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Seu padrão de vida hoje é muito maior do que o de um magnata americano há 100 anos
Sim, você é hoje mais rico que um Rockefeller em 1915

Morreu, no dia 20 de março de 2017, o bilionário David Rockefeller. Ele era o último neto vivo do magnata John D. Rockefeller, fundador da Standard Oil. Tinha 101 anos de idade.

Por ocasião de sua morte, a revista The Atlantic fez uma excelente reportagem descrevendo como eram as condições de vida nos EUA em 1915, ano em que David Rockefeller nasceu. Tomando por base o padrão de vida usufruído por uma pessoa de classe média hoje, as condições de vida há 100 anos, mesmo para um magnata, eram sombrias, extenuantes, perigosas e, por que não?, pobres.

(Para você ter uma ideia, em 1924, o filho de 16 anos do então presidente americano Calvin Coolidge faleceu em decorrência de uma bolha infeccionada em seu dedo do pé, machucado este que ele adquiriu ao jogar tênis no jardim da Casa Branca.)

Com isso em mente, eis uma pergunta que eu sempre faço em várias ocasiões, e que sempre gera reações controversas em meus interlocutores: qual seria a quantidade mínima de dinheiro que você exigiria para abrir mão de tudo o que você tem hoje, voltar no tempo e viver a vida de John D. Rockefeller em 1915?

Ou, colocando de outra maneira, se você vivesse em 1915 com um bilhão de dólares em sua conta bancária, você acha que teria o mesmo conforto e o mesmo padrão de vida que você tem hoje, com sua renda atual? Você acha que esta volumosa quantia de dinheiro seria capaz de garantir a você, em 1915, bens e serviços de alta qualidade, de modo a fazer com que você seja indiferente entre manter sua vida hoje, em 2017, ou viver como um Rockefeller em 1915?

Pense bem. Sem pressa. E com cuidado.

Comecemos pelo lado mais ameno e menos importante

Se você fosse um bilionário americano em 1915, você poderia, obviamente, adquirir imóveis de primeira. Você poderia ter um apartamente na Quinta Avenida, em Nova York, ou uma casa de praia em frente ao Oceano Pacífico, em Los Angeles, ou mesmo ter a sua própria ilha tropical em qualquer lugar do mundo (ou ter os três ao mesmo tempo).

Mas, quando você fosse viajar de Manhattan para a Califórnia, você levaria dias (em seu trem particular) e teria de atravessar vários terrenos inóspitos, sem muita opção de lugar para pernoite e sem a certeza de que haverá restaurantes no caminho (ou seja, você teria de separar quilos de comida apenas para a sua viagem de dias). E, se essa viagem fosse feita durante os escaldantes meses de verão, você não teria ar condicionado em seu vagão. Muito menos teria qualquer opção de entretenimento a bordo.

E, embora você talvez tivesse ar condicionado em sua casa em Nova York, vários dos locais aos quais você iria — escritórios, restaurantes, cinema, teatro — não teriam este luxo. E, no rigoroso inverno, praticamente não haveria calefação.

Viajar para a Europa levaria, provavelmente, mais de uma semana. Para ir além da Europa, várias semanas.

Quer enviar com urgência uma encomenda de Nova York para Los Angeles em apenas um dia? Lamento. Impossível.

Você também não poderia nem ouvir rádio (a primeira transmissão de rádio só ocorreu em 1920) e nem ver televisão (só a partir de 1935). Você, no entanto, poderia ter uma vitrola de última geração. (Não era estéreo, porém. E creio que mesmo os atuais adoradores do vinil iriam preferir ouvir música de um CD à musica tocada por uma vitrola de 1915). Obviamente, você não poderia baixar na internet as músicas que quisesse.

Também não havia muitas opções de filmes aos quais assistir. Você poderia, de fato, construir sua própria sala de cinema em sua mansão, mas não haveria muito material a ser visto. E, caso conseguisse que alguém estúdio de Hollywood vendesse para você alguma película, esta seria muda e em preto e branco. (Hoje, você pode baixar gratuitamente vários filmes pela internet, ou mesmo pagar Netflix ou Amazon Prime para ter acesso a outros filmes e séries).

Você teria um telefone, mas ele seria fixado à parede. (Não, você não teria nem Skype e nem chamadas via WhatsApp).

Você também teria uma limusine de luxo (ou o equivalente da época), mas as chances de ela quebrar durante um passeio pela cidade (com motorista) seriam muito maiores que as chances de o seu carro atual enguiçar quando você está indo para a academia de ginástica, para o cinema, ou para a aula de ioga. E, com a limusine enguiçada, você pacientemente teria de esperar, no banco traseiro, o seu chofer tentar consertar a máquina de improviso, sem poder telefonar ou mandar mensagem para ninguém avisando que irá se atrasar para um eventual compromisso.

Mesmo quando estivesse em sua residência em Manhattan, se você fosse acometido de um súbito desejo por uma culinária mais específica, como comida tailandesa, vietnamita ou do Oriente Médio, você estaria sem sorte: é improvável que seu chef tivesse a mais mínima ideia de como fazer isso. Nem mesmo havia restaurantes com essas opções em Nova York.

E, ainda que você tivesse o dinheiro para, no inverno de 1915, abastecer sua despensa em Nova York com frutas, mesmo para um bilionário como você tal extravagância não valeria a pena. A logística necessária para fazer com que as frutas chegassem a Nova York ainda frescas seria cara demais.

Sua conexão wi-fi seria dolorosamente lenta — opa, espera: não existia isso. Mas, pouco importa, pois você nem sequer teria um computador (ou um smartphone ou um tablet) e uma internet.

Você, de fato, poderia comprar todos os livros, enciclopédias e jornais científicos da época, bem como todas as revistas semanárias e jornais diários. (Haveria muita dificuldade para guardar todos eles, mas isso é o de menos.) No entanto, o seu acesso à informação, mesmo você sendo um bilionário, dificilmente seria maior e melhor que o acesso que qualquer cidadão munido de um smartphone e uma conexão à internet possui hoje.

Para começar, você não teria acesso instantâneo às notícias. Estas chegariam a você, na melhor das hipóteses, com um dia de atraso. Se fosse um evento ocorrido na Europa, a informação poderia vir com mais de uma semana de atraso. Adicionalmente, você não teria nada sob demanda. (Hoje, ao simples deslizar de um dedo, você tem acesso a toda e qualquer informação que queira, bem como a milhares de livros e filmes que podem ser lidos e vistos a qualquer momento. Pode também assistir, gratuitamente, a vários telejornais.)

Você poderia comprar o mais chique e refinado relógio suíço da época, mas mesmo ele não conseguiria manter as horas de maneira tão acurada como faz qualquer relógio barato de hoje (isso sem nem mencionar o relógio do seu smartphone, que está sempre atualizado).

Coisas mais sérias e graves

Mesmo a melhor e mais avançada medicina da época era horrível para os padrões de hoje: tudo era muito mais doloroso e muito menos eficaz (lembre-se do jovem filho do presidente Coolidge). Antibióticos simplesmente não estavam disponíveis. Disfunção erétil? Distúrbio bipolar? Aprenda a viver com isso. Essa era a única opção.

A mulher tinha muito mais chances de morrer durante o trabalho de parto. E o bebê, muito mais chances de não sobreviver após o parto. Mesmo tendo sobrevivido ao parto, a criança tinha muito menos chances de sobreviver à infância, uma vez que a cura para as várias doenças infantis ainda não havia sido descoberta. Paralisia infantil, tuberculose, difteria, tétano, coqueluche, meningite, pneumonia, rubéola, sarampo, varicela, hepatite etc. — tudo isso poderia levar à morte prematura de uma criança.

(Atualmente, não apenas a mortalidade infantil despencou em decorrência da invenção de remédios e vacinas para todas as doenças acima, como ainda fetos com problemas pulmonares recebem uma injeção intra-uterina e o problema é resolvido instantaneamente. Nos últimos 100 anos, a expectativa de vida aumentou 36 anos.)

Igualmente, por mais que você adorasse o seu labrador, a sua riqueza não seria capaz de comprar para ele todos os cuidados veterinários que hoje são rotina em todos os lares que possuem um cachorro. Ele não viveria muito.

Você poderia pagar um bom dentista, mas os serviços que ele seria capaz de fazer não eram nada invejáveis pelos padrões de hoje. E eram extremamente dolorosos. Ademais, a escova de dentes como conhecemos só surgiu em 1938. (Você poderia, no entanto, comprar as melhores dentaduras da época tão logo seus dentes apodrecessem e caíssem).

Se suas vistas ficassem ruins, o máximo que você poderia fazer seria contratar um bom oftalmologista para lhe fazer óculos. Tem catarata ou glaucoma? Que azar. Apenas se acostume com isso. (Hoje, você cura a sua catarata com um laser pela manhã e, à tarde, já sai do hospital e volta para casa.)

Métodos anticoncepcionais eram primitivos: não apenas eram bem menos confiáveis e eficazes, como também reduziam quase que por completo o prazer. Nada comparável à eficácia dos vários, baratos e altamente disponíveis métodos anticoncepcionais atuais.

Conclusão

Honestamente, eu não me sinto nem remotamente tentado a abandonar 2017 e me tornar um bilionário em 1915. Isso significa que eu, um simples professor universitário, sou hoje, pelos padrões de 1915, mais do que um bilionário. Significa que, pelo menos dadas as minhas preferências, sou hoje materialmente mais rico que John D. Rockefeller em 1915.

E se, como creio ser o caso, minhas preferências não forem atípicas, então praticamente cada indivíduo de classe média é hoje mais rico do que era o americano mais rico do país há 100 anos.

O que nos leva à grande constatação: todos esses avanços materiais criados pelo capitalismo resultaram primordialmente no benefício do cidadão comum. Essas conquistas disponibilizaram para as massas confortos, luxos e conveniências que não foram usufruídos nem sequer pelos bilionários de antigamente.

Uma porção desproporcional dos benefícios do capitalismo, do livre mercado, da inovação, da invenção de novos produtos, do comércio e dos avanços tecnológicos foi direcionada para o cidadão comum. E ainda há que vitupere tal arranjo.

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Leia também:

O grande beneficiado pelo capitalismo foi o cidadão comum, e não os ricos e poderosos

Nós não humanizamos o capitalismo; foi o capitalismo quem nos humanizou

 

13 votos

autor

Donald Boudreaux
foi presidente da Foudation for Economic Education, leciona economia na George Mason University e é o autor do livro Hypocrites and Half-Wits.


  • Polêmica  18/04/2017 15:20
    O texto é bem interessante, mas uma mente esquerdista diria que esse progresso é fruto apenas do avanço cientifico e não do capitalismo (que na verdade, segundo a mente esquerdista, estaria limitando os beneficios desse avanço para a população)
  • Sem nenhuma  18/04/2017 15:36
    Como você corretamente disse, apenas uma mente esquerdista (ou seja, ignara) pode dizer que avanço científico, tecnológico e material está dissociado do capitalismo, sendo que a realidade é que é justamente o capitalismo -- e sua acumulação de capital -- quem permite o progresso científico, tecnológico e material.

    Capitalismo significa acumulação de capital. E capital é tudo aquilo que gera riqueza futura. Capital é toda a riqueza acumulada — que pertence a empresas ou a indivíduos — e que é utilizada para o propósito de gerar mais riqueza futura.

    Para acumular capital é necessário poupar e investir. E são os investimentos -- possibilitados pela poupança e pela acúmulo de capital -- que criam a tecnologia e o avanço científico.

    No dia em que alguém demonstrar ser possível haver avanço tecnológico, científico e material sem investimentos e sem acumulação de capital, aí sim você poderá dizer que essas três coisas estão totalmente dissociadas do capitalismo.

    Por que uma sociedade poupadora enriquece e uma sociedade consumista empobrece

    Nós não humanizamos o capitalismo; foi o capitalismo quem nos humanizou


    P.S.: se fosse verdade isso que você disse, então Sudão, Etiópia e Guiné-Bissau (países não-capitalistas e sem capital acumulado) teriam as mesmas chances de fazer avanços científicos, tecnológicos e materiais que EUA, Alemanha e Suíça.

    É cada um...
  • Leonardo  19/04/2017 20:26
    Investimento , produto de capital acumulado, em tecnologia e ciência foi o que nos deu e nos proporcionou todo nosso conforto de hoje, ou seja uma coisa boa. Garanto para você, que, se o governo ou estado, tivesse no controle do desenvolvimento tecnologico, não estaríamos nem de longe nesse patamar. De repente foi isso que ele quis dizer.
  • Carlos  22/04/2017 12:50
    E como explicar os avanços antes do capitalismo?
  • Ricardo  22/04/2017 13:32
    Quais foram? Até 1800, o mundo estava literalmente estagnado. E estava assim há séculos. No entanto, a partir de 1800, a economia mundial passou a crescer 2,5% ao ano. E, a partir de 1950, 2% ao ano.

    O que gerou este repentino crescimento econômico a partir de 1800? Isto:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2509
  • Carlos  23/04/2017 18:44
    Prezado autor,

    Comparar épocas é uma comparação válida, mas quando levamos em conta o mesmo objeto. Claro que o padrão, as quantidades de bens e os recursos estão diferenciado entre 1915 e 2015. No entanto, devemos comparar as mesmas classes. O que mudou para um magnata de 1915 e para um magnata de 2015? E, principalmente, o que mudou para um pobre de 1915 e um pobre de 2015? Para alguém que não tem acesso aos bens por falta de recursos econômicos, não há diferença alguma entre ser pobre em 1915 e pobre em 2015, pois os "ganhos" do capitalismo não chegam até estes...
  • Maurício   23/04/2017 19:19
    "O que mudou para um magnata de 1915 e para um magnata de 2015?"

    O padrão de vida do magnata de 2015 é muito maior.

    "E, principalmente, o que mudou para um pobre de 1915 e um pobre de 2015?"

    Essa sua pergunta é realmente séria ou você está de zoeira? O padrão de vida do pobre de hoje é infinitamente superior ao do pobre de 1915. Pra começar, sua expectativa de vida aumentou 35 anos. Seu acesso a bens materiais se expandiu enormemente. Hoje o pobre tem geladeira, fogão, televisão, colchão macio, ventilador, carro (ou moto) e até mesmo computador.

    Ele só não tem acesso àquelas coisas que são monopólios estatais, como rede de esgoto e saneamento básico. Ele também não tem acesso a tablets e laptops porque o governo, amorosamente, coloca uma tarifa de importação de 35% sobre esses produtos "supérfluos". E também porque o governo desvaloriza a moeda, impedindo ainda mais os pobres de importar.

    Ou seja, tudo aquilo que é fornecido pelo mercado está à disposição dos pobres. Já aquilo que é fornecido pelo estado ou que o estado encarece artificialmente de fato não está à disposição.

    Quem realmente ferra os pobres? Sim, esta mesma entidade que você defende.

    "Para alguém que não tem acesso aos bens por falta de recursos econômicos"

    Por falta de recursos econômicos não. Por causa de bloqueios, tarifas, impostos e desvalorizações da moeda geradas pelo governo.

    "não há diferença alguma entre ser pobre em 1915 e pobre em 2015"

    Você realmente não pode estar falando a sério. Mesmo com todas as ferradas que o governo carca nos pobres, ainda assim o padrão de vida destes subiu. E muito. E graças ao capitalismo.

    "pois os "ganhos" do capitalismo não chegam até estes..."

    Vamos fazer um exercício básico de lógica.

    Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

    Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

    Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

    Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

    Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

    Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

    Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

    Pois é. Você acabou de responder quem é que impede os pobres de usufruir os benefícios do capitalismo.

    Tente utilizar mais a lógica da próxima.
  • Carlos  24/04/2017 00:52
    Prezado Maurício,

    Quem parece ter fugido à lógica foi você. Você acrescentou ao texto o Estado e aproveitou isso para falar todo o horror que você sente por esta entidade. Mas esta não foi a resposta da minha pergunta. E como falta lógica para responder a minha pergunta, tentarei ser minimamente detalhista na pergunta:

    Tomando a definição de que pobre é "aquele que não tem recurso para conseguir bens de consumo", pergunta-se "qual a diferença entre um pobre de 1915 e um pobre de 2015?". Mais detalhadamente, se um pobre não possui recursos para adquirir bens e serviços seja em 1915 ou 2015, que diferença faz para este pobre (que não pode adquirir bens) existir uma maior quantidade de bens e serviços em 2015? Esmiuçando ainda mais a pergunta, é fato que há mais bens e serviços em 2015, mas se um pobre continua pobre, i.e., sem capital para adquirir bens e serviços, que diferença faz para este pobre (que não tem recursos para adquirir bens e serviços) que existam mais bens e serviços?

    Caso precise que eu desenhe, é só avisar...
  • Josue Reis  03/05/2017 14:06
    Prezado Carlos, apesar de o Maurício ter detalhado exaustivamente a resposta à sua pergunta, só me leva a crer que, ou você não leu o que ele postou ou é problema de analfabetismo funcional mesmo (juro que não estou querendo ofender). Por que o pobre não tem um terreno para construir uma casa (ou permanecer alí até que consiga construir uma)? Resposta: por causa do Estado! Por que o pobre tem que viver catando latinha ou comendo comida do lixo pra sobreviver? Resposta: por que o Estado não permite que ele tenha uma profissão que aceite a sua qualificação nula para receber menos que um salário mínimo! Daí em diante me diga como o pobre pode não ter o que quiser com seu trabalho se ele poderia aproveitar o salário (ainda que baixo) para se qualificar minimamente e conseguir um trabalho melhor, aumentando continuamente o seu padrão de vida? Tem certeza que eu preciso desenhar pra você tudo isso que eu falei?
  • Infiliz  09/05/2017 20:40
    Resposta: comida e antibióticos
  • Elias Mendes  29/05/2017 02:44
    Carlos, a mensagem central do texto é a ideia de que, se compararmos dois indivíduos, sendo um de 1915 e o outro de 2015, que possuam a mesma renda mensal, veremos facilmente que este último terá acesso a mais e melhores produtos e serviços que aquele. Isso também vale para o caso de esses dois indivíduos serem pobres.
  • Josué Melo  18/04/2017 15:44
    Realmente, nada se compara. Mas com certeza foi por essa falta de conforto que muitas pessoas tinham motivação de inovar e empreender. Rockfeller, Carnegie, entre outros, por terem vindo da pobreza e falta de condições, tinham tino e ambição pra transformar o mundo ao redor deles. Hoje o excesso de conforto infelizmente tem criado homens acomodados, apáticos e sem ambição.
  • Abraão  18/04/2017 18:54
    Se o avanço atual é fruto do avanço da "ciencia" é algo bem questionável. A ciencia não é garantia de avanço algum, e muitos filosofos questionam sequer se a ciencia pode nos dar o avanço que vemos hoje. Tudo pode ter sido mero fruto do bom senso que todos possuem e a ciencia pode nada ter a ver com isso, ou pode ser fruto de uma revelação. Muitos cientistas descobriram coisas dormindo, ou por acidente, ou seja, não é necessariamente a "ciencia" que nos garante avanço tecnologico.
  • Pobre Paulista  20/04/2017 12:06
    No gancho do seu raciocínio: Ainda argumentarão que é exatamente por essa razão que o ensino e pesquisa devem ser mantidos pelo estado. "Ensino público gratuito e de qualidade"
  • Max Stirner   18/04/2017 15:39
  • Andre  18/04/2017 16:16
    1915, quase tudo que gosto já estava disponível nesta época e inclusive meu ramo de atuação.
  • William  18/04/2017 16:41
    Livros, filmes, documentários, desodorantes, sabonetes, água encanada, pasta de dente, aspirinas, odontologia e comida farta sob demanda já estavam disponíveis? Não sabia.

    Caso não sejam essas as coisas "de que você gosta" (e que não estavam disponíveis à época e das quais você diz não sentir falta), digo apenas que sou feliz (e minhas narinas agradecem) por você não estar no meu círculo de amigos.
  • Andre  18/04/2017 19:39
    Pela sua análise quando entramos nos trens da CPTM em horário de pico voltamos ao ano de 1915, pois as pessoas fedem mais que cachorros de rua. A propósito, sabonete é do séc VI e aspirina estava nas prateleiras alemãs em 1899.
  • Pobre Paulista  18/04/2017 17:33
    Já tinha XVideos em 1915? Não sabia.
  • Marcos  18/04/2017 19:53
    Andre, você se importaria em compartilhar os seus gostos pessoais? Juro que não quero pegar no pé, mas se sua afirmação for realmente verdadeira, então você é indiferente entre viver no Brasil ou em Cuba ou Venezuela, algo difícil de acreditar.
  • Andre  18/04/2017 20:12
    Faça as pergunta ao inverso,

    "Você gosta de viver como um pobre trabalhador mediano atual, vendendo seu tempo na terra realizando o sonho de outras pessoas enquanto é perseguido pelo imposto e arrasado pela inflação? Mas apesar disso tem à disposição vários meios de prolongar e anestesiar este sofrimento por décadas"

    "Você odiaria ser um bilionário em 1915 com tudo da época a sua disposição, morrendo prematuramente de maneira ordinária, escrevendo seu nome na história?"

    Não estou ignorando a óbvia melhora em 100 anos, e dizendo que eu sim abriria mão do atual conforto para ser bilionário com todos os riscos incluídos.

  • Marcos  18/04/2017 20:43
    Ah, tá, era isso. Por um momento, realmente cheguei a imaginar que você fosse apresentar um pensamento minimamente original, sem clichês e lugares comuns. Realmente pensei que você fosse trazer um insight novo ou diferenciado, mostrando algo que até então havia passado em branco. Mas não.

    No final, foi apenas a mesma ladainha marxista de sempre. "Ai, prefiro ser um bilionário morrendo jovem com tuberculose e sífilis a ter de passar pela suprema humilhação de trabalhar para alguém em troca de um salário".

    A mentalidade da luta de classes é tão deletéria, que ela aniquila até mesmo a autoestima da pessoa, fazendo-a perder completamente a noção da realidade. Lamentável.
  • Guilherme  18/04/2017 20:48
    Sem contar que a declaração dele foi uma explícita confissão de derrotismo. Ele disse que preferiria viver em 1915 porque ali ele automaticamente seria "alguém de sucesso" (só não sei o que ele faria para ser alguém de sucesso), em oposição à vida atual, na qual ele é, segundo o próprio, uma pessoa "mediana" e sem sucesso profissional.
  • Reserva de mercado  18/04/2017 21:02
    Ué, mas se você é mediano hoje, as chances é que você seria mediano em 1915 também.

    Só que mediano em 1915 é bem pior.

    E outra, se você diz isso, é porque não entendeu muito bem a mensagem do artigo. O artigo diz que você viveria de forma inferior ao seu padrão de vida atual, mesmo sendo bilionário.
  • Andre  18/04/2017 22:06
    Não é sobre padrão de vida, é sobre poder e influência, uma preferência pessoal, como destaquei desde o primeiro comentário.

    Vinicius, é sim Max Ghunter, adoro esse cara, mas há iletrados que acham que é marxismo...
  • Edson Brusque  19/04/2017 18:01
    "Não é sobre padrão de vida, é sobre poder e influência, uma preferência pessoal"

    Resumindo e deixando claro, você prefere "poder e influência" a "padrão de vida".

    Ok, está explicado.
  • Vinicius  18/04/2017 21:36
    "pobre trabalhador mediano atual, vendendo seu tempo na terra realizando o sonho de outras pessoas enquanto é perseguido pelo imposto e arrasado pela inflação"

    Isso é Max Ghunter não é? Ele costumava falar isso para despertar o animal investidor dentro de cada um.
  • anônimo  18/04/2017 16:38
    Quando eu era criança, anos 80 e poucos, acho q era 85 a 89, não me lembro bem, eu assistia um anime chamado Macross. Eu me perguntava porque a Terra desenvolveu uma tecnologia voltada para a diversão enquanto que os Et's tinham uma tecnologia militar. Eu até entendia porque os ET's tinham uma tecnologia militar, mas eu ficava me perguntando porque nós eramos assim. Mas eu não sabia que existiam locais no mundo que se assemelhavam aos ET's. Hoje eu entendo que o capitalismo é que produziu a tecnologia voltada para o entretenimento , o conforto e melhoria do padrão de vida. Por isso os países socialistas possuíam apenas tecnologia militar, mas nada para melhorar a vida das pessoas.
  • ermitao  18/04/2017 17:58
    Adorei o texto! Faz a gente pensar em como nos evoluimos, em menos de 100 anos conseguimos coisas que seriam impensáveis!!!!! Graças ao grande capitalismo libertador! Só nao entende isso quem tem a mente muito confusa...
  • John Maynard Keynes  18/04/2017 18:48
    Galera fala assim "Ai mas se nem todo mundo pode ter um IPhone 7 de 4000 reais, então ninguém pode". Mas se esquecem que um celular quantum, ou um blu, que tem preço acessível até para pobre, já é melhor do que um IPhone 4 p. ex. Qualquer celular moderno já é muito mais poderoso do que um server do tamanho de uma geladeira de 30 anos atrás. Realmente nem todo mundo pode ter uma masserati, uma ferrari ou um celular de última geração, mas se quiser ter, vai ter que desembolsar uma pequena fortuna. Não vejo problema nenhum.
  • Leandro  18/04/2017 19:20
    Sempre lembrando que um iPhone de quatro mil reais é obra e graça do governo brasileiro e suas tarifas de importação, carga tributária e políticas que geram desvalorização cambial. Nos países sérios, um iPhone não custa mais do que três dígitos.

    No mais, sobre essas pessoas, é sempre interessante a capacidade delas de absolver a entidade que realmente as esfola (o governo) e condenar os indivíduos (empreendedores) que fornecem bens e serviços voluntariamente. As pessoas culpam o empreendedorismo (que melhora suas vidas) e dão um passe livre para o confisco da sua riqueza feita pelo governo e pelos políticos.

    A única entidade que pode afetar, atrasar e atrapalhar todo esse progresso incrível, dificultando o acesso do cidadão comum a essas comodidades que melhoram seu padrão de vida, é o governo e suas políticas que destroçam a economia e o poder de compra das pessoas.
  • Luiz Romeu  18/04/2017 19:22
    Para voltar a 1915 é bem fácil: só ir até Havana e pedir cidadania
  • André Baptista  18/04/2017 19:23
    Para alguns a inveja corrói mais do que a pobreza. Com um bilhão em 1915 essa pessoa teria objetivamente menos recursos materiais, mas muito mais status.
  • Guilherme  18/04/2017 19:47
    Bem interessante o texto!
    O que faz nos pensar em como o capitalismo trouxe todas essas vantagens e confortos até para os mais pobres e graças ao capitalismo. O que também nos faz pensar que os padrões de 1915 são quase o que se tem em Cuba nos dias de hoje (com exceção de sabão, vidro e outras "tecnologias" já abundantes em 1915)
  • Tasso  18/04/2017 19:54
    "E se, como creio ser o caso, minhas preferências não forem atípicas, então praticamente cada indivíduo de classe média é hoje mais rico do que era o americano mais rico do país há 100 anos."

    No entanto, de acordo com os panfletos intelectuais de esquerda, isso ainda não basta, pois os ricos continuam sendo mais ricos que a classe média e os pobres.

    É muito mais importante xingar quem tem mais dinheiro do que trabalhar e produzir para melhorar o padrão de vida dos mais pobres.

  • Rafa  18/04/2017 19:58
    Por algum motivo que me foge à compreensão, quem mais critica o capitalismo são aqueles que mais usufruem de suas benesses...
  • Jo%C3%83%C2%A3o Kugler  19/04/2017 16:01
    A maioria das revoluções foram em tempos de crescimento...
  • Dalton C. Rocha  18/04/2017 20:02
    E de onde vieram todos estes avanços tecnológicos? De países capitalistas. Saíram de países capitalistas coisas como o cinema (mudo, sonoro e a cores), os antibióticos, as sulfas, as vacinas, etc.
    Sobram dedos nas mãos, para o número de prêmios Nobel em medicina, dados a pessoas do mundo comunista, nos últimos 100 anos.
    As cleptoditaduras marxistas só sabem produzir armas (Ak-47, mig-21, etc.) e porcarias tipo carros Lada e usina atômica de Chernobyl.
  • Tarantino  20/04/2017 03:38
    Como alguém já disse: "O comunismo conseguiu, através dos avanços tecnológicos, colocar o homem no espaço; só não conseguiu colocar carro na garagem e máquina de lavar na casa das pessoas"
  • matheus Furlan  18/04/2017 22:26
    eu voltaria se pudesse levar comigo todo tipo de equipamento necessario, como um celular com o maior cartão micro SD de hoje, com o maximo de livros possiveis do maximo de areas possives, biologia, medicina, fisica e etc.
    algo pra carregar a bateria do celular (q tb teria alguns jogos kkk) e conhecimento proprio pra n depender muito ddos livros e poder colocar mais livros de areas q n conheço.
  • André Gonçalves  19/04/2017 01:10
    Obrigado, capitalismo.
  • anônimo  19/04/2017 04:03
    Por que o IMB insiste em chamar um bando de ladrões de "governo" ?

    Por que não chamam essa turma de máfia ou quadrilha ? "Governo" de quê ?

    A segurança do "governo" causou recordes de pessoas baleadas. Os hospitais do "governo" são recordistas em mortes. As escolas do "governo" são recordistas em analfabetismo.

    Quem acredita em governo merece ser assaltado.


  • Gonçalves  19/04/2017 18:02
    Eu, que tenho 41 anos, não gostaria de retornar 20 anos no tempo, imagine 100 rsrs
  • Câmbio Pereira  19/04/2017 23:02
    O caminho das pedras é câmbio a R$ 8,00 e SELIC a 2%, só não vê quem não quer.
  • João  19/04/2017 23:59
    Em matéria de desenvolvimento e riqueza com certeza batemos outros tempos. Mas em matéria de liberdade estamos perdendo, quem leu Bertrand de Jouvenel sabe bem que o que caracteriza a humanidade nos últimos 500 anos é o crescimento absurdo do Estado e a destruição das liberdades individuais. Qualquer democracia hoje é mais tirana que qualquer monarquia medieval, só parecem melhores porque o Estado hoje tem poder de esmagar sem dificuldades qualquer reação ao seu poder e possuem meios de roubar seus suditos que são mais sutis e suscitam menos reações violentas.
  • Marcelo  20/04/2017 13:18
    Agradeço imensamente ao capitalismo! Quanto aos empreendedores também lhes agradeço pelo capitalismo sim, mas acredito que o "capitalismo selvagem " que observamos nas empresas, vai além dos maus salários, passa tbm pelas cargas horárias altas, alguns vão dizer: altas??? , trabalhamos 8 horas por dia!!! Gente é muito! Passamos um terço de nossas vidas trabalhando, sem contar o deslocamento nas grandes cidades... e nossa família? Nossos filhos? Cada um em casa com suas tecnologias, mas sozinhos, sem a companhia de seus pais, que trabalham cada dia mais para proporcionar a sua família o melhor que o capitalismo possa oferecer! Sou grato sim ao capitalismo, mas temos que evoluir agora na busca de tempo para formarmos cidadãos melhores para diminuirmos as drogas, criminalidade e tantas outros males que afetam nossa sociedade.
  • João  20/04/2017 17:40
    Tá vendo chifre em cabeça de cavalo. Você viu um problema mas identificou com a causa errada: apenas lembre que metade dessas 8 horas que você passa trabalhando são para pagar as contas do governo, e que ainda te obriga a seguir uma legislação rígida de trabalho que tira o teu direito de negociar o tempo de trabalho e o pagamento direto com o empregador e ainda te obriga a sustentar sindicatos com o imposto sindical. Esse mesmo governo ainda te obriga a colocar seus filhos no colégio sob a pena de ser preso para lá, longe de seus olhos, onde lá irão aprender as "maravilhas" sobre fumar maconha e do socialismo cubano. A culpa por todas as coisas que você mencionou não são do "capitalismo selvagem" e sim do estatismo galopante que nos obriga a trabalhar dobrado para sustentar um governo corrupto e mentiroso.
  • Eutôvon Bismarckq  22/04/2017 04:50
    Você identificou o problema mas não busca a resolução. Você trabalha 8 horas por dia é para pagar contas, e boa parte delas não tem utilidade. Capitalismo é bom, mas em se tratando da tua renda mensal, pagar internet, TV a cabo, compra TV nova, geladeira nova, filhos na escola particular, shopping final de semana... é realmente necessário? Não é possível reduzir os gastos?

    Você está trabalhando 8 horas por dia, se degastando. Isso tudo é para enriquecer. Mas enriquecer quem? O patrão, claro. Ninguém te obrigou a ser escravo de gente opressora. Você assinou um contrato de livre escola: CLT!

    Largue esse emprego, ele não vale nada! Se você me disser que não tem escolha, pois trabalha para sustentar a família, aí que eu te digo para sair deste emprego, mais um motivo para buscar coisas melhores.

    Todo dia tem gente ficando milionária no brasil (dados do IBGE). Gente superando as dificuldades. Sabe como? Empreendendo!

    Saia do emprego, trabalhe focado para enriquecer, só que aqui será para você e não para patrão opressor.
  • Emerson Luis  27/04/2017 12:04

    O mais risível é que os esquerdistas apontam as condições mais difíceis de décadas e séculos anteriores (que o capitalismo melhorou) como se fossem causadas pelo capitalismo, ao mesmo tempo em que assumem o crédito por essas melhorias (sendo que na verdade eles sempre as obstruíram e atrasaram).

    É difícil imaginar o quanto a situação seria melhor se não fosse o esquerdismo.

    * * *
  • Pedro  27/05/2017 16:48
    Quero o bilhão em 1915, sem dúvida alguma. Não teria a tecnologia e os bagulhinhos atuais, mas teria o mais importante: pessoas, muitas pessoas me servindo. Isso é qualidade de vida. Se machucar o pé e morrer, paciência. Afinal, hoje também é possível morrer de causas que no futuro serão facilmente solucionadas.
  • Tadeu Aguiar  30/05/2017 03:15
    Concordo. Agora imagine o pobre de 100 anos atrás!!


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