Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados
Um governo protecionista, tributador e ultra-regulador é o maior fomentador das grandes corporações

Em seu livro "O Caminho da Servidão", escrito ainda em 1944, Friedrich Hayek explicou que, quanto maiores e mais reguladores se tornassem os governos, maiores e mais poderosas seriam as grandes corporações.

Para Hayek, quanto maior se tornasse o governo, quanto mais subsídios e protecionismos ele praticasse, mais dominantes seriam as grandes empresas e menos prósperas seriam as pequenas e médias empresas.

A economia seria cada vez mais dominada por grandes empresas quanto mais poderoso, protecionista e regulador se tornasse o governo.

Vale enfatizar que Hayek explicou e previu tudo isso em uma época em que havia pouquíssimas corporações.

O problema

Em primeiro lugar, ser bem-sucedido em um ambiente concorrencial é um feito que não traz nenhuma garantia de continuidade. Se uma determinada empresa começa a apresentar altas taxas de lucro em um determinado mercado, a notícia rapidamente se espalha e, consequentemente, vários outros empreendedores ávidos por estes altos lucros irão adentrar este mercado para roubar uma fatia destes lucros.

Ato contínuo, a única maneira de esta empresa pioneira tentar manter sua fatia de mercado é ou reduzindo preços ou melhorando a qualidade de seus bens e serviços. Dado que nem sempre é possível introduzir melhorias na qualidade em um espaço de tempo tão pequeno — a entrada da concorrência sempre é rápida —, a opção inicial é pela redução de preços.

Mas, para se reduzir preços, é necessário reduzir custos: caso contrário, as margens de lucro ficam apertadas.

Se a empresa for eventualmente bem-sucedida em cortar custos, ela conseguirá manter sua margem de lucro. Só que essa margem de lucro continuamente alta servirá para atrair ainda mais empresas para este mercado, aumentando ainda mais a concorrência.

Inevitavelmente, em algum momento essa nova concorrência eliminará de novo os altos lucros, forçando a empresa pioneira a recomeçar todo o processo.

Sob este arranjo de livre concorrência, no qual o governo não concede subsídios, não impõe tarifas protecionistas para proteger determinadas indústrias, e não garante reservas de mercado por meio de agências reguladoras, apenas aqueles empresários competentes — aqueles que souberem antecipar corretamente as variadas e variáveis demandas dos consumidores, e que forem capazes de investir adequadamente seu capital de modo alcançar este objetivo — é que irão se dar bem.

O livre mercado, portanto, é um arranjo bastante incerto, hostil e variável, no qual poucos empresários podem se sentir permanentemente confortáveis. 

Desnecessário dizer que tal arranjo é ótimo para os consumidores, mas é uma dor de cabeça para empreendedores. Muito mais tranquilo seria simplesmente abolir todo este processo concorrencial.

E é aí que entra o governo.

Governo e grandes empresas: melhores amigos

Tendo em mente a dureza e a falta de sossego geradas pelo cenário acima descrito, o que você faria se fosse um empresário rico e com boas conexões políticas? O óbvio: você recorreria ao governo e pediria para que tal cenário de livre concorrência fosse restringido ao máximo. Você não quer a falta de sossego da concorrência pesada; você quer a tranquilidade da reserva de mercado.

Por isso, sejamos diretos: o que a grande maioria dos empresários realmente deseja é que o estado lhes proteja desta "concorrência selvagem" e lhes assegure uma fatia garantida de lucro, a qual lhes permita desfrutar a vida sem dores de cabeça e sem constantes preocupações acerca de como melhorar seus serviços aos consumidores. 

E qual a maneira de o estado fazer isso? Concedendo subsídios (ou empréstimos subsidiados com os impostos da população) que deem vantagem de mercado para estas grandes empresas, tarifas protecionistas que protejam estes empresários da concorrência de importados, e agências reguladoras que cartelizem o mercado e dificultem a entrada de novos concorrentes.

Esses são os benefícios mais diretos e mais fáceis de serem percebidos. Mas há também aquelas regulamentações que, à primeira vista, parecem ir contra os interesses das grandes empresas, mas que, na realidade, são grandes aliadas. 

Por exemplo, os impostos. Mesmo uma carga tributária alta ou um código tributário confuso e complexo podem ser do interesse dos grandes empresários: ambos não apenas impedem que novas empresas surjam e cresçam, como ainda representam um grande custo para as pequenas empresas já existentes. Ao passo que as grandes empresas, recheadas de contadores e tributaristas, conseguem navegar com facilidade pelos labirintos do emaranhado tributário, as pequenas empresas, que têm uma folha de pagamento menor e não podem se dar ao luxo de contratar contadores experientes e caros, dificilmente sobreviverão a esta etapa. Seguidas vezes cairão na "malha fina" da Receita e serão chamadas de "sonegadoras criminosas".

Até mesmo as regulamentações sanitárias servem para criar reservas de mercado: ao passo que sai barato aplicar regras da Vigilância Sanitária para mais uma cozinha padronizada de McDonald's, as mesmas exigências são proibitivas para uma pequena lanchonete ou um food truck.

Ou, como recentemente ocorreu no Brasil, ao passo que imposições do Ministério da Agricultura podem ser proibitivas para pequenos produtores rurais e pequenas empresas do ramo, as grandes e poderosas podem simplesmente subornar os fiscais.

Com efeito, a própria imposição governamental de padrões de qualidade uniformes representa uma forma de cartelização do mercado: tal imposição dispensa as empresas de concorrer entre si em relação à qualidade. E quando os padrões de qualidade exigidos são artificialmente elevados, os concorrentes de menor capacidade e de preço mais baixo perdem lugar no mercado.

Por fim, e não menos importante: quanto maior uma empresa se torna, mais ineficiente ela tende a ser. Se uma empresa cresce além de seu ponto ótimo, seus custos unitários de produção tendem a subir. Consequentemente, esta empresa estará abrindo as portas para potenciais concorrentes invadirem seu território, produzirem a custos mais baixos e, com isso, reduzirem esta empresa novamente ao seu tamanho ótimo.

Por isso, em um mercado genuinamente livre e concorrencial, as chances de existirem várias grandes empresas são extremamente baixas. Ironicamente, as grandes empresas fracassariam pelos mesmos motivos por que estados grandes fracassam: além de sua burocracia se tornar grande demais, torna-se impossível gerenciar uma mega-corporação desde uma localização central.

A capacidade das grandes empresas de explorar as economias de escala é limitada em um livre mercado: ao ultrapassar certo ponto, os benefícios do tamanho (por exemplo, menores custos de transação) são sobrepujados pelas deseconomias de escala (ineficiências e maiores custos de produção).

A única instituição que pode impedir que isso ocorra é, obviamente, o estado, que pode proporcionar a esta empresa a possibilidade de socialização desses custos ao blindá-la contra a concorrência: por exemplo, intervindo no mercado e estabelecendo impostos, exigências ambientais, exigências para licenciamento e para capitalização, e outros fardos regulatórios que exercem um impacto desproporcional sobre novas empresas, bem mais pobres quando comparadas a empresas ricas e já estabelecidas.

Não se deixe enganar pelas aparências

Quando o assunto é regulamentação, as grandes sempre estarão do lado do governo. E sempre terão a mais bela das intenções: garantir a qualidade do serviço e a segurança do consumidor. Elas sabem que o custo extra, se existir, será compensado com o mercado cada vez mais padronizado e centralizado em suas mãos.

Ao passo que os leigos vêem o aparato regulatório e todas as regulamentações como sinônimo de restrição ao poder das grandes empresas, a realidade é que tais regulamentações são as maiores aliadas das grandes empresas contra eventuais ameaças de concorrência trazida pelas pequenas empresas.

E essa relação de simbiose traz benefícios mútuos: ao ajudar a criar grandes empresas, o governo alcança seu objetivo. Como?

Um governo inchado e intruso sempre almejou a um objetivo supremo: controlar a economia e as pessoas. Estando o mercado dominado por grandes empresas — que se mantêm graças ao governo —, políticos e burocratas precisam apenas lidar com os grandes empresários, por meio de acordos escusos, para alcançar seu sonho do controle e do planejamento central.

Se o mercado fosse dominado por milhões de pequenas empresas independentes, seria praticamente impossível políticos e burocratas exercerem tanto controle sobre o mercado. É impossível efetivamente regular e controlar milhões de pequenas empresas geridas localmente. Qualquer tipo de controle ou planejamento central seria impossível em uma economia repleta de pequenas empresas gerenciadas por indivíduos ou famílias.

Já com uma economia cada vez mais cartelizada sob o comando do estado, o controle efetivo da economia depende de negociações com apenas um punhado de megaempresários. Por isso, social-democratas adoram uma economia formada por grandes empresas, sendo seus maiores fomentadores.

Um dos maiores mitos — para não dizer "a maior falácia" — do debate econômico é a ideia de que, se o governo for eliminado ou for substantivamente reduzido, as grandes empresas "tomariam o controle" e "governariam o mundo". A realidade é exatamente oposta: sem um governo para fornecer proteções e privilégios às grandes empresas, estas simplesmente não existiriam. Existindo, seriam poucas.

Conclusão

Uma economia repleta de grandes empresas que dominam vários setores da economia é um arranjo 100% criado pelo governo. Sem todos os direitos especiais, subsídios, protecionismos e privilégios concedidos pelo governo a grandes empresas amigas do regime, pequenas empresas teriam muito mais liberdade e facilidade para surgir e entrar em qualquer mercado.

Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, alimentício, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.). Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

O livre mercado não apenas não é pró-grandes empresas, como, ao contrário, é a maior — e única — ameaça à proliferação e manutenção de grandes empresas.

Por si só, não há nada de errado com grandes empresas. O problema é que, no arranjo econômico atual, as grandes empresas são produto direto de subsídios, protecionismos e vários outros benefícios criados pelo governo, inclusive impostos e regulamentações (que facilitam o domínio dos grandes ao punir os pequenos).

Empresas grandes e já estabelecidas têm mais capacidade e mais recursos para atender regulações minuciosas e onerosas. Empresas pequenas, que querem entrar naquele mercado mas que ainda não possuem muitos recursos financeiros, não têm essa capacidade. 

Empresas grandes podem contratar lobistas (ou podem simplesmente subornar políticos) para elaborar padrões de regulação que elas já atendem ou que podem facilmente atender, mas que são impossíveis de serem atendidos por empresas pequenas e recém-criadas. 

Empresas grandes podem subornar fiscais e burocratas. Empresas pequenas não têm essa capacidade financeira.

Regulações fazem com que o estado, por meio de suas licenças, conceda respeitabilidade a empresas escroques e impeça que empreendedores sérios e genuinamente competentes possam servir livremente os consumidores. Regulações impedem a formação de uma genuinamente boa reputação comercial, aquela que só se consegue por meio das preferências voluntariamente demonstrada por consumidores no livre mercado. 

Regulações, em suma, são a mais insidiosa maneira de se abolir a livre iniciativa, de garantir uma iniciativa privada ineficiente, de impedir a proliferação de pequenas empresas, e de inundar o mercado com empresas grandes, ineficientes e insensíveis às demandas dos consumidores.

____________________________________________

Leituras complementares:

A "Carne Fraca" pergunta: quem regula os reguladores?
Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

O estado agigantado gerou o estado oculto, que é quem realmente governa o país
____________________________________________

Juan Ramón Rallo, diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.

Leandro Roque, o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

Joel Pinheiro da Fonseca, mestre em filosofia pela USP e economista pelo Insper.


10 votos

SOBRE O AUTOR

Diversos Autores


"O Warren Buffett tem uma frase que para mim é sensacional, certa vez ele disse que "você deve confiar o seu dinheiro apenas a única pessoa que você tem certeza que nunca irá lhe passar a perna, você mesmo!".

Se for para investir em fundos ou qualquer outra aplicação gerida por terceiros prefiro ficar na renda fixa mesmo."

Isso me deixou curioso. Pelo que eu saiba o Warren Buffett investe em fundos de ações.

E mais, muitos empresários(ou trabalhadores que ganham muito) quando tem uma rentabilidade que deixa uma margem para investimentos pessoais, ele não o faz sozinho e sim por meio de holdings familiares apenas e exclusivamente para isso, e essas holdings são geridas por terceiros ou as mesmas se associam com um private banking de um banco ou vários bancos.
Pego exemplo o Abílio Diniz, ele tem a Península Participações, onde por meio desse fundo ele investe em outros fundos, ações, títulos e etc. Aliás os próprios banqueiros fazem isso, eles não colocam todo o dinheiro em seu próprio banco para investir, e investe parte dele em fundos de investimentos.
Os empresários que venderam recentemente suas empresas parece ser a regra, a grande maioria deles investem em fundos de invetimentos ou private banking porque não conhecem ou não sabem como gerir o dinheiro que auferiram na venda de sua empresa.

Portanto fica as seguintes perguntas: O private banking(clientes ricos) acaba se tornando pior do que investir sozinho? Se sim o por que?
Investir em um fundos de investimentos acaba se tornando pior do que investir sozinho? Se sim o por que?

Obs: Se a resposta for sim em todas as respostas, então vocês deveriam falar isso para os bilionários do private banking e dos fundos de investimentos que eles estão fazendo errado em confiar seu dinheiro em terceiros e começar a agir diferente, investir sozinho seus próprio dinheiro. E o que falar dos bancos de investimentos? Era para o UBS já ter ido a falência, porque obviamente os bilionários não são burros.
Sr. Capital Imoral

O artigo por você comentado, brilhantemente escrito, diga-se, refere-se à soberania que todo indivíduo deve ter para fazer diversas escolhas, em particular, ao direito de portar uma arma de fogo para defender-se.

O sr. dá a entender que acredita que por viver em coletividade um homem ou mulher não tem individualidade. Com todo o respeito, é algo bastante tacanho. Mas, não me surpreende vindo de alguém que diz buscar "socialismo e liberdade" ao mesmo tempo em que nega ser "dono"de si.

Por favor, divirta-nos mostrando como alguém que não é dono de si pode ser livre...

Ah, e antes que eu me esqueça, por favor, divirta-nos também contando mais sobre essa sua tese de que os traidores são os "neoliberais".

Deve ser por isso que Luiz Carlos Prestes, um comunista de carteirinha, entregou a sua esposa judia Olga Benário, grávida de 7 meses, a Getúlio Vargas, para ser deportada diretamente para a Alemanha nazista de Adolf Hitler em troca da sua liberdade.

Deve ser por isso que Fidel Castro traiu o governo dos EUA, que o apoiou na derrubada da ditadura de Fulgêncio Batista.

Certamente é por isso que socialistas/comunistas praticavam seus justiçamentos, para tanto bastando simplesmente desconfiar.

Provavelmente é por isso que governos socialistas/comunistas matam justamente o seu povo. Inclusive boa parte daqueles que ingenuamente os apoiavam por acreditar, como você, que socialismo significa liberdade e, chocados, começarem a perceber a cilada em que caíram tão logo os governos que ajudaram a subir ao poder chegam a ele.

Se isso não é "trair o coletivo", então, por favor, conte-nos o que é.

O Homem, com "H" maiúsculo, vive em coletividade. A coletividade é uma característica da espécie humana.

O homem, assim como a mulher, são indivíduos. E como tais, fazem suas escolhas. Coletivas e individuais. Inclusive quanto a quais coletivos pretendem seguir. E devem ter direito a elas. Isso inclui o poder de decisão sobre portar ou não arma de fogo.

Exatamente aí está o ponto. Aliás, vocês esquerdistas sabem muito bem usar o direito à individualidade quando ele lhes serve para vender suas idéias esdrúxulas. Ou você agora vai negar que as "feminazis" adoram bradar "meu corpo, minhas regras!"?

Seria divertido também ver o senhor, um orgulhoso filósofo e escritor, que diz que "já refutou Mises", explicando à essas mulheres sobre não ser seu dono, ser apenas uma ideia em prol do coletivo.

Sr. Capital Imoral, seus argumentos se baseiam inteiramente em uma visão completamente distorcida dos fatos. Algo, aliás, típico em esquerdistas. Distorcem a realidade ao sabor das suas conveniências para tentar adaptá-la à sua linha de raciocínio, se é que podemos dizer que há algum raciocínio em gente que nega a realidade à sua volta.

" Eu sou uma ideia, eu sou um espirito coletivo da busca pelo socialismo
e liberdade".

Sinto dizer, mas você terá de se decidir. Ou escolhe buscar o socialismo, ou o faz buscando a liberdade. Os mais de 100 milhões de mortos por esse regime nefasto e suas famílias (as que sobreviveram) certamente têm muito a dizer sobre liberdade no socialismo.

Diga em qual lugar do mundo socialismo e liberdade andaram juntos. A história mostra justamente o contrário. Socialismo sempre mostrou-se o oposto à liberdade e um sinônimo de autoritarismo. Norte-coreanos, cubanos, chineses, russos, venezuelanos, vietnamitas, cambojanos, romenos, poloneses, etc, têm muito a ensinar sobre isso.

Talvez você mesmo possa nos contar sobre como pode significar liberdade um regime que foi capaz de matar mais que a soma de todas as guerras do século XX. Pior: os mortos por esse regime eram do povo dos próprios países socialistas, não de países inimigos. Os povos que viveram sob esse regime sabem como ninguém o que é traição.

Mas, o senhor, iluminado como diz ser, poderia nos enriquecer contando quais países cujos governos adotaram idéias liberais provocaram o mesmo efeito.

Regimes socialistas só foram implementados às custas de repressão, violência e autoritarismo, com muito sangue derramado. Nem mesmo esse método e imposição garante a sua sobrevivência. Todos os regimes socialistas caíram de podres. Os que ainda sobrevivem estão cada vez mais fracos, sua vez de desmoronarem não tardará. E isso ocorre exatamente por causa da realidade. Não se pode negá-la eternamente.

Um dos grandes erros de vocês socialistas é tentar vender o capitalismo como se ele fosse uma espécie de entidade, algo criado artificialmente. Não percebem que o capitalismo é simplesmente a realidade entre as relações comerciais entre as pessoas. Liberais defendem o curso natural das coisas. O livre mercado.

Diferentemente do socialismo/comunismo, que um conjunto de teorias criadas por "pensadores" baseados exatamente na distorção da realidade. E que só pôde ser efetivamente implementado à força.

A julgar pelo fato de os mais bem sucedidos países do mundo adotarem, em variados graus, idéias liberais; mostra que quanto maior a interferência do Estado no cotidiano do cidadão, piores são as condições de vida da população, do coletivo.

Aí está uma lição para você pesquisar e estudar, sr. Capital Imoral. Tire os óculos ideológicos e observe o mundo à sua volta. Nada mais anti-socialista. Veja os rankings dos países com melhor IDH, com melhores indicadores de desenvolvimento. E veja quais são os países que mais implementam idéias liberais. Silogismo em estado puro.

Quanto à propriedade nada mais é que uma conquista daquele que trabalha duro por ela. Só questiona o direito à propriedade aquele que quer aquilo que pertence aos outros. Duvido que você abra mão das suas propriedades para ser coerente com o seu discurso contrário à ter esse direito.

Quando o fizer, senhor filósofo e escritor, aponte-nos, por favor, países sob regimes socialistas que estejam entre os primeiros em qualidade de vida, renda per capita, desenvolvimento humano, etc

Aí sim você estará refutando Mises. Do contrário, toda a sua ladainha de esquerdista só confirmará o quão ele está certo.





11 horas

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Carlos Neto  20/03/2017 16:31
    Excelente! A analise tributaria resume muito bem a Banania!
  • O Inquisitor  20/03/2017 16:52
    Num livre mercado genuíno, como uma empresa iria concorrer com a Google, Apple ou Facebook?
  • Ex-microempresario  20/03/2017 17:12
    Do mesmo jeito que o Facebook concorreu com o Orkut, o Google concorreu com o Yahoo e a Apple concorreu com a IBM.
  • Realista  20/03/2017 17:15
    A pergunta é séria? Não pode ser. Há mais de uma dúzia de concorrentes do Google, por exemplo. Por que você não os usa? Bing, DuckDuckGo, Blippex, Wolfram Alpha, Blekko, Naver, Yandex, Pipl, Baidu, Yacy e StartPage estão aí, [link=g1.globo.com/mundo/noticia/2013/07/google-conheca-as-alternativas-ao-gigante-das-buscas.html]implorando para você utilizá-los.

    Por que você não os utiliza? Simples: porque você reconhece que os serviços fornecidos pelo Google são os melhores. Consequentemente, você voluntariamente privilegia o Google em detrimento dos outros. Você não quer abrir mão da qualidade e da praticidade do Google, né? E ainda o critica justamente por lhe fornecer todas essas comodidades.

    Eis os concorrentes da Apple: Google, Samsung, Sony, Motorola, Lenovo, Nokia, Microsoft, IBM, Dell e Adobe.

    Facebook? Snapchat, Instagram, Google, Twitter, Kik, Yahoo, Microsoft e AOL.


    Todos estão aí, implorando para você usá-los. Mas você não abre mão de nenhum dos três que você citou. Compreensivelmente, aliás. Você gosta de qualidade.
  • Rodrigo  20/03/2017 17:17
    Vejamos só por alto e de cabeça:

    Apple: Samsumg, Dell, HP

    Facebook: Pinterest, Orkut, Myspace

    Google: Yahoo, sua pesquisa, e tem um chines famoso.

    Mas essa não é a questão. Num mercado livre essas empresas até podem manter o monopólio, mas o farão oferecendo serviços de qualidade com preços baixos. O que no fim beneficia o consumidor. Se a entrada no mercado é livre, não há o que se falar em monopólio, apenas em dominância, temporária do mercado.
  • O Inquisitor  20/03/2017 17:34
    Eu sei que um "monopólio" onde a empresa fornece produtos de qualidade para o consumidor final não é um problema, mas me refiro à afirmação: "sem um governo para fornecer proteções e privilégios às grandes empresas, estas simplesmente não existiriam. Existindo, seriam poucas.".

    Num livre mercado REALMENTE não existiria uma Google ou uma Apple? O Valor de mercado delas é maior que muito PIB por aí, e ainda assim elas não se "afogaram" em burocracia.
  • Rodrigo  20/03/2017 17:48
    Para começar, monopólio significa, por definição, restrição à liberdade de entrada. E a única entidade com poderes para restringir a liberdade de entrada é o governo.

    Logo, a pergunta é: o governo impede a entrada de concorrentes em alguma dessas áreas?

    Sobre a Apple, posso falar que ela se beneficia fortemente das leis de patente e propriedade intelectual, que nada mais são do que monopólios intelectuais impingidos pelo governo. Isso funciona como uma pequena reserva de mercado. Não sei como é para a Google.
  • Andr%C3%83%C2%A9  20/03/2017 21:06
    Poderia existir uma google ou apple sim no livre mercado, mas veja bem, existe uma diferença entre você ter um monopólio protegido que um concorrente tem barreiras para entrar, e uma empresa com uma dominância temporária de mercado.

    Empresas com monopólio protegido tem liberdade para praticar serviços ruins e cobrar preços maiores, pois o consumidor não tem alternativa. Exemplo: imagine que em um país chamado Bananil só tem quatro operadoras de celular chamadas de A, B, C e D. Todas as quatro praticam preços bem parecidos e tem serviços mediocres. E ai? Qual você prefere? Quer serviço bom por preço baixo? Ah, que pena, só tem essas 4 opções para você. Pode escolher.

    Já em outro país chamado Desenvolvidolândia, sem protecionismo do setor telefônico, você pode escolher entre 15 operadoras de diferentes países, cada uma com preços e níveis de qualidade diferenciados, ah, tem um porém, a operadora A tem 70% do mercado. Opa, mas isso dai não é ruim?! Não, porque veja bem, se a operadora A tem a maior fatia de um mercado livre, é porque a população reconhece que seus produtos são de qualidade em comparação a todas as outras. Logo A só poderia se manter a frente caso continuasse a oferecer os melhores serviços para a população, se ela para de investir em pesquisa ou infraestrutura para manter os serviços, a qualidade percebida cai e os concorrentes simplesmente vão para B, C, etc....

    Percebe a diferença? Pode existir uma google num livre mercado, mas e dai que exista? Se existe, é porque as pessoas reconhecem que os serviços dela batem de longe todas as outras em termos de qualidade e isso é bom para o consumidor. Mas ela deve sempre estar melhorando, pois seus concorrentes podem, um dia, se tornar melhores que ela.
  • 4lex5andro  22/03/2017 13:27
    Porém, esse país chamado Desenvolvilandia só continuaria assim até seu Banco Nacional de Desenvolvimento e seu Conselho Administrativo de Defesa Econômica resolverem promover a operadora A como escolhida em sua política de "vencedores" e financiar que A adquira a juros camaradas as operadoras concorrentes.
  • Felipe Longhi   20/03/2017 17:01
    Concordo com a linha de raciocínio do artigo, porém creio que o governo é tão incompetente não teria capacidade para planejar tudo isso. O que quero dizer é que se hoje as coisas estão orquestradas desta forma, é digamos um mero acaso, ou seja, isso simplesmente aconteceu e não foi planejado. Lógico que aconteceu porque pouco a pouco foram implementadas ações que visavam um pouco deste "todo".

    De qualquer forma isso não faz diferença, mas só queria expor minha opinião de que este "arranjo" não foi um dia, lá atras planejado, mas sim ocorreu de forma natural.
  • Rodrigo  20/03/2017 17:06
    Entendo seu ponto de vista. Mas, antes de tudo, governos são formados por indivíduos. Não é porque o governo como um todo não funciona que os indivíduos seguirão a mesma lógica. O comportamento individual é desregulado e é ele que controla tudo isso. Então é fácil driblar esses sistemas quando se está no poder.

    Artigo exatamente sobre isso:

    O estado agigantado gerou o estado oculto, que é quem realmente governa o país
  • André Simon   20/03/2017 17:02
    Excelente, só faltou citar o oligopólio do transporte terrestre. O primeiro que a social-democracia ataca, infernizando a vida do trânsito para forçar o uso dos ônibus. Ficam indiferentes ao uso de motos por exemplo, pois quanto mais perigoso esse veículo melhor. Nunca fazem nenhum tipo de engenharia de trânsito pra transformar em seguro o uso de motos pois isso é ameaça ao oligopólio que gera impostos a cada locomoção das pessoas !
  • Alexandre  20/03/2017 17:03
    Há um piso -- ou uma barreira -- financeiro-burocrático pra se empreender no Brasil. Só os pequenos que operam em um mercado livre, sem privilégios e proteções, que o sentem.
  • Max William  20/03/2017 17:12
    Muita regulamentação com corrupção mostrou que é muito ruim. Mas sem regulamentação as empresas continuariam fazendo este mesmo problema com a carne e como poderia vender mais barato forçaria todas a fazerem o mesmo esquema para competir. A Regulamentação tem que ser justa e igual para todas. Ninguem venderia carne estragada se não desse mais lucro. A carne estragada nada mais é que a carne que seria jogada fora(Prejuízo). Mas que disfarçada continua a dar lucro.
  • Auxiliar  20/03/2017 17:26
    Errado, meu caro.

    Para começar, ninguém defende a ausência de regulação. Nunca haverá uma escolha entre regulação e ausência de regulação. O real debate é: quem fará a regulação? Você prefere uma regulação feita por políticos e burocratas, ou uma regulação feita pelas forças do mercado?

    Caso houvesse uma regulação genuinamente concorrencial, na qual certificadoras privadas — concorrendo entre si e batalhando por sua reputação — fossem as responsáveis por inspecionar a qualidade das carnes, alguém consegue imaginar o que ocorreria com uma certificadora que fosse flagrada em suborno? Quais as chances de ela estar operando hoje no mercado? Qual empresa séria iria querer ostentar seu selo?

    E, caso você pense que isso é utopia, saiba que tal arranjo já existe. Ele está ao seu lado agora, neste momento. Pegue algum produto elétrico ou algum eletrodoméstico em sua casa e você encontrará um selo ou da UL (Underwriters Laboratories) ou da CSA, ou da ETL.

    A UL, a mais famosa delas, é uma certificadora privada e independente fundada em 1894, e que certifica cerca de 20.000 produtos diferentes — eles emitem 20 bilhões de selos por ano.

    Além destas, temos também o IVC brasileiro, o Conar, a Lloyd Register, o ABS (American Bureau of Shipping), o Bureau Veritas, o Det Norske Veritas, a S.A.E. (Society of Automotive Enginners) e várias outras.

    Essas são apenas as que eu lembrei de cabeça.

    Ou seja, o modelo para o qual você pede explicações (pois acha que ele é impossível) já existe no mundo real.

    Assim como o de suas concorrentes, estes selos privados têm credibilidade, pois competem no mercado e dependem de sua reputação para sobreviver. Uma vida perdida por conta de um produto mal-testado pode significar sua falência.

    Já o "selo do rei" não tem credibilidade, pois não compete no mercado. Mas tem monopólio e, por isso, sua baixa reputação não o faz perder clientes.

    No caso do Ministério da Agricultura, como se trata de um órgão estatal e monopolista, não apenas ele continuará firme no mercado, distribuindo atestados de qualidade por aí a fora, como também tornará mais difícil a vida de empreendedores honestos. Afinal, por que continuar confiando em um órgão estatal monopolista que distribui selos igualmente para honestos e para escroques, sem seguir nenhum critério de mercado e, exatamente por isto, sem se preocupar com as consequências de suas atitudes?

    Um órgão estatal monopolista não opera seguindo o mecanismo de lucros e prejuízos que apenas o mercado impõe, o que significa que ele não possui nenhum incentivo para ser criterioso. Errando ou acertando, sua reserva de mercado continuará intacta, assim como o polpudo salário de seus burocratas. Quem ostenta o selo do Ministério da Agricultura não traz consigo garantia alguma de ser idôneo. E um selo concedido a vigaristas não gera nenhuma punição para o órgão estatal.

    O objetivo do Ministério da Agricultura, bem como o de qualquer agência reguladora, sempre foi um só: proteger os poderosos e já estabelecidos, dificultando o empreendedorismo dos menos financeiramente capacitados. Esta notícia da carne foi apenas mais um exemplo prático do inexaurível conluio entre a burocracia estatal e os grandes interesses econômicos com o intuito de garantir fatias de mercado para alguns poucos privilegiados.

    Para quem discorda e sinceramente crê na benevolência estatal, fica a pergunta: se o estado está realmente interessado no bem-estar da população, então por que ele não permite a proliferação de certificadoras privadas concorrendo livremente no mercado? A oferta de serviços seria abundante, mais barata e mais rápida. Uma quantidade muito maior de produtos seria certificada.

    Por que monopolizar e restringir este mercado essencial? Pior ainda: por que restringi-lo apenas à supervisão de burocratas estatais, justamente as pessoas menos sensíveis às consequências de maus resultados?

    Apenas imagine se fosse uma certificadora privada que houvesse feito essa lambança. O que aconteceria com ela? Haveria conserto para a sua reputação? Haveria apenas falência e cadeia. Uma certificadora privada que participasse deste conluio seria imediatamente denunciada por suas concorrentes, que estariam ávidas por sua quebra para então assumir sua fatia de mercado.

    Artigo inteiro sobre isso, publicado ainda ontem:

    A "Carne Fraca" pergunta: quem regula os reguladores?
  • William  20/03/2017 19:13
    Regulação e certificacao privadas são ainda mais fáceis de serem subornadas...
  • Jefferson  20/03/2017 20:07

    É? E aí o que acontece com a empresa que der seu certificado para um produto porcaria?

    Se for uma certificadora estatal, não apenas não acontece nada, como o governo ainda aumenta os repasses orçamentários para esse órgão, e ainda abre mais concursos públicos.

    E se for uma certificadora privada? Sua reputação aumenta? Suas receitas aumentam? Seus futuros contratos disparam?

    Pela sua lógica, a UL e a Lloyd são mais facilmente corruptíveis que o Ministério da Agricultura e o Inmetro (que, recentemente, deu seu selo de qualidade para bombas de gasolina que vendiam ar ...)

    É cada gênio da lógica que despenca por aqui.
  • 4lex5andro  22/03/2017 13:40
    Certificadoras privadas teriam maior chance de serem corrompidas do que as estatais ?

    "(.... )e o encerramento das atividades de algumas empresas, como a Arthur Andersen - no midiático escândalo da Enron em 2001, onde foi acusada de complacência com as fraudes realizadas nessa empresa, sendo inocentada pela Suprema Corte dos Estados Unidos(....)"

    "Quase metade dos investidores de empresas dizem que chegariam a deixar de investir, ou ao menos repensar o investimento em uma empresa, caso ela contratasse auditoria de uma firma não pertencente ao Big Four."

    Pode ser, no caso de ambos os lados quiserem perder valor de mercado, ou rasgar dinheiro.

  • Tiago Moraes  20/03/2017 17:16
    O texto deixou de mencionar um aspecto fundamental do caso. O governo federal, através de fundos de pensão , da Caixa Econômica Federal e do BNDES participações, tem participação no controle acionário da JBS Friboi (26% do capital controlador) e da BRF Foods (23% do capital controlador). Logo, o governo federal, além do caráter regulador, também pode influir sobre decisões operacionais e corporativas das duas empresas.
  • anônimo  20/03/2017 17:22
    Como hoppe sempre fala: ''o rico é rico por um motivo... ''. É uma grande ilusão achar que um sistema feito para beneficiar as massas as custas aristocracia (democracia) não seria pervertido pela própria elite intelectual.
    Esses empresários são as pessoas mais inteligentes da sociedade, são as pessoas com maior QI, eles se utilizam da ignorância e ''ganância burra''(como diria bastiat) da população que pede para o Estado apontar armas para essas empresas para garantir o ''bem comum'', eles simplesmente viram essa arma para seus concorrentes o que cria seus privilégios.
  • Hans  20/03/2017 17:31
    Você está correto. E a grande prova disso é a dissonância cognitiva da população em relação à FIESP e ao livre comércio: ao mesmo tempo em que a população diz odiar a FIESP, ela defende as próprias tarifas de importações que servem para proteger a FIESP e para proibir a liberdade de escolha do povo.

    Outro exemplo: reclamam dos altíssimos preços dos carros nacionais, mas são contra a abolição das tarifas de importação para carros estrangeiros, pois isso "acabaria com empregos nas montadoras".

    Condenam os grandes empresários, mas defendem exatamente aquela política que faz deles os maiores beneficiados.

    Há também aquele exemplo clássico: odeiam políticos, mas querem que as principais empresas do país fiquem sob o comando deles.
  • Taxidermista  20/03/2017 18:43
    Ou ainda: odeiam políticos, mas pedem tudo para o estado (controlado primariamente por políticos): auxílio-doença, seguro-desemprego, aposentadoria, saúde, educação, habitação, empréstimo para fazer faculdade, subsídios, proteção contra produtos estrangeiros, bolsa-família, bolsa-travesti, cotas, habitação, etc. etc.

    Reclamam que "político é tudo corrupto" mas imploram de joelhos para que esses mesmos políticos sejam os controladores do dinheiro de todo mundo que produz na sociedade.
  • André  20/03/2017 17:49
    A esmagadora maioria das grandes empresas no Brasil está tão acostumada a privilégios e protecionismos que, se encararem de frente uma verdadeira concorrência, quebram em um ano.

    Como se dizia "antigamente": Quem não tem competência não se estabelece.
  • José Ricardo das C.Monteiro  20/03/2017 18:00
    Está mais do que na hora para fazermos a experiência com (ou dos) metacapitalistas, ou seja, dar um fim às regulamentações estatais, e deixar que os metacapitalistas exerçam seus sonhados monopólios, lá se vão mais uns dois séculos de novas para um acerto. Bem, como diz, Theodore Darymple: essa é a vida, dois passos à frente, um passo a trás - ou é ao contrário?
  • Guilherme  20/03/2017 18:08
    Impossível. A esquerda, a maior defensora dos metacapitalistas e das proteções ao grande empresariado, não deixa. Enquanto houver esquerda não haverá livre mercado.
  • José  20/03/2017 20:23
    Em um mercado totalmente livre e desregulamentado, como as inovações tecnológicas se seriam protegidas?
  • Guimarães  20/03/2017 20:33
    Protegidas de quê?!
  • Taxidermista  20/03/2017 20:58
    Você deve estar se referindo à "propriedade intelectual".

    Pois saiba: a tal "propriedade intelectual" vai de encontro à propriedade privada:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=17


    www.mises.org.br/Product.aspx?id=29
  • Magno  20/03/2017 21:03
    Esse seu cenário já ocorre: veja a indústria da moda.

    Lá as cópias correm soltas e a indústria está cada vez mais forte. A cada ano surgem novas grifes e consumo de roupas de uma marca específica só aumenta (exceto em épocas de crise econômica, obviamente).

    Não podemos também nos esquecer da indústria de cosméticos e de perfumes. Estas também só se expandem. Embora as cópias existam em profusão, os investimentos em linhas caras de perfumes só aumentam.

    Vale repetir: no ramo da moda, as cópias ocorrem da noite pro dia, e no entanto trata-se de uma das indústrias mais lucrativas do mundo. Não há absolutamente nenhum tipo de direito autoral ou de patente. Mais ainda: você pode comprar cópias de roupas e bolsas de enorme qualidade, e ainda assim as marcas originais continuam ganhando fábulas de dinheiro.

    E os grandes nomes da sua indústria são podres de rico. E todas as suas obras são copiadas livremente. Não há absolutamente nenhum tipo de propriedade intelectual, os produtos piratas e baratos abundam, e mesmo assim os lucros das grandes seguem intactos.
  • Andr%C3%83%C2%A9  20/03/2017 21:26
    Eu penso da seguinte forma: Ao invés de você pagar advogados para processar pessoas, você paga designers e marqueteiros para se manter a frente da concorrência e estabelecer uma marca.
  • Skeptic  20/03/2017 21:03
    Esse tal de Diversos Autores escreve muito para o IMB.
  • João Kugler  22/03/2017 11:05
    Kkk, entendo que foi ironia, mas caso não tenha sido mais embaixo do artigo tem os nomes dos autores
  • Skeptic  22/03/2017 20:20
    Quando eu li, não tinham colocado ainda. Valeu.
  • Minha arma, Minha vida  20/03/2017 21:49
    A economia do Brasil é como um filho com uma doença degenerativa.

    As pessoas sabem que ela vai morrer, mas elas não podem abandoná-la.

    Isso não tem cura !

    O governo é professor de corrupção. A cultura do crime já foi instaurada. A cultura da expropriação e do confisco já foi implantada.

    Esse país parece um monte de escravos que se entregaram à escravidão do governo. O país parece uma senzala com escravos tomando chibatadas dos políticos, e não fazem nada para enfrentar os marginais.

    O povo se entregou à escravidão do governo, dos políticos e dos alunos criminosos do governo.
  • Insurreição  21/03/2017 02:22
    A solução é todo mundo ir embora do Bostil.
  • Taxidermista  20/03/2017 23:03
    Off: esse aqui do Gordon é bacana de publicar por aqui:

    mises.org/blog/how-ray-kroc-mcdonalds-built-entrepreneurial-empire
  • Anonimo  21/03/2017 01:27
    Off Topic:
    Alguém já chegou a ler a critica que Nicolai Bukharin fez a Bohm Bawerk? Eu só consegui achar respostas austriacas bem curtas ou indiretas a ela. Essa critica é usada por comunistas até hoje pra supostamente refutar o valor subjetivo. Gostaria de alguma opinião sobre ela.
  • anônimo  21/03/2017 03:21
    O metacapitalismo deve ser destruído!
  • Carlos Lima  21/03/2017 05:13
    Gostaria de saber quais foram os autores deste artigo. É possível?
  • Júnior Leite  21/03/2017 10:41
    Muito boa matéria, sou muito simpático a teoria do livre mercado sem agencias reguladoras e com estado mínimo. Mas, preciso de exemplos práticos onde essas teorias funcionam de fato
  • anônimo  21/03/2017 11:38
    Suíça, Nova Zelândia, Liechtenstein, Hong Kong, sem contar mini-estados como Mônaco, Andorra, San Marino etc.
  • saoPaulo  21/03/2017 14:17
    E nós precisamos de exemplos práticos onde a teoria do Welfare State funciona de fato...
  • Felipe TCB  21/03/2017 16:32
    Boa Tarde.

    A pouco tempo comecei a ter contato com a Escola Austriaca de Economia, pois comecei a operar em bolsa e resolvi expandir meus conhecimentos. Tenho uma dúvida: não foram mercados pouco regulados que permitirão o surgimento de grandes monopólios como os de Rockefeller, Carnegie e Vanderbilts nos EUA? Um mercado totalmente livre não resultaria em empresas deste nível? Ainda mais no Brasil com sua acentuada desigualdade.
  • Guilherme  21/03/2017 17:05
    Exatamente o contrário. Não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. E isso não é teoria, é empiria pura. Pode conferir os principais exemplos práticos nos dois artigos abaixo -- inclusive Rockefeller e Vanderbilt, que, sozinhos, derrubaram incrivelmente os preços de seus próprios produtos e aumentaram a qualidade (também quero ser vítima de um "monopólio assim")

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    O mito do monopólio natural
  • Felipe TCB  22/03/2017 20:27
    Obrigado pela resposta.

    Vou ler os artigos.
  • Felipe Lange Souza Borges dos Santos  21/03/2017 17:01
    Eu que não sou da área de informática, fico estupefato do quão dinâmico e concorrencial que é o mercado de tecnologia da informação. Todo ano tem novidade. É claro que um ladrão sanguessuga de algum cargo estatal deve estar pensando nesse momento em como meter a mão.
  • Rafael Costa  21/03/2017 19:28
    Muito bom artigo, com argumentações muito boas e sólidas.

    Aproveitando o assunto: gostaria de saber, como desfaz as grandes corporações que continuam há muito tempo no mercado e acabam por por em cheque a idéia de que grandes empresas não se sustentam. Até mesmo as norte-americanas, onde a ideal de livre mercado impera vemos isso. A quase secular Boeing detém muito o mercado aeronáutico por muito tempo, a General Motors, a antiga Chrysler que agora é Fiat-Chrysler. Esta última demonstra de fato que a ideia de livre mercado onde grandes empresas morrem não funciona. Sem falar na Volkswagem que comprou a BMW. As grandes fusões que tornam cada vez maiores as empresas. A Basf que comprou a Monsanto.

    A pergunta é: como desfazer? E porque elas prosperam?
  • Thomas  21/03/2017 20:42
    "A quase secular Boeing detém muito o mercado aeronáutico por muito tempo"

    Sim, pois é subsidiada pelo Eximbank, um banco estatal cuja função é conceder empréstimos para quem for importar produtos americanos (na prática, o banco serve para garantir as exportações da Boeing).

    O governo americano, com o dinheiro de impostos, garante a reserva de mercado da Boeing.

    "a General Motors"

    Socorrida pelo governo americano em 2008-2009. Não fosse isso, já estaria quebrada, pois o consumidor americano deixou claro que não mais queria comprar seus produtos.

    "a antiga Chrysler que agora é Fiat-Chrysler. Esta última demonstra de fato que a ideia de livre mercado onde grandes empresas morrem não funciona."

    Oi?! Você próprio acabou de dar um exemplo de uma empresa falida (Chrysler) que só segue existindo porque foi comprada por outra (Fiat) que recebe grandes subsídios do governo italiano.

    Isso é livre mercado onde?

    "Sem falar na Volkswagem que comprou a BMW. As grandes fusões que tornam cada vez maiores as empresas."

    Fusão de empresas é perfeitamente normal. Empresas em dificuldades são compradas por empresas melhores e mais bem capitalizadas. Não há nada de errado nem de anti-mercado nisso. O problema, aí sim, é quando a fusão é bancada com dinheiro de impostos, como faz o BNDES.

    "Até mesmo as norte-americanas, onde a ideal de livre mercado impera vemos isso."

    Isso foi zoeira, né?
  • Rafael Costa  21/03/2017 23:09
    Caro Thomas, agradeco pelos seus comentarios!
    Muito pertinentes suas observacoes.
    Acrescento, porem, que ainda nao vejo um horizonte viavel de como podemos resolver, ou pelo menos, pulverizar estas gigantescas empresas. Principalmente, depois da crise de 2008, que o governo dos EUA teve que salvar com toneladas de dinheiro o setor financeiro (Bank of America e JP Morgan), e agora ficou refem deles proprios.

    Abs


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.