O aquecimento global é uma fraude

À medida que os anos vão passando e os dados vão se acumulando, torna-se cada vez mais evidente que o aquecimento global é uma fraude.  A mudança climática é algo natural e permanente, mas a Terra não se aqueceu significantemente ao longo dos últimos trinta anos.  Tampouco houve algum efeito único e negativo, de qualquer tipo, que possa ser inequivocamente atribuído ao aquecimento global.

No presente momento, dados de satélite mostram que a temperatura média global é a mesma do ano de 1979.  A extensão do gelo marítimo global também segue imutável desde 1979.  Desde o final da última Era do Gelo, o nível do oceano já subiu mais de cem metros.  Mas nos últimos três anos, não houve qualquer aumento no nível do mar.  Se as calotas polares estão derretendo, por que o nível dos oceanos não está subindo?  Ademais, o aquecimento global supostamente deve aumentar a severidade e a freqüência das tempestades tropicais.  Mas a ocorrência de furacões e tufões está em níveis historicamente baixos.

Nos EUA, por exemplo, a cada ano morrem mais de quarenta mil pessoas em acidentes de trânsito.  Mas nem uma única pessoa já morreu em decorrência do aquecimento global.  O número de espécies já extintas por causa do aquecimento global é exatamente zero.  Tanto as calotas glaciais da Antártica quanto as da Groelândia permanecem estáveis.  A população de ursos polares está aumentando.  Não houve nenhum aumento na ocorrência de doenças infecciosas que possa ser atribuído à mudança climática.  Não estamos vivenciando mais enchentes, secas ou incêndios florestais.

O fato é que durante os últimos 11 anos, a Terra, ao contrário do que dizem, tem esfriado, e não esquentado — apesar do aumento das emissões de dióxido de carbono.  E embora a Terra esteja mais quente do que há cem anos, estamos falando de aproximadamente 0,7 graus Celsius.  As temperaturas ainda estão abaixo daquelas observadas durante o quente período medieval, e ainda muito menores do que aquelas ocorridas durantes vários outros períodos de temperaturas altas, como por exemplo durante a Idade do Bronze (antes da época do ferro, época da história do homem primata) — períodos durante os quais não havia emissões de carbono significativas (essencialmente não havia outras emissões que não o dióxido de carbono que naturalmente exalamos).

Em resumo, não há qualquer tipo de evidência de que estamos entrando em uma era de significativa alteração climática, e que essa alteração irá causar a deterioração do meio ambiente ou dos padrões de vida humano.

Mas por que as pessoas pensam que o planeta está se aquecendo?  Uma razão é que os dados de temperatura das estações meteorológicas parecem estar irremediavelmente contaminados por efeitos urbanos geradores de calor.  Uma inspeção das 1221 estações nos EUA, feita pelo meteorologista Anthony Watts e seus colegas, está hoje mais de 80% completa.  A magnitude do suposto aquecimento global durante os últimos 150 anos é de aproximadamente 0,7 °C.  Porém, o problema é que somente 9% das estações meteorológicas nos EUA podem apresentar erros de temperatura menores do que 1 °C.  Mais de dois terços dos sensores de temperatura utilizados para se estimar o aquecimento global estão localizados próximos a fontes artificiais de calor, como respiradouros de ar condicionado, concreto de asfalto e edifícios.  Essas fontes provavelmente introduzem erros artificiais maiores do que 2 °C nos históricos de temperatura.

Outra causa dessa histeria aquecimentista é a infiltração da ciência por fanáticos ideológicos que colocam a política acima da verdade.  No início de junho de 2009, a administração Obama soltou um relatório que concluía que o aquecimento global teria uma série de efeitos deletérios sobre os EUA.  Em 1995, um dos principais autores desse relatório disse a mim que teríamos de alterar o registro do histórico de temperaturas — mais precisamente, teríamos de "deletar" o Quente Período Medieval.

Esse relatório faz referências — seis vezes — ao trabalho de um cientista climático chamado Stephen H. Schneider.  Em 1989, Schneider disse à revista Discovery que "temos de criar e apresentar cenários, fazer declarações simplificadas e dramáticas, e não fazer menções a qualquer dúvida que possamos ter".  Schneider concluiu que "cada um de nós tem de se decidir entre ser efetivo e ser honesto".  Essa posição de Schneider não é atípica.  Em 2007, Mike Hulme, o diretor fundador do Tyndall Center for Climate Change Research, na Grã-Bretanha, disse ao jornal The Guardian que "cientistas e políticos devem trocar a verdade pela influência".

Ao mesmo tempo em que emitia um relatório que prostituía a ciência pela política, a administração Obama suprimia um relatório interno da EPA (Agência de Proteção Ambiental) que concluía haver "inconsistências fragorosas" entre os dados científicos e a hipótese de que as emissões de dióxido de carbono estavam alterando o clima.

Se tivéssemos alguma apreciação pela história, não seríamos enganados tão facilmente assim.  Tudo isso já aconteceu antes, embora em escala menor e numa época em que as pessoas tinham mais senso comum.  Em 19 de maio de 1912, o Washington Post propôs as seguintes perguntas: "O clima do mundo está mudando? Está ficando mais quente nas regiões polares?"  Em 2 de novembro de 1922, a Associated Press relatou que "o Oceano Ártico está se aquecendo, os icebergs estão se tornando mais escassos e, em alguns lugares, as focas estão achando as águas muito quentes".  Em 25 de fevereiro de 1923, o New York Times concluiu que "o Ártico aparentemente está se aquecendo".  Em 21 de dezembro de 1930, o Times notou que "as geleiras dos Alpes estão em completa retração".  Alguns meses mais tarde o Times concluiu que havia "uma mudança radical nas condições climáticas e uma tepidez até então inédita" na Groenlândia.  A única coisa que mudou no Times desde 1930 é que, atualmente, ninguém que trabalha ali é literato o suficiente para utilizar a palavra "tepidez".

Após o clima morno dos anos 1930 ter dado lugar a uma tendência de resfriamento que começou já nos anos 1940, a mídia começou a especular sobre a iminente chegada de uma nova Era do Gelo.  Já na década de 1970, o bicho-papão do resfriamento global estava a toda.  Este artigo da Revista Time é um bom exemplo.  Para não ficar pra trás, a Newsweek também entrou no clima (com o perdão do trocadilho).  O artigo alertava: "Os climatologistas estão pessimistas quanto à capacidade de os líderes políticos tomarem decisões efetivas que possam compensar a mudança climática, ou mesmo aliviar seus efeitos".  Quer mais exemplos?  Clique aqui.

Tanto naquela época quanto atualmente, tudo se baseava em ciência espúria.  Para ambos os casos, a solução era a mesma: controle estatal da economia.  O objetivo nunca se altera: gerenciamento governamental de toda a economia.

Já demos a volta completa e voltamos hoje ao ponto de partida, envoltos em um desanimador ciclo de reencarnada ignorância.  H. L. Mencken entendeu esse processo quando explicou que "todo o objetivo da política é manter o populacho alarmado por uma infindável série de espantalhos, a maioria deles imaginária."

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SOBRE O AUTOR

David Deming
é geofísico e professor adjunto de Artes e Ciências da Universidade de Oklahoma.


Tradução de Leandro Augusto Gomes Roque



"Não podemos ignorar o fato de que muitos governos protegem e subsidiam o produto nacional para torná-lo artificialmente competitivo."

Correto. "Artificialmente competitivo". Isso significa que algo só consegue ter um mínimo de competência caso chupe dinheiro de impostos de toda a população, a qual não ganha nada com isso, mas é obrigada a encher os bolsos de empresários mercantilistas, incompetentes e avessos à concorrência.

"Vejam o caso da Bombardier no Canada, que disputa mercado com a Embraer, que fez queixas formais à OMC."

E, ainda assim, a Embraer tem mais aviões que a Bombardier no mercado americano.

"A China subsidiou setores que ganharam mercado através da derrocada em outros países."

Quais mercados que foram dominados pelos chineses e que fizeram muita falta para outros países? Colocando de outra forma: esses mercados que os chineses dominaram por acaso são mercados tecnológicos, complexos e que geram riqueza e prosperidade, ou são mercado primitivos, tecnologicamente defasados e que não exigem nenhuma grande especialidade?

Até onde sei, chineses produzem pano, sapato e bugigangas de baixíssimo valor agregado. Isso leva alguém à pujança? Um país que deixou de fazer isso por causa dos chineses agora está irremediavelmente condenado ao atraso?

Por acaso cortar, entortar e rebitar ferro — tarefas que um xing-ling é capaz de executar a custos irrisórios — são coisas economicamente prementes para o país ou será que o governo quer que isso seja feito apenas para exibir estatísticas de produção industrial?

"Basta lembrar o que aconteceu com o setor textil e calçadista no Brasil."

Exatamente o que acabei de dizer acima. Em vez de nos preocuparmos com nanotecnologia, microprocessadores e outras atividades que realmente produzem riqueza, ainda estamos preocupados com pano e sapato, coisas completamente primitivas, que podem perfeitamente ser produzidas nos rincões mais atrasados do mundo.

Estude um pouco sobre divisão global do trabalho.

Comece por aqui:

Não há argumentos econômicos contra o livre comércio - o protecionismo é a defesa de privilégios

"Livre mercado é uma utopia irrealizável."

O que é realmente irrealizável é a inteligência econômica do brasileiro médio.
O artigo do André Lara já foi comentado pelo Leandro em duas ocasiões:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2578#ac189563

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2585#ac189561

Beira o inacreditável como é que um economista tão conceituado falou tamanha bobagem a respeito da política monetária americana. O André Lara simplesmente ignora como realmente se deu a política monetária americana. Foi impressionante.
Economistas do Banco Central do Brasil estão batendo palmas para este artigo publicado no Valor:
www.valor.com.br/cultura/4872458/andre-cochrane-e-teoria-fiscal-dos-precos

Gostaria de uma análise por parte do pessoal do Mises.

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VALOR ECONÔMICO -SP | EU E FIM DE SEMANA

BANCO CENTRAL | ECONOMIA, FINANÇAS E CONTAB.

André, Cochrane e a teoria fiscal dos preços (Artigo)

André Lara Resende publicou no Valor alguns artigos instigantes que estão gerando muita perplexidade e controvérsia. Para o grande público foi surpreendente e perturbador ler que "a hipótese neofisheriana, que vê no juro alto a causa da alta inflação no longo prazo (...) tem sólidas credenciais analíticas". Isto até encorajou o colunista Ancelmo Gois a brincar que o Banco Central vai ter que devolver os juros elevados que foram praticados no Brasil por tanto tempo.

Claro que não se trata disso! Apesar de o artigo se apresentar como uma crítica ao "conservadorismo intelectual", sua conclusão final é absolutamente conservadora: o trabalho de controle da inflação depende, em última instância, da confiança na sustentabilidade fiscal de longo prazo; sem isto, a política monetária estará sempre lutando uma batalha perdida.

A crítica de André ao conservadorismo parece resultar mais de um flerte com a doutrina neofisheriana, que se caracteriza por conclusões heterodoxas sobre a relação entre taxa de juros e inflação e por uma controversa teoria fiscal dos preços. Eduardo Loyo lembra que essas ideias têm apenas sobrevivido de forma marginal no corpo da ciência econômica, com seus resultados em total contraversão à opinião da maioria e ao senso comum.

Os neofisherianos dão muita importância à conclusão óbvia de que um regime monetário baseado em uma taxa de juros nominal fixa não produz uma âncora para a inflação. É possível ancorar a inflação quando se mantém o estoque total de moeda fixo, ou evoluindo a uma velocidade constante, como proposto por Milton Friedman. É possível também ancorar a inflação com uma taxa de câmbio fixa, como ocorria tradicionalmente nos regimes de padrão ouro. Não é possível, porém, ancorar a inflação apenas mantendo fixa a taxa nominal de juros.

Para demonstrar isso, considere a velha equação de Fisher, que na realidade é uma identidade que define a taxa real de juros:

Taxa nominal de juros = (taxa real de juros) mais (taxa de inflação)

Sabemos que a inflação aumenta quando a taxa real de juros cai. Imagine então que a taxa nominal de juros é fixa e ocorre um choque exógeno que aumenta a taxa de inflação. Pela identidade de Fisher, isso reduz a taxa real de juros, já que a taxa nominal permanece fixa. Como consequência, a taxa de inflação aumenta ainda mais, o que por sua vez produz uma redução adicional da taxa real de juros, e assim por diante. Ou seja, um regime monetário baseado numa taxa nominal de juros fixa não consegue ancorar a inflação. Qualquer choque exógeno produz uma trajetória explosiva, que tanto pode ser inflacionária como deflacionária.

É claro, porém, que nenhum banco central vai operar com uma taxa nominal de juros fixa, ainda que esta seja sua variável preferencial de controle. No mundo real, a ancoragem monetária é feita através de uma meta de inflação, com a autoridade monetária aumentando a taxa de juros quando a inflação fica acima da meta e reduzindo quando a inflação fica abaixo da meta, até que ocorra a convergência da inflação para a meta. Como consequência a ancora monetária não é uma taxa de juros nominal fixa, mas sim a própria meta de inflação. Nesse regime monetário, a taxa de inflação tende a ser igual à meta de inflação, que é a ancora efetiva. Quando isso ocorrer, a taxa nominal de juros terá seu valor determinado pela identidade de Fisher. Ou seja, no longo prazo a taxa nominal de juros não determina a taxa de inflação; ela é determinada pela meta de inflação!

O longo recente artigo de John Cochrane, citado por André, parece ser uma tentativa de relançar o neofisherianismo em bases técnicas mais respeitáveis. Cochrane sonha em ser uma espécie de Einstein da ciência econômica, afirmando que a experiência recente das economias avançadas com taxas de juros próximas de zero e taxas de inflação persistentemente abaixo das metas constitui-se numa espécie de experimento natural semelhante ao famoso resultado de Michelson-Morley, que foi o ponto de partida para a teoria da relatividade. Acontece que a teoria keynesiana moderna, que é utilizada por todos os bancos centrais, não encontra maior dificuldade para explicar os fatos.

Cochrane utiliza uma versão simplificada da teoria para demonstrar que, quando a taxa de juros de curto prazo é reduzida até zero, só existem duas possibilidades: ou a taxa de inflação volta a subir em direção à meta ou ocorre um processo ilimitado de deflação. Como nada disso teria ocorrido na experiência americana depois que a taxa de juros foi reduzida a praticamente zero ao fim de 2008, a conclusão é de que precisamos uma reformulação fundamental da teoria, e Cochrane sugere a alternativa da teoria fiscal dos preços.

Acontece que os números de inflação para os EUA estão longe de justificar o radicalismo de Cochrane. Em 2016 a taxa de inflação já convergiu, sim, para a meta do Fed de 2% ano. A taxa de núcleo do índice da Personal Consumption Expenditure, o PCE-core que costuma ser priorizado pelo Fed em suas decisões, também está subindo e chegou a 1,7% em 2016, ou seja, bem próximo da meta. Não é correto, portanto, dizer que a política monetária americana com taxa de juros próxima de zero não atingiu seu objetivo de colocar a inflação na meta.

Pode-se argumentar que parece ter demorado muito para conseguir isso? Na realidade não houve tanta demora. Entre 2011 e 2013, a inflação média do IPC americano ficou em 2,1%, com oscilação entre 1,5 e 3%, já perfeitamente compatível com a meta de 2%. No mesmo período, a média para o PCE-core ficou em 1,5%, com oscilação entre 0,9 e 1,7%, um pouco abaixo do IPC, mas nada muito dramático. Deve-se notar que nesses anos havia uma taxa de desemprego na faixa de 7 a 9%, o mercado imobiliário continuava em crise e as famílias provavelmente ainda estavam reduzindo suas despesas pessoais para ajustar seus endividamentos. Logo existiam forças importantes operando no sentido de impedir a elevação da taxa de inflação.

O quadro realmente mudou em 2014 e 2015, quando a inflação caiu abaixo de 1%. Essa desaceleração ocorreu junto a gradual eliminação do relaxamento quantitativo (QE), portanto em princípio com um aperto na política monetária, mas esta não nos parece ser a melhor explicação. O fator determinante foi uma brusca queda nos preços internacionais de commodities, com a cotação do petróleo Brent, por exemplo, caindo cerca de 70% entre meados de 2014 e fim de 2015. Os economistas da tradição de Chicago acreditam tanto em flexibilidade de preços que costumam não levar em consideração choques exógenos desse tipo. Se olharmos, porém, para as variações fortemente negativas do IPC Energia em 2014 e 2015 (menos 10,6% e menos 12,6%), fica claro que este foi um determinante importante da desaceleração inflacionária no período. Em 2016 alguns preços internacionais de commodities voltaram a subir (como 40% para o petróleo e 20% para os metais), o que certamente contribuiu para a elevação da taxa de inflação.

Ou seja, desde 2009 a política monetária americana foi efetivamente expansionista, ainda que diversos fatores tenham contribuído para um retorno relativamente gradual em direção à meta. Fica claro que estamos longe de um resultado paradoxal, tipo Michelson-Morley, que justifique alguma revolução teórica. Talvez o único conhecimento novo relevante que resultou da experiência americana com relaxamento quantitativo (QE) é que uma redução significativa das taxas longas de juros, que foi sua principal consequência, tem pouco impacto sobre o nível de atividade. Isto sugere que Keynes estava errado quando discordava de Hawtrey sobre a maior relevância das taxas curtas de juros para a política monetária.

Faltou comentar a tese de Cochrane sobre a possibilidade de deflação ilimitada quando a política monetária atinge a restrição do piso zero, o que talvez seja relevante para a economia japonesa. Pode acontecer que um banco central operando uma meta de inflação seja levado a reduzir a taxa nominal de juros até zero sem que consiga levar o nível de atividade a uma posição suficiente para reverter uma tendência generalizada à deflação dos preços. Isto ocorreria devido a uma configuração muito desfavorável da relação entre investimento e poupança. Uma economia com muita poupança e pouco investimento, que talvez seja o caso do Japão atual, pode produzir uma situação de desequilíbrio de longa duração com inflação cadente ou negativa.

Devido ao piso zero, a economia não consegue sair da posição deflacionária apenas através da política monetária e vai depender para isso de um estímulo fiscal. O fato de que uma situação desse tipo, como parece acontecer de forma crônica no Japão (particularmente quando olhamos o índice de preços empresarial), produz apenas uma deflação de intensidade limitada e indica apenas que a relação entre inflação e nível de atividade (representada pela curva de Phillips) não é linear e pode ter inclinação muito próxima de zero na região de taxas de inflação negativas. Isso é compatível com a velha noção keynesiana de que é difícil produzir deflações na prática.

Resta ainda entender o que pretende a teoria fiscal dos preços. A melhor explicação foi apresentada por Harald Uhlig no seminário sobre o assunto realizado em abril no Becker Friedman Institute da Universidade de Chicago. Uhlig, curiosamente, comenta que, entre outras possibilidades, a teoria fiscal dos preços talvez possa ser vista como "um conjunto de previsões que ocasionalmente funcionam em circunstâncias exóticas", e adiciona entre parênteses (Brazil?).

Sua explicação é muito simples. Se usarmos B para indicar o valor nominal da dívida pública e P para indicar o índice de preços de bens e serviços, então B/P indica o valor real da dívida. Os agentes privados que detêm esses títulos públicos esperam que eles possam ser pagos através da geração de superávits primários no futuro. Então para que se sintam confortáveis é necessário que o valor presente desses superávits futuros, que podemos indicar por VPS, seja igual ao valor real da dívida, ou seja, B/P = VPS. Isto pode ser visto como uma espécie de condição de arbitragem e podemos perguntar o que acontece se o governo aumenta sua dívida sem aumentar também o valor presente dos superávits futuros. Neste caso, B/P fica maior que VPS e, num mundo de preços plenamente flexíveis e expectativas racionais, o desequilíbrio será corrigido por um aumento no nível de preços. Ou seja, P aumenta de modo a que novamente B/P = VPS. Podemos concluir então que a taxa de inflação, que é a taxa de variação percentual de P, vai ser determinada pela diferença entre as taxas de variação percentual da dívida B e do valor presente dos superávits futuros VPS. Essa é a teoria fiscal dos preços, que se pretende uma explicação radicalmente nova para a inflação, sem qualquer menção a conceitos tradicionais como curva de Phillips, taxa de desemprego, investimento e poupança ou taxa de juros.

A teoria tem um defeito óbvio: não fica claro qual é o mecanismo de mercado que produz o movimento do índice de preços quando B/P difere de VPS. Não há dúvida de que se todos os carregadores da dívida pública chegarem à conclusão de que o valor presente dos superávits futuros não representa lastro adequado para esses títulos, isto é, B/P maior que VPS, então cada um deles vai tentar reduzir sua posição. Mas como isso afeta o índice de preços de bens e serviços?

Parece mais razoável supor que o impacto será no mercado secundário de títulos da dívida pública, o que sugere que está faltando algo na equação básica da teoria. O que está faltando é a relação entre o valor nominal ao qual a dívida foi emitida pelo governo, que estamos indicando por B, e seu valor no mercado secundário, que podemos indicar por zB, sendo z um fator de desconto. Se escrevemos a teoria fiscal dos preços como zB/P = VPS, então parece mais razoável supor que um desequilíbrio entre zB/P e VPS vai ser ajustado não por movimentos no índice de preços, mas por movimentos no fator de desconto para a dívida pública, indicado por z. Como esse fator está inversamente relacionado à taxa de juros de longo prazo, a conclusão é de que a teoria fiscal de preços não é uma nova teoria para a inflação, mas apenas uma teoria fiscal da taxa longa de juros.

Veja, porém, que realmente existe um caso exótico em que a teoria fiscal dos preços pode funcionar! É o caso em que a totalidade da dívida pública consiste de papéis ligados à taxa de juros overnight, como acontece com as LFTs no Brasil (que, aliás, foram inventadas pelo próprio André!). Neste caso, o fator de desconto para a dívida pública será sempre igual a um, por definição, e voltamos à formulação B/P = VPS, que viabiliza a teoria. Naturalmente, isso não significa que esteja garantida sua relevância prática no mundo real, fora dos modelos de preços totalmente flexíveis e expectativas racionais. Significa apenas que Uhlig tinha razão ao especular que a teoria fiscal dos preços poderia em tese funcionar em circunstâncias exóticas, como no Brasil das LFTs.

Francisco Lafaiete Lopes é PhD por Harvard, sócio da consultoria Macrométrica e ex-presidente do Banco Central (BC)

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • fabio junior barbosa  23/12/2009 14:08
    ....???? bem sempre achei que o objetivo era politico! quem sabe se um dos objetivos não é com o assunto de "aquecimento global" conseguirem "tirar a amazônia de nós" ?
  • Leandro Coelho  19/06/2010 18:05
    E justamente por causa do aquecimento global que simplesmente não existe é que em SP inventaram a tal inspeção veicular. Ou seja, aumentaram o poder do Estado sobre a sua propriedade sob alegações duvidosas o que significa que o Estado está crescendo com argumentos que não se sustentam.
    Moral da história: O que é moral mesmo? ...(risos)
  • Opinador  10/10/2014 18:17
    Esse é um dos poucos artigos que eu não concordo aqui.

    Quando a pessoa vira fundamentalista é aí que entra o problema.

    Quanto ao aquecimento global, também tenho minhas dúvidas se existe, mas existe a interferência de correntes pluviais e aquecimento do oceano.

    A questão é se são apenas causadas pela ação do homem.

    Um exemplo é a falta de chuva desse ano.

    Agora a inspeção veicular, realmente não serve para nada.

    Mas não quer dizer que não exista poluição em São Paulo.

    O problema são os carros sim.

    Isso não quer dizer que vai ser o governo que irá resolver o problema. Poi senão já teria resolvido.
  • agenteAS  07/01/2016 05:33
    Não que eu descorde, afinal informações, sendo elas de fontes confiáveis ou não, sempre nos dão algo novo para criticar ou ideias para planejar... Mas enfim...

    Fundamentalista, o que isso significa hoje em dia? Criar movimentos de protestos para sair por aí causando um transtorno à sociedade? Criar grupinhos para atividades radicais e destruir patrimônios para serem novamente construídos gerando mais poluição? Se isso significa ser fundamentalista hoje, então para mim fundamentalistas não passam de meros cobaias dos interesses políticos. Em outras palavras... "Típico de quem é facilmente influenciado e não quer admitir que está sob a liderança de um idealista farsante.

    O aquecimento global que na minha opinião, é diferente dos termos "efeito estufa", é causado por uma variação orbital da terra, acredite quem quiser. As conclusões tem apenas 20% de verdade o resto é furada... Os fatos que comprovam, podem ser feitos por vocês mesmos; se observarem no ângulo certo poderão notar as diferenças não só elo clima mas na posição do sol, lembrem de suas infâncias quando o sol nascia em um ponto e comparem com o ponto que o sol nasce nos dias de hoje e vocês terão uma noção para pesquisar mais a fundo e tirarem suas próprias conclusões. Hoje em dia tudo o que se tem é uma série de informações de meros relatores influenciados por um sistema global e também controladas pelo mesmo.
  • Augusto Leme  09/02/2016 13:38
    Aí é que está, meu caro, em compensação, o que choveu no final do ano passado e o que está chovendo agora, contradiz totalmente, esse seu comentário...
  • Isabel Almeida  08/11/2010 01:41
    Apenas estamos acelerando um processo de outra nova transformação do clima da Terra, só isso. Devemos fazer algo para desacelerar essa transformação, e aposto que não é fechando os olhos e fazendo de conta que isso não está acontecendo ou falando que é apenas mais uma questão imposta pelo governo com o objetivo de manipular todos. Alguns acham que não é importante, levando em conta que seus descendentes ou até mesmo eles irão morrer daqui alguns anos... Cabe a todos ter a conciência de que isto é um fato real.
  • Fernando Chiocca  08/11/2010 12:00
    Isabel, só para começar, este seu "fato real" é algo que até os próprios ambientalistas querem esquecer que um dia afirmaram, pois nem eles tem coragem de dizer que o planeta está esquentando devido a ação humana.(me admira você fazer esse tipo de cometário seguido a um artigo que traz os dados que este traz!) O discurso de "aquecimento global" mudou ofcialmente para "mudança climática".
    Só mais uma manobra destes pseudo-ambientalistas que tentam de qualquer maneira empurrar goela abaixo dos incautos suas previsões apocalípiticas ridículas para ganharem poder.
    Você é só uma vítima de interesses de poderosos por acreditar na empulhação do século.
  • Ismar Imhof  06/03/2014 12:39
    Fernando Chiocca penso como você, que raciocinou sobre o assunto e tirou sua conclusão e a defende com unhas e dentes. Os que defendem o aquecimento global são meros leitores que, influenciados sobre a opinião dos ganham pagos para estudar e pesquisar o assunto e não chegar a nenhuma conclusão, leem publicações com resultados alarmistas como sendo resultados científicos.
    Tira-se daí duas indagações: quem são os que pagam para os falsos pesquisadores? De onde vem o dinheiro? Quem são os que pagam para as falsas pesquisas virem ao grande público?
  • mcmoraes  08/11/2010 15:35
    Isabel, aqui vai uma apresentação vale a pena conferir. Além disso, não esquece q alguns milhares de cientistas processaram um dos maiores propagandistas do aquecimento global.
  • Lucas Somensi  08/11/2010 16:38
    Artigo mentiroso e desinformado. É sempre triste ver pessoas esclarecidas e inteligentes cometendo esse ato de wishful thinking e distorcendo as evidências para tentar encaixar um "resfriametno global" que de maneira nenhuma existe. A teoria de que temperatura é medida perto de aquecedores elétricos é ridícula e mostra um total desconhecimento dos métodos meteorológicos. É pura mentira que o nível de gelo no mar é hoje igual ao que era em 1979, assim como é mentira que a temperatura média global não mudou. Esperava mais de um site que sempre me pareceu ser editado por pessoas racionais.

    Vejam nesse gráfico que a temperatura global aumentou sim não só nos últimos 11 anos mas também nos últimos 40 anos:
    en.wikipedia.org/wiki/File:Satellite_Temperatures.png

    Os dados foram coletados por satélite, o que invalida a "Teoria do Aquecedor" e a reta de tendência foi traçada usando métodos matemáticos e não "olhômetro".

    Por favor, parem de contar essa mentira do "resfriamento global" e contribuam para um mundo mais esclarecido.
  • Leandro  08/11/2010 16:48
    Prezado Lucas,

    Faltou apenas você combinar com um dos principais cientistas propagadores da teoria do aquecimento global. Pêgo com a boca na botija no escândalo do climategate, o homem confessou que trambicou e já pulou fora do Titanic.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=604

    Aliás, toda a elite chique americana e européia também já se deu conta da furada e mudou rapidamente o discurso. O termo "aquecimento global" continua sendo utilizado apenas por terceiro-mundistas que sempre se deixam embasbacar por teorias modernosas. O chique agora é "mudança climática" -- a mesma que ocorre da primavera para o verão. Utilizando esse termo, obviamente, ninguém nunca estará errado.

    Por favor, pare de contar essa mentira do "aquecimento global" e contribua para um mundo mais esclarecido.

    Não gostou? Não nos xingue. Converse apenas com Phil Jones, o homem que confessou fazer truques para manipular os dados da temperatura. (Clique no link acima).
  • Lucas Somensi  12/11/2010 16:37
    Vocês são muito rápidos em desconsiderar qualquer dado mostrando um aquecimento global como "conspiração do governo mundial" mas se recusam a pensar que um cientista solitário falando que o aquecimento global não existe pode estar sendo pago por indústrias que se beneficiariam do debate, como de fato já aconteceu com a ExxonMobil [1].

    Para cada cientista cético que você encontrar eu te mostro milhares de cientistas honestos que acreditam sim no aquecimento global[2].

    Veja bem: não estou dizendo que o Estado deve fazer alguma coisa para evitar o aquecimento global. Acho que o livre mercado é perfeitamente capaz de se adaptar a um clima em mutação, mas não suporto ver um bando de economista austríaco (escola de economia que inclusive rejeita os métodos científicos) dando palpite em assuntos de competência exclusivamente técnica.


    [1]www.guardian.co.uk/environment/2009/jul/01/exxon-mobil-climate-change-sceptics-funding
    [2]nationalacademies.org/onpi/06072005.pdf
  • Fernando Chiocca  12/11/2010 16:52
    Tá aqui um. Me deve milhares agora.
    Global Warmingites Are Enemies of Civilization
  • Lucas Somensi  12/11/2010 17:34
    Eu já te mostrei os milhares, a carta assinada pela academia de ciências de 11 países linkada no meu segundo comentário.
  • Fernando Chiocca  12/11/2010 17:49
    Ok Lucas.
    Então para desempatar vou colar aqui um trecho de um artigo de nosso amigo Rodrigo Constantino, O Ambientalista Crente:

    Ele não está sozinho nesse ceticismo. A lista é enorme, na verdade: Dr. Ian Clark, professor da Universidade de Ottawa; Dr. Daniel Schrag, de Harvard; Claude Allegre, um dos mais condecorados geofísicos franceses; Dr. Richard Lindzen, professor de ciências atmosféricas do MIT; Dr. Patrick Michaels da Universidade de Virginia: Dr. Fred Singer; Professor Bob Carter, geologista da James Cook University, Austrália; 85 cientistas e especialistas em climatologia, que assinaram a declaração de Leipzeg, a qual denominou os drásticos controles climáticos de "advertências doentes, sem o devido suporte científico"; 17.000 cientistas e líderes envolvidos em estudos climáticos, que assinaram a petição do Oregon Institute de ciências e medicina, cujo texto afirma a falta de evidência científica comprovando que os gases estufa causam o aquecimento global; e 4.000 cientistas e outros líderes ao redor do mundo, incluindo 70 ganhadores do Prêmio Nobel, que assinaram a Petição de Heidelberg, na qual se referem às teorias do aquecimento global relacionadas aos gases estufa como "teorias científicas altamente duvidosas". E tem muito mais!

    Agora voce me deve mais alguns milhares de milhares (milhões).
    No aguardo.
  • anônimo  12/11/2010 17:51
    Então a Verdade é determinada pelo que crê a maioria...?\r
    Estranho serem raras as exposições dos argumentos científicos e estatísticos a favor de algum aquecimento "global".
  • Lucas Somensi  12/11/2010 18:34
    Não tem nada de estranho, são raras porque são pouquíssimas as evidências que apontam contra o aquecimento global. Veja que elas existem, mas o número de evidências a favor é infinitamente maior.

    A verdade não é determinada pela maioria, mas o fato de as academias de ciência de 11 países acreditarem no aquecimento global deve contar alguns pontos a favor.
  • anônimo  12/11/2010 22:14
    Não tem nada de estranho, são raras porque são pouquíssimas as evidências que apontam contra o aquecimento global. Veja que elas existem, mas o número de evidências a favor é infinitamente maior.

    Eu não disse que são raras as evidências contra esse "aquecimento" (deve haver um monte, só que a mídia não divulga porque não quer ficar impopular), mas que são raras as exposições científicas demonstrando o "aquecimento" cientificamente, isto é, com constatações meteorológicas fundamentadas na estatística. Simplesmente você lê que "a temperatura tá subindo pra caramba em todo o mundo porque hoje tá muito quente" e todo o blablablá da turma do esquenta (na sua maioria, melancias).

    A verdade não é determinada pela maioria, mas o fato de as academias de ciência de 11 países acreditarem no aquecimento global deve contar alguns pontos a favor.

    O fato de todos os chefes de bancos centrais do mundo acreditarem em que a impressão de moeda "fortalece" a economia torna esse inflacionismo benéfico...?
  • mcmoraes  12/11/2010 17:53
    Lucas, o q vc pensa a respeito dos milhares de cientistas q processaram o Al Gore?
  • Lucas Somensi  12/11/2010 18:38
    Penso que, se eles quiserem espaço para mostrar suas opiniões científicas sobre o assunto, deveriam publicar artigos em revistas, não procurar uma corte. Como disse o grande físico Richard Feynman: "No government has the right to decide on the truth of scientific principles, nor to prescribe in any way the character of the questions investigated."

    É mais provável que isso seja uma tentativa de fazer barulho do que de fazer ciência. São tão oportunistas quanto o próprio Al Gore.
  • Stefan Bernard  27/06/2012 09:09
    Caro Lucas e todos que comentaram os questionamento do Lucas,

    Segue abaixo, um vídeo de um professor de climatologia da USP.

    Acredito que este vídeo irá ajudar a esclarecer muitos pontos.

    Uma delas é: "O aquecimento global não é uma teoria, é apenas uma hipótese. Portanto, ela não carece de provas cientificas."

    Um abraço!
  • Isabel Almeida  09/11/2010 00:50
    Supondo que eu concorde com você Fernando, então você concordaria comigo se eu disse que o homem é um ser irracional assim como os outros animais, mas que se julga racional pelo fato de poder justificar seus erros?
  • Fernando Chiocca  09/11/2010 11:54
    Suponha que eu concorde com você Isabel. Então isto quer dizer que fui capaz de raciocinar, e isto atestaria que o ser humano é racional. O mesmo vale para o caso de eu discordar, para o seu caso de propor uma questão etc..
  • Angelo Viacava  12/11/2010 20:16
    Só as espichadas que têm dado os últimos invernos aqui no Rio Grande do Sul, e a sensível antecipação dos outonos já dão uma amostragem empírica de que o aquecimento global, se houve, já passou e tudo está normal como sempre foi. Calma, senhores. O tempo muda de ano para ano, não o clima. Este é mais permanente. As secas na Amazônia sempre ocorreram, só não tinham mídia em cima para mostrá-las. Em 1855 o alemão Hermann Blumenau já reclamava ao imperador brasileiro das enchentes devastadoras do rio Itajaí em Santa Catarina. Estudemos mais a História e entenderemos que o que está acontecendo é a simples sucessão de rotinas, umas mais longas, outras mais breves, sob as quais a humanidade tem de viver neste mundo. Por tudo isso haveremos de passar, seja de nosso agrado ou não. Porém vender pânico às pessoas é inadmissível. Ainda mais beneficiando-se do dinheiro do pagador de impostos para o financiamento de pesquisas fajutas e tendenciosas sobre as mudanças climáticas. No verão do hemisfério norte, todos os anos mostram as geleiras derretendo e caindo no mar. Mas não voltam no inverno a mostrar sua recuperação e até aumento, que tem ocorrido ultimamente, tendo em vista os invernos mais rigorosos dos últimos anos. Se a cada trovão sairmos correndo apavorados, ora façam-me o favor. Somos adultos suficientemente preparados a enfrentar os imprevistos da natureza. Desde que governos não interventores deixem-nos resolver nossos problemas por conta própria, o que sempre é a melhor opção entre todas.
  • Francisco  25/12/2016 21:25
    Alguns anos atrás eu acreditava no discurso do aquecimento global. Mas... eu via algumas reportagens do tipo: "maior inverno dos últimos 50 anos na Europa", "temperaturas mais baixas dos últimos 80 anos no Japão". Pensei... ué! O mundo não estava aquecendo?
  • Gustavo  10/12/2010 11:02
    Recomendo que vejam vídeos do Prof Molion, representante da América do Sul na conferência internacional do clima. Ele humilha a teoria do aquecimento global, e deixa o repórter caladinho:\r
    www.youtube.com/watch?v=JxC_JIwat9s\r
    \r
    Uma entrevista de 7 partes, muito esclarecedora.
  • Beto  29/06/2011 17:58
    Claro que houve aumento da temperatura nos últimos anos. Mas será que substituindo o solo natural por concreto e deixando essas luzes tradicionais e quentes acesas a noite inteira, isso não tem influência sobre o clima? São Paulo, por exemplo, não é mais a terra da garoa, e sim do calor insuportável em janeiro por causa da urbanização excessiva. E isso aconteceu numa época em que quase não havia emissões. Foi o desmatamento da cidade que causou isso, não as emissões.
  • anônimo  13/10/2013 07:07
    Influência regional é uma coisa, global é um pouquinho maior.
  • Pietro Neto  28/08/2011 21:52
    Voces ficam discutindo sobre um tema que, se for veradeiro, não teremos como escapar e se for falso, ficaremos na dúvida pelos próximos trinta anos.

    Vamos acaber essa discussão e vicer nossas vidas, se nada acontecer, estaremos bem, se acontecer e morrermos, também estaremos bem....

    Dessa forma não há do que nos preocuparmos...
  • Fernando Chiocca  28/08/2011 22:58
    Morremos??

    Hhehehehehehehhehe

    Se a temperatura subir em média 2 ou 3 graus, todos nós morremos?

    Affff... nem se as piores previsões do alarmistas do aquecimento global se confirmassem representariam uma ameaça a vida humana!
    Alias, se a média de temperatura realmente aumentasse, isso traria muitos benefícios para a humanidade, entre eles uma agricultura melhor.

    E tem cara que entra na internet e me digita um negócio desses!
  • Absolut  28/08/2011 23:05
    Imagina a área subpolar global que se livraria do permafrost, o que permitiria um enorme aumento da produção agrícola... sem que, para isso, a área equatorial virasse um Saara.
    Um mundo quentinho é bem melhor.
  • Anônimo  02/01/2012 08:19
    Sr. Fernando você pode dizer que se a temperatura mundial aumentar 2 ou três graus não fara diferença para a espécie humana, mas para outras espécies fará toda diferença, algumas poderão até mesmo morrer! Pense nisso.
  • Luis Almeida  02/01/2012 09:48
    Pronto, pensei pelo Fernando! E agora, como devo proceder?
  • Hay  02/01/2012 10:30
    Uma mudança de temperatura de 2 graus pode, sim, ter impactos bastante significativos na natureza. Algumas espécies de anfíbios, por exemplo, não conseguem se desenvolver em águas com temperatura 2 graus acima da ótima. Efeitos pequenos assim podem se propagar e gerar grandes mudanças nos ecossistemas.
    Há, porém, um detalhe muito importante: essas mudanças SEMPRE ocorreram. Ou alguém aqui acha que, antes que o ser humano aparecesse na terra, o planeta era alguma espécie de ambiente climatizado com temperatura controlada?
  • gislene  26/04/2012 14:31
    bom eu acho que todo ser humano sempre foge de tudo que é contrario a sua forma de pensar e que sempre vai atras de fatos para não descordarem do seu pensamento. portanto não concordo e nem discordo sobre o assunto. Mas sei que nem sempre os fatos na historia humana são verdadeiros.
  • Daniel V.  04/05/2012 12:53
    Isso nós ja sabemos faz tempo né ? Oq foi uma surpresa p/ mim foi ver no Jo Soares (ainda que o entrevistado tenha sido um pouco desacreditado)

    www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=winWWplmyMk

  • Guigao  06/05/2012 09:43
    Creio que a base estatística relativa ao clima durante longos períodos de tempo não esteja suficientemente desnvolvida para fazermos infêrencias tão conclusivas assim, nem para um lado nem para o outro.
    Mas supondo que a base climatológica e estatística do autor do artigo esteja totalmente correta, não entendi porque haveria uma conspiração estatal contra as emissões. Na minnha opnião, uma economia baseada em fontes alternativas de energia e menos dependente dos combustíveis fósseis levaria a uma nova forma de pensar o consumo e a uma menor dependência das grandes indústrias atuais, ou seja, tanto os governos quanto as maiores empresas da atualidade estariam correndo um grande risco com essa possível grande mudança de paradigmas e já sabemos que para quem está no poder, grandes mudanças são sempre um grande risco.
    Dito isso, quem estaria patrocinando essa grande conspiração? O poder estatal? Como se ele não estivessem aliados aos grandes grupos monopolistas?
    Quanto à discussão geral, não tenho opnião formada, mas ainda não entendi quem está de cada lado dessa discussão.
  • Ricardo Chaves  07/05/2012 02:18
    Parabéns ao IMB por ter sido o primeiro veículo em língua portuguesa a bater impiedosamente nesta farsa do aquecimento global. A se lamentar apenas que vocês tenham parado de falar no assunto. A coletânea de artigos sobre o tema no site é impecável.
  • Leandro  07/05/2012 02:41
    Prezado Ricardo,

    Paramos de falar sobre aquecimento global no final de 2009 exatamente porque o debate já estava encerrado naquela época. Se a mídia demorou mais três anos para descobrir o que para nós já era óbvio naquela época, isso apenas mostra o seu grau de preparo e compromisso com a verdade.

    Muitos leitores à época nos dirigiram palavras pesadas, dizendo que deveríamos nos ater exclusivamente à economia e que não tínhamos autoridade nenhuma para falar sobre um assunto que pertence exclusivamente às ciências físicas e biológicas. É verdade que não somos especialistas nestas outras áreas, porém a economia também nos ajuda a entender algo que nenhum entusiasta da ciência entende de primeira: a politicagem e todos os incentivos para trambiques que a promessa de financiamento com dinheiro público gera.

    E foi com base nisso que pudemos entender por que todo o movimento aquecimentista era uma farsa completa.

    Agora que James Lovelock, ninguém menos que o criador de toda a histeria aquecimentista, caiu fora do movimento e confessou que era tudo vigarice, observemos quais serão os próximos truques desta turma.

    Enquanto isso, há fortes evidências de que é isto o que está por vir.

    Grande abraço!
  • anônimo  07/05/2012 04:01
    É um perigo falar em resfriamento global. Daqui a pouco um politico vai vir falar que o CO2 está causando isso ou que o governo tem feito pouco para evitar tal ocorrencia, e que precisa pagar subsídios a quem se propor a fazer algo pelo aquecimento. E assim a imbecilidade segue indefinidamente.
  • Daniel  30/07/2012 10:55
    O aquecimento global já provou ser uma farsa, e alias desde o começo foi mentira.É só desculpa de politico para ganhar eleição e dinheiro(e desculpa de um sem-número de ONGs, para ganhar dinheiro a nossa custa).
  • geovana nhãm  02/10/2012 16:37
    eu não sabia que o aquecimento global era uma fraude pois sempre acreditei que esse calor que esta aumentando era o próprio!! mas com as provas que o sr. David mostrou eu passei a acreditar! estou muito impressionada por essa descoberta e gostaria que o sr. David me desse mais respostas e me contasse melhor pelo meu e mail que é geovananham@hotmail.com. muito obrigada pelas respostas!! beijos


    Geovana Nhãm
  • Luis Almeida  02/10/2012 16:44
    Calor na primavera brasileira! E em Piracicaba (sim, seu IP mostra)! Nossa, que ponto fora da curva, hein?

    Bom para você, pois o pessoal de Santa Catarina andou sentindo um friozinho há duas semanas. Coisa à toa, sensação básica de 30 graus negativos...

    www.estadao.com.br/noticias/cidades,neve-na-primavera-surpreende-santa-catarina,936178,0.htm

    Já que o nível é esse ("estou com calor agora, logo, o aquecimento global é irrefutável"), acho que meu exemplo foi mais convincente, hein?
  • Emerson Luis, um Psicologo  25/02/2014 13:49

    Claro que a poluição deve ser tratada. Mas é evidente que existem interesses políticos nessa história de "aquecimento global". A alteração do termo para "mudanças climáticas" é indício de recusa de admitir erros e segundas intenções.

    * * *
  • Dennis  07/05/2014 15:20
    "Se as calotas polares estão derretendo, por que o nível dos oceanos não está subindo?"
    É aí que se vê o nível da matéria. Somente para esclarecer: Se todo o gelo das calotas derreterem, o nível do mar não sobe nenhum centímetro.
    Faça o teste. coloque duas pedras de gelo em um copo, encha com água até o limite de transbordar e veja se quando o gelo derreter a água irá passar do limite. Ahhhh pelo amor de Thor,vai estudar.
  • Cientista  07/05/2014 16:15
    Acho que quem deve estudar, "pelo amor de Thor", é você.

    Sim, um eventual derretimento das calotas pode aumentar o nivel dos oceanos. Esse artigo para dummies feito você explica como:

    ambiente.hsw.uol.com.br/questao473.htm

    Dica: as geleiras se desprendem, viram Icebergs, a ponta superior dos Icebergs se desprendem, caem na água e elevam o nivel dos oceanos.

    É até curioso que você desconheça isso, pois essa teoria é central em todos os alarmismos ambientalistas.

    Melhor pensar com mais cuidado da próxima vez que for emitir sua opinião em público. Evita vexames como esse.
  • anônimo  11/10/2014 22:37
    O gelo é menos denso que a água líquida.
  • Cadu  10/10/2014 17:58
    https://www.youtube.com/watch?v=2TCOQM-6cZ0
  • Opinador  10/10/2014 18:26
    Também tenho minhas dúvidas se o aquecimento é só por ação do homem, mas que está esquentando tá.

    Tem cidades no nordeste que o mar já está chegando nos quiosques.

    Isso aqui não é mentira:

    www.megacurioso.com.br/fenomenos-da-natureza/32328-5-lugares-que-podem-sumir-do-mapa-gracas-ao-aumento-do-nivel-dos-mares.htm

    Tem ilhas que irão sumir.

    Quanto a liberação de combustíveis fosseis é uma questão de conhecer física.

    Isso se baseia na teoria de transformação da matéria.

    Esse derivados de carbonos, que estavam no subsolo em forma de dejetos fósseis quando liberados por meio da queima ficam presos na atmosfera.

    Ou seja, eles simplesmente não somem e tem que acumular em algum lugar.

    Os mesmos criam uma capa que gera uma especie de estufa.

    Se hoje não tem problema de aquecimento em alguns século terá, pois é uma questão de lógica.
  • Opinador  10/10/2014 18:38
    Aqui está o verdadeiro problema na queima irresponsável de combustíveis fósseis e não tem nada a haver com super aquecimento.

    g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2014/07/poluicao-no-norte-da-china-afeta-cerca-de-150-milhoes-de-pessoas.html

    Para testar esta "teoria" faça um churrasco em seu apartamento com as janelas e portas fechadas e comprove por si próprio.

    Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa...rs
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  03/04/2015 17:38
    O ambientalismo anda de mãos dadas com o estatismo, na divulgação de mentiras para tributar a população desavisada.
  • Alguem  08/09/2015 03:10
    Por favor poderiam comentar sobre este video do Canal do Pirula. Eu sei que em um primeiro momento pode parecer não ter credito por simplesmente por ser um canal no youtube de um biólogo, mas eu acredito que pode valer apena, é um mini-documentario, com a opinião de professores sobre o aquecimento global. como eu sei que esse instituto valoriza as ideias e a verdade acima da ideologia, eu resolvi compartilhar.

    Eu gostaria de saber o contra ponto dos libertários com relação a pesquisa dele que está neste video:

    https://www.youtube.com/watch?v=qAc5d_8MpTc

    Neste video foram entrevistados uma serie de professores envolvidos diretamente ou indiretamente com a questão do clima, ocenografos, físicos, químicos,meteorologistas. E todos concordaram: O aquecimento global existe.

    Obrigado.
  • Ordus  25/09/2015 04:57
    De acordo com as minhas estimativas, e eu presumo estarem corretas, o "aquecimento global", é de fato uma farsa. Contrário do que dizem, não há nenhuma verdade que prove, o que acelera o aquecimento global, mas vale lembrar que a poluição em excesso, encurta o tempo para a nossa extinção. A variação de clima, dá-se devido a uma terceira órbita da terra, na verdade um deslocamento dela que ao decorrer de milênios, provoca uma alta variação climática com tendencia ao aquecimento; resultante só pela aproximação do sol; desta mesma forma também, com tendencia ao congelamento, pelo afastamento do sol.

    Um ciclo da terra:
    Houve uma era glacial que durou de 12.000 A.C à 9.000 A.C.
    Depois veio a era diluviana que durou de 8.999 A.C à 5.999 D.C.
    Estamos na era atual que durará de 5.998 D.C. à 2998 D.C; hoje, restando ainda 2.971 anos para entrar na era magmática que irá durar de 2997 D.C. à -4 D.C. Certamente já estaremos extintos e com certeza, virado história para a próxima civilização, da mesma forma que foi com os Incas,os Maias e outras civilizações antigas.

    Fato:
    Após a terra ter completado os 360º deste deslocamento, ela voltará a era do gelo e daí então, um novo ciclo, uma nova civilização, novos deuses, novo jesus cristo, nova elite iluminati, novos planos para domínio global, mas as mesmas riquezas naturais, as mesmas histórias e por aí adiante.

    Deixo aqui a minha questão.
    "Vale apena nos dedicarmos a descobrir a verdade sobre a origem e natureza de tudo, deixando de aproveitar o que resta da vida, sabendo aonde/onde isso tudo vai terminar?"
  • Lucas  17/10/2015 14:08
    Eu admito que há muito tempo tinha uma certa má vontade em relação a esse site, pelo fato dele defender ideias que não tem muita relação com a realidade - basta ver qualquer lista de países com melhor qualidade de vida no mundo para verificar que os que estão no topo são justamente aqueles que fazem exatamente o oposto do que prega esse site. Por coincidência, há poucos dias li uma reportagem sobre as diversas escolas econômicas, incluindo aí a austríaca, e fiquei me perguntando: "será que estou sendo muito rígido? Será que eles não poderiam estar certos em alguns pontos?"

    Aí hoje um colega posta essa página, que parece confirmar a impressão que eu tinha antes - de ser uma escola totalmente dissociada da realidade, que parece preferir "teorias da conspiração" ao método científico e à comprovação empírica de hipóteses. Aquecimento global é um fenômeno comprovado por diversas técnicas, muitas delas completamente ortogonais, e negá-la em pleno século XXI exigiria evidências extraordinárias - que não foram apresentadas. Pelo contrário, veio só o velho papo de "é só algo inventado por pseudo-ambientalistas para ganhar poder e ele mesmo já estão negando o que já disseram" (o que qualquer pessoa que acompanha as principais revistas científicas sabe que não faz qualquer sentido - mas esse discurso não é novidade, é o mesmo do pessoal que diz que "os biólogos já não acreditam mais na evolução", ou "tem um professor no Maranhão que provou que a relatividade de Einstein está errada", etc.).

    O que me leva a acreditar que o Instituto Mises fez uma escolha - ao invés de tentar argumentar com pessoas que estão dispostas a avaliar hipóteses de acordo com o método científico, com provas factuais, com modelos testáveis e falseáveis, o site parece preferir o caminho fácil de cativar a parcela da população que ao invés de se guiar por análises sérias, prefere acreditar que temas como aquecimento global, evolução, e, em alguns extremos, até o formato da terra, não passam de conspirações criadas por esquerdistas, ateístas, satanistas, illuminatti, família Rothschild, etc. Uma pena. Se vocês tivessem compromisso com a verdade, teriam se dado ao trabalho de pelo menos dar uma olhadinha nas grandes revistas científicas pra ver se faz sentido o que estão afirmando. Fico aqui me perguntando o que aconteceria se tivessem feito isso - admitiriam o erro ou criariam uma outra conspiração dizendo que os "pseudo-ambientalistas" compraram todo o sistema acadêmico mundial?
  • Gajo  17/10/2015 14:39
    "basta ver qualquer lista de países com melhor qualidade de vida no mundo para verificar que os que estão no topo são justamente aqueles que fazem exatamente o oposto do que prega esse site."

    É mesmo? Vejamos.

    Eis o ranking do IDH:

    1 - Noruega
    2 - Austrália
    3 - Suíça
    4 - Países Baixos
    5 - Estados Unidos
    6 - Alemanha
    7 - Nova Zelândia
    8 - Canadá
    9 - Singapura
    10 - Dinamarca

    Agora, vejamos um resumo do que a Escola Austríaca realmente prega (pode ler o artigo sem medo, é bem curtinho, você não vai gastar mais do que 4 minutos):

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=729

    Aí agora tente sustentar sua primeira afirmação.

    Ah, e só pra complementar, eis o que aconteceu com os países que mais a fundo aplicaram políticas de livre mercado (veja o que eram antes e o que viraram depois):

    Você, obviamente, não dará o braço a torcer, pois é um indivíduo contaminado pela ideologia e já repleto de idéias pré-concebidas (e isso você próprio admite). Mesmo que quisesse, não conseguiria mudar de ideia. Por isso mesmo, não irei insistir.

    Quanto a aquecimento global, nada palpito, pois não é minha área. E nem tive interesse em ler suas perorações, pois, se você tão fragorosamente demonstrou conhecer sequer o básico daquilo que critica, dificilmente terei algo de bom a aproveitar de suas parolagens sobre aquecimento global.

    Porém, se o seu argumento é o de que "a maioria dos cientistas acredita nele" (e tenho certeza que deve ser isso), então seu argumento é furado.

    O planeta comprovadamente já passou por tormentos muito maiores, e sobreviveu perfeitamente.

    Vá passear. Ninguém aqui é obrigado a ser educado com ignorantes e caluniadores.


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