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Ame ou odeie muito tudo isso: a história da McDonald’s é uma grande lição de empreendedorismo
Como Ray Kroc construiu um império a partir de uma constatação atípica

O filme Fome de Poder (The Founder, 2016), baseado na vida de Ray Kroc, ilustra de maneira vívida pontos cruciais sobre empreendedorismo e mercado, os quais sempre foram ressaltados por Ludwig von Mises.

Primeiro, confira o trailer.

No filme, Kroc, interpretado pelo sempre excelente Michael Keaton, começa sua vida profissional como um mero vendedor de máquinas de milkshake.

Um determinado dia, ele conhece os irmãos McDonald, proprietários de um pequeno restaurante em San Bernardino, Califórnia. Kroc resolveu ir a este restaurante para conhecer os proprietários, pois eles — os irmãos Dick e Mac — haviam comprado seis de suas máquinas.

Ao chegar ao local, Kroc descobre um empreendimento pujante. Os irmãos vendem hambúrgueres completos a custos extremamente baixos. Mais ainda: os hambúrgueres ficam prontos em poucos minutos. No entanto, não há absolutamente nenhum talher e nenhum prato à disposição no restaurante. Em vez disso, os clientes recebem seus sanduíches embalados num papel.

Kroc imediatamente percebe que há uma grande oportunidade de lucro caso este empreendimento se torne uma franquia.

(Como o leitor deve saber, franquia nada mais é do que um arranjo que envolve a venda de licenças. Neste arranjo, o franqueador (o detentor da marca) cede ao franqueado (o autorizado a explorar a marca) o direito de uso da sua marca, patente, infraestrutura, know-how e direito de distribuição exclusiva de produtos ou serviços. O franqueado, por sua vez, investe e trabalha na franquia e paga parte do faturamento ao franqueador sob a forma de royalties.)

A ideia da franquia já havia ocorrido aos irmãos, mas eles não haviam conseguido levá-la a cabo de maneira lucrativa.

Após uma conversa, os irmãos McDonald chegam a um acordo com Kroc: ele irá cuidar de todo o processo de franqueamento.

De início, há uma séria de inevitáveis contratempos e decepções. As receitas de Kroc são baixas e a fatia do lucro que fica com ele é ínfima. Ele tenta renegociar o acordo com os irmãos McDonald para tentar elevar sua fatia do lucro, mas os irmãos recusam. O aluguel dos imóveis onde operam os restaurantes franqueados é alto e Kroc começa a ficar inadimplente. Ele recebe várias notificações e ameaças de despejo. Para se manter operante, Kroc chega a pedir um empréstimo bancário dando a própria casa como garantia, o que o coloca em conflito com sua mulher.

E então ocorre a grande virada: um consultor financeiro diz a Kroc que o segredo para o sucesso neste ramo é, em vez de pagar aluguel, ser o proprietário da terra na qual a franquia opera. Em outras palavras, o consultor ensina a Kroc que, antes de ser um franqueado, ele tem de ser um agente imobiliário.

Eis a explicação: a escolha entre alugar um imóvel ou comprar um lote de terra para então construir seu estabelecimento comercial vai depender inteiramente da sua avaliação de risco. Uma franquia como a McDonald's só é lucrativa se suas operações forem de baixo custo. Sendo assim, pagar aluguel em áreas nobres seria inviável. Consequentemente, a única maneira de operar lucrativamente seria comprando terrenos em áreas relativamente inexploradas, pouco habitadas e baratas, e então construir seus restaurantes.

Isso não apenas livraria o franqueado de aumentos contínuos no preço do aluguel sempre que o terreno se valorizasse, como ainda o livraria do risco de o proprietário do imóvel decidir não renovar o contrato para construir no local empreendimentos de maior rentabilidade.

Após esta dica, Kroc faz exatamente o que foi sugerido: ele abre uma empresa de corretagem de imóveis e, a partir daí, sua assombrosa energia faz todo o resto. Franquias começar a ser construídas em todo o país. Após muita persistência, a ideia começa a se comprovar incrivelmente bem-sucedida.

Infelizmente, Kroc está longe de ser um bastião de virtude. Ávido por fazer as coisas à sua maneira, ele desobedece seu combinado com os irmãos McDonald, pressionando-os a vender para ele sua participação no empreendimento e revogando seu acordo (feito apenas oralmente, sem contrato assinado) de pagar royalties. Sob o novo arranjo, os irmãos não podem usar o nome "McDonald's" em seu próprio restaurante em San Bernardino.

Kroc, em seguida, abre uma franquia McDonald's em frente ao restaurante dos irmãos — o qual, incapaz de concorrer com o modelo mais eficiente e barato adotado por Kroc, acaba fechando.

O sucesso da McDonald's ilustra um ponto que sempre foi repetidamente enfatizado por Mises. O capitalismo é um sistema de produção em massa para as massas. O mercado sempre irá fornecer aquilo que os consumidores demandam, desde que isso possa ser feito lucrativamente. Como explicou Mises:

Os consumidores e sua decisão de consumir ou de se abster de consumir determinam o que deve ser produzido, em qual quantidade, e com que qualidade. Ao consumirem aquilo que mais lhe convém, eles determinam quais empresas obtêm lucros e quais sofrem prejuízos. 

Aquelas que lucram expandem suas atividades e aquelas que sofrem prejuízos contraem suas atividades.

Desta forma, as massas, na condição de consumidores no mercado, estão continuamente retirando o controle dos fatores de produção das mãos dos empreendedores menos capazes e transferindo-o para as mãos daqueles empreendedores que são mais bem sucedidos em satisfazer seus desejos.

Sob o capitalismo, a propriedade privada dos fatores de produção por si só representa uma função social. Os empreendedores, os capitalistas e os proprietários de terras são os mandatários, por assim dizer, dos consumidores, e seus mandatos são plenamente revogáveis. Em um mercado livre e desimpedido, no qual não há regulamentações, subsídios ou protecionismos estatais, para um indivíduo ser rico, não basta ele ter poupado e acumulado capital. É necessário que ele invista, contínua e repetidamente, naquelas linhas de produção que melhor atendam aos desejos dos consumidores. 

O processo de mercado torna-se um plebiscito que é repetido diariamente, e que inevitavelmente expulsa da categoria dos eficazes e rentáveis aquelas pessoas que não empregam sua propriedade de acordo com as ordens dadas pelo público.

É improvável que a McDonald's ganhe alguma estrela do guia Michelin; porém, para o mercado, isto é irrelevante. Empreendimentos de sucesso são aqueles que satisfazem as verdadeiras preferências dos consumidores, e não aqueles que se preocupam apenas com critérios externos e específicos.

No entanto, apenas ter uma ideia que agrade aos consumidores não é o bastante. As receitas de venda têm de superar os custos; e uma alta demanda, por si só, não é o suficiente para fazer com que um produto seja lucrativo. Foi apenas quando Kroc percebeu a importância de se tornar proprietário das terras na qual a franquia opera — e as terras tinham de ser compradas a baixo preço, em terrenos pouco valorizados — que ele foi capaz de alcançar um sucesso espetacular.

Isso mostra que o empreendedor de sucesso é aquele que é capaz de estimar as receitas futuras, bem como os custos de produção, de maneia mais acurada que seus concorrentes.

Como observou Mises, "O empreendedor é, na realidade, é um especulador, alguém que possui uma estimativa quanto às futuras condições do mercado e está ávido para realizar empreendimentos que, caso antecipem corretamente as futuras demandas dos consumidores, irão resultar em lucros. [...] O que distingue o empreendedor bem-sucedido das outras pessoas é precisamente o fato de ele não se deixar levar pelo que foi ou pelo que é, mas de agir em função da sua opinião sobre o que será. Ele vê o passado e o presente como as outras pessoas; mas sua visão do futuro é diferente. Suas ações são dirigidas por uma estimativa do futuro que não é a mesma da maioria das pessoas."

À primeira vista, a ideia de ser proprietário das terras nas quais o estabelecimento opera soa menos criativa do que a própria noção de fast food. No entanto, e mais uma vez, isso é irrelevante do ponto de vista do mercado. Foi apenas quando a primeira ideia foi colocada em prática, que todo o empreendimento deslanchou. Foi essa ideia o que realmente permitiu que o fast food se tornasse um empreendimento lucrativo e de produção em massa.

E foi Ray Kroc, e não os irmãos McDonald, quem percebeu isso. E foi ele quem de fato correu todos os riscos e se mostrou capaz de conseguir todo o financiamento para que sua enorme, ousada e totalmente inovadora empreitada seguisse em frente.

 

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autor

David Gordon
é membro sênior do Mises Institute, analisa livros recém-lançados sobre economia, política, filosofia e direito para o periódico The Mises Review, publicado desde 1995 pelo Mises Institute. É também o autor de The Essential Rothbard.

  • Angelo  21/03/2017 15:00
    Vale também um adendo: como um concorrente de excelência, a McDonald's não só não destruiu as redes locais de lanchonete, como ainda as ensinou a se tornarem melhores. E o governo não teve nada a ver com isso.
  • Steve Ling  21/03/2017 15:07
    A rede McDonald's quando se instalou no Brasil permitiu que muitas pessoas ascendessem socialmente por seu trabalho. Um funcionário contratado começava lavando o banheiro e posteriormente assumia outros postos; era uma grande escola e uma prova de que são os investimentos que geram o crescimento.
  • Guilherme  21/03/2017 15:14
    O Mac está tão popularizado aqui no Brasil que minha doméstica confidenciou que adora comer lá e vai pelo menos uma vez por semana.

    Foi-se o tempo em que comer lá era programa da classe média alta. Isso ficou no passado. Hoje o sanduíche do Mac tem um preço semelhante aos que são servidos naquelas pastelarias de chineses do centro da cidade. Mais uma prova da enorme competência dessa empresa.
  • Mr Citan  21/03/2017 16:15
    Os preços dos sanduíches poderiam ser ainda menores, se não fosse a legislação trabalhista, e os impostos.
  • anônimo  21/03/2017 21:07
    Isso que o McDonalds aqui é caro. Nos EUA, McDonalds, KFC, Johnny Rockets e etc é trash food.
  • anônimo  22/03/2017 15:22
    Guilherme, o anon está correto. A rede, pioneira no conceito de fast-food, que é frequentada marjoritariamente

    por pessoa 'pobres' no USA, aqui é para classe média-alta. Fala sério! "O Brasil é para poucos!" Mesmo caso o

    Wal-mart. Quem já pode visitar o USA percebeu que praticamente só os mais pobres compram lá ou o que pelo

    menos os mais não costumam comprar lá. Na verdade, nem é necessário ir até lá. Aqui o Wal-Mart tem preços

    totalmente diferente do conceito aplicado no USA. O Sam'sClub pelo menos possui diversos produtos não

    encontrados comumente em outros mercados e até consegue praticar preços atrativos.

    PS: Não quis te criticar, dizer que você isso um 'ex programa para familias classe media alta e agora acessivel à todos, enfim', só constatar as aberrações que acontecem no Brasil.

    PS2: Não quis dizer que aqui é assim exclusivamente por causa das empresas.

    A intenção é só chamar a atenção para o como as coisas invertidas aqui no Bananil.
  • Henrique  21/03/2017 15:22
    Pelo menos no Brasil, as lanchonetes McDonald's não ficam em pontos e esquinas valiosos?

    Gostaria que fossem feitas críticas ao tipo de comida servida nessas redes de fast food, notoriamente prejudiciais à saúde. É por demanda do mercado? Custa menos?


    Abraços.
  • Tiago  21/03/2017 15:43
    Tem certeza?

    Homem perde 17 quilos comendo só McDonald's por 3 meses

    "No final dos 90 dias de experiência, Cisna não apenas emagreceu quase 17 quilos como também conseguiu baixar seus níveis de colesterol de 249 para 170 mg/dl. Já o nível de LDL, o colesterol considerado mau, baixou de 173 para 113 mg/dl, com a dieta."
  • Leandro  21/03/2017 15:47
    Embora eu não mais seja entusiasta da comida, a honestidade me força a contar este caso: na época em que eu ainda era estudante de engenharia mecânica, morei 9 meses em Detroit. Com o dinheiro curto, minha alimentação era formada majoritariamente por McDonald's, comendo em média duas vezes por dia nas lanchonetes da rede.

    Emagreci 6 quilos.
  • Tannhauser  21/03/2017 16:49
    Casos isolados não provam que engorda nem que emagrece, seria necessário um experimento mais rigoroso, com vários voluntários e um grupo de controle.

    Ou então apresentar a quantidade de vitaminas, carboidratos, gorduras em um lanche padrão do McDonalds e comparar com as doses diárias recomendadas.
  • Felipe  22/03/2017 13:53
    Também emagreci comendo Mcdonald e outros fast foods todos os dias no almoço quando fiz intercâmbio em Chicago.
  • Leonardo  21/03/2017 17:21
    Não conta mto pq foi bem selecionado e ele ainda praticou exercícios. Oq pra mim conta mais e considero atual até hj é o documentário Super Size Me.
  • Tulio   21/03/2017 17:56
    Super Size Me?! Aquele é, sem dúvidas, o "documentário" mais imbecil é desonesto que eu já vi (e eu olhe que eu não como McDonald's).

    O sujeito come, de uma só vez, cinco Big Macs, vomita e diz: "Viu só? McDonald's faz mal!".

    Duh! Faça o mesmo com picanha, pizza ou comida japonesa e o resultado será idêntico. Aliás, carai, beba 3 litros de água de uma só vez e você vai morrer (uma vez eu bebi 1,5 litro de uma vez só e passei um mal que nunca havia passado antes na vida).

    Aliás, o sujeito é tão desonesto que todas as refeições dele são acompanhadas de refrigerante. Este, sim, é o grande destruidor da saúde. E a prova disso foi feita por um famoso nutricionista chamado Tom Naughton: ele seguiu a mesma dieta de Morgan Spurlock (o bobão do documentário), mas bebia água e chá em vez de 4 litros de refrigerante por dia.

    Perdeu peso.

    Leia tudo aqui:

    en.wikipedia.org/wiki/Fat_Head

    Comparado a Morgan Spurlock, Michael Moore é um poço de honestidade.
  • ENGENHEIRO FALIDO  21/03/2017 19:07
    Mas se eu quiser vender merda, e alguém estiver disposto a comprar?

    Ninguém é obrigado, ao contrário do governo que me obriga poupar, pagar previdência, pagar seguro, pagar convênio, comprar determinados produtos....
  • Rennan Alves  21/03/2017 21:14
    Eu acho curioso como o quanto as pessoas sempre citam o mc donalds como fonte de obesidade, estou a 1 ano jantando e almoçando no mc donalds (5 dias por semana) e mal engordo 2 kg.

    E eu achando que essa era a melhor dieta para engordar.
  • Andre  21/03/2017 16:21
    Você pode pedir um bom arroz feijão no mc se preferir:

    g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2014/05/sem-divulgar-mcdonalds-vende-arroz-e-feijao-no-brasil.html
  • Fernando  21/03/2017 16:34
    E daí? As pessoas não são obrigadas a comerem. Quando eu vou ao McDonald's, eu não quero comer comida saudável. Que ideia maluca. Se quiser ser saudável, não vá lá. Qual o problema numa empresa vender algo que não siga essa cartilha? Nós somos responsáveis por nós mesmos.
  • Tannhauser  21/03/2017 17:17
    Concordo.
  • REGINA OLIVEIRA  24/03/2017 11:57
    Concordo.
    Qual o problema de comer McDonalds?
    Quem prefere comida fitness, coma comida fitness.
    Ahhh... cada um come o que quer, pronto.
  • Charlinho  21/03/2017 17:41
    Mc Donalds pode não servir a comida mais saudável e balanceada do mundo, mas sem dúvidas o que é notoriamente prejudicial à saúde é o cardápio servido pelo socialismo do séc. XXI:
    Pombos, gatos, cachorros, flamingos, cavalos, sobras de lixo e burros (deixando claro que se trata do burro animal e não aqueles que defendem socialismo).

    Pelo menos eu posso escolher não ir comer no Mc Donalds (e não vou mesmo), já os venezuelanos não têm muita escolha.
  • saoPaulo  22/03/2017 13:24
    Pen & Teller, Bullshit!
    Eposódio 2, Temporada 8.
    Fast Food:



    O Governo toma milhões de dólares para subsidiar produtores de milho, usado na produção de xarope de milho, o que deixa refrigerantes mais baratos, o que aumenta a incidência de obesidade e, por sua vez, custos com saúde, o que força o governo a taxar refrigerantes para... aumentar o preço deles e desincentivar seu consumo! Não é genial isto? O governo toma seu dinheiro para baixar o preço do refrigerante e depois toma seu dinheiro novamente para aumentar este mesmo preço!
    Nem o Teller conseguiu pensar em um truque tão estúpido quanto este...
  • Henrique Zucatelli  21/03/2017 15:26
    Maravilhoso artigo, só um ponto a acrescentar, e depois uma dúvida.

    1- O crescimento exponencial da rede em áreas de baixo custo e demanda crescente se deu por uma peculiaridade americana que são suas quase incontáveis rodovias estaduais e federais, onde trafegam milhões de veículos todos os dias. Esse modelo foi replicado a exaustão por muitas redes de sucesso, inclusive pela brasileira Havan.

    2- Agora a dúvida: por quê a rede não manteve sua filosofia e está implantada em shoppings caros e pagando aluguéis altíssimos? Só por presença de marca?
  • Vicente  21/03/2017 15:41
    2) Qual exatamente é o espanto? Primeiro a empresa começou do nada (e, para isso, tinha de começar em locais baratos). Depois que ela cresceu, acumulou capital e se tornou uma marca bilionária, aí ela pôde se dar ao luxo de se estabelecer em locais mais chiques.

    Nada de estranho aí. Estranho seria se o caminho fosse inverso.

    Adicionalmente, vale lembrar que, ao menos no Brasil, o McDonald's surgiu como restaurante de elite (ao contrário dos EUA). Por isso, aqui sempre foi comum ver restaurantes da rede em pontos mais nobres.
  • Pobre Paulista  21/03/2017 16:06
    Em adição à isso, pode-se especular que o próprio fato de se ter aberto uma lanchonete naquele local fez a vizinhança se valorizar.
  • 4lex5andro  21/03/2017 17:29
    Interessante esse artigo em um momento que a prefeitura de SP em colaboração com essa rede, opções de empregabilidade em vez de distribuir bolsa-esmola ou bolsa-votos.
  • Luiz  21/03/2017 17:14
    Adicionalmente, vale lembrar que, ao menos no Brasil, o McDonald's surgiu como restaurante de elite (ao contrário dos EUA). Por isso, aqui sempre foi comum ver restaurantes da rede em pontos mais nobres.

    Verdade, um Sanduíche por aqui custa no mínimo 18 reais por ai, caro para os padrões brasileiros. Nos Eua em alguns Estados, o valor é de 1,5 á 5 dólares, considerando que o poder de comprar dos americanos é maior, aumentando nossa desvantagem. Mas porque são caros aqui? por conta dos impostos sobre consumo é claro, e dos demais tributos que o corajoso cego da rede paga. Tem que ser antes demais nd, muito corajoso pra empreender aqui.
  • FAbio  21/03/2017 19:46
    Dificilmente no Brasil quem paga todos os impostos e encargos trabalhistas consegue vender comida por menos de R$ 12,00 sem tirar a diferença em outro. Um trivial arroz, feijão, bife, salada deve estar hoje em torno de R$ 6,00 de material e energia. Soma ai os impostos, encargos, local, móveis, energia passiva e desperdício.
    Eu admiro especialmente o Girafas que entrou sozinho no mercado de pratos feitos nos shoppings (quem poderia acreditar?) a preços baixos e hoje tem diversos concorrentes iguais.
    O Habbib's também inovou começando com aquela esfiha de carne (soja) barata com produção centralizada a preços convidativos, mas hoje depois da crise percebo que o recheio baixou seu peso por esfiha.
    As pizzarias sofrem com o preço da mussarela e o aluguel do local.
    O MCDonald's inovou na área e ensinou muita gente, porém nós temos uma ótima praça de alimentação nos shoppings com uma variedade gastronômica enorme (e como eu me arrependi de comprar aquele shushi vagabundo!)

    O vendedor de cachorro-quente não vale. Ele não paga impostos nem encargos trabalhistas. Só o material e a energia.
  • Henrique Zucatelli  21/03/2017 20:46
    Vicente, a pergunta apressada que fiz (para variar), na verdade eu já tinha a resposta, mas tenho o péssimo costume de indagar escrevendo. Parece intencional, mas não é.

    Desculpe, mas você foi mais apressado que minha pergunta rs, mas antes de responder a mim mesmo, vou "colocar na mesa" duas colocações bem interessantes.

    1- Empresas que obtém sucesso a longo prazo são a prova de seu modelo de negócio, do McDonald's a Alphabet.

    2- Empresas não "se dão ao luxo" de nada, empresas vivem para dar lucro. Quem gosta de "se dar ao luxo" são pessoas, e no caso de grandes empresas podemos responsabilizar qualquer movimento de gastos sem fundamento aos nobres executivos, muitas vezes pouco comprometidos com resultados.

    Agora pare por 10 segundos e raciocine os dois postulados que acabei de citar. Pronto? Vamos em frente.

    Ao passo que o McDonald's cresceu totalmente baseado em produtos populares e custos baixos, qualquer estratégia de infiltração em áreas nobres COM A MESMA LINHA DE PRODUTOS é contraproducente, por vários motivos. Vou citar apenas três.

    - O mais importante: marca segmentada na base tem uma curva de ascensão muito longa, e na maioria das vezes não compensa o investimento da loja piloto, pois a cada período de 24 meses o prazo de retorno se alonga mais, devido ao fato bem citado no artigo, que é o aumento dos aluguéis.

    - A demanda estimada (essa infame) que esta marca popular almeja em extrato superior é normalmente superestimada, pois os brilhantes analistas de market share compilam os dados baseados primeiramente na renda per capita daquele quadrante, e não os gostos implícitos daquele tipo de consumidor.

    - Há um risco implícito em mover importantes recursos para atrair consumidores premium no futuro: a demanda presente pode considerar esse movimento como se aquela marca tivesse fornecido a base apenas para chegar ao topo, o que é uma bobagem para muitos mercados.

    Minha conclusão é sempre conservadora sobre o assunto: modelo de negócios que dá lucro não muda até esgotar, tem de se espremer a última gota. Este não é o caso do McDonald's, que embora encontre um concorrente novo por dia, tem em seu benefício a tradição e a confiança em seus produtos, logo vai levar boas décadas para perder o glamour popular conquistado a duras penas. É sempre mais prudente lançar uma marca paralela, já nascida dentro do novo segmento, com uma proposta alinhada ao consumidor premium. Aí sim há muitos motivos para dar certo.

    Exemplos de empresas que quebraram ao tentar mudar seu plano de negócios posso citar aos milhares. Já o contrário eu tenho que pensar bastante, pois não me vem nenhum case de sucesso de pronto.

    Abraços,
  • Dam Herzog  21/03/2017 16:06
    Pelo artigo vê-se quanto é difícil ser um empreendedor. É uma mistura de coragem, determinação, inteligência, inovação, visão futura, coordenação de etapas (logística) além disso capacidade de assumir riscos. Os socialistas pregam uma sociedade estática sem risco sem inovação são os maiores promotores da miséruia . O capitalismo será o fim da história , se soubermos lutar contra a nova ordem esquerdista internacional. O capitalismo retirou a espécie humana da miséria, devemos lutar pela sua implantação. Viva o capitalismo.
  • Soares  22/03/2017 00:45
    E isso nos EUA, imagine aqui.
  • anônimo  21/03/2017 17:02
    emagrecer e engordar está relacionado a gasto calórico, se você gasta 2 mil calorias por dia e só come 1,5 mil calorias você vai emagrecer, não importa se as 1,5 calorias são hamburguers ou verduras. E se você comer 2,5 mil calorias você vai engordar, não importam os alimentos.

    emagrecer e engordar não é exatamente um argumento sobre o fato do alimento ser saudável ou não.

    Mas o fato das pessoas se preocuparem com o fato da comida ser saudável ou não já é uma conquista da nossa civilização, porque um século atras (ou hoje, nos lugares socialistas como África/Venezuela) as pessoas estavam preocupadas em não morrer de desnutrição.
  • Afrânio  21/03/2017 17:16
    Concordo com tudo que você falou, mas vale ressaltar que a grande crítica ao McDonald's sempre foi a de que ele "criava uma nação de gordos".

    Isso é completamente calunioso (para não dizer ignorante), dado que, se você comer apenas sanduíches e tirar o pão, não tem absolutamente nada ali que lhe engorde.

    Agora, é claro que se você ficar tomando milkshake todo dia você vai ficar obeso. Mas milkshake não é exclusividade do McDonald's. Qualquer lanchonete tem. Assim como batata frita. E assim como o pão dos sanduíches (qualquer padaria tem).
  • Neri  21/03/2017 17:34
    Show de bola! Mais uma vez os redatores, trazendo histórias excelentes que ilustram bem aquilo que o mito Mises falava.
  • Anti-IP  21/03/2017 17:58
    Para quem se interessou, aqui está o filme inteiro, com ótima qualidade de imagem (mas sem legendas):

    ffilms.org/the-founder-2016/
  • anônimo  21/03/2017 18:49
    Agora a McDonalds tem que ter uma concorrência mais pesada para não dominar na área.
  • Pobre Paulista  21/03/2017 20:15
    Vai comer no Bob's então ué
  • Andr%C3%83%C2%A9  21/03/2017 22:15
    O mCdonalds é o primeiro lugar no mercado de fast foods, mas diria que está longe de ter um dominio completo.

    McDonalds 19%;
    Subway: 10%;
    A Yum! brands: 9% (tacobell, KFC e pizzahut);
  • MB  21/03/2017 20:53
    Não seu energúmeno,o Mc Donald´s não precisa eliminar concorrentes e nem ser engolido pela concorrência,basta tão somente ela continuar agradando o consumidor e assim ela continuará seu reinado em paz,ou seja ela só será desbancada do pedestal das lanchonetes e restaurantes fast-food no dia em que aparecer outra rede que agrade tão ou mais o consumidor,pois esta é a diferença entre monopólio bom e monopólio ruim...Enfim é a soberania do consumidor e\ou soberania do indivíduo em ação...
  • MB  23/03/2017 14:13
    O anônimo é o energúmeno...
  • Otavio  21/03/2017 20:36
    O site poderia trazer mais histórias assim de empreendedorismo, também gosto de Michael Dell e do Sam Walton, grandes visionários.
  • Mais Mises...  21/03/2017 22:09
    Também acho. Boa!
  • Tradutor Liberal  21/03/2017 23:11
    Peço licença novamente ao editor do IMB para divulgar dois excelentes artigos que traduzi.

    Eles abordam as falácias e os equívocos sobre a probreza.

    tradutorliberal.wordpress.com/2017/03/21/desigualdade-nao-e-o-mesmo-que-pobreza/

    tradutorliberal.wordpress.com/2017/03/21/cinco-graficos-que-mudarao-sua-opiniao-sobre-a-pobreza/

    Espero ter contribuído mais uma vez para a divulgação da verdade e dos princípios da liberdade.

    Saudações.
  • 4lex5andro  22/03/2017 16:56
    Bem oportunos esses links, pois no começo da semana as grandes redes de mídia já estavam alardeando sobre a estagnação do país nos índices de desenvolvimento (com ênfase na desigualdade de renda do Brasil).

    Coincidentemente ou não.
  • Marciano  21/03/2017 23:27
    O artigo esqueceu de falar o que mais cativou Ray Krock, e não foi o lanche barato e rápido, mas sim o nome Mcdonald ( O próprio Ray é quem diz isso). Aliás, gostaria de ver um dia o Mises tratando sobre como o nome de um produto pode ser o segredo para o seu sucesso, exemplos não faltam: Whatsapp, Google, Facebook..
  • Milly  21/03/2017 23:55
    Mas o Kroc não foi depois desonesto com os irmãos Macdonalds?
  • Lacombe  22/03/2017 00:21
    Citado no artigo. Mais atenção na próxima.
  • Estudando ANCAP  22/03/2017 00:54
    Pergunta sobre ANCAP:


    Como fica o direito de imagem? Você acharia legal alguém tirar uma foto sua e divulgar por ai sem permissão?
    Se tirarem uma foto minha no banheiro do aeroporto, quem vai punir o cara que tirou a foto?

    Vocês não acreditam em direito e imagem ou PI, queria ver se alguém copiasse esses artigos e não desse nenhum crédito.
    Queria ver se alguém usa sua imagem se vocês iam gostar...


    PARA OS ANCAPS!

    Respondam na boa

  • Leandro  22/03/2017 01:19
    "queria ver se alguém copiasse esses artigos e não desse nenhum crédito."

    Podem fazer isso à vontade.

    Aliás, isso já aconteceu comigo. Um doutor da Universidade do Paraná, chamado Luciano Luiz Manarin D'Agostin (que, inclusive, era presença bastante assídua na imprena), copiou trechos inteiros deste meu artigo neste seu trabalho. Veja a partir da página 41; a cópia descarada começa na página 47.

    O que eu fiz? Poderia tê-lo processado, desmoralizado sua carreira e ainda ter ganhado um belo dinheiro. Mas não fiz nada disso. Ainda sou daqueles que prefere ver o plágio como a mais alta forma de elogio.
  • Magno  22/03/2017 01:28
    Pô, esse "doutor" praticamente xerocou seu artigo hein?! Nem pra mudar umas palavrinhas o gajo se deu ao trabalho. Não custava NADA uma citação no final dos parágrafos. Ou uma nota de rodapé que fosse no fim das páginas. O cara não citou nem o site nas referências. E ainda copiou até partes como "no prédio em que moro"! (Pelo menos teve a atenção de trocar o nome da cidade...)

    Esse é o nosso verdadeiro ambiente acadêmico. E tudo com o nosso dinheiro.
  • Soares  22/03/2017 01:50
    Leandro, você pode fazer um artigo explicando como o Minha Casa Minha Vida elevou o preço dos imóveis no Brasil?

    Abraço.
  • Leandro  22/03/2017 15:32
    É só olhar toda a big picture: o governo, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encareceu artificialmente os preços de todas as moradias.

    Mesmo com a SELIC a 14,25%% ao ano, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil ofereciam empréstimos para a aquisição de imóveis a juros de 7% ao ano.

    Um banquete para os especuladores imobiliários.

    Quanto mais crédito farto e barato (os empréstimos dos bancos estatais são baratos porque o Tesouro repassa dinheiro de impostos a esses bancos, o que permite que eles cobrem juros menores), maior a demanda artificial por imóveis. Consequentemente, mais os preços sobem.

    Os ricos, por causa de sua menor propensão ao calote, têm acesso fácil a financiamento imobiliário barato e subsidiado pelo estado. Os preços de todos os lotes, terrenos e moradias sobem e, consequentemente, os pobres ficam ao relento. Daí o governo resolve jogá-los para o "Minha Casa Minha Vida", um programa estatal criado exatamente para tentar remediar os efeitos inflacionários nos imóveis causados pela expansão do crédito estatal (ou seja, para tentar facilitar a aquisição de imóveis pelos mais pobres).

    Ou seja, estado cria um programa (Minha Casa Minha Vida) para remediar os efeitos causados por outro programa (crédito barato de bancos estatais para a compra de imóveis, utilizado pelos mais ricos).

    Mas no que consiste o MCMV? Consiste em o governo estimular o endividamento das pessoas pobres para que elas compre, casas (um bem de consumo). E o que esse estímulo à demanda gerou? O preço dos imóveis simplesmente triplicou, tornando o preço dos lotes ou terrenos praticamente inalcançáveis para os mais pobres, e mantendo-os escravos da dívida.

    Ou seja, ao incentivar a demanda por imóveis por meio do MCMV, o governo elevou ainda mais o preço dos imóveis, dos lotes e dos terrenos. E os pobres hoje estão com dívidas pesadas e, em muitos casos, impagáveis.

    Uma genialidade.
  • Rafael  22/03/2017 21:57
    Não é sobre plágio, mas até o brasil247 já postou um texto do Leandro Roque em seu site:

    www.brasil247.com/pt/colunistas/leandroroque/197877/O-que-realmente-permitiu-o-grande-crescimento-econ%C3%B4mico-brasileiro-da-%C3%BAltima-d%C3%A9cada.htm
  • Murray  22/03/2017 01:24
    "Como fica o direito de imagem? Você acharia legal alguém tirar uma foto sua e divulgar por ai sem permissão?"

    Você vai cair de costas com essa revelação que vou fazer, mas você recorrentemente aparece em fotos e selfies tiradas por outras pessoas. E essas fotos giram por aí.

    E então, o que você pretende fazer?

    Aliás, artistas e famosos frequentemente são fotografados andando em praias ou em encontro amorosos. O que fazer?

    Eu tenho uma resposta. Você está falando de um ambiente ancap, certo? Então, o "problema" está resolvido: propriedade privada. É o proprietário do ambiente quem decide se pode ou não haver fotografias naquele estabelecimento, seja ele um restaurante ou uma praia.

    Situações como essa -- fotos indesejadas -- só existem devido à ausência de direitos de propriedade. Estradas, parques e outras áreas são disponibilizados a todos pelo estado e, ao fazer isso, ele tem que tentar acomodar o maior número possível de grupos, mesmo quando um determinado grupo quer que um outro simplesmente desapareça. Um grupo vai choramingar proteção contra o enxame de lentes fotográficas que o persegue, enquanto o outro grupo vai alegar que tem a liberdade de ir e vir e o direito de fotografar qualquer um que esteja em propriedade pública.

    É de se perguntar: por que não existem paparazzi dentro das casas das pessoas? Ora, porque eles não foram convidados. Onde existe propriedade privada, existe ordem. E essa ordem é determinada da maneira desejada pelo proprietário.

    Quando a terra e outros espaços são socializados de tal forma que qualquer um tenha acesso ilimitado e sem custo (ou a um custo muito baixo), então podemos esperar o caos — as pessoas vão querer usar os espaços o máximo possível, e conflitos envolvendo regras de uso serão praticamente inevitáveis.

  • 4lex5andro  22/03/2017 13:07
    É mesmo, o fb permite que se divulguem fotos suas a torto e a direito, se for por isso, precisaria-se criar um tribunal (vá de retro!) específico pra isso, de tanto processo que ia ter.

    De modo análogo o Google street view também registra fotos de nossas casas e carros sem prévia autorização e poucos países impuseram restrições a essas imagens, como fizeram Áustria e Alemanha (https://www.publico.pt/2013/04/22/tecnologia/noticia/google-multado-na-alemanha-por-violacao-de-privacidade-atraves-do-street-view-1592128) por exemplo; notável que países de tradição liberal são menos hostis ao serviço da google, como Eua e Reino Unido.
  • André  22/03/2017 13:01
    Gostaria de citar o caso do mercado de games e o youtube.

    Hoje existem muitos youtubers que viraram criticos de games e de atos dos desenvolvedores e distribuidores. Claro, eles fazem vídeos pra ganhar dinheiro, mas quem trabalha de graça? O trabalho deles é informar ao público sobre:

    A) A qualidade dos games lançados pelas empresas.

    B) Eventuais atos imorais que a empresa tenha praticado no desenvolvimento dos games. Ex: plágio, promessas não cumpridas, etc.

    E acredite, graças ao trabalho dessas pessoas, desenvolvedores que praticam atos imorais saem com a imagem bastante arranhada e alguns até fecham as portas. O mercado boicota péssimas práticas. Se for uma empresa grande, isso pode ser traduzido em perda de fatias de mercado ao longo do tempo. Nunca precisaram de uma agência governamental de burocratas ultra bem pagos regulando o setor. Picaretas existem e sempre vão existir, mas eles são rapidamente cortados por denuncias e escandâlos vindo de pessoas ligadas a própria área.
  • anônimo  22/03/2017 13:50
    Se uma empresa é escrota com vc e vc é a xuxa, pode ser que exista boicote.Se uma empresa é escrota com vc e vc é um zé ninguém, não vai ter boicote nem aqui nem na china.
    Acordem pra vida, liberteens.
  • Ricardo  22/03/2017 14:05
    Não entendi do que você está falando. Que empresa? Você por acaso está dizendo que uma empresa iria tirar foto de mim no banheiro do aeroporto e então colocaria esta imagem para rodar?! O que exatamente ela ganharia com isso?

    É cada coitado que despenca por aqui...

    Outra coisa: hoje, com Reclame Aqui, Twitter e Facebook, nenhum abuso passa impune. Qualquer denúncia grave viraliza na hora, e a empresa tem de vir a público se desculpar.
  • Rodrigo  22/03/2017 15:10
    Adendo: segundo o Instituto de Defesa do Consumidor, uma reclamação contra uma empresa no Twitter é atendida, em média, entre 5 minutos e 2 horas; uma reclamação no Facebook não passa de 6 horas; uma reclamação pelo telefone pode levar até 5 dias úteis.

    Faz ideia de quanto tempo dura esperar pelo Procon, o órgão público que supostamente defende os interesses dos consumidores? Mais de um mês. E não há prazo para a solução do problema mesmo depois de todo esse tempo.
  • Estudante ANCAP  22/03/2017 16:47
    Ricardo,

    ''Que empresa? Você por acaso está dizendo que uma empresa iria tirar foto de mim no banheiro do aeroporto e então colocaria esta imagem para rodar?! O que exatamente ela ganharia com isso? ''

    Um funcionário da mesma ou até o consumidor da própria empresa!
    E se pegar e for engraçado, o dono da empresa não vai estar nem ai! A propriedade é dele mesmo oras... Se ele acha legal a foto e não puni ninguém, vão rir da sua cara pro resto da vida!
    Pior: E se tiver uma camera escondia no banheiro das mulheres? Iae quem vai responder? Isso acontece de um monte, um funcionario ou o dono poe, não é punido. No máximo vai perder umas clientes mas ate ai ele não liga, se ele tem muito dinheiro, perder um pouco de dinheiro não muda nada. Eai QUEM VAI SER PUNIDO E INDENIZAR A VITIMA?

    Parem de viver nesse mundo, olha londres ai, deixaram as portas abertas e entrou esses islamicos que não conseguem viver em sociedade, ta ai o resultado, quem mando deixar entrar... Esse é o mundo livre de vcs..



  • Guilherme  22/03/2017 19:21
    "Um funcionário da mesma ou até o consumidor da própria empresa!"

    E o que aconteceria com esta empresa que prometeu uma coisa e entregou outra? Como ficaria sua reputação neste mundo em que as redes sociais condenam a todos instantaneamente?

    Ah, sim: nada, absolutamente nada, impede que uma pessoa recorra ao judiciário (sim, há tribunais no anarcocapitalismo) para tentar uma indenização.

    "E se pegar e for engraçado, o dono da empresa não vai estar nem ai! A propriedade é dele mesmo oras... Se ele acha legal a foto e não puni ninguém, vão rir da sua cara pro resto da vida!"

    E o que aconteceria com esta empresa que prometeu uma coisa e entregou outra? Como ficaria sua reputação neste mundo em que as redes sociais condenam a todos instantaneamente?

    Ah, sim: nada, absolutamente nada, impede que uma pessoa recorra ao judiciário (sim, há tribunais no anarcocapitalismo) para tentar uma indenização.

    "Pior: E se tiver uma camera escondia no banheiro das mulheres? Iae quem vai responder?"

    E o que aconteceria com esta empresa que prometeu uma coisa e entregou outra? Como ficaria sua reputação neste mundo em que as redes sociais condenam a todos instantaneamente?

    Ah, sim: nada, absolutamente nada, impede que uma pessoa recorra ao judiciário (sim, há tribunais no anarcocapitalismo) para tentar uma indenização.

    "Isso acontece de um monte, um funcionario ou o dono poe, não é punido."

    É mesmo? Então coloca aí uns links então comprovando isso. Já que "acontece de monte", então deve estar cheio de site por aí expondo fotos de pessoas anônimas em condições desabonadoras, e à revelia delas.

    Aliás, vou até facilitar para você: cole aqui "um monte" de notícias de pessoas que tiveram suas fotos constrangedoras vazadas por empresas (sei lá quais empresas fariam isso, mas já que você disse que há casos assim "de montão", então não deve faltar notícias) e que processaram tais empresas.

    Mostre, por favor.
  • Assaltado pelo Governo  22/03/2017 03:27
    Eu dúvido que alguém morra de fome em Cingapura.

    Com 5 dólares você come quase um quilo de comida.

    Eu comi no shooping mais caro de Cingapura com 8,5 dólares. O prato era peixe ou salmão, com uma massa e um pouco de salada.

    Mesmo assim, o povo é magro. Ou é a pimenta que dá muita diarréia, ou é genética.

    O cheiro da comida vai à 30 metros dos restaurantes de tanto tempero.

    O fato é que importando quase tudo que é consumido e com 17% de imposto, ninguém vai morrer de fome em Cingapura.
  • kiko  22/03/2017 04:03
    lancei um desafio para os anarquistas ja faz mais de 5 meses e ate agora-como eu esperava-nenhum anarquista respondeu:
    me citem apenas uma civilização deste planeta que adotou o anarcocapitalismo e prosperou-se duvidar é mais facil a bolivia ganhar uma copa do mundo que alguem me responder
  • Nhonho  22/03/2017 12:54
    Nossa, mas que desafio!

    Pelo visto, você ignorante jamais se deu ao trabalho de pesquisar minimante o assunto.

    A Islândia viveu sem estado por 400 anos (a Islândia é atrasda?). A Irlanda também (a Irlanda é atrasada?). A República da Cospaia (região rica da Itália) também.

    Aqui vai uma lista completa, com fontes e tudo, sobre cada caso registrado no mundo e por que deixaram de ser (você vai se surpreender):

    en.wikipedia.org/wiki/Anarcho-capitalism


    P.S.: nem sou anarcocapitalista, mas nada me irrita mais do que a preguiça intelectual envolta na arrogância juvenil.
  • Pobre Paulista  22/03/2017 13:24
    Conta tudo pra sua mãe, kiko
  • Henrique Zucatelli  22/03/2017 13:29
    Kiko, bom dia.

    Vou virar a mesa. Lhe proponho um desafio: convença a 70% da humanidade que não consegue sobreviver sem um Estado papai e seus líderes populistas a lhes das benesses em troca de votos a andar com as próprias pernas.

    Doeu aí né? Espere passar... pronto. Agora continuemos.

    Vou responder a sua pergunta de forma pessoal: É possível viver uma vida ANCAP? Claro, eu mesmo vivo uma. Nunca utilizei hospital público, escola, bolsa, nada. Nunca recebi um centavo do estado por pura e simples escolha. Não tenho nenhum tipo de vínculo com o Estado que não seja benéfico para Ele, como pagador de impostos, taxas, multas e outros custos implícitos, como a caríssima segurança privada brasileira. O estado não faz absolutamente nada por mim, só eu por Ele. Só não faço mais porque não é permitido, pois o Estado regula da poda de árvores a manutenção das ruas.

    Então se do dia para noite nos tornássemos uma nação ANCAP eu não me sentiria nada mal. Pelo contrário, receberia pelo que pago, ou melhor, escolheria o que compro e pagaria o preço correto.

    Abraços,
  • Minarquista  22/03/2017 15:49
    "O estado não faz absolutamente nada por mim"

    Não, só garante o seu direito de propriedade.
  • Realista  22/03/2017 18:40
    Essa de que o estado garante o respeito à propriedade é sensacional: o estado, por definição, confisca a propriedade alheia (e manda para a cadeia aquele que tentar resistir, podendo até mesmo matá-lo caso a resistência seja muita). O estado só se mantém à custa do confisco da propriedade alheia. Essa é sua função básica: confiscar a propriedade alheia.

    Como pode alguém que vive do confisco da propriedade alheia ser o defensor dessa mesma propriedade? O estado, pela sua lógica, é um expropriador defensor da propriedade. Genial.
  • Minarquista  22/03/2017 19:28
    Pode ser uma contradição semântica, mas em termos prático ele atua para garantir sua propriedade.

    O estado lhe cobra impostos, mas também garante que sua casa será sua, que seu carro será seu, que sua familia se sinta protegida, que um fornecedor respeite os contratos e etc...

    Estou errado por acaso?
  • Thames  22/03/2017 20:33
    Sim, você está completamente errado.

    "mas também garante que sua casa será sua"

    Até você não mais pagar o arrego para ele, também chamado de IPTU. Você será despejado e sua casa será leiloada.

    Aliás, se você não pagar Imposto de Renda, sua casa será confiscada e leiloada.

    Nem a mais violenta máfia do mundo faz qualquer coisa remotamente semelhante a isso.

    "que seu carro será seu"

    Até você não mais pagar o arrego para ele, também chamado de IPVA. Você terá seu carro confiscado e leiloado. E poderá ir preso.

    Aliás, se você não pagar o IPVA ou mesmo o seguro obrigatório, você não poderá nem sequer vender seu carro.

    Se você não pode nem vender seu carro sem antes pagar um arrego, o carro é realmente seu?

    "que sua familia se sinta protegida"

    Essa é a maior piada de todos.

    O estado desarmou os cidadãos e os proibiu de proteger sua própria família. Se você tentar comprar uma arma para proteger sua própria família, o estado irá prender você.

    Tendo desarmado os cidadãos, o estado os entregou completamente à bandidagem.

    E pior: depois o próprio estado entrou de greve, e nem mais fingiu que protegia a população (vide Espírito Santo em fevereiro).

    Se um meliante invade a sua casa, como exatamente o estado irá lhe proteger? Se você é assaltado no semáforo, como exatamente o estado está lhe protegendo? Se você é furtado na rua, como exatamente isso demonstra proteção estatal?

    "que um fornecedor respeite os contratos"

    Isso aí qualquer câmara de arbitragem privada faz melhor, mais rápido e mais barato. A justiça estatal, na melhor das hipóteses, irá resolver seu problema em 5 anos...

    Dito tudo isso, confessa: você estava só brincando e ironizando, né?
  • saoPaulo  22/03/2017 21:48
    Desista "Minarquista", we have the higher ground!

    Ao Kiko, política internacional sempre foi anárquica.

    [i]A anarquia nas relações internacionais é um conceito na teoria das relações internacionais, que considera a ordem mundial como uma liderança: não existe governos soberanos ou universais no mundo. Não há portanto, hierarquicamente um poder coercitivo para resolver litígios, fazer valer a lei, ou a ordem do sistema, como existe na política interna. Nas relações internacionais, a anarquia é amplamente aceita como o ponto de partida para a Teoria das Relações Internacionais.
    [...]
    A palavra anarquia significa literalmente "sem um líder". A palavra combina o prefixo grego "an-", que significa "sem", com o significado de raiz indo-europeia "arkh" que significa "começar" ou "assumir a liderança". Foi adaptada a partir do grego antigo (??a???a-anarchia) que significa "ausência de um líder".[i]

    [i]O capitalismo é um sistema econômico onde os meios de produção, distribuição, decisões sobre oferta, demanda, preço e investimentos são em grande parte ou totalmente de propriedade privada, com fins lucrativos. Os lucros são distribuídos para os proprietários que investem em empresas. Predomina o trabalho assalariado. É dominante no mundo ocidental desde o final do feudalismo.[i]

    Pronto, todas as sociedades ocidentais convivem em harmonia com capitalismo e sem um grupo de líderes supremos impostos garganta abaixo, ou seja, anarcocapitalismo -- pelo menos em nível internacional.

    Onde pego o prêmio do seu desafio?
  • 4lex5andro  24/03/2017 13:24
    Talvez (ênfase no talvez) o minarquista tenha referenciado seu post no conceito de enfiteuse.

    "Durante o período colonial, a Coroa Portuguesa, diante da existência de largas áreas de terras abandonadas em seu território, decidiu utilizar compulsoriamente o aforamento, através do instituto da sesmaria, segundo o qual o proprietário do solo tinha de aceitar a presença em suas terras de lavradores que iriam utilizá-la mediante remuneração. O sesmeiro, autoridade pública criada em Portugal, distribuía e fiscalizava as terras incultas.

    Em 10 de abril de 1821, foi expedido um alvará estabelecendo que todos os aforamentos existentes no Império Português seriam transformados em enfiteuses.

    A diferença básica entre aforamento e enfiteuse era a duração: o aforamento ou emprazamento durava um período especificado em contrato, enquanto a enfiteuse era perpétua.

    Historicamente a enfiteuse teve como objetivo permitir ao proprietário que não desejasse, ou não pudesse usar o imóvel de maneira direta, poder cedê-lo a outro o uso e o gozo da propriedade, o qual se obrigava ao pagamento de uma pensão anual para utilização do fundo, funcionando como um arrendamento perpétuo. Também foi importante para o surgimento de muitos municípios brasileiros."

    Em resumo, é sobre os aforamentos e enfiteuses que se baseiam as 'jurisdições' dos cartórios de imóveis e sobre os quais há poder delegado via município (quem, segundo a constituição federal tem responsabilidade outorgada pela União para parcelamento do solo).

    P.s. Esse post não é uma apologia ao sistema brasileiro, pelo contrário, mas para enriquecer a discussão; conhecer os conceitos de como se deu, desde 1500, o loteamento de terras no país, pode ser importante para os estudos liberais sobre direitos de propriedade.
  • Bartolo  22/03/2017 22:25
    "mas em termos prático ele atua para garantir sua propriedade"

    É exatamente o contrário: na teoria (na teoria dos incautos ou dos desinformantes) o estado serviria para "garantir sua propriedade"; na prática ele atua para destruir sua propriedade.

    Ele destrói sua propriedade pelo mero fato de existir (pq para existir precisa extrair dinheiro à força da renda das pessoas); mas ele segue destruindo a propriedade dos cidadãos diariamente, com todos os seus políticos, burocratas, agências reguladoras, repartições, etc. etc. Tudo isso serve para destruir a propriedade dos cidadãos.
  • Janjão  22/03/2017 23:23
    Esse "minarquista" é o maior paga pau.
  • carlos Santos  31/03/2017 02:28
    Faltou contar o final da historia do SR. Ray Kroc qual no aberto de mãos ficou de pagar e nunca pagou. O que se torna o mesmo um safado. Olhem o filme ate o final. E tirem suas conclusões.


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