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Cinco motivos para defender a liberdade de se terceirizar o trabalho
Permitir a terceirização nada mais é do que permitir uma maior liberdade de contrato

Nesta última quarta-feira, dia 22 de março, a Câmara dos Deputados aprovou o texto-base do projeto que amplia a possibilidade de terceirização no mercado de trabalho brasileiro. Foram 231 votos a favor e 188 contra.

Assim, com a nova lei, não apenas atividades-meio (como limpeza e segurança) poderão ser terceirizadas, mas atividades-fim também (a principal atividade desenvolvida pela empresa). Além disso, a responsabilidade trabalhista torna-se subsidiária, de modo que deverá responder, a princípio, a empresa contratada.

Antes de tudo, vale enfatizar o básico e repetir o que já foi dito aqui: permitir a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Trata-se, em suma, do direito de alguém poder negociar livremente com outra pessoa. Apenas isso.

Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes? 

Infelizmente, por cegueira ideológica ou simplesmente ignorância, muitos deputados e comentaristas de notícias dizem que a terceirização irá prejudicar o trabalhador. Isso é mentira.

E aqui estão cinco razões para se apoiar a terceirização:

1. Combate ao desemprego

De acordo com os dados mais recentes, o número de desempregados no Brasil atingiu quase 13 milhões de brasileiros. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), esse número ainda deve crescer bastante, de modo que, em 2017, de cada 3 novos desempregados no mundo, um será brasileiro, totalizando 13,6 milhões de trabalhadores desempregados no Brasil, com uma taxa de desemprego projetada em 12,4%.

E essa catástrofe empregatícia, iniciada pela crise criada e gerida pelo governo de Dilma Rousseff, tende a demorar mais para se recuperar, dado o engessamento das instituições econômicas brasileiras, como a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que regula o mercado de trabalho brasileiro.

Com o crédito artificial provido pelo governo petista, muitos empresários e agentes econômicos, reagindo aos incentivos que lhes foram colocados, acabaram investindo e expandindo a produção em uma proporção que jamais ocorreria sob condições reais de demanda (veja todos os detalhes deste processo aqui).

Por isso, hoje, todos esses "investimentos equivocados" precisam se realocar para áreas onde há, de fato, demanda real. E isso implica a demissão de trabalhadores em certos setores da economia para que, posteriormente, possa haver sua recolocação no mercado.

Mas o problema é que, com tantos custos derivados da contratação de um trabalhador sob o regime da CLT, essa recolocação no mercado de trabalho pode demorar ainda mais.

Portanto, a terceirização de atividades surge como uma possibilidade para as empresas e os negócios que, ainda receosos, têm medo de contratar alguém sob o regime da CLT, mas suspeitam que já poderiam recolocar novos empregados no mercado. Assim, esses agentes podem contratar uma empresa que terceiriza o trabalho e, caso o negócio não esteja progredindo como esperavam, basta romper o contrato.

E o trabalhador, por sua vez, continuará empregado, pois terá vínculo empregatício com a empresa que terceiriza, e pode, por conseguinte, ser prontamente realocado para uma nova empresa contratante. Haverá muito mais oportunidades de trabalho para essa pessoa. Há algum argumento contra?

2. Informalidade

Por motivos bastante similares ao desemprego causado pelos altos custos trabalhistas, outro grande problema para o trabalhador brasileiro é a informalidade.

Segundo dados do IBGE, há 44 milhões de pessoas na informalidade. Estas pessoas contribuíram com 16% do PIB em 2015.  Foram R$ 956,8 bilhões de riqueza gerados pela informalidade no ano passado.

Com leis trabalhistas rígidas e custosas, fica mais caro para que o empregador possa contratar funcionários. Segundo um estudo da FGV sobre o custo do trabalho no Brasil (2012), "o custo do trabalhador, em média, pode chegar a 2,83 vezes — ou 183% — o salário que ele recebe da empresa, no caso de vínculo de 12 meses de duração de um contrato de Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Isso quer dizer que, em vínculos empregatícios de 12 meses, se o trabalhador recebe um salário de R$ 1.000, o seu empregador está desembolsando, na verdade, R$ 2.830 para poder manter esse funcionário.

Com isso, considerando o salário mínimo de 2017, que é equivalente a R$ 937, o empregador precisa pagar, na verdade, R$ 2.651. E isso quer dizer que, para compensar sua contratação, o trabalhador precisa de uma produtividade de, no mínimo, R$ 2.651 para poder trabalhar sob um contrato à luz da lei.

Na prática, o salário mínimo criminaliza todos os trabalhadores com produtividade menor do que esse valor. Isto é, se o sujeito não teve a oportunidade de desenvolver habilidades profissionais que sejam suficientes para render, ao menos, R$ 2.651 para quem o está contratando, não valerá a pena contratá-lo. E aí, restam ou o desemprego ou a informalidade.

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E vale notar que, na informalidade, a média salarial é também rebaixada pelo fato de que o empregador passa a correr o risco de pagar multas por empregar alguém por um salário menor do que o estipulado pela lei do salário mínimo. E, consequentemente, estando mais exposto a riscos, esse contratante buscará um lucro maior, pois, como nos ensina a disciplina de finanças, investimentos com mais riscos devem ter rendimentos maiores para motivar investidores.

Na prática, mais uma vez, a legislação trabalhista acarreta uma redução do bem-estar do trabalhador e reduz seu salário.

3. Contratação de grupos marginalizados

No Brasil, como bem sabemos, o acesso à qualificação profissional e ao ensino não são verdadeiramente universais. Pessoas mais pobres, por exemplo, tendem a obter uma qualificação profissional pior do que pessoas mais ricas, uma vez que o sistema educacional provido pelo governo é de baixa qualidade e, com metade da renda confiscada pelos impostos, fica ainda mais difícil colocar os filhos em uma escola particular.

E, considerando que há um maior percentual de pessoas negras nas camadas mais pobres da população, aqueles que defendem com unhas e dentes a CLT como meio de inclusão social acabam, na prática, marginalizando ainda mais aqueles a quem pretendem ajudar.

Mulheres, jovens e negros tendem a ser mais prejudicados com a vigente legislação trabalhista e podem, portanto, ser beneficiados com a possibilidade de terceirização.

Segundo o Instituto Mercado Popular (IMP), enquanto um homem no mercado formal ganha 68% a mais do que um homem empregado no mercado informal, uma mulher no mercado formal ganha 92% a mais do que uma mulher que vende sua força de trabalho informalmente. Jovens têm mais chance de estarem na informalidade que adultos. E a taxa de informalidade entre negros é mais de 40% maior do que aquela existente entre brancos.

taxa-de-informalidade-negros-440x264.png

Logo, é possível perceber que, por melhores que sejam as intenções das pessoas que defendem a CLT como instrumento de inclusão social, na realidade, os resultados são bastante diferentes e, na maioria das vezes, contrários a tais intenções.

É clichê, mas segue válido: o caminho para o inferno está pavimentado de boas intenções.

4. Aumento da especialização e produtividade

Em 1776, Adam Smith publicou sua famosa obra Uma investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações, conhecida também como, apenas, A riqueza das nações.

Nela, Smith demonstrou como a especialização do trabalho gera ganhos de produtividade que, em última instância, é o que realmente melhora o padrão de vida das pessoas. Mas o que isso quer dizer?

Eu vou ao mercado para comprar tomates e salame porque, simplesmente, eu levaria alguns meses para conseguir montar um sanduíche se tivesse de produzir todos seus ingredientes. E, como não sou um especialista em agricultura ou pecuária, provavelmente eu conseguiria produzir apenas uma pequena quantidade de cada bem. Sairia muito mais caro fazer isso do que simplesmente ir ao mercado e comprar um sanduíche pronto. Em troca, escrevo textos e sou remunerado, pois minhas habilidades são melhores para comentar política e economia do que plantar tomate e criar suínos.

Ampliando essa lógica, para que se construa um prédio, por exemplo, faz muito mais sentido contratar uma empresa especializada em demolição, outra especializada em limpeza, outra especializada em construção e outra especializada em fornecimento de materiais. Cada empresa torna-se uma especialista no que faz, aumentando sua produtividade e podendo fazer mais coisas e cobrar menos por cada coisa.

Se uma mesma empresa tivesse de fazer tudo isso — ou seja, se uma mesma empresa tivesse de se especializar em várias áreas que extremamente distintas entre si — certamente sua eficiência seria menor. Consequentemente, seus custos de produção seriam maiores, os salários seriam menores, e a própria capacidade de investimento futuro desta empresa estaria em risco.

Vamos agora para um exemplo ainda mais prático: imagine uma empresa que produz comida de bebê e vende em lojas próprias.

Essa empresa tem de fazer três coisas: ela tem de produzir a comida em instalações industriais, tem de cuidar da logística de distribuição (transportar a comida das instalações industriais para os pontos comerciais), e tem de administrar os próprios pontos comerciais. 

Por fazer várias coisas ao mesmo tempo, ela inevitavelmente será ineficiente em ao menos uma área. 

Suponha que estes sejam os gastos dela em suas instalações industriais (onde a comida é fabricada): 

Custos trabalhistas (salários mais encargos) = $ 100 

Custos operacionais (energia elétrica, aluguel de máquinas, aluguel de armazéns para estocagem de alimentos, conta de telefone, gás, custo de depreciação, peças de reposição etc.) = $100 

Custos totais: $ 200 

Agora, suponha que surja uma empresa especializada exclusivamente em produzir as comidas de bebês. Essa empresa não faz nada além de produzir as comidas. Ela não tem de se preocupar com a logística do transporte e nem em operar os pontos de venda comerciais. Ela é especializada apenas em fazer a comida de bebê. 

Por ser especializada, seus custos operacionais serão menores

David Ricardo e sua Lei das Vantagens Comparativas já havia explicado por que é assim. A especialização reduz custos. Por definição. 

Por conseguinte, eis a planilha de gastos desta empresa em suas instalações industriais: 

Custos trabalhistas (salários mais encargos) = $ 100 

Custos operacionais (energia elétrica, aluguel de máquinas, aluguel de armazéns para estocagem de alimentos, conta de telefone, gás, custo de depreciação, peças de reposição etc.) = $ 80 

Custos totais: $ 180 

Observe que os salários são rigorosamente os mesmos, mas os custos operacionais, apenas em decorrência da maior especialização, caem 20%. Reduções de 20% nos custos operacionais são comuns quando se há maior especialização. Essa é a consequência direta da especialização: maior eficiência. O empreendedor, por estar concentrado exclusivamente em uma área, adquire ganhos de eficiência nesta área. 

Com custos totais de $ 180 (em comparação aos custos totais de $ 200 da primeira empresa), esta segunda empresa pode buscar um lucro de até $ 19 e ainda assim será lucrativo para a primeira empresa terceirizar sua produção de alimentos para esta segunda empresa. 

Aliás, sejamos sinceros, mesmo que esta segunda empresa busque um lucro de $ 20 (o que fará com que seu custo de contratação pela primeira empresa seja igual ao custo de produção desta primeira empresa), ainda assim valerá a pena para a primeira empresa terceirizar: no mínimo, ela terá menos dor de cabeça com ameaças de processos trabalhistas de empregados de suas fábricas de alimentos. 

Pode brincar com os números acima como quiser (por exemplo, aumentando os salários dos terceirizados e mantendo os custos operacionais) e você verá que ainda assim será possível a terceirizada pagar salários maiores, ter lucro e fazer com que valha a pena a primeira empresa terceirizar sua atividade de fabricação de alimentos. 

Com o aumento da especialização, a sociedade recebe mais bens produzidos, e cada trabalhador pode consumir mais de cada item.

5. A proposta atual melhora a segurança jurídica

Uma grande mentira que tem sido espalhada pelos opositores ao projeto de terceirização no mercado de trabalho brasileiro é que os direitos trabalhistas de cada empregado seriam suprimidos caso a nova lei fosse aprovada. Mas isso é besteira.

Com a aprovação da terceirização, os trabalhadores terceirizados não perderão seus ditos direitos trabalhistas, porque ainda terão vínculo empregatício com a empresa contratada para a prestação de serviços. E isso significa que, eventuais irregularidades trabalhistas deverão ser cobradas da empresa contratada e, caso esta não tenha recursos para arcar com a multa estabelecida, subsidiariamente, deverá arcar a empresa que contratou a prestação de serviços.

Atualmente, ambas podem ser processadas, o que acaba trazendo um maior receio por parte da empresa contratante, com a respectiva redução em sua disposição a pagar por cada serviço contratado.

Mas a segurança jurídica aumenta também para o próprio trabalhador. Afinal, considerando um cenário de taxas absurdas de informalidade no mercado de trabalho no Brasil, com a flexibilização da legislação trabalhista a tendência é que esses números sejam reduzidos. Consequentemente, mais trabalhadores poderão estar legais em seu regime de contratação, e não na informalidade. Isso ajuda a pessoa a, por exemplo, conseguir empréstimos mais facilmente no banco (porque o trabalhador passa a ter renda formal), dentre tantas outras burocracias que acabam penalizando quem está na informalidade.

Considerações finais

As novas normas referentes à terceirização do trabalho são boas. Reduzindo o engessamento do mercado de trabalho brasileiro, quiçá o país consiga reduzir um pouco a sua taxa de desemprego e seus níveis de informalidade na economia.

E a principal lição é: não adianta falar de boas intenções e bons sentimentos para com os trabalhadores enquanto, na prática, os efeitos das políticas defendidas são negativos.

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Leia também:

Terceirização? Sim, por favor. E obrigado

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Leandro Roque contribuiu para este artigo


11 votos

autor

André Bolini
é estudante universitário de Administração de Empresas na FGV-SP e de Direito na Faculdade do Largo São Francisco, da USP.



  • Pobre Paulista  24/03/2017 14:14
    Leandro, meio OFF com o tópico mas tudo a ver com o que vc costuma publicar:

    The History of the Modern International Monetary System
  • MB  24/03/2017 14:43
    Terceirização é a solução... O legal deste sistema é que as empresas poderão contratar temporariamente mão de obra das empresas intermediárias, portanto poderão reduzir custos e fazer pacotes customizados para seus clientes. Exemplo: as empresas de bufêt não mais precisarão manter um corpo fixo de funcionários e ao terceirizar sua atividade-fim ela repassará para seus preços finais este abatimento de custos. Conclusão: mais festas poderão ser agendadas, pois a clientela potencial é enorme.

    Enfim quem viver verá essa transformação para a melhor no mercado de trabalho...

    OBS:Estou falando de negócios e custos, pois quanto ao stress, cansaço, remuneração aí a conversa já é outra, mas terceirização eu aprovo...
  • Felipe  24/03/2017 14:43
    Apesar da medida ser boa para reduzir o desemprego e aumentar a competitividade das nossa empresas a longo prazo, sabemos que para trabalhadores pouco qualificados a medida trará uma queda salarial. Então como poderia argumentar com alguém que esteja nessa situação?
  • Neto  24/03/2017 14:52
    Ué, mas acabou de ser demonstrado que, para trabalhadores pouco qualificados (que hoje têm o salário zero do desemprego) haverá mais oportunidades de emprego.

    Segundo um estudo da FGV sobre o custo do trabalho no Brasil, "o custo do trabalhador, em média, pode chegar a 2,83 vezes — ou 183% — o salário que ele recebe da empresa, no caso de vínculo de 12 meses de duração de um contrato CLT".

    Isso quer dizer que, em vínculos empregatícios de 12 meses, se o trabalhador recebe o salário mínimo -- que é de R$ 937 --, seu empregador está desembolsando, na verdade, R$ 2.651 apenas para poder manter esse funcionário.

    E isso significa, por definição, que, para compensar sua contratação, o trabalhador precisa de uma produtividade de, no mínimo, R$ 2.651 para poder trabalhar legalmente.

    No Brasil, portanto, o valor mínimo que você tem de produzir para valer a pena ser contratado é R$ 2.651 por mês. Este é o valor do salário mínimo mais todos os encargos sociais e trabalhistas.

    Quem produz menos que isso não será contratado. Graças à CLT.

    Com tantos custos gerados pela CLT, com uma economia há três anos em recessão e com 13 milhões de desempregados, haver empregos abundantes e permanentes para todos é impossível. Pior: para quem está atualmente desempregado, uma recolocação no mercado de trabalho pode ser insuportavelmente demorada. E traumatizante.

    Consequentemente, a permissão da terceirização de atividades surge como uma possibilidade para as empresas e os negócios que, ainda receosos, têm medo de contratar alguém sob o regime da CLT, mas suspeitam que já poderiam recolocar novos empregados no mercado. Assim, esses agentes podem contratar uma empresa que terceiriza o trabalho e, caso o negócio não esteja progredindo como esperavam, basta romper o contrato.

    E o trabalhador, por sua vez, continuará empregado, pois terá vínculo empregatício com a empresa que terceiriza, e pode, por conseguinte, ser prontamente realocado em uma nova empresa contratante.

    Qual o argumento contra isso?


    Agora, se um sujeito tinha um emprego e foi substituído por outro trabalhador, então a conclusão óbvia é que este outro trabalhador é mais produtivo que o primeiro. Questão simples, básica e puramente econômica.

    Qual o argumento contra isso?
  • Thames  24/03/2017 14:58
    Se você olhar bem, dentre os contrários, o único "argumento" real é que um trabalhador mais qualificado será substituído por outro menos qualificado. O engraçado é que isso vai exatamente contra tudo o que se sabe de economia.

    Empregadores sempre querem os melhores funcionários, e não os piores. Dizer que o bom será trocado pelo ruim é uma absoluta ignorância sobre o mundo. Por essa lógica, Messi, Neymar e Cristiano Ronaldo -- e seus altíssimos salários -- estariam com seus empregos ameaçados por jogadores do Íbis. Garanto que qualquer jogador do Íbis aceitaria jogar no Barcelona ou no Real Madrid em troca de um salário mínimo. Por que esses times não os contratam?

    Se um sujeito foi trocado por outro, é porque este outro, por definição, é mais produtivo que o primeiro. Não tem mágica. Por que ser contra isso? Bom, apenas os encostados e ineficientes seriam realmente contra isso. Trata-se da negação da concorrência.
  • Leandro  24/03/2017 15:00
    Copio o que escrevi ainda ontem: se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

    Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

    Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

    No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

    Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
  • Felipe  24/03/2017 15:09
    Para trabalhadores pouco qualificados e desempregados a medida será ótima, mas e para os já empregados, cujo o salário se infla por conta dos sindicatos?

    Um exemplo, uma financeira hoje é obrigada a contrata todos seus funcionários dentro do sindicato dos bancários, onde o piso e os beneficios são altos. Com a terceirização, a financeira foge do sindicato e contrata funcionários com menor salário. Nesse caso, como eu poderia argumentar para uma pessoa empregada no setor bancário que a terceirização será boa?
  • Jair  24/03/2017 15:44
    Ué, mas isso é fantástico. Barnabés caros, sindicalizados, encostados e improdutivos sendo substituídos por pessoas sérias, trabalhadoras e produtivas? Eu quero. E pra já!

    Você acha isso ruim? Acha errado? Por quê?

    Quem tem de se justificar são aqueles que defendem a manutenção dessa imoralidade.

    É engraçado ver como as coisas estão invertidas no Brasil: aqui, os imorais e improdutivos exigem explicações e direitos adquiridos, ao passo que os produtivos e trabalhadores são prontamente criminalizados e acusados (a última, agora, é que eles "roubam empregos").

    Nossa moral é de lascar.
  • Baroni  24/03/2017 14:50
    Existe um projeto tramitando no senado que se aprovado e sancionado, poderá dar um grande passo atrás na PL da terceirização. Alem disso, lamentavelmente existe boa chance do presidente não sancionar esse PL, ao menos na integra. Quero muito estar sendo pessimista e no fim estar completamente errado, mas quando se trata de agentes do estado, não consigo ser otimista. Abs.
  • Tulio   24/03/2017 15:56
    Pois é, daí a necessidade de jamais deixar a esquerda pautar e impor sua narrativa (que sempre é pró-sindicatos, pró-improdutividade e contra os pobres).

    E principalamte : daí a importância de manter a pressão pela sanção deste atual projeto. Nisso, este Instituto está fazendo tudo certo.
  • Rodrigo Inglada Verga  24/03/2017 15:06
    Estou saindo de um trabalho informal pra um como terceiro, pra ganhar mais e ter mais benefícios... Se fosse pra ser pela própria empresa não rolava.

    Na situação atual econômica onde vc é demitido pq seu salário custa 2x mais pra empresa, devido a dezenas de impostos e taxas que os governo cobra, não sei porque o alarde. Vc vai virar terceiro, mas seria demitido se não fosse isso.

    Até onde sei os direitos a boas condições de trabalho, e demais direitos que garantem o bem estar e segurança do trabalhador não foram alterados e valem também para terceirização.

    Sobre sindicatos... tenho dó de quem acha que eles são a favor do trabalhador. Trabalhei 4 anos numa metalúrgica e pelos menos o sindicato dos metalúrgicos só que ganhar em cima de vc. Só.
  • Caio  24/03/2017 15:13
    A terceirização não resolve muita coisa. Para começar a gerar resultados sólidos de aumento de renda, precisaria também diminuir ou abolir as burocracias inúteis para empreender no Brasil.

    Mas os funcionários públicos não querem largar a mamata geradas pela burocracia.
  • Fernando  24/03/2017 15:30
    Muito bom como sempre. Parabéns ao André e ao Leandro. De grão em grão...
  • Luiz  24/03/2017 16:27
    "permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Trata-se, em suma, do direito de alguém poder negociar livremente com outra pessoa. Apenas isso.

    No Brasil não é apenas isso, é incentivo aos sub-empregos, exploração da mão de obra
    se um funcionário produtivo não aceitar tal salário, os patrões os trocaram por um
    que produza menos e então aceite aquele valor.
    É difícil discutir terceirização com impostos trabalhistas, e consumo em níveis tão altos.
    É claro que é uma vitória liberal, e dos empreendedores, mas num país como é o Br
    n parece algo tão benéfico, Bom se tivéssemos o mesmo poder de compra
    de Canadá, Austrália, ai poderíamos comemorar bem mais. Mas como não somos, quem
    mais sai ganhando com isso são os empreendedores.
  • Almeida  24/03/2017 17:35
    "No Brasil não é apenas isso, é incentivo aos sub-empregos, exploração da mão de obra se um funcionário produtivo não aceitar tal salário, os patrões os trocaram por um que produza menos e então aceite aquele valor."

    Se um funcionário produtivo não aceitar tal salário, então quem perde é o patrão, que ficou sem este funcionário produtivo.

    Num país como o Brasil, cuja produtividade de um brasileiro equivale a um quarto da produtividade de um americano, um empregador que abrir mão de um funcionário produtivo por um improdutivo estará sendo inacreditavelmente burro.

    É realmente necessário ser um completo ignorante em economia para falar algo assim.

    Agora, o que você realmente está querendo dizer, mas não está com coragem de vocalizar abertamente, é que funcionários ruins, encostados e preguiçosos -- mas que ganham bem por causa de alguma imposição sindical -- serão prontamente trocados por funcionários realmente bons, produtivos e trabalhadores.

    Aí, sim. É exatamente por isso que a terceirização apavora sindicatos e barnabés. Gente que sempre ganhou bem e que nunca trabalhou direito agora terá de se aprumar. Caso contrário, vai perder o emprego para outro com mais gana.

    "É difícil discutir terceirização com impostos trabalhistas, e consumo em níveis tão altos."

    Consumo em níveis tão altos?! Essa é nova. De onde você está teclando?

    "É claro que é uma vitória liberal, e dos empreendedores, mas num país como é o Br n parece algo tão benéfico, Bom se tivéssemos o mesmo poder de compra de Canadá, Austrália, ai poderíamos comemorar bem mais. Mas como não somos, quem mais sai ganhando com isso são os empreendedores."

    Em primeiro lugar, sugiro você a se educar minimamente. Se você não consegue nem se expressar direito -- sua escrita e sua capacidade de comunicação são precárias e toscas --, dificilmente conseguirá algum emprego que pague bem. No máximo, você pode aspirar a fazer recauchutagem de pneus ou coisas do tipo.

    Outra coisa: como exatamente seria uma "vitória dos empreendedores" ter empregados ruins (como você próprio disse) e população sem poder de compra (por causa dos altos impostos e dos altos preços)?

    Quanto mais a pessoa é incapaz de ligar causa e consequência, mais ela comenta em público.
  • Capitalista Keynes  25/03/2017 22:47
    Por que aqui neste site ,se alguém não pensa como o outro É OFENDIDO ???????

    E ainda falam dos esquerdopatas ?

    Parabéns Libaralpatas !!!! Melhor ....LIBERA - PATAS ....Libera uma patada de cavalo no opositor de ideias liberais.

    "Em primeiro lugar, sugiro você a se educar minimamente. Se você não consegue nem se expressar direito -- sua escrita e sua capacidade de comunicação são precárias e toscas --, dificilmente conseguirá algum emprego que pague bem. No máximo, você pode aspirar a fazer recauchutagem de pneus ou coisas do tipo. " ....PRECISA ISSO ?
  • André  24/03/2017 18:10
    "É claro que é uma vitória liberal, e dos empreendedores, mas num país como é o Br n parece algo tão benéfico, Bom se tivéssemos o mesmo poder de compra de Canadá, Austrália, ai poderíamos comemorar bem mais. Mas como não somos, quem mais sai ganhando com isso são os empreendedores."

    Acho legal que a pessoa não consegue associar o porque de não termos o mesmo poder de compra desses países em primeiro lugar.
  • Leonardo  24/03/2017 16:28
    No meu entender, o melhor benefício que pode existir é o cenário no qual as pessoas sejam capazes de constituir CNPJ de Microempreendedor Individual (MEI) e oferecer seus serviços às empresas através de contrato direto entre as partes, extinguindo assim o atravessador que é a empresa "terceirizadora" e a gigantesca burocracia estatal. O que impede uma empresa de contratar mão de obra diretamente com a pessoa, através de um contrato de prestação de serviços? Seria a liberdade de vez do trabalhador, mais ou menos como são feitos os trabalhos de consultores de empresas, contadores, advogados etc.
  • Capitalista Keynes  24/03/2017 16:58
    Ué ....mas no boom da economia na era LULA o desemprego estava em 4 % ...quase pleno emprego......CLT nunca foi problema para empresário. Esse papo de terceirização aumentar emprego é MENTIRA. .....Empresário não pensa em empregar, botem na cabeça isso....só pensa em embolsar lucro da diferença entre o que pagava no contrato formal e quanto vai pagar com o novo terceirizado ...esse lucro vai para bolsa de valores, carro novo ,amante mais nova e não para expandir fábrica.

    Cadê a Infraestrutura, cadê Selic baixa , Redução de impostos, carga tributária, Gastos públicos , cadê a competividade com diminuição das barreiras de importação e exploração de novos mercados ,novos acordos bilaterais.etc.....isso é mais importante do que a CLT.

    É muito glamour para o empresário brasileiro como se fossem anjos celestiais....menos Mises Brasil,menos.
  • Menger  24/03/2017 18:09
    "Empresário não pensa em empregar, botem na cabeça isso....só pensa em embolsar lucro da diferença entre o que pagava no contrato formal e quanto vai pagar com o novo terceirizado ...esse lucro vai para bolsa de valores, carro novo ,amante mais nova e não para expandir fábrica."

    Ué, já que é tão fácil assim ganhar dinheiro como empresário -- não é necessário produzir nem investir nada, mas só "contratar baratinho" -- então seja minimamente coerente: tire essa bunda da cadeira e vá "ser empresário" você também. Pela sua lógica, ganhar dinheiro vai ser mamão com açúcar.

    Se você não fizer isso, de duas uma: ou você é burro (e odeia dinheiro) ou você próprio não acredita no que fala.

    "Cadê a Infraestrutura, cadê Selic baixa , Redução de impostos, carga tributária, Gastos públicos , cadê a competividade com diminuição das barreiras de importação e exploração de novos mercados ,novos acordos bilaterais.etc.....isso é mais importante do que a CLT."

    Ué, pergunte ao LULA (caixa alta, hein?), o "homem do boom". Ele e seu grupo ficaram 13 anos no poder. A infraestrutura colapsou, os impostos subiram, os gastos públicos explodiram, a dívida galopou, os três graus de investimento foram pro saco, a competitividade desabou, não houve acordos bilaterais, o protecionismo disparou, e compadrio alcançou os píncaros.

    A única coisa da sua lista que de fato ocorreu foi a redução da Selic na marra. E o resultado em termos de inflação todos vivenciamos.

    "É muito glamour para o empresário brasileiro como se fossem anjos celestiais....menos Mises Brasil,menos."

    O gozado é que quanto o Instituto publicou os seguintes artigos abaixo, vários empresários reclamaram dizendo que o site era anti-empresário. Por favor, haters, entrem minimamente num consenso.

    Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados

    A "Carne Fraca" pergunta: quem regula os reguladores?

    Quem realmente ganha com a obstrução do livre comércio?

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

    Romaria de grandes empresários a Brasília - capitalismo de estado explicitado
  • francisco  25/03/2017 14:10
    Também acho que se fosse para gerar empregos, deveriam atacar outras fontes: infraestrutura precária, melhor ensino básico, mais treinamentos, menos burocracia, menor carga tributária e mais simplificada, entre outras coisas. E essa história de que a terceirização vai aumentar empregos é conversa pra boi dormir. Se uma empresa precisa de 100 funcionários, ela irá contratar 100, independente de ser terceirizada ou não. Além disso, no Brasil são criadas muitas empresas de fachada que atrasam salarios, fecham sem mais nem menos, e quando muita gente começa a acionar a Justiça, fecham e abrem outra. Salários são, em média, 27 por cento menores e há mais acidentes de trabalho em empresas terceirizadas, o que acaba sobrecarregando o SUS. A terceirização é boa sim, mas só para maus empresários.
  • Thames  25/03/2017 18:19
    Felizmente, o objetivo não é "gerar empregos". Aliás, nenhuma política deve ter o objetivo de "gerar empregos". O objetivo da economia, de qualquer economia, é "aumentar a produção". Empregos são a consequência disso.

    O bom desta maior liberdade de contratação está exatamente em facilitar (só um pouco) a atividade produtiva. Se isso também gerar empregos como consequência, tanto melhor.
  • Zueira  24/03/2017 18:15
    se um funcionário produtivo não aceitar tal salário, os patrões os trocaram por um
    que produza menos e então aceite aquele valor.


    Você está de zoeira, né? Por que alguém, em mais santa consciência, iria trocar um bom empregado de confiança do empreendedor por um empregado menos produtivo e destreinado? (treinamento requer tempo e custo) Esse cara vai quebrar, pois vai sofrer uma perda significante na eficiência dos seus serviços, que vai refletir na qualidade para o consumidor, consequentemente, o consumidor vai migrar para outro lugar.

    Ou você continua comprando de lugares que te oferecem péssimos serviços e te tratam mal? Você só compra assim de setores protegidos pelo governo e por falta de opção (telefonia, por exemplo).


  • Tarantino  26/03/2017 18:11
    Existe algo lamentável, mas que infelizmente é realidade em meu ramo (reparação automotiva).
    É muito comum trocarem funcionários competentes e produtivos por funcionários menos capazes. Não faz sentido, mas sabem por que ocorre isso? Porque uma grande parcela de empresários deste ramo não estão preocupados com qualidade, e como são maioria, o consumidor fica sem opções, embora estes também sempre procurem os serviços mais baratos, mesmo que ruins. E contratam mão de obra barata e sem especialização. Existem empresas deste ramo que são competentes e honestas, mas como seu custo de operação é alto (equipamentos e ferramentas modernas, cursos e atualizações, pois a evolução deste ramo é muito rápida, funcionários especializados não são baratos) acabam sendo preteridas em favor das piores. Nisto, também há uma boa parcela de culpa dos consumidores, que chora para pagar R$150,00 de mão de obra em um serviço que pode lhe custar um acidente se mal executado, mas gasta de bom grado R$2000,00 numa noitada na boate. Obviamente cada um gasta seu dinheiro onde quiser e ninguém tem nada com isso, mas é uma mentalidade rasa. O sujeito compra uma Mercedes de R$250.000,00 e quando vai trocar o óleo quer que coloquem um óleo de R$14,00 o litro (o óleo original da Mercedes custa cerca de R$70,00/litro) . A realidade é que ainda impera a mentalidade colonialista aqui, vide a verdadeira obsessão que há por títulos; "Doutor", "Senhor", "Excelencia". E nessa mentalidade, ainda existe a crença de que certos serviços e profissões devam ser "um favor", e qualquer remuneração é um privilégio. Tanto é que a maioria não aceitaria fazer determinado serviço pela mesma quantia que ela acha que deve pagar. O consumidor quer qualidade, mas ele próprio nivela as coisas por baixo.
  • rlpda  28/03/2017 19:10
    Tarantino, onde vc viu um problema eu posso ver uma oportunidade. Junte-se com dois ou três desses funcionários competentes e produtivos demitidos e abra seu próprio negócio! Este é um ramo onde (ainda?) há liberdade de entrada para os pequenos. Quem paga $150 por um serviço ruim paga $150 por um serviço honesto e de qualidade. Procure um local com aluguel barato e compre equipamentos usados, ou sei lá, vc é do ramo deve saber melhor do que eu onde cortar custos e ainda oferecer um bom serviço. Boa sorte!
  • Sérgio Vieira  24/03/2017 18:51
    Fiz o desafio no outro artigo, farei neste também:

    Aos que são contra a terceirização, por favor, façam uma lista de tópicos contra a terceirização para uma pessoa de meia idade, com família e sem qualificação técnica alguma, cuja carteira não é assinada há uma década. Convença-o de que a terceirização é um mau negócio, e que o melhor é continuar como ele está.
  • Andre  24/03/2017 19:04
    Faça no youtube, é divertido.
  • Brasileiro médio.  24/03/2017 18:53
    Lógica do brasileiro médio:

    -Impedir a livre contratação de desempregados protege o trabalhador;
    -Combater a corrupção prejudica a economia;
    -Monopolizar os serviços em estatais vai melhorar a qualidade do serviço;
    -Fechar a economia do país vai estimular a economia;
    -Se aposentar sem poupar um único tostão na vida inteira;
    -Colocar filho pra ser educado por professores que geram menos valor que um mendigo vai instruir a criança;
    -Empresário é malvado, mas emprego é maravilhoso.

    Adicionem outras lógicas
  • anônimo  24/03/2017 19:31
    -Generalizar que os brasileiros são burros, tirando a própria pessoa
  • Andre  24/03/2017 20:51
    Bens do governo são bens do povo.
  • Jonas  24/03/2017 22:18
    "Combater a corrupção prejudica a economia";

    aqui depende do que vc chama de "combater a corrupção": se "combater a corrupção" significa criar mais empresas estatais ou agências estatais ou repartições públicas, então "combater a corrupção" implica mais intervencionismo estatal, logo, implica, sim, prejuízo à economia.
  • Luiz Henrique  27/03/2017 19:50
    Acho que na vdd ele quis dizer por conta disso:
    https://www.youtube.com/watch?v=qZB6h8eCfo0
  • Jango  25/03/2017 02:36
    -Exportar comida fará com que os pobres fiquem mais ricos ou comerão melhor.
  • Tite  25/03/2017 02:51
    -Retirar dinheiro da população pobre e repassar para as grandes empresas via BNDES vai melhorar a condição dos pobres.
  • Emerson Luis  01/04/2017 12:37

    - Proibir a doutrinação ideológica nas escolas vai prejudicar a qualidade de ensino;

    - Desarmar a população honesta diminui a criminalidade;

    * * *
  • Kaio  03/04/2017 11:08
    --Retirar metade da renda da população para dar serviços médicos que custariam bem menos pelos planos de saúde privados é uma política que ajuda os mais pobres.
  • Leandro Campos  24/03/2017 19:50
    Ixi, vamos virar um EUA, todos do continente querendo vir para o Brasil buscando a liberdade rss
    Trump nem vai mais precisar criar muro, os mexicanos vão vir para o Brasil também
  • Neusa  24/03/2017 19:53
    Ué, mas um empregado que tem uma empresa como intermediária vai custar menos? Como?A CLT não foi revogada e a responsabilidade e subsidiária.
  • Genésio  24/03/2017 20:07
    Essa é fácil. (Aliás, é uma dúvida típica de quem nunca empreendeu ou trabalhou).

    Imagine um mecânico especializado. Em tempos bons, ele trabalharia numa autorizada. Em tempos bicudos, ele trabalha para uma terceirizada. E o que essa terceirizada faz? Redireciona-o para toda e qualquer oficina mecânica que eventualmente precisar de mão-de-obra temporária.

    Entendeu?

    Ele é empregado da terceirizada, e a terceirizada está diariamente arrumando trabalho para ele.

  • João Bosco  24/03/2017 20:12
    Aqui na Zona da Mata mineira já há vários serviços assim. Empresas como "Marido de Aluguel" e "Doutor Resolve" são acionadas para fazer serviços de reparo e instalações domésticas. Seus funcionários são terceirizados (as pessoas contratadas realmente entendem do assunto). E os serviços são ótimos (e a preços baixos).
  • Marcio  24/03/2017 20:53
    Que eu saiba, o serviço da Dr. Resolve é péssimo e caríssimo, porque tem que renumerar dois entes. Milhares de reclamações no Reclame Aqui e ela não RESOLVE nada e acumula processos na Justiça. Não seria melhor contratar um encanador na esquina?
  • Getulio  24/03/2017 23:54
    "Milhares"? Entrei no site para conferir. Eis os números:

    2015: 93 reclamações (92 atendidas)

    2016: 27 reclamações (todas atendidas)

    Últimos 6 meses: 7 reclamações (todas atendidas)

    www.reclameaqui.com.br/indices/31471/doutor-resolve/

    Cadê as "milhares" de reclamações? Deixe de ser cascateiro e caluniador, Marcio.

    Pelo visto, esse seu "que eu saiba" passou bem longe da realidade. Vá se informar.


    P.S.: ah, sim, eu tenho um reclamação quanto à empresa: eles não são muito pontuais.
  • Neusa  24/03/2017 20:33
    Esse empregado não vai custar menos. É mentira sua...como a empresa vai ter lucros se ela também está inserida na decadência geral do emprego?
    No serviço público, por exemplo, acontece exatamente dessa forma: o terceirizado acaba custando 3 vezes mais que os contratados.

    É uma falácia...qual mecânica pagará menos se tem o lucro do empresário? Você tá imaginando que empresários não são gananciosos.
  • Genésio  25/03/2017 00:04
    "É mentira sua...como a empresa vai ter lucros se ela também está inserida na decadência geral do emprego?"

    Sim, menti... Com a "decadência geral do emprego", realmente ninguém vai ter lucro. Aliás, de novo, entre num acordo com a esquerda, pois a esquerda diz justamente o contrário: que a terceirização existe para aumentar explosivamente os lucros.

    "No serviço público, por exemplo, acontece exatamente dessa forma: o terceirizado acaba custando 3 vezes mais que os contratados."

    Ué, mas foi só agora que foi liberado terceirizar para o serviço público...

    "É uma falácia...qual mecânica pagará menos se tem o lucro do empresário? Você tá imaginando que empresários não são gananciosos."

    De novo? Então vamos lá: entre num acordo com a esquerda, pois ela diz que os terceirizados pagarão menos.

    É cada ser esquisito que despenca por aqui...
  • Mas hein  25/03/2017 02:47
    No serviço público, por exemplo, acontece exatamente dessa forma: o terceirizado acaba custando 3 vezes mais que os contratados.
    Ué, se o terceirizado custa mais caro, então não vejo nenhum alarde na estória toda, porque as empresas vão contratar diretamente ao invés de terceirizar. Um empresário teria que ser muito burro pra terceirizar se o terceirizado sairia mais caro que o empregado direto. Ele quebraria logo e sairia do mercado.

    Alias, me corrigindo, valeria a pena se o terceirizado fosse mais especializado que o contratado normal, mas isso depende do nível de produtividade esperado.
  • 4lex5andro  28/03/2017 14:22
    O terceirizado só custaria mais (em tese, muito teoricamente, e não necessariamente o triplo) que os contratados no serviço estatal, se os ditos contratados forem os concursados por tempo determinado (lei 8745) ou simplesmente estagiários.

    Por outro lado, com o concursado efetivo (ou comissionado) que está empregado na atividade-fim, com direito a bônus progressivos, correção da inflação, direito a greve sem riscos de demissão, e aumentos salariais (quinquênios) por simples tempo de serviço, fora a estabilidade, NÃO definitivamente, não, o terceirizado não chega nem perto de custar o mesmo que um funça do Estado.
  • Capiroto  24/03/2017 22:29
    Não comentaram nada sobre como vai funcionar se um trabalhador com MEI simplesmente for numa empresa e pedir emprego... Ele mesmo estaria se terceirizando, certo? Ele tem direito a férias, 13º e essas coisas? Só pra entender mesmo.
  • Capiroto  25/03/2017 13:33
    Estava falando com o meu primo que faz consultoria. Ele tem PJ e é contratado por uma empresa, que repassa os serviços dele para outra empresa. Porém ele não tem carteira assinada, e nenhum "benefício". Isso me parece como uma "Pejotação", que segundo o link ali em cima da UOL é ilegal. Saberiam me dizer se isso somente é legal em algumas áreas ou como funciona?
  • Etibelli  25/03/2017 00:16
    A meu ver, essa "desregulamentação" estatal sobre a terceirização não passa de uma intervenção, de feição "liberal", que não implicará nos efeitos desejados e previstos.

    Basicamente, pelo que eu entendi, a intenção do governo é gerar mais empregos que de fato paguem salários realmente vinculados à riqueza produzida pelo empregado. Com isso, busca se mover a economia, através de poupanças, maior capital do empregador para investimento e consumo real dos empregados. Desse modo, o Estado pode arrecadar mais, pois, na análise de Smith que é complementanda pelo autor do artigo, a especialização (terceirização) gera riqueza e prosperidade. Fugindo, portanto, do ideal keynesiano de que quanto maior o consumo de quem produz maior o progresso, negligenciando a possível artificialidade dessa troca.

    Minha objeção consiste em afirmar que a regulamentação do modo que foi feita não é benéfica para o Estado, logo, como tudo no Brasil, querendo ou não, está ligado à esse ente, não torna se benéfica ao indivíduo.

    Primeiro, pelo fato de que, as empresas que contratam outras empresas terceirizadas podem ter um elo empregatício direito com os empregados dessa última. Nessa perspectiva, caso uma terceirizada, receba os repasses do contratante, porém não esteja pagando os benéfícios/ salários dos seus empregados em dia, sob alegações diversas, iniciará se um processo judicial entre a empresa contratada e o contrante para solucionar esse caso, haja vista que é do interesse do terceirizado receber o que lhe é devido. Consequentemente, o tempo depreendido, os custos humanos e financeiros são extremamente onerosos para a empresa contratante, de modo que, sua produtividade e poder de concorrencia no mercado é reduzida. Ou seja, a continuidade do desrespeito aos contratos firmados e a morosidade da Justiça, práticas comuns no país, muitas vezes, anulam a ação estatal que visa gerar mais empregos e melhorar a produtividade das empresas. O que afeta principalmente os empreeendedores com um capital menor e que operam em mercados menos regulados. Logo, busca se intervir para corrigir um problema, sendo que o corolário dessa nova intervenção é exaurido por uma ação feita anteriormente

    Outro ponto pouco abordado por vocês é que as terceirizações beneficiam também os empresários oriundos de reservas de mercado. Logo, uma ação estatal que, a posteriori privilegia os amigos dos políticos, não pode implicar nas consequências previstas a priori. Isso porque, a possibilidade contratação de terceirizados a partir de salários menores do que de fato seriam em um contexto natural/equilibrado torna se muito mais viável para os corporativistias, pelo simples fato de que seus acordos com agências e orgãos públicos influenciam também nas decisões judiciárias que envolvem a sua empresa e a empresa terceirizada. Desse modo, o megaempresário contrata a empresa terceirizada e estabelece um acordo onde há um repasse menor da grande empresa para a terceirizada e, na sequência, apenas uma parte muito pequena, não correspondente ao valor gerado, desse repasse para a empresa terceirizada é convertida em salários para os terceirizados, onde a empresa terceirizada acaba lucrando mais, ao ter menos gastos. Portanto, um terceirizado que trabalha para uma empresas monopolística (no sentido austríaco) possui maiores chances de ser ludibriado e não lhe resta muitas opções de mudança de nicho, haja vista que infelizmente inúmeros setores do mercado brasileiro sofrem regulação e intervenção constante do governo.

    No mais, ótimo artigo.
  • Hank  25/03/2017 00:30
    "Minha objeção consiste em afirmar que a regulamentação do modo que foi feita não é benéfica para o Estado, logo, como tudo no Brasil, querendo ou não, está ligado à esse ente, não torna se benéfica ao indivíduo."

    Tal afirmação nunca foi feita. Em ponto nenhum do artigo. E nem em nenhum outro artigo.

    "Outro ponto pouco abordado por vocês é que as terceirizações beneficiam também os empresários oriundos de reservas de mercado."

    Abordado neste artigo:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2076
  • Etibelli  25/03/2017 03:47
    "Tal afirmação nunca foi feita. Em ponto nenhum do artigo. E nem em nenhum outro artigo"

    Não me refiro à uma frase ou texto escrito nos artigos do IMB. Estou questionando a percepção daqueles que defendem esse modelo de afrouxamento da terceirização proposto pelo governo, pois essa discussão toda é parte da realidade em que estamos vivenciando. Aliás, não creio que esse artigo seja uma mera exposição teórico-dissertativa acerca do que seria e quais os benefícios de uma terceirização segundo os liberais, muito menos um texto desvinculado da conjectura atual, como você transparece para quem lê. Logo, minha indagação é pertinente, ainda que, o que questiono, não esteja explicitamente escrito no artigo.

    Em relação ao artigo linkado, em momento algum vi algo a mostra que abordasse diretamente o problema terceirização-corporativismo privado que eu levantei acima. O que mais se aproxima seria esse trecho:
    "Em primeiro lugar, a ideia de que custos menores para empresas é algo ruim. Além do fato de que custos baixos permitem maior acúmulo de capital — o que possibilita mais investimentos e mais contratações —, falta explicar como que custos de contratação menores podem ser ruins para pessoas à procura de emprego."
    Sim, não há problema algum em um empresário tentar reduzir seus custos para se adequar a concorrência e auferir maiores lucros. O entrave se encontra, como eu falei, no empresário monopolista que não possui um fator invísivel para motivá-lo à otimizar sua produção. A mão visível do Estado garante que seu produto inevitavelmente será consumido e, com isso, seu lucro será certeiro. Por conseguinte, não há a preocupação constante deste em inovar, melhorar a qualidade, aumentar a produtividade da sua mão de obra. Nesse sentido, a terceirização beneficia esse empresário, justamente por rebaixar seus custos com contratados (temporários ou não) à niveis abaixos daquilo que os empregados produzem, sabendo se que eles estão confortáveis em relação aos processos trabalhistas que enfrentarão (ajudinha estatal). Bem como, estagna ou retarda as inovações, tendo em vista que sua produção atual será adquirida pelos consumidores à um preço "monopolístico" durante um tempo maior que o de uma concorrência que existiria num livre mercado. Ademais, seu produto foi feito empregando mão-de-obra com um ônus muito abaixo daquilo que ela de fato produz. Desse modo, a margem de lucro é gigantesca, sendo que esse lucro pode sim ser revertido em capital para futuras melhoras, o que, na minha opinião, não aflinge ou preocupa de modo algum uma empresa monopolista, pois esta pode facilmente pegar crédito subsidiado de bancos estatais, ou ser empreendido em outros investimentos pessoais e, na minha percepção, fúteis e de pouco potencial de gerar valor no futuro.
  • Paulo  25/03/2017 12:18
    Essa lei não vai gerar um super cartel de empresas de terceirizaçao, com uma reserva de mercado bancada pelo governo? Se o governo ganha com isso, as empresas terceirizadas ganham com isso e as empresas que contratam mão de obra terceirizada ganham com isso, como é possivel dizer que o trabalhador vai ganhar com isso? Me parece que vocês do mises
    estão cegos pra realidade desse País , o governo não via criar uma lei pra prejudicar a si mesmo. Vocês estão propondo que o mesmo que o mesmo valor que era usada pra pagar um funcionario agora vai ser dividido com mais um intermediario e mesmo assim vai ser melhor pro trabalhador. O que deveria ser feito é acabar com a CLT não esse puxadinho de terceirização.
  • anônimo  25/03/2017 18:40
    Qual o seu argumento contra uma maior liberdade de contratação e empreendimento?

    Argumente por que é preferível um mercado totalmente amarrado pelo governo do que um mercado um pouquinho mais livre.
  • MB  26/03/2017 21:04
    Paulo e anônimo o artigo explica isto de forma cabal,haverá geração de emprego devido a especialização da empresa terceirizada e o empreendedor só contratar a MDO necessária,ele irá ter baixo custo de contratação e de desligamento de funcionário,exemplo:Você monta uma padaria e os pedidos aumentam e será preciso mais um padeiro,basta ligar para a terceirizada que ela mandará o padeiro,pedidos diminuíram você não terá gastos em manter ou demitir esse padeiro,quem está esperneando de medo é os sindicatos temerosos em perder mercado para as terceirizadas,exemplo:Os funcionários de uma montadora entram em greve,basta tão somente esta montadora contratar uma terceirizada que o sindicato acabará com a greve no mesmo dia,enfim viva a terceirização,pois as vantagens superam em muito as desvantagens,enfim o custo-beneficio é positivo...
  • MB  28/03/2017 22:11
    Trabalhador deve ganhar por tarefa concluída,enfim pela produtividade,dai a greve ser um instrumento inútil...Enfim livre-negociação com sindicatos concorrendo entre-si.
  • 4lex5andro  27/03/2017 15:07
    E outro dispositivo útil seria o de reduzir de 24 pra 12 meses a carência entre trabalhos temporários da administração estatal, no artigo 9 da lei 8745.
  • Leninmarquisson da Silva  25/03/2017 15:02
    E a "pejotização" continua proibida. O que de fato vai mudar para quem quer trabalhar sem ser estuprado pela CLT nesse país de chimpanzés?

    Ao que parece, a única coisa que vai mudar é o relaxamento do "vínculo empregatício", o que sem dúvidas ajudará na geração de empregos, mas os ganhos continuaram a mesma merda porque o trabalhador ainda continuará pagando pelos "direitos".
    Esperava poder operar como freelancer, prestar serviços e receber por eles. Mas pelo visto precisarei fazer isso através de um atravessador (a tercerizadora) e o salário será menor, não?
  • Ricardo Bordin  25/03/2017 15:26
    OFF-TOPPIC: pessoal do IMB, seria possível vocês redigirem um artigo refutando as teorias conspiratórias sobre o Nióbio que abundam desde a época do Enéias? Quinta-feira o Instituto Liberal reiniciou o debate, e seria ótimo se vocês dessem continuidade. Eis o que comentei no website do IL, é o que resumidamente penso do assunto:

    "Se há indícios concretos ou, ao menos, motivos para crer que as empresas autorizadas pelo Estado brasileiro a retirarem do solo e comercializarem este metal estão cometendo fraudes de qualquer natureza, em conluio com grupos estrangeiros ou não, a solução é, em se confirmando as irregularidades, rescindir os contratos de permissão em vigor e abrir este mercado para mais empresas interessadas no empreendimento - seja lá de onde elas forem. A que oferecer a melhor barganha leva as jazidas - e paga impostos sobre tudo o que produzir. Elevar o preço na marra? Claro, abusar desta condição de quase monopolista pode funcionar no começo, mas no médio prazo surgirão alternativas de melhor custo-benefício para atender a demanda daqueles insatisfeitos com a situação. Deixar de vender o Nióbio como comodittie e agregar valor ao mineral em nossa indústria da transformação? Seria ótimo, se nosso parque industrial não estivesse parado no tempo desde meados do século passado. Só falta criarem a estatal NIOBRÁS no Brasil, que dará origem ao escândalo do NIOBRÃO. O brasileiro não aprende mesmo: sempre achando que vai encontrar um bilhete premiado no chão e poderá passar o resto da vida bebendo e sambando."
  • Brynner Brito  26/03/2017 05:04
    Faltou incluir o custo administrativo, o lucro e os impostos da empresa terceirizada.
    Lembremos que os custos sempre são repassados ao consumidor (nesse caso, seria a empresa contratante).
    Com isso o custo de se terceirizar torna-se maior. E mesmo se a terceirizada conseguir ser mais eficiente (pois isso depende da área de atuação), a empresa contratante não vai economizar em nada, somente na dor de cabeça com a justiça do trabalho.

    Fui orçamentista em uma terceirizada da construção civil. Como nossas atividades tinham que acompanhar as demais atividades, tínhamos que manter nossos operários até o final da obra. Com isso os custos eram os mesmos da empresa contratante se ela tivesse contratado diretamente os operários. Na verdade eram até maiores, porque no nosso preço final estavam embutidos o nosso custo administrativo, o lucro e os impostos.

    Portanto não vejo vantagem na ideia de terceirização para a empresa contratante. Não muda nada o custo de cada funcionário de quase 3 vezes o valor do salário. E consequentemente não há nenhuma mudança no quadro que leva ao desemprego.
  • Empreendedor  26/03/2017 11:59
    "Faltou incluir o custo administrativo, o lucro e os impostos da empresa terceirizada."

    Abordados explicitamente no artigo (o qual, pelo visto, você nem sequer leu).

    "Lembremos que os custos sempre são repassados ao consumidor (nesse caso, seria a empresa contratante)."

    Errado. Não tem como empresas repassarem integralmente seus custos ao consumidor. Isso é básico de economia.

    Se você tem uma padaria, e repentinamente seus custos sobem (por exemplo, sua conta de luz subiu), você não tem como simplesmente repassar esse custo adicional ao consumidor. Se você fizer isso, perderá fatia de mercado para as padarias concorrentes. Se você aumentar seus preços, perderá clientes para as padarias vizinhas.

    Outra coisa: se fosse tão simples assim sair aumentando preços para repassar custos, então por que as empresas não fazem isso (aumentam preços) agora mesmo? Afinal, não é necessário esperar que haja um aumento de custo para haver aumento de preços. Basta aumentar o preço agora mesmo. Por que elas não fazem isso?

    Pois é, porque não é tão simples assim.

    Aumentos de custos são sempre, em última instância, arcados pela própria empresa. Fosse realmente tão simples assim sair repassando aumento de custos para os preços, então nenhuma empresa jamais quebraria na história.

    P.S.: o único mercado em que é possível "repassar custos" -- e, mesmo assim, com parcimônia -- é o mercado de postos de gasolina, que é um mercado extremamente regulado, com baixíssima entrada de novos concorrentes (por causa das regulações estatais, é caríssimo abrir um posto de gasolina), e vendendo um produto cuja demanda é inelástica. E, mesmo assim, isso só funciona em cidades pequenas, em que há poucos postos à disposição.

    "Com isso o custo de se terceirizar torna-se maior."

    Embora você nada tenha explicado de correto para chegar a essa conclusão, o fato é que, se você realmente acredita que o custo irá se tornar maior, então você nada tem a se preocupar. Absolutamente ninguém irá querer terceirizar.

    (O engraçado é que a esquerda diz justamente o contrário: todo mundo vai querer terceirizar porque o custo vai cair. Favor entrarem num consenso).

    "E mesmo se a terceirizada conseguir ser mais eficiente (pois isso depende da área de atuação), a empresa contratante não vai economizar em nada, somente na dor de cabeça com a justiça do trabalho."

    Então, de novo, você absolutamente nada tem com o que se preocupar. Ninguém vai querer terceirizar. Logo, tal lei será completamente inócua. Nem sei por que você está perdendo tempo com ela.

    "Fui orçamentista em uma terceirizada da construção civil. Como nossas atividades tinham que acompanhar as demais atividades, tínhamos que manter nossos operários até o final da obra. Com isso os custos eram os mesmos da empresa contratante se ela tivesse contratado diretamente os operários. Na verdade eram até maiores, porque no nosso preço final estavam embutidos o nosso custo administrativo, o lucro e os impostos."

    Ou seja, não apenas a empresa que contratou os seus serviços era completamente imbecil (aumentou os próprios custos), como você próprio perdeu uma grande oportunidade de lucro: caso tivesse você próprio feito essa empreitada no lugar dessa empresa, teria ganhado um belo dinheiro.

    Por que não fez? Odeia dinheiro?

    "Portanto não vejo vantagem na ideia de terceirização para a empresa contratante."

    Então, pela terceira vez, você nada tem com o que se preocupar. Ninguém irá terceirizar. A lei será inócua. Agora, seja coerente, vá a campo e acalme toda a esquerda. Eles estão estressados com nada. Certo?
  • Early Bird  26/03/2017 12:43
  • Anderson Henrique   26/03/2017 12:54
    Haha o IMB é o único cuja bola até sai do gráfico.
  • Gabriel  26/03/2017 16:24
    Sai do gráfico tanto na liberdade quanto na direitice, aparentemente. Dei umas gargalhadas.
  • Ninguem Apenas  26/03/2017 15:31
    Leandro,

    O que a Nova Escola Clássica (Expectativas Racionais) acha sobre os ciclos econômicos? Como ela é uma escola liberal não coloca a culpa no capitalismo (acredito eu).

    Os Monetaristas de Chicago creditam a deflação a causa das crises, junto com a má política dos Bancos Centrais, mas quanto a Nova Escola Clássica eles acreditam na super neutralidade da moeda e que as políticas expansionistas não geram efeito nem no curto prazo. Se a expansão do crédito não gera ciclos e os agentes conseguem prever as variações na economia mesmo no longo prazo, o que essa escola acredita ser a causa das crises?? Dívida pública? Recusa dos agentes ao investimento?

    A Escola Austríaca já refutou a ideia de crises da Nova Clássica, seja ela qual for? ou há alguma concordância sobre os ciclos entre as escolas?

    Se não tiver um artigo sobre isso, não querendo pedir muito, mas já pedindo kk Poderiam escrever um artigo sobre? kk
  • Tiago  26/03/2017 17:10
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=454

    [link www.mises.org.br/Article.aspx?id=306[/link]
  • Ninguem Apenas  27/03/2017 00:33
    Obrigado pelo artigo recomendado, mas ele apenas refuta a tese da neutralidade da moeda, o artigo não aborda qual a tese de Robert Lucas e outros Novo Clássicos sobre crises e ciclos econômicos.

    Gostaria de um artigo sobre estas teses e se estão corretas ou erradas. Sem pedir muito kk
  • Ricardo Amorim  26/03/2017 17:04
    Pergunta sincera àqueles que estão com medo de serem terceirizados e transformados em Pessoa Jurídica, tornando-se assim empresários: dado que, segundo vocês próprios, empresários sempre se dão bem e trabalhadores sempre se dão mal, por que então vocês não querem virar empresários?
  • Andre  26/03/2017 20:52
    Porque empresário honesto no Brasil só se fode.
  • Otavio  26/03/2017 18:44
    A nova: brasil.elpais.com/brasil/2017/03/24/internacional/1490317618_877585.html?rel=cx_articulo#cxrecs_s
    Venezuela fica sem gasolina

    E pelo que eu estou acompanhando, a fuga de capitais na China está se tornando ainda mais sombria e preocupante para o PCC.
    https://www.pressreader.com/brazil/valor-econ%C3%B4mico/20161202/281689729428252
    https://economia.uol.com.br/noticias/bloomberg/2016/10/11/fuga-de-capital-da-china-pode-ser-pior-do-que-parece-goldman.htm
    https://economia.uol.com.br/noticias/bloomberg/2016/01/28/fuga-de-us-1-tri-da-china-nao-tem-a-ver-com-controle-de-capital.htm
    https://www.dinheirovivo.pt/economia/china-diz-fuga-capitais-abrandou-no-inicio-do-ano/
  • MB  26/03/2017 20:45
    Só relembrando o quinto motivo,pois ao contratar uma empresa terceirizada o empreendedor estará subsidiariamente comprometido com os direitos trabalhistas dos empregados terceirizados,portanto consequentemente ele só irá contratar empresas terceirizadas sérias e que estão com seus passivos trabalhistas em dia,pois qual é o empreendedor que vai querer compartilhar um processo trabalhista por pura omissão...Enfim a empresa terceirizada desonesta não terá prosperidade com esta regulamentação e como diz o artigo aumenta a segurança jurídica de ambas as partes,empreendedor e trabalhador e aumenta a responsabilidade da empresa terceirizada.
  • Pobre Paulista  27/03/2017 02:17
    Como se o passivo trabalhista fosse algo sob controle do empresário né...
  • MB  27/03/2017 15:17
    Pobre Paulista não entendi a ironia?
  • Vivendo em uma realidade paralela  27/03/2017 04:04
    Off topic
    ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
    Acho que eu estou em uma realidade paralela, acabei de ouvir o Delfim Netto citar Milton Friedmann em tv aberta [no canal livre [Band]] e um pouco antes ou depois "admitir" [implicitamente] que até o estado é limitado pela escassez e tem que escolher em como alocar fundos.
    O que me leva a pergunta Keynesiano é canalha ou ingênuo?
    Desculpe por poluir os comentários.
    Aliás quando eu vou poder ver um economista austríaco dando entrevista/ indo em um programa de Tv ou Tv aberta?
  • Rodrigo  27/03/2017 18:00
    Terceirização funciona assim:

    Uma empresa X gasta R$100.000,00 com o setor técnico (sem contar tributos trabalhistas).
    O setor técnico possui 100 funcionários ganhando R$ 1.000,00 cada um.

    A X contrata a empresa Y, que é uma firma "terceirizada" através de uma licitação.
    A licitação é vencida porque essa empresa terceirizada lançou o valor de R$60.000,00.

    A empresa terceirizada Y demite 50% dos funcionários e passa a pagar R$500,00 para os que ficaram, ou seja, sua folha de pagamento é de R$25.000,00.

    Os funcionários remanescentes dobram o seu trabalho recebendo apenas metade. Os funcionários que reclamam são demitidos, afinal, a empresa tem 3 meses para demiti-los por estarem em período probatório.

    A X economiza R$40.000,00 (lucro), dinheiro que será embolsado pelo empresário.
    A Y tem lucro de R$35.000,00, que é embolsado pelo empresário.

    Quanto aos trabalhadores:
    50% demitidos e 50% ganhando metade do que ganhavam trabalhando em dobro.

    E ai, acham mesmo que tem defesa?
  • Vesgo  27/03/2017 18:35
    Ou seja, segundo você, primeiro a empresa terceirizada é contratada. Aí, depois de contratada, só depois!, ela demite metade da mão-de-obra que já trabalhava para ela!

    Pergunta básica: antes de ser contratada, o que essa empresa fazia com essa mão-de-obra ociosa? Por que ela esperou ser contratada para só então se livrar de sua mão-de-obra excedente?

    Outra coisa: se ela demite a mão-de-obra que já trabalhava para ela, como exatamente ela vai fazer o serviço para o qual foi contratada?

    A quantidade de gente que fala bosta na internet -- aliás, que fala bosta jurando que está falando algo original -- só não é maior do que a completa ignorância destas pessoas sobre o mundo empreendedorial. Gente que nunca gerenciou uma carrocinha de pipoca agora se acha plenamente capaz de fazer perorações sobre como realmente empresas administram seus negócios.

    A ignorância da esquerda brasileira é inacreditavelmente sem fim.
  • Alexandre  27/03/2017 18:36
    Ei, Rodrigo, já que será tão fácil assim ganhar dinheiro como empresário dono de terceirizada -- descobri agora que não será necessário nem ter mão-de-obra --, então seja minimamente coerente: tire essa bunda da cadeira e vá ser empresário dono de terceirizada você também. Pela sua lógica, ganhar dinheiro vai ser mamão com açúcar.

    Se você não fizer isso, de duas uma: ou você é burro (e odeia dinheiro) ou você próprio não acredita no que fala.
  • anônimo  27/03/2017 19:03
    Você acabou de provar que a terceirização é ótima para a economia.

    Segundo seu exemplo imaginário, a empresa X empregava mal os seus recursos e tinha uma folha salarial inflada. Graças a terceirização a empresa X se tornará competitiva e salvará o restante dos seus empregados. Em ainda liberou mão de obras para empresas que necessitam de verdade.
  • Ex-microempresario  27/03/2017 19:04
    Quando isso aconteceu o Rodrigo foi dos primeiros a ser mandado embora, porque trabalhava pouco e queria ganhar muito.
    Tive muitos funcionários assim. Tem vezes que quando abre uma vaga vc precisa contratar e demitir uns dois ou três até achar um funcionário bom. E quando acha, tem que tratar bem para não perder.
    Funcionário bom escolhe onde quer trabalhar e quanto quer ganhar, e empresário inteligente paga com gosto.
    Funcionário ruim tem que aceitar o que aparece e fica morrendo de inveja do funcionário bom que ganha mais do que ele. Aí reclama do governo, do patrão, da CLT, da terceirização, de todo mundo. Só não percebe é que a culpa é dele.
  • anônimo  27/03/2017 22:45
    "A X economiza R$40.000,00 (lucro), dinheiro que será embolsado pelo empresário."

    NOSSA!
    QUE CRIME!
    Dinheiro sendo embolsado pelo empresário!
    Isso é praticamente genocídio! Tem que ser julgado no tribunal de Haia!
    O seu cenariozinho patético já foi devidamente refutado pelos colegas, mas essa parte eu tinha que responder.
    Até quando vamos ter que aturar sociopatas como você, que acham que ficar com o fruto daquilo que você produziu é crime, e enfiar tudo no rabo do PT, do PMDB, do PSDB, que por sua vez enfiarão no rabo de empreiteiras e bancos, é o ápice da virtude moral?
  • luiz  27/03/2017 18:48
    Bem vida sim, mais ainda se vier acompanhada da abertura de nossa economia.
    Assim teremos realmente o início de um mercado livre, onde as força dos mais aptos trará o verdadeiro capitalismo a terras tupiniquins.
  • Torben  27/03/2017 20:01
    "o economista explica que a indústria brasileira já tem mostrado uma reação positiva ao dólar no nível atual e que se a moeda perder os R$ 3,00, não será sustentável para a própria economia doméstica; 'o real mais forte que agora vai contra a recuperação da economia brasileira', explica."

    Pode descartar um "economista" que diz uma asneira dessas.
  • Economista  28/03/2017 13:13
    O texto exemplifica bem a questão central da terceirização, que são os altos custos envolvidos na contratação de um empregado. Se os custos de manter alguém não fossem tão caros essa discussão nem teria que entrar em pauta.
    Porém, um dos argumentos me chama a atenção que é a ideia dos vários técnicos em sua área. A questão complicada da técnica é que quando não sabemos das outras áreas, também não conseguimos resolver os possíveis problemas de outras áreas. Todas as áreas de conhecimento são interdisciplinares, uma pessoa formada em engenharia precisa entender mais sobre a questão ambiental para entender quais os efeitos do que ele vai construir no meio ambiente.
    O grande problema é que isso está cada vez mais escasso deviso a pessoas que pensam bem sobre dividir cada compartimento do conhecimento e obter vários especialistas em várias áreas que não sabem nada sobre os efeitos de suas ações sobre as demais. Foi assim que aconteceu com o desastre de Chernobyl, vários dos melhores especialistas em instalações e nas diversas áreas de mecânica e engenharia da unidade não conseguiram prever quais os efeitos de um possível vazamento. Hoje sabemos os efeitos.
  • Andre  28/03/2017 13:35
    Economista, não entendi muito bem a lógica da sua comparação. Você está dizendo que há problemas na especialização e na divisão do trabalho, e cita como prova disso algo que ocorreu em um regime comunista -- o qual, por definição, representa a própria negação da divisão do trabalho?
  • rlpda  28/03/2017 18:52
    Eu sou contra terceirização e flexibilização das leis trabalhistas. Por isso lá em casa comecei dando exemplo. Só contrato com carteira assinada: pedreiro, pintor, torneiro mecânico, empregada doméstica (diarista jamais), técnico de refrigeração, marceneiro, eletricista, técnico em eletrônica e informática, etc. E não só isso, profissionais de nível superior também: médico, advogado, personal trainer, contador, nutricionista, fisioterapeuta, engenheiro, etc.
    Já coloquei anúncio procurando um cozinheiro profissional e um garçom. Assim que contratá-los(as) deixarei de terceirizar meus almoços de fim de semana na rua e terei mais 2 profissionais felizes à minha disposição!
    Sigam-me os bons!
  • Derli Luiz  29/03/2017 09:11
    1. Combate ao desemprego: "...basta romper o contrato... O trabalhador...continuará empregado ...prontamente realocado". Quer dizer que, sobre essa ótica, a empresa tercerizada continuará com condições financeiras de manter esse funcionário tendo perdido o contrato?
    2. Informalidade:"o custo é 183%maior". Então, para um trabalhador receber 1000,00, a empresa gastará 2830,00. Quer dizer que a empresa contratarnte preferirá pagar 2830,00 para a tercerizada do que 1000,00 para o funcionário com vínculo direto. Tá! Então, acreditando que isso ocorrerá, a tercerizada, que terá as mesmas custas que a contratante receberá 2830,00 e pagará 1830,00 de encargos + 1000,00 de salário ficando com 0,00. Ou parece mais razoáverl que, recebendo 2830,00 pague menos que 1000,00 para sobrar algum pra si?
    Ainda sobre esse tópico: entre os trabalhadores informais encontramos pedreiros, ambulantes, diaristas, Uberes, catadores de latinha, donos de buteco... Esses estão na informalidade por NÃO existirem vagas formais. Qual a contribuição da terceirização para esse grupo? Não está dito no post.
    3. Contratação de grupos marginalizados: O contratante terceirizado terá duas opções: a) pagar ao grupo marginalizado um valor maior, equivalente ao grupo bem formado; b) pagar ao trabalhador bem formado um valor menor, equivalente ao grupo com baixa formação.
    Nem preciso dizer qual a resposta.
    4. Aumento da especialização e produtividade: Números aleatórios. Não vale comentar.
    5. A proposta atual melhora a segurança jurídica: opositores da terceirização (mentirosos) Maurício Godinho - ministro do TST-, MPT, Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), DIEESE, professor e especialista em Administração Pública José Wilson Granjeiro...
  • Rafael  29/03/2017 11:58
    "Quer dizer que, sobre [sic] essa ótica, a empresa tercerizada [sic] continuará com condições financeiras de manter esse funcionário tendo perdido o contrato?"

    Claro, pois a empresa pode fazer contratos com quaisquer outras empresas. Imagine um mecânico especializado. Em tempos bons, ele trabalharia numa autorizada. Em tempos bicudos, ele trabalha para uma terceirizada. E o que essa terceirizada faz? Redireciona-o para toda e qualquer oficina mecânica que eventualmente precisar de mão-de-obra temporária.

    Entendeu?

    Ele é empregado da terceirizada, e a terceirizada está diariamente arrumando trabalho para ele.

    "Então, para um trabalhador receber 1000,00, a empresa gastará 2830,00"

    Correto.

    "Quer dizer que a empresa contratarnte preferirá pagar 2830,00 para a tercerizada do que 1000,00 para o funcionário com vínculo direto. Tá!"

    Você está bem?! Você inverteu completamente a relação. O empregado custará R$ 2.830 para quem tem o vínculo direto com ele (no caso, a empresa terceirizada que o emprega) e não para a contratante.

    A empresa que contratou a terceirizada pagará exclusivamente pelo serviço. É a terceirizada que será a responsável por todos os encargos trabalhistas.

    Gentileza se informar minimamente sobre algo antes de sair comentando em público sobre ele.

    "O contratante terceirizado terá duas opções: a) pagar ao grupo marginalizado um valor maior, equivalente ao grupo bem formado; b) pagar ao trabalhador bem formado um valor menor, equivalente ao grupo com baixa formação. Nem preciso dizer qual a resposta."

    Ininteligível.

    "Aumento da especialização e produtividade: Números aleatórios. Não vale comentar."

    E, ainda assim, foram infinitamente melhores do que qualquer coisa que você falou até agora aqui, dado que você entendeu tudo completamente invertido.

    "opositores da terceirização (mentirosos) Maurício Godinho - ministro do TST-, MPT, Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), DIEESE, professor e especialista em Administração Pública José Wilson Granjeiro..."

    Só gente boa, hein? Só parasitas que se fartam de tomar dinheiro de empreendedores.

    Deixa eu lhe explicar como funciona o mundo: nenhum juiz da área trabalhista defende isso. E por um motivo muito simples: há um enorme interesse por parte da guilda de advogados e juizes da área trabalhista de que a quantidade de ações judiciais continue alta. O que seria da justiça trabalhista sem as ações de equiparação, terceirização excessiva etc.?

    Se alguém precisava de apenas um motivo para entender por que a terceirização é boa, taí o motivo: toda a parasitada é contra.

    Por fim, faço a você um desafio: repita você, com suas próprias palavras, o argumento desta gente contra a terceirização. Destruirei todos.
  • João  07/04/2017 12:16
    Esse pessoal humanista prefere que os pobres e inexperientes fiquem desempregados do que trabalharem voluntariamente como informais ou terceirizados.

    Esse pessoal realmente não é fácil.
  • Fernando  17/04/2017 00:51
    Primeiramente parabéns ao André e ao Leandro pelo ótimo artigo, mas me restam algumas dúvidas.
    No meu entendimento, o maior problema com a terceirização seria a não-desestatização da empresa contratante. Posso estar enganado (e se estiver, por favor corrijam-me), mas entendo que o pagamento destinado à empresa contratada virá, da mesma forma, de nosso impostos, uma vez que a empresa contratante será uma entidade estatal. Com isso, o dinheiro uma vez destinado àquele serviço, que passava pelo alto escalão da empresa estatal até seus funcionários, agora passará pelo alto escalão da empresa estatal, pelo alto escalão da empresa contratada e finalmente chegará aos seus funcionários. Dessa forma, haverá necessariamente uma diminuição do salário dos trabalhadores terceirizados, certo? Além disso, como o serviço prestado não depende de recebimento proveniente dos seus clientes diretos ( e sim do dinheiro proveniente do Estado), não há forma real de saber se o serviço prestado é ou não eficiente, já que a remuneração da empresa virá de uma forma ou de outra.
    Dado esse aspecto, ao meu ver, a terceirização sem desestatização da empresa proporciona, mais do que qualquer outra coisa, a possibilidade de empresários corruptos sugarem mais do dinheiro de nossos impostos fazendo um simples acordo de "10%" com membros do Estado para serem beneficiadas pela concessão da prestação de dado serviço.
    Muito obrigado pela atenção, aguardo ansiosamente uma resposta!
  • Tiago  17/04/2017 01:09

    "No meu entendimento, o maior problema com a terceirização seria a não-desestatização da empresa contratante. Posso estar enganado (e se estiver, por favor corrijam-me), mas entendo que o pagamento destinado à empresa contratada virá, da mesma forma, de nosso impostos, uma vez que a empresa contratante será uma entidade estatal."

    Não entendi absolutamente nada do que você está falando.

    Uma oficina mecânica, em vez de ter empregados próprios, decide agora contratar mecânicos que trabalham para uma empresa especializada em mecânica. Ou seja, a oficina agora terceirizou sua mão-de-obra (é isso que a lei agora autoriza).

    Como é que o pagamento a esta empresa especializada estará vindo "dos impostos"? O dinheiro estará vindo da oficina que contratou o serviço, e não de impostos.

    "Com isso, o dinheiro uma vez destinado àquele serviço, que passava pelo alto escalão da empresa estatal até seus funcionários, agora passará pelo alto escalão da empresa estatal, pelo alto escalão da empresa contratada e finalmente chegará aos seus funcionários. Dessa forma, haverá necessariamente uma diminuição do salário dos trabalhadores terceirizados, certo?"

    Como pode haver "diminuição dos salários" dos terceirizados se, antes da lei, nem sequer era permitido existir terceirizados? Como seria possível diminuir um salário que até então nem sequer existia? Não faz sentido.

    Sigo sem saber do que você está falando.
  • Fernando  17/04/2017 02:05
    "Uma oficina mecânica, em vez de ter empregados próprios, decide agora contratar mecânicos que trabalham para uma empresa especializada em mecânica. Ou seja, a oficina agora terceirizou sua mão-de-obra (é isso que a lei agora autoriza).

    Como é que o pagamento a esta empresa especializada estará vindo "dos impostos"? O dinheiro estará vindo da oficina que contratou o serviço, e não de impostos.
    "

    Meu ponto é que neste caso a oficina que contratou o serviço é uma empresa estatal, logo ela pagará a empresa especializada com o dinheiro do contribuinte, certo? Caso a oficina mecânica fosse privada, o dinheiro que ela receberia para pagar a empresa especializada seria o do dono do automóvel, aí sim este arranjo não teria problema algum.

    "Como pode haver "diminuição dos salários" dos terceirizados se, antes da lei, nem sequer era permitido existir terceirizados? Como seria possível diminuir um salário que até então nem sequer existia? Não faz sentido."

    Tem razão, me expressei mal. O que quis dizer é que os salários dos funcionários terceirizados necessariamente serão menores do que os dos funcionários do estado que ocupavam aquela determinada função anteriormente, uma vez que o dinheiro terá que ser repassado por mais pessoas agora.
  • Bruno Diniz  17/04/2017 15:29
    Também não entendi nem o comentário original e nem a réplica.
  • Fernando  17/04/2017 17:15
    Tentarei dar um exemplo:

    Universidade pública ''A'' recebe uma quantia de dinheiro "100" do Estado para financiar projetos de pesquisa.
    Esses 100 são utilizados exclusivamente para o pagamento dos cientistas envolvidos em tais projetos.

    Agora, a Universidade pública ''A'' resolve eliminar seu quadro próprio de cientistas e contratar uma empresa especializada ''B''. A Universidade ''A'' continuará recebendo o mesmo financiamento 100 do Estado, que agora será repassado para a empresa ''B'': 20 ficará para os setores administrativos da empresa e 80 ficará para os cientistas terceirizados.

    Uma vez que o financiamento da Universidade e , consequentemente, da terceirizada não depende da eficiência dos funcionários da última, não há estímulo para que haja melhoria nos seus serviços, isto é, a terceirizada receberá sempre a mesma quantia, independente da qualidade de seu trabalho.
  • Misael  19/04/2017 20:22
    Instituto Mises Brasil me explique por favor: se um empregado tem o salário de R$ 1.000,00, o que levaria o empregador a demiti-lo e contratar um MEI pagando mais do que R$ 1.000,00? Consciência?? Pra mim, a vantagem é justamente você pagar metade ou menos do que pagava antes por causa dos tributos e ter o mesmo funcionário executando a mesma atividade. Eu sendo empregador enxergaria essa oportunidade e executaria. Claro que assim, poderia contratar 2 pelo preço de um, diminuiria o desemprego, mas a renda individual reduziria, ou entendi errado?
  • Menger  19/04/2017 20:59
    "se um empregado tem o salário de R$ 1.000,00, o que levaria o empregador a demiti-lo e contratar um MEI pagando mais do que R$ 1.000,00?"

    Para começar, a lei da terceirização não é sobre isso. Em segundo lugar, isso já ocorre hoje, sendo a única maneira de se encontrar algum oxigênio numa economia completamente asfixiada pelo governo.

    O problema é que você aparentemente está ignorando o essencial: o custo do empregado para o patrão não é de R$ 1.000, mas sim de R$ 2.830. Por quê? Por causa dos estúpidos encargos sociais e trabalhistas criados pelo governo.

    Portanto, veja só: o empregado irá receber aproximadamente apenas R$ 900 (pois há desconto do INSS), mas seu patrão irá desembolsar R$ 2.830. Toda a diferença vai para o governo.

    Um empregado, para valer a pena ser contratado, terá de produzir pelo menos R$ 3.000 para seu empregador (se ele produzir menos que isso, não valerá a pena contratá-lo, pois o custo será maior que a receita gerada). Mas este mesmo empregado só levará para casa R$ 900, pois o governo abiscoita todo o resto.

    Você defende isso?

    Mais ainda: por que você acha que empreendedores estão obrigados a pagar quantias totais vultosas (o fato de o trabalhador levar menos dinheiro para casa é culpa do governo) para empregados que não produzem tanto? Empreendedor não é instituição de caridade. Ele não irá contratar ninguém cujo custo total (imposto pelo governo) seja maior que a receita produzida.

    "Pra mim, a vantagem é justamente você pagar metade ou menos do que pagava antes por causa dos tributos e ter o mesmo funcionário executando a mesma atividade."

    Com uma diferença básica: agora, sem os encargos sociais e trabalhistas, o empregado não apenas pode continuar ganhando os mesmos R$ 900 líquidos, como pode até ganhar mais, dado que agora o empregador (contratante) não mais terá de arcar com todos os encargos sociais e trabalhistas.

    "Eu sendo empregador enxergaria essa oportunidade e executaria."

    E você acha que, reduzindo salários, teria mão-de-obra de qualidade? Qual você acha que seria a qualidade de seus bens e serviços produzidos? Mais: como você acha que os consumidores reagiriam às suas porcarias?

    Seu comentário é típico de quem nunca empreendeu. Funcionário bom escolhe onde quer trabalhar e quanto quer ganhar, e empresário inteligente paga com gosto, pois sabe que este empregado lhe traz receitas.

    "Claro que assim, poderia contratar 2 pelo preço de um, diminuiria o desemprego, mas a renda individual reduziria, ou entendi errado?"

    Ué, já que é esse mamão com açúcar todo, seja coerente: tire o bumbum pesado da cadeira e vá "ser empresário" você também. Pela sua lógica, ganhar dinheiro vai ser mamão com açúcar.

    Se você não fizer isso, de duas uma: ou você odeia dinheiro ou você próprio não acredita no que fala.


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