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Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados
Governo e grandes empresas: melhores amigos

Em seu livro "O Caminho da Servidão", escrito ainda em 1944, Friedrich Hayek explicou que, quanto maiores e mais reguladores se tornassem os governos, maiores e mais poderosas seriam as grandes corporações.

Para Hayek, quanto maior se tornasse o governo, quanto mais subsídios e protecionismos ele praticasse, mais dominantes seriam as grandes empresas e menos prósperas seriam as pequenas e médias empresas.

A economia seria cada vez mais dominada por grandes empresas quanto mais poderoso, protecionista e regulador se tornasse o governo.

Vale enfatizar que Hayek explicou e previu tudo isso em uma época em que havia pouquíssimas corporações.

O problema

Em primeiro lugar, ser bem-sucedido em um ambiente concorrencial é um feito que não traz nenhuma garantia de continuidade. Se uma determinada empresa começa a apresentar altas taxas de lucro em um determinado mercado, a notícia rapidamente se espalha e, consequentemente, vários outros empreendedores ávidos por estes altos lucros irão adentrar este mercado para tentar se apossar de uma fatia destes lucros.

Ato contínuo, a única maneira de esta empresa pioneira tentar manter sua fatia de mercado é ou reduzindo preços ou melhorando a qualidade de seus bens e serviços. Dado que nem sempre é possível introduzir melhorias na qualidade em um espaço de tempo tão pequeno — a entrada da concorrência sempre é rápida —, a opção inicial é pela redução de preços.

Mas, para se reduzir preços, é necessário reduzir custos: caso contrário, as margens de lucro ficam apertadas.

Se a empresa for eventualmente bem-sucedida em cortar custos, ela conseguirá manter sua margem de lucro. Só que essa margem de lucro continuamente alta servirá para atrair ainda mais empresas para este mercado, aumentando ainda mais a concorrência.

Inevitavelmente, em algum momento essa nova concorrência eliminará de novo os altos lucros, forçando a empresa pioneira a recomeçar todo o processo.

Sob este arranjo de livre concorrência, no qual o governo não concede subsídios, não impõe tarifas protecionistas para proteger determinadas indústrias, e não garante reservas de mercado por meio de agências reguladoras, apenas aqueles empresários competentes — aqueles que souberem antecipar corretamente as variadas e variáveis demandas dos consumidores, e que forem capazes de investir adequadamente seu capital de modo alcançar este objetivo — é que irão se dar bem.

O livre mercado, portanto, é um arranjo bastante incerto, hostil e variável, no qual poucos empresários podem se sentir permanentemente confortáveis. 

Desnecessário dizer que tal arranjo é ótimo para os consumidores, mas é uma dor de cabeça para empreendedores. Muito mais tranquilo seria simplesmente abolir todo este processo concorrencial.

E é aí que entra o governo.

Governo e grandes empresas: melhores amigos

Tendo em mente a dureza e a falta de sossego geradas pelo cenário acima descrito, o que você faria se fosse um empresário rico e com boas conexões políticas? O óbvio: você recorreria ao governo e pediria para que tal cenário de livre concorrência fosse restringido ao máximo. Você não quer a falta de sossego da concorrência pesada; você quer a tranquilidade da reserva de mercado.

Por isso, sejamos diretos: o que a grande maioria dos empresários realmente deseja é que o estado lhes proteja desta "concorrência selvagem" e lhes assegure uma reserva de mercado e uma fatia garantida de lucro, a qual lhes permita desfrutar a vida sem dores de cabeça e sem constantes preocupações acerca de como melhorar seus serviços aos consumidores. 

E qual a maneira de o estado fazer isso? Concedendo subsídios (ou empréstimos subsidiados com os impostos da população) que deem vantagem de mercado para estas grandes empresas, tarifas protecionistas que protejam estes empresários da concorrência de importados, e agências reguladoras que cartelizem o mercado e dificultem a entrada de novos concorrentes.

Esses são os benefícios mais diretos e mais fáceis de serem percebidos. Mas há também aquelas regulamentações que, à primeira vista, parecem ir contra os interesses das grandes empresas, mas que, na realidade, são grandes aliadas. 

Por exemplo, os impostos. Mesmo uma carga tributária alta ou um código tributário confuso e complexo podem ser do interesse dos grandes empresários: ambos não apenas impedem que novas empresas surjam e cresçam, como ainda representam um grande custo para as pequenas empresas já existentes. Ao passo que as grandes empresas, recheadas de contadores e tributaristas, conseguem navegar com facilidade pelos labirintos do emaranhado tributário, as pequenas empresas, que têm uma folha de pagamento menor e não podem se dar ao luxo de contratar contadores experientes e caros, dificilmente sobreviverão a esta etapa. Seguidas vezes cairão na "malha fina" da Receita e serão chamadas de "sonegadoras criminosas".

Até mesmo as regulamentações sanitárias servem para criar reservas de mercado: ao passo que sai barato aplicar regras da Vigilância Sanitária para mais uma cozinha padronizada de McDonald's, as mesmas exigências são proibitivas para uma pequena lanchonete ou um food truck.

Ou, como recentemente ocorreu no Brasil, ao passo que imposições do Ministério da Agricultura podem ser proibitivas para pequenos produtores rurais e pequenas empresas do ramo, as grandes e poderosas podem simplesmente subornar os fiscais.

Com efeito, a própria imposição governamental de padrões de qualidade uniformes representa uma forma de cartelização do mercado: tal imposição dispensa as empresas de concorrer entre si em relação à qualidade. E quando os padrões de qualidade exigidos são artificialmente elevados, os concorrentes de menor capacidade e de preço mais baixo perdem lugar no mercado.

Por fim, e não menos importante: quanto maior uma empresa se torna, mais ineficiente ela tende a ser. Se uma empresa cresce além de seu ponto ótimo, seus custos unitários de produção tendem a subir. Consequentemente, esta empresa estará abrindo as portas para potenciais concorrentes invadirem seu território, produzirem a custos mais baixos e, com isso, reduzirem esta empresa novamente ao seu tamanho ótimo.

Por isso, em um mercado genuinamente livre e concorrencial, as chances de existirem várias grandes empresas são extremamente baixas. Ironicamente, as grandes empresas fracassariam pelos mesmos motivos por que estados grandes fracassam: além de sua burocracia se tornar grande demais, torna-se impossível gerenciar uma mega-corporação desde uma localização central.

A capacidade das grandes empresas de explorar as economias de escala é limitada em um livre mercado: ao ultrapassar certo ponto, os benefícios do tamanho (por exemplo, menores custos de transação) são sobrepujados pelas deseconomias de escala (ineficiências e maiores custos de produção).

A única instituição que pode impedir que isso ocorra é, obviamente, o estado, que pode proporcionar a esta empresa a possibilidade de socialização desses custos ao blindá-la contra a concorrência: por exemplo, intervindo no mercado e estabelecendo impostos, exigências ambientais, exigências para licenciamento e para capitalização, e outros fardos regulatórios que exercem um impacto desproporcional sobre novas empresas, bem mais pobres quando comparadas a empresas ricas e já estabelecidas. 

Além de, obviamente, garantir as reservas de mercado desta empresa por meio de fartos subsídios ou empréstimos subsidiados por impostos.

Não se deixe enganar pelas aparências

Quando o assunto é regulamentação, as grandes sempre estarão do lado do governo. E sempre terão a mais bela das intenções: garantir a qualidade do serviço e a segurança do consumidor. Elas sabem que o custo extra, se existir, será compensado com o mercado cada vez mais padronizado e centralizado em suas mãos.

Ao passo que os leigos vêem o aparato regulatório e todas as regulamentações como sinônimo de restrição ao poder das grandes empresas, a realidade é que tais regulamentações são as maiores aliadas das grandes empresas contra eventuais ameaças de concorrência trazida pelas pequenas empresas.

E essa relação de simbiose traz benefícios mútuos: ao ajudar a criar grandes empresas, o governo alcança seu objetivo. Como?

Um governo inchado e intruso sempre almejou a um objetivo supremo: controlar a economia e as pessoas. Estando o mercado dominado por grandes empresas — que se mantêm graças ao governo —, políticos e burocratas precisam apenas lidar com os grandes empresários, por meio de acordos escusos, para alcançar seu sonho do controle e do planejamento central.

Se o mercado fosse dominado por milhões de pequenas empresas independentes, seria praticamente impossível políticos e burocratas exercerem tanto controle sobre o mercado. É impossível efetivamente regular e controlar milhões de pequenas empresas geridas localmente. Qualquer tipo de controle ou planejamento central seria impossível em uma economia repleta de pequenas empresas gerenciadas por indivíduos ou famílias.

Já com uma economia cada vez mais cartelizada sob o comando do estado, o controle efetivo da economia depende de negociações com apenas um punhado de megaempresários. Por isso, social-democratas adoram uma economia formada por grandes empresas, sendo seus maiores fomentadores.

Um dos maiores mitos — para não dizer "a maior falácia" — do debate econômico é a ideia de que, se o governo for eliminado ou for substantivamente reduzido, as grandes empresas "tomariam o controle" e "governariam o mundo". A realidade é exatamente oposta: sem um governo para fornecer proteções e privilégios às grandes empresas, estas simplesmente não existiriam. Existindo, seriam poucas.

Conclusão

Uma economia repleta de grandes empresas que dominam vários setores da economia é um arranjo 100% criado pelo governo. Sem todos os direitos especiais, subsídios, protecionismos e privilégios concedidos pelo governo a grandes empresas amigas do regime, pequenas empresas teriam muito mais liberdade e facilidade para surgir e entrar em qualquer mercado.

Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, alimentício, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.). Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

O livre mercado não apenas não é pró-grandes empresas, como, ao contrário, é a maior — e única — ameaça à proliferação e manutenção de grandes empresas.

Por si só, não há nada de errado com grandes empresas. O problema é que, no arranjo econômico atual, as grandes empresas são produto direto de subsídios, protecionismos e vários outros benefícios criados pelo governo, inclusive impostos e regulamentações (que facilitam o domínio dos grandes ao punir os pequenos).

Empresas grandes e já estabelecidas têm mais capacidade e mais recursos para atender regulações minuciosas e onerosas. Empresas pequenas, que querem entrar naquele mercado mas que ainda não possuem muitos recursos financeiros, não têm essa capacidade. 

Empresas grandes podem contratar lobistas (ou podem simplesmente subornar políticos) para elaborar padrões de regulação que elas já atendem ou que podem facilmente atender, mas que são impossíveis de serem atendidos por empresas pequenas e recém-criadas. 

Empresas grandes podem subornar fiscais e burocratas. Empresas pequenas não têm essa capacidade financeira.

Empresas grandes têm acesso fácil a subsídios e a empréstimos subsidiados com o dinheiro de impostos. E não apenas porque têm mais capacidade de quitar esses empréstimos, como também porque o benefício auferido por elas é mais facilmente perceptível aos olhos da população, o que pode se traduzir em maior popularidade para os governantes.

Por fim, regulações fazem com que o estado, por meio de suas licenças, conceda respeitabilidade a empresas escroques e impeça que empreendedores sérios e genuinamente competentes possam servir livremente os consumidores. Regulações impedem a formação de uma genuinamente boa reputação comercial, aquela que só se consegue por meio das preferências voluntariamente demonstrada por consumidores no livre mercado. 

Regulações, em suma, são a mais insidiosa maneira de se abolir a livre iniciativa, de garantir uma iniciativa privada ineficiente, de impedir a proliferação de pequenas empresas, e de inundar o mercado com empresas grandes, ineficientes e insensíveis às demandas dos consumidores.

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Leituras complementares:

Por que o BNDES deve ser abolido

A "Carne Fraca" pergunta: quem regula os reguladores?

Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

O estado agigantado gerou o estado oculto, que é quem realmente governa o país

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Juan Ramón Rallo, diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.

Leandro Roque, o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

Joel Pinheiro da Fonseca, mestre em filosofia pela USP e economista pelo Insper.


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Diversos Autores

  • Carlos Neto  20/03/2017 16:31
    Excelente! A analise tributaria resume muito bem a Banania!
  • O Inquisitor  20/03/2017 16:52
    Num livre mercado genuíno, como uma empresa iria concorrer com a Google, Apple ou Facebook?
  • Ex-microempresario  20/03/2017 17:12
    Do mesmo jeito que o Facebook concorreu com o Orkut, o Google concorreu com o Yahoo e a Apple concorreu com a IBM.
  • Realista  20/03/2017 17:15
    A pergunta é séria? Não pode ser. Há mais de uma dúzia de concorrentes do Google, por exemplo. Por que você não os usa? Bing, DuckDuckGo, Blippex, Wolfram Alpha, Blekko, Naver, Yandex, Pipl, Baidu, Yacy e StartPage estão aí, [link=g1.globo.com/mundo/noticia/2013/07/google-conheca-as-alternativas-ao-gigante-das-buscas.html]implorando para você utilizá-los.

    Por que você não os utiliza? Simples: porque você reconhece que os serviços fornecidos pelo Google são os melhores. Consequentemente, você voluntariamente privilegia o Google em detrimento dos outros. Você não quer abrir mão da qualidade e da praticidade do Google, né? E ainda o critica justamente por lhe fornecer todas essas comodidades.

    Eis os concorrentes da Apple: Google, Samsung, Sony, Motorola, Lenovo, Nokia, Microsoft, IBM, Dell e Adobe.

    Facebook? Snapchat, Instagram, Google, Twitter, Kik, Yahoo, Microsoft e AOL.


    Todos estão aí, implorando para você usá-los. Mas você não abre mão de nenhum dos três que você citou. Compreensivelmente, aliás. Você gosta de qualidade.
  • Rodrigo  20/03/2017 17:17
    Vejamos só por alto e de cabeça:

    Apple: Samsumg, Dell, HP

    Facebook: Pinterest, Orkut, Myspace

    Google: Yahoo, sua pesquisa, e tem um chines famoso.

    Mas essa não é a questão. Num mercado livre essas empresas até podem manter o monopólio, mas o farão oferecendo serviços de qualidade com preços baixos. O que no fim beneficia o consumidor. Se a entrada no mercado é livre, não há o que se falar em monopólio, apenas em dominância, temporária do mercado.
  • O Inquisitor  20/03/2017 17:34
    Eu sei que um "monopólio" onde a empresa fornece produtos de qualidade para o consumidor final não é um problema, mas me refiro à afirmação: "sem um governo para fornecer proteções e privilégios às grandes empresas, estas simplesmente não existiriam. Existindo, seriam poucas.".

    Num livre mercado REALMENTE não existiria uma Google ou uma Apple? O Valor de mercado delas é maior que muito PIB por aí, e ainda assim elas não se "afogaram" em burocracia.
  • Rodrigo  20/03/2017 17:48
    Para começar, monopólio significa, por definição, restrição à liberdade de entrada. E a única entidade com poderes para restringir a liberdade de entrada é o governo.

    Logo, a pergunta é: o governo impede a entrada de concorrentes em alguma dessas áreas?

    Sobre a Apple, posso falar que ela se beneficia fortemente das leis de patente e propriedade intelectual, que nada mais são do que monopólios intelectuais impingidos pelo governo. Isso funciona como uma pequena reserva de mercado. Não sei como é para a Google.
  • Andr%C3%83%C2%A9  20/03/2017 21:06
    Poderia existir uma google ou apple sim no livre mercado, mas veja bem, existe uma diferença entre você ter um monopólio protegido que um concorrente tem barreiras para entrar, e uma empresa com uma dominância temporária de mercado.

    Empresas com monopólio protegido tem liberdade para praticar serviços ruins e cobrar preços maiores, pois o consumidor não tem alternativa. Exemplo: imagine que em um país chamado Bananil só tem quatro operadoras de celular chamadas de A, B, C e D. Todas as quatro praticam preços bem parecidos e tem serviços mediocres. E ai? Qual você prefere? Quer serviço bom por preço baixo? Ah, que pena, só tem essas 4 opções para você. Pode escolher.

    Já em outro país chamado Desenvolvidolândia, sem protecionismo do setor telefônico, você pode escolher entre 15 operadoras de diferentes países, cada uma com preços e níveis de qualidade diferenciados, ah, tem um porém, a operadora A tem 70% do mercado. Opa, mas isso dai não é ruim?! Não, porque veja bem, se a operadora A tem a maior fatia de um mercado livre, é porque a população reconhece que seus produtos são de qualidade em comparação a todas as outras. Logo A só poderia se manter a frente caso continuasse a oferecer os melhores serviços para a população, se ela para de investir em pesquisa ou infraestrutura para manter os serviços, a qualidade percebida cai e os concorrentes simplesmente vão para B, C, etc....

    Percebe a diferença? Pode existir uma google num livre mercado, mas e dai que exista? Se existe, é porque as pessoas reconhecem que os serviços dela batem de longe todas as outras em termos de qualidade e isso é bom para o consumidor. Mas ela deve sempre estar melhorando, pois seus concorrentes podem, um dia, se tornar melhores que ela.
  • 4lex5andro  22/03/2017 13:27
    Porém, esse país chamado Desenvolvilandia só continuaria assim até seu Banco Nacional de Desenvolvimento e seu Conselho Administrativo de Defesa Econômica resolverem promover a operadora A como escolhida em sua política de "vencedores" e financiar que A adquira a juros camaradas as operadoras concorrentes.
  • lorivaldo  20/05/2017 14:22
    Colaborando com os amigos: No setor de games, até meados da década de 90, quem dominava o mercado era a dupla Sega-Nintendo. Com a entrada da Sony (Playstation) e Microsoft (Xbox), o panorama mudou.
  • Felipe Longhi   20/03/2017 17:01
    Concordo com a linha de raciocínio do artigo, porém creio que o governo é tão incompetente não teria capacidade para planejar tudo isso. O que quero dizer é que se hoje as coisas estão orquestradas desta forma, é digamos um mero acaso, ou seja, isso simplesmente aconteceu e não foi planejado. Lógico que aconteceu porque pouco a pouco foram implementadas ações que visavam um pouco deste "todo".

    De qualquer forma isso não faz diferença, mas só queria expor minha opinião de que este "arranjo" não foi um dia, lá atras planejado, mas sim ocorreu de forma natural.
  • Rodrigo  20/03/2017 17:06
    Entendo seu ponto de vista. Mas, antes de tudo, governos são formados por indivíduos. Não é porque o governo como um todo não funciona que os indivíduos seguirão a mesma lógica. O comportamento individual é desregulado e é ele que controla tudo isso. Então é fácil driblar esses sistemas quando se está no poder.

    Artigo exatamente sobre isso:

    O estado agigantado gerou o estado oculto, que é quem realmente governa o país
  • André Simon   20/03/2017 17:02
    Excelente, só faltou citar o oligopólio do transporte terrestre. O primeiro que a social-democracia ataca, infernizando a vida do trânsito para forçar o uso dos ônibus. Ficam indiferentes ao uso de motos por exemplo, pois quanto mais perigoso esse veículo melhor. Nunca fazem nenhum tipo de engenharia de trânsito pra transformar em seguro o uso de motos pois isso é ameaça ao oligopólio que gera impostos a cada locomoção das pessoas !
  • Alexandre  20/03/2017 17:03
    Há um piso -- ou uma barreira -- financeiro-burocrático pra se empreender no Brasil. Só os pequenos que operam em um mercado livre, sem privilégios e proteções, que o sentem.
  • Max William  20/03/2017 17:12
    Muita regulamentação com corrupção mostrou que é muito ruim. Mas sem regulamentação as empresas continuariam fazendo este mesmo problema com a carne e como poderia vender mais barato forçaria todas a fazerem o mesmo esquema para competir. A Regulamentação tem que ser justa e igual para todas. Ninguem venderia carne estragada se não desse mais lucro. A carne estragada nada mais é que a carne que seria jogada fora(Prejuízo). Mas que disfarçada continua a dar lucro.
  • Auxiliar  20/03/2017 17:26
    Errado, meu caro.

    Para começar, ninguém defende a ausência de regulação. Nunca haverá uma escolha entre regulação e ausência de regulação. O real debate é: quem fará a regulação? Você prefere uma regulação feita por políticos e burocratas, ou uma regulação feita pelas forças do mercado?

    Caso houvesse uma regulação genuinamente concorrencial, na qual certificadoras privadas — concorrendo entre si e batalhando por sua reputação — fossem as responsáveis por inspecionar a qualidade das carnes, alguém consegue imaginar o que ocorreria com uma certificadora que fosse flagrada em suborno? Quais as chances de ela estar operando hoje no mercado? Qual empresa séria iria querer ostentar seu selo?

    E, caso você pense que isso é utopia, saiba que tal arranjo já existe. Ele está ao seu lado agora, neste momento. Pegue algum produto elétrico ou algum eletrodoméstico em sua casa e você encontrará um selo ou da UL (Underwriters Laboratories) ou da CSA, ou da ETL.

    A UL, a mais famosa delas, é uma certificadora privada e independente fundada em 1894, e que certifica cerca de 20.000 produtos diferentes — eles emitem 20 bilhões de selos por ano.

    Além destas, temos também o IVC brasileiro, o Conar, a Lloyd Register, o ABS (American Bureau of Shipping), o Bureau Veritas, o Det Norske Veritas, a S.A.E. (Society of Automotive Enginners) e várias outras.

    Essas são apenas as que eu lembrei de cabeça.

    Ou seja, o modelo para o qual você pede explicações (pois acha que ele é impossível) já existe no mundo real.

    Assim como o de suas concorrentes, estes selos privados têm credibilidade, pois competem no mercado e dependem de sua reputação para sobreviver. Uma vida perdida por conta de um produto mal-testado pode significar sua falência.

    Já o "selo do rei" não tem credibilidade, pois não compete no mercado. Mas tem monopólio e, por isso, sua baixa reputação não o faz perder clientes.

    No caso do Ministério da Agricultura, como se trata de um órgão estatal e monopolista, não apenas ele continuará firme no mercado, distribuindo atestados de qualidade por aí a fora, como também tornará mais difícil a vida de empreendedores honestos. Afinal, por que continuar confiando em um órgão estatal monopolista que distribui selos igualmente para honestos e para escroques, sem seguir nenhum critério de mercado e, exatamente por isto, sem se preocupar com as consequências de suas atitudes?

    Um órgão estatal monopolista não opera seguindo o mecanismo de lucros e prejuízos que apenas o mercado impõe, o que significa que ele não possui nenhum incentivo para ser criterioso. Errando ou acertando, sua reserva de mercado continuará intacta, assim como o polpudo salário de seus burocratas. Quem ostenta o selo do Ministério da Agricultura não traz consigo garantia alguma de ser idôneo. E um selo concedido a vigaristas não gera nenhuma punição para o órgão estatal.

    O objetivo do Ministério da Agricultura, bem como o de qualquer agência reguladora, sempre foi um só: proteger os poderosos e já estabelecidos, dificultando o empreendedorismo dos menos financeiramente capacitados. Esta notícia da carne foi apenas mais um exemplo prático do inexaurível conluio entre a burocracia estatal e os grandes interesses econômicos com o intuito de garantir fatias de mercado para alguns poucos privilegiados.

    Para quem discorda e sinceramente crê na benevolência estatal, fica a pergunta: se o estado está realmente interessado no bem-estar da população, então por que ele não permite a proliferação de certificadoras privadas concorrendo livremente no mercado? A oferta de serviços seria abundante, mais barata e mais rápida. Uma quantidade muito maior de produtos seria certificada.

    Por que monopolizar e restringir este mercado essencial? Pior ainda: por que restringi-lo apenas à supervisão de burocratas estatais, justamente as pessoas menos sensíveis às consequências de maus resultados?

    Apenas imagine se fosse uma certificadora privada que houvesse feito essa lambança. O que aconteceria com ela? Haveria conserto para a sua reputação? Haveria apenas falência e cadeia. Uma certificadora privada que participasse deste conluio seria imediatamente denunciada por suas concorrentes, que estariam ávidas por sua quebra para então assumir sua fatia de mercado.

    Artigo inteiro sobre isso, publicado ainda ontem:

    A "Carne Fraca" pergunta: quem regula os reguladores?
  • William  20/03/2017 19:13
    Regulação e certificacao privadas são ainda mais fáceis de serem subornadas...
  • Jefferson  20/03/2017 20:07

    É? E aí o que acontece com a empresa que der seu certificado para um produto porcaria?

    Se for uma certificadora estatal, não apenas não acontece nada, como o governo ainda aumenta os repasses orçamentários para esse órgão, e ainda abre mais concursos públicos.

    E se for uma certificadora privada? Sua reputação aumenta? Suas receitas aumentam? Seus futuros contratos disparam?

    Pela sua lógica, a UL e a Lloyd são mais facilmente corruptíveis que o Ministério da Agricultura e o Inmetro (que, recentemente, deu seu selo de qualidade para bombas de gasolina que vendiam ar ...)

    É cada gênio da lógica que despenca por aqui.
  • 4lex5andro  22/03/2017 13:40
    Certificadoras privadas teriam maior chance de serem corrompidas do que as estatais ?

    "(.... )e o encerramento das atividades de algumas empresas, como a Arthur Andersen - no midiático escândalo da Enron em 2001, onde foi acusada de complacência com as fraudes realizadas nessa empresa, sendo inocentada pela Suprema Corte dos Estados Unidos(....)"

    "Quase metade dos investidores de empresas dizem que chegariam a deixar de investir, ou ao menos repensar o investimento em uma empresa, caso ela contratasse auditoria de uma firma não pertencente ao Big Four."

    Pode ser, no caso de ambos os lados quiserem perder valor de mercado, ou rasgar dinheiro.

  • Ex-microempresario  20/06/2017 17:33
    Errado. Convivi com isso por vinte anos como empresário e dirigente de entidade de classe.

    Funcionário privado é fiscalizado e pode perder o emprego facilmente.

    Funcionário público faz o que quer, não é fiscalizado e não pode perder o emprego.

    Conclusão: subornar funcionário privado é difícil e caro. Subornar funcionário público é fácil e barato. Aliás, a maioria toma a iniciativa e já diz o preço da "facilidade" no início da conversa.
  • Tiago Moraes  20/03/2017 17:16
    O texto deixou de mencionar um aspecto fundamental do caso. O governo federal, através de fundos de pensão , da Caixa Econômica Federal e do BNDES participações, tem participação no controle acionário da JBS Friboi (26% do capital controlador) e da BRF Foods (23% do capital controlador). Logo, o governo federal, além do caráter regulador, também pode influir sobre decisões operacionais e corporativas das duas empresas.
  • anônimo  20/03/2017 17:22
    Como hoppe sempre fala: ''o rico é rico por um motivo... ''. É uma grande ilusão achar que um sistema feito para beneficiar as massas as custas aristocracia (democracia) não seria pervertido pela própria elite intelectual.
    Esses empresários são as pessoas mais inteligentes da sociedade, são as pessoas com maior QI, eles se utilizam da ignorância e ''ganância burra''(como diria bastiat) da população que pede para o Estado apontar armas para essas empresas para garantir o ''bem comum'', eles simplesmente viram essa arma para seus concorrentes o que cria seus privilégios.
  • Hans  20/03/2017 17:31
    Você está correto. E a grande prova disso é a dissonância cognitiva da população em relação à FIESP e ao livre comércio: ao mesmo tempo em que a população diz odiar a FIESP, ela defende as próprias tarifas de importações que servem para proteger a FIESP e para proibir a liberdade de escolha do povo.

    Outro exemplo: reclamam dos altíssimos preços dos carros nacionais, mas são contra a abolição das tarifas de importação para carros estrangeiros, pois isso "acabaria com empregos nas montadoras".

    Condenam os grandes empresários, mas defendem exatamente aquela política que faz deles os maiores beneficiados.

    Há também aquele exemplo clássico: odeiam políticos, mas querem que as principais empresas do país fiquem sob o comando deles.
  • Taxidermista  20/03/2017 18:43
    Ou ainda: odeiam políticos, mas pedem tudo para o estado (controlado primariamente por políticos): auxílio-doença, seguro-desemprego, aposentadoria, saúde, educação, habitação, empréstimo para fazer faculdade, subsídios, proteção contra produtos estrangeiros, bolsa-família, bolsa-travesti, cotas, habitação, etc. etc.

    Reclamam que "político é tudo corrupto" mas imploram de joelhos para que esses mesmos políticos sejam os controladores do dinheiro de todo mundo que produz na sociedade.
  • André  20/03/2017 17:49
    A esmagadora maioria das grandes empresas no Brasil está tão acostumada a privilégios e protecionismos que, se encararem de frente uma verdadeira concorrência, quebram em um ano.

    Como se dizia "antigamente": Quem não tem competência não se estabelece.
  • José Ricardo das C.Monteiro  20/03/2017 18:00
    Está mais do que na hora para fazermos a experiência com (ou dos) metacapitalistas, ou seja, dar um fim às regulamentações estatais, e deixar que os metacapitalistas exerçam seus sonhados monopólios, lá se vão mais uns dois séculos de novas para um acerto. Bem, como diz, Theodore Darymple: essa é a vida, dois passos à frente, um passo a trás - ou é ao contrário?
  • Guilherme  20/03/2017 18:08
    Impossível. A esquerda, a maior defensora dos metacapitalistas e das proteções ao grande empresariado, não deixa. Enquanto houver esquerda não haverá livre mercado.
  • José  20/03/2017 20:23
    Em um mercado totalmente livre e desregulamentado, como as inovações tecnológicas se seriam protegidas?
  • Guimarães  20/03/2017 20:33
    Protegidas de quê?!
  • Taxidermista  20/03/2017 20:58
    Você deve estar se referindo à "propriedade intelectual".

    Pois saiba: a tal "propriedade intelectual" vai de encontro à propriedade privada:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=17


    www.mises.org.br/Product.aspx?id=29
  • Magno  20/03/2017 21:03
    Esse seu cenário já ocorre: veja a indústria da moda.

    Lá as cópias correm soltas e a indústria está cada vez mais forte. A cada ano surgem novas grifes e consumo de roupas de uma marca específica só aumenta (exceto em épocas de crise econômica, obviamente).

    Não podemos também nos esquecer da indústria de cosméticos e de perfumes. Estas também só se expandem. Embora as cópias existam em profusão, os investimentos em linhas caras de perfumes só aumentam.

    Vale repetir: no ramo da moda, as cópias ocorrem da noite pro dia, e no entanto trata-se de uma das indústrias mais lucrativas do mundo. Não há absolutamente nenhum tipo de direito autoral ou de patente. Mais ainda: você pode comprar cópias de roupas e bolsas de enorme qualidade, e ainda assim as marcas originais continuam ganhando fábulas de dinheiro.

    E os grandes nomes da sua indústria são podres de rico. E todas as suas obras são copiadas livremente. Não há absolutamente nenhum tipo de propriedade intelectual, os produtos piratas e baratos abundam, e mesmo assim os lucros das grandes seguem intactos.
  • Andr%C3%83%C2%A9  20/03/2017 21:26
    Eu penso da seguinte forma: Ao invés de você pagar advogados para processar pessoas, você paga designers e marqueteiros para se manter a frente da concorrência e estabelecer uma marca.
  • Skeptic  20/03/2017 21:03
    Esse tal de Diversos Autores escreve muito para o IMB.
  • João Kugler  22/03/2017 11:05
    Kkk, entendo que foi ironia, mas caso não tenha sido mais embaixo do artigo tem os nomes dos autores
  • Skeptic  22/03/2017 20:20
    Quando eu li, não tinham colocado ainda. Valeu.
  • Minha arma, Minha vida  20/03/2017 21:49
    A economia do Brasil é como um filho com uma doença degenerativa.

    As pessoas sabem que ela vai morrer, mas elas não podem abandoná-la.

    Isso não tem cura !

    O governo é professor de corrupção. A cultura do crime já foi instaurada. A cultura da expropriação e do confisco já foi implantada.

    Esse país parece um monte de escravos que se entregaram à escravidão do governo. O país parece uma senzala com escravos tomando chibatadas dos políticos, e não fazem nada para enfrentar os marginais.

    O povo se entregou à escravidão do governo, dos políticos e dos alunos criminosos do governo.
  • Insurreição  21/03/2017 02:22
    A solução é todo mundo ir embora do Bostil.
  • Taxidermista  20/03/2017 23:03
    Off: esse aqui do Gordon é bacana de publicar por aqui:

    mises.org/blog/how-ray-kroc-mcdonalds-built-entrepreneurial-empire
  • Anonimo  21/03/2017 01:27
    Off Topic:
    Alguém já chegou a ler a critica que Nicolai Bukharin fez a Bohm Bawerk? Eu só consegui achar respostas austriacas bem curtas ou indiretas a ela. Essa critica é usada por comunistas até hoje pra supostamente refutar o valor subjetivo. Gostaria de alguma opinião sobre ela.
  • anônimo  21/03/2017 03:21
    O metacapitalismo deve ser destruído!
  • Carlos Lima  21/03/2017 05:13
    Gostaria de saber quais foram os autores deste artigo. É possível?
  • Júnior Leite  21/03/2017 10:41
    Muito boa matéria, sou muito simpático a teoria do livre mercado sem agencias reguladoras e com estado mínimo. Mas, preciso de exemplos práticos onde essas teorias funcionam de fato
  • anônimo  21/03/2017 11:38
    Suíça, Nova Zelândia, Liechtenstein, Hong Kong, sem contar mini-estados como Mônaco, Andorra, San Marino etc.
  • saoPaulo  21/03/2017 14:17
    E nós precisamos de exemplos práticos onde a teoria do Welfare State funciona de fato...
  • Felipe TCB  21/03/2017 16:32
    Boa Tarde.

    A pouco tempo comecei a ter contato com a Escola Austriaca de Economia, pois comecei a operar em bolsa e resolvi expandir meus conhecimentos. Tenho uma dúvida: não foram mercados pouco regulados que permitirão o surgimento de grandes monopólios como os de Rockefeller, Carnegie e Vanderbilts nos EUA? Um mercado totalmente livre não resultaria em empresas deste nível? Ainda mais no Brasil com sua acentuada desigualdade.
  • Guilherme  21/03/2017 17:05
    Exatamente o contrário. Não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. E isso não é teoria, é empiria pura. Pode conferir os principais exemplos práticos nos dois artigos abaixo -- inclusive Rockefeller e Vanderbilt, que, sozinhos, derrubaram incrivelmente os preços de seus próprios produtos e aumentaram a qualidade (também quero ser vítima de um "monopólio assim")

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    O mito do monopólio natural
  • Felipe TCB  22/03/2017 20:27
    Obrigado pela resposta.

    Vou ler os artigos.
  • Felipe Lange Souza Borges dos Santos  21/03/2017 17:01
    Eu que não sou da área de informática, fico estupefato do quão dinâmico e concorrencial que é o mercado de tecnologia da informação. Todo ano tem novidade. É claro que um ladrão sanguessuga de algum cargo estatal deve estar pensando nesse momento em como meter a mão.
  • Rafael Costa  21/03/2017 19:28
    Muito bom artigo, com argumentações muito boas e sólidas.

    Aproveitando o assunto: gostaria de saber, como desfaz as grandes corporações que continuam há muito tempo no mercado e acabam por por em cheque a idéia de que grandes empresas não se sustentam. Até mesmo as norte-americanas, onde a ideal de livre mercado impera vemos isso. A quase secular Boeing detém muito o mercado aeronáutico por muito tempo, a General Motors, a antiga Chrysler que agora é Fiat-Chrysler. Esta última demonstra de fato que a ideia de livre mercado onde grandes empresas morrem não funciona. Sem falar na Volkswagem que comprou a BMW. As grandes fusões que tornam cada vez maiores as empresas. A Basf que comprou a Monsanto.

    A pergunta é: como desfazer? E porque elas prosperam?
  • Thomas  21/03/2017 20:42
    "A quase secular Boeing detém muito o mercado aeronáutico por muito tempo"

    Sim, pois é subsidiada pelo Eximbank, um banco estatal cuja função é conceder empréstimos para quem for importar produtos americanos (na prática, o banco serve para garantir as exportações da Boeing).

    O governo americano, com o dinheiro de impostos, garante a reserva de mercado da Boeing.

    "a General Motors"

    Socorrida pelo governo americano em 2008-2009. Não fosse isso, já estaria quebrada, pois o consumidor americano deixou claro que não mais queria comprar seus produtos.

    "a antiga Chrysler que agora é Fiat-Chrysler. Esta última demonstra de fato que a ideia de livre mercado onde grandes empresas morrem não funciona."

    Oi?! Você próprio acabou de dar um exemplo de uma empresa falida (Chrysler) que só segue existindo porque foi comprada por outra (Fiat) que recebe grandes subsídios do governo italiano.

    Isso é livre mercado onde?

    "Sem falar na Volkswagem que comprou a BMW. As grandes fusões que tornam cada vez maiores as empresas."

    Fusão de empresas é perfeitamente normal. Empresas em dificuldades são compradas por empresas melhores e mais bem capitalizadas. Não há nada de errado nem de anti-mercado nisso. O problema, aí sim, é quando a fusão é bancada com dinheiro de impostos, como faz o BNDES.

    "Até mesmo as norte-americanas, onde a ideal de livre mercado impera vemos isso."

    Isso foi zoeira, né?
  • Rafael Costa  21/03/2017 23:09
    Caro Thomas, agradeco pelos seus comentarios!
    Muito pertinentes suas observacoes.
    Acrescento, porem, que ainda nao vejo um horizonte viavel de como podemos resolver, ou pelo menos, pulverizar estas gigantescas empresas. Principalmente, depois da crise de 2008, que o governo dos EUA teve que salvar com toneladas de dinheiro o setor financeiro (Bank of America e JP Morgan), e agora ficou refem deles proprios.

    Abs
  • Andre Cavalcante  19/05/2017 19:42
    Olá

    "porem, que ainda nao vejo um horizonte viavel de como podemos resolver, ou pelo menos, pulverizar estas gigantescas empresas. "

    Você mesmo deu a solução:

    "depois da crise de 2008, que o governo dos EUA teve que salvar com toneladas de dinheiro o setor financeiro (Bank of America e JP Morgan),"

    Então, é só não socorrer ninguém que o grande cai sob seu próprio peso.

    Mais atenção na próxima...
  • Pobre Paulista  19/05/2017 16:13
    Parabéns Leandro, ficou muito bem na foto :-D
  • Felipe Lange S. B. S.  19/05/2017 16:39
    "A Nissan anuncia as versões e preços do Kicks nacional, fabricado em Resende, RJ, que substitui o modelo importado do México. Agora são três opções: S com transmissão manual, ao preço de R$ 70.500; SV com a automática de variação contínua (CVT), por valor não informado; e SL CVT, a R$ 94.900. No modelo mexicano as versões eram SV Limited (R$ 84.900) e SL (R$ 90 mil), ambas com CVT."

    O Kicks foi nacionalizado.

    Lembrei daquele seu comentário sobre, Leandro, de quando você falou que não é surpresa do carro depois de ser nacionalizado ficar mais caro que quando era importado (eu cheguei a procurá-lo e não encontrei). Vale lembrar que antes o carro chegava por cotas de importação, diminuindo a oferta. Teoricamente, a nacionalização aumentaria a oferta e diminuiria o preço? Como você explicaria?
  • Bruno Feliciano  19/05/2017 16:44
    Pessoal, como ser contra o aborto e ser a favor do comercio de bebês?

    Porque assim, o conflito do direito de propriedade é igual nos dois casos. Pensa bem...


    E sobre clonar seres humanos? Há alguma infração em liberdade ou propriedade?



    Abraços
  • Carlos Guilherme  19/05/2017 17:18
    Ótimo texto, mas faço uma observação...

    Sem Agências Reguladoras, em que pese os problemas já citados em relação a ela neste mesmo artigo, teremos "espertinhos" vendendo refrigerantes com cocaína na fórmula, como método de alavancar as vendas.

    Acho importante sim defender um mercado mais aberto e menos protetivo. Mas vamos com calma... não esqueça que no caso da "carne brasileira", quem denunciou a própria gestão da agência reguladora que ele trabalhava como corrupta, foi um dos próprios funcionários dela.

  • Thomas  19/05/2017 17:48
    "Sem Agências Reguladoras, em que pese os problemas já citados em relação a ela neste mesmo artigo, teremos "espertinhos" vendendo refrigerantes com cocaína na fórmula, como método de alavancar as vendas."

    Putz, é sério isso?

    Pra começar, se você fizesse isso com o seu refrigerante, eu, que sou seu concorrente, simplesmente iria denunciá-lo, tomar todo o seu mercado consumidor e, com isso, levar você à falência.

    Hoje, na era das redes sociais, um simples boato de que você faz isso com o seu refrigerante já seria o suficiente para levar você à bancarrota. Apenas ignaros fariam isso.

    Outra coisa: o que exatamente uma empresa ganha matando todos os seus clientes de overdose? Se você mata todos os seus clientes, você simplesmente não aufere mais lucro nenhum.

    A mentalidade anti-capitalista do brasileiro é tão acentuada, que ele sai fazendo ilações completamente desprovidas de sentido. Apenas quem odeia dinheiro teria a ideia de sair matando todo o seu mercado consumidor.

    "não esqueça que no caso da "carne brasileira", quem denunciou a própria gestão da agência reguladora que ele trabalhava como corrupta, foi um dos próprios funcionários dela."

    História incompleta. Quem denunciou todo o esquema foi um insider do Ministério da Agricultura, um lobo solitário. O sujeito estava incomodado com aquilo tudo que estava acontecendo e resolveu avisar sua chefe (sem saber que ela própria era a líder do esquema). A chefe o rebaixou, ele ficou puto, e aí resolveu acionar a PF e o MP.

    Aí a PF e o MP começaram toda a burocracia -- instalando escutas telefônicas e tudo -- e só depois de 4 anos (!!!) é que descobriram algo.

    Ou seja, quem denunciou tudo foi um "lobo solitário", um sujeito que foi rebaixado da hierarquia estatal por não concordar com o que se passava.

    Foi então, só então, que ele resolveu denunciar.

    Aliás, é sempre assim. É sempre alguém que está dentro do esquema que resolve delatar. Todos os grandes casos de corrupção são descobertos apenas porque um insider resolveu contar tudo.

    Ao contrário do que os defensores do estado tentaram desesperadamente ressaltar, não foi nem a PF e nem o Ministério Público (estes dois órgãos sacrossantos) que descobriram o esquema. Reagiram com 4 anos de atraso.
  • Carlos Guilherme  19/05/2017 20:09
    Vamos lá...

    Primeiro, capitalismo não é anarquia (apesar de haver aqueles que digam o contrário). Então, por não ser anarquista, não sou anti-capitalista. Você está tentando monopolizar um conceito criando excludentes subjetivas que são íntimas a sua ideologia.

    Segundo... as empresas investigadas por venderem carne em condições insalubres não foram descobertas por nenhuma rede social, como você dá a entender de que qualquer falha moral e material do produto a nível global em uma empresa ou corporação possa ser facilmente descoberto por "redes sociais".

    A nível local é possível identificar falhas de conteúdo camufladas em um produto, agora, tentar transcender isso para uma multinacional que escoa produtos para o mercado global é uma "sandice". Para não dizer ingenuidade.

    E terceiro, em que pese as evidentes falhas de nossas Agências Reguladores, para não dizer até certo ponto ineficácia, garante-se um controle mínimo, apesar de falho, da qualidade dos alimentos.

    Do mesmo modo que tenho o feliz (infeliz talvez) hábito de mandar colegas socialistas irem morar em Cuba ou na Coreia do Norte, convido você a formar um país em alguma ilha do pacífico em águas internacionais em que seja possível vender o que quer, como e do modo que quer a quem querer comprar.

    Abraços,
  • Pobre Paulista  19/05/2017 20:32
    Sem regulamentações, iria chover enxofre, e as macieiras dariam pedras no lugar de maçãs.
  • Bode  19/05/2017 18:13
    Mercado perfeito é utopia. Sempre existirão imperfeições nos mercados, mas existe uma tendência assíntota à linha da normalidade, desde que não haja interferência estatal.
  • anônimo  19/05/2017 19:19
    "empreendedores ávidos por estes altos lucros irão adentrar este mercado para roubar "

    Como sempre estes empresários querendo roubar - poderia dizer algum socialista desavisado. Achei a expressão ruim, apesar de que nós sabemos que não é roubar no sentido criminoso da palavra.
  • Ex-microempresario  19/05/2017 22:51
    Coisas que a gente aprende lendo os comentários deste site:

    Existem três tipos de pessoa no planeta: Os empresários, que são cruéis, mesquinhos, gananciosos, só pensam em lucro e são desprovidos de qualquer senso de moral e decência; Os trabalhadores, que são honestos, humildes, dedicados, mas são completamente incapazes de saber o que é melhor para eles mesmos; e os Funcionários do Governo, que são infinitamente inteligentes, têm o dom da presciência, são honestos e incorruptíveis, não tem interesses pessoais e dedicam sua vida a proteger o segundo grupo de ser assado como churrasco pelo primeiro.

    Um adendo: a mudança de uma função para outra transforma imediatamente a pessoa em um membro do novo grupo com todas as características inerentes a este. Então, se vc mostrar que existem muitos empresários (por definição, maus, cruéis, blá blá blá) dentro do Governo, isso é irrelevante: o Governo só faz o bem, sempre acerta e sempre sabe o que é melhor e mais justo para todos - absolutamente todos.
  • Thomas  19/05/2017 23:38
    Boa! Inclusive, esse ponto foi abordado neste artigo:

    De acordo com os progressistas, "ganância" é algo que existe apenas no setor privado, e que, por isso, deve ser combatido pelo setor público. A ideia é a de que, de alguma maneira, quando políticos e funcionários públicos entram em cena e intervêm no setor privado, a ganância é abolida.

    Gostaria muito de saber exatamente em que ponto o interesse próprio de um político ou de um funcionário público se evapora e sua compaixão altruísta entra em cena e assume completamente o controle do indivíduo.

    Por exemplo, no caso de um político, tal mudança de personalidade ocorre na noite da eleição, no dia em que ele assume o cargo, ou após ele já conhecer os detalhes das engrenagens do poder? Quando ele se dá conta do poder que realmente tem, ele se torna mais propenso ou menos propenso a querer se locupletar com o dinheiro alheio?

    E no caso de um funcionário público, ele pára de pensar em si próprio e se torna um inflexível altruísta no momento em que é aprovado em um concurso ou apenas no momento em que é efetivado? Suas rotineiras greves por aumentos salariais não podem ser classificadas como ganância? Seus frequentes conchavos com grandes empresários representam um altruísmo em prol do povo?

    A realidade é que não há absolutamente nada na estrutura de um governo que torne seus membros menos "gananciosos" do que o cidadão comum ou um empreendedor qualquer. Ao contrário, aliás: conceder poder político a um indivíduo dotado naturalmente de interesse próprio é uma receita garantida para amplificar o estrago que a ganância pode fazer.
  • Ricardo  20/05/2017 20:07
    Para dar suporte a ideia desse artigo, os mercados mais liberais deveriam possuir mais concorrência, correto? Me parede que isso não acontece, por exemplo nos EUA, a tendência parece ser os maiores irem engolindo os menores. Confesso que estou especulando, não pesquisei pra afirmar isso sem dúvida, por isso, pergunto: É isso mesmo ou o contrário?? A segunda dúvida que tenho é sobre um efeito ruim que parece acompanhar o liberalismo: se não há regulamentação e a concorrência é ferrenha, necessitará sempre existir um lugar miserável no mundo para produzir com mão de obra de baixíssimo custo nossas roupas e outros artigos que ainda precisam do trabalho manual. Como é a visão de vocês com relação a isso? Não é necessária regulação dos estado para proteger essas pessoas? Acredito que todos pensem em viver num mundo onde não haja sofrimento e miséria e, portando, esses pontos seriam importantes. Agradeço, desde já, os esclarecimentos.
  • Edson  20/05/2017 22:16
    "os mercados mais liberais deveriam possuir mais concorrência, correto?"

    Correto.

    "Me parede que isso não acontece, por exemplo nos EUA, a tendência parece ser os maiores irem engolindo os menores."

    Você está dizendo que os EUA são exemplo de mercados liberais? Isso é típico de quem se informa via imprensa de esquerda.

    Há atualmente quinze gabinetes ministeriais federais, nove dos quais existem com o único propósito de interferir respectivamente na habitação, nos transportes, na saúde, na educação, na energia, na mineração, na agricultura, no trabalho e no comércio; e praticamente todos eles atualmente invadem desrespeitosamente um ou mais aspectos da liberdade econômica do indivíduo.

    Sob um capitalismo laissez faire, onze desses quinze gabinetes deixariam de existir e somente os ministérios da justiça, da defesa, do estado e do tesouro permaneceriam. E, ademais, dentro desses ministérios, reduções adicionais seriam feitas, tais como a abolição da Receita Federal, pertencente ao Ministério do Tesouro, e da Divisão Antitruste, pertencente ao Ministério da Justiça.

    A interferência econômica dos atuais ministérios é reforçada e amplificada pelas mais de cem comissões e agências federais, sendo as mais conhecidas delas, além da Receita Federal, do Fed e da FDIC [agência federal cuja função é garantir os depósitos feitos em bancos comerciais], o FBI, a CIA, a EPA [agência que regulamenta o meio ambiente], a FDA [agência de vigilância sanitária, equivalente à nossa Anvisa], a SEC [agência que regulamenta a bolsa de valores — equivalente à nossa CVM], a CFTC [agência reguladora que controla os mercados de futuros e de opções], a NLRB [agência que regulamenta os sindicatos], a FTC [agência que regulamenta o mercado, para "proteger o consumidor"], a FCC [agência que regulamenta a área de telecomunicações e radiodifusão], a FERC [agência que regulamenta a área de energia], a FEMA [agência direcionada para serviços de emergência. Teve "ótima" atuação após o furacão Katrina], a FAA [agência que regulamenta o tráfego aéreo], o CAA [decreto do "ar limpo"], a INS [serviço de imigração e naturalização], a OHSA [agência da segurança do trabalho], a CPSC [agência que protege contra riscos associados ao consumo], a NHTSA [agência que regulamenta a segurança das estradas], a EEOC [agência que promove a igualdade racial nos empregos], a BATF [agência que regulamenta álcool, tabaco, armas de fogo e explosivos], o DEA [agência anti-drogas], a NIH [agência responsável por pesquisas biomédicas], e a NASA.

    Sob um capitalismo laissez faire, todas essas agências seriam abolidas, com a possível exceção do FBI, que seria reduzido às suas legítimas funções de contra-espionagem e de combate a crimes contra a pessoa e a propriedade que ocorressem entre os estados.

    Para completar esse catálogo de interferência governamental e de atropelamento de qualquer vestígio de laissez faire, o Registro Federal, contém 73.000 (setenta e três mil) páginas de detalhadas regulamentações governamentais. Trata-se de um aumento de mais de 10.000 (dez mil) páginas desde 1978.

    Sob um capitalismo laissez faire não haveria Registro Federal. As atividades dos remanescentes ministérios e de suas subdivisões seriam controladas exclusivamente por legislações devidamente promulgadas, e não por regras criadas arbitrariamente por funcionários governamentais não eleitos.

    E, é claro, a tudo isso deve ser acrescentado o aparato maciço de leis, secretarias, agências e regulamentações em nível estadual e municipal. Sob um capitalismo laissez faire, a maioria desses aparatos seria completamente abolida, e os que restassem passariam pelo mesmo tipo de redução radical no tamanho e escopo por que passaram seus semelhantes em nível federal.

    Para um artigo bem-humorado sobre as regulações americanas, recomendo este:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=74

    De resto, dois exemplos de países de livre mercado, que aliás é onde estão as maiores rendas per capita do mundo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1804

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2059

    "Confesso que estou especulando, não pesquisei pra afirmar isso sem dúvida, por isso, pergunto: É isso mesmo ou o contrário??"

    É o contrário. E você está certo: não se deve fazer afirmações sem antes ter pesquisado.

    "A segunda dúvida que tenho é sobre um efeito ruim que parece acompanhar o liberalismo: se não há regulamentação e a concorrência é ferrenha, necessitará sempre existir um lugar miserável no mundo para produzir com mão de obra de baixíssimo custo nossas roupas e outros artigos que ainda precisam do trabalho manual. Como é a visão de vocês com relação a isso?"

    A visão é que seu raciocínio é completamente desprovido de lógica e de sentido.

    Aliás, você está em completa contradição com seu primeiro ponto. Primeiro você diz que os EUA são exemplo de mercado livre. E é lá onde estão os maiores salários do mundo. Em seguida, você diz que mercados livres geram salários baixos, o que contradiz totalmente sua primeira colocação.

    Sugestão.

    A "necessidade do trabalhador" e a "ganância do empregador" são irrelevantes em determinar salários
  • Ex-microempresario  21/05/2017 00:32
    Complementando um ponto:

    "A segunda dúvida que tenho é sobre um efeito ruim que parece acompanhar o liberalismo: se não há regulamentação e a concorrência é ferrenha, necessitará sempre existir um lugar miserável no mundo para produzir com mão de obra de baixíssimo custo nossas roupas e outros artigos que ainda precisam do trabalho manual. Como é a visão de vocês com relação a isso?"

    Não é "necessário". Existe, sempre existiu e sempre existirá a tendência de alguns produtores em procurar mão-de-obra mais barata em outro lugar, lembrando que o salário não é o único fator: lembre-se de produtividade, logística, infra-estrutura, etc. Não existe uma linha separando "lugar miserável" de "lugar não-miserável", há consumidores para todos os tipos de produtos.

    Existem carros fabricados na China e na Índia, que tem salários e custo de produção baixos, mas isso não impede muitas pessoas de comprarem Mercedes e BMW, que são fabricados com mão-de-obra alemã, provavelmente uma das mais caras do mundo.
  • ARNALDO MIGUEL MOURA  21/05/2017 12:30
    Excelente reportagem, muito bom o conteúdo, precisamos reduzir a burocracia para a sobrevivência das pequenas empresas que geram milhares de empregos.
  • Andrey delcidio  21/05/2017 23:49
    Concordo plenamente com o texto
    Enquanto isso, muitos trabalhadores por aí, trabalham 7 meses e tentam serem mandados embora pra poder ficar outros 5 fazendo bico e recebendo seguro desemprego, assim fica dificil mesmo esperar que algo saia daqui.
  • Romario rodrigues  25/05/2017 13:03
    ah sim, concordo
    Mas ainda existem exemplos de pessoas tentando inovar, como o pessoal do coleção pipoca gourmet aqui e outros exemplos da economia criativa como uber, airbnb e outros.Vejo esperança ainda no futuro.
  • sam levino  25/05/2017 22:54
    é esse pessoal que fica esperando a [url=fgts.pro.br/cnd-inss-como-emitir-como-funciona/]certidao inss[url] pra aposentar, país maldito!
  • Emerson Luis  20/06/2017 12:55

    A maioria (ou a totalidade) das pessoas sinceras que criticam o capitalismo de livre mercado não compreende o que de fato é o liberalismo.

    Com frequência acusam o capitalismo de causar aquilo que na verdade ele soluciona (ou solucionaria) e defendem como solução para determinados problemas o que na realidade é uma das suas principais causas: a intervenção estatal.

    * * *
  • Emerson Luis  21/06/2017 22:43

    A maioria (ou a totalidade) das pessoas sinceras que criticam o capitalismo de livre mercado não compreende o que de fato é o liberalismo.

    Com frequência acusam o capitalismo de causar aquilo que na verdade ele soluciona (ou solucionaria) e defendem como solução para determinados problemas o que na realidade é uma das suas principais causas: a intervenção estatal.

    * * *
  • Vagner  14/11/2017 12:02
    O seguro desemprego é uma vantagem dado pelo o Governo que visa permitir estabilidade e garantia de renda temporária a todo empregado que foram desligados das suas atividades funcionais trabalhista sem justa causa.

    https://empregadorweb.com/2017/08/quem-tem-direito-ao-seguro-desemprego/

    O valor disponibilizado para esta vantagem varia de acordo com a faixa salarial do funcionário, que pode atingir em até cinco parcela dependendo da situação, no entanto nem sequer todos os trabalhadores estão habilitados para conseguir essa vantagem. Para entender quem possui direito ao Seguro Desemprego, confira abaixo nosso passo a passo com todas as informações sobre essa vantagem.

    Saiba mais em https://empregadorweb.com


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