clube   |   doar   |   idiomas
A soberania do indivíduo gera o seu direito de portar armas defensivamente
Defender-se é um direito natural que não pode ser revogado pelo estado

Seu corpo é propriedade sua e exclusivamente sua. Sendo uma propriedade exclusivamente sua, ninguém pode infligir danos ao seu corpo. Trata-se da propriedade mais inviolável que existe. Aquele que tentar lhe agredir deve ser imediatamente impedido.

Daí advém o direito de portar armas para a autodefesa. Portar armas para a autodefesa é um direito humano natural, essencial e indelével: ele advém diretamente do direito de propriedade que cada indivíduo tem sobre seu próprio corpo.

O pilar fundamental

Você negaria que é dono de si próprio? Se sim, então você está caindo em uma contradição de termos, pois, para fazer tal afirmação, você tem necessariamente de ser o dono de si próprio: de suas cordas vocais (caso queira vocalizar), de suas mãos (caso queira fazer por escrito) e, acima de tudo, de seu cérebro (para pensar na ideia).

É impossível você negar ser o dono de si próprio sem cair em uma autocontradição.

E o que, exatamente, é a 'propriedade'? E a posse de algo e a nossa capacidade de dispor desse algo (ambas as condições devem ser cumpridas). Dizer que cada ser humano é dono de si mesmo significa que cada indivíduo é o proprietário de seu próprio corpo e de sua própria mente. Mais ainda: significa que ele pode fazer uso deles como quiser. Ele pode se mover, ele pode permanecer em repouso, ele pode movimentá-los, ele pode deixá-los inertes.

Se você não fosse dono de si próprio, então, por definição, outra pessoa o seria; outro indivíduo estaria no controle de seu corpo e de sua mente. Você seria um escravo e esse outro indivíduo seria seu senhor.

No entanto, se queremos construir uma sociedade de homens livres (vivendo em isolamento, qualquer pessoa é, por definição, absolutamente livre), não podemos permitir que algumas pessoas sejam donas de outras pessoas. Para isso, um sistema ético que fundamente uma sociedade livre deve ter como pilar fundamental o direito de propriedade de cada pessoa sobre si própria.

Exercendo a propriedade sobre si próprio

Se cada pessoa é, por definição, dona de si própria, então ninguém pode possuí-la. Igualmente, essa pessoa não pode ser a dona de nenhuma outra pessoa (o sistema ético é universal, isto é, ele se aplica igualmente a todos).

Para que você possa exercer plenamente seu direito de propriedade sobre si próprio, é essencial que não existam ameaças externa. Ou seja, é essencial que você seja livre. Liberdade nada mais é do que a ausência de coerção externa sobre o indivíduo. Uma pessoa que não é livre é uma pessoa obrigada a atuar contrariamente a seus desejos por estar sendo ameaçada de violência. Uma pessoa que não é livre é aquela que é obrigada a fazer o que não quer por meio da coerção exercida sobre ela por terceiros.

O que nos leva à primeira constatação: dado que você é dono de si próprio, e dado que para poder exercer este direito de autopropriedade você deve ser livre, então a conclusão lógica e inevitável é que você também tem o direito de se defender de toda e qualquer agressão física iniciada por outro indivíduo. E deve fazê-lo recorrendo aos meios que julgar mais convenientes.

Se você tivesse de pedir ao seu agressor permissão para se defender dele, então é evidente que o direito de propriedade sobre si próprio não passaria de uma mera ilusão — Aristóteles chamaria isso de 'enteléquia' —, algo bonito e bem intencionado que desapareceria por completo na prática.

É também um fato natural que os seres humanos nascem desiguais e se desenvolvem também de forma desigual. As pessoas são intrinsecamente distintas uma das outras. Algumas pessoas têm determinadas atitudes e gostos, ao passo que outras têm preferências contrárias. Algumas pessoas são naturalmente mais inteligentes que outras. Algumas têm mais destrezas do que outras. Algumas têm mais aptidões físicas do que outras. Algumas nascem em famílias unidas e amorosas; outras nascem em famílias desestruturadas, com pais alcoólatras, drogados ou divorciados.

Esta desigualdade inata e familiar faz com que, em específico, alguns indivíduos sejam mais fortes, mais hábeis e mais destros no uso da violência. Igualmente, faz com que outros sejam mais fracos, menos hábeis e menos eficazes no uso da violência.

No paraíso, onde todos os seres humanos se amam e se respeitam, a violência é completamente inexistente, pois jamais ocorre ali nenhuma espécie de conflito. Infelizmente, porém, vivemos em um mundo imperfeito, repleto de pessoas más e violentas, que geram conflitos e agressões gratuitas.

Dada esta realidade, uma pergunta se torna obrigatória: como iremos nos defender daqueles que são mais fortes e mais violentos?

Tal pergunta, longe de inédita, é uma das mais repetidas da história da humanidade.

E a resposta sempre foi a mesma: os mais fracos e menos propensos à violência física podem usar o poder de seus cérebros para criar ferramentas que lhes ajudem a se defender dos elementos anti-sociais da comunidade: aqueles que preferem o uso da coerção e da violência para obter seu sustento em vez do trabalho e das trocas voluntárias.

Eis aí a origem das armas.

A arma de fogo é a única ferramenta que torna o indefeso mais forte que o mais violento

A arma de fogo é o único objeto do mundo capaz de fazer com que uma pessoa fraca e indefesa se torne imediatamente capaz de sobrepujar um agressor fisicamente mais forte e imponente.

Como dito neste artigo, a arma de fogo é o único objeto de uso pessoal capaz de fazer com que uma mulher de 50 kg esteja em pé de igualdade com um agressor de 100 kg; com que um aposentado de 75 anos esteja em pé de igualdade com um marginal de 19 anos; e com que um cidadão sozinho esteja em pé de igualdade com 5 homens carregando porretes.

A arma de fogo é o único objeto físico que pode anular a disparidade de força, de tamanho e de quantidade entre um potencial agressor e sua potencial vítima. A arma de fogo é o único objeto que é tão letal nas mãos de um octogenário em uma cadeira de rodas quanto nas mãos de um halterofilista. 

Se ela não fosse nem letal e nem de fácil manipulação, então ela simplesmente não funcionaria como instrumento equalizador de forças, que é a sua principal função.

O fato de que uma arma de fogo facilita o uso de força letal é algo que funciona unicamente em prol da vítima mais fraca, e não em prol do agressor mais forte.  O agressor mais forte não precisa de uma arma de fogo para aniquilar sua vítima mais fraca. Já a vítima mais fraca precisa de uma arma de fogo para sobrepujar seu agressor mais forte. E se ambos estiverem armados, então estão em pé de igualdade.

Pessoas que defendem a proibição das armas estão, na prática, clamando para que os mais fortes, os mais agressivos e os mais fisicamente capacitados se tornem os seres dominantes em uma sociedade — e isso é exatamente o oposto de como funciona uma sociedade civilizada. 

Um bandido, mesmo um bandido armado, só terá uma vida bem-sucedida caso viva em uma sociedade na qual o estado, ao desarmar os cidadãos pacíficos, concedeu a ele o monopólio da força.

Entregando responsabilidades

Cada indivíduo é dono de si próprio. Para exercer este direito de propriedade sobre seu próprio corpo — que é natural e indelével —, cada indivíduo deve ser livre, isto é, deve desfrutar a ausência de coerção.

No entanto, como o mundo não é perfeito, o indivíduo deve pensar em maneiras de se proteger de possíveis agressores. E dado que nós todos somos diferentes em nossas forças e aptidões físicas, surge a necessidade de usarmos armas para nos defendermos de agressores externos mais violentos, mais fortes e mais fisicamente capazes.

Agora, sempre haverá aqueles indivíduos pacíficos que preferem abrir mão deste seu direito à defesa pessoal e transferi-lo à instituição do estado. É certo que eles têm essa prerrogativa. Ao fazerem isso, estão exercendo seu direito natural de agir livremente.

Completamente diferente e inaceitável, porém, é que estes indivíduos queiram obrigar todos os outros indivíduos a fazer exatamente o mesmo que eles. Tal comportamento é inaceitável exatamente porque representa a abolição do direito mais básico do indivíduo: que é o de poder defender seu próprio corpo contra agressões.

Estes defensores do desarmamento civil e do monopólio estatal das armas e da violência falham fragorosamente em pelo menos três aspectos fundamentais (certamente falham em vários outros aspectos, mas três já serão suficientes aqui):

1) Se a população está completamente desarmada, pois delegou sua defesa ao estado, quem irá defendê-la do estado?

2) Se o estado não exercer esta sua prerrogativa de defender os cidadãos — seja porque a polícia é incompetente, seja porque ela entrou em greve —, quem irá defendê-los dos mais fortes, dos mais violentos e dos mais fisicamente capacitados?

3) Se eles querem abrir mão de sua defesa própria e delegar tal atribuição exclusivamente ao estado — e eles certamente devem ser livres para isso —, qual o direito que eles têm de impor esta diretiva a todo o resto dos cidadãos, abolindo a capacidade destes de defender seu próprio corpo contra agressões?

O desarmamentista deve responder a estas três perguntas satisfatoriamente — utilizando a lógica e os direitos naturais — caso queira convencer a todos de que ninguém tem o direito à autodefesa.

A arma de fogo, por si só, é um objeto inanimado. Assim como um automóvel ou uma faca, arma de fogo não é maligna. Maligno é o uso ofensivo que alguém pode fazer dela (assim como também podem fazer com carros e facas). Aqueles que pretendem usar armas como agressores deverão ter em conta que suas potenciais vítimas poderão estar tão bem ou mais bem armadas que eles próprios. Este é um elemento altamente dissuasivo, sem dúvidas. A arma limita as ações daqueles que querem interagir comigo por meio da força.

Por fim, se, em um passe de mágica, todas as armas sumissem do mundo, por acaso a violência desapareceria? Óbvio que não. Os mais violentos, mais fortes, e mais fisicamente capacitados estariam agora mais livres para exercer seu domínio sobre os mais fracos, os quais agora teriam de recorrer a facas, paus e pedras para tentar se defender dos mais fortes.

E então deveríamos abolir facas, paus e pedras? Os defensores do desarmamento, que se acostumaram a usar esta lógica em seu cotidiano, terão de seguir exatamente por este caminho, e propor a abolição das facas, dos paus e das pedras.

Conclusão

Esta é uma defesa do direito de portar e usar armas defensivamente. Ela se baseia no direito natural aristotélico-tomista, e não em argumentos utilitaristas — muito embora também seja perfeitamente possível defender o porte de armas em um contexto utilitarista.

O ser humano possui direitos chamados de 'naturais' pelo simples fato de ter nascido. O indivíduo tem o direito de que não tirem sua vida, não restrinjam sua liberdade, e não confisquem sua propriedade honestamente adquirida. Tais direitos não nos são dados pelo estado. Nenhum governo pode revogar estes três direitos básicos. Se um direito é natural, ele inerente à condição humana. O estado pode até não reconhecer estes direitos, mas eles não deixam de existir.

Defender-se contra agressões à sua pessoa e propriedade é um direito inalienável. Se quiser exercê-lo por meio de uma arma de fogo, tanto melhor para ele.

 

18 votos

autor

Larry Nieves
é desenvolvedor de softwares e aplicativos.

  • Billy Corgan  27/03/2017 15:02
    Eu queria ter uma arma...

    ...pra descer o pipoco em quem escreveu esse artigo.
  • William Munny  27/03/2017 15:57
    Você é a perfeita encarnação da esquerda: se um indivíduo apresenta argumentos racionais, lógicos e irrefutáveis (qualquer argumento baseado no direito natural é irrefutável), então a única solução é assassiná-lo.

    Stalin, Mao, Fidel, Pol Pot, Ceausescu etc. Todos pensavam exatamente como você.

    P.S.: à diferença destes totalitários, você é um pobre coitado confessadamente desarmado querendo matar um homem armado. Boa sorte na tentativa.
  • Daniel  09/07/2017 23:01
    Sou de esquerda, defendo o socialismo e não sou contra armas. Muitos amigos de esquerda também não o são. E muitos de direita são contrários. Então, já que é tão racional, me mostre sua lógica para rotular quem é de esquerda é contra armas e quer matar quem pensa diferente. Inclusive, é incoerente dizer que uma pessoa é contra armas mas quer matar quem pensa de outra forma.
  • Um observador  27/03/2017 15:58
    Por que?
  • Incoerência  27/03/2017 16:32
    Bem incoerente, você. Mostra que é contra as armas, mas quer atirar no autor com uma.
  • anônimo  27/03/2017 16:51
    Vai morrer querendo.
  • Rainor  27/03/2017 17:05
    Ele não tem culpa de sua mãe ser uma vadia, relaxe.
  • Pobre Paulista  27/03/2017 17:09
    Suas balas teriam asas de borboleta, certo?
  • WDA  04/04/2017 19:48
    Por isso mesmo o autor do texto precisa ter uma arma. Para se defender de bárbaros dotados de instinto assassino como você . Obrigado por provar que o autor tem toda razão!
  • Liberal Frustrado  27/03/2017 15:03
    Gostaria de fazer uma pergunta a todos vocês:

    Vocês já foram Pobres pra saber?

    Vocês já tiveram um parente morto por bala perdida?

    Falam tanto em mercado, economia. Mas nunca vi um liberal que enriqueceu graças a todo seu conhecimento na área, algum de vocês é rico por acaso? Maioria que vejo é classe média, acho gozado porque se manjam tanto de produzir valor e riqueza vocês deveriam ser ricos..Mas não é isso que eu vejo.

    Falam de sair da pobreza através do mercado, mas vocês já foram pobre? Nasceu em favela e no meio do crime? Vocês falam como se fosse tudo fácil.


    Eu já fui liberal, ai cai na real com a vida, vi que esse papo de mercado não é bem assim.

    Inclusive, um amigo meu foi pra Arabia Saudita, ele disse que lá existem muitas estatais e assistencialismo e o país enriqueceu assim mesmo...

    Falam de acabar com o imposto mas negam toda a imoralidade que a ausência deste geraria, como injustiças e até coisas que ninguém prever.

    Capitalismo tem limite!
  • Zucatim  30/03/2017 18:58
    Caramba. Eu nunca tinha visto um comentário com tanto apelo emocional assim

    Nenhum argumento
  • Liberal  30/03/2017 19:23
    "Eu já fui liberal, ai cai na real com a vida, vi que esse papo de mercado não é bem assim"

    Pelo seu comentário, você nunca foi liberal coisa nenhuma, no máximo alguém que nem sabia o que defendia.

    Seus argumentos só revelam sua pobreza intelectual.
  • Coitado  30/03/2017 21:02
    Meu caro, pelo seu discurso você nunca foi liberal e nunca entendeu o que é ser liberal. E ainda tem coragem de vir com esse apelo sobre pobreza.

    Gostaria de fazer uma pergunta a todos vocês:
    Pois não.

    Vocês já foram Pobres pra saber?
    Nasci pobre, muito prazer.

    Vocês já tiveram um parente morto por bala perdida?
    O que isso tem a ver com capitalismo/liberalismo? Você está misturando segurança pública (que é MONOPOLIO do estado), que alias é altamente ineficiente (no Brasil, morrem 56.000 pessoas por ano, o maior indice do mundo, a gente perde até pra India, que é 43.000 por ano, outro país com alto controle estatal e burocrático) com conceitos economicos. O estado nega aos seus cidadãos o próprio direito de se defender com uma arma e mesmo assim é incapaz de solucionar o problema.

    Falam tanto em mercado, economia. Mas nunca vi um liberal que enriqueceu graças a todo seu conhecimento na área, algum de vocês é rico por acaso? Maioria que vejo é classe média, acho gozado porque se manjam tanto de produzir valor e riqueza vocês deveriam ser ricos..Mas não é isso que eu vejo.

    Ai meus deuses... essa foi triste.
    1) O Brasil está muito longe de ser um país livre, economicamente. É o país que fica em 118 lugar no índice de liberdade econômica.

    2) Ser liberal não é uma formula para ser rico e sim defender que as pessoas tenham a liberdade para efetuarem trocas entre si sem intervenção constante do Estado por via de impostos e regulações. É dessas trocas de valor que a riqueza é produzida. Cada um teria a liberdade de crescer de acordo com suas habilidades e viver num patamar de vida que julga confortável, mas repito, o Brasil NÃO É E NUNCA FOI UM PAÍS LIVRE, ECONOMICAMENTE. Você se dizia liberal e não sabe desse básico. Aham. To vendo.

    Eu já fui liberal, ai cai na real com a vida, vi que esse papo de mercado não é bem assim.
    Não, amigo, você nunca foi liberal. Sinto muito. Ou você está mentindo ou você diz ser uma coisa que nunca entendeu direito o que é (o que mostra o seu nível de inteligência).

    Inclusive, um amigo meu foi pra Arabia Saudita, ele disse que lá existem muitas estatais e assistencialismo e o país enriqueceu assim mesmo...

    Aham, beleza, usando a Arabia Saudita como exemplo:

    Saudi Arabia's riches conceal a growing problem of poverty

    "The state hides the poor very well," said Rosie Bsheer, a Saudi scholar who has written extensively on development and poverty. "The elite don't see the suffering of the poor. People are hungry."

    The Saudi government discloses little official data about its poorest citizens. But press reports and private estimates suggest that between 2 million and 4 million of the country's native Saudis live on less than about $530 a month – about $17 a day – considered the poverty line in Saudi Arabia.


    Opa, perai, como é que 1/4 da população da Arabia Saudita vive abaixo da linha da pobreza? Você não disse que era um país ótimo, rico, cheio de estatal e assistencialismo? Explique isso então.


    Falam de acabar com o imposto mas negam toda a imoralidade que a ausência deste geraria, como injustiças e até coisas que ninguém prever.

    Que imoralidades, cara-palida? Favor discorrer.

    Favor, tentar novamente. Essa sua participação foi muito triste.


  • Andre  31/03/2017 01:41
    O Brasil caiu ainda mais no ranking de liberdade econômica, está no posto 140 com pontuação semelhante a Paquistão e Etiópia. O que mais impressiona é a velocidade com que se deu esta queda.
  • Marcos   27/03/2017 15:26
    Deus fez os homens diferentes, uns fortes e outros fracos. Samuel Colt os igualou.
  • Thiago Ramos Varanda  28/03/2017 07:33
    Arte moderna!
    Excelente síntese.
    E o artigo fez uma introdução impressionante! Estava afastado do Instituto e estou impressionado com o nível altíssimo dos textos que estão saindo!
    Meus mais sinceros parabéns a toda equipe do IMB!
    Racionalidade levada ao extremo em defesa da propriedade!

  • Henrique  27/03/2017 15:27
    Todo indivíduo tem de ter duas armas: a pistola e o advogado.

    A pistola te defende dos marginais de baixo.

    E o advogado te defende dos marginais de cima.
  • Lucas  28/03/2017 20:31
    por que não usar a pistola pros marginais de cima também?
  • Gabriel  28/03/2017 21:36
    Porque os marginais de cima têm bem mais pistolas, infelizmente.
  • Lopes  27/03/2017 15:29
    A polícia brasileira é somente uma caríssima emissora de boletins de ocorrência, pois sua incompetência em quaisquer outras atividades é absoluta. Segundo o Avante Brasil, somente 8% dos homicídios são devidamente apurados; o Brasil é um dos países mais perigosos do mundo e se não bastasse, ainda possui uma legislação restritiva à posse de armas ao cidadão de bem (criminosos desrespeitariam uma lei de controle de armas tanto quanto desrespeitam qualquer outra lei. Somente o cidadão de bem entregaria seu armamento).

    Dê ao seu cartório local o direito de emitir documentos para que você mostre à sua seguradora - pois é o único serviço provido pelas polícias que tenta justificar seu custo. Ao menos as chances de abuso policial - recorrente no Brasil - seriam menores.

    Lembrar-vos-ei: os guardiões da paz das nossas cidades foram justamente os cidadãos criados pelo estado da creche até o vestir da farda. A incapacidade de negociar, a neurose por autoridade através da força, a completa indiferença à satisfação do consumidor - somada à completa irrelevância da satisfação do consumidor em qualquer serviço público (o serviço continuará a receber fundos mesmo se for incompetente. Sua incompetência é remunerada à força. Como exigir - ou determinar - a qualidade de um serviço pelo qual o cidadão foi obrigado a pagar?); todos esses comportamentos são produto primo da família brasileira, da crença nos serviços providos pelo estado brasileiro e pelo sistema educacional brasileiro que eventualmente passou mais tempo "educando" estas pessoas que seus próprios pais.
  • Marat   27/03/2017 15:30
    Eu não quero uma arma, tampouco andar armado.

    Quero, sim, respeito ao meu livre-arbítrio e o poder de decidir se adquiro ou não uma arma de fogo.

    Quero o respeito ao direito natural de auto-defesa se necessário, pois sem ele ainda
    seríamos bárbaros.
  • Felipe  27/03/2017 16:02
    Não acho que o porte de arma seja tão eficaz para combater a violência urbana.

    Por que então há vários países seguros com sua proibição, exemplo o Japão e a maioria dos países europeus ? Aliás, o que explica o excesso de mass shooting nos EUA, justamente o país mais liberal ao porte de arma? E o que explica os EUA terem, dentro dos países desenvolvidos, uma das maiores taxas de homicidios?


    Por fim, não tenho nada contra o direito de um homem de se defender e portar uma arma para isso, minha crítica é apenas na sua eficiência em combater a violência urbana.
  • Neto  27/03/2017 16:49
    "Não acho que o porte de arma seja tão eficaz para combater a violência urbana."

    O que você "acha" tem tanta importância para o mundo quanto a opinião de Dilma sobre assuntos econômicos.

    Apenas me diga: qual população plenamente armada vivencia altos graus de violência urbana? Por acaso as ruas do Texas são dominadas por gangues?

    "Por que então há vários países seguros com sua proibição, exemplo o Japão"

    Ai ai, se eu ganhasse um real pra cada vez que alguém recorre ao Japão...

    Sobre o Japão, há três coisas interessantes ali:

    1) Pra começar, o Japão é uma das sociedades mais homogêneas do mundo. Aliás, é uma das poucas que ainda é assim. E sempre foi assim. Os japoneses possuem uma identidade cultural extremamente rígida.

    Mais: o Japão foi uma sociedade de castas por milhares de anos. O povo -- os camponeses, que formavam nada menos que 98% da população -- nuca teve armas. Nunca houve a mais mínima idéia de democracia no Japão feudal e o povo japonês -- que era dominado por uma aristocracia, por guerreiros e por mercadores; todos eles representando apenas 2% da população -- nunca considerou a hipótese de se insurgirá contra seus senhores.

    Ou seja, é uma sociedade historicamente formada por pessoas complacentes, ordeiras e submissas à autoridade. Se uma sociedade é formada por indivíduos ordeiros, totalmente homogêneos, e cumpridores devotos de qualquer lei (inclusive das ruins) e com tendências à submissão, dificilmente essa sociedade será violenta. (Você já viu sequer alguma greve no Japão? Houve violência?)

    Dica: comece analisando a composição de uma sociedade e sua evolução.

    2) A lei do Japão é esquisita: você não pode ter um .38, mas a compra de rifles e espingardas é liberada, desde que você se declare caçador ou esportista.

    3) A polícia japonesa, assim como a cingapuriana, têm total liberdade para prender pessoas sem motivo aparente e torturá-las a rodo (até arrancar uma confissão incriminadora). Isso é algo bastante desconhecido por aqui, mas muito debatido por lá.

    Se o argumento contra o desarmamento é ter uma polícia violente e completamente irrefreável, será legal ver um esquerdista falando sobre isso.

    Japan crime: Why do innocent people confess?

    Criminal justice in Japan: Forced to confess

    Psicólogo diz que polícia japonesa pratica tortura mental para suspeitos confessarem crimes

    Recentemente, um casal foi inocentado depois de ficar 20 anos na prisão por uma confissão forjada

    "Policiais japoneses têm autorização para torturar em busca de provas", diz brasileira

    Eu aceito a tese de que um estado policial violento, totalitário e irrestrito coíbe bastante a criminalidade (dizem que na Iugoslávia do ditador Tito não havia um único assalto de rua). A esquerda aceita a tese de ter uma PM ultraviolenta, atuando sem restrições e com liberdade para obrigar inocentes a confessar crimes que não cometeram? É assim no Japão.

    "e a maioria dos países europeus?"

    Tem certeza que você quer entrar nessa?

    A população dos países europeus é muito bem armada, como comprovam os números de Áustria, Alemanha, Suíça, Suécia e Noruega, todos com uma média superior a 30 armas por cada 100 pessoas. (O que significa que essas populações são 4 vezes mais bem armadas que os brasileiros). A Finlândia é a mais bem armada de todas, com mais de 45 armas para cada 100 pessoas. Já Portugal, Espanha, Itália e Inglaterra ficam bem para trás (mas, ainda assim, sua população é mais armada que a brasileira).

    Tá tudo compilado aqui (e observe que se trata de uma fonte de esquerda):

    www.theguardian.com/news/datablog/2012/jul/22/gun-homicides-ownership-world-list

    "Aliás, o que explica o excesso de mass shooting nos EUA, justamente o país mais liberal ao porte de arma?"

    Todos os mass shootings -- absolutamente todos, sem exceção -- só ocorrem em "gun free zones", isto é, em zonas em que é proibida a entrada de armas de fogo, o que garante a certeza ao atirador de que não haverá vítimas armadas para reagir.

    E aí, como é que você explica essa?

    No dia em que alguém entrar atirando na NRA (National Rifle Association), aí sim você terá algum argumento.

    Ah, em tempo:

    Porte de armas nos EUA cresce 178% em sete anos; criminalidade despenca

    "E o que explica os EUA terem, dentro dos países desenvolvidos, uma das maiores taxas de homicidios?"

    O quê?! Está entre as menores do mundo.

    Segundo o FBI, em 2014, houve 4,5 homicídios para cada 100.000 pessoas nos EUA. A taxa é mesma de 1963. Após chegar ao ápice em 1980 (10 homicídios por 100 mil) começou a cair anualmente até chegar aos atuais 4,5 por cem mil.

    Ah, sim, sabe em quais estados americanos há maiores taxas de homicídio? Exatamente nos mais desarmamentistas. Só as taxas de homicídios em Chicago, Detroit e Washington -- as três cidades mais desarmamentista dos EUA -- mandam toda a taxa de homicídios dos EUA lá pra cima

    Ou seja, aquele valor de 4,5 homicídios por 100 mil pessoas está inflado pelos numerosos homicídios que ocorrem nas regiões metropolitanas desarmamentistas, como Chicago, Detroit e Washington. Tire essas da lista e o número desaba ainda mais.

    A taxa de crimes violentos no Reino Unido é aproximadamente 4 vezes superior à dos EUA. Em 2009, houve 2.034 crimes violentos para cada 100.000 habitantes do Reino Unido. Naquele mesmo ano, houve apenas 466 crimes violentos para cada 100.000 habitantes nos EUA.


    O Reino Unido apresenta aproximadamente 125% mais vítimas de estupro por 100.000 pessoas a cada ano do que os EUA.

    Anualmente, o Reino Unido tem 133% mais vítimas de assaltos e de outras agressões físicas por 100.000 habitantes do que os EUA.

    O Reino Unido apresenta a quarta maior taxa de arrombamentos e invasões de residências de toda a União Europeia.

    O Reino Unido apresenta a segunda maior taxa de criminalidade de toda a União Europeia.

    "Por fim, não tenho nada contra o direito de um homem de se defender e portar uma arma para isso, minha crítica é apenas na sua eficiência em combater a violência urbana."

    Dado que a sua crítica -- como comprovado e refutado acima -- era completamente errada e improcedente, nada mais lhe falta agora para defender essa sua crença ("direito de um homem de se defender e portar uma arma para isso") com mais vigor.
  • Alexandre Dias  27/03/2017 18:21
    Sem querer desdenhar do colega Felipe nem parecer desrespeitoso. Mas, Neto, você respondeu de forma certeira. Com dados e fatos. Não há como refutá-los. Se algum esquerdinha ler esse artigo e os comentários deve deter-se na sua resposta. Se o artigo está ótimo, melhor ainda está o seu comentário. Parabéns!
  • Daniel  09/07/2017 23:06
    "Sem querer ser desrespeitoso, mas vou rotular quem eu nem conheço de esquerdinha". Parabéns pelo seu respeito. Eu sou de esquerda e favorável a armas. Mas lembro que a taxa de assassinatos caiu sim com o desarmamento. E só agora se equipara com a de antes do desarmamento. Só pesquisar aqui: www.ipea.gov.br/atlasviolencia/
  • Paul Kersey  10/07/2017 00:27
    Errado. Os homicídios com arma de fogo aumentaram. E sensivelmente. Mas a mídia não explicita esses dados.

    Bene Barbosa já destrinchou tudo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2147
  • Capitalista Malvadão  28/03/2017 02:33
    É por isso que eu admiro tanto esse site, em sua grande maioria as respostas são simplesmente cirúrgicas,
    e em boa parte extremamente difíceis de contra argumentar sem apelar para algum cenário totalmente irreal.
  • anônimo  27/03/2017 16:56
    Mass shottings são sempre nas gun free zones.E o que explica aparecer um ou outro desajustado às vezes é o grau de decadência moral que chegou a sociedade americana, onde homens são tratados como lixo e obrigados a pagar benefícios estatais pra mães solteiras, ongs feministas, gayzistas etc.Google MGTOW ou marriage strike.
  • FL  27/03/2017 17:01
    1) use a lógica
    2) vá até o www.google.com
    3) pesquise sobre "gun free zones"

    Se vc é um atirador maluco, quer entrar num lugar e matar várias pessoas, vc prefere um lugar onde tem certeza que ninguém está armado, ou um lugar onde as pessoas possivelmente estão armadas?

    Já que você quer falar dos EUA, em todas as estatísticas os estados "armados" são mais seguros do que os "desarmados". Como você explica isso?

    É inacreditável que ainda exista essa conversa de mass shootings.
  • Felipe  27/03/2017 17:37
    Caro Neto e FL,

    Você dizem mass shooting ocorrem apenas em locais em que o porte de arma é proibido, ainda assim o que explica os EUA terem uma alta recorrência de mass shooting em relação a outros países com total proibição? Não seria o fato do acesso a arma ser muito fácil para pessoas com problemas mentais ou depressivas?
  • Tiago  27/03/2017 18:20
    Outro erro seu (ou então, outra mentira sua, como preferir).

    Uma contabilidade de todos os mass shootings que ocorrem anualmente, levando em conta o número de mortos, os EUA ficam em 11º lugar. E levando em conta a freqüência, em 12º lugar. Vários países da Europa estão na frente.

    crimeresearch.org/2015/06/comparing-death-rates-from-mass-public-shootings-in-the-us-and-europe/

    Pronto, todas as suas perguntas foram respondidas com fatos e argumentos. Agora está na hora de você começar a dar respostas aos desafios que lhe foram feitos.
  • Felipe  27/03/2017 19:13
    Agradeço as respostas, tenho uma opinião favorável ao porte de armar, mas que mantinha um pé atrás sobre sua eficiência no combate a violência. Com as respostas acima, no qual ainda lerei com mais atenção e reflexão, espero repensar minha opinião para melhor. Abs.
  • FL  27/03/2017 18:52
    Felipe, num mundo lindo e cheio de arco-íris, ninguém teria armas, todos viveriam em paz e sem qualquer tipo de violência. O problema é que isso simplesmente não existe. Nunca existiu e nunca vai existir. Não é apenas a natureza humana, é a própria natureza.

    Proibir as armas ou dificultar o acesso simplesmente não funciona; os malucos vão dar um jeito de arrumar (aplique a mesma lógica para as drogas: quem quer se drogar, arruma - ou para as bebidas durante a lei seca: quem quer beber, arruma).

    Mais ainda, não são apenas armas de fogo. O maluco de Londres atacou as pessoas com um carro e depois com uma faca. Qual seria a sua sugestão? Fechar a Volkswagen e a Tramontina? Esse cara só foi parado quando chegaram pessoas armadas.

    Seguindo a sua lógica, o Brasil não deveria ter nenhum homicídio, pois as armas não são permitidas aqui. Somos uma enorme "gun free zone". Me diga, como isso tem funcionado?


    Lhe falta o exercício básico para qualquer problema, que é inverter a situação.
    Se você fosse um terrorista e sua meta fosse matar o máximo de pessoas, iria para um lugar cheio de gente desarmada ou cheio de gente armada?
    Se você fosse um assaltante, ia preferir ter certeza que as suas possíveis vítimas estão desarmadas ou que talvez elas estivessem armadas?
    Se você fosse um estuprador, ia preferir ter certeza que a sua vítima sequer pode carregar um spray de pimenta (como é no Brasil), ou arriscar que ela tenha uma .22 escondida na bolsa?
  • Benzoato de Sódio  27/03/2017 20:27
    Mass shoting é o que nós temos no Rio de Janeiro
  • Gervasio  27/03/2017 16:33
    Concordo plenamente com o artigo, mas me surgiu uma dúvida filosófica: "Uma pessoa que não é livre é uma pessoa obrigada a atuar contrariamente a seus desejos por estar sendo ameaçada de violência. Uma pessoa que não é livre é aquela que é obrigada a fazer o que não quer por meio da coerção exercida sobre ela por terceiros.". Neste caso, como fica a relação entre pais e filhos, onde certamente há uma coerção sobre as atitudes, imposição de limites etc. Até onde isso fere o princípio da liberadade?
  • Gilson  27/03/2017 16:57
    Sim, pais impõem limites e disciplinas aos filhos, porém, em troca, fornecem moradia, alimentação, roupas, estudos, conforto, lazer, cuidados médicos e odontológicos, passeios, diversão etc.

    Não fossem os pais, tais crianças estariam ao relento. Pergunte a qualquer criança se ela quer abrir mão de tudo isso em troca de poder sair de casa e não mais ter de obedecer a pai e mãe?

    Logo, ao menos neste arranjo, não há por que falar em tolhimento da liberdade.

    Agora, se os pais não fornecem absolutamente nada a suas crianças -- não provêem nada, não dão nada --, mas os espancam, dão ordens e ainda as colocam para trabalhar para sustentar a casa, então aí sim isso fere o princípio da liberdade.
  • anônimo  27/03/2017 17:15
    Pouco importa comos os pais agem, desde que os filhos não sejam proibidos de sair de casa, os principios da liberdade não estão sendo feridos. Aliás, o maior mal a uma criança é o governo que a impede de trabalhar e adquirir sua própria independência financeira.
  • Gervasio  27/03/2017 19:47
    Concordo com esse pensamento, mas nesse cenário, qual a diferença entre o Estado e os pais? O Estado também pode dar moradia, alimentação, roupas, estudo, etc. Uma criança deveria poder se emancipar com qualquer idade?
  • Tulio  27/03/2017 19:58
    Essa pergunta não pode ser séria.

    O estado rouba de terceiros para repassar a seus próprios. E se esses terceiros tentarem oferecer resistência a este roubo, serão presos. Se resistirem à prisão, serão assassinados.

    Já pais trabalham, não roubam ninguém, não coagem ninguém, não prendem ninguém e não matam ninguém. E, com recursos oriundos do próprio, sustentam seus filhos.

    Iguaizinhos...

    "O Estado também pode dar moradia, alimentação, roupas, estudo, etc."

    Com o dinheiro roubado, espoliado e desviado de terceiros. Aliás, estes terceiros são pais de família. Muitas vezes, justamente por terem de bancar o estado (que lhes toma 40% de sua renda), ficam sem ter como prover confortos básicos para seus filhos. Isso é ético e moral?

    Tudo o que estado dá foi antes retirado (roubado) de alguém. Não há nada que o estado dá que não tenha sido antes confiscado de terceiros.

    "Uma criança deveria poder se emancipar com qualquer idade?"

    Isso é um problema do foro íntimo de cada família. Não cabe nem a mim nem a você decidir isso.

    No entanto, veja que interessante: a partir de certa idade, todos se emancipam dos pais. Mas, e do estado? Quando é que eu finalmente poderei me emancipar deste ente "que tanto me ama"? quando é que finalmente ficarei livre da opressão dele?
  • Alexandre Dias  27/03/2017 19:24
    Na minha humilde opinião, nem há o que se deter nessa dúvida. Educar não é tolher liberdade. È preparar para a vida.
  • WDA  04/04/2017 22:04
    A sua dúvida até é legítima. Ocorre que há uma diferença entre autoridade e autoritarismo. Autoridade é algo que possui um valor inerente, ao qual um terceiro, nesse caso um filho, cede por reconhecer esse valor moral na figura de autoridade. Essa atitude significa respeito.

    Sempre fui bom aluno, mas uma vez estava rindo demais numa aula e fui expulso de sala pelo professor. Não gostei disso, preferia que ele tivesse considerado o bom aluno que sempre fui e tivesse apenas pedido para eu parar de rir. Mas compreendi e respeitei a decisão do professor. Ele ali era uma figura cuja autoridade eu reconhecia e respeitava. É necessário respeitar seu professor. Ele estava ali cumprindo legitimamente a sua função, conforme eu reconhecia. E ele não agiu mal, pois eu atrapalhei a aula por agir indevidamente. Eu não tinha do que reclamar ali, o professor só estava exercendo sua autoridade de professor.

    Ora, com os pais isso é muito mais forte! Você não nasce do nada. Nasce graças aos seus pais, devido a uma atitude que eles tomaram. Você nasce como um bebê inteiramente dependente. E sobrevive graças aos seus pais. São eles os responsáveis por alimentá-lo e protegê-lo, e também por guiá-lo e educá-lo.

    O pais têm com os filhos uma relação de ascendência e precedência. Eles vêm antes de você, estão acima de você. Você existe graças a eles, e deles recebeu a vida e o seu material genético. Isso cria uma situação de grande autoridade dos pais em relação aos filhos. E só um cretino seria incapaz de reconhecê-lo.

    O Estado é diferente. São pessoas adultas, dentro de instituições burocráticas, determinando imposições sobre a vida de outros adultos, quase sempre seus desconhecidos e, pior ainda, às vezes até sobre os filhos desses outros adultos, seus desconhecidos. De um modo geral, você não tem a opção de não acatar a essas imposições, mesmo quando totalmente indesejadas. Você raramente tem um vínculo pessoal com esses indivíduos. Até mesmo questionar diretamente essas imposições costuma ser custoso e difícil (senão impossível). Na prática, seu poder de decisão a respeito é mínimo. E eles não tem como decidir sobre o conjunto da sociedade, melhor que o próprio conjunto da sociedade. Suas imposições são autoritárias.

    Por outro lado, nós sabemos que quanto mais adulto o filho, mais autônomo e mais independente das decisões de seus pais ele tende a ficar.

    É claro que há pais mais sensatos e menos sensatos. E há até pais abusivos. Também é claro que os pais devem se esforçar para serem os melhores pais possíveis (e geralmente eles tentam sê-lo). Mas o fato é que não é à toa que os pais têm ascendência e, por isso mesmo, AUTORIDADE sobre seus filhos. É porque eles têm com estes um vínculo direto, pessoal, moral e genético. Tudo isso não é irrelevante. É algo de extrema importância. É uma ligação extremamente forte, que qualquer pessoa normal e sadia reconhece.
  • Jovem de 21 anos  27/03/2017 17:00
    O que vocês fariam se estivessem no meu lugar? Parece que tudo dá errado nesse país e ainda vai piorar.
    Estou no quarto ano de engenharia com bolsa parcial de faculdade de primeira linha da minha cidade, trabalhei registrado por 2 anos mas a empresa faliu e não recebi meus direitos, faço estágio e a empresa está mal também, meus pais são Zé ninguém, não possuem patrimônio além de um apto pequeno e não possuem amizades poderosas para dar um telefonema para um bom emprego como meus colegas.
    Me considero de direita conservador e ultimamente simpatizo com as idéias liberais, e ver o estado de coisas no Brasil dá muita apreensão, muitos colegas desempregados e praguejando contra a terceirização está sendo a gota d'agua.
    O que fariam se fossem eu? Como ter uma vida digna, próspera e feliz?
  • Ex-microempresario  30/03/2017 19:57
    - Estude inglês e mandarim (sério!) pela internet.
    - Assim que puder, viaje para EUA/Canadá/Austrália/Nova Zelândia/Europa.
    - Arranje um emprego lá,nem que seja entregar pizza ou lavar pratos.
    - Faça um curso de especialização.
    - Monte uma rede de contatos (networking) e tente arranjar um emprego na sua área.
    - Esqueça que o Brasil existe. Isso aqui não tem jeito de melhorar nas próximas décadas.
    É o que eu gostaria de ter feito. Infelizmente já passei da idade.
    Boa sorte!
  • Capital Imoral  27/03/2017 17:48
    O indivíduo nunca foi soberano.

    È importante ressaltar que o indivíduo nunca foi soberano durante a história dos homens.
    Senta-te por um minuto caro neoliberal, vou te ensinar sobre história. Os homens durante
    muito tempo, eram obrigados a se unir em coletivos para garantir à sobrevivência.
    Veja que isto é uma necessidade humana, independente da condição econômica; se um rico
    ficar muito tempo sozinho, ele comete suicídio.

    Nesses coletivos começaram a perceber que existia homens do passado que traiam os coletivos.
    Homens que diziam a localização das armas para as tropas inimigas, entre outras coisas.
    Atualmente esses traidores dos coletivos, chamam-se neoliberais. Por que estou a fazer está introdução?
    Porque a traição, assume uma nova forma filosófica, chamada liberalismo e estado minimo.

    Está nova filosofia inventou uma mentira conveniente para conseguir destruir a unidade dos coletivos.
    Está mentira diz: "Você é soberano, o seu corpo é sua propriedade". Evidentemente, isto
    não tem sentido histórico. Os homens "soberanos" do passado eram os primeiros a morrer na
    floresta, os homens "soberanos" do presente são os primeiros a morrer de solidão. Portanto,
    isto é uma mentira histórica e filosófica, pois as verdades da alma, diz que um homem não pode
    ser soberano; Ele é dependente do coletivo.


    Agora irei responder algumas afirmações do artigo.

    Eu nego ser dono de mim mesmo. Eu sou uma ideia, eu sou um espirito coletivo da busca pelo socialismo
    e liberdade. Assim como você senhor neoliberal. Veja que o artigo, ousa afirmar sobre os poderes do
    cérebro, tendo apenas uma visão materialista da questão.

    Você ousa dizer que seu cérebro é constituído apenas de matéria e células? Não existe um "impulso"
    interior que faz tudo acontecer? Se você dizer que sim, você concorda que existe um espirito coletivo
    de união entre os seres.

    A propriedade diferentemente do que o artigo afirma, é uma quebra desta união espiritual e intelectual
    entre os homens. Veja que o capitalismo é especialista em quantificar e dar preço a tudo; somente seres
    humanos sabem dar valor as coisas. Se eu afirmar que sou uma propriedade, estarei negando o meu valor de excetuar
    as coisas a minha volta, estarei negando o meu poder de subjetividade aos indivíduos e coisas, estarei dizendo que sou
    quantificável a valor de mercado. Mas não sou, pois sou muito mais do que a matéria.

    Para concluir, se você diz que é propriedade, você assumira as características que valem para propriedade, negando seu
    ser subjetivo. Se você assumir que é um espirito coletivo, você estará vendo o mundo como uma obra completa aberta
    à discussão.

    A própria capacidade de discutir sobre o direito de porte de armas, revela que você não é propriedade, portanto não é soberano.

    Capital imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises.
  • Zucatim  27/03/2017 20:10
    Esse capital imoral é realmente muito inteligente, consegui refutar todo o artigo em poucos parágrafos

    Palmas para ele
  • Luiz Henrique  27/03/2017 20:27
    "Veja que o capitalismo é especialista em quantificar e dar preço a tudo;" ESSE É O SOCIALISMO MEU CARO, que diz que o Valor é objetivo! E cara nos capitalista somos totalmente a favor de caridade e que comunidades se auto-ajudem, só não gostamos que seja desrespeitado o direito individual de cada um!
  • anônimo  27/03/2017 20:42
    Capital, me responda uma dúvida, como você pretende realizar concluir esta busca da qual você falou " eu sou um espirito coletivo da busca pelo socialismo
    e liberdade"?
  • Capital Imoral  28/03/2017 13:56
    È uma excelente pergunta meu caro anônimo.
    O socialismo e liberdade é uma constante humana, ela nasce de dentro do homem explorado pelo capital, havendo bases na vida intelectual, está constante nunca se apaga, pois a exploração do homem nunca chega ao fim.

    Se o socialismo nasce de dentro do homem, logo é impossível acabar com o socialismo no mundo, pois teria que matar todos os homens, teriam que queimar todos os livros. Temos uma segunda premissa: o socialismo assim como a liberdade é impossível de ser destruído.

    Com essas duas afirmações, percebe-se que haverá tentativas de impor o socialismo dentro do mundo, Pois é tão natural quanto a existência humana.
    ora, tudo na vida no começo tem pequenos erros, não seria diferente com a doutrina que irá salvar o mundo. E sempre tem algum maluco que vem dizer:
    "Você viu capital imoral, a fome na Venezuela? Você viu a escravidão na Coreia do norte? O socialismo não deu certo!", ora, que coisa de maluco! Isso não é socialismo meu amigo. Que socialismo é esse que todo mundo fica o dia inteiro falando sobre converter dólares, sobre petróleo, sobre o preço do ouro? Por acaso foi desses temas que nasceu o socialismo?Ou não foi da poesia, arte, história, música, sutilezas universais?

    O socialismo e liberdade é um movimento espiritual superior as nossas demandas materialistas. Eu diria que é um movimento intelectual.
    O socialismo não vai acabar porque você acha que todo mundo tem que ter dinheiro, atuar no livre mercado, fazer bastante sexo e comer carne vermelha.
    Isso é ser excessivamente carnal. Alias é um nojo de pessoas baixas que não tiveram uma educação de qualidade.

    Essa busca e importância excessiva por itens preliminares, é algo extremamente ultrapassado intelectualmente, talvez faria algum sentido começo da década de 20, talvez faça mais sentido para os mais pobres, mas nunca deve ser excessivamente importante para um intelectual. Isso revela a superioridade intelectual do socialismo para com o capitalismo.

    Agora uma resposta direta a sua pergunta: Para realizar e concluir está busca, é necessário apenas ser uma pessoa inteligente. Discutir os temas sem torna-se o bobão que diz que o socialismo não deu certo porque a Venezuela passa fome, e dar por encerado o assunto. Ou seja, o socialismo e liberdade é o assunto que nunca será encerrado, pois é uma eterna busca que vai avançando aos poucos, acompanhando a evolução humana.

    Ainda chegará o dia em que vou para padaria de bicicleta, vou pedir 10 pães e o padeiro cool vai recitar para mim, um poema de Frederico Schmidt.

    Felicidade
    Felicidade de estar vivo agora,
    Deste dia de sol claro e lindo!
    Felicidade de viver este momento
    E espalhar o olhar alegremente
    pela Paisagem que não tem fim!...

    As flores me parecem bem mais lindas
    e as mulheres também mais lindas são.
    Felicidade de estar vivo neste instante:
    Os meus olhos vêem a vida serenamente...

    Este padeiro é dez vezes superior ao capitalista que fica o dia inteiro pensando no preço do dolár.Imundo! Sujo!Xucro!
    Capital imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises
  • WDA  05/04/2017 11:43
    Capital imoral, muitcho loca e divertida a sua ironia, como de costume.

    Mas eu gostei mesmo foi de ler esse excelente poeminha, que eu não conhecia, de Frederico Schmidt. Um cara que, aliás, foi um empreendedor, tendo sido um dos fundadores da cadeia de supermercados DISCO, no Rio de Janeiro.
  • Alexandre Dias  27/03/2017 20:54
    Sr. Capital Imoral

    O artigo por você comentado, brilhantemente escrito, diga-se, refere-se à soberania que todo indivíduo deve ter para fazer diversas escolhas, em particular, ao direito de portar uma arma de fogo para defender-se.

    O sr. dá a entender que acredita que por viver em coletividade um homem ou mulher não tem individualidade. Com todo o respeito, é algo bastante tacanho. Mas, não me surpreende vindo de alguém que diz buscar "socialismo e liberdade" ao mesmo tempo em que nega ser "dono"de si.

    Por favor, divirta-nos mostrando como alguém que não é dono de si pode ser livre...

    Ah, e antes que eu me esqueça, por favor, divirta-nos também contando mais sobre essa sua tese de que os traidores são os "neoliberais".

    Deve ser por isso que Luiz Carlos Prestes, um comunista de carteirinha, entregou a sua esposa judia Olga Benário, grávida de 7 meses, a Getúlio Vargas, para ser deportada diretamente para a Alemanha nazista de Adolf Hitler em troca da sua liberdade.

    Deve ser por isso que Fidel Castro traiu o governo dos EUA, que o apoiou na derrubada da ditadura de Fulgêncio Batista.

    Certamente é por isso que socialistas/comunistas praticavam seus justiçamentos, para tanto bastando simplesmente desconfiar.

    Provavelmente é por isso que governos socialistas/comunistas matam justamente o seu povo. Inclusive boa parte daqueles que ingenuamente os apoiavam por acreditar, como você, que socialismo significa liberdade e, chocados, começarem a perceber a cilada em que caíram tão logo os governos que ajudaram a subir ao poder chegam a ele.

    Se isso não é "trair o coletivo", então, por favor, conte-nos o que é.

    O Homem, com "H" maiúsculo, vive em coletividade. A coletividade é uma característica da espécie humana.

    O homem, assim como a mulher, são indivíduos. E como tais, fazem suas escolhas. Coletivas e individuais. Inclusive quanto a quais coletivos pretendem seguir. E devem ter direito a elas. Isso inclui o poder de decisão sobre portar ou não arma de fogo.

    Exatamente aí está o ponto. Aliás, vocês esquerdistas sabem muito bem usar o direito à individualidade quando ele lhes serve para vender suas idéias esdrúxulas. Ou você agora vai negar que as "feminazis" adoram bradar "meu corpo, minhas regras!"?

    Seria divertido também ver o senhor, um orgulhoso filósofo e escritor, que diz que "já refutou Mises", explicando à essas mulheres sobre não ser seu dono, ser apenas uma ideia em prol do coletivo.

    Sr. Capital Imoral, seus argumentos se baseiam inteiramente em uma visão completamente distorcida dos fatos. Algo, aliás, típico em esquerdistas. Distorcem a realidade ao sabor das suas conveniências para tentar adaptá-la à sua linha de raciocínio, se é que podemos dizer que há algum raciocínio em gente que nega a realidade à sua volta.

    " Eu sou uma ideia, eu sou um espirito coletivo da busca pelo socialismo
    e liberdade".

    Sinto dizer, mas você terá de se decidir. Ou escolhe buscar o socialismo, ou o faz buscando a liberdade. Os mais de 100 milhões de mortos por esse regime nefasto e suas famílias (as que sobreviveram) certamente têm muito a dizer sobre liberdade no socialismo.

    Diga em qual lugar do mundo socialismo e liberdade andaram juntos. A história mostra justamente o contrário. Socialismo sempre mostrou-se o oposto à liberdade e um sinônimo de autoritarismo. Norte-coreanos, cubanos, chineses, russos, venezuelanos, vietnamitas, cambojanos, romenos, poloneses, etc, têm muito a ensinar sobre isso.

    Talvez você mesmo possa nos contar sobre como pode significar liberdade um regime que foi capaz de matar mais que a soma de todas as guerras do século XX. Pior: os mortos por esse regime eram do povo dos próprios países socialistas, não de países inimigos. Os povos que viveram sob esse regime sabem como ninguém o que é traição.

    Mas, o senhor, iluminado como diz ser, poderia nos enriquecer contando quais países cujos governos adotaram idéias liberais provocaram o mesmo efeito.

    Regimes socialistas só foram implementados às custas de repressão, violência e autoritarismo, com muito sangue derramado. Nem mesmo esse método e imposição garante a sua sobrevivência. Todos os regimes socialistas caíram de podres. Os que ainda sobrevivem estão cada vez mais fracos, sua vez de desmoronarem não tardará. E isso ocorre exatamente por causa da realidade. Não se pode negá-la eternamente.

    Um dos grandes erros de vocês socialistas é tentar vender o capitalismo como se ele fosse uma espécie de entidade, algo criado artificialmente. Não percebem que o capitalismo é simplesmente a realidade entre as relações comerciais entre as pessoas. Liberais defendem o curso natural das coisas. O livre mercado.

    Diferentemente do socialismo/comunismo, que um conjunto de teorias criadas por "pensadores" baseados exatamente na distorção da realidade. E que só pôde ser efetivamente implementado à força.

    A julgar pelo fato de os mais bem sucedidos países do mundo adotarem, em variados graus, idéias liberais; mostra que quanto maior a interferência do Estado no cotidiano do cidadão, piores são as condições de vida da população, do coletivo.

    Aí está uma lição para você pesquisar e estudar, sr. Capital Imoral. Tire os óculos ideológicos e observe o mundo à sua volta. Nada mais anti-socialista. Veja os rankings dos países com melhor IDH, com melhores indicadores de desenvolvimento. E veja quais são os países que mais implementam idéias liberais. Silogismo em estado puro.

    Quanto à propriedade nada mais é que uma conquista daquele que trabalha duro por ela. Só questiona o direito à propriedade aquele que quer aquilo que pertence aos outros. Duvido que você abra mão das suas propriedades para ser coerente com o seu discurso contrário à ter esse direito.

    Quando o fizer, senhor filósofo e escritor, aponte-nos, por favor, países sob regimes socialistas que estejam entre os primeiros em qualidade de vida, renda per capita, desenvolvimento humano, etc

    Aí sim você estará refutando Mises. Do contrário, toda a sua ladainha de esquerdista só confirmará o quão ele está certo.





  • MANFRINY PERERIRA  28/03/2017 14:13
    Ué... agora que tava ficando boa a discussão, a outra parte se calou.
  • estatístico  27/03/2017 21:32
    Mississippi nos EUA, é um dos estados mais liberais sobre as armas, e tem a maior taxa de homicídios.

    Missouri, depois que afrouxou as leis sobre porte de armas, aumentou o número de homicídios. St. Louis, em Missouri, é uma das cidades mais violentas dos EUA.

    Por outro lado, estados como Nova York, que aplicam controle de armas, reduziram a violência com a aplicação do tolerância zero...
  • Adriel Felipe  30/03/2017 21:30
    Sr. Estatístico,

    Bem curiosa essa notícia mesmo sabendo que o armamento nos EUA aumentou 178% e a taxa de homicídios caiu de 5,6/100K para 4,2/100k habitantes no período de 8 anos.
  • Zucatim  30/03/2017 21:56
    "Nova York reduziu a violência com tolerância zero"

    Totalmente pelo contrário, NY é um dos lugares mais violentos dos EUA graças a sua tolerância zero
  • Correção  31/03/2017 00:18
    Eu disse que NY está com muita violência graças a sua tolerância zero, mas na verdade eu quis dizer Washington
  • Jango  31/03/2017 11:03
    Nova York também está aumentando continuamente a criminalidade desde meados de 2010.
  • anônimo  27/03/2017 23:13
    O povo foi bovinamente educado para não gostar de armas.

    A educação bovina doutrina as pessoas a serem alimentadas pelo governo. O povo bovinamente educado ama o estado. O povo se tornou um bovino que gosta de ser alimentado.

    A própria escravidão dos negros mostra isso. Os negros demoraram para reagir mesmo tomando milhares de chibatadas.

    As armas servem para defender nossas vidas. Ninguém tem o direito de tirar o direito de defesa de alguém. Em qualquer situação, todos que tentarem agredir serão contra-atacados.
  • Aaron   28/03/2017 12:46
    pq escrever como "anônimo"?
  • Sérgio   27/03/2017 23:39
    Humilhations...
  • Padawan  28/03/2017 12:45
    Dúvidas Off Topic:

    Quando se diz "taxar os ricos"... Quem são esses ricos exatamente? Qual critério os define?

    Outra: A que se deve o fato do Brasil ser considerado um dos países mais ricos do mundo, já que temos problemas de produtividade e o governo impõe travas à prosperidade? Que riqueza é essa?
  • 4lex5andro  28/03/2017 14:53
    Quem são os ricos do Brasil, é difícil definir (pois no ritmo atual mesmo quem ganha salário mínimo vai estar tendo que pagar imposto de renda, logo logo).
    impostorenda2017.com.br/ >>>> sim, se ganhas a fortuna de 2 salários mínimos neste riquíssimo país, tens que declarar desde então, seus 7,5 % de IR.

    Mas partindo que a referência do post seja aos milionários do Brasil.

    Taxar quem tem muito dinheiro não só não ajuda o país, como espanta o endinheirado do país, ou então este manda o dinheiro pra fora do país; nos 2 links explica-se por que tal medida é ineficiente.
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2073
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1654

    O Brasil ser um país rico é tão verdade quanto a bruxa de blair.
    www.huffpostbrasil.com/mauricio-bento/por-que-o-brasil-nao-se-torna-um-pais-rico_a_21698038/
    mercadopopular.org/2016/08/por-que-o-brasil-ainda-e-pobre/
  • Padawan  29/03/2017 19:27
    Muito bons os artigos.
    Valeu pela resposta!
  • Minarquista  28/03/2017 14:55
    Caros:

    Mais uma vez tenho uma crítica forte ao método. Mas, desta vez, não à conclusão.
    Explico: moralmente, é possível se intrometer na vida alheia se, e somente se, o comportamento em questão gera danos a terceiros.

    Análise moral:
    A liberdade do uso de armas, em tese, pode ser logicamente discutida, usando a linha: "Se o uso de armas for liberado, ninguém garante que elas serão usadas somente para defesa dos mais fracos. Podem muito bem ser usados para ataque aos inocentes; podem ser usadas indevidamente por sujeitos que percam a cabeça momentaneamente, e provoquem uma tragédia."
    Conclusão: a lógica moral não consegue provar que o direito irrestrito ao uso de armas não representa uma violação à segurança de terceiros. O uso de armas, então, não é um direito natural decorrente da posse do meu corpo e do meu livre arbítrio.
    Se formos levar a sério este tipo de raciocínio, concluiremos que as pessoas são livres para beber e dirigir; que podem dirigir na velocidade que quiserem, etc. Enfim: os danos a terceiros - incluindo danos à segurança de terceiros - são motivos que justificam moralmente a intromissão na vida alheia; que justificam proibições ao comportamento alheio.

    Já utilitariamente:
    Entretanto, o fato da questão não morrer no crivo primário (moral), não torna a proibição automaticamente legítima. Falta passar pelo crivo utilitário.
    Notem que, para proibir alguém de fazer o que quer, acusando-o de pôr a minha segurança em risco, o ônus da prova é de quem quer proibir, de quem quer limitar a minha liberdade... Aqueles que querem restringir o uso de armas devem provar que o uso livre das armas gera mais insegurança para terceiros do que o uso restrito (ou uso nenhum). E, até onde sei, ninguém conseguiu provar isso ainda. Pelo contrário: os estudos que conheço mostram exatamente o contrário: onde as armas são mais liberadas, há mais segurança do que onde elas são restritas. Vejam o artigo:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2176

    Conclusão:
    A lógica moral não consegue matar a questão da restrição às armas, por dúvidas com relação a eventuais danos à segurança de terceiros.
    Já a abordagem utilitária mostra (nos estudos atuais), que a liberação melhora a segurança geral, ao invés de piorá-la.
    Então o uso de armas deve ser livre, mas não por razões morais, e sim utilitárias.

    []s
  • Martins  28/03/2017 15:02
    Prezado Minarquista, há um artigo que discute especificamente isso. Era só ter usado a ferramenta de busca.

    Uma teoria geral (e libertária) sobre controle de armas

  • Ex-microempresario  28/03/2017 15:39
    Minarquista, cuidado para não confundir as expressões "posse da arma" com "uso da arma".
    Ter uma arma é um direito natural, conforme prega o artigo. O uso da arma pode ser certo ou errado. O direito de ter uma arma não pressupõe o direito de usá-la de forma errada, ou seja, violando o direito de outros.
  • Charles  19/04/2017 00:26
    Apenas parem tudo e vejam este vídeo de 1996. Tem menos de dois minutos.

    Reparem nas confissões ("se não fosse essa arma...") e relembrem uma época em que a imprensa era um pouquinho mais honesta em suas abordagens...

    www.facebook.com/VotePelasArmas/videos/1760743100847681/
  • Travis  22/07/2017 06:31
    Vídeo muito bom.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.