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O "nós" é uma falácia

Quando assistimos à Olimpíada, temos a tendência a torcer de acordo com as nacionalidades.  Torcemos para os atletas de nosso país contra os do resto do mundo. 

Embora não haja nada de errado com esse tipo de diversão, o conceito do indivíduo nunca deve ser perdido em meio ao ideal coletivista — a crença de que os membros do coletivo (a nação, nesse exemplo) são robôs sem personalidade dedicados a servir ao todo.

Antes de continuar, deixe-me introduzir um termo matemático que irá ajudar a expor a falácia do coletivo: o fractal.  Resumidamente, um fractal é uma forma geométrica que pode ser dividida em partes que são, cada uma, tão complexas quanto o formato original da figura.  Ou seja: após essa divisão, cada parte terá sempre o mesmo formato da figura original.

Considere uma árvore: os principais galhos são tão complexos quanto a árvore em si.  Em essência, o galho é "uma cópia em escala reduzida do todo".  Um galho plantado no chão seria indistinguível de uma árvore.  Iterativamente, os galhos dos galhos são eles próprios cópias em escala reduzida da árvore, e assim por diante.

Adicionalmente, considere imagens geradas por computador que tenham qualidades fractais.  Nesse caso, desenha-se uma estrutura complexa que aparentemente possui bordas irregulares, conquanto bem definidas.  Uma análise mais detalhada de uma borda vai revelar uma estrutura que é tão complexa quanto a imagem original.  Mantendo-se esse procedimento iterativamente, uma análise mais detalhada da borda dessa borda irá revelar novas e igualmente complexas estruturas, ad infinitum.

fractal.jpgA ideia básica é que cada observação revela uma nova complexidade e singularidade.  Essencialmente, quanto mais conhecemos, menos sabemos.

Agora voltemos nossa atenção para a estrutura da sociedade.

A topologia da sociedade possui qualidades fractais.  Partindo-se de um ponto de vista global, tendemos a ver os países como agregados homogêneos.  Pressupomos que cada país possui certos atributos que automaticamente se reproduzem em todos os seus habitantes — existem chineses, existem americanos, existem indianos, existem russos e existem brasileiros.

De acordo com essa visão, o cidadão A do país X nada mais é do que uma personificação ideal das características agregadas que são atribuídas a X.  Imediatamente alegamos saber tudo sobre A simplesmente porque sabemos que A é um cidadão de X.  "Eles agem dessa forma porque ele é francês e ela é russa".  Essa é uma maneira perigosa e excessivamente simplista de classificar homens e mulheres que agem, como veremos.

Agora, vamos aplicar o conceito de fractais e centrar nossa atenção apenas no país X.  Olhando-se exclusivamente para X, percebemos variações dentre suas várias regiões.  Em vez de um grupo homogêneo, descobrimos uma complexidade que é similar à complexidade observada em relação aos outros países do mundo.  Pegando-se os Estados Unidos como exemplo, é possível perceber diferenças entre os residentes de Ohio e os da Califórnia, por exemplo.  Repentinamente, o americano que até então víamos como um ser homogêneo passa a ser o agregado de vários agrupamentos singulares.

Seríamos arrojados ao ponto de criar o tipo ideal do nativo de Ohio?  É óbvio que não, uma vez que uma análise mais detalhada de Ohio vai revelar variações dentro do estado que são tão complexas quanto aquelas entre os estados. 

À medida que vamos aprofundando essa análise iterativa, acabamos por chegar ao pior dos agregados: a comunidade.

Escolhi a comunidade porque ela é o conceito que permite que todas as análises mais amplas tenham significado.

Todas as ideias coletivistas começam pela comunidade.  Desde os primeiros dias no jardim de infância, as escolas martelam o conceito de comunidade na mente das crianças.  As escolas instruem as crianças a se verem a si próprias como componentes similares e indistinguíveis de suas comunidades, independente de se a comunidade é a escola, um distrito escolar, o bairro ou alguma outra agregação.

Com esse fim, as escolas se definem a si próprias como "comunidades de aprendizes" — não como uma comunidade de indivíduos, mas como uma comunidade cujos membros anônimos esforçam-se pelo bem coletivo.

Questões que afetam uma comunidade afetam cada membro (ou criança) igualmente.  As crianças devem agir de maneira que deixem orgulhosas suas escolas.  Elas são encorajadas a propor projetos comunitários e são obrigadas a se voluntariar para serviços comunitários.  A mensagem implícita é a de que morrer — de modo figurado, nesse caso — pelo coletivo é o destino a ser aspirado durante a vida.  Como disse Mises,

Para os adeptos do universalismo e do coletivismo, o indivíduo, ao sujeitar-se ao código ético vigente, não o faz em benefício direto de seus interesses particulares; ao contrário, ele está abstendo-se de realizar seus próprios objetivos em benefício dos desígnios da Divindade ou da comunidade.

Entretanto, a comunidade sempre é mal definida.  Seria a sua comunidade a sua vizinhança ou uma das várias e sobrepostas subdivisões políticas?  Ou a sua comunidade é formada por aqueles cuja companhia você aprecia?

Quem pretende iniciar o estudo da ação humana a partir de entidades coletivas esbarra num obstáculo insuperável, qual seja, o fato de que um indivíduo pode pertencer ao mesmo tempo, e na realidade pertence — com exceção das tribos mais primitivas —, a várias entidades coletivas.  Os problemas suscitados pela coexistência de um grande número de entidades sociais e seus antagonismos recíprocos só podem ser resolvidos pelo individualismo metodológico.

Uma vez que a ideia de comunidade cria raízes, as crianças passam a ter dificuldades em se ver como qualquer outra coisa que não seja parte do coletivo.  Lamentavelmente, isso vai seguir na criança por toda a sua vida adulta.  Assuntos tributários, por exemplo, são propostos para o bem da comunidade.  E os bons membros da comunidade devem sempre apoiar as finalidades coletivas.

Portanto, partindo-se da ideia de comunidade coletiva, é fácil ampliar o escopo de atuação (ou tirar o zoom, se preferir) e incorporar maiores horizontes, até que, finalmente, a nação coletiva e o seu governo são abordados.  Se você deve se sacrificar para ser um membro de sua comunidade local, você também deve se sacrificar para ser um membro da sua nação, independentemente de suas políticas e ações.

Se a sociedade, ou o Estado, é uma entidade dotada de vontade e intenção e de todas as outras qualidades que lhe são atribuídas pela doutrina coletivista, então é simplesmente absurdo confrontar as aspirações triviais do pobre indivíduo com os majestosos desígnios da sociedade e do Estado.

Entretanto, homens e mulheres dotados da capacidade de agir não são abelhas que trabalham para o bem da colméia.  Quando humanos são controlados pela autoridade central, eles não mais estão agindo; eles estão reagindo.  E, como Mises demonstrou há muito tempo, humanos que reagem aos comandos do ditador não estão construindo uma colméia; eles estão simplesmente consumindo o mel remanescente — o capital — e esperando passivamente períodos inevitavelmente mais difíceis à frente.

Porém mesmo a comunidade é em si um agregado de vários agrupamentos singulares.  Uma análise mais detalhada vai revelar a existência de famílias.  E mesmo as famílias são o produto de várias entidades singulares: homens, mulheres e crianças que agem individualmente.  É essa complexidade — a complexidade essencial do indivíduo — que explica por que discutir política e assuntos familiares entre membros de família é algo tão delicado.  Ela também explica por que assistir a um jogo de futebol é mais seguro do que conversar informalmente à mesa durante uma tarde de reunião familiar. 

Mas é essa complexidade que permite o crescimento da divisão do trabalho, que faz aprimorar e prosperar as economias.

Há duas visões da estrutura da sociedade.  Há a visão coletivista, que falsamente cria agregações características e pressupõe que todos os membros são personificações ideais dessas características agregadas.  E há a visão austríaca, que enxerga apenas o indivíduo e não tenta criar qualquer tipo de agregação.

Todas as variantes de credos coletivistas estão unidas na sua implacável hostilidade às instituições políticas fundamentais do sistema liberal: respeito à propriedade privada, tolerância para com as opiniões divergentes, liberdade de pensamento, de expressão e de imprensa, igualdade de todos perante a lei.

O coletivista mancha a face do indivíduo, fazendo com que o caminho para os maléficos "ismos" do nosso mundo seja relativamente fácil e desejável.

Os austríacos, por outro lado, veem o indivíduo independentemente da geopolítica em voga, e é o foco no indivíduo que leva cada vez mais à liberdade.

Torça para seu atleta ou equipe favoritos.  E alegre-se com os fractais que são seus vizinhos, amigos e colegas.  Não os perca em uma neblina coletiva.


3 votos

autor

Jim Fedako
é analista de negócios e pai de sete crianças que ele próprio educou em casa.

  • jose carlos zanforlin  26/07/2012 08:29
    O Direito Tributário, numa conceituação que pode afrontar aos tributaristas, é um aparato teórico-jurídico "a posteriori",concebido e desenvolvido para justificar a extorsão do cidadão pelo estado. Sem a verba tributária, o estado reduz-se a quase nada. Pois bem: em 1965 a carga tributária no Brasil era de 19% do PIB, hoje é quase 40%. Em 1965 iniciava-se o período de governo dos militares; de 1988 para cá, a "democracia". Pasmem: esse aumento da extorsão contra o indivíduo foi votada e aprovada "democraticamente" pelo Congresso Nacional, pelos meus, seus e deles "representantes" do povo. A sanha arrecadatória independe de tratar-se de governo autoritário ou não: os representantes do povo concordaram com o aumento da extorsão tributária. Isso tudo a propósito do artigo, o coletivo e o individual. É difícil, muito difícil o ideal de liberdade, de prevalência do indivíduo sobre o coletivo (sem que se advogue pela prevalência do mais forte. Viu-se que o "jogo" da democracia é de cartas marcadas (sem apologia à ditadura, pois se o indivíduo e sua liberdade devem prevalecer, claro que se abomina qualquer tipo de afronta causada pela ditadura; foi pelo parlamento que se aumentou a carga tributária. É difícil, muito difícil o mundo propugnado pela Escola Austríaca...
  • O MESMO de SEMPRE  15/08/2016 15:04
    .
    T. Hobbes de certa forma foi emulado por Rousseau na defesa do "contrato social" e, mesmo sem o perceber, a maioria ou qusae totalidade das pessoas são Hobbesianas quando advogam que a idéia de Justiça é subjetiva e, portanto, a fim de manter a paz se deva submeter ao arbítrio da autoridade estabelecida.

    Rousseau foi mais que maquiavélico quando contestou o primarismo da idéia de Justiça ser a vontade do mais forte. Rousseau percebeu que o mais forte não será sempre o mais forte se não fizer de sua força um Direito e da obediência um Dever.

    Quando Rousseau assim escreveu ele superou a idéia de prática subjetivamente justificadora para estabelecer um critério objetivo. Assim ele propôs algo acima da subjetividade ao defender um Direito pretensamente científico, ou objetivo. O direito do mais forte, desta feita, não mais se basearia numa arbitrariedade conveniente (o menos pior), mas sim num Direito objetivamente reconhecido e tal se daria num alegado "contrato social" implícito, onde o indivíduo estaria assumindo um compromisso de apoio à autoridade. Uma simulaçaõa de unanimidade e portanto um acordo pretensamente ou implicitamente aceito por todos. Dando assim legitimidade (não apenas legalidade) à autoridade.

    Foi com essa empulhação que Rousseau defendeu o DIREITO da HIERARQUIA GOVERNAMENTAL (ou estamnento estatal hierarquizado) de impor sua vontade a todos os súditos ou servos ou PAGADORES de IMPOSTOS.

    Desta forma a FORÇA do Estado tornou-se um Direito legítimo e a OBEDDI?NCIA da sociedade um Dever. O príncipe Hobbesiano, sob Rousseau, NÃO SERIA MAIS UM PRÍNCIPE (indivíduo), MAS SIM UMA INSTITUIÇÃO ou ORGANIZAÇÃO a ser ocupada por indivíduos hierarquizados. Desta forma o NOVO PRÍNCIPE-INSTITUIÇÃO poderia ser SEMPRE o MAIS FORTE e impor sua vbontade como justiça.

    Não é por acaso que a SUBLIMINAR IDEOLOGIA ESTATAL impõe chamar o democratico Poder Judiciário de "Justiça". O uso fraudulento da palavra induz a sociedade a admitir que as DELIBERAÇÕES do judiciário são a Justiça. Da mesma forma usa-se a expressão "justiça social" para não permitir que se reconheça a INJUSTIÇA proposta por tal expressão. Não fosse assim e simplesmente se clamaria por Justiça e não por "justiSSa social".

    Tudo é construido de forma a dar sustentação à ORGANIZAÇÃO RECEBEDORA de IMPOSTOS e com PLENOS DIREITOS SOBRE A SOCIEDADE.

    O fato de ser LEI não implica em ser legitimo.

    Vejamos a lei que não permite que um criminoso dê prova contra si mesmo: isso poderia ser chamado de Justiça???

    Pior ainda é livrar um criminoso diante de provas obtidas ilegalmente contra este. Contudo se a prova contra o bandido foi obtida legitimamente (é verdadeira), sua anulação e consequente absolvição de um reconhecido culpado não pode ser isso chamado de Justiça.

    No interesse de obter multas e humilhar o cidadão, mostrando-lhe QUEM MANDA, o Estado/governo estabeleceu que o USO do BAFÔMETRO é LEGAL:

    - a lei que libera o BANDIDO de dar provas contra si mesmo foi desconsiderada ao impor a condenação de um inocente, que nenhuma vítima fez, por não dar prova contra si recusando-se a soprar o bafômetro. Se não dá provas contra si é sumariamente condenado, mesmo sem haver qualquer vítima ou infima certeza de que haverá.

    CONTUDO, é NEGADO o USO do POLÍGRAFO (para réus e testemunhas) a fim de evitar que BANDIDOS sejam ABSOLVIDOS e INOCENTES sejam CONDENADOS.

    A lei foi ARDILOSAMENTE DESPREZADA para que o Estado arrecade MULTAS e ADESTRE o CIDADÃO na OBEDIÊNCIA à HIERARQUIA ESTATAL, impondo-lhe castigos ante qualquer DESOBEDIÊNCIA às DELIBERAÇÕES ARBITRÁRIAS da hieraquia estatal. Contudo, não interessa à essa hierarquia estatal a JUSTIÇA que lhe será inconveniente. Assim pouco se importam que BANDIDOS e FACÍNORAS sejam inocentados por não darem provas contra si mesmos e em consequencia desta lei favorável ao banditismo, os INOCENTES podem ser CONDENADOS com base em falsos testemunhos e evidências dúbias.

    Ao Estado não interessa a Justiça, mas sim o CUSTEIO do LUXO HIERARQUIZADO em beneficio do ESTAMENTO ESTATAL que EXPLORA a SOCIEDADE pagadora de impostos.
  • Jose Roberto Baschiera Junior  26/07/2012 09:15
    "Nós, Negros", "Nós, Brancos", "Nós, Asiáticos", "Nós, Brasileiros", "Nós, vegetarianos", "Nós, idosos", "Nós, usuários de drogas", "Nós, não usuários de drogas", "Nós, Cariocas", "Nós, Silvas", "Nós, deficientes", "Nós, empregados", "Nós, empresários".

    Quando essa besteira toda de relativizar as pessoas vai acabar? Cada um é cada um, são mais de 7 bilhões de pessoas e cada um é um indivíduo.

    A pior coisa que pode existir é uma dessas "categorias" tentando se impor sobre as demais com base na violência, tentando impor sua verdade.

    Lei específica para crianças, lei específica para idosos, lei específica para trabalhadores, lei específica para qualquer coisa. Cada um desses "grupos" tentando ganhar direitos. Não entendem que não são direitos que querem, são privilégios sobre os demais.

    -Trabalhadores vagabundos exigem leis trabalhistas, porque querem impor o que acham certo, mas não querem trabalhar.
    -Empregados vagabundos exigem proteção, porque querem impor o que acham certo, mas não querem competir.
    -Não usuários de drogas vagabundos querem a proibição, porque querem impor o que acham certo, mas não querem conscientizar amigos e parentes a respeito das drogas e evitar o convívio com usuários.
    -Educadores vagabundos querem obrigar as pessoas a estudar e o resto das pessoas a pagar, porque querem impor o que acham certo, mas não querem que os pais tenham responsabilidades.
    -Doentes vagabundos querem que todos sejam roubados para ter hospitais públicos, porque querem impor o que acham certo, mas não querem a responsabilidade de cuidar de si mesmos.
    -Caridosos vagabundos querem fazer caridade com o dinheiro dos outros, porque querem impor o que acham certo, mas não querem sujar as mãos.

    Em resumo, essas pessoas todas lutam por uma causa que consideram nobre, não importando em quantas outras pessoas deverão pisar e massacrar, essa causa se chama "democracia".
  • Fernando  26/07/2012 13:57
    Parabéns, gostei.
  • Everybody lies  02/08/2012 08:39
    - Faltou o "empresários vagabundos fazem lobby, porque querem ter lucros, mas não querem ter que competir"
  • Marco de Tropoja  15/08/2016 01:42
    Perfeito comentário José Roberto.

  • Heber  15/08/2016 03:31
    Um comentário no nível do texto!
    Mas existe uma coletividade positiva: grupos em que cada um pode entrar ou sair quando bem entender! Está cheio deles por aí: ciclistas, jogadores de video game, torcedores de futebol, etc
  • França  15/08/2016 13:29
    Obrigado, você foi esclarecedor.
  • O MESMO de SEMPRE  15/08/2016 15:15
    Caro José Roberto,

    não pude deixar de PARABENIZA-LO por seu comentário!

    Foste BRILHANTE no ÚRTIMU, primoroso e inteligente ao expor seu pensamento.

    Só faço uma pequena observação:
    Nem todos, talvez uma minoria, adote tais ambições de impor proibições e custeios aos demais com base em boas intenções. Muitas vezes apenas querem se OSTENTAR dentro do padrão moral propagandeado como valorizador e outras vezes visam apenas interesses próprios, mesmo que indiretos ou não facilmente visiveis. Desde interesses MATERIAIS até interesses PSICOLÓGICOS. Muitos maníacos tem ambições ocultas.

    Não é por acaso a velha expressão "o caminho do inferno é pavimentado com boas intenções"

    As aparência nem sempre levam ao lugar certo e o caminho mais bonito e fácil nem sempre leva ao melhor destino.

    Como bem disse Schopenhauer, algo assim: "O diabo não anda por aí com pés de boi e chifres" ...LÓGICO! quem deseja o mal NUNCA vai deixar que suas vítimas percebam suas intenções.

    o MAL SEMPRE SE OSTENTARÁ EM BELAS VESTES. Um estelionatário é sempre alguém simpático e que oferece bons negócios à suas vítimas.
  • Getulio Malveira  26/07/2012 10:33
    Não creio que o "nós" sempre implique em falácia, nem que tenha sido isso que o autor tenha querido dizer. Há uma grande diferença entre dizer "ele certamente acredita na Trindade, já que é católico" e dizer "ele certamente gosta de futebol, já que ele é brasileiro". No primeiro caso o raciocínio é válido e correto, já que "crer na trindade" é essencial a "ser católico"; no segundo caso, ocorre o "sofisma do acidente" (dicto secundum quid ad dictum simpliciter), já que "gostar de futebol" é acidental a "ser brasileiro". Contudo, basta converter o segundo argumento em argumento indutivo para que ele passe a ser válido: "ele provavelmente gosta de futebol, já que ele é brasileiro" no que está implícito que "a maioria dos brasileiros gosta de futebol".

    Não há nada de errado com as categorias em si mesmas, os juízos e raciocínios que construímos a partir delas é que podem ser falaciosos.

  • Patrick de Lima Lopes  26/07/2012 11:18
    Getúlio, como é que ocorre o fenômeno do sofisma acidental?
    Por que é que, sempre que vou ao restaurante com outra pessoa(geralmente, bebedor de coca-cola) e peço uma água sem gás e um refrigerante, as pessoas estimam que eu seja o bebedor do refrigerante apenas pelo fato de eu não ser magro?
    Em minhas experimentações, criei uma "constante epistemológica" na qual o conhecimento é construído sempre sobre informações anteriormente adquiridas que servem de "preconceito".

    Por exemplo, Joana sempre come pizza. Ela veio à minha casa e eu fiz questão de fazer pizza para que ela coma. Ocorreu um caso de "sofisma acidental"?

    Vamos supor que Joana vem à minha casa e revela que não quer comer pizza porque está de dieta pelos próximos meses. Tendo consciência desta informação, eu a posicionei sobre o dado anterior que eu tinha(A informação de que Joana sempre come pizza).

    Na biologia, sabe-se que o cérebro é um simulador de reações. Quando somos crianças e colocamos algo na boca, passamos a obter uma informação das reações que ocorrem ao colocarmos este objeto na boca. E este dado será um preconceito. Se anos após em tiver a coragem de novamente colocar este objeto na boca, eu posso tanto confirmar por via empírica meu preconceito OU posicionar outro paradigma sobre ele.

    Desculpe por meu vocabulário, a filosofia é estranha para mim. Minha observação está correta?
  • Getulio Malveira  26/07/2012 14:32
    Bem, Patrick, troque "preconceito" por "hábito" e você terá elaborado novamente o princípio da teoria de Hume sobre nosso conhecimento: tendemos a acreditar que as experiências que se repetiram no passado se repetirão no futuro. De fato, se Joana sempre que foi à sua casa quis comer pizza, e ela vai vir hoje à noite à sua casa, você logo vai pensar "poxa, tenho que comprar pizza!"; aí você compra a pizza, mas quando ela chega diz a voc? que está de dieta - e você terá que comer a pizza todo sozinho. O mesmo ocorre com o atendente do restaurante que tenta antecipar seus pedido baseando-se nas experiências passadas que teve com pessoas que se pareciam com você.

    Por um lado, há nisso uma crença básica, a de que o mundo é ordenado, de que não é caótico e não oferecerá sempre uma novidade. E é nisso que se baseia nossa ideia de que a natureza possui leis, é de certo modo constante.

    Por outro lado, quando se trata do mundo humano, a coisa não funciona tão bem. Isso porque cada ser humano é livre para escolher isso ou aquilo em cada momento, para preferir isso àquilo. No caso da sua amiga Joana, ocorre justamente isso: você inferiu que ela comeria pizza, porque sempre comeu, mas se esqueceu de que, mesmo que essa experiência tivesse se repetida durante toda a sua vida, ainda assim ela seria contingente e acidental.

    Jamais é possível ter certeza de algo desse tipo em relação aos seres humanos, e é por isso que quando um empreendedor lança um novo produto ele sabe que não há garantia de que as pessoas vão gostar dele, mas com base na sua experiência com o mercado, ele antecipa a preferência futura das pessoas com certo grau de probabilidade. Mas mesmo que ela não lançasse um produto novo, mesmo se continuasse a oferecer o produto que as pessoas geralmente sempre preferiram, isso ainda se baseariam no mesmo tipo de crença: uma crença de que o gosto das pessoas não mudará no futuro.

    O mesmo ocorre com nossos preconceitos quotidianos sobre pessoas de determinada cor, de determinado sexo ou prática sexual. Eles se baseiam em nossas experiências com essas pessoas, tanto nossas experiências pessoais quando as experiências de outros de que tomamos conhecimento. Estas conclusões tem certa probabilidade em cada caso. Mas seria imprudente (por basear-se na falácia em questão) agir como se essas conclusões mais ou menos prováveis, fossem absolutamente certas. No mundo dos negócios, a imprudência certamente levaria o sujeito a ruína rapidamente.

    Em suma, seu raciocínio me parece perfeitamente correto. Abraço.
  • Patrick de Lima Lopes  26/07/2012 19:59
    Obrigado pela explicação, foi uma leitura realmente clara e interessante.
    Fico impressionado pela forma constante com que minhas observações terminam batendo com as do David Hume. Tanto a filosofia como a economia ainda são novas para mim porque eu era um semi-analfabeto em ambas(marxista).
    Obrigado pela luz. Abraço.
  • Bruno  14/08/2016 17:36
    Então qual seria a diferença de um "preconceito" para um "viés estatístico" (Teorema de Bayes, Esperança etc)?
  • Anderson Nascimento Nunes  15/08/2016 00:08
    Pessoalmente eu defino preconceito (viés estatístico) como o pensamento formado antes (depois) de ter experiência direta com um número relativamente alto de instâncias de uma classe qualquer.
  • Itamar Gines Pereira  26/07/2012 11:07
    Ótimo texto!\r
    Desde pequenos somos "adestrados" para nos sentirmos como parte de um grupo, uma nação ou coisa desse tipo. No fundo, existe uma verdadeira intenção no bojo dessa ideologia para engolirmos guela abaixo os impostos criados pelo governo.
  • Anderson N. Nunes  26/07/2012 12:17
    Estava com umas ideias presas no gargalo da mente, por acaso esse artigo me ajudou e muito.
  • mauricio barbosa  26/07/2012 13:02
    O nós enquanto nação é falacioso,manipulável e condenável.Mas enquanto membro de uma organização religiosa eu posso afirmar que, nós somos irmãos em cristo,que nós somos crentes em Jesus Cristo,mas enquanto individuo eu posso afirmar:"Eu não pulo cerca"mas afirmar: "Nós não pulamos cerca" não posso afirmar tal coisa.Portanto como sou anti-estatista esse conceito de nós brasileiros isso e aquilo é falacioso,pois tais afirmativas agradam os poderosos de plantão que estão em Brasilia nos sugando o sangue com essa sanha de arrecadar impostos e inflacionar nossa débil moeda.
  • José Ricardo das C.Monteiro  26/07/2012 15:00
    Saudações, aconselho aos amigos virtuais ler, José Ortega y Gasset, Rebelião das Massas, incrívelmente atual, embora tenha sido escrito em 1930.
    Excelente texto, um show.
  • Eliel  27/07/2012 05:28
    "À medida que vamos aprofundando essa análise iterativa, acabamos por chegar ao pior dos agregados: a comunidade.
    Porém mesmo a comunidade é em si um agregado de vários agrupamentos singulares. Uma análise mais detalhada vai revelar a existência de famílias."

    Estas duas passagens resumem bem o texto.
    A idéia dos fractais é que a soma das partes não revela o todo, e nem pode ser o todo.
    Mas o todo pode se revelar nas partes. Daí a ordem expontanea a surgir a partir das partes que representam informações dispersas. Chamem essas partes de Indivíduos e as informações de conhecimento e o resto é por conta de Hayek.
    A idéia de coletivismo embalada pelo estado vai contra a ordem expontanea.
    Com liceça poética, é o Homem contra Deus.
  • anônimo  27/07/2012 08:34
    Não gosto do Brasil, não gosto de samba, não gosto de futebol, não gosto de praia, não gosto de carnaval, não acho a Amazonia incrivel, não gosto de evangélicos, não gosto do governo, não gosto de escola, não como arroz com feijão, sou gordo, não faço questão de namorar e ir atras de alguem, me visto como eu quero e ignoro a moda.

    A tirania da maioria quer me punir e perseguir, mas jamais conseguirão, nada podem fazer contra a auto-determinação de um individuo, feliz, porque nada se compara a liberdade de ser decidir o que e melhor pra si mesmo, e os coletivistas resta a apenas o consolo de serem parte de algo, mas nunca donos de si.
  • mauricio barbosa  27/07/2012 14:13
    Anônimo não gostar de evangélico é o mesmo que eu dizer não gosto de católico e dai o que isso tem a ver com a discussão e olha que os católicos são maioria e a doutrina católica condena pular cerca portanto antes de odiar evangélico pense bem pois toda religião séria ensina que o matrimônio é sagrado.
  • anônimo  14/08/2016 18:41
    Bem vindo ao MGTOW
  • anônimo  14/08/2016 22:40
    Típico comentário de pessoa com problema de socialização e auto estima.
  • anonimo  15/08/2016 02:52
    Também odeio este chiqueiro.
  • anderson  28/09/2012 10:54
    achei o texto otimo e bem elucidativo, mas teve um trecho no capitulo 22, que achei estranho, o texto foi este: ..."Mas é essa complexidade que permite o crescimento da divisão do trabalho, que faz aprimorar e prosperar as economias."
    Atê creio que o escritor esteja certo nesta afirmação, mas não compreendi daonde ele o partiu no meio das suas afirmações para chegar nesta maxima.
  • Leandro  28/09/2012 12:01
    Os indivíduos são distintos e possuem habilidades distintas. Ao se dedicar àquilo que sabe fazer melhor, o homem se torna produtivo e atinge limites que parecem impossíveis para terceiros. Esta devoção à maestria no manejo de determinadas ferramentas e na efetuação de determinados serviços é promovida e estimulada pelo livre mercado. O livre mercado é o único sistema que oferece recompensas para desempenhos superiores.

    O livre mercado amplia a divisão do trabalho. Ele permite e estimula a criatividade em larga escala. A especialização abre novos mundos para pessoas possuidoras de talentos singulares e destreza excepcional. Toda a sociedade se beneficia dos esforços de indivíduos.

    O livre mercado estimula a destreza, a aptidão e a maestria suprema das pessoas. Vemos diariamente os resultados produzidos por esta destreza com objetos. Sentimos diariamente os resultados trazidos pelo domínio de habilidades. Tudo isto está multiplicado por bilhões de participantes. São poucas as pessoas que realmente entendem como este sistema funciona. A melhor maneira de entender esta mágica é lendo este ensaio:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=810
  • anderson  29/09/2012 05:44
    Tudo o que posso dizer é: Obrigado!
  • Carlos Alberto  14/08/2016 18:08
    Cada vez mais vejo o quanto preciso mudar meus pensamentos, estruturados de acordo com políticas socialistas durante toda a minha formação educacional.
  • Shmuel  23/08/2016 13:27
    O link não funciona. Cai em página "404"
  • Geek  23/08/2016 16:25
    É porque faltou o "dois pontos" após o http.

    Clique no link e, em seguida, apague "https//" no seu browser, deixando o endereço começar apenas com www.
  • Renan Merlin  14/08/2016 18:18
    Joana Maranhão: "Quem defende Silas Malafaia, Bolsonaro e Feliciano por favor não torça por mim"

    Resultado? Ultima colocada nas OlimPIADAS e ainda ameaçou processar quem zombar nela na internet kkkk
  • Hong-Konger  14/08/2016 18:47
    A pedra no sapato do coletivismo é o bom e velho capitalismo.

    O capitalismo é pefeito. Essas falácias sobre problemas do capitalismo são bizarras.

    O sistema de interesses individuais não possui falhas.

    Não existe concentração de renda onde a criação de moeda é livre. As pessoas podem escolher e criar a melhor moeda, para não ter que usar uma moeda bichada do governo.

    O socialismo sempre foi é um massacre sobre interesses individuais, tornando as pessoas escravas e exploradas do governo.

    É bizarro achar que imposto não tem relação com a escravidão.

    O coletivismo transformou o Brasil numa merda de lugar.



  • saoPaulo  16/08/2016 09:51
    O capitalismo é perfeito. Essas falácias sobre problemas do capitalismo são bizarras.
    Religião é proibida em países comunistas, pois neles só há espaço para o "deus governo".
    Não caia no mesmo erro de endeusar o capitalismo. Não, ele não é perfeito, da mesma forma que nada pode ser prefeito.
    O que acontece é que vários dos ditos problemas do capitalismo ou sequer são problemas, ou são mentiras, ou são ampliados quando governos tentam corrigí-los.
  • anônimo  16/08/2016 19:05
    Perfeito.

    O capitalismo não tem problemas, pois são apenas trocas.

    As pessoas criam e resolvem problemas.

    E os problemas a priori são fruto da condição natural do homem que é a pobreza.
  • Pobre Paulista  14/08/2016 19:48
    Nós não funciona.
  • Caramuru  15/08/2016 02:22
    Um artigo desses falando sobre o "individualismo" e não mencionaram Max Stirner ?

    francamente...
  • geógrafo  15/08/2016 12:01
    Bem, eu estou acompanhando essas Olímpiadas e torcendo bastante para a maioria dos atletas do Brasil. Acredito que parte desse sentimento seja sim por conta de uma educação doutrinadora do Estado durante infância e adolescência. Porém, penso que a maior parte deste sentimento deva-se à similaridade cultural que possuo com os demais brasileiros, sendo que, evidentemente, acabo por torcer mais ainda quando o atleta é gaúcho.
    Imagino que seja sempre tendência torcermos por quem temos um certo "laço", seja ele familiar, cultural, religioso, ideológico etc.
    O real problema é ficar valorizando o coletivo, dar a medalha para o Brasil e não para o atleta, para o indivíduo. Não há problema em torcermos para um brasileiro simplesmente porque é brasileiro. Ou mesmo se orgulhar de Santos Dummont, apenas por ter nascido na terra delimitada arbitrariamente pelo Estado.

  • anônimo  15/08/2016 12:35
    Até faz sentido que torcemos para nossos compatriotas, o que não faz sentido é esse exagero que a mída prega, como se o atleta tivesse representando toda a nação e que a vitória do atleta representa uma vitória de todos - uma besteirol sem tamanho.
  • anônimo  15/08/2016 13:23
    E essa mania de 8 80 que as pessoas sempre fazem? Ou é só coletivo, ou é só indivíduo. Que história é essa de só haver duas visões da estrutura da sociedade? Depois vêm querer argumentar contra o simplismo reducionista que fazem de outros assuntos...

    O mundo não é simples, o ser humano não é simples, todos sabemos disso (ok, nem todos).

    Mas é justamente essa nossa capacidade para simplificação e reconhecimento de padrões que nos permitiu chegar aonde chegamos e nos desenvolver como indivíduo E como sociedade. Também é o mesmo mecanismo que nos permite pôr tudo isso a perder.

    Nós somos indivíduos sociais, não somos um sistema fechado em si mesmo. Outros seres nos influenciam e nós influenciamos eles... e você não precisa nem abrir a boca, basta duas pessoas se encontrarem, ou saberem da existência da outra para se comportar de modo diferente (involuntariamente).

    O problema, na minha opinião, não são as visões de mundo que primam o coletivismo (qualquer instância que seja) sobre o individualismo. O problema, na minha opinião, é a ignorância dos indivíduos e a incapacidade de pensar por si mesmos, apenas tomando o que lê/ouve/vê como verdades absolutas e incontestáveis.

    "Não há problema em não saber todas as respostas, é melhor admitir nossa ignorância do que acreditar em respostas que podem estar erradas. Fingir saber tudo fecha a porta para descobrir o que realmente está lá" (Neil deGrasse Tyson).
    Claro, ser assim é uma opinião e escolha minha como indivíduo.
  • Antônimo  15/08/2016 15:01
    Esse anônimo falou, falou, falou, xingou, se exasperou, apontou dedos e... nada.

    Não apontou erros no artigo e apresentou apenas efusões de indignação.

    E, vergonha alheia suprema, ainda recorreu a chavões e lugares-comuns surradíssimos, os quais ele jura ser originais. Olha se existe frase mais clichê do que essa:

    "O problema, na minha opinião, é a ignorância dos indivíduos e a incapacidade de pensar por si mesmos, apenas tomando o que lê/ouve/vê como verdades absolutas e incontestáveis."
  • Oneide teixeira  15/08/2016 14:01
    A sociedade humana nasce da necessidade de sobrevivência.
    As pessoas se associam a outras por interesse pessoal, por isso nasce o "nós".
    O resto é blá blá libertonto subversivo, "tudo esta errado eu que sei como deve ser".
  • Eneida  15/08/2016 16:47
    "As pessoas se associam a outras por interesse pessoal, por isso nasce o "nós"."

    Frase errada. Eis a frase certa:

    As pessoas se associam a outras por interesse pessoal. Daí nasce o mercado.

    "O resto é blá blá libertonto subversivo, "tudo esta errado eu que sei como deve ser"."

    Já a total incapacidade de ligar causa e consequência -- como a que você comprovou ter -- é retardamento mental profundo.
  • Oneide teixeira  15/08/2016 19:17
    O mercado é meu pastor e nada me faltará.(versão fascista, o estado é meu pastor e nada me faltará).
    Não seja simplório em reduzir as relações humanas apenas ao mercado, que é o efeito e não uma causa.
    Seres humanos se associam primeiro para sobreviver, trocas voluntárias acontecem depois.
    Se é mais "barato" eu te matar para saquear, eu te mato na hora sem pudor algum, se a sobrevivência minha, de minha família, de meu país estivesse em jogo.
    Se é mais "caro" eu fazer isso por valores morais, religioso, éticos eu não farei, é mais "barato" eu negociar.
    O preço da liberdade é a eterna vigilância ( da maldade humana).
  • Marcos  15/08/2016 16:26
    O texto me pareceu fazer uma completa condenação de qualquer coletivismo.
    No entanto, se tem uma coisa essencial para que serve o individualismo é, justamente, para nos levar à conclusão inafastável de que dependemos uns dos outros.
    Aqui, entendo que o problema é a doutrinação de um coletivismo a partir de de "um nada" abstrato, de algo que não nasceu do indivíduo para o coletivo, mas se deu em sentido contrário, como imposição, que é, justamente, o que os Estados impõem às pessoas e estas, imersas nessa realidade, se veem numa Matrix, que nem conseguem imaginar que outra lógica seja possível e muito mais razoável racionalmente.
    Por outro lado, as associações voluntárias (econômicas ou não), que são coletivismo, são uma das melhores coisas que podemos fazer para viver melhor.
  • Ricardo  15/08/2016 16:39
    Claro. Isso que você acabou de descrever -- associações voluntárias -- é o mercado.

    O que é mercado senão um agrupamento de indivíduos que, individualmente, querem melhorar sua vida, e, ao fazerem isso, acabam melhorando a vida de todos?

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2475
  • Us and Them  15/08/2016 18:52
    E depois da associação pode ser considerado... (Dica: Eu+Ele(s))
  • Indivíduo  15/08/2016 16:57
    Não existe nada de errado em escolher participar de um grupo qualquer. O problema é impor um padrão coletivista para uma sociedade.

    Existe os interesses coletivos e individuais na sociedade.

    A democracia é a vontade do coletivo, e nem sempre a vontade do coletivo vai ser melhor para o indivíduo, por isso deve-se tomar cuidado ao concluir que a democracia vai ser a solução.
  • Us and Them  15/08/2016 18:44
    Vc pode ser único mas, frequentemente, será julgado como parte de um coletivo. Tente ingressar em um outro país e confirmará que a necessidade de visto não depende de sua singularidade fractal mas de sua nacionalidade.

    - Ah, mas esse estatismo...

    Verifique a quantidade de libertários (Hoppe incluído) que advogam que a propriedade privada é o meio para proteger a "civilização ocidental" deixando implícito que o critério para ingresso nas propriedades do ocidente seria o hemisfério onde alguém passou a maior parte da vida.

    O simples fato de se considerar libertário é um tipo de coletivização. E mesmo que um libertário não se sinta "coletivamente libertário", ele será tratado por outros "coletivamente como libertário".

    Resumindo:
    O que (ou como) você se considera é escolha sua.

    O que os outros (semelhantes ou distintos) te consideram não é escolha sua.

    Se importar com esse fato é escolha sua.

    Os efeitos práticos desse fato na sua vida não são escolha sua.
  • Pobre Paulista  15/08/2016 19:39
    Defendendo o Indefensável, Capítulo III - LIVRE EXPRESSÃO- 2. O caluniador e o difamador:

    Mas o que é a "reputação" de uma pessoa? Que coisa é essa que não pode ser "tratada com leviandade"? Sem dúvida, não é uma possessão que se possa dizer que pertence a ela da mesma forma como lhe pertencem suas roupas. Na verdade, a reputação de uma pessoa sequer "pertence" a ela. A reputação de uma pessoa é o que os outros pensam dela; consiste dos pensamentos "que outras pessoas têm a seu respeito".

    Um homem não possui sua reputação, da mesma forma como não possui os pensamentos dos outros - porque isso é tudo do que consiste sua reputação"

  • Juan  15/08/2016 20:11
    "Verifique a quantidade de libertários (Hoppe incluído) que advogam que a propriedade privada é o meio para proteger a "civilização ocidental" deixando implícito que o critério para ingresso nas propriedades do ocidente seria o hemisfério onde alguém passou a maior parte da vida"


    Afirmação falsa. Nenhum libertário (tampouco Hoppe) deixa "implícito que o critério para ingresso nas propriedades do ocidente seria o hemisfério onde alguém passou a maior parte da vida".
  • Us and Them  15/08/2016 21:30
    Menções no meio do texto. Profusões nos comentários.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2183

    Substitua, por favor, em minha afirmação, "o critério" por "um dos critérios" e "seria" por "provavelmente seria".
  • anônimo  16/08/2016 13:47
    "O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós" Sartre.


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