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Começou como dono de livraria e já é o segundo homem mais rico do mundo - por causa dos consumidores
Em uma economia de mercado, são os consumidores que decidem quem prospera e quem empobrece

No início, as debulhadoras aumentaram a produtividade no campo e levaram a uma redução na mão-de-obra empregada na agricultura. Posteriormente, tratores e colheitadeiras acabaram com as debulhadoras e reduziram ainda mais a demanda por mão-de-obra humana no campo.

O telégrafo e as ferrovias acabaram com a demanda por sistemas de comunicação que dependiam de cavalos, aumentando a rapidez e reduzindo os custos unitários.

Já os automóveis acabaram com a demanda pela indústria de charretes.

A produção em massa de produtos têxteis acabou com a demanda por itens artesanais.

As grandes lojas varejistas, com seus preços menores, reduziram substantivamente a demanda pelas pequenas lojas de bairro. Agora, as lojas especializadas em vender a desconto (surgindo em várias partes da Europa) estão acabando com a demanda pelas grandes redes varejistas.

Locadoras de vídeo reduziram a demanda por idas ao cinema. Hoje, a Netflix, a TV a cabo e vários outros serviços de streaming aniquilaram a demanda por locadoras de vídeo.

O sucesso do Napster (apesar de sua ilegalidade) foi o precursor da acentuada redução da demanda por produtos típicos da velha indústria fonográfica.

O modelo industrial da China, baseado em baixos custos de produção, remodelou todas as tradicionais indústrias dos países desenvolvidos. De uma perspectiva puramente econômica, não faz diferença entre contratar mão-de-obra barata ou instalar uma máquina mais eficiente, aumentando a automação. Os consumidores aprovaram.

A Dell, ao fabricar e vender laptops a preços baixos, reduziu a demanda dos consumidores por computadores tradicionais, além de ter eliminado vários intermediadores no processo de aquisição de um computador.

A Ikea fez algo similar com toda a indústria de mobiliário.

A internet reduziu a demanda dos consumidores por jornais tradicionais. Já a Google alterou completamente a indústria de marketing.

A Amazon reduziu substantivamente a demanda por livrarias físicas ao redor do mundo.

Uber, Lyft e Cabify afetaram severamente a demanda pela indústria de táxis.

Para onde quer que você olhe, não importa qual seja o setor da economia (excetuando-se aqueles que são monopólios estatais), você sempre notará os mesmos padrões:

1) Quem, em última instância, determina se uma indústria específica se tornou obsoleta são os consumidores;

2) São os consumidores que, ao mudarem suas preferências de consumo e suas exigências de qualidade, determinam que uma indústria específica que não mais os satisfaz tem de ser ou fechada ou inteiramente remodelada e reestruturada.

 3) O progresso econômico, chancelado pela preferência de consumo do público consumidor, reduz o emprego em determinados setores, mas leva à criação de novos empregos em outros setores.

4) Durante o processo de liquidação de determinados empregos, o grande desenvolvimento econômico trazido pelas inovações é capaz de multiplicar a produção per capita, afetando positivamente todas as classes sociais.

Isso sempre ocorreu ao longo da história, e não há nenhuma indicação de que tal processo será desacelerado. As empresas que hoje são vistas como inovadoras passarão a ser vistas como obsoletas no futuro, com sua existência entrando em risco. O próprio Jeff Bezos, criador da Amazon.com, admitiu que a Amazon não durará para sempre:

Empresas têm expectativas de vida muito baixas. E a Amazon será desbancada em algum momento. [...] Eu não me preocupo com isso porque sei que é inevitável. Empresas vêm e vão. E aquelas empresas que são as mais brilhantes, mais inovadoras e mais importantes de uma determinada era terão desaparecido algumas décadas mais tarde.

Por falar em Jeff Bezos e Amazon...

Na semana passada, o fundador e CEO da Amazon ultrapassou Warren Buffet e se tornou o segundo homem mais rico do mundo. Seu patrimônio líquido é hoje estimado em US$ 75,6 bilhões de dólares. Se a Amazon mantiver sua atual tendência de crescimento, não demorará muito para que Bezos supere Bill Gates e se torne o homem mais rico do mundo.

Sempre que uma pessoa ganha destaque na mídia por sua riqueza, a reação é imediata. E totalmente previsível. "O rico ficou mais rico e o pobre ficou mais pobre" é a inalterável máxima da esquerda.

Só que, não bastasse o fato de que essa frase é completamente mentirosa e refutada pelas evidências empíricas, o próprio Jeff Bezos é a comprovação de que, quando o empreendedor rico fica mais rico (no livre mercado, isto é, sem participar de esquemas de proteção e subsídios estatais), ele o faz porque deixou todas as outras pessoas mais ricas também.

E foi exatamente isso o que fez a Amazon.

A Amazon.com surgiu em 1995. Começou como uma livraria online, sinalizando o inevitável declínio das livrarias físicas muito antes da invenção de dispositivos que permitem a leitura digital, como Kindle, tablets e smartphones. Com o tempo, a Amazon se transformou em uma empresa especializada em vender e enviar todo e qualquer tipo de mercadoria comercializável.

Mas o sucesso da empresa não foi instantâneo. Muito pelo contrário: demorou muito para que a preferência dos consumidores se direcionasse para a empresa. Embora hoje seja difícil de acreditar, o fato é que a gigante não teve nenhum lucro em seus primeiros seis anos. Isso significa que foram seis anos operando no vermelho, ao mesmo tempo em que tinha de regularmente pagar salários aos seus empregados a cada duas semanas apenas para continuar operando.

Após esse período, a Amazon decolou. Desde 2001 — o primeiro ano que a empresa operou no azul —, a Amazon se tornou uma das maiores empresas do planeta. Hoje, ela é, de longe, o maior shopping center online do mundo. E como ela alcançou essa posição? Satisfazendo os consumidores, oferecendo cada vez mais produtos a pessoas de todos os continentes do mundo a preços menores do que elas encontram nas lojas.

Quem definiu o sucesso da Amazon foram os consumidores.

Obviamente, os concorrentes diretos da Amazon não são fãs do website. Nos EUA, em especial, a concorrência é feroz. Quando a principal loja de eletrônicos do país — a Circuit City — foi à falência em 2008, tudo indicava que sua concorrente direta — a Best Buy — dominaria o mercado e teria um futuro róseo pela frente. Ela seria a única grande rede varejista especializada em eletrônicos a sobreviver à recessão.

Mas foi a Amazon quem preencheu o espaço deixado pela Circuit City. E ela o fez tão bem, que a Best Buy, após sofrer consecutivas quedas nas vendas e ter até de trocar de CEO, simplesmente começou a copiar os preços praticados pela Amazon. Após isso, a grande maioria das varejistas adotou a mesma postura. Atualmente, Amazon e WalMart estão em uma briga feroz pela liderança do mercado varejista, o que está gerando uma feroz concorrência de preços, beneficiando exclusivamente o consumidor (leia artigo sobre isso aqui).

Esta é a grande beleza das varejistas online. Lojas que operam pela internet, como a Amazon, oferecem aos consumidores uma arbitragem instantânea. Utilizando apenas meu smartphone, posso conferir o preço de qualquer produto que estou pensando em comprar sem sair de casa. Isso "empoderou" — para utilizar o jargão da moda — o consumidor de uma maneira até então inédita. Na era das compras pré-internet, se um produto era mais barato nas lojas de um estado distante do seu, você simplesmente nada poderia fazer. Sua única opção era se resignar e comprar mais caro no seu estado. Hoje, com a internet e as lojas online, os menores preços do país estão a um simples clique de distância. E quem começou toda essa tendência foi a Amazon.

Estas inovações, obviamente, foram dolorosas para alguns varejistas. Mas foram ótimas para o resto da população. E essa concorrência mostrou que qualquer varejista que não quiser ir à bancarrota terá de ser agressivo para continuar operando no mercado. E como fazer isso? Reduzindo preços e agradando aos consumidores. As consequências não apenas são preços menores, mas tambem maior variedade de bens e melhores serviços.

A Amazon nos oferece também outra lição de economia. Nenhuma outra empresa no mundo demonstrou de maneira mais prática o brilhantismo da expansão do comércio. Antes desta revolução, mesmo com produtos sendo importados de outros estados ou de outros países, os consumidores locais ainda ficavam à mercê de quem quer que fosse a rede varejista local. A Amazon alterou completamente essa dinâmica. Em conjunto com as milhares de outras lojas online que a seguiram, a Amazon efetivamente ampliou o poder dos consumidores: ao praticamente abolir o fator 'distância' entre consumidor e vendedor, a empresa possibilitou ao consumidor ter acesso direto a mais produtos a preços melhores, fazendo da distância — outrora uma barreira intransponível — algo secundário.

Esta lição é particularmente relevante à luz do atual e infindável debate sobre livre comércio. O exemplo da Amazon deixa explícito que toda e qualquer política de restrição de importação — como tarifas protecionistas e barreiras alfandegárias — nada mais é do que uma estratégia para reverter o tipo de benefício que empresas como a Amazon geram para os consumidores. Ao ampliar o acesso a bens melhores e mais baratos, a Amazon fez com que várias redes varejistas tradicionais sofressem uma queda na demanda por parte dos consumidores. Quem se beneficiou? Os próprios consumidores, majoritariamente os mais pobres e a classe média.

Por isso, restrições governamentais ao comércio internacional com a justificativa de "proteger a indústria nacional" em nada diferem de eventuais medidas governamentais contra a Amazon para proteger as outras redes varejistas. Em última instância, tal medida não apenas pune os empreendedores mais eficazes e premia os mais ineficientes, como ainda prejudica aquele que realmente é quem deve decidir como tudo deve ser: o consumidor.

A Amazon e sua política de vender produtos bons a preços baixos para qualquer habitante do planeta (se o produto não chega barato até você, a culpa é das tarifas de importação, dos correios estatais e da desvalorização do câmbio) gerou um efetivo aumento no padrão de vida das pessoas. E mesmo as pessoas que não compram na Amazon foram beneficiadas por ela: foi ela, por meio de sua concorrência, quem impulsionou as outras empresas a reduzir seus preços (ou a não aumentá-los).

Jeff Bezos hoje já rivaliza com Bill Gates pelo título de homem mais rico do mundo. Como ele chegou lá? Agradando aos consumidores e aumentando o padrão de vida deles. Bezos enriqueceu, mas deixou todos nós um pouco mais ricos também.

 

12 votos

autor

Chris Calton
é estudante da Mises University e historiador econômico.  Veja seu canal no YouTube.


  • Trader  10/04/2017 16:09
    E com um detalhe importante: a inveja que é dirigida a Bezos é sem sentido quando você entende que a esmagadora maioria da riqueza dele é hipotética. Sim, sua riqueza está majoritariamente ligada às ações da Amazon. Ele detém 82 milhões de ações, o que equivale a 17% da empresa. Se ele tentasse vender suas ações e convertê-las em dinheiro, os preços desabariam e toda a sua riqueza seria enormemente reduzida. O volume de transações diárias de ações da Amazon nem sequer chegam a 4 milhões.

    Não importa o que dizem as teorias sobre mercado de ações, o fato é que os preços ainda são determinados por oferta e demanda. E simplesmente não há muitas pessoas endinheiradas o bastante para comprar ações a US$ 890 (que é o preço de uma ação da Amazon nos EUA). Se Bezos tentasse vender suas ações hoje, ele só conseguiria fazer isso a preços muito menores.
    Ou seja, seu patrimônio líquido só é de US$ 72 bilhões em um cenário hipotético no qual ele consegue vender TODAS as suas ações aos preços de hoje.

    Essa constatação destrói por completo qualquer argumento da esquerda de que ele enriqueceu à custa de miséria alheia. Ele enriqueceu porque traders no mercado valorizaram suas ações até US$ 890, baseando-se em todo o valor criado pela empresa (a qual foi voluntariamente agraciada pelos consumidores, que deram à empresa alta rentabilidade). Bezos não confiscou essas ações de ninguém, e sua riqueza pode prontamente desaparecer tão logo os preços das ações desabem.

    Igualmente, não enfiou a mão no bolso de ninguém para tomar dinheiro. Aproximadamente 90% do dinheiro que entra na Amazon sai imediatamente na forma de salários para seus empregados e para os empregados de todas as outras empresas que vendem produtos pela Amazon.
  • Tannhauser  10/04/2017 16:43
    Bem lembrado.

    Mas também cabe destacar que a bolsa americana foi inflada pelos QEs americanos. Ou seja, sem a intervenção do Governo estes caras não estariam tão ricos assim. Basta um estouro da bolha que eles perderão bilhões...
  • Arnaldo  10/04/2017 18:01
    sabia que já tinha lido isso em algum lugar hahaha

    "A lot of the envy is silly considering the vast majority of Bezos' wealth is hypothetical. His wealth is mainly tied up in Amazon stock, roughly 82 million shares or 17% of the company. If he tried to liquidate that he would lose a tremendous amount of that wealth since such a move would drastically drive down AMZN share prices. Daily trade volumes for the stock haven't breached 4 million.

    Despite all the various stock pricing theories, pricing is still driven by supply and demand. There are only so many people with so much in assets willing to buy the stock at the $890 per share price point. If he tried to sell all that Monday, he would quickly dip into purchase orders well below the current valuation.

    Bezos is worth those billions ONLY in the hypothetical scenario that he can get today's prices for all of that.

    This drives a stake in the heart of the argument he got rich off other people's misery. He only got rich because other traders on the market last made a trade at $890. He didn't "take" those shares from anyone and that wealth can just as easily vanish should share prices fall.

    Bezos didn't reach into any pockets and take cash. 90% of the money that flows into Amazon flies right back out to employees or workers at all the companies that sell products through Amazon."
  • Gafanhoto  11/04/2017 04:52
    Kkkkkkkk o cara copiou ??
  • Euto Bismarckq  12/04/2017 04:02
    Eu já ia te agradecendo pelo seu comentário, pois clareou mais minha mente sobre o assunto, até que vi que você copiou e traduziu do inglês e brochei de vez. Mas lembrei que não sei inglês e que só li por que está traduzido. Então, muito obrigadão cara, te amo.
  • WDA  20/04/2017 11:31
    Que feio isso, hein! Você copiou e postou como se o comentário fosse seu, hein, Trader!

    Há algo de positivo em se traduzir um trecho com idéias úteis e divulgá-lo. Mas o bom-senso, a moralidade e a honestidade intelectual exigem que se credite o trecho a quem de fato o produziu. E de preferência que se indique a fonte onde o trecho foi encontrado, para que outros também possam conferi-lo.
  • Ismael Bezerr  10/04/2017 17:07
    Completando: "o Youtube acabou com a televisão brasileira". Desde que adquiri minha smartv nunca mais assisti nenhum canal de televisão.
  • Felipe  10/04/2017 17:14
    Como eu disse em outro artigo: todos somos consumidores, inclusive o dono da Amazon.

    Enquanto isso, tenho de ouvir de professor de geografia de cursinho que o capitalismo deixa os ricos mais ricos e pobres mais pobres (isso até hoje não entendi). Realmente, o MEC odeia o mercado, apesar de depender exclusivamente dele.
  • Taxidermista   10/04/2017 17:18
    É por isso que quanto mais "direitos" são conferidos aos consumidores (que implica imposição de obrigações aos fornecedores/produtores) menos soberanos ficam os consumidores.

    O establishment jurídico, econômico, político e midiático não compreende isso (ou se nega ou não quer compreender): quanto mais "direitos" aos consumidores, mais se pune os fornecedores/produtores; quanto mais se pune os fornecedores/consumidores, mais se pune os consumidores.

    O mesmo se dá quanto à relação entre empregado e empregador: quanto mais "direitos" são conferidos aos empregados, mais se pune empregadores (impondo obrigações); quanto mais se pune os empregadores, mais se pune empregados.

    Isso é o que dá se negar a compreender que quando a relação de troca é voluntária não há soma zero (ambos saem ganhando); quando há coerção (institucionalizada) na relação, aí sim é que há soma zero (um ganha e outro perde: quem ganha é o burocrata estatal).
  • Sergio  11/04/2017 16:25
    Resumindo: o direito de um é a obrigação do outro.
  • reinaldo schroeder  10/04/2017 17:46
    Totalmente OFF:
    Gostaria que indicassem alguma literatura para jovens e crianças que trata de economia do "jeito austríaco".
    Tenho duas filhas jovens que acredito ser necessário ensinar como as coisas funcionam na vida real e não nos delírios de nossos governantes e academicos mainstream.
    Comento muita coisa do site com elas, mas vejo que não elas não têm paciencia para ler os artigos.
    Ou um canal do youtube sobre "economia austriaca" que possa ser indicado.

    Agradeço desde já.
  • Ulysses  10/04/2017 17:55
    Livros eu acho meio difícil, mas você pode começar por aqui:

    Ensinando o básico da ciência econômica para suas crianças
  • Taxidermista  10/04/2017 18:19
    Prezado reinaldo:

    tenho três livros para te indicar (que se encaixam no que vc está querendo):


    Esse do Peter Schiff (tem em português):

    www.amazon.com.br/Economia-Cresce-Quebra-Portugues-Brasil/dp/851998598X/ref=sr_1_9?s=books&ie=UTF8&qid=1491847830&sr=1-9


    Esse do Martín Krause (em espanhol):

    unioneditorial.net/novedades/novedades?page=shop.product_details&category_id=17&flypage=flypage.tpl&product_id=530


    E esse do Richard J. Maybury (em inglês):

    www.amazon.com/Whatever-Happened-Explanation-Economics-Investments/dp/0942617622


    Abraço.
  • FL  10/04/2017 19:10
    Caro Taxidermista, você sabe se esse livro do Peter Schiff é em formato de "quadrinhos"?

    Eu li essa versão em inglês, acho bem interessante para jovens, e tem também em formato de vídeo no youtube.

    https://youtu.be/bFxvy9XyUtg

  • Taxidermista  10/04/2017 19:37
    Meu caro,

    não é em quadrinhos; mas essa versão é ilustrada:

    www.amazon.com/How-Economy-Grows-Why-Crashes-ebook/dp/B00GPKQPIK/ref=mt_kindle?_encoding=UTF8&me=
  • reinaldo schroeder  10/04/2017 19:58
    Obrigado a todos!
    Já estou verificando os links e livros.
  • Rafael  10/04/2017 22:49
    É porque essa é o livro que o pai dele fez, Irwin Schiff: Why an Economy Grows and Why it Doesn't. aí, tempos depois, Peter Schiff fez essa versão mais completa, mas sem ser em quadrinhos.
  • Carlos Lima  11/04/2017 03:45
    Reinaldo:

    dependendo da idade delas, o vídeo cujo link coloco a seguir pode ser interessante. assista primeiro e você saberá se é o que precisa. acho vídeo melhor que livro para o pessoal mais jovem.

    https://www.youtube.com/watch?v=700yJblX3jw
    (O Dinheiro Como Dívida)

    depois q elas tiverem uma noção de como a coisa toda funciona, aí pode ser que se interessem por alguma leitura. duas que considero obrigatórias são:

    BUMERANGUE de Michael Lewis
    O FIM DO FED de Ron Paul

    mas realmente não existe nada melhor do que navegar no site do IMB e ler os artigos que lá estão. é como visitar outra dimensão.

    eu destacaria principalmente os artigos assinados pelo leandro roque, que são super didáticos, bem ilustrados e fáceis de entender, mas tudo que tenho lido por lá, de autores diversos, é de alto nível.

  • EUGENIO  10/04/2017 18:49
    A MAQUINA VENCENDO EM TODAS AS ÁREAS PODE TIRAR CONSUMIDOR DO CONSUMO?
    Descrição perfeita do momento,os consumidores decidem comprar ou não, o produtor fica rico ou não, tudo belezinha só que a massificação da produção e produção de serviços está terminando,como um tsunami com empregos, de forma também massiva,sem dar tempo de reciclar grandes massas de trabalhadores para outras funções.
    Como NUNCADANTEZVISTO exercitos,agricultores,motoristas,médicos,cobradores de onibus,MILHARES DE FUNÇÕES HUMANAS estão sendo substituidas por MÁQUINAS INTELIGENTES, E MUITO.
    No "TEMPO DA GALOCHA" dava tempo de reciclar um operário,um motorista,um torneiro mecanico para outras funções, (até para presidente de país), mas o que fazer com milhões e milhões de desempregados,por um tempo enorme NÃO MAIS FUNCIONAIS, e que são CONSUMIDORES? Sem renda como vão eleger o mais rico e competente comprando seus produtos e serviços robotizados?
    Tem estudioso muito esforçado,que mostra gráficos da mecanização/robotização no fabrico e prestação de serviços, DO PASSADO,sendo que o momento, no aqui e no agora,o NIVEL DE AUTOMAÇÂO DA PRODUÇÂO DE BENS E SERVIÇOS não tem precedente, INVALIDANDO DADOS e graficos DO PASSADO, MESMO RECENTE.
    SOU TOTALMENTE A FAVOR DA ROBOTIZAÇÃO E AUTOMATIZAÇÃO,TORNA CUSTO DE PRODUTOS ACESSÍVEIS ,MELHORA A VIDA DE TOSDOS, INDUBITAVELMENTE, EM TODAS AS ÁREAS!
    OS MILHÕES DE TRABALHADORES DESLOCADOS FARÃO O QUÊ?DE ONDE VIRÁ A SUA RENDA,SÃO CONSUMIDORES ? É A MINHA PREOCUPAÇÃO.
    Venho trazendo este assunto pois não vejo ninguém dos grandes iluminados abordarem este assunto.Enfatizo que EM TODAS AS ÁREAS e EM NIVEL NUNCA VISTO A MÀQUINA SUBSTITUI A FUNÇÃO DE HUMANOS,irreversivelmente,e estes deixam de ter renda, consequentemente de consumir.
    Está fora de questão pensar em quebrar máquinas, ou não usá-las, mas é um problema e sério, tanto que poucos ousam tocar ,opinar sobre êle.
    Também trabalho há 50 anos na área de telecomunicações , mais recentemente informatica,acompanho o assunto desde os tempos da "valvula eletronica",transistor,circuito integrado(microeletronica),NANOELETRONICA, e hoje já temos computadores quânticos,o que me dá uma visão do problema em questão um pouco diferenciada da de quem é de outras áreas, e isso me faz tentar trazer o assunto a discussão, pois parece que ninguém se deu conta.
    Grandes pensadores e empresas, SPACE X,por exemplo,está sèriamente preocupada com o avanço da inteligência artificial, dos complexos destas já existentes, e de como readequar o HUMANO,interface biomáquina etc.
    Se mexeu com o consumidor,trabalhador,o motor, mexeu com a economia e é sim um assunto para este espaço, fórum.
    MILHÕES DE TRABALHADORES EM NOSSO PAIS, E MUNDO AFORA NÃO VOLTARÃO A SEUS EMPREGOS , POIS ESTES JÁ NÃO MAIS EXISTEM! ESTÃO OCUPADOS POR MÁQUINAS!
  • Sampaio  10/04/2017 19:07
    Nunca viu ninguém abordando? Você chegou hoje a este site, né?

    Automação versus empregos - como ter uma carreira para a vida inteira

    Os robôs tomarão o seu emprego?

    A automação e a robótica, ao contrário do imaginado, serão os grandes geradores dos empregos futuros

    A automação irá nos empobrecer? Muito pelo contrário

    A social-democracia está em entrando em seu último suspiro - e será abolida pela automação

    As máquinas continuarão substituindo o trabalho humano? Sim. Quem deseja isso? Os consumidores

    Outra coisa: esse fenômeno que você descreveu é antiqüíssimo. Começou lá na agricultura. Quando a mecanização se intensificou no campo e a mão-de-obra migrou para a cidade, todos diziam que o mundo iria acabar e que todas essas pessoas teriam de ir para a fila do pão.

    No entanto, aconteceu exatamente o oposto: essas pessoas encontraram novos empregos em áreas que até então não existiam e as quais ninguém jamais imaginara poder existir. Quem, há 20 anos, imaginaria ser possível ganhar dinheiro como YouTuber ou blogueiro?

    Isso vem acontecendo há séculos. Qual o seu argumento para prometer que "dessa vez será tudo muito diferente"?
  • EUGENIO  11/04/2017 02:57
    SUA MAJESTADE O CONSUMIDOR,HOJE E SEMPRE! (enquanto consumidor)

    Sim, correto, OS CONSUMIDORES QUEREM, ADORAM(não percebem que terão que ter emprego e renda para consumirem mesmo baratinhoo)tudo isso já aconteceu, há séculos, e tudo se acomodou pois estas mudanças eram lentas...L EN T A S... SETORIAIS ... agora tudo é igual ao antigamente, menos A VELOCIDADE DAS SUBSTITUIÇÕES, e o tempo e o custo de reciclagem dos humanos para um nível no qual as máquinas ainda não possam ser utilizadas.
    NUNCADANTEZ existiram máquinas com inteligência tão avançada , superam em muito,humanos em quase todas as áreas,e isso NUNCA HOUVE NO TEMPO EM QUE O TERMOSTATO ERA A MAIOR INTELIGÊNCIA DA MÁQUINA ;estender o assunto é chover no molhado,hoje, desenvolveram algoritmos para um programa escrever para qualquer perfil de leitor qualquer gênero,musica,literatura,na engenharia,medicina,militar,segurança,como bem disseram e GRIFARAM: os consumidores perceberam o diferencial de custo e performance e elegem o melhor produto, NÃO PODERIA SER DIFERENTE, SÓ PERIA SER ASSIM,E ASSIM SEMPRE SERÁ,mas não percebem que necessitarão empregos para ter renda e consumir.
    Se isso não é compreendido, eu vou tentar DESENHAR .
    SPACE X que é uma referência,tenta um esboço de interface cerebro humano-computadores,"acoplamento direto",(bio chips já existem) para que o homem possa "continuar no páreo",suas melhores cabeças pensantes se deram conta,outros ,"padrão NOBEL" estão se pronunciando.
    O berço esplêndido é confortavel,uma maravilha...
    Ahhhh, "SE ASSIM NÃO SÊSSE,QUE BOM FORIA"

    PS.:
    1-os índios e os animais selvagens perceberam os sinais da natureza e se escafederam antes do TSUNAMI, A N T E S,
    os descansados e o boa vida SIFU. Não diferenciaram nem perceberam os sinais que os bichos atentos perceberam e agiram para não serem extintos.
    2- Não tenho emprego, portanto não perderei emprego;felizmente como falei, venho percebendo isso e criei já a algum tempo,estruturas para gerar riquezas independente de emprego, e de humanos como empregados permanentes, contrato eventualmente,terceirizo quando necessito, pois leis sociais existentes e sindicatos,"coletivos", inviabilizam grande parte de empreendimentos.
    3-Antevejo que o trabalhador será um gerador de riqueza,vendendo seu produto, o seu trabalho, e poderá dar nota fiscal de serviço ,poderá optar por pagar seus beneficios fiscais como e onde achar melhor,fará o seu histórico se esforçando para estar atualizado e no "mercado" .Pagará "gigolagem sindical "se quiser, será livre para fazê-lo.

  • Voc%C3%83%C2%AA j%C3%83%C2%A1 cuspiu em um fascista ?  12/04/2017 16:34
    Eugênio, as mudanças acontecem de forma rápida. Entretanto hoje se tem mais recursos que te ajudam a mudar na mesma velocidade.
  • Etibelli  13/04/2017 00:41
    "tudo isso já aconteceu, há séculos, e tudo se acomodou pois estas mudanças eram lentas...L EN T A S... SETORIAIS ... agora tudo é igual ao antigamente, menos A VELOCIDADE DAS SUBSTITUIÇÕES, e o tempo e o custo de reciclagem dos humanos para um nível no qual as máquinas ainda não possam ser utilizadas"

    O fato de uma mudança ou disruptura em um nicho de mercado ser lenta ou rápida depende puramente da análise histórica e econômica do período, e não de uma visão solta sem arcabouço algum. Para tanto, vou mostrar lhe que sua percepção não condiz com a realidade.

    Primeirmente uma contextualização histórica, na transição da era pré-capitalista para o capitalismo, o acúmulo de capitais, atrelado à presença maciça de mão de obra nas cidades, possibilitaram o progresso avassalador da divisão do trabalho e na comunicação, engendrando, com isso, uma crescente eficiência na produção e no comércio. Decorrente disso, a inovação; representada pela manofatura e, ulteriormente, pela maquinofatura; viabilizaram uma produção muito maior às expensas de um menor trabalho material ou físico. Isso se mostra evidente nos escritos de Smith e Marx. Logo, a otimização da produção por meio do maquinário legou aos trabalhadores um progresso contínuo na sua qualidade de vida e uma maior disponibilidade de tempo para outras atividades, ou no início do processo industrial europeu um incremento e variedade de bens acessíveis ao trabalhador se comparado à seus antepassados feudais. Novos postos empregatícios são criados, novas demandas urgem e, por fim, há "menor" dispêndio de capitais em processos produtivos, o que permite a sua alocação em outros setores incipientes.

    Nessa perspectiva, na mudança do feudalismo para o capitalismo nascente, contrariamente ao que você advoga, as substituições de seres humanos por máquinas ocorriam num ritmo célere se comparado ao atual. O nascimento do processo manofatureiro e industrial acarretava numa divisão ainda pueril trabalho se comparado à dinâmica que vivenciamos hoje. Devido à isso as grandes industrias e manufaturas, que no época eram relativamente poucas, empregavam um gigantesco contigente de mão de obra para efetuar trabalhos mais gerais com o auxílio de um maquinário ainda rudimentar. De fato, esse cenário não perduraria por muito tempo, o gigantesco salto científico e tecnológico produzido durante os séculos XVI, XVII e XVIII no estudo da física e da química e de outras áreas serviram de alicerce para inovações cada vez mais frequentes na indústria, resultando assim em novas máquinas e modelos de produção mais eficientes e com menores custos operacionais. Impingindo, portanto, uma divisão ainda maior do trabalho. De modo que as  indústrias até então ofertantes de variados bens, passaram a fornecer bens específicos e até então inexistentes,  o que possibilitou uma diversificação initerrupta do mercado e, por fim, novos postos de trabalho. (essa é uma explicação bem simplória, não me entenda mal)

    Até aqui, você poderia alegar que tal conjectura causou um desemprego repentino entre os trabalhadores das cidades industriais do durante o século XVII e XVIII, entretanto são outros fatores vinculados às ações dos Estados na nascente economia capitalista que moldaram e moldam até hoje o temível e famoso desemprego estrutural e não a evolução tecnológica em si como vários defendem. Não pretendo discorrer sobre essas razões no momento

    Queria pontuar mais algumas objeções, mas fica para depois!!

    Abraço!
  • Roque Jr  11/04/2017 02:48
    Leandro em OFF:

    Primeiro compartilharei um comentário questionando os níveis econômicos antes e depois da crise e sobre uma futura crise. Eu particularmente gosto de analisar o que está acontecendo em uma economia e tentar prever as consequências desses resultados no futuro.
    Pois bem:"o 1º gráfico é a dívida total dos EUA.
    Pouco antes da última recessão, ele estava em cerca de 50 trilhões de dólares, e hoje está rapidamente se aproximando dos 63,5

    trilhões de dólares.
    All Sectors; Debt Securities and Loans; Liability, Level (DISCONTINUED)

    O 2º gráfico é a velocidade do dinheiro. Quando uma economia está saudável, o dinheiro tende a mudar de mãos e circular através

    do sistema muito rapidamente. Portanto, faz sentido que a velocidade do dinheiro tenha caído drasticamente durante a última

    recessão. Mas por que ele continuou indo para baixo desde então? E uma queda tão drástica nunca tinha acontecido antes nos

    EUA como pode ver no gráfico.
    Velocity of M2 Money Stock

    O 3º gráfico é a taxa de emprego.Pouco antes da última recessão, aproximadamente 63 por cento da população em idade de

    trabalho nos Estados Unidos estava empregada. Durante a recessão, essa proporção caiu para abaixo de 59 por cento e

    permaneceu lá por vários anos. Apenas recentemente, subiu um pouco acima de 59 por cento, mas ainda está muito, muito longe

    do que costumava ser.

    Civilian Employment-Population Ratio

    O 4º gráfico é a taxa de participação da força de trabalho. Como podem ver a taxa de participação da força de trabalho está caindo

    desde a última recessão, o que demonstra que o mercado de trabalho está pior do que antes da recessão.
    Civilian Labor Force Participation Rate

    O 5º gráfico é a taxa de inatividade para os homens. Pouco antes da última recessão, a taxa de inatividade para os homens em

    seus anos de trabalho principal era de cerca de 9 por cento. Hoje é apenas de cerca de 11.5 por cento.
    Inactivity Rate: Aged 25-54: Males for the United States

    O 6º gráfico é a inflação. É dado que a renda média familiar americana está aumentando depois da recessão, mas os custos de

    vida não declinaram, eles aumentaram.
    Consumer Price Index for All Urban Consumers: All Items

    Ou seja, para mim os EUA estão em uma condição muito piores do que antes da última recessão, mesmo com alguns índices

    melhorando, a saúde financeira americana está debilitada mesmo depois do congresso americano diminuir os déficits

    orçamentários de Obama.

    Depois disto tudo apresentado, isto seria uma indicação de uma crise chegando? Pode ser a bolha da dívida?

    E não só isso, eu estou acompanhando um site que fala especificamente sobre isso, embora mais detalhadamente.

    Alguns artigos:

    Bubbles, Bubbles Everywhere

    58 Facts About The U.S. Economy From 2015 That Are Almost Too Crazy To Believe

    This Is One Of The Big Reasons Why So Many Families Are Feeling Extreme Financial Stress

    Virtually Everyone Agrees That Current Stock Market Valuations Are Not Sustainable

    And That A Great Crash Is Coming


    Até mesmo problemas estruturais: 11 Deeply Alarming Facts About America's Crumbling Infrastructure

    Passando para o lado da conspiração:

    A Crise do Dólar – O

    bilionário George Soros aposta contra os governos

    "Essa semana uma noticia importantíssima foi veiculada pela Bloomberg.
    Como sempre, o mercado financeiro brasileiro, ignorou essa notícia para dar importância ao que hoje significa audiência, que é

    falar da política nacional.
    O bilionário investidor George Soros, revelou que fez investimentos agressivos no ouro e reduziu significativamente a exposição

    de seu fundo em ações.
    Chega a ser engraçado que um investidor desse porte esteja saindo do mercado de ações americano, no mesmo momento que a

    bolsa lá registra novos recordes.

    Deixa eu te contar uma história:
    Em Setembro de 1992, Soros apostou contra a Libra, a moeda inglesa. Uma aposta pequena de cerca de U$ 10 bilhões. Ele estava

    apostando contra a relutância do Banco Central da Inglaterra em aumentar a taxa de juros, exatamente como vemos hoje com o

    FED, nos Eua.
    Finalmente o BCI converteu a sua moeda com um mecanismo chamado, Exchange Rate Mechanism. Isso fez a Libra desvalorizar

    significativamente, gerando um lucro de U$ 1,1 bilhões a Soros.
    Ele ficou conhecido como " o homem que quebrou o Banco da Inglaterra."
    Agora Soros que já fala sobre a gravidade da crise chinesa e também da situação americana, resolve começar a montar

    posições estratégicas no ouro.
    Isso porque se espera uma forte valorização dos metais nesse cenário econômico mundial, abandonando até a euforia de topo na

    bolsa americana.
    Leia a notícia:
    (Bloomberg) — O bilionário George Soros reduziu em mais de um terço os investimentos de sua firma em ações dos EUA durante o

    primeiro trimestre e comprou uma participação de US$ 264 milhões na maior produtora de ouro do mundo, a Barrick Gold.
    O valor dos investimentos públicos do Soros Fund Management caiu 37 por cento, para US$ 3,5 bilhões, até o fim do último

    trimestre, de acordo com um documento do governo na segunda-feira. Soros adquiriu 1,7 por cento da Barrick, que passou a ser o

    maior ativo da firma em uma empresa negociada em bolsa nos EUA.
    Soros também divulgou a posse de opções de compra em 1,05 milhões de ações no SPDR Gold Trust, um fundo negociado em

    bolsa que monitora o preço do ouro
    Em janeiro, o ex-gerente de hedge fund que agora é filantropo disse que um pouso forçado na China era "praticamente inevitável"

    e acrescentou que uma queda assim intensificaria as pressões deflacionárias mundiais, faria com que as ações caíssem e daria

    um impulso aos títulos do governo dos EUA.
    Soros vendeu uma participação na Level 3 Communications que estava avaliada em US$ 173 milhões até o dia 31 de dezembro e

    um ativo na Dow Chemical , avaliado em US$ 161 milhões. A empresa familiar também vendeu suas participações na Endo

    International e na Delta Air Lines.
    "


    A Crise Mundial do Dólar –

    Bilionários se Protegem da Grande Crise

    "Dois bilionários revelaram nessa semana as suas posições frente a crise mundial que virá.
    Um deles é o Jacobs Rothschild. Uma das famílias mais ricas e poderosas dos Eua.
    Ele disse que o os bancos centrais perderam o controle, conforme venho relatando.
    Aos seus acionistas da RIT Capital Partners , ele confirmou esta reduzindo o mercado de ações e vagarosamente aumentando sua

    posição em ouro.
    Ele disse mais:Nos estamos navegando por mares incertos. É impossível prever as consequências de ser manter a taxa de

    juros tão baixa por muito tempo. Isso com mais de 30% de dívidas governamentais do mundo com juros negativos.
    Não é impossível de prever. Vai haver um crash gigantesco.

    Outro bilionário a falar sobre a crise foi Crispin Odey.
    Recentemente ele enviou um carta de administração para seus clientes de seu Fundo Hedge. Recomendando o investimento em

    ouro, no que ele acredita será a próxima grande onda.
    A mesma política adotada pelos fundos administrados por outro bilionário George Soros.


    A proximidade dos dois não é coincidência!
    Eles andam no mesmo círculo elitista. Soros investiu U$ 150 milhões no fundo hedge de Odey no início dos anos 90.
    Crispin Odey foi casado com a filha de Rupert Murdoch dono dos canais Fox. Hoje em dia ele é casado com Nichola Piase, que é

    uma das famílias fundadoras do banco Barclays.

    O fundo de Odey comprou U$ 15,5 milhões em ações da Kinross Gold Corporation, uma empresa canadense mineradora de ouro,

    avaliada em U$ 75 milhões.

    Alguns importantes pontos da sua carta aos clientes.
    Num mundo onde U$ 13 milhões de bonds estão com juros negativos, onde U$ 4 trilhões de dos investimentos são em ETF,

    será prudente que somente U$ 1,5 trilhões de de recursos estão investidos para proteger investidores contra uma mudança de

    tempo?

    Disse mais:

    Hoje existem 300.000 toneladas de ouro extraídos. A cada ano, são mineradas 2700 toneladas, ou seja, menos de 1% do estoque

    de ouro.
    O PIB mundial está em torno de U$ 75 trilhões e o suprimento de dinheiro do mundo está em torno de U$ 83 trilhões.
    A interferência aqui é clara, a produção de ouro é bem menor que a impressão de papel moeda.

    Odey antecipa que o preço do ouro contra o papel moeda esta massivamente mal precificado e que deve se valorizar muito.


    E isto é interessante:
    Why Is JP Morgan Accumulating The

    Biggest Stockpile Of Physical Silver In History?

    Why Is JP Morgan Accumulating The Biggest Stockpile Of Physical Silver In History?

    Coincidência? Acho que não."

    Em uma das fontes, existe uma outra matéria bem interessante.

    The Ticking Time Bomb That Will Wipe Out Virtually Every Pension Fund In America

    A matéria indica que os fundos de pensões estavam sendo subfinanciados e fazendo investimentos bastante arriscados como ações da internet e hipotecas comerciais. Seria semelhante a crise de subprime que ocasionou os eventos de 2008. E já resultou em um grande drama na cidade de Dallas, o que pode ser a ponta do iceberg. O fato é que as obrigações(passivos) com as pensões subiram de US$292 bilhões em 2007 para US$1,9 trilhões, segundo alguns cálculos pouco precisos, mas de acordo com a Bloomberg, esse valor poderia chegar a incríveis US$6 trilhões.
    Mesmo se a situação continue estável, ainda parcelas de pessoas podem se ver sem a pensão que lhe foi prometida. Em uma situação hipotética, se o mercado de ações caísse 10% e permanecesse por meses, os fundos de pensões iriam evaporar, e esses fundos estão expostos em hipotecas comerciais. Segundo o site, o FED tem mantido o apoio ao mercado de ações como meio de evitar o declínio das ações negociadas pelos fundos de pensões como forma de proteção para os mesmos. Mas um colapso nos títulos hipotecários comerciais, se transformaria em uma crise semelhante a de 2008, ou pior talvez.
    O mercado hipotecário comercial é de cerca de US $ 3 trilhões, dos quais cerca de US $ 1 trilhão foi embalado em títulos garantidos por ativos e recheados em fundos de pensão. Só que já está sendo projetado o fechamento de 3.500 lojas nos próximos meses, e isso vai devastar os setores envolvidos. Mas a queda do mercado acionário vai afetar ainda mais os fundos de pensão. As ações estão ridiculamente sobrevalorizadas agora, e se elas simplesmente retornarem a "avaliações normais", os fundos de pensão vão perder trilhões de dólares.
    Os dados mais recentes da Bolsa de Valores de Nova York mostram que a dívida de margem, ou o dinheiro emprestado para comprar ações, atingiu um recorde de US $ 528,2 bilhões em fevereiro, acima da alta anterior de US $ 513,3 bilhões em janeiro.
    Sempre antes de um crash, há um disparo na dívida de margem, como em 2000 no boom das ações ponto com, e em 2007. A dívida de margem subiu 22% desde o final de 1999, antes de atingir seu pico em março de 2000, em US $ 278,5 bilhões, as ações do mesmo mês atingiram o pico. Em 2007, a dívida de margem subiu para US $ 381,4 bilhões em julho, três meses antes do início das ações.
    No caso do fundo de pensão de Dallas, em 01 de Janeiro de 2016, tinha US $ 2,68 bilhões de ativos contra US $ 5,95 bilhões de passivos. O que aconteceu? Os benefícios cortados pela metade ou mais.
    O fato é que os fundos estão crescendo a base de dívida, uma situação semelhante a de 2008, sem falar que muitos fundos de pensões ainda nem se recuperaram da última crise, onde foram perdidos mais de US$5 trilhões em ativos como casa, pensões, poupanças...
    É uma bomba relógio.
    Queria saber sua opinião sobre tudo isso Leandro.

    Obrigado e aguardo pela resposta.
  • Guarani  11/04/2017 11:21
    O que esse site pensa sobre as demarcações indigenas? apesar de ser uma bandeira da esquerda, não seria um respeito aos direitos naturais?
  • Kaiowá  11/04/2017 12:24
    Se o índio realmente se apropriou de um pedaço de terra quando este ainda não tinha dono, e em seguida "misturou seu trabalho à terra" -- ou seja, plantou na terra, construiu nela e a modificou --, então de fato aquele pedaço de terra é dele. Ele fez uma "apropriação original" (em inglês, homestead).

    A encrenca é que, ao passo que isso seja factível em pequenos pedaços de terra, há índios reivindicando a posse de centenas de milhares de quilômetros quadrados de terra, algo fisicamente impossível.

  • Kaique  13/04/2017 19:41
    Ótimo texto.
  • Malone  16/04/2017 05:19
    Só esqueceram de falar que ele é um globalista-meta-capitalista :((
  • pedro frederico caldas  17/04/2017 02:57
    Vou dar meu depoimento pessoal. Fui um dos primeiros a comprar um kindle, logo que foi lançado pela Amazon. Custou US$400.00. Agora tenho três, tecnologicamente melhores, ao custo de US$70.00. A Amazon ficou mais rica e eu também. Só para exemplificar, há anos comprei as memórias de Churchill (6 volumes), através do meu kindle, por US$30.00. No Brasil, somente um volume, na mesma época, custava R$70,00! Minha biblioteca hoje está praticamente concentrada no kindle a um preço baixíssimo. Fora isso, há milhões de livros, já de domínio público, que podem ser comprados por menos de um dólar. Se você tem um amigo, aí no Brasil, proprietário de livraria, alerta o gajo, vai ter que mudar de ramo. Aqui, na cidade em que moro, havia duas livrarias maravilhosas (Barnes & Nober e a Borders), já fecharam há anos. Viva o progresso, viva o livre mercado, viva a Amazon.
  • Gonçalves  19/04/2017 18:49
    Também só compro livro físico se não tiver disponível para o formato kindle, comprado há 4 anos, aqui no Brasil.
  • Emerson Luis  28/04/2017 12:41

    O capitalismo malvadão faz os grandes capitalistas disputarem a clientela baixando preços, aumentando a qualidade e inovando sempre, aumentando continuamente a qualidade de vida das pessoas! Ainda bem que nós, aqui no Brasil, somos protegidos disso!

    "A Dell, ao fabricar e vender laptops a preços baixos,..."

    Lá fora a Dell diferencia-se por preços baixos? Aqui no submundo o diferencial da Dell é a garantia de uma boa qualidade, ainda que um pouco mais caro do que a média!


    "A produção em massa de produtos têxteis acabou com a demanda por itens artesanais."

    Mais do que isso. Antes da produção em massa, apenas os ricos podiam usufruir têxteis e outros produtos. O capitalismo malvadão tornou esse produtos mais acessíveis e ainda deu dinheiro para as pessoas comprá-los. "Produção em massa e para as massas" - Mises.

    * * *


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