de pena, qualquer que tenha sido o crime praticado. Mesmo que mate, se o juiz entender que pelo efeito da droga o agente não entendia o caráter de sua ação, ou se entendia não conseguiu evitar o crime, ficará isento de pena. Se houver ainda alguma capacidade de entendimento e controle da vontade, a pena será reduzida de um a dois terços.

Portanto, uma pessoa sob efeito de drogas que venha a cometer um homicídio, poderá ficar imune a uma pena, se tal efeito retirou-lhe por completo a capacidade de ententendimento e determinação. O máximo que o juiz poderá fazer será encaminhá-lo para tratamento.

Assim, uma pessoa que tenha escolhido por sua livre vontade utilizar, digamos, crack, e venha a matar alguém quando estiver sob efeito da droga, se o juiz entender que esta não tinha controle sobre seus atos no momento da prática do crime não lhe imporá pena, apenas o encaminhará a tratamento médico.

Responder
Angelo T. 26/08/2011 09:11:30

Comprou um vinho no supermercado e colocou no banco do passageiro enquanto dirige para casa? Então em breve você será um criminoso.
Deputados aprovam multa de R$ 191 para quem leva bebida em carro

Responder
Felix 26/08/2011 12:54:10

Também pensei em colocar este link aqui para galera ver e comentar...
muito interessante como as coisas aqui previstas se materializam...
sempre novas leis para prejudicar nossa vida...
agora não posso mais carregar minhas heineken do lado, mesmo com o carro todo vazio...

Responder
Leandro 26/08/2011 15:55:03

Quando dizemos que o estado nada mais é do que uma gangue de ladrões em larga escala, alguns leitores reclamam dizendo que estamos exagerando, que somos muito radicais e que, na verdade, o estado é uma instituição linda e maravilhosa, mas que apenas calhou de ser temporariamente controlada por pessoas não muito retas, íntegras, probas, ínclitas e ilibadas.

É óbvio que tal "lei" será criada unicamente para servir de pretexto para confiscar ainda mais o dinheiro do cidadão. Qual a diferença entre essa "lei" e um assalto puro e simples? A diferença é que o assaltante de rua é muito mais franco e direto. Ele não cria camuflagens. Ele não quer ludibriar. Ele apenas aponta a arma e pede a grana. Com jeito, você consegue escapar. Com jeito, você até consegue conversar e dar pouco dinheiro. Já o estado envia um assaltante uniformizado e de fala um pouco mais polida, o qual apresentará o valor exato do assalto, sem chances para uma negociação. Além de seu dinheiro, ele também pode tomar o seu carro e cassar sua habilitação, sem que você nada possa fazer. E acima de tudo: é você quem paga o salário dele.

Responder
Deilton 28/02/2012 17:51:53

Quer acabar com o tráfico de Drogas? Fácil, libere o consumo.
1° Como pode o estado dizer o que eu posso ou não fazer com o meu corpo?
Usar drogas faz parte do direito de liberdade. Se o indivíduo rouba para comprar
drogas, ele cometeu um crime: o roubo. Roubar é crime, assaltar é
crime, sequestrar é crime, atropelar é crime, desviar dinheiro público
é crime hediondo. Usar drogas não.
Quem mantém o tráfico é o estado, que ao perseguir os traficantes, mantém elevado o preço das drogas.
Uma carteira de cigarro custa 4 reais e vêm 20 cigarros dentro, sendo que as indústrias de cigarros pagam impostos absurdos e geram emprego e renda.
Um cigarro de maconha custa em torno de 2 reais. Os traficantes ganham rios de dinheiro pq o estado mantém os preços altos, e com esse dinheiro eles corrompem juízes, deputados, policiais, jornalistas, etc. A população só perde com o combate as drogas.
Fora que se o uso de drogas fosse liberado seria mais fácil de controlar. 1° pq o usuário de drogas seria visto como um paciente, como os alcoolatras e fumantes, e não como bandido. 2° empresas legalmente constituídas explorariam essa atividade econômica, gerando emprego e renda, a produção aumentaria, os preços cairiam, diminuiriam os roubos pelos os usuários e a força policial que é usada no combate as drogas seria usada para proteger a população dos verdadeiros criminosos, ou seja os que ameaçam nossas vidas e nossas propriedades, os ladrões, assaltantes, sequestradores, corruptos, etc.

Responder
Randalf 19/08/2012 15:55:32

Eu tenho uma dúvida. Eu gostaria de saber qual a vossa opinião em relação 'à liberdade de morrer' ou 'suicidar-se'.. Será que uma pessoa deva ter a liberdade de se suicidar? (suicidar-se não é interfere com a liberdade dos outros)... É que a nossa sociedade lida com a morte como se fosse algo que nos levasse directamente para o inferno, e portanto deve-se fugir dela o máximo possível. Mas isso é apenas uma questão moral, e não existem verdades morais. Não será que uma pessoa deva ter o direito de se suicidar? Ou será que não e deva tratar-se este assunto como uma doença que retira a capacidade de consciência das pessoas em causa?...

Da mesma forma a liberdade religiosa. Será que um grupo de pessoas pode praticar a circuncisão nas crianças de forma livre com a desculpa de liberdade religiosa?! (se sim, também podíamos argumentar que uma dada religião poderia praticar 'sacrifícios' como muitas religiões do passado o fizeram). Será que as crianças devam ter liberdade de escolha, mesmo estas sendo seres humanos bastante susceptíveis àquilo que lhes é ensinado (não poderíamos pensar que a educação das crianças poderia ser posta totalmente em causa, já que não existem verdades morais?! Sendo assim, que tipo de educação as crianças devem ter?)

Agradecia que dessem a vossa opinião..
Obrigado,
Randalf

Responder
Tiago RC 22/08/2012 00:46:42

O teu corpo é teu e você faz dele o que quiser. Proibir suicídio não faz o menor sentido.

Liberdade religiosa deve existir como qualquer outra liberdade de associação.
Quanto a essas eventuais agressões que você menciona, bom, digamos que a criança deve ter o direito de processar os pais quando for maior de idade, se assim o desejar. Mas qualquer punição que os pais venham a sofrer deve ser proporcional à agressão praticada. Uma circuncisão não é lá uma agressão enorme, nem sei se merece ser chamado de agressão. Já a mutilação de um clítoris, por exemplo, é algo bem mais grave. E "sacrifício", se praticado sem o consentimento do sacrificado, é assassinato.

Responder
anônimo 07/10/2012 19:13:56

O problema é que as drogas não prejudicam apenas o usuário, mas também a sociedade. Disseram que roubar, agredir é crime, mas usar drogas não. Ora, mas é fato que em decorrência dos efeitos da droga, o indivíduo se torna violento, pois se vocês não sabem, pois drogas como o crack provocam alterações químicas no cerebro no indivíduo, fazendo com que ele perca a razão. Outra coisa: é difícil você ver alguém roubar para comprar bebidas alcoolica, como os usuários de drogas fazem. Tudo isso prejudica a ordem social.

Responder
Rhyan 08/10/2012 08:28:28

Usei drogas por uns 5 anos, nunca roubei ninguém, nem agredi ninguém. Como você explica isso?

Meu amigo que não usava drogas ilegais apenas álcool causava mais confusão que eu na rua.

Ninguém rouba para beber porque o álcool é legal. Se as drogas fossem legais ninguém roubaria para usá-las e viciados teriam muito mais facilidade de procurar ajuda.

Não ache que qualquer usuário de drogas é um viciado, faz tanto sentido como achar que qualquer usuário de álcool é alcoólatra.

Responder
Sérgio 09/10/2012 12:33:50

O Rhyan, deixa de ser patético. Quem transita pela cracolândia tranquilo. O problema é que a maioria dos usuários de drogas são assim: aterrorizam quem passa por perto deles, se tornam violentos em decorrência dos efetios da droga assaltam e até cometem latrocínio para sustentar o vício. As Drogas transformam as seres humanos em animais irracionais, matam até familiares. Vejam por exemplo esta notícia:
portal3.process.com.br/novo/modules.php?name=News&file=article&sid=3674

Responder
Sérgio 09/10/2012 14:43:19

Só tenho de corrigir um erro. Onde eu digo: "Quem transita pela cracolândia tranquilo." Coloquei ponto final, onde deveria ser um ponto de interrogação. Eu fiz uma pergunta: "Quem transita pela cracolândia tranquilo?" Ou para ficar mais claro: "Quem transita pela cracolândia tranquilo sem ser intimidado por aqueles usuários de droga?"

Responder
Erick V. 09/10/2012 16:46:31

O problema é que o bacon não prejudica apenas o usuário, mas também a sociedade. Disseram que roubar, agredir é crime, mas comer bacon não. Ora, mas é fato que em decorrência dos efeitos do bacon, o indivíduo se torna obeso, se vocês não sabem, pois alimentos como o bacon provocam alterações químicas nas células adiposas do indivíduo, fazendo com que ele engorde e assim ocupe mais espaço nos ônibus públicos e cinemas. Outra coisa: é difícil você ver alguém usar o sistema público de saúde por ter suas artérias entupidas por quiabo, como os usuários de bacon fazem. Tudo isso prejudica a ordem social.

Responder
Sérgio 11/10/2012 11:51:33

Nunca ví ninguém roubar para comprar bacon como fazem os usuários de drogas... Também nunca ví ninguém se transformar num selvagem por causa do bacom como ocorre com os usuários de droga.

Responder
Erick V. 11/10/2012 11:54:38

Pois é. Imagine se o estado proibisse o bacon...

Responder
Fernando Chiocca 11/10/2012 11:59:06

Bacon é proibído??

E eu já vi alguém roubar pra comprar um Nike. Segundo o molgoloide devemos proibir a Nike?

Responder
Marcus Benites 11/10/2012 12:04:06

Simples: se a região da cracolândia for privada, por que drogados estarão lá amadrontando os outros? Na minha casa não deixo morar um viciado em crack... Se for privada e os donos deixarem os drogados vivendo lá, o que eu tenho com isso? Não frequento o lugar, que não é meu, pronto e acabou. Isso não vai fazer com que os drogados deixem de ser drogados? Ok. Mas é problema deles. Que sejam drogados nas próprias casas, afinal na minha eu não deixo entrar (se vier, leva bala), e frequentarei lugares, também privados, onde a presença deles não seja permitida, simples assim. Lugares em que a presença deles seja permitida eu não frequento, tudo voluntariamente. Continuarão roubando? Sim. Por isso defenderei minha propriedade, do mesmo modo que todos os outros, até os donos de praças ou ruas, para que não roubem ou, se roubarem, paguem por isso. O problema da droga existe, mas ele só não é um problema "exclusivamente do drogado e de sua família" porque há lugares públicos, onde eles podem ficar, como a cracolândia, as praças, as ruas... E só quem pode fazer alguma coisa é um monopólio estatal de justiça/segurança/prisão, naturalmente ideológico e incompetente. Logo... O problema está aí e é "de todos", quando poderia não ser. Proibir as drogas? Isso vai contra qualquer ideia de liberdade. Pelo livro "sagrado", até Noé tomou seu vinhozinho, bem como um outro lá, antes de se deitar incestuosamente com as duas filhas para ter filhos-netos.

Responder
Erick V. 11/10/2012 12:30:07

O mesmo livro sagrado que diz que o primeiro milagre de Jesus foi transformar água em vinho, para que a galera de Caná pudesse continuar curtindo uma rave...

Responder
Marcus Benites 11/10/2012 12:52:34

Pois é. Essa é a "moral certa" do nosso querido Sérgio.

Responder
anônimo 08/01/2013 08:34:10

E comparar o vício de bacon com o vício de crack, essa é a lógica de vocês.

Responder
Tiago RC 08/01/2013 07:32:13

Achei que isso merecia uma menção por aqui:
Outrageous HSBC Settlement Proves the Drug War is a Joke

Responder
Viktor 15/06/2013 14:10:51

Decepção total com o site do Instituto Mises em ter colocado um texto em defesa da liberação das drogas. Eu sempre tomo os textos deste site como aprendizado sobre a economia e as idéias libertárias mas vi nestas idéias amalucadas sobre a liberação do uso de drogas uma deturpação do conceito de liberdade. Defender as liberdades individuais não pode chegar ao anarquismo, ao Estado de Hobbes. Se a liberdade individual não tem limites então vamos defender o direito do indivíduo de roubar, matar, incendiar, de abortar, a invadir e tomar a propriedade privada. Existe um contrato social que garante um mínimo de organização e segurança a todos.
Por outro lado, se o uso indiscriminado de álcool e fumo já nos traz problemas enormes, pessoais, à sociedade e ao Estado, imaginem agora adicionado com o uso livre das drogas. Eu já perdi dois parentes próximos por conta do excesso de uso de álcool (acidente de carro e doença) e mais quatro por câncer de pulmão devido ao fumo. O Estado mal dá conta dos problemas já existentes, os planos de saúde já estão em seu limite, agora querem adicionar mais esse fardo, de cuidar dos viciados em droga que se multiplicarão, afora os problemas sociais e de violência que surgirão.
Vocês só olham para a questão do comércio e da repressão, mas esquecem do lado do indivíduo e da sociedade. A lei seca tenta diminuir os problemas pelo uso do álcool, como seria com o consumo de drogas? Nem o bafômetro serviria. Imaginem loucos e alucinados ao volante de um carro. Pode até ser uma ótima pessoa, mas a droga encarregar-se-á de deixá-la amalucada. E o vício não tem controle. Não existe liberdade de escolher em usar ou não, pois o vício já tomou conta da pessoa.

Responder
Rhyan 15/06/2013 21:36:39

Mises, Friedman, Hayek, todos malucos que defendiam legalização das drogas. O certo é libertários quererem impor aos outros o que eles podem ou não consumir e apoiar a fracassada guerra às drogas.

Responder
José 23/08/2013 03:42:54

Porque será que sempre quem defende a liberação das drogas são sujeitos leite com pêra, que nunca conviveram com drogados?

Quero ver esses filhos da puta tendo vizinho traficante como eu tive uma vez... vão virar os maiores anti-drogas do mundo!

Responder
Fernando Chiocca 23/08/2013 15:38:51

Porque será que sempre quem defende a proibição das drogas são sujeitos tão limitados intelectualmente, incapazes de efetuarem um raciocínio de duas etapas lógicas?

Não conseguem sequer entender que sem proibição não existe tráfico!

Se o débil mental não quer ter vizinho traficante, deve defender a abolição da proibição e não o contrário.

Responder
José 25/08/2013 21:43:34

Fernando, vc já conviveu com drogados? Já viu como eles ficam agressivos e violentos por causa dos efeitos das drogas? O problema é que as drogas não prejudicam apenas o usuário, mas também todos os que estão à volta deles: família, amigos, colegas e quem quer que se aproxime deles. As drogas transformam as pessoas em monstros. Veja, por exemplo, o caso da droga que transforma o caras em canibais. Você acha que esse tipo de substância pode ser vendida livremente no mercado?

Responder
Emerson Luis, um Psicologo 02/04/2014 19:45:58


Um liberal pode utilizar argumentos utilitaristas como argumentos secundários, pois uma ideia melhor do que outra em geral produz melhores resultados.

* * *

Responder
Sérgio 22/05/2014 04:58:11

Um questionamento pertinente:

Permitir a comercialização e o uso de drogas pesadas (como esta) que transformam as pessoas em monstros não viola o PNA?

Responder
Eduardo Bellani 22/05/2014 12:46:33

Permitir a comercialização

Alguém foi enganado? Alguma propriedade foi violada? Se não, seu desejo de permitir não passa de um vício seu de querer controlar aquilo que lhe desagrada e que não é da sua conta.

Responder
Sérgio 22/05/2014 15:38:38

Acho que eu não fui claro na pergunta. Não me refiro à relação cliente/comerciante, me refiro aos efeitos psicológicos das drogas. Permitir o uso de drogas que provocam comportamentos violnetos (como o canibalismo) não viola o PNA?

Responder
Eduardo Bellani 22/05/2014 18:16:34

Quem comete crimes são pessoas, e não armas, drogas, fadas ou unicórnios.
Continuo achando que você quer uma desculpa pra dar asas a sua ânsia de proibir o que
lhe é desagradável. Estou errado?

Responder
Sérgio 23/05/2014 15:55:06

"Quem comete crimes são pessoas, e não armas, drogas, fadas ou unicórnios."

O problema é que sob o efeito de drogas, o indivíduo não sabe o que faz. A droga MEXE COM O CÉREBRO DA PESSOA de forma que ela perca completamente a razão e o senso da realidade. Esta droga que transforma o usuário em canibal, por exemplo, o usuário não tem nenhum freio, então ele agride, come, mutila, destrói uma vítima e não está nem consciente de que cometeu essa crueldade.

Responder
Sérgio 24/05/2014 12:05:07

"Quem comete crimes são pessoas, e não armas, drogas, fadas ou unicórnios."

Mas no caso do viciado, a droga MEXE COM O CÉREBRO DA PESSOA de forma que ela perde completamente a razão e o senso da realidade. Essa droga que transforma o usuário em canibal, por exemplo, as pessoas que usam ficam gratuitamente violentas, agressivas, a tal ponto de matar sem ter nenhuma noção de que fizeram isso. O usuário não tem nenhum freio, então ele come, mutila, destrói uma vítima e não está nem consciente de que cometeu esse crime.

Responder
Rennan Alves 22/05/2014 22:51:35

Sérgio, creio ter entendido sua dúvida. No caso, haveria três situações:

1) O cliente sabia dos efeitos da droga e ainda assim a comprou e consumiu;

2) O cliente desconhecia os efeitos da droga e ainda assim a comprou e consumiu;

3) O cliente comprou a droga e foi-lhe dito pelo vendedor que esta possuía um efeito "x", entretanto ao utilizar resultou em um efeito "y";

Nos casos '1' e '2' não houve violação de PNA, o cliente comprou e consumiu a droga por sua conta e risco. No terceiro caso houve uma fraude por parte do vendedor, valendo então todos os princípios legais para punir o vendedor. Dependendo da pena é possível até retirar o produto de circulação.

Responder
anonimo 22/05/2014 13:31:15

Acho que se a pessoa quis voluntariamente consumir essa droga, não há violação do pacto de não agressão.

Mas se há um canibal/zumbi atacando, prefiro poder andar armado e poder me defender de uma agressão.

Responder
Sérgio 26/05/2014 00:50:20

"Nos casos '1' e '2' não houve violação de PNA,"

Em TODOS casos, houve violação do PNA. Pois estamos tratando aqui de drogas que provocam comportamento violentos. Se o efeito do uso de uma droga é a violência gratuita, em qualquer hipótese viola o PNA.

Responder
Eduardo Bellani 26/05/2014 12:28:25



Em TODOS casos, houve violação do PNA. Pois estamos tratando aqui de
drogas que provocam comportamento violentos. Se o efeito do uso de uma
droga é a violência gratuita, em qualquer hipótese viola o PNA.


Agressão é um conceito que só se aplica a pessoas, e não a coisas, que
no seu caso parece ser narcóticos. Essa fixação mostra só como que
seus vícios turvam seu julgamento.

Exemplo:

Eu estou a fim de sentir o que é ser um zumbi assassino. Pago pela
experiência de tomar uma droga (eu imagino que inteiramente fictícia
da sua parte) que faz isso, e sou trancado num armazém cheio de porcos, facas e moto-serras. Tudo voluntário. Onde houve alguma agressão?

Responder
Rennan Alves 26/05/2014 17:57:01

"Em TODOS casos, houve violação do PNA. Pois estamos tratando aqui de drogas que provocam comportamento violentos. Se o efeito do uso de uma droga é a violência gratuita, em qualquer hipótese viola o PNA."

Não, não houve. Nos casos 1 e 2 o relacionamento é entre o vendedor da droga e o cliente. Como o cliente esta ciente dos efeitos e das consequências do uso, assim como o produto do vendedor propõe a causar os efeitos desejados, houve uma transação legítima entre as duas partes.

A violação, a qual você critica, seria quando o cliente da droga atacar outra pessoa. A agressão só é legítima quando há a tentativa ou a execução dela. Se uma pessoa comprou a droga, por mais psicótica que seja, por livre e espontânea vontade, e sabe os efeitos da mesma, então não houve violação no ato da venda da droga.

Culpar as drogas por violar o PNA seria o mesmo que legitimar as armas como violação. Objetos não agridem pessoas, pessoas agridem pessoas.

Responder
Sérgio 27/05/2014 23:52:37

"Culpar as drogas por violar o PNA seria o mesmo que legitimar as armas como violação. Objetos não agridem pessoas, pessoas agridem pessoas."

- Correto, a arma não mata, são os indivíduos que matam. Mas a arma também não mexe com o cérebros dos indivíduos como as drogas fazem. A droga mexe com o cérebro, de forma que o usuário perde totalmente a razão. O indivíduo sob o efeito de drogas nem sabe o que faz. Essa é a diferença.

Vc acha que uma droga que transforma o indivíduo em canibal não viola o PNA? Vc não acredita que um indivíduo sob efeito de drogas não fica violento? Então caminhe pela cracolandia e depois relate o que viu.

Responder
Rennan Alves 28/05/2014 13:53:45

Vc acha que uma droga que transforma o indivíduo em canibal não viola o PNA?

Sim, acho. Como eu disse, objetos não agridem pessoas, pessoas agridem pessoas. Uma droga que transforma uma pessoa em canibal é apenas uma droga, uma substância inerte sem vontade própria que serve apenas para consumo.

Quem violou o PNA foi o usuário que praticou o canibalismo, tomando para si todas as responsabilidades pelos seus atos, cabendo aqui o exercício da lei de acordo com a agressão (eu, particularmente, sou grande adepto da Lei de Talião).

A droga mexe com o cérebro, de forma que o usuário perde totalmente a razão. O indivíduo sob o efeito de drogas nem sabe o que faz.

Entenda, o PNA ocorre entre indivíduos. Não importa se um indivíduo ingeriu algo voluntariamente sabendo de seus efeitos, este se responsabilizará por quaisquer atos que venham a agredir outros indivíduos.

Então caminhe pela cracolandia e depois relate o que viu.

O que vejo em fotos e vídeos (não moro em São Paulo) são indivíduos arcando com as consequências de seus atos. Desistiram de poupar, de trabalhar, de acumular bens de capital para apenas consumir. Não é nenhuma surpresa estes viverem na miséria a base da caridade e/ou das regalias do Estado.

Responder
Um observador 28/05/2014 15:06:27

Sérgio,

Então você diz que certas drogas são perigosas demais para serem liberadas. Não concordo com isso (assino embaixo de tudo o que Renan escreveu), mas esse não é isso que quero discutir aqui.

Minha dúvida é: seguindo essa sua linha de raciocínio, quais drogas deveriam ser proibidas e quais poderiam ser legalizadas? Quem iria definir isso?

Responder
anônimo 28/05/2014 22:24:01

Quem violou o PNA foi o usuário que praticou o canibalismo, tomando para si todas as responsabilidades pelos seus atos, cabendo aqui o exercício da lei de acordo com a agressão (eu, particularmente, sou grande adepto da Lei de Talião).

Entenda, o PNA ocorre entre indivíduos. Não importa se um indivíduo ingeriu algo voluntariamente sabendo de seus efeitos, este se responsabilizará por quaisquer atos que venham a agredir outros indivíduos.

Então vc concorda q o usuário de uma droga que provoca comportamentos violentos deve ser responsabilizado e punido, já que ele sabe de seus efeitos. Ok.
Mas e o fabricante e o comerciante dessas drogas? O fabricante que fabrica uma droga que transforma o usuário em canibal e o comerciante que vende esta droga não devem ser responsabilizados também? Eles também não sabem dos efeitos das drogas que fabricam e comercializam? Eles não devem ser punidos também pela Lei de Talião?

O que vejo em fotos e vídeos (não moro em São Paulo) são indivíduos arcando com as consequências de seus atos. Desistiram de poupar, de trabalhar, de acumular bens de capital para apenas consumir. Não é nenhuma surpresa estes viverem na miséria a base da caridade e/ou das regalias do Estado.

E quem foi que te disse que cracolândia só existe em São Paulo? Em qualquer cidade grande existe cracolândias? No Rio de Janeiro tem. Em Belo Horizonte também tem. Em Porto Alegre também tem cracolândias. Em Salvador, Refice.... Se vc mora em cidade grande, na sua cidade também tem cracolândias. Então, caminhe pela cracolândia da sua cidade e veja que não são apenas "indivíduos arcando com as consequências de seus atos". Vc vai ver indivíduos tremendamente violentos, que cometem violência gratuita contra pessoas na rua, sem nem saber o que estão fazendo, devido ao uso de drogas pesadas como o crack. Vai dizer que isso não viola o PNA?

Responder
Amarilio Adolfo da Silva de Souza 14/09/2014 22:55:04

Quem defende as drogas é bandido.

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